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CIÊNCIAS SOCIAIS: ➢Estudo do comportamento humano e das relações sociais, bem como, de maneira geral, das sociedades. ➢Trata-se de campo de estudo que ganha mais complexidade diante do aumento do pluralismo e do reconhecimento do grau cada vez mais intenso da complexidade do mundo contemporâneo. ➢EX: História, Sociologia, Antropologia, Economia, Psicologia e do Direito. A origem das ciências sociais foi na Europa do século XIX, em especial a partir das obras de Karl Marx, Max Weber e Émile Durkheim ( método) O DIREITO COMO CIÊNCIA • Prevalece o entendimento no sentido de o Direito ser uma ciência social aplicada – ciência social por ser destinada ao estudo da sociedade, dos indivíduos e de suas relações. O Direito, pois, ocupase das normas destinadas a regular a forma e a maneira como a vida naquela determinada sociedade ocorrerá. DIREITO COMO CIÊNCIA E SEUS MÉTODOS: ➢ método indutivo é o raciocínio segundo o qual, após a análise individualizada de casos, chega-se a um resultado extraível do conjunto. Parte-se do caso particular para o geral; ➢Método dedutivo é aquele em que, partindo-se de uma premissa geral, chega-se à solução do caso concreto. ➢Método analógico -art. 4º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB, Decreto-Lei nº 4.657 de 1942 ) quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de Direito. HANS KELSEN - jurista austríaco Hans Kelsen (1881-1973) século XX ➢ O esforço de Kelsen é o de contribuir para a criação de uma teoria pura do Direito, ou seja, de uma ciência jurídica protegida de influências externas da política, da moral e de outros ramos, focada na neutralidade científica. • O pensamento de Kelsen é essencialmente pautado na existência de ordenamento jurídico, estruturado a partir de uma Constituição, ápice do ordenamento e fundamento de validade de toda e qualquer norma jurídica que lhe seja hierarquicamente inferior. DIREITO E COSTUME • O costume ( FONTE / ORIGEM NÃO FORMAL DO DIREITO) é uma prática reiterada em determinada sociedade e nela aceita como prática jurídica, constituindo fonte do Direito e regra de comportamento. • Foi fonte primária do Direito ao longo da história, sendo certo que o início do Direito escrito somente ocorreu séculos após. Basta ver que grandes codificações começaram a ser adotadas somente no início do século XIX. • Há dois elementos essenciais para que se possa definir uma conduta como costume jurídico: seu uso reiterado naquela sociedade e sua aceitabilidade como norma jurídica por essa mesma sociedade. TIPOS DE COSTUMES JURÍDICOS • Costume secundum legem - art. 376 do CPC = É o costume que fora transformado em lei formal ou cuja lei autoriza sua utilização em determinadas circunstâncias. • Costume praeter legem – NO DIREITO BRASILEIRO – FONTE NÃO FORMAL. NÃO SURGE DO ESTADO – FONTE FORMAL = É o costume previsto no art. 4º da LINDB ( DL 4657/42) destinado a suprir lacunas de índole normativa • Costume contra legem = É o costume contrário à ordem jurídica, que se choca com disposição expressa do ordenamento jurídico. Art. 2 da LINDB – uma lei revoga outra lei DIREITO E RELIGIÃO • A relação entre Direito e religião ainda é bastante intensa, até mesmo porque grande parte do direito ocidental encontra referências nas religiões de origem judaico-cristã, que, sem dúvida, contribuíram sobremaneira para a formação cultural e moral das sociedades, que refletem na formação jurídica. • Durante longo período da história, a diferenciação entre direito e religião não se apresentou de modo claro ou, ao menos, com a nitidez adequada. Vale lembrar que, em tempos mais remotos, com a fragmentação dos Estados e a ausência de poderes estatais para a imposição de normas jurídicas, a religião daquelas sociedades assumia, nos mais das vezes, o papel de instrumento disciplinador das relações sociais, papel idêntico àquele que o Direito exerce. É o que ocorrera, por exemplo, na Idade Média. DIREITO E RELIGIÃO • Com o surgimento e fortalecimento dos Estados nacionais ocidentais, que têm início a partir de meados do século XVI, o papel da Igreja no Direito