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Usinagem Luiz Eloi Vieira Junior, Dr. Eng. Curiosidades gerais: 1. 80% dos furos são realizados por usinagem; 2. 100% dos processos de melhoria da qualidade superficial são feitos por usinagem; 3. O comércio de máquinas-ferramentas representa uma das grandes fatias da riqueza mundial; 4. 70% das engrenagem para transmissão de potência; 5. 90% dos componentes da indústria aeroespacial; 6. 100% dos pinos médico-odontológicos. Classificação dos processos de usinagem • Os processos de usinagem são classificados da seguinte forma: 1. Usinagem com Ferramenta de Geometria Definida; 2. Usinagem com Ferramentas de Geometria Não Definida; 3. Usinagem por Processos Não Convencionais. Usinagem com ferramenta definida https://i.makeagif.com/media/6-28-2015/YHs1Se.mp4 https://i.makeagif.com/media/4-18-2016/vz2JCQ.mp4 Usinagem com ferramenta não definida Conceitos Iniciais • Usinagem é um processo onde a peça é obtida pela retirada de cavacos de uma peça bruta, através de ferramentas adequadas; • Cavaco é a porção de material da peça retirada pela ferramenta, caracterizando- se por apresentar forma irregular. Mecanismo de formação e controle do cavaco No início do corte, tem-se: • Distribuição de tensão; • Propagação de trinca em material frágil e; • Deformação elastoplástica em materiais dúcteis. • Cavaco em FoFo e Aço https://www.youtube.com/watch?v=iS61MlkkR6Y https://www.youtube.com/watch?v=_Q39YmqX-Zg https://www.youtube.com/watch?v=_Q39YmqX-Zg https://www.youtube.com/watch?v=_Q39YmqX-Zg https://www.youtube.com/watch?v=_Q39YmqX-Zg • Fatores de influência na formação dos cavacos Temperatura de corte • Na usinagem, de 97 a 99% da energia consumida é convertida em calor; • O calor pode ser gerado em três zonas distintas: 1. Zona de cisalhamento primário; 2. Zona de cisalhamento secundário; 3. Zona de interface peça-superfície de folga da ferramenta. • A usinagem confere à peça uma precisão dimensional e acabamento superficial que não podem ser obtidos por nenhum outro processo de fabricação; • É por este motivo que a maioria das peças, mesmo quando obtidas através por outros processos, recebe seu formato final através de usinagem; Evolução histórica • Observe que a usinagem evoluiu juntamente com o homem, sendo usada como parâmetro de subdivisão de um período. Evolução histórica 1. 1000 A.C – Surgem os primeiros tornos; 2. 700 A.C – Processamento do ferro; 3. Séc. XVI – Desenvolvimento das primeiras armas de fogo; 4. Torneameno ornamental – Jaques Benson; Surge o Princípio da Fabricação; • No Período Paleolítico, as facas, pontas de lanças e machados eram fabricados com lascas de grandes pedras; • No Período Neolítico, os artefatos eram obtidos com o desgaste e polimento da pedra (Princípio da Retificação); • Surge o Conhecimento de Novos Materiais; • O Homem passa a usar metais na fabricação de ferramentas e armas no fim da pré-história; • Na obtenção de peças pela retirada de cavacos verificamos que cada material tem um comportamento diferente... Usinabilidade • Enquanto uns podem ser trabalhados facilmente, outros apresentam problemas tais como: 1. Empastamento; 2. Desgaste rápido da ferramenta; 3. Mau acabamento; 4. Necessidade de grande potência para o corte. • Isto varia de acordo com a usinabilidade do material; • Podemos definir usinabilidade como sendo o grau de dificuldade que determinado material apresenta para ser usinado. • A usinabilidade não depende apenas das características do material, mas também, de outros parâmetros da usinagem, tais como: 1. Refrigeração; 2. Rigidez do sistema máquina-ferramenta; 3. Características da ferramenta. • A usinabilidade normalmente é determinada por comparação e para determinada característica, tal como a vida da ferramenta; • Assim, pode-se determinar um índice de usinabilidade através da comparação com o desempenho previamente conhecido de um material padrão. Ensaio de usinabilidade • Ensaio de longa duração, onde o material ensaiado e o material padrão são usinados até o fim da vida da ferramenta, ou até um determinado valor de