Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

…………. agr�stologi� ………….
resumo - prova 1
Rafaela Amestoy e Vitória Fernandes
UFPel - Med. Veterinária - 3° semestre
introduçã� � agr�stologi�
Benefícios das forrageiras:
➢ Leite, queijo, manteiga,
sorvetes;
➢ Lã, roupas;
➢ Couros, sapatos e adornos;
➢ Carne;
➢ Combustível;
➢ Madeira;
➢ Turismo;
➢ Produtos medicinais;
➢ Proteção ambiental.
As pastagens fazem parte de
ecossistemas → benefícios:
➢ Clima;
➢ Gases;
➢ Suprimento de água;
➢ Ciclagem de nutrientes;
➢ Polinização.
Muitas paisagens naturais foram
moldadas e alteradas pela ação
antrópica (do homem) → cercas,
animais domésticos, fertilização do
solo, irrigação, queimadas.
Evolução atual dos sistemas de
produção animal
↓
ruminantes
↓
Brasil → intensificação → pastagens
semi intensivas → europa →
desintensificação
Conceitos básicos de agrostologia:
➢ PASTAGEM = área coberta por
plantas forrageiras sendo
utilizadas como alimentos pelos
animais;
➢ FORRAGEM = biomassa de
plantas que servem de alimento
para os animais → pode ser
pastejado ou fornecido direto no
cocho;
➢ PASTEJO = retirada repetida da
folhagem pelo animal, a qual
deve ser continuamente reposta
pela planta;
➢ PRODUÇÃO FORRAGEIRA =
conversão de luz, água e
nutrientes pelas plantas em
carboidratos e proteínas;
➢ UTILIZAÇÃO FORRAGEIRA =
conversão em carne, lã ou leite.
Podemos caracterizar as plantas
através de:
➢ Morfologia → estudo da
estrutura e da forma;
➢ Fisiologia → estudo do
funcionamento dos seus
processos de crescimento e
desenvolvimento.
LEMBRAR! → as características
morfológicas e fisiológicas estão e são
intimamente relacionadas!
Características morfológicas:
1) Ciclo de vida → período no qual
o crescimento e
desenvolvimento da planta é
maximizado.
Estival:
➢ quando o crescimento é maior
nas estações mais quentes do
ano (primavera - verão);
➢ são forrageiras de clima
tropical;
➢ grande crescimento;
➢ colmos grossos e folhas largas;
➢ requerem bastante luz, calor e
sentem frio intenso;
➢ ex: milheto, sorgo, bermudas,
grama forquilha.
Hibernal:
➢ quando as espécies têm seu
maior crescimento no inverno;
➢ forrageiras de clima
temperado;
➢ dias menos ensolarados; menor
crescimento;
➢ calmos finos, folhagem tenra
(macia);
➢ ex: aveia, centeio, fetusca.
Hiberno primaveril:
➢ quando as espécies são
hibernais, mas tem seu pico de
acúmulo de biomassa aérea no
final do inverno ou início da
primavera;
➢ ex: cornichão, azevém.
2) Duração de vida → tempo
que a planta permanece viva →
espécies tipicamente ou
potencialmente perenes se
comportam como anuais, de
acordo com as condições
ambientais e de manejo.
Anual:
➢ crescem, frutificam e morrem
em um período de até um ano;
➢ ex: azevém, aveia, trigo,
centeio, ervilhaca;
➢ obs: algumas espécies podem
perenizar-se por semeadura
natural.
Perenes:
➢ são plantas que sobrevivem por
vários anos;
➢ apresentam um crescimento
inicial mais lento, priorizando o
acúmulo de reservas.
Definições e conceitos:
➢ PASTAGEM → área do solo
ocupada, principalmente, por
plantas forrageiras nativas ou
exóticas:
● Monoespecíficas;
● Pluri Específicas.
---------------------------------------------------
forrageira�
Podem ser agrupadas de acordo
com:
➢ família;
➢ hábito de crescimento;
➢ época de crescimento;
➢ duração do ciclo.
