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LEI 8.072/90 – CRIMES HEDIONDOS.
O Brasil adotou o sistema LEGAL para determinação dos crimes hediondos.
Terrorismo + Tráfico + Tortura não são hediondos – SÃO EQUIPARADOS.
Nem todos os crimes hediondos admitem a prisão temporária – SÓ AQUELES DA LEI 7.960.
Há duas hipóteses de benefício aqui previstas:
· Para o crime de extorsão mediante sequestro;
· Crimes comentidos por meio de associação criminosa;
Os crimes militares, mesmo que encontrem semelhança com aqueles previstos como hediondos, NÃO PODEM SER ASSIM CONSIDERADOS.
Antes do pacote anticrime SÓ EXTORSÃO QUALIFICADA PELA MORTE era hediondo.
Após pacote anticrime é hediondo só EXTORSÃO QUALIFICADA pela lesão grave.
Crime de lavagem de dinheiro NÃO está previsto no rol de crimes hediondos.
Sequestro relâmpago passou a ser crime hediondo após inclusão pelo PACOTE anticrime
LEI 7.960 – PRISÃO TEMPORÁRIA.
Não se exige parecer favorável do MP antes de efetuar a prisão temporária. O que se exige é a PRÉVIA MANIFESTAÇÃO do MP, independe se favorável ou contrária.
LEI 12.037/09 – IDENTIFICAÇÃO CRIMINAL
O despacho da autoridade judicial que determina a identificação criminal do acusado por meio de coleta de material biológico pode se dar por meio de REQUERIMENTO MP, REPRESENTAÇÃO DELEGADO ou de OFÍCIO.
Absolvido: pede para retirar a identificação, após trânsito em julgado da sentença, desde que apresente prova de sua identificação.
Condenado: retira a identificação após 20 anos do cumprimento da pena, desde que haja requerimento.
LEI 7.716/89 – PRECONCEITO DE RAÇA E DE COR.
Abarca aqui o preconceito contra INDÍOS e NEGROS.
Não se enquadra se as discriminações ocorrem devido à IDADE – aí é Estatuto do Idoso.
Se o meio de execução é pela internet, consuma-se no LOCAL DE ONDE FORAM ENVIADAS AS MENSAGENS.
TODOS SÃO DE NATUREZA DOLOSA.
LEI 10.826/2003 – ESTATUTO DO DESARMAMENTO.
III) Questões iniciais:
1) arma inapta (quebrada, sem gatilho, sem tambor) → não há crime de posse ou porte (conduta atípica), pois não é arma de fogo.
Obs.: ≠ arma de funcionamento imperfeito (relativamente inapta): ora funciona, ora não funciona → há crime.
Obs.: Ausência de laudo → O laudo de eficiência, aptidão é, para o STJ: PRESCINDÍVEL, DISPENSÁVEL, pois o crime é de perigo abstrato, presumido, presume-se que a arma funcione.
2) Arma desmuniciada → crime
3) Arma desmontada → crime
4) Só munição → crime
* Exs. de uso permitido:
- 22, 32, 38 (ou 380)
* Exs. de uso restrito:
- 40, 44 e 45
- 9 mm, 357 magnum
- 12 cicano
- automáticas
- dissimuladas
- raspadas
5) Mais de 1 arma
- 2 x 38: um só crime
6) Mais de 1 arma, ≠s calibres
- 1 x 38; 1 x 357m: um só crime, o mais grave (política criminal)
7) várias munições
- um só crime
8) várias munições ≠s
- um só crime, o mais grave
- 1 x 380. Munição 9mm: um só crime, o mais grave
9) Inapta e munição (fora da arma)
- responde por porte de arma de fogo (nome do crime, seja arma ou munição)
- munição dentro da arma: conduta atípica
10) Roubo e arma (questão majorante) → CP (fora do Estatuto)
- Brinquedo: não há causa de aumento
- Inapta: não há causa de aumento
- Desmuniciada: não há causa de aumento
Registro/Autorização.
Porte de arma para segurança de estrangeiro em visita no Brasil – MINISTÉRIO JUSTIÇA.
SINARM não cadastra nem faz controle de armas vendidas fora do Brasil.
Para Guardas Municipais: não há mais vedação, TODAS TEM DIREITO ao uso DENTRO e FORA do serviço – STF 2021.
REGISTRO VENCIDO:
POSSE - NÃO HÁ CRIME;
PORTE - HÁ CRIME;
Crimes.
I) Nesta legislação todos os crimes são apenados com multa.
II) Crimes apenados com detenção: POSSE / OMISSÃO DE CAUTELA.
Posse/Porte de arma de fogo uso permitido.
Típica a conduta de portar arma de fogo desmuniciada, por ser crime de perigo abstrato ou presumido, bastando o simples porte da arma de fogo para sua consumação, independente de qualquer resultado ulterior.
Registro de arma de fogo vencido – segundo STJ é crime de Posse Irregular.
O crime de porte de arma de fogo com numeração raspada refere-se tanto às armas de uso permitido, como às de uso restrito/proibido.
Abolitio Criminis Temporária:
· Para arma de fogo de uso permitido SEM ALTERAÇÕES: até 31/12/2009.
· Para arma de fogo de uso permitido com numeração raspada ou de uso restrito: até 23/10/2005.
Posse/Porte de arma de fogo de uso proibido/restrito.
Conselheiro de Tribunal de Contas que mantém munição de arma de uso restrito NÃO COMETE CRIME.
Posse e porte simultâneos de arma de uso proibido – crime único.
Posse arma uso permitido e Porte arma uso proibido – concurso formal de crimes.
Outros crimes.
Se o disparo de arma de fogo ocorre de modo culposo – não há crime.
Posse/Porte de arma de fogo de uso restrito/proibido é crime INAFIANÇÁVEL.
Dentre os crimes do Estatuto, omissão de cautela é de menor potencial ofensivo.
Omissão de cautela ocorre quando pessoa menor de 18 anos tem acesso à arma.
Não haverá crime se, por meio de laudo pericial, comprovada a total ineficácia da arma de fogo em realizar disparo – Entendimento só do STJ.
