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DEFINIÇÃO
Estruturação e constituição do couro cabeludo e do pelo. Abordagem sobre anatomia, embriologia e histologia, bem
como as propriedades físicas e químicas e o pH do cabelo.
PROPÓSITO
Compreender os conceitos e as estruturas referentes ao couro cabeludo e ao pelo, além de sua aplicabilidade nas
áreas de estética e beleza.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Identificar as fases de desenvolvimento do couro cabeludo segundo a descrição da anatomia do pelo
MÓDULO 2
Enumerar as propriedades físico-químicas do cabelo com base na definição de embriologia e histologia do pelo
INTRODUÇÃO
Desde os tempos mais remotos, os seres humanos buscam
compreender a natureza das coisas por meio de perguntas
pertinentes. Ao longo de muitos anos de estudos, várias
dúvidas foram desvendadas graças ao aprimoramento da
ciência.
Atualmente, diversas disfunções capilares já se encontram
devidamente catalogadas. Por isso, os profissionais da
área precisam conhecer a anatomia, a embriologia e a
histologia do pelo, já que esse conteúdo os torna aptos
para o desenvolvimento de um programa de tratamento
dentro dos limites da profissão do esteticista.
Assim, para o florescimento de certas habilidades, é
necessário entender como e por que determinado
fenômeno se desenvolve. Dominar as bases do assunto
abordado, portanto, se mostra algo fundamental.
Em tópicos inerentes às estruturas do cabelo, a
compreensão sobre sua formação e suas características
físicas e químicas é importante para a garantia de um olhar
mais clínico e assertivo. Além do conhecimento científico
obtido, isso possibilita a aplicação de uma terapêutica
adequada.
Fonte: Likoper / Shutterstock.
 Fonte: Likoper / Shutterstock.
 Identificar as fases de desenvolvimento do couro cabeludo segundo a descrição da anatomia do pelo
CONCEITOS BÁSICOS DE
ANATOMIA
ANTES DE FALARMOS
SOBRE TAIS CONCEITOS,
PRECISAREMOS RESPONDER
À SEGUINTE PERGUNTA: O
QUE SIGNIFICA ANATOMIA?
ANATOMIA:
Trata-se de uma ciência que estuda a organização
estrutural dos seres vivos.
Fonte: Ideyweb / Shutterstock.
 Fonte: Ideyweb / Shutterstock.
A tricologia, por sua vez, constitui a seção da medicina especializada em tratamentos capilares. Ela estuda pelos ou
cabelos e afecções ou doenças do couro cabeludo. Seu tratamento exige uma base de conhecimentos de:
Fonte: Shutterstock
ANATOMIA
Fonte: Shutterstock
HISTOLOGIA
Fonte: Shutterstock
EMBRIOLOGIA
Fonte: Shutterstock
PROPRIEDADES FÍSICAS E QUÍMICAS DA REGIÃO
O conhecimento das estruturas do couro cabeludo e dos pelos (ou cabelo), desse modo, é de suma importância para o
tricologista.
PARA PASTANA E SOUZA (2017), “OS PELOS FAZEM PARTE DO
TECIDO CORPORAL, SENDO FORMADOS POR PROTEÍNAS E
SUBDIVIDIDOS EM ESTRUTURAS MAIORES, COMO A CUTÍCULA,
CÓRTEX E MEDULA, ALÉM DA RELAÇÃO COM ÁCIDOS GRAXOS E
AMINOÁCIDOS”.
COURO CABELUDO
Antes de darmos continuidade ao tema proposto, contudo, devemos conceituar agora as áreas da ciência. Afinal, não
poderemos discorrer sobre os pelos e as suas características sem abordar as estruturas que lhes dão origem.
Por conta disso, a anatomia e a estrutura da pele – com ênfase no couro cabeludo – devem ser estudadas.
1. ANATOMIA
Fonte: Shutterstock
PELE
A pele não é apenas um tecido, e sim o maior órgão do corpo humano. Por se tratar de um órgão (ou seja, um sistema
tegumentar), ela possui características e peculiaridades próprias.
COURO CABELUDO
Tem as mesmas características da pele, embora conte com fios de cabelo mais desenvolvidos que os pelos de outras
partes do corpo. O couro cabeludo se estende da linha nucal posterior (região posterior da cabeça e da nuca) até as
margens supraorbitárias (supercílios).