perdeu força. A separação entre monarca e Estado e a adoção da laicidade fizeram com que essa relação se enfraquecesse. Surgiram as ordens jurídicas institucionalizadas, com poderes de editar normas jurídicas e prever mecanismos para sua exigibilidade. ( DIREITO DE FAMILIA) DIREITO, MORAL E POLITICA • A moral pode ser definida como um conjunto de valores e normas ligados à noção de certo e errado. • Sua nota distintiva, contudo, é a inexistência de coercibilidade: descumprida uma regra moral, não há mecanismo para compelir o “infrator” a adotar o comportamento correto senão à luz das próprias regras morais. DIREITO E POLITICA • A formação do Direito, em sua essência, depende da política, considerando que parcela significativa das fontes formais do Direito, como é o caso da Constituição e das leis, é criada pelo Poder Legislativo. • Além disso, fenômeno mais recente é o da judicialização da política - tem-se a transferência da decisão de questões de maior relevância para órgãos do Poder Judiciário, em detrimento das instâncias políticas tradicionais: o Congresso Nacional e o Poder Executivo – em cujo âmbito se encontram o presidente da República, seus ministérios e a administração pública em geral. Em tal contexto, a linha que separa Direito e política se torna cada vez mais tênue. ( Ações judiciais e politicas públicas) DIREITO E POLÍTICA • POLITIZAÇÃO DA JUSTIÇA - Trata-se de fenômeno em que atores da classe política, não se conformando ou não podendo resolver a luta pelo poder pelos mecanismos habituais do sistema político democrático, transferem para os tribunais seus conflitos internos, por meio de denúncias ao Ministério Público (e algumas vezes do próprio MP), ou ajuizando ações diversas – Exemplo: mandado de segurança x DECIÕES PARLAMENTARES e Ações Declaratórias de Inconstitucionalidade. •SOCIEDADE – ESTADO – POLITICA – ECONOMIA – DIREITO DIREITO OBJETIVO E SUBJETIVO • Direito Objetivo - normas de conduta social criadas pelo Estado, como por exemplo: CRFB, Leis Ordinárias, Leis Complementares; Decretos, instruções normativas, Decretos, etc • Direito Subjetivo - o direito previsto no ordenamento jurídico em favor de alguém, consistente na faculdade de exigir de outrem determinada prestação. Ele representaria um poder de exigir determinado comportamento de outrem, sendo que tal poder é conferido pela norma jurídica. EX: Locador (proprietário e locatário – contrato de locação) DIREITO OBJETIVO E DIREITO SUBJETIVO • DIREITO SUBJETIVO ( estabelecido pela norma jurídica) Dever violação – Poder Jurídico de exigir ( DIREITO DE AÇÃO) prescrição. Direito Público e Direito Privado • Direito Público - normas jurídicas destinadas a regulamentar a relação entre o Estado e a sociedade – Exemplo: direito constitucional, o direito penal, o direito administrativo, o direito processual, direito tributário e o direito internacional; • Direito Privado - normas jurídicas cujo objetivo seria o de disciplinar as relações entre indivíduos – Exemplo: direito civil, o direito empresarial e o direito do trabalho. • TRAÇO DISTINTIVO – norma imperativa x autonomia da vontade DIREITO PUBLICO E PRIVADO • ATENÇÃO – essa classificação vem perdendo sua “força”, considerando a intervenção do público no privado. No Direito, vê-se a Constitucionalização do Direito – a norma da Constituição regulamentando todos os outros ramos do Direito e tendo SUPREMACIA no ordenamento jurídico. DIREITO MATERIAL E DIREITO PROCESSUAL • DIREITO MATERIAL - corpo de normas que disciplinam as relações jurídicas referentes a bens e utilidades da vida. É o caso do direito civil, do direito penal, administrativo, entre outros, destinados a reger as relações jurídicas predominantemente de direito público e de direito privado. • DIREITO PROCESSUAL - diz respeito ao exercício da função jurisdicional pelo Estado, disciplinando a relação jurídica entre o Estado-juiz e as partesdo processo. DIREITO MATERIAL – RELAÇÃO SOCIAL – VIOLAÇÃO DA NORMARTIVA – CONFLITO – PODER JUDICIÁRIO – PROCESSO – DIREITO PROCESSUAL TEORIAS DO DIREITO ➢ Existem DUAS TEORIAS que buscam explicar o Direito através da questão “ O QUE É O