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Produto tecnológico
UC Semiotécnica
Acadêmicas: Deise Souza Ferreira, Vanessa Sena
Docente: Enfª. Msc. Elisandra Alves Kuse
Itajaí, novembro de 2024
Segurança do paciente
Em 01 de Abril de 2013, o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), por meio da Portaria 529, que define diretrizes importantes sobre as metas de segurança do paciente. (Brasil,2024)
O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) foi criado para contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional.
A Segurança do Paciente é um dos seis atributos da qualidade do cuidado e tem adquirido, em todo o mundo, grande importância para os pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde com a finalidade de oferecer uma assistência segura.
 (Brasil,2024) 
Os incidentes relacionados à assistência à saúde, especialmente os eventos adversos (EA), constituem um problema de saúde pública, necessitando de respostas efetivas e imediatas para sua redução. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, em países de alta renda, 1 (um) em cada 10 (dez) pacientes seja prejudicado durante o atendimento hospitalar. O dano pode ser causado por uma série de EA, sendo quase 50% deles evitáveis, diante disso, torna-se necessário a melhoria da segurança do paciente em serviços de saúde. Entende-se por Segurança do Paciente, “a redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado à atenção à saúde” . As metas internacionais de segurança do paciente são protegidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições para melhorar a segurança e a qualidade dos cuidados de saúde em todo o mundo. Essas metas foram aprimoradas com o objetivo de prevenir danos evitáveis aos pacientes durante a prestação de cuidados de saúde. (NOTA TÉCNICA GVIMS/GGTES/Anvisa n. 05/2023)
Descrição das metas internacionais de segurança do paciente
Meta 1: Identificação correta do paciente: 
Garantir uma identificação correta de cada paciente para evitar erros e trocas de pacientes e garantir que o paciente receba o tratamento correto. São obrigatórios 02 marcadores de segurança que devem ser utilizados em cada passo ou ação pertinente ao paciente (agendamento, cadastro, acolhimento, pulseiras ou etiquetas de identificação, pertences, exames, prontuário, etc).
Quase na sua totalidade, os dois marcadores escolhidos são o Nome Completo do Paciente e Data de Nascimento e o nome completo da mãe para caso de homônimo. Esses marcadores devem ser questionados e conferidos a cada passo do paciente dentro da instituição de saúde, desde clínicas, laboratórios e hospitais.
Meta 2: Comunicação efetiva:
Melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde para garantir uma transferência adequada de informações e evitar erros de comunicação que possam afetar a segurança do paciente.
Atenuar as chances de ruídos e desvios com alinhamentos, padronizações e validações através de uma comunicação institucional séria, objetiva e clara. Sem esquecer que a comunicação deve ser evidenciada.
Meta 3:Uso seguro de medicamentos:
Estimular o uso seguro e a administração correta de medicamentos, evitando erros em toda a cadeia medicamentosa. Seja por meio de padronizações de materiais, medicamentos e insumos, ou através da gestão eficaz tanto na farmácia logística como na farmácia clínica.
Entender que a cadeia medicamentosa é responsabilidade de todos os envolvidos nas linhas de cuidados e a gestão está sob o cuidado da Farmácia.
Meta 4: Cirurgias seguras:
Reduzir os riscos associados a procedimentos cirúrgicos, garantindo a implementação de medidas de segurança com a implementação do Programa de Cirurgia Segura, contemplando desde pequenos procedimentos até as cirurgias de mais alta complexidade.
Definir os protocolos e marcadores de segurança, mensurar, tratar e tomar as ações de melhorias, quando necessário.
Os principais marcadores a serem gerenciados: identificação do paciente, termos de consentimentos cirúrgicos e anestésicos, antibiótico profilático, time out, demarcação de lateralidade, tricotomia, alta segura, infecção cirúrgica, entre outros.
Meta 5:Higienização das Mãos para prevenção de complicações relacionadas à assistência à saúde:
Implementar práticas de prevenção de incompatibilidade, como higiene das mãos, precauções de isolamento e uso adequado de equipamentos de proteção individual, para reduzir a ocorrência de complicações associadas à assistência à saúde.
Meta 6: Prevenção do risco de queda e lesão por pressão:
Prevenção de queda: identificar pacientes com risco de queda, que normalmente recebem uma pulseira ou algum marcador de identificação de determinada cor. O objetivo é agir preventivamente, evitando esse tipo de evento e eventuais lesões. A avaliação do risco é realizada a partir da entrada do paciente com critérios definidos de acordo com o perfil de público de cada instituição e saúde, com base nas condições clínicas e necessidades do usuário. Todos os pacientes e acompanhantes devem ser devidamente orientados sobre os riscos.
Prevenção de lesões por pressão: identificar os pacientes com risco de desenvolver lesões (popularmente chamadas de escaras e úlceras por pressão) no corpo durante o período de internação, o objetivo é reduzir a ocorrência de lesões. A avaliação do risco é realizada, diariamente, com base nas condições clínicas apresentadas pelo paciente, para aplicação de medidas de prevenção, tais como: não deixar lençóis enrolados ou enrugados, mudança de decúbito a cada determinado período, colchões apropriados, interação e sensibilização do acompanhante, entre outras ações simples, mas que trazem resultados extremamente eficazes.
