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P L A N T A S
F O R R A G E I R A S
O conteúdo presente não é de minha autoria.
……………………………………….. Fisi�l�gia Vegetal ………………… ………………
É de grande importância produzir pastagem de
qualidade pois são ingredientes necessários para
uma melhor produção, diante disso, estudaremos
sobre plantas forrageiras. Na plantação de um
planta forrageira, deve-se avaliar solo, clima,
pluviometria e manejo, porém o maior desafio é a
pecuária de corte pois é extensiva e a maioria dos
produtores não aceitam.
Cenário brasileiro
O capim brasileiro tem um bom crescimento devido
ao solo e ao clima. O país tem o maior rebanho
comercial do mundo, sendo 88% dos bovinos
exclusivamente a pasto, ou seja, um dos menores
custos de produção do mundo.
Foco dos estudos: aumentar a produtividade e
eficiência na utilização da pastagem, utilização de
espécies forrageiras mais produtivas adaptadas às
condições de relevo e climática, otimização do
consumo e disponibilidade de nutrientes.
Sistema de produção
A pastagem deve ser inserida no sistema principal
de produção pois é um fator produtivo, porém uma
lotação de bovinos na pastagem faz com que a
mesma comece a degradar. Além disso, o custo da
alimentação chega a 75% do custo de produção,
então o pasto é uma forma mais barata de
alimentação.
Morfologia das plantas
As plantas são formadas por vários órgãos (raiz,
caule, semente , fruto) e cada região executa uma
função específica.
Raiz: fixa o vegetal no solo, é dividida em:
- Coifa: protege o meristema apical
- Zona pilífera: absorção de água e nutrientes
- Zona lisa: responsável pelo crescimento
Caule
- Nó: região de inserção da folha
- Entrenó: corpo do caule
- Gema apical: região do meristema
(crescimento da planta)
- Gema lateral: região responsável pelo
brotamento.
É dividido em epiderme (troca gasosa e
impermeabilidade devido aos lipídeos), córtex (dá
estrutura) e sistema vascular (floema e xilema).
● Caules aéreos: se situam acima da
superfície do solo. ex: haste (arbusto), tronco
(árvore), colmo (bambu)..
● Caules aéreos rastejantes: se amplia sobre
a superfície. ex: melancia
● Caules aéreos volúvel: se enrola em outro
para crescer
● Caules subterrâneos: crescem abaixo da
superfície. ex:gengibre.
Folha: Realiza a fotossíntese, respiração,
transpiração, condução e distribuição de seiva..
1
Flor: É uma modificação da folha, fornece a
polinização. Nele está presente o sistema
reprodutor da planta (gineceu e androceu). A flor as
forrageiras são incompletas
- napier: capim do tipo cespitoso, parece
bucha.
- Gordura: flor rosa
- Brachiária: flor pequena aderida a ponta da
semente
Crescimento da planta
● Células meristemáticas: crescimento das
estruturas vegetais
● Tipos de meristemas: apical e lateral
● Tipos de crescimento: primário (meristema
apical-vertical) e secundário (adição do
tecido vascular-horizontal).
Tipos de crescimento:
- Crepitoso ou ereto: podem apresentar
rizomas, perfilhas distanciados uns dos
outros, formação de touceiras
- Prostrado: crescimento rente ao solo,
cobrem a superfície. A estrutura de
propagação são os perfilhos, tem alta
capacidade de colonização e não deixa
espaço para invasoras
- Semicresptoso ou decumbente: forma de
crescimento mesclado entre prostrado e
cespitoso.
-
Gramíneas e leguminosas
As gramíneas têm folhas lineares e são
monocotiledôneas, já as leguminosas têm folhas
compostas e são dicotiledôneas. Ambas são do
grupo forrageira mas distintas entre si, são fontes
de alimentação pros herbívoros e responsáveis pelo
desenvolvimento e produção.
Há diferenças bioquímicas em relação à reserva
energética (proteínas - leguminosas, carboidrato
-gramíneas). e diferença pela fixação do nitrogênio
por parte das leguminosas (aduba o solo).
O cenário ideal seria gramíneas com leguminosas
porém há controvérsias devido seus ciclos serem
distintos, tornando assim nem sempre possível e a
exigência de um manejo altamente refinado.