desgaste da ferramenta em diversas velocidades de cortes diferentes; • Este ensaio permite a obtenção da velocidade de corte para uma vida determinada da ferramenta (20 minutos – VC20 ou 60 minutos – VC60). • O material padrão mais utilizado quando se trata de ensaios de aços é o aço AISI B 1112; Critérios de usinabilidade Ações para minimizar os efeitos da má usinabilidade • Na ferramenta 1. Material e geometria da ferramenta; 2. Uso de revestimento. • No processo 1. Velocidade avanço; 2. Profundidade de corte. • Uso de meios lubri-refrigerantes • No material da peça; 1. Elementos de liga; 2. Alívio de tensões e tratamentos térmicos. Fatores microestruturais • Aço inoxidável tipo AISI 303 (que possui MnS para melhorar sua usinabilidade) com dureza idêntica ao tipo AISI 316; • Porém, a usinabilidade do primeiro é muito maior do o segundo; • As ligas de Al-Si - partículas de Si presentes são altamente abrasivas e desgastam rapidamente a ferramenta de metal duro. • Dureza: Valores baixos geralmente favorecem a usinabilidade; • Ductilidade: Valores baixos geralmente favorecem a usinabilidade; • Condutividade térmica: Valores elevados geralmente favorecem a usinabilidade; • Taxa de encruamento: Valores baixos geralmente favorecem a usinabilidade. Processos de Usinagem Operações de usinagem: • Torneamento: utilizado para a obtenção de superfícies de revolução e normalmente a peça gira em torno do eixo principal e rotação da máquina e a ferramenta se desloca em trajetórias específicas; • Aplainamento: é direcionado a obtenção de superfícies planas (regradas) geradas por um movimento alternativo da peça ou da ferramenta, na direção horizontal ou vertical; • Furação: quando se deseja obter furos geralmente cilíndricos. A peça se desloca numa trajetória retilínea coincidente ou paralela ao eixo da peça; • Fresamento: destinado à obtenção de superfícies diversas, tais como placas, empregando ferramentas multi-cortantes. Geralmente a ferramenta gira e realiza o avanço por intermédio da fresadora; • Retificação: usado para obtenção de superfícies lisas, sendo um processo de usinagem por abrasão (rebolo); • Mandrilamento: destinado à obtenção de superfícies de revolução com emprego de uma ou várias ferramentas de barra que apresentam movimento de rotação; • Serramento: destinado a seccionar peças com auxílio de ferramentas finas multi-cortantes. A peça desloca-se ou fica parada, enquanto a ferramenta gira ou se desloca, ou ambos os movimentos; • Brochamento: destinado à obtenção de superfícies variadas pelo emprego de ferramentas multi-cortantes. A ferramenta ou peça se desloca, sendo uma trajetória retilínea, coincidente ou paralela ao eixo da ferramenta; • Roscamento: para obtenção de filetes, por meio de abertura de um ou vários sulcos helicoidais de passo uniforme, em superfícies cilíndricas ou cônicas. • Outros processos de usinagem tradicional que podem ser destacados são brunimento, lapidação, espelhamento, polimento, afiação, limagem, etc; • A maioria dos processos de usinagem é realizada pelo tensionamento localizado de uma região da peça, sendo mecânico, químico, elétrico ou térmico. • Estes processos são denominados processosnão tradicionais. Ex: usinagem a laser, arco de plasma ou retificação eletroquímica. https://www.youtube.com/watch?v=5Hp_DPEapzg https://www.youtube.com/watch?v=AXrDeaR80rs Eletroerosão • Eletroerosão é um processo de fabricação baseado em princípios de remoção por efeitos térmicos, que acontece em decorrência de carregamento elétrico não estacionário entre dois materiais condutores de eletricidade (peça e eletrodo) em um meio fluido (dielétrico). É utilizado em: 1. Materiais condutores de eletricidade; 2. Materiais altamente duros (metal-duro; ligas metálicas com alta dureza); 3. Pequena quantidade de peças e; 4. Peças de geometria complexa; Materiais do eletrodo • Cobre eletrolítico e algumas ligas; • Alumínio; • Silício; • Titânio; • Aço e; • Grafite. Dielétrico • Funções 1. Isolar eletrodo e peça; 2. Formar o canal de descarga; 3. Remover as partículas erodidas da fenda de trabalho; 4. Refrigerar