Família → a grande maioria das
forrageiras está incluída em duas
famílias botânicas, que são:
➢ Gramíneas → 75%
➢ Leguminosas → muito ricas em
proteínas
Hábito de crescimento →
classificações:
➢ Cespitosa → são plantas que
se desenvolvem em forma de
touceira e apresentam pouca
expansão lateral
● Ereto → São plantas que
têm seu crescimento
perpendicular ao solo e
suas gemas se
encontram acima do
nível do solo.
➢ Prostrada → são plantas com
expansão lateral, diferencia-se
por seus caules não emitirem
raízes.
● Decumbente → plantas
com essas
características
apresentam, em uma
fase inicial, crescimento
estolonífero e,
posteriormente, em
competição com outras
plantas, ereto;
● Estolonífera →
expandem seus caules
de forma horizontal,
enraizando -se no solo
→ suas folhas são
emitidas na vertical → ao
nível do solo existem
gemas de renovação
protegidas por folhas
mortas;
● Rizomatosa → plantas
com caules e gemas
subterrâneas.
Época de crescimento:
➢ Estival → + crescimento na
primavera e no verão;
➢ Hibernal → + crescimento no
inverno;
➢ Hiberno primaveril → +
crescimento no final do inverno
ou início da primavera.
Duração do ciclo:
➢ Anuais → germinam,
desenvolvem e reproduzem em
menos de um ano → priorizam
a produção de sementes para
atravessar períodos
desfavoráveis.
➢ Perenes → sobrevivem por
mais de um ano → apresentam
um crescimento inicial mais
lento → priorizam acúmulo de
reservas.
---------------------------------------------------
gramínea�
Morfologia das gramíneas:
➢ Podem ser descritas, de
maneira genérica, como um
cilíndro ereto ancorado ao solo
por meio das raízes e
articulados por nós
transversais, os quais possuem
uma única folha alternada cuja
parte inferior (bainha) abraça o
caule, formando unidades de
crescimentos chamadas
perfilhos → um perfilho é
formado por uma sequência de
fitômeros
---------------------------------------------------
legumin�sa�
Morfologia das leguminosas:
➢ Raiz → axial, pivotante;
➢ Caule → variável: herbáceo,
arbustivo, arbóreo;
➢ Folhas → compostas, alternas,
estipuladas.
---------------------------------------------------
espécie�
C3
➢ a denominação C3 advém do
primeiro produto da
fotossíntese;
➢ leguminosas e gramíneas
temperadas;
➢ requer + H2O e CO2;
➢ espécies esbanjadoras de
água.
C4
➢ primeiro produto da
fotossíntese;
➢ gramíneas tropicais → “plantas
de sol”;
➢ espécies de verão → +
apropriadas ao ambiente seco.
➢ aproveitam melhor a água;
➢ produzem + massa.
CAM
➢ plantas apropriadas aos
ambientes áridos.
Vantagens e desvantagens das
espécies:
➢ C3 → desvantagem → requer
concentrações mais altas de
CO2 e H2O;
➢ C4 → vantagem → consegue
trabalhar com concentrações de
CO2 mais baixas na atmosfera
e é mais apropriada a
ambientes secos;
➢ CAM → sobrevivem em
condições extremas →
ambientes áridos.
---------------------------------------------------
gramínea� anuai� d� invern�
➢ Uso estratégico em sistemas
mistos/ integrados → pecuária -
lavoura;
➢ Há “sobra” de áreas para
pastagens anuais de inverno,
ocupadas com culturas de
grãos durante a estação
quente;
➢ A grande maioria são cereais
de duplo propósito:
● além de produzir grãos
para alimentação
humana, podem ser
utilizadas para pastejo;
● possuem bom valor
nutritivo.
