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P L A N T A S F O R R A G E I R A S O conteúdo presente não é de minha autoria. ……………………………………….. Fisi�l�gia Vegetal ………………… ……………… É de grande importância produzir pastagem de qualidade pois são ingredientes necessários para uma melhor produção, diante disso, estudaremos sobre plantas forrageiras. Na plantação de um planta forrageira, deve-se avaliar solo, clima, pluviometria e manejo, porém o maior desafio é a pecuária de corte pois é extensiva e a maioria dos produtores não aceitam. Cenário brasileiro O capim brasileiro tem um bom crescimento devido ao solo e ao clima. O país tem o maior rebanho comercial do mundo, sendo 88% dos bovinos exclusivamente a pasto, ou seja, um dos menores custos de produção do mundo. Foco dos estudos: aumentar a produtividade e eficiência na utilização da pastagem, utilização de espécies forrageiras mais produtivas adaptadas às condições de relevo e climática, otimização do consumo e disponibilidade de nutrientes. Sistema de produção A pastagem deve ser inserida no sistema principal de produção pois é um fator produtivo, porém uma lotação de bovinos na pastagem faz com que a mesma comece a degradar. Além disso, o custo da alimentação chega a 75% do custo de produção, então o pasto é uma forma mais barata de alimentação. Morfologia das plantas As plantas são formadas por vários órgãos (raiz, caule, semente , fruto) e cada região executa uma função específica. Raiz: fixa o vegetal no solo, é dividida em: - Coifa: protege o meristema apical - Zona pilífera: absorção de água e nutrientes - Zona lisa: responsável pelo crescimento Caule - Nó: região de inserção da folha - Entrenó: corpo do caule - Gema apical: região do meristema (crescimento da planta) - Gema lateral: região responsável pelo brotamento. É dividido em epiderme (troca gasosa e impermeabilidade devido aos lipídeos), córtex (dá estrutura) e sistema vascular (floema e xilema). ● Caules aéreos: se situam acima da superfície do solo. ex: haste (arbusto), tronco (árvore), colmo (bambu).. ● Caules aéreos rastejantes: se amplia sobre a superfície. ex: melancia ● Caules aéreos volúvel: se enrola em outro para crescer ● Caules subterrâneos: crescem abaixo da superfície. ex:gengibre. Folha: Realiza a fotossíntese, respiração, transpiração, condução e distribuição de seiva.. 1 Flor: É uma modificação da folha, fornece a polinização. Nele está presente o sistema reprodutor da planta (gineceu e androceu). A flor as forrageiras são incompletas - napier: capim do tipo cespitoso, parece bucha. - Gordura: flor rosa - Brachiária: flor pequena aderida a ponta da semente Crescimento da planta ● Células meristemáticas: crescimento das estruturas vegetais ● Tipos de meristemas: apical e lateral ● Tipos de crescimento: primário (meristema apical-vertical) e secundário (adição do tecido vascular-horizontal). Tipos de crescimento: - Crepitoso ou ereto: podem apresentar rizomas, perfilhas distanciados uns dos outros, formação de touceiras - Prostrado: crescimento rente ao solo, cobrem a superfície. A estrutura de propagação são os perfilhos, tem alta capacidade de colonização e não deixa espaço para invasoras - Semicresptoso ou decumbente: forma de crescimento mesclado entre prostrado e cespitoso. - Gramíneas e leguminosas As gramíneas têm folhas lineares e são monocotiledôneas, já as leguminosas têm folhas compostas e são dicotiledôneas. Ambas são do grupo forrageira mas distintas entre si, são fontes de alimentação pros herbívoros e responsáveis pelo desenvolvimento e produção. Há diferenças bioquímicas em relação à reserva energética (proteínas - leguminosas, carboidrato -gramíneas). e diferença pela fixação do nitrogênio por parte das leguminosas (aduba o solo). O cenário ideal seria gramíneas com leguminosas porém há controvérsias devido seus