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nova ordem mundial
Não é este o momento para que todos possam trabalhar juntos para uma nova organização constitucional da família 
humana, verdadeiramente capaz de assegurar a paz e a harmonia entre os povos, bem como o seu desenvolvimento integral? 
Mas que não haja nenhum mal-entendido. Isso não significa escrever a constituição de um superestado global.
Papa João Paulo II – mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2003.
Ordem Mundial é a maneira pela qual se estabelecem as relações de poder e força entre as potências mundiais em cada contexto 
da história, ou seja, é a forma como o mundo se organiza do ponto de vista geopolítico. A Nova Ordem Mundial (NOM) representou 
a mudança nas relações de poder e força internacionais estabelecidas entre as principais potências mundiais após o final da Guerra 
Fria, agora Velha Ordem Mundial (VOM).
Assim, a NOM marcou a transição da ordem bipolar, que vigorou entre 1947 e 1991, caracterizada por uma relação de tensão 
constante entre a União Soviética, que liderava o bloco socialista, e os Estados Unidos, que lideravam os países capitalistas, para uma 
ordem multipolar. Essa Nova Ordem ocorreu após o fim da Guerra Fria, em que o poderio militar passou a não ser mais o principal 
critério para determinar a potencialidade global de um país, mas, sim, sua capacidade econômica. Nesse contexto, o mundo passou a 
ter uma nova organização geopolítica, com vários centros de poder, exercendo influências diversas e definindo um mundo multipolar.
A emergência da NOM acarretou grandes transformações na maneira como analisamos o mundo. Durante a VOM, os países eram 
classificados em Primeiro Mundo (países capitalistas desenvolvidos), Segundo Mundo (países socialistas) e Terceiro Mundo (países 
capitalistas não desenvolvidos). Na VOM, alguns dos países pertencentes ao grupo dos não desenvolvidos formaram o bloco dos 
países não alinhados, pois não se inseriram nessa disputa e não eram aliados dos EUA nem da URSS. Com o fim da Guerra Fria e 
do bloco socialista, ou seja, do Segundo Mundo, essa classificação perdeu o sentido. Observe o mapa a seguir:
Divisão do mundo durante a Guerra Fria
Primeiro Mundo Segundo Mundo Terceiro Mundo
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geografia
nova ordem mundial e a Globalização
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Com a NOM, o mundo passou a ser dividido em Países do Norte (ricos e desenvolvidos) e Países do Sul (subdesenvolvidos 
e emergentes). Surgiu, então, a divisão norte-sul, que não coincide com a divisão cartográfica de norte e sul com referência 
na Linha do Equador, pois seu critério é econômico. É por isso que alguns países do Hemisfério Norte cartográfico, mas que 
são subdesenvolvidos ou emergentes, são colocados no Hemisfério Sul econômico, como o México, os países do Oriente 
Médio, parte da África, Índia e China, entre outros. Já a Austrália e a Nova Zelândia, por serem países desenvolvidos, são 
inseridas no norte econômico, apesar de pertencerem ao sul cartográfico. Veja o mapa a seguir:
O mundo unimultipolar do início do século XXI
Área de influência 
dos Estados Unidos
Área de influência 
da União Europeia Área de influência 
do Japão e / ou da 
China
Os quatro principais polos ou
centros da economia mundial
nos dias atuais
Superpotência militar dominante Superpotência militar decadente
Linha divisória entre o Norte
desenvolvido e o Sul
subdesenvolvido
Legenda
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ATLÂNTICO
NORTE
SUL
EUROPA 
OCIDENTAL
EUROPA 
ORIENTAL
ÁFRICA
AMÉRICA 
LATINA
Canadá
EUA
Rússia
EUROPA 
OCIDENTAL
EUROPA 
ORIENTAL
ÁFRICA
China
Japão
AMÉRICA 
LATINA
NORTESUL 0 2 510 km
N
OCEANO
PACÍFICO
OCEANO
ÍNDICO
OCEANIAOCEANIA
No mapa anterior, também foram delimitadas as áreas de influência política e econômica das principais potências atuais: 
EUA, União Europeia, Japão e China. Nas relações internacionais, uma área de influência é uma área ou região sobre a qual 
um Estado possui significativa influência cultural, econômica, comercial, militar ou política. 
Como se pode perceber pela análise do mapa, do ponto de vista bélico, os EUA se tornaram a única potência militar 
do mundo atual, não existindo outro país capaz de rivalizá-lo nesse quesito, o que nos conduz, nesse sentido, a um 
mundo unipolar. Nenhum país possui a capacidade de projetar globalmente seu poderio militar como os EUA, que é um 
Estado capaz de influenciar as decisões internacionais de forma incomparável. Dessa forma, todos os outros países do sistema 
internacional se dividem em duas categorias: aqueles que poderiam evitar ser conquistados pelos EUA (potências médias) 
em caso de uma invasão, mas sem vencê-lo, e todos os outros (potências menores).
