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Programa Nacional de triagem neonatal triagem neonatal biológica (teste do pezinho) AUTORA: RA IANE LOPES SANTOS APRESENTADORES : CARLOS HENR IQUE CHAVES ANDRADE PAZ E L I SABETE OL IVE IRA DE MENEZES G I LVANETE SANT IAGO DO NASC IMENTO SANTOS MAR IA E L IANE F ERNANDO DA MOTA S E LMA NASC IMENTO R IBE IRO V I TÓR IA FERNANDA FONTES L EMOS Programa nacional de triagem neonatal (PNTN) Conceito: Sistema que visa à Identificação precoce de distúrbios e doenças em recém- nascidos através da coleta de amostras de sangue. Objetivo: Intervenção oportuna para reduzir morbimortalidade e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas Teste do pezinho O teste do pezinho é um exame de rotina realizado em recém-nascidos para detectar precocemente doenças genéticas, metabólicas e infecciosas que, se não tratadas a tempo, podem causar sérios problemas de saúde. O objetivo principal do teste é identificar essas condições logo no início da vida do bebê, permitindo o tratamento precoce e, assim, prevenir danos graves ou irreversíveis. DIAGNÓSTICO PRESUNTIVO DIAGNÓSTICO DE CERTEZA TRATAMENTO ACOMPANHAMENTO DOS CASOS DIAGNOSTICADOS INCORPORAÇÃO E USO DE TECNOLOGIAS VOLTADAS PARA A PROMOÇÃO, PREVENÇÃO E CUIDADO INTEGRAL NAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE (RAS) Etapas da triagem neonatal Organização do fluxo de coleta da amostra de sangue PUNÇÃO DA FACE LATERAL DO CALCANHAR COLETA ENTRE O 3° E O 5° D IA DE V IDA DO BEBÊ AMOSTRAS DE SANGUE COLH IDAS EM PAPEL F I LTRO Obs.: deve ser considerada como uma condição de exceção toda coleta realizada após o 28° dia de vida, mesmo que não recomendada, por se tratar de um exame fora do período neonatal. Atividades no ponto de coleta Área do papel filtro: Destinada à absorção e transporte do sangue do recém-nascido. O papel-filtro deve atender aos padrões internacionais para análise quantitativa dos analitos. Área de registro das informações: Usada para informações de identificação do recém-nascido e dados essenciais para interpretação. Preenchimento claro, evitando abreviações e usando caneta esferográfica é fundamental para evitar atrasos na análise e garantir diagnósticos precisos. CARTÃO DE COLETA Atividades no ponto de coleta Distribuição do Cartão: Fornecido pelo laboratório de triagem neonatal com controle de lote do papel-filtro anexado. Precauções: Manuseio cuidadoso para evitar contaminação dos círculos do papel-filtro. Evitar contato com mãos e substâncias no local destinado ao sangue. ARMAZENAGEM DO CARTÃO DE COLETA Local de Armazenamento: Guarde o cartão de coleta em recipiente fechado, em ambiente fresco e ventilado, longe de umidade, água e substâncias químicas. Evitar Geladeira: Não armazene o cartão junto com papel-filtro não utilizado na geladeira, pois a umidade pode afetar suas propriedades de absorção. Procedimento da coleta e cuidados com a amostra Luvas de Procedimento: Lave as mãos e use luvas ao coletar. Troque as luvas a cada novo procedimento. Posição da Criança: Mantenha o calcanhar da criança abaixo do coração. Profissional sentado, adulto segurando a criança de pé. Assepsia: Limpe o calcanhar com álcool 70%, ativando a circulação. Aguarde secagem. Aquecimento: Em locais frios, aqueça o pé com bolsa de água quente a 44°C por 5 minutos com proteção. Preparo Use lancetas apropriadas para coleta de sangue periférico, adquiridas pelas Secretarias Municipais de Saúde. Lancetas devem atender às normas de segurança e ser autorretráteis. Lancetas devem ser estéreis e descartáveis, com profundidade entre 1,8 mm e 2,00 mm e largura entre 1,5 mm e 2,00 mm. Escolha o local adequado, uma das laterais da região plantar do calcanhar, evitando o osso. Imobilize o calcanhar, segurando o pé e tornozelo da criança com cuidado. Realize a punção somente após assepsia completa e secagem do álcool. Punção Aguarde a formação de uma grande gota de sangue. Remova a primeira gota com algodão