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Autores: Prof. José Benedito Regina
 Prof. Guilherme Juliani de Carvalho
Colaboradores: Profa. Sandra Castilho
 Prof. Mauro Kiehn
Evolução do Pensamento 
Administrativo
Professores conteudistas: José Benedito Regina / Guilherme Juliani de Carvalho
José Benedito Regina 
É bacharel em Ciências Econômicas pela FEA/USP, especialista em Administração pela UNIP e mestre em 
Administração pela FEA/USP. 
Possui experiência profissional técnica, administrativa e gerencial em várias áreas organizacionais. Atuação 
expressiva em processos de mudança organizacional e de facilitação e formação técnica e gerencial em empresas de 
grande porte. É especialista em Qualidade Total, palestrante e consultor de organizações, com destaque para as áreas 
de gestão e desenvolvimento de RH.
Faz assessoria para editoras na tradução/revisão de textos para a área de administração. Desde 1977 é professor, 
líder de disciplina e coordenador de cursos no ensino superior, em graduação e pós-graduação, em várias universidades 
paulistanas. Na UNIP, é professor conteudista, autor e ministrante de disciplinas relacionadas com Administração Geral 
e Administração de Recursos Humanos, graduação e pós-graduação, no programa de educação a distância (EaD). 
Também é participante em bancas de avaliação, atuando como coordenador e orientador para trabalhos acadêmicos 
diversificados, tanto para cursos de graduação como de pós-graduação.
Guilherme Juliani de Carvalho 
Graduado em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Senac/SP (2016) e em Comunicação Social – 
Relações Públicas pelo Centro Universitário Newton Paiva (2009). Possui especialização em Planejamento, Gestão e 
Implementação da Educação a Distância pela Universidade Federal Fluminense (2015), MBA em Gestão de Marketing 
pelo Centro Universitário UNA (2010) e em Gestão de Negócios pela mesma instituição (2010). Mestre em Administração 
de Empresas – Gestão Estratégica de Organizações pela Universidade Fumec (2013). Doutorando em Administração pela 
UNIP. Atua como docente universitário desde 2010 nas áreas de gestão, marketing, projetos e empreendedorismo. 
Coordenador de graduação e pós-graduação com publicações em diversos congressos, anais e revistas científicas, além 
de capítulos de livros. 
© Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida por qualquer forma e/ou 
quaisquer meios (eletrônico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em qualquer sistema ou banco de dados sem 
permissão escrita da Universidade Paulista.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
R335e Regina, José Benedito.
Evolução do Pensamento Administrativo / José Benedito Regina, 
Guilherme Juliani de Carvalho. – São Paulo: Editora Sol, 2021.
168 p., il.
Nota: este volume está publicado nos Cadernos de Estudos e 
Pesquisas da UNIP, Série Didática, ISSN 1517-9230.
1. Administração. 2. Teoria. 3. Abordagem. I. Regina, José 
Benedito. II. Carvalho, Guilherme Juliani de. III. Título.
CDU 658.01
U512.04 – 21
Prof. Dr. João Carlos Di Genio
Reitor
Prof. Fábio Romeu de Carvalho
Vice-Reitor de Planejamento, Administração e Finanças
Profa. Melânia Dalla Torre
Vice-Reitora de Unidades Universitárias
Profa. Dra. Marília Ancona-Lopez
Vice-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa
Profa. Dra. Marília Ancona-Lopez
Vice-Reitora de Graduação
Unip Interativa – EaD
Profa. Elisabete Brihy 
Prof. Marcello Vannini
Prof. Dr. Luiz Felipe Scabar
Prof. Ivan Daliberto Frugoli
 Material Didático – EaD
 Comissão editorial: 
 Dra. Angélica L. Carlini (UNIP)
 Dr. Ivan Dias da Motta (CESUMAR)
 Dra. Kátia Mosorov Alonso (UFMT)
 Apoio:
 Profa. Cláudia Regina Baptista – EaD
 Profa. Deise Alcantara Carreiro – Comissão de Qualificação e Avaliação de Cursos
 Projeto gráfico:
 Prof. Alexandre Ponzetto
 Revisão:
 Vitor Andrade
 Bruna Baldez
Sumário
Evolução do Pensamento Administrativo
APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................................................7
INTRODUÇÃO ...........................................................................................................................................................7
Unidade I
1 BREVE EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ADMINISTRAÇÃO ........................................................................ 11
1.1 Modelo fordista de produção .......................................................................................................... 17
1.2 Modelo toyotista .................................................................................................................................. 19
2 CONCEITOS GERAIS DA ADMINISTRAÇÃO ............................................................................................ 22
2.1 O que é administrar: as várias visões ........................................................................................... 23
3 AS INFLUÊNCIAS SOBRE A ADMINISTRAÇÃO ...................................................................................... 28
4 AS VARIÁVEIS BÁSICAS DA ADMINISTRAÇÃO ..................................................................................... 31
4.1 A organização ........................................................................................................................................ 32
4.2 Paradigma ................................................................................................................................................ 35
4.3 Os vários paradigmas da TGA .......................................................................................................... 39
Unidade II
5 AS TEORIAS DA ADMINISTRAÇÂO ............................................................................................................ 46
5.1 Abordagem clássica da administração ........................................................................................ 47
5.1.1 Abordagem científica da administração ....................................................................................... 48
5.1.2 Teoria clássica da administração ...................................................................................................... 52
5.1.3 Teorias científica e clássica: convergências e divergências ................................................... 56
5.1.4 Teoria burocrática .................................................................................................................................. 57
5.2 A abordagem humanística da administração ........................................................................... 63
5.2.1 Teoria das relações humanas ............................................................................................................ 63
5.2.2 Teoria neoclássica da administração .............................................................................................. 67
5.3 A abordagem estruturalista da administração: a teoria estruturalista .......................... 71
5.4 A abordagem comportamental da administração .................................................................. 75
5.4.1 Teoria do desenvolvimento organizacional (DO) ....................................................................... 81
5.5 A abordagem sistêmica da administração ................................................................................. 84
5.5.1 Tecnologia da informação e administração ................................................................................. 85
6 TEORIA MATEMÁTICA DA ADMINISTRAÇÃO ........................................................................................ 87
6.1 Teoria de sistemas ................................................................................................................................ 88
6.2 Abordagem contingencial da administração ............................................................................ 91
Unidade III
7 NOVAS ABORDAGENS PARA A ADMINISTRAÇÃO ............................................................................101são dirigidas por metas, são 
desenhadas como sistemas de atividades deliberadamente estruturados e 
coordenados e são ligadas ao ambiente externo (DAFT, 2002).
Uma organização é uma combinação intencional de pessoas e de tecnologia 
para atingir um determinado objetivo (HAMPTON, 1992).
Duas ou mais pessoas trabalhando juntas e de modo estruturado para 
alcançar um objetivo específico ou um conjunto de objetivos (STONER; 
FREEMAN, 1985).
Em todas essas definições, encontramos os seguintes elementos comuns: o envolvimento de pessoas 
(quem), a existência de algum processo de trabalho (como) e a definição de um propósito (o quê), 
definidor de tudo o que deve ser executado.
34
Unidade I
Exemplo de aplicação
Quer saber como uma organização funciona considerando o envolvimento de pessoas, o processo 
de trabalho e o propósito? Faça um mapeamento de sua residência: quem são as pessoas que moram 
com você? Qual a função de cada um na rotina diária da casa? Quem lidera o grupo? Qual o objetivo em 
comum dos residentes na sua casa?
 Stoner e Freeman (1985) discutem os seguintes aspectos relacionados com as organizações:
As organizações servem à sociedade: as organizações são importantes 
porque são instituições sociais que refletem alguns valores e necessidades 
culturalmente aceitos. Elas permitem que vivamos juntos e de modo 
civilizado e que realizemos objetivos enquanto sociedade. Das delegacias 
de polícia às grandes corporações multinacionais, as organizações servem 
à sociedade, transformando o mundo num lugar melhor, mais seguro, mais 
barato e mais agradável de viver. Sem elas, seríamos pouco mais do que 
animais com cérebros superdesenvolvidos.
As organizações realizam objetivos: considere por um instante quantas 
organizações estiveram envolvidas em trazer-nos o papel no qual este 
livro foi impresso: madeireiros, uma serraria, fabricantes de vários tipos 
de equipamentos e suprimentos, caminhoneiros, uma fábrica de papel, 
distribuidores, companhias de telefone e eletricidade, produtores de 
combustível, correios, bancos e outras instituições financeiras e muito 
mais. Mesmo que um indivíduo sozinho pudesse fazer tudo o que essas 
organizações fizeram para produzir uma resma de papel (o que é difícil de 
acreditar), ele jamais poderia fazê-lo tão bem ou tão rapidamente. Com isso, 
torna-se claro que as organizações e as pessoas que as administram realizam 
esta função essencial: coordenando os esforços de diferentes indivíduos, 
as organizações nos permitem alcançar metas que, de outra forma, seriam 
muito mais difíceis ou até mesmo impossíveis de serem atingidas.
As organizações preservam o conhecimento: sabemos que, se o conhecimento 
registrado é destruído em larga escala (como quando o museu e a biblioteca 
de Alexandria foram incendiados nos século III), grande parte jamais é 
recuperada. Dependemos dos registros das realizações passadas como uma 
base de conhecimento sobre a qual possamos construir ou adquirir mais 
aprendizado e chegar a maiores resultados. Sem esses registros, a ciência 
e outros campos do conhecimento ficariam imobilizados. Organizações 
como universidades, museus e corporações são essenciais porque guardam 
e protegem a maior parte do conhecimento que nossa civilização juntou e 
registrou. Nesse sentido, as organizações tornam esse conhecimento uma 
ponte contínua entre gerações passadas, presentes e futuras. Além disso, 
35
EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
as próprias organizações fazem aumentar nossos conhecimentos, ao 
desenvolver meios novos e mais eficientes de realizar coisas.
As organizações proporcionam carreiras: finalmente, as organizações 
são importantes porque proporcionam a seus empregados uma fonte de 
sobrevivência e, dependendo do estilo e da eficácia de seus administradores, 
até mesmo satisfação e autorrealização pessoal. A maioria de nós tende 
a associar oportunidades de carreira com corporações empresariais, 
mas na verdade muitas organizações, como igrejas, repartições públicas, 
escolas e hospitais também oferecem carreiras compensadoras (STONER; 
FREEMAN, 1985, p. 4-5).
4.2 Paradigma 
Este tópico foi desenvolvido com base na obra de Caravantes, Panno e Kloeckner (2005).
Abrir a mente talvez seja a grande tarefa de qualquer ser humano durante a sua existência. Para o 
administrador, mente aberta é um requisito indispensável para o exercício de sua profissão.
Este curso, embora tenha disciplinas muito práticas, é fundamentado em conceitos e em bases 
históricas sem os quais você não entenderia completamente certas situações em que estivesse operando 
e, assim, poderia decidir de modo inadequado. Por essa razão é que esta disciplina é fundamental, pois 
é o que se pode chamar de matriz conceitual, a origem de tudo.
Contudo, como você verá, o estabelecimento de um conceito não é tarefa fácil, pois nem sempre 
o meio está preparado para recebê-lo bem (isso não significa somente aceitar o conceito, mas poder 
criticá-lo honestamente e usá-lo adequadamente). Por quê? Porque trabalhar com conceitos, sem 
dúvida, é trabalhar com preconceitos.
