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Questões resolvidas

Cláudio, durante a comemoração do aniversário de 18 anos do filho Alceu, sem qualquer envolvimento pretérito com o aparato policial e judicial, permitiu que este conduzisse seu veículo automotor em via pública, mesmo sabendo que o filho não tinha habilitação legal para tanto. Cerca de 50 minutos após iniciar a condução, apesar de não ter causado qualquer acidente, Alceu é abordado por policiais militares, que o encaminham para a Delegacia ao verificarem a falta de carteira de motorista. Em sede policial, Alceu narra o ocorrido, e Cláudio, preocupado com as consequências jurídicas de seus atos, liga para o advogado da família para esclarecimentos, informando que a autoridade policial pretendia lavrar termo circunstanciado pela prática do crime de entregar veículo a pessoa não habilitada (Art. 310 da Lei nº 9.503/97, Código de Trânsito Brasileiro, cuja pena em abstrato prevista é de detenção de 06 meses a 01 ano, ou multa). Considerando apenas as informações narradas, o(a) advogado(a) de Cláudio deverá esclarecer que, de acordo com as previsões da Lei nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), sua conduta

A. configura o delito imputado, na forma consumada.
B. configura o delito imputado, na forma tentada.
C. não configura o delito imputado, pois não houve dolo na conduta.
D. não configura o delito imputado, pois a responsabilidade é exclusiva de Alceu.

Vitor, adolescente, de forma recorrente se reúnem, de maneira estruturalmente ordenada e com clara divisão de tarefas, inclusive Antônio figurando como líder, com o objetivo de organizarem a prática de diversos delitos de falsidade ideológica de documento particular (Art. 299 do CP: pena: 01 a 03 anos de reclusão e multa). Apesar de o objetivo ser a falsificação de documentos particulares, Caio utilizava-se da sua função pública para obter as informações a serem inseridas de forma falsa na documentação. Descobertos os fatos, Caio, Ricardo e Antônio foram denunciados, devidamente processados e condenados como incursos nas sanções do Art. 2º da Lei nº 12.850/13 (constituir organização criminosa), sendo reconhecidas as causas de aumento em razão do envolvimento de funcionário público e em razão do envolvimento de adolescente. A Antônio foi, ainda, agravada a pena diante da posição de liderança. Constituído nos autos apenas para defesa dos interesses de Antônio, o advogado, em sede de recurso, sob o ponto de vista técnico, de acordo com as previsões legais, deverá requerer:

desclassificação para o crime de associação criminosa, previsto no Código Penal (antigo bando ou quadrilha).
afastamento da causa de aumento em razão do envolvimento de adolescente, diante da ausência de previsão legal.
afastamento da causa de aumento em razão da presença de funcionário público, tendo em vista que Antônio não é funcionário público e nem equiparado, devendo a majorante ser restrita a Caio.
afastamento da agravante, pelo fato de Antônio ser o comandante da organização criminosa, uma vez que tal incremento da pena não está previsto na Lei nº 12.850/13.

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Questões resolvidas

Cláudio, durante a comemoração do aniversário de 18 anos do filho Alceu, sem qualquer envolvimento pretérito com o aparato policial e judicial, permitiu que este conduzisse seu veículo automotor em via pública, mesmo sabendo que o filho não tinha habilitação legal para tanto. Cerca de 50 minutos após iniciar a condução, apesar de não ter causado qualquer acidente, Alceu é abordado por policiais militares, que o encaminham para a Delegacia ao verificarem a falta de carteira de motorista. Em sede policial, Alceu narra o ocorrido, e Cláudio, preocupado com as consequências jurídicas de seus atos, liga para o advogado da família para esclarecimentos, informando que a autoridade policial pretendia lavrar termo circunstanciado pela prática do crime de entregar veículo a pessoa não habilitada (Art. 310 da Lei nº 9.503/97, Código de Trânsito Brasileiro, cuja pena em abstrato prevista é de detenção de 06 meses a 01 ano, ou multa). Considerando apenas as informações narradas, o(a) advogado(a) de Cláudio deverá esclarecer que, de acordo com as previsões da Lei nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), sua conduta

A. configura o delito imputado, na forma consumada.
B. configura o delito imputado, na forma tentada.
C. não configura o delito imputado, pois não houve dolo na conduta.
D. não configura o delito imputado, pois a responsabilidade é exclusiva de Alceu.