ciclos serem distintos, tornando assim nem sempre possível e a exigência de um manejo altamente refinado. Bancos de proteína São áreas cultivadas com leguminosas adaptadas ao pastejo visando o fornecimento de forragem suplementar de maior valor nutritivo especialmente ao suprimento de proteína. Ex: gliricídia (leguminosa mais difícil de pegar), guandu, leucena, amendoim forrageiro; Plantas C3 x C4 As plantas c3 são sazonais frias e c4 são de estações quentes e padrão de fixação de carbono (ex:brachiaria, panicum, cynodon) Para a escolha da forrageira, é necessária avaliações como: pastejo contínuo ou rotacionado, umidade do solo, sombreamento da área, qualidade física e química do solo e outros... 2 Aspecto m�rf�lógico e b�tânic�s das principais …… ………….. gramíneas …… ………….. Na identificação das plantas é muito comum o uso das inflorescências. Exemplos de inflorescência Racemosa: eixo principal cresce mais que os laterais, eixo principal termina em uma gema. Ex: Brachiária Decumbens Panícula: flores dispostas em vários eixos, eixos laterais possuem dois ou mais eixos. Ex: panicum máximo. Espécies forrageiras Brachiaria Decumbens (brachiarinha) ● Gramínea perene (longo tempo) e intolerante a encharcamento; ● Folhas pubescentes, pelos dos 2 lados ● Fornec cobertura do solo em forma de touceiras ● bem adaptado o clima, resiste à seca, boa tolerância a solos ácidos e a sombreamento ● recupera-se rapidamente após o pastejo; Problemas; presença de agentes fotodinâmicos e em animais de pelos claros se acumula no subcutâneo, desenvolvendo fotossensibilização. E, não deve ser estabelecida em regiões endêmicas de cigarrinha. Brachiaria Brizantha (brachiarão/marandu) ● Porte média, folhas sem pilosidades (apenas na bainha) ● Possui uma certa resistência a cigarrinha ● Exige melhores solos ● Não causam fotossensibilização e são pouco aceitas pelos equinos Brachiaria humidicola (espetadinha) ● Folhas mais rijas com ápice em agulha ● Sem pelos, planta de semente ou muda 3 ● Semente sem dormência (estabelecimento lento) - para quebra da dormência deve-se deixá-las ao sol por 3 dias. ● Problemas: alto teor de oxalato que inibe a absorção de Ca (Síndrome da cara inchada) Brachiaria Ruziziensis (capim congo) ● Semelhante ao decumbens ● dupla fileira de sementes e folhas pilosas ● coloração verde mais clara ● Crescimento mais ereto e menos rigorosa na expansão ● Caiu em desuso (cigarrinha e baixa rebrota) Brachiaria radicans (Braquiária do brejo) ● Brachiaria tóxica com folhas verdes escuras ● Flutua sobre as águas ● Muito caule e pouca folha ● Tem alta palatabilidade para equinos ● Plantio proibido devido ao potencial tóxico (causa hemólise) Brachiaria mutica (capim angola) ● Semelhante a radicans ● Levemente piloso ● Pode ser utilizado em pastejo rotacionado ● Pode desenvolver a síndrome da cara inchada ● Capim de região úmida porém a umidade dificulta a adubação Brachiaria radicans + mutica (tangola) ● Alternativa para a baixada úmida que não possui outros tipos de capins ● Híbrido e adaptado a áreas temporariamente alagadas mas também resistem à seca Andropogon Agnys (capim gambá) ● Crescimento cespitoso em locais de pouca chuva ● Regiõe secas de solos arenosos e cascalhos ● Média qualidade nutricional e sobrevive em solos de baixa fertilidade Melinis Minutiflora (capim gordura) 4 ● Coloração arroxeada, cresce espontaneamente ● Altamente palatável e com secreção pegajosa ● Não Rebrota bem em queimadas e é uma invasora Pennisetum purpureum (capim elefante) ● Alta produção com cortes frequentes ● Deve ser adubada e irrigada ● Inflorescência na forma de esponja Panincum maximum (apim colonião) ● Inflorescência panícula, ● Possui serosidade esbranquiçada na base ● Capim exigente em fertilidade e altamente produtivo Paspalum notatum (grama batatas) ● Baixa produtividade e encontrada em campos de futebol ● Altamente invasora e reside bem ao pisoteio ● Não é utilizada em pastejos opcionais é muito apreciada por equinos Cynodon Plectostachyus(grama estrela) ● Semente com baixa fertilidade ● Planta com estolões e propagação vegetativa ● Produz feno Cynodon nlemfuensis (grama estrela roxa) ● Talose inflorescência oxas, baixa palatividade p/ equinos. 