2. ESTRUTURA E MORFOLOGIA
O couro cabeludo pode ser dividido em cinco camadas. Três delas são consideradas principais; as restantes,
complementares.
Inicialmente, falaremos sobre as principais. Em seguida, conheceremos as duas complementares.
COURO CABELUDO PRÓPRIO
Trata-se da pele (epiderme e derme):
Epiderme: Camada mais superficial da pele, ela é rica em queratina, um tecido epitelial estratificado pavimentoso
queratinizado;
Derme: Camada subjacente à epiderme, vê-se composta por um tecido conjuntivo com glândulas sudoríparas e
sebáceas, além de vasos sanguíneos, terminações nervosas e músculo eretor.
TECIDO CONJUNTIVO DENSO
Oferece sustentação e preenche espaços entre os tecidos aderidos. Sua diferença está no fato de o tecido denso ser
rico em fibras colágenas, o que lhe proporciona uma grande resistência.
CAMADA OU GÁLEA APONEURÓTICA
Reveste a parte superior do crânio. Sua função é tracionar o couro cabeludo, elevando as sobrancelhas e enrugando a
fronte (testa) como ocorre na expressão de surpresa.
TECIDO CONJUNTIVO FROUXO
Serve para preencher espaços, além de nutrir e envolver vasos sanguíneos e nervos.
PERIÓSTEO OU PERICRÂNIO
Podendo ser classificado como um tecido conectivo, ele realiza o revestimento de ossos e tem a importante função de
formar elementos ósseos, nutrindo e protegendo o osso.
 ATENÇÃO
Por se tratar de uma região delicada – afinal, ela é facilmente rompida em feridas profundas – e fazer uma
comunicação com veias emissárias, este tecido está sujeito tanto ao desenvolvimento de uma infecção quanto à sua
propagação através das veias emissárias, podendo levá-la, dessa forma, até a região intracraniana.
Representação de um corte anatômico do tecido
epitelial e seus anexos:
Corte representativo do couro cabeludo e dos tecidos
adjacentes:
Fonte: Shutterstock
 Fonte: Excellent Dream / Shutterstock.
Fonte: Shutterstock
 Fonte: Designua / Shutterstock.
PELO
Ausentes somente nas palmas das mãos e nas plantas dos
pés, os pelos contam basicamente com a mesma estrutura
da pele.
Um pelo é:
- FILIFORME;
- QUERATINIZADO;
- PRODUZIDO NO FOLÍCULO
PILOSO.
Delinearemos a seguir os tipos, a estrutura e as fases dele:
Fonte: Cinemanikor / Shutterstock.
 Fonte: Cinemanikor / Shutterstock.
1. TIPOS
Existem os seguintes tipos de pelo:
Fonte: Nelly B / Shutterstock.
LANUGO OU FETAL
Pouco desenvolvido, ele possui uma pilosidade fina e clara.
 Imagem/Fonte: Nelly B / Shutterstock.
Fonte: ludvik-m / Shutterstock.
VELLUS
O vellus é usualmente visto após o nascimento, embora
ainda exista na fase adulta. Trata-se dos pelos finos e
claros que aparecem no couro cabeludo, fenômeno comum
principalmente em mulheres.
 Imagem/Fonte: ludvik-m / Shutterstock.
Fonte: G-Stock Studio / Shutterstock
TERMINAL
Observado em abundância na fase adulta. Espessos e
pigmentados, seus pelos constituem as seguintes áreas do
corpo: cabelos, barba, pelos pubianos e axilas.
 Imagem/Fonte: G-Stock Studio / Shutterstock.
2. ESTRUTURA
Os pelos possuem duas partes:
HASTE
Parte livre.
RAIZ
Parte presente na região intradérmica.
Falaremos sobre a raiz mais à frente. A haste, por sua vez, pode se subdividir em quatro partes:
CÓRTEX
Localizado entre a medula e a cutícula, ele é responsável pela elasticidade, resistência e fixação dos pigmentos dos
cabelos.
MEDULA
Parte mais central do fio de cabelo. Além de ser a matriz dele, serve como caminho dos pigmentos e dos lipídios
secretados pelas glândulas sebáceas.
CIMENTO INTERCELULAR
Seu papel é manter a boa saúde capilar e garantir a proteção das cutículas e do córtex.