Bancos de proteína
São áreas cultivadas com leguminosas adaptadas
ao pastejo visando o fornecimento de forragem
suplementar de maior valor nutritivo especialmente
ao suprimento de proteína. Ex: gliricídia (leguminosa
mais difícil de pegar), guandu, leucena, amendoim
forrageiro;
Plantas C3 x C4
As plantas c3 são sazonais frias e c4 são de
estações quentes e padrão de fixação de carbono
(ex:brachiaria, panicum, cynodon)
Para a escolha da forrageira, é necessária
avaliações como: pastejo contínuo ou rotacionado,
umidade do solo, sombreamento da área, qualidade
física e química do solo e outros...
2
Aspecto m�rf�lógico e b�tânic�s das principais
…… ………….. gramíneas …… …………..
Na identificação das plantas é muito comum o uso
das inflorescências.
Exemplos de inflorescência
Racemosa: eixo principal cresce mais que os
laterais, eixo principal termina em uma gema. Ex:
Brachiária Decumbens
Panícula: flores dispostas em vários eixos, eixos
laterais possuem dois ou mais eixos. Ex: panicum
máximo.
Espécies forrageiras
Brachiaria Decumbens (brachiarinha)
● Gramínea perene (longo tempo) e
intolerante a encharcamento;
● Folhas pubescentes, pelos dos 2 lados
● Fornec cobertura do solo em forma de
touceiras
● bem adaptado o clima, resiste à seca, boa
tolerância a solos ácidos e a sombreamento
● recupera-se rapidamente após o pastejo;
Problemas; presença de agentes fotodinâmicos e
em animais de pelos claros se acumula no
subcutâneo, desenvolvendo fotossensibilização. E,
não deve ser estabelecida em regiões endêmicas de
cigarrinha.
Brachiaria Brizantha (brachiarão/marandu)
● Porte média, folhas sem pilosidades
(apenas na bainha)
● Possui uma certa resistência a cigarrinha
● Exige melhores solos
● Não causam fotossensibilização e são pouco
aceitas pelos equinos
Brachiaria humidicola (espetadinha)
● Folhas mais rijas com ápice em agulha
● Sem pelos, planta de semente ou muda
3
● Semente sem dormência (estabelecimento
lento) - para quebra da dormência deve-se
deixá-las ao sol por 3 dias.
● Problemas: alto teor de oxalato que inibe a
absorção de Ca (Síndrome da cara inchada)
Brachiaria Ruziziensis (capim congo)
● Semelhante ao decumbens
● dupla fileira de sementes e folhas pilosas
● coloração verde mais clara
● Crescimento mais ereto e menos rigorosa
na expansão
● Caiu em desuso (cigarrinha e baixa rebrota)
Brachiaria radicans (Braquiária do brejo)
● Brachiaria tóxica com folhas verdes escuras
● Flutua sobre as águas
● Muito caule e pouca folha
● Tem alta palatabilidade para equinos
● Plantio proibido devido ao potencial tóxico
(causa hemólise)
Brachiaria mutica (capim angola)
● Semelhante a radicans
● Levemente piloso
● Pode ser utilizado em pastejo rotacionado
● Pode desenvolver a síndrome da cara
inchada
● Capim de região úmida porém a umidade
dificulta a adubação
Brachiaria radicans + mutica (tangola)
● Alternativa para a baixada úmida que não
possui outros tipos de capins
● Híbrido e adaptado a áreas
temporariamente alagadas mas também
resistem à seca
Andropogon Agnys (capim gambá)
● Crescimento cespitoso em locais de pouca
chuva
● Regiõe secas de solos arenosos e cascalhos
● Média qualidade nutricional e sobrevive em
solos de baixa fertilidade
Melinis Minutiflora (capim gordura)
4
● Coloração arroxeada, cresce
espontaneamente
● Altamente palatável e com secreção
pegajosa
● Não Rebrota bem em queimadas e é uma
invasora
Pennisetum purpureum (capim elefante)
● Alta produção com cortes frequentes
● Deve ser adubada e irrigada
● Inflorescência na forma de esponja
Panincum maximum (apim colonião)
● Inflorescência panícula,
● Possui serosidade esbranquiçada na base
● Capim exigente em fertilidade e altamente
produtivo
Paspalum notatum (grama batatas)
● Baixa produtividade e encontrada em
campos de futebol
● Altamente invasora e reside bem ao
pisoteio
● Não é utilizada em pastejos opcionais é
muito apreciada por equinos
Cynodon Plectostachyus(grama estrela)
● Semente com baixa fertilidade
● Planta com estolões e propagação
vegetativa
● Produz feno
Cynodon nlemfuensis (grama estrela roxa)
● Talose inflorescência oxas, baixa
palatividade p/ equinos.
