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…………. agr�stologi� …………. resumo - prova 1 Rafaela Amestoy e Vitória Fernandes UFPel - Med. Veterinária - 3° semestre introduçã� � agr�stologi� Benefícios das forrageiras: ➢ Leite, queijo, manteiga, sorvetes; ➢ Lã, roupas; ➢ Couros, sapatos e adornos; ➢ Carne; ➢ Combustível; ➢ Madeira; ➢ Turismo; ➢ Produtos medicinais; ➢ Proteção ambiental. As pastagens fazem parte de ecossistemas → benefícios: ➢ Clima; ➢ Gases; ➢ Suprimento de água; ➢ Ciclagem de nutrientes; ➢ Polinização. Muitas paisagens naturais foram moldadas e alteradas pela ação antrópica (do homem) → cercas, animais domésticos, fertilização do solo, irrigação, queimadas. Evolução atual dos sistemas de produção animal ↓ ruminantes ↓ Brasil → intensificação → pastagens semi intensivas → europa → desintensificação Conceitos básicos de agrostologia: ➢ PASTAGEM = área coberta por plantas forrageiras sendo utilizadas como alimentos pelos animais; ➢ FORRAGEM = biomassa de plantas que servem de alimento para os animais → pode ser pastejado ou fornecido direto no cocho; ➢ PASTEJO = retirada repetida da folhagem pelo animal, a qual deve ser continuamente reposta pela planta; ➢ PRODUÇÃO FORRAGEIRA = conversão de luz, água e nutrientes pelas plantas em carboidratos e proteínas; ➢ UTILIZAÇÃO FORRAGEIRA = conversão em carne, lã ou leite. Podemos caracterizar as plantas através de: ➢ Morfologia → estudo da estrutura e da forma; ➢ Fisiologia → estudo do funcionamento dos seus processos de crescimento e desenvolvimento. LEMBRAR! → as características morfológicas e fisiológicas estão e são intimamente relacionadas! Características morfológicas: 1) Ciclo de vida → período no qual o crescimento e desenvolvimento da planta é maximizado. Estival: ➢ quando o crescimento é maior nas estações mais quentes do ano (primavera - verão); ➢ são forrageiras de clima tropical; ➢ grande crescimento; ➢ colmos grossos e folhas largas; ➢ requerem bastante luz, calor e sentem frio intenso; ➢ ex: milheto, sorgo, bermudas, grama forquilha. Hibernal: ➢ quando as espécies têm seu maior crescimento no inverno; ➢ forrageiras de clima temperado; ➢ dias menos ensolarados; menor crescimento; ➢ calmos finos, folhagem tenra (macia); ➢ ex: aveia, centeio, fetusca. Hiberno primaveril: ➢ quando as espécies são hibernais, mas tem seu pico de acúmulo de biomassa aérea no final do inverno ou início da primavera; ➢ ex: cornichão, azevém. 2) Duração de vida → tempo que a planta permanece viva → espécies tipicamente ou potencialmente perenes se comportam como anuais, de acordo com as condições ambientais e de manejo. Anual: ➢ crescem, frutificam e morrem em um período de até um ano; ➢ ex: azevém, aveia, trigo, centeio, ervilhaca; ➢ obs: algumas espécies podem perenizar-se por semeadura natural. Perenes: ➢ são plantas que sobrevivem por vários anos; ➢ apresentam um crescimento inicial mais lento, priorizando o acúmulo de reservas. Definições e conceitos: ➢ PASTAGEM → área do solo ocupada, principalmente, por plantas forrageiras nativas ou exóticas: ● Monoespecíficas; ● Pluri Específicas. --------------------------------------------------- forrageira� Podem ser agrupadas de acordo com: ➢ família; ➢ hábito de crescimento; ➢ época de crescimento; ➢ duração do ciclo. Família → a grande maioria das forrageiras está incluída em duas famílias botânicas, que são: ➢ Gramíneas → 75% ➢ Leguminosas → muito ricas em proteínas Hábito de crescimento → classificações: ➢ Cespitosa → são plantas que se desenvolvem em forma de touceira e apresentam pouca expansão lateral ● Ereto → São plantas que têm seu crescimento perpendicular ao solo e suas gemas se encontram acima do nível do solo. ➢ Prostrada → são