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CASO PRÁTICO PEÇAS COMEÇANDO DO X. NPJ

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FUNDAÇÃO COMUNITÁRIA TRICORDIANA DE EDUCAÇÃO UNINCOR. Curso de Direito Núcleo de Prática Jurídica - NPJ
 FUNDAÇÃO COMUNITÁRIATRICORDIANA DE EDUCAÇÃO UNINCOR. Curso de Direito Núcleo de Prática Jurídica - NPJ 
 CASO PRÁTICO. X
 Aline é proprietária de uma pequena casa situada na cidade de São Paulo, residindo no imóvel há cerca de 5 anos, em terreno constituído pela acessão e por um pequeno pomar. Pouco antes de iniciar obras no imóvel, Aline precisou fazer uma viagem de emergência para o interior de Minas Gerais, a fim de auxiliar sua mãe que se encontrava gravemente doente, com previsão de retornar dois meses depois a São Paulo. Aline comentou a viagem com vários vizinhos, dentre os quais, João Paulo, Nice, Marcos e Alexandre, pedindo que “olhassem” o imóvel no período. Ao retornar da viagem, Aline encontrou o imóvel ocupado por João Paulo e Nice, que nele ingressaram para fixar moradia, acreditando que Aline não retornaria a São Paulo. No período, João Paulo e Nice danificaram o telhado da casa ao instalar uma antena “pirata” de televisão a cabo, o que, devido às fortes chuvas que caíram sobre a cidade, provocou graves infiltrações no imóvel, gerando um dano estimado em R$ 6.000,00 (seis mil reais). Além disso, os ocupantes vêm colhendo e vendendo boa parte da produção de laranjas do pomar, causando um prejuízo estimado em R$ 19.000,00 (dezenove mil reais) até a data em que Aline, 15 dias após tomar ciência do ocorrido, procura você, como advogado. Na qualidade de advogado (a) de Aline, elabore a peça processual cabível voltada a permitir a retomada do imóvel e a composição dos danos sofridos no bem. (Valor: 5,00) Obs.: a peça deve abranger todos os fundamentos de Direito que possam ser Utilizados para dar respaldo à pretensão. A simples menção ou transcrição do dispositivo legal não confere pontuação
 