o local de trabalho. • Principais tipos: 1. Hidrocarbonetos (querosene, óleo de transformador); 2. Água desmineralizada; Variantes do processo • Eletroerosão a fio; • Eletroerosão por penetração. https://www.youtube.com/watch?v=5Ex_kn_EQ9I https://www.youtube.com/watch?v=5Ex_kn_EQ9I https://www.youtube.com/watch?v=L1D5DLWWMp8 https://www.youtube.com/watch?v=L1D5DLWWMp8 Desvantagem do processo de usinagem • Processos lentos, quando comparados com outros; • Altos custos envolvidos: 1. Mão de obra altamente especializada; 2. Maquinário caro; 3. Ferramental caro; 4. Alta produção de resíduo. (10% de cavaco) Ferramentas de corte Fluidos de usinagem Usinagem – processo de obtenção de peças por retirada de cavaco; • O uso adequado das ferramentas de corte é de grande importância para o processo de usinagem, pois interfere no processo de fabricação e contribui para a qualidade do produto usinado; • Por essa razão, devemos conhecer as principais características das ferramentas e as condições necessárias para o seu uso adequado; • Podem ser citadas algumas variáveis da fabricação e aplicações das ferramentas de corte, sendo: 1. velocidades de corte e de avanço e tempo de corte; 2. geometria da ferramenta; 3. geometria do corte; 4. geometria da cunha cortante e; 5. materiais para as ferramentas de corte. Ferramenta de corte • Características tecnológicas: 1. Alta dureza/resistência ao desgaste; 2. Tenacidade suficiente para evitar falha por fratura; 3. Boas propriedades mecânicas e térmicas à temperaturas elevadas; 4. Alta resistência ao choque térmico; 5. Ser inerte quimicamente. • A natureza do produto depende do seguintes itens: 1. Material a ser usinado; 2. Formas e dimensões da peça; 3. Condições de trabalho da máquina; 4. Processo de usinagem; 5. Relação custo x benefício da ferramenta. Desgaste e vida da ferramenta de corte • Durante a usinagem a cunha de corte é submetida a um desgaste que depende da forma e da duração da solicitação. Podem ocorrer o desgaste ou a avaria da ferramenta; • Influência do desgaste da ferramenta nos resultados de trabalho: 1. aumento das forças de corte; 2. aumento da temperatura na interface peça/ferramenta; 3. piora da qualidade superficial; 4. piora da precisão da peça. • Tipos de solicitações nas ferramentas de corte Formas de avaliação do desgaste da ferramenta Podem ser realizadas de maneira direta ou indireta. Sendo: • Medições diretas: 1. Inspeção visual com comparação com padrões (uso de lupa); 2. Mecânica com uso de paquímetros, micrômetros, etc.; 3. Microscopia óptica e eletrônica. Medições indiretas: 1. Aumento das vibrações; 2. Aumento dos ruídos; 3. Piora da qualidade; 4. Rejeição dimensional; 5. Aumento das forças. • Evolução dos materiais usados na produção de ferramentas de corte: 1. Aço ferramenta (1868); 2. Aço rápido (1900); 3. Metal duro (1926); 4. Cerâmicas (1938); 5. Nitreto de boro cúbico (anos 50); 6. Diamante mono e policristalino (anos 70). Aço ferramenta • Pode-se denominar aço ferramenta, toda a gama de aços usados para fabricação de ferramentas; • Foi o único material (aço) empregado na confecção de ferramentas de corte até 1900; • Composição: 0.8 a 1.5% de carbono; • Após o surgimento do aço rápido seu uso reduziu-se a aplicações secundárias, tais como: 1. Reparos, uso doméstico e de lazer; 2. Ferramentas usadas uma única vez ou para fabricação de poucas peças; • São ainda atualmente usados pelas seguintes características: 1. São os materiais mais baratos; 2. Facilidade de obtenção de gumes vivos. • Tratamento térmico simples. • Quando bem temperado obtem-se elevada dureza e resistência ao desgaste. • Limitação • Temperatura de trabalho: até 250°C, acima desta temperatura a ferramenta perde sua dureza. Aço Rápido • Desenvolvido por Taylor e apresentado publicamente em 1900 na Exposição Mundial de Paris. • Elementos de Liga: W, Cr e V como elementos básicos de liga(18%W + 4%Cr + 1%V); • Em 1942 devido a escassez de W provocada pela guerra, este foi substituído pelo Mo. • Temperatura limite de 520 a 600°C; • Maior resistência à abrasão em relação ao