seco ou gaze esterilizada para evitar interferências nos resultados. Toque o verso do papel-filtro na nova gota que se forma nos círculos de coleta e faça movimentos circulares até preencher todo o círculo. Deixe o sangue fluir naturalmente, evitando coagulação no papel-filtro ou no pé do bebê. Não é necessário que os limites do sangue coincidam com os círculos impressos no papel-filtro. Coleta de sangue Evite tocar com os dedos na região dos círculos para não comprimir o papel-filtro. Use o outro círculo do papel-filtro para coletar sangue, repetindo o processo até que todos os círculos estejam preenchidos. Em caso de interrupção no sangramento, massageie a região do calcanhar e remova o tampão de coagulação. Se necessário, faça uma nova punção no mesmo local ou no outro pé. Não vire o papel-filtro; o sangue deve atravessá-lo para preencher os círculos homogeneamente. Coleta de sangue Após a coleta, verifique imediatamente a qualidade da amostra. Levante o papel-filtro acima da cabeça e observe-o contra a luz. O círculo deve estar translúcido e o sangue deve estar homogeneamente espalhado. Vire o papel-filtro e observe o lado oposto. O sangue deve ter atravessado o papel-filtro, preenchendo ambos os lados de forma homogênea. Se houver dúvidas, repita o procedimento com um novo papel-filtro. Coletas inadequadas geralmente não têm sucesso. Após a coleta, faça um curativo, comprimindo levemente o local da punção com algodão ou gaze até o sangramento cessar. Utilize um curativo, se desejar. Verificação imediata pós-coleta IMPORTANTE: Não libere o recém-nascido antes de ter certeza da coleta adequada. Amostras mal coletadas serão rejeitadas pelo laboratório, atrasando diagnósticos e prejudicando o bebê, podendo resultar em sequelas ou óbito. Após a coleta e verificação, as amostras devem secar à temperatura ambiente (15° a 20°C) por aproximadamente 3 horas. Use dispositivo apropriado ou superfície plana isolada, garantindo que a área com sangue não tenha contato com outras superfícies. A posição horizontal ajuda a distribuir o sangue uniformemente. Evite procedimentos que inutilizam a amostra, como exposição a altas temperaturas, ventilação forçada, contato com líquidos ou gases químicos, empilhamento de amostras e contato com superfícies que prejudiquem a uniformidade do sangue. Verificação imediata pós-coleta Após a secagem completa, as amostras de sangue, que tinham uma cor ver- melho-vivo, passam a ter uma cor marrom- avermelhado. Amostras com excesso de sangue ficam escuras, endurecidas e retorcidas devido à coagulação. Verificação posterior da amostra As amostras devem estar completamente secas antes de serem coletadas. Após a secagem completa, armazene as amostras em local escuro, protegido do vento, umidade, calor excessivo e luz. Use caixas de isopor para melhor preservação, se necessário. Não retenha as amostras na unidade de coleta por mais de dois dias. Em situações especiais, como finais de semana ou locais distantes, considere o uso de refrigeradores para preservação. Armazenamento de amostras depois de secas Evite amostras molhadas, contaminação por contato com outras substâncias e manchas de bolor devido ao excesso de umidade em recipientes fechados. Consulte o Laboratório Especializado vinculado ao seu ponto de coleta para orientações sobre armazenamento e envio adequados, considerando as condições climáticas de sua localidade. Armazenamento de amostras depois de secas Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática. Triagem neonatal biológica: manual técnico / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção a Saúde, Departamento de Atenção Especializada e Temática. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. p. 9-31. Tratado de Enfermagem para Concursos e Residências: volume l/ Rômulo Passos, Dimas Silva, SthephanieFreitas, Caíque Jordan, Cláudia Pimenta (Coords.). - João Pessoa, PB: Brasileiro & Passos; Rômulo Passos, 2021. p. 22. N ov. 2023 La g a rto-SE