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05. (UPE–2016) A rica literatura sobre a Insurreição Praieira ensina que sua história tem início na década de 1840, quando apareceu, em Pernambuco, uma dissidência do Partido Liberal, mais conhecida pelo apelido de “Partido Praieiro”. CARVALHO, M. J. M. de. Os nomes da Revolução: lideranças populares na Insurreição Praieira, Recife, 1848-1849. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 23, n. 45, p. 209-238, 2003 (Adaptação). Esse movimento insurrecional teve como principal(ais) característica(s) sociopolítica(s) a A) configuração de um movimento militar de caráter republicano. B) defesa da emancipação do Brasil com o apoio dos comerciantes. C) batalha pelo fim do regime escravista e a liberdade de imprensa. D) manutenção do poder das elites e a repressão aos comerciantes. E) luta contra oligarquias locais e certa influência do socialismo utópico. EXERCÍCIOS PROPOSTOS 01. (Unesp) Ao lado do latifúndio, a presença da escravidão freou a constituição de uma sociedade de classes, não tanto porque o escravo esteja fora das relações de mercado, mas principalmente porque excluiu delas os homens livres e pobres e deixou incompleto o processo de sua expropriação. FRANCO, Maria Sylvia de Carvalho. Homens livres na ordem escravocrata, 1983. Segundo o texto, que analisa a sociedade cafeeira no Vale do Paraíba no século XIX, A) a substituição do trabalho escravo pelo trabalho livre assalariado freou a constituição de uma sociedade de classes durante o período cafeeiro. B) o imigrante e as classes médias mantiveram-se fora das relações de mercado existentes na sociedade cafeeira. C) o caráter escravista impediu a participação direta dos homens livres e pobres na economia de exportação da sociedade cafeeira. D) a inexistência de homens livres e pobres na sociedade cafeeira determinou a predominância do trabalho escravo nos latifúndios. E) a ausência de classes na sociedade cafeeira deveu-se prioritariamente ao fato de que o escravo estava fora das relações de mercado. 02. (UFPA–2016) O surgimento de fábricas na cidade de São Paulo, no final do século XIX, impôs aos proprietários brasileiros a necessidade de melhor disciplinar os trabalhadores. As condições de trabalho nas fábricas eram precárias e, diante desse contexto de fragilidade da classe trabalhadora, o que se observa é a A) organização da massa trabalhadora em associações mútuas que tinham o objetivo de impedir que os operários fossem demitidos sem qualquer direito trabalhista previsto em leis sindicais. B) presença da polícia nas fábricas, especialmente nas têxteis, como forma de impedir eventos de quebra-quebra das máquinas, organizados pelos anarquistas estrangeiros que tinham longa tradição de luta em seus países. C) repressão aos trabalhadores que desafiassem seus patrões com reivindicações, haja vista a fragilidade dos sindicatos, que eram constantemente reprimidos pela polícia. D) presença de um número significativo de trabalhadores do campo na área urbana, os quais, por serem mais ingênuos eram mais bem controlados pelos seus patrões, os quais constantemente os enganavam no cumprimento das leis trabalhistas. E) ação coletiva dos trabalhadores rurais empregados nas fábricas e acostumados à obediência ao senhor, o que tornou mais difícil a consolidação dos sindicatos de orientação marxista-leninista. 03. (Mackenzie-SP–2015) “Como resultado desse mecanismo, houve, em um governo de cinquenta anos, a sucessão de 36 gabinetes, com a média de um ano e três meses de duração cada um. [...] Tratava-se de um sistema flexível que permitia o rodízio dos dois principais partidos no governo, sem maiores traumas. Para quem estivesse na oposição, havia sempre a esperança de ser chamado a governar. Assim, o recurso às armas se tornou desnecessário. ” FAUSTO, Boris. História do Brasil. 13. ed. São Paulo: EDUSP, 2008. p. 179-180. O texto refere-se A) à República Oligárquica, cujo revezamento político das oligarquias paulista e mineira, no plano federal, consolidou os interesses da elite agroexportadora. B) ao sistema político vigente no Segundo Reinado, que fortaleceu a figura do monarca e consolidou a ordem aristocrática-latifundiária-escravista imperial. C) ao sistema bipartidário do Regime Militar no Brasil, que criou mecanismos fraudulentos de eleições e suprimiu as liberdades individuais dos cidadãos. D) às divisões políticas e partidárias da República Populista, com os embates entre os conservadores e os entreguistas, no tocante à condução da política econômica. E) aos mecanismos de poder existentes na Era Vargas, que permitiu o fortalecimento do presidente ao alternar no poder os grupos políticos aliados a ele. Bases Políticas do Brasil Império H IS TÓ R IA 7Bernoulli Sistema de Ensino https://youtu.be/vDzD-jpwddY 04. (UFMG) Leia