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O acordo, que tem sido considerado por muitos analistas 
como o maior acordo comercial do mundo no século XXI em 
razão de sua magnitude econômica, comercial e política, 
tem por objetivo aprofundar os laços econômicos entre os 
12 países-membros, prevendo eliminar mais de 18 000 
tarifas e impostos e incrementar o comércio regional, visando 
impulsionar o crescimento econômico.
Um dos grandes objetivos do bloco, na visão estadunidense, 
durante o governo Obama, era o de conter o grande avanço 
da China na região da bacia do pacífico e ratificar sua posição 
de hegemonia econômica, comercial e política regional e 
mundial, além de favorecer o acesso a vantagens locacionais 
complementares, pois há mão de obra qualificada em alguns 
países-membros, enquanto em outros há oferta de mão 
de obra abundante e barata, uns são grandes produtores 
de commodities, outros, de bens de consumo de alto valor 
agregado, além das diferentes potencialidade minerais 
e energéticos encontradas no bloco. Apesar de todas as 
vantagens apresentadas, em janeiro de 2017, o novo 
presidente estadunidense Donald Trump retirou os EUA do 
bloco, inviabilizando sua ratificação. 
Para o Brasil, a formalização desse acordo poderia 
significar maiores dificuldades comerciais, pois o país é 
importante parceiro comercial de vários países-membros 
do bloco. Sendo assim, será mais vantajoso para esses 
países negociarem entre si sem tarifas ou barreiras de 
importação. Porém, caso o bloco não se viabilize devido à 
saída estadunidense, irá favorecer à China, que voltará a 
se fortalecer regionalmente. Já o Brasil se beneficia, pois 
poderá selar novos acordos comerciais com países da região, 
principalmente visando a exportação de commodities. 
BRICS
BRICS é um acrônimo que se refere aos países membros 
fundadores (o grupo BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China) 
e à África do Sul, que aderiu em 2011. Juntos, formam 
um grupo político de cooperação, que, desde 2009, realiza 
cúpulas anuais.
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ul
ga
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Apesar de não formarem um bloco econômico, desejam 
atuar como um “clube político” ou uma “aliança diplomática”, 
e, assim, converter seu crescente poder econômico em maior 
influência geopolítica.
A sigla inicial, BRIC, foi cunhada por Jim O’Neill em 
2001, quando publicou um artigo chamado Building Better 
Global Economic BRICs. Desde então, a sigla passou a ser 
amplamente usada pela comunidade internacional e remete 
às mudanças contemporâneas no poder econômico e político 
global, distanciando-se das economias desenvolvidas do G7 
e se fixando no mundo em desenvolvimento, formado por 
países emergentes.
O desempenho econômico desses países é impressionante: 
entre 2002 e 2012, o intercâmbio comercial do BRICS 
com o mundo cresceu 485%, de US$ 1 038 trilhão para 
US$ 6 068 trilhões. Nesse período, as exportações globais 
do BRICS cresceram 463%, e as importações, 510%. 
No triênio 2010-2012, o comércio do BRICS aumentou 9%, 
de US$ 4,70 trilhões para US$ 6,07 trilhões.
Na primeira década de sua existência, entre 2002 e 2012, 
o saldo da balança comercial do BRICS com o mundo obteve 
superavit em todos os anos, alcançando em 2012 um total de 
US$ 350 bilhões. Em termos percentuais, o superavit comercial 
do BRICS cresceu 240%, de US$ 94 bilhões, em 2002, para 
US$ 350 bilhões em 2012. Observe os principais indicadores 
econômicos e comerciais do BRICS a seguir.
BRICS: PRINCIPAIS INDICADORES 
ECONÔMICO-COMERCIAIS (2012)
Indicador Valor
PIB US$ 14,85 trilhões
Part. % no PIB mundial 18,6%
População 2,97 bilhões de habitantes
Part. % na população 
mundial 46,0%
Exportações totais US$ 3,19 trilhões
Part. % nas exportações 
mundiais 17,6%
Importações originárias 
do mundo US$ 2,84 trilhões
Part. % nas importações 
mundiais 15,8%
Intercâmbio comercial US$ 6,03 trilhões
Part. % no intercâmbio 
comercial mundial 16,7%
Saldo comercial US$ 350 bilhões
MPE / DPR / DIC – Divisão de Inteligência Comercial –, 
com base em dados do FMI / World Economic Outlook 
April 2013 e UNCTAD / ITC / Trademap.
Quando o grupo foi criado, existia maior homogeneidade 
econômica entre os países. Mas, com o passar dos anos, 
as diferenças se acentuaram, principalmente as da China em 
relação aos outros países. Em 2012, a China representou 62% 
do intercâmbio comercial do BRICS com o mundo. Seguiram-se 
a Rússia, com 14%; a Índia, com 13%; o Brasil, com 8%, 
e a África do Sul, com 3%. Observe a evolução do comércio, 
entre 2002 e 2012, de cada país do grupo, no gráfico a seguir:
BRICS: evolução do comércio exterior, por país 
2002-2012 US$ bilhões
China
África do Sul
Brasil
Índia
Rússia
0
4 000
3 500
3 000
2 500
2 000
1 500
1 000
0
4 000
3 000
2 000
1 000
500
2002 2012201120102009200820072006200520042003
MPE / DPR / DIC – Divisão de Inteligência Comercial –, com 
base em dados do FMI / World Economic Outlook April 2013 e 
UNCTAD / ITC / Trademap.
O Comércio Regionalizado: Principais Blocos Econômicos
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91Bernoulli Sistema de Ensino