5
Cynodon Nlenfrensis x Dactylon (coast-cross)
● Grupos da bermuda, não são rizomas.
● Alta resistência a pastejo e pisoteio
● Apim de baixas temperaturas e aguenta
chuvas fortes
● Semnte de baixa fertilidade
Plantas de tamanho curto, quando o animal for
pegar para comer, ele puxa toda a planta, inclusive
a raiz. Por isso, torna-se necessário um tempo até
que a planta fique no tamanho ideal para o pastejo.
6
…... F�rmação e manejo de f�rrageiras …...
A pastagem é a forma mais econômica de alimento
e para ter um sucesso de produção deve controlar o
acesso da mesma. A pastagem deve ser submetida
a cuidados pecuarista e agricultor.
Ao iniciar a plantação deve-se primeiramente fazer
um diagnóstico da área
Diagnóstico da área
1. Identificação física e topográfica da área
2. Declividade do solo e presença de pedra no
solo
3. Encharcamento e drenagem da área e
plantas invasoras
4. Planeamento do início das atividades
Análise do solo
● P, K, Ca, Mg e H + AL, minerais mais
necessários, precisa-se saber o teor de cada
um para caso precise corrigir em certa
quantidade;
● Área máxima por amostra 10ha
● Gramíneas 0-20cm e Leguminosas 0-40 cm
● pH e características físicas muito
importantes (areia e argila). Areia infiltra a
água e a argila represa a água.
● Amostra simples: cano até 20 cm, um
ponto específico da pastagem
● Amostra composta: mais de uma amostra
da mesma área.
Preparo do solo - derrubada e destoca
● Obtenção da licença ambiental
● Delimitação da área de reserva
● Proteção de mananciais de água
● Curva de nível
Aração: Objetivo de revirar o solo e arrancar as
invasoras,enterrar sementes de invasoras.
Profundidade variável, o ideal de 15 a 20
Gradagem: preparo final para receber a semente,
tem objetivo de nivelar/uniformizar a área de
plantação.
Compactação: Quando ocorre exageramento de
soltura da terra, ocorre em solos muito arenosos e
por vase precisa realizar pré compactação
Plantio
● Imediatamente após a gradagem para não
dar espaço para invasora.
● Semente: plantio no início da estação
chuvosa (setembro)
● Observar a meteorologia devido a
abundância e regularidade de chuvas para
fazer o plantio no tempo correto (deve ter
cuidado com o veranico, ausência de chuva
em períodos chuvosos):
Compactação: favorece a aderência da semente ao
solo e facilita a absorção de água pela planta. Além
disso faz com que não fique uma grande camada
de terra sobre a planta, assim, para a planta
conseguir chegar à superfície
Sementes de qualidade: Deve observar o valor
cultural da semente. Sementes limpas não trazem
contaminações (pragas e invasoras)
- Deve-se comprar semeente por unidade de
valor cultura
7
Manejo de pastagen
Conjunto de ações que visam a máxima produção
por unidade de área. A Pastagem não pode ser
desfolhada muito intensamente e deve retirar a
máxima produção animal sem extinguir forrageiras
Primeiro pastejo: 20 a 70 dias após o
estabelecimento (depende do clima), ocorre a
desponta da planta, de preferência utilizar animais
jovens (mais leves)
Altura do pastejo: padrão específico de cada
variedade, ajuste de acordo com a região onde se
encontra, (clima, solo, pastejo, manejo..) ajuste de
acordo com o mês do ano.
- A altura de entrada e saída é um manejo
muito simples para as pastagens mas de
grande impacto na produtividade. Os
animais vão para o pasto no momento de
altura e idade ideais das plantas e saem
antes de prejudicarem a rebrota. Varia de
acordo com a espécie.