 
 AO DOUTO JUÍZO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE SÃO PAULO/SP
 ALINE, brasileira, solteira, secretária, inscrita no CPF nº xxxxx.xxxxxx-xx, RG nº xxxxx.xxxxxx, telefone (xx) xxxxxxxxx, endereço eletrônico xxxxxx@xxxxx.com, residente e domiciliada na Rua xxxxxxxx, nº xxx, Bairro xxxxxxxx, na cidade de São Paulo/SP, doravante denominada REQUERENTE, vem, por meio de seu representante legal, Dr. Xxxxxxxxx, advogado, regularmente inscrito na OAB/SP sob o nº xxxxx, com endereço profissional à Rua xxxxxxxx, nº xxx, Bairro xxxxxxxxx, São Paulo/SP, onde recebe intimações e demais correspondências relacionadas ao caso, conforme procuração em anexo (Doc. 01), à presença de Vossa Excelência propor, com fundamento no art. 560 e seguintes do Código de Processo Civil, a presente
 AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE C/C PERDAS E DANOS E PEDIDO DE MEDIDA LIMINAR
 em face de JOÃO PAULO, brasileiro, casado, auxiliar de pedreiro, inscrito no CPF nº xxxxx.xxxxxx-xx, RG nº xxxxxxxxx, telefone (xx) xxxxxxxxx, endereço eletrônico xxxxxx@xxxxx.com, residente e domiciliado na Rua xxxxxxxx, nº xxx, Bairro xxxxxxxx, São Paulo/SP; e NICE, brasileira, casada, do lar, inscrita no CPF nº xxxxx.xxxxxx-xx, RG nº xxxxxxxxx, telefone (xx) xxxxxxxxx, endereço eletrônico xxxxxx@xxxxx.com, residente e domiciliada na Rua xxxxxxxx, nº xxx, Bairro xxxxxxxx, São Paulo/SP, doravante denominados REQUERIDOS, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
 1. DOS FATOS
 A Requerente, proprietária do imóvel situado à Rua xxxxxxxx, nº xxx, Bairro xxxxxxxx, São Paulo/SP, onde residiu por 5 (cinco) anos, precisou realizar uma viagem de emergência ao estado de Minas Gerais para prestar assistência à sua mãe, gravemente enferma. Comunicou sua ausência a alguns vizinhos, incluindo os Requeridos, solicitando que observassem o imóvel durante o período da viagem, que inicialmente estava prevista para durar 2 (dois) meses.
 Entretanto, ao retornar, apenas 15 (quinze) dias após sua partida, a Requerente constatou que os Requeridos haviam invadido o imóvel e nele fixado residência, sob o argumento de que a mesma não retornaria.
 Além de ocuparem o imóvel de forma ilegal, os Requeridos danificaram o telhado ao instalar uma antena clandestina, provocando infiltrações que causaram prejuízos estimados em R$ 6.000,00 (seis mil reais). Adicionalmente, os Requeridos vêm colhendo e vendendo a produção de laranjas do pomar localizado na propriedade, gerando um prejuízo aproximado de R$ 19.000,00 (dezenove mil reais), conforme documentação anexa (Docs. 02 e 03).
 2. DO MÉRITO
 A invasão e ocupação do imóvel pela parte Requerida caracterizam esbulho possessório, conforme definido pelo art. 561 do Código de Processo Civil, que dispõe:
 "Art. 561. Incumbe ao autor provar: I - a sua posse; II - a turbação ou o esbulho praticado pelo réu; III - a data da turbação ou do esbulho; IV - a continuação da posse, embora turbada, na ação de manutenção, ou a perda da posse, na ação de reintegração."
 No presente caso, a Requerente comprova:
 A sua posse: A propriedade do imóvel é comprovada por meio de escritura pública anexa (Doc. 04);
 O esbulho praticado pelos Requeridos: Demonstrado pela ocupação indevida do imóvel em xx/xx/20xx, data de retorno da Requerente;
 A perda da posse: Evidenciada pela impossibilidade de reocupar o imóvel devido à conduta dos Requeridos.
 Ademais, os Requeridos, como possuidores de má-fé, são responsáveis pelos prejuízos causados ao imóvel, nos termos do art. 1.218 do Código Civil, que prevê:
 "Art. 1.218. O possuidor de má-fé responde pela perda ou deterioração da coisa, ainda que acidentais, salvo se provar que de igual modo se teriam dado, estando ela na posse do reivindicante."
 No período em que permaneceram no imóvel, os Requeridos danificaram o telhado, gerando infiltrações, e apropriaram-se da produção de laranjas do pomar, causando prejuízo financeiro à Requerente.
 3. DO PEDIDO DE LIMINAR
 A Requerente preenche os requisitos previstos no art. 561 do Código de Processo Civil, conforme demonstrado anteriormente, sendo cabível a concessão de medida liminar de reintegração de posse, com fulcro no art. 562 do Código de Processo Civil, que dispõe:
 "Art. 562. Estando preenchidos os requisitos dos incisos do art. 561, o juiz deferirá desde logo a expedição de mandado liminar de manutenção ou reintegração de posse, independentemente da audiência da parte contrária."
 Dessa forma, requer-se a expedição de MANDADO LIMINAR DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE em favor da Requerente.
 4. DOS PEDIDOS
Ante o exposto, requer-se:
 a) A concessão de liminar para reintegração de posse, com fulcro no art. 562 do Código de Processo Civil;
 b) A condenação dos Requeridos ao pagamento de indenização por perdas e danos, nos termos dos arts. 1.216 e 1.218 do Código Civil, no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), correspondente aos prejuízos causados ao telhado e à apropriação da produção do pomar;
 c) A condenação dos Requeridos ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, conforme previsto no art. 85 do Código de Processo Civil;
 d) A produção de provas, especialmente por meio de testemunhas e perícias, a fim de comprovar os danos sofridos no imóvel;
 e) A citação dos Requeridos para, querendo, apresentarem contestação no prazo legal, sob pena de revelia, nos termos dos arts. 335e 344 do Código de Processo Civil.
Dá-se à causa o valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais).
 ROL DE TESTEMUNHAS
 Marcos, RG nº xxxxx. Xxxxxxxx, CPF nº xxxxx.xxxxxx-xx, residente na Rua xxxxxxxx, nº xxx, Bairro xxxxxxxx, São Paulo/SP, telefone (xx) xxxxxxxxx, endereço eletrônico xxxxxx@xxxxx.com;
 Alexandre, RG nº xxxxx.xxxxxx, CPF nº xxxxx.xxxxxx-xx, residente na Rua xxxxxxxx, nº xxx, Bairro xxxxxxxx, São Paulo/SP, telefone (xx) xxxxxxxxx, endereço eletrônico xxxxxx@xxxxx.com.
