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MICROBIOLOGIA E MICOLOGIA CLÍNICA
Microbiologia: Bactérias;
Micologia: Fungos;
 IMPORTANCIA DA MICROBIOLOGIA CLÍNICA:
· Compreensão da patogênese da infecção bacteriana em diferentes processos infecciosos;
· Desenvolvimento dos meios e métodos para o isolamento, identificação dos agentes bacterianos;
· Identificação de bactérias em diferentes materiais clínicos, como por exemplo:
· Urina (Escherichia coli);
· Fezes (Salmonella sp);
· Sangue (Staphylococcus aureus);
· Amostra de secreção pulmonar (streptococcus sp);
· Secreção genitais (Cordenerella vaginalis);
· Identificação de antibióticos a serem utilizados em diferentes tipos de processos patológicos.
- Barreiras: Mucosa, pele e pH.
- O microorganismo após romper a barreira, ele de instala em algum órgão, e se houver condições propícias (nutrientes, pH) ali, ele se reproduz (se desenvolve).Gram Negativa:
Escherichia coli – fermenta lactose;
Salmonella sp – fermenta glicose;
Shigella sp – fermenta sacarose.
-Teste de Catalase com Gram positiva: Streptococcus e Staphylococcus.
*Helicobacter Pilory – Aguenta o pH do estômago (ulcera).
· Observação:
· O diagnóstico de vírus causadores de infecções, as chamadas viroses, também fazem parte da Microbiologia clínica;
· Normalmente os diagnósticos são realizados por métodos indiretos que envolvem imunoensaios.
IMPORTANCIA DA MICOLOGIA CLÍNICA:
· Compreensão do patogênese da infecção fúngica;
· Desenvolvimento dos meios e métodos para isolamento, identificação dos agentes fúngicos;
· Identificação de compostos antifúngicos a serem utilizados em diferentes tipos de processos patológicos;
· Identificação de fungos e aspectos clínicos de situações de:
· Micoses superficiais e cutâneas;
· Micoses subcutâneas e sistêmicas;
· Micoses oportunistas;
IMPORTANCIA DA MICROBIOLOGIA E MICOLOGIA CLÍNICA:
· Laboratório de microbiologia são ambientes de trabalho que podem expor as pessoas próximas a ele, ou que neles trabalham, a riscos de doenças infecciosas;
· As infecções contraídas em um laboratório têm sido descritas por meio da história da microbiologia, como exemplo, cólera e tétano associados a laboratório.
Exemplo:
· Mycobacterium Tuberculosis.
· Muitos casos foram atribuídos a falta de cuidado ou a uma técnica de manuseio ruim de materiais infecciosos.
· A Hepatite B também é conhecida por ser um contínuo risco ocupacional;
BIOSSEGURANÇA EM LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA:
· Em um laboratório de microbiologia é comum, a manipulação de amostras biológicas e/ou cultura com agentes infectados, muitas vezes desconhecidos;
· É responsabilidade da direção do laboratório dispor de condições adequadas de segurança para eliminar ou reduzir a exposição dos colaboradores e do meio ambiente ao perigo potencial dos agentes infecciosos.
ITENS PARA O MATERIAL:
· Química básica;
· Riscos biológicos;
· Prevenção de incêndios;
· Uso de equipamentos de proteção individual (EPI);
· Risco elétrico;
· Limpeza e desinfecção da área e equipamentos;
· Metodologia (relacionado a técnica);
Principais: riscos biológicos, EPI e EPC;
Cabine de fluxo laminar: conserva o material e evita se machucar. (Janelas e portas fechadas)
COLABORADORES:
· Os colaboradores devem ser treinados para reconhecer perigos e praticar as técnicas de segurança;
· A segurança para os colaboradores é dada por meio de rotinas de trabalho, como a utilização de técnicas microbiológicas adequadas, do uso apropriado de equipamentos de proteção coletiva e individual, da vigilância da saúde dos colaboradores e da organização do ambiente do trabalho.