plantas com expansão lateral, diferencia-se por seus caules não emitirem raízes. ● Decumbente → plantas com essas características apresentam, em uma fase inicial, crescimento estolonífero e, posteriormente, em competição com outras plantas, ereto; ● Estolonífera → expandem seus caules de forma horizontal, enraizando -se no solo → suas folhas são emitidas na vertical → ao nível do solo existem gemas de renovação protegidas por folhas mortas; ● Rizomatosa → plantas com caules e gemas subterrâneas. Época de crescimento: ➢ Estival → + crescimento na primavera e no verão; ➢ Hibernal → + crescimento no inverno; ➢ Hiberno primaveril → + crescimento no final do inverno ou início da primavera. Duração do ciclo: ➢ Anuais → germinam, desenvolvem e reproduzem em menos de um ano → priorizam a produção de sementes para atravessar períodos desfavoráveis. ➢ Perenes → sobrevivem por mais de um ano → apresentam um crescimento inicial mais lento → priorizam acúmulo de reservas. --------------------------------------------------- gramínea� Morfologia das gramíneas: ➢ Podem ser descritas, de maneira genérica, como um cilíndro ereto ancorado ao solo por meio das raízes e articulados por nós transversais, os quais possuem uma única folha alternada cuja parte inferior (bainha) abraça o caule, formando unidades de crescimentos chamadas perfilhos → um perfilho é formado por uma sequência de fitômeros --------------------------------------------------- legumin�sa� Morfologia das leguminosas: ➢ Raiz → axial, pivotante; ➢ Caule → variável: herbáceo, arbustivo, arbóreo; ➢ Folhas → compostas, alternas, estipuladas. --------------------------------------------------- espécie� C3 ➢ a denominação C3 advém do primeiro produto da fotossíntese; ➢ leguminosas e gramíneas temperadas; ➢ requer + H2O e CO2; ➢ espécies esbanjadoras de água. C4 ➢ primeiro produto da fotossíntese; ➢ gramíneas tropicais → “plantas de sol”; ➢ espécies de verão → + apropriadas ao ambiente seco. ➢ aproveitam melhor a água; ➢ produzem + massa. CAM ➢ plantas apropriadas aos ambientes áridos. Vantagens e desvantagens das espécies: ➢ C3 → desvantagem → requer concentrações mais altas de CO2 e H2O; ➢ C4 → vantagem → consegue trabalhar com concentrações de CO2 mais baixas na atmosfera e é mais apropriada a ambientes secos; ➢ CAM → sobrevivem em condições extremas → ambientes áridos. --------------------------------------------------- gramínea� anuai� d� invern� ➢ Uso estratégico em sistemas mistos/ integrados → pecuária - lavoura; ➢ Há “sobra” de áreas para pastagens anuais de inverno, ocupadas com culturas de grãos durante a estação quente; ➢ A grande maioria são cereais de duplo propósito: ● além de produzir grãos para alimentação humana, podem ser utilizadas para pastejo; ● possuem bom valor nutritivo. ➢ Exemplos: centeio, aveia branca, aveia preta, cevada, triticale, trigo. centei� (secale cereale) ➢ planta basicamente rústica, tolerante ao pisoteio; ➢ crescimento inicial vigoroso → maior precocidade que aveia e azevém; ➢ mais produtivo nos meses mais frios; ➢ semeadura → 60/80 kg/ ha de sementes. aveia� (avena spp) ➢ tipos de aveias: 1. aveia preta → avena strigosa; 2. aveia branca → avena sativa. ➢ diferenças morfológicas: 1. aveia branca → grãos maiores; 2. aveia preta → grãos menores; ➢ para pastejo, a aveia preta é mais indicada: ➔ colmos mais finos; ➔ folhas mais estreitas; ➔ maior precocidade e rusticidade; ➔ maior resistência a doenças. avei� pret� ➢ espécie rústica, pouco exigente; ➢ crescimento inicial vigoroso; ➢ excelente produção de matéria seca no primeiro corte/ pastejo; ➢ semeadura: ● março a julho; ● 60 a 80 kg/ha de sementes. avei� branc� ➢ descrição: ● ocorre apenas uma arista na