➢ Exemplos: centeio, aveia
branca, aveia preta, cevada,
triticale, trigo.
centei� (secale cereale)
➢ planta basicamente rústica,
tolerante ao pisoteio;
➢ crescimento inicial vigoroso →
maior precocidade que aveia e
azevém;
➢ mais produtivo nos meses mais
frios;
➢ semeadura → 60/80 kg/ ha de
sementes.
aveia� (avena spp)
➢ tipos de aveias:
1. aveia preta → avena
strigosa;
2. aveia branca → avena
sativa.
➢ diferenças morfológicas:
1. aveia branca → grãos
maiores;
2. aveia preta → grãos
menores;
➢ para pastejo, a aveia preta é
mais indicada:
➔ colmos mais finos;
➔ folhas mais estreitas;
➔ maior precocidade e
rusticidade;
➔ maior resistência a
doenças.
avei� pret�
➢ espécie rústica, pouco exigente;
➢ crescimento inicial vigoroso;
➢ excelente produção de matéria
seca no primeiro corte/ pastejo;
➢ semeadura:
● março a julho;
● 60 a 80 kg/ha de
sementes.
avei� branc�
➢ descrição:
● ocorre apenas uma
arista na flor, sendo que
raramente a segunda flor
na espigueta é aristada;
● menor afilhamento,
folhas mais largas e
claras.
➢ menos rústica, mais exigente
em fertilidade do solo;
➢ sensibilidade a ataque de
ferrugem das folhas e pulgões.
azevé� (Lolium multiflorum)
➢ anual;
➢ hiberno primaveril;
➢ com ciclo de 4-6 meses;
➢ de cor verde escuro brilhante e
mais estreita que a aveia;
➢ planta rústica, vigorosa e
agressiva;
➢ perfilha em abundância;
➢ tolerante a pastejo e pisoteio,
com alta capacidade de rebrote
e ressemeadura natural;
➢ semeadura:
● março - junho;● 20-30 kg/ha de
sementes.
capi� lanud� (holcus lanatus)
➢ ciclo de reprodução ainda mais
tardio;
➢ semeadura:
● outono;
● 10 kg/ha de sementes;
➢ manejo:
● pastejo em 70- 90 dias;
● ciclo de produção de
julho a novembro.
trig� (triticum aestivum)
➢ exigente em adubação para
sucesso → pasto + grãos;
➢ cultivos de duplo propósito têm
ciclo mais tardio;
➢ semeadura:
● março - junho;
● 90 -110 kg/ha.
---------------------------------------------------
gramínea� hibernai�
Gramíneas perenes de inverno:
➢ uso preferencial em sistemas
não integrados com o cultivo de
lavoura de grãos;
● estabelecimento mais
lento, porém, em anos
subsequentes à
implantação, podem
prover maior tempo de
utilização da área
pastejada que pastagens
anuais;
● maior sucesso na
perenização em regiões
com verões “amenos”.
gramíneas anuais X gramíneas
perenes de inverno
COMPARAÇÃO ANUAIS PERENES
Período de
pastejo
até 5
meses
7 a 8 meses
Rendimento 6 ton.
MS/ha
10 a 12 ton.
MS/ha
Consorciações instável estável
Conservação do
solo
pequena grande
Competitividade grande pequena
Qualidade 10 - 20%
PB
15 - 20% Pb
fetusc� (fetusca arundinacea)
➢ gramínea perene de inverno,
cespitosa, verde escuro,
brilhosa e com nervuras
destacadas;
➢ estolões horizontais e rizomas
curtos;
➢ sistema radical amplo/ vasto e
profundo;
● plantas resistentes a
pastejo e pisoteio;
● adaptação a terrenos
declivosos;
● conservação dos solos.
➢ crescimento inicial lento;
➢ estabelecimento:
● março - abril;
● 25 a 40kg/ ha.
dátil� (dactylis glomerata)
→ capi� d�� pomare�
➢ perene de curta duração → 2 a
4 anos;
➢ adaptada a solos bem
drenados;
➢ não tolera estiagens . sistema
radical e superficial;
➢ sensível a pastejo intenso;
➢ estabelecimento:
● março - setembro;
● 15 a 20 kh/ha.