Conduta de vender, entregar ou fornecer arma de fogo a criança ou adolescente é tipificada pelo Estatuto do Desarmamento, derrogando tal previsão do ECA.
O crime de omissão de cautela aplicável às empresas de segurança privada e transporte de valores é punido APENAS NA FORMA DOLOSA, ou seja, a omissão em não registrar extravio/furto dever ser INTENCIONAL.
Servidor público alfandegário que auxilia tráfico internacional de arma de fogo RESPONDE PELO CRIME DO ESTATUTO DO DESARMAMENTO, e não por facilitação de contrabando.
Lei 9.605/98 – Lei dos Crimes Ambientais.
Disposições Gerais.
É viável e possível a prorrogação do prazo de suspensão condicional do processo, por mais um ano além do máximo previsto, que é de quatro anos, dependendo a declaração de extinção da punibilidade de laudo que comprove ter o acusado adotado todas as providências inerentes à reparação integral do dano.
Nos crimes ambientais, o integral cumprimento do TAC provoca a extinção da punibilidade do agente.
Entende a doutrina (mais garantista, claro), então, que quando se pune uma só conduta, na verdade, há punição em razão do desrespeito a um dever de conduta, não a um "verdadeiro crime" (chamando-se isso de "delito de transgressão"). Melhor seria, por exemplo, que fosse aplicada uma sanção administrativa, uma multa, advertência etc. Assim, o Direito Administrativo, no caso, trataria melhor dessas infrações, não o Direito Penal. Em razão disso, fala-se em administrativização do Direito Penal, ou seja, condutas lesivas a um bem jurídico que poderiam ser tratadas por ramos administrativos ao invés do Direito Penal – Ultima ratio do Direito Penal.
Pessoa jurídica pode ser responsabilizada PENALMENTE pela prática de crime ambiental. Tal sanção não é incompatível com sua natureza jurídica.
Interdição temporária de direitos: CULPOSOS 3 ANOS / DOLOSOS 5 ANOS.
O valor fixado na prestação pecuniária cabível ao réu será descontado de posterior reparação de dano que seja imposta, SALVO SE A PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA for para entidade pública/privada diversa da pessoa que pretende a indenização pelos danos.
Responsabilidade CIVIL – OBJETIVA.
Responsabilidade ADMINISTRATIVA – SUBJETIVA.
Responsabilidade PENAL – SUBJETIVA.
Crimes.
Rinha de galo é conduta típica e antijurídica, segundo os ditames da Lei de Crimes Ambientais – STF declarou inconstitucional lei que regulamentava a briga de galo.
Quem acha filhote de jaguatirica ferido e trata, passando a adotá-lo como animal doméstico comete crime contra a fauna, mas o juiz pode deixar de aplicar a pena.
Nos casos de poluição, havendo a interrupção no abastecimento de água para comunidade – É QUALIFICADORA, e não agravante.
O art. 54, caput, da Lei nº 9605/98, diz respeito ao meio ambiente, não guardando qualquer relação com a poluição sonora decorrente do uso abusivo de instrumentos musicais ou aparelhos sonoros. A poluição gerada deve ter o condão de, ao menos, poder causar danos à saúde humana.
O abate de animais, exceto em caso de estado de necessidade/subsistência, deve possuir PREVISÃO LEGAL alémde autorização da autoridade competente.
PICHAR É CRIME, GRAFITAGEM É ARTE.
O simples transporte de balões que tenham a potencialidade para provocar incêndios é conduta incriminada na lei especial.
Requisitos para que a PJ também seja condenada:
· a infração seja cometida por decisão de seu representante legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado;
· no interesse ou benefício da sua entidade.
Lei 9.503/97 – CRIMES NO CÓDIGO DE TRÂNSITO.
Penas dos crimes do CTB:
REGRA: detenção 6 meses a 1 ano.
EXCEÇÕES: A) Homicídio culposo – 2 a 4 anos.
B) Lesão corporal culposa – 6 m a 2 anos.
C) Embriaguez ao volante – 6 m a 3 anos + multa.
Impedem a aplicação dos benefícios da Lei 9.099 e ação vira INCONDICIONADA:
· Sob influência de álcool ou outra substância;
· Corrida, disputa ou competição em via pública;
· Velocidade superior à máxima em 50 km/h;
O crime de racha nos seus parágrafos e qualificadoras admitem PENA DE RECLUSÃO.
Crime de racha: veículo automotor + via pública + prova da situação de risco.
Racha deixou de ser de PERIGO ABSTRATO para virar de PERIGO CONCRETO.
Se homicídio culposo ou lesão corporal culposa se dão por ingestão de substância ou outra, mas que NÃO CAUSE DEPENDÊNCIA, não há que falar em modalidade qualificada.
A conduta de dirigir embriagado é ABSORVIDA no caso de ocorrência de lesões corporais GRAVES e GRAVÍSSIMAS. Caso seja leve, há concurso entre LESÃO + EMBRIAGUEZ.
CNH VENCIDA não é causa de aumento de pena.
A contravenção de falta de habilitação para dirigir veículo ainda se encontra em vigor em relação às embarcações a motor, sendo que sua caracterização NÃO exige a prova da geração de perigo de dano.
A conduta de violar decisão administrativa que suspendeu a habilitação para dirigir veículo automotor não configura o crime do art. 307, caput, do CTB, embora possa constituir outra espécie de infração administrativa, a depender do caso concreto.
Dirigiu com a habilitação suspensa - Crime independente de gerar perigo de dano.
Dirigiu sem CNH ou Cassado o Direito de Dirigir - Crime só se GERAR PERIGO DE ANO.
Dirigir sem CNH: apenas é crime se comprovada perigo de dano concreto na direção
Entrega de veículo a pessoa sem CNH: perigo abstrato, independe da demonstração.
LEI 11.343/2006 – LEI DE DROGAS.
Questões procedimentais.
Lavratura do APF e materialidade do delito pode ser firmada por laudo de contestação de natureza e quantidade de droga, firmado por perito ou 1 pessoa idônea.