flor, sendo que raramente a segunda flor na espigueta é aristada; ● menor afilhamento, folhas mais largas e claras. ➢ menos rústica, mais exigente em fertilidade do solo; ➢ sensibilidade a ataque de ferrugem das folhas e pulgões. azevé� (Lolium multiflorum) ➢ anual; ➢ hiberno primaveril; ➢ com ciclo de 4-6 meses; ➢ de cor verde escuro brilhante e mais estreita que a aveia; ➢ planta rústica, vigorosa e agressiva; ➢ perfilha em abundância; ➢ tolerante a pastejo e pisoteio, com alta capacidade de rebrote e ressemeadura natural; ➢ semeadura: ● março - junho;● 20-30 kg/ha de sementes. capi� lanud� (holcus lanatus) ➢ ciclo de reprodução ainda mais tardio; ➢ semeadura: ● outono; ● 10 kg/ha de sementes; ➢ manejo: ● pastejo em 70- 90 dias; ● ciclo de produção de julho a novembro. trig� (triticum aestivum) ➢ exigente em adubação para sucesso → pasto + grãos; ➢ cultivos de duplo propósito têm ciclo mais tardio; ➢ semeadura: ● março - junho; ● 90 -110 kg/ha. --------------------------------------------------- gramínea� hibernai� Gramíneas perenes de inverno: ➢ uso preferencial em sistemas não integrados com o cultivo de lavoura de grãos; ● estabelecimento mais lento, porém, em anos subsequentes à implantação, podem prover maior tempo de utilização da área pastejada que pastagens anuais; ● maior sucesso na perenização em regiões com verões “amenos”. gramíneas anuais X gramíneas perenes de inverno COMPARAÇÃO ANUAIS PERENES Período de pastejo até 5 meses 7 a 8 meses Rendimento 6 ton. MS/ha 10 a 12 ton. MS/ha Consorciações instável estável Conservação do solo pequena grande Competitividade grande pequena Qualidade 10 - 20% PB 15 - 20% Pb fetusc� (fetusca arundinacea) ➢ gramínea perene de inverno, cespitosa, verde escuro, brilhosa e com nervuras destacadas; ➢ estolões horizontais e rizomas curtos; ➢ sistema radical amplo/ vasto e profundo; ● plantas resistentes a pastejo e pisoteio; ● adaptação a terrenos declivosos; ● conservação dos solos. ➢ crescimento inicial lento; ➢ estabelecimento: ● março - abril; ● 25 a 40kg/ ha. dátil� (dactylis glomerata) → capi� d�� pomare� ➢ perene de curta duração → 2 a 4 anos; ➢ adaptada a solos bem drenados; ➢ não tolera estiagens . sistema radical e superficial; ➢ sensível a pastejo intenso; ➢ estabelecimento: ● março - setembro; ● 15 a 20 kh/ha. → gram� d�� gat�� (catgrass) ➢ recomendada para animais de pelo longo; ➢ efeito benéfico no sistema digestivo → busca evitar e impedir a obstrução intestinal. cevadilh� crivul� (bromus auleticus) ➢ gramínea perene, cespitosa, de folhagem abundante; ➢ espécie rústica, com picos de produção no outono e primavera; ➢ tolerância ao frio e a umidade; ➢ adapta-se a solos de baixa fertilidade; ➢ tolerante a sombreamento (sistemas silvipastoris) ● 8 ton. de MS/ha sob 50% de sombra; ● 7 ton. de MS/ha sob 80% de sombra; ➢ a semeadura: ● outono, março ou maio; ● 15 a 20kg/ha de sementes; ➢ regiões mais frias. --------------------------------------------------- legumin�sa� hibernai� Leguminosas de inverno: ➢ Fixação biológica de nitrogênio no sistema pastoril: ● redução de custos com adubação nitrogenada; ● incremento de até 250 kg de N/ha/ano; ● espécies “melhoradas” da fertilidade do solo. ➢ aumento do período produtivo e da qualidade da pastagem: ● diversidade de combinações em consórcios. ➢ limitação ao uso → falta de persistência ● cultivo em áreas “marginais”; ● fertilidade de solo inadequada; ● práticas inadequadas de manejo do pastejo → intensidade e frequência de desfolha. ➢ falta de competitividade nos consórcios. O que se busca em uma leguminosa forrageira? 