aço- ferramenta; • Preço elevado; • Tratamento térmico complexo. Aço Rápido com Cobalto • O aço rápido ao cobalto, denominado de aço super-rápido, apareceram pela primeira vez em 1921. • Maior dureza a quente; • Maior resistência ao desgaste; • Menor tenacidade; Aço Rápido com Revestimento TiN • O revestimento de TiN é aplicado pelo processo PVD conferindo uma aparência dourada a ferramenta. Metal Duro ou Carbonetos Sinerizados • Surgiram em 1927 com o nome de Widia, com composição de 81% W + 6% C + 13% Co; 1. Elevada dureza/ resistência ao desgaste; 2. Elevada resistência à compressão; 3. Possibilidade de obter propriedades distintas nos metais duros pela mudança específica dos carbonetos e das proporções do ligante; 4. Controle sobre a distribuição da estrutura; • Ferramentas de corte cerâmicas • base de óxido de alumínio. • base de nitreto de silício. 1. Alta dureza à quente (1600°C) 2. Inércia química; 3. Usado com alta velocidade de corte; 4. Leves (1/3 da densidade do aço); 5. Alta resistência a compressão; 6. Muito quebradiço; 7. Baixa condutividade térmica; 8. baixa deformação plástica; • Aplicados aos seguintes materiais: 1. Ferro Fundido; 2. Aço endurecido; 3. Ligas resistentes ao calor. http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4819 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4819 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4819 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4819 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4819 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4819 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4819 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4819 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4819 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4819 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4820 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4820 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4820 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4820 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4820 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4820 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4820 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4820 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4820 http://www.cimm.com.br/portal/material_didatico/4820 Outros materiais: • Nitreto de Boro; • Diamante. Revestimentos para ferramentas • A deposição de revestimentos em ferramentas de corte tem como principais efeitos: • Aumento da resistência ao calor e ao desgaste; • Diminuição do choque térmico no substrato (baixacondutividade térmica dos revestimentos atua como barreira entre o material da peça e o substrato da ferramenta); • Redução do atrito (aumenta da resistência à abrasão); • Efeitos qualitativos, temos: 1. Aumenta do vida da ferramenta; 2. Redução de forças de corte; 3. Usinagem com velocidades e avanços mais altos; 4. Possibilidade de corte a seco ou com mínima quantidade de fluido de corte; 5. Melhor acabamento superficial da peça; • É freqüente a deposição de várias camadas: TiC, Al2O3 e TiN. TiC – resist.à abrasão; Al2O3 - isolação térmica; TiC – Adesão da camada. Aço ferramenta Aço rápido Aço rápido revestido com TiN Metal Duro https://www.youtube.com/watch?v=ixx3ISj_kpg Fluidos de corte • Calor gerado durante o processo de retirada do cavaco (dilatação térmica); • Proposta de Taylor – Uso de água e água/sabão; • Sua constatação reduziu os efeitos da alta temperatura e conseguiu aumentar a velocidade de corte em 33% sem prejudicar a vida útil da ferramenta; • Desenvolvimento dos fluidos de corte: óleos graxos, óleos minerais, óleos aditivados ou emulsionáveis ; • Redução da temperatura de 700ºC → 650ºC - aumento de vida de 4 para 20 minutos; • Redução de temperatura para 600ºC - elevou a vida da ferramenta para várias horas; • Problemas ambientais - tendências tecnológicas visam à redução ou à eliminação do uso dos fluidos de corte durante a usinagem. • Os fluidos de corte são produtos com a finalidade de facilitar a operação de corte, tendo