Vitor, adolescente, de forma recorrente se reúnem, de maneira estruturalmente ordenada e com clara divisão de tarefas, inclusive Antônio figurando como líder, com o objetivo de organizarem a prática de diversos delitos de falsidade ideológica de documento particular (Art. 299 do CP: pena: 01 a 03 anos de reclusão e multa). Apesar de o objetivo ser a falsificação de documentos particulares, Caio utilizava-se da sua função pública para obter as informações a serem inseridas de forma falsa na documentação. Descobertos os fatos, Caio, Ricardo e Antônio foram denunciados, devidamente processados e condenados como incursos nas sanções do Art. 2º da Lei nº 12.850/13 (constituir organização criminosa), sendo reconhecidas as causas de aumento em razão do envolvimento de funcionário público e em razão do envolvimento de adolescente. A Antônio foi, ainda, agravada a pena diante da posição de liderança. Constituído nos autos apenas para defesa dos interesses de Antônio, o advogado, em sede de recurso, sob o ponto de vista técnico, de acordo com as previsões legais, deverá requerer:

desclassificação para o crime de associação criminosa, previsto no Código Penal (antigo bando ou quadrilha).
afastamento da causa de aumento em razão do envolvimento de adolescente, diante da ausência de previsão legal.
afastamento da causa de aumento em razão da presença de funcionário público, tendo em vista que Antônio não é funcionário público e nem equiparado, devendo a majorante ser restrita a Caio.
afastamento da agravante, pelo fato de Antônio ser o comandante da organização criminosa, uma vez que tal incremento da pena não está previsto na Lei nº 12.850/13.

Prévia do material em texto

Pergunta 1 
Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação CORRETA 
sobre o crime de sonegação fiscal, conforme estipulado no artigo 
1º da Lei nº 8.137/90. 
 
Em virtude da natureza formal da conduta, considera-se que o crime se consuma 
no momento em que o agente presta declarações falsas às autoridades fazendárias, 
independentemente da discussão em andamento na esfera administrativa sobre a 
efetiva exigibilidade do tributo 
 
Conforme a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal, o 
crime de sonegação fiscal só é caracterizado após o lançamento definitivo do 
tributo. 
 
O ato de parcelar o débito tributário pode resultar na extinção da pretensão 
punitiva, desde que tal parcelamento seja realizado em um momento prévio ao 
oferecimento da denúncia. 
 
De acordo com o entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça, o termo 
"grave dano à coletividade", para efeitos da causa majorante de pena descrita no 
inciso I do artigo 12 da referida lei, é aplicado apenas quando o montante total da 
sonegação fiscal alcança ou ultrapassa a quantia de R$ 10.000.000,00 (dez 
milhões de reais). 
 
Pergunta 2 
Sobre a "Lavagem de Dinheiro" de acordo com a Lei 11.613/98, 
qual das afirmações a seguir é CORRETA? 
 
Comete o delito de lavagem de dinheiro o funcionário público que recebe suborno 
e utiliza o dinheiro para adquirir um imóvel em seu próprio nome, registrando a 
propriedade e depositando o restante em uma aplicação financeira de sua 
titularidade. 
 
A lavagem de dinheiro é considerada um crime derivado ou acessório, pois 
exige a existência de um delito anterior. Não é admitida sua ocorrência 
quando o ativo financeiro provém de infração penal cometida após os atos 
caracterizados como lavagem. 
 
A participação na prática do crime antecedente é uma condição necessária para 
que o agente possa ser considerado autor do crime de lavagem. 
 
O crime de lavagem de dinheiro ocorre apenas quando o agente oculta ou 
dissimula a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou 
propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de 
um dos crimes antecedentes listados na Lei. 
 
 
Pergunta 3 
Cláudio, durante a comemoração do aniversário de 18 anos do 
filho Alceu, sem qualquer envolvimento pretérito com o aparato 
policial e judicial, permitiu que este conduzisse seu veículo 
automotor em via pública, mesmo sabendo que o filho não tinha 
habilitação legal para tanto. Cerca de 50 minutos após iniciar a 
condução, apesar de não ter causado qualquer acidente, Alceu é 
abordado por policiais militares, que o encaminham para a 
Delegacia ao verificarem a falta de carteira de motorista. Em 
sede policial, Alceu narra o ocorrido, e Cláudio, preocupado com 
as consequências jurídicas de seus atos, liga para o advogado da 
família para esclarecimentos, informando que a autoridade 
policial pretendia lavrar termo circunstanciado pela prática do 
crime de entregar veículo a pessoa não habilitada (Art. 310 da Lei 
nº 9.503/97, Código de Trânsito Brasileiro, cuja pena em 
abstrato prevista é de detenção de 06 meses a 01 ano, ou multa). 
Considerando apenas as informações narradas, o(a) advogado(a) 
de Cláudio deverá esclarecer que, de acordo com as previsões da 
Lei nº 9.503/97 (Código de Trânsito Brasileiro), sua conduta 
 