1. resposta a fertilizantes; 2. persistência nas consorciações; 3. adaptação a variadas condições de solo; 4. alta produção de sementes; 5. resistência às principais pragas e doenças; 6. alto valor forrageiro ao longo do ciclo de crescimento; 7. ausência de toxinas; 8. eficiência na fixação de nitrogênio. cornichã� (lottus spp) ➢ perenes, eretas; ➢ grande adaptação às diferentes condições do RS; ➢ + exigente em manejo; ➢ - exigente em fertilidade do solo; ➢ resistente a geadas. trev� branc� (trifolium repens) ➢ bianual/perene, prostrada, estolonífera; ➢ plantas glabras, com folíolos com ou sem mancha branca, inflorescências globulares e brancas; ➢ + tolerante a pastejo e pisoteio que o cornichão; ➢ tolerância a solos mal drenados; ➢ potencial utilização em áreas de várzea; ➢ estolões formam novas plantas → perisitência; ➢ estabelecimento: ● outono → abril - junho; ● 2-4 kg sementes/ ha; ● lento = 90 - 100 dias. ➢ produção → 4-5 ton. MS/ha ➢ ciclo produtivo → março a dezembro; ➢ manejo: ● evitar dominância em consorciações; ● entrada → 15 - 20 cm; ● saída → 5 - 10 cm. trev� vesicul�s� (trifolium vesiculosum) ➢ anual, ereto, alta 0% tanino → pereniza se permitida a ressemeadura natural; ➢ caules lisos, grossos e ocos, de cor púrpura; ➢ estípulas esbranquiçadas e pontuadas; ➢ folíolos glabros e pontiagudos; ➢ inflorescências cônicas; ➢ lento desenvolvimento inicial; ➢ sementes duras (70%) → escarificação ➢ estabelecimento: ● outono (abril - maio); ● 6-8 kg/ha de sementes; ● escarificar as sementes; ● Rhizobium específico. ➢ produção → 6-8 ton. MS/ha de julho a dezembro; ➢ pastejo → entrada 20-30cm e resíduo maior que 15cm. trev� vermelh� (trifolium pratense) ➢ folíolos com manchas brancas; ➢ inflorescências globulares lilás - violáceas; ➢ não tolera solos úmidos; ➢ grande produção de sementes: ● perenes de curta duração; ● anual sob verões secos. ➢ crescimento inicial mais rápido; ➢ ciclo produtivo → agosto a dezembro; ➢ estabelecimento: ● outono; ● 6-8 kg/ha sementes. ➢ indicado para consorciações e introdução em campo; ➢ pastejo: ● entrada → 20-30 cm; ● saída → 15 cm; trev� encarnad� (trifolium incarnatum) ➢ anual, de crescimento ereto; ➢ pilosa, com inflorescências cônicas, vermelho; ➢ rápido estabelecimento; ➢ muito tolerante ao frio; ➢ estabelecimento: ● início do outono; ● 10 - 15 kg/ ha sementes. ➢ produção → 3-5 ton. MS/ha. ervilhaca� (vicia sativa/ vicia vilosa) ➢ anuais, escandentes; ➢ maiores perdas de forragem pelo pastejo/ pisoteio; ➢ lento estabelecimento e produção tardia; ➢ bom comportamento em consórcio com gramíneas; ➢ estabelecimento: ● outono; ● 40-60 kg/ha sementes. ➢ produção → 2-4 ton. MS/ha ➢ vicia vilosa → mais tardia. Tratamento de sementes: ➢ Inoculação → é de fundamental importância, principalmente onde não existem estirpes de Rhizobium (bactérias do solo) nativas eficientes no solo. Escarificação → processo de redução ou quebra do revestimento da semente para que a umidade possa penetrar e o embrião possa começar o processo germinativo. 1. Químicos: imersão em ácido sulfúrico concentrado por períodos de tempo entre 10-15 minutos, seguida de lavagem e posterior secagem. Difícil de manipular; 2. Água quente: uma das vantagens é o baixo custo e fácil emprego. Imersão das sementes em água quente a 80ºC durante 2 minutos e posterior lavagem com água fria e secagem das mesmas; 3. Mecânico: pode ser efetuada usando elementos cortantes ou simplesmente lixas. Método mais utilizado em leguminosas. --------------------------------------------------- forrageira� d� estaçã� quent�: → O que considerar na escolha da forrageira? ● Distinguir as principais características para correta utilização (ciclos de produção); ● Adaptação ao clima e tipo de solo do local de implantação → precipitação, luminosidade e