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Vestígio, evidência e Indício • Vestígio = Produto da ação do agente provocador – pode ser considerado uma prova Comprovação de relação pericial Evidência Vestígio, evidência e Indício Vestígio e evidência Fase processual – artigo 239 Indício Logo: Vestígio = é todo objeto ou material bruto constatado e/ou recolhido em local de crime ou presente em uma situação a ser periciada e que será analisado posteriormente Evidência = é o vestígio que, após as devidas analises, tem constatada, técnica e cientificamente, sua relação com o fato ocorrido. Indício = é expressão utilizada no meio jurídico que significa cada uma das informações (periciais ou não) relacionadas com o conjunto probante. Laudo pericial : É o documento no qual os peritos expõem todo o roteiro dos exames periciais realizados, descrevem as técnicas e métodos científicos empregados e emitem a conclusão. Documento técnico-formal que exprime o resultado do trabalho do perito Princípios e elementos Questões fundamentais : 1. A existência do crime (o que aconteceu) 2. A identidade do criminoso (quem) 3. Seu modus operandi (Como?) Laudo pericial criminal Fácil compreensão e assimilação Tão importante como esclarecer um fato é conseguir transmiti-lo com precisão Credibilidade: clareza, precisão e coerência Laudo pericial criminal Estrutura básica I. Preâmbulo: II. Histórico III. Objetivo IV. Exames periciais V. Considerações técnicas ou discussão VI. Conclusão ou resposta VII. Fecho ou encerramento Laudo pericial criminal Estrutura básica I. Preâmbulo: Titulo e subtitulo; hora, data e local, nome do instituto ou órgão, data de requisição, Nome de quem requisitou, nome do diretor do órgão pericial e dos peritos signatários Laudo pericial criminal Estrutura básica II. Histórico Descrição resumida da história da requisição, assim como do fato que originou a requisição Laudo pericial criminal Estrutura básica III. Objetivo Descreve quais os objetivos que levaram a realização da pericia, geralmente remetem ao requisitante da pericia Laudo pericial criminal Estrutura básica IV. Exames periciais Descrição de todas as técnicas e métodos empregados para a realização dos exames periciais bem como dos resultados obtidos Laudo pericial criminal Estrutura básica V. Considerações técnicas ou discussão Transcrever as conclusões lógicas do ocorrido baseando-se nos resultados dos exames periciais evitando dúvidas de interpretações diferenciadas Laudo pericial criminal Estrutura básica VI. Conclusão ou resposta • Obrigatoriamente uma conclusão do que já foi apresentado (consequência natural). • Se não houver conclusão relatar os motivos que inviabilizou a conclusão • Eliminação de hipóteses Laudo pericial criminal Estrutura básica VII. Fecho ou encerramento Finalização do laudo, indicando o numero total do documento CADEIA DE CUSTÓDIA • É o registro administrativo de todos os passos visando fornecer evidências defensáveis quanto à preservação da amostra, garantia de confidencialidade e validade dos resultados. • Estabelece uma relação única, codificada, entre a pessoa e sua amostra biológica e constitui prova escrita do ocorrido entre a coleta e a emissão do resultado. Cadeia de custódia externa • Do local de coleta até o laboratório • Amostras acompanhadas de formulário apropriado e os documentos devem ser individuais. • Coleta: • assistida e privacidade assegurada, • duas amostras (A e B), • anotar as características físico-químicas das amostras, • adotar critérios de segurança Cadeia de custódia interna • No laboratório • Numeração interna para identificação das amostras • Dados de armazenamento e descarte. • Todas as pessoas que manipulam as amostras devem ser autorizadas. SISTEMA INTEGRADO DE SEGURANÇA NAS ÁREAS DE ANÁLISE FORENSE ANTROPOLOGIA FORENSE ANTROPOLOGIA • Antropologia cultural • Antropologia física 21 ANTROPOLOGIA FORENSE SOMATOSCOPIA Estuda variáveis como a cor do olhos, cor da pele, cabelos etc. SOMATIMETRIA Estuda variáveis quantitativas referentes a mensurações realizadas no ser humano, como medidas do crânio, dos arcos dentários etc. 22 ANÁLISE ANTROPOLÓGICA DE CADÁVER OU RESTOS Investigação e reconstituição do indivíduo ante mortem: Idade, sexo, estatura, peso, filiação racial, patologias e história médica do indivíduo. CAUSA MORTIS - homicídio ANTROPOLOGIA FORENSE “Apesar de todos os humanos adultos terem os mesmos 206 ossos, não existem dois esqueletos iguais”. DOUTRINA CONSTITUCIONALISTA (BERARDINELLI, 1942) 1. Todos os indivíduos são diferentes, não há duas pessoas iguais. 