este texto: Sigamos os passos da política centralizadora e veremos que é a centralização das luzes o seu complemento. A interpretação do ato adicional roubou às províncias o melhor do seu poder, reconcentrando na Corte a maior parte das atribuições das Assembleias. As reformas judiciárias avocaram para o mesmo centro a nomeação de quase todos os empregos judiciais. As províncias se acham pois já esgotadas de seus recursos; porque até se lhes tirou a administração da maior parte de seus rendimentos. Suas forças físicas, o recrutamento as tem extenuado. Que faltava pois tirar-lhes? A instrução, o único apoio que lhes resta. O ATHLETA, 16 set. 1843. A partir das ideias contidas nesse trecho e considerando-se o contexto histórico do Brasil Imperial, é correto afirmar que A) o restauracionismo, que congregava as classes médias urbanas, foi, durante esse período, um dos mais severos críticos do processo de centralização imposto pelo imperador. B) a centralização do poder foi um dos instrumentos utilizados pela monarquia no sentido de tentar coibir os conflitos que haviam eclodido na primeira metade do século XIX. C) o constitucionalismo das elites rurais advogava o fim da anarquia inicialmente vigente nas províncias, o que se faria a partir do controle das novas instituições educacionais. D) o corporativismo influenciou diversas instituições na primeira metade do século XIX – como o Exército e a escola, ambos em processo de progressiva profissionalização. 05. (UFG-GO) Leia o trecho da monografia a seguir. Só agora principia o Brasil a sentir-se como um Todo Unido. Ainda restam muitos preconceitos entre as Províncias: estes devem ser aniquilados por meio de uma instrução judiciosa; deve-se procurar provar que o Brasil alcançará o seu mais favorável desenvolvimento, se chegar, firmes, os seus habitantes na sustentação da Monarquia, a estabelecer, por uma sábia organização entre todas as Províncias, relações recíprocas. MARTIUS, Carlos Frederico Ph. de. Como se deve escrever a história do Brasil. In: Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, n. 24, jan. 1845. p. 402. Disponível em: . Acesso em: 05 out. 2010 (Adaptação). O viajante europeu Martius notabilizou-se por definir o modo como se deveria escrever a história do Brasil, em uma monografia publicada em 1845. A perspectiva política que modela seu olhar sobre a organização do território brasileiro indica que A) a autonomia provincial representaria a base ordenadora da sociedade brasileira. B) a organização das províncias resultaria das experiências descentralizadoras do período regencial. C) a formação de um Estado Nacional decorreria das relações recíprocas estabelecidas no período colonial. D) o regime monárquico conduziria à unidade territorial, necessária ao desenvolvimento da jovem nação. E) a unidade territorial levaria ao fim dos preconceitos entre as raças formadoras da nacionalidade. 06. (CEFET-MG) Analise a tabela adiante, referente à representação partidária no Período Imperial brasileiro: Partido ConservadorPartido Liberal Proprietários rurais 47,54% 47,83% Comerciantes 13,12% 8,69% Outros 18,03% 26,09% Sem informação 21,31% 17,39% CARVALHO, José Murilo. A construção da ordem: teatro de sombras. Rio de Janeiro: UFRJ, Relume-Dumará, 1996. p. 192. Considerando-se o contexto sociopolítico nesse período e as informações obtidas na tabela, é correto afirmar que A) a predominância de proprietários rurais e comerciantes acirrava os conflitos internos. B) os partidos políticos no Império representavam igualmente os interesses sociais no Brasil. C) o índice de filiados sem informação profissional refletia a atuação de escravos forros na política. D) a origem social comum dos membros fazia com que ambos os partidos representassem as elites econômicas. E) a presença de classes populares nos partidos facilitava a mobilização de massas através de comitês eleitorais. 07. (UNIFICADO-RJ) Balança de comércio do Brasil (1845-1889) 375 0 1845 1850 1855 1860 1865 1870 1875 1880 1885 1890 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 350 325 M ilh ar es d e co nt os d e ré is Deficit Superavit Importação Exportação FREIRE, Américo, MOTTA, Marly; ROCHA, Dora. História em Curso: O Brasil e suas relações com o mundo ocidental. São Paulo: Editora do Brasil; Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2008. p. 197 (Adaptação). Após a análise criteriosa do quadro anterior, relativo à balança comercial do Império brasileiro, conclui-se que A) a queda nas exportações no final do século XIX pode ser explicada pela recente extinção do tráfico escravo. B) o crescimento das exportações de café, principal produto da economia brasileira na época, foi o responsável pelo constante superávit da balança comercial entre 1860 e 1880. Frente B Módulo 14 8 Coleção 6V https://youtu.be/brw9lo1OBN4