Juiz recebe autos do IP e manda para MP que tem 10 DIAS para se manifestar. 10 dias também para o acusado.
Pedido de internação pode ser feito por ASSISTENTE SOCIAL, desde que seja INVOLUNTÁRIA e na absoluta falta do responsável legal.
Prazo máximo da internação involuntária: 90 DIAS / Interrupção a qualquer tempo.
É vedada internação nas comunidades terapêuticas acolhedoras.
Dados estatísticos nacionais de repressão ao tráfico ilícito de drogas integrarão sistema de informações do Poder EXECUTIVO.
Caput do artigo 33 é de núcleo variado/ação mista – Não admite interpretação analógica.
Juiz tem 10 dias para certificar a regularidade do laudo e determinar a destruição das drogas apreendidas.
Ressalvas na Lei de Drogas plantas de uso ritualístico-religioso + autorização fins medicinais e científicos.
Fixação da pena de multa observa disposição própria da Lei de Drogas, não sendo regida pelos parâmetros do CP.
O comando legal que vedava a conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos no crime de tráfico TEVE SUA EXECUÇÃO SUSPENSA POR RESOLUÇÃO DO SENADO FEDERAL.
Competência.
Art. 33 a 37 SE CARACTERIZA ILÍCITO TRANSNACIONAL É COMPETÊNCIA DA JF, mas se praticado nos municípios que não sejam sede de vara federal serão processados na vara federal da circunscrição.
Droga remetida do exterior via postal – competência da JF do local da apreensão.
No caso de importação da droga via correio, SE O DESTINATÁRIO FOR CONHECIDO PORQUE CONSTA SEU ENDEREÇO NA CORRESPONDÊNCIA, a Súmula 528/STJ deve ser flexibilizada para se fixar a competência no Juízo do local de destino da droga, em favor da facilitação da fase investigativa.
Em regra, compete à Justiça Estadual o pedido de habeas corpus preventivo para viabilizar, para fins medicinais, o cultivo, uso, porte e produção artesanal da Cannabis (maconha), bem como porte em outra unidade da federação, quando não demonstrada a internacionalidade da conduta.
Aumento de pena.
Natureza ou quantidade da droga – AUMENTO DE PENA ou AFASTAR O BENEFÍCIO, não pode os dois ao mesmo tempo, sob pena de bis in idem.
Uso de arma de fogo é causa de aumento na lei de drogas, mas o concurso de pessoas não é -ERA MAS DEIXOU DE SER.
Não existe majorante de TRÁFICO INTERMUNICIPAL.
Pena de multa pode ser aumentada 10x se for aplicada de forma ineficaz.
Circunstâncias inerentes à conduta criminosa não podem, sob pena de bis in idem, justificar o aumento da reprimenda – POR QUE JÁ SÃO ELEMENTARES DO TIPO.
MAJORANTE = 1/6 A 2/3 – AUMENTA MAIS;
MINORANTE = 1/3 A 2/3 – DIMINUI MENOS.
Tráfico Privilegiado / Diminuição de pena.
É possível que a fração de redução da causa de diminuição de pena estabelecida no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 SEJA MODULADA EM RAZÃO DA QUALIDADE E DA QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA, além das demais circunstâncias do delito.
As causas de diminuição aplicam-se aos crimes do CAPUT do 33 (TRÁFICO) + as condutas equiparadas no §1º (Matéria prima para tráfico + semeia/planta droga + utiliza bem/local para tráfico + vende drogas pra policial disfarçado).
IP e ação em curso podem ser utilizados pelo Juiz para negar o benefício de diminuição de pena ao acusado de tráfico de drogas.
A causa de diminuição de pena será calculada conforme a NATUREZA e QUANTIDADE da droga apreendida.
É possível a aplicação da diminuição de pena às “MULAS”, responsáveis pelo transporte da droga, ainda que seja INTERNACIONAL – SE NÃO COMPROVADA ASSOCIAÇÃO.
É possível a utilização de inquéritos policiais e/ou ações penais em curso para formação da convicção de que o réu se dedica a atividades criminosas, de modo a afastar o benefício legal previsto no art. 33, § 4º, da Lei n.º 11.343/2006.
Não se aplica a diminuição de pena ao crime de TRÁFICO DE DROGAS em concurso com ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO, por que exige a ânimo associativo e de permanência entre os executores, o que demonstra a DEDICAÇÃO À ATIVIDADE CRIMINOSA, impedindo a causa de diminuição. INCOMPATIBILIDADE SUBJETIVA DOS REQUISITOS.
MAJORANTE = 1/6 A 2/3
MINORANTE = 1/3 A 2/3
Destruição das drogas.
COM FLAGRANTE – Pelo Delegado em 15 DIAS + MP COM ORDEM JUDICIAL.
SEM FLAGRANTE: por incineração EM 30 DIAS DA APREENSÃO + guardar amostra.
PLANTAÇÃO – DESTRUIÇÃO IMEDIATA com guarda de amostra.
Ação Controlada / Infiltração / Interceptação Telefônica.
INFLITRAÇÃO + AÇÃO CONTROLADA: desde que haja autorização do Juiz e ouvido o MP.
SÃO MEIOS DE OBTENÇÃO DE PROVAS.
Ação controlada com AUTORIZAÇÃO JUDICIAL É EXCEÇÃO AQUI – Na 12.850 NÃO TEM.
Outros crimes.
Adolescente que pratica ato infracional análogo ao porte de drogas para consumo pessoa NÃO PODE RECEBER QUALQUER TIPO DE SANÇÃO QUE RESTRINJA SUA LIBERDA, já que nem mesmo a Lei de Drogas prevê pena privativa de liberdade.
Associação para tráfico de droga – 2 OU MAIS PESSOAS.
Associação Criminosa – 3 OU MAIS PESSOAS.
Organização Criminosa – 4 OU + PESSOAS.
Se no mesmo contexto, se encontra tráfico de drogas + drogas pra consumo próprio – artigo 33 absorve artigo 28, por força do princípio da CONSUNÇÃO.