● Quanto menor a planta, maior o valor
nutricional
● Período Ótimo: intercessão de estágio
vegetativo antes de entrar no estágio
reprodutivo
Superpastejo: Acesso de animal por área,
surgimento de clareira com a degradação da
prastagem
Subpastejo: passou do estágio reprodutivo, boa
parte capim não é utilizável, parte nutricional ruim.
Tipos de pastejo
● Pastejo contínuo: animais permanecem
todo o tempo no pasto. Exploração de gado
de corte, controle: inclusão ou retirada do
animal, baixa eficiência
● Pastejo Rotacionado: animais transferidos,
reduz a forrageira. Uso de animais mais
exigentes, produtividade e precocidade
- Período de ocupação: 1 a 7 dias
- Período de descanso: 20 a 45 dias
- Separação por categoria (por
estágios produtivos)
- Piquetes/cercas/aguadas/corredores
- Reposição dos nutrientes do pasto
- Variedades de forrageiras muito
produtivas
- Possibilidade de irrigação e
fertirrigação
● Pasto diferido: reserva de uma área para
seca. Parte fica vedada para época da seca.
Principais capins braquiária e Cynodons
Combate a invasões
● Mecânico: roçadeira
● Químico: herbicida
● Manual: foice, enxada, enxadão
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Princípios de conservação de Forragens (Fenação e Ensilagem)
Qualidade nutricional E Conservação
No Brasil existem períodos de estiagem/escassez e
período das águas/abundância.
● 70 a 90% da produção anual (águas)
● 10 a 30% das produção anual (secas)
Técnica de conservação
A silagem e feno conserva o alimento do período
das águas para seca, conserva a produtividade e
qualidade e evita boi sanfona;
Feno é a forragem desidratada e conservada no seu
estado seco.
- Fenação: processo de desidratação (até 15 a
20%) da forragem pelo sol e pelo vento,
conservando o valor nutricional. mantendo
aroma, cor e maciez do material
-
Vantagens: preservar o excesso de forragem,
guardar matéria seca sob forma palatável, fácil de
ser feito e fácil manuseio, fonte de carboidratos,
ptn, minerais, vitaminas
- Quanto mais água no alimento menor a
concentração energética. ,
Característica da forrageira
● Boa relação folha/colmo, quanto maior o
valor nutritivo maior a relação.
● Facilidade de corte - cespitosas
enfraquecem com corte baixo.
● Capacidade de rebrota: meristema apical
baixo rente ao solo
● Facilidade/desidratação: morte rápida da
célula, para de consumir nutrientes, para a
atividade enzimática
,
Forrageiras mais comuns: Tifton 85 , capim
vaqueiro, coast-cross, alfafa e estilosantes
(leguminosas)
● Alto valor forrageiro depende da espécie,
idade e fertilidade do solo
● A técnica deve ser realizada de forma
correta.
● Coloração mais natural possível, quanto
mais verde melhor.
● Livre de materiais estranhos.
Corte da forrageira (ceifa)
● Roçadeira manual, ceifadora ou mecanizado.
● Deve ser cortado em dias ensolarados pela
manhã
● Revolver várias vezes para secar
● Enleiramento ao final do dia
- Corte feito em faixas, incentivar a
secagem, não utilizar esteiras ou
densas, não secam perfeitamente.
● Espalhar novamente pela manhã
Desidratação: Técnicas de conservação em 3 fases
(geralmente 2 dias)
1. Evapotranspiração: de 75/80% para 65% a
umidade
2. Evaporação cuticular: queda para 30%, água
sai pela cutícula e epiderme
3. Plasmólise da perda da permeabilidade
seletiva: queda de 30 para 15%, planta
desidratada
Ponto do feno: Deve torcer um feixe de forragem e
não deve conter água (deve partir ao meio) e ao
pressionar a unha nos nós os estalões devem
partir.
Perdas na fenação
● Chuvas intensas no momento da secagem
(ver a meteorologia)
● Fenação com umidade maior que 30%
(intensa transpiração)
9
● Umidade maior 30 eleva a temperatura
(fermentação)e o excesso de umidade pode
predispor a ocorrência de fungo.
Produção de silagem
● Processo de conservação de forrageiras;
● Preservação das características nutricionais
da planta;
● Conversação dos carboidratos solúveis em
ácidos orgânicos;
● Ação de microorganismos lácticos para
liberar ácidos devido a fermentação do
carboidrato, conserva o alimento pelo Ph ao
contrário de feno que é a desidratação.