temperatura. --------------------------------------------------- gramínea� anuai� d� estaçã� quent�: Por que utilizar? ● Quando a pastagem nativa disponível é de baixa qualidade; ● Semente disponível de boa qualidade (preço acessível); ● Rápido estabelecimento; ● Elevada produção de forragem → depende da fertilidade do solo; limitações - valor nutricional. Poacea� (gramíneas): → Anuais: ● Capim sudão; ● Milheto; ● Sorgo forrageiro. → Perenes: ● Axoponus; ● Cynodan; ● Digitaria; ● Hermarthria; ● Panicum; ● Paspalun; ● Pennisetun; ● Urochloa. Fabacea� (Leguminosas): → Anuais: ● Feijão miúdo. → Perenes: ● Alfafa; ● Amendoim forrageiro. milhet� (Pennisetum glaucum): ● Originária: África e Índia; ● Hábito de crescimento: ereta; ● Densidade: 30-40kg sementes/ha (temperatura do solo > 18ºC); ● Raízes adventícias até 5cm de profundidade; ● Adaptação a vários tipos de solos, especialmente bem drenados; ● Tolerante à baixa fertilidade do solo e a condições de déficit hídrico. → Exigências: ● Temperatura em torno de 20ºC; ● Boa resposta a adubação; ● Época de semeadura: apartir de outubro; ● Utilização: novembro a mais; ● Produção de até 20t MS/ha (mais frequente em torno de 12t); ● Digestibilidade: 50-71%; ● PB: 7,6-17,2%; ● FDN: 64-74%. capi� sudã� (Sorghum sudanensis): ● Origem: Sudão; ● Hábito de crescimento: ereto, cespitoso (1-3cm); ● Colmos finos (3-6cm), raramente excedem a um lápis. Em condições favoráveis, até 100 colmos a partir da coroa da planta (excelente capacidade de perfilhar); ● Solos: várzea e férteis; ● Densidade de semeadura: 10kg em linha; 15-20kg/ha a lança; ● Produção de MS: 8-16t MS/ha; ● Manejo: pré pastejo - 40cm; pós pastejo - 25cm; ● Época de implantação: outubro a dezembro; ● Valor nutritivo: 12% PB; alta digestibilidade; ● Principais cultivares: BRS800; BRS estrito; ● Outras informações: Resistência seca (média), frio (média), umidade (baixa), cigarrinha (média). sorg� forrageir� (Sorghum bicolor L.): ● Origem: África; ● Colmos: eretos, dispostos em forma de touceira; ● Folhas: 25-50mm de largura e 50-100cm de comprimento; ● Solos: pesados e compactados; ● Formas de uso: in natura picado no cocho, pastejo, silagem e pré secado; ● Tolerância à seca: alta (comparado ao milho); ● Produção de MS: 8-18t MS/ha/ano; ● Não deve ser pastejado antes de atingir 60cm de altura devido a presença de HCN. --------------------------------------------------- gramínea� perene� estaçã� quent�: ● Pastagem nativa disponível de baixa qualidade; ● Elevada produção de forragem - dep. fertilidade; ● Implantação - custo - econômico e ecológico - diluído em vários anos; ● Anos seguintes: responde rapidamente a melhora das condições ambientais (sem riscos inerente a implantação), fonte de nutriente; ● Limitações: valor nutricional; ● Grande maioria adaptada ao RS: multiplicação por mudas; ● Lento estabelecimento. missioneir� gigant� (Axoponus catharinensis): ● Híbrido natural; ● Estolonífera; ● Multiplicação por mudas; ● Tolerante ao frio, sombra e pisoteio; ● Competitiva; ● Produção MS: 8 a 24t MS/ha; ● 13%PB; ● Capacidade de suporte: 1500-2000kg PV; ● GMD: 750g. cynoda�: ● Gramas bermuda ou seda; ● Grama estrela africana; ● Seus híbridos. tifto� 85 (Cynodon spp.): ● Folha mais larga, muito tolerante a seca e pastejo; ● Inflorescência: 5 racemos; ● Época de implantação: agosto a janeiro - subterrânea com coroa, estolões e rizomas; dezembro a janeiro - partes aéreas; ● Plantio: 1500-2000kg/ha; 5-8cm de profundidade (mudas); ● PB: 7,8 a 16,8%; ● MS: 8-23kg. jig�� (Cynodon spp.) ● Selecionados: Texas; ● Alto potencial produtivo em solos com alta fertilidade e bom desenvolvimento em solos pobres; ● Tolerante à seca; ● Forma dossel denso; ● Rizomas e estolões finos; ● Folhas e caules