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Estágio: Nutrição Social 
Aluna: Cristina de Oliveira Farias 
 
Questionário sobre o PNAE 
 
1. O que é o PNAE? 
O PNAE é um programa federal que fornece recursos 
para alimentação escolar de todos os estudantes da educação básica pública 
do Brasil e ações de educação alimentar nos estados e municípios 
brasileiros. É considerado um dos maiores programas relacionados à 
alimentação escolar no mundo. 
 
2. Qual o objetivo do PNAE? 
O programa tem como objetivo, contribuir para o crescimento e o 
desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento escolar e a 
formação de hábitos alimentares saudáveis dos alunos (BRASIL, 2009). 
 
3. Quais os objetivos complementares? 
Respeitar os hábitos alimentares locais, o estímulo e a valorização 
agrícola, além de movimentar a economia local, gera emprego e renda para os 
moradores de cada município. Envolver todos os entes federados (estados, 
Distrito Federal e municípios) na execução do Programa. 
 
4. Quais os direitos da Constituição Federal? 
O art. 208 da Constituição Federal, inciso VII, prevê que o dever do 
Estado com a educação será efetivado, entre outras, atendimento ao 
educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas 
suplementares de material didático escolar, transporte, alimentação e 
assistência à saúde. 
 
 5. Qual a resolução FNDE que abrange o PNAE? 
O art. 1°, parágrafo único, da Resolução n. 26/2013 do FNDE (que 
regulamenta a execução técnica e administrativa do PNAE – Programa 
Nacional de Alimentação Escolar), prevê que a alimentação escolar é direito 
dos alunos da educação básica pública e dever do Estado, e será promovida e 
incentivada, com vista ao atendimento dos princípios e das diretrizes 
estabelecidas nesta Resolução. 
6. Qual Resolução dispõe sobre o atendimento de alimentação escolar? 
A Resolução nº 06, de 08 de maio de 2020. 
 
7. Cite as diretrizes sobre o PNAE: 
Além da universalidade, são diretrizes do PNAE: o emprego da 
alimentação saudável e adequada, a inclusão da educação alimentar e 
nutricional no processo de ensino e aprendizagem, a participação da 
comunidade no controle social, o apoio ao desenvolvimento sustentável, com 
incentivos para a aquisição de gêneros alimentícios diversificados, produzidos 
em âmbito local e preferencialmente pela agricultura familiar e pelos 
empreendedores familiares rurais, priorizando as comunidades tradicionais 
indígenas e quilombolas. Além disso, essa política pública tem como diretriz o 
direito à alimentação escolar, visando garantir a segurança alimentar e 
nutricional dos alunos. 
 
8. Como deve ser os cardápios da Alimentação Escolar? 
A legislação do PNAE (Lei 11.947/2009 e Resolução CD/FNDE 6/2020) 
determina que o cardápio deva ser planejado por nutricionista responsável 
técnico pelo programa, tendo como base a utilização de alimentos in natura ou 
minimamente processados, de modo a respeitar as necessidades nutricionais, 
os hábitos alimentares e a cultura alimentar da localidade. E deve pautar-se na 
sustentabilidade, na sazonalidade e na diversificação agrícola da região e na 
promoção da alimentação adequada e saudável. 
 
9. O que deve ser ofertado no cardápio para que possa suprir as necessidades 
nutricionais? 
Conforme o art.18: Os cardápios devem ser planejados para atender, em 
média, as necessidades nutricionais, sendo de: 
I – no mínimo 30% (trinta por cento) das necessidades nutricionais de energia, 
macronutrientes e micronutrientes prioritários, distribuídas em, no mínimo, duas 
refeições, para as creches em período parcial; 
II – no mínimo 70% (setenta por cento) das necessidades nutricionais de 
energia, macronutrientes e micronutrientes prioritários, distribuídas em, no 
mínimo, três refeições, para as creches em período integral, inclusive as 
localizadas em comunidades indígenas ou áreas remanescentes de quilombos; 
III – no mínimo 30% (trinta por cento) das necessidades nutricionais diárias de 
energia e macronutrientes, por refeição ofertada, para os estudantes 
matriculados nas escolas localizadas em comunidades indígenas ou em áreas 
remanescentes de quilombos, exceto creches; 
 IV – no mínimo 20% (vinte por cento) das necessidades nutricionais diárias de 
energia e macronutrientes, quando ofertada uma refeição, para os demais 
estudantes matriculados na educação básica, em período parcial; 
V – no mínimo 30% (trinta por cento) das necessidades nutricionais diárias de 
energia e macronutrientes, quando ofertadas duas ou mais refeições, para os 
estudantes matriculados na educação básica, exceto creches em período 
parcial; 
VI – no mínimo 70% (setenta por cento) das necessidades nutricionais, 
distribuídas em, no mínimo, três refeições, para os estudantes participantes de 
programas de educação em tempo integral e para os matriculados em escolas 
de tempo integral. 
10. Como deve ser a aquisição dos alimentos? 
A aquisição dos gêneros alimentícios com recursos do PNAE deverá 
ocorrer por: I – Dispensando a licitação, por meio de Chamada Pública, quando 
das compras da agricultura familiar nos termos do Art. 14 da Lei 11.947/2009 e 
dos arts. 29 a 49 desta Resolução, sem prejuízo das demais possibilidades de 
dispensa de licitação previstas na Lei 8.666/1993; 
II – Licitação, obrigatoriamente na modalidade de pregão, na forma eletrônica, 
nos termos da Lei 10.520/2002 e, subsidiariamente, da Lei 8.666/1993. 
Os contratos referentes aos processos de aquisição de gêneros alimentícios no 
âmbito do PNAE são regidos pela Lei nº 8.666/1993 e demais dispositivos 
legais aplicáveis. 
 