 Nos termos do direito e pelos fundamentos aqui apresentados, pede deferimento.
São Paulo, xx de xxxxx de 20xx.
Dr. Xxxxxxxx@xxxx.xxx
OAB/SP nº xxxxx
 CASO PRÁTICO XI
 Paulo Cruz, servidor público federal, e Cristina Silva Cruz, autônoma, residentes e domiciliados em Campina Grande, no Estado da Paraíba, contraíram matrimônio sem pacto antenupcial em 2018. Em 16 de dezembro de 2021, nasceu Júlia, a única filha do casal. Não obstante eles tenham sempre mantido um bom relacionamento, concluíram que não mais permaneceriam casados. Paulo e Cristina eram solteiros antes do casamento, portanto, nunca viveram em união estável ou matrimônio com qualquer pessoa, não tendo outros descendentes. Diante da decisão, procuram você, na qualidade de advogado (a) para tomar as providências necessárias para formalizar a extinção do vínculo conjugal e a partilha dos bens, bem como as questões relativas à filha. Em reunião conjunta, informam que decidiram pela guarda compartilhada, mas que Júlia manterá residência fixa com a mãe, tendo o pai direito à convivência em dois dias da semana, além dos finais de semana alternados. Concordaram que não será devida pensão alimentícia entre eles e que as despesas da filha serão igualmente repartidas, pois possuem capacidade financeira semelhante. Acordam ainda que Paulo Cruz pagará R$ 3.000,00 (três mil reais), que corresponde a 20% (vinte por cento) dos seus rendimentos, a título de pensão para a filha menor. Pactuaram, ainda, que alterarão as comemorações de Natal e réveillon, cabendo à mãe os anos pares. Como Cristina é cristã e o pai, ateu, estabeleceu que no feriado de Páscoa, Júlia passará com a genitora. No que tange aos demais feriados, nada foi estabelecido. O casal deseja realizar a partilha de bens no curso do divórcio. Assim, informaram que o patrimônio deles é constituído de dois imóveis. Um apartamento, residência do casal, localizado em Catolé, um bairro de Campina Grande, no Estado da Paraíba, adquirido onerosamente em janeiro de 2021, no valor atual de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais). Destaca-se que 50% (cinquenta por cento) do valor pago por este imóvel adveio da herança legítima do pai de Cristina, que faleceu em 2019, circunstância reconhecida por Paulo. O outro bem é uma loja comercial, situada a 100 (cem) metros da residência do casal, adquirida por meio de compra e venda em 2022, avaliada em R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Todos os dois bens encontram-se pagos e quitados. Salienta-se que Cristina e Júlia manterão residência no apartamento supracitado, devendo Paulo sair do bem. Por fim, Cristina informa que voltará a usar o nome de solteira, e eles acordam o rateio das despesas processuais. Na qualidade de advogado (a) de Paulo e Cristina, elabore a peça processual cabível para a defesa imediata dos interesses de seus clientes, indicando seus requisitos e fundamentos nos termos da legislação vigente. Valor: 5,00
EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DE DIREITO DA VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE CAMPINA GRANDE - ESTADO DA PARAÍBA
Processo nº: [xxx]
 PAULO CRUZ, brasileiro, servidor público federal, portador do RG nº [xxxx] e do CPF nº [xxxx], e CRISTINA SILVA CRUZ, brasileira, autônoma, portadora do RG nº [xxxx] e do CPF nº [xxxx], ambos residentes e domiciliados na Rua [xxxx], nº [xxx], Bairro [xxx], Campina Grande - PB, CEP [xxxxx], vêm, por meio de seu advogado que esta subscreve, com fulcro nos artigos 731 e seguintes do Código de Processo Civil e demais dispositivos aplicáveis à espécie, propor
 AÇÃO DE DIVÓRCIO CONSENSUAL C/C PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA DE URGENCIA
Pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
I DA GUARDA COMPARTILHADA E CONVIVÊNCIA COM A FILHA
Os requerentes acordaram pela guarda compartilhada, estabelecendo a residência fixa da filha com a genitora, concedendo ao pai o direito de convivência em dois dias da semana e finais de semana alternados. Tal acordo reflete o melhor interesse da criança, conforme preconiza o art. 1.584 do Código Civil, e está em conformidade com a Lei nº 13.058/2014, que estabelece a guarda compartilhada como regra.
II DA PENSÃO ALIMENTÍCIA
Conforme pactuado, o requerido concorda em pagar à filha menor a quantia de R$3.000,00, correspondente a 20% de seus rendimentos, a título de pensão alimentícia. Tal valor atende aos princípios da proporcionalidade e da dignidade da pessoa humana, conforme preceitua o art. 1.694 do Código Civil.
III - DA PARTILHA DE BENS
Os requerentes possuem dois imóveis, um apartamento e uma loja comercial. Quanto ao apartamento, ressalta-se que 50% do valor pago adveio da herança legítima da genitora da requerente, conforme reconhecido pelo requerido. Desta forma, a partilha dos bens deve observar tal circunstância, nos termos do art.
1.659, inciso VII, do Código Civil.
IV - DA ALTERAÇÃO DE COMEMORAÇÕES E FERIADOS
Os requerentes acordaram a alteração das comemorações de Natal, réveillon e Páscoa, demonstrando maturidade e respeito às crenças religiosas da família. Tal acordo reflete o exercício da autonomia da vontade, princípio basilar do direito de família.
1- DO NOME DE SOLTEIRA E RATEIO DAS DESPESAS PROCESSUAIS
Por fim, a requerente informa que voltará a usar o nome de solteira, e os requerentes acordam o rateio das despesas processuais, demonstrando consenso e boa-fé na condução do divórcio.
Diante do exposto, requer-se a homologação do presente acordo, a procedência dos pedidos e a consequente decretação do divórcio consensual, nos termos da legislação vigente.
Nestes termos, pede deferimento. Campina Grande PB, [xxxxx]
[Advogado xxx - OAB/UF nºxxx]
Advogado de PAULO CRUZ e CRISTINA SILVA CRUZ
 
