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questions_historia-do-brasil_brasil-imperio_primeiro-reinado_Vestibulares

Conjunto de questões de vestibular sobre o Brasil no Primeiro Reinado e no Império: independência de 1822, Constituição de 1824, Assembleia Constituinte e legislação indígena colonial (trecho do Diretório dos Índios). Inclui itens de múltipla escolha e V/F.

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Questões resolvidas

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Vestibulares
Brasil Império
Primeiro Reinado
H1270 - (Ufpr)
Considere o excerto que a historiadora Lilia Schwarcz
escreveu sobre a Independência do Brasil em 1822:
A independência brasileira resultou, além do mais, de um
projeto muito conservador que pretendia manter, mais
do que mudar.
(SCHWARCZ, Lilia. 2022 é aqui e agora. Nexo Jornal, São
Paulo, 17 jan. 2022.)
 
A par�r dos conhecimentos sobre o período da
Independência do Brasil e do período do Império
brasileiro, assinale a alterna�va que indica corretamente
aspectos que o referido projeto conservador manteve no
Brasil após a Independência.
a) O sistema imperialista, a propriedade colonial e o
poder moderador.
b) O sistema feudalista, a propriedade comunal e o
gabinete de conciliação.
c) O sistema mercan�lista, a propriedade estatal e o
parlamentarismo às avessas.
d) O sistema oligopolista, a propriedade mul�cultora e a
polí�ca do café-com-leite.
e) O sistema escravista, a propriedade la�fundiária e a
polí�ca restrita à elite.
H1275 - (Ufrgs)
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações
abaixo, sobre o contexto de elaboração da Cons�tuição,
outorgada pelo Império Brasileiro em 1824, e as suas
caracterís�cas.
 
(__) D. Pedro I, em meio aos debates da Assembleia
Cons�tuinte, dissolveu a Assembleia e ordenou a prisão
de diversos deputados, ins�tuindo um Conselho de
Estado que passou a ser responsável pela elaboração do
texto cons�tucional.
(__) A cons�tuição de 1824 estabeleceu um sistema de
voto que permi�a a par�cipação de todos os homens
livres nas eleições, porém nada falava acerca do voto
feminino.
(__) A cons�tuição, influenciada pelos debates
abolicionistas, definiu o fim do tráfico internacional de
escravos e a abolição gradual da escravidão no Império,
garan�ndo indenizações aos proprietários.
(__) A nova cons�tuição notabilizou-se pela centralização
polí�ca e administra�va nas mãos do Imperador,
principalmente através da criação do Poder Moderador.
 
A sequência correta do preenchimento dos parênteses,
de cima para baixo, é
a) F – F – F – V.
b) V – F – F – V.
c) F – V – V – F.
d) V – V – F – V.
e) V – V – V – F.
H1279 - (Uece)
Em 3 de maio de 1823 foi instalada, no Rio de Janeiro, a
Assembleia Geral, Cons�tuinte e Legisla�va do Império
do Brasil. Daquela primeira Assembleia Cons�tuinte,
composta por 100 deputados provinciais, tomaram parte
personagens importantes da polí�ca, história e cultura
nacionais de então, como José Bonifácio de Andrada e
Silva (Patrono da Independência do Brasil), José da Silva
Lisboa (Visconde de Cairu), Cipriano Barata (médico,
filósofo e a�vo combatente pela independência do
Brasil), José Mar�niano Pereira de Alencar (ex-padre e pai
do escritor José de Alencar), Joaquim Gonçalves Ledo
(jornalista e ar�culador da Independência do Brasil),
entre outros.
 
Considerando esse momento pioneiro da vida polí�ca
legisla�va nacional, atente para as seguintes afirmações:
 
I. Representando fielmente os anseios de todas as esferas
da sociedade nacional, assim como os desejos do
imperador D. Pedro I, o projeto de Cons�tuição
1@professorferretto @prof_ferretto
elaborado e aprovado pela Assembleia Cons�tuinte foi
finalmente promulgado pelo legisla�vo imperial em 12
de novembro de 1823.
II. As disputas entre três grupos: bonifácios, que
defendiam uma monarquia forte, centralizada e
cons�tucional; federalistas liberais, que queriam uma
monarquia figura�va e descentralizada; e portugueses
absolu�stas, que defendiam uma monarquia absoluta e
centralizada, conduziram a um projeto de governo
monárquico cons�tucional que limitava o direito de voto
e delimitava os poderes do imperador.
III. Diante das restrições propostas no projeto
cons�tucional ao poder do imperador e aproveitando-se
do clima polí�co acirrado, D. Pedro I decretou a
dissolução da Assembleia Cons�tuinte durante a Noite da
Agonia, em 12 de novembro de 1823 e nomeou um
Conselho de pessoas de sua confiança para redigir a
cons�tuição do Império.
 
Com base nas asser�vas acima, é correto o que se afirma
em:
a) I e II apenas.
b) I e III apenas.
c) II e III apenas.
d) I, II e III.
H1283 - (U�f)
Leia o trecho a seguir:
 
“[...] Desde o início da colonização brasileira, a questão
indígena ocupou um espaço importante na legislação
portuguesa, centrada, predominantemente, no tema da
liberdade. A necessidade premente de organizar uma
produção voltada para o mercado e acelerar o
povoamento das terras recém-descobertas levou os
colonos portugueses a dispor dos habitantes na�vos
como mão de obra para o cul�vo da terra e para a defesa
dos ataques e tenta�vas de invasão de outros países
europeus. Em razão disso, em 1570, foi publicada a
primeira lei determinando a liberdade dos indígenas, que
previu também os casos em que seriam permi�dos o
aprisionamento e o uso do trabalho compulsório,
jus�ficados pela guerra justa e pelo resgate. [...].”
Fonte: Diretores/Diretório dos índios. In: MAPA, Memória
da Administração Pública Brasileira. Disponível em:
h�p://mapa.an.gov.br/index.php/dicionario-periodo-
colonial/167-diretor-diretorio-dos-indios. Acesso em: 22
ago. 2022.
 
Sobre a escravidão indígena no Brasil colonial, é
CORRETO afirmar que:
a) Um dos mo�vos para o exercício da escravidão
indígena estava associado à sua agilidade para o
trabalho em comparação aos povos africanos recém-
chegados à América portuguesa.
b) A escravidão indígena foi considerada ilegal desde o
século XVI, porém isso não impediu a con�nuidade de
ações escravizadoras contra esses grupos,
especialmente em relação aos não conver�dos ao
catolicismo.
c) A aquisição da liberdade indígena estava ligada a
prá�ca dos bons serviços prestados aos seus senhores
nas terras do Brasil na extração da madeira de pau-
brasil e no cul�vo do açúcar.
d) A escravidão indígena foi, durante muito tempo,
relacionada a prá�ca da doutrina protestante, visto
que a proibição de cultos católicos no Brasil colonial
perdurou até fins do século XVIII.
e) A escravidão indígena foi considerada ilegal no século
XVIII graças ao aumento de compras de alforria pelos
ca�vos com o crescimento das a�vidades mineradoras
no Centro-Sul da colônia.
H1284 - (Ufscar)
No processo de independência do Brasil, a corte
portuguesa transferiu-se para o Rio de Janeiro e os
an�gos territórios lusitanos foram man�dos sob o
domínio da família real. Na outrora América Espanhola,
formaram-se, na primeira metade do século XIX, duas
dezenas de Estados independentes que adotaram, com
efêmeras exceções, a república como forma de governo e
que se cons�tuíram como verdadeiros laboratórios
polí�cos da modernidade.
(Adaptado da apresentação do podcast Hora Americana,
“#13 - Pensando as Independências na América
Hispânica”, 10 de dezembro de 2020. Disponível em
h�ps://anchor.fm/hora-americana.)
 
Sobre as independências do Brasil e da América
Espanhola, é correto afirmar que
a) em sua maioria, ocorreram no início do século XIX e
foram marcadas por conflituosos processos sociais e
polí�cos.
b) a colonização portuguesa foi mais branda do que a
espanhola, o que gerou menores níveis de revolta no
Brasil.
c) o ideal republicano, inicialmente ausente do território
brasileiro, contribuiu para sua posterior fragmentação
em estados.
d) diferentemente do Brasil, em que não havia
oligarquias, na América espanhola, as elites locais
lideraram o processo.
2@professorferretto @prof_ferretto
H0325 - (Uece)
Durante o segundo reinado, havia, no Brasil, cerca de 20
mil pessoas que podiam ser eleitores e escolher
deputados e senadores (0,4% da população), eles eram
homens, católicos e com renda anual superior a 200 mil-
réis. Havia ainda no Brasil 2,2 milhões de mulheres livres,
1,8 milhão de homens livres pobres, algo em torno de 1,7
milhão de escravos e escravas e outro grande número de
pessoas sem acesso ao voto (praças, estrangeiros,
religiosos em regime de clausura, mendigos e não
católicos em geral).
Fonte: Brasil 500 anos. IstoÉ, p.72. Estabilização no
Império.
 
Considerando esse aspecto da polí�ca brasileira, durante
o império, explícitode poderes entre membros
de uma elite escravista.
b) a natureza opressiva do poder central sobre os
polí�cos provinciais.
c) a manutenção do equilíbrio polí�co devido ao uso
comedido do poder moderador.
d) a predominância do direito costumeiro nos vínculos
polí�cos interprovinciais.
e) a extensão às províncias do direito de cons�tuição de
governos autônomos.
H0829 - (Upe)
Leia os quadrinhos a seguir:
 
 
Eles retratam com bom humor as seguidas e frustradas
tenta�vas de implantação de uma forma de governo no
Brasil do século XIX.
Entre os principais anseios dos seus defensores,
encontram-se 
a) o ciclo econômico e a imigração. 
b) a escravidão e o parlamentarismo. 
c) o federalismo e a centralização polí�ca. 
d) o militarismo e a delimitação de território. 
e) a modernização e o desenvolvimento do país. 
21@professorferretto @prof_ferretto
H1120 - (Fcmscsp)
Na medida em que a história de cada país da América
La�na corre paralelamente às demais, atravessando
situações bastante semelhantes — a colonização ibérica,
a independência polí�ca, a formação dos Estados
Nacionais, a preeminência inglesa e depois a norte-
americana, para citar apenas alguns marcos tradicionais
— não há, do meu ponto de vista, como fugir às
comparações.
Maria Ligia Coelho Prado. América La�na no século XIX:
tramas, telas e textos, 2014.)
As histórias dos países da América La�na independente
a) organizaram os mesmos regimes polí�cos no período
posterior às independências.
b) foram radicalmente dis�ntas do ponto de vista do
desenvolvimento comercial.
c) reproduziram os mesmos ritmos de industrialização ao
longo da história.
d) inseriram-se igualmente em relações internacionais de
forças hegemônicas.
e) cons�tuíram blocos econômicos coesos de resistência
ao domínio estrangeiro.
H0327 - (Ufrgs)
Sobre a sociedade brasileira no século XIX e a construção
do Estado imperial, considere as seguintes afirmações.
 
I. O liberalismo, marcado pela defesa da propriedade
privada e livre comércio, foi uma das correntes de
pensamento adotadas pelas elites escravocratas
brasileiras.
II. A unidade nacional, a integridade territorial e a
escravidão estão entre os principais pilares da
monarquia.
III. A nobreza imperial, definida como uma classe social
dis�nta, era um segmento restrito reservado àqueles que
possuíam vínculos de consanguinidade com a aristocracia
europeia.
 
