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como o choro, os olhares, as agitações de objetos até outras formas de interação mais complexas, como os balbucios, as primeiras pronúncias silábicas, conversações e interpretações de relações entre pessoas e objetos. O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA CRIANÇA AUTISTA O autismo é um transtorno que traz consigo disfunções que envolvem as áreas de interação social, de comunicação e de comportamento, e sabendo-se que a linguagem é um meio que tem o indivíduo de expressar as suas ideias, emoções e desejos, faz-se mister compreender como se dá o desenvolvimento da mesma pela criança autista. O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA CRIANÇA AUTISTA Sobre o assunto, Souza e Ruschival (2015) esclarecem que indivíduos portadores de autismo não conseguem fazer uso de meios gestuais e expressivos, nem de comunicar seus anseios, necessidades e vontades e, sendo essas formas não verbais elementares para o surgimento da fala, no sujeito autista este tipo de comunicação torna-se fraca ou inexistente. O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA CRIANÇA AUTISTA Deste modo, em seu processo de comunicação, crianças com TEA geralmente fazem uso de formas pré-simbólicas não convencionais (movimento global do corpo, grito), que aparecem como intensões comunicativas muito restritas, que são usadas, quase que exclusivamente, para pedir objetos e pedir ou rejeitar ações, ou seja, como uma forma de regular o comportamento do outro, mas não de interagir socialmente (REIS; PEREIRA; ALMEIDA, 2016). O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA CRIANÇA AUTISTA Reis, Pereira e Almeida (2016) ao desenvolverem seus estudos sobre as características e especificidades da comunicação social do autista fazem a ressalva de que existem poucas informações acerca do desenvolvimento da linguagem em indivíduos que sofrem deste mal em idades precoces. Em sua investigação, eles observaram estudos que apontavam que no primeiro ano de idade estas crianças apresentam-se menos responsivas à voz da mãe ou quando chamadas pelo nome, e que aos dois anos este atraso mostrava-se não só na linguagem, mas também no que dizia respeito às capacidades expressivas, que se desenvolviam lentamente até aos cinco anos, sobretudo quando comparado com crianças normais. O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA CRIANÇA AUTISTA Complementa Andrade (2017) que, o desenvolvimento da fala em crianças autistas dar-se, ou quando se dá, geralmente vem acompanhada de falhas, em que se observam o uso inadequado da linguagem, a dificuldade de utilizar determinados vocábulos e adequá-los ao contexto, a dificuldade de compreender e usar a linguagem metafórica, apresentando como característica marcante em sua comunicação verbal a inversão pronominal e a ecolalia. O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA CRIANÇA AUTISTA Para Reis, Pereira e Almeida (2016) a ecolalia corresponde a uma imitação retardada ou imediata da linguagem ouvida pela criança autista de seus parceiros de conversação ou proveniente de publicidade e/ou programas de televisão, a qual apesar de não facilitar o desenvolvimento gramatical, pode ter uma função comunicativa parcial. O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA CRIANÇA AUTISTA Outro ponto a ser considerado e que diz respeito à linguagem da criança autista, é apontado pelos estudos de Barros e Fonte (2016), quando estes chamam a atenção que no processo de interação, em que as relações são compartilhadas e influenciam mutuamente os sujeitos, existem outras formas de construção da linguagem, como é o caso dos elementos multimodais, os quais se estruturam tanto pela oralidade quanto pela gestualidade. O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA CRIANÇA AUTISTA Com isso, quando se trata da criança autista em que a ausência de oralidade, ou o atraso na aquisição da linguagem configura-se em uma de suas características, “[...] o modo gestual da linguagem surge como aspecto relevante na constituição do sujeito e na significação da linguagem” (BARROS; FONTE, 2016, p. 751), pois os gestos, as expressões corporais, mesmo que estereotipados podem ter significados para aqueles que interagem com crianças autistas, de forma que, [...] no autismo, não podemos perceber a linguagem simplesmente