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Questão 16 Sobre a frase “Pediu dinheiro à tia e ficou atento à sua reação”, é correto afirmar: A) O verbo “pedir” é apenas transitivo direto. B) A expressão “à tia” é um complemento nominal. C) O adjetivo “atento” não pede complemento. D) A expressão “à sua reação” é complemento nominal. E) O uso de acento grave em “à sua reação” é obrigatório. Ver resposta Resposta Alternativa D. “Pedir” é verbo transitivo direto e indireto, sendo um de seus complementos verbais o objeto indireto (portanto, com preposição) “à tia”. O uso do acento grave assim se justifica, já que a preposição “a” se funde ao artigo feminino “a” antes do substantivo “tia”. Já o termo “atento” é um adjetivo cujo complemento nominal (iniciado com preposição) é “à sua reação”. Diante do pronome possessivo “sua”, o uso de acento grave é facultativo. Questão 17 (Unimontes) O instinto animal Alguns traduzem por “instinto animal” o que o economista inglês John Maynard Keynes na década de 30 descreveu como “animal spirit”, isto é, espírito animal. A tradução do termo original não importa muito, importa o que significa, e significa várias coisas: o gosto ou a capacidade pelo risco ao investir, por exemplo, quando se fala em empresários e economia. Neste artigo tomo a expressão como nossa capacidade geral de sentir, pressentir algo, e agir conforme. Isso se refere não só a indivíduos, mas a grupos, instituições, estados, governos. Sendo intuição e audácia, ele melhora se misturado com alguma prudência e sabedoria, para que o bolo não desande. Não me parece muito apurado o espírito animal que, nas palavras de uma autoridade, declara que empregar 7% do PIB em educação (e 10% em mais alguns anos) vai “quebrar o país”. Educação não quebra nada: só constrói. Sendo bom esse instinto ou espírito, o fator educação terá de ser visto como o mais importante de todos. Aquele, sólido e ótimo, sem o qual não há crescimento, não há economia saudável, não há felicidade. Uso sem medo o termo “felicidade”, pois não me refiro a uma cômoda alienação e ignorância dos problemas, mas ao mínimo de harmonia interna pessoal, e com o mundo que nos rodeia. Não precisar ter angústias extremas com relação ao essencial para a nossa dignidade: moradia, alimentação, saúde, trabalho. Como base para tudo isso, educação. Educação que pode consumir bem mais do que 7% do PIB sem quebrar coisa alguma, exceto a nossa miséria nascida da ignorância; nossas escolhas erradas nascidas da desinformação; nossa má qualidade de vida; e a falta de visão quanto àquilo que temos direito de receber ou de conquistar, com a plena consciência que nasce da educação. [...] LUFT, Lya. O instinto animal. Revista Veja, São Paulo, p. 2, julho de 2012. Considere o trecho: “Educação que pode consumir bem mais do que 7% do PIB sem quebrar coisa alguma, exceto a nossa miséria nascida da ignorância; nossas escolhas erradas nascidas da desinformação; nossa má qualidade de vida; e a falta de visão quanto àquilo que temos direito de receber ou de conquistar, com a plena consciência que nasce da educação”. Em relação à ocorrência do sinal indicativo de crase no termo em destaque, pode-se afirmar: A) O termo antecedente é regido pela preposição “a”, e houve contração dessa preposição com o artigo feminino “a”. B) Ocorre crase nas locuções conjuntivas formadas por substantivo feminino expresso ou elíptico. C) Ocorre crase nas locuções prepositivas formadas por substantivo feminino expresso ou elíptico. D) O termo antecedente é regido pela preposição “a”, e houve a contração dessa preposição com a vogal “a” do pronome demonstrativo “aquilo”. Ver resposta Resposta Alternativa D. A palavra “quanto” exige a preposição “a”, ou seja, “quanto a”. Essa preposição se uniu ao “a” do pronome “aquilo”, ocorrendo crase, indicada pelo acento grave: “àquilo”. Questão 18 Em qual dos períodos abaixo o “a” em destaque deve receber, obrigatoriamente, acento grave? A) Os estudantes assistiram, entediados, a palestra motivacional. B) A ela jamais neguei o meu perdão e a minha compaixão. C) Estava indiferente a tais ideias e não entendia tamanha comoção. D) Sê fiel a ti mesmo, Lívio, e não te preocupes com os críticos. E) Patrícia faltava a minha aula toda segunda-feira. Ver resposta Resposta Alternativa A. Em “Os estudantes assistiram, entediados, a palestra motivacional”, temos o verbo “assistiram”, o qual exige a preposição “a”, que se junta ao artigo feminino “a” de “a palestra”. De forma que o correto é escrever: “Os estudantes assistiram, entediados, à palestra motivacional”. Já as alternativas B, C e D apresentam apenas preposição “a”, sem artigo feminino com o qual se fundir. Por fim, diante do pronome possessivo “minha”, o uso do acento grave é facultativo e não obrigatório. Questão 19 Em qual das alternativas a seguir não pode ocorrer crase? A) Estamos referindo-nos à amor. B) Estamos referindo-nos à dor. C) Somos avessos à melancolia. D) Somos avessos à dor alheia. E) Foi acostumado à vida farta. Ver resposta Resposta Alternativa A. O substantivo “amor” é masculino e, por isso, não pede artigo feminino “a”. Sem tal artigo, não ocorre crase. Assim, o correto é escrever: “Estamos referindo-nos ao amor” ou “Estamos referindo-nos a amor”. Questão 20 A lacuna da frase “Disse-me que isso era nocivo __________” só não pode ser preenchida por: A) à saúde. B) às pessoas. C) à mim. D) às abelhas. E) ao organismo. Ver resposta Resposta Alternativa C. Não ocorre crase diante do pronome pessoal do caso oblíquo “mim”. Portanto, é correto escrever: “Disse-me que isso era nocivo a mim”.