 CASO PRÁTICO Xll
 Kátia é proprietária de uma casa situada na cidade de Cuiabá, residindo no imóvel há cerca de 5 (cinco) anos. Kátia precisou fazer uma viagem de emergência para o interior de Minas Gerais, a fim de auxiliar sua mãe que se encontrava gravemente doente, com previsão de retornar dois meses depois a Cuiabá. Kátia comentou a viagem com vários vizinhos, dentre os quais, Paulo, Marta, Pedro e Al expedindo que “olhassem” o imóvel no período. Ao retornar da viagem, Kátia encontrou o imóvel ocupado por Paulo e Marta, que nele ingressaram Para fixar moradia, acreditando que Kátia não retornaria de Cuiabá. No período, Paulo e Marta danificaram o telhado da casa ao instalar uma antena “pirata” de televisão a cabo, o que, devido às fortes chuvas que caíram sobre a cidade, provocou graves infiltrações no imóvel, gerando um dano estimado em R$ 10.000,00 (dez mil reais). Além disso, os ocupantes vêm colhendo e vendendo boa parte da produção de laranjas do pomar, causando um prejuízo estimado em R$ 19.000,00 (dezenove mil reais) até a data em que Kátia, 1 5 dias após tom ar ciência do ocorrido, procura você, como advogado (a). Na qualidade de advogado (a) de Kátia, elabore a peça processual cabível voltada a permitir a retomada do imóvel e a composição dos danos sofridos no bem. Considere que os fatos e o ajuizamento da ação aconteceram dentro do período de 6 (seis) meses (dentro de ano e dia) e Kátia precisa retomar o imóvel com urgência.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREEITO DA 15 ª VARA CIVEL DA COMARCA DO RIO DE JANEIRO / RJ
 
 Distribuído por Dependência aos autos nº xxxxxxxx xxxxxxxxxxx.KATIA, Brasileira, Casada, XXX, portador (a) do RG XXX. XXX-XX e inscrito no CPF sob nº XXX, residente e domiciliado na XXXXXXXXXXX por intermédio de seu procurador constituídos nos autos, XXX, Brasileiro, XXX, Advogado (A), regulamentado inscrito (a) na OAB/MG XXX, com escritório profissional XXX e endereço eletrônico XXX, onde recebe intimações, na forma do art. 287 do Código de Processo Civil, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, opor os presentes,
 
 EMBARGOS DE TERCEIRO em face de GLAUCO, menor impúbere, representado neste ato por sua genitora Sra. Beatriz, devidamente qualificados nos autos de cumprimento de sentença sob nº xxx, pelos fatos e fundamentos jurídicos abaixo aduzidos.
 
