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Resumo 3 Nome: Francisca Angélica Albuquerque Severo / Turma: Civil 25 Propriedades mecânicas e fratura dos metais Regime elástico • Metais apresentam ligações metálicas que são fortes ⇒ Módulo de elasticidade alto • Valores similares na compressão e na tração do módulo de elasticidade. • Módulo de elasticidade varia com impurezas, deformação prévia e temperatura, com essa última tem uma relação inversamente proporcional. Regime plástico • Valores similares na tração e na compressão. • Metais normalmente apresentam comportamento dúctil pois tem facilidade na movimentação de discordâncias (Exceção: Ferro fundido) • Os valores variam com impurezas, deformação prévia e temperatura. • Ocorre devido ao deslizamento entre os planos. Metais monocristalinos (Minoria dos metais) • As discordâncias armazenam energia de deformação e lá surgem deformações de rede (Compressão acima da discordância, tração abaixo e cisalhamento na vizinhança). • A região da discordância é importante para propriedades mecânicas. • As discordâncias podem aumentar em quantidade com deformação plástica ou a partir de outras imperfeições que concentram tensões. • Deformação plástica ⇒ Ocorre principalmente por causa do movimento das discordâncias. Metais policristalinos (Maioria dos metais) • O deslocamento das discordâncias que ocorre nos monocristalinos é afetado por “barreiras” ou “impedimentos”, como os contornos de grão que não são desfeitos após a deformação plástica. • Mais difícil de ocorrer deslizamento que nos monocristalinos por causa das “barreiras”. Fratura • Quando há um impedimento como contorno de grão ou outra fase, a movimentação de discordâncias é afetada, concentrando tensão e essa alta concentração de tensão pode resultar em dano (Processo de danificação). • Quanto mais planos de escorregamento, mais a concentração de tensão diminui. • Ocorre quebra de ligação e forma fissura nas regiões que a concentração de tensão supera a resistência do material. (Nucleação da fissura). • A velocidade de propagação da fissura caracteriza o tipo de ruptura: o Frágil: Menos estável, ruptura mais rápida. o Dúctil: Mais estável, ruptura mais lenta. (Formação de pescoço) • Nos metais a fratura frágil se divide em duas: o Clivagem: “Atravessa os grãos”. o Intergranular: A fratura segue a linha de contorno de grão. • A fratura dúctil se divide em quatro: o Transgranular: Forma fissura “atravessando” os grãos. o Intergranular: As fissuras são formadas ao longo dos contornos de grão. o Empescoçamento: Formação de pescoço no material. o Shear localization: Cisalhamento Processos que alteram as propriedades • Existem processos que modificam a microestrutura dos matérias e modificam as propriedades associadas. 1) Mecanismo de aumento de resistência • A deformação plástica ocorre por causa da movimentação das discordâncias: o ↑ 𝑀𝑜𝑣. 𝑑𝑒 𝑑𝑖𝑠𝑐𝑜𝑟𝑑â𝑛𝑐𝑖𝑎𝑠 ⇒ ↓ 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 o ↑ 𝑀𝑜𝑣. 𝑑𝑒 𝑑𝑖𝑠𝑐𝑜𝑟𝑑â𝑛𝑐𝑖𝑎𝑠 ⇒ ↑ 𝐷𝑢𝑐𝑡𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 a. Redução do tamanho do grão • Contornos de grão agem como barreiras contra o movimento de discordância (pode gerar concentração de tensão), quanto maior a diferença na orientação cristalográfica mais difícil fica a movimentação. • Material com grãos menores tem maior área total de contorno de grão para impedir a movimentação de discordâncias. b. Solução sólida (Impurezas) • Formação de solução sólida substitucional ou intersticial. • Os átomos de impurezas impõem deformações de rede sobre os átomos hospedeiros vizinhos ⇒ Interações do campo de deformação da rede entre as discordâncias e esses átomos de impurezas ⇒ Movimento das discordâncias fica restrito. c. Encruamento • Aumento da deformação aumenta a densidade de discordâncias. • Densidade de discordâncias aumenta com a deformação, por causa da multiplicação das discordâncias ou da formação de novas discordâncias ⇒ A distância média de separação entre as discordâncias diminui. • Na média, as interações discordâncias-deformações devidas às discordâncias são repulsivas ⇒ Movimento de uma discordância é dificultado pela presença das outras. Assim, a tensão necessária para deformar aumenta com o aumento do trabalho a frio. 2) Tratamentos térmicos: a. Recozimento • Utilizado para recuperar metais/ligas após trabalho a frio. • Resultante da recuperação + recristalização(+crescimento de grão). • Recuperação: Libera energia de deformação, diminui densidade de discordância. Recupera parcial/ características de antes do trabalho a frio. • Recristalização: Formação de grãos equiaxiais, sem deformação, baixa densidade de discordância. recuperam características de antes do trabalho a frio. • Crescimento de grão: Ocorre devido a migração do contorno de grão. Fluência • Deformação permanente e dependente do tempo sob carga ou tensão constante. • No início há deformação instantânea, depois um processo de encruamento (Fluência primária), depois encruamento + recuperação (Fluência secundária) e por último a fluência terciária até a formação de fissuras e ruptura que pode ocorrer ou não. Propriedades mecânicas e fratura das cerâmicas Regime elástico e regime plástico • Ligações iônicas e covalentes que são fortes ⇒ Módulo de elasticidade alto. • Planos de deslizamento (Base da deformação plástica) são limitados porque as cargas se repelem ao deslizar (Por