→ gram� d�� gat�� (catgrass)
➢ recomendada para animais de
pelo longo;
➢ efeito benéfico no sistema
digestivo → busca evitar e
impedir a obstrução intestinal.
cevadilh� crivul� (bromus auleticus)
➢ gramínea perene, cespitosa, de
folhagem abundante;
➢ espécie rústica, com picos de
produção no outono e
primavera;
➢ tolerância ao frio e a umidade;
➢ adapta-se a solos de baixa
fertilidade;
➢ tolerante a sombreamento
(sistemas silvipastoris)
● 8 ton. de MS/ha sob 50%
de sombra;
● 7 ton. de MS/ha sob 80%
de sombra;
➢ a semeadura:
● outono, março ou maio;
● 15 a 20kg/ha de
sementes;
➢ regiões mais frias.
---------------------------------------------------
legumin�sa� hibernai�
Leguminosas de inverno:
➢ Fixação biológica de nitrogênio
no sistema pastoril:
● redução de custos com
adubação nitrogenada;
● incremento de até 250 kg
de N/ha/ano;
● espécies “melhoradas”
da fertilidade do solo.
➢ aumento do período produtivo e
da qualidade da pastagem:
● diversidade de
combinações em
consórcios.
➢ limitação ao uso → falta de
persistência
● cultivo em áreas
“marginais”;
● fertilidade de solo
inadequada;
● práticas inadequadas de
manejo do pastejo →
intensidade e frequência
de desfolha.
➢ falta de competitividade nos
consórcios.
O que se busca em uma leguminosa
forrageira?
1. resposta a fertilizantes;
2. persistência nas consorciações;
3. adaptação a variadas
condições de solo;
4. alta produção de sementes;
5. resistência às principais pragas
e doenças;
6. alto valor forrageiro ao longo do
ciclo de crescimento;
7. ausência de toxinas;
8. eficiência na fixação de
nitrogênio.
cornichã� (lottus spp)
➢ perenes, eretas;
➢ grande adaptação às diferentes
condições do RS;
➢ + exigente em manejo;
➢ - exigente em fertilidade do
solo;
➢ resistente a geadas.
trev� branc� (trifolium repens)
➢ bianual/perene, prostrada,
estolonífera;
➢ plantas glabras, com folíolos
com ou sem mancha branca,
inflorescências globulares e
brancas;
➢ + tolerante a pastejo e pisoteio
que o cornichão;
➢ tolerância a solos mal
drenados;
➢ potencial utilização em áreas de
várzea;
➢ estolões formam novas plantas
→ perisitência;
➢ estabelecimento:
● outono → abril - junho;
● 2-4 kg sementes/ ha;
● lento = 90 - 100 dias.
➢ produção → 4-5 ton. MS/ha
➢ ciclo produtivo → março a
dezembro;
➢ manejo:
● evitar dominância em
consorciações;
● entrada → 15 - 20 cm;
● saída → 5 - 10 cm.
trev� vesicul�s� (trifolium
vesiculosum)
➢ anual, ereto, alta 0% tanino →
pereniza se permitida a
ressemeadura natural;
➢ caules lisos, grossos e ocos, de
cor púrpura;
➢ estípulas esbranquiçadas e
pontuadas;
➢ folíolos glabros e pontiagudos;
➢ inflorescências cônicas;
➢ lento desenvolvimento inicial;
➢ sementes duras (70%) →
escarificação
➢ estabelecimento:
● outono (abril - maio);
● 6-8 kg/ha de sementes;
● escarificar as sementes;
● Rhizobium específico.
➢ produção → 6-8 ton. MS/ha de
julho a dezembro;
➢ pastejo → entrada 20-30cm e
resíduo maior que 15cm.
trev� vermelh� (trifolium pratense)
➢ folíolos com manchas brancas;
➢ inflorescências globulares lilás -
violáceas;
➢ não tolera solos úmidos;
➢ grande produção de sementes:
● perenes de curta
duração;
● anual sob verões secos.
