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UNIVERSIDADE PAULISTA GRADUAÇÃO EM FARMÁCIA
BIANCA RAMOS BRUNO FERREIRA DE MATOS
GABRIELA SCHMIDT JEANE RAMOS DE LIMA
REGRAS DE SEGURANÇA E BOAS PRÁTICAS DE LABORATÓRIO
SÃO PAULO 2024
BIANCA RAMOS BRUNO FERREIRA DE MATOS
GABRIELA SCHMIDT JEANE RAMOS DE LIMA
REGRAS DE SEGURANÇA E BOAS PRÁTICAS DE LABORATÓRIO
Trabalho de Atividades Práticas Supervisionadas (APS) apresentado ao curso de Farmácia na disciplina Farmacologia, como requisito obrigatório de aprovação.
Orientadora: Prof.ª Mestra Patrícia Renata Valester Calvente
SÃO PAULO 2024
REGRAS DE SEGURANÇA E BOAS PRÁTICAS DE LABORATÓRIO
BIANCA RAMOS BRUNO FERREIRA DE MATOS
GABRIELA SCHMIDT JEANE RAMOS DE LIMA
Trabalho de Atividades Práticas Supervisionadas (APS) apresentado ao curso de Farmácia na disciplina Farmacologia, como requisito obrigatório de aprovação.
Aprovado em 	/	 /	
Prof.ª Patrícia Renata Valester Calvente
ABSTRACT
RESUMO
RESUMO	4
INTRODUÇÃO	6
MÉTODOS	7
REVISÃO BIBLIOGRAFICA	8
PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA	9
REGRAS DE SEGURANÇA NO LABORATÓRIO	10
BOAS PRÁTICAS DE LABORATÓRIO	11
CONCLUSÃO	14
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
A segurança em laboratório é primordial para assegurar o bem-estar e saúde dos colaboradores, sabendo que no ambiente laboratorial existem diversos produtos contaminantes podendo trazer malefícios para a saúde coletiva, devido à natureza insalubre desses ambientes. As regras de segurança em laboratório têm o propósito de evitar acidentes, portanto é essencial o conhecimento para evitar situações inesperadas. O conjunto de normas tem como foco o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs), a manipulação correta de substâncias químicas e biológicas. (OLIVEIRA, 2017).
Por mais que o laboratório pareça um local seguro sendo contemplado por todos os itens de segurança, é importante seguir os protocolos das normas de regulamentadoras, mesmo que ainda a tendencia de ocorrência seja vultosa. Para atenuar os riscos são indispensáveis o conhecimento e as boas práticas em laboratório, manutenção. Vale ressaltar que o descarte de produtos químicos dever ser feito de maneira correta de acordo com as características do produto. Sendo assim, seu descarte feito de forma incorreta acarreta danos ao meio ambiente, independente se é um descarte feito em laboratório acadêmico ou industrial. (ARAÚJO, 2009)
De modo geral, em um laboratório químico, é preciso adotar medidas de precaução para que sejam feitas as manipulações, sendo as atividades práticas estão sujeitas a ocorrências. Ao elucidar e compreender as medidas de prevenção, é necessário adotar e ter o hábito de realizar as atividades com cautela e cuidado para que todos os indivíduos tenham sua segurança garantida, sendo assim uma garantia de qualidade durante os processos pesquisa. (OTENIO, 2008)
Portanto, o intuito de conscientizar os usuários sobre as medidas que são estabelecidas pela Norma Regulamentadora (NR) é necessário para o conhecimento do prestador de serviço, apresentação em palestras sobre os riscos que espaço oferece, campanhas de divulgação em panfletos, também é uma ideia para que seja compreendido o perigo. (OLIVEIRA,2008)
10
2. MÉTODOS
Para atender o objetivo proposto foram realizadas pesquisas de artigos científicos. dos últimos anos, nas bases de dados Scielo e Google Acadêmico. As buscas foram feitas com as palavras-chaves: Laboratório, regras e segurança.
Os artigos escolhidos foram principalmente dos últimos dez anos e no idioma português. Com intuito de contextualizar o tema antes, dividimos o trabalho em subtítulos: Princípio de biossegurança, regras de segurança no laboratório e boas práticas de laboratório e revisão bibliográfica.