Estamos decididamente no terreno dos paradigmas. O trabalho do administrador envolve aplicação 
de conceitos cientificamente aprovados, o uso de teorias ainda não devidamente testadas e, sem dúvida, 
dentro desse quadro, a sua própria interpretação disso tudo.
Três importantes pensamentos de homens célebres, citados por Caravantes, Panno e Kloeckner (2005, p. 8), 
nos inspiram a refletir com cuidado sobre este assunto:
– “A imaginação é mais importante que o conhecimento” (Albert Einstein).
– “Formular novas questões, novas possibilidades, examinar velhos problemas 
a partir de um novo ângulo exigem imaginação criadora e assinalam real 
avanço na ciência” (Walter B. Wriston).
– “Nós somos prisioneiros daquilo que sabemos” (Walter B. Wriston).
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Highlight
36
Unidade I
Por essas “amostras”, já podemos perceber a importância da situação exigida da mente de um 
administrador.
Thomas S. Kuhn, pioneiro do conceito de paradigma, citado por Caravantes, Panno e Kloeckner 
(2005, p. 8), diz o seguinte:
Já vimos que uma comunidade científica, ao adquirir um paradigma, 
adquire igualmente um critério para a escolha de problemas que, enquanto 
o paradigma for aceito, poderemos considerar como dotados de uma 
solução possível. Numa larga medida, esses são os únicos problemas que 
a comunidade admitirá como científicos ou encorajará seus membros a 
resolver. Outros problemas, mesmo muitos dos que eram anteriormente 
aceitos, passam a ser rejeitados como metafísicos ou como sendo parte 
de outra disciplina. Podem ainda ser rejeitados como demasiadamente 
problemáticos para merecerem o dispêndio de tempo. Assim, um paradigma 
pode até mesmo afastar uma comunidade daqueles problemas sociais 
relevantes com os instrumentos e conceitos proporcionados pelo paradigma.
Uma questão – um “perigo” – a enfrentar é a pobreza paradigmática, que significa possuir 
um repertório conceptual limitado. Ela é um fator restritivo no desenvolvimento de carreira de 
executivos promissores.
A riqueza de repertório paradigmático talvez seja a única diferença claramente definida para 
avaliarmos a habilidade de um administrador, principalmente quando vamos analisar e solucionar 
grande quantidade de questões e problemas variados.
Um paradigma ou uma estrutura conceptual podem ser comparados a um software usado para 
programar computadores. O software de programação não traz em si todos os programas existentes no 
mundo, mas traz a potencialidade de podermos criar, com ele, os programas que quisermos.
O que é então um paradigma?
Paradigma é um modelo, um padrão aceito que explica e justifica tudo o que alguém faz ou quer 
fazer. “Um exemplo que serve como modelo; padrão” (HOUAISS, 2001).
Para Grog (apud CARAVANTES; PANNO; KLOECKNER, 2005, p. 8):
um paradigma pode ser definido como uma constelação de crenças, valores 
e técnicas compartilhadas por membros de uma determinada comunidade 
científica.Alguns paradigmas são de uma natureza filosófica básica e são 
muito gerais e abrangentes, outros governam o pensamento científico em 
áreas de pesquisa muito específicas e circunscritas. 
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Highlight
37
EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
De acordo com T. S. Kuhn, os paradigmas não têm apenas uma função explicativa, mas também 
uma função normativa, pois eles tendem a definir o que é e o que não é possível, juntamente com as 
explicações aceitas e não aceitas sobre como o mundo é constituído e como ele funciona. Na verdade, 
em um período de “ciência normal”, a comunidade científica tende a rejeitar e a suprimir, algumas vezes 
a um custo considerável, todas as “novas” explicações, porque elas são vistas como subversivas a suas 
crenças e a seus compromissos básicos.
Kuhn argumenta que o surgimento de um novo paradigma científico se qualifica como um evento 
com implicações verdadeiramente revolucionárias, dizendo que
novas teorias não podem surgir sem mudanças destrutivas nas velhas crenças 
sobre a natureza. Uma teoria realmente nova e radical nunca é somente uma 
adição ou incremento ao conhecimento existente. Ela muda regras básicas, 
requer revisão drástica e reformulação das hipóteses fundamentais da 
teoria anterior e envolve uma reavaliação dos fatos e observações existentes 
(CARAVANTES; PANNO; KLOECKNER, 2005, p. 9).
Algumas mudanças de paradigmas estão limitadas a campos de conhecimento específicos, enquanto 
outras podem ter uma grande influência em muitas disciplinas.
A competência paradigmática parte do princípio de que podem existir, simultaneamente, múltiplos 
paradigmas e que o fator limitador está na capacidade humana de entender e incorporar essa noção.
O estudo dos paradigmas é essencialmente importante porque os paradigmas dominantes que 
aprendemos em nossa cultura, isto é, o complexo de suposições e valores que criam a “realidade” para 
nós, está prejulgando e predeterminando toda a nossa percepção do que está acontecendo.
Assim, a leitura e a discussão dos estudiosos da “verdade”, especialmente os filósofos, serão muito 
úteis para nós, pois elas vão descortinando um universo imensamente rico de possibilidades, tanto no 
que diz respeito à percepção dos fatos de nosso universo quanto à fixação de conceitos científicos e/ou 
em sua aplicação prática.
Portanto, é fundamental que o administrador desenvolva uma competência paradigmática, na qual 
aprenda como mudar a sua perspectiva conceptual, para deixar que as faculdades intuitivas de sua 
mente “vejam” os problemas de diferentes ângulos, aumentando sua capacidade de inventar soluções 
novas e criativas.
Percebe-se, então, que a abordagem racional para a solução de problemas não é o único caminho 
que poderemos usar na busca de solução para nossos problemas pessoais ou organizacionais.
Por exemplo, quando nos deparamos com a ambiguidade (situação dúbia, complexa, com várias 
possibilidades de interpretações, sendo algumas delas contraditórias) e com os paradoxos (contradições 
aos conceitos estabelecidos ou sentidos aparentemente lógicos, mas que não fazem sentido dentro do 
nosso universo conceitual), estaremos em situações complicadas. Nesse caso, as faculdades da intuição 
38
Unidade I
e do insight (iluminação, estalo, luz) são indispensáveis, pois a lógica e a racionalidade não resolverão 
facilmente nem a ambiguidade, nem os paradoxos. Isso inclui trabalharmos com outros conceitos de 
educação, ou seja, com outros paradigmas que, na maioria das vezes, desconhecemos ou sobre os quais 
sabemos apenas alguma referência passageira.
No caso da administração, a “invasão” das técnicas orientais sensibilizou e mudou muito os padrões 
de gestão até então praticados no ocidente. Entretanto, a grande diferença percebida nessas duas 
formas de gerir não se encontra simplesmente nas definições das técnicas, mas na maneira de “ver o 
mundo” pelo gerente ocidental ou oriental.
O gerente ocidentalmente educado dentro de padrões lógico-racionais perguntaria: “qual seria o 
provável benefício de usar a mente de forma não racional, como fazem os gerentes orientais?”.
Uma possível resposta emerge de situações cotidianas que esse gerente ocidental frequentemente 
encontra e que envolvem dados insuficientes, resultados não previsíveis, fatores humanos imponderáveis, 
mudanças políticas e mudanças de mercado desconhecidas ou não previsíveis no ambiente externo à 
organização. Essa lista de desconhecimentos torna qualquer solução racional virtualmente impossível, 
porém, apesar disso, as decisões precisam ser tomadas.
Nesse momento é que entra em cena a experiência do gerente oriental, que sabe usar sua mente de 
maneira “não racional”.
A abordagem oriental para esse tipo de problema ensina a tentar abarcar toda a realidade da 
situação, aquietando a mente e tentando experienciar uma compreensão unificante de todas as suas 
capacidades conscientes e inconscientes. Algumas das informações conscientemente disponíveis 
podem ser processadas pela mente racional. Todavia, nas margens da consciência, a mente também 
terá insights adicionais não conscientes sobre o problema. O administrador treinado para acessar esses 
níveis adicionais não racionais da mente pode favorecer-se de uma compreensão criteriosa da realidade 
ambígua com a qual ele está se deparando e de como os problemas podem ser criativamente resolvidos.
As faculdades intuitivas da mente ajudam a fazer uso dos dados que “estão à margem da consciência” 
e auxiliam a ter uma visão mais ampla de um problema, e podem ser aumentadas se nos permitirmos 
uma visão de mundo mística, oriental. A meditação silenciosa é a técnica básica praticada no Oriente 
para esse fim.
Os filósofos ocidentais muito discutiram a contemplação do que seja a “verdade” sobre as coisas, ora 
afirmando que a verdade independe do observador, ora garantindo que a verdade pessoal de alguém 
sempre está baseada na realidade. De fato, sobra para os gerentes a diferença de visão de mundo que 
nós, os ocidentais, temos e que os orientais defendem.
Enquanto para o Ocidente o conhecimento verdadeiro está baseado na escolha de um universo 
mecanicamente ordenado, hiperestável e relativamente imutável, para a cultura oriental o mundo é 
um fluxo contínuo. Isso parece fazer sentido, pois a maioria dos eventos que afetam a vida das pessoas 
39
EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
parece não obedecer a regras simples de causa e efeito. Ao contrário, eles estão além de nós, frustrando 
qualquer compreensão ampla e controle individual.
Assim, o administrador moderno não pode simplesmente não concordar com situações que 
desconheça ou não perceba. Precisa ter uma postura aberta diante do universo, para que lhe seja 
facilitada a compreensão quanto à sua atuação. Deve esforçar-se para abrir a mente, permitindo-se 
entrar em contato com outras realidades que não apenas as suas.
O que deve ficar claro é que o importante não é apenas o volume de conhecimentos que podemos 
adquirir, mas a forma como os entendemos e como poderemos aplicá-los.
Finalizemos esta primeira parte do livro-texto retornando ao pensamento formulado por Fayol e 
citado em nossa introdução: “Não existe nada rígido ou absoluto quando se trata de problemas de 
administração: tudo é uma questão de proporção”.
Apesar de todas as críticas dirigidas à sua teoria, Fayol revolucionou a maneira como as empresas 
deveriam ser gerenciadas, pois seus princípios ainda estão de pé. Ao mesmo tempo em que propunha 
formas para se trabalhar, mostrava que elas deveriam ser flexíveis. Fayol já antecipava que não era 
possível administrar com pobreza paradigmática muito antes de esse conceito ter sido apresentado à 
ciência por T. S. Kuhn.
O administrador, por definição, é um profissional da mudança. Sem abertura para novos paradigmas, 
sua atuação será impensável.
4.3 Os vários paradigmas da TGA
A TGA é composta por diferentes propostas, sendo cada uma delas baseada em um paradigma 
próprio, ora divergente, ora convergente, oradissociado, ora integrado com relação aos paradigmas das 
demais propostas.
Cada uma delas, que podemos chamar de teoria de abordagem, de corrente de pensamento, de 
escola, entre outros nomes, foi construída por um ou mais estudiosos levando em conta o paradigma 
imperante em sua época como base a ser respeitada ou outro a ser modificado.
O que não se nega é que, nessa jornada, o modo de pensar a administração evoluiu, chegando aos 
nossos dias como um rico painel, do qual o administrador tenta tirar o melhor proveito.