➢ crescimento inicial mais rápido;
➢ ciclo produtivo → agosto a
dezembro;
➢ estabelecimento:
● outono;
● 6-8 kg/ha sementes.
➢ indicado para consorciações e
introdução em campo;
➢ pastejo:
● entrada → 20-30 cm;
● saída → 15 cm;
trev� encarnad� (trifolium incarnatum)
➢ anual, de crescimento ereto;
➢ pilosa, com inflorescências
cônicas, vermelho;
➢ rápido estabelecimento;
➢ muito tolerante ao frio;
➢ estabelecimento:
● início do outono;
● 10 - 15 kg/ ha sementes.
➢ produção → 3-5 ton. MS/ha.
ervilhaca� (vicia sativa/ vicia vilosa)
➢ anuais, escandentes;
➢ maiores perdas de forragem
pelo pastejo/ pisoteio;
➢ lento estabelecimento e
produção tardia;
➢ bom comportamento em
consórcio com gramíneas;
➢ estabelecimento:
● outono;
● 40-60 kg/ha sementes.
➢ produção → 2-4 ton. MS/ha
➢ vicia vilosa → mais tardia.
Tratamento de sementes:
➢ Inoculação → é de fundamental
importância, principalmente
onde não existem estirpes de
Rhizobium (bactérias do solo)
nativas eficientes no solo.
Escarificação → processo de
redução ou quebra do revestimento da
semente para que a umidade possa
penetrar e o embrião possa começar o
processo germinativo.
1. Químicos: imersão em ácido
sulfúrico concentrado por
períodos de tempo entre 10-15
minutos, seguida de lavagem e
posterior secagem. Difícil de
manipular;
2. Água quente: uma das
vantagens é o baixo custo e
fácil emprego. Imersão das
sementes em água quente a
80ºC durante 2 minutos e
posterior lavagem com água fria
e secagem das mesmas;
3. Mecânico: pode ser efetuada
usando elementos cortantes ou
simplesmente lixas. Método
mais utilizado em leguminosas.
---------------------------------------------------
forrageira� d� estaçã�
quent�:
→ O que considerar na escolha da
forrageira?
● Distinguir as principais
características para correta
utilização (ciclos de produção);
● Adaptação ao clima e tipo de
solo do local de implantação →
precipitação, luminosidade e
temperatura.
---------------------------------------------------
gramínea� anuai� d� estaçã�
quent�:
Por que utilizar?
● Quando a pastagem nativa
disponível é de baixa qualidade;
● Semente disponível de boa
qualidade (preço acessível);
● Rápido estabelecimento;
● Elevada produção de forragem
→ depende da fertilidade do
solo; limitações - valor
nutricional.
Poacea� (gramíneas):
→ Anuais:
● Capim sudão;
● Milheto;
● Sorgo forrageiro.
→ Perenes:
● Axoponus;
● Cynodan;
● Digitaria;
● Hermarthria;
● Panicum;
● Paspalun;
● Pennisetun;
● Urochloa.
Fabacea� (Leguminosas):
→ Anuais:
● Feijão miúdo.
→ Perenes:
● Alfafa;
● Amendoim forrageiro.
milhet� (Pennisetum glaucum):
● Originária: África e Índia;
● Hábito de crescimento: ereta;
● Densidade: 30-40kg
sementes/ha (temperatura do
solo > 18ºC);
● Raízes adventícias até 5cm de
profundidade;
● Adaptação a vários tipos de
solos, especialmente bem
drenados;
● Tolerante à baixa fertilidade do
solo e a condições de déficit
hídrico.
→ Exigências:
● Temperatura em torno de 20ºC;
● Boa resposta a adubação;
● Época de semeadura: apartir
de outubro;
● Utilização: novembro a mais;
● Produção de até 20t MS/ha
(mais frequente em torno de
12t);
● Digestibilidade: 50-71%;
● PB: 7,6-17,2%;
● FDN: 64-74%.
capi� sudã� (Sorghum sudanensis):
● Origem: Sudão;
● Hábito de crescimento: ereto,
cespitoso (1-3cm);
● Colmos finos (3-6cm),
raramente excedem a um lápis.