3. REVISÃO BIBLIOGRAFICA
Seguir protocolos e usar equipamentos de segurança que são estabelecidos pela Norma de Regulamentadoras são de extrema importância para que haja segurança no ambiente laboratorial. Além de riscos biológicos que existem no local, amostras com concentrações químicas podem causar efeitos adversos na saúde.
Para que tenha uma área segura, boas práticas devem ser adotadas para o uso de vidrarias em bom estado, descarte de perfurocortantes em local apropriado, luvas e etc. (SHATZMAYR,2001)
Em situações de emergência, a Norma Regulamentadora (NR) estabelece uma sequência de protocolos em casos de acidente no âmbito laboratorial, no qual, medidas de primeiros socorros, acionar a equipe da segurança do trabalho e supervisor do laboratório, desligar aparelhos próximos. Diante dos problemas que ocasionaram lesões em trabalhadores no local de trabalho, foram criadas categorias de risco que expõe a saúde do trabalhador, são eles: Risco Químico, Risco Físico, Risco Ergonômico, Risco Ambientais e Risco Biológico, contudo, o uso de equipamentos de proteção individual (jalecos, óculos, luvas, capacetes, máscara) e equipamentos de proteção coletivas (chuveiro de emergência, lava olhos, capela de segurança química) são de tamanha importância para a segurança dos colaboradores. Contudo, as organizações devem possuir uma equipe com conhecimentos teóricos e práticos para realizar treinamentos prévios da utilização e a importância dos equipamentos de segurança, sendo assim, o índice de maleficio que estão expostos diminuem de forma gradual. Além de treinamentos, é importante a presença de um mapa de risco, onde o mesmo apresentará os riscos que o ambiente pode oferecer, assim as indicações de sinalizações de segurança precisam estar visíveis para que se tenha uma rota de fuga em casos de incêndio, posicionamento de extintores, chuveiros de emergência, escada de emergência e entre outros fatores que são capazes de salvar vidas. (COSTA,2005)
3.1 PRINCÍPIOS DE BIOSSEGURANÇA
A biossegurança é um conjunto de práticas da área da saúde que tem como objetivo principal prevenir riscos no ambiente de trabalho ou em qualquer outra atividade que venha a comprometer a saúde humana e animal, com investimentos em estudos, pesquisas e ações. A biossegurança é muito importante para minimização dos riscos gerados pelos agentes químicos, biológicos e ergonômicos em um ambiente laboratorial (BRASIL, 2013).
No ambiente laboratorial a presença de riscos biológicos é mais acentuada em função da intensidade da exposição dos profissionais, porém ao passar dos anos esse risco foi diminuindo por causa do avanço tecnológico e meios de fiscalização e controle por parte de departamentos de saúde com a Vigilância Sanitária e entre outros (NEVES et al, 2011).
Dependendo do nível de biossegurança laboratorial estabelecido no local, devem ser adotadas medidas de prevenção específicas. A contenção envolve um conjunto de medidas relacionadas à biossegurança e se baseia em três pontos principais: procedimentos no laboratório, equipamentos de segurança e as instalações do laboratório. Esses três formam o que chamamos de ciclo da contenção (VIEIRA, 2008).
O principal objetivo da contenção é diminuir o risco de exposição da equipe, de outras pessoas e do meio ambiente aos agentes causadores de doenças. Ela é dividida em dois níveis: contenção primária e secundária. A contenção primária foca em proteger os trabalhadores do laboratório e o ambiente interno, usando boas práticas e equipamentos de proteção, tanto individuais quanto coletivos. A contenção secundária, por sua vez, se preocupa com a proteção do ambiente externo, onde os agentes infecciosos são manipulados, sendo baseada em boas práticas e nas estruturas físicas do laboratório (BRASIL, 2013).
Os profissionais que trabalham em laboratórios clínicos, além de estarem sujeitos a riscos como postura inadequada, exposição a produtos químicos e ruídos, também lidam com agentes infecciosos e materiais que podem estar contaminados, o que representa um risco biológico. Por isso, é importante que eles entendam esses riscos e recebam treinamento para manusear com segurança os materiais e fluidos biológicos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).
