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Vestibulares Brasil Império Primeiro Reinado H1270 - (Ufpr) Considere o excerto que a historiadora Lilia Schwarcz escreveu sobre a Independência do Brasil em 1822: A independência brasileira resultou, além do mais, de um projeto muito conservador que pretendia manter, mais do que mudar. (SCHWARCZ, Lilia. 2022 é aqui e agora. Nexo Jornal, São Paulo, 17 jan. 2022.) A par�r dos conhecimentos sobre o período da Independência do Brasil e do período do Império brasileiro, assinale a alterna�va que indica corretamente aspectos que o referido projeto conservador manteve no Brasil após a Independência. a) O sistema imperialista, a propriedade colonial e o poder moderador. b) O sistema feudalista, a propriedade comunal e o gabinete de conciliação. c) O sistema mercan�lista, a propriedade estatal e o parlamentarismo às avessas. d) O sistema oligopolista, a propriedade mul�cultora e a polí�ca do café-com-leite. e) O sistema escravista, a propriedade la�fundiária e a polí�ca restrita à elite. H1275 - (Ufrgs) Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, sobre o contexto de elaboração da Cons�tuição, outorgada pelo Império Brasileiro em 1824, e as suas caracterís�cas. (__) D. Pedro I, em meio aos debates da Assembleia Cons�tuinte, dissolveu a Assembleia e ordenou a prisão de diversos deputados, ins�tuindo um Conselho de Estado que passou a ser responsável pela elaboração do texto cons�tucional. (__) A cons�tuição de 1824 estabeleceu um sistema de voto que permi�a a par�cipação de todos os homens livres nas eleições, porém nada falava acerca do voto feminino. (__) A cons�tuição, influenciada pelos debates abolicionistas, definiu o fim do tráfico internacional de escravos e a abolição gradual da escravidão no Império, garan�ndo indenizações aos proprietários. (__) A nova cons�tuição notabilizou-se pela centralização polí�ca e administra�va nas mãos do Imperador, principalmente através da criação do Poder Moderador. A sequência correta do preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) F – F – F – V. b) V – F – F – V. c) F – V – V – F. d) V – V – F – V. e) V – V – V – F. H1279 - (Uece) Em 3 de maio de 1823 foi instalada, no Rio de Janeiro, a Assembleia Geral, Cons�tuinte e Legisla�va do Império do Brasil. Daquela primeira Assembleia Cons�tuinte, composta por 100 deputados provinciais, tomaram parte personagens importantes da polí�ca, história e cultura nacionais de então, como José Bonifácio de Andrada e Silva (Patrono da Independência do Brasil), José da Silva Lisboa (Visconde de Cairu), Cipriano Barata (médico, filósofo e a�vo combatente pela independência do Brasil), José Mar�niano Pereira de Alencar (ex-padre e pai do escritor José de Alencar), Joaquim Gonçalves Ledo (jornalista e ar�culador da Independência do Brasil), entre outros. Considerando esse momento pioneiro da vida polí�ca legisla�va nacional, atente para as seguintes afirmações: I. Representando fielmente os anseios de todas as esferas da sociedade nacional, assim como os desejos do imperador D. Pedro I, o projeto de Cons�tuição 1@professorferretto @prof_ferretto elaborado e aprovado pela Assembleia Cons�tuinte foi finalmente promulgado pelo legisla�vo imperial em 12 de novembro de 1823. II. As disputas entre três grupos: bonifácios, que defendiam uma monarquia forte, centralizada e cons�tucional; federalistas liberais, que queriam uma monarquia figura�va e descentralizada; e portugueses absolu�stas, que defendiam uma monarquia absoluta e centralizada, conduziram a um projeto de governo monárquico cons�tucional que limitava o direito de voto e delimitava os poderes do imperador. III. Diante das restrições propostas no projeto cons�tucional ao poder do imperador e aproveitando-se do clima polí�co acirrado, D. Pedro I decretou a dissolução da Assembleia Cons�tuinte durante a Noite da Agonia, em 12 de novembro de 1823 e nomeou um Conselho de pessoas de sua confiança para redigir a cons�tuição do Império. Com base nas asser�vas acima, é correto o que se afirma em: a) I e II apenas. b) I e III apenas. c) II e III apenas. d) I, II e III. H1283 - (U�f) Leia o trecho a seguir: “[...] Desde o início da colonização brasileira, a questão indígena ocupou um espaço importante na legislação portuguesa, centrada, predominantemente, no tema da liberdade. A necessidade premente de organizar uma produção voltada para o mercado e acelerar o povoamento das terras recém-descobertas levou os colonos portugueses a dispor dos habitantes na�vos como mão de obra para o cul�vo da terra e para a defesa dos ataques e tenta�vas de invasão de outros países europeus. Em razão disso, em 1570, foi publicada a primeira lei determinando a liberdade dos indígenas, que previu também os casos em que seriam permi�dos o aprisionamento e o uso do trabalho compulsório, jus�ficados pela guerra justa e pelo resgate. [...].” Fonte: Diretores/Diretório dos índios. In: MAPA, Memória da Administração Pública Brasileira. Disponível em: h�p://mapa.an.gov.br/index.php/dicionario-periodo- colonial/167-diretor-diretorio-dos-indios. Acesso em: 22 ago. 2022. Sobre a escravidão indígena no Brasil colonial, é CORRETO afirmar que: a) Um dos mo�vos para o exercício da escravidão indígena estava associado à sua agilidade para o trabalho em comparação aos povos africanos recém- chegados à América portuguesa. b) A escravidão indígena foi considerada ilegal desde o século XVI, porém isso não impediu a con�nuidade de ações escravizadoras contra esses grupos, especialmente em relação aos não conver�dos ao catolicismo. c) A aquisição da liberdade indígena estava ligada a prá�ca dos bons serviços prestados aos seus senhores nas terras do Brasil na extração da madeira de pau- brasil e no cul�vo do açúcar. d) A escravidão indígena foi, durante muito tempo, relacionada a prá�ca da doutrina protestante, visto que a proibição de cultos católicos no Brasil colonial perdurou até fins do século XVIII. e) A escravidão indígena foi considerada ilegal no século XVIII graças ao aumento de compras de alforria pelos ca�vos com o crescimento das a�vidades mineradoras no Centro-Sul da colônia. H1284 - (Ufscar) No processo de independência do Brasil, a corte portuguesa transferiu-se para o Rio de Janeiro e os an�gos territórios lusitanos foram man�dos sob o domínio da família real. Na outrora América Espanhola, formaram-se, na primeira metade do século XIX, duas dezenas de Estados independentes que adotaram, com efêmeras exceções, a república como forma de governo e que se cons�tuíram como verdadeiros laboratórios polí�cos da modernidade. (Adaptado da apresentação do podcast Hora Americana, “#13 - Pensando as Independências na América Hispânica”, 10 de dezembro de 2020. Disponível em h�ps://anchor.fm/hora-americana.) Sobre as independências do Brasil e da América Espanhola, é correto afirmar que a) em sua maioria, ocorreram no início do século XIX e foram marcadas por conflituosos processos sociais e polí�cos. b) a colonização portuguesa foi mais branda do que a espanhola, o que gerou menores níveis de revolta no Brasil. c) o ideal republicano, inicialmente ausente do território brasileiro, contribuiu para sua posterior fragmentação em estados. d) diferentemente do Brasil, em que não havia oligarquias, na América espanhola, as elites locais lideraram o processo. 2@professorferretto @prof_ferretto H0325 - (Uece) Durante o segundo reinado, havia, no Brasil, cerca de 20 mil pessoas que podiam ser eleitores e escolher deputados e senadores (0,4% da população), eles eram homens, católicos e com renda anual superior a 200 mil- réis. Havia ainda no Brasil 2,2 milhões de mulheres livres, 1,8 milhão de homens livres pobres, algo em torno de 1,7 milhão de escravos e escravas e outro grande número de pessoas sem acesso ao voto (praças, estrangeiros, religiosos em regime de clausura, mendigos e não católicos em geral). Fonte: Brasil 500 anos. IstoÉ, p.72. Estabilização no Império. Considerando esse aspecto da polí�ca brasileira, durante o império, explícitode poderes entre membros de uma elite escravista. b) a natureza opressiva do poder central sobre os polí�cos provinciais. c) a manutenção do equilíbrio polí�co devido ao uso comedido do poder moderador. d) a predominância do direito costumeiro nos vínculos polí�cos interprovinciais. e) a extensão às províncias do direito de cons�tuição de governos autônomos. H0829 - (Upe) Leia os quadrinhos a seguir: Eles retratam com bom humor as seguidas e frustradas tenta�vas de implantação de uma forma de governo no Brasil do século XIX. Entre os principais anseios dos seus defensores, encontram-se a) o ciclo econômico e a imigração. b) a escravidão e o parlamentarismo. c) o federalismo e a centralização polí�ca. d) o militarismo e a delimitação de território. e) a modernização e o desenvolvimento do país. 21@professorferretto @prof_ferretto H1120 - (Fcmscsp) Na medida em que a história de cada país da América La�na corre paralelamente às demais, atravessando situações bastante semelhantes — a colonização ibérica, a independência polí�ca, a formação dos Estados Nacionais, a preeminência inglesa e depois a norte- americana, para citar apenas alguns marcos tradicionais — não há, do meu ponto de vista, como fugir às comparações. Maria Ligia Coelho Prado. América La�na no século XIX: tramas, telas e textos, 2014.) As histórias dos países da América La�na independente a) organizaram os mesmos regimes polí�cos no período posterior às independências. b) foram radicalmente dis�ntas do ponto de vista do desenvolvimento comercial. c) reproduziram os mesmos ritmos de industrialização ao longo da história. d) inseriram-se igualmente em relações internacionais de forças hegemônicas. e) cons�tuíram blocos econômicos coesos de resistência ao domínio estrangeiro. H0327 - (Ufrgs) Sobre a sociedade brasileira no século XIX e a construção do Estado imperial, considere as seguintes afirmações. I. O liberalismo, marcado pela defesa da propriedade privada e livre comércio, foi uma das correntes de pensamento adotadas pelas elites escravocratas brasileiras. II. A unidade nacional, a integridade territorial e a escravidão estão entre os principais pilares da monarquia. III. A nobreza imperial, definida como uma classe social dis�nta, era um segmento restrito reservado àqueles que possuíam vínculos de consanguinidade com a aristocracia europeia. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e II. e) I, II e III. H0330 - (Mackenzie) “A cena de uma rua é, a um só tempo, a mesma de todo o quarteirão. Os pés de chumbo (portugueses) deixam que a cabralhada (brasileiros) se aproxime o mais possível. E inesperadamente, de todas as portas, chovem garrafas inteiras e aos pedaços sobre os invasores. O sangue espirra, testas, cabeças, canelas... Gritos, gemidos, uivos, guinchos. É inverossímil. E a raça toda, de cacete em punho, vai malhando... E os corpos a cair ensanguentados sobre os cacos navalhantes das garrafas.” (Correia, V.,1933, p. 42) O episódio, descrito acima, relata o enfrentamento entre portugueses e brasileiros, em 13/03/1831, no Rio de Janeiro, conhecido como Noite das Garrafadas. Essa manifestação assemelhava-se às lutas liberais travadas na Europa, após as decisões tomadas pelo Congresso de Viena. A respeito dessa insa�sfação popular, presente tanto na Europa, após 1815, quanto nos conflitos nacionais, durante o I Reinado, é correto afirmar que a) D. Pedro II adota a mesma polí�ca pra�cada por monarcas europeus; quando, ao outorgar uma carta cons�tucional, contrariou os interesses, tanto da classe oligárquica, fiel ao trono, quanto das classes populares, as quais permaneceram sem direito ao voto. b) o governo brasileiro também se u�lizou de emprés�mos junto à Inglaterra, aumentando a dívida externa e fortalecendo a economia inglesa, a fim de sanar o déficit orçamentário e suprir os gastos militares em campanhas contra os levantes populares. c) D. Pedro I, buscando recuperar sua popularidade, iniciou uma série de visitas às províncias revoltosas do país, adotando a mesma estratégia diplomá�ca que alguns regentes europeus, nessa época, pra�caram, sem contudo, lograrem nenhum sucesso polí�co. d) as guerras travadas contra o exército napoleônico, na Europa, e o envolvimento do Brasil, na Guerra da Cispla�na, provocaram, em ambos os casos, a enorme insa�sfação popular e revolta, diante do elevado número de combatentes mortos. e) a retomada de polí�cas absolu�stas, como o estabelecimento do Poder Moderador, no Brasil, dando plenos poderes a D. Pedro I e, na Europa, a dura repressão contra as ideias liberais, deflagradas pela Revolução Francesa, ocasionaram uma enorme insa�sfação popular. H0840 - (Unesp) No que dizia respeito ao Estado a ser construído, genericamente o modelo disponível era aquele que prevalecia no mundo ocidental. Tratava-se de organizar um aparato polí�co-administra�vo com jurisdição sobre 22@professorferretto @prof_ferretto um território definido, que exercia as competências de ditar as normas que deveriam regrar todos os aspectos da vida na sociedade, cobrar compulsoriamente tributos para financiá-lo e às suas polí�cas, exercer o poder puni�vo para aqueles que não respeitassem as normas por ele ditadas. (Miriam Dolhnikoff. História do Brasil império, 2019.) O texto refere-se à organização polí�ca do Brasil após a independência, em 1822. O novo Estado brasileiro, antes da outorga da Cons�tuição de 1824, foi baseado em padrões a) federalistas e garan�a completa autonomia às províncias. b) liberais e contava com sistema polí�co representa�vo. c) absolu�stas e fundava-se no exercício dos três poderes pelo imperador. d) eli�stas e era controlado apenas pelos portugueses residentes no país. e) democrá�cos e permi�a a ampla par�cipação da população brasileira. H1274 - (U�) Ao longo dos séculos XIX e XX, surgiram várias propostas que foram compreendidas posteriormente por historiadores como fundamentais para a criação Estado do Tocan�ns em 1988. Todas elas traziam, em diferentes nuances, os interesses econômicos, polí�cos e territoriais do até então Norte de Goiás. A trajetória para a emancipação da região foi composta por diversas lutas, movimentos separa�stas e personagens. Sendo assim, é CORRETO afirmar que a) os povos indígenas Apinayé, Xerente, Krahô, Karajá, Javaé, Xambioá e Krahô-Canela �veram protagonismo nos conflitos pela emancipação. b) os momentos mais decisivos do conflito de emancipação do Estado do Tocan�ns ocorreram em 1821-1823, 1956-1960 e 1985-1988. c) Joaquim Teotônio Segurado e Siqueira Campos foram protagonistas e contemporâneos na luta separa�sta para a criação do Estado do Tocan�ns. d) a Balaiada, assim como a Sabinada, foi uma das lutas do movimento separa�sta de maior importância para a criação do Tocan�ns. H1278 - (U�) Leia o excerto a seguir acerca das comemorações do centenário da Independência em 1922. “As representações polí�cas conservadoras, evocadas enfa�camente no centenário da Independência, conduziram a negociação entre o presente e o passado: o culto ao poder central como opção polí�ca se firmou como cultura histórica. A experiência polí�ca da Primeira República deveria ser percebida como descaminho. Noutra direção, percebe-se uma clara valorização do passado monárquico como tradição polí�ca”. (SANDES, N. F. A invenção da nação: entre a monarquia e a república. 2ª Ed. Goiânia: Editora UFG, 2011, p. 13.) Em 2022, o Brasil comemora o bicentenário de sua Independência, mo�vo de vários eventos e comemorações. O argumento defendido no parágrafo transcrito pode ser observado no seguinte evento: a) Culto a símbolos nacionais por meio de desfiles cívicos por todo o país, o que por si só promove o debate e esclarecimento sobre par�cipação popular. b) Restauração e revitalização do Museu do Ipiranga, constatando o processo de independência popular e consciente ocorrido no Brasil. c) Valorização da cultura popular e da construção par�cipa�vae cole�va que encontra na monarquia de D. Pedro I sua principal representação. d) Transporte do coração de D. Pedro I de Portugal para o Brasil, remetendo ao passado monárquico e à importância do poder centralizado. H1469 - (Unesp) O luxo e a corrupção nasceram entre nós antes da civilização e da indústria. E qual será a causa principal de um fenômeno tão espantoso? A escravidão, senhores, a escravidão. Porque o homem que conta com os trabalhos diários de seus escravos vive na indolência, e a indolência traz todos os vícios após si. (José Bonifácio de Andrada e Silva, 1825. Apud: Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017. Adaptado.) A manifestação de uma das principais lideranças do país, logo após a independência polí�ca, revela a 23@professorferretto @prof_ferretto a) jus�fica�va para a adoção, no Primeiro Reinado, de polí�cas agressivas de es�mulo à imigração. b) disposição, majoritária nos setores que par�ciparam do processo emancipacionista, de eliminar gradualmente a escravidão. c) campanha abolicionista sistemá�ca, iniciada ainda no período colonial, dos cafeicultores paulistas. d) rejeição, de clara influência liberal-iluminista, da ideia de que os homens são desiguais por natureza. e) crí�ca, voltada aos setores social e poli�camente hegemônicos do Brasil, à dependência do trabalho obrigatório. H1491 - (Unesp) [...] Foi sem dúvida entre os meses de janeiro e outubro de 1822 que o Brasil, finalmente, se fez independente: isto é, separou-se de Portugal. Nada garan�a que essa independência seria duradoura, é verdade, mas foi entre esses meses que ela se concre�zou, exigindo esforços posteriores de consolidação; mas seriam antes esforços de reforço de algo que já exis�a do que de criação abrupta de algo novo. E o que, afinal, ocorreu no dia 7 de setembro de 1822? Um pequeno acontecimento que não foi imediatamente valorizado justamente por não ser de grande importância em comparação com os demais que �nham ocorrido e ainda ocorreriam naquele ano; mas que posteriormente se tornaria o principal marco da memória da Independência. Um marco da memória, e não da história. (João Paulo Pimenta. Independência do Brasil, 2022.) Ao tratar da Independência do Brasil em relação a Portugal, o excerto enfa�za a) o caráter processual da emancipação, que resultou de diversas ar�culações e ações polí�cas. b) a negociação entre colônia e metrópole, que assegurou o caráter pacífico da emancipação. c) o esforço do príncipe regente, que visava promover a consolidação da emancipação polí�ca brasileira. d) o imedia�smo do gesto ruptural, que provocou surpresa na população de toda a colônia. e) a percepção imediata da importância dos eventos ocorridos às margens do riacho do Ipiranga, que mudaram poli�camente o país. H1501 - (Unicamp) Não parece ser obra do acaso a preservação da unidade territorial do Império do Brasil, quando comparada à fragmentação polí�ca experimentada pelos an�gos vice-reinos hispano-americanos, entre 1810 e 1825. Em Lisboa, no âmbito da Sociedade Real Marí�ma e Militar (1798-1807), foram preparadas memórias históricas, corográficas e roteiros hidrográficos redigidos pelos engenheiros militares e navais. Esta documentação serviu à diplomacia do Império brasileiro nos tribunais internacionais; mas também, muniu, internamente, a organização das expedições de conquista territorial, levadas ao cabo pelas elites regionais antes e após a Independência. (Adaptado de Iris Kantor, Mapas em trânsito: projeções cartográficas e processo de emancipação polí�ca do Brasil (1779-1822). Araucaria. Ver. Iberoamericana de Filos., Polít. y Humanidades. 2010, 12, n. 24. p. 110.) Considerando o excerto acima e seus estudos, pode-se afirmar que a) o processo de fragmentação polí�ca da América hispânica durante o período da independência foi similar ao processo histórico da independência no Brasil. b) na Sociedade Real Marí�ma e Militar, os estudos dos engenheiros militares e navais eram documentos públicos amplamente divulgados em livros didá�cos da época. c) a documentação da Sociedade Real Marí�ma e Militar foi usada, no Brasil, na fundação do Estado e no reconhecimento territorial da nação. d) as elites regionais, formadas em Direito, atuaram na formação do território brasileiro, pouco dialogando com os estudos de engenharia militar. H1502 - (Unicamp) No início da década de 1920, o Brasil se preparou para celebrar os cem anos de sua independência na Exposição Internacional do Centenário da Independência do Brasil, um de seus momentos simbólicos mais significa�vos. Ocorrido na cidade do Rio de Janeiro, entre 7 de setembro de 1922 e 2 de julho de 1923, o evento mobilizou grandes recursos financeiros e foi responsável pela reordenação do espaço urbano. O Estado, por meio da comissão organizadora do evento, incen�vou pela primeira vez a realização de documentários �lmicos. (Adaptado de Eduardo More�n, Um apóstolo do modernismo na Exposição Internacional do Centenário: Armando Pamplona e a Independência. Film. Significação, 2012, n. 37, p. 77.) A par�r do texto, assinale a alterna�va correta sobre o evento do centenário da independência. 