Uma das ações previstas no Programa nacional de segurança do paciente é a prevenção de lesões por pressão em serviços de saúde.
As lesões por pressão são danos localizados na pele e/ou tecidos moles subjacentes, resultantes de pressão ou pressão combinada com o cisalhamento. Geralmente ocorrem sobre uma proeminência óssea, mas também podem estar relacionadas ao uso de dispositivo médico ou a outro artefatos.
Desde o final da década de 1980, existem evidências de que a maioria das lesões por pressão é evitável e ocorre em pacientes em risco no início do processo de hospitalização ou de admissão em instituições de longa permanência. 
As lesões por pressão podem ser consideradas inevitáveis quando todas as medidas de prevenção foram utilizadas com extremo rigor na execução e, mesmo assim, a lesão ocorreu. A ocorrência da lesão por pressão é multifatorial e pode ser influenciada por questões fisiológicas ou deteriorização clínica. O sistema de classificação das lesões por pressão envolve:
Classificação das lesões por pressão
 Estágio 1: Pele íntegra com área localizada de eritema que não embranquece e que pode parecer diferente em pele de cor escura. Presença de eritema que embranquece ou mudanças na sensibilidade, temperatura ou consistência (endurecimento) podem preceder as mudanças visuais. Mudanças na cor não incluem descoloração púrpura ou castanha; essas podem indicar dano tissular profundo. 
 Estágio 2: Perda da pele em sua espessura parcial com exposição da derme. O leito da ferida é viável, de coloração rosa ou vermelha, úmido e pode também apresentar-se como uma bolha intacta (preenchida com exsudato seroso) ou rompida. O tecido adiposo e tecidos profundos não são visíveis. Esse estágio não deve ser usado para descrever as lesões de pele associadas à umidade, incluindo a dermatite associada à incontinência, a lesão de pele associada a adesivos médicos ou as feridas traumáticas.
 Estágio 3: Perda da pele em sua espessura total na qual a gordura é visível e, frequentemente, tecido de granulação e epíbole (lesão com bordas enroladas) estão presentes. Esfacelo pode estar visível. A profundidade do dano tissular varia conforme a localização anatômica, áreas com adiposidade significativa podem desenvolverlesões profundas. Podem ocorrer descolamento e túneis. Não há exposição de fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem e/ou osso. Quando o esfacelo prejudica a identificação da extensão da perda tissular, deve-se classificá-la como Lesão por Pressão não Classificável.
 Estágio 4: Perda da pele em sua espessura total e perda tissular com exposição ou palpação direta da fáscia, músculo, tendão, ligamento, cartilagem ou osso. Epíbole (lesão com bordas enroladas), descolamento e/ou túneis ocorrem frequentemente. A profundidade varia conforme a localização anatômica. Quando o esfacelo 
Lesão por pressão Não classificável: Perda da pele em sua espessura total e perda tissular na qual a extensão do dano não pode ser confirmada.
 Lesão por Pressão Tissular Profunda: Pele intacta ou não, com área localizada e persistente de descoloração vermelha escura, marrom ou púrpura que não embranquece ou separação epidérmica que mostra lesão com leito escurecido ou bolha com exsudato sanguinolento. Dor e mudança na temperatura frequentemente precedem as alterações de coloração da pele. A descoloração pode apresentar-se diferente em pessoas com pele de tonalidade mais escura. Essa lesão resulta de pressão intensa e/ou prolongada e de cisalhamento na interface osso-músculo. A ferida pode evoluir rapidamente e revelar a extensão atual da lesão tissular ou resolver sem perda tissular. Quando tecido necrótico, tecido subcutâneo, tecido de granulação, fáscia, músculo ou outras estruturas subjacentes estão visíveis, isso indica lesão por pressão com perda total de tecido (Lesão por Pressão Não Classificável). Não se deve utilizar a categoria Lesão por Pressão Tissular Profunda (LPTP) para descrever condições vasculares, traumáticas, neuropáticas ou dermatológicas.
 Lesão por Pressão Relacionada a Dispositivos Médicos: Descreve a etiologia da lesão e resulta do uso de dispositivos criados e aplicados para fins diagnósticos e terapêuticos. A lesão por pressão resultante geralmente apresenta o padrão ou forma do dispositivo. Essa lesão deve ser categorizada usando o sistema de classificação de lesões por pressão
Importância de realizar Mensuração das feridas no tratamento das LPP
O cuidado com feridas vem ganhando atenção especial por parte dos profissionais da saúde, destacando-se o papel do enfermeiro, que tem buscado novos conhecimentos para fundamentar sua prática. O processo de avaliação de feridas tem importância fundamental para o desenvolvimento de um plano terapêutico. A adequação do cuidado tópico e da avaliação da lesão é possível somente quando as observações e os resultados das intervenções são documentados. Acompanhar e documentar a evolução do tratamento de lesões de pele é uma atividade importante para que seja possível mensurar a eficácia dos procedimentos e medicamentos utilizados, de modo a minimizar custos e otimizar o tempo de cicatrização dos ferimentos. De posse de informações sobre o processo de cicatrização, o profissional de saúde pode tomar decisões com base em dados reais, coletados periodicamente, tornando esse processo mais confiável. 