Outra mudança gerada pela NOM foi a adoção de uma nova política econômica: o neoliberalismo. Essa política prega a 
autorregulação do mercado, ou seja, não há necessidade da intervenção do Estado, e, sim, total liberdade de comércio 
(livre mercado), já que este princípio garantiria o crescimento econômico e o desenvolvimento social de um país. Assim, 
é preciso salientar que os conceitos de neoliberalismo e globalização estão ligados porque o neoliberalismo surgiu graças à 
globalização, e mais concretamente à globalização da economia.
Com a implantação do neoliberalismo, o Estado distancia-se da economia e da regulação de fluxos de capital, cedendo 
esse papel à iniciativa privada, ou seja, à elite econômica e política. Porém, essa parcela da sociedade está preocupada 
em lucrar, negligenciando os investimentos sociais, promovendo, assim, intensa concentração de renda e acentuando 
as desigualdades sociais.
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Veja os princípios do neoliberalismo:
• Mínima participação estatal nos rumos da economia 
de um país.
• Flexibilização (redução) das leis trabalhistas.
• Privatização de empresas estatais.
• Livre circulação de capitais internacionais e ênfase 
na globalização.
• Abertura da economia para a entrada de 
multinacionais.
• Adoção de medidas contra o protecionismo 
econômico.
• Desburocratização do Estado: leis e regras 
econômicas mais simplificadas para facilitar o 
funcionamento das atividades econômicas.
• Diminuição do tamanho do Estado, numa tentativa 
de torná-lo mais eficiente.
• Posição contrária aos impostos e tributos excessivos.
• Aumento da produção, como objetivo básico para 
atingir o desenvolvimento econômico.
• Rejeição ao controle de preços dos produtos e 
serviços por parte do Estado, ou seja, a lei da oferta 
e da demanda é suficiente para regular os preços.
• A base da economia deve ser formada por empresas 
privadas.
• Defesa dos princípios econômicos do capitalismo.
As principais críticas ao neoliberalismo afirmam que essa 
política beneficia somente os países desenvolvidos, que são 
mais competitivos e preparados para o comércio global, e 
as empresas multinacionais. Os países subdesenvolvidos 
ou emergentes teriam resultados sociais terríveis, como 
elevados índices de desemprego, baixos salários, aumento 
das desigualdades sociais e grande dependência do capital 
internacional.
Já os defensores do neoliberalismo afirmam que tal 
política proporciona prosperidade e desenvolvimento 
social e econômico em um país. Além disso, asseguram 
que o neoliberalismo torna a economia mais competitiva, 
estimula o desenvolvimento tecnológico e, por meio da 
livre concorrência, faz os preços e a inflação caírem.
a globalização
Quem é cego? O homem que não pode ver um novo 
mundo.
Pensamento indiano
A globalização consiste no processo de aprofundamento 
internacional de integração comercial, industrial, 
financeira, social, cultural e tecnológica entre os países. 
Foi um processo impulsionado pelo barateamento dos 
meios de transporte e comunicação dos países no final 
do século XX e início do século XXI. 
O filósofo canadense Marshall McLuhanse refere à 
globalização como “aldeia global”, pois o desenvolvimento 
tecnológico parece encurtar as distâncias e o progresso 
tecnológico tende a aproximar todo o planeta, numa 
condição análoga à que ocorre em uma aldeia: um mundo 
em que todos estão, de certa forma, interligados.
Globalização, mundialização, internacionalização são 
expressões que quase podem ser consideradas sinônimas, 
representando o que o mundo vem vivenciando, segundo 
alguns, a partir do final dos anos oitenta, para outros há 
mais de cinco séculos. 
O fenômeno da globalização fez com que os fatos que 
aconteciam em lugares distintos pudessem ser noticiados 
no mundo todo, em tempo quase real, consequência 
dos avanços no campo das telecomunicações e dos 
transportes. 
Clovis Rossi, repórter e colunista do jornal Folha de 
S.Paulo, dá um exemplo de como esses avanços se relacionam 
com a globalização:
A notícia do assassinato do presidente norte-americano 
Abraham Lincoln, em 1865, levou 13 dias para cruzar o 
Atlântico e chegar à Europa. A queda da Bolsa de Valores 
de Hong Kong (outubro-novembro / 97) levou 13 segundos 
para cair como um raio sobre São Paulo e Tóquio, Nova York 
e Tel Aviv, Buenos Aires e Frankfurt. Eis ao vivo e em cores, 
a globalização.
ROSSI, Clóvis. Folha de S.Paulo. 
Disponível em: . [Fragmento]
Para os críticos, esse fenômeno representa um obstáculo 
que causa tropeço no caminhar da humanidade, mas, para 
outros, um avanço, uma avenida larga e sem desvios, 
com vários benefícios.
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