Embora existam várias maneiras de se apresentar a evolução das teorias da administração, optou-se 
por seguir a classificação estabelecida por Chiavenato (2003a), composta pelas oito abordagens 
destacadas a seguir:
• teoria clássica;
• teoria das relações humanas;
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Highlight
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Highlight
40
Unidade I
• teoria neoclássica; 
• teoria da burocracia; 
• teoria estruturalista; 
• teoria comportamental;
• teoria dos sistemas; 
• teoria da contingência. 
Além dessas oito abordagens, novos paradigmas estão surgindo por meio das novas abordagens para 
a administração.
Essa classificação de Chiavenato (2003a) nesses dois grandes blocos, as abordagens prescritivas 
e normativas e as abordagens explicativas e descritivas (quadro a seguir) não são uma classificação 
rigorosamente cronológica, mas baseada num outro critério: o das ênfases dessas escolas 
de pensamento.
As teorias prescritivas e normativas apresentam duas características: suas propostas podem ser 
entendidas, nessa classificação, como leis a serem seguidas sem discussão, ou seja, determinam “como 
a administração deve ser”.
Em outra direção, as escolas explicativas e descritivas não são preocupadas em fazer você aceitar as 
suas definições, deixando margem para novas interpretações, ou seja, tentam mostrar a administração 
“como ela é”.
Entretanto, a explicação mais consistente para essa classificação está mesmo na ênfase em cada 
uma das teorias: enquanto as escolas normativas e prescritivas, ao escolheram variáveis básicas (tarefas, 
estrutura e pessoas) voltaram-se totalmente “para dentro” das organizações, as explicativas e descritivas 
escolheram as suas variáveis (estrutura, pessoas e tecnologia), só que todas elas consideraram também 
o ambiente, ou seja, além de enxergarem a organização “por dentro”, preocuparam-se em relacioná-la 
com o que ocorria fora dela. Portanto, paradigmas notoriamente diferentes.
Essa nossa discussão tem como objetivos:
• caracterizar para você cada uma dessas abordagens, mostrando a essência de suas propostas, os 
principais nomes de autores e os conceitos nelas envolvidos;
• permitir que você tenha, por meio dessa sequência de apresentações, uma visão do desenvolvimento 
do pensamento administrativo, que ocorreu historicamente.
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EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
A seguir, uma adaptação de Chiavenato (2003a), mostrando as oito abordagens citadas.
Quadro 2 – Abordagens para administração
Abordagens prescritivas e normativas
 Teoria 
clássica
Teoria das 
relações humanas
Teoria 
neoclássica
Teoria da 
burocracia
Ênfase Nas tarefas e na 
estrutura organizacional Nas pessoas
No ecletismo: 
tarefas, pessoas e 
estrutura
Na estrutura 
organizacional
Abordagem da 
organização Organização formal Organização informal Organização 
formal e informal Organização formal
Conceito de 
organização
Estrutura formal como 
conjunto de órgãos, 
cargos e tarefas
Sistema social como 
conjunto de papéis
Sistema social 
com objetivos a 
alcançar
Sistema social como 
conjunto de funções 
oficializadas
Concepção do 
homem Homem econômico Homem social
Homem 
organizacional e 
administrativo
Homem 
organizacional
Sistema de 
incentivos
Incentivos materiais e 
salariais
Incentivos sociais e 
simbólicos
Incentivos mistos, 
tanto materiais 
como sociais
Incentivos materiais e 
salariais
Resultados 
almejados Máxima eficiência Satisfação do operário Eficiência e eficácia Máxima eficiência
Abordagens explicativas e descritivas
 Teoria 
estruturalista
Teoria
comportamental
Teoria dos 
sistemas
Teoria da 
contingência
Ênfase Na estrutura e no 
ambiente
Nas pessoas e no 
ambiente No ambiente
No ambiente e tecnologia, 
sem desprezar as tarefas, 
pessoas e a estrutura
Abordagem da 
organização
Organização formal e 
informal
Organização formal e 
informal
Organização 
como sistema
Variável, dependente do 
ambiente e da tecnologia
Conceito de 
organização
Sistema social 
intencionalmente
construído e 
reconstruído
Sistema social 
cooperativo e racional Sistema aberto Sistema aberto e fechado
Concepção do 
homem
Homem 
organizacional Homem administrativo Homem funcional Homem complexo
Sistema de 
incentivos
Incentivos mistos, 
tanto materiais como 
sociais
Incentivos mistos Incentivos mistos Incentivos mistos
Resultados 
almejados Máxima eficiência Eficiência satisfatória Máxima eficiência Eficiência e eficácia
Adaptado de: Chiavenato (2003a, p. 622-623).
 Lembrete
É importante ressaltar que o foco das teorias da administração era 
encontrar soluções para um problema que impactava as organizações na 
época em que foram desenvolvidas. 
42
Unidade I
 Saiba mais
Quer saber como essas teorias podem ser aplicadas na gestão atual? 
Leia a referência indicada a seguir. 
CHIAVENATO, I. Administração nos novos tempos. 2. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2004a. 
 Resumo
Administrar é uma atividade que pode ser definida de diferentes 
maneiras e não é possível de ser realizada sem a aplicação dos conceitos de 
eficácia e de eficiência.
O processo administrativo se iniciou com a revolução burguesa e, 
consequentemente, com as três revoluções industriais. Nesta unidade, 
destacou-se que vivenciamos a quarta revolução industrial, caracterizada 
pelo processo de automatização das organizações. Nesse contexto, foram 
estudados os modelos fordista e taylorista de produção. 
Assim, passamos a ver como a administração recebeu influências 
históricas de várias fontes, desde o pensamento filosófico até as práticas 
de grandes empreendedores, valendo-se de seis variáveis básicas (ênfases) 
sobre as quais construiu suas diferentes teorias.
A prática da administração acontece no contexto das organizações, e 
estas, para existir e funcionar, apresentam níveis hierárquicos e especializações 
funcionais. Nelas, os administradores necessitam desenvolver sua competência 
e três habilidades básicas para que possam realizar suas tarefas.
Espera-se do administrador o desempenho de dez diferentes papéis 
classificados em três categorias e que ocorrem em qualquer organização. 
Além disso, o administrador, para fazer frente às exigências impostas pelos 
desafios internacionais, precisa atender às necessidades de visão, de ética, 
de diversidade cultural e de treinamento.
Por fim, foi estudado o conceito de paradigmas (modelos ou padrões 
que explicam e justificam as ações humanas), o qual foi relacionado com 
a administração pela maneira como as várias teorias administrativas 
elaboraram suas propostas.
43
EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
 Exercícios
Questão 1. A Revolução Industrial foi um conjunto de mudanças que aconteceram na Europa nos 
séculos XVIII e XIX. A principal particularidade dessa revolução foi a substituição do trabalho artesanal 
pelo assalariado e com o uso das máquinas. Até o final do século XVIII, a maioria da população europeia 
vivia no campo e produzia o que consumia. De maneira artesanal, o produtor dominava todo o processo 
produtivo. Apesar de a produção ser predominantemente artesanal, países como a França e a Inglaterra 
possuíam manufaturas. As manufaturas eram grandes oficinas onde diversos artesãos realizavam as 
tarefasmanualmente, entretanto subordinados ao proprietário da manufatura.
Sobre a Revolução Industrial e o surgimento das organizações, pode-se afirmar: 
A) A Inglaterra foi precursora na Revolução Industrial devido a diversos fatores, entre eles: possuir um 
clero forte e atuante e o fato de o país possuir a mais importante zona de livre comércio da Europa. 
B) Como muitos empresários ambicionavam lucrar mais, o operário era explorado, sendo forçado 
a trabalhar até 15 horas por dia em troca de um salário baixo. Além disso, mulheres e crianças 
também eram obrigadas a trabalhar para sustentarem suas famílias.
C) Poucos movimentos trabalhistas aconteceram naquele período, visto que existiam sindicatos 
atuantes que lutavam pelos direitos dos trabalhadores. 
D) O trabalhador, em razão do processo de industrialização, passou a ter conhecimento de toda a 
técnica de fabricação, passando a executar apenas uma etapa.
E) Uma característica marcante do período de consolidação das indústrias foi o êxodo urbano, 
quando trabalhadores insatisfeitos com a exploração das fábricas buscaram melhores vidas nos 
campos e no interior. 
Resposta correta: alternativa B.
Análise das alternativas
A) Alternativa incorreta.
Justificativa: o clero já não era mais forte, por isso perdeu poder sobre os manufatureiros, que 
migraram para as cidades.
B) Alternativa correta.
Justificativa: não existiam sindicatos, leis trabalhistas, proteção ao trabalhador, então os operários 
enfrentavam jornadas desgastantes e sem direitos.
44
Unidade I
C) Alternativa incorreta.
Justificativa: não existiam sindicatos na época, muito menos sindicatos atuantes.
D) Alternativa incorreta.
Justificativa: o trabalhador conhecia, única e exclusivamente, as suas atividades, e não de toda a 
técnica. Um dos princípios da Revolução Industrial foi a especialização da mão de obra. 
E) Alternativa incorreta.
Justificativa: pessoas migravam da zona rural para as cidades, e não o contrário. 
Questão 2. O aeroporto de Guarulhos, após a sua concessão para iniciativa privada em 2012, adotou 
como modelo de gestão a teoria toyotista, modelo japonês desenvolvido em 1960. Considerando esse 
modelo de gestão, é possível afirmar que a única alternativa que mostra uma prática adotada pelo 
aeroporto é:
A) Implantação do sistema de qualidade total em todas as etapas da prestação do serviço.
B) Controle excessivo dos funcionários através da visão de manipulação de equipes. 
C) Exagerado apego às normas e aos regulamentos, sobrepondo as regras aos objetivos da gestão.
D) Compreensão da natureza das relações humanas, permitindo ao gestor melhores resultados. 
E) O estudo do comportamento do indivíduo e sua influência dentro da organização. 
Resposta correta: alternativa A.
Análise das alternativas 
A) Alternativa correta.
Justificativa: foco total em qualidade é a premissa máxima do modelo toyotista de produção.
B) Alternativa incorreta.
Justificativa: o toyotismo pregava liberdade do profissional. 
C) Alternativa incorreta.
Justificativa: o toyotismo pregava liberdade do profissional com foco em objetivos e qualidade.
45
EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
D) Alternativa incorreta.
Justificativa: o toyotismo estudava relações profissionais, e não as relações humanas. 
E) Alternativa incorreta.
Justificativa: esse estudo é da teoria comportamental, e não toyotista.7.1 Administração estratégica ..............................................................................................................103
7.2 Administração japonesa – melhoria contínua – qualidade total ...................................104
7.2.1 Melhoria contínua (kaizen) ...............................................................................................................105
7.2.2 Qualidade total ......................................................................................................................................105
7.2.3 Modelos de gestão rumo à excelência .........................................................................................108
7.2.4 Conceitos fundamentais da excelência em gestão .................................................................109
7.3 Administração participativa ...........................................................................................................111
7.4 Equipes de alto desempenho .........................................................................................................115
7.5 Gestão de projetos .............................................................................................................................115
7.6 Gestão do capital intelectual ........................................................................................................116
7.7 Gestão pela integração total .........................................................................................................117
7.8 Organização de aprendizagem .....................................................................................................118
7.9 Reengenharia .......................................................................................................................................119
7.10 Sistema lean-sigma .........................................................................................................................120
7.11 Sistema 6-sigma ...............................................................................................................................121
7.12 Administração por objetivos .......................................................................................................122
7.13 Gestão holística ................................................................................................................................126
7.14 Home office ........................................................................................................................................128
8 PRINCIPAIS FUNÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO ......................................................................................132
8.1 O planejamento e a organização .................................................................................................135
8.1.1 Planejamento ........................................................................................................................................ 135
8.1.2 Definição dos objetivos ..................................................................................................................... 136
8.1.3 Elaboração dos planos ....................................................................................................................... 139
8.1.4 Tomada de decisão ...............................................................................................................................141
8.1.5 Adhocracia .............................................................................................................................................. 147
8.2 A direção e o controle ......................................................................................................................149
8.2.1 Direção ..................................................................................................................................................... 149
8.2.2 Liderança ................................................................................................................................................ 150
8.2.3 Controle ................................................................................................................................................... 152
7
APRESENTAÇÃO
Após terminar sua participação nesta disciplina, espera-se que o aluno tenha clareza dos conceitos 
gerais da administração, entendendo os seguintes aspectos: as diferentes percepções do que significa 
administrar; as influências recebidas pela administração ao longo do tempo; as suas variáveis básicas 
(ou ênfases); o conceito de organização; a importância da atuação do profissional administrador por 
meio de competências e papéis dele esperados; o conceito de paradigmas e sua relação com a evolução 
das várias teorias da administração.
