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formas de representação do povo, como sejam a representação sindical, a representação profissional e a representação dos interesses; por outro, abriu-se um largo crédito à técnica das autarquias administrativas, às instituições para-estatais e às organizações corporativas, através das quais o povo-massa e o povo-burguesia, o povo que trabalha e o povo que faz trabalhar podem partilhar, diretamente – sem necessidade de delegações ou mandatos - do governo e da administração dos negócios públicos (. ). Esta intervenção das classes produtoras é um fenômeno característico da Revolução de 30, o seu aspecto mais original”. (OLIVEIRA VIANNA, Francisco José de. “A Política Social da Revolução de 30”. In: . Direito do Trabalho e Democracia Social. Rio de Janeiro: José Olympio, 1948, pp. 92 – 93. Grifos no original). O fragmento acima, escrito por um dos mais expressivos ideólogos do Estado Novo, é bastante ilustrativo do discurso autoritário veiculado pelo regime ditatorial implantado em 1937, que teve como uma de suas características marcantes a) a Revolução de 1930. b) a intensa participação popular, autônoma e plurissindical. c) a criação exclusiva de sindicatos patronais. d) a inserção de todo o povo brasileiro dentro do Estado. e) a suspensão das mediações político-partidárias. 84 - (UNIFESP SP) O Secretariado do CSN (Conselho de Segurança Nacional), em 11.05.1939, admite a indústria estatal como solução para o problema em decorrência da imperiosa força maior e em caráter transitório. Com base no texto, pode-se afirmar que a) o regime do Estado Novo decidiu-se pela construção da siderúrgica de Volta Redonda, por causa da pressão do Exército brasileiro, então sob controle de generais progressistas. b) Getúlio Vargas aproveitou-se das circunstâncias favoráveis da época, como a iminência da guerra entre as potências capitalistas, para implantar no país a indústria de base. c) o Exército acabou por concordar com a criação de uma indústria estatal de base, em troca de sua permanência no poder e da garantia dada por Getúlio Vargas de que o Brasil não entraria em guerra. d) o país estava seguindo uma tendência dominante naquele momento, estimulada pelos Estados Unidos, visando criar infra-estrutura econômica para absorver seus produtos. e) o projeto visando criar a primeira companhia estatal brasileira, no ramo da siderurgia, resultava tanto da abundância do minério de ferro no país quanto da pressão da opinião pública nesse sentido. 85 - (UEPB) Sobre o período de nossa história conhecido como Estado Novo (1937/1945), analise as proposições abaixo: I. Surpreendentemente, Vargas adotou uma política econômica baseada na industrialização por substituição de importações e, mesmo sendo ferrenho anti-comunista, adotou o modelo da União Soviética de planificação total da economia. II. Dois poderosos instrumentos foram utilizados para consolidar a ditadura varguista: O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) e o Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP). O primeiro cuidava da imagem do governo e censurava os órgãos de comunicação, e o segundo controlava a atuação dos órgãos públicos. III. Um dos principais instrumentos usados pelo Estado Novo para fortalecer-se foi a aproximação de Getúlio Vargas dos trabalhadores urbanos, através do atendimento às reivindicações em torno de uma legislação trabalhista que contemplasse direitos mais amplos. IV. A mais séria e ousada tentativa de pôr fim ao Estado Novo varguista partiu, paradoxalmente, de membros da Ação Integralista (fascista) Brasileira que tentaram, em 1938, assaltar o Palácio do Governo. Estão corretas as proposições: a) I, II e III b) II, III e IV c) I e III, apenas d) II e IV, apenas e) I e IV 86 - (UFAC) Getúlio Vargas criou pelo decreto 5.452 as leis trabalhistas, em 1943, reunindo e sistematizando as leis afins existentes no Brasil, articuladas através da CLT: Consolidação das leis do Trabalho. As leis trabalhistas criadas por Vargas, no período, representaram: a) Conquista evidente do movimento operário sindical e partidariamente organizado desde 1917, defensor de projetos socialistas e responsável pela ascensão de Vargas ao poder. b) Participação do Estado como árbitro na mediação das relações entre patrões e trabalhadores de 1930 em diante, permitindo a Vargas propor a racionalização e a despolitização das reivindicações trabalhistas. c) Inspiração notadamente fascista, que orientou o Estado Novo desde sua implantação em 1937, desviando Vargas das intenções nacionalistas presentes no início de seu governo. d) Atuação controladora do Estado brasileiro sobre os sindicatos e associações de trabalhadores, permitindo a Vargas criar, a partir de 1934, o primeiro partido político de massas da história do Brasil. e) Pressão norte-americana, que se tornou mais clara após 1945, para que Vargas controlasse os grupos anárquicos e socialistas presentes nos movimentos operário e camponês. 87 - (UFRN) Em novembro de 1935, em Natal, Recife e Rio de Janeiro, eclodiu o levante conhecido como Intentona Comunista. O governo de Getúlio Vargas utilizou-se de tal evento para a) instituir a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), esvaziando a pauta de reivindicações da luta sindical. b) decretar o estado de sítio e reprimir violentamente os movimentos de esquerda, acelerando o processo que culminaria no Estado Novo. c) proibir qualquer tipo de organização operária, transformando o Ministério do Trabalho em substituto dos sindicatos. d) legalizar os partidos de esquerda e permitir sua participação em eleições, inibindo as ações armadas comunistas. 88 - (UNIFOR CE) Considere o cartaz. (In: Cláudio Vicentino e Gianpaolo Dorigo. História para o ensino médio. São Paulo: Scipione, 2002. p. 543) A política externa do governo Getúlio Vargas sofreu alterações de acordo com suas conveniências políticas. No entanto, num determinado momento, o Departamento de Imprensa e Propaganda divulgou esse cartaz mostrando que Vargas resolveu declarar guerra contra a) os socialistas na Primeira Guerra Mundial. b) os comunistas na Segunda Guerra mundial. c) as forças aliadas na Segunda Guerra Mundial. d) os países imperialistas na Primeira Guerra Mundial.