Quais estão corretas?
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas I e II. 
e) I, II e III. 
H0330 - (Mackenzie)
“A cena de uma rua é, a um só tempo, a mesma de todo
o quarteirão. Os pés de chumbo (portugueses) deixam
que a cabralhada (brasileiros) se aproxime o mais
possível. E inesperadamente, de todas as portas, chovem
garrafas inteiras e aos pedaços sobre os invasores. O
sangue espirra, testas, cabeças, canelas... Gritos,
gemidos, uivos, guinchos.
É inverossímil.
E a raça toda, de cacete em punho, vai malhando... E os
corpos a cair ensanguentados sobre os cacos navalhantes
das garrafas.”
(Correia, V.,1933, p. 42)
 
O episódio, descrito acima, relata o enfrentamento entre
portugueses e brasileiros, em 13/03/1831, no Rio de
Janeiro, conhecido como Noite das Garrafadas. Essa
manifestação assemelhava-se às lutas liberais travadas na
Europa, após as decisões tomadas pelo Congresso de
Viena.
A respeito dessa insa�sfação popular, presente tanto na
Europa, após 1815, quanto nos conflitos nacionais,
durante o I Reinado, é correto afirmar que
a) D. Pedro II adota a mesma polí�ca pra�cada por
monarcas europeus; quando, ao outorgar uma carta
cons�tucional, contrariou os interesses, tanto da
classe oligárquica, fiel ao trono, quanto das classes
populares, as quais permaneceram sem direito ao
voto. 
b) o governo brasileiro também se u�lizou de
emprés�mos junto à Inglaterra, aumentando a dívida
externa e fortalecendo a economia inglesa, a fim de
sanar o déficit orçamentário e suprir os gastos
militares em campanhas contra os levantes populares.
 
c) D. Pedro I, buscando recuperar sua popularidade,
iniciou uma série de visitas às províncias revoltosas do
país, adotando a mesma estratégia diplomá�ca que
alguns regentes europeus, nessa época, pra�caram,
sem contudo, lograrem nenhum sucesso polí�co. 
d) as guerras travadas contra o exército napoleônico, na
Europa, e o envolvimento do Brasil, na Guerra da
Cispla�na, provocaram, em ambos os casos, a enorme
insa�sfação popular e revolta, diante do elevado
número de combatentes mortos. 
e) a retomada de polí�cas absolu�stas, como o
estabelecimento do Poder Moderador, no Brasil,
dando plenos poderes a D. Pedro I e, na Europa, a dura
repressão contra as ideias liberais, deflagradas pela
Revolução Francesa, ocasionaram uma enorme
insa�sfação popular. 
H0840 - (Unesp)
No que dizia respeito ao Estado a ser construído,
genericamente o modelo disponível era aquele que
prevalecia no mundo ocidental. Tratava-se de organizar
um aparato polí�co-administra�vo com jurisdição sobre
22@professorferretto @prof_ferretto
um território definido, que exercia as competências de
ditar as normas que deveriam regrar todos os aspectos
da vida na sociedade, cobrar compulsoriamente tributos
para financiá-lo e às suas polí�cas, exercer o poder
puni�vo para aqueles que não respeitassem as normas
por ele ditadas.
(Miriam Dolhnikoff. História do Brasil império, 2019.)
 
O texto refere-se à organização polí�ca do Brasil após a
independência, em 1822. O novo Estado brasileiro, antes
da outorga da Cons�tuição de 1824, foi baseado em
padrões 
a) federalistas e garan�a completa autonomia às
províncias. 
b) liberais e contava com sistema polí�co
representa�vo. 
c) absolu�stas e fundava-se no exercício dos três poderes
pelo imperador. 
d) eli�stas e era controlado apenas pelos portugueses
residentes no país. 
e) democrá�cos e permi�a a ampla par�cipação da
população brasileira. 
H1274 - (U�)
Ao longo dos séculos XIX e XX, surgiram várias propostas
que foram compreendidas posteriormente por
historiadores como fundamentais para a criação Estado
do Tocan�ns em 1988. Todas elas traziam, em diferentes
nuances, os interesses econômicos, polí�cos e territoriais
do até então Norte de Goiás. A trajetória para a
emancipação da região foi composta por diversas lutas,
movimentos separa�stas e personagens.
 
Sendo assim, é CORRETO afirmar que
a) os povos indígenas Apinayé, Xerente, Krahô, Karajá,
Javaé, Xambioá e Krahô-Canela �veram protagonismo
nos conflitos pela emancipação.
b) os momentos mais decisivos do conflito de
emancipação do Estado do Tocan�ns ocorreram em
1821-1823, 1956-1960 e 1985-1988.
c) Joaquim Teotônio Segurado e Siqueira Campos foram
protagonistas e contemporâneos na luta separa�sta
para a criação do Estado do Tocan�ns.
d) a Balaiada, assim como a Sabinada, foi uma das lutas
do movimento separa�sta de maior importância para
a criação do Tocan�ns.
H1278 - (U�)
Leia o excerto a seguir acerca das comemorações do
centenário da Independência em 1922.
“As representações polí�cas conservadoras, evocadas
enfa�camente no centenário da Independência,
conduziram a negociação entre o presente e o passado: o
culto ao poder central como opção polí�ca se firmou
como cultura histórica. A experiência polí�ca da Primeira
República deveria ser percebida como descaminho.
Noutra direção, percebe-se uma clara valorização do
passado monárquico como tradição polí�ca”.
(SANDES, N. F. A invenção da nação: entre a monarquia e
a república. 2ª Ed. Goiânia: Editora UFG, 2011, p. 13.)
 
Em 2022, o Brasil comemora o bicentenário de sua
Independência, mo�vo de vários eventos e
comemorações. O argumento defendido no parágrafo
transcrito pode ser observado no seguinte evento:
a) Culto a símbolos nacionais por meio de desfiles cívicos
por todo o país, o que por si só promove o debate e
esclarecimento sobre par�cipação popular.
b) Restauração e revitalização do Museu do Ipiranga,
constatando o processo de independência popular e
consciente ocorrido no Brasil.
c) Valorização da cultura popular e da construção
par�cipa�vae cole�va que encontra na monarquia de
D. Pedro I sua principal representação.
d) Transporte do coração de D. Pedro I de Portugal para o
Brasil, remetendo ao passado monárquico e à
importância do poder centralizado.
H1469 - (Unesp)
O luxo e a corrupção nasceram entre nós antes da
civilização e da indústria. E qual será a causa principal de
um fenômeno tão espantoso? A escravidão, senhores, a
escravidão. Porque o homem que conta com os trabalhos
diários de seus escravos vive na indolência, e a indolência
traz todos os vícios após si.
(José Bonifácio de Andrada e Silva, 1825. Apud: Ynaê
Lopes dos Santos. História da África e do Brasil
afrodescendente, 2017. Adaptado.)
 
A manifestação de uma das principais lideranças do país,
logo após a independência polí�ca, revela a
23@professorferretto @prof_ferretto
a) jus�fica�va para a adoção, no Primeiro Reinado, de
polí�cas agressivas de es�mulo à imigração.
b) disposição, majoritária nos setores que par�ciparam
do processo emancipacionista, de eliminar
gradualmente a escravidão.
c) campanha abolicionista sistemá�ca, iniciada ainda no
período colonial, dos cafeicultores paulistas.
d) rejeição, de clara influência liberal-iluminista, da ideia
de que os homens são desiguais por natureza.
e) crí�ca, voltada aos setores social e poli�camente
hegemônicos do Brasil, à dependência do trabalho
obrigatório.
H1491 - (Unesp)
[...] Foi sem dúvida entre os meses de janeiro e
outubro de 1822 que o Brasil, finalmente, se fez
independente: isto é, separou-se de Portugal. Nada
garan�a que essa independência seria duradoura, é
verdade, mas foi entre esses meses que ela se
concre�zou, exigindo esforços posteriores de
consolidação; mas seriam antes esforços de reforço de
algo que já exis�a do que de criação abrupta de algo
novo.
E o que, afinal, ocorreu no dia 7 de setembro de
1822? Um pequeno acontecimento que não foi
imediatamente valorizado justamente por não ser de
grande importância em comparação com os demais que
�nham ocorrido e ainda ocorreriam naquele ano; mas
que posteriormente se tornaria o principal marco da
memória da Independência. Um marco da memória, e
não da história.
(João Paulo Pimenta. Independência do Brasil, 2022.)
 
Ao tratar da Independência do Brasil em relação a
Portugal, o excerto enfa�za
a) o caráter processual da emancipação, que resultou de
diversas ar�culações e ações polí�cas.
b) a negociação entre colônia e metrópole, que
assegurou o caráter pacífico da emancipação.
c) o esforço do príncipe regente, que visava promover a
consolidação da emancipação polí�ca brasileira.
d) o imedia�smo do gesto ruptural, que provocou
surpresa na população de toda a colônia.
e) a percepção imediata da importância dos eventos
ocorridos às margens do riacho do Ipiranga, que
mudaram poli�camente o país.
H1501 - (Unicamp)
Não parece ser obra do acaso a preservação da
unidade territorial do Império do Brasil, quando
comparada à fragmentação polí�ca experimentada pelos
an�gos vice-reinos hispano-americanos, entre 1810 e
1825. Em Lisboa, no âmbito da Sociedade Real Marí�ma
e Militar (1798-1807), foram preparadas memórias
históricas, corográficas e roteiros hidrográficos redigidos
pelos engenheiros militares e navais. Esta documentação
serviu à diplomacia do Império brasileiro nos tribunais
internacionais; mas também, muniu, internamente, a
organização das expedições de conquista territorial,
levadas ao cabo pelas elites regionais antes e após a
Independência.
(Adaptado de Iris Kantor, Mapas em trânsito:
projeções cartográficas e processo de emancipação
polí�ca do Brasil (1779-1822). Araucaria. Ver.
Iberoamericana de Filos., Polít. y Humanidades. 2010, 12,
n. 24. p. 110.)
 
Considerando o excerto acima e seus estudos, pode-se
afirmar que
a) o processo de fragmentação polí�ca da América
hispânica durante o período da independência foi
similar ao processo histórico da independência no
Brasil.
b) na Sociedade Real Marí�ma e Militar, os estudos dos
engenheiros militares e navais eram documentos
públicos amplamente divulgados em livros didá�cos
da época.
c) a documentação da Sociedade Real Marí�ma e Militar
foi usada, no Brasil, na fundação do Estado e no
reconhecimento territorial da nação.
d) as elites regionais, formadas em Direito, atuaram na
formação do território brasileiro, pouco dialogando
com os estudos de engenharia militar.
H1502 - (Unicamp)
No início da década de 1920, o Brasil se preparou para
celebrar os cem anos de sua independência na Exposição
Internacional do Centenário da Independência do Brasil,
um de seus momentos simbólicos mais significa�vos.
Ocorrido na cidade do Rio de Janeiro, entre 7 de
setembro de 1922 e 2 de julho de 1923, o evento
mobilizou grandes recursos financeiros e foi responsável
pela reordenação do espaço urbano. O Estado, por meio
da comissão organizadora do evento, incen�vou pela
primeira vez a realização de documentários �lmicos.
(Adaptado de Eduardo More�n, Um apóstolo do
modernismo na Exposição Internacional do Centenário:
Armando Pamplona e a Independência. Film.
Significação, 2012, n. 37, p. 77.)
 
A par�r do texto, assinale a alterna�va correta sobre o
evento do centenário da independência. 
24@professorferretto @prof_ferretto
a) Este evento apostou no cinema e na exposição para
exibir de modo tradicional, aos brasileiros, um país
ibérico, associado às navegações modernas.
b) Esta polí�ca de celebração de centenários datava do
século XIX, envolvendo esporadicamente os serviços
diplomá�cos do ocidente.
c) A polí�ca de associar o cinema à exposição do
centenário da independência evidencia uma vontade
do Estado em propagandear um país moderno.
d) O cinema e a exposição eram veículos de propaganda
polí�ca, con�nuando um projeto de tornar o Rio de
Janeiro o cartão postal da monarquia brasileira.
H1506 - (Unicamp)
Observe abaixo duas pinturas históricas oitocen�stas
que se tornaram cânones visuais da História do Brasil, e
que são acionadas, por exemplo, nas comemorações do
Bicentenário da In- dependência.
 
