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Resumo – Humanismo – NP2 
ACP – postura ética humana que se aplica a vários campos de 
atividade. A ACP se aplica à psicoterapia acreditando no potencial 
das relações humanas, quando compreensivas e abertas, para se 
desenvolver em direções construtivas para a humanidade. 
Atitudes Rogerianas 
• Congruência; 
• Compreensão empática; 
• Aceitação incondicional positiva. 
O papel do psicoterapeuta centrado na pessoa será o de 
facilitar o livre fluxo interior da tendência atualizante, enquanto o 
papel do Gestalt-terapeuta será o de facilitar o fluxo figura/fundo e 
o ajustamento criativo no campo organismo-meio. 
O principal conceito da ACP – tendência a realização, de 
reconhecer quais são as ações que o ser humano pode fazer por ele 
mesmo que seja gerador de atualização, crescimento, desenvolvimento 
constante, realização, na capacidade dele que está focado a ACP. Se é 
na capacidade dele, então o humano que precisa de cuidado vira o 
centro, é por meio dele que todas as transformações vão acontecer. 
Atitude não como ação, e sim pré-disposição. 
Criar um ambiente onde o indivíduo pode tornar-se a si 
mesmo. 
As pessoas usam de suas experiências para se definir. O que eu 
sou e o que eu penso de mim depende de como eu me vejo, e como eu 
me vejo depende do turbilhão de experiências e vivências que me 
atravessaram, e o sentido que eu atribuo a elas. 
Cada indivíduo tem seu campo único de experiência, ou “campo 
fenomenal”. 
Refere-se a tudo aquilo que se passa na totalidade do organismo, 
e que está disponível à consciência, como eventos, percepções, 
sensações e impactos. 
Ser humano como totalidade em movimento. 
O indivíduo se desenvolve a partir da congruência que ele tem, do 
que ele sente, da consciência que ele tem de suas experiências, quanto 
da sua capacidade de expressão delas. Quanto mais congruente, mais 
ele aceita a si mesmo e mais ele se desenvolve. 
Aceitação positiva incondicional – postura terapêutica, assim 
como a compreensão empática, que permitem ao indivíduo o 
desenvolvimento de suas potencialidades, aceitar o indivíduo tal como 
ele é. 
Gestalt Terapia 
Visão holística que envolve ser humano e mundo em sua 
integralidade 
Assume uma noção de totalidade; a relação entre os elementos 
sensoriais gera qualidades configuracionais. Quando observamos uma 
imagem, observamos o todo e não cada parte separada, observamos a 
configuração, a relação. 
O todo é maior que a soma das partes. Se pegar a parte de um 
fenômeno e dividir, você perde a totalidade. Tem qualidades que surgem 
só a partir da relação dessas partes dentro do todo, portanto devem ser 
preservadas. 
Autorregulação Organísmica ou Homostática – Organismo. 
Equilíbrio (Homeostase) VS Desequilíbrio → Necessidade → 
Frustração → Agressividade → Ajustamento Criativo. 
Hierarquia de Necessidades – Formação da Gestalt (figura-fundo) 
Awereness – saber da experiência. 
A má formação da Gestalten impede o equilíbrio do sujeito. 
A ACP não se preocupa com a patologia, já a Gestalt permite 
pensar na formação da patologia. 
Ajustamento Criativo – atitude sustentável em relação ao 
ambiente, negociação com o ambiente para satisfazer as 
necessidades, contato VS fuga, fronteira de contato. 
O organismo se autorregula satisfazendo suas necessidades no 
ambiente. 
Figura-fundo – nós percebemos a totalidade, mas algo sempre se 
destaca (figura) e o resto fica de segundo plano (fundo), no entanto é 
uma relação mutável e não fixa. 
Figura – objeto de atenção, claro e unificado. 
Fundo – engloba o que não está em foco, difuso. 
O organismo está sempre em equilíbrio e desequilíbrio. Nosso 
organismo está sempre trabalhando em prol do equilíbrio. 
O ajustamento criativo é a capacidade humana de ajustar-se as 
situações da vida, levando em conta as nossas possibilidades e as 
possibilidades oferecidas pelas circunstâncias. 
Fuga como movimento de satisfação da necessidade, assim como 
o contato. 
Para que haja um eu, é necessário que haja alteridade. 
Neurose para Gestalt como sofrimento e não como estrutura. 
Conselho – instrução, envolve relação, tende a ser visto como algo 
positivo, regulação. 
Aconselhamento – fala + escuta vindas de um lugar de 
conhecimento da queixa. 
• Lei 4119/62; 
• Influência da Psicologia dos EUA no Brasil; 
• Trajetória de Rogers “implode” o aconselhamento como era 
entendido; 
• Expansão da ACP para psicoterapia e outras áreas; 
• Interventivo; 
• Colaborativo; 
• Prática compartilhada; 
• Compreensão de vivências, descritivo. 
Entender a perspectiva do outro, para ajudá-lo a se auto 
instruir. 
A intervenção diz respeito a ampliar o conhecimento do solicitante 
de sua própria queixa. 
A queixa vai se modificando durante o processo, pois o solicitante 
encontra um meio para elaborar suas questões. 
É proporcionado pelo encontro humano, deixando de lado o 
aspecto avaliativo e a assimetria das relações. 
Plantão Psicológico – funciona em função da emergência, com 
algo que vem à tona, que emergiu (≠ de urgência) 
Lida imediatamente com nossa impotência como psicólogos, ao 
mesmo tempo que desvela nossa potência. 
Apesar de ser planejado, a desmanda trazida não é. 
Horários estratégicos em instituições, comunidades etc. 
Estar disponível incondicionalmente; não há condições para 
aceitação da queixa. 
Plantão como raiz de escuta. 
Queixa – o que é trazido 
Demanda – o que é observado, hipotetizado 
Sofrimento – fenômeno, depende de um olhar que o reconhece, é 
o que dói 
As vezes é preciso transcender a queixa para acessar o 
sofrimento. 
O psicólogo, dentro dessa modalidade, não atua como uma fonte 
de soluções, mas como alguém que se permite ser afetado, que 
proporciona um diálogo e ambiente acolhedor. 
O sujeito já é um agente transformador, com meios e potências 
para resolver suas questões. 
O fato de o plantão ser um encontro exclusivo, reconfigura e 
redesenha a natureza do atendimento. 
O que está em questão não é a eficácia em níveis terapêuticos, mas 
na potência que o encontro tem de inaugurar algo novo. 
A oficina de criatividade é um experimentar também 
experimentando-se. 
Criatividade como o que diverge da média, exercício que 
desprende. 
Originalidade – que dá origem 
Autenticidade – ser autêntico 
A criatividade tem mais a ver com escassez do que com 
abundância. 
Criar como solução de problemas com novas ideias. 
Criare = produzir, crescer 
Produzir algo em mim e no outro. 
Manipular, brincar com as representações mentais. 
A oficina se propõe a fazer com que o sujeito experimente o 
seu vir a ser, a sua possibilidade. 
Oficina como facilitadora, que organiza o tempo-espaço 
disponível, buscando compreender a demanda e acompanhar os 
processos criativos dos participantes, por meio do contato com 
materiais expressivos e uso de meios não racionais e não verbais, 
ampliando suas possibilidades. 
Corpo, música e recursos plásticos são veículos para a apropriação 
da própria história, legado cultural dos antepassados, compartilhar e 
coexistir.

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