5 Cynodon Nlenfrensis x Dactylon (coast-cross) ● Grupos da bermuda, não são rizomas. ● Alta resistência a pastejo e pisoteio ● Apim de baixas temperaturas e aguenta chuvas fortes ● Semnte de baixa fertilidade Plantas de tamanho curto, quando o animal for pegar para comer, ele puxa toda a planta, inclusive a raiz. Por isso, torna-se necessário um tempo até que a planta fique no tamanho ideal para o pastejo. 6 …... F�rmação e manejo de f�rrageiras …... A pastagem é a forma mais econômica de alimento e para ter um sucesso de produção deve controlar o acesso da mesma. A pastagem deve ser submetida a cuidados pecuarista e agricultor. Ao iniciar a plantação deve-se primeiramente fazer um diagnóstico da área Diagnóstico da área 1. Identificação física e topográfica da área 2. Declividade do solo e presença de pedra no solo 3. Encharcamento e drenagem da área e plantas invasoras 4. Planeamento do início das atividades Análise do solo ● P, K, Ca, Mg e H + AL, minerais mais necessários, precisa-se saber o teor de cada um para caso precise corrigir em certa quantidade; ● Área máxima por amostra 10ha ● Gramíneas 0-20cm e Leguminosas 0-40 cm ● pH e características físicas muito importantes (areia e argila). Areia infiltra a água e a argila represa a água. ● Amostra simples: cano até 20 cm, um ponto específico da pastagem ● Amostra composta: mais de uma amostra da mesma área. Preparo do solo - derrubada e destoca ● Obtenção da licença ambiental ● Delimitação da área de reserva ● Proteção de mananciais de água ● Curva de nível Aração: Objetivo de revirar o solo e arrancar as invasoras,enterrar sementes de invasoras. Profundidade variável, o ideal de 15 a 20 Gradagem: preparo final para receber a semente, tem objetivo de nivelar/uniformizar a área de plantação. Compactação: Quando ocorre exageramento de soltura da terra, ocorre em solos muito arenosos e por vase precisa realizar pré compactação Plantio ● Imediatamente após a gradagem para não dar espaço para invasora. ● Semente: plantio no início da estação chuvosa (setembro) ● Observar a meteorologia devido a abundância e regularidade de chuvas para fazer o plantio no tempo correto (deve ter cuidado com o veranico, ausência de chuva em períodos chuvosos): Compactação: favorece a aderência da semente ao solo e facilita a absorção de água pela planta. Além disso faz com que não fique uma grande camada de terra sobre a planta, assim, para a planta conseguir chegar à superfície Sementes de qualidade: Deve observar o valor cultural da semente. Sementes limpas não trazem contaminações (pragas e invasoras) - Deve-se comprar semeente por unidade de valor cultura 7 Manejo de pastagen Conjunto de ações que visam a máxima produção por unidade de área. A Pastagem não pode ser desfolhada muito intensamente e deve retirar a máxima produção animal sem extinguir forrageiras Primeiro pastejo: 20 a 70 dias após o estabelecimento (depende do clima), ocorre a desponta da planta, de preferência utilizar animais jovens (mais leves) Altura do pastejo: padrão específico de cada variedade, ajuste de acordo com a região onde se encontra, (clima, solo, pastejo, manejo..) ajuste de acordo com o mês do ano. - A altura de entrada e saída é um manejo muito simples para as pastagens mas de grande impacto na produtividade. Os animais vão para o pasto no momento de altura e idade ideais das plantas e saem antes de prejudicarem a rebrota. Varia de acordo com a espécie. ● Quanto menor a planta, maior o