24@professorferretto @prof_ferretto a) Este evento apostou no cinema e na exposição para exibir de modo tradicional, aos brasileiros, um país ibérico, associado às navegações modernas. b) Esta polí�ca de celebração de centenários datava do século XIX, envolvendo esporadicamente os serviços diplomá�cos do ocidente. c) A polí�ca de associar o cinema à exposição do centenário da independência evidencia uma vontade do Estado em propagandear um país moderno. d) O cinema e a exposição eram veículos de propaganda polí�ca, con�nuando um projeto de tornar o Rio de Janeiro o cartão postal da monarquia brasileira. H1506 - (Unicamp) Observe abaixo duas pinturas históricas oitocen�stas que se tornaram cânones visuais da História do Brasil, e que são acionadas, por exemplo, nas comemorações do Bicentenário da In- dependência. A par�r de seus conhecimentos, assinale a alterna�va correta a respeito da produção do passado histórico. a) As duas telas encenam dois fatos históricos fundamentais da memória nacional: o descobrimento do Brasil e a fundação da nação independente. Inseridas no panteão histórico nacional, elas valorizam a história global e a Europa. b) Prá�ca do ideário nacionalista oitocen�sta, a celebração, na pintura histórica, dos fatos nacionais estava associada à produção – do ponto de vista dos trabalhadores retratados na tela – de uma visão de passado da nação. c) Celebrar eventos do passado foi estratégico para as iden�dades coloniais criadas no século XIX. Assim, pertencer a uma nação significava herdar um passado de valorização da diversidade étnica e igualdade social. d) Estas pinturas inseriam-se em polí�cas de memória que construíam e traduziam valores fundamentais das iden�dades nacionais. Elas ensinavam sobre as origens da nação e estabeleciam referências iden�tárias para os cidadãos. H1510 - (Unicamp) No processo de Independência, várias tropas indígenas foram recrutadas para proteger o território contra uma possível invasão portuguesa no litoral cearense entre setembro e novembro de 1822. Já os índios da vila de Cimbres, em Pernambuco, se posicionaram em 1824 a favor de Dom João VI, opondo- se à Independência e à Cons�tuição. No entanto, o que parecia ser mais comum era o engajamento dos índios no projeto de Brasil independente, iden�ficando-se como “brasileiros”. Nas revoltas, buscavam muito menos se contrapor aos europeus e, assim, lutar por uma nova posição social que não mais os obrigasse ao trabalho forçado. (Adaptado de: COSTA, J. P. P. “Povos indígenas e a Independência”. Disponível em: h�ps://bicentenario2022.com.br/textos/. Acesso em 21/05/2023.) Tendo em vista seus conhecimentos sobre a par�cipação dos povos indígenas no processo de Independência, e considerando o texto do blog citado, assinale a alterna�va correta. 25@professorferretto @prof_ferretto a) Asdisputas dos ameríndios em torno do “ser brasileiro” visavam à manutenção da ordem social vigente. b) As populações indígenas par�ciparam, com projetos polí�cos específicos, dos processos da Independência. c) A independência era entendida pelos indígenas como uma ameaça a Dom João VI, símbolo da nação brasileira. d) A diversidade da ação indígena se relacionava à distribuição de terras e �tulos estabelecidos pela Corte portuguesa. 26@professorferretto @prof_ferrettonos dados citados, é correto afirmar que a) havia uma representação proporcional dos variados grupos sociais na polí�ca e no poder durante a monarquia no Brasil, daí poder-se dizer que se tratava de um sistema democrá�co. b) se estabelecia uma par�cipação polí�ca de caráter censitário, ou seja, usava-se um critério, o do rendimento anual, para restringir o direito a votar e a ser votado. c) apenas o homem, com qualquer renda, poderia ser candidato nas eleições durante a monarquia; a exclusão das mulheres era fator comum a todas as nações do mundo. d) a restrição do direito ao voto aos estrangeiros, praças, mendigos e analfabetos que havia no império tem sido man�da até hoje no Brasil. H0329 - (Unesp) A primeira Cons�tuição brasileira, de 1824, foi a) aprovada pela Câmara dos Deputados e estabeleceu o voto censitário. b) imposta por Portugal e determinou o monopólio português do comércio colonial. c) outorgada pelo imperador e definiu a existência de quatro poderes. d) promulgada por uma Assembleia Cons�tuinte e concentrou a autoridade no Poder Execu�vo. e) determinada pela Inglaterra e estabeleceu o fim do tráfico de escravos. H0334 - (Udesc) Em 25 de março de 1824, Dom Pedro I outorgou a Cons�tuição Polí�ca do Império do Brasil. Em relação à Cons�tuição de 1824, assinale a alterna�va correta. a) O Texto Cons�tucional foi construído cole�vamente pela Câmara de Deputados, votado e aprovado em 25 de março de 1824. Expressava os interesses tanto do par�do liberal quanto do par�do conservador, para o futuro na nação que recém conquistara sua independência. b) A Cons�tuição de 1824 instaurava a laicidade no território nacional, ex�nguindo a religião católica como religião oficial do império e expressando textualmente que “todas as outras religiões serão permi�das com seu culto domés�co, ou par�cular em casas para isso des�nadas, sem forma alguma exterior do Templo”. c) A organização polí�ca instaurada pela Cons�tuição de 1824 dividia-se em 4 poderes: Execu�vo, Legisla�vo, Judiciário e Moderador, sendo que este úl�mo determinava a pessoa do imperador como inviolável e sagrada. d) A Cons�tuição de 1824 determinou a cidadania amplificada e o direito ao voto para todos os nascidos em solo brasileiro, independentemente de gênero, raça ou renda. e) A Cons�tuição de 1824 promoveu, em diversos ar�gos, ideais de cunho abolicionista. Tais ideais foram respaldo para movimentos polí�cos posteriores, tais como a Revolta dos Farrapos e a Revolta dos Malês. H1127 - (Uece) A noite de 12 de novembro de 1823 ficou conhecida como a Noite da Agonia, marcada pela invasão, ordenada por D. Pedro I, do plenário da Assembleia Cons�tuinte, provocando sua dissolução. No dia seguinte, o Imperador impôs medidas de vigilância sobre reuniões polí�cas e até prisão para quem se envolvesse em polêmicas públicas. Pouco mais de 4 meses depois, no dia 25 de março do ano seguinte, era outorgada a Cons�tuição Polí�ca do Império do Brasil. Como consequência dessas a�tudes de D. Pedro I, a) ocorreu um movimento revolucionário, republicano e separa�sta em algumas províncias do Nordeste brasileiro, denominado Confederação do Equador. b) explodiu, em Salvador, a Conjuração baiana, ou revolta dos Alfaiates, que pretendia a separação da província da Bahia do restante do Brasil. c) em julho de 1824, os estancieiros gaúchos rebelaram- se contra o império, proclamando a autonomia polí�ca da província e a criação da República Juliana. d) eclodiu a Revolução Pernambucana, ou Revolução dos Padres, mo�vada pelos ideais iluministas, com apoio internacional dos Estados Unidos. 3@professorferretto @prof_ferretto H1132 - (Uece) A derrota na Guerra da Cispla�na, o assassinato do jornalista Líbero Badaró́ e a Noite das Garrafadas foram a) mo�vos que levaram ao fim o Governo Regencial do Padre Antônio Feijó, líder polí�co que havia sido ministro da Jus�ça no reinado de D. Pedro I. b) causas que levaram ao golpe militar que derrubou o reinado de D. Pedro II e estabeleceu o regime republicano no Brasil. c) razões que proporcionaram as condições necessárias à declaração de independência, pelo príncipe regente D. Pedro, com apoio das elites brasileiras. d) eventos que impactaram nega�vamente na reputação do imperador D. Pedro I e levaram à sua abdicação ao trono, pondo fim ao primeiro reinado. H0835 - (Fuvest) O IPHAN - Ins�tuto do Patrimônio Histórico e Ar�s�co Nacional e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro envidaram esforços no sen�do de deixar exposta para a contemplação da população parte do Sí�o Arqueológico do Cais do Valongo, com o obje�vo de apresentar ao visitante, através daquele pequeno, mas representa�vo espaço, a materialização do momento mais trágico da nossa história, fazendo com que ele não seja esquecido. (...) A história do Cais do Valongo e do seu entorno está indissoluvelmente ligada à história universal, por ter sido a porta de entrada do maior volume de africanos escravizados nas Américas. O Rio de Janeiro era, então, a mais afro-atlân�ca das cidades costeiras do território brasileiro (...). Disponível em h�p://portal.iphan.gov.br/. O texto integra a proposta elaborada pelo IPHAN, em 2016, para inscrição do Sí�o Arqueológico do Cais do Valongo na lista do Patrimônio Mundial. Com base no documento, a história do Cais do Valongo se entrelaça à história universal, pois se relaciona ao a) tráfico de africanos escravizados para a América de colonização portuguesa. b) Rio de Janeiro como única cidade escravista das Américas na época colonial. c) trabalho de escavação realizado por arqueólogos estrangeiros no passado. d) fluxo de escravizados do Brasil para outras partes das Américas, após as independências. e) esforço do IPHAN para silenciar a história da escravidão no mundo atlân�co. H0836 - (Fcm) Observe a litografia de Jean-Bap�ste Debret, in�tulada Empregado do governo saindo a passeio, de 1835. A imagem, produzida durante o Brasil Império, mostra duas caracterís�cas da sociedade colonial que persis�ram após a independência polí�ca: a) a cordialidade e o servilismo. b) a desigualdade social e a harmonia das raças. c) a informalidade e a religiosidade. d) o privilégio do setor público e o autoritarismo. e) o patriarcalismo e o escravismo. H1135 - (Unioeste) Analise as indicações abaixo: Citação (...) não perpetuarmos visões de um passado mis�ficado, com acontecimentos cristalizados, com periodizações que pouco tem a ver com as perspec�vas que queremos desvendar, há que se definir uma concepção de presente, que nos permita atribuir significado ao passado, e mais, que nos oriente em direção ao futuro que queremos construir, ou estaríamos traduzindo em conservadorismo social o culto pelo passado e transformando a memória em instrumento de prisão e não de libertação como deve ser. FENELON, Déa Ribeiro. O historiador e a cultura popular: história de classe ou história do povo? História & Perspec�va, Uberlândia, 1992, p. 06-07. Fonte 4@professorferretto @prof_ferretto A par�r das considerações expressas acima, na citação da autora Déa Ribeiro Fenelon e na fonte imagé�ca, assinale a alterna�va CORRETA. a) Os desfiles de 7 de setembro se caracterizaram ao longo do século XX e nessas primeiras décadas do século XXI como momento de reflexão sobre os sen�dos da Independência na sociedade brasileira, não sendo um “resgate mís�co” do marco cons�tuído, mas abordando temas sensíveis às condições de vida da população, sendo o evento mais importante dessa data o “Grito dos Excluídos”. b) A passagem trazida na Citação expressa como atualmente as comemorações cívicas não são manipuladas em disputas no presente, tornando a produção de memórias e atos comemora�vos um processo dinâmico e reflexivo, muito distante da mis�ficação. c) A charge apresentada como Fonte propõe dialogar com um debate ocorrido antes do 7 de setembro de 2021. Par�cularmente, a fonte propõe exaltar a influência dessa data como símbolo da união nacionale fim da desigualdade social após essa comemoração. d) As fes�vidades do bicentenário da Independência do Brasil vêm sendo ar�culadas pelo Governo Federal como um grande evento nacional de consolidação de direitos e exercício da cidadania no país, como expressão do fim do regime democrá�co, ênfase na recusa de intervenção militar e apoio aos processos eleitorais vigentes. e) Assim como outros momentos históricos eleitos como comemora�vos, o 7 de setembro, ainda que ganhe notoriedade enquanto mudança histórica expressiva rumo a certo ideal de nação, explicita tensões daquele início do século XIX e suas limitações enquanto marco