Ainda que o agente, flagrado com drogas para o consumo pessoal, não se comprometa a comparecer ao Juizado, NÃO PODE HAVER A SUA PRISÃO em FLAGRANTE, devendo ser liberado logo após a lavratura do TCO,
Tipos punidos com DETENÇÃO na Lei de Drogas:
Art. 33, §2º - Indução, instigação ou auxílio ao uso;
Art. 33, §3º - Crime de uso compartilhado;
Art. 38 - Prescrição culposa de drogas;
Art. 39, caput - Condução de embarcação ou aeronave;
Art. 39, parágrafo único - Condução de embarcação ou aeronave - Transporte coletivo de passageiros.
A condutaprevista no artigo 37 (fogueteiro/olheiro do tráfico) fica absorvida pelos crimes do artigo 33 e 35 (Tráfico e Associação para o tráfico).
Caso não se demonstre a associação, responde autonomamente pelo artigo 37.
A condução de veículo automotor sob efeito de drogas/substância entorpecente não configura crime previsto na Lei de Drogas, mas sim, CRIME PREVISTO NO CTB.
Informante que colabora com grupo que vende drogas não responde pelo tráfico, mas sim pelo crime do artigo 37 (fogueteiro/olheiro do tráfico).
Não é possível condenação simultânea pelos artigos 35 e 37 (associação para tráfico + informante/colaborador – nesse caso, responde apenas pela ASSOCIAÇÃO).
Associação para o tráfico ABSORVE crime de FOGUETEIRO/INFORMANTE.
Jurisprudência.
A quantidade e a natureza da pena não podem ser utilizadas para impedir a causa de diminuição de pena, isoladamente.
A quantidade de droga e sua natureza OU JUSTIFICAM O AUMENTO de pena ou AFASTAM A DIMINUIÇÃO da pena, não pode ser os dois ao mesmo tempo.
Tráfico INTERESTADUAL desloca a investigação para POLÍCIA FEDERAL, porém o processo e julgamento continuam à cargo da Justiça Estadual.
Informativo 915-STF: ATIPICIDADE da importação de pequena quantidade de sementes de maconha
LEI 7.210/84 – Lei de Execução Penal.
Disposições gerais.
Prevalece o critério MISTO: caráter jurisdicional e administrativo – atividade COMPLEXA.
Comissão Técnica de Classificação, desde a alteração legislativa de 2003, possui atribuição apenas de elaborar o programa individual da PPL – NÃO ACOMPANHA MAIS A EXECUÇÃO DA PENA.
Órgãos.
Órgão destinado para prestar assistência aos albergados e egressos do sistema penitenciário: PATRONATO.
3 Conselhos:
Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária
Conselho Penitenciário
Conselho da Comunidade
2 D:
Departamentos Penitenciários
Defensoria Pública
1 J:
Juízo da Execução
1 M:
Ministério Público
1 P:
Patronato.
Estabelecimentos Penais.
Penitenciária; Colônia agrícola / industrial / similar; Casa de albergado; Centro de observação; Hospital de custódia e tratamento psiquiátrico; Cadeia.
Processo Administrativo + Faltas + Sanções.
Não fere o contraditório e o devido processo de decisão que, sem ouvida prévia da defesa, determine transferência ou permanência de custodiado em estabelecimento penitenciário federal.
Crimes equiparados aos hediondos não estão submetidos à obrigatoriedade da identificação por meio da colheita de DNA.
Cabe RDD para preso provisório sob o qual recai fundada suspeita de participação em organização terrorista.
Preso que tenta fugir pratica falta GRAVE e pode ser apenado com suspensão de direitos.
LEI DE ORGANIZAÇÕES CRIMINOSAS – LEI 12.850/13.
Disposições gerais.
É um crime formal; comum; comissivo; plurisubjetivo; ação penal incondicionada; abstrato; doloso.
Participação de criança ou adolescente na ORGANIZAÇÃO: aumento de 1/6 a 2/3.
Na ASSOCIAÇÃO: aumento de ½.
Aumentos de pena:
· Arma de fogo: + ½.
· O resto é 1/6 a 2/3.
Agravante é pra quem exerce o comando da organização criminosa, o resto é aumento de pena.
Não há restrição para que a organização pratique infrações criminosas na modalidade CONTRAVENÇÃO PENAL, desde que essas tenham pena máxima superior a 4 anos ou sejam de caráter transnacional.
A tipificação de organização criminosa é de natureza material/penal, não retroagindo para alcançar infrações antes da vigência da lei.
Perda do cargo é efeito automático na sentença condenatório + interdição dos direitos pelo prazo de 8 ANOS.
ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO: 2 ou mais membros.
ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA = Conta-se os 'S" = 3 S = 3 ou mais membros;
ORGANIZAÇAO CRIMINOSA = Conta-se os 'A" = 4 A = 4 ou mais membros;
Não é necessária a prática de outros atos criminosos para a consumação do crime de organização criminosa, basta a sua constituição.
Se pratica crimes, responde por eles em concurso com a constituição de organização criminosa.
Quem impede ou embaraça a investigação de infração que envolve organização criminosa está sujeito a punição idêntica à de quem integra organização criminosa.
Para quem exerce o COMANDO da organização criminosa a pena é AGRAVADA.
Organização criminosas ARMADAS ou COM ARMAS À DISPOSIÇÃO: início do cumprimento da pena em estabelecimento de SEGURANÇA MÁXIMA.
Condenado que ainda mantém vínculo com a organização criminosa: NÃO PROGRIDE de regime, NÃO OBTÉM LIVRAMENTO CONDICIONAL nem outros benefícios.
Pode ocorrer a suspensão do ação penal pelo prazo de 6 meses, prorrogáveis pelo mesmo período, COM SUSPENSÃO DO PRAZO PRESCRICIONAL.
Prazos.
1) Preso= Instrução criminal= 120 dias + 120 dias= 240 dias;
2) Infiltração de agentes= Máximo de 6 meses;
3) Suspensão para oferecimento da denúncia ou processo= Até 6 meses +6 meses= 12 meses;
4) Para empresas de transportes= 5 anos;
Meios de obtenção de prova.