Os dados sobre o processo de cicatrização podem servir como subsídios para comprovar a eficácia de determinados procedimentos, coberturas e medicamentos utilizados, facilitando a aprovação e liberação desses recursos para o tratamento. O paciente e seus familiares também se beneficiam, pois passam a ter uma visão clara da evolução clínica da pessoa em tratamento.
Compete ao enfermeiro propor condutas no sentido de orientar e treinar o paciente/familiar/cuidador quanto às mudanças de decúbito minimamente a cada duas horas nas posições dorsal e lateral (direita - esquerda). O decúbito ventral pode ser indicado para paraplégicos somente quando há impossibilidade de usar os laterais e/ou dorsal. 
A mensuração da evolução de uma lesão por pressão é um processo contínuo e detalhado, que envolve a análise de diversos aspectos da lesão, como tamanho, profundidade, tipo de tecido, exsudato e presença de infecção. Esse acompanhamento sistemático é essencial para garantir o tratamento eficaz e prevenir complicações.
Para medir a lesão deve-se utilizar régua limpa, medindo o maior comprimento cefalocaudal e a maior largura perpendicular (90°) ao comprimento. Medir a profundidade com instrumento estéril de ponta romba. O registro fotográfico da lesão é útil para avaliar a evolução do processo de cicatrização da ferida.
Produto tecnológico: 
Régua para mensurar lesões por pressão, especialmente projetada para ser flexível e acessar cavidades corporais com facilidade e sem causar danos ao paciente.
Justificativa de uso: Uma régua específica para medir lesões planas e cavitárias (ou úlceras profundas) é uma ferramenta crucial para profissionais de saúde avaliarem a gravidade e o progresso das lesões, especialmente em casos de úlceras por pressão. Medir corretamente a profundidade, o comprimento e a largura dessas lesões ajuda a determinar o tratamento adequado e a monitorar a cicatrização e eficácia dos cuidados.
Características Principais do produto:
 Design flexível e material esterilizável: Material flexível, como silicone médico ou plástico de grau hospitalar, que permita a curvatura da régua sem perder a precisão da medição. Isso possibilita o acesso a regiões de difícil alcance ou que apresentam contornos irregulares sem causar desconforto ao paciente. A esterilização é fundamental para prevenir risco de infecções durante o uso.
Graduação em milímetros e centímetros: escala graduada em milímetros e centímetros para medir com precisão a largura, comprimento e profundidade da lesão, e, facilitar o registro exato das dimensões da lesão. As marcações podem ser impressas ou gravadas no material para garantir durabilidade e esterilização fácil.
Ponta fina, romba e graduada: .Além das medições de largura e comprimento, uma régua com uma escala de profundidade permite medir o fundo da cavidade com precisão, especialmente em lesões que afetam várias camadas de tecido sem prejudicar os tecidos subjacentes.
Uso e Aplicação:
Lesões em áreas de difícil acesso: Como cavidades , a flexibilidade permitirá que o dispositivo contorne estruturas anatômicas e capture medidas de profundidade e circunferência de forma eficaz.
Monitoramento de Lesões: Usar para avaliar a progressão de lesões por pressão em diferentes estágios, assegurando o acompanhamento adequado para decisões terapêuticas.
Este produto seria uma ferramenta útil para profissionais da saúde ao realizarem avaliações regulares de lesões por pressão, facilitando o manejo clínico. 
Esse tipo de régua oferece uma maneira simples e eficaz de garantir que o progresso das lesões seja monitorado de forma consistente e precisa, ajudando no planejamento do tratamento e na avaliação da recuperação.
Régua para para mensurar lesões (Imagem gerada pelo chat GPT)
Ponta da régua (Imagem gerada pelo chat GPT)
Referência bibliográficas 
Guia rápido de prevenção e tratamento de Lesões por Pressão. Brasília: Secretaria de Estado de Saúde, 2023. Disponível em: https://www.saude.df.gov.br/documents/37101/91089/GUIA-RAPIDO-DE-PREVENCAO-E-TRATAMENTO-DE-LP.pdf. Acesso em: 22 out. 2024.
Nota Técnica GVIMS/GGTES nº 05/2023: práticas de segurança do paciente em serviços de saúde: prevenção de lesão por pressão. Brasília: Anvisa, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/notas-tecnicas/notas-tecnicas-vigentes/nota-tecnica-gvims-ggtes-anvisa-no-05-2023-praticas-de-seguranca-do-paciente-em-servicos-de-saude-prevencao-de-lesao-por-pressao. Acesso em: 23 
out. 2024.
 BRASIL. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/pnsp. Acesso em: 30 out. 2024.
Imagem do protótipo gerado pelo chat GPT
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