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FACULDADE DE ENSINO DE MINAS GERAIS CURSO DE DIREITO KAYQUE SANTOS DE SOUSA Controle de Constitucionalidade Belo Horizonte 2024 1. CONCEITO DE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE O controle de constitucionalidade é um mecanismo jurídico essencial para assegurar que as leis e atos normativos estejam em conformidade com a Constituição, garantindo, assim, a supremacia da norma fundamental e o adequado funcionamento do Estado democrático de direito. Baseado na premissa de que a Constituição é a norma suprema de um país, o controle de constitucionalidade atua como um instrumento de preservação da ordem jurídica, impondo limites às ações legislativas e executivas, e assegurando que as normas infraconstitucionais não desvirtuem os valores e princípios constitucionais. Esse controle desempenha um papel crucial, pois visa à estabilidade e à coerência do ordenamento jurídico, assegura o respeito às normas constitucionais e impede que normas contrárias à Constituição sejam aplicadas. No contexto brasileiro, a competência para exercer o controle de constitucionalidade recai, predominantemente, sobre o Poder Judiciário, o qual desempenha essa função em defesa dos direitos fundamentais e da supremacia constitucional. 2. AS MODALIDADES Controle generalizado é o controle que pode ser exercido por qualquer juiz ou órgão judicial. Isso acontece em casos especiais, quando um juiz declara inconstitucional uma lei ou ato normativo do poder público. O principal objetivo do controle generalizado é a proteção dos direitos limitados pela norma. O controle concentrado: é o controle concentrado em uma ou mais organizações, com competência original limitada. Os instrumentos processuais que permitem um controle concentrado são as ações diretas de inconstitucionalidade (ADI), as ações declaratórias de constitucionalidade (ADC), as ações diretas de inconstitucionalidade por omissão (ADO) e as ações de descumprimento de princípios fundamentais (ADPF). ). O controle preventivo: é realizado durante o processo legislativo, para verificar se o projeto de norma está de acordo com a Constituição. Um exemplo de controle preventivo no Brasil é o veto legal do Presidente ou do Presidente da República. O controle repressivo é exercido após a entrada em vigor da norma. 3. SISTEMA BRASILEIRO DE CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE O sistema de controle de constitucionalidade no Brasil consiste em dois tipos de controle: generalizado e concentrado. O controle difuso, também denominado concreto, é exercido por qualquer órgão judicial, que pode declarar uma lei inconstitucional e recusar-se a implementá-la. Os efeitos da sentença são inter parte, mas podem ser erga omnes se a decisão for do STF. A fiscalização focada é realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e analisada teoricamente. Os efeitos das decisões são erga omnes e vinculativos. Os instrumentos processuais que permitem O controle da concentração são: ação direta de inconstitucionalidade (ADI), ação declaratória de inconstitucionalidade (ADC), ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO), pedido de inconstitucionalidade respeito a princípio fundamental. (ADPF). Os Poderes Executivo e Legislativo podem ordenar aos seus órgãos subordinados que não apliquem administrativamente as leis ou atos que considerem inconstitucionais. 4. MECANISMO DE CONTROLE O sistema de controle de constitucionalidade no Brasil consiste em dois tipos de controle: generalizado e concentrado. O controle difuso, também denominado concreto, é exercido por qualquer órgão judicial, que pode declarar uma lei inconstitucional e recusar-se a implementá-la. Os efeitos da sentença são inter parte, mas podem ser erga omnes se a decisão for do STF. A fiscalização focada é realizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e analisada teoricamente. Os efeitos das decisões são erga omnes e vinculativos. Os instrumentos processuais que permitem o controle da concentração são: ação direta de inconstitucionalidade (ADI), ação declaratória de inconstitucionalidade (ADC), ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO), pedido de inconstitucionalidade – respeito a princípio fundamental. (ADPF). Os Poderes Executivo e Legislativo podem ordenar aos seus órgãos subordinados que não apliquem administrativamente as leis ou atos que considerem inconstitucionais. 5. PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS Os **princípios fundamentais do controle de constitucionalidade** são essenciais para garantir que a Constituição seja a norma suprema do ordenamento jurídico, orientando as decisões do poder público e das demais normas. Esses princípios asseguram a eficácia e a prevalência da Constituição em relação às demais normas. Entre os principais princípios, destacam-se 1. Princípio da Supremacia da Constituição A Constituição é a norma fundamental e superior do ordenamento jurídico de um país. Ela deve ser respeitada por todos os atos normativos e decisões dos poderes públicos, ou seja, nenhuma norma infraconstitucional pode contrariar os preceitos constitucionais. Esse princípio assegura que a Constituição seja a base e o parâmetro para a validade de todas as demais normas e atos do Estado. 2. Princípio da Rigidez Constitucional A rigidez constitucional refere-se à característica da Constituição que dificulta a sua alteração. Para que mudanças na Constituição sejam realizadas, é necessário um processo legislativo mais rigoroso, diferenciado da alteração das normas infraconstitucionais. Isso garante maior estabilidade à Constituição e preserva sua supremacia ao dificultar modificações que possam comprometer seus princípios fundamentais. 3. Princípio da Presunção de Constitucionalidade Todos os atos normativos e leis são presumidos constitucionais até que se prove o contrário. Ou seja, as normas criadas pelo legislador, sejam leis, decretos ou outros atos, são inicialmente consideradas válidas e compatíveis com a Constituição, e é necessário um processo judicial para que se declare sua inconstitucionalidade. Esse princípio assegura a segurança jurídica, uma vez que a presunção de constitucionalidade impede que normas sejam questionadas sem uma análise cuidadosa e um processo específico. 6. JURISPRUDENCIA DO STF Ementa AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ESTADUAL 10.058/2013 DO ESTADO DA PARAÍBA. SERVIÇO PÚBLICO DE TELEFONIA MÓVEL. OBRIGAÇÃO DE FORNECER AO CONSUMIDOR INFORMAÇÕES SOBRE ÁREA DE COBERTURA E QUALIDADE DO SINAL. ENCARGOS E SANÇÕES NÃO PREVISTOS NOS CONTRATOS DE CONCESSÃO DO SERVIÇO, CELEBRADOS COM A UNIÃO. USURPAÇÃO DAS COMPETÊNCIAS FEDERAIS PARA DISPOR SOBRE O TEMA. 1. Tendo em vista (a) a simplicidade da questão de direito sob exame; (b) a exaustividade das manifestações aportadas aos autos; e (c) a baixa utilidade da conversão do rito inicial adotado para o presente caso, a ação comporta julgamento imediato do mérito. Medida sufragada pelo Plenário em questão de ordem. 2. As competências para legislar sobre telecomunicações e para definir os termos da prestação dos serviços de telefonia móvel, inclusive sob regime de concessão, cabem privativamente à União, conforme o disposto nos arts. 21, XI; 22, IV, e 175 da Constituição Federal. Precedentes. 3. Ao criar, para as empresas que exploram o serviço de telefonia móvel no Estado da Paraíba, obrigações adicionais não previstas nos contratos de concessão, sujeitando tais prestadoras a sanções administrativas e pecuniárias no caso de descumprimento, a Lei Estadual 10.058/2013 imiscuiu-se indevidamente nos termos da relação contratual estabelecida entre o poder federal e as concessionárias. 4. Ação direta julgada procedente. Decisão O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, julgou procedente o pedido, para declarar a inconstitucionalidade da Lei 10.058/2013 do Estado da Paraíba. Ausente, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Presidiu o julgamento a Ministra Cármen Lúcia. Plenário, 12.4.2018. Referências Legislativas · LEG-FED CF ANO-1988 ART-00021 INC-00011 ART-00022 INC-00004 ART-00024 INC-00005 ART-00175 "CAPUT" INC-00002CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL · LEG-FED LEI-009868 ANO-1999 ART-00010 ART-00012 LEI ORDINÁRIA · LEG-FED RES-000575 ANO-2011 ART-00011 RESOLUÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES ANATEL LEG-EST LEI-010058 ANO-2013 LEI ORDINÁRIA, PB Observações - Acórdão (s) citado (s): (ADPF, APRECIAÇÃO, MEDIDA CAUTELAR, JULGAMENTO, MÉRITO) ADI 4163 (TP). (LEGITIMIDADE ATIVA, CONTROLE CONCENTRADO, SERVIÇO DE TELECOMUNICAÇÃO) ADI 3846 (TP), ADI 4715 MC (TP). (COMPETÊNCIA PRIVATIVA, UNIÃO, SERVIÇO DE TELECOMUNICAÇÃO) ADI 3343 (TP), ADI 4401 MC (TP), ADI 4478 (TP), ADI 4533 MC (TP). Número de páginas: 16. Análise: 24/07/2018, JSF. REFERENCIAS: https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/stf/768152397 https://www.jusbrasil.com.br/artigos/principios-norteadores-do-controle-de-constitucionalidade/647073436 https://www.google.com/search?q=as+modalidades+de+controle+de+constitucionalidade&sca_esv=6c6542941364db10&sxsrf=ADLYWIJeps65mvLJRBQJRIKqqWsYHVUnAg%3A1731417756165&ei=nFYzZ8fgCd3J1sQP2NTp4A8&oq=&gs_lp=Egxnd3Mtd2l6LXNlcnAiACoCCAYyBxAjGCcY6gIyBxAjGCcY6gIyBxAjGCcY6gIyBxAjGCcY6gIyBxAjGCcY6gIyBxAjGCcY6gIyBxAjGCcY6gIyBxAjGCcY6gIyBxAjGCcY6gIyBxAjGCcY6gIyFBAAGIAEGOMEGLQCGOkEGOoC2AEBMhQQABiABBjjBBi0AhjpBBjqAtgBATIUEAAYgAQY4wQYtAIY6QQY6gLYAQEyFBAAGIAEGOMEGLQCGOkEGOoC2AEBMhQQABiABBjjBBi0AhjpBBjqAtgBATIUEAAYgAQY4wQYtAIY6QQY6gLYAQEyFBAAGIAEGOMEGLQCGOkEGOoC2AEBSJEXUABYAHABeACQAQCYAQCgAQCqAQC4AQHIAQD4AQGYAgGgAjaoAhGYAza6BgYIARABGAGSBwExoAcA&sclient=gws-wiz-serp