Entrega vigiada não é um dos meios de obtenção de provas previsto na Lei de Organização Criminosa.
Ação controlada deve ser pautada pelo princípio da PROPORCIONALIDADE.
O Ministério Público e o réu-colaborador podem retratar-se da proposta de colaboração, dispensada a anuência do assistente e vedado o uso das provas autoincrimitórias (exclusivamente contra o réu delator).
Colaboração premiada pode ser aplicada aos crimes cometidos antes da vigência dessa lei, por que é norma de natureza processual e aplica-se imediatamente.
No caso de infiltração de agente, a sua conduta, caso configure infração penal, não é punida por exclusão da culpabilidade, com base na INEXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA.
Benefícios da colaboração premiada:
· Perdão judicial;
· Substituição de PPL por PRD;
· Redução de até 2/3 da pena.
Colaboração POSTERIOR à sentença: redução de metade da pena ou progressão de regime ainda que ausentes os requisitos OBJETIVOS (referente ao tempo da pena).
Delegado pode pedir, no curso do IP, a concessão de perdão judicial ao colaborador. MP pode pedir a qualquer tempo, mas se pedir durante IP tem que ouvir a autoridade policial.
Não oferta de denúncia pelo MP se:
· Colaboração se tratar de crime que MP não tenha conhecimento;
· Acusado for o primeiro a colaborar;
· Não ser o líder da organização criminosa.
Colaboração premiada e a concessão dos benefícios dela decorrentes podem ocorrer em três momentos:
1) Na fase de investigação criminal (inquérito policial ou investigação conduzida pelo MP);
2) Durante o curso do processo penal (ainda que já em instância recursal);
3) Após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória.
Na ação controlada, prevista na Lei nº. 12.850/2013, o retardamento da intervenção policial ou administrativa não exige autorização do juiz competente, que será apenas comunicado previamente e, se for o caso, estabelecerá os seus limites e comunicará ao Ministério Público.
Infiltração: juiz decide em 24 horas / Pode durar 6 meses, sem prejuízo de renovação.
Colaboração Premiada: juiz decide em 48 horas.
Ação controlada e requisição de informações: INDEPENDEM DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL
Infiltração de agentes: DEPENDEM DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL.
LEI 9.613/98 – LAVAGEM DE DINHEIRO
Conceito.
3 FASES da LAVAGEM DE CAPITAIS:
· COLOCAÇÃO / ESTRUTURAÇÃO: introdução do R$ ilícito – depósito fracionado – SMURFING.
· DISSIMULAÇÃO / MESCLA: tentativa de dar aparência lícita.
· INTEGRAÇÃO: incorporação dos ativos ao mercado, definitivamente.
Estruturação (SMURFING): o agente divide o bolo do dinheiro em diversas quantias pequenas, no limite permissivo da legislação. Ex: fazer vários depósitos.
Mescla (COMMINGLING): o agente mistura seus recursos ilícitos com os lícitos de uma empresa verdadeira, e depois apresenta o volume total com proveniente da receita lícita da empresa. Utiliza desde logo os recursos obtidos ilegalmente na própria empresa para dificultar o possível rastreamento e descobrimento da origem ilícita dos valores.
Empresa-fachada: entidade legalmente constituída que participa ou aparenta participar de atividade lícita. Está presente o imóvel mas a sua destinação é adversa da constante nocontrato social.
Mercado Negro de Câmbio Colombiano: este sistema, que os USA chamam de “o maior mecanismo de lavagem de dinheiro de drogas do hemisfério oeste”, surgiu nos anos 90. Um oficial colombiano se reuniu com o Departamento do Tesouro americano para discutir o problema dos produtos americanos que estavam sendo importados ilegalmente para a Colômbia usando o mercado negro. Quando pensaram na questão considerando o problema de lavagem de dinheiro de drogas, os oficiais americanos e colombianos analisaram os fatos e descobriram que o mesmo mecanismo servia aos dois propósitos.
Apenas os instrumentos utilizados no crime que sejam SEM VALOR ECONÔMICO é que serão inutilizados/doados.
Modificações trazidas pela Lei 12.683/2012 à Lei 9.613/98:
i) supressão do rol taxativo de crimes antecedentes – 3ª GERAÇÃO.
ii) fortalecimento do controle administrativo sobre setores sensíveis à reciclagem de capitais;
iii) ampliação das medidas cautelares patrimoniais incidentes sobre a lavagem de capitais e sobre as infrações antecedentes;
Teoria da Cegueira Deliberada: pune-se, à título de DOLO EVENTUAL, aquele que se mantém ignorante acerca da procedência dos valores que recebe. Agente, suspeitando da origem ilícita dos bens, prefere manter-se desinformado sobre a proveniência.
Jurisprudência:
Não configura o crime de lavagem de dinheiro (artigo 1º da Lei nº 9.613/98) a conduta do agente que RECEBE PROPINA DECORRENTE DE CORRUPÇÃO PASSIVA E TENTA VIAJAR COM ELE, em vôo doméstico, escondendo as notas de dinheiro nos bolsos do paletó, na cintura e dentro das meias, tampouco o fato de, após ter sido descoberto, dissimular ("mentir") a natureza, a origem e a propriedade dos valores.
NÃO se deve reconhecer a CONSUNÇÃO ENTRE OS CRIMES DE CORRUPÇÃO PASSIVA E LAVAGEM DE DINHEIRO quando a propina é recebida no exterior por meio de transação envolvendo utilização de contas secretas em nome de uma "offshore", na qual resta evidente a intenção de ocultar valores concurso entre corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Não é inepta a denúncia por crime de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha ou bando que, em vista de diversos agentes supostamente envolvidos, descreve os fatos de maneira GENÉRICA e sistematizada, MAS COM CLAREZA SUFICIENTE QUE PERMITIA COMPREENDER A CONJUNTURA tida por delituosa e possibilite o exercício da ampla defesa.