Atualmente existem 04 classes de riscosbiológicos:
· Classe de Risco 1: O risco para indivíduos e para a comunidade é baixo. Envolve agentes biológicos com pouca ou nenhuma chance de causar infecções em humanos ou animais saudáveis, representando um risco mínimo para os profissionais de laboratório e o meio ambiente (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).
· Classe de Risco 2: O risco para indivíduos é moderado e para a comunidade é limitado. Refere-se a agentes biológicos que podem causar infecções em humanos ou animais, mas com um risco reduzido de propagação (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).
· Classe de Risco 3: O risco individual é elevado, mas o risco para a comunidade é limitado. Envolve agentes biológicos que podem causar infecções graves ou fatais em humanos e animais, representando um perigo significativo para quem os manipula. Eles podem se espalhar na comunidade, mas existem formas de tratamento e prevenção (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).
· Classe de Risco 4: O risco é elevado tanto para indivíduos quanto para a comunidade. Envolve agentes biológicos altamente patogênicos, que podem se espalhar facilmente e representam um grande perigo para quem os manipula. São transmissíveis por aerossóis ou de formas ainda desconhecidas, e não há medidas preventivas ou terapêuticas disponíveis (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2010).
3.2 REGRAS DE SEGURANÇA E BOAS PRÁTICAS DE LABORATÓRIO
O conceito de laboratório, segundo os Princípios das Boas Práticas de Laboratório (BPL), une instalações de teste, essenciais para garantir e eficiência e segurança de equipamentos e sistemas, e unidades de teste, que ajudam a entender os requisitos de uma ou mais fase do procedimento, ambos podendo ser realizados em estufas, instalações de campo ou laboratórios (LEE, 2016).
As Boas Práticas de Laboratório (BPL) são um conjunto de regras e orientações para todos os laboratórios que realizem análises e testes. Elas exercem uma importante função na garantia da qualidade dos resultados dos testes e na precisão dos dados obtidos (LEE, 2016).
As BPL abrangem todas as etapas do processo de análise, desde a preparação de amostras, até a obtenção de informações finais. Seu principal objetivo é diminuir equívocos que possam afetar direta ou indiretamente os resultados, assegurando assim, a precisão e a certeza dos resultados finais (LEE, 2016).
Com as Boas Práticas de Laboratório (BPL) é impossível não obter com precisão os resultados, minimizando erros tanto humanos, quanto instrumentais; a integridade dos dados, prevenindo manipulações ou influências não permitidas que possam atrapalhar a garantia dos resultados; a rastreabilidade, permitindo a identificação de desvios e suas correções; e a reprodutibilidade, o que se torna indispensável para a validação dos resultados (LEE, 2016).
No entanto, para que as BPL sejam precisas, é necessário obedecer a algumas diretrizes, como a capacitação e o treinamento, a gestão de amostras, a avaliação de riscos, a manutenção e a calibração de equipamento, os acompanhamentos internos e a comunicação clara (LEE, 2016).
Seguir de maneira estrita essas normas e práticas, além de proteger a dignidade dos dados, contribui para a certeza e importância do laboratório. Ao adotar as BPL, os laboratórios garantem que seus resultados sejam uma base para futuras decisões seguras e precisas (LEE, 2016).
Manter a segurança em laboratórios é essencial para que os funcionários se adaptem a trabalhar com confiança, fazendo com que a mesma se torne parte de seu trabalho. Toda ação a ser feita deve ser minuciosamente planejada, visto que todos os empregos merecem ser programados e efetuados com cuidado. É responsabilidade de cada um velar pela própria segurança e das pessoas com quem convive no ambiente de trabalho (ORSI, 2019).
As normas específicas ditas especialmente para cada laboratório devem ser severamente respeitadas e obedecidas. Destacando que, o chefe do laboratório, professor ou pesquisador é sempre a melhor pessoa para orientar quanto a essas medidas. Alguns cuidados básicos, consequentes do uso do bom senso, devem ser tomados, como (GOV, 2020):
· Nunca trabalhar de maneira individual no laboratório;
· Não conversar de forma desnecessária no laboratório;
· Sempre usar avental quando estiver no laboratório;
· Certificar-se das saídas de emergência;
· Não misturar equipamentos de laboratório com pertencer pessoais;
· Não brincar em serviço;
· Não fumar no laboratório;
· Não comer nem beber no laboratório;
· Não permitir a entrada de pessoas aleatórias no laboratório;
· Sempre utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) durante a permanência no laboratório, como luvas de proteção apropriadas, óculos de proteção, etc;
· Prender os cabelos, caso os mesmos sejam longos;
· Trabalhar com calçado fechado;
· Não usar lentes de contato no laboratório;
· Evitar o contato de qualquer substância diretamente com a pele;
· Ao sair do laboratório, lavar cuidadosamente as mãos.