 I. DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA 
 A requerente não possui condições financeiras de pagar as custas e despesas processuais sem prejuízo de seu próprio sustento e de sua família, conforme documentação em anexo, com observação ao Art. 5, XLLIV da Magna Carta e art. 98 do Código Fux. 
Desse modo, o requerente faz jus a concessão do benefício.
 
 II. DA TEMPESTIVIDADE 
 A presenta ação é tempestiva devido ao fato que fora proposta antes da adjudicação do bem, da alienação por iniciativa particular ou da arrematação, nos temos do § 2º do artigo 674 do Código de Processo Civil.
 lll DOS FATOS
 Kátia contraiu matrimônio com Paulo em 2015 pelo regime de comunhão parcial de bens, e em 2017, Paulo se desfez dos imóveis que possuía para adquirir um novo imóvel para residirem. Coma crise que se instalou no país no ano de 2018, Paulo ficou desempregado e começou a passar por dificuldades financeiras, em razão disso, não logrou êxito em pagar os alimentos pertinentes ao seu filho menor. Com inadimplência de Paula, a genitora de seu filho, Sra. Beatriz, ajuizou uma demanda de execução de alimentos para garantir os direitos de seu filho. Ocorre que durante o trâmite da execução de alimentos pelo rito da penhora, que tramita pela 15ª Vara Cível da Cidade do Rio de Janeiro, o imóvel adquirido por Kátia e Paulo na constância do matrimônio, se tratando de um único bem do casal, foi penhorado
 IV. DOS FUNDAMENTOS 
 Trata-se de Embargos de terceiros, o qual é um remédio processual à disposição de quem, não sendo parte no processo, sofre turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial. No caso dos presentes feitos, o cabimento da penhora ter sido realizado na execução de alimentos, o qual a embargante não é parte, conforme preceitua o art. 674 do Código Fux.
Art. 674. Quem, não sendo parte no processo, sofrer constrição ou ameaça de constrição sobre bens que possua ou sobre os quais tenha direito incompatível com o ato constritivo, poderá requerer seu desfazimento ou sua inibição por meio de embargos de terceiro.
 A penhora de bens deve recair somente contra aquele a sentença é exequível e sobre seus bens, ou seja, do executado, não podendo recair sobre terceiros, devendo ser respeitado, o direito de propriedade e posse de outrem. Verifica-se que a propriedade da embargante resta devidamente comprovada nos autos. A constrição sobre o imóvel foi deferida na fase executiva da ação de alimentos, o que a embargante não faz parte. Nesse sentindo elenca o art. 681 do Código Fux, vejamos:
Art. 681. Acolhido o pedido inicial, o ato de constrição judicial indevida será cancelado, com o reconhecimento do domínio, da manutenção da posse ou da reintegração definitiva do bem ou do direito ao embargante. Salienta-se que MM.ª Juíza Julgou recentemente procedentes embargos de terceiros que buscava o cancelamento da restrição que recai sobre imóveis, o qual a parte não compunha o feito. Tais embargos tramitam sob os seguintes nº XXX, nº XXX. No caso exposto, não se aplica o disposto no art. 843, do CPC, vez que o imóvel é o único bem de família da embargante, nos temos do art. 3º, inciso III da Lei 8.009/90. Evidencia-se que a parte embargante não possui responsabilidade patrimonial secundária pela dívida, pois a dívida se originou da penhora, somente é obrigação do cônjuge da embargante, portanto, não aplica o art. 790, IV do Código Fux. Neste sentindo, confira-se: Art. 790. São sujeitos à execução os bens: (...) IV - do cônjuge ou companheiro, nos casos em que seus bens próprios ou de sua meação respondem pela dívida; (...) Diante do exposto, presentes os pressupostos processuais para a suspensão da penhora conforme art.
678, caput e no art. 678, parágrafo único, do Código supracitado, deve ser dispensado o caução. Confira-se: Art. 678. A decisão que reconhecer suficientemente provado o domínio ou a posse determinará a suspensão das medidas constritivas sobre os bens litigiosos objeto dos embargos, bem como a manutenção ou a reintegração provisória da posse, se o embargante a houver requerido. Parágrafo único. O juiz poderá condicionar a ordem de manutenção ou de reintegração provisória de posse à prestação de caução pelo requerente, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. Salienta-se que MM.ª Juíza Julgou recentemente procedentes embargos de terceiros que buscava o cancelamento da restrição que recai sobre imóveis, o qual a parte não compunha o feito. Tais embargos tramitam sob os seguintes nº XXX, nº XXX. 
. No caso exposto, não se aplica o disposto no art. 843, do CPC, vez que o imóvel é o único bem de família da embargante, nos temos do art. 3º, inciso III da Lei 8.009/90. Evidencia-se que a parte embargante não possui responsabilidade patrimonial secundária pela dívida, pois a dívida se originou da penhora, somente é obrigação do cônjuge da embargante, portanto, não aplica o art. 790, IV do Código Fux. Neste sentindo, confira-se: Art. 790.
 São sujeitos à execução os bens: (...) IV - do cônjuge ou companheiro, nos casos em que seus bens próprios ou de sua meação respondem pela dívida; (...) Diante do exposto, presentes os pressupostos processuais para a suspensão da penhora conforme art. 678, caput e no art. 678, parágrafo único, do Código supracitado, deve ser dispensado o caução. Confira-se: Art. 678. A decisão que reconhecer suficientemente provado o domínio ou a posse determinará a suspensão das medidas constritivas sobre os bens litigiosos objeto dos embargos, bem como a manutenção ou a reintegração provisória da posse, se o embargante a houver requerido. Parágrafo único. O juiz poderá condicionar a ordem de manutenção ou de reintegração provisória de posse à prestação de caução pelo requerente, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente.
 V. DOS PEDIDOS
a) Em caratê liminar, a concessão da suspensão das constrições imposta sobre o imóvel, sem a necessidade de caução, conforme art. 678 do Código Fux; 
b) A concessão dos benefícios da gratuidade de justiça por ser a embargante pobre no sentido legal, conforme preceitos do art. 5, LXXIV da CF/88 e ART. 98 do Código Fux; 
c) A citação do embargado por seu procurador para querendo contestar ação no prazo de 15 (quinze) dias, conforme art. 677, § 3º e 679 do código supracitado; 
d) Ao final requer que seja julgado a procedência dos pedidos, dando-se baixa nas restrições lançadas por este juízo com fulcro no art. 681 do mesmo diploma legal; 
e) A condenação do embargado ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, na forma do art. 82, § 2º e 82, do Código Fux; 
Dá-se o valor da causa XXX. 
Temos que pede deferimento. 
Três Corações, XXX Dr. XXXXX - OAB/MG XXX.XXX
CASO PRÁTICO Xlll
  Olga, domiciliada em Teresina / PI, adquiriu, em janeirode 2022, uma chapinha de cabelo na loja Casa Mil, sediada em Campo Grande, MS, com o objetivo de fazer um penteado especial para um casamento em que seria madrinha, a se realizar na semana seguinte. No dia da cerimônia, Olga pela primeira vez ligou o produto, que esquentou em excesso e queimou seus longos cabelos. Em consequência, Olga precisou procurar um hospital e não pôde comparecer ao casamento. Olga, então, ajuizou em março de 2023 ação de reparação de danos morais e materiais em face de Casa Mil, objetivando o recebimento de indenização no valor total de R$ 100.000,00 (cem mil reais), tendo sido a petição inicial distribuída à 2ª Vara Cível de Teresina. Em contestação, a Ré sustentou preliminarmente a incompetência do juízo, por não ser o de sua sede. No mérito, sustentou a ocorrência da prescrição em virtude do transcurso de prazo superior a um ano entre a ocorrência do dano e o ajuizamento da ação. Alegou também a ausência de sua responsabilidade, seja porque não restou comprovada sua culpa, seja porque não fabricou o produto alegadamente defeituoso. Em provas, a parte autora requereu a oitiva de testemunhas, o que foi indeferido pela juíza responsável pelo caso, por entender impertinente ao esclarecimento dos fatos, embora Olga entendesse necessária tal prova, em nome de sua ampla defesa. No dia 03/07/2023, segunda-feira, foi publicada a sentença do processo. O pedido foi julgado procedente, com a condenação de Casa Mil ao pagamento da integralidade da indenização pleiteada na inicial. Nenhuma das alegações da ré foi acolhida. Inconformada, Casa Mil apresentou recurso de apelação no dia 24/07/2023. Repisou o alegado em sua contestação, no sentido da incompetência da 2ª Vara de Teresina, bem como da prescrição e da ausência de sua responsabilidade. Pleiteou a reforma da sentença para que o pedido seja julgado improcedente. Em seguida, a parte autora foi intimada a se manifestar sobre a apelação apresentada. Na qualidade de advogado (a) de Olga, elabore a peça processual cabível para a defesa dos interesses de sua cliente, indicando seus requisitos, nos termos da legislação vigente. Considere a ausência de feriados no período
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 2ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE TERESINA/PI
Processo n.º: 3333 
Apelante: Casa Mil 
Apelada: Olga 
Data: [Data]