VIAS DE INFECÇÃO NO LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA:
· Inalação: provocada pela formação de aerossóis; (usar máscaras)
· Ingestão: provocada pela ingestão do agente infeccioso; (ex: comer em laboratório)
· Inoculação direta: ocorre através da pele; (ex: furar o dedo c/ agulha ou quebrar algum tubo)
· Contato com a membrana mucosa: contaminação através de mucosas; (ex: quando espirra algo no olho)
· Vetores: Através de insetos. (não pode existir mosquitos nos laboratórios)
- Por que todas as amostras devem ser consideradas como potencialmente contaminadas? Por que ela é desconhecida.
- Quem é o responsável pelo laboratório? Quem tem a formação para isso, biomédico, farmacêutico, líder do laboratório, entre outros. 
 *O resultado deve ser o reflexo do que está na amostra. Ou seja, se em uma amostra tem Escherichia coli, o resultado deve conter esta bactéria.
	GRUPO DE RISCO
	RISCO INDIVIDUAL
	RISCO À COMUNIDADE
	1
	Nenhum, baixo
	Nenhum, baixo
	 2
	Moderado
	Baixo
	3
	Alto
	Baixo
	4
	Alto
	Alto
- Lactobacilos
- Uso indispensável do EPI
- Doenças hemorrágicas, vírus Ebola, bacilos intracelulares, todas as precauções são importantes
· Observação:
· O grau de risco só que aplica em pessoas saudáveis;
· Nesta classificação foram consideradas apenas os possíveis efeitos dos agentes;
· Risco individual, se caracteriza como risco no laboratório, onde vocês irá analisar amostra;
· Rico moderado individual, significa que deve-se tomar todos os cuidados laboratoriais, é moderado, sendo difícil se contaminar. 
Equipamentos do EPC no laboratório:
· Autoclave;
· CBS/estufa de fluxo laminar.
*todos os parasita que saem da fezes são de classificação de risco 2
*Técnicas são fundamentais;
* Treponema Pallidum - iluminação de campo escuro (não pode ser cultivado);
 Na analises de laminas – A pessoa não pode ter tomado algum antibiótico antes do exame, pois ao tomar a bactéria estará morta ou em estado de latência.		
INSTRUÇÕES INICIAIS PARA DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
Microbiológico.
Recomendações para que os resultados sejam realmente verdadeiro:
Para cada tipo de amostra há um microrganismo mais provável.
· Urina: Escherichia coli;
· Fezes: Campylobacter sp/ Salmonella sp;
· Escarro*: Mycobacterium tuberculosis.
Diferente de saliva.
Ter os seguintes pensamentos dentro do laboratório:
- chegou uma amostra, como devo proceder? Fazer inoculação?
- Tem bactéria? Vou fazer a coloração de gram ou a inoculação?
- Acredito que seja Escherichia coli, o que faço? Quais nutrientes são necessários para fazer a inoculação?
Ex: acredito que seja uma streptococcus, e sabemos que é uma gram +, então vamos para inoculação com o ágar sangue, no cultivo cresceu duas cores de colônias (amarela e laranja), precisaremos separa-las colocando-as em dois tubos de ensaio no meio de cultura líquido, um para cada, assim será possível conseguir uma amostra pura. Caso não tivéssemos uma dedução de qual bactéria poderia ser, teríamos que ter feito o método de Gram antes, mas caso já tenha pulado para a inoculação, seria indicado fazer neste momento.
A coloração de gram é bem importante, já que ela separa dois grandes grupos, as positivas e as negativas, e também há a questão da morfologia (cocos, bacilos, espirilos).
Isolamento no meio de cultura:
· Meio de cultura sólido: forma colônias;
· Meio de cultura líquido: turva o meio.
CUIDADOS:
Bacteriostáticos: “paralisa” a bactéria.
Antibiótico: não é um agente seletivo, matando até as bactérias da nossa microbiota normal, fora que com o uso indevido, há a resistência das bactérias.