configura o delito imputado, na forma consumada, com natureza de crime de 
perigo abstrato, cabendo oferecimento de proposta de transação penal por 
parte do Ministério Público. 
 
configura o crime previsto no Art. 310 do CTB, na forma consumada, que 
independe de lesão ou perigo concreto, cabendo oferecimento de proposta de 
composição civil dos danos por parte do Ministério Público. 
 
não configura o crime do Art. 310 do CTB, mas mero ilícito de natureza 
administrativa, tendo em vista que o crime trazido pelo Código de Trânsito 
Brasileiro para aquele que entrega a direção de veículo automotor a pessoa não 
habilitada é classificado como de perigo concreto. 
 
configura o crime de entrega de veículo a pessoa não habilitada, em sua 
modalidade tentada, tendo em vista que a punição do agente pelo crime previsto 
no Código de Trânsito Brasileiro na modalidade consumada exige que haja 
resultado lesão, sendo classificado como crime de dano. 
 
 
Pergunta 4 
Em relação à Lei nº 9.455/97 (Crimes de Tortura), qual das 
seguintes afirmações é correta? 
 
Se a vítima da tortura for uma criança, a Lei nº 9.455/97 deve ser afastada, e o 
tipo penal específico de tortura previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente 
(art. 233 do ECA) deve ser aplicado. 
 
O regulamento exige que o condenado inicie o cumprimento da pena em regime 
fechado para todos os tipos penais que abrange. 
 
A suspensão condicional do processo não é viável para nenhuma das modalidades 
típicas previstas na lei. 
 
A lei prevê a possibilidade de crime por omissão. 
 
 
Pergunta 5 
Caio, primário e de bons antecedentes, sem envolvimento 
pretérito com o aparato policial ou judicial, foi denunciado pela 
suposta prática do crime de tráfico de drogas. Em sua entrevista 
particular com seu advogado, esclareceu que, de fato, estaria 
com as drogas, mas que as mesmas seriam destinadas ao seu 
próprio uso. Indagou, então, à sua defesa técnica sobre as 
consequências que poderiam advir do acolhimento pelo 
magistrado de sua versão a ser apresentada em interrogatório. 
Considerando apenas as informações expostas, o(a) advogado(a) 
deverá esclarecer ao seu cliente que, caso o magistrado entenda 
que as drogas seriam destinadas apenas ao uso de Caio, deverá o 
julgador 
 
condenar o réu, de imediato, pelo crime de porte de drogas para consumo próprio, 
aplicando o instituto da emendatio libelli. 
 
reconhecer que não foi praticado o crime de tráfico de drogas e encaminhar os 
autos ao Ministério Público para analisar proposta de suspensão condicional do 
processo, mas não transação penal, diante do procedimento especial previsto na 
Lei de Drogas. 
 
condenar o réu, de imediato, pelo crime de porte de drogas para consumo próprio, 
aplicando o instituto da mutatio libelli. 
 
reconhecer que não foi praticado o crime de tráfico de drogas e encaminhar 
os autos ao Ministério Público para analisar eventual proposta de transação 
penal. 
 
 
Pergunta 6 
Em relação às provas no processo penal, identifique a alternativa 
CORRETA: 
 
O Superior Tribunal de Justiça, em decisões reiteradas, estabeleceu a 
necessidade de perícia para a caracterização da qualificadora do 
rompimento do obstáculo no crime de furto, exceto quando não houver 
vestígios, caso em que a prova testemunhal pode ser usada para suprir a falta 
de perícia. 
 
A Lei nº 9.034/95, que trata das Organizações Criminosas, exige autorização 
judicial para a formação de provas por meio de captação e interceptação 
ambiental de sinais eletromagnéticos, óticos e acústicos. 
 
O princípio constitucional que proíbe a admissão de provas ilícitas tem o 
propósito de desencorajar que agentes públicos violem os direitos das pessoas 
para obter evidências de um delito. Portanto, não é considerada prova ilícita a 
obtenção de um documento por um particular na residência do investigado. No 
entanto, o autor da subtração do documento pode estar sujeito às penalidades 
legais. 
 