DIREITO”. SÃO ELAS: POSITIVISMO ( JUSPOSITIVISMO) E O JUSNATURALISMO • JUSPOSITIVISMO – procura compreender e explicar o DIREITO POSTO – Kelsen e Hart; • JUSNATURALISMO – procura entender e explicar o DIREITO NATURAL SITUAÇÃO PROBLEMA: • O homem possui direitos de nascença, como avida, a liberdade e a saúde, que independem da vontade humana, mas a responsabilidade de garantir esses direitos era do soberano, ou seja, o soberano deveria salvaguardar o s referidos direitos e; odireito somente é aquele posto pelo Estado (por m eio das autoridades competentes para tanto), ou seja, valida o direito positivo a ponto de não abrir margem à interpretação da norma legal: sedeterminada lei afirma que certo comportamento é err ado, assim o será? Quais as características que diferem estas duas afirmações? IMPERATIVISMO DE JOHN AUSTIN (1790-1859) ✓Notável jurista inglês, que ficou amplamente conhecido por ser o maior expoente da Teoria Imperativa do Direito, ou Imperativismo do Direito. ✓Define a norma jurídica como um comando. Para ele, a concepção de uma norma jurídica tem uma estrutura de comando que procede do soberano, que é quem tem o poder de criar as leis. ( Direito – lei) • Lei - comando geral (dirigido a todo um grupo de indivíduos, por vezes, indeterminado) e abstrato, sendo o comando definido como a expressão de um desejo. • Conceitos chaves da Teoria – COMANDO – DEVER – SANÇÃO • COMANDO – fazer ou não fazer; • DEVER – o destinatário deve obedecer ao comando; • SANÇÃO - A sanção, por sua vez, é o resultado do descumprimento do comando emitido pelo emissor, por parte do destinatário. O Direito é um conjunto de normas, produto exclusivo da vontade humana, manifestada por um comandante soberano — normas essas dirigidas a destinatários que devem comportar-se de acordo com o desejo manifestado no comando, sob pena de sofrerem sanções. • ESTADO É A FONTE DO DIREITO – E A LEI A MANIFESTAÇÃO DO AGIR ESTATAL – não considera outras fontes do Direito como o costume jurídico POSITVISMO JURÍDICO – HANS KELSEN (1881- 1973) • Kelsen é o jurista e filósofo austríaco autor da consagrada obra Teoria Pura do Direito e considerado o pai do positivismo normativo. • Privilegia a forma e não o conteúdo das leis. Nesse caso , seriam admissíveis até mesmo normas injustas ou imorais, desde que tenham sido elaboradas e postas em vigor por uma autoridade estatal competente, de acordo com os procedimentos formais de elaboração de leis, estabelecidos pelo próprio ordenamento jurídico, como regra, pela Constituição. Outro conceito central é a validade – norma hipotética transcendental. POSITVISMO JURÍDICO – HANS KELSEN (1881- 1973) • DIREITO POSITIVO - constituído por um conjunto de normas ou camadas de normas jurídicas superpostas hierarquicamente, em que cada uma delas, depois de virem a existir validamente, retira seu fundamento de validade (seu valor jurídico) da camada imediatamente superior, devendo haver entre todas as normas de um determinado ordenamento jurídico uma relação de compatibilidade vertical. POSITIVISMO – HEBERT L. A. HART • Foi um magistrado britânico e um dos mais reconhecidos filósofos do Direito no século XX. • Elaborou uma teoria do Direito definida por ele próprio como sociologia descritiva, buscando descrever o modo como os juristas e as pessoas em geral usam a linguagem do Direito. POSITIVISMO – HEBERT L. A. HART • Nos proporciona uma importante construção conceitual das normas e da estrutura do ordenamento jurídico. Em sua mais famosa obra, O Conceito de Direito (na qual nos pautamos para fazer os comentários seguintes), o autor enfrenta a questão mais importante para qualquer teoria jurídica, que é responder à pergunta: o que é o Direito? • Sua teoria pautada em duas características fundamentais: 1) sua Teoria do Direito é geral, pois busca explicar qualquer sistema jurídico em vigor nas complexas sociedades de nosso tempo; 2) Trata-se de uma teoria descritiva, uma vez que busca explicar a estrutura do Direito, assim como o seu funcionamento, sem considerar a justificação moral das práticas jurídicas que analisa. • Para HART um ordenamento jurídico é formado por um