CUTÍCULA
Parte mais externa do fio, a cutícula é composta por células sobrepostas como as telhas de uma casa. Elas formam
uma barreira protetora de agentes químicos, sendo as responsáveis pelo brilho, pela proteção e pela porosidade do fio.
Representação dos cortes anatômicos do fio de cabelo:
Fonte: Ellen Bronstayn / Shutterstock.
 Fonte: Ellen Bronstayn / Shutterstock.
3. FASES
Conhecê-las é uma tarefa importante para que nós consigamos identificar e compreender com maior precisão as
características e as possíveis afecções que envolvem o cabelo.
As fases do ciclo capilar se dividem em três:
1
ANÁGENA
Esta primeira fase compreende o período do crescimento capilar. Em condiçõesnormais, tal processo pode durar de
um a sete anos.
CATÁGENA
O cabelo finaliza seu crescimento, enquanto a raiz dele se desprende da papila. Esta fase dura entre duas e três
semanas.
2
3
TELÓGENA
Esta é a chamada fase do repouso. A papila fica inativa neste período e a raiz do cabelo se retrai (como demonstra a
figura o lado), deixando espaço para o crescimento do novo cabelo dentro do folículo.
Fonte: Shutterstock
Este período dura de três a quatro meses. Após o término desta fase, a papila dará início a outro ciclo e um novo
cabelo vai se desenvolver, empurrando o velho fio para fora do folículo.
 RECOMENDAÇÃO
Em tempos de pandemia como a do Covid-19, a lavagem dos cabelos acaba sendo uma forma de prevenção. No
entanto, é bom ter cuidado: o estresse, a escovação e a secagem podem levar a um processo mais acelerado da
queda capilar.
ANEXOS DA PELE
Na raiz, encontram-se:
FOLÍCULO PILOSO
Onde ocorre a origem do pelo.
OUTRAS ESTRUTURAS ANEXAS
Suas funções importantes dão suporte ao pelo.
Essas funções serão listadas a seguir:
Fonte: Designua / Shutterstock.
 Fonte: Designua / Shutterstock.
 VOCÊ SABIA?
Muitas afecções da pele e do couro cabeludo possuem uma íntima relação com distúrbios provocados nas glândulas
sebáceas, como a proliferação de bactérias e fungos.
 DICA
Além de regular a temperatura corporal, o suor auxilia na excreção das substâncias tóxicas que circulam no organismo.
ESPECIALISTA FALA SOBRE O COURO CABELUDO
Neste vídeo, entrevistaremos um especialista na área de tricologia.
VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. EM RELAÇÃO ÀS ESTRUTURAS DO COURO CABELUDO, ASSINALE A ALTERNATIVA
CORRETA.
A) O couro cabeludo é um tecido espesso. Por isso, em lesões profundas que acometam as veias emissárias, existe
pouco risco de uma infecção intracraniana.
B) O couro cabeludo é subdividido em três camadas: couro cabeludo próprio, tecido conjuntivo e periósteo.
C) As glândulas sebáceas encontram-se na derme do couro cabeludo, mas não estão ligadas ao fio de cabelo.
D) A glândula sudorípara secreta suor para o meio externo através de seu ducto.
2. EM RELAÇÃO À ESTRUTURA DOS PELOS, INDIQUE A ALTERNATIVA CORRETA.
A) Filiformes, os pelos nascem no folículo piloso e não são queratinizados.
B) Os pelos estão presentes em todas as partes do corpo.
C) A fase telógena compreende um estágio de repouso e tem duração de três a quatro meses.
D) O lanugo é o pelo que encontramos na fase adulta.
GABARITO
1. Em relação às estruturas do couro cabeludo, assinale a alternativa correta.
A alternativa "D " está correta.
As glândulas sudoríparas possuem um papel fundamental na regulação térmica e na eliminação de toxinas produzidas
pelo organismo.
2. Em relação à estrutura dos pelos, indique a alternativa correta.
A alternativa "C " está correta.
A papila fica inativa neste período e a raiz do cabelo se retrai, deixando espaço para o crescimento do novo cabelo
dentro do folículo.
 Enumerar as propriedades físico-químicas do cabelo com base na definição de embriologia e histologia do
pelo
HISTOLOGIA E
EMBRIOLOGIA
A histologia é o ramo da Medicina que estuda as
estruturas e as funções das células, dos tecidos e dos
órgãos. Já a embriologia analisa o desenvolvimento
embrionário dos seres vivos, ou seja, a formação, a partir
de uma célula, de um embrião.