A par�r de seus conhecimentos, assinale a alterna�va
correta a respeito da produção do passado histórico.
a) As duas telas encenam dois fatos históricos
fundamentais da memória nacional: o descobrimento
do Brasil e a fundação da nação independente.
Inseridas no panteão histórico nacional, elas valorizam
a história global e a Europa.
b) Prá�ca do ideário nacionalista oitocen�sta, a
celebração, na pintura histórica, dos fatos nacionais
estava associada à produção – do ponto de vista dos
trabalhadores retratados na tela – de uma visão de
passado da nação.
c) Celebrar eventos do passado foi estratégico para as
iden�dades coloniais criadas no século XIX. Assim,
pertencer a uma nação significava herdar um passado
de valorização da diversidade étnica e igualdade social.
d) Estas pinturas inseriam-se em polí�cas de memória
que construíam e traduziam valores fundamentais das
iden�dades nacionais. Elas ensinavam sobre as
origens da nação e estabeleciam referências
iden�tárias para os cidadãos.
H1510 - (Unicamp)
No processo de Independência, várias tropas
indígenas foram recrutadas para proteger o território
contra uma possível invasão portuguesa no litoral
cearense entre setembro e novembro de 1822. Já os
índios da vila de Cimbres, em Pernambuco, se
posicionaram em 1824 a favor de Dom João VI, opondo-
se à Independência e à Cons�tuição. No entanto, o que
parecia ser mais comum era o engajamento dos índios no
projeto de Brasil independente, iden�ficando-se como
“brasileiros”. Nas revoltas, buscavam muito menos se
contrapor aos europeus e, assim, lutar por uma nova
posição social que não mais os obrigasse ao trabalho
forçado. 
(Adaptado de: COSTA, J. P. P. “Povos indígenas e a
Independência”. Disponível em:
h�ps://bicentenario2022.com.br/textos/. Acesso em
21/05/2023.)
 
Tendo em vista seus conhecimentos sobre a par�cipação
dos povos indígenas no processo de Independência, e
considerando o texto do blog citado, assinale a
alterna�va correta.
25@professorferretto @prof_ferretto
a) Asdisputas dos ameríndios em torno do “ser
brasileiro” visavam à manutenção da ordem social
vigente.
b) As populações indígenas par�ciparam, com projetos
polí�cos específicos, dos processos da
Independência. 
c) A independência era entendida pelos indígenas como
uma ameaça a Dom João VI, símbolo da nação
brasileira. 
d) A diversidade da ação indígena se relacionava à
distribuição de terras e �tulos estabelecidos pela
Corte portuguesa.
26@professorferretto @prof_ferrettonos dados citados, é correto afirmar
que 
a) havia uma representação proporcional dos variados
grupos sociais na polí�ca e no poder durante a
monarquia no Brasil, daí poder-se dizer que se tratava
de um sistema democrá�co. 
b) se estabelecia uma par�cipação polí�ca de caráter
censitário, ou seja, usava-se um critério, o do
rendimento anual, para restringir o direito a votar e a
ser votado. 
c) apenas o homem, com qualquer renda, poderia ser
candidato nas eleições durante a monarquia; a
exclusão das mulheres era fator comum a todas as
nações do mundo. 
d) a restrição do direito ao voto aos estrangeiros, praças,
mendigos e analfabetos que havia no império tem sido
man�da até hoje no Brasil. 
H0329 - (Unesp)
A primeira Cons�tuição brasileira, de 1824, foi
a) aprovada pela Câmara dos Deputados e estabeleceu o
voto censitário. 
b) imposta por Portugal e determinou o monopólio
português do comércio colonial. 
c) outorgada pelo imperador e definiu a existência de
quatro poderes. 
d) promulgada por uma Assembleia Cons�tuinte e
concentrou a autoridade no Poder Execu�vo. 
e) determinada pela Inglaterra e estabeleceu o fim do
tráfico de escravos. 
H0334 - (Udesc)
Em 25 de março de 1824, Dom Pedro I outorgou a
Cons�tuição Polí�ca do Império do Brasil. Em relação à
Cons�tuição de 1824, assinale a alterna�va correta.
a) O Texto Cons�tucional foi construído cole�vamente
pela Câmara de Deputados, votado e aprovado em 25
de março de 1824. Expressava os interesses tanto do
par�do liberal quanto do par�do conservador, para o
futuro na nação que recém conquistara sua
independência. 
b) A Cons�tuição de 1824 instaurava a laicidade no
território nacional, ex�nguindo a religião católica
como religião oficial do império e expressando
textualmente que “todas as outras religiões serão
permi�das com seu culto domés�co, ou par�cular em
casas para isso des�nadas, sem forma alguma exterior
do Templo”. 
c) A organização polí�ca instaurada pela Cons�tuição de
1824 dividia-se em 4 poderes: Execu�vo, Legisla�vo,
Judiciário e Moderador, sendo que este úl�mo
determinava a pessoa do imperador como inviolável e
sagrada. 
d) A Cons�tuição de 1824 determinou a cidadania
amplificada e o direito ao voto para todos os nascidos
em solo brasileiro, independentemente de gênero,
raça ou renda. 
e) A Cons�tuição de 1824 promoveu, em diversos
ar�gos, ideais de cunho abolicionista. Tais ideais foram
respaldo para movimentos polí�cos posteriores, tais
como a Revolta dos Farrapos e a Revolta dos Malês. 
H1127 - (Uece)
A noite de 12 de novembro de 1823 ficou conhecida
como a Noite da Agonia, marcada pela invasão, ordenada
por D. Pedro I, do plenário da Assembleia Cons�tuinte,
provocando sua dissolução. No dia seguinte, o Imperador
impôs medidas de vigilância sobre reuniões polí�cas e
até prisão para quem se envolvesse em polêmicas
públicas. Pouco mais de 4 meses depois, no dia 25 de
março do ano seguinte, era outorgada a Cons�tuição
Polí�ca do Império do Brasil. Como consequência dessas
a�tudes de D. Pedro I,
a) ocorreu um movimento revolucionário, republicano e
separa�sta em algumas províncias do Nordeste
brasileiro, denominado Confederação do Equador.
b) explodiu, em Salvador, a Conjuração baiana, ou revolta
dos Alfaiates, que pretendia a separação da província
da Bahia do restante do Brasil.
c) em julho de 1824, os estancieiros gaúchos rebelaram-
se contra o império, proclamando a autonomia polí�ca
da província e a criação da República Juliana.
d) eclodiu a Revolução Pernambucana, ou Revolução dos
Padres, mo�vada pelos ideais iluministas, com apoio
internacional dos Estados Unidos.
3@professorferretto @prof_ferretto
H1132 - (Uece)
A derrota na Guerra da Cispla�na, o assassinato do
jornalista Líbero Badaró́ e a Noite das Garrafadas foram
a) mo�vos que levaram ao fim o Governo Regencial do
Padre Antônio Feijó, líder polí�co que havia sido
ministro da Jus�ça no reinado de D. Pedro I.
b) causas que levaram ao golpe militar que derrubou o
reinado de D. Pedro II e estabeleceu o regime
republicano no Brasil.
c) razões que proporcionaram as condições necessárias à
declaração de independência, pelo príncipe regente D.
Pedro, com apoio das elites brasileiras.
d) eventos que impactaram nega�vamente na reputação
do imperador D. Pedro I e levaram à sua abdicação ao
trono, pondo fim ao primeiro reinado.
H0835 - (Fuvest)
O IPHAN - Ins�tuto do Patrimônio Histórico e Ar�s�co
Nacional e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
envidaram esforços no sen�do de deixar exposta para a
contemplação da população parte do Sí�o Arqueológico
do Cais do Valongo, com o obje�vo de apresentar ao
visitante, através daquele pequeno, mas representa�vo
espaço, a materialização do momento mais trágico da
nossa história, fazendo com que ele não seja esquecido.
(...)
A história do Cais do Valongo e do seu entorno está
indissoluvelmente ligada à história universal, por ter sido
a porta de entrada do maior volume de africanos
escravizados nas Américas. O Rio de Janeiro era, então, a
mais afro-atlân�ca das cidades costeiras do território
brasileiro (...).
Disponível em h�p://portal.iphan.gov.br/.
 
O texto integra a proposta elaborada pelo IPHAN, em
2016, para inscrição do Sí�o Arqueológico do Cais do
Valongo na lista do Patrimônio Mundial. Com base no
documento, a história do Cais do Valongo se entrelaça à
história universal, pois se relaciona ao 
a) tráfico de africanos escravizados para a América de
colonização portuguesa. 
b) Rio de Janeiro como única cidade escravista das
Américas na época colonial. 
c) trabalho de escavação realizado por arqueólogos
estrangeiros no passado. 
d) fluxo de escravizados do Brasil para outras partes das
Américas, após as independências. 
e) esforço do IPHAN para silenciar a história da
escravidão no mundo atlân�co. 
H0836 - (Fcm)
Observe a litografia de Jean-Bap�ste Debret,
in�tulada Empregado do governo saindo a passeio, de
1835.
 
 
A imagem, produzida durante o Brasil Império, mostra
duas caracterís�cas da sociedade colonial que persis�ram
após a independência polí�ca: 
a) a cordialidade e o servilismo. 
b) a desigualdade social e a harmonia das raças. 
c) a informalidade e a religiosidade. 
d) o privilégio do setor público e o autoritarismo. 
e) o patriarcalismo e o escravismo. 
H1135 - (Unioeste)
Analise as indicações abaixo:
Citação
(...) não perpetuarmos visões de um passado mis�ficado,
com acontecimentos cristalizados, com periodizações que
pouco tem a ver com as perspec�vas que queremos
desvendar, há que se definir uma concepção de presente,
que nos permita atribuir significado ao passado, e mais,
que nos oriente em direção ao futuro que queremos
construir, ou estaríamos traduzindo em conservadorismo
social o culto pelo passado e transformando a memória
em instrumento de prisão e não de libertação como deve
ser.
FENELON, Déa Ribeiro. O historiador e a cultura popular:
história de classe ou história do povo? História &
Perspec�va, Uberlândia, 1992, p. 06-07.
Fonte
4@professorferretto @prof_ferretto
A par�r das considerações expressas acima, na citação da
autora Déa Ribeiro Fenelon e na fonte imagé�ca, assinale
a alterna�va CORRETA.
a) Os desfiles de 7 de setembro se caracterizaram ao
longo do século XX e nessas primeiras décadas do
século XXI como momento de reflexão sobre os
sen�dos da Independência na sociedade brasileira,
não sendo um “resgate mís�co” do marco cons�tuído,
mas abordando temas sensíveis às condições de vida
da população, sendo o evento mais importante dessa
data o “Grito dos Excluídos”.
b) A passagem trazida na Citação expressa como
atualmente as comemorações cívicas não são
manipuladas em disputas no presente, tornando a
produção de memórias e atos comemora�vos um
processo dinâmico e reflexivo, muito distante da
mis�ficação.
c) A charge apresentada como Fonte propõe dialogar
com um debate ocorrido antes do 7 de setembro de
2021. Par�cularmente, a fonte propõe exaltar a
influência dessa data como símbolo da união nacionale fim da desigualdade social após essa comemoração.
d) As fes�vidades do bicentenário da Independência do
Brasil vêm sendo ar�culadas pelo Governo Federal
como um grande evento nacional de consolidação de
direitos e exercício da cidadania no país, como
expressão do fim do regime democrá�co, ênfase na
recusa de intervenção militar e apoio aos processos
eleitorais vigentes.
e) Assim como outros momentos históricos eleitos como
comemora�vos, o 7 de setembro, ainda que ganhe
notoriedade enquanto mudança histórica expressiva
rumo a certo ideal de nação, explicita tensões daquele
início do século XIX e suas limitações enquanto marco
de transformação, pois sua conflagração não aboliu a
escravidão, nem mesmo cessou os levantes populares
e as frágeis condições de vida de parte importante da
população livre e liberta.
H0830 - (Uece)
A noite de 12 de novembro de 1823 ficou conhecida
como a Noite da Agonia, marcada pela invasão, ordenada
por D. Pedro I, do plenário da Assembleia Cons�tuinte,
provocando sua dissolução. No dia seguinte, o Imperador
impôs medidas de vigilância sobre reuniões polí�cas e
até prisão para quem se envolvesse em polêmicas
públicas. Pouco mais de 4 meses depois, no dia 25 de
março do ano seguinte, era outorgada a Cons�tuição
Polí�ca do Império do Brasil. Como consequência dessas
a�tudes de D. Pedro I, 
5@professorferretto @prof_ferretto
a) ocorreu um movimento revolucionário, republicano e
separa�sta em algumas províncias do Nordeste
brasileiro, denominado Confederação do Equador. 
b) explodiu, em Salvador, a Conjuração baiana, ou revolta
dos Alfaiates, que pretendia a separação da província
da Bahia do restante do Brasil. 
c) em julho de 1824, os estancieiros gaúchos rebelaram-
se contra o império, proclamando a autonomia polí�ca
da província e a criação da República Juliana. 
d) eclodiu a Revolução Pernambucana, ou Revolução dos
Padres, mo�vada pelos ideais iluministas, com apoio
internacional dos Estados Unidos. 
H1124 - (Ueg)
Observe a charge a seguir.
A charge apresentada é coerente com a interpretação
historiográfica que considera o Sete de Setembro de
1822 como
a) um acontecimento resultante das circunstâncias
polí�cas do momento e não um ato heroico, individual
e planejado.
b) um ato ousado e corajoso do Príncipe Regente que
surpreendeu as Cortes Portuguesas.
c) um pacto social, envolvendo europeus, indígenas e
africanos que criou uma nova nação nos trópicos.
d) um movimento revolucionário influenciado por
valores iluministas que transformou profundamente a
sociedade brasileira.
e) um complô entre a monarquia e as cortes de Lisboa
para impedir uma real autonomia da nação brasileira.
H0323 - (Fmp)
 