O laboratório é um lugar especialmente destinado a realização de experiências, investigações ou trabalho de determinadas áreas. Ele é receado de instalações e produtos que necessitam de extremo cuidado. Existem laboratórios de pesquisa,
laboratório de análises clínicas, laboratórios de controle de qualidade e laboratórios de ensaio. Os mesmos são fundamentais para a melhoria da saúde, garantia de qualidade, formação de profissionais capazes e desenvolvimento de novas tecnologias (ORSI, 2019).
Tendo em vista sua importância e excepcionalidade, algumas recomendações referentes ao laboratório são indicadas, visando aumentar a segurança das pessoas ali expostas, por exemplo (GOV, 2020):
· Manter as bancadas sempre limpas e livres;
· Rotular qualquer reagente ou solução elaborados, assim como, amostras coletadas;
· Após o término do experimento, retirar os materiais usados da bancada;
· Limpar rapidamente qualquer produto químico derramado;
· Jogar na lixeira apenas papéis e materiais usados que não apresentem riscos para os seres humanos ou meio ambiente.
As vidrarias de laboratório são ferramentas e utensílios essenciais e básicos usados em função do desenvolvimento de experimentos em laboratórios. Elas são de extrema importância em ensaios que requerem o preparo de mistura e soluções, sem elas, se torna praticamente impossível a realização de experimentos. Cada uma exerce sua função, apresentando formatos e capacidades diferentes. Algumas precauções a serem tomados são (LEE, 2016):
· Não utilizar material de vidro trincado;
· Não depor cacos de vidro em recipiente de lixo;
· Proteger as mãos em casos de manipulação de peças de vidro quentes;
· Lavar a vidraria com detergente neutro, água destilada ou álcool;
· Evitar choques térmicos nas vidrarias;
· Devem ser armazenadas em local seguro, longe de luz solar ou fonte de calor;
3.4 TIPOS DE AGENTES DE RISCO
A biossegurança é um conjunto de medidas a fim de prevenir ou reduzir riscos á atividades que comprometem a saúde humana. Para minimizar os efeitos que comprometem a saúde, colaboradores que exercem atividades de riscos devem usar EPI’s (Equipamento de Proteção Individual) ou EPC (Equipamento de Proteção Coletiva) conforme estabelecido pelas Normas Regulamentadas. Os equipamentos de proteção individual – EPIs – destinam-se à proteção do indivíduo que estiver realizando ou exposto a atividades especificas, para prevenir ou atenuar lesões decorrentes de acidentes (DEL PINO et al, 1997).
Os equipamentos de proteção coletiva – EPCs – permitem a realização de operações sob condições mínimas de risco, resguardando a saúde dos envolvidos em atividades funcionais (DEL PINO et al, 1997).
A biossegurança foi criada na década de 70, após transmissões de agentes infecciosos dentro de laboratórios com o propósito de promover proteção e prevenir acidentes no ambiente de trabalho. Os laboratórios apresentam diversas situações e atividades de risco aos profissionais, promovendo assim lesões de grau leves, moderadas e graves. Segundo a Norma Regulamentadora 9 (NR-9), os riscos ocupacionais são classificados em: Físicos, Químicos, Biológicos,Ergonômico e Acidentais. Cada risco apresenta uma coloração para classificar o tipo de risco, são eles: vermelho, laranja, marrom, amarelo e azul.
Os riscos estão associados em:
· Risco Físico: Ruídos, vibrações, pressão, temperaturas quentes e frias, radiações ionizantes e não ionizantes.
· Risco Químico: Poeira, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores, substâncias compostas por produto químico.
· Risco Biológico: Vírus, bactérias, protozoários, fungos, parasitas, bacilos.