 Olga, nacionalidade, estado civil, profissão, portadora do RG nº [número] e CPF nº [número], residente e domiciliada na Rua [endereço completo], Teresina/PI, por seu advogado infra-assinado, com escritório na Rua [endereço do advogado], onde recebe intimações, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, apresentar suas,
CONTRARRAZÕES DE APELAÇÃO*
Interpostas pela empresa Casa Mil, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.
 I. PRELIMINARMENTE
I.1. Da Competência do Juízo de Teresina
Conforme o artigo 101, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), o foro competente para a ação é o domicílio do consumidor. Olga, residente em Teresina/PI, ajuizou a ação de reparação de danos no foro competente, sendo, portanto, correta a competência do juízo da 2ª Vara Cível de Teresina.
Artigo 101, inciso I, do CDC:
"O foro competente para a ação de responsabilidade civil do fornecedor é o do domicílio do consumidor."
II. DO MÉRITO*
II.1. Da Prescrição
A Ré alega que a ação está prescrita com base no artigo 26, inciso II, do CDC, que estabelece prazo de 90 dias para vícios aparentes ou de fácil constatação em produtos duráveis. No entanto, a ação de Olga é uma ação de indenização por danos morais e materiais, cujo prazo prescricional é de 5 anos, conforme o artigo 27 do CDC.
"Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço, contados do conhecimento do dano e de sua autoria."
A ação foi ajuizada dentro do prazo legal, visto que o dano ocorreu em janeiro de 2022 e a ação foi ajuizada em março de 2023.
 II. 2. Da Responsabilidade da Ré*
 A empresa Casa Mil é responsável pelos danos causados a Olga, conforme os artigos 12 e 14 do CDC, que dispõem sobre a responsabilidade objetiva do fornecedor de produtos e serviços, independentemente da comprovação de culpa.
 "O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos." Artigo 12 do CDC:
 "O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos." Artigo 14 do CDC:
Olga comprovou o dano sofrido com a documentação médica apresentada nos autos e o nexo causal entre o defeito do produto e o acidente ocorrido, sendo clara a responsabilidade da Ré pelos danos materiais e morais.
 III. DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer-se:
a) O conhecimento e desprovimento do recurso de apelação interposto pela empresa Casa Mil;
b) A manutenção da sentença que julgou procedente a ação de reparação de danos morais e materiais, condenando a empresa Casa Mil ao pagamento da indenização pleiteada na inicial, no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais);
c) A condenação da apelante ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, conforme o artigo 85 do CPC.
Termos em que,
Pede deferimento.
[Cidade], [data].
[Nome do Advogado] OAB/XX [número]
 CASO PRÁTICO VX
Fernanda é dona da loja Obra Mais que vende material de construção. No mês passado ela fez uma venda de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) para José, que pagou o material com cheque. No entanto, ao ser descontado, o cheque não foi pago pelo banco por falta de fundos. A respeito dessa situação, responda aos itens a seguir.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE [CIDADE/ESTADO]*
Processo n.º: [Número do Processo] 
Autora: Fernanda [Sobrenome] 
Réu: José [Sobrenome] 
Data: [Data]
A) Ação Célere para Cobrança do Valor Devido*
Ação: A ação mais célere que Fernanda deve adotar é a *Ação de Execução* baseada no cheque, que é um título executivo extrajudicial, conforme previsto no artigo 784, inciso I, do Código de Processo Civil (CPC).
Prazo Prescricional: O prazo prescricional para a propositura da Ação de Execução do cheque é de 6 meses a partir da expiração do prazo de apresentação do cheque, conforme o artigo 59 da Lei nº 7.357/1985 (Lei do Cheque).
Justificativa: A Ação de Execução é a via mais rápida e eficaz, pois o cheque não pago por falta de fundos constitui título executivo extrajudicial, dispensando a necessidade de fase de conhecimento para comprovar o crédito. Desta forma, a execução pode ser direta, facilitando a satisfação do crédito.
Legislação:
Art. 784, inciso I, do CPC: "São títulos executivos extrajudiciais: I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque;" Art. 59 da Lei nº 7.357/1985 (Lei do Cheque):* "Prescreve em seis meses a ação de execução do cheque."
B) Penhora do Automóvel de José
Possibilidade de Penhora: Sim, é possível determinar a penhora do táxi de José, mesmo sendo seu único bem localizado, para satisfação do débito.
Justificativa: O artigo 833, inciso V, do CPC estabelece que são impenhoráveis os bens necessários ao exercício da profissão do executado. No entanto, a jurisprudência admite a penhora de veículo utilizado para fins profissionais, desde que não comprometa a subsistência digna do devedor e desde que seja o único bem do patrimônio penhorável, visando atender ao princípio da efetividade da execução.
Legislação:
Art. 833, inciso V, do CPC:* "São impenhoráveis: V - os veículos necessários ao exercício profissionaldo executado, salvo se utilizados para transporte de mercadorias."
-Jurisprudência:* O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem admitido a penhora de veículo utilizado para fins profissionais, conforme REsp 1.245.571/SP.
Termos em que,
Pede deferimento.
[Cidade], [Data].
 [Nome do Advogado] 
 OAB/XX [número]
CASO PRÁTICO XV
 IARA, atriz famosa por interpretar papéis de protagonista em diversas novelas, descobre que seu nome e sua imagem vêm sendo utilizados, indevidamente e sem sua autorização, por uma clínica de estética, em publicidade anunciando seus serviços. Na publicidade em questão, constava a foto da atriz com uma frase, entre aspas, dizendo que ela só realizava procedimentos estéticos naquela clínica, por considerá-la a melhor do ramo. Ocorre que a atriz sequer conhecia a referida clínica e não havia autorizado a utilização de sua imagem. Com receio de perder nova oportunidade de trabalho, já em fase de negociação de exclusividade, Iara procura você, como advogado(a), buscando a proibição da utilização de sua imagem pela clínica.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE [CIDADE/ESTADO]
 Autora, Iara [Sobrenome], nacionalidade, estada civil, atriz, portadora do RG nº [número] e CPF nº [número], residente e domiciliada na Rua [endereço completo], [Cidade/Estado].
 Ré: Clínica Estética [Nome da Clínica], pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº [número], com sede na Rua [endereço completo], Campo Grande/MS.
Data: [Data]
 PETIÇÃO INICIAL
Iara [Sobrenome]*, nacionalidade, estado civil, atriz, portadora do RG nº [número] e CPF nº [número], residente e domiciliada na Rua [endereço completo], [Cidade/Estado], por seu advogado infra-assinado, com escritório profissional na Rua [endereço do advogado], onde recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor a presente
AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS*
em face de *Clínica Estética [Nome da Clínica]*, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº [número], com sede na Rua [endereço completo], Campo Grande/MS, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
I. DOS FATOS
 A autora é uma atriz famosa, conhecida por interpretar papéis de protagonista em diversas novelas. Recentemente, descobriu que seu nome e sua imagem vêm sendo utilizados, indevidamente e sem sua autorização, pela ré em publicidade anunciando seus serviços estéticos. Na publicidade em questão, consta a foto da atriz acompanhada de uma frase, entre aspas, que diz que ela só realiza procedimentos estéticos naquela clínica, por considerá-la a melhor do ramo. Ocorre que a autora sequer conhece a referida clínica e não autorizou a utilização de sua imagem.
 II. DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS
II.1. Direito à Imagem
Conforme o artigo 5º, inciso X, da Constituição Federal, "são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação". A utilização indevida da imagem da autora pela ré configura violação de seu direito à imagem, ensejando a obrigação de cessar tal utilização e reparar os danos causados.
 II.2. Código Civil
O artigo 20 do Código Civil dispõe que "salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais".
II.3. Código de Defesa do Consumidor (CDC) O artigo 6º, inciso VI, do CDC, estabelece como direito básico do consumidor "a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos".
 III. DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer-se a Vossa Excelência:
a) A citação da ré, no endereço mencionado, para que apresente resposta, querendo, no prazo legal, sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato;
b) A concessão de tutela de urgência, com fundamento no artigo 300 do CPC, para que a ré cesse imediatamente a utilização da imagem da autora em suas publicidades, sob pena de multa diária a ser fixada por Vossa Excelência;
c) A confirmação da tutela de urgência ao final, para que a ré seja condenada a cessar definitivamente a utilização da imagem da autora;
d) A condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$ [valor], e por danos materiais, no valor de R$ [valor], a serem apurados em liquidação de sentença;
e) A condenação da ré ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, na forma do artigo 85 do CPC;
f) A produção de todas as provas em direito admitidas, em especial a documental, testemunhal e, se necessário, pericial.
Termos em que,
Pede deferimento
 [Cidade], [Data]
 