No contexto da independência brasileira, a charge ironiza
o(a) 
a) influência econômica inglesa sobre o Brasil 
b) imperialismo dos EUA sobre a América do Sul 
c) controle napoleônico sobre Portugal 
d) domínio brasileiro sobre a Província Cispla�na 
e) vigência da União Ibérica 
H0322 - (Espm)
O Brasil agora é feito para a democra cia, ou para o
despo�smo – errei em querer dar-lhe uma monarquia
cons�tucional. Onde está uma aristocracia rica e
instruída? Onde está um corpo de magistratura honrado
e in dependente? E que pode um clero imoral e ignorante,
sem crédito e sem riqueza? Que resta pois?
(José Bonifácio de Andrada e Silva)
 
A sociedade civil tem por base primei ra a jus�ça, e por
fim principal a felicidade dos homens. Mas que jus�ça
tem um homem para roubar a liberdade de outro
homem e o que é pior, dos filhos deste homem, e dos
filhos destes filhos? 
(José Bonifácio de Andrada e Silva) 
(Adriana Lopes e Carlos Guilherme Mota. História do
Brasil: Uma Interpretação) 
 
Os textos revelam posições de José Bonifácio de Andrada
e Silva, cons�tuinte reformista e monarquista
cons�tucional, que apresentou o projeto mais
importante e radical a respei to da abolição do tráfico e
da escravidão. 
 
Quanto às ideias con�das nos textos e ao ce nário da
Assembleia Cons�tuinte de 1823 é correto assinalar: 
6@professorferretto @prof_ferretto
a) O projeto de Cons�tuição apresentado por Antonio
Carlos de Andrada, irmão de José Bonifácio, foi
promulgado com apoio unânime da Cons�tuinte; 
b) O projeto de Cons�tuição, apelidado de “Cons�tuição
da Mandioca”, desagradou a D. Pedro I e, por isso, ele
recorreu à força para fechar a Cons�tuinte; 
c) Os jornais A Sen�nela e Tamoio, vinculados aos irmãos
Andrada, conseguiram consa grar na Cons�tuição de
1824 os planos de abolição do tráfico e da
escravidão; 
d) Os textos revelam a sa�sfação de José Bonifácio, bem
como sua comunhão de ideias e projeto com a
aristocracia rural; 
e) Os textos revelam o projeto de incluir na Cons�tuição
o direito de preservação da escravidão, pilar da
sociedade civil no Brasil. 
H0319 - (Famerp)
A independência foi, desse modo, ruptura e
con�nuidade.
(Miriam Dolhnikoff. História do Brasil Império, 2019.)
 
Na independência brasileira, uma ruptura e uma
con�nuidade podem ser exemplificadas,
respec�vamente, 
a) pelo esforço de unificação nacional e pelo respeito aos
direitos trabalhistas. 
b) pelo afastamento da Grã-Bretanha e pela aproximação
com os Estados Unidos. 
c) pela fragmentação polí�ca do território e pela
hegemonia polí�ca das elites rurais. 
d) pelo rompimento em relação ao império português e
pela preservação da escravidão. 
e) pela implantação do sistema republicano e pelo
es�mulo à produção agrícola. 
H1282 - (Ufscar)
A culinária tradicional brasileira não é, necessariamente,
o resultado da miscigenação entre as culturas europeia,
indígena e negra. Não se pode dizer que o processo
tenha sido de combinação igualitária: trata-se de uma
história de dominação em que colonizadores se
adaptaram à alimentação local, indígena, u�lizando-a
para seus propósitos expansionistas. O processo histórico
de cons�tuição da culinária do Brasil se deu com muita
violência e apagamento, como o de técnicas indígenas de
cozimento e preparo que eram usadas e seguem sendo
u�lizadas, mas que não aparecem nos livros de culinária
e enciclopédias como sendo dos povos originários.
(Adaptado de: DESTRI, L. Da mandioca ao milho, do
indígena ao caipira. Revista Pesquisa FAPESP, dezembro
de 2018. p. 88-89)
 
Sobre a formação histórica das prá�cas alimentares no
Brasil, é correto afirmar que
a) este foi um processo harmonioso em que
portugueses, indígenas e africanos contribuíram com
suas diferentes tradições e saberes sobre plantas e
preparo de alimentos.
b) a mandioca trazida da África pelos africanos
escravizados forneceu um dos alimentos básicos para
a composição equilibrada da alimentação indígena e
portuguesa.
c) as prá�cas alimentares de diferentes origens foram
combinadas por meio de relações conflituosas,
apropriação de saberes indígenas e invisibilidade de
seu protagonismo.
d) o milho e a batata trazidos da Europa pelos
portugueses exerceram papel importante na formação
das prá�cas alimentares do Brasil colonial e no
combate à fome.
H0333 - (Ifmg)
A classe dominante brasileira era, em sua maioria,
conservadora (...). Desejava manter as estruturas
econômicas e sociais coloniais baseadas no sistema
agrícola, na escravidão e na exportação de produtos
agrícolas tropicais para o mercado europeu. Contudo,
havia nas cidades (...) alguns liberais que esperavam
mudanças mais profundas na polí�ca e na sociedade:
soberania popular, democracia e mesmo uma república.
(BETHELL, Leslie. A independência do Brasil. In: História
da América La�na. São Paulo: EDUSP, 2009. V. 3, p. 213.)
 
A aceitação de D. Pedro pela elite senhorial, como líder
do processo de independência do Brasil, eclodido em
1822, visava a
a) manter nosso país sob a tutela da metrópole lusitana. 
 
b) evitar transformações mais bruscas na ordem social e
polí�ca. 
c) defender a República como sistema de governo para o
novo país. 
d) impossibilitar a escolha do regime monárquico após a
emancipação. 
H0839 - (Uece)
Ins�tutos Legais presentes em uma legislação nacional,
as prá�cas do Beneplácitoe do Padroado eram
importantes representações da relação entre 
7@professorferretto @prof_ferretto
a) o Estado brasileiro e o Va�cano durante a
reaproximação no governo Vargas. 
b) o Estado brasileiro e a Igreja Católica durante o
período do império brasileiro. 
c) o Estado português e o governo colonial brasileiro no
período do primeiro reinado. 
d) o Estado brasileiro e as igrejas cristãs não católicas
durante o período regencial. 
H0827 - (Ueg)
Leia o texto a seguir.
A construção dos Estados Nacionais significou um longo
processo de lutas sociais e polí�cas, em que se
confrontaram adversários poderosos, muitas vezes
acompanhados de longas guerras civis, envolvendo
grande parte da sociedade, de abastados fazendeiros a
pobres peões. 
PRADO, M.L.C. América La�na no século XIX: tramas,
telas e textos. São Paulo: Edusp, 2004. p. 75. 
 
O texto citado refere-se ao contexto de emancipação
polí�ca dos países la�no-americanos. Um caso singular
de libertação na qual o país emancipou-se lutando contra
outra nação americana foi o 
a) do Uruguai, que consolidou a sua formação nacional
em 1828, após vencer o Brasil na chamada Guerra da
Cispla�na. 
b) do México, que se emancipou poli�camente em 1821,
lutando contra os Estados Unidos para preservar parte
de seu território. 
c) de Cuba, que se tornou independente em 1898, após
derrotar facções que representavam os interesses
econômicos norte-americanos. 
d) da Venezuela, que teve a sua liberdade assegurada em
1831, após uma guerra de libertação contra a Grã-
Colômbia, criada por Simon Bolívar. 
e) do Hai�, que promoveu uma revolução dos escravos
em 1804 e teve que enfrentar as forças militares das
Províncias Unidas da América Central. 
H1125 - (Uece)
A independência do Brasil, ocorrida há quase 200 anos,
trouxe poucas mudanças sociais para o povo brasileiro
naquele momento. Atente para o que se diz a esse
respeito e assinale a afirmação verdadeira.
a) Apesar de garan�r acesso ao voto universal, a
cons�tuição do império exigia comprovação de uma
renda alta para que o cidadão, sobretudo o negro,
pudesse ser candidato.
b) A independência do Brasil proporcionou uma maior
autonomia, pois somente em 1820 o príncipe regente
D. Pedro assumiu o governo do país, dias após D. João
VI retornar a Portugal.
c) Com a independência, apesar do estabelecimento de
uma legislação nacional, a escravidão foi man�da, o
que prolongou a duração dessa causa da desigualdade
social brasileira.
d) Mesmo com o fim do tráfico negreiro, dois anos após
a independência, e com a assinatura da Lei Áurea no
ano seguinte, os ex-escravos não foram plenamente
integrados à sociedade brasileira.
H1137 - (Unisc)
“A escravidão mercan�l africana do período moderno é
um sistema que se enraizou cruelmente na história
brasileira, e que guarda marcas profundas no nosso
co�diano. O país não só foi o úl�mo a abolir essa forma
perversa de mão de Obra nas Américas, como aquele que
mais recebeu africanos saídos de seu con�nente de
maneira compulsória, além de ter contado com escravos
em todo o território. Com as primeiras levas chegando
em 1550 e as úl�mas décadas de 1860, já que existem
registros de envio ilegal de africanos entre 1858 e 1862,
es�ma-se que milhões de africanos tenham
desembarcado no Brasil.”
SCHWARCZ, L. M.; GOMES, F. S. (Orgs). Dicionário da
escravidão da liberdade: 50 textos crí�cos. 1. ed. São
Paulo: Companhia das Letras, 2018, p.21.
Sobre a escravidão africana no Brasil, todas as
alterna�vas estão corretas, exceto:
8@professorferretto @prof_ferretto
a) Os cas�gos �sicos exemplares, entre os quais a
imobilização em troncos ou os açoites em pelourinhos,
faziam parte do co�diano da escravidão no Brasil.
b) As mulheres africanas ou afro-brasileiras atuaram no
interior das casas-grandes e nos sobrados urbanos
desde a implantação da escravidão no Brasil.
c) A maior parte dos escravizados afro-brasileiros no
período imperial residia nos centros urbanos e
trabalhava como empregados domés�cos nas
moradias da burguesia industrial.
d) Os afro-brasileiros escravizados desenvolveram
diversas formas de resistência à escravidão no Brasil,
entre as quais a fuga e a formação de quilombos.
e) Os saberes, as cosmovisões e prá�cas culturais
trazidos pelos africanos ao Brasil foram muito diversos
e experimentaram con�nuas transformações até se
organizarem nas religiões “afro-brasileiras”. Como
caracterís�cas regionais, destacam-se o candomblé, na
Bahia, a macumba, no Rio de Janeiro, o xângo, em
Pernambuco, e o batuque, no Rio Grande do Sul.
H0320 - (Ifpe)
A Confederação do Equador de 1824 é um marco na luta
social contra o absolu�smo monárquico. Amplas
camadas da população local par�ciparam do conflito.
Comerciantes, padres, militares, negros e pardos, e até
senhores de engenho se envolveram no conflito que opôs
setores da população pernambucana à Monarquia de D.
Pedro I.
 