como principais funções: 1. Refrigerar a região de corte; 2. Lubrificar as áreas em atrito; 3. Retirar o cavaco da zona de corte; 4. Proteger a ferramenta, a peça e a máquina da corrosão e oxidação. • Para desempenhar suas funções, entretanto, os fluidos de corte precisam apresentar algumas propriedades. Um fluido de corte deve ter como um bom refrigerante: 1. Baixa viscosidade a fim de que flua facilmente; 2. Capacidade de envolver “molhar” para estabelecer um bom contato térmico; 3. Alto calor específico e alta condutividade térmica; • E deve ter como um bom lubrificante: 1. Resistir a pressões e temperaturas elevadas sem vaporizar; 2. Boas propriedades antifricção e antissoldantes; 3. Viscosidade adequada – a viscosidade deve ser suficientemente baixa para permitir uma fácil circulação do fluido e suficientemente alta de modo a permitir uma boa aderência do fluido às superfícies da ferramenta. 4. ausência de odores desagradáveis, antiespumante, compatibilidade com o meio ambiente, entre outros; • Estas propriedades permitem que o fluido diminua o coeficiente de atrito, possibilitando altas velocidades de corte; • Como não existe um fluido que atende a todas as exigências, os fluidos são modificados com aditivos que melhoram as características próprias do fluido ou lhe atribuem novas qualidades. Classificação dos fluidos de corte Seleção do meio lubri- refrigerante • Depende dos objetivos: 1. Aumento da produção; 2. Vida mais longa da ferramenta; 3. Arraste de cavacos; 4. Melhor acabamento superficial. • Fatores que devem ser considerados: 1. Material da peça e da ferramenta; 2. Processo de usinagem; 3. Aceitação pelo operador da máquina e saúde humana; 4. Facilidade de descarte; 5. Contaminação do fluido; 6. Fatores econômicos. • Meios lubrificantes/refrigerantes miscíveis com a água. A água é a mais eficiente absorvente e condutor de calor, mas seu uso em máquinas é limitado porque acelera a corrosão e tem pequeno efeito lubrificante; • Baixa viscosidade e ótimas características de arraste; • Vida limitada e despesas mais elevadas de controle, manutenção, manipulação e descarte; • Para melhorar as qualidades lubrificantes e evitar o efeito corrosivo da água, usam-se aditivos. Óleo mineral Água Calor específico (J/g.K) ≈ 1,9 4,2 Condutividade térmica (W/m.K) ≈ 0,13 0,6 Calor específico (J/g) ≈ 210 2260 • Ar – o ar comprimido ou simplesmente o ar soprado por um ventilador é usado na usinagem a seco do ferro fundido e nas serras de fita. A função do ar nestes trabalhos é de afastar as aparas (cavacos) e resfriar; • Água – a água foi a primeira substância a ser usada como fluido de corte. É o melhor refrigerante disponível, porém não tem poder lubrificante. Além disso, provoca a corrosão dos metais ferrosos e tem baixo poder umectante (elevada tensão superficial). Devido às características citadas, foram desenvolvidos produtos que, adicionados à água, suprem as suas deficiências; • Soluções aquosas – por vezes chamados de “fluidos sintéticos” e os valores de pH variam entre 8 e 9,5 para evitar a corrosão; • Mistura com água, de um concentrado de produtos orgânicos ou inorgânicos, solúveis em água; • Não contêm derivados de petróleo; • Adição de sais alcalinos e soluções de nitrito de sódio (até 5%), boratos, fosfato trisódico, alcanolamina, trietanolamina, sabão e derivados de ácidos orgânicos são usados para controlar a corrosão; • Vantagem da limpeza, transparência (facilitando a visão do processo de usinagem) e alto poder de refrigeração. • Soluções distinguem-se das emulsões pelos seguintes aspectos principais: 1. Soluções são mais resistentes às bactérias e tem, portanto, vida mais longa; 2. Mistura é mais fácil, sendo necessário apenas um pouco de agitação; 3. São usadas em concentrações menores (1:50 a 1:100); 4. Bons resultados na retificação, mas são utilizáveis em todas as operações de usinagem em que usa-se emulsões; 5. Repelem óleos infiltrados provenientes de sistemas hidráulicos e de lubrificação; 6. Tem lubricidade muito limitada. Aditivos • Os aditivos mais usados são: 1. Antiespumantes: evitam a