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1. Título 
Técnica de Kato Katz 
 
2. Código 
POP- KK-001 
 
3. Versão 
1.0 
 
4. Data de Emissão 
21 de outubro de 2024 
 
5. Elaborado por 
Taiza Sanches Campos 
 
6. Aprovado por 
 Rosalina Guedes Donato Santos 
 
7. Objetivo 
Por sua simplicidade e objetividade, é o principal método de diagnóstico da 
esquistossomose mansoni é praticamente o único atualmente em uso nos exames 
de rotina. Também é o melhor método para ser usado em campanhas por sua 
rapidez de preparo, facilidade de estocagem para leitura além de permitir a 
estimativa da carga parasitária dos portadores de S. mansoni (BARBOSA, 2010). 
 
8. Abrangência 
Este procedimento deve ser seguido por todos os profissionais de saúde, incluindo 
técnicos de laboratório, biólogos e médicos, envolvidos no diagnóstico de 
infecções parasitárias em unidades de saúde e laboratórios de análises clínicas. 
 
 
9. Definições 
 Kato Katz: Método de diagnóstico que utiliza uma amostra de fezes para detectar 
ovos de parasitas intestinais, possibilitando a contagem de ovos por grama de 
fezes (OPG). 
 Amostra fecal: Material biológico coletado de um paciente para análise 
laboratorial. 
 Helmintos: Vermes parasitas, como nematoides e platelmintos, que podem causar 
infecções intestinais. 
 Contagem de OPG: Número de ovos de helmintos encontrados em um grama de 
fezes, utilizado para avaliar a carga parasitária. 
 
10. Materiais e Equipamentos 
 Lâminas de microscópio: 10 unidades 
 Câmaras de Kato Katz: 10 unidades 
 Espátulas ou palhetas: 10 unidades 
 Amostras fecais: 1 amostra por paciente 
 Luvas descartáveis: 1 par por procedimento 
 Água destilada: 100 mL 
 Lâmina de vidro: 10 unidades 
 Microscópio: 1 unidade 
 Etiquetas para identificação de amostras: 10 unidades 
 Frascos para coleta de fezes: 10 unidades 
 Registro de resultados: Planilha ou software para documentação 
 
11. Procedimentos 
 Preparação 
1. Reunião de Materiais: 
 Reunir todos os materiais e equipamentos necessários para a realização do teste. 
 Verificar a validade e as condições de uso dos materiais. 
 
2. Higiene: 
 
 Lavar as mãos com água e sabão antes de iniciar o procedimento. 
 Usar luvas descartáveis antes de manusear amostras fecais. 
 
3. Ambiente de Trabalho: 
 
 
 Assegurar que a área de trabalho esteja limpa e organizada. 
 Desinfetar superfícies de trabalho antes de iniciar o procedimento. 
 Execução 
1. Coleta da Amostra: 
 Orientar o paciente sobre a coleta da amostra fecal em um frasco limpo e seco. 
 Instruir para coletar uma porção representativa das fezes, evitando 
contaminação com urina ou água. 
2. Preparação da Amostra: 
 Utilizar uma espátula para retirar aproximadamente 0,5 g da amostra fecal. 
 Colocar a amostra na câmara de Kato Katz, distribuindo uniformemente. 
 
3. Adição de Água: 
 Adicionar lentamente água destilada até que a amostra fique coberta, evitando 
transbordamento. 
4. Montagem: 
 Fechar a câmara de Kato Katz com a tampa apropriada. 
 Marcar a data e a hora na câmara para controle de tempo. 
5. Incubação: 
 Deixar a amostra em repouso em temperatura ambiente por 24 horas. 
6. Análise Microscópica: 
 Após 24 horas, preparar o microscópio e ajustar o foco. 
 Colocar uma lâmina de vidro sobre a câmara e examinar ao microscópio, 
começando com uma objetiva de baixa potência para localização e, em seguida, 
utilizando objetiva de alta potência para contagem. 
7. Contagem de Ovos: 
 Contar o número de ovos de helmintos encontrados em um quadrante da lâmina. 
 
 Repetir a contagem em pelo menos três áreas diferentes da lâmina para maior 
precisão. 
8. Registro de Resultados: 
 Registrar os resultados em uma planilha específica, anotando a quantidade de 
ovos por grama de fezes (OPG). 
 Notar qualquer observação relevante sobre a amostra. 
 Pós-Procedimento 
1. Descarte de Materiais: 
 Descartar as amostras e os materiais utilizados de acordo com as normas de 
biossegurança, utilizando recipientes apropriados para resíduos biológicos. 
2. Limpeza do Ambiente: 
 Desinfetar a área de trabalho e equipamentos utilizados, incluindo microscópio 
e lâminas. 
 Lavar as mãos novamente após remover as luvas. 
3. Armazenamento de Resultados: 
 Armazenar os registros de resultados em sistema eletrônico ou físico conforme 
protocolo da instituição. 
12. Controle de Qualidade 
 Treinamento: Realizar treinamentos periódicos para os profissionais que 
realizam a técnica, garantindo que estejam atualizados sobre as melhores práticas. 
 Avaliação de Amostras: Implementar um sistema de controle de qualidade com 
amostras-testes, verificando a precisão e a reprodutibilidade dos resultados. 
 Manutenção de Equipamentos: Realizar manutenção regular nos microscópios 
e equipamentos utilizados, garantindo sua calibração e funcionamento adequado. 
13. Segurança e Biossegurança 
 Uso de EPI: Todos os profissionais devem usar Equipamentos de Proteção 
Individual (luvas, aventais, óculos de proteção) ao manusear amostras biológicas. 
 Manuseio Seguro: Seguir todas as diretrizes de biossegurança durante a coleta e 
análise de amostras. 
 Descarte de Resíduos: Todos os resíduos biológicos devem ser descartados em 
conformidade com as normas locais de manejo de resíduos. 
 
14. Referências 
1. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Helminth control in school age 
children: a global survey of the current status of control measures. Genebra: 
OMS, 2011. Disponível em: 
https://www.who.int/publications/i/item/9789241501333. Acesso em: 21 out. 
2024. 
2. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de diagnóstico das helmintoses 
intestinais. Brasília, DF: MS, 2004. Disponível em: 
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_helmintoses.pdf. Acesso em: 
21 out. 2024. 
3. LUNA, E. J. et al. Comparison of diagnostic techniques for intestinal parasites: 
Kato-Katz and McMaster methods. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina 
Tropical, v. 46, n. 6, p. 659-664, 2013. DOI: 10.1590/0037-8682-1464-2013. 
4. HALL, A.; HEYDON, M.; THOMPSON, J. The use of the Kato-Katz technique 
for diagnosing intestinal helminths. International Journal of Parasitology, v. 32, 
n. 12, p. 1533-1540, 2002. DOI: 10.1016/S0020-7519(02)00131-5 
 
 
 
 
 
 
https://www.who.int/publications/i/item/9789241501333
	 Execução
	 Pós-Procedimento

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