É possível que se configure o crime de corrupção passiva (art. 317 do CP) na conduta de Deputado Federal (líder do seu partido) que receba vantagem indevida para dar sustentação política e apoiar a permanência de determinada pessoa no cargo de Presidente de empresa pública federal.
É possível a HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA PENAL ESTRANGEIRA QUE DETERMINE O PERDIMENTO DE IMÓVEL SITUADO NO BRASIL em razão de o bem ser produto do crime de lavagem de dinheiro.
Na “terceirização” do crime de lavagem de dinheiro, punem-se tanto o profissional da lavagem, mesmo que não tenha conhecimento preciso acerca da origem ou da natureza dos valores, quanto o autor do crime antecedente.
Bens jurídicos protegidos:
· 1ª corrente: mesmo bem da infração penal antecedente.
· 2ª corrente: probidade da administração pública.
· 3ª CORRENTE E MAJORITÁRIA: ORDEM ECONÔMICA-FINANCEIRA.
RECEBER PROPINA NÃO É ATO AUTÔNOMO POSTERIOR AO DELITO DE CORRUPÇÃO PASSIVA (é mero EXAURIMENTO). Logo, não há a autonomia exigida para a tipificação do crime de lavagem de dinheiro.
Retorno do servidor público inicialmente afastado de suas atividades NÃO SE DÁ IMEDIATAMENTE com o trânsito da sentença penal condenatória, mas sim por DECISÃO FUNDAMENTADA da autoridade competente.
Procedimento.
MEDIDAS ASSECURATÓRIAS podem ser determinadas de ofício pelo juiz, independentemente de requerimento do MP ou representação da autoridade policial.
Recurso cabível da decisão que autoriza a medida assecuratória é APELAÇÃO.
Processo e julgamento de lavagem de capitais segue o rito do CPP para os crimes apenados com reclusão – NÃO POSSUI RITO PRÓPRIO previsto na legislação especial.
LEI MARIA DA PENHA
Disposições gerais.
NÃO CABE BAGATELA IMPRÓPRIA ou INSIGNIFICÂNCIA aos crimes/contravenções com violência contra mulher.
Se a VÍTIMA É DO SEXO MASCULINO, não há que se falar em aplicação da Lei Maria da Penha, mas sim qualificadora de lesões corporais ocorridos em âmbito doméstico.
Intervenção do MP é obrigatória tanto nas causas cíveis como nas causas criminais, quando não for parte.
Servidora Pública: direito prioritário à REMOÇÃO.
Empregada/Trabalhadora: manutenção vínculo trabalhista por ATÉ 6 MESES.
Medidas protetivas.
Ordem para afastamento do agressor:
I - Pela autoridade judicial
II - Pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de comarca; ou
III - Pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não houver delegado disponível no momento da denúncia.
Única medida que pode ser, excepcionalmente, concedida por DELEGADO ou POLICIAL é o afastamento do agressor de seu lar. As demais somente são concedidas pela autoridade judicial.
Cabe medida protetiva nas ações de natureza CIVIL.
Ainda que decretadas pelo juízo cível, caso descumprida a medida protetiva tipifica o crime do artigo 24, que É TIPO ESPECIAL DE DESOBEDIÊNCIA.
Cabe preventiva apenas nos CRIMES com violência ou grave ameaça à mulher, não estendendo essa hipótese às CONTRAVENÇÕES PENAIS, conforme CPP.
SUSPENSÃO, e não revogação das procurações conferidas ao agressor.
PROIBIÇÃO TEMPORÁRIA para realizar contratos compra/venda/locação de propriedade comum.
Juiz pode determinar, a qualquer momento, a separação de corpos.
Crimes / Renúncia.
Em caso de ameaça por redes sociais ou pelo Whatsapp, o juízo competente para deferir as medidas protetivas é aquele no qual a mulher tomou conhecimento das intimidações.
Nos crimes que envolvam LESÃO no âmbito da Maria da Penha não há que se falar em renúncia à representação, ainda que perante o juiz, POR QUE TAIS CRIMES SÃO DE AÇÃO PÚBLICA INCONDICIONADA.
O que impede a substituição de PPL por PRD é a violência ou grave ameaça nos crimes/contravenções cometidos contra a mulher, E NÃO O CRIME EM SI.
Renúncia à representação só pode ocorrer nos crimes de ação pública CONDICIONADA + perante o juiz em audiência para esse fim + ATÉ O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA.
CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – LEI 8.137/90.
Ordem Tributária.
Utilização ou a divulgação de programas de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é, por lei, fornecida à fazenda pública - CRIME COMETIDO POR PARTICULAR.
Para a caracterização dos crimes materiais contra a ordem tributária não basta a omissão ou a falsa informação prestada, sendo necessário que impliquem na supressão ou redução tributária – RESULTADO É NECESSÁRIO PARA CONSUMAÇÃO.
Uma vez concedido o parcelamento do crédito tributário ocorre a SUSPENSÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA – nesse caso, o Juiz não pode receber a denúncia.
Crime de concussão na lei 8.137 não admite suspensão condicional do processo.
Fazer declaração falsa ou omitir informação sobre RENDAS, BENS e FATOS é crime formal previsto no artigo 2º.
Omissão no recolhimento do ICMS incide tanto nos casos de contribuição própria, como nos casos de substituição tributária, desde que comprovado o DOLO.
Nos casos de tentativa do artigo 1º NÃO se aplica o artigo 14, do CP, mas sim o artigo 2º, inciso I, que é crime FORMAL.
Sonegação fiscal sujeito passivo é o proprietário, sócio, administrador ou contador. Já o sujeito passivo da relação tributária é a empresa, a contribuinte.
ELISÃO FISCAL: procedimentos lícitos e éticos antes do fato gerador para reduzir ou eliminar a obrigação tributária.
EVASÃO FISCAL: é ilícito e ocorre concomitante ou posterior à ocorrência do fato gerador, com técnicas simuladas e fraudulentas para evitar pagar o tributo.
Crimes MATERIAIS na 8.137 – pena de 02 a 05 anos, salvo artigo 1º, inciso V.
Crimes FORMAIS na 8.137 – pena de 06 meses a 02 anos.