11. Para quem o recurso é destinado? 
Para atender aos estudantes matriculados na educação básica pública 
das redes estadual, distrital e municipal, o FNDE repassa às Secretarias 
Estaduais de Educação (SEDUC) e às Prefeituras Municipais (PM), de forma 
automática e sem necessidade de convênio ou instrumento congênere, os 
recursos financeiros federais do PNAE, em até 10 parcelas anuais, entre os 
meses de fevereiro e novembro. 
 
12. Qual o Valor do repasse do PNAE? 
Para o cálculo do valor total a ser repassado às SEDUCS e às 
Prefeituras Municipais, bem como aquele a ser descentralizado à Unidade 
Gestora da Instituição responsável pela escola federal, o FNDE multiplica o 
número de alunos matriculados nas escolas federais, estaduais, municipais e 
distritais, registrado no Censo Escolar. 
 
Com a publicação da Resolução CD/FNDE nº 02, de 10 de março de 2023, que 
alterou a Resolução CD/FNDE nº 06/2020, os valores per capita sofreram 
reajuste e passaram a vigorar da seguinte forma: 
a) R$ 0,41 (quarenta e um centavos de Real) para os estudantes matriculados 
na Educação de Jovens e Adultos - EJA; 
b) R$ 0,50 (cinquenta centavos de Real) para os estudantes matriculados no 
ensino fundamental e no ensino médio; 
c) R$ 0,72 (setenta e dois centavos de Real) para estudantes matriculados na 
pré-escola, exceto para aqueles matriculados em escolas localizadas em áreas 
indígenas e remanescentes de quilombos; 
d) R$ 0,86 (oitenta e seis centavos de Real) para os estudantes matriculados 
em escolas de educação básica localizadas em áreas indígenas e 
remanescentes de quilombos; 
e) R$ 1,37 (um Real e trinta e sete centavos de Real) para os estudantes 
matriculados em escolas de tempo integral com permanência mínima de 7h 
(sete horas) na escola ou em atividades escolares, de acordo com o Censo 
Escolar do INEP; 
f) R$ 1,37 (um Real e trinta e sete centavos de Real) para os estudantes 
matriculados em creches, inclusive as localizadas em áreas indígenas e 
remanescentes de quilombos; 
IV - para os estudantes contemplados no Programa de Fomento às Escolas de 
Ensino Médio em Tempo Integral, haverá complementação financeira de forma 
a totalizar o valor per capita de R$ 2,56 (dois Reais e cinquenta e seis 
centavos); 
V - para os estudantes que frequentam, no contra turno, o AEE, ovalor per 
capita será de R$ 0,68 (sessenta e seis centavos de Real); 
Independente da etapa e da modalidade de ensino, se o estudante estiver em 
carga horária integral, o valor per capita considerado é de R$ 1,37. 
Em carga horária parcial, independente da etapa e da modalidade, o valor per 
capita considerado é de R$ 0,86 no caso de estudantes matriculados em 
escolas localizadas em terras indígenas e remanescentes de quilombos, exceto 
creche, quando o valor per capita permanece em R$ 1,37. 
 13. Quais alimentos não são recomendados no PNAE? 
Alimentos processados e ultraprocessados estão limitados a 20% do 
orçamento e ingredientes culinários, no máximo, 5%. Continua proibida a 
utilização de recursos do PNAE para aquisição de refrigerantes, refrescos 
artificiais e chás prontos para consumo. Entrou na lista de proibição: balas, 
biscoito ou bolacha recheada, barra de cereal, bolos, entre outros itens.

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