valor nutricional ● Período Ótimo: intercessão de estágio vegetativo antes de entrar no estágio reprodutivo Superpastejo: Acesso de animal por área, surgimento de clareira com a degradação da prastagem Subpastejo: passou do estágio reprodutivo, boa parte capim não é utilizável, parte nutricional ruim. Tipos de pastejo ● Pastejo contínuo: animais permanecem todo o tempo no pasto. Exploração de gado de corte, controle: inclusão ou retirada do animal, baixa eficiência ● Pastejo Rotacionado: animais transferidos, reduz a forrageira. Uso de animais mais exigentes, produtividade e precocidade - Período de ocupação: 1 a 7 dias - Período de descanso: 20 a 45 dias - Separação por categoria (por estágios produtivos) - Piquetes/cercas/aguadas/corredores - Reposição dos nutrientes do pasto - Variedades de forrageiras muito produtivas - Possibilidade de irrigação e fertirrigação ● Pasto diferido: reserva de uma área para seca. Parte fica vedada para época da seca. Principais capins braquiária e Cynodons Combate a invasões ● Mecânico: roçadeira ● Químico: herbicida ● Manual: foice, enxada, enxadão 8 Princípios de conservação de Forragens (Fenação e Ensilagem) Qualidade nutricional E Conservação No Brasil existem períodos de estiagem/escassez e período das águas/abundância. ● 70 a 90% da produção anual (águas) ● 10 a 30% das produção anual (secas) Técnica de conservação A silagem e feno conserva o alimento do período das águas para seca, conserva a produtividade e qualidade e evita boi sanfona; Feno é a forragem desidratada e conservada no seu estado seco. - Fenação: processo de desidratação (até 15 a 20%) da forragem pelo sol e pelo vento, conservando o valor nutricional. mantendo aroma, cor e maciez do material - Vantagens: preservar o excesso de forragem, guardar matéria seca sob forma palatável, fácil de ser feito e fácil manuseio, fonte de carboidratos, ptn, minerais, vitaminas - Quanto mais água no alimento menor a concentração energética. , Característica da forrageira ● Boa relação folha/colmo, quanto maior o valor nutritivo maior a relação. ● Facilidade de corte - cespitosas enfraquecem com corte baixo. ● Capacidade de rebrota: meristema apical baixo rente ao solo ● Facilidade/desidratação: morte rápida da célula, para de consumir nutrientes, para a atividade enzimática , Forrageiras mais comuns: Tifton 85 , capim vaqueiro, coast-cross, alfafa e estilosantes (leguminosas) ● Alto valor forrageiro depende da espécie, idade e fertilidade do solo ● A técnica deve ser realizada de forma correta. ● Coloração mais natural possível, quanto mais verde melhor. ● Livre de materiais estranhos. Corte da forrageira (ceifa) ● Roçadeira manual, ceifadora ou mecanizado. ● Deve ser cortado em dias ensolarados pela manhã ● Revolver várias vezes para secar ● Enleiramento ao final do dia - Corte feito em faixas, incentivar a secagem, não utilizar esteiras ou densas, não secam perfeitamente. ● Espalhar novamente pela manhã Desidratação: Técnicas de conservação em 3 fases (geralmente 2 dias) 1. Evapotranspiração: de 75/80% para 65% a umidade 2. Evaporação cuticular: queda para 30%, água sai pela cutícula e epiderme 3. Plasmólise da perda da permeabilidade seletiva: queda de 30 para 15%, planta desidratada Ponto do feno: Deve torcer um feixe de forragem e não deve conter água (deve partir ao meio) e ao pressionar a unha nos nós os estalões devem partir. Perdas na fenação ● Chuvas intensas no momento da secagem (ver a meteorologia) ● Fenação com umidade maior que 30% (intensa transpiração) 9 ● Umidade maior 30 eleva a temperatura (fermentação)e o excesso de umidade pode predispor a ocorrência de fungo. Produção de silagem ● Processo de conservação de forrageiras; ● Preservação das características nutricionais da planta; ● Conversação dos carboidratos solúveis em ácidos orgânicos; ● Ação de