CASO PRÁTICO XVI
 Beatriz, professora, celebrou contrato com a sociedade empresária Soluções em Arquitetura com o objetivo de realizar, no prazo de seis meses, a reforma completa do apartamento de sua propriedade. O contrato foi assinado na presença de duas testemunhas. Passados oito meses, a reforma ainda não fora concluída, o que levou Beatriz a ajuizar ação de execução de título extrajudicial em face da sociedade. Citada, Soluções em Arquitetura esclarece a você, advogado (a), que Beatriz não forneceu todo o material necessário para a realização da obra, obrigação que constava de cláusula expressa do contrato. Em consequência, não foi possível a finalização da obra no prazo estabelecido.
 
 Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da [vara competente] da Comarca de [cidade]
Processo nº [número do processo]
Soluções em Arquitetura, já qualificada nos autos da Ação de Execução de Título Extrajudicial proposta por Beatriz, também já qualificada, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, por meio de seu advogado infra-assinado, apresentar sua
CONTESTAÇÃO
 I - DOS FATOS
 A autora celebrou contrato com a ré com o objetivo de realizar a reforma completa de seu apartamento, estabelecendo um prazo de seis meses para a conclusão dos serviços.
 Contudo, a ré esclarece que a autora não forneceu todo o material necessário para a realização da obra, conforme estipulado na cláusula [número da cláusula] do contrato.
 Em decorrência da falta de materiais, a execução da obra foi comprometida, inviabilizando a conclusão no prazo estabelecido.
 II - DO DIREITO
 A relação jurídica entre as partes é regida pelo Código Civil Brasileiro, especialmente pelo disposto nos artigos:
 Artigo 421: "A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato."
 Artigo 422: "Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé."
 Artigo 473: "O devedor não pode alegar sua própria torpeza para escusar-se da obrigação."
 Artigo 389: "O devedor responde por perdas e danos, mais juros e atualização monetária, se não cumpre a obrigação."
 A ré não pode ser responsabilizada pelo descumprimento do prazo, uma vez que depende da colaboração da autora para a execução do contrato, conforme estipulado na cláusula [número da cláusula]. A falta de fornecimento dos materiais necessários é um fator que exime a responsabilidade da ré.
 III - DOS PEDIDOS
 Diante do exposto, requer-se:
 A improcedência da presente ação, uma vez que a ré não é responsável pelo atraso na execução da obra.
 A condenação da autora ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios , conformeartigo 85 do CPC.
 IV - PROTESTO POR PROVAS
 A ré protesta pela produção de todas as provas em direito admitidas, especialmente a prova testemunhal e documental que comprovam a alegada falta de materiais por parte da autora.
Termos em que, pede deferimento.
[Cidade], [data].
[Nome do Advogado]
 OAB/[UF] [número]
CASO PRÁTICO XVll
Para adquirir um carro de luxo da marca Tenz, Alexandre aceitou o contrato de compra e venda imposto pela Concessionária Alfa, no qual havia cláusula estipulando que eventual conflito entre as partes seria solucionado por arbitragem. Duas semanas após a aquisição, Alexandre sofreu um acidente decorrente de uma falha no sistema de airbag do veículo, que, por sorte, não lhe custou a vida. Fato é que, três meses após o acidente, a Concessionária Alfa realizou o recall de alguns veículos da marca Tenz, dentre os quais estava o veículo adquirido por Alexandre. Assim que soube desse recall, Alexandre ajuizou uma ação pelo procedimento
comum contra a Concessionária Alfa, visando reaver o valor pago na compra do veículo e uma indenização pelos prejuízos decorrentes do acidente de carro. A Concessionária Alfa apresentou uma contestação genérica, na qual não impugnou os argumentos apresentados por Alexandre, gerando presunção de veracidade sobre esses, e tampouco mencionou a existência de cláusula compromissória no contrato de compra e venda. Após a apresentação de réplica, o MM. Juízo da 5ª Vara Cível de Maceió intimou as partes, de ofício e com fundamento no Art. 10 do CPC, para se manifestarem sobre a eventual ausência de jurisdição do Poder Judiciário em virtude da existência de cláusula compromissória existente no contrato de compra e venda. Alexandre não apresentou manifestação, enquanto a Concessionária Alfa defendeu que somente um tribunal arbitral escolhido pelas partes possuiria competência para solucionar a controvérsia sub judice. Em seguida, o MM. Juízo da 5ª Vara Cível de Maceió acolheu a preliminar de convenção de arbitragem e extinguiu o processo, sem resolução de mérito, na forma do Art. 485, inciso VII, do CPC. A sentença foi publicada em 01/07/2021, quinta-feira, sendo certo que não possui omissão, obscuridade ou contradição. Considerando apenas as informações expostas, elabore, na qualidade de advogado (a) de Alexandre, a peça processual cabível para defesa dos interesses de seu cliente, que leve o tema à instância superior, indicando seus requisitos e fundamentos, nos termos da Tamiris Melo Pereira, Professora, Advogada, Mestre em Direito Agrário pela Universidade Federal de Goiás e Mestre em Direito Ambiental, desenvolvimento sustentável e Urbanismo pela Faculdade de Limoges-França. legislação vigente. O recurso deverá ser datado no último dia do prazo para apresentação.
Desconsidere a existência de feriados nacionais ou locais. (Valor: 5,00).
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR RELATOR DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE ALAGOAS
 Apelante: Alexandre [Sobrenome], nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG nº [número] e CPF nº [número], residente e domiciliado na Rua [endereço completo], Maceió/AL.
 Apelada: Concessionária Alfa, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº [número], com sede na Rua [endereço completo], Maceió/AL.
Processo nº: [Número do Processo] 
Origem: 5ª Vara Cível da Comarca de Maceió/AL 
Data: [Último dia do prazo para apresentação]
RAZÕES DE APELAÇÃO
Egrégio Tribunal,
Colenda Câmara,
Eméritos Julgadores,
I. DOS FATOS
Alexandre adquiriu um carro de luxo da marca Tenz na Concessionária Alfa. Duas semanas após a aquisição, sofreu um acidente devido a uma falha no sistema de airbag do veículo. Três meses após o acidente, a Concessionária Alfa realizou um recall incluindo o veículo adquirido por Alexandre.
Alexandre ajuizou uma ação pelo procedimento comum contra a Concessionária Alfa, buscando reaver o valor pago e obter indenização pelos prejuízos. A Concessionária Alfa contestou genericamente e não mencionou a cláusula compromissória. O juízo da 5ª Vara Cível de Maceió, porém, acolheu a preliminar de convenção de arbitragem de ofício e extinguiu o processo sem resolução de mérito, nos termos do artigo 485, inciso VII, do Código de Processo Civil (CPC).
II. DO DIREITO
II.1. Da Incompetência do Juízo para Decisão Ex Officio sobre a Convenção de Arbitragem
Conforme o artigo 337, § 5º, do CPC, a arguição de convenção de arbitragem deve ser feita pela parte ré em preliminar de contestação. No caso em tela, a Concessionária Alfa não mencionou a cláusula compromissória em sua contestação, o que implica em preclusão do direito de alegar convenção de arbitragem.
Artigo 337, § 5º, do CPC:
"Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: [...]
§ 5º A convenção de arbitragem e a competência relativa devem ser alegadas como questão preliminar de contestação."
II.2. Da Preclusão da Convenção de Arbitragem
Ao não arguir a convenção de arbitragem em sua contestação, a Concessionária Alfa perdeu a oportunidade de manifestar-se sobre a cláusula compromissória, conforme o princípio da preclusão previsto no artigo 223 do CPC. Artigo 223 do CPC:
"Decorrido o prazo, extingue-se, independentemente de declaração judicial, o direito de praticar ou emendar o ato processual, ficando assegurado, porém, à parte provar que não o realizou por justa causa."
II.3. Do Devido Processo Legal e da Ampliação de Jurisdição
A decisão do juízo de acolher de ofício a preliminar de convenção de arbitragem e extinguir o processo sem resolução de mérito violou o devido processo legal e a ampla defesa, princípios previstos no artigo 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal.
Artigo 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal:
"LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;"
"LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;"
III. DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer-se:
a) O conhecimento e provimento do presente recurso de apelação, reformando a sentença de primeiro grau para anular a decisão que extinguiu o processo sem resolução de mérito;
b) A retomada do julgamento do mérito da ação pelo juízo de origem, assegurando a continuidade do processo judicial;
c) A condenação da apelada ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, na forma do artigo 85 do CPC.
Termos em que,
Pede deferimento.
[Cidade], [Último dia do prazo para apresentação]
[Nome do Advogado] 
OAB/XX [número]
 