Sobre os pensamentos que fundamentaram a luta dos
revoltosos, é CORRETO afirmar que foram ideias 
a) liberais e cons�tucionalistas, oriundas dos princípios
iluministas então em expansão na Europa e nos
Estados Unidos. 
b) absolu�stas moderadas, uma vez que os revoltosos
ainda pensavam em manter a monarquia, desde que
cons�tucional e respeitando a autonomia provincial. 
c) socialistas, o que jus�fica a presença expressiva de
negros e pardos e de padres sensíveis às injus�ças
sociais e ao racismo. 
d) inspiradas na Igreja Católica Romana, ins�tuição que,
naquele momento, procurava distanciar-se das
monarquias europeias, o que jus�fica a par�cipação
de padres. 
e) anarquistas, por isso defendiam, além da derrubada
do governo monárquico e absolu�sta, o fim da
escravidão em terras pernambucanas. 
H0843 - (Uece)
A Guerra da Cispla�na, ocorrida entre 1825 e 1828,
durante o Primeiro Reinado, foi um elemento polí�co
importante e teve como consequência 
a) a inclusão do território que hoje é o Uruguai como
província do império após a invasão das tropas
brasileiras determinada por D. Pedro I. 
b) o aumento do apoio popular ao Imperador D. Pedro I,
pois a anexação da província de São Pedro foi fator de
desenvolvimento, devido a sua industrialização. 
c) a criação de condições polí�cas posi�vas para garan�r
um acréscimo de tempo ao governo de D. Pedro I até a
maioridade de seu filho, D. Pedro II, em 1840. 
d) a formação da República do Uruguai após intervenção
inglesa no conflito para garan�r o equilíbrio entre o
império brasileiro e as Províncias Unidas do Prata, hoje
Argen�na. 
H1126 - (Unicamp)
Em 15 de fevereiro de 1822, terminava a efêmera ilusão
de autonomia colonial vivida pelos baianos. Nesta data
chegou a Salvador uma carta régia que promovia o
coronel português Ignácio Luiz Madeira de Mello,
nomeando-o para o comando das armas e colocando-o
sob a autoridade direta de Portugal. A junta baiana não
havia sido consultada ou sequer informada sobre o
assunto. Em 19 de fevereiro de 1822, estourou um
conflito entre tropas nacionais e portuguesas. Os
soldados lusos atacaram obje�vos militares e civis.
Invadiram o convento da Lapa em busca de franco-
a�radores e aí assassinaram a abadessa Joana Angélica.
Ao fim, no dia 2 de julho de 1823, as tropas brasileiras
que derrotaram os portugueses entraram triunfantes em
Salvador, até então ocupada por forças adversárias.
(Adaptado de João José Reis, "O jogo duro do Dois de
Julho: o 'Par�do Negro' na independência da Bahia'", in J.
J. Reis e Eduardo Silva (org.), Negociação e conflito. São
Paulo, Companhia das Letras, 1989, p. 79.)
Com base no excerto e em seus conhecimentos, é correto
afirmar que:
a) a independência do Brasil de Portugal, declarada em
1822, pode ser caracterizada como um processo
pacífico.
b) o movimento que culminou no 2 de Julho, na Bahia,
explicita a dimensão conflituosa do processo de
independência do Brasil.
c) os líderes da Revolta dos Alfaiates (ou Conjuração
Baiana) acreditavam que a permanência dos laços
entre Bahia e Portugal seria mais vantajosa para eles.
d) a Revolta dos Malês influenciouos conflitos do 2 de
Julho, ao dividir as elites baianas proprietárias de
escravizados.
9@professorferretto @prof_ferretto
H1134 - (Ufgd)
Ao regressar de Minas, D. Pedro I tentou entrar no Rio
como nas festas anteriores, que referendavam sua
soberania. Contudo, as tropas não enfileiraram, não
houve parada militar, o imperador não se pôde alinhar
com seu povo em armas. No decorrer de março, os
tumultos estendiam-se da noite para o dia, espalhando o
medo pela cidade e a impressão de um iminente
tumulto.
Souza, I. L. C. Pátria coroada: o Brasil como corpo polí�co
autônomo (1780-1831). São Paulo: UNESP, 1999, p. 343
(fragmento).
O texto demonstra instabilidades que antecederam à
abdicação de D. Pedro I ao trono, em 1831. Ao longo do
Primeiro Reinado, incluem-se como principais mo�vos do
desgaste polí�co do imperador:
a) o absolu�smo de D. Pedro I devido ao poder
moderador; a interferência na polí�ca de conciliação;
o envolvimento do Brasil em movimentos de
independências na América Espanhola e a Guerra do
Paraguai.
b) as reações contrárias à independência do Brasil; as
revoltas regenciais caudilhistas; os atritos polí�cos
entre conservadores e liberais.
c) a crise da sucessão do trono português; a Revolução
Farroupilha; a crise econômico-financeira; as regências
e o golpe da maioridade.
d) o absolu�smo do imperador; o envolvimento de D.
Pedro I com a sucessão do trono português; a Guerra
da Cispla�na e a crise econômico-financeira.
e) a Revolução Liberal do Porto, o parlamentarismo às
avessas; a crise econômico-financeira e o movimento
republicano.
H1128 - (Fuvest)
Assinale a alterna�va que estabelece a relação correta
entre a emancipação polí�ca do Brasil, em 1822, e a
ordem escravocrata:
a) As polí�cas agrárias de transformação dos libertos em
pequenos produtores rurais iniciaram a gradual
ex�nção da escravidão.
b) As relações escravocratas foram preservadas, privando
de liberdade as pessoas escravizadas nascidas ou não
no Brasil e seus descendentes.
c) A nova ordem polí�ca reduziu o fluxo de africanos
traficados para mercados brasileiros, em favor de rotas
voltadas a outras regiões da América.
d) A Cons�tuição de 1824 estabeleceu que seriam
considerados cidadãos os escravos libertos,
independentemente do seu local de nascimento.
e) O peso demográfico das pessoas escravizadas superou
o das pessoas livres na composição da sociedade
brasileira ao longo do Primeiro Reinado.
H1136 - (Ufrgs)
Com relação ao processo histórico da Independência do
Brasil, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as
afirmações abaixo.
(__) O movimento cons�tucionalista iniciado na cidade
do Porto, em 1820, provocou mudanças nas relações
entre Portugal e Brasil, despertando, nas elites polí�cas
brasileiras, o medo de um possível retorno à condição de
colônia.
(__) O fator determinante para a ruptura entre os setores
econômicos brasileiros e a corte portuguesa foram os
tratados assinados por D. João VI com a Inglaterra,
proibindo completamente o tráfico transatlân�co de
africanos para a América a par�r de 1808.
(__) O retorno do monarca para a Europa e a
permanência de seu filho Pedro como regente no Brasil
ocasionaram as chamadas “revoltas regenciais”, cujo
obje�vo principal era romper com Portugal e ins�tuir um
Estado independente na América.
(__) Os conflitos com tropas portuguesas, mesmo após a
aclamação de Pedro como Imperador do Brasil, ainda
ocorreram em diversas regiões do país, como na Bahia,
onde os confrontos assumiram traços de uma guerra civil.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses,
de cima para baixo, é
a) V – V – F – V.
b) F – F – V – V.
c) V – F – F – V.
d) F – V – F – F.
e) F – F – V – F.
H0321 - (Ifce)
Sobre a Confederação do Equador é correto afirmar-se
que 
10@professorferretto @prof_ferretto
a) limitou-se à ação de lideranças e populares
pernambucanos, causa maior do seu insucesso. 
b) insa�sfeitos com as tenta�vas de negociação do
império, os revoltosos buscaram criar uma nova
cons�tuição mais democrá�ca, mas que con�nuava
reafirmando seu caráter monarquista. 
c) foi uma das mais significa�vas revoltas do Segundo
Reinado. 
d) buscava a construção de um estado independente,
com capital em Recife, cri�cava a escravidão e a
centralização do poder exaltados pelo absolu�smo,
conservadorismo e autoritarismo do monarca. 
e) Frei Caneca foi um grande aliado de D. Pedro I, o que
contribuiu para o fim do movimento separa�sta e a
vitória do imperador. 
H1133 - (Unicamp)
Não parece ser obra do acaso a preservação da unidade
territorial do Império do Brasil, quando comparada à
fragmentação polí�ca experimentada pelos an�gos vice-
reinos hispano-americanos, entre 1810 e 1825. Em
Lisboa, no âmbito da Sociedade Real Marí�ma e Militar
(1798-1807), foram preparadas memórias históricas,
corográficas e roteiros hidrográficos redigidos pelos
engenheiros militares e navais. Esta documentação serviu
à diplomacia do Império brasileiro nos tribunais
internacionais; mas também, muniu, internamente, a
organização das expedições de conquista territorial,
levadas ao cabo pelas elites regionais antes e após a
Independência.
(Adaptado de Iris Kantor, Mapas em trânsito: projeções
cartográficas e processo de emancipação polí�ca do
Brasil (1779-1822). Araucaria. Ver. Iberoamericana de
Filos., Polít. y Humanidades. 2010, 12, n. 24. p. 110.)
Considerando o excerto acima e seus estudos, pode-se
afirmar que
a) o processo de fragmentação polí�ca da América
hispânica durante o período da independência foi
similar ao processo histórico da independência no
Brasil.
b) na Sociedade Real Marí�ma e Militar, os estudos dos
engenheiros militares e navais eram documentos
públicos amplamente divulgados em livros didá�cos
da época.
c) a documentação da Sociedade Real Marí�ma e Militar
foi usada, no Brasil, na fundação do Estado e no
reconhecimento territorial da nação.
d) as elites regionais, formadas em Direito, atuaram na
formação do território brasileiro, pouco dialogando
com os estudos de engenharia militar.
H0841 - (Ueg)
Leia o texto a seguir.
 
A Guerra de Cispla�na iniciou-se em 1825, envolvendo
tropas do governo imperial brasileiro contra as da aliança
formada por exilados da Banda Oriental [...] com o
governo da Província de Buenos Aires. No dia 27 de
agosto de 1828, ela se encerrou a par�r da assinatura da
Convenção Preliminar da Paz pelos Governos da
Argen�na e do Brasil, com a mediação da Inglaterra.
BITTENCOURT, Circe (org.). Dicionário de datas da
História do Brasil.São Paulo: Contexto, 2007. p. 197.
 