Termos importantes
- Silagem: Alimento conservado para ser
usado na alimentação animal. Pode ser
gramínea e leguminosas fermentadas em
anaerobiosis
- Silo: estrutura física onde a planta
forrageira é picada e colocada e
armazenada
- Ensilagem: processo pelo qual a forrageira é
submetida visando sua conservação por
redução do Ph
Vantagens: conservação dos excessos produzidos na
água, fonte segura e mais econômica que alguns
concentrados,pode ser totalmente mecanizada e
conservação de alimento por vários anos.
Escolha da área de plantio
● Rendimento tonelada por hectare de cada
espécie
● Número de animais que irá consumir
● Dias de consumo considerando as perdas
● escolha da espécie: teor de carboidrato, valor
nutritivo Matéria Seca, poder tampão
(quanto menor melhor o teor de MS)
● Tamanho ideal da partícula entre 1 a 3 cm
Rendimento de algumas forrageiras:
● Milho - 30 a 60 toneladas por hectare
- Corte de silagem: Matéria seca em torno
de 30 a 35%, ⅔ da linha do leite e 70% de
amido acumulado
● Sorgo: 50t primeiro corte e 20 segundo
corte,
- Ponto de coleta: 100 a 110 dias de
crescimento vegetativo para ensilar
● Cupuaçu: 300 toneladas
- 90 a 100 dia para ensilagem, de 3 a 4 m
de tamanho
● Cana: 70 toneladas
Compactação: (para tirar o ar do alimento)
Passagem consecutiva do trator (melhor pneu
estreito p/ maior compactação), a superfície deve
ficar lisa, expulsar o ar da forragem, trator mais
pesado.
Uso de inoculante
Não é obrigatório. O inoculante controla o
microrganismo presente em função das bactérias
desejáveis em detrimento a microorganismos
indesejáveis, para que não ocorra a perda
fermentativa do valor nutritivo da silagem
confeccionada.
Vedação (manter em anaerobiose)
Envolver toda a silagem para expulsar o ar
existente entre as partículas..
- Lona dupla face e de preferência cor branca
e essa parte ser colada voltado para o lado
externo
Retirada da silagem em fatia de no mínimo 20 cm,
depois recobre novamente
O gado não come mais silagem do que feno, a matéria
seca da silagem é inferior a do feno. O feno é mais
concentrado e a silagem é mais diluída, por isso a
impressão que o gado come mais quantidade de silagem.
10
………..……… Manejo intensivo de f�rrageiras ………….…..
O pasto é a forma mais econômica de
fornecimento de volumoso e vários fatores
interagem no desenvolvimento produtivo.
Fatores que interferem na produção:
● Área, água, drenagem, fertilidade relevo
● Clima: t°, chuva, geada e tempo
● Vacas em lactação, bem estar, conforto,
nutrição e reprodução
● Manejo:, controle, descarte, melhoramento
sanidade
● Rebanho: estrutura, percentual de bezerros
e novilhas, percentual de lactação
● Máquinas: custo de mão de obra, manejo,
necessidade,operação
● Instalações:
● Mercado: compra de animais, compra de
consumos
● Homem: capacidade gerencial
O Brasil está na região intertropical, há calor, dia
longo e água. Quando tem profissionalismo e
competência técnica no meio de produção, há
sucesso e agrega valor a seus produtos
Pastejo rotacionado
Colheita organizada: divisão de pastagem em
piquetes, vão rotacionando de piquetes para dar
dias de descansos da pastagem (1 dia em cada
piquete (leiteira) / 7 dias em cada (corte))
* vaca a própria picadora
* Deve encaminhar a alfa, que as outras vacas vão.
Cerca elétrica - bambu
● Mais barata que cerca convencional e puxa
baixa eletricidade
● Madeira plástica é indicada para produção
para fazer cerca
● Identificação de piquetes: para localização
(por cor, nº, nome)
Em terras altas deve ter um corredor de boa
condição devido aos períodos de chuva
* Várzea: córrego no meio, ver qual capim tolera
para se plantar
Final de tarde é hora pra ir pro pasto, vaca de leite
não gosta de sol e quando é solta no sol, não pasta,
procura sombra.
Mombaça
Altura pós pastejo 30 a 35cm, caso não tenha essa
altura deve ter a roçada pós pastejo.