· Riscos Ergonômico: Esforço físico intenso, levantamento e transporte manual de peso, postura inadequada, movimentos repetitivos.
· Riscos Acidentais: Máquinas e equipamentos sem proteção, choque elétrico, incêndio, atmosfera explosivas.
É importante que cada local tenha um mapa de risco com rota de fuga e demonstre em figuras com tonalidades em cores para ser identificado onde há presença de
riscos. O mapa de riscos é uma forma gráfica usada para identificar quais são os locais de riscos no trabalho, isso é feito através de círculos de diversas cores e tamanhos. O mesmo tem a função de informar e conscientizar os colaboradores de forma clara esses riscos, de forma que diminuía a ocorrência de acidentes no trabalho (UDESC, 2007).
3.5 EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
EPI é qualquer equipamento de uso pessoal destinado a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. Sua regulamentação está descrita na Norma Regulamentada nº 06 (NR-06) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Por sua vez, EPC é qualquer dispositivo que proporciona proteção a todos os profissionais que enfrentam riscos no ambiente de trabalho (SANGIONI et al, 2013).
Por razões de segurança e higiene, tais materiais não devem ser partilhados e devem ser eliminados de forma adequada. Além disso, sabe-se que a maioria dos equipamentos de proteção individual, se utilizados adequadamente, também podem inibir até certo ponto a propagação de agentes infecciosos no ambiente, mantendo assim o laboratório limpo (VILLAR et al, 2023).
Embora a identificação de riscos seja importante em todas as atividades de trabalho, sejam elas sanitárias ou não, devem ser implementadas medidas de segurança para
proporcionar aos profissionais um ambiente seguro para que possam trabalhar sem pôr em perigo a saúde humana e animal e protegendo o meio ambiente. ambiente e a qualidade dos resultados da investigação. Neste contexto, a utilização de EPI e EPC é necessária dada a impossibilidade de atingir risco zero (SANGIONI et al, 2013).
O uso de equipamentos de proteção individual é regulamentado pela Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia. Os principais equipamentos de proteção individual são:
1. Luvas – Devem ser usadas ao manusear materiais potencialmente infecciosos, produtos químicos ou em condições extremas de temperatura. Quanto à sua composição, as luvas podem ser:
A) látex para operações gerais, resistente a agentes biológicos, ácidos diluídos e álcalis (exceto solventes orgânicos);
B) Cloreto de vinila ou policloreto de vinila (PVC) resistente a agentes químicos Classe B, como detergentes e sabões;
C) Látex nitrílico para manuseio de produtos químicos, principalmente ácidos, corrosivos e solventes;
D) Com fibra de vidro de polietileno vinílico reversível para proteção contra perfurocortantes; materiais;
E) fio de tricô Kevlar® para manuseio de materiais com temperaturas de até 250 °C;
F) Nylon para manuseio de materiais de preservação criogênicos (ex. nitrogênio líquido, - 196°C);
G) Borracha para serviços gerais de limpeza e descontaminação (GUIMARÃES et al, 2023).
2. Avental ou jaleco – Obrigatório, preferencialmente confeccionado em material descartável devido ao peso e impermeabilidade. Os aventais de tecido devem ser de mangas compridas, pelo menos na altura dos joelhos, e fechados. As fibras naturais (100% algodão) são preferidas, pois as fibras sintéticas apresentam risco de inflamação. Aventais ou casacos devem ser usados apenas em ambientes laboratoriais. É proibido o uso de jalecos fora do ambiente de trabalho (seja hospital ou laboratório). Ao ser retirado do laboratório, o avental deve ser autoclavado e posteriormente colocado em saco plástico apropriado. Os aventais descartáveis também devem ser de manga comprida, com punhos e fechados nas costas (PEREIRA et al, 2023).
3. Máscaras faciais – Proteja ou minimize a inalação de gases, poeira, fumaça e produtos voláteis. Pode ter componentes e filtros sintéticos (o uso de cada tipo depende dos riscos envolvidos; utilizar máscaras N95/PFF2 - PFF significa folha facial filtrante - ou equivalente em procedimentos geradores de aerossóis, e as de ar, os respiradores motorizados purificam e fornecem alto nível de proteção respiratória). As máscaras de tecido não são consideradas equipamentos de proteção individual, mas podem ser usadas como barreira fora dos ambientes laboratoriais (LEON et al, 2023).