Verificaremos a seguir a aplicação de ambas para uma
análise pormenorizada das propriedades e características
presentes na pele.
Fonte: Silbervogel / Shutterstock.
 Fases embriológicas do desenvolvimento de seres
vivos e suas semelhanças. Fonte: Silbervogel /
Shutterstock.
PELE
Demonstraremos agora sua composição, histologia e embriologia:
1. COMPOSIÇÃO
Segundo Santos (2016), a pele é composta por
EPIDERME
Constituída de tecido epitelial estratificado pavimentoso queratinizado, a epiderme é subdividida em quatro camadas ou
estratos:
Fonte: Jose Luis Calvo / Shutterstock.
 Corte histológico em microscopia representando as camadas da epiderme. Fonte: Jose Luis Calvo / Shutterstock.
Basal: Contém as células-tronco da epiderme, cuja atividade mitótica é intensa. São produzidas nesta região os
queratinócitos, que são células da pele. Também estão localizados nela as células de Merkel e os melanócitos
responsáveis por produzir a melanina (que dá cor aos cabelos);
Espinhoso: Seu nome se deve aos pontos de contato entre as células. Conhecidos como pontes intercelulares, esses
pontos têm a aparência de espinhos. Este estrato ainda contém as células de Langerhans, que são as apresentadoras
de antígenos. Com isso, ele pode ser um coadjuvante nos processos de dermatite alérgica por contato;
Granuloso: Os queratinócitos modificam a expressão gênica e passam a sintetizar as proteínas envolvidas na
queratinização, ou seja, eles preparam a queratina que vai recobrir toda a parte mais externa da pele (a que vemos
superficialmente). Por causa da pressão associada a esta região apical, as células se tornam pavimentosas (forma
cúbica); além disso, elas apresentam grânulos basófilos (cor roxa) observáveis pelo microscópio, diversificando-as das
demais regiões;
Córneo: Trata-se da camada mais externa da epiderme. Nesta região, as células morrem; com a perda de seu núcleo
e de suas organelas, sobra somente a queratina. Ela é responsável pela impermeabilidade da pele, protegendo-nos do
meio externo.
DERME
Formada por tecido conjuntivo, sua camada pode ser subdividida em derme:
Fonte: Shutterstock
 Corte histológico mostrando região da epiderme e da derme (coloração mais clara). Fonte: Jose Luis Calvo /
Shutterstock.
Papilar: Formada por tecido conjuntivo frouxo;
Reticular: Ocupa a maior parte da derme, sendo constituída por um tecido conjuntivo denso não modelado.
A derme ainda contém os anexos cutâneos. Eles são constituídos por:
Vasos sanguíneos;
Vasos linfáticos;
Nervos;
Terminações de neurônios sensoriais.
De acordo com Parussolo (2016), as terminações nervosas livres que envolvem os folículos pilosos funcionam como
mecanorreceptores (sensoriais).
TECIDO CONJUNTIVO/HIPODERME
Fonte: Kateryna Kon / Shutterstock.
 Corte histológico de região hipodérmica com a presença de tecido adiposo. Fonte: Kateryna Kon / Shutterstock.
O tecido conjuntivo e a hipoderme (camada subjacente à derme) são tecidos intimamente ligados, dando sustentação à
pele e a conectando aos órgãos. Sua classificação ocorre de acordo com a composição das suas células.
O tecido conjuntivo adiposo é composto por células ricas em ácidos graxos (gorduras). A hipoderme apresenta esse
tecido, cuja função não se limita à de um reservatório energético: ele também é responsável por fazer o isolamento
térmico, a modelagem da superfície corporal, a absorção de choques e o preenchimento para a fixação de órgãos.
2. HISTOLOGIA
 VOCÊ SABIA?
Você sabe como os pelos se desenvolvem? Eles se originam de invaginações na epiderme, ou seja, folículos pilosos
constituídos de bainhas radiculares (interna e externa) derivadas da epiderme.
A bainha dérmica, por sua vez, constitui uma camada de
tecido conjuntivo que fica ao redor das bainhas radiculares.
O músculo eretor do pelo fica preso tanto a ela quanto à
derme papilar.
No folículo, existe o bulbo piloso.