microorganismos lácticos para liberar ácidos devido a fermentação do carboidrato, conserva o alimento pelo Ph ao contrário de feno que é a desidratação. Termos importantes - Silagem: Alimento conservado para ser usado na alimentação animal. Pode ser gramínea e leguminosas fermentadas em anaerobiosis - Silo: estrutura física onde a planta forrageira é picada e colocada e armazenada - Ensilagem: processo pelo qual a forrageira é submetida visando sua conservação por redução do Ph Vantagens: conservação dos excessos produzidos na água, fonte segura e mais econômica que alguns concentrados,pode ser totalmente mecanizada e conservação de alimento por vários anos. Escolha da área de plantio ● Rendimento tonelada por hectare de cada espécie ● Número de animais que irá consumir ● Dias de consumo considerando as perdas ● escolha da espécie: teor de carboidrato, valor nutritivo Matéria Seca, poder tampão (quanto menor melhor o teor de MS) ● Tamanho ideal da partícula entre 1 a 3 cm Rendimento de algumas forrageiras: ● Milho - 30 a 60 toneladas por hectare - Corte de silagem: Matéria seca em torno de 30 a 35%, ⅔ da linha do leite e 70% de amido acumulado ● Sorgo: 50t primeiro corte e 20 segundo corte, - Ponto de coleta: 100 a 110 dias de crescimento vegetativo para ensilar ● Cupuaçu: 300 toneladas - 90 a 100 dia para ensilagem, de 3 a 4 m de tamanho ● Cana: 70 toneladas Compactação: (para tirar o ar do alimento) Passagem consecutiva do trator (melhor pneu estreito p/ maior compactação), a superfície deve ficar lisa, expulsar o ar da forragem, trator mais pesado. Uso de inoculante Não é obrigatório. O inoculante controla o microrganismo presente em função das bactérias desejáveis em detrimento a microorganismos indesejáveis, para que não ocorra a perda fermentativa do valor nutritivo da silagem confeccionada. Vedação (manter em anaerobiose) Envolver toda a silagem para expulsar o ar existente entre as partículas.. - Lona dupla face e de preferência cor branca e essa parte ser colada voltado para o lado externo Retirada da silagem em fatia de no mínimo 20 cm, depois recobre novamente O gado não come mais silagem do que feno, a matéria seca da silagem é inferior a do feno. O feno é mais concentrado e a silagem é mais diluída, por isso a impressão que o gado come mais quantidade de silagem. 10 ………..……… Manejo intensivo de f�rrageiras ………….….. O pasto é a forma mais econômica de fornecimento de volumoso e vários fatores interagem no desenvolvimento produtivo. Fatores que interferem na produção: ● Área, água, drenagem, fertilidade relevo ● Clima: t°, chuva, geada e tempo ● Vacas em lactação, bem estar, conforto, nutrição e reprodução ● Manejo:, controle, descarte, melhoramento sanidade ● Rebanho: estrutura, percentual de bezerros e novilhas, percentual de lactação ● Máquinas: custo de mão de obra, manejo, necessidade,operação ● Instalações: ● Mercado: compra de animais, compra de consumos ● Homem: capacidade gerencial O Brasil está na região intertropical, há calor, dia longo e água. Quando tem profissionalismo e competência técnica no meio de produção, há sucesso e agrega valor a seus produtos Pastejo rotacionado Colheita organizada: divisão de pastagem em piquetes, vão rotacionando de piquetes para dar dias de descansos da pastagem (1 dia em cada piquete (leiteira) / 7 dias em cada (corte)) * vaca a própria picadora * Deve encaminhar a alfa, que as outras vacas vão. Cerca elétrica - bambu ● Mais barata que cerca convencional e puxa baixa eletricidade ● Madeira plástica é indicada para produção para fazer cerca ● Identificação de piquetes: para localização (por cor, nº, nome) Em terras altas deve ter um corredor de boa condição devido aos períodos de chuva * Várzea: córrego no meio, ver qual capim tolera para se plantar Final de tarde é hora pra ir pro pasto, vaca de leite não gosta de