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e) entusiasmo com a extinção das péssimas condições de trabalho. 136 - (ENEM) TEXTO I Em todo o país a lei de 13 de maio de 1888 libertou poucos negros em relação à população de cor. A maioria já havia conquistado a alforria antes de 1888, por meio de estratégias possíveis. No entanto, a importância histórica da lei de 1888 não pode ser mensurada apenas em termos numéricos. O impacto que a extinção da escravidão causou numa sociedade constituída a partir da legitimidade da propriedade sobre a pessoa não cabe em cifras. ALBUQUERQUE, W. O jogo da dissimulação: Abolição e cidadania negra no Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 2009 (adaptado). TEXTO II Nos anos imediatamente anteriores à Abolição, a população livre do Rio de Janeiro se tornou mais numerosa e diversificada. Os escravos, bem menos numerosos que antes, e com os africanos mais aculturados, certamente não se distinguiam muito facilmente dos libertos e dos pretos e pardos livres habitantes da cidade. Também já não é razoável presumir que uma pessoa de cor seja provavelmente cativa, pois os negros libertos e livres poderiam ser encontrados em toda parte. CHALHOUB, S. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte. São Paulo: Cia. das Letras, 1990 (adaptado). Sobre o fim da escravidão no Brasil, o elemento destacado no Texto I que complementa os argumentos apresentados no Texto II é o(a) a) variedade das estratégias de resistência dos cativos. b) controle jurídico exercido pelos proprietários. c) inovação social representada pela lei. d) ineficácia prática da liberdade. e) significado político da Abolição. 137 - (Fac. Cultura Inglesa SP) Examine o gráfico. Importação de escravos para o Brasil, 1842-1851 (Maurício Goulart. A escravidão africana no Brasil: das origens à extinção do tráfico, 1949.) Após a promulgação da lei Bill Aberdeen (1845) e antes da promulgação da lei Eusébio de Queirós (1850), a) o governo imperial brasileiro cooperou com a Inglaterra, para extinguir rapidamente o tráfico de africanos escravizados. b) os fazendeiros brasileiros continuaram a importar escravos, apesar das punições severas e constantes que sofriam do governo brasileiro. c) a redução na importação de escravos deveu-se à adoção do trabalho assalariado e à entrada maciça de imigrantes europeus no Brasil. d) o governo inglês auxiliou o governo brasileiro, facilitando o transporte e a comercialização de africanos escravizados. e) o aumento na importação de escravos derivou do temor dos fazendeiros brasileiros frente à iminente proibição do tráfico. 138 - (UFGD MS) = Litografia Fabricantes de Balaio, de Victor Frond, 1859. Essa litografia faz referência às condições sociais e econômicas que predominaram no Brasil do século XIX. No período regencial (1831 – 1840), a ausência de poder do Imperador, o aumento de impostos e a desigualdade social marcada pela escravidão: a) foram fatores que fortaleceram a centralização política defendida pelos luzias, integrantes do Partido Liberal. b) contribuíram na manutenção da política de industrialização defendida pelo Partido Conservador, impulsionada pela expansão cafeeira na região sudeste. c) influenciaram no planejamento do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) cujo objetivo era construir a imagem da nação brasileira a partir do passado e do conhecimento do território nacional. d) motivaram revoltas separatistas, como a Sabinada e a Farroupilha, e as de cunho social e religioso, como a Cabanagem, a Balaiada e a dos Malês. e) causaram revoltas republicanas separatistas, como a Balaiada e a Cabanagem, que defendiam interesses econômicos da elite agrária. 139 - (UFPA) Em 1888, Juvenal Tavares, militante no abolicionismo paraense, publicou uma série de poemas em comemoração à abolição da escravidão no Brasil. Os versos a seguir são de um desses poemas. “A ti, ó vil senhor, hoje o que resta? O que te resta, ó pífia criatura, Que passavas a vida, rindo, em festa? Toma da enxada e cava a terra dura; Come o pão com o suor da tua testa; Infeliz, acabou-se a escravatura!” (Juvenal Tavares, A um escravocrata. In: Versos antigos e modernos. Pará: Typ. de A. F. da Costa, 1889, p. 27). Com base na leitura dos versos transcritos e no conhecimento sobre o abolicionismo, é correto afirmar que a) os poetas e os intelectuais formaram a classe dirigente do processo abolicionista no Brasil e no Pará. b) a poesia abolicionista foi um canal de expressão de grupos letrados contra a continuidade da escravidão no país. c) os artistas se utilizaram do tema da abolição da escravidão para conquistar a mídia da época e alcançar o sucesso. d) o abolicionismo foi um movimento de caráter econômico, pois queria apenas tirar o país do atraso diante das outras nações. e) os intelectuais defendiam que os senhores ocupassem o lugar dos escravos no trabalho da terra e que os escravos passassem a viver na casa-grande. 140 - (UNITAU SP) Pela primeira vez o Estado se intrometia em profundidade nas relações escravistas, e os escravos souberam aproveitar a nova situação, acionando-o com bastante frequência em seu favor. São inúmeros os estudos que os mostram levando seus senhores ao tribunal para garantir esses direitos através do instrumento legal da ação de liberdade. A lei, na feliz expressão do historiador Sidney Chalhoub, “politizou o cotidiano” das relações entre senhores e escravos. Animados com a nova situação, muitos escravos de origem africana, importados após 1831, moveriam ações contra seus senhores.