4. Chapéu - protege o cabelo do contato com substâncias infecciosas ou produtos químicos (XAVIER et al, 2023).
5. Óculos de proteção e protetores faciais - projetados para proteger os olhos e o rosto de gotículas de água, impactos, sprays, aerossóis, respingos e radiação UV (XAVIER et al 2023).
Todos os equipamentos responsáveis pela proteção dos profissionais do laboratório, do meio ambiente e das pesquisas realizadas são EPC.
Os principais são:
1. Cabine de segurança química - design aerodinâmico, o fluxo de ar ambiente não causará turbulência e fluxo de água reduzindo o risco de inalação e contaminação do operador e do ambiente externo;
2. Gabinete de Segurança Biológica (CSB) – Equipamento projetado para proteger o operador, o ambiente do laboratório e os materiais manuseados da exposição a aerossóis e partículas transportadas pelo ar geradas pelo manuseio de materiais contendo agentes infecciosos. Os CSBs são equipados com filtros de alta eficiência, sendo os mais comumente usados filtros HEPA (ar particulado de alta eficiência). O filtro HEPA tem uma eficiência de filtração de 99,93% para partículas com diâmetro inferior a 0,3 mícron.
3. Spray de Emergência - Com aproximadamente 30 cm de diâmetro, este dispositivo é utilizado para promover uma purificação eficaz através de um fluxo controlado de água. Deve ser operado manualmente e com alavanca articulada e colocado em local de fácil acesso.
4. Lava-olhos - Dispositivo composto por dois chuveiros de média pressão, dimensionados para lava-olhos, conectados a uma bacia metálica e angulados para
permitir o correto direcionamento do jato de água. Pode fazer parte de um chuveiro de emergência ou ser fornecido separadamente na forma de um lava-olhos.
5. Extintor de incêndio – utilizado em caso de incêndio, pode ser de diversos tipos e sua escolha dependerá dos materiais que poderão queimar (SANTOS et al, 2023).
4. CONCLUSÃO
A segurança no ambiente laboratorial é um aspecto essencial na formação e prática dos profissionais da saúde. Ao longo deste trabalho, foram abordados os principais conceitos relacionados às regras de segurança, às boas práticas laboratoriais e aos princípios de biossegurança, que são fundamentais para garantir um ambiente de trabalho seguro, tanto para os profissionais quanto para a preservação da integridade dos experimentos e amostras.
Os princípios de biossegurança, baseados na identificação, avaliação e controle de riscos, são a base para evitar acidentes e minimizar a exposição a agentes nocivos, sejam eles biológicos, químicos ou físicos. Esses princípios estão diretamente ligados às diretrizes de boas práticas de laboratório, que incluem a organização adequada dos materiais, a utilização correta dos procedimentos experimentais, o armazenamento seguro de substâncias e reagentes, e a limpeza rigorosa das bancadas e equipamentos após seu uso. O cumprimento dessas normas, aliado ao uso apropriado de equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas, aventais, óculos de proteção e máscaras, é indispensável para prevenir acidentes e proteger a saúde dos trabalhadores.
Além disso, é crucial a conscientização contínuae o treinamento regular dos profissionais e estudantes que frequentam o ambiente laboratorial. A familiaridade com os equipamentos de segurança e a capacidade de resposta em situações de emergência, como derramamentos de substâncias químicas ou acidentes biológicos, podem fazer a diferença entre um incidente controlado e um desastre potencial.
Conclui-se, portanto, que o respeito às regras de segurança e a adoção de boas práticas laboratoriais não são apenas recomendações, mas responsabilidades que devem ser assumidas por todos os envolvidos. A proteção pessoal e coletiva depende de um compromisso contínuo com a prevenção e a segurança, fundamentais para o sucesso das atividades laboratoriais e a saúde pública. Assim, reforçar a cultura de biossegurança no laboratório é garantir que o conhecimento científico seja produzido de forma ética, segura e sustentável.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Araújo E.M.; Vieira S.D., Biossegurança em Laboratórios Universitários. Um estudo de caso na Universidade Federal de Pernambuco. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, São Paulo. Disponível em:

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