sol e quando é solta no sol, não pasta, procura sombra. Mombaça Altura pós pastejo 30 a 35cm, caso não tenha essa altura deve ter a roçada pós pastejo. - rebrota de uma hora - Formado em touceiras Elefante Altura pós pastejo de 35 a 40 - 1 hora de rebrota Tifton Altura pós pastejo 5 a 10cm. Repasse com novilhas se não chegar na altura - manejo errado : presença de montículos de tifton não consumidos devido a presença de esterco deve ser desfeitos pois as vacas não comem Quando há cobertura morta, a t° não sobe com cobertura, sem cobertura aumenta e decai a temperatura rapidamente. - terra queimada perde a matéria orgânica - nesses casos pode adicionar esterco ou deixar encabelar a pastagem e depois roçar Por que irrigar? possibilita uma melhoria na qualidade da forragem e um aumento significativo 11 na produção de matéria seca por área. Inclusive no período de seca. Geralmente em pastos as vacas suprem a proteína para produção determinada de leite mas não produz essa quantidade devido a pouca energia da vaca. Para aumentar a energia pode fornecer milho - Vacas de alta demanda energética deve ter uma melhor nutrição A = vl / 2 ( A = n° de vacas) Para saber a quantidade de vacas que deve adotar em um piquete. Ex: 4 vacas em 3m de lactação e 6 vacas com 8m d lactação. A = 10 / 2 = 5 Deve adotar 5 vacas, sendo preferencial às 4 de 3m em lactação e 1 com 8m de lactação 1- medir quadrado de 1x1 (PVC) 2- cálculo de matéria seca N° piquetes: descanso/ ocupação + 1 Para saber a área de piquetes - Área total- 10% (devido aos corredores) = área sem o corredor - Área sem o corredor/ n° de piquetes = X - Raiz de X = área pra fazer por piquete Ex: Implantação de Tiftons com 10 vacas com área de 10.000, com 2 dias de ocupação 1. N= 20dias/2 = 10 piquetes 2. 10.000 - 1.000 = 9.000 área s/corredor 3. 9.000/10 = 900 área por piquete 4. Raiz: 30 x 30 cm 1 capim elefante 30/35 dias descanso 2 mombaça. 24/28 dias 3 Brachiaria decubens 24 dias 4 Estrela/ Tiftons 15/ 20 dias 1 hectare= 10.000m2 = roda 10 vacas 12 …………………………….......... Cerca elétrica …………………………………....... É uma alternativa simples, rápida e barata. É a metade do valor da cerca de arame liso e ⅓ do arame farpado, além disso, tem baixo puxo de luz, e necessita de menos materiais na sua confecção. - É de fácil adaptação, pode servir como cercas temporárias, faz a renovação das convencionais com apenas um fio. - A cerca deve estar no visual do boi para ele não chegar perto, por ser choque de barreira psíquica. Finalidade: pastejo rotacionado de bùfalos e galinhas Objetivo da aula: escolher eletrificados corretos, realizar isolamentos eficientes, calcular a quantidade de material, implantação da cerca, e teste de eficiência. Materiais ● Isoladores (chamando de W) ● Chave ininterruptas: interromper o choque ● Voltìmetro: medir a voltagem ● Kit para-raio ● Fios condutores Eletrificados Transforma energia da rede elétrica em pulso, tem curta duração, alta voltagem (liberado de 1 em 1 segundo), > sem risco humano e animal Ao invés de usar tomadas, pode usar outras fontes como bateria e painel solar. Aterramento Modo: Encosta no fio ⇢ o choque passa pelo corpo ⇢ se dirige ao solo ⇢ fecha contato com o aterramento. - O estado do aterramento mede a qualidade do choque. Deve fazer uma escolha de um local mais ùmido para fazer o aterramento Legislação: determina o tempo de duração do pulso, qual energia dissipada, qual tempo de repetição. Ele tem aprovação dos órgãos. Energia elétrica Transforma 110 ou 220v em pulsos, bateria trocada por semanas. Vantagem: pode ser ligada na tomada e funciona na falta de luz. Na energia solar a placa carrega bateria (dura 5 dias) e funciona mesmo na falta de energia e em dias nublados. - Painel solar orientado para o norte (passar o sol por cima da placa o dia todo), seguindo as recomendações do fabricante. É uma energia renovável. Isoladores Finalidade de isolar o fio de locais de perda (árvores): isola de mourões e estacas que sustentam a cerca. Realizar proteção contra o ressecamento por radiação (UV): pois causa perda de isolamento. - Não utilizar mangueiras, borracha, cano de PVC - Há isoladores de canto "castanhas'' que são fixadas nos mourões, mantém arames esticado e reduz as perdas de condução - pode ser de porcelana ou polietileno. 