formação de espuma e mantém a boa visão da região de corte e comprometer o efeito de refrigeração; 2. Anticorrosivos: protegem a peça/máquina/ferramenta da corrosão (são produtos à base se nitrito de sódio); 3. Antioxidantes: impede que o óleo se deteriore quando em contato com o ar; 1. Emulgadores: são responsáveis pela formação de emulsões óleo/ água; 2. Biocidas: compostos químicos que inibem o crescimento de microorganismos; 3. Agentes EP (extrema pressão): operações severas de corte. Conferem aos fluidos de corte uma lubricidade melhor para suportarem altas temperaturas e pressões de corte, reduzindo o contato da ferramenta/material. Podem ser são à base de S, Cl e P. Cuidados durante o manuseio • Soluções aquosas podem causar emperramentos; • Alta detergência pode irritar a pele de operadores sensíveis; • Tendência a formar espumas; • Alguns problemas de descarte, pela dificuldade de remover os produtos químicos; • Efeitos cancerígenos; Óleos graxos • Moléculas formadas por longas cadeias que aderem fortemente às superfícies, formando uma película lubrificante que reduz o atrito e o desgaste; • Excelentes qualidades de lubrificação, mesmo em situações de extrema pressão; • Inconveniente: rancificam com o tempo, apresentando, odor desagradável; • Origem animal como vegetal. Ex: óleo de baleia, banha, algodão, amendoim, mamona, soja, girassol, etc; • ↑η possui maior poder de lubrificação e é aplicável onde o calor gerado por atrito é muito grande, principalmente em desbaste pesado. ↓ η possui maior poder de refrigeração, aplicável para altas velocidades de corte (o calor é rapidamente dissipado); • Problemas: mais caro que os emulsionáveis, risco de incêndio, ineficiência à altas velocidades de corte, baixo poder refrigerante, formação de fumos e riscos à saúde. Óleos minerais puros • Operações leves em máquinas automáticas: usinagem de aço, latão, alumínio, magnésio; • Principal vantagem: lubrificação simultânea de guias e partes móveisda máquina, assim como proteção contra corrosão; • Refrigeração: inferiores à da água; • Lubrificação, em condições extremas de pressão e temperatura muito limitadas; • Óleos minerais puros não são corrosivos e, mantidos limpos, podem ser usados por longo tempo. Óleos mistos • Mistura de óleos minerais com óleos graxos de origem animal ou vegetal; • Características polares: aumentam a “molhabilidade” e a aderência do meio lubri/refrigerante, reduzindo o atrito entre a face da ferramenta e o cavaco; • Óleos minerais naftênicos ou misturas de parafínicos naftênicos, pela sua maior compatibilidade com os aditivos, são os mais empregados; • Óleos mistos: boa parte das vantagens de lubrificação sob extrema pressão dos óleos graxos. Emulsões • Não é uma solução (água e óleo não se misturam!); • Mistura de óleo com água, com a adição de um agente emulsificador, que faz com que o óleo fique distribuído na água de modo uniforme e estável, sob a forma de finas gotículas; • Utilizadas na ocorrência de altas temperaturas de usinagem; • Conhecidas pela denominação errônea de “óleos solúveis”; • São sabões e sulfanatos que possuem moléculas formadas por duas regiões distintas; hidrófoba (teme a água) e hidrófila (gosta de água); • Esse fenômeno forma uma película capaz de evitar que as gotículas de óleo se aglutinem e se separem da emulsão; • Geralmente 60% ou mais de óleo na água, adequadas onde o requisito principal é a refrigeração, quando a retirada de material não é muito grande. Os aditivos eliminam os inconvenientes da água (corrosão/ baixo poder umectante); • As emulsões apresentam-se leitosas ou transparentes. A diferença é devido ao tamanho das gotículas, a saber: 1. Emulsão leitosa – 2 a 4 μm (emulsão convencional); 2. Emulsão translúcida – 0,5 a 1,5 μm (emulsão semi- sintética); Tendências • Pulverização de uma quantidade mínima de óleo (menos de 60 ml/h) em um fluxo de ar comprimido. Aplicável em apenas 20% dos casos; • Usinagem a seco; • Fluido único; • Uso dos sintéticos; • Baixa formação de névoas; • Leis ambientais dificultam descarte. https://www.youtube.com/watch?v=YKBXf9-5B3Y