A principal consequência polí�ca da Guerra de Cispla�na
foi 
a) o início da aliança militar entre Brasil e Argen�na
contra o Paraguai. 
b) a eclosão da Revolução Farroupilha no Rio Grande do
Sul. 
c) a contestação da influência inglesa na América do
Sul. 
d) a independência da Província do Uruguai. 
e) o aumento da popularidade de D. Pedro I. 
H1273 - (Fgv)
Leia o fragmento abaixo escrito por José Bonifácio no
século XIX.
“O imperador �nha só dois caminhos a seguir, ou ser
verdadeiramente cons�tucional, ou absoluto; no
primeiro caso nada �nha que temer dos brasileiros, no
segundo corria grandes azares, mas com juízo e
constância poderia obter seu fim; mas hesitando
constantemente, seguindo as circunstâncias, decerto há
de vir a ser ví�ma sem falta.”
DOLHNIKOFF, Miriam (org.) José Bonifácio de Andrada e
Silva Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das
Letras, 1998, m 225.
 
Assinale a alterna�va correta:
11@professorferretto @prof_ferretto
a) D. Pedro l, diante das ameaças separa�stas da
oligarquia paulista, optou por impor um regime
centralizado, em 1824, inspirado no absolu�smo
monárquico.
b) A monarquia cons�tucional foi instaurada no Brasil
com a emancipação polí�ca em 1822 e caracterizou-se
pela estabilidade polí�ca.
c) D. Pedro l, com a dissolução da Assembleia
Cons�tuinte em 1823, contrariou os interesses de
parcela importante das oligarquias brasileiras.
d) A adoção do Poder Moderador, em 1824, foi sugerida
por setores da elite brasileirainfluenciados pelo
liberalismo polí�co estadunidense.
e) A implementação do parlamentarismo monárquico no
Brasil, em 1824, foi es�mulada pelas boas relações
diplomá�cas man�das com a Inglaterra.
H1281 - (Unesp)
Muitos escravos e libertos recorriam aos orixás para
resolver diferentes �pos de problema. Aos poucos, a
crença nos orixás foi se desenvolvendo e, no século XIX,
deu origem ao Candomblé. Essa religião era formada por
“irmãos de fé”, pessoas que acreditavam nos orixás e que
se reuniam em torno de uma mesma casa ou terreiro.
Nesse espaço, que era comandado por uma mãe de
santo ou um pai de santo, além de realizar suas
cerimônias religiosas, entrar em contato com seus deuses
e buscar respostas por meio de jogos de adivinhação
(como o jogo de búzios), muitos escravos e libertos
conseguiram formar outra família, família essa que muito
se assemelhava com as grandes linhagens existentes em
diversas localidades africanas.
(Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil
afrodescendente, 2017.)
 
O texto caracteriza o Candomblé como
a) uma estratégia de recusa e resistência dos
escravizados diante dos esforços de catequização
empreendidos pelos jesuítas portugueses.
b) uma tenta�va de conciliar caracterís�cas de dis�ntas
religiosidades de matriz africana, como o politeísmo e
as idolatrias.
c) uma religião derivada de crenças de origem africana,
que possibilitou o surgimento de espaços de
sociabilidade e solidariedade entre escravizados.
d) uma religião trazida da África e pra�cada no Brasil
pelos escravizados como uma forma de manter
contato com as origens e os antepassados.
e) uma religião de matriz islâmica que permi�a a
unificação dos escravizados procedentes de diversas
regiões da África.
H0832 - (Ufrgs)
Observe a figura abaixo.
 
 
O quadro “Independência ou morte” está localizado no
Salão Nobre do Monumento do Ipiranga. Construído
entre 1885 e 1890, o edi�cio-monumento �nha como
obje�vos reforçar o 7 de setembro como episódio que
promoveu o “nascimento do Brasil”, apresentar D. Pedro
como herói nacional e construir uma memória posi�va
do Império. O prédio, hoje Museu Paulista da USP,
fechado desde 2013, será reaberto ao público em 2022,
no marco das rememorações do bicentenário da
independência do Brasil.
Considere as afirmações abaixo, sobre a conformação da
memória da independência.
 
I. A narra�va gloriosa do Império e de D. Pedro, presente
na tela e no edi�cio-monumento, foi elaborada em uma
conjuntura de crise da monarquia e de intensificação da
propaganda republicana.
II. A tela, mesmo executada décadas depois dos
acontecimentos, representa um retrato fiel dos episódios
ocorridos na colina do Ipiranga, em São Paulo, em 7 de
setembro de 1822.
III. O quadro contribuiu para a criação de uma imagem do
“nascimento do Brasil” a par�r da heroicização do gesto
de D. Pedro, representando emblema�camente o
episódio do Ipiranga como marco da independência do
Brasil.
 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas I e III. 
e) I, II e III. 
12@professorferretto @prof_ferretto
H0331 - (Uece)
Atente ao seguinte fragmento da obra da historiadora
Emília Vio� da Costa, a respeito do processo de
independência do Brasil:
 
“A ordem econômica seria preservada, a escravidão
man�da. A nação independente con�nuaria subordinada
à economia colonial, passando do domínio português à
tutela britânica. A fachada liberal construída pela elite
europeizada ocultava a miséria e a escravidão da maioria
dos habitantes do país. Conquistar a emancipação
defini�va da nação, ampliar o significado dos princípios
cons�tucionais seria tarefa relegada aos pósteros”.
COSTA, Emília Vio� da. Introdução ao estudo da
emancipação polí�ca do Brasil. In: MOTA, Carlos
Guilherme (Org.). Brasil em perspec�va. 16. ed. Rio de
Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1987. p.125.
 
Considerando o processo de independência do Brasil,
assinale a afirmação verdadeira.
a) Não ocorreu nenhuma ocultação dos reais problemas
sociais e econômicos do país após a independência, já
que a elite local buscou solucioná-los imediatamente.
 
b) Apenas ocorreu a independência econômica do Brasil,
mas não a polí�ca, pois a elite nacional europeizada
submeteu-se aos interesses da Inglaterra. 
c) Pelo fato de a monarquia ter sido logo adotada como
forma de governo, a independência não representou
mudanças sociais significa�vas, pois estas ficariam a
cargo de gerações futuras. 
d) Não houve acordo de independência com os
Britânicos, que reagiram o quanto puderam à
independência do Brasil, já que ela representaria a
real autonomia econômica do país. 
H0328 - (Mackenzie)
“(...). Conquistar a emancipação defini�va e real da
nação, ampliar o significado dos princípios
cons�tucionais foi tarefa delegada aos pósteres”.
COSTA, Emília Vio� da. Da monarquia à república:
momentos decisivos. São Paulo; Livraria Editora Ciências
Humanas, 1979. P.50.
 
A análise acima, da historiadora Emília Vio� da Costa,
refere-se à proclamação da independência do Brasil, em
7 de setembro de 1822. A análise da autora, a respeito
do fato histórico, aponta que
a) apesar dos integrantes da elite nacional terem
alcançado seu obje�vo: o de romper com os estatutos
do plano colonial, no que diz respeito às restrições à
liberdade de comércio, e à conquista da autonomia
administra�va, a estrutura social do país, porém, não
foi alterada. 
b) a independência do Brasil foi um fato isolado, no
contexto americano de luta pela emancipação das
metrópoles. Isso se deu porque era a única colônia de
língua portuguesa, e porque adotava, como regime de
trabalho, a escravidão africana. 
c) caberia, às futuras gerações de brasileiros, o esforço
no sen�do de impor seus valores para Portugal,
rompendo, defini�vamente, os impasses econômicos
impostos à Colônia pela metrópole portuguesa desde
o início da colonização. 
d) apesar de alguns setores da elite nacional possuírem
interesses semelhantes à burguesia mercan�l lusitana
e, portanto, afastando-se do processo emancipatório
nacional, com a eminente vinda de tropas portuguesas
para o país, passaram a apoiar a ideia de
independência. 
e) assim como Portugal passava por um processo de
reestruturação, após a Revolução Liberal do Porto; no
Brasil, esse movimento emancipatório apenas havia
começado e só fora concluído, com a subida
antecipada ao trono, de D. Pedro II, em 1840. 
H0332 - (Fac. Pequeno Príncipe)
Na interpretação mais conhecida sobre a História do
Brasil, a data de 7 de setembro de 1822 representou um
marco, pois, nesse dia, D. Pedro proclamou oficialmente
a separação da Colônia da metrópole portuguesa.
 
Sobre o processo de Independência do Brasil, assinale a
alterna�va CORRETA. 
13@professorferretto @prof_ferretto
a) As relações entre a Coroa portuguesa e o Brasil
melhoraram quando Dom João VI, de Portugal,
apoiado pela Corte portuguesa, assinou um decreto
concedendo o �tulo de Regente do Brasil a seu filho
Dom Pedro. Entretanto, aproveitando-se da
autoridade que lhe foi concedida, no dia 7 de
setembro de 1822, Dom Pedro rompeu poli�camente
com Portugal e proclamou a Independência do Brasil. 
 
b) A Independência brasileira foi um processo liderado,
em grande parte, pelos setores sociais que mais se
beneficiavam com a ruptura dos laços coloniais: os
grandes proprietários de terra e os grandes
comerciantes, pois a separação �nha como obje�vo
preservar a liberdade de comércio e a autonomia
administra�va. A maioria da população permaneceu
na situação anterior à proclamação da Independência. 
 
c) Após o processo de Independência, a economia
brasileira tornou-se compe��va no mercado
internacional, pois devido ao apoio econômico inglês o
Brasil começou a desenvolver a a�vidade industrial, o
que era proibido pelo governo metropolitano. 
d) A mudança mais significa�va após a Independência do
Brasil ocorreu no âmbito econômico-social, pois com o
desenvolvimento econômico surgiram novas classes
sociais urbanas ligadas ao processo industrial. 
e) A Inglaterra,interessada em manter os bene�cios
comerciais garan�dos pelos tratados de comércio e
navegação de 1810, foi a primeira nação a reconhecer
a Independência do Brasil. 
H1276 - (U�f)
Leia a reportagem abaixo.
A convergência de forças de todo o país que quase
ninguém conhece
Uma festa popular baiana cheia de significados que vem
sendo redescoberta pelos turistas
Na madrugada de 2 de julho de 1823, a cidade de
Salvador amanheceu quase deserta: o exército Português
deixou em defini�vo a província da Bahia. Dizem que o
dia nasceu bonito, sem as chuvas de junho. O sol brilhou!
Os baianos conhecem esta data como sendo a
Independência do Brasil na Bahia, que celebra a vitória
dos brasileiros na guerra travada na então província da
Bahia, por mais de 17 meses (de fevereiro de 1822 a
julho de 1823) contra as tropas portuguesas. Com a
vitória do Exército e da Marinha do Brasil na Bahia,
consolidou-se a separação polí�ca do Brasil de Portugal.
O 2 de julho ficou na reverência patrió�ca dos baianos
que, desde então, estabeleceram a tradição de
comemorá-lo anualmente com a repe�ção da entrada do
Exército Pacificador na cidade de Salvador.
Fonte:
h�ps://www.salvadordabahia.com/experiencias/a-festa-
do-2-de-julho-independencia-do-brasil-na-bahia/. Acesso
em: 26 ago. 2022 - Adaptado.
 