Na ausência de um perito oficial, o laudo que constata a natureza e a quantidade 
de drogas, conforme previsto na Lei nº 11.343/2006, é válido apenas se assinado 
por uma pessoa idônea, portadora de diploma de curso superior. 
 
 
Pergunta 7 
Pela letra da Lei de Crimes Hediondos, é certo dizer que a 
conjunção carnal havida entre menor de 12 anos e seu namorado 
de 30 anos, sem violência física e grave ameaça: 
 
Configura, como todos contra os costumes, crime hediondo, o que por si só 
impõe a decretação de prisão preventiva; por coerência, a prisão decorrente 
da pena imposta seria mesmo cumprida em regime fechado. 
 
Configuracrime assemelhado a hediondo, não permite a lei a concessão de 
liberdade provisória. 
 
Não é dito crime elencado como hediondo; a pena dele decorrente pode ser 
estabelecida em regime inicial semi-aberto e com possibilidade de progressão. 
 
Não há falar em estupro; trata-se de mera sedução. 
 
 
Pergunta 8 
Caio, funcionário público, Antônio, empresário, Ricardo, 
comerciante, e Vitor, adolescente, de forma recorrente se 
reúnem, de maneira estruturalmente ordenada e com clara 
divisão de tarefas, inclusive Antônio figurando como líder, com o 
objetivo de organizarem a prática de diversos delitos de falsidade 
ideológica de documento particular (Art. 299 do CP: pena: 01 a 
03 anos de reclusão e multa). Apesar de o objetivo ser a 
falsificação de documentos particulares, Caio utilizava-se da sua 
função pública para obter as informações a serem inseridas de 
forma falsa na documentação. Descobertos os fatos, Caio, 
Ricardo e Antônio foram denunciados, devidamente processados 
e condenados como incursos nas sanções do Art. 2º da Lei nº 
12.850/13 (constituir organização criminosa), sendo 
reconhecidas as causas de aumento em razão do envolvimento 
de funcionário público e em razão do envolvimento de 
adolescente. A Antônio foi, ainda, agravada a pena diante da 
posição de liderança. Constituído nos autos apenas para defesa 
dos interesses de Antônio, o advogado, em sede de recurso, sob 
o ponto de vista técnico, de acordo com as previsões legais, 
deverá requerer 
 
desclassificação para o crime de associação criminosa, previsto no Código 
Penal (antigo bando ou quadrilha). 
 
afastamento da causa de aumento em razão do envolvimento de adolescente, 
diante da ausência de previsão legal. 
 
afastamento da causa de aumento em razão da presença de funcionário público, 
tendo em vista que Antônio não é funcionário público e nem equiparado, devendo 
a majorante ser restrita a Caio. 
 
afastamento da agravante, pelo fato de Antônio ser o comandante da organização 
criminosa, uma vez que tal incremento da pena não está previsto na Lei nº 
12.850/13. 
 
 
Pergunta 9 
Como forma de evitar a ocorrência de violação de Direitos 
Humanos em estabelecimentos prisionais, o Brasil ratificou, em 
2007, o Protocolo Facultativo à Convenção contra a tortura e 
outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes. 
Tal protocolo estabelece que cada Estado-Parte deverá designar 
ou manter, em nível doméstico, um ou mais mecanismos 
preventivos nacionais. Por meio da Lei nº 12.847/13, o Brasil 
pretendeu atender à exigência do Protocolo, ao criar o 
Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. Quanto 
ao meio proposto tanto pelo Protocolo quanto pela Lei para 
alcançar a finalidade almejada, assinale a afirmativa correta. 
 
Medidas legislativas de parlamentares que integrem o Mecanismo. 
 
Mutirões judiciais. 
 
Sistema de visitas regulares de seus membros. 
 
Criação e fortalecimento de defensorias públicas. 
 
 
Pergunta 10 
Não se classifica como crime hediondo, de acordo com a Lei nº 
8.072/90, o roubo em que: 
 
Se caracteriza pela ocorrência de lesão corporal grave como circunstância 
qualificadora. 
 
Contempla o envolvimento de duas ou mais pessoas como circunstância 
agravante. 
 
Inclui o uso de arma de fogo como circunstância agravante. 
 
Envolve a restrição da liberdade da vítima como circunstância agravante.

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