NO TRANSPORTE:
São utilizados meios que preservem a amostra, que as mentem vivas, mas que não as deixem se proliferarem, assim não tendo uma alteração na análise desta.
Meios: - Stuart e Cary-Blair
Formalina* – 10% (Parasitas: ovo, larva, cisto) só dura uma mês.
*não usado com bactérias.
LEMBRANDO QUE PARA SE TER UMA BOA ANÁLISE E UM RESULTAVO VÁLIDO, DEPENDE SE A AMOSTRA RECEBIDA ESTÁ CORRETA.		
AULA PRÁTICA
MEIOS: 
Valor de referência - 130ml
PCA – bactérias
PDA – fungos
BHI – bactérias e fungos
SOLUÇÃO:
ÁGUA PEPTONADA – 0,1%
RECOMENDAÇÕES LABORATORIAIS:
CLASSE DE RISCO 1 (baixo risco individual e para a coletividade): inclui os agentes biológicos conhecidos por não causarem doenças em pessoas ou animais adultos sadios. Exemplo: Lactobacillus sp. 
CLASSE DE RISCO 2: (moderado risco individual e limitado risco para a comunidade): inclui os agentes biológicos que provocam infecções no homem ou nos animais,cujo potencial de propagação na comunidade e de disseminação no meio ambiente é limitado, e para os quais existem medidas terapêuticas e profiláticas eficazes. Exemplo: Schistosoma mansoni
As exposições laboratoriais podem causar infecção, mas a existência de medidas eficazes de tratamento e prevenção limita o risco. Os seguintes padrões e práticas especiais, equipamentos de segurança (EPC e EPI) e instalações são aplicáveis aos agentes designados para o Nível de Biossegurança 2:
· O pessoal de laboratório deverá ter um treinamento específico no manejo de agentes patogênicos e devem ser supervisionados por profissionais competentes;
· O acesso ao laboratório deve ser limitado durante os procedimentos operacionais;
· Precauções extremas serão tomadas em relação a objetos perfurocortantes infectados; 
· Determinados procedimentos nos quais exista possibilidade de formação de aerossóis e borrifos infecciosos devem ser conduzidos em cabines de segurança biológica ou outros equipamentos de contenção física.
CLASSE DE RISCO 3: (alto risco individual e moderado risco para a comunidade): inclui os agentes biológicos que possuem capacidade de transmissão por via respiratória e que causam patologias humanas ou animais, potencialmente letais, para as quais existem usualmente medidas de tratamento e/ou de prevenção. Representam risco se disseminados na comunidade e no meio ambiente, podendo se propagar de pessoa a pessoa. Exemplo: Bacillus anthracis.
Os equipamentos de segurança desse nível são semelhantes ao NB-2, acrescentando o 
· Uso das cabines de classe I ou II em todas as manipulações de agentes abertas;
· Destinar um local do laboratório para armazenar jalecos e EPIs exclusivos dele.
· A lavagem de mãos é indispensável, ter uma torneira cujo acionamento não necessita do uso das mãos.
· Complementando, necessários dois pares de luvas, com os itens superpostos.
As práticas específicas são:
· Apresentar acesso rigorosamente controlado;
· Realizar desinfecção de todo o lixo, assim como a roupa usada no laboratório antes de ser lavada;
· Coletar e armazenar amostra sorológica de cada colaborador exposto ao risco como referência.
CLASSE DE RISCO 4: (alto risco individual e para a comunidade): inclui os agentes biológicos com grande poder de transmissibilidade por via respiratória ou de transmissão desconhecida. Até o momento não há nenhuma medida profilática ou terapêutica eficaz contra infecções ocasionadas por estes. Causam doenças humanas e animais de alta gravidade, com alta capacidade de disseminação na comunidade e no meio ambiente. Esta classe inclui principalmente os vírus. Exemplo: Vírus Ebola.
· Todos os procedimentos devem ser realizados dentro de cabine classe III ou em cabines de classe I ou II;
· Uso do macacão de pressão positiva com suprimento de ar.