A par�r da reportagem e dos conhecimentos sobre o
processo de independência do Brasil é possível afirmar
que:
a) A par�cipação da província da Bahia no processo de
independência do Brasil não teve repercussão em todo
o país, pois Portugal já havia reconhecido a
independência em 1822.
b) A par�cipação da província da Bahia no processo de
independência do Brasil mostra que a narra�va de que
não houve conflito armado contra os portugueses está
equivocada.
c) A par�cipação da província da Bahia no processo de
independência do Brasil é um exemplo de como todas
as províncias pegaram em armas contra os
portugueses.
d) A par�cipação da província da Bahia no processo de
independência do Brasil se deu em concorrência com
o Exército Real, que estava sob o comando de D.
Pedro.
e) A par�cipação da província da Bahia no processo de
independência do Brasil não contribuiu para a
manutenção da integridade territorial do país no pós-
independência.
H0831 - (Unesp)
O luxo e a corrupção nasceram entre nós antes da
civilização e da indústria. E qual será a causa principal de
um fenômeno tão espantoso? A escravidão, senhores, a
escravidão. Porque o homem que conta com os trabalhos
diários de seus escravos vive na indolência, e a indolência
traz todos os vícios após si.
(José Bonifácio de Andrada e Silva, 1825. Apud: Ynaê
Lopes dos Santos. História da África e do Brasil
afrodescendente, 2017. Adaptado.)
 
A manifestação de uma das principais lideranças do país,
logo após a independência polí�ca, revela a 
14@professorferretto @prof_ferretto
a) jus�fica�va para a adoção, no Primeiro Reinado, de
polí�cas agressivas de es�mulo à imigração. 
b) disposição, majoritária nos setores que par�ciparam
do processo emancipacionista, de eliminar
gradualmente a escravidão. 
c) campanha abolicionista sistemá�ca, iniciada ainda no
período colonial, dos cafeicultores paulistas. 
d) rejeição, de clara influência liberal-iluminista, da ideia
de que os homens são desiguais por natureza. 
e) crí�ca, voltada aos setores social e poli�camente
hegemônicos do Brasil, à dependência do trabalho
obrigatório. 
H1138 - (Unicamp)
Observe abaixo duas pinturas históricas oitocen�stas que
se tornaram cânones visuais da História do Brasil, e que
são acionadas, por exemplo, nas comemorações do
Bicentenário da Independência.
A par�r de seus conhecimentos, assinale a alterna�va
correta a respeito da produção do passado histórico.
a) As duas telas encenam dois fatos históricos
fundamentais da memória nacional: o descobrimento
do Brasil e a fundação da nação independente.
Inseridas no panteão histórico nacional, elas valorizam
a história global e a Europa.
b) Prá�ca do ideário nacionalista oitocen�sta, a
celebração, na pintura histórica, dos fatos nacionais
estava associada à produção – do ponto de vista dos
trabalhadores retratados na tela – de uma visão de
passado da nação.
c) Celebrar eventos do passado foi estratégico para as
iden�dades coloniais criadas no século XIX. Assim,
pertencer a uma nação significava herdar um passado
de valorização da diversidade étnica e igualdade social.
d) Estas pinturas inseriam-se em polí�cas de memória
que construíam e traduziam valores fundamentais das
iden�dades nacionais. Elas ensinavam sobre as
origens da nação e estabeleciam referências
iden�tárias para os cidadãos.
H1119 - (Unesp)
[...] Foi sem dúvida entre os meses de janeiro e outubro
de 1822 que o Brasil, finalmente, se fez independente:
isto é, separou-se de Portugal. Nada garan�a que essa
independência seria duradoura, é verdade, mas foi entre
esses meses que ela se concre�zou, exigindo esforços
posteriores de consolidação; mas seriam antes esforços
de reforço de algo que já exis�a do que de criação
abrupta de algo novo.
E o que, afinal, ocorreu no dia 7 de setembro de 1822?
Um pequeno acontecimento que não foi imediatamente
valorizado justamente por não ser de grande importância
em comparação com os demais que �nham ocorrido e
ainda ocorreriam naquele ano; mas que posteriormente
se tornaria o principal marco da memória da
Independência. Um marco da memória, e não da história.
(João Paulo Pimenta. Independência do Brasil, 2022.)
Ao tratar da Independência do Brasil em relação a
Portugal, o excerto enfa�za
15@professorferretto @prof_ferretto
a) o caráter processual da emancipação, que resultou de
diversas ar�culações e ações polí�cas.
b) a negociação entre colônia e metrópole, que
assegurou o caráter pacífico da emancipação.
c) o esforço do príncipe regente, que visava promover a
consolidação da emancipação polí�ca brasileira.
d) o imedia�smo do gesto ruptura, que provocou
surpresa na população de toda a colônia.
e) a percepção imediata da importância dos eventos
ocorridos às margens do riacho do Ipiranga, que
mudaram poli�camente o país.
H1130 - (Unesp)
O luxo e a corrupção nasceram entre nós antes da
civilização e da indústria. E qual será a causa principal de
um fenômeno tão espantoso? A escravidão, senhores, a
escravidão. Porque o homem que conta com os trabalhos
diários de seus escravos vive na indolência, e a indolência
traz todos os vícios após si.
(José Bonifácio de Andrada e Silva, 1825. Apud: Ynaê
Lopes dos Santos. História da África e do Brasil
afrodescendente, 2017. Adaptado.)
A manifestação de uma das principais lideranças do país,
logo após a independência polí�ca, revela a
a) jus�fica�va para a adoção, no Primeiro Reinado, de
polí�cas agressivas de es�mulo à imigração.
b) disposição, majoritária nos setores que par�ciparam
do processo emancipacionista, de eliminar
gradualmente a escravidão.
c) campanha abolicionista sistemá�ca, iniciada ainda no
período colonial, dos cafeicultores paulistas.
d) rejeição, de clara influência liberal-iluminista, da ideia
de que os homens são desiguais por natureza.
e) crí�ca, voltada aos setores social e poli�camente
hegemônicos do Brasil, à dependência do trabalho
obrigatório.
H1271 - (Fuvest)
 
"Não era mais possível contemporizar. E, inspirado pelo
gênio da glória (...) não tardou nem mais um instante: e
passou a lançar, dessa mesma província que depois
conceituava de 'agradável e encantadora', dali mesmo,
do meio daquelas virgens campinas, vizinhas da primi�va
Pira�ninga de João Ramalho, o brado resoluto de
‘Independência ou morte’".
Francisco Adolfo de Varnhagen. História da
independência do Brasil. Edição fac-similar da segunda
edição da IHGB, 1938.
 
Os documentos apresentados foram produzidos no
século XIX. Em comum, expressam:
a) O testemunho obje�vo dos acontecimentos de 7 de
setembro de 1822 em Pira�ninga.
b) A construção de narra�vas centradas no protagonismo
do príncipe regente.
c) O clamor dos setores populares por um gesto heroico
de libertação do Brasil.
d) O papel inspiradorda paisagem serena na tomada de
decisão de D. Pedro.
e) A comunhão entre o "gênio da glória" do príncipe e os
exércitos revolucionários.
H0838 - (Upf)
No próximo ano, o Brasil irá comemorar o bicentenário
de sua Independência. Em 1822, um autor anônimo
escreveu a poesia “Independência ou morrer”,
reproduzida abaixo.
 
Ouvi, ó Povos, o grito,
Que vamos livres erguer;
O Brasil sacode o jugo,
Independência ou Morrer.
 
Congresso opressor jurara
Nossos povos abater:
16@professorferretto @prof_ferretto
Em seu despeito amamos
Independência ou Morrer.
 
Depois de trezentos anos
Livre o Brasil vai viver:
Deve a Pedro a Liberdade,
Independência ou morrer.
Apud CARVALHO, José Murilo de, BASTOS, Lúcia; BASILE,
Marcelo (Orgs.). Guerra literária: panfletos da
Independência (1820-1823). Belo Horizonte: Editora
UFMG, 2014, 257-258. 4 v.)
 
Considerando o cenário polí�co em que a poesia foi
escrita, é correto afirmar que: 
a) Os brasileiros de tendências absolu�stas pretendiam
derrubar D. Pedro e assumir o poder. 
b) Os liberais portugueses pretendiam restaurar o
absolu�smo. 
c) Os escravistas brasileiros almejavam impedir que D.
Pedro outorgasse uma cons�tuição absolu�sta. 
d) As cortes portuguesas desejavam recolonizar o Brasil,
anulando as medidas polí�co-administra�vas tomadas
por D. João VI. 
e) Os absolu�stas portugueses pretendiam auxiliar D.
Pedro a consolidar a Independência do Brasil. 
H0828 - (Ufrgs)
Com relação ao processo histórico da Independência do
Brasil, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as
afirmações abaixo.
 
(__) O movimento cons�tucionalista iniciado na cidade
do Porto, em 1820, provocou mudanças nas relações
entre Portugal e Brasil, despertando, nas elites polí�cas
brasileiras, o medo de um possível retorno à condição de
colônia.
(__) O fator determinante para a ruptura entre os setores
econômicos brasileiros e a corte portuguesa foram os
tratados assinados por D. João VI com a Inglaterra,
proibindo completamente o tráfico transatlân�co de
africanos para a América a par�r de 1808.
(__) O retorno do monarca para a Europa e a
permanência de seu filho Pedro como regente no Brasil
ocasionaram as chamadas “revoltas regenciais”, cujo
obje�vo principal era romper com Portugal e ins�tuir um
Estado independente na América.
(__) Os conflitos com tropas portuguesas, mesmo após a
aclamação de Pedro como Imperador do Brasil, ainda
ocorreram em diversas regiões do país, como na Bahia,
onde os confrontos assumiram traços de uma guerra civil.
 
A sequência correta de preenchimento dos parênteses,
de cima para baixo, é 
a) V – V – F – V. 
b) F – F – V – V. 
c) V – F – F – V. 
d) F – V – F – F. 
e) F – F – V – F. 
H0845 - (Pucpr)
O texto abaixo, re�rado de uma resenha do livro “A outra
Independência”, de Evaldo Cabral de Mello, resume o
quadro polí�co existente na província de Pernambuco no
início do século XIX.
 
[…] o senhoriato da mata sul, cujo representante maior
foi Francisco Paes Barreto, o morgado do Cabo,
cons�tuiu, depois de 1817, a base de apoio polí�co do
centralismo monárquico e do unitarismo, conjugados
com um estado cons�tucional de recorte mais
conservador, com limitada representa�vidade censitária
e com clara ascendência do poder pessoal do monarca. E,
ao contrário, a mata norte, juntamente com parte da
população do Recife, foi a base de um liberalismo que
defendia maior autonomia do poder local, ampliação da
representa�vidade e afirmação dos direitos de cidadania
de maneira menos restri�va.”
BERNARDES, Denis. Almanack braziliense, São Paulo. n.
02, p. 136-137, nov. 2005. Resenha de: MELLO, Evaldo
Cabral de. A outra Independência: o federalismo
pernambucano de 1817 a 1824. São Paulo: Ed. 34, 2004,
264 p.
 