- rebrota de uma hora
- Formado em touceiras
Elefante
Altura pós pastejo de 35 a 40
- 1 hora de rebrota
Tifton
Altura pós pastejo 5 a 10cm. Repasse com novilhas
se não chegar na altura
- manejo errado : presença de montículos de
tifton não consumidos devido a presença de
esterco deve ser desfeitos pois as vacas não
comem
Quando há cobertura morta, a t° não sobe com
cobertura, sem cobertura aumenta e decai a
temperatura rapidamente.
- terra queimada perde a matéria orgânica
- nesses casos pode adicionar esterco ou
deixar encabelar a pastagem e depois roçar
Por que irrigar? possibilita uma melhoria na
qualidade da forragem e um aumento significativo
11
na produção de matéria seca por área. Inclusive no
período de seca.
Geralmente em pastos as vacas suprem a proteína
para produção determinada de leite mas não produz
essa quantidade devido a pouca energia da vaca.
Para aumentar a energia pode fornecer milho
- Vacas de alta demanda energética deve ter
uma melhor nutrição
A = vl / 2 ( A = n° de vacas)
Para saber a quantidade de vacas que deve adotar
em um piquete.
Ex: 4 vacas em 3m de lactação e 6 vacas com 8m
d lactação.
A = 10 / 2 = 5
Deve adotar 5 vacas, sendo preferencial às 4 de 3m
em lactação e 1 com 8m de lactação
1- medir quadrado de 1x1 (PVC)
2- cálculo de matéria seca
N° piquetes: descanso/ ocupação + 1
Para saber a área de piquetes
- Área total- 10% (devido aos corredores) =
área sem o corredor
- Área sem o corredor/ n° de piquetes = X
- Raiz de X = área pra fazer por piquete
Ex: Implantação de Tiftons com 10 vacas com área
de 10.000, com 2 dias de ocupação
1. N= 20dias/2 = 10 piquetes
2. 10.000 - 1.000 = 9.000 área s/corredor
3. 9.000/10 = 900 área por piquete
4. Raiz: 30 x 30 cm
1 capim elefante 30/35 dias descanso
2 mombaça. 24/28 dias
3 Brachiaria decubens 24 dias
4 Estrela/ Tiftons 15/ 20 dias
1 hectare= 10.000m2 = roda 10 vacas
12
…………………………….......... Cerca elétrica ………………………………….......
É uma alternativa simples, rápida e barata. É a
metade do valor da cerca de arame liso e ⅓ do
arame farpado, além disso, tem baixo puxo de luz, e
necessita de menos materiais na sua confecção.
- É de fácil adaptação, pode servir como cercas
temporárias, faz a renovação das
convencionais com apenas um fio.
- A cerca deve estar no visual do boi para ele
não chegar perto, por ser choque de barreira
psíquica.
Finalidade: pastejo rotacionado de bùfalos e galinhas
Objetivo da aula: escolher eletrificados corretos,
realizar isolamentos eficientes, calcular a quantidade
de material, implantação da cerca, e teste de
eficiência.
Materiais
● Isoladores (chamando de W)
● Chave ininterruptas: interromper o choque
● Voltìmetro: medir a voltagem
● Kit para-raio
● Fios condutores
Eletrificados
Transforma energia da rede elétrica em pulso, tem
curta duração, alta voltagem (liberado de 1 em 1
segundo), > sem risco humano e animal
Ao invés de usar tomadas, pode usar outras fontes
como bateria e painel solar.
Aterramento
Modo: Encosta no fio ⇢ o choque passa pelo corpo ⇢
se dirige ao solo ⇢ fecha contato com o aterramento.
- O estado do aterramento mede a qualidade
do choque. Deve fazer uma escolha de um
local mais ùmido para fazer o aterramento
Legislação: determina o tempo de duração do pulso,
qual energia dissipada, qual tempo de repetição. Ele
tem aprovação dos órgãos.
Energia elétrica
Transforma 110 ou 220v em pulsos, bateria trocada
por semanas.
Vantagem: pode ser ligada na tomada e funciona na
falta de luz. Na energia solar a placa carrega bateria
(dura 5 dias) e funciona mesmo na falta de energia
e em dias nublados.
- Painel solar orientado para o norte (passar o
sol por cima da placa o dia todo), seguindo as
recomendações do fabricante. É uma energia
renovável.