Quanto às instalações: 
· É necessário seguir as recomendações do NB-3, sendo que o edifício deve ser em um prédio separado ou mesmo em uma área completamente isolada. 
· Não basta o vedamento: o laboratório não deve conter janelas.
· Já os sistemas de abastecimento e escape devem ser a vácuo e apresentar eficiente sistema de descontaminação. 
· A autoclave deve estar dentro do laboratório e ter dupla porta. 
As práticas de segurança também devem ser executadas criteriosamente e envolvem:
· Mudança de roupa antes de entrar;
· Banho ao sair;
· Descontaminação de todo o material na saída do laboratório;
· Incineração dos resíduos.
VÍRUS
H1N1: 
Classe de risco 2
Doença e Transmissão: Gripe H1N1 (gripe suína). A transmissão pode ocorrer antes de aparecerem os sintomas. Ela se dá pelo contato direto com os animais ou com objetos contaminados e de pessoa para pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias.
HPV: 
Classe de risco 2
Doença e Transmissão: HPV (papilomavírus humano). A transmissão se dá predominantemente por via sexual, mas existe a possibilidade de transmissão vertical (mãe/feto), através da saliva, de auto-infecção e de infecção por perfuração ou corte com objetos contaminados pelo HPV.
HIV: 
Classe de risco 3
Doença e Transmissão: Aids, ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. O vírus HIV sobrevive em ambiente externo por apenas alguns minutos. Mesmo assim, sua transmissão depende do contato com as mucosas ou com alguma área ferida do corpo. Existe também a possibilidade da transmissão vertical, ou seja, da mãe infectada para o feto durante a gestação e o parto (aids congênita).
Sars-Cov2: 
Classe de risco 3
Doença e Transmissão: Covid-19. A transmissão do novo coronavírus de uma pessoa para outra se dá pelas vias respiratórias e por contato, principalmente nos seguintes casos: Por meio de gotículas produzidas nas vias respiratórias e eliminadas pelo nariz ou pela boca das pessoas infectadas, quando falam, tossem ou espirram; Pelo toque em superfícies e/ou objetos contaminados pelas gotículas respiratórias da pessoa doente; Pelo contato físico próximo entre as pessoas, por meio dos apertos de mão, abraços ou pela saliva, por exemplo.
Hepatites: 
Classe de risco 2 
Doença e Transmissão: 
- HVA: Hepatite A. É transmitida por água e alimentos contaminados ou de uma pessoa para outra;
- HBV: Hepatite B.
- HCV: Hepatite C. 
São transmitidos sobretudo por meio do sangue. Usuários de drogas injetáveis e pacientes submetidos a material cirúrgico contaminado e não-descartável estão entre as maiores vítimas, daí o cuidado que se deve ter nas transfusões sangüíneas, no dentista, em sessões de depilação ou tatuagem. O vírus da hepatite B pode ser passado pelo contato sexual, reforçando a necessidade do uso de camisinha. 
Ebola: 
Classe de risco 4
Doença e Transmissão: Ebola. Os especialistas defendem a hipótese de que a transmissão dos animais infectados para os seres humanos ocorre pelo contato com sangue e fluidos corporais, como sêmen, saliva, lágrimas, suor, urina e fezes. Daí em diante, o vírus Ebola pode ser transmitido pelo contato direto entre as pessoas, pelo uso compartilhado de seringas e, por incrível que pareça, até depois da morte do hospedeiro. Ou ainda, caso o paciente tenha sobrevivido, o vírus Ebola pode persistir ativo em seu sêmen durante semanas.
MERS: 
Classe de risco3
Doença e transmissão: Síndrome respiratória do Oriente Médio. O vírus pode ser transmitido de um humano para outro pelo contato com as secreções respiratórias da pessoa infectada. No entanto, não há evidências de que exista a transmissão sustentada, ou seja, a transmissão de pessoa para pessoa, sem que uma delas tenha entrado em contato direto com o vírus na Península Arábica especialmente, nos últimos dias.