mais finos. cynodo� dactylo� c�. vaquer� - semente�: ● Composta por 3 cultivares: pyramid, mirage, CD90160; ● Maior exigência em fertilidade do solo - pH; ● Folha mais finas: feno; ● Eficaz em utilizar água: 30% mais que tifton; ● Solo bem drenado; ● Densidade de semeadura: 6kh/ha (peletizado). gêner� Urochlo� (Brachiari�) ● U. brizanta, U. humidicda; U. decumbens; U. ruziziensis; ● Sistema radicular vigoroso e profundo. Pennisetu� purpure�: ● Origem: África tropical; ● Hábito de crescimento: cespitoso ereto; ● Colmos entrenós de até 20cm; ● Rizomas curtos; ● Solo profundo e bem drenado: tolera baixos pH; ● Produtividade elevada (entre 20-30t MS/ha/ano); ● Multiplicação por mudas; ● Principais grupos das cultivares: anão, cameroon, mercker, napier; ● Híbridos: milheto x capim elefante. capi� elefant� anã� ● Parte baixa (entrenós curtos) → 1,5m; ● Rendimento de MS de folhas: ➢ Anão 80%; ➢ Outro cultivares: 44% ● Grande resistência em manejo adequado Grup�� híbrid�� ● Capim elefante cv. paraíso → capim elefante comum X milheto; ● Multiplicação por sementes. --------------------------------------------------- legumin�sa� O porquê das leguminosas? ● Valor nutricional excelente; ● Fixação de N do ar → via Rhizobium; ● Diversificação do ambiente de pastejo e da exploração dos recursos naturais. Limitações das leguminosas: ● Exigência em disponibilidade hídrica e fertilidade do solo; ● Menor tolerância ao pastejo; ● Sementes duras → escarificação; ● Preço da semente; Feijã� miúd� (vigno unguiculata) ● Inflorescência arroxeada ou amarelada; ● Bem em solos pobres, arenosos, pouca tolerância a solos encharcados; ● Semente preta a amarela claro; ● Sistema radicular até 90 cm; ● Muito resistente a seco; ● Grande proteção ao solo, especialmente contra erosão édica → elevada condição de cobertura; ● Muito utilizada por pequenos produtores de leite (cocho) podendo atingir 20 a 25 % PB; ● Sob pastoreio, utilizada em consórcio com milheto, onde recomenda-se manter a pastagem em pré- pastejo com altura de 60cm e pós- pastejo → 20 cm; ● O feijão varia entre 40 e 20 cm sendo que no resíduo permanecem ao menos 8 nós → contribui com cerca de 60% de N para gramínea; ● Produção de MS - 5-7 ton./ha (2 à 3 desfolhas); alfaf� (medicago sativa L) ● Considerada a rainha das forrageiras; ● Herbácea, semi- ereta e ereta; ● Raiz pivotante → muito profunda; entre 30 e 60 cm ocorre intensa ramificação secundária → principais responsáveis pelo suprimento de nutrientes; ● Exigente em solos férteis e profundas e bem drenadas; ● Flores pequenas → cor púrpura; dispostas em racemos abertos; ● Produção de forragem máxima → 15 ton. MS/ha/ano; ● Importante fonte de Pe Ca ● Desempenho animal → 24L/vaca/dia; ● Excelente capacidade de fixação de N: 100 a 300 kg/ha/ano; ● Sem ressemeadura natural; ● Risco alto de timpanismo; ● Excelente para feno; ● Equinos tem grande preferência → é altamente palatável. amendoi� forrageir� (arachis pintol) ● Crescem com nível de sombreamento de até 70%; ● Produção de 6 a 13 t/MS; ● Valor nutritivo maior que a maioria das leguminosas tropicais; ● PB = 13 a 22%; ● Ausência de relatos de timpanismo; ● Altamente adaptada ao pastejo, pontos de crescimento rentes ao solo, muito protegidos; ● Boa aceitação, mas necessita período de adaptação. --------------------------------------------------- implantaçã� d� pastage� Métodos de preparo do solo: ● Cultivo convencional; ● Cultivo mínimo de preparo reduzido; ● Semeadura direta → com ou sem dessecação; ● Sem preparo do solo → sobressemeadura → ingestão pelos animais Cultivo convencional: ➔ Preparo primário: ◆ Revolvimento completo da camada arável; ◆ Incorporação de corretivos e fertilizantes; ◆ Descompactação