separando oralidade (fala) de gestos e movimentos corporais, procurando características que as consolidem em suas particularidades independentes. Faz-se necessário tomar a linguagem em seu conjunto multimodal em que um aspecto, gesto ou fala, auxilia ou confirma a sua estruturação (BARROS; FONTE, 2016, p. 751). O DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM NA CRIANÇA AUTISTA Com isso, quando se trata da criança autista em que a ausência de oralidade, ou o atraso na aquisição da linguagem configura-se em uma de suas características, “[...] o modo gestual da linguagem surge como aspecto relevante na constituição do sujeito e na significação da linguagem” (BARROS; FONTE, 2016, p. 751), pois os gestos, as expressões corporais, mesmo que estereotipados podem ter significados para aqueles que interagem com crianças autistas, de forma que, [...] no autismo, não podemos perceber a linguagem simplesmente separando oralidade (fala) de gestos e movimentos corporais, procurando características que as consolidem em suas particularidades independentes. Faz-se necessário tomar a linguagem em seu conjunto multimodal em que um aspecto, gesto ou fala, auxilia ou confirma a sua estruturação (BARROS; FONTE, 2016, p. 751). POR QUE PODEMOS AFIRMAR QUE “[...] O MODO GESTUAL DA LINGUAGEM SURGE COMO ASPECTO RELEVANTE NA CONSTITUIÇÃO DO SUJEITO E NA SIGNIFICAÇÃO DA LINGUAGEM? RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. UNIDADE 8 RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. A Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) é parte de um conjunto de práticas baseadas em evidências para a população com TEA. Essa estratégia é utilizada para possibilitar que pessoas que não conseguem se comunicar de maneira efetiva passem a ter como estabelecer relações de aprendizado, sociais e afetivas mais produtivas e saudáveis. RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. A CAA teve seu início no ano de 1957, onde as próprias pessoas com dificuldades de comunicação desenvolveram pranchas para as suas comunicações. A comunicação Alternativa é um processo que enfatiza formas de se comunicar, visando dois objetivos: promover e desenvolver a fala e garantir a comunicação. O marco no desenvolvimento da Comunicação Alternativa foi o aparecimento dos símbolos pictográficos para a comunicação das pessoas que não eram alfabetizadas (PELOSI, 2000a). RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. O crescente interesse pela comunicação fez com que cada vez mais se desenvolvessem sistemas alternativos. A dificuldade de comunicação tem consequências e afeta as pessoas em qualquer situação por mais simples que seja, e consequentemente toda a sua vida. Ao proporcionar às crianças e adultos uma forma de comunicação, estamos sem dúvida melhorando a sua qualidade de vida, proporcionando-lhes um maior controle sobre a sua vida, autoestima e igualdade na sociedade (MANZINI, 2001). RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. No sistema de comunicação alternativa encontramos o uso de símbolos, pictogramas, fotos, escritas, entre outros, onde esses sistemas possibilitam a transmissão de conceitos entre o emissor e o receptor, mesmo que estes não compartilhem do mesmo código linguístico ou a mesma língua. Os sistemas pictoriais utilizam figuras para representar o significado a que se refere de modo visual direto, com base na semelhança tanto física quanto analógica entre a aparência física do pictograma e a do objeto (JOHNSON, 2004b). RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. A comunicação alternativa possibilita o desenvolvimento da autonomia de pessoas com múltiplas dificuldades de comunicação. Quando pensamos em crianças no espectro, esse é um ponto bastante importante, já que essa intervençãopode possibilitar a devida inclusão escolar, contato mais efetivo com pares e familiares, além de potencializar o ensino de outros comportamentos importantes para o seu desenvolvimento saudável. RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. Uma vez que a criança precisa se fazer entender, fica a cargo de pais, cuidadores e educadores, buscar da Comunicação Alternativa para que a linguagem não verbal seja adaptada. Vale lembrar que nenhum programa para o desenvolvimento da comunicação inibe a fala da criança no espectro. Entre as técnicas utilizadas para aprimorar