conjunto de regras primárias (de obrigação) e também por três tipos de regras secundárias (de alteração/modificação, de julgamento/adjudicação e de reconhecimento). Regras primárias - Prescrevem o que as pessoas podem ou não fazer, ou seja, são regras que impõem deveres, tanto em sentido positivo (fazer algo), como em sentido negativo (não fazer algo); • Regras secundárias - Desempenham distintas funções dentro de um sistema jurídico e seriam também um remédio para os defeitos que podem ser encontrados em um sistema composto somente por regras primárias, como, por exemplo, a falta de certeza jurídica e as dificuldades para o Direito assimilar as mudanças sociais, econômicas, culturais e de outra natureza. ❑ As regras secundárias são classificadas em: ✓ Regras de alteração ou modificação conferem competência a determinados indivíduos para que possam ajustar a realidade social em que atuam, seja por meio da introdução, modificação ou até mesmo pela exclusão de normas do ordenamento jurídico; ✓ Regras de julgamento ou adjudicação atribuem poderes jurisdicionais, identificam e constituem quais os indivíduos que podem julgar, bem como os procedimentos que juízes e tribunais necessariamente devem seguir. Assim sendo, essas regras conferem dinâmica e eficácia ao ordenamento jurídico. • Para HART a regram mais importante é a REGRA DE RECONHECIMENTO - justamente por especificar quais são os critérios últimos de validade de uma norma dentro do sistema jurídico. Por outras palavras, o status de uma norma, enquanto integrante de sistema, depende de que ela satisfaça determinados critérios de validade que estão presentes na regra de reconhecimento, sendo esta a norma última que fornece um critério jurídico de validade. • Obs: Em Kelsen – norma hipotética transcendental / Em HART – norma de reconhecimento – prática social verificável – prática social aceita e verificável ( Ex: No Brasil - regra que aponta que Direito são as regras criadas pelo Congresso) = ambas são fundamento de validade do sistema jurídico TEORIA DO DIREITO - JUSNATURALISMO • JUSNATURALISMO – estuda o Direito Natural; • NA ANTIGUIDADE CLÁSSICA - o Direito Natural nasce a partir do surgimento das reflexões filosóficas que tiveram lugar na Grécia antiga, que foram resultado: I. Da secularização das concepções teológicas presentes até aquele momento; II.Da racionalização de dogmas religiosos. Os expoentes mais conhecidos são Platão (427-347 a.C.) e Aristóteles (384-322 a.C.). Obs: não podemos esquecer do Direito Romano e sua influência em diversos ordenamentos. Aqui a importância do Cristianismo – escritos do Apostolo Paulo. • IDADE MÉDIA - permanece um Direito Natural de inspiração transcendental, metafísica. Nesse momento histórico, esse Direito Natural encontra expressão e se desenvolve ricamente por meio de teólogos e canonistas (conhecedores, estudiosos e intérpretes das leis divinas). Nasce nessa época a Escolástica ( Tomas de Aquino)- uma escola de pensamento cristão fundamentada na tentativa de conciliação entre o ideal de racionalidade. IDADE MODERNA E CONTEMPORANIEDADE – nesse período temos o Renascimento e o Iluminismo ( séc XIV ao XVIII) – o homem e o que produz passa a ser o centro de todas as coisas. • Aqui temos a formação do Estado Absoluto e as preocupações com mecanismo de limitações do poder; • Logo, com o fim da Idade Média, temos o declínio do Direito Natural e o surgimento do Positivismo Jurídico – criação de um Jusnaturalismo racionalista – Estado de natureza – Locke e Rousseau – Revolução Francesa • Na Contemporaneidade, especificamente a partir de meados do século XX e início do século XXI, podemos observar que as constituiçõesque surgiram pelo mundo, tidas como diplomas político-normativos fundamentais das diversas sociedades hoje existentes, ao consagrarem os direitos indeclináveis dos indivíduos, de um modo ou de outro acabam por incorporar os enunciados do Direito Natural, sobretudo em relação aos direitos fundamentais (previstos nessas constituições) e aos direitos humanos (aqueles direitos previstos nos tratados internacionais de direitos humanos firmados entre os países).