superficial do solo; ◆ Incorporação de restos vegetais. ➔ Preparo secundário: ◆ Destorroamento do solo; ◆ Nivelamento do solo; ◆ Controle de plantas indesejáveis; ◆ Facilita o contato semente → solo; Alto risco econômico e ecológico em áreas com declive significativo → perda de água e solo. Cultivo convencional: ● Desestruturação e compactação do solo; ● Redução de matéria orgânica; ● Alto risco de erosão; ● Eliminação de toda vegetação; ● Alto custo; ● Em desuso; ● Principais usos em forrageiras; ● Implantação de espécies; ● Multiplicação vegetativa; ● Lento estabelecimento; ● Sementes de alto valor. Cultivo mínimo ou preparo reduzido: Etapas: 1. Supressão/ rebaixamento da vegetação de pastagem → roçada, pastejo ou herbicida; 2. Gradagem leve → grade aberta ou “meia trava”; ● Mantém pastagem existente → provocar um distúrbio → controle da agressividade; ● Razoável incorporação de corretivos e fertilizantes; ● Baixo risco de erosão; ● Menor custo de incorporação; ● Alternativa para solos rasos, com alta susceptibilidade à erosão e muito úmidos → trânsito de máquinas, risco de demasiado enterro da semente e compactação do solo; ● Principais usos em forragiculturas: ➔ Introdução de espécies hibernais sobre o campo nativo → melhoramento → ou pastagem cultivada perene estival ➔ Implantação de pastagens em restevas. Semeadura direta: ● Revolvimento de solo na linha de semeadura; ● Necessita de supressão da vegetação; ● Mantém a estrutura do solo; ● Menor custo do operador → alto custo da máquina; ● Semeaduradireta é diferente de plantio direto; ● Principais usos em forragicultura: ➔ Introdução de espécies hibernais sobre campo nativo (melhoramento) ou pastagem cultivada perene estival; ➔ Implantação de pastagens em restevas. Sem preparo: ● Utilizada em solos rasos com pedras, topografia declivosa inapropriados para trânsito de máquinas; ● Menor custo; ● Incorporação da semente por pisoteio de animais. Distribuição de sementes: ● A lanço → manualmente, ciclone, avião, ingestão pelos animais; ● Distribuição aleatória; ● Rebaixamento da vegetação → diminuir a competição com forragem introduzida e facilitar o contato da semente com o solo → pisoteio. implantaçã� po� muda� Motivos: ● Não apresenta sementes variáveis; ● Baixa produção de sementes; ● Descendência heterogênea por segregação de alelos; ● Dificuldade para colheita de sementes; ● Sobreposição de características; ● Preparo do solo → correção e/ ou fertilização → preparo de sulcos/ covas → disposição de mudas → incorporação de solo. Deposição de sementes no solo a lanço: ● Ciclone, manual, avião, ingestão pelos animais; ● Distribuição aleatória da semente e adubo; ● Enterramento da semente por leve revolvimento do solo → gradagem leve → para sementes grandes Características: ● Risco de distribuição desuniforme; ● Sementes expostas e sujeitas a desidratação e predação; ● Uso de maior quantidade de sementes; ● Necessidade de cobrir sementes; Deposição das sementes no solo em unha: ● Distribuição do adubo próximo da semente; ● Uniformidade na distribuição horizontal e vertical da semente e adubo; ● Mínimo revolvimento do solo na linha de semeadura → manutenção da vegetação ● A semente é coberta e compactada pela própria máquina → aumento do contato semente - solo. Fundamento na semeadura → favorecer íntimo contato semente/solo. Enterramento e leve compactação superficial. ★ Semeadura unha → semeadoro; ★ Semeadura a lanço → rolos compactadores; Como determinar a técnica a ser utilizada? ● Espécie utilizada; ● Máquina disponível; ● Condições climáticas; ● Condições edóficas; ● Condições locais. A lanço → convencional, mínimo, sem preparo. Em linhas → convencional, mínimo, plantio direto.