Varíola do Macaco: 
Classe de risco 3/4 * 
Doença e transmissão: Varíola do macaco. De acordo com a OMS, o vírus monkeypox é transmitido principalmente por: Contato com secreções respiratórias ao falar, tossir ou espirrar; Contato físico próximo com pessoas contaminadas que apresentem sintomas; Contato com lesões e fluidos corporais; Contato com materiais de uso pessoal de alguém que está infectado, como roupa de banho, roupa de cama e talheres.
FUNGOS
Candida albicans: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: Candidíase. Apesar de não ser considerada uma doença sexualmente transmissível, pode ser transmitida através de relações sexuais. Mulheres e homens podem desenvolver a infecção. Geralmente, a candidíase está associada à queda da imunidade, ao uso de antibióticos, anticoncepcionais, imunossupressores e corticoides, à gravidez, aos diabetes, a alergias e ao HPV (papiloma vírus).
Cryptococcus neoformans: 
classe de risco 2
Doença e transmissão: Criptococose. Não existe transmissão inter-humana dessa micose, nem de animais ao homem. No entanto, indivíduos, ou seja, os seres humanos, estão expostos à doença por meio da inalação dos fungos causadores da criptococose.
Histoplasma capsulatum: 
Classe de risco 3
Doença e transmissão: Histoplasmose. Os indivíduos geralmente adquirem a infecção pela inalação (entrada) de partículas infectantes do fungo decorrente do manuseio do solo, frutas secase cereais e nas árvores. Não há transmissão de homem a homem, e nem de animais para o homem. Como o fungo está disperso na natureza, os trabalhadores rurais constituem o principal grupo de risco, visto à sua exposição no meio ambiente.
Sporothrix schenckii: 
Classe de risco 2 
Doença e transmissão: Esporotricose. Os indivíduos geralmente adquirem a infecção pela implantação do fungo na pele ou mucosa por meio de um trauma decorrente de acidentes com espinhos, palha ou lascas de madeira; contato com vegetais em decomposição; ou arranhadura ou mordedura de animais doentes, sendo o gato o agente transmissor mais comum.
Aspergillus sp: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: Aspergilose. Não existe transmissão inter-humana do fungo Aspergillus, nem de animais ao homem. No entanto, os indivíduos estão expostos ao risco por inalação de propágulos infectantes, dispersos no solo. A principal porta de entrada do fungo no organismo é a via inalatória. O órgão mais comumente afetado é o pulmão, a partir do qual o fungo pode disseminar-se na corrente sanguínea
 
BACTÉRIAS
Mycobacterium tuberculosis: 
Classe de risco 3
Doença e transmissão: Tuberculose. O bacilo de Koch é transmitido nas gotículas eliminadas pela respiração, por espirros e pela tosse. 
Clostridium tetani: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: Tétano. Sob a forma de esporos, essa bactéria é encontrada nas fezes de animais e seres humanos, na terra, nas plantas, em objetos e pode contaminar as pessoas que tenham lesões na pele (feridas, arranhaduras, cortes, mordidas de animais etc.) pelas quais o microorganismo possa penetrar.
Bacillus anthracis: 
Classe de risco 3
Doença e transmissão: Antraz ou Carbúnculo. Contaminação pelo manuseio de produtos como lã, couro, ossos e pêlos vindos de animais infectados. Também pode ser contraída por ingestão de alimentos contaminados, inalação de esporos, picada de insetos que se alimentam de sangue e que tenham picado animais contaminados. Não é transmitida de forma direta de uma pessoa para outra.
Escherichia coli: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: 
- Gastroenterite (quando afeta o intestino).
- Infecção urinária (quando chega na uretra ou bexiga).
A transmissão dessa bactéria ocorre através da água ou alimentos contaminados, ou através do contato com as fezes da pessoa contaminada, e por isso é de fácil transmissão especialmente entre as crianças, na escola ou na creche.