2. O mesmo indivíduo é diferente de si mesmo a cada momento – momentos condicionais. 3. As diferenças individuais obedecem determinadas leis. 4. O indivíduo é uma unidade, havendo indissolúvel correlação entre suas diversas partes e funções. DOUTRINA CONSTITUCIONALISTA (BERARDINELLI, 1942) 5. Dentro das diferenças há semelhanças que permitem agrupar os indivíduos em tipos. 6. O conhecimento do indivíduo normal deve preceder e servir de base ao estudo do indivíduo patológico. 7. Na gênese das doenças, as reações individuais têm importância igual ou superior às causas externas. Genótipo x Fenótipo ETAPAS DA IDENTIFICAÇÃO 1º etapa- Arqueologia forense. É feita uma escavação minuciosa do local onde se encontra o corpo. 2º etapa- Antropologia social. Consiste na coleta de informações ao redor da área do crime (entrevistas às pessoas da região, consulta em arquivos municipais, eclesiásticos e militares, etc.) ETAPAS DA IDENTIFICAÇÃO 3º etapa- Investigação laboratorial. Há uma aplicação de técnicas: osteologia paleopatologia (ramo da ciência que se dedica ao estudo das doenças do passado) tafonomia (estudo sistemático da evolução de fósseis) Pode ainda ser feita uma reconstrução facial do cadáver e superposição fotográfica. EXAME DE INDIVÍDUO VIVO OU CADÁVER IDENTIDADE É o conjunto de caracteres físicos, funcionais ou psíquicos, normais ou patológicos, que individualizam determinada pessoa. Ernani Simas Alves (1965) IDENTIFICAÇÃO Conjunto de procedimentos diversos para individualizar uma pessoa ou objeto. RECONHECIMENTO X IDENTIFICAÇÃO Reconhecimento é a identificação empírica. Identificação é o reconhecimento científico. Antropologia Forense Identidade • Identificação: é o ato pelo qual se estabelece a identidade de alguém ou de alguma coisa. O processo, método ou técnica, usado para evidenciar as propriedades exclusivamente individuais recebe o nome de identificação • Identidade: é a qualidade de ser a mesma coisa e não diversa, isto é, a qualidade de ser único e imutável, diversificando de seus semelhantes. É um conjunto de propriedades ou características que tornam alguém essencialmente diferente de todos os demais, com quem se assemelhe ou possa ser confundido. • Identificar: consiste em demonstrar que certo corpo ou objeto que se apresenta hoje para exame é o mesmo que ontem já havia sido apresentado. ETAPAS DA IDENTIFICAÇÃO Elementos sinaléticos ANTROPOLOGIA FORENSE E IDENTIFICAÇÃO Reconhecimento- implica em “conhecer de novo”, ou seja, verificar utilizando os órgãos dos sentidos, principalmente a visão (e a memória), que aquela pessoa que estamos vendo, corresponde aquela que estamosprocurando. • Necessidade de utilizar-se o reconhecimento como elemento de prova de identificação • Grande parcela da população não possui documentos de identidade. • Trocas de cadáveres e reconhecimento errado. IDENTIFICAÇÃO • Carteira de identidade ou uso da impressão digital. Catatimia É um distúrbio da percepção provocado pela afetividade. IDENTIFICAÇÃO • IDENTIFICAÇÃO GENÉRICA: Compreende a determinação da espécie, raça, sexo, idade, estatura etc. • IDENTIFICAÇÃO ESPECÍFICA: Compreende a pesquisa de tudo aquilo que passa individualizar o examinado; cicatrizes, tatuagens, sinais profissionais, mutilações etc. PRINCIPIOS DA IDENTIFICAÇÃO: • Unicidade • Imutabilidade • Perenidade • Praticabilidade • Classificabilidade IDENTIFICAÇÃO - MÉTODOS SIMPLES • Cédulas de identidade ou registros. • Fotografias. • Testemunhas. • Retrato falado. • Vídeo. • Sinais indivíduais. IDENTIFICAÇÃO - MÉTODOS COMPLEXOS 1. Estudo Antropológico (antropometria) 2. Métodos laboratoriais, químico/físicos. DNA – cabelo, secreções, manchas e etc. 3. Superposição de imagens. 