Ao estudar o conteúdo desta disciplina, o aluno poderá identificar a existência das várias teorias 
ou abordagens que permitiram a evolução do pensamento administrativo e ajudaram a construir esse 
magnífico edifício conceitual que hoje constitui a administração. Espera-se que possa identificar as 
variáveis destacadas pelas diversas teorias apresentadas, suas visões e propostas, seus principais estudiosos e 
autores e que tenha informação sobre o estágio atual dessa ciência e de suas possibilidades futuras. Para 
atingir esse objetivo, o foco desta disciplina é o estudo das teorias gerais da administração (TGAs). Assim, 
o aluno poderá entender a ciência administrativa, acompanhar a evolução dos processos de gestão, 
entender o contexto histórico, político e sua relação com as organizações, compreendendo as diversas 
formas pelas quais a administração foi sendo implementada nas organizações. 
É importante acentuar que administrar é aplicar o conhecimento à ação. Desse modo, faz-se necessário 
um bom embasamento teórico para aplicar esse conhecimento à prática e alinhar os processos e modelos 
de negócios ao contexto organizacional.
Também é vital que o aluno compreenda o real significado de administrar, baseado no conceito do 
processo administrativo (PA), composto do planejamento, da organização, da direção e do controle, e 
que, por meio do detalhamento dessas quatro funções, tenha uma noção clara do que se espera do 
profissional administrador no exercício de seu importantíssimo papel.
INTRODUÇÃO
Prezado aluno,
Queremos iniciar nosso contato propondo a você, futuro profissional, que tente responder a algumas 
questões fundamentais, como as seguintes:
• O que significa administrar?
• Que conceitos essa magnífica atividade abrange?
• Como esses conceitos nasceram? Como se desenvolveram?
• No que realmente consistem as atividades de um administrador?
Pois bem, é sobre temas como esses que versa esta disciplina.
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Saber administrar é fundamental para qualquer profissional de qualquer área de atividade.
Um administrador competente, sendo um profissional específico para essa tarefa, é um elemento 
indispensável a qualquer organização no mundo de hoje, já que nenhuma empresa consegue sobreviver 
sem o seu trabalho.
 Toda e qualquer ação resultante do esforço do profissional administrador é a aplicação, direta ou 
indireta, de algum conceito ou da combinação de mais de um deles. Tais conceitos foram intuídos, 
observados, pesquisados, estabelecidos, desenvolvidos e testados ao longo da existência dessa ciência 
magnífica – a administração –, complexa, encantadora e, ao mesmo tempo, indispensável, pois nenhuma 
organização pode existir sem ela. Portanto, conhecer o que compõe a disciplina é adquirir conhecimentos 
valiosos, que poderão ser o diferencial que tornará você um profissional bem-sucedido.
Uma das coisas interessantes desse arcabouço de conhecimentos é que todos eles, mesmo sofrendo 
críticas e restrições deste ou daquele estudioso, podem ser colocados em ação, pois não existe uma 
receita única para conseguir uma boa gestão. Conforme acentuava Henri Fayol, o pai dos teóricos 
clássicos (HAMPTON, 1992, p. 3), “não existe nadarígido ou absoluto quando se trata de problemas de 
administração: tudo é uma questão de proporção”.
Embora essa afirmação tenha sido feita no início do século passado, ela nunca esteve tão atual. 
Isso acabou sendo ratificado pela própria teoria da administração, na abordagem contingencial, última 
corrente teórica registrada. Essa teoria defende que tudo em administração depende de circunstâncias 
que, na maioria das vezes, estão fora do controle do profissional administrativo, o que só demonstra a 
genialidade de Fayol.
Do mesmo modo, outros teóricos, incluídos neste livro-texto, propuseram seus conceitos com 
repercussão e utilidade similares. Tais autores também podem ser considerados geniais em suas colocações.
Logo, pretendemos apresentar a você o que é a administração e como ela evoluiu, desde os seus 
primórdios até os dias atuais.
Muitos pesquisadores e estudiosos investiram suas vidas em conhecer e realizar descobertas 
para a administração, propondo diferentes abordagens para ela. Montar um material que seja uma 
amostra significativa de tudo o que já se escreveu nesta ciência é um grande exercício de escolha, 
uma vez que sua literatura é ampla.
Assim, o objetivo deste livro-texto não é o de criar nenhuma teoria, mas sim o de fazer um retrospecto 
interessante para você sobre o que de mais importante existe no assunto. Nosso foco será discutir as 
teorias da administração. 
As teorias da administração abordam a administração dentro das empresas, sejam elas com ou 
sem fins lucrativos. Estudando as teorias, você passa a ter condições de compreender a evolução tanto 
dos conceitos quanto das práticas administrativas e usar esse conhecimento na administração atual. 
9
As teorias de administração envolvem as práticas de gestão empresarial que foram desenvolvidas segundo 
as necessidades de cada época com o intuito de solucionar determinados problemas administrativos 
daquele momento em questão. Todas continuam válidas hoje, mas devem ser aplicadas na medida e na 
ocasião corretas.
Faremos uma pequena viagem histórica para entender como a administração e os conceitos que a 
cerceiam surgiram, passando pelas influências históricas no sistema administrativo, as revoluções burguesas 
e industriais, as principais teorias da administração e, por fim, as principais tendências administrativas. 
Será destacado um pequeno painel, citando alguns desses autores (os principais), de forma que você 
possa ter uma visão de parte do que já se publicou sobre o assunto. Não pretendemos mostrar tudo o que 
já foi escrito na área, pelo simples fato de que isso seria um trabalho hercúleo, senão impossível: você 
terá toda a sua vida profissional pela frente para ir descobrindo, conhecendo, aplicando e reaplicando 
essas informações (não só o que já foi produzido, mas também aquilo que o futuro nos reserva como 
realizações nessa área).
Por enquanto, você poderá perceber nas referências bibliográficas um volume interessante de títulos 
que podem ser explorados.
Para facilitar o seu estudo, a linha-mestra deste livro-texto considerou uma bibliografia básica, e a 
estrutura deste material foi assim concebida:
• primeiro, apresentaremos os conceitos gerais da administração, seus antecedentes históricos e 
os paradigmas que nortearam a evolução do pensamento administrativo e a relação das suas 
diferentes abordagens;
• em seguida, falaremos das principais teorias da administração e seus impactos na gestão nos 
dias de hoje; 
• por fim, destacaremos as principais tendências e técnicas administrativas contemporâneas. 
Bons estudos!
11
EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
Unidade I
1 BREVE EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA ADMINISTRAÇÃO 
De acordo com Chiavenato (2003b), foi a Revolução Industrial que provocou o aparecimento de 
grandes empresas e da administração moderna. A Revolução Industrial até hoje influencia as empresas. 
Isso porque para atingir os seus objetivos o homem tem se associado a outros, em um processo de 
produção, desde os primórdios. O homem aprendeu desde cedo que precisava de outro homem para 
trabalhar em equipe e atingir determinadas metas, gerando profundas mudanças no sistema de trocas/comercial 
vigente na época. Desse trabalho em conjunto surgiram as empresas rudimentares, que datam da época 
dos assírios, babilônicos, fenícios, egípcios, gregos e romanos. Contudo, a história da administração é 
recente, iniciou-se com o aparecimento das grandes corporações. Ao mesmo tempo, nasceu o sistema 
moderno de gestão, que, junto com os estudos das escolas da administração, resultou nos modelos 
de gestão que temos atualmente. 
 Como profissão, a administração compreende a elaboração de pareceres, relatórios, planos, projetos, 
arbitragens e laudos em que se exija a aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de organização, 
tais como pesquisas, estudos, análises, interpretação, planejamento, implantação, coordenação e 
controle dos trabalhos nos campos de administração geral, como: administração e seleção de pessoal; 
organização; análise; métodos e programas de trabalho; orçamento; administração de material e 
financeira; administração mercadológica; administração de produção; relações industriais; e outros 
campos correlatos. Vamos então entender como se deu toda a formação do sistema de gestão que 
usamos hoje.
Antigamente, o poder econômico e o político estavam concentrados nas mãos do clero, isso porque 
a Igreja era a maior detentora de terras do período; quem tinha terras, tinha poder. Naquela época, os 
camponeses podiam usar as terras da Igreja em troca de um pagamento mensal, que era feito através 
de mercadorias. Segundo Chiavenato (2003b), se o camponês plantava mandioca, parte de sua colheita 
ia para o clero como forma de pagamento pelo uso das terras. Porém, com o tempo e o crescimento 
acelerado da população, a produção manufatureira de alimentos passou a não ser mais suficiente para 
subsistência dos camponeses, tampouco da população que vivia na cidade, e o clero aumentava, cada 
vez mais, as taxas sobre o uso das terras. O descontentamento era geral, e todos achavam que essa 
situação não podia continuar.
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Unidade I
Figura 1 – Camponeses e produção de subsistência 
Disponível em: https://bit.ly/3vU60hd. Acesso em: 11 maio 2021.
Nesse período, cercado de fome e miséria, os camponeses começaram a abandonar as zonas 
rurais. Eles migravam para as cidades que começavam a se desenvolver porque ofertavam 
emprego. Essa migração ficou conhecida como êxodo rural. Desse modo, menos gente utilizava 
as terras da Igreja. Nesse contexto, ter terras, mas não ter os métodos de produção, fez com que 
o clero começasse a perder seu poder para a burguesia, camada social que detinha as ferramentas 
industriais necessárias para a produção. 
Com a chegada da mão de obra nas cidades, a burguesia passou a ter os meios de produção 
e a mão de obra necessária para aumentar sua produtividade, e, após a Revolução Francesa e 
a Revolução Industrial (século XVIII), sua influência econômica cresceu de modo expressivo, e a burguesia 
passou a ser detentora dos poderes econômicos e políticos da sociedade da época, consolidando o 
que chamamos de revolução burguesa. 
No decorrer dos séculos XVI e XVII, a burguesia desenvolveu-se, graças à ampliação da produção 
de mercadorias e das práticas do mercantilismo, que auxiliaram no processo de acumulação de 
capitais (CHIAVENATO, 2003b).
A partir das revoluções burguesas, o consumo começou a aumentar, e a produção manual já 
não era mais suficiente para atender às necessidades sociais (e de lucro da classe dominante); foi 
por essa razão que surgiram as revoluções industriais. 