No centro dele, é possível observar a papila dérmica de
tecido conjuntivo frouxo.
As células que a recobrem formam a raiz do pelo, local de
onde emerge o eixo dele.
Em um corte histológico do pelo, verifica-se a presença de
células queratinizadas: a cutícula, o córtex e a medula.
Fonte: Khlungcenter / Shutterstock.
 Fonte: Khlungcenter / Shutterstock.
 ATENÇÃO
Pelos mais finos não possuem a medula.
O melanócito (célula responsável pela produção da
melanina) está presente no epitélio da raiz do pelo e na
papila dérmica.
Ao redor dos folículos pilosos, encontram-se as glândulas
sebáceas e sudoríparas, além do músculo eretor.
Fonte: Jose Luis Calvo / Shutterstock.
 Corte histológico de tecido epitelial com a presença e
estruturas de suportedo pelo. Fonte: Jose Luis Calvo /
Shutterstock.
3. EMBRIOLOGIA
Quando o embrião começa a se desenvolver, ele pode ser dividido em três camadas:
Fonte: Adaptado de Mundo ecologia.
 Ectoderma, mesoderma e endoderma. Fonte: Adaptado de Mundo ecologia.
ECTODERMA
Camada mais externa.
MESODERMA
Camada intermediária.
ENDODERMA
Camada mais interna.
A epiderme e seus anexos (unhas, cabelos, pelos e glândulas sudoríparas, sebáceas e mamárias) provêm do
ectoderma, ou seja, de um desenvolvimento embrionário. A derme se diferencia do mesoderma subjacente ao
ectoderma.
O mesoderma somático dá origem à derme que recobre os membros e o abdômen, enquanto a que descende da crista
neural tem origem ectodérmica, recobrindo a face e partes do pescoço. No segundo mês embrionário, a epiderme se
constitui da camada:
BASAL
Nesta região, existe uma alta atividade mitótica.
Fonte: Shutterstock
SUPERFICIAL DE CÉLULAS PAVIMENTOSAS
Denominada periderme, ela ainda permite, nesse período, a passagem de água e de eletrólitos.
NO SEXTO MÊS, APÓS A MORTE E A DESCAMAÇÃO DAS CÉLULAS
DA EPIDERME E A DIFERENCIAÇÃO DAS DEMAIS CAMADAS, A
EPIDERME, CONFORME JÁ DESTACAMOS, APRESENTA OS
SEGUINTES ESTRATOS: BASAL, ESPINHOSO, GRANULOSO E
CÓRNEO. GRAÇAS À PRESENÇA DE QUERATINA, ESSAS CÉLULAS
SÃO CHAMADAS QUERATINÓCITOS.
A queratinização faz com que a pele se torne uma barreira impermeável e protetora. Isso é importante nesse momento
da gestação, pois a urina começa a se acumular no líquido amniótico, tornando-se necessária uma impermeabilização.
No fim do primeiro trimestre, são encontradas na epiderme:
Fonte: Wikipedia.
CÉLULAS DE LANGERHANS
Apresentam antígenos (proteção).
 Imagem: Célula de Langerhans. Fonte: Wikipedia.
Fonte: Wikipedia.
CÉLULAS DE MERKEL
São mecanorreceptores.
 Imagem: Células de Merkel. Fonte: Wikipedia.
Fonte: CHEN I CHUN / Shutterstock.
MELANÓCITOS
Convertem um aminoácido denominado tirosina em melanina, um pigmento que é depositado nos queratinócitos.
 Imagem: Melanócitos. Fonte: CHEN I CHUN / Shutterstock.
QUERATINÓCITOS
Sua função é proteger o material genético da radiação ultravioleta (UVA, UVB).
 SAIBA MAIS
Os raios ultravioleta do tipo A e B (UVA e UVB) e infravermelho são emitidos pelo sol. Eles têm um papel importante
para a vida, já que participam, por exemplo, da produção da vitamina D, sendo fundamentais na manutenção do nosso
sistema imunológico e na calcificação dos ossos. No entanto, seu excesso também pode provocar danos, como câncer
de pele e manchas (melasma), dois fenômenos mais ligados aos raios UVA.
A principal diferença entre ambos é que os raios UVA possuem a capacidade de atingir a derme (camada mais
profunda da pele) e passam com maior facilidade através das nuvens. Os UVB, por sua vez, normalmente são
bloqueados na presença delas, mas podem provocar queimaduras mais superficiais na pele, deixando-a vermelha.