Em condições favoráveis, até
100 colmos a partir da coroa da
planta (excelente capacidade
de perfilhar);
● Solos: várzea e férteis;
● Densidade de semeadura: 10kg
em linha; 15-20kg/ha a lança;
● Produção de MS: 8-16t MS/ha;
● Manejo: pré pastejo - 40cm; pós
pastejo - 25cm;
● Época de implantação: outubro
a dezembro;
● Valor nutritivo: 12% PB; alta
digestibilidade;
● Principais cultivares: BRS800;
BRS estrito;
● Outras informações:
Resistência seca (média), frio
(média), umidade (baixa),
cigarrinha (média).
sorg� forrageir� (Sorghum bicolor
L.):
● Origem: África;
● Colmos: eretos, dispostos em
forma de touceira;
● Folhas: 25-50mm de largura e
50-100cm de comprimento;
● Solos: pesados e compactados;
● Formas de uso: in natura
picado no cocho, pastejo,
silagem e pré secado;
● Tolerância à seca: alta
(comparado ao milho);
● Produção de MS: 8-18t
MS/ha/ano;
● Não deve ser pastejado antes
de atingir 60cm de altura devido
a presença de HCN.
---------------------------------------------------
gramínea� perene� estaçã�
quent�:
● Pastagem nativa disponível de
baixa qualidade;
● Elevada produção de forragem
- dep. fertilidade;
● Implantação - custo -
econômico e ecológico - diluído
em vários anos;
● Anos seguintes: responde
rapidamente a melhora das
condições ambientais (sem
riscos inerente a implantação),
fonte de nutriente;
● Limitações: valor nutricional;
● Grande maioria adaptada ao
RS: multiplicação por mudas;
● Lento estabelecimento.
missioneir� gigant� (Axoponus
catharinensis):
● Híbrido natural;
● Estolonífera;
● Multiplicação por mudas;
● Tolerante ao frio, sombra e
pisoteio;
● Competitiva;
● Produção MS: 8 a 24t MS/ha;
● 13%PB;
● Capacidade de suporte:
1500-2000kg PV;
● GMD: 750g.
cynoda�:
● Gramas bermuda ou seda;
● Grama estrela africana;
● Seus híbridos.
tifto� 85 (Cynodon spp.):
● Folha mais larga, muito
tolerante a seca e pastejo;
● Inflorescência: 5 racemos;
● Época de implantação: agosto a
janeiro - subterrânea com
coroa, estolões e rizomas;
dezembro a janeiro - partes
aéreas;
● Plantio: 1500-2000kg/ha; 5-8cm
de profundidade (mudas);
● PB: 7,8 a 16,8%;
● MS: 8-23kg.
jig�� (Cynodon spp.)
● Selecionados: Texas;
● Alto potencial produtivo em
solos com alta fertilidade e bom
desenvolvimento em solos
pobres;
● Tolerante à seca;
● Forma dossel denso;
● Rizomas e estolões finos;
● Folhas e caules mais finos.
cynodo� dactylo� c�. vaquer� -
semente�:
● Composta por 3 cultivares:
pyramid, mirage, CD90160;
● Maior exigência em fertilidade
do solo - pH;
● Folha mais finas: feno;
● Eficaz em utilizar água: 30%
mais que tifton;
● Solo bem drenado;
● Densidade de semeadura:
6kh/ha (peletizado).
gêner� Urochlo� (Brachiari�)
● U. brizanta, U. humidicda; U.
decumbens; U. ruziziensis;
● Sistema radicular vigoroso e
profundo.