O primeiro período de gestão é datado de 1780 a 1860 e foi denominado revolução do 
carvão, uma vez que tinha justamente o carvão como principal fonte de energia e o ferro como 
matéria-prima básica do sistema de produção. Foi nesse período, fase de transformação de 
pequenas oficinasem fábricas e o início dos estudos da administração, que surgiu a abordagem 
clássica da administração. Seu principal foco era a especialização da mão de obra como forma 
de aumentar a produção de mercadorias. 
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13
EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
 
Figura 2 – A Revolução Industrial consolidou o modelo fabril de produção 
Disponível em: https://bit.ly/3y2Xrm3. Acesso em: 11 maio 2021.
O setor produtivo, com o intuito de aumentar a eficiência na produção, desenvolveu o modelo de 
produção focado na especialização da mão de obra, reduzindo a liberdade de ação dos trabalhadores e 
exercendo um maior controle do processo de produção.
O segundo período, compreendido entre 1860 e 1914, trouxe a eletricidade e os derivados de 
petróleo como as principais fontes de energia, e o aço foi a principal matéria-prima desse período 
(CHIAVENATO, 2003b). O autor aponta ainda o aumento considerável da produção de bens de consumo 
como resultado do avanço da especialização da mão de obra e do surgimento de grandes empresas 
(Siemens, Dupont, Procter & Gamble etc.).
 Observação
Não confunda revoluções industriais com revoluções burguesas. A Revolução 
Francesa teve forte cunho social. A Revolução Industrial, por sua vez, foi 
um movimento de caráter econômico.
No fim dos anos 1880, nos EUA, uma máquina já podia fabricar 120 mil cigarros por dia: trinta 
dessas máquinas bastavam para saturar o mercado nacional. Máquinas automáticas permitiam que 
75 operários produzissem todos os dias 2 milhões de caixas de fósforos. A “Procter & Gamble fabricava 
200 mil sabonetes Ivory por dia” (LIPOVETSKY, 2008, p. 27).
Assim, essa fase da Revolução Industrial é marcada pela expansão da produtividade de bens e pelo 
surgimento do consumo em massa. Um bom exemplo para tratar do crescimento de produção e de 
consumo é o setor de automóveis. Nesse período iniciou-se o consumo em massa. A segunda revolução 
industrial foi um marco para o transporte mundial, pois foi nesse período que se intensificaram o uso 
do motor a combustão e a ampliação da rede ferroviária, bem como o surgimento do avião (1906). Com 
a ampliação das ferrovias para escoamento da produção a distâncias mais longas e a consolidação de 
outros meios de transportes, a exemplo dos navios, permitiu-se também o transporte de pessoas. 
Graças à linha de montagem móvel, o tempo de trabalho necessário à montagem de “um chassi 
modelo T da Ford passou de 12 horas e 28 minutos, em 1910, para 1 hora e 33 minutos, em 1914. 
A fábrica da Highland Park colocava à venda mil carros por dia” (LIPOVETSKY, 2008, p. 27).
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14
Unidade I
Já a terceira fase da evolução da gestão, de acordo com Maximiano (2000a), aborda a 
transformação na dinâmica de comunicação como elemento de mudança no ambiente dos negócios 
e para a sociedade. Essa nova dinâmica comunicacional, com suas diversas interfaces – telefone, 
rádio, televisão, livro, internet, fax etc. –, interfere intensamente na educação, na saúde, no lazer, 
na família, na produção de bens e serviços e esfera na política, entre outros setores, ocasionando 
mudanças sociais e econômicas avassaladoras. 
A partir dessa afirmação, poderíamos comparar o período de transformação de que participamos 
com o deslocamento econômico do período agrário para o industrial. A exigência de novos parâmetros 
para convivermos nesse ambiente tecnológico, carregado de novos códigos e linguagens no processo 
de comunicação, é similar à ruptura que milhares de pessoas experimentaram ao abandonar as zonas 
rurais de plantio familiar para viver em regiões urbanas, sob a sedução do consumo de bens e serviços 
do século XIX.
Maria Lucia Santaella, por exemplo, ao tratar do pós-moderno, lembra que, “da mesma maneira que 
a Revolução Industrial marcou o advento do modernismo, pode-se dizer que a pós-modernidade está 
marcada pela revolução eletrônica” (SANTAELLA, 1996, p. 108). Essas transformações tecnológicas e 
comunicacionais estão mudando toda a dinâmica social, cultural e econômica. 
Com as revoluções industriais, o capitalismo se consolidou como modelo econômico no mundo. 
Então surgiu a administração moderna, ocasionada por dois principais fatores: o crescimento acelerado 
e desorganizado das empresas, que passaram a exigir uma administração científica capaz de 
substituir o empirismo, e a improvisação e a necessidade de maior eficiência e produtividade 
das empresas, para enfrentar a intensa concorrência e competição no mercado, como apontam os 
estudos de Maximiano (2000a). No início do século XX, o engenheiro americano Frederick W. Taylor 
ganhou destaque; ele apresentou os princípios da administração científica e propôs o estudo da 
administração como ciência. 
Figura 3 – Consumo é uma das máximas do capitalismo
Disponível em: https://bit.ly/3uETK3X. Acesso em: 11 maio 2021.
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EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
A Revolução Industrial é um período que essencialmente mudou nossa sociedade e economia. 
O termo desenvolvimento pode parecer indicar algum atraso no contexto de uma “revolução”, 
o que realmente significa uma mudança rápida e fundamental, mas não há dúvida de que grandes 
alterações ocorreram dentro de um período relativamente curto. Indústrias surgiram e substituíram 
as oficinas, o artesanato em pequena escala e os estúdios. As fábricas de tecido e de cerâmica foram as 
primeiras a se consolidarem, e uma nova infraestrutura de canais e linhas ferroviárias possibilitou uma 
distribuição eficiente. 
Desde o primeiro tear mecânico, datado de 1784, podemos distinguir quatro estágios no processo 
contínuo denominado Revolução Industrial. Isso é a forma como o vemos atualmente. A primeira 
“aceleração” ocorreu no final do século XVIII: produção mecânica com base na água e no vapor. A segunda 
revolução industrial consolidou-se no início do século XX: a introdução da correia transportadora e da 
produção em massa, aspectos ligados aos ícones Henry Ford e Frederick Taylor. A terceira revolução envolve 
a automação digital da produção por meio da eletrônica, e foi desta que se originou a quarta revolução.
A quarta revolução está relacionada ao que é chamado de fábrica inteligente. Em uma fábrica 
inteligente, uma cópia virtual do mundo físico e a tomada de decisão descentralizada podem ser 
desenvolvidos. Além disso, sistemas físicos podem cooperar e se comunicar uns com os outros e com 
humanos em tempo real, tudo habilitado pela IoT (internet das coisas) e pelos serviços relacionados. 
É na quarta revolução que surge o conceito sobre a indústria 4.0. 
O debate sobre a indústria 4.0 e seu impacto global vem crescendo rapidamente devido a intensas 
discussões sobre digitalização, IoT e conhecimento inteligente e sistemas. O debate é movido pela 
incerteza sobre a melhor maneira de explorar o ritmo acelerado da inovação tecnológica para melhorar 
vários aspectos da vida humana.
Atualmente, nós estamos na quarta etapa, que se caracteriza pelos chamados sistemas ciberfísicos (SCF). 
Esses sistemas são uma consequência da integração de longo alcance de produção, sustentabilidade e 
satisfação do cliente, formando a base de sistemas e processos de rede inteligente. O chão das fábricas 
já está repleto de “coisas” da internet. Nesse contexto, pode-se pensar em microprocessadores, que são 
os cérebros de dispositivos e sistemas digitais. Mas a enorme aceleração da indústria na internet vem do 
crescimento explosivo de dispositivos digitais. Câmeras de vídeo, leitores de RFID, tablets, ingressos etc. 
melhoram a qualidade, a eficiência e a segurança de produção e operações de processo.
É uma transformação significativa de toda a produçãoindustrial pela fusão digital e tecnologias 
de internet para a indústria convencional. Está se tornando mais fácil conectar aparelhos, máquinas, 
coisas, fábricas completas e outros ambientes e processos industriais para a internet. Todos visam 
ao desenvolvimento de uma indústria para lançar produtos mais rapidamente, a fim de aumentar 
a flexibilidade e a eficiência dos recursos por meio da digitalização. Os processos organizacionais se 
comunicam usando a IoT, cooperando em tempo real uns com os outros e com os recursos humanos. 
O armazenamento e o processamento de informações ocorrem por meio da computação em nuvem.
As principais características da indústria 4.0 são:
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Unidade I
• Descentralização: acabou o modelo de gestão centralizada. A tecnologia permite a descentralização 
da gestão e maior autonomia possível na realização das atividades. 
• Virtualização: o uso da tecnologia possibilita a virtualização de modelos para simular e monitorar 
o processo produtivo da organização. 
• Tempo real: análises feitas em tempo real graças à alta tecnologia, que possibilita o rápido 
processamento de dados e informações obtidos. 
• Interoperabilidade: envolve aspectos como computação em nuvem, robôs, IoT e o ser humano. 
A integração entre todos esses elementos é ponto de destaque da revolução 4.0. 
• Modularidade: flexibilidade, capacidade de rápidas mudanças, descentralização de decisões 
e customização de produtos exigem que as organizações expandam módulos individuais na 
revolução 4.0. 
Observe a seguir os benefícios da indústria 4.0:
• Tempo: cada funcionário se torna mais eficiente ao trabalhar de forma otimizada e integrada 
no processo. 
• Custo: a modernização e a digitalização dos processos geram redução de desperdícios e, 
consequentemente, redução de custos. 
• Flexibilidade: a revolução 4.0 se caracteriza pela flexibilidade, mudanças e novas oportunidades. 
• Integração: a manufatura digital envolve o desenvolvimento simultâneo do produto e do processo 
de produção. As empresas reduzem 80% do tempo de produção ao usarem validação digital.
• Fábrica digital: permite a otimização de todas as fases do ciclo de vida do produto. As simulações 
virtuais de design e funcionalidade, desenvolvidas em paralelo ao planejamento, levam a um 
lançamento de mercado muito mais rápido, à redução significativa de custos e à maior qualidade. 
O futuro do trabalho tradicional será seriamente influenciado pela Indústria 4.0. As habilidades 
exigidas nas fábricas do futuro serão diferentes das atuais. Muitas atividades de hoje feitas manuseando 
máquinas de produção, posicionamento de precisão, montagem, qualidade e inspeção serão feitas por 
robôs, pois estes se comunicam perfeitamente com sistemas de decisão e controle.
O mercado de trabalho vai mudar, mas é difícil prever se haverá mais ou menos empregos no geral. 
Os robôs ainda estão no início e não podem substituir as pessoas em todas as atividades. Por outro lado, 
a taxa de retorno do investimento em uma fábrica totalmente automatizada não é atraente agora. Todas 
as previsões são baseadas em dados históricos, mas as tecnologias exponenciais são completamente 
novas, então o efeito da evolução e do uso em grande escala é difícil de prever.
