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Metabolismo dos carboidratos I Profᵃ. Lilian Kirdeika Martins Introdução Para manterem-se vivos e desempenharem diversas funções biológicas, os seres vivos necessitam continuamente de ENERGIA Seres humanos são quimiotróficos – obtém energia oxidando compostos encontrados no meio ambiente Substâncias orgânicas: carboidratos, lipídeos e proteínas Reação de oxidação-redução As moléculas de nutrientes têm energia associada com os elétrons que formam as ligações entre seus átomos Introdução Nutrientes providos da alimentação são oxidados e perdem prótons e elétrons (átomos de H) A energia derivada desta oxidação é utilizada para sintetizar um composto rico em energia ATP Introdução ATP (adenosina trifosfato) - possui ligações de alta energia Energia química armazenada no ATP é utilizada em processos de síntese, contração muscular, condução de estímulos nervosos e transporte de nutrientes pelas membranas ATP = ADP + P 6 Metabolismo dos carboidratos Os carboidratos são as principais moléculas de obtenção de energia Glicose é o carboidrato fornecedor de energia mais comum Ingerida na dieta sob forma de amido, sacarose e lactose Metabolismo dos carboidratos Para obterem ATP a partir da glicose, todas as células promovem sua oxidação parcial a piruvato Ocorre através de uma sequência de reações denominada GLICÓLISE GLICÓLISE – oxidação da glicose a piruvato GLICÓLISE Via Ebden-Meyerhof – presente em todos os seres vivos Enzimas (desidrogenases) catalisam a quebra da glicose no citoplasma Coenzima NAD+ – nicotinamida adenina dinucleotídeo – transferência de 1 átomo de H e se reduz a NADH Glicose (6C) Etapa preparatória (gasto de 2 ATP) Gliceraldeído-3-fosfato (3C) Etapa de recuperação de energia (produz 4 ATP e 2 NADH) Gliceraldeído-3-fosfato (3C) Ácido pirúvico ou piruvato Glicose (6C) Etapa preparatória Gliceraldeído-3-fosfato (3C) Gliceraldeído-3-fosfato (3C) ATP ADP ATP ADP Etapa de recuperação de energia Gliceraldeído-3-fosfato (3C) Ácido pirúvico (3C) 2 NAD+ 2 NADH 4 ADP 4 ATP 2 X 2 X Glicólise – rendimento energético 1ª etapa: -2 ATP 2ª etapa: +4 ATP Saldo final: 2 ATP A glicólise acontece no citoplasma celular e independe da presença de O2 2 NADH Em condições de aerobiose o piruvato continua sendo oxidado para maior produção de energia – Respiração celular Respiração celular compreende o Ciclo de Krebs e a Cadeia respiratória (na mitocondria) onde o aceptor final de elétrons é o O2 Em condições de redução de O2 a respiração celular fica limitada e ocorre a fermentação Ciclo de Krebs ou Ciclo do ácido cítrico Homenagem ao bioquímico alemão Hans Krebs (1937) Acontece dentro da mitocôndria (matriz mitocondrial) e dá início ao processo de respiração celular O ácido pirúvico não pode entrar diretamente no ciclo de Krebs Glicólise Ciclo de Krebs Em um passo preparatório, dentro da mitocôndria, piruvato perde uma molécula de CO2 (descarboxilação) e se torna um composto de 2 carbonos (grupo acetil) Ciclo de Krebs ou Ciclo do ácido cítrico Acetil-CoA é a principal molécula precursora da síntese do ATP Responsável por iniciar o principal grupo de reações bioquímicas que desencadearão a síntese de ATP Pode ser fornecida por carboibratos, triacilgliceróis, e glicogênio O ciclo de Krebs é uma série de reações bioquímicas na qual uma grande quantidade da energia química armazenada na acetil-CoA é liberada por etapas Coenzima NAD+ – nicotinamida adenina dinucleotídeo – transferência de 1 átomo de H e se reduz a NADH Coenzima FAD – flavina adenina dinucleotídeo – transferência de 2 átomos de H e se reduz a FADH2 Ciclo de Krebs Acetil-CoA (2C) Ácido oxaloacético (4C) CoA Ácido cítrico (6C) 3 NAD+ 3 NADH 2 CO2 ADP + P ATP FAD FADH2 Ciclo de Krebs ou Ciclo do ácido cítrico Até o ciclo de Krebs são produzidos 4 ATP a nível de substrato e algumas coenzimas são reduzidas contendo prótons e elétrons com energia potencial para formação de ATP na cadeia respiratória Da glicólise até o ciclo de Krebs a glicose é totalmente oxidada a CO2 que é o resíduo expelido pelos pulmões Ciclo de Krebs – rendimento energético 2 ATP (2 moléculas de acetil-CoA) 6 NADH (2 moléculas de acetil-CoA) 2 FADH2 (2 moléculas de acetil-CoA) NADH e FADH2 fornecerão energia para produção de ATP na proxima etapa da respiração celular – cadeia respiratória 2 NADH formação do aceti-Coa Cadeia respiratória Ocorre na membrana interna da mitocôndria NADH e FADH2 são agora oxidados (perdem prótons e elétrons do átomo de H) e liberados para a glicólise e ciclo de Krebs Cadeia respiratória Os elétrons liberados passam por uma cadeia de moléculas carreadoras liberando energia (cadeia de transporte de elétrons) No final esses elétrons são captados pelo O2 Sequência de moléculas carreadoras contidas em complexos (I, II, III e IV) são capazes de realizar oxidação e redução Enquanto os elétrons passam ao longo da cadeia ocorre liberação gradual de energia que é utilizada conduzir geração quimiosmótica de ATP Moléculas carreadoras da cadeia respiratória: Flavoproteínas (FMN), citocromos (cit b, cit c1, cit c, cit a, cit a3, ubiquinonas (coenzima Q) A estratégia utilizada pelas células consiste em utilizar a energia contida nas coenzimas reduzidas em um gradiente de prótons e utilizar esse gradiente para promover síntese de ATP Mecanismo quimiosmótico de geração de ATP Resultado energético final Glicólise 2 ATP 2 NADH Ciclo de Krebs 2 ATP 2 NADH 6 NADH 2 FADH2 Cadeia respiratória Cada NADH produz 3 ATP Cada FADH2 produz 2 ATP + = 4 ATP 10 NADH 2 FADH2 4 ATP 30 ATP 4 ATP Total= 38 ATP Fermentação Exercida por hemácias (não possuem mitocôndria), fibras musculares de contração rápida e fibras musculares em geral quando submetidas a esforço intenso Fermentação Nos humanos o piruvato é convertido em ácido lático (lactato) Excesso de ácido lático causa cãibras Saccharomyces cerevisiae image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.png image8.jpeg image9.png image10.png image11.png image12.jpeg image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png 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