Pagamento integral do débito e todos os acrescidos EXTINGUE a punibilidade do agente, ainda que ocorraAPÓS O TRÂNSITO EM JULGADO da sentença condenatória.
Causa de aumento de 1/3 a ½ em decorrência de ser praticado por servidor público NÃO SE APLICA no caso dos artigos 3º, que já são crimes funcionais.
É possível a denúncia GERAL, que embora não descreva a conduta de cada agente, possibilita a ligação de cada agente às condutas // GENÉRICA não é permitida.
Cabe instauração de IP antes do encerramento do processo administrativo fiscal, se for necessário para a apuração e fiscalização.
Aplica-se a consunção da falsidade com crime da ordem tributária se o FALSO FOR UTILIZADO para prática da sonegação. Caso seja delito autônomo em relação à sonegação, haverá CONCURSO MATERIAL DE CRIMES.
Adesão ao RERCT + pagamento do débito ANTES DO TRÂNSITO: extinção da punibilidade
Parcelamento do débito SUSPENDE A PRETENSÃO PUNITIVA, se for realizado antes do recebimento da denúncia.
Como regra, a instauração de investigação de crime contra a ordem tributária SÓ PODE OCORRER após a constituição do crédito, por meio do lançamento definitivo.
Enquanto há recurso administrativo acerca do auto de infração não se tipifica crime contra a ordem tributária.
Se o agente suprimir TRIBUTO ou CONTRINUIÇÃO pensando se tratar de TARIFA ou PREÇO PÚBLICO ocorre ERRO DE TIPO, não respondendo pelo delito.
Ordem Financeira.
Relação de consumo.
Venda de mercadoria em situação IMPRÓPRIA para o consumo pode ser cometido tanto na forma DOLOSA como na CULPOSA, nesse último caso tem diminuição de pena.
Se o delito é NÃO TRANSEUNTE, exige-se a perícia para comprovação da natureza e condições impróprias da mercadoria.
Mesmo nesses crimes, o consentimento do ofendido tem a capacidade de excluir a TIPICIDADE.
LEI DE ABUSO DE AUTORITDADE – LEI 13.869/2019.
Todos os crimes são punidos com DETENÇÃO.
As penas passíveis de aplicação na Lei de abuso de autoridade variam em duas:
1 A 4 ANOS – maioria dos casos diz respeito à prisão ou manutenção irregular da prisão.
6 MESES A 2 ANOS - não se refere a prisão, são as demais.
Decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado só será crime caso NÃO TENHA HAVIDO INTIMAÇÃO PRÉVIA, e nesse caso, é pena de 1 a 4 anos.
Quando a tortura e o abuso de autoridade são cometidos no mesmo contexto, porém com desígnios autônomos e um não é meio de execução do outro – concurso de crimes.
Em caso de ATITUDE SUSPEITA, pratica o crime de abuso de autoridade o policial ao invadir domicílio na busca do estado de flagrância de crime permanente – se exige FUNDADOS INDÍCIOS.
· Ela requer dolo específico---> Especial fim de agir
· Todas suas condutas serão punidas com DETENÇÃO
· Há apenas duas penas: - Graves= Detenção de 6 meses a 1 ano / + Graves= Detenção de 1 a 4 anos (Ambas com MULTA)
· Não existe abuso de autoridade na modalidade tentada.
Art. 1º, § 2º A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e provas não configura abuso de autoridade. (NÃO HÁ CRIME DE HERMENÊUTICA)
Em razão do cargo, ainda que de férias/licenças, salvo aposentadoria/exoneração.
Art. 1º Esta Lei define os crimes de abuso de autoridade, cometidos por agente público, servidor ou não, que, no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído. (PROPTER OFFICIUM).
ESTATUTO DO IDOSO.
Crime de apropriação indébita contra idoso admite a aplicação da lei 9.099, (PQ TEM PENA NÃO SUPERIOR A 4 ANOS – EXCEÇÃO DO ESTATUTO DO IDOSO) sendo vedada a transação penal.
Abandono de idoso em casa de saúde ou entidade de longa permanência NÃO É CRIME DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO.
Lesão corporal praticada contra IDOSO aplica-se Lesão Corporal do CP – as lesões listadas no Estatuto do Idoso ocorrem por OMISSÃO dos responsáveis.
ADIN para retirar a aplicação SUBSIDIÁRIA do Código Penal – hoje a aplicação subsidiária é apenas das NORMAS PROCESSUAIS.
Estatuto do Idoso possui previsão específica do crime de OMISSÃO DE SOCORRO.
INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA – Lei 9.296/96
INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA: meio de obtenção de provas.
CAPTAÇÃO AMBIENTAL: meio de obtenção de provas.
COMUNICAÇÃO TELEFÔNICA: fonte de prova – de onde se obtém a informação.
GRAVAÇÃO da COMUNICAÇÃO: materialização da fonte de prova.
TRANSCRIÇÃO das GRAVAÇÕES: meio de prova – endo- como entra no processo.
Juiz pode determinar de OFÍCIO ou, se por provocação Delegado/MP, decide em 24 h.
Maior parte da doutrina concorda que só pode ser determinada de OFÍCIO caso ocorra na fase judicial. SE NO IP, depende de requerimento MP ou representação DELEGADO.
Duração de 15 dias, prorrogáveis por mais 15, SUCESSIVAS VEZES, em caso de indispensabilidade da medida.
A proteção constitucional à inviolabilidade das comunicações se estende à INTERCEPTAÇÃO STRICTU SENSU + ESCUTA TELEFÔNICA, que dependem de autorização judicial – GRAVAÇÃO AMBIENTAL não depende de autorização, em regra.
O parâmetro para se aferir a necessidade de autorização judicial pauta-se na existência de uma TERCEIRA PESSOA, ALHEIA À COMUNICAÇÃO tentando ter acesso aos termos da conversa – SE NÃO HÁ TERCEIRA PESSOA, NÃO PRECISA DE AUTORIZAÇÃO (salvo se existir relação que exija sigilo – ex: advogado e seu cliente).