as habilidades comunicativas de pessoas com TEA não verbal, podemos destacar: RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. TEACCH O TEACCH – sigla em inglês para Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados à Comunicação -, é um dos programas de Comunicação Alternativa sugeridos para crianças de linguagem não verbal. A técnica se baseia em estímulos visuais como imagens, desenhos, palavras para avaliar as habilidades de autistas de forma padronizada. O objetivo é apresentar, por meio de análise, as necessidades individuais de cada pessoa, permitindo que os aprendizados e desenvolvimentos aconteçam de forma mais otimizada, tranquila, e sem frustrações. RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. PECS Outra técnica amplamente utilizada de Comunicação Alternativa é o PECS, Sistema de Comunicação por Troca de Imagens, programa que trabalha a independência e o desenvolvimento da linguagem de maneira funcional através de estratégias focadas na análise comportamental. Por meio de imagens apresentadas por um adulto, a criança deve mostrar o desenho correto quando precisar de determinado item. Ao longo do tempo, mais figuras serão introduzidas, incluindo as que representam ações, para que a pessoa com TEA não verbal possa escolher entre cada uma das imagens, expressando aquilo que quer, podendo até formar frases. A grande vantagem do PECS é que essa técnica de Comunicação Alternativa pode ser feita também em casa, e não apenas durante a terapia ABA. RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. Quando indicar o PECS? É importante ter em mente os casos em que o PECS de fato deve ser indicado. Leve em consideração se a criança com TEA utiliza a comunicação funcional e se ela é compreendida por pessoas que não sejam familiares. Se a resposta for não, o programa é uma boa opção para ser posta em prática. Outro fator no qual o PECS pode ser indicado é se a pessoa no espectro inicia a conversação, caso não aconteça, a técnica pode ajudá-la a formar frases, assim como aumentar o vocabulário do autista que começa a conversar por conta própria. No Próximo Degrau, as crianças com TEA não verbal recebem o desenvolvimento da comunicação personalizado para as suas reais necessidades. RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. PCS Um dos sistemas simbólicos mais difundidos e utilizados em todo o mundo é o PCS – Picture Communication Symbols, criado em 1980 pela fonoaudióloga estadunidense Roxanna Mayer Johnson e possui mais de 11.500 símbolos que foram originalmente desenhados para criar rápida e economicamente, recursos de comunicação consistentes e com acabamento profissional. No Brasil o PCS foi traduzido como Símbolos de Comunicação Pictórica. O sistema PCS possui como características: desenhos simples e claros, fácil reconhecimento, adequados para usuários de qualquer idade, facilmente combináveis com outras figuras e fotos para a criação de recursos de comunicação individualizados. São extremamente úteis para criação de atividades educacionais. RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. O SINAIS: Os Sinais são a comunicação através de gestos motores, a linguagem de sinais contempla todos os operantes verbais. Os sinais mais conhecidos e utilizados são o ASL (American SingLanguage) e o Makaton. De Origem inglesa o programa de idioma Makton surgiu em 1972 através de uma pesquisa conduzida por Margaret Walker, e estima-se que seja utilizado em 40 países por 10.000 crianças e adultos. Por ser uma linguagem de sinais e símbolos adaptadas a pessoas com transtornos do desenvolvimento e diversas deficiências intelectuais ele é o programa de comunicação por sinais mais utilizado. RECURSOS, TÉCNICAS E ESTRATÉGIAS PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA. AraBoard (Windows): Software que permite criar pranchas de comunicação no computador ou tablet, com personalização em imagens, sons, linhas, colunas e cores. Manual do AraBoard (documento PDF). Prancha Fácil (Windows): Software para criação de pranchas que facilitam a comunicação com crianças jovens e adultos em diferentes âmbitos. Totalmente personalizável. Manuais interativos do Prancha Fácil. Plaphoons (Windows, Linux, Mac, Android): Software para criação e utilização de pranchas de comunicação. Manual básico do Plaphoons (documento PDF). Scala (Windows): Software