Isoladores
Finalidade de isolar o fio de locais de perda (árvores):
isola de mourões e estacas que sustentam a cerca.
Realizar proteção contra o ressecamento por radiação
(UV): pois causa perda de isolamento.
- Não utilizar mangueiras, borracha, cano de
PVC
-
Há isoladores de canto "castanhas'' que são fixadas
nos mourões, mantém arames esticado e reduz as
perdas de condução
- pode ser de porcelana ou polietileno.
13
Isoladores de linha ‘w', fixados externamente na
estaca. Instalações corretas impede o escape do fio
- Isoladores de linha: tubo isolado: utilizados
em estacas furadas, isola os orifícios cerca
mais resistente
Outros isoladores
● Cabo isolado: utilizados em ligações
subterrâneas e áreas também conexões de
hastes de aterramento.
● Chave interrupta : permite a manutenção de
área por área.● Colchete (porteira): implantação de porteiras
para cerca elétricas
● Kit para-raio: reduz a velocidade do raio e
evita sua chegada até o aparelho de choque.
● Haste de aterramento: hastes, cabos e
abraçadeiras (cobre). Os mais simples são 3
hastes
Encostar apenas em (+) e um (-) não fornece choque,
mas encostando em um positivo e outro negativo,
leva o choque pois a corrente de um pro outro passa
pelo meio ligante. Não se pode colocar + e - no
mesmo fio pois esquenta
Arame
Deve ter boa condutividade, resistência a mecânica e
a ferrugem (preferência os galvanizados).
- Maior espessura tem melhor condução.
- O ovalado liso pode ser eletrificado e o
farpado é proibido.
Estacas
Estruturas de sustentação que deixam os arames
alinhados (estacas se localizam entre os mourões).
O ideal é de 6 a 10 cm de diâmetro, proximidade
uma garrafa para os mourões, local de menor tensão
mecânica pois são mais frágeis..
Mourões
Mourão é uma estaca de concreto, madeira ou pedra
que serve para construir uma cerca, ele sustenta e
traciona os fios. Fica nas extremidades.
Quanto maior os piquetes menor a quantidade de
material.
Quantidade de fio
Depende do animal criado, relevo da propriedade,
duração do período seco e tamanho da propriedade.
Tabelada quantidade fio
14
Quando implantar? Só é uteis após a organização
básica de todos os sistemas
Escolha do eletrificados
O eletrificador concentra energia e emite pulsos.
1. Tamanho da cerca e ter medida da área a ser
eletrificada
2. Número de fios: se o choque não tiver
daquela, dois fios reduz
3. Escolha da fonte de energia: rede
elètrica/placa solar
Deve considerar a distância entre o eletrificados e o
piquete
● Para cada 1 Joule = 5 km de cerca
● 2 fios = Capacidade/2
● Ideal: O choque que sai é o mesmo de toda
linha.
Recomendações: evitar a compra de eletrificados de
procedência duvidosa pode trazer riscos ou baixa
eficiência. Além disso, preferir de máxima potência
pois manteriam o choque com maior qualidade e
cerca elétrica funcionando perfeitamente.
Implantação
(Foto)
Medindo àrea: Utilização de GPS
Croqui da área e quantificação do material:
Materiais: (foto)
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…….. Interpretação e análise do s�lo e rec�mendação de adubação ……
1. COLETA E ENVIO DE AMOSTRA
Finalidade: definir o estado atual da fertilidade
norteando as atitudes para correção.
500g é a realidade de uma extensa área. (tira várias
amostras de uma área e mistura tudo)
Padronização da área: a área deve ser homogênea
(separar em áreas que considera homogênea), avaliar
textura e coloração (para não coletar errado, deve ser
igual), relevo e vegetação, profundidade 0-20cm
(forrageira) e 0-40cm leguminosas.
Material para coleta: trado, luva, ficha de identificação.
Padrão de coleta: coleta anual e semestral (mais
ideal) em zigue-zague de no mínimo 20 amostras
por hectare. Deve evitar proximidade de residências,
cochos, bebedouros, poço, cerca, estábulo e outros para
ter menos contaminação.
- Amostra simples: única amostra
- Amostra composta: mistura das amostras
-
Época de coleta: setembro e outubro (final da seca -
antes das chuvas), com finalidade de não retirar
solos úmidos e solos excessivamente secos.