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EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
Produção manual passa a ser mecanizada
Trabalho assalariado
Uso do carvão e do vapor 
1ª
Industrialização se expande pelo mundo
Produção em massa
Uso de energia elétrica e derivados de petróleo 
2ª
Revolução da informação
Avanço tecnológico e científico
Chegada das telecomunicações 
3ª
Surgimento de novos sistemas com base na revolução digital
Uso da tecnologia nas indústrias
Modificação dos processos produtivos
4ª
Figura 4 – Resumo das quatro revoluções industriais 
 Saiba mais
Quer saber mais sobre um comparativo entre as quatro revoluções que 
estudamos até aqui? Assista ao vídeo indicado a seguir: 
INDÚSTRIA 4.0: a quarta revolução industrial. 2017. 1 vídeo. (3m45s). 
Publicado por Edson Gestão Sustentável. Disponível em: https://bit.ly/3tGQ3cH. 
Acesso em: 12 maio 2021. 
1.1 Modelo fordista de produção
A segunda revolução industrial foi muito marcada pelo surgimento do modelo fordista de produção. 
Esse “modelo implantou uma linha de montagem móvel e em massa”, conforme visto nos estudos da 
segunda revolução industrial (LIPOVETSKY, 2008, p. 27).
O fordismo foi um modelo de produção em massa que surgiu nos EUA nos primeiros anos do 
século XIX na fábrica de automóveis de Henry Ford, em Highland Park. Embora não haja dúvida de 
que foi uma mudança revolucionária nos métodos de fabricação, o modelo de produção em massa 
da Ford foi construído pautando-se nos avanços anteriores nos métodos de fabricação, em particular 
no trabalho de Taylor sobre gestão científica (tema que estudaremos mais adiante), uma divisão técnica 
detalhada do trabalho no processo de produção e a medição precisa do tempo necessário para os 
trabalhadores realizarem uma tarefa específica em uma linha de produção. 
A produção em massa é baseada na venda de produtos padronizados de baixo custo em grandes 
mercados homogêneos. Quando inicialmente introduzido na produção de automóveis pela Ford, 
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Unidade I
esse modelo levou a aumentos dramáticos na produtividade do trabalho. O tempo de trabalho 
necessário para produzir um Ford modelo T caiu de 12 horas e 8 minutos em outubro de 1913 para 
1 hora e 30 minutos em apenas seis meses. A produção em massa, portanto, conferia grande vantagem 
competitiva, mas exigia que os trabalhadores se organizassem e trabalhassem de maneiras específicas, 
baseadas na separação do trabalho mental do manual, na extrema especialização das tarefas e em uma 
profunda divisão técnica do trabalho no local atuação. Os trabalhadores normalmente executavam 
tarefas simples, repetitivas e sem qualificação, com ciclos de trabalho-tarefa muito curtos (geralmente 
definidos em segundos) na linha de produção. A linha de movimentação entregava materiais a eles 
em velocidades determinadas pela administração. Os aumentos na produtividade do trabalho eram 
alcançados através do aumento da velocidade da linha devido às decisões gerenciais.
O modelo fordista está equilibrado em três pilares:
• Princípio da intensificação: consiste em diminuir o tempo de produção com o emprego imediato 
dos equipamentos e da matéria-prima e a rápida colocação do produto no mercado.
• Princípio da economicidade: significa reduzir ao mínimo o volume do estoque da matéria-prima 
em transformação. 
• Princípio de produtividade: consiste em aumentar a capacidade de produção do homem no 
mesmo período através da especialização da linha de montagem.
Princípios derivados de abordagens fordistas para a produção foram traduzidos em retrabalhados 
e, até certo ponto, estendidos dentro de uma ampla gama de atividades de serviço de rotina, incluindo 
o setor de fast-food, call centers e outras atividades que envolvem o processamento de grandes 
quantidades de dados e/ou papel ou lidando com consultas de clientes.
Figura 5 – Modelo Ford que deu origem ao sistema fordista de produção 
Disponível em: https://bit.ly/3v6Hskk. Acesso em: 11 maio 2021.
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EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
 Observação
Note que a diminuição dos preços no modelo fordistaveio acompanhada 
pela queda na qualidade dos produtos fabricados. Provocou um crescimento 
econômico sem precedentes e permitiu a criação das sociedades de bem-estar 
social nesses países.
Esse se tornaria o modelo de gestão da segunda revolução industrial e perduraria até meados da 
década de 1960. Esse sistema de produção em massa, denominado linha de produção, constituía-se 
em linhas de montagem semiautomáticas, possibilitadas pelos pesados investimentos para o 
desenvolvimento de maquinários e instalações industriais. Destacaram-se a implantação das esteiras 
rolantes, que levavam parte do produto a ser fabricado até os funcionários, que passaram a realizar 
trabalhos extremamente desgastantes e repetitivos.
O modelo fordista de produção nasceu na segunda revolução industrial, e começou a entrar em 
declínio na década de 1960, com o surgimento do modelo desenvolvido pela General Motors (GM). Esse 
novo modelo de produção, além de promover flexibilização para a linha produtiva, trouxe novos modelos 
de carros e cores variadas, diferentemente da empresa de Henry Ford, que apenas montava veículos de 
cores pretas (Ford dizia: “todos podem ter o carro da cor que desejarem, desde que ele seja preto”). Foi a 
partir de então que a GM ultrapassou a Ford e tornou-se a maior montadora automobilística do mundo. 
Todavia, o modelo da GM não durou tanto quanto o modelo fordista, e já na década de 1970 surgiu no 
Japão o modelo toytista de produção e gestão. 
 Lembrete
O mercado de trabalho vai mudar, mas é difícil prever se haverá mais ou 
menos empregos no geral.
1.2 Modelo toyotista 
O toyotismo é um modo de produção em cadeia que substituiu o fordismo nos primeiros anos da 
década de 1970, sendo desenvolvido por Eiji Toyoda. Para entender o conceito, portanto, é necessário 
saber qual a ideia de cadeia produtiva. O processo oriental para cadeia produtiva é usar uma linha de 
montagem na qual cada trabalhador desempenha uma única função sem se deslocar, eliminando o 
tempo de inatividade e favorecendo a especialização.
O toyotismo evita as ações que não são necessárias. Com base no preceito de just in time (ou “na 
hora certa”, em português), o toyotismo busca produzir apenas o que se precisa e no momento exato. 
Com isso, o trabalho fica mais flexível e a mecanização perde preponderância. 
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Unidade I
Em outras palavras: enquanto o fordismo visava produzir e armazenar mercadorias em massa, 
a Toyota tentava começar a produzir quando a mercadoria já estava vendida. Ou seja, o pedido era 
recebido primeiro, e depois vinha a produção. Para que o mecanismo funcione, é fundamental evitar 
atrasos (por burocracia, erros, danos a equipamentos, etc.). O toyotismo foi um dos pilares do sistema 
de produção no Japão e, após a primeira crise do petróleo, aos poucos foi substituindo o fordismo como 
referência da cadeia produtiva.
De fato, a flexibilidade da Toyota apresentou diversas vantagens sobre o fordismo. Houve aumento 
da produtividade em relação aos métodos até então utilizados, tanto aqueles que geravam pontos 
mortos na cadeia – por manter vários funcionários inativos ciclicamente – como aqueles que optavam 
por um trabalho sem descanso, afinal, a ideia era ocupar cada funcionário até o último segundo de cada 
turno com a produção especializada.
Esse modelo de produção em cadeia japonesa foi responsável pelo avanço da indústria no país, que 
passou de um estado de subdesenvolvimento a uma posição de potência mundial em poucas décadas. 
Em sua essência estão alguns princípios que conseguiram reverter a crise prevalecente no fordismo:
• Rotação constante de trabalhadores para ocupar funções diversas e uma grande flexibilidade.
• Promover o trabalho em equipe em vez da atividade isolada, para melhorar o desempenho por 
meio do incentivo decorrente do intercâmbio e do enriquecimento do aprendizado de outros.
• O sistema just in time, mencionado anteriormente, conseguiu reavaliar a relação entre o tempo 
necessário para produzir um artigo e sua circulação. Além disso, a armazenagem de matéria-prima 
não era mais necessária, pois essa forma de produção fica sempre perto do estoque, o que também 
reduz os custos necessários para armazenar mercadorias.
• Os preços dos produtos podiam ser reduzidos devido à economia no processo de fabricação, o que 
aumentava as vendas, pois atingia as classes sociais com menor renda.
Uma das características do toyotismo é a produção de pequenos lotes. A quantidade de trabalho 
realizado em cada etapa do processo é ditada apenas pela demanda de materiais da próxima etapa 
imediata. Isso reduz os custos de manutenção de estoque e os tempos de entrega.
Observe a seguir os aspectos relevantes do toyotismo: 
• Sistema produtivo pautado na simplicidade: o processo produtivo não deve ter paradas. 
A continuidade do processo pode ser feita através do fluxo constante de matérias-primas para a 
linha de produção. Isso pode ser alcançado quando há um rápido fluxo de matéria-prima para 
o produto acabado. 
• Identificação de pontos passíveis de melhorias: a finalidade da identificação desses gaps é o 
fluxo constante de matéria-prima e maximização do valor agregado. 
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EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
• Melhoria contínua: um aspecto essencial do toyotismo é a busca por constantes aprimoramentos 
de seus processos produtivos. 
Reduzir o 
desperdício
Busca pela 
eficiência
Diminuir custos
Flexibilização da 
produção
Vantagens
Figura 6 – Vantagens do toyotismo 
De forma geral, o toyotismo advém da intensificação do trabalho e da concentração de capital, que, 
assim como o modelo fordista, mantém a divisão do trabalho, embora em bases mais amplas. Se no 
fordismo as tarefas foram desmembradas em movimentos simples e rotineiros, no toyotismo a divisão 
foi feita em frações de trabalho, com a atribuição de responsabilidades aos grupos, que cumprem um 
conjunto de tarefas específicas. Devido à necessidade de maior flexibilidade e reação mais rápida às 
mudanças nas demandas do mercado, descentralização da tomada de decisões e o achatamento das 
hierarquias gerenciais, o toyotismo se consolidou como um sistema de produção muito vantajoso. 
Focos do modelo toytista:
• just in time;
• lead time;
• kanban;
• cicle time;
• kaizen;
• elaboração de planejamento estratégico (EPE);
• jidoka;
• cultura organizacional;
• integração com sindicato;
• pokayoke;
• programa 5 S;
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Unidade I
• heijunka;
• autonomia;
• círculos de controle de qualidade (CCQ);
• total productive maintenance (TPM);
• fazer uma única vez.
Exemplo de aplicação
Quer ter uma noção do quanto o conceito de qualidade norteia o modelo de produção japonês? 
Acesse sites de reclamações de consumidores e faça um comparativo de número de reclamações entre 
as marcas japonesas e as marcas americanas.
2 CONCEITOS GERAIS DA ADMINISTRAÇÃO
Neste tópico, um dos objetivos é esclarecer o que significa administrar, sabendo-se que existem 
várias possíveis definições para essa tarefa. Almeja-se mostrar que a administração, mesmo tendo 
existido sempre, foi se transformando ao longo do tempo e que o conceito de ciência que ela tem 
hoje não apareceu por acaso, mas foi fruto da influência de diferentes atividades humanas. Vamos 
apresentar e definir as ênfases que as várias correntes teóricas estudaram e em torno das quais 
se estruturou a administração e o que é organização, uma vez que nosso curso tem como função 
estudar a administração para uso nas organizações. E, dentro desse contexto, serão acentuadosalguns aspectos que caracterizam o administrador, bem como os papéis que pode representar no 
cenário organizacional.