Staphylococcus aureus: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: Furúnculo. Ela está presente nas fossas nasais de 20 a 30% das pessoas. Ele também forma colônias na nossa pele. Se a pele for ferida, por exemplo, pode acabar gerando uma possível infecção. O mesmo acontece se ela for introduzida na corrente sanguínea, como pode acontecer com usuários de drogas injetáveis.
Neisseria meningitidis: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: Meningite. Em geral, a transmissão ocorre por contato direto com secreções respiratórias ou por inalação de núcleos de gotículas grandes de um portador nasofaríngeo.
Neisseria gonorrhoeae: 
classe de risco 2
Doença e transmissão: Gonorreia. Uma infecção sexualmente transmissível (IST) e pode também ser transmitida para a criança pela mãe no momento do parto e provocar conjuntivite na criança (oftalmia neonatal).
Treponema pallidum: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: Sífilis. Infecção sexualmente transmissível e pode também ser transmitida verticalmente, da mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado.
Salmonella sp: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: Salmoneloses. São transmitidas pela ingestão de alimentos crus ou mal cozidos contaminados por fezes. Os que oferecem maior risco são as carnes em geral, especialmente a carne das aves (frango, pato, peru etc.), ovos, leite não pasteurizado e seus derivados e a água.
Acinetobacter sp: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: Infecções supurativas em qualquer sistema de órgãos; essas bactérias são frequentemente oportunistas em pacientes hospitalizados. A infecção por Acinetobacter sp. acontece principalmente em ambiente hospitalar através do contato com superfícies contaminadas ou por meio do contato com outra pessoa infectada, sendo as mãos consideradas a principal via de transmissão e infecção.
Pseudomonas aeruginosa: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: A maioria das infecções por P. aeruginosa ocorre em pacientes hospitalizados, particularmente aqueles com neutropenia ou que estão debilitados ou imunocomprometidos. P. aeruginosa é uma causa comum de infecções em unidade de terapia intensiva. Em hospitais, o microrganismo é encontrado frequentemente em pias, soluções antissépticas e receptáculos de urina. A transmissão para pacientes por profissionais da área da saúde pode ocorrer especialmente nos casos de queimadura e em unidade de terapia intensiva neonatais, a menos que práticas de controle de infecção sejam rigorosamente seguidas.
Helicobacter pilori: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: Pode provocar sintomas como dor e queimação abdominal, além de aumentar o risco para o desenvolvimento de úlceras e câncer. A infecção pela bactéria H. pylori é muito comum, existem indícios de que se pode pegá-la através da saliva ou do contato oral com água e alimentos que tiveram contato com fezes contaminadas, entretanto, a sua transmissão ainda não foi totalmente esclarecida. 
Streptococcus pneumoniae: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: Pneumonia. As bactérias são disseminadas através de gotículas de saliva ou muco como, por exemplo, quando as pessoas infectadas tossem ou espirram. Estas pessoas podem ser portadoras do pneumococo sem apresentar sinais ou sintomas da doença, mas podem infectar outras pessoas.
 
PARASITAS
Schistosoma mansoni: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: Esquistossomose intestinal. A transmissão ocorre pela penetração das cercárias na pele e na mucosa do hospedeiro humano, especialmente em pés e pernas em contato com água contaminada. Estão em maior atividade entre 10 e 16 horas, quando o calor é mais acentuado. Podem ser encontrados em valas de irrigação de horta, pequenos córregos, reservatórios de água, entre outros locais.
Trichomonas vaginalis: 
Classe de risco 2
Doença e transmissão: Tricomoníase. O Trichomonas vaginalis não possui a forma cística, apenas a trofozoítica, e é transmitido durante o ato sexual e através de fômites, já que o protozoário pode sobreviver durante horas em uma gota de secreção vaginal ou na água. (Fômites: Denominação dada ao objeto ou superfície (celular, embalagem, bancada, corrimão, maçaneta, etc.) que, ao entrar em contato com agentes infecciosos (como vírus e bactérias), pode alojá-los e permitir a sua transmissão; vetor passivo.)
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