- Dois a 3 dias após chuvas, em caso de
umidade secar a sombra em local ventilado
sobre lona plástica limpa. O canavial deve ser
enviado logo após a colheita.
- Na primeira análise deve solicitar também a
análise física (areia (necessita matéria
orgânica para fixar o adubo) e argila).
-
Envio de amostra: 500g (composta), lavar e secar
equipamento, o melhor método de extração de
fósforo è por resina. Só deve enviar para laboratório
certificados pelo monitoramento de qualidades.
Conceitos básicos sobre fertilidade do solo
Macronutriente: N (uréia) , P, K, S, Ca (calcário), Mg
Micronutrientes: Zn, B, Mn, Fe, Cu, Mo, Cl
● A coleta é superficial, no horizonte A
(matéria organica e inorganica) e horizonte B
(zona de acumulação
Fatores que influenciam o solo: idade do material,
relevo/clima, organismos presentes (solo quente e
fogo reduz os microorganismos levando consigo a
matéria orgânica pois os mesmos decompõe as
matérias orgânicas presentes).
- Correção: fertilizantes químicos ou orgânicos
- Sucesso produtivo: evitar desperdício (caso
para adubar a área custe 5 mil e o produtor
tem a metade, não deve-se adubar toda área
com pouco adubo mas sim adubar a metade
da área, ou seja, adubar a área
correspondente a quantidade exata de adubo)
-
Formas de absorção pela planta
● Interceptação radicular: desenvolvimento das
raízes que encontram o nutriente
● Fluxo de massa: água carreira os nutrientes
● Difusão: por diferença de gradiente de
concentração (onde tem + para onde tem - )
Lei do mínimo: o rendimento é limitado pela ausência
Nutrientes ou fatores abaixo do mínimo limitam
desenvolvimento. Nada adianta adubar com um se
tiver limitantes.
Matéria Orgânica: Resíduos de plantas e animais em
fase de decomposição
Melhora as condições físicas, aumenta a capacidade
de reter água, diminui perdas com erosão, diminui a
praga, alta capacidade de troca catiônica aproveitando
os minerais, fonte de liberação lenta de P, N e S.
- Fezes é uma MO muito utilizada. A matéria
orgânica promove carga negativa,para adotar
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o adubo, que é carga positiva, atrair, pois os
opostos se atraem.
Conceitos
Clorose: falta de cálcio na planta, morte da
extremidade da raiz. O Ca ajuda no crescimento do
sistema radicular.
Mg: listra esbranquiçadas é a falta, reduz o
crescimento da planta. Mg é componente da clorofila.
Calcário dolomítico é o mais utilizado na região.
Formula: Mg / CTC
● quando > 20% usa o calcário calcítico ede Bovinos
Mínimo de 1 Kg/M² para esterco de galinhas
Mínimo de 3 kg/M² para esterco de porco
Micronutrientes B, C, Fe, Mn, Mo e Zn
Quatro exemplos que possuem micronutrientes:
Br-12, Br-12 extra, Br 13 e Br 15.
Nitrogênio
Um adubo modulador da produção de plantas
forrageiras tropicais, devido ao aumento na
quantidade de células. O Nitrogênio vai aumentar o
ganho da forrageira, também conhecida como Uréia
(uréia necessita de água para a expansão).
O Nitrogênio vai fazer com que a planta produza
mais células porém elas hipertrofiam, quando ocorre
a chuva as plantas crescem de maneira exorbitante
(está ligado ao teor de proteína e crescimento da
planta)
Recomendação- usar Nitrogênio somente no final da
tarde
A falta de ureia deixa as folhas amarelas (clorose)
● Fontes de N: Ureia, Sulfato de amônio, Nitrato
de amônio e Nitrocálcio
● Aplicação: Após cada pastejo, após a cada
corte, em estações chuvosas
A eficiência está relacionada à temperatura,
luminosidade e águ e a cobertura de matéria
orgânica garante a umidade e assegura a
possibilidade de utilizar uréia.
1 unidade animal/Ha ————- Não tem necessidade
2 Unidade animais/Ha ----- 50Kg de N ------ 110 Kg de
uréia/Ha
3 Unidade animais/Ha ----- 100Kg de N ------ 220Kg
de uréia/Ha
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