causa das ligações iônicas), além disso, as ligações covalentes (Direcionais) dificultam o deslizamento ⇒ Pouco deslizamento ⇒ Geralmente não sofrem deformação plástica. Exceção: Argila e vidro. Fratura das cerâmicas • Diversos tipos de imperfeições, mais importantes são poros e microfissuras por causa do tamanho. • Concentração de tensão nas imperfeições gera dano. • Quebra de ligação nas regiões que a concentração de tensão supera a resistência do material: o A fratura original gera múltiplas bifurcações: • A propagação das fissuras é mais estável (Mais lenta) nos ensaios à compressão do que em ensaios à tração ⇒ Resistência à compressão é maior que à tração (De 8 a 10 vezes). • Carregamento por força de tração: Propagação das fissuras ocorre por tensões de tração próximo às imperfeições. • Carregamento por força de compressão: Propagação das fissuras ocorre por tensões de tração ou cisalhamento próximo às imperfeições gerando fraturas secundárias. • Tipos de fraturas das cerâmicas: • Carga de compressão: o Poros concentram tensões e ocorre a danificação, que crescem (Fissuração) e se propagam (Propagação) e ocorre a fratura (Visto no resumo anterior). Processos que alteram propriedades • Existem processos que modificam a microestrutura do material (Tratamento térmico é muito utilizado para cerâmicas). Porosidade • Poros surgem na produção e são vazios no material que atrapalham porque não tem resistência e concentra tensão ⇒ Aumento da porosidade diminui a rigidez. Fluência • Comportamento Tempo x Deformação nesse processo é parecido com o que acontece nos metais, mas pras cerâmicas ocorre em temperaturas mais elevadas. Propriedades mecânicas e fratura dos polímeros Regime elástico • Dois estágios: Alongamento da fase amorfa primeiro e depois da fase cristalina Regime plástico Semi cristalinos • Nesse regime ocorre escorregamento das cadeias lamelares. • O deslocamento das cadeias é resistido por força de Van der Walls (Secundária) por isso não é muito grande. • Ocorre a separação dos blocos cristalinos e a estrutura fica altamente orientada pela força. Elastômeros (Acima da temperatura de transição vítrea) • Cadeias cruzadas impedem deformação plástica, por isso sofrem grandes deformações e se recuperam. Fratura • Processo é bem similar ao que ocorre nos metais, a diferença é apenas a fibrilação que ocorre. Processos que alteram propriedades Semicristalinos• Tratamento térmico o Aumenta cristalinidade ⇒ ↑ 𝑅𝑒𝑠𝑖𝑠𝑡ê𝑛𝑐𝑖𝑎 𝑒 ↓ 𝑑𝑢𝑐𝑡𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒. o Anula efeito do estiramento. • Estiramento o Similar ao encruamento dos metais. o Gera anisotropia (Resistência paralela à força é maior) • Cristalinidade/Peso molecular: o Aumentam resistência por causa do maior empacotamento. o Diminui ductilidade. Elastômeros • Vulcanização: o Cadeias cruzadas aumenta resistência. Comportamento tensão-deformação • Resistência menor que cerâmicas e metais por causa do menor empacotamento e das muitas ligações secundárias. Técnicas de caracterização dos materiais • Técnicas experimentais que caracterizam da nano até a microestrutura. • Técnicas importantes: o Fluorescência de raios-X (XRF) o Microscopia eletrônica de varredura (SEM) o Difração de raios-X (XRD) o Espectroscopia de infravermelho por transformada de Fourier (FTIR) XRF (Não destrutiva) 1) Pra quê? • Determinação qualitativa (Quais elementos) e quantitativa(Quanto de cada elemento). 2) Princípio • Incidência de Raio-X⇒Elétron ejetado pela absorção de Raio-X⇒Elétron de maior energia ocupa o lugar do ejetado. 3) Dados obtidos • Energia emitida pelo elétron que ocupa o lugar do outro é igual à diferença de energia entre os orbitais, essa energia é específica de cada elemento. XRD (Não destrutiva) 1) Pra quê? • Detecta as fases cristalinas da amostra. 2) Princípio • Difração ocorre se o obstáculo (Átomos) tem mesma ordem de grandeza da onda(Raio-X) ⇒ Raio-X dispersa quando encontra o átomo ⇒ Interferência construtiva se seguir a Lei de Bragg (𝑛𝜆 = 2 ∗ 𝑑ℎ𝑘𝑙 ∗ 𝑠𝑒𝑛(𝜃), com 𝑛 ∈ ℕ∗) 3) Dados obtidos • Gráfico de intensidade x 2𝜃 (Difratograma): Picos de intensidade característicos de determinado plano do cristal. Logo, cada estrutura cristalina tem um padrão de difração. FTIR (Não destrutiva) 1) Pra quê? • Identifica os compostos químicos da amostra. 2) Princípio • Frequência de ondas infravermelho próxima da frequência de vibração das moléculas • A molécula absorve a luz e converte essa energia em vibração molecular e passa a se mover com maior amplitude (Nível maior de energia). • A energia absorvida da radiação IR é relacionada a um modo vibracional de uma ligação de uma molécula, identificada sabendo qual energia ela absorveu. 3) Dados obtidos • Transformada de Fourier pra processar os dados e obter o espectro de infravermelho do composto. SEM (Não destrutiva) 1) Pra quê? • Informações da microestrutura da amostra. 2) Princípio • O microscópio eletrônico de varredura utiliza um feixe de elétrons que é “jogado” na amostra e interage com a amostra gerando diversos feixes de elétrons e fótons: o Fótons (Catodoluminescência) o Elétrons retro-espalhados utilizados para formar a imagem (Observação de composições diferentes) o Elétrons secundários utilizados para formar a imagem (Topografia e alta resolução) o Raios-X característicos utilizados para determinar a composição química. 3) Dados obtidos • Imagem ampliada da amostra.