Assinale a alterna�va que indica CORRETAMENTE quais
revoltas polí�cas do Brasil recém-independente �veram
como cenário a oposição entre “mata sul” e “mata norte”
citada no texto:
a) Revolução Pernambucana e Revolução Farroupilha.
b) Revolução Pernambucana e Confederação do Equador.
c) Revolução Pernambucana e Balaiada.
d) Confederação do Equador e Guerra dos Emboabas.
e) Confederação do Equador e Balaiada.
H1280 - (Pucpr)
Observe a imagem e o texto abaixo:
 
17@professorferretto @prof_ferretto
 
Leia as asser�vas abaixo e assinale a alterna�va
CORRETA:
 
1. Os proprietários dos escravizados domés�cos
poderiam disponibilizar seus serviços para aluguel ou
u�lizavam sua mão-de-obra dentro de suas casas.
2. As mulheres escravizadas, sobretudo no trabalho
domés�co, empreendiam várias formas de resistência
para sobreviver, entre elas a resistência linguís�ca, apego
a religião ancestral e a trabalho.
3. Com o recrudescimento do tráfico Atlân�co de
africanos na primeira metade do século XIX, o uso da
mão-de-obra escravizada em tarefas domés�cas declinou
devido à dificuldade em adquirir escravizados.
4. A vida das senhoras do período colonial era
dependente da presença de escravizadas(os) como
acompanhantes, serviçais, amas de leite entre outros.
a) Todas estão corretas.
b) 1, 2 e 4 estão corretas.
c) 1 e 3 estão corretas.
d) 1, 3 e 4 estão corretas.
e) 3 e 4 estão corretas.
H0337 - (Udesc)
“A unidade básica de resistência no sistema escravista,
seu aspecto �pico, foram as fugas. (...) Fugas individuais
ocorrem em reação a maus tratos �sicos ou morais,
concre�zados ou prome�dos, por senhores ou prepostos
mais violentos. Mas outras arbitrariedades, além da
chibata, precisam ser computadas. Muitas fugas �nham
por obje�vo refazer laços afe�vos rompidos pela venda
de pais, esposas e filhos. (...) No Brasil, a condenação [da
escravidão] só ganharia força na segunda metade do
século, quando o país independente, fortemente
penetrado por ideias e prá�cas liberais, se integra ao
mercado internacional capitalista. (...) “Tirar cipó” – isto
é, fugir para o mato – con�nuou durante muito tempo
como sinônimo de evadir-se, como aparece no romance
A carne, de Júlio Ribeiro. Mas as fugas, como tendência,
não se dirigem mais simplesmente para fora, como antes;
se voltam para dentro, isto é, para o interior da própria
sociedade escravista, onde encontram, finalmente, a
dimensão polí�ca de luta pela transformação do sistema.
“O não quero dos ca�vos”, nesse momento, desempenha
papel decisivo na liquidação do sistema, conforme
analisou o abolicionista Rui Barbosa”.
REIS, João José. SILVA, Eduardo. Negociação e conflito: a
resistência negra no Brasil escravista. São Paulo:
Companhia das Letras, 1989, p. 62-66-71.
 
De acordo com os autores do texto, João José Reis e
Eduardo Silva, assinale a alterna�va incorreta.
a) As fugas de escravos entre os séculos XVI e XIX �veram
mo�vações diversas, entre elas o tráfico
interprovincial. 
b) Durante o século XIX, a luta dos escravos pela
liberdade não se dava somente pela fuga cole�va para
a formação de quilombos. 
c) As cidades, no século XIX, tornaram-se espaços
significa�vos para as lutas pela abolição. 
d) Os escravos foram agentes da história, e não apenas
força de trabalho. 
e) A naturalização do sistema escravista se manteve
estável durante o período colonial e o imperial. 
H0336 - (Espm)
Vossa majestade verá que fiz de minha parte tudo quanto
podia e, por mim, no dito tratado, está feita a paz. É
impossível que vossa majestade, havendo alcançado suas
reais pretensões negue ra�ficar um tratado que lhe
felicita seus reinos, abrindo-lhe os portos ao comércio
estagnado, e que vai pôr em paz tanto a nação
portuguesa, de que vossa majestade é tão digno rei,
como a brasileira, de que tenho a ventura de ser
imperador.
Paulo Rezzu�. D. Pedro: a história não contada. O homem
revelado por cartas e documentos inéditos.
 
O fragmento é parte da carta de D. Pedro a D. João VI,
versando sobre o tratado por meio do qual Portugal
reconhecia a inde pendência do Brasil, mediante:
18@professorferretto @prof_ferretto
a) a renovação dos tratados comerciais de 1810; 
b) a concessão aos portugueses da Ilha de Trindade; 
c) a assinatura de um acordo de reciprocidade; 
d) o compromisso assumido pelo Brasil decessar o
tráfico negreiro; 
e) o pagamento pelo Brasil de uma indeniza ção de 2
milhões de libras. 
H0844 - (Fgv)
Considere as seguintes afirmações sobre o processo de
emancipação polí�ca no Brasil:
 
I.Ocorreu no contexto geral da crise do An�go Regime e
teve como elementos par�culares a instalação da Corte
no Rio de Janeiro e a ar�culação polí�ca entre a elite
colonial e setores da burocracia portuguesa.
II. Foi provocado pelas movimentações separa�stas na
Província de Cispla�na e na Bahia, no contexto de
fragmentação da América espanhola.
III. Foi precedido pelo fim da exclusividade comercial da
Metrópole e pela transformação do estatuto polí�co do
an�go domínio colonial para a condição de Reino Unido
de Portugal e Algarves.
 
Está correto que se afirma em 
a) I e III, apenas. 
b) I, II e III. 
c) I e II, apenas. 
d) II e III, apenas. 
e) III, apenas. 
H0837 - (Esc. Naval)
O Brasil, hoje, cons�tuiu-se numa República
Presidencialista, porém, foi um longo processo até
chegarmos à atual configuração polí�ca e administra�va.
Em relação à vinda da Família Real Portuguesa e o
consequente período Joanino desenrolaram-se ações
polí�cas, econômicas e sociais que resultaram na
independência do país e o curto período denominado
Primeiro Reinado. Assim, marque a opção que apresenta,
corretamente, os eventos decorridos entre a vinda da
família real e o fim do Primeiro Reinado. 
a) Um dos fatores que mo�vou a vinda da família real
para o Brasil recai sobre a ameaça inglesa de se aliar a
Napoleão Bonaparte a fim de, após invadir e dominar
o país lusitano, dividir esse pequeno, mas estratégico
país, como também dividir a América Portuguesa
entre Ingleses e Franceses. 
b) Em 1822, deu-se um novo e decisivo passo para
consolidar a independência do Brasil, que, a rigor,
começou a se desenhar em 1808, com as medidas que
fortaleceram a polí�ca do pacto colonial. Entre os
Anos de 1820 e 1822, as lutas dos brasileiros
resultaram, em grande parte, das tenta�vas
portuguesas de recolonização. 
c) Durante a Guerra da Independência, algumas partes
do país tentaram resis�r à emancipação, mas foram
vencidas. Os maiores focos de resistência estavam
instalados na Bahia, Pará, Província Cispla�na, São
Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Foram lutas
longas, terminando somente com o fim do Primeiro
Reinado. 
d) Em relação aos tratados firmados entre Portugal e
Inglaterra, destaca-se o que estabeleceu as taxas
vantajosas para mercadorias importadas da Inglaterra
em relação aos produtos oriundos de outros países.
Esse ato de D. João, dentre outros, representou um
dos fatores que favoreceria, num futuro próximo, o
processo de independência do Brasil. 
e) A Cons�tuição promulgada de 1824 e a derrota na
Guerra Cispla�na, mesmo com apoio inglês às tropas
brasileiras, foram fatores que impulsionaram a
abdicação de D. Pedro I ao Trono Brasileiro.
Internamente, a pacificação da Confederação do
Equador mi�gou a oposição ao Rei por um longo
período. 
H1122 - (Unesp)
Real alicerce da sociedade, os escravos chegaram a
cons�tuir, em regiões como o Recôncavo, na Bahia, mais
de 75% da população. Desde o século XVI e até a
ex�nção do tráfico, em 1850, o regime demográfico
adverso verificado entre os ca�vos – em razão das mortes
prematuras e da baixa taxa de nascimento – levou a uma
taxa de crescimento nega�vo [...].
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling. Brasil: uma
biografia, 2018.)
A variação demográfica indicada no excerto provocou
19@professorferretto @prof_ferretto
a) a proibição das punições �sicas e a melhoria no
tratamento des�nado aos escravizados.
b) o surgimento de leis des�nadas à redução do uso de
escravizados nas lavouras de cana.
c) o apoio da Coroa portuguesa ao apresamento e à
escravização de indígenas.
d) a necessidade constante de importação de mão de
obra de africanos escravizados.
e) o es�mulo à imigração e a transição para o trabalho
assalariado nas cidades e no campo.
H1272 - (Fcmscsp)
Na medida em que a história de cada país da América
La�na corre paralelamente às demais, atravessando
situações bastante semelhantes — a colonização ibérica,
a independência polí�ca, a formação dos Estados
Nacionais, a preeminência inglesa e depois a norte-
americana, para citar apenas alguns marcos tradicionais
— não há, do meu ponto de vista, como fugir às
comparações.
(Maria Ligia Coelho Prado. América La�na no século XIX:
tramas, telas e textos, 2014.)
 
As histórias dos países da América La�na independente
a) organizaram os mesmos regimes polí�cos no período
posterior às independências.
b) foram radicalmente dis�ntas do ponto de vista do
desenvolvimento comercial.
c) reproduziram os mesmos ritmos de industrialização ao
longo da história.
d) inseriram-se igualmente em relações internacionais de
forças hegemônicas.
e) cons�tuíram blocos econômicos coesos de resistência
ao domínio estrangeiro.
H1277 - (Famema)
Na construção do Estado brasileiro [...] as con�nuidades
seriam muitas e fortes. [...] muito da legislação e das
prá�cas jurídicas anteriores a 1822 con�nuaria em
vigência; e as bases territoriais do an�go Império, com
sua organização hierárquica entre regiões e a concessão
de certos espaços autônomos de exercício e decisões
polí�cas, não seriam totalmente desar�culadas.
(João Paulo Pimenta. “Questão nacional e Independência
do Brasil: um problema de 200 anos”. Revista USP, no
133, 2022.)
 
Pode-se exemplificar a afirmação con�da no excerto com
a manutenção
a) do sistema federa�vo de governo e da economia
manufatureira.
b) do pacto colonial e do controle mercan�l.
c) da proibição do tráfico de escravos e do movimento
abolicionista.
d) do regime monárquico e do trabalho escravo.
e) da Cons�tuição liberal e do exército colonial.
H1123 - (Acafe)
Os processos de independências dos países da América
foram marcados por lutas sociais e projetos diversos. A
ideia de liberdade estava atrelada aos obje�vos dos
dis�ntos atores envolvidos na luta para desvencilhar-se
dos colonizadores europeus. Considerando os processos
de independências do Brasil e dos países da América
Espanhola, ocorridos no século XIX, e os grupos
envolvidos é CORRETO afirmar.
a) No contexto das lutas de independência na América
do Sul, o nome de Simón Bolivar se destaca por ter
liderado os exércitos que combateram os espanhóis no
Chile, Equador, Paraguai e Bolívia, defendendo a
criação de países independentes entre si.
b) No caso do Brasil, o processo de independência foi
resultado de uma série de transformações enfrentadas
a par�r do Período Joanino e agravadas pela
Revolução Liberal do Porto que, entre outras
exigências, desejava reestabelecer o monopólio
comercial entre Portugal e o Brasil. Neste contexto, a
elite do Sudeste impulsionava a agitação
revolucionária no Brasil.
c) A par�r do século XVIII, com a invasão napoleônica na
Espanha, os chapetones se fortaleceram e passaram a
controlar as juntas governa�vas dos vice-reinos da
América Espanhola, mesmo com as divergências
existentes entre os membros dessa elite.
d) Após seu processo de independência, o Brasil torna-se
a única monarquia da América La�na, tendo em vista
que os demais países independentes da América
Espanhola adotaram a república como forma de
governo.
H1131 - (Fgv)
Beneficiados pela aquisição de capacidade tributária,
legisla�va e coerci�va, os grupos regionais acabaram por
aceitar, em certo grau, os novos padrões de
comportamento polí�co impostos pelo Estado. Fosse
para atender a demandas específicas da região como, por
exemplo, a necessidade de estradas, fosse para sa�sfazer
anseios generalizados, [...] os grupos regionais acabaram
envolvendo-se de fato na construção do Estado nacional.
20@professorferretto @prof_ferretto
(Miriam Dolhnikoff. “Elites regionais e a construção do
Estado nacional”. In: István Jancsó (org.). Brasil: formação
do Estado e da Nação, 2003.)
O texto menciona as relações entre os grupos sociais das
províncias com o poder monárquico brasileiro ao longo
do século XIX, acentuando
a) a distribuição conveniente

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