de transformação, pois sua conflagração não aboliu a escravidão, nem mesmo cessou os levantes populares e as frágeis condições de vida de parte importante da população livre e liberta. H0830 - (Uece) A noite de 12 de novembro de 1823 ficou conhecida como a Noite da Agonia, marcada pela invasão, ordenada por D. Pedro I, do plenário da Assembleia Cons�tuinte, provocando sua dissolução. No dia seguinte, o Imperador impôs medidas de vigilância sobre reuniões polí�cas e até prisão para quem se envolvesse em polêmicas públicas. Pouco mais de 4 meses depois, no dia 25 de março do ano seguinte, era outorgada a Cons�tuição Polí�ca do Império do Brasil. Como consequência dessas a�tudes de D. Pedro I, 5@professorferretto @prof_ferretto a) ocorreu um movimento revolucionário, republicano e separa�sta em algumas províncias do Nordeste brasileiro, denominado Confederação do Equador. b) explodiu, em Salvador, a Conjuração baiana, ou revolta dos Alfaiates, que pretendia a separação da província da Bahia do restante do Brasil. c) em julho de 1824, os estancieiros gaúchos rebelaram- se contra o império, proclamando a autonomia polí�ca da província e a criação da República Juliana. d) eclodiu a Revolução Pernambucana, ou Revolução dos Padres, mo�vada pelos ideais iluministas, com apoio internacional dos Estados Unidos. H1124 - (Ueg) Observe a charge a seguir. A charge apresentada é coerente com a interpretação historiográfica que considera o Sete de Setembro de 1822 como a) um acontecimento resultante das circunstâncias polí�cas do momento e não um ato heroico, individual e planejado. b) um ato ousado e corajoso do Príncipe Regente que surpreendeu as Cortes Portuguesas. c) um pacto social, envolvendo europeus, indígenas e africanos que criou uma nova nação nos trópicos. d) um movimento revolucionário influenciado por valores iluministas que transformou profundamente a sociedade brasileira. e) um complô entre a monarquia e as cortes de Lisboa para impedir uma real autonomia da nação brasileira. H0323 - (Fmp) No contexto da independência brasileira, a charge ironiza o(a) a) influência econômica inglesa sobre o Brasil b) imperialismo dos EUA sobre a América do Sul c) controle napoleônico sobre Portugal d) domínio brasileiro sobre a Província Cispla�na e) vigência da União Ibérica H0322 - (Espm) O Brasil agora é feito para a democra cia, ou para o despo�smo – errei em querer dar-lhe uma monarquia cons�tucional. Onde está uma aristocracia rica e instruída? Onde está um corpo de magistratura honrado e in dependente? E que pode um clero imoral e ignorante, sem crédito e sem riqueza? Que resta pois? (José Bonifácio de Andrada e Silva) A sociedade civil tem por base primei ra a jus�ça, e por fim principal a felicidade dos homens. Mas que jus�ça tem um homem para roubar a liberdade de outro homem e o que é pior, dos filhos deste homem, e dos filhos destes filhos? (José Bonifácio de Andrada e Silva) (Adriana Lopes e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: Uma Interpretação) Os textos revelam posições de José Bonifácio de Andrada e Silva, cons�tuinte reformista e monarquista cons�tucional, que apresentou o projeto mais importante e radical a respei to da abolição do tráfico e da escravidão. Quanto às ideias con�das nos textos e ao ce nário da Assembleia Cons�tuinte de 1823 é correto assinalar: 6@professorferretto @prof_ferretto a) O projeto de Cons�tuição apresentado por Antonio Carlos de Andrada, irmão de José Bonifácio, foi promulgado com apoio unânime da Cons�tuinte; b) O projeto de Cons�tuição, apelidado de “Cons�tuição da Mandioca”, desagradou a D. Pedro I e, por isso, ele recorreu à força para fechar a Cons�tuinte; c) Os jornais A Sen�nela e Tamoio, vinculados aos irmãos Andrada, conseguiram consa grar na Cons�tuição de 1824 os planos de abolição do tráfico e da escravidão; d) Os textos revelam a sa�sfação de José Bonifácio, bem como sua comunhão de ideias e projeto com a aristocracia rural; e) Os textos revelam o projeto de incluir na Cons�tuição o direito de preservação da escravidão, pilar da sociedade civil no Brasil. H0319 - (Famerp) A independência foi, desse modo, ruptura e con�nuidade. (Miriam Dolhnikoff. História do Brasil Império, 2019.) Na independência brasileira, uma ruptura e uma con�nuidade podem ser exemplificadas, respec�vamente, a) pelo esforço de unificação nacional e pelo respeito aos direitos trabalhistas. b) pelo afastamento da Grã-Bretanha e pela aproximação com os Estados Unidos. c) pela fragmentação polí�ca do território e pela hegemonia polí�ca das elites rurais. d) pelo rompimento em relação ao império português e pela preservação da escravidão. e) pela implantação do sistema republicano e pelo es�mulo à produção agrícola. H1282 - (Ufscar) A culinária tradicional brasileira não é, necessariamente, o resultado da miscigenação entre as culturas europeia, indígena e negra. Não se pode dizer que o processo tenha sido de combinação igualitária: trata-se de uma história de dominação em que colonizadores se adaptaram à alimentação local, indígena, u�lizando-a para seus propósitos expansionistas. O processo histórico de cons�tuição da culinária do Brasil se deu com muita violência e apagamento, como o de técnicas indígenas de cozimento e preparo que eram usadas e seguem sendo u�lizadas, mas que não aparecem nos livros de culinária e enciclopédias como sendo dos povos originários. (Adaptado de: DESTRI, L. Da mandioca ao milho, do indígena ao caipira. Revista Pesquisa FAPESP, dezembro de 2018. p. 88-89) Sobre a formação histórica das prá�cas alimentares no Brasil, é correto afirmar que a) este foi um processo harmonioso em que portugueses, indígenas e africanos contribuíram com suas diferentes tradições e saberes sobre plantas e preparo de alimentos. b) a mandioca trazida da África pelos africanos escravizados forneceu um dos alimentos básicos para a composição equilibrada da alimentação indígena e portuguesa. c) as prá�cas alimentares de diferentes origens foram combinadas por meio de relações conflituosas, apropriação de saberes indígenas e invisibilidade de seu protagonismo. d) o milho e a batata trazidos da Europa pelos portugueses exerceram papel importante na formação das prá�cas alimentares do Brasil colonial e no combate à fome. H0333 - (Ifmg) A classe dominante brasileira era, em sua maioria, conservadora (...). Desejava manter as estruturas econômicas e sociais coloniais baseadas no sistema agrícola, na escravidão e na exportação de produtos agrícolas tropicais para o mercado europeu. Contudo, havia nas cidades (...) alguns liberais que esperavam mudanças mais profundas na polí�ca e na sociedade: soberania popular, democracia e mesmo uma república. (BETHELL, Leslie. A independência do Brasil. In: História da América La�na. São Paulo: EDUSP, 2009. V. 3, p. 213.) A aceitação de D. Pedro pela elite senhorial, como líder do processo de independência do Brasil, eclodido em 1822, visava a a) manter nosso país sob a tutela da metrópole lusitana. b) evitar transformações mais bruscas na ordem social e polí�ca. c) defender a República como sistema de governo para o novo país. d) impossibilitar a escolha do regime monárquico após a emancipação. H0839 - (Uece) Ins�tutos Legais presentes em uma legislação nacional, as prá�cas do Beneplácitoe do Padroado eram importantes representações da relação entre 7@professorferretto @prof_ferretto a) o Estado brasileiro e o Va�cano durante a reaproximação no governo Vargas. b) o Estado brasileiro e a Igreja Católica durante o período do império brasileiro. c) o Estado português e o governo colonial brasileiro no período do primeiro reinado. d) o Estado brasileiro e as igrejas cristãs não católicas durante o período regencial. H0827 - (Ueg) Leia o texto a seguir. A construção dos Estados Nacionais significou um longo processo de lutas sociais e polí�cas, em que se confrontaram adversários poderosos, muitas vezes acompanhados de longas guerras civis, envolvendo grande parte da sociedade, de abastados fazendeiros a pobres peões. PRADO, M.L.C. América La�na no século XIX: tramas, telas e textos. São Paulo: Edusp, 2004. p. 75. O texto citado refere-se ao contexto de emancipação polí�ca dos países la�no-americanos. Um caso singular de libertação na qual o país emancipou-se lutando contra outra nação americana foi o a) do Uruguai, que consolidou a sua formação nacional em 1828, após vencer o Brasil na chamada Guerra da Cispla�na. b) do México, que se emancipou poli�camente em 1821, lutando contra os Estados Unidos para preservar parte de seu território. c) de Cuba, que se tornou independente em 1898, após derrotar facções que representavam os interesses econômicos norte-americanos. d) da Venezuela, que teve a sua liberdade assegurada em 1831, após uma guerra de libertação contra a Grã- Colômbia, criada por Simon Bolívar. e) do Hai�, que promoveu uma revolução dos escravos em 1804 e teve que enfrentar as forças militares das Províncias Unidas da América Central. H1125 - (Uece) A independência do Brasil, ocorrida há quase 200 anos, trouxe poucas mudanças sociais para o povo brasileiro naquele momento. Atente para o que se diz a esse respeito e assinale a afirmação verdadeira. a) Apesar de garan�r acesso ao voto universal, a cons�tuição do império exigia comprovação de uma renda alta para que o cidadão, sobretudo o negro, pudesse ser candidato. b) A independência do Brasil proporcionou uma maior autonomia, pois somente em 1820 o príncipe regente D. Pedro assumiu o governo do país, dias após D. João VI retornar a Portugal. c) Com a independência, apesar do estabelecimento de uma legislação nacional, a escravidão foi man�da, o que prolongou a duração dessa causa da desigualdade social brasileira. d) Mesmo com o fim do tráfico negreiro, dois anos após a independência, e com a assinatura da Lei Áurea no ano seguinte, os ex-escravos não foram plenamente integrados à sociedade brasileira. H1137 - (Unisc) “A escravidão mercan�l africana do período moderno é um sistema que se enraizou cruelmente na história brasileira, e que guarda marcas profundas no nosso co�diano. O país não só foi o úl�mo a abolir essa forma perversa de mão de Obra nas Américas, como aquele que mais recebeu africanos saídos de seu con�nente de maneira compulsória, além de ter contado com escravos em todo o território. Com as primeiras levas chegando em 1550 e as úl�mas décadas de 1860, já que existem registros de envio ilegal de africanos entre 1858 e 1862, es�ma-se que milhões de africanos tenham desembarcado no Brasil.” SCHWARCZ, L. M.; GOMES, F. S. (Orgs). Dicionário da escravidão da liberdade: 50 textos crí�cos. 1. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p.21. Sobre a escravidão africana no Brasil, todas as alterna�vas estão corretas, exceto: 8@professorferretto @prof_ferretto a) Os cas�gos �sicos exemplares, entre os quais a imobilização em troncos ou os açoites em pelourinhos, faziam parte do co�diano da escravidão no Brasil. b) As mulheres africanas ou afro-brasileiras atuaram no interior das casas-grandes e nos sobrados urbanos desde a implantação da escravidão no Brasil. c) A maior parte dos escravizados afro-brasileiros no período imperial residia nos centros urbanos e trabalhava como empregados domés�cos nas moradias da burguesia industrial. d) Os afro-brasileiros escravizados desenvolveram diversas formas de resistência à escravidão no Brasil, entre as quais a fuga e a formação de quilombos. e) Os saberes, as cosmovisões e prá�cas culturais trazidos pelos africanos ao Brasil foram muito diversos e experimentaram con�nuas transformações até se organizarem nas religiões “afro-brasileiras”. Como caracterís�cas regionais, destacam-se o candomblé, na Bahia, a macumba, no Rio de Janeiro, o xângo, em Pernambuco, e o batuque, no Rio Grande do Sul. H0320 - (Ifpe) A Confederação do Equador de 1824 é um marco na luta social contra o absolu�smo monárquico. Amplas camadas da população local par�ciparam do conflito. Comerciantes, padres, militares, negros e pardos, e até senhores de engenho se envolveram no conflito que opôs setores da população pernambucana à Monarquia de D. Pedro I. Sobre os pensamentos que fundamentaram a luta dos revoltosos, é CORRETO afirmar que foram ideias a) liberais e cons�tucionalistas, oriundas dos princípios iluministas então em expansão na Europa e nos Estados Unidos. b) absolu�stas moderadas, uma vez que os revoltosos ainda pensavam em manter a monarquia, desde que cons�tucional e respeitando a autonomia provincial. c) socialistas, o que jus�fica a presença expressiva de negros e pardos e de padres sensíveis às injus�ças sociais e ao racismo. d) inspiradas na Igreja Católica Romana, ins�tuição que, naquele momento, procurava distanciar-se das monarquias europeias, o que jus�fica a par�cipação de padres. e) anarquistas, por isso defendiam, além da derrubada do governo monárquico e absolu�sta, o fim da escravidão em terras pernambucanas. H0843 - (Uece) A Guerra da Cispla�na, ocorrida entre 1825 e 1828, durante o Primeiro Reinado, foi um elemento polí�co importante e teve como consequência a) a inclusão do território que hoje é o Uruguai como província do império após a invasão das tropas brasileiras determinada por D. Pedro I. b) o aumento do apoio popular ao Imperador D. Pedro I, pois a anexação da província de São Pedro foi fator de desenvolvimento, devido a sua industrialização. c) a criação de condições polí�cas posi�vas para garan�r um acréscimo de tempo ao governo de D. Pedro I até a maioridade de seu filho, D. Pedro II, em 1840. d) a formação da República do Uruguai após intervenção inglesa no conflito para garan�r o equilíbrio entre o império brasileiro e as Províncias Unidas do Prata, hoje Argen�na. H1126 - (Unicamp) Em 15 de fevereiro de 1822, terminava a efêmera ilusão de autonomia colonial vivida pelos baianos. Nesta data chegou a Salvador uma carta régia que promovia o coronel português Ignácio Luiz Madeira de Mello, nomeando-o para o comando das armas e colocando-o sob a autoridade direta de Portugal. A junta baiana não havia sido consultada ou sequer informada sobre o assunto. Em 19 de fevereiro de 1822, estourou um conflito entre tropas nacionais e portuguesas. Os soldados lusos atacaram obje�vos militares e civis. Invadiram o convento da Lapa em busca de franco- a�radores e aí assassinaram a abadessa Joana Angélica. Ao fim, no dia 2 de julho de 1823, as tropas brasileiras que derrotaram os portugueses entraram triunfantes em Salvador, até então ocupada por forças adversárias. (Adaptado de João José Reis, "O jogo duro do Dois de Julho: o 'Par�do Negro' na independência da Bahia'", in J. J. Reis e Eduardo Silva (org.), Negociação e conflito. São Paulo, Companhia das Letras, 1989, p. 79.) Com base no excerto e em seus conhecimentos, é correto afirmar que: a) a independência do Brasil de Portugal, declarada em 1822, pode ser caracterizada como um processo pacífico. b) o movimento que culminou no 2 de Julho, na Bahia, explicita a dimensão conflituosa do processo de independência do Brasil. c) os líderes da Revolta dos Alfaiates (ou Conjuração Baiana) acreditavam que a permanência dos laços entre Bahia e Portugal seria mais vantajosa para eles. d) a Revolta dos Malês influenciouos conflitos do 2 de Julho, ao dividir as elites baianas proprietárias de escravizados. 9@professorferretto @prof_ferretto H1134 - (Ufgd) Ao regressar de Minas, D. Pedro I tentou entrar no Rio como nas festas anteriores, que referendavam sua soberania. Contudo, as tropas não enfileiraram, não houve parada militar, o imperador não se pôde alinhar com seu povo em armas. No decorrer de março, os tumultos estendiam-se da noite para o dia, espalhando o medo pela cidade e a impressão de um iminente tumulto. Souza, I. L. C. Pátria coroada: o Brasil como corpo polí�co autônomo (1780-1831). São Paulo: UNESP, 1999, p. 343 (fragmento). O texto demonstra instabilidades que antecederam à abdicação de D. Pedro I ao trono, em 1831. Ao longo do Primeiro Reinado, incluem-se como principais mo�vos do desgaste polí�co do imperador: a) o absolu�smo de D. Pedro I devido ao poder moderador; a interferência na polí�ca de conciliação; o envolvimento do Brasil em movimentos de independências na América Espanhola e a Guerra do Paraguai. b) as reações contrárias à independência do Brasil; as revoltas regenciais caudilhistas; os atritos polí�cos entre conservadores e liberais. c) a crise da sucessão do trono português; a Revolução Farroupilha; a crise econômico-financeira; as regências e o golpe da maioridade. d) o absolu�smo do imperador; o envolvimento de D. Pedro I com a sucessão do trono português; a Guerra da Cispla�na e a crise econômico-financeira. e) a Revolução Liberal do Porto, o parlamentarismo às avessas; a crise econômico-financeira e o movimento republicano. H1128 - (Fuvest) Assinale a alterna�va que estabelece a relação correta entre a emancipação polí�ca do Brasil, em 1822, e a ordem escravocrata: a) As polí�cas agrárias de transformação dos libertos em pequenos produtores rurais iniciaram a gradual ex�nção da escravidão. b) As relações escravocratas foram preservadas, privando de liberdade as pessoas escravizadas nascidas ou não no Brasil e seus descendentes. c) A nova ordem polí�ca reduziu o fluxo de africanos traficados para mercados brasileiros, em favor de rotas voltadas a outras regiões da América. d) A Cons�tuição de 1824 estabeleceu que seriam considerados cidadãos os escravos libertos, independentemente do seu local de nascimento. e) O peso demográfico das pessoas escravizadas superou o das pessoas livres na composição da sociedade brasileira ao longo do Primeiro Reinado. H1136 - (Ufrgs) Com relação ao processo histórico da Independência do Brasil, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo. (__) O movimento cons�tucionalista iniciado na cidade do Porto, em 1820, provocou mudanças nas relações entre Portugal e Brasil, despertando, nas elites polí�cas brasileiras, o medo de um possível retorno à condição de colônia. (__) O fator determinante para a ruptura entre os setores econômicos brasileiros e a corte portuguesa foram os tratados assinados por D. João VI com a Inglaterra, proibindo completamente o tráfico transatlân�co de africanos para a América a par�r de 1808. (__) O retorno do monarca para a Europa e a permanência de seu filho Pedro como regente no Brasil ocasionaram as chamadas “revoltas regenciais”, cujo obje�vo principal era romper com Portugal e ins�tuir um Estado independente na América. (__) Os conflitos com tropas portuguesas, mesmo após a aclamação de Pedro como Imperador do Brasil, ainda ocorreram em diversas regiões do país, como na Bahia, onde os confrontos assumiram traços de uma guerra civil. A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) V – V – F – V. b) F – F – V – V. c) V – F – F – V. d) F – V – F – F. e) F – F – V – F. H0321 - (Ifce) Sobre a Confederação do Equador é correto afirmar-se que 10@professorferretto @prof_ferretto a) limitou-se à ação de lideranças e populares pernambucanos, causa maior do seu insucesso. b) insa�sfeitos com as tenta�vas de negociação do império, os revoltosos buscaram criar uma nova cons�tuição mais democrá�ca, mas que con�nuava reafirmando seu caráter monarquista. c) foi uma das mais significa�vas revoltas do Segundo Reinado. d) buscava a construção de um estado independente, com capital em Recife, cri�cava a escravidão e a centralização do poder exaltados pelo absolu�smo, conservadorismo e autoritarismo do monarca. e) Frei Caneca foi um grande aliado de D. Pedro I, o que contribuiu para o fim do movimento separa�sta e a vitória do imperador. H1133 - (Unicamp) Não parece ser obra do acaso a preservação da unidade territorial do Império do Brasil, quando comparada à fragmentação polí�ca experimentada pelos an�gos vice- reinos hispano-americanos, entre 1810 e 1825. Em Lisboa, no âmbito da Sociedade Real Marí�ma e Militar (1798-1807), foram preparadas memórias históricas, corográficas e roteiros hidrográficos redigidos pelos engenheiros militares e navais. Esta documentação serviu à diplomacia do Império brasileiro nos tribunais internacionais; mas também, muniu, internamente, a organização das expedições de conquista territorial, levadas ao cabo pelas elites regionais antes e após a Independência. (Adaptado de Iris Kantor, Mapas em trânsito: projeções cartográficas e processo de emancipação polí�ca do Brasil (1779-1822). Araucaria. Ver. Iberoamericana de Filos., Polít. y Humanidades. 