Além disso, ao discutir o conceito de paradigmas, vamos mostrar a importância de se ter uma 
mente aberta para as possíveis diferenças e para as inevitáveis mudanças relacionadas com a 
administração. Exemplificaremos, por meio das várias abordagens administrativas existentes e de 
sua classificação histórica, que cada abordagem nova tem sido um paradigma novo, desde o 
nascimento da administração como ciência até os dias de hoje.
 Observação
Segundo Houaiss (2001, p. 817), o contexto é a “inter-relação de 
circunstâncias que acompanham um fato ou uma situação”. Para a 
ação do administrador, o contexto é a organização, com todas as suas 
inter-relações. Por sua vez, conceitos administrativos são seus meios 
para poder agir.
23
EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
2.1 O que é administrar: as várias visões
Iniciemos nosso estudo com a seguinte pergunta: o que significa administrar?
Como resultado dos vários paradigmas que nortearam os estudos da administração, várias são as 
maneiras como ela foi e é percebida. Apenas como um estímulo a possíveis discussões, vale a seguinte 
questão: a administração poderia ser definida como uma ciência, como uma técnica ou como uma arte? 
Com o propósito de enriquecer nossa visão, apresentaremos, a seguir, algumas dessas definições.
Administrar é resolver problemas
Sim, essa é uma das definições mais diretas do que seja administrar: é resolver problemas! Uma vez 
exercendo sua profissão, o administrador sempre estará às voltas com problemas e buscando as suas 
soluções. Isso é sinônimo de tomar decisões.
Em outras palavras, ele precisa desenvolver ao extremo a sua capacidade de tomar decisões, pois 
essa é a habilidade mais exigida de um administrador. Para ter sucesso, isto é, para que suas decisões 
sejam adequadas ao momento em que estiver atuando, você precisa estar bastante atento e com a 
mente aberta.
Ao longo de toda a história humana, todos aqueles que tiveram responsabilidades em suas 
organizações precisaram decidir sobre o que e sobre como fazer as coisas. Esse esforço, que corresponde 
ao processo decisório, será apresentado no capítulo correspondente ao processo de planejamento. 
Contudo, na verdade, é a aplicação de todo o processo administrativo.
 Observação
Os conflitos são inerentes em qualquer tipo de relacionamento 
existente entre as pessoas. Quando se fala de conflitos dentro do ambiente 
corporativo, esse componente ganha uma maior gravidade, pois acaba 
influenciando o resultado final de toda a empresa. O profissional de gestão 
deve gerenciar os conflitos buscando a solução mais breve e causando os 
menores imapctos.
Administrar é fazer as coisas por meio das pessoas
O administrador, na verdade, não executa as tarefas para conseguir o que a organização espera dele: 
quem faz isso é a sua equipe. Se agir assim, será um executor, e não um gerente.
 Dessa forma, cabe ao administrador conduzir sua equipe, da melhor maneira possível, para que 
esta consiga os resultados que precisam ser atingidos. Em outras palavras, esse é o “problema” básico 
do administrador: definir bem os objetivos (o quê), a maneira de realizá-los (como) e energizar a sua 
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Unidade I
equipe para isso. O verdadeiro administrador não faz, mas potencializa sua equipe para fazer (essa é a 
tradução do conceito de empowerment, ou energização, vital para o gerenciamento de pessoas).
Essa é a principal tarefa do processo de direção, mas que, também, na verdade, é a aplicação de todo 
o processo administrativo.
Administrar é ser eficaz com a maior eficiência possível
Pode-se entender que toda organização, por meio de processos executados por suas pessoas, sempre 
produz alguma coisa: ou algum bem, ou serviço ou uma combinação dos dois.
Para tanto, seus objetivos (o que ou aquilo que decidiu fazer) devem estar definidos claramente. 
Esses objetivos, bem como alcançá-los, têm a ver com a eficácia organizacional. Outro grande problema 
administrativo é estabelecer a maneira a ser utilizada para conseguir essa eficácia, o como. Essa questão 
trata da eficiência. Administrar é saber combinar adequadamente esses dois conceitos.
Portanto, não basta ser eficaz, é preciso ter a maior eficiência possível.
Stoner e Freeman (1985) definem o desempenho do administrador e da organização assim:
Para uma organização ser bem-sucedida em alcançar seus objetivos, 
satisfazer suas responsabilidades sociais, ou ambas as coisas, ela depende 
dos administradores. Se os administradores fazem bem seu trabalho, 
a organização provavelmente atingirá suas metas. E se as grandes 
organizações de uma nação realizam seus objetivos, a nação como um 
todo irá prosperar. O sucesso econômico do Japão é uma evidência clara 
deste fato. A aplicação do trabalho dos administradores (do desempenho 
gerencial) e do desempenho organizacional (o trabalho das organizações) 
são temas de muitos debates, análises e confusão nos Estados Unidos e em 
outros países. Assim, discutiremos muitos critérios e concepções diferentes 
para avaliar os administradores e as organizações. Servindo de base a muitas 
dessas discussões estão dois conceitos sugeridos por Peter Drucker, um dos 
mais respeitados autores que escrevem sobre administração: eficiência e 
eficácia. Ele define eficiência como “fazer certo as coisas”, e eficácia como 
“fazer a coisa certa” (STONER; FREEMAN, 1985, p. 5).
Assim, para esses autores, o “desempenho do administrador é a medida de quão eficiente e eficaz é 
o administrador, e da competência com que ele determina e alcança os objetivos apropriados” (STONER; 
FREEMAN, 1985, p. 5).
Para que entendamos essa definição, observe o que os autores afirmam:
25
EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
A eficiência – a capacidade de fazer certo as coisas – é um conceito de 
“insumo-produto”. Um administrador eficiente é aquele que obtém produtos, 
ou resultados, à altura dos insumos (trabalho, materiais e tempo) usados 
para alcançá-los. Os administradores que conseguem minimizar o custo dos 
recursos necessários para alcançar os objetivos estão agindo com eficiência.
A eficácia, em contraste, implica escolher os objetivos certos. Um administrador 
que seleciona um objetivo inadequado – digamos, produzindo carros grandes 
quando cresce a demanda por carros pequenos – é um administrador 
ineficaz, mesmo que os carros grandes sejam produzidos com o máximo 
de eficiência. Nenhuma quantidade de eficiência pode substituir a falta de 
eficácia. Na verdade, diz Drucker, a eficácia é a chave para o sucesso de uma 
organização. Assim, antes de podermos focalizar a eficiência, precisamos 
descobrir quais são as coisas certas a fazer (STONER; FREEMAN, 1985, p. 5).
Outro autor, Certo (2003), assim define esses mesmos conceitos:
Eficácia administrativa [...] Quanto mais próxima de alcançar suas metas 
está uma empresa, mais eficazes são considerados seus administradores. 
Portanto, a eficácia administrativa é uma atitude contínua que vai da 
ineficácia à eficácia. Eficiência administrativa: é a parte do total dos 
recursos de uma empresa que contribui para a produtividade durante 
o processo de produção. Quanto maior essa parte, mais eficiente é o 
administrador. Quanto mais recursos forem desperdiçados ou não utilizados 
durante o processo de produção, mais ineficiente é o administrador. Nesse 
caso, os recursos da empresa se referem não apenas às matérias-primas 
utilizadas na fabricação de produtos ou serviços, mas também aos esforços 
humanos relacionados a esse processo. Assim como a eficácia administrativa, 
eficiência administrativa é bem descrita como uma atitude contínua, que 
varia da ineficiência à eficiência. Ineficiência significa que uma parte muito 
pequena do total de recursos contribui para a produtividade durante o 
processo de fabricação, eficiência significa que uma grande parte desses 
recursos contribui para a produtividade (CERTO, 2003, p. 8).
Certo (2003)explica, na figura a seguir, como esses conceitos se relacionam:
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Unidade I
Alcance das metas
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o 
do
s 
re
cu
rs
os
Eficiente
(a maioria dos 
recursos contribui 
para a produção)
Sem alcançar metas 
e sem desperdiçar 
recursos
Alcançando metas 
sem desperdiçar 
recursos
Ineficiente
(poucos recursos 
contribuem para a 
produção)
Sem alcançar metas 
e desperdiçando 
recursos
Alcançando metas 
e desperdiçando 
recursos
Ineficaz
(pouco avanço em 
direção às metas da 
empresa)
Eficaz
(avanço substancial 
em direção às metas 
da empresa)
Figura 7 – Várias combinações entre eficácia e eficiência administrativa
Administrar é realizar o processo administrativo (PA)
Realizar o processo administrativo e administrar são sinônimos, pois é isso que o administrador deve 
fazer, em essência.
Existem diferentes verbos, utilizados por autores diversos, que representam esses componentes do 
processo administrativo. Por exemplo, Chiavenato (2003a), Griffin (2007) e Hampton (1992), entre outros, 
consideram que o processo administrativo é composto pelas seguintes funções: planejar, organizar, 
dirigir e controlar.
Outra forma de definir o processo administrativo é por meio dos substantivos, e não dos verbos: 
“é a interação das funções planejamento, organização, direção e controle”. Para Stoner e Freeman 
(1985), administrar é o processo de planejar, organizar, liderar e controlar o trabalho dos membros da 
organização e de usar todos os seus recursos disponíveis para conquistar os objetivos estabelecidos.
Dessa maneira, Stoner e Freeman (1985) substituem o verbo dirigir por liderar e todas as funções 
mantêm relações mútuas com todas as outras, de forma que qualquer ação de uma delas afeta as demais.
Griffin (2007) também considera a liderança no lugar da direção e descreve no que consiste cada 
uma das quatro funções do processo administrativo:
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EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
O processo da administração
A administração envolve quatro atividades básicas: 
planejamento e tomada de decisão, organização, liderança e 
controle. Embora exista uma lógica básica para descrever tais 
atividades nessa sequência (conforme indicado pelas setas 
contínuas), a maior parte dos administradores se envolve em mais 
de uma atividade por vez, movendo-se para frente e para trás de 
maneiras imprevisíveis (como indicado pelas setas tracejadas).
Organização
Determinação da 
melhor maneira de 
agrupar atividades e 
recursos.
Planejamento e 
tomada de decisão 
Estabelecimento dos 
objetivos da empresa e 
da melhor maneira de 
atingi-los.
Controle
Monitoração e 
correção de atividades 
em andamento para 
facilitar a consecução 
dos objetivos.
Liderança
Motivar membros 
da organização para 
trabalhar de acordo com 
os melhores interesses 
da empresa.
Figura 8 – O processo de administração
Adaptada de: Chiavenato (2003a). 
Certo (2003) substitui o verbo dirigir da maioria dos autores (ou o liderar, de Stoner e Freeman) 
por influenciar.
Veremos, posteriormente, o estudo detalhado do processo administrativo. Ao estudar essas quatro 
definições – administrar é resolver problemas, administrar é fazer as coisas por meio das pessoas, 
administrar é ser eficaz com a maior eficiência possível e administrar é realizar o processo administrativo –, 
podemos notar a grande riqueza conceitual que envolve os vários aspectos da administração. Finalizando, 
apresentamos o que Certo (2003) diz a respeito da definição de administração:
Os estudantes de administração devem atentar para o fato de que esse 
termo pode ser, e quase sempre é, empregado de diferentes maneiras. Pode 
se referir, por exemplo, simplesmente ao processo que os gerentes executam 
para alcançar os objetivos da empresa. Pode também fazer referência a um 
conjunto de conhecimentos; nesse sentido, administração é um conjunto de 
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Unidade I
informações acumuladas que fornece noções de como administrar. O termo 
administração pode também se referir às pessoas que lideram e dirigem 
empresas ou a uma carreira dedicada à tarefa de liderar e dirigir empresas. 