 
 
 
 
 V. DOS PEDIDOS
 
a) Em caratê liminar, a concessão da suspensão das constrições imposta sobre o imóvel, sem a necessidade de caução, conforme art. 678 do Código Fux; 
b) A concessão dos benefícios da gratuidade de justiça por ser a embargante pobre no sentido legal, conforme preceitos do art. 5, LXXIV da CF/88 e ART. 98 do Código Fux; 
c) A citação do embargado por seu procurador para querendo contestar ação no prazo de 15 (quinze) dias, conforme art. 677, § 3º e 679 do código supracitado; 
d) Ao final requer que seja julgado a procedência dos pedidos, dando-se baixa nas restrições lançadas por este juízo com fulcro no art. 681 do mesmo diploma legal; 
e) A condenação do embargado ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios, na forma do art. 82, § 2º e 82, do Código Fux; 
Dá-se o valor da causa XXX. 
Temos que pede deferimento. 
Três Corações, XXX
 
Dr. XXXXX - OAB/MG XXX.XXX
 
 
Av. Castelo Branco, nº 82 – Chácara das Rosas Três Corações /MG. Prof. Marco Aurélio Chauke Piovesan 
www.unincor.com.br Coordenadordo NPJ.
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www.unincor.com.br Coordenador do NPJ.
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