que auxilia na alfabetização de crianças autistas através de comunicação alternativa. Disponível também para tablets. VOCÊ JÁ UTILIZOU ALGUM RECURSO PARA COMUNICAÇÃO AUMENTATIVA/ALTERNATIVA? COMO FOI SUA EXPERIÊNCIA? HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. UNIDADE 9 HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. É necessário relembrar qual o papel do mediador. Esse profissional serve como um meio facilitador no que diz respeito às questões de ordem social, comportamental e linguística. Ele vai intermediar processos interacionais e dialógicos entre a criança autista e seus coleguinhas com a inserção em atividades sociais, criando laços afetivos e construindo relações com outras crianças da mesma idade. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. A possibilidade de considerar o foco atencional do outro, ou seja, seus interesses e chamar a atenção do outro para objetos ou assuntos de interesse mútuo constituem importantes capacidades para a aquisição e o desenvolvimento da linguagem, de habilidades sociais e das relações sociais. O seu aprimoramento permite o uso dos gestos, o contato físico e a linguagem para deliberadamente influenciar e dirigir o comportamento do outro durante a comunicação. Essas habilidades também possuem uma forte relação com a possibilidade de interpretar e compartilhar emoções e intenções levando em consideração experiências anteriores não só relacionadas a eventos como também em relação a temas de conversação. Compartilhar a atenção, dividir emoções e expressar suas intenções facilitam o engajamento no processo de comunicação social recíproca. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. O mediador deve proporcionar à criança com autismo a possibilidade de construção de uma linguagem oral espontânea e funcional. Assim algumas estratégias necessitam ser incluídas para que esse objetivo seja alcançado. É necessário o trabalho para possibilitar o aumento do contato visual, assim como o reconhecimento geral de expressões faciais. É necessário também que a criança compreenda a chamada reciprocidade social, ou seja, perceber se sua comunicação foi satisfatória, realizar pequenos ajustes quando necessário e insistir no ato comunicativo. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. Durante a interação adulto/criança ou criança/criança é imprescindível buscar estimular a imaginação por meio da brincadeira simbólica. A grande maioria das crianças com autismo possuem o pensamento bastante concreto, com isso apresentam dificuldadesnas habilidades de imaginação como o faz de conta, por exemplo. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. Uma dica importante é estimular o direcionamento do olhar para o objeto desejado ou para a pessoa que está falando. Neste sentido, há uma ideia de “triangulação do olhar”, isto é, a criança olha para a pessoa e para o objeto de modo alternado, fechando assim os vértices de um triângulo por meio do olhar. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. Uma sugestão é reforçar as informações auditivas com o auxílio de pistas visuais como fotografias, objetos ou até mesmo figuras, pois crianças com autismo aprendem muito pelo visual. Ao realizar antecipação de algum acontecimento que, por ventura, venha quebrar a rotina é interessante usar fotos de pessoas, lugares ou até mesmo emoções (alegria por estar naquele lugar e com determinada pessoa). O objetivo é proporcionar a compreensão de que algo novo está por vir e preparar o aluno para se adequar a essa mudança. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. No que se refere à construção de um diálogo, é preciso considerar alguns pontos para melhor participação da criança nesse contexto comunicativo de trocas de turnos. Lembrando que um diálogo precisa ser simétrico, ambos precisam falar metade das vezes. Por isso, cuidado para não tornarem seus momentos de interação verdadeiros monólogos. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. O primeiro ponto a ser considerado diz respeito a maneira como as informações são passadas. Por isso, utilize sempre frases curtas, claras e objetivas proporcionando um melhor entendimento. Busque ajudar a criança autista na organização do seu discurso, de modo que haja uma sequência lógica e coerente. Também incentive a utilização do pronome na primeira pessoa quando a criança ainda não consegue utilizá-lo. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. Em se tratando de autistas verbais, é preciso ensiná-los a utilizar as trocas de turnos no diálogo, assim aprenderão desde cedo a respeitar o momento de cada um na comunicação verbal. Como também é importante ensinar a compreender os marcadores que dão indícios de quando uma conversa inicia ou termina. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. Na relação criança/criança é necessário esclarecer comentários dos coleguinhas de sala. Deve-se sanar possíveis mal-entendidos, como também explicar metáforas, piadas, ironias e algumas expressões de difícil entendimento para o aluno. Ao iniciar um diálogo, opte por assuntos que façam parte dos interesses restritos da criança. Isso gera motivação e interesse inicial pela conversa, em seguida você introduz outros temas e elementos no discurso. Na presença de ecolalias, tanto tardias como imediatas, e de perguntas repetitivas busque atribuir um significado para elas, trazendo-as para dentro de um contexto significativo e continue o diálogo. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. O mediador precisa estar atento e responder qualquer som emitido pela criança com autismo, seja ele compreensível ou não. Busque sempre utilizar gestos apropriados, um tom de voz tranquilo e sempre no mesmo padrão vocal (nem alto demais e nem baixo) e uma linguagem corporal que destaque as suas emoções, isto é, use e abuse de expressões faciais. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. Na sala de aula, estimule para que o aluno fixe sua atenção nas informações oferecidas pelo professor ou para as atividades que estão sendo realizadas na sala. No recreio, mediar uma melhor interação com outras crianças proporcionando uma comunicação efetiva entre elas e observando o comportamento de cada uma para auxiliar o aluno a como agir em coletivo. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. Por esse aspecto, ter um mediador propiciando a aquisição de linguagem e das habilidades sociais no cotidiano escolar amplia a possibilidade da quantidade de estímulo recebido, como também a qualidade, já que a estimulação sempre ocorrerá em situação real de uso, diferente do que se pode proporcionar num consultório. O mediador favorece, por meio da interação, que a criança desenvolva a leitura e ajuste ao contexto social, aprenda a brincar e a fazer amigos, aprenda a mudar o turno nas situações dialógicas, ensina formas convencionais de comunicação, melhora a compreensão da linguagem. Nas crianças que começam a falar tardiamente, facilita o desenvolvimento de vocabulário expressivo durante as rotinas e atividades diárias, expandindo-o. HABILIDADES CONVERSACIONAIS DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA. É de suma importância que o mediador conheça as dificuldades que estão atreladas ao autismo. O profissional deve ser capacitado nessa área, com o intuito de compreender que comportamentos e produções verbais aparentemente sem sentido podem sim ter um significado. QUAL O PAPEL DO ADULTO ENQUANTO MEDIADOR DO DESENVOLVIMENTO COMUNICATIVO DO INDIVÍDUO COM TEA? REFERÊNCIAS AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION (APA). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais: DSM-5. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. AVILA, Barbara Gorziza. Comunicação aumentativa e alternativa para o desenvolvimento da oralidade de pessoas com autismo. 2011. 180f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011. BERSCH, Rita de Cássia Reckziegel. Design de um serviço de tecnologia assistiva em escolas públicas. 2009. 231f. Dissertação (Mestrado em Design) – Programa de Pós-Graduação em Design, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2009. BÓ, Fernanda Rocha. Caracterização da linguagem de crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista. 2019. 96f. Dissertação (Mestrado em Ciências) – Programa de Pós-Graduação em Saúde Mental, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2019. BONDY, A.; FROST, L. The picture exchange communication system. Behavior Modification, v. 25, nº 5, p. 725-744, 2001. 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Revisão de estudos sobre o Picture Exchange Communication System (PECS) para o ensino de linguagem a indivíduos com autismo e outras dificuldades de fala. Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, v. 19, nº 4, p. 623-636, out./dez. 2013. NICKEL, Elton Moura. Sistematização da implementação de tecnologia assistiva para o contexto educacional. 2012. 264f. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2012. REFERÊNCIAS SAMESHIMA, Fabiana Sayuri. Capacitação de professores no contexto de sistemas de comunicação suplementar e alternativa. 2011. 170f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, 2011. SANTOS, M. C. A. Entre a vivência com educadores e a proposta com alunos com transtorno do espectro autista (TEA): estudo de atividades de arte com materiais para exploração sensorial. 2015. 196f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) – Programa de Pós-graduação em Saúde, Interdisciplinaridade e Reabilitação, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2015. SANTOS, Régia Vidal dos. A escolarização de crianças com transtorno do espectro autista: uma possibilidade de emancipação. 2016. 186f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Gestão e Práticas Educacionais, Universidade Nove de Julho, São Paulo, 2016. SEEGER, Mariza Gorette. O uso de tecnologias assistivas para a inclusão de pessoas com deficiência no Ensino Superior. 2019. 110f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Humanidades e Linguagens) – Universidade Franciscana, Santa Maria, 2019. REFERÊNCIAS SILVA, Gilda Pereira da. Tecnologia assistiva como apoio à ação docente. 2012. 86f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade do Oeste Paulista, Presidente Prudente, 2012. SILVEIRA, Milene Selbach. Aplicações de técnicas de inteligência artificial à comunicação alternativa e aumentativa. 1996. 116f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Computação) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 1996. VIEIRA, Neuza Maria; BALDIN, Sandra Rosa. Diagnóstico e intervenção de indivíduos com transtorno do espectro autista. X ENFOPE / 11 FOPIE, GT6 – Educação, Inclusão, Gênero e Diversidade. 2017. WALTER, C. C. F. Avaliação de um programa de comunicação alternativa e ampliada aplicado por mães de adolescentes com autismo. 2007. 110f. Tese (Doutorado em Educação Especial) - Departamento de Psicologia, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2007. image1.jpg image2.jpeg image3.png image4.jpeg image5.jpeg2019. 160f. Dissertação (Mestrado em Saúde da Criança e do Adolescente) – Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente, Centro de Ciências da Saúde, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2019. MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 5ª ed. São Paulo: Atlas, 2003. MIZAEL, Táhcita Medrado; AIELLO, Ana Lúcia Rossito. Revisão de estudos sobre o Picture Exchange Communication System (PECS) para o ensino de linguagem a indivíduos com autismo e outras dificuldades de fala. Rev. Bras. Ed. Esp., Marília, v. 19, nº 4, p. 623-636, out./dez. 2013. NICKEL, Elton Moura. Sistematização da implementação de tecnologia assistiva para o contexto educacional. 2012. 264f. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2012. REFERÊNCIAS SAMESHIMA, Fabiana Sayuri. Capacitação de professores no contexto de sistemas de comunicação suplementar e alternativa. 2011. 170f. Tese (Doutorado) – Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, 2011. SANTOS, M. C. A. Entre a vivência com educadores e a proposta com alunos com transtorno do espectro autista (TEA): estudo de atividades de arte com materiais para exploração sensorial. 2015. 196f. Dissertação (Mestrado em Ciências Médicas) – Programa de Pós-graduação em Saúde, Interdisciplinaridade e Reabilitação, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2015. SANTOS, Régia Vidal dos. A escolarização de crianças com transtorno do espectro autista: uma possibilidade de emancipação. 2016. 186f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Gestão e Práticas Educacionais, Universidade Nove de Julho, São Paulo, 2016. SEEGER, Mariza Gorette. O uso de tecnologias assistivas para a inclusão de pessoas com deficiência no Ensino Superior. 2019. 110f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Humanidades e Linguagens) – Universidade Franciscana, Santa Maria, 2019. REFERÊNCIAS SILVA, Gilda Pereira da. Tecnologia assistiva como apoio à ação docente. 2012. 86f. 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