A compreensão das diversas utilizações e definições do termo o ajudará 
a evitar problemas de comunicação durante discussões acerca de termos 
relacionados à administração.
Na maioria das vezes em que aparece neste livro, administração é o processo 
que permite alcançar as metas de uma empresa, fazendo uso do trabalho 
com e por meio de pessoas e outros recursos da empresa. Uma comparação entre 
essa definição e as definições fornecidas por vários pensadores contemporâneos 
sobre administração mostra que existe um alto grau de concorrência e que a 
administração possui as três principais características relacionadas a seguir:
• É um processo ou uma série de atividades contínuas e relacionadas.
• Implica alcançar os objetivos da empresa e se concentra nisso.
• Alcança esses objetivos fazendo uso do trabalho com e por meio de 
pessoas e outros recursos da empresa (CERTO, 2003, p. 5).
Embora com possíveis variações entre a visão dos autores sobre a administração, Certo (2003) pode 
ser citado para encerrar essa questão, quando fala da universalidade da administração:
Os princípios da administração são universais, isto é, aplicam-se a todos os 
tipos de empresas (negócios, igrejas, associações, equipes de atletas, hospitais 
e assim por diante) e níveis organizacionais. Naturalmente, as funções dos 
gerentes variam um pouco de uma empresa para outra, porque cada tipo 
de organização requer o emprego de conhecimentos especializados, possui 
um ambiente político de trabalho único e utiliza diferentes tecnologias. 
Entretanto, há semelhanças de funções em diferentes empresas, porque as 
atividades básicas da gerência – planejamento, organização, influência e 
controle – são comuns a todas as organizações (CERTO, 2003, p. 9).
3 AS INFLUÊNCIAS SOBRE A ADMINISTRAÇÃO
O ato de administrar, como qualquer outra ação humana, é produto das influências que recebe do 
meio em que acontece.
Ao longo da evolução histórica, a administração não teve comportamento diferente: mesmo antes 
de ser estudada como uma ciência, a sua prática sempre foi resultado de como a humanidade percebeu 
o mundo ao seu redor e de como aplicou essa percepção.
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EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
Chiavenato (2003a) cita que a administração recebeu influências dos filósofos, da organização 
eclesiástica, da organização militar, da Revolução Industrial, dos economistas liberais e dos pioneiros 
e empreendedores.
A influência dos filósofos
Chiavenato (2003a) relaciona os seguintes nomes, que, de algum modo, mencionaram ou estudaram 
a administração e as organizações: Sócrates, Platão, Aristóteles, Francis Bacon, René Descartes, Thomas 
Hobbes, Jean-Jacques Rousseau, Karl Marx e Friedrich Engels. Ele enfatiza que
a administração recebeu duas profundas e marcantes influências. Uma 
delas veio da física tradicional de Isaac Newton: a tendência à exatidão 
e ao determinismo matemático. A outra veio de René Descartes e seu 
método cartesiano: a tendência à análise e divisão do trabalho. Essas duas 
influências definiram os rumos da administração até a década de 1990 
(CHIAVENATO, 2003a, p. 31).
A influência da Igreja Católica
O autor apresenta dois aspectos: a unidade de propósitos e princípios, fundamentais tanto na 
organização religiosa quanto na militar, e a estrutura da organização religiosa, na qual uma só pessoa – 
o papa – pode operar e comandar uma organização de porte mundial.
A influência da organização militar
Originou-se de fatores como o desenvolvimento da organização linear, de táticas e manobras, de 
estratégias, da criação dos conceitos de staff como assessoria à centralização do comando e de linha, 
cuidando da execução descentralizada. Além disso, baseia-se no princípiode direção, que preceitua 
que todo soldado deve saber perfeitamente o que se espera dele e o que ele deve fazer, assim como os 
princípios da disciplina e do planejamento.
A influência da Revolução Industrial
A primeira revolução industrial ocorreu de 1780 a 1860, com base na revolução do ferro e do carvão. 
Caracterizou-se por meio de quatro fases: mecanização da indústria e da agricultura; aplicação da força 
motriz à indústria; desenvolvimento do sistema fabril; e espetacular aceleração dos transportes e 
das comunicações.
Em seguida, de 1860 a 1914, ocorreu a segunda revolução industrial, baseada no aço e na eletricidade.
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Unidade I
Para Chiavenato (2003a, p. 35-36),
a organização e a empresa moderna nasceram com a Revolução Industrial, 
graças a vários fatores, tais como: 
1) a ruptura das estruturas corporativas da Idade Média; 
2) o avanço tecnológico e a aplicação dos processos científicos à produção, a 
descoberta de novas formas de energia e a enorme ampliação de mercados, e 
3) a substituição do tipo artesanal por um tipo industrial de produção.
O autor ainda afirma que:
O início da história da administração foi predominantemente uma história de 
cidades, de países, de governantes, exércitos e da Igreja. A Revolução Industrial 
provocou o surgimento das fábricas e o aparecimento da empresa industrial, e, 
com isso, provocou as seguintes mudanças de época:
– substituição do artesão pelo operário especializado;
– crescimento das cidades e aumento da necessidade de administração pública;
– surgimento dos sindicatos como organização proletária a partir do início 
do século XIX. Somente a partir de 1890 alguns deles foram legalizados;
– início do marxismo em função da exploração capitalista;
– doutrina social da Igreja para contrabalançar o conflito entre capital 
e trabalho;
– primeiras experiências sobre administração de empresas;
– consolidação da administração como área de conhecimento; 
– início da era industrial, que se prolongou até a última década do século XX 
(CHIAVENATO, 2003a, p. 35-36).
A influência dos economistas liberais
Os estudos econômicos, que desde o século XVII já vinham desenvolvendo teorias para explicar 
os fenômenos empresariais, evoluíram, passando pelo liberalismo, pelo socialismo científico e pelo 
materialismo histórico, que obrigaram a construção de vários conceitos dentro das organizações para 
tratar do aperfeiçoamento dos métodos de produção (racionalização do trabalho) e da adequada remuneração.
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EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
A influência dos pioneiros e empreendedores
O aparecimento de iniciativas pioneiras e empreendedoras, principalmente nos EUA, foi fundamental 
para a criação das bases que permitiram o surgimento da teoria administrativa. A necessidade de gerenciar 
os empreendimentos que surgiam obrigou a criação de técnicas e de processos de planejamento, de 
organização, de direção e de controle que ainda são vistos na prática administrativa atual.
Em resumo: a administração não é uma atividade isolada, mas sim mais uma das inúmeras atividades 
humanas. Fica claro que ela tanto sofre influências como também influencia o ambiente em que 
é praticada.
Portanto, a formação de um pensamento administrativo foi, é e continuará sendo resultado de como 
a humanidade cria e aplica seus paradigmas em todas as áreas de sua atuação.
4 AS VARIÁVEIS BÁSICAS DA ADMINISTRAÇÃO
A teoria geral da administração (TGA) foi construída, ao longo do tempo, por várias correntes 
teóricas. Cada uma dessas teorias propôs a sua visão baseada em estudos com foco em algum 
assunto ou tema.
Essas escolhas constituem as variáveis básicas das escolas administrativas e são as seguintes: 
tarefas, estrutura, pessoas, ambiente e tecnologia. Chiavenato (2003a) acrescenta uma sexta variável: 
a competitividade. Tais variáveis estão inter-relacionadas numa organização, como se pode ver na 
figura a seguir: 
Competitividade
Tecnologia Pessoas
OrganizaçãoOrganização
Tarefas
Estrutura Ambiente
Figura 9 – Variáveis organizacionais 
Adaptada de: Chiavenato (2003a). 
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Unidade I
Hoje sabemos que não é possível imaginar uma organização na qual, por exemplo, as tarefas sejam 
o mais importante e as demais variáveis sejam encaradas como inexistentes ou menos relevantes. 
É praticamente intuitivo para qualquer estudante atual de administração que as tarefas são 
importantes (sem elas não há produto nas empresas), mas só fazem sentido se pessoas estiverem 
desempenhando as tarefas, seja num agrupamento (estrutura), utilizando alguma técnica, ferramenta 
ou conhecimento (ou seja, tecnologia) e operando dentro de um ambiente que influencia o trabalho 
e é, reciprocamente, influenciado por ele. Tudo isso buscando a competitividade da organização, pois 
nenhuma empresa sobrevive se não for competitiva no mercado.
Todavia, quando os vários teóricos foram construindo a ciência administrativa, não dispunham ainda 
dessa visão sistêmica. Então, de acordo com os problemas que mais os incomodaram ou os estimularam, 
foram propondo teorias com base nesta ou naquela variável, relacionando-as e tentando explicar como 
a administração funcionava.
Assim, propuseram vários paradigmas diferentes, que hoje você pode dominar de maneira completa. 
A seguir, as principais abordagens da administração, a(s) variável(eis) enfatizada(s) e o ano em 
que surgiram:
Quadro 1 – Principais abordagens da administração
Teorias/abordagens Variável(eis) considerada(s) Anos
Administração científica Tarefas 1903
Teoria da burocracia Estrutura 1909
Teoria clássica Estrutura 1916
Teoria das relações humanas Pessoas 1932
Teoria estruturalista Estrutura e ambiente 1947
Teoria dos sistemas Ambiente 1951
Abordagem sociotécnica Ambiente 1953
Teoria neoclássica Tarefas, pessoas e estrutura 1954
Teoria comportamental Pessoas e ambiente 1957
Desenvolvimento organizacional Pessoas e ambiente 1962
Teoria da contingência Tarefas, pessoas, estrutura, 
tecnologia e ambiente 1972
Novas abordagens Competitividade 1990
Adaptado de: Chiavenato (2007, p. 30).
4.1 A organização 
Organização é conceito fundamental para a administração, uma vez que toda a aplicação 
administrativa vai ocorrer numa organização e nas consequentes inter-relações dela com outras.
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EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO
Comecemos com o entendimento do que é e do que faz uma organização.
Em primeiro lugar, uma diferenciação entre duas interpretações para essa palavra:
• A organização, como função administrativa, deriva do verbo organizar, e é a responsabilidade 
gerencial, que pertence ao processo administrativo definido por Henri Fayol e que tem como 
objetivo preparar a empresa para realizar a tarefa para a qual foi criada.
• A organização, como substantivo, é o produto desse esforço de preparação gerencial, que resulta 
numa empresa. Assim, por extensão, a empresa também é chamada de organização.
Então, sempre que falarmos em organização neste livro-texto, estaremos nos referindo a uma dessas 
conotações, que você vai perceber no contexto em que ela estiver aplicada.
A seguir, algumas definições de organização estabelecidas por pesquisadores e por estudiosos, todas 
encontradas no documento do Instituto Paulista de Excelência em Gestão (IPEG, 2007, p. 66):
Organização: companhia, corporação, firma, órgão, instituição ou empresa, 
ou uma unidade destas, pública ou privada, sociedade anônima, limitada ou 
com outra forma estatutária, que tem funções e estruturas administrativas 
próprias e autônomas, no setor público ou privado, com ou sem finalidade 
de lucro, de porte pequeno, médio ou grande.
Unidade social, conscientemente coordenada, composta de duas ou mais 
pessoas, que funciona de maneira relativamente contínua para atingir um 
objetivo comum (ROBBINS, 2005).
Organizações são entidades sociais que

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