2010, 12, n. 24. p. 110.) Considerando o excerto acima e seus estudos, pode-se afirmar que a) o processo de fragmentação polí�ca da América hispânica durante o período da independência foi similar ao processo histórico da independência no Brasil. b) na Sociedade Real Marí�ma e Militar, os estudos dos engenheiros militares e navais eram documentos públicos amplamente divulgados em livros didá�cos da época. c) a documentação da Sociedade Real Marí�ma e Militar foi usada, no Brasil, na fundação do Estado e no reconhecimento territorial da nação. d) as elites regionais, formadas em Direito, atuaram na formação do território brasileiro, pouco dialogando com os estudos de engenharia militar. H0841 - (Ueg) Leia o texto a seguir. A Guerra de Cispla�na iniciou-se em 1825, envolvendo tropas do governo imperial brasileiro contra as da aliança formada por exilados da Banda Oriental [...] com o governo da Província de Buenos Aires. No dia 27 de agosto de 1828, ela se encerrou a par�r da assinatura da Convenção Preliminar da Paz pelos Governos da Argen�na e do Brasil, com a mediação da Inglaterra. BITTENCOURT, Circe (org.). Dicionário de datas da História do Brasil.São Paulo: Contexto, 2007. p. 197. A principal consequência polí�ca da Guerra de Cispla�na foi a) o início da aliança militar entre Brasil e Argen�na contra o Paraguai. b) a eclosão da Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul. c) a contestação da influência inglesa na América do Sul. d) a independência da Província do Uruguai. e) o aumento da popularidade de D. Pedro I. H1273 - (Fgv) Leia o fragmento abaixo escrito por José Bonifácio no século XIX. “O imperador �nha só dois caminhos a seguir, ou ser verdadeiramente cons�tucional, ou absoluto; no primeiro caso nada �nha que temer dos brasileiros, no segundo corria grandes azares, mas com juízo e constância poderia obter seu fim; mas hesitando constantemente, seguindo as circunstâncias, decerto há de vir a ser ví�ma sem falta.” DOLHNIKOFF, Miriam (org.) José Bonifácio de Andrada e Silva Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, m 225. Assinale a alterna�va correta: 11@professorferretto @prof_ferretto a) D. Pedro l, diante das ameaças separa�stas da oligarquia paulista, optou por impor um regime centralizado, em 1824, inspirado no absolu�smo monárquico. b) A monarquia cons�tucional foi instaurada no Brasil com a emancipação polí�ca em 1822 e caracterizou-se pela estabilidade polí�ca. c) D. Pedro l, com a dissolução da Assembleia Cons�tuinte em 1823, contrariou os interesses de parcela importante das oligarquias brasileiras. d) A adoção do Poder Moderador, em 1824, foi sugerida por setores da elite brasileirainfluenciados pelo liberalismo polí�co estadunidense. e) A implementação do parlamentarismo monárquico no Brasil, em 1824, foi es�mulada pelas boas relações diplomá�cas man�das com a Inglaterra. H1281 - (Unesp) Muitos escravos e libertos recorriam aos orixás para resolver diferentes �pos de problema. Aos poucos, a crença nos orixás foi se desenvolvendo e, no século XIX, deu origem ao Candomblé. Essa religião era formada por “irmãos de fé”, pessoas que acreditavam nos orixás e que se reuniam em torno de uma mesma casa ou terreiro. Nesse espaço, que era comandado por uma mãe de santo ou um pai de santo, além de realizar suas cerimônias religiosas, entrar em contato com seus deuses e buscar respostas por meio de jogos de adivinhação (como o jogo de búzios), muitos escravos e libertos conseguiram formar outra família, família essa que muito se assemelhava com as grandes linhagens existentes em diversas localidades africanas. (Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017.) O texto caracteriza o Candomblé como a) uma estratégia de recusa e resistência dos escravizados diante dos esforços de catequização empreendidos pelos jesuítas portugueses. b) uma tenta�va de conciliar caracterís�cas de dis�ntas religiosidades de matriz africana, como o politeísmo e as idolatrias. c) uma religião derivada de crenças de origem africana, que possibilitou o surgimento de espaços de sociabilidade e solidariedade entre escravizados. d) uma religião trazida da África e pra�cada no Brasil pelos escravizados como uma forma de manter contato com as origens e os antepassados. e) uma religião de matriz islâmica que permi�a a unificação dos escravizados procedentes de diversas regiões da África. H0832 - (Ufrgs) Observe a figura abaixo. O quadro “Independência ou morte” está localizado no Salão Nobre do Monumento do Ipiranga. Construído entre 1885 e 1890, o edi�cio-monumento �nha como obje�vos reforçar o 7 de setembro como episódio que promoveu o “nascimento do Brasil”, apresentar D. Pedro como herói nacional e construir uma memória posi�va do Império. O prédio, hoje Museu Paulista da USP, fechado desde 2013, será reaberto ao público em 2022, no marco das rememorações do bicentenário da independência do Brasil. Considere as afirmações abaixo, sobre a conformação da memória da independência. I. A narra�va gloriosa do Império e de D. Pedro, presente na tela e no edi�cio-monumento, foi elaborada em uma conjuntura de crise da monarquia e de intensificação da propaganda republicana. II. A tela, mesmo executada décadas depois dos acontecimentos, representa um retrato fiel dos episódios ocorridos na colina do Ipiranga, em São Paulo, em 7 de setembro de 1822. III. O quadro contribuiu para a criação de uma imagem do “nascimento do Brasil” a par�r da heroicização do gesto de D. Pedro, representando emblema�camente o episódio do Ipiranga como marco da independência do Brasil. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas II. c) Apenas III. d) Apenas I e III. e) I, II e III. 12@professorferretto @prof_ferretto H0331 - (Uece) Atente ao seguinte fragmento da obra da historiadora Emília Vio� da Costa, a respeito do processo de independência do Brasil: “A ordem econômica seria preservada, a escravidão man�da. A nação independente con�nuaria subordinada à economia colonial, passando do domínio português à tutela britânica. A fachada liberal construída pela elite europeizada ocultava a miséria e a escravidão da maioria dos habitantes do país. Conquistar a emancipação defini�va da nação, ampliar o significado dos princípios cons�tucionais seria tarefa relegada aos pósteros”. COSTA, Emília Vio� da. Introdução ao estudo da emancipação polí�ca do Brasil. In: MOTA, Carlos Guilherme (Org.). Brasil em perspec�va. 16. ed. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1987. p.125. Considerando o processo de independência do Brasil, assinale a afirmação verdadeira. a) Não ocorreu nenhuma ocultação dos reais problemas sociais e econômicos do país após a independência, já que a elite local buscou solucioná-los imediatamente. b) Apenas ocorreu a independência econômica do Brasil, mas não a polí�ca, pois a elite nacional europeizada submeteu-se aos interesses da Inglaterra. c) Pelo fato de a monarquia ter sido logo adotada como forma de governo, a independência não representou mudanças sociais significa�vas, pois estas ficariam a cargo de gerações futuras. d) Não houve acordo de independência com os Britânicos, que reagiram o quanto puderam à independência do Brasil, já que ela representaria a real autonomia econômica do país. H0328 - (Mackenzie) “(...). Conquistar a emancipação defini�va e real da nação, ampliar o significado dos princípios cons�tucionais foi tarefa delegada aos pósteres”. COSTA, Emília Vio� da. Da monarquia à república: momentos decisivos. São Paulo; Livraria Editora Ciências Humanas, 1979. P.50. A análise acima, da historiadora Emília Vio� da Costa, refere-se à proclamação da independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822. A análise da autora, a respeito do fato histórico, aponta que a) apesar dos integrantes da elite nacional terem alcançado seu obje�vo: o de romper com os estatutos do plano colonial, no que diz respeito às restrições à liberdade de comércio, e à conquista da autonomia administra�va, a estrutura social do país, porém, não foi alterada. b) a independência do Brasil foi um fato isolado, no contexto americano de luta pela emancipação das metrópoles. Isso se deu porque era a única colônia de língua portuguesa, e porque adotava, como regime de trabalho, a escravidão africana. c) caberia, às futuras gerações de brasileiros, o esforço no sen�do de impor seus valores para Portugal, rompendo, defini�vamente, os impasses econômicos impostos à Colônia pela metrópole portuguesa desde o início da colonização. d) apesar de alguns setores da elite nacional possuírem interesses semelhantes à burguesia mercan�l lusitana e, portanto, afastando-se do processo emancipatório nacional, com a eminente vinda de tropas portuguesas para o país, passaram a apoiar a ideia de independência. e) assim como Portugal passava por um processo de reestruturação, após a Revolução Liberal do Porto; no Brasil, esse movimento emancipatório apenas havia começado e só fora concluído, com a subida antecipada ao trono, de D. Pedro II, em 1840. H0332 - (Fac. Pequeno Príncipe) Na interpretação mais conhecida sobre a História do Brasil, a data de 7 de setembro de 1822 representou um marco, pois, nesse dia, D. Pedro proclamou oficialmente a separação da Colônia da metrópole portuguesa. Sobre o processo de Independência do Brasil, assinale a alterna�va CORRETA. 13@professorferretto @prof_ferretto a) As relações entre a Coroa portuguesa e o Brasil melhoraram quando Dom João VI, de Portugal, apoiado pela Corte portuguesa, assinou um decreto concedendo o �tulo de Regente do Brasil a seu filho Dom Pedro. Entretanto, aproveitando-se da autoridade que lhe foi concedida, no dia 7 de setembro de 1822, Dom Pedro rompeu poli�camente com Portugal e proclamou a Independência do Brasil. b) A Independência brasileira foi um processo liderado, em grande parte, pelos setores sociais que mais se beneficiavam com a ruptura dos laços coloniais: os grandes proprietários de terra e os grandes comerciantes, pois a separação �nha como obje�vo preservar a liberdade de comércio e a autonomia administra�va. A maioria da população permaneceu na situação anterior à proclamação da Independência. c) Após o processo de Independência, a economia brasileira tornou-se compe��va no mercado internacional, pois devido ao apoio econômico inglês o Brasil começou a desenvolver a a�vidade industrial, o que era proibido pelo governo metropolitano. d) A mudança mais significa�va após a Independência do Brasil ocorreu no âmbito econômico-social, pois com o desenvolvimento econômico surgiram novas classes sociais urbanas ligadas ao processo industrial. e) A Inglaterra,interessada em manter os bene�cios comerciais garan�dos pelos tratados de comércio e navegação de 1810, foi a primeira nação a reconhecer a Independência do Brasil. H1276 - (U�f) Leia a reportagem abaixo. A convergência de forças de todo o país que quase ninguém conhece Uma festa popular baiana cheia de significados que vem sendo redescoberta pelos turistas Na madrugada de 2 de julho de 1823, a cidade de Salvador amanheceu quase deserta: o exército Português deixou em defini�vo a província da Bahia. Dizem que o dia nasceu bonito, sem as chuvas de junho. O sol brilhou! Os baianos conhecem esta data como sendo a Independência do Brasil na Bahia, que celebra a vitória dos brasileiros na guerra travada na então província da Bahia, por mais de 17 meses (de fevereiro de 1822 a julho de 1823) contra as tropas portuguesas. Com a vitória do Exército e da Marinha do Brasil na Bahia, consolidou-se a separação polí�ca do Brasil de Portugal. O 2 de julho ficou na reverência patrió�ca dos baianos que, desde então, estabeleceram a tradição de comemorá-lo anualmente com a repe�ção da entrada do Exército Pacificador na cidade de Salvador. Fonte: h�ps://www.salvadordabahia.com/experiencias/a-festa- do-2-de-julho-independencia-do-brasil-na-bahia/. Acesso em: 26 ago. 2022 - Adaptado. A par�r da reportagem e dos conhecimentos sobre o processo de independência do Brasil é possível afirmar que: a) A par�cipação da província da Bahia no processo de independência do Brasil não teve repercussão em todo o país, pois Portugal já havia reconhecido a independência em 1822. b) A par�cipação da província da Bahia no processo de independência do Brasil mostra que a narra�va de que não houve conflito armado contra os portugueses está equivocada. c) A par�cipação da província da Bahia no processo de independência do Brasil