A morfologia e a distribuição dos pelos estão intimamente ligadas à derme (subjacente à epiderme). É no quarto
mês que o feto exibe cabelos, cílios, sobrancelhas e finos pelos (lanugo). Sua função é proteger a pele do líquido
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amniótico. Eles caem pouco antes do nascimento, sendo substituídos por pelos conhecidos como vellus.
CABELO
Discorreremos sobre as propriedades químicas e a estrutura do cabelo, apontando os efeitos da água e do pH nele.
Além disso, listaremos as cores e os tipos encontrados.
1. PROPRIEDADES QUÍMICAS
Como citamos anteriormente, o cabelo é formado por queratina. Nesta proteína, três tipos de ligações demonstram
uma capacidade de manter as fibras conectadas, garantindo, assim, a integridade e a forma de seus fios:
LIGAÇÕES FRACAS
Formadas por pontes de hidrogênio, estas ligações ocorrem, por exemplo, quando molhamos o cabelo, fazendo com
que ele fique mais maleável para modificações.
LIGAÇÕES DE FORÇA MÉDIA
Mais fortes que as ligações fracas, elas podem ser quebradas quando usamos produtos alcalinos ou ácidos (efeito
conhecido como ligação iônica).
LIGAÇÕES FORTES
Quimicamente falando, estas ligações ocorrem nas fibras paralelas de proteínas formadas entre os aminoácidos
conhecidos como cistina.
 RECOMENDAÇÃO DE PROTOCOLOS E PRÁTICAS
Ao quebrarmos duas ligações (média e forte) ao mesmo tempo, provocamos uma dissolução do fio de cabelo; por isso,
deve-se ter cuidado ao manusear produtos que tenham essas finalidades.
2. ESTRUTURA QUÍMICA DOS FIOS
Costa e Elgersma (2017) podem nos ajudar a entender algumas características presentes em sua estrutura:
A COMPOSIÇÃO MOLECULAR DO CABELO CONSISTE EM 45% DE
CARBONO, 28% DE OXIGÊNIO, 15% DE NITROGÊNIO, 7% DE
HIDROGÊNIO E 5% DE ENXOFRE. OS MINERAIS ESSENCIAIS SÃO
FERRO, COBRE, ZINCO, IODO, ALUMÍNIO, COBALTO E MAIS DE 20
TIPOS DE AMINOÁCIDOS, SENDO UM DOS PRINCIPAIS A CISTINA,
ALÉM DE PROTEÍNAS, SENDO 90% DELAS A QUERATINA.
APRESENTAM TAMBÉM LIPÍDIOS, GORDURAS, PENTOSES,
GLICOGÊNIO, ÁCIDO GLUTÂMICO E APROXIMADAMENTE 12% DE
ÁGUA, QUE CONTROLA UMIDADE E TEMPERATURA.
(COSTA; ELGERSMA; 2017)
 VOCÊ SABIA?
A deficiência alimentar gera efeitos até nos cabelos de suas vítimas, porque, em situações assim, o organismo prioriza
órgãos vitais, fazendo com que os fios fiquem sem o suporte nutricional devido. Há outros fatores que contribuem para
a queda capilar, como problemas hormonais e genéticos, além do estresse e até algumas patologias.
 
 Fonte: Yuliya Alekseeva / Shutterstock.
EFEITOS DA ÁGUA, COR E TIPOS DE CABELOS
Para saber mais sobre Efeitos, Cor e Tipos, clique aqui.
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VERIFICANDO O APRENDIZADO
1. DE ACORDO COM SEU CONHECIMENTO SOBRE HISTOLOGIA, ASSINALE A
ALTERNATIVA CORRETA.
A) A pele é composta por tecido epitelial estratificado pavimentoso não queratinizado.
B) O tecido conjuntivo é classificado somente como tecido conjuntivo adiposo.
C) A camada da derme pode ser subdividida em derme papilar e reticular.
D) O tecido conjuntivo denso não confere elasticidade à pele.
2. SEGUNDO NOSSO ESTUDO SOBRE AS PROPRIEDADES FÍSICAS E QUÍMICAS E O PH DO
CABELO, ASSINALE A RESPOSTA CORRETA.
A) Dentro da homeostase, o cabelo tem uma taxa de humidade de 40%.