13 Isoladores de linha ‘w', fixados externamente na estaca. Instalações corretas impede o escape do fio - Isoladores de linha: tubo isolado: utilizados em estacas furadas, isola os orifícios cerca mais resistente Outros isoladores ● Cabo isolado: utilizados em ligações subterrâneas e áreas também conexões de hastes de aterramento. ● Chave interrupta : permite a manutenção de área por área.● Colchete (porteira): implantação de porteiras para cerca elétricas ● Kit para-raio: reduz a velocidade do raio e evita sua chegada até o aparelho de choque. ● Haste de aterramento: hastes, cabos e abraçadeiras (cobre). Os mais simples são 3 hastes Encostar apenas em (+) e um (-) não fornece choque, mas encostando em um positivo e outro negativo, leva o choque pois a corrente de um pro outro passa pelo meio ligante. Não se pode colocar + e - no mesmo fio pois esquenta Arame Deve ter boa condutividade, resistência a mecânica e a ferrugem (preferência os galvanizados). - Maior espessura tem melhor condução. - O ovalado liso pode ser eletrificado e o farpado é proibido. Estacas Estruturas de sustentação que deixam os arames alinhados (estacas se localizam entre os mourões). O ideal é de 6 a 10 cm de diâmetro, proximidade uma garrafa para os mourões, local de menor tensão mecânica pois são mais frágeis.. Mourões Mourão é uma estaca de concreto, madeira ou pedra que serve para construir uma cerca, ele sustenta e traciona os fios. Fica nas extremidades. Quanto maior os piquetes menor a quantidade de material. Quantidade de fio Depende do animal criado, relevo da propriedade, duração do período seco e tamanho da propriedade. Tabelada quantidade fio 14 Quando implantar? Só é uteis após a organização básica de todos os sistemas Escolha do eletrificados O eletrificador concentra energia e emite pulsos. 1. Tamanho da cerca e ter medida da área a ser eletrificada 2. Número de fios: se o choque não tiver daquela, dois fios reduz 3. Escolha da fonte de energia: rede elètrica/placa solar Deve considerar a distância entre o eletrificados e o piquete ● Para cada 1 Joule = 5 km de cerca ● 2 fios = Capacidade/2 ● Ideal: O choque que sai é o mesmo de toda linha. Recomendações: evitar a compra de eletrificados de procedência duvidosa pode trazer riscos ou baixa eficiência. Além disso, preferir de máxima potência pois manteriam o choque com maior qualidade e cerca elétrica funcionando perfeitamente. Implantação (Foto) Medindo àrea: Utilização de GPS Croqui da área e quantificação do material: Materiais: (foto) 15 …….. Interpretação e análise do s�lo e rec�mendação de adubação …… 1. COLETA E ENVIO DE AMOSTRA Finalidade: definir o estado atual da fertilidade norteando as atitudes para correção. 500g é a realidade de uma extensa área. (tira várias amostras de uma área e mistura tudo) Padronização da área: a área deve ser homogênea (separar em áreas que considera homogênea), avaliar textura e coloração (para não coletar errado, deve ser igual), relevo e vegetação, profundidade 0-20cm (forrageira) e 0-40cm leguminosas. Material para coleta: trado, luva, ficha de identificação. Padrão de coleta: coleta anual e semestral (mais ideal) em zigue-zague de no mínimo 20 amostras por hectare. Deve evitar proximidade de residências, cochos, bebedouros, poço, cerca, estábulo e outros para ter menos contaminação. - Amostra simples: única amostra - Amostra composta: mistura das