é um exemplo de como todas as províncias pegaram em armas contra os portugueses. d) A par�cipação da província da Bahia no processo de independência do Brasil se deu em concorrência com o Exército Real, que estava sob o comando de D. Pedro. e) A par�cipação da província da Bahia no processo de independência do Brasil não contribuiu para a manutenção da integridade territorial do país no pós- independência. H0831 - (Unesp) O luxo e a corrupção nasceram entre nós antes da civilização e da indústria. E qual será a causa principal de um fenômeno tão espantoso? A escravidão, senhores, a escravidão. Porque o homem que conta com os trabalhos diários de seus escravos vive na indolência, e a indolência traz todos os vícios após si. (José Bonifácio de Andrada e Silva, 1825. Apud: Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017. Adaptado.) A manifestação de uma das principais lideranças do país, logo após a independência polí�ca, revela a 14@professorferretto @prof_ferretto a) jus�fica�va para a adoção, no Primeiro Reinado, de polí�cas agressivas de es�mulo à imigração. b) disposição, majoritária nos setores que par�ciparam do processo emancipacionista, de eliminar gradualmente a escravidão. c) campanha abolicionista sistemá�ca, iniciada ainda no período colonial, dos cafeicultores paulistas. d) rejeição, de clara influência liberal-iluminista, da ideia de que os homens são desiguais por natureza. e) crí�ca, voltada aos setores social e poli�camente hegemônicos do Brasil, à dependência do trabalho obrigatório. H1138 - (Unicamp) Observe abaixo duas pinturas históricas oitocen�stas que se tornaram cânones visuais da História do Brasil, e que são acionadas, por exemplo, nas comemorações do Bicentenário da Independência. A par�r de seus conhecimentos, assinale a alterna�va correta a respeito da produção do passado histórico. a) As duas telas encenam dois fatos históricos fundamentais da memória nacional: o descobrimento do Brasil e a fundação da nação independente. Inseridas no panteão histórico nacional, elas valorizam a história global e a Europa. b) Prá�ca do ideário nacionalista oitocen�sta, a celebração, na pintura histórica, dos fatos nacionais estava associada à produção – do ponto de vista dos trabalhadores retratados na tela – de uma visão de passado da nação. c) Celebrar eventos do passado foi estratégico para as iden�dades coloniais criadas no século XIX. Assim, pertencer a uma nação significava herdar um passado de valorização da diversidade étnica e igualdade social. d) Estas pinturas inseriam-se em polí�cas de memória que construíam e traduziam valores fundamentais das iden�dades nacionais. Elas ensinavam sobre as origens da nação e estabeleciam referências iden�tárias para os cidadãos. H1119 - (Unesp) [...] Foi sem dúvida entre os meses de janeiro e outubro de 1822 que o Brasil, finalmente, se fez independente: isto é, separou-se de Portugal. Nada garan�a que essa independência seria duradoura, é verdade, mas foi entre esses meses que ela se concre�zou, exigindo esforços posteriores de consolidação; mas seriam antes esforços de reforço de algo que já exis�a do que de criação abrupta de algo novo. E o que, afinal, ocorreu no dia 7 de setembro de 1822? Um pequeno acontecimento que não foi imediatamente valorizado justamente por não ser de grande importância em comparação com os demais que �nham ocorrido e ainda ocorreriam naquele ano; mas que posteriormente se tornaria o principal marco da memória da Independência. Um marco da memória, e não da história. (João Paulo Pimenta. Independência do Brasil, 2022.) Ao tratar da Independência do Brasil em relação a Portugal, o excerto enfa�za 15@professorferretto @prof_ferretto a) o caráter processual da emancipação, que resultou de diversas ar�culações e ações polí�cas. b) a negociação entre colônia e metrópole, que assegurou o caráter pacífico da emancipação. c) o esforço do príncipe regente, que visava promover a consolidação da emancipação polí�ca brasileira. d) o imedia�smo do gesto ruptura, que provocou surpresa na população de toda a colônia. e) a percepção imediata da importância dos eventos ocorridos às margens do riacho do Ipiranga, que mudaram poli�camente o país. H1130 - (Unesp) O luxo e a corrupção nasceram entre nós antes da civilização e da indústria. E qual será a causa principal de um fenômeno tão espantoso? A escravidão, senhores, a escravidão. Porque o homem que conta com os trabalhos diários de seus escravos vive na indolência, e a indolência traz todos os vícios após si. (José Bonifácio de Andrada e Silva, 1825. Apud: Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017. Adaptado.) A manifestação de uma das principais lideranças do país, logo após a independência polí�ca, revela a a) jus�fica�va para a adoção, no Primeiro Reinado, de polí�cas agressivas de es�mulo à imigração. b) disposição, majoritária nos setores que par�ciparam do processo emancipacionista, de eliminar gradualmente a escravidão. c) campanha abolicionista sistemá�ca, iniciada ainda no período colonial, dos cafeicultores paulistas. d) rejeição, de clara influência liberal-iluminista, da ideia de que os homens são desiguais por natureza. e) crí�ca, voltada aos setores social e poli�camente hegemônicos do Brasil, à dependência do trabalho obrigatório. H1271 - (Fuvest) "Não era mais possível contemporizar. E, inspirado pelo gênio da glória (...) não tardou nem mais um instante: e passou a lançar, dessa mesma província que depois conceituava de 'agradável e encantadora', dali mesmo, do meio daquelas virgens campinas, vizinhas da primi�va Pira�ninga de João Ramalho, o brado resoluto de ‘Independência ou morte’". Francisco Adolfo de Varnhagen. História da independência do Brasil. Edição fac-similar da segunda edição da IHGB, 1938. Os documentos apresentados foram produzidos no século XIX. Em comum, expressam: a) O testemunho obje�vo dos acontecimentos de 7 de setembro de 1822 em Pira�ninga. b) A construção de narra�vas centradas no protagonismo do príncipe regente. c) O clamor dos setores populares por um gesto heroico de libertação do Brasil. d) O papel inspiradorda paisagem serena na tomada de decisão de D. Pedro. e) A comunhão entre o "gênio da glória" do príncipe e os exércitos revolucionários. H0838 - (Upf) No próximo ano, o Brasil irá comemorar o bicentenário de sua Independência. Em 1822, um autor anônimo escreveu a poesia “Independência ou morrer”, reproduzida abaixo. Ouvi, ó Povos, o grito, Que vamos livres erguer; O Brasil sacode o jugo, Independência ou Morrer. Congresso opressor jurara Nossos povos abater: 16@professorferretto @prof_ferretto Em seu despeito amamos Independência ou Morrer. Depois de trezentos anos Livre o Brasil vai viver: Deve a Pedro a Liberdade, Independência ou morrer. Apud CARVALHO, José Murilo de, BASTOS, Lúcia; BASILE, Marcelo (Orgs.). Guerra literária: panfletos da Independência (1820-1823). Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014, 257-258. 4 v.) Considerando o cenário polí�co em que a poesia foi escrita, é correto afirmar que: a) Os brasileiros de tendências absolu�stas pretendiam derrubar D. Pedro e assumir o poder. b) Os liberais portugueses pretendiam restaurar o absolu�smo. c) Os escravistas brasileiros almejavam impedir que D. Pedro outorgasse uma cons�tuição absolu�sta. d) As cortes portuguesas desejavam recolonizar o Brasil, anulando as medidas polí�co-administra�vas tomadas por D. João VI. e) Os absolu�stas portugueses pretendiam auxiliar D. Pedro a consolidar a Independência do Brasil. H0828 - (Ufrgs) Com relação ao processo histórico da Independência do Brasil, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo. (__) O movimento cons�tucionalista iniciado na cidade do Porto, em 1820, provocou mudanças nas relações entre Portugal e Brasil, despertando, nas elites polí�cas brasileiras, o medo de um possível retorno à condição de colônia. (__) O fator determinante para a ruptura entre os setores econômicos brasileiros e a corte portuguesa foram os tratados assinados por D. João VI com a Inglaterra, proibindo completamente o tráfico transatlân�co de africanos para a América a par�r de 1808. (__) O retorno do monarca para a Europa e a permanência de seu filho Pedro como regente no Brasil ocasionaram as chamadas “revoltas regenciais”, cujo obje�vo principal era romper com Portugal e ins�tuir um Estado independente na América. (__) Os conflitos com tropas portuguesas, mesmo após a aclamação de Pedro como Imperador do Brasil, ainda ocorreram em diversas regiões do país, como na Bahia, onde os confrontos assumiram traços de uma guerra civil. A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) V – V – F – V. b) F – F – V – V. c) V – F – F – V. d) F – V – F – F. e) F – F – V – F. H0845 - (Pucpr) O texto abaixo, re�rado de uma resenha do livro “A outra Independência”, de Evaldo Cabral de Mello, resume o quadro polí�co existente na província de Pernambuco no início do século XIX. […] o senhoriato da mata sul, cujo representante maior foi Francisco Paes Barreto, o morgado do Cabo, cons�tuiu, depois de 1817, a base de apoio polí�co do centralismo monárquico e do unitarismo, conjugados com um estado cons�tucional de recorte mais conservador, com limitada representa�vidade censitária e com clara ascendência do poder pessoal do monarca. E, ao contrário, a mata norte, juntamente com parte da população do Recife, foi a base de um liberalismo que defendia maior autonomia do poder local, ampliação da representa�vidade e afirmação dos direitos de cidadania de maneira menos restri�va.” BERNARDES, Denis. Almanack braziliense, São Paulo. n. 02, p. 136-137, nov. 2005. Resenha de: MELLO, Evaldo Cabral de. A outra Independência: o federalismo pernambucano de 1817 a 1824. São Paulo: Ed. 34, 2004, 264 p. Assinale a alterna�va que indica CORRETAMENTE quais revoltas polí�cas do Brasil recém-independente �veram como cenário a oposição entre “mata sul” e “mata norte” citada no texto: a) Revolução Pernambucana e Revolução Farroupilha. b) Revolução Pernambucana e Confederação do Equador. c) Revolução Pernambucana e Balaiada. d) Confederação do Equador e Guerra dos Emboabas. e) Confederação do Equador e Balaiada. H1280 - (Pucpr) Observe a imagem e o texto abaixo: 17@professorferretto @prof_ferretto Leia as asser�vas abaixo e assinale a alterna�va CORRETA: 1. Os proprietários dos escravizados domés�cos poderiam disponibilizar seus serviços para aluguel ou u�lizavam sua mão-de-obra dentro de suas casas. 2. As mulheres escravizadas, sobretudo no trabalho domés�co, empreendiam várias formas de resistência para sobreviver, entre elas a resistência linguís�ca, apego a religião ancestral e a trabalho. 3. Com o recrudescimento do tráfico Atlân�co de africanos na primeira metade do século XIX, o uso da mão-de-obra escravizada em tarefas domés�cas declinou devido à dificuldade em adquirir escravizados. 