B) Os cabelos secos sofrem a ação da alta atividade das glândulas sebáceas.
C) A cor dos cabelos se deve à presença de partículas de pigmentos produzidas pelos melanócitos na medula do pelo.
D) O pH do cabelo é ácido.
GABARITO
1. De acordo com seu conhecimento sobre histologia, assinale a alternativa correta.
A alternativa "C " está correta.
A derme papilar é constituída por tecido conjuntivo frouxo; a reticular, por tecido conjuntivo denso não modelado.
2. Segundo nosso estudo sobre as propriedades físicas e químicas e o pH do cabelo, assinale a resposta
correta.
A alternativa "D " está correta.
O cabelo tem um índice de pH 4, ou seja, ele é ácido. Variações do pH podem alterar a estrutura dos fios.
CONCLUSÃO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A anatomia apresenta uma visão macroscópica do corpo humano como se pudéssemos observar o globo terrestre de
uma estação espacial. Dessa forma, conseguiríamos ter uma noção do todo ao olharmos as divisões dos continentes e
a localização deles. De maneira similar, pudemos aplicar a mesma lógica na observação e na identificação de
músculos, ossos e órgãos do corpo humano.
Demonstramos que a histologia e a embriologia possibilitam a observação de estruturas das bases anatômicas. Desse
modo, vimos mais de perto, ou seja, de forma microscópica, como elas se comportam e se desenvolvem em todas as
suas nuances. Em seguida, nos aprofundamos nessa análise, observando as suas partes químicas e físicas. Nesse
contexto, verificamos as estruturas atômicas que compõem e dão vida a todas as outras conhecidas.
Reunir todos esses conhecimentos nos deu a chance de adquirir uma capacidade maior de compreensão sobre como
o nosso organismo funciona em toda sua perfeição e magnitude.
AVALIAÇÃO DO TEMA:
REFERÊNCIAS
COSTA, L.; ELGERSMA, R. F. Cabelo tem fome? De quê?. In: Corpore. Consultado em meio eletrônicoem: 8 jun.
2020.
GABARRA, M. A. L. et al. Caracterização do cabelo envelhecido e sua influência na qualidade de vida. In:
Biomedical and biopharmaceutical research. Ribeirão Preto/SP. 2015. p. 79-89.
GOMES, A. L. O uso da tecnologia cosmética no trabalho do profissional cabelereiro. São Paulo: Senac, 2019.
HALLAL, J. Tricologia e a química cosmética capilar. São Paulo: Cengage Learning, 2011.
JAMES, W.; BERGER, T.; ELSTON, D. Andrews' diseases of the skin: clinical dermatology. 10. ed. Saunders. p. 7.
MONTANARI, T. Embriologia: texto, atlas e roteiros de aula prática. Porto Alegre: Edição do Autor, 2013.
PALERMO, E. et al. Tratado de cirurgia dermatológica, cosmiatria e laser: da sociedade brasileira de dermatologia.
Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
PARUSSOLO, L. Histofisiologia animal. Santa Catarina: IFSC, 2016.
PASTANA, C. da C.; SOUZA, F. G. L. Tricologia e terapia capilar: uma abordagem necessária enquanto formação
profissional. Serra/ES: Faculdade Fasserra, 2017.
SANTOS, L. Histologia-UFAN. Manaus: Universidade Federal do Amazonas, maio 2016.
SCHWARZKOPF PROFESSIONAL. Entendendo as três fases do ciclo do cabelo. In: Schwarzkopf professional.
Consultado em meio eletrônico em: 8 jun. 2020.
TELES, M. Caderno didático: tricologia e tratamentos capilares 2018. Goiânia: Rede Itego, fev. 2018.
EXPLORE+
Pesquise na internet para:
ABRAHAM, L. S. et al. Tratamentos estéticos e cuidados dos cabelos: uma visão médica (parte 1). In: Surgical
& cosmetic dermatology. v. 1. n. 3. 2009. p. 130-136.
CUNHA, M. G. da; CUNHA, A. L. G. da; MACHADO, C. A. Hipoderme e tecido adiposo subcutâneo: duas
estruturas diferentes. In: Surgical & cosmetic dermatology. v. 6. n. 4. 2014. p. 355-359.
CONTEUDISTA
Rodrigo Monteiro
 CURRÍCULO LATTES
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