4. Estudos de pontos 5. Datiloscopia (papiloscopia) 6. Arcada dentária 7. Íris IDENTIFICAÇÃO ODONTOLEGAL Documentação produzida em função de atendimento odontológico: prontuário odontológico, radiografias, modelos de gesso, fotografias. Por se tratar de uma metodologia comparativa, é dividida em três etapas: exame dos arcos dentais do cadáver, exame da documentação odontológica confronto odontolegal. IDENTIFICAÇÃO Em ambas as situações, vivos e mortos, se pode investigar: averiguação da identidade de criminosos e alienados averiguação da idade verdadeira averiguação da paternidade averiguação da maternidade averiguação de consangüinidade averiguação do sexo ASPECTO DO OSSO INUMADO Observações Tempo de morte Ossos recobertos de mofo 2 a 4 anos Canal medular enegrecido 6 a 8 anos Ausência de cartilagens e ligamentos mais de 5 anos Desaparecimento das graxas dos ossos 5 a 10 anos Canal medular branco como a superfície mais de 10 anos Persistência de restos de polpa dentária até 14 anos Desaparecimento completo da polpa 16 a 20 anos Desaparecimento dos canais de Havers mais de 20 anos Osso quebradiço, frágil, superfície porosa mais de 50 anos ASPECTO DO OSSO INUMADO Ossos recobertos de mofo 2 a 4 anos ASPECTO DO OSSO INUMADO Canal medular enegrecido 6 a 8 anos ASPECTO DO OSSO INUMADO Persistência de restos de polpa dentária até 14 anos ASPECTO DO OSSO INUMADO Desaparecimento completo da polpa 16 a 20 anos Analises de dados Cinco métodos de analises são os mais utilizados 1. Tabelas de decisões 2. Gráficos de faixa de abrangência 3. Índices 4. Funções discriminantes 5. Equações de regressão Analises de dados 1. Tabelas de decisões Várias necessárias para avaliar uma característica são organizadas em tabelas Utilizadas na estimativa de sexo pela pelve e pelo crânio Analises de dados 2. Gráficos de faixa de abrangência Utilizadas para as características antropológicas que possuem um intervalo de abrangência ou variabilidade Faixa etária Analises de dados 3. Índices Métodos estatisticos baseados em caracteristicas mensuraveis que criam uma noção de proporcionalidade . Normalmente são divisões de uma por outra x 100. Utéis na obtenção da proporções da face humana MÉTODOS ANTROPOMÉTRICOS (estudo das dimensões das diversas partes do corpo humano) • Bertillon (bertillonage) Em 1870 fundou o primeiro laboratório de identificação criminal baseada nas medidas do corpo humano, criando a antropometria judicial, conhecida como sistema Bertillon e utilizado até 1970. Bertillon (bertillonage) - Medição de ossos - biometria - digital - Adultos Analises de dados 4. Funções discriminantes Metodologia complexo que combina a análise de diferentes medidas simultaneamente Mais utilizadas em pesquisa de dados populacionais Analises de dados 5. Equações de regressão Utilizada na obtenção de dados antropológicos que não podem ser obtidos com base em mensuração direta mas indiretamente por meio de medidas de elementos ósseos que tenham correspondência Estatura do indivíduo em vida Analises de dados Primeiras Analises Antropológicas MÉTODOS ANTROPOMÉTRICOS Geométrico de Matheios prosopografia MÉTODOS ANTROPOMÉTRICOS Odontológico de Amoedo Oscar Amoedo MÉTODOS ANTROPOMÉTRICOS Otométrico de Frigério MÉTODOS ANTROPOGRÁFICOS (estudo da anatomia do corpo humano) Craniográfico de Anfosso MÉTODOS ANTROPOGRÁFICOS Flebográfico de Ameuille Sistema flebográfico de. Identificação pelas veias do arco venoso nasal MÉTODOS ANTROPOGRÁFICOS Oftalmoscópico de Levinsohn MÉTODOS ANTROPOGRÁFICOS Evolução dos métodos antropológicos EXAME DE DNA • Pode ser realizado em qualquer tecido ou líquido orgânico. • A identificação pelo DNA tornou obsoleta quaisquer outras técnicas prévias. MÉTODOS DERMOPAPILOSCÓPICOS • Impressões digitais • Impressões palmares • Impressões plantares • Poroscopia DACTILOSCOPIA • Pele constituída de 2 camadas Tecido epitelial – epiderme Tecido conjuntivo – derme DACTILOSCOPIA • A polpa dos dedos, a palma das mãos e as plantas dos pés têm linhas e saliências papilares de disposição variável. • Estes desenhos aparecem em torno do 6º mês de vida intra-uterina, permanecem durante toda a vida do indivíduo, e continuam até algum tempo após a morte, quando são eliminados pelo fenômeno putrefativo, diferindo gêmeos