Pennisetu� purpure�:
● Origem: África tropical;
● Hábito de crescimento:
cespitoso ereto;
● Colmos entrenós de até 20cm;
● Rizomas curtos;
● Solo profundo e bem drenado:
tolera baixos pH;
● Produtividade elevada (entre
20-30t MS/ha/ano);
● Multiplicação por mudas;
● Principais grupos das
cultivares: anão, cameroon,
mercker, napier;
● Híbridos: milheto x capim
elefante.
capi� elefant� anã�
● Parte baixa (entrenós curtos) →
1,5m;
● Rendimento de MS de folhas:
➢ Anão 80%;
➢ Outro cultivares: 44%
● Grande resistência em manejo
adequado
Grup�� híbrid��
● Capim elefante cv. paraíso →
capim elefante comum X
milheto;
● Multiplicação por sementes.
---------------------------------------------------
legumin�sa�
O porquê das leguminosas?
● Valor nutricional excelente;
● Fixação de N do ar → via
Rhizobium;
● Diversificação do ambiente de
pastejo e da exploração dos
recursos naturais.
Limitações das leguminosas:
● Exigência em disponibilidade
hídrica e fertilidade do solo;
● Menor tolerância ao pastejo;
● Sementes duras →
escarificação;
● Preço da semente;
Feijã� miúd� (vigno unguiculata)
● Inflorescência arroxeada ou
amarelada;
● Bem em solos pobres,
arenosos, pouca tolerância a
solos encharcados;
● Semente preta a amarela claro;
● Sistema radicular até 90 cm;
● Muito resistente a seco;
● Grande proteção ao solo,
especialmente contra erosão
édica → elevada condição de
cobertura;
● Muito utilizada por pequenos
produtores de leite (cocho)
podendo atingir 20 a 25 % PB;
● Sob pastoreio, utilizada em
consórcio com milheto, onde
recomenda-se manter a
pastagem em pré- pastejo com
altura de 60cm e pós- pastejo
→ 20 cm;
● O feijão varia entre 40 e 20 cm
sendo que no resíduo
permanecem ao menos 8 nós
→ contribui com cerca de 60%
de N para gramínea;
● Produção de MS - 5-7 ton./ha (2
à 3 desfolhas);
alfaf� (medicago sativa L)
● Considerada a rainha das
forrageiras;
● Herbácea, semi- ereta e ereta;
● Raiz pivotante → muito
profunda; entre 30 e 60 cm
ocorre intensa ramificação
secundária → principais
responsáveis pelo suprimento
de nutrientes;
● Exigente em solos férteis e
profundas e bem drenadas;
● Flores pequenas → cor
púrpura; dispostas em racemos
abertos;
● Produção de forragem máxima
→ 15 ton. MS/ha/ano;
● Importante fonte de Pe Ca
● Desempenho animal →
24L/vaca/dia;
● Excelente capacidade de
fixação de N: 100 a 300
kg/ha/ano;
● Sem ressemeadura natural;
● Risco alto de timpanismo;
● Excelente para feno;
● Equinos tem grande preferência
→ é altamente palatável.
amendoi� forrageir� (arachis pintol)
● Crescem com nível de
sombreamento de até 70%;
● Produção de 6 a 13 t/MS;
● Valor nutritivo maior que a
maioria das leguminosas
tropicais;
● PB = 13 a 22%;
● Ausência de relatos de
timpanismo;
● Altamente adaptada ao pastejo,
pontos de crescimento rentes
ao solo, muito protegidos;
● Boa aceitação, mas necessita
período de adaptação.
---------------------------------------------------
implantaçã� d� pastage�
Métodos de preparo do solo:
● Cultivo convencional;
● Cultivo mínimo de preparo
reduzido;
● Semeadura direta → com ou
sem dessecação;
● Sem preparo do solo →
sobressemeadura → ingestão
pelos animais
Cultivo convencional:
➔ Preparo primário:
◆ Revolvimento completo
da camada arável;
◆ Incorporação de
corretivos e fertilizantes;
◆ Descompactação
superficial do solo;
◆ Incorporação de restos
vegetais.
➔ Preparo secundário:
◆ Destorroamento do solo;
◆ Nivelamento do solo;
◆ Controle de plantas
indesejáveis;
◆ Facilita o contato
semente → solo;
Alto risco econômico e ecológico em
áreas com declive significativo →
perda de água e solo.