O acesso à identificação do endereço de IP (Internet Protocol) do computador utilizado para a prática do crime não constitui medida investigativa de interceptação de comunicação telemática – não depende de autorização judicial.
A gravação das conversas que não interessarem ao processo poderá ser inutilizada, POR DECISÃO JUDICIAL, durante o IP, AP ou após esta, POR REQUERIMENTO DO MP ou da PARTE INTERESSADA.
A perícia técnica de transcrição das conversas gravadas é DISPENSÁVEL, devendo ocorrer apenas nos casos em que haja suspeita quanto à veracidade das vozes.
Delegado só no IP.
MP no IP ou AP. Se MP pede no curso do inquérito, oitiva Delegado.
Gravação/Escuta telefônica sem que haja cláusula de sigilo é considerada LÍCITA – Por que nesses casos NÃO HÁ TERCEIRA PESSOA, a relação é apenas entre as duas pessoas.
Interceptação de correspondências encaminhadas aos presos NÃO DEPENDE DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL, é uma das prerrogativas da administração penitenciária em prol da segurança pública.
Não é necessária TRANSCRIÇÃO INTEGRAL das conversas interceptadas, uma vez que nem toda comunicação efetuada pelo acusado será interessante ao processo. Logo, as partes que não têm relação com o crime PODEM TER SUA TRANSCRIÇÃO DISPENSADA.
Por outro lado, a disponibilização dos áudios para a defesa deve ser DA TOTALIDADE das conversas interceptadas, sob pena de violação do contraditório e da ampla defesa.
Da decisão de inutilização das gravações é cabível o recurso de APELAÇÃO – decisão com força de definitiva.
Comunicar o MP acerca das medidas tomadas no curso da interceptação é tarefa prioritária da autoridade policial.
CPI não determina interceptação telefônica – é reserva de jurisdição.
Não se pode exigir que o deferimento das prorrogações (ou renovações) seja sempre precedido da completa transcrição das conversas, sob pena de frustar-se a rapidez na obtenção da prova.
Art. 10 criminaliza 3 tipos de conduta:
1ª - Realização de interceptação sem autorização judicial (autoridade policial ou quem executa).
2ª - Realização de interceptação com objetivos não autorizados em lei – juiz que defere.
3ª – Captação ambiental sem autorização judicial (autoridade policial ou quem executa a medida).
4ª - Quebra de segredo de justiça – pena em DOBRO para funcionário público.
Apensação da interceptação nos autos da ação principal:
· IMEDIATAMENTE antes do relatório da autoridade policial – em caso de IP.
· Na conclusão do processo para o juiz – em caso de AP.
Captação ambiental de sinais eletromagnéticos, ópticos ou acústicos passou a ser MEIO DE OBTENÇÃO DE PROVA TÍPICO e NOMINADO – Disciplina do PACOTE ANTICRIME.
· Único meio disponível para obtenção de provas;
· Crimes com pena máxima superior a 4 anos ou conexos;
· Prazo de 15 dias prorrogável se houver necessidade + prática de crime permanente / habitual / continuada.
CRIMES CONTRA A ECONOMIA POPULAR.
Pichardismo é o mesmo que a prática da PIRÂMIDE.
ESTATUTODA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE.
A notificação para que haja a desabilitação do conteúdo pornográfico em site é CONDIÇÃO OBJETIVA DE PUNIBILIDADE.
Infiltração de agentes pela internet nos crimes do ECA: representação da autoridade policial OU requerimento do MP.
Não cabe concurso entre corrupção de menores e os crimes praticados na Lei de Drogas (art. 33 a 37), por que nesse caso cabe AUMENTO DE PENA da própria L.D.
Não há consunção entre as condutas de POSSUIR/ARMAZENAR e PUBLICAR/DISPONIBILIZAR, que podem ser praticadas em concurso material.
Os crimes previstos no ECA não admitem o instituto da DELAÇÃO PREMIADA.
Mera conduta de oferecer recompensa pra ficar com o filho já consuma o crime – é FORMAL.
Já a entrega do filho, se ocorrer sem receber R$ não caracteriza o crime para a mãe – tem que ter INTUITO DE LUCRO.
Não fornecer registro de nascimento é crime do ECA, punido à título de dolo e culpa.
Crime de entrega de ARMA a criança ou adolescente – no ECA, tem aplicabilidade apenas para ARMA BRANCA.
Se for ARMA DE FOGO – se aplica ESTATUTO DO DESARMAMENTO.
· Arma branca - ECA
· Arma de fogo - ESTATUTO DO DESARMAMENTO
· Álcool, cigarro (Drogas lícitas) - ECA
· Maconha, cocaína (Drogas ilícitas) - LEI DE DROGAS
· Apreender ilegalmente - ECA
· Apreender e encarcerar ilegalmente - SEQUESTRO E CÁRCERE PRIVADO (CÓDIGO PENAL)
CRIMES NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR
Em todos os tipos penais culposos do CDC, a multa é ALTERNATIVA.
Não existem crimes apenados com RECLUSÃO.
EFEITOS DA CONDENAÇÃO NA LEGISLAÇÃO ESPECIAL
Lei Tortura: perda cargo + interdição para exercício pelo dobro da pena aplicada. Automático.
Lei Organização Criminosa: perda do cargo + interdição 8 anos subsequentes a pena. Automático.
Lei Racismo: perda do cargo para servidor público e suspensão máx. 3 meses do estabelecimento particular. Não automático - motivadamente declarados na sentença.
Lei Abuso de autoridade: Perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública por até 3 ANOS. Não é automático.
Lei de lavagem de dinheiro: a interdição do exercício de cargo ou função pública de qualquer natureza e de diretor, de membro de conselho de administração ou de gerência das pessoas jurídicas referidas no art. 9º, pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade aplicada.
Lei 8.666/90- Art. 83. Os crimes definidos nesta Lei, ainda que simplesmente tentados, sujeitam os seus autores, quando servidores públicos, além das sanções penais, à perda do cargo, emprego, função ou mandato eletivo.