univitelinos. DESENHOS – LINHAS - IMPRESSÃO Antropologia Forense Método Dactiloscópico ∙ Este método satisfaz plenamente aos requisitos de unicidade, imutabilidade, praticabilidade e classificabilidade. ∙ Unicidade: análise da impressão digital leva em consideração elementos qualitativos, quantitativos e topográficos. Os qualitativos são os desenhos formados pelas cristas – pontos característicos. Antropologia Forense Método Dactiloscópico Pontos característicos: Ilhota (linha papilar reduzida a quase um ponto); Delta; Núcleo; Bifurcação (uma linha se desdobra em duas, em ângulo aberto e curvilíneo); Encerro (duas linhas cortadas que se opõem ou bifurcações que se interligam formando um anel oval); Cortada (é a linha que se interrompe logo); Forquilha (linha que se desdobra em duas com ângulo agudo, quase retilíneo). Antropologia Forense Método Dactiloscópico Elementos da impressão digital: qualitativos, quantitativos e topográficos. Os qualitativos formados pelas diversas cristas são chamados de pontos característicos. Polegar D – presilha externa (encerro, linha branca, delta, bifurcação, núcleo, ilhota) IDENTIFICAÇÃO DE DIGITAIS - DACTILOSCOPIA SISTEMA DACTILOSCÓPICO DE VUCETICH-TIPOS FUNDAMENTAIS DE VUCETICH Antropologia Forense Método Dactiloscópico • http://www.papiloscopia.com.br/ http://www.papiloscopia.com.br/ Antropologia Forense Método Dactiloscópico Presilha interna Antropologia Forense Método Dactiloscópico Subtipos Antropologia Forense Método Dactiloscópico Subtipos Antropologia Forense Método Dactiloscópico Subtipos FÓRMULA DACTILOSCÓPICA Seuobjetivo é facilitar o arquivamento Sucessão de letras e algarismos que configuram os tipos fundamentais a partir do polegar direito ao dedo mínimo Atribuindo-se um número e uma letra a cada tipo pode-se compor uma fórmula dactiloscópica Sistema de classificação de Vucetich • Tipos fundamentais • O sistema de classificação idealizado por Juan Vucetich consiste em quatro tipos fundamentais a saber: Arco - É representado pela letra A para os polegares e número 1 para os demais dedos. Presilha interna - É representado pela letra I para os polegares e o número 2 para os demais dedos. Presilha externa - É representado pela letra E para os polegares e o número 3 para os demais dedos. Verticilo - É representado pela letra V para os polegares e o número 4 para os demais dedos. Arquivamento • Arquivamento decadactilar • Essas impressões são coletadas e dispostas em uma ficha específica que contém em um dos lados dez campos na seqüência polegar, indicador, médio, anular e mínimo, sendo os cinco da mão direita em cima e os cinco da mão esquerda em baixo tendo para cada um dos dedos três campos na parte superior onde é registrado o tipo fundamental, o sub-tipo e a contagem das linhas de cada dedo respectivamente. Primeira divisão: forma-se 4 grupos independentes de fichas com base no tipo fundamental encontrado no polegar direito. Exemplo: grupo A, grupo I, grupo E , grupo V. Segunda divisão: dentro de cada grupo, forma-se sub-grupos com base no tipo fundamental do polegar esquerdo. Trabalho Método Dactiloscópico • Dupla ou Trio • Identificar as digitais individuas • Mão direita e mão esquerda (de cada) http://www.papiloscopia.com.br/classific a.html Exemplo – trabalho Papiloscopia – revelação Agentes reveladores Agentes reveladores • Técnica do pó É usada quando as IPL localizam-se em superfícies que possibilitam o decalque da impressão, ou seja, superfícies lisas, não rugosas e não adsorventes Agentes reveladores • Técnica do pó É usada quando as IPL localizam-se em superfícies que possibilitam o decalque da impressão, ou seja, superfícies lisas, não rugosas e não adsorventes3 Agentes reveladores • Técnica do pó Prejudicial a saúde Desenvolvimento de pós orgânicos Agentes reveladores • Coloração marrom Agentes reveladores • Vapor de super-cola : um dos mais recentes métodos de detecção de impressões digitais é o vapor de cola (ou vapor de cianocrilato – Super Bonder). O material é exposta ao vapor de cianocrilato por alguns minutos. A digital aparece em leves contornos brancos visíveis a olho nu. Agentes reveladores Agentes reveladores Agentes reveladores