Cultivo convencional:
● Desestruturação e
compactação do solo;
● Redução de matéria orgânica;
● Alto risco de erosão;
● Eliminação de toda vegetação;
● Alto custo;
● Em desuso;
● Principais usos em forrageiras;
● Implantação de espécies;
● Multiplicação vegetativa;
● Lento estabelecimento;
● Sementes de alto valor.
Cultivo mínimo ou preparo
reduzido:
Etapas:
1. Supressão/ rebaixamento da
vegetação de pastagem →
roçada, pastejo ou herbicida;
2. Gradagem leve → grade aberta
ou “meia trava”;
● Mantém pastagem existente
→ provocar um distúrbio →
controle da agressividade;
● Razoável incorporação de
corretivos e fertilizantes;
● Baixo risco de erosão;
● Menor custo de incorporação;
● Alternativa para solos rasos,
com alta susceptibilidade à
erosão e muito úmidos →
trânsito de máquinas, risco de
demasiado enterro da semente
e compactação do solo;
● Principais usos em
forragiculturas:
➔ Introdução de espécies
hibernais sobre o campo
nativo → melhoramento
→ ou pastagem cultivada
perene estival
➔ Implantação de
pastagens em restevas.
Semeadura direta:
● Revolvimento de solo na linha
de semeadura;
● Necessita de supressão da
vegetação;
● Mantém a estrutura do solo;
● Menor custo do operador →
alto custo da máquina;
● Semeaduradireta é diferente
de plantio direto;
● Principais usos em
forragicultura:
➔ Introdução de espécies
hibernais sobre campo
nativo (melhoramento)
ou pastagem cultivada
perene estival;
➔ Implantação de
pastagens em restevas.
Sem preparo:
● Utilizada em solos rasos com
pedras, topografia declivosa
inapropriados para trânsito de
máquinas;
● Menor custo;
● Incorporação da semente por
pisoteio de animais.
Distribuição de sementes:
● A lanço → manualmente,
ciclone, avião, ingestão pelos
animais;
● Distribuição aleatória;
● Rebaixamento da vegetação →
diminuir a competição com
forragem introduzida e facilitar o
contato da semente com o solo
→ pisoteio.
implantaçã� po� muda�
Motivos:
● Não apresenta sementes
variáveis;
● Baixa produção de sementes;
● Descendência heterogênea por
segregação de alelos;
● Dificuldade para colheita de
sementes;
● Sobreposição de
características;
● Preparo do solo → correção e/
ou fertilização → preparo de
sulcos/ covas → disposição de
mudas → incorporação de solo.
Deposição de sementes no solo a
lanço:
● Ciclone, manual, avião,
ingestão pelos animais;
● Distribuição aleatória da
semente e adubo;
● Enterramento da semente por
leve revolvimento do solo →
gradagem leve → para
sementes grandes
Características:
● Risco de distribuição
desuniforme;
● Sementes expostas e sujeitas a
desidratação e predação;
● Uso de maior quantidade de
sementes;
● Necessidade de cobrir
sementes;
Deposição das sementes no solo
em unha:
● Distribuição do adubo próximo
da semente;
● Uniformidade na distribuição
horizontal e vertical da semente
e adubo;
● Mínimo revolvimento do solo na
linha de semeadura →
manutenção da vegetação
● A semente é coberta e
compactada pela própria
máquina → aumento do
contato semente - solo.
Fundamento na semeadura →
favorecer íntimo contato semente/solo.
Enterramento e leve compactação
superficial.
★ Semeadura unha →
semeadoro;
★ Semeadura a lanço → rolos
compactadores;
Como determinar a técnica a ser
utilizada?
● Espécie utilizada;
● Máquina disponível;
● Condições climáticas;
● Condições edóficas;
● Condições locais.
A lanço → convencional, mínimo, sem
preparo.
Em linhas → convencional, mínimo,
plantio direto.

Mais conteúdos dessa disciplina