amostras - Época de coleta: setembro e outubro (final da seca - antes das chuvas), com finalidade de não retirar solos úmidos e solos excessivamente secos. - Dois a 3 dias após chuvas, em caso de umidade secar a sombra em local ventilado sobre lona plástica limpa. O canavial deve ser enviado logo após a colheita. - Na primeira análise deve solicitar também a análise física (areia (necessita matéria orgânica para fixar o adubo) e argila). - Envio de amostra: 500g (composta), lavar e secar equipamento, o melhor método de extração de fósforo è por resina. Só deve enviar para laboratório certificados pelo monitoramento de qualidades. Conceitos básicos sobre fertilidade do solo Macronutriente: N (uréia) , P, K, S, Ca (calcário), Mg Micronutrientes: Zn, B, Mn, Fe, Cu, Mo, Cl ● A coleta é superficial, no horizonte A (matéria organica e inorganica) e horizonte B (zona de acumulação Fatores que influenciam o solo: idade do material, relevo/clima, organismos presentes (solo quente e fogo reduz os microorganismos levando consigo a matéria orgânica pois os mesmos decompõe as matérias orgânicas presentes). - Correção: fertilizantes químicos ou orgânicos - Sucesso produtivo: evitar desperdício (caso para adubar a área custe 5 mil e o produtor tem a metade, não deve-se adubar toda área com pouco adubo mas sim adubar a metade da área, ou seja, adubar a área correspondente a quantidade exata de adubo) - Formas de absorção pela planta ● Interceptação radicular: desenvolvimento das raízes que encontram o nutriente ● Fluxo de massa: água carreira os nutrientes ● Difusão: por diferença de gradiente de concentração (onde tem + para onde tem - ) Lei do mínimo: o rendimento é limitado pela ausência Nutrientes ou fatores abaixo do mínimo limitam desenvolvimento. Nada adianta adubar com um se tiver limitantes. Matéria Orgânica: Resíduos de plantas e animais em fase de decomposição Melhora as condições físicas, aumenta a capacidade de reter água, diminui perdas com erosão, diminui a praga, alta capacidade de troca catiônica aproveitando os minerais, fonte de liberação lenta de P, N e S. - Fezes é uma MO muito utilizada. A matéria orgânica promove carga negativa,para adotar 16 o adubo, que é carga positiva, atrair, pois os opostos se atraem. Conceitos Clorose: falta de cálcio na planta, morte da extremidade da raiz. O Ca ajuda no crescimento do sistema radicular. Mg: listra esbranquiçadas é a falta, reduz o crescimento da planta. Mg é componente da clorofila. Calcário dolomítico é o mais utilizado na região. Formula: Mg / CTC ● quando > 20% usa o calcário calcítico ede Bovinos Mínimo de 1 Kg/M² para esterco de galinhas Mínimo de 3 kg/M² para esterco de porco Micronutrientes B, C, Fe, Mn, Mo e Zn Quatro exemplos que possuem micronutrientes: Br-12, Br-12 extra, Br 13 e Br 15. Nitrogênio Um adubo modulador da produção de plantas forrageiras tropicais, devido ao aumento na quantidade de células. O Nitrogênio vai aumentar o ganho da forrageira, também conhecida como Uréia (uréia necessita de água para a expansão). O Nitrogênio vai fazer com que a planta produza mais células porém elas hipertrofiam, quando ocorre a chuva as plantas crescem de maneira exorbitante (está ligado ao teor de proteína e crescimento da planta) Recomendação- usar Nitrogênio somente no final da tarde A falta de ureia deixa as folhas amarelas (clorose) ● Fontes de N: Ureia, Sulfato de amônio, Nitrato de amônio e Nitrocálcio ● Aplicação: Após cada pastejo, após a cada corte, em estações chuvosas A eficiência está relacionada à temperatura, luminosidade e águ e a cobertura de matéria orgânica garante a umidade e assegura a possibilidade de utilizar uréia. 1 unidade animal/Ha ————- Não tem necessidade 2 Unidade animais/Ha ----- 50Kg de N ------ 110 Kg de uréia/Ha 3 Unidade animais/Ha ----- 100Kg de N ------ 220Kg de uréia/Ha 18