4. A vida das senhoras do período colonial era dependente da presença de escravizadas(os) como acompanhantes, serviçais, amas de leite entre outros. a) Todas estão corretas. b) 1, 2 e 4 estão corretas. c) 1 e 3 estão corretas. d) 1, 3 e 4 estão corretas. e) 3 e 4 estão corretas. H0337 - (Udesc) “A unidade básica de resistência no sistema escravista, seu aspecto �pico, foram as fugas. (...) Fugas individuais ocorrem em reação a maus tratos �sicos ou morais, concre�zados ou prome�dos, por senhores ou prepostos mais violentos. Mas outras arbitrariedades, além da chibata, precisam ser computadas. Muitas fugas �nham por obje�vo refazer laços afe�vos rompidos pela venda de pais, esposas e filhos. (...) No Brasil, a condenação [da escravidão] só ganharia força na segunda metade do século, quando o país independente, fortemente penetrado por ideias e prá�cas liberais, se integra ao mercado internacional capitalista. (...) “Tirar cipó” – isto é, fugir para o mato – con�nuou durante muito tempo como sinônimo de evadir-se, como aparece no romance A carne, de Júlio Ribeiro. Mas as fugas, como tendência, não se dirigem mais simplesmente para fora, como antes; se voltam para dentro, isto é, para o interior da própria sociedade escravista, onde encontram, finalmente, a dimensão polí�ca de luta pela transformação do sistema. “O não quero dos ca�vos”, nesse momento, desempenha papel decisivo na liquidação do sistema, conforme analisou o abolicionista Rui Barbosa”. REIS, João José. SILVA, Eduardo. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 62-66-71. De acordo com os autores do texto, João José Reis e Eduardo Silva, assinale a alterna�va incorreta. a) As fugas de escravos entre os séculos XVI e XIX �veram mo�vações diversas, entre elas o tráfico interprovincial. b) Durante o século XIX, a luta dos escravos pela liberdade não se dava somente pela fuga cole�va para a formação de quilombos. c) As cidades, no século XIX, tornaram-se espaços significa�vos para as lutas pela abolição. d) Os escravos foram agentes da história, e não apenas força de trabalho. e) A naturalização do sistema escravista se manteve estável durante o período colonial e o imperial. H0336 - (Espm) Vossa majestade verá que fiz de minha parte tudo quanto podia e, por mim, no dito tratado, está feita a paz. É impossível que vossa majestade, havendo alcançado suas reais pretensões negue ra�ficar um tratado que lhe felicita seus reinos, abrindo-lhe os portos ao comércio estagnado, e que vai pôr em paz tanto a nação portuguesa, de que vossa majestade é tão digno rei, como a brasileira, de que tenho a ventura de ser imperador. Paulo Rezzu�. D. Pedro: a história não contada. O homem revelado por cartas e documentos inéditos. O fragmento é parte da carta de D. Pedro a D. João VI, versando sobre o tratado por meio do qual Portugal reconhecia a inde pendência do Brasil, mediante: 18@professorferretto @prof_ferretto a) a renovação dos tratados comerciais de 1810; b) a concessão aos portugueses da Ilha de Trindade; c) a assinatura de um acordo de reciprocidade; d) o compromisso assumido pelo Brasil decessar o tráfico negreiro; e) o pagamento pelo Brasil de uma indeniza ção de 2 milhões de libras. H0844 - (Fgv) Considere as seguintes afirmações sobre o processo de emancipação polí�ca no Brasil: I.Ocorreu no contexto geral da crise do An�go Regime e teve como elementos par�culares a instalação da Corte no Rio de Janeiro e a ar�culação polí�ca entre a elite colonial e setores da burocracia portuguesa. II. Foi provocado pelas movimentações separa�stas na Província de Cispla�na e na Bahia, no contexto de fragmentação da América espanhola. III. Foi precedido pelo fim da exclusividade comercial da Metrópole e pela transformação do estatuto polí�co do an�go domínio colonial para a condição de Reino Unido de Portugal e Algarves. Está correto que se afirma em a) I e III, apenas. b) I, II e III. c) I e II, apenas. d) II e III, apenas. e) III, apenas. H0837 - (Esc. Naval) O Brasil, hoje, cons�tuiu-se numa República Presidencialista, porém, foi um longo processo até chegarmos à atual configuração polí�ca e administra�va. Em relação à vinda da Família Real Portuguesa e o consequente período Joanino desenrolaram-se ações polí�cas, econômicas e sociais que resultaram na independência do país e o curto período denominado Primeiro Reinado. Assim, marque a opção que apresenta, corretamente, os eventos decorridos entre a vinda da família real e o fim do Primeiro Reinado. a) Um dos fatores que mo�vou a vinda da família real para o Brasil recai sobre a ameaça inglesa de se aliar a Napoleão Bonaparte a fim de, após invadir e dominar o país lusitano, dividir esse pequeno, mas estratégico país, como também dividir a América Portuguesa entre Ingleses e Franceses. b) Em 1822, deu-se um novo e decisivo passo para consolidar a independência do Brasil, que, a rigor, começou a se desenhar em 1808, com as medidas que fortaleceram a polí�ca do pacto colonial. Entre os Anos de 1820 e 1822, as lutas dos brasileiros resultaram, em grande parte, das tenta�vas portuguesas de recolonização. c) Durante a Guerra da Independência, algumas partes do país tentaram resis�r à emancipação, mas foram vencidas. Os maiores focos de resistência estavam instalados na Bahia, Pará, Província Cispla�na, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Foram lutas longas, terminando somente com o fim do Primeiro Reinado. d) Em relação aos tratados firmados entre Portugal e Inglaterra, destaca-se o que estabeleceu as taxas vantajosas para mercadorias importadas da Inglaterra em relação aos produtos oriundos de outros países. Esse ato de D. João, dentre outros, representou um dos fatores que favoreceria, num futuro próximo, o processo de independência do Brasil. e) A Cons�tuição promulgada de 1824 e a derrota na Guerra Cispla�na, mesmo com apoio inglês às tropas brasileiras, foram fatores que impulsionaram a abdicação de D. Pedro I ao Trono Brasileiro. Internamente, a pacificação da Confederação do Equador mi�gou a oposição ao Rei por um longo período. H1122 - (Unesp) Real alicerce da sociedade, os escravos chegaram a cons�tuir, em regiões como o Recôncavo, na Bahia, mais de 75% da população. Desde o século XVI e até a ex�nção do tráfico, em 1850, o regime demográfico adverso verificado entre os ca�vos – em razão das mortes prematuras e da baixa taxa de nascimento – levou a uma taxa de crescimento nega�vo [...]. (Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma biografia, 2018.) A variação demográfica indicada no excerto provocou 19@professorferretto @prof_ferretto a) a proibição das punições �sicas e a melhoria no tratamento des�nado aos escravizados. b) o surgimento de leis des�nadas à redução do uso de escravizados nas lavouras de cana. c) o apoio da Coroa portuguesa ao apresamento e à escravização de indígenas. d) a necessidade constante de importação de mão de obra de africanos escravizados. e) o es�mulo à imigração e a transição para o trabalho assalariado nas cidades e no campo. H1272 - (Fcmscsp) Na medida em que a história de cada país da América La�na corre paralelamente às demais, atravessando situações bastante semelhantes — a colonização ibérica, a independência polí�ca, a formação dos Estados Nacionais, a preeminência inglesa e depois a norte- americana, para citar apenas alguns marcos tradicionais — não há, do meu ponto de vista, como fugir às comparações. (Maria Ligia Coelho Prado. América La�na no século XIX: tramas, telas e textos, 2014.) As histórias dos países da América La�na independente a) organizaram os mesmos regimes polí�cos no período posterior às independências. b) foram radicalmente dis�ntas do ponto de vista do desenvolvimento comercial. c) reproduziram os mesmos ritmos de industrialização ao longo da história. d) inseriram-se igualmente em relações internacionais de forças hegemônicas. e) cons�tuíram blocos econômicos coesos de resistência ao domínio estrangeiro. H1277 - (Famema) Na construção do Estado brasileiro [...] as con�nuidades seriam muitas e fortes. [...] muito da legislação e das prá�cas jurídicas anteriores a 1822 con�nuaria em vigência; e as bases territoriais do an�go Império, com sua organização hierárquica entre regiões e a concessão de certos espaços autônomos de exercício e decisões polí�cas, não seriam totalmente desar�culadas. (João Paulo Pimenta. “Questão nacional e Independência do Brasil: um problema de 200 anos”. Revista USP, no 133, 2022.) Pode-se exemplificar a afirmação con�da no excerto com a manutenção a) do sistema federa�vo de governo e da economia manufatureira. b) do pacto colonial e do controle mercan�l. c) da proibição do tráfico de escravos e do movimento abolicionista. d) do regime monárquico e do trabalho escravo. e) da Cons�tuição liberal e do exército colonial. H1123 - (Acafe) Os processos de independências dos países da América foram marcados por lutas sociais e projetos diversos. A ideia de liberdade estava atrelada aos obje�vos dos dis�ntos atores envolvidos na luta para desvencilhar-se dos colonizadores europeus. Considerando os processos de independências do Brasil e dos países da América Espanhola, ocorridos no século XIX, e os grupos envolvidos é CORRETO afirmar. a) No contexto das lutas de independência na América do Sul, o nome de Simón Bolivar se destaca por ter liderado os exércitos que combateram os espanhóis no Chile, Equador, Paraguai e Bolívia, defendendo a criação de países independentes entre si. b) No caso do Brasil, o processo de independência foi resultado de uma série de transformações enfrentadas a par�r do Período Joanino e agravadas pela Revolução Liberal do Porto que, entre outras exigências, desejava reestabelecer o monopólio comercial entre Portugal e o Brasil. Neste contexto, a elite do Sudeste impulsionava a agitação revolucionária no Brasil. c) A par�r do século XVIII, com a invasão napoleônica na Espanha, os chapetones se fortaleceram e passaram a controlar as juntas governa�vas dos vice-reinos da América Espanhola, mesmo com as divergências existentes entre os membros dessa elite. d) Após seu processo de independência, o Brasil torna-se a única monarquia da América La�na, tendo em vista que os demais países independentes da América Espanhola adotaram a república como forma de governo. H1131 - (Fgv) Beneficiados pela aquisição de capacidade tributária, legisla�va e coerci�va, os grupos regionais acabaram por aceitar, em certo grau, os novos padrões de comportamento polí�co impostos pelo Estado. Fosse para atender a demandas específicas da região como, por exemplo, a necessidade de estradas, fosse para sa�sfazer anseios generalizados, [...] os grupos regionais acabaram envolvendo-se de fato na construção do Estado nacional. 20@professorferretto @prof_ferretto (Miriam Dolhnikoff. “Elites regionais e a construção do Estado nacional”. In: István Jancsó (org.). Brasil: formação do Estado e da Nação, 2003.) O texto menciona as relações entre os grupos sociais das províncias com o poder monárquico brasileiro ao longo do século XIX, acentuando a) a distribuição conveniente