Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Profa. Dra. Kátia Botelho
Material Complementar
Química Farmacêutica
 Descoberta, desenvolvimento, identificação, interpretação do modo de ação dos compostos 
biologicamente ativos ao nível molecular.
Fármacos introduzidos na terapêutica
Etapas Críticas
Descoberta Otimização Desenvolvimento
Alvo terapêutico
Identificação de 
subst. ativas
Produção de subst. 
ativas
Melhoria do
protótipo
Continuação da 
melhoria de
propriedades
(farmacocinéticas e 
farmacêuticas)
 Classificação dos fármacos
 Quanto à estrutura química
 Quanto à ação farmacológica
 Quanto ao emprego terapêutico
 Quanto ao mecanismo de ação molecular
Fármacos introduzidos na terapêutica
Fármacos introduzidos na terapêutica
 Classificação dos fármacos
 Quanto à estrutura química
 Acetais
 Ácidos
 Álcoois
 Amidas
 Aminas
 Aminoálcoois
 Aminocetonas
 Aminoéteres
 Azocompostos
 Cetonas
 Compostos de amônio
 Compostos halogenados
 Compostos nitrosos 
 Enóis
 Ésteres 
 Estilbenos
 Éteres
 Fenóis
 Glicosídeos
 Guanidinas
 Hidrocarbonetos
 Lactamas
 Lactonas
 Mostardas 
 Nitrocompostos
 Organominerais
 Quinonas
 Semicarbazidas
 Semicarbazonas
 Sulfonamidas
 Sulfonas
 Tioamidas
 Tióis
 Tioureias
 Ureias
 Ureídas
 Uretanas
Fármacos introduzidos na terapêutica
 Classificação dos fármacos
 Quanto ao emprego 
terapêutico
 Depressores do SNC
 Estimulantes do SNC
 Psicofármacos
 Fármacos que atuam no 
SNP
 Fármacos que atuam nas 
sinapses e junções 
neuroefetoras
 Fármacos que atuam na 
musculatura lisa
 Histamina e anti-
histamínicos
 Fármacos cardiovasculares
 Fármacos que atuam no 
sistema sanguíneo e 
hematopoiético
 Fármacos que atuam no TGI
 Fármacos que atuam no 
trato respiratório
 Citostáticos
 Fármacos que atuam no 
metabolismo e nutrição
 Fármacos que agem no 
metabolismo aquoso e 
mineral
 Vitaminas
 Hormônios
 Agentes imunológicos
 Anti-infecciosos
 Fármacos que agem 
localmente
 Fármacos diversos
 Mecanismos farmacológicos 
não classificados
Fármacos introduzidos na terapêutica
 Classificação dos fármacos
 Quanto ao mecanismo de 
ação molecular
 Fármacos que agem sobre enzimas
 Ativadores de enzimas
 Inibidores de enzimas
 Reativadores de enzimas
 Fármacos que suprimem a função gênica
 Fármacos que agem por antagonismo metabólico
 Fármacos quelantes
 Fármacos que atuam sobre membranas biológicas
 Fármacos que agem pelas propriedades fisico-químicas
 Nomenclatura de fármacos
Os fármacos apresentam os seguintes nomes:
 Sigla.
 Nome químico.
 Nome oficial, genérico ou DCI (divulgado pela OMS).
 Nome fantasia.
 Sinônimos (mais de 1 nome oficial, por atualização de nomenclatura).
Fármacos introduzidos na terapêutica
 Nomenclatura de fármacos
Exemplos:
Fármacos introduzidos na terapêutica
Sigla: AAS.
Nome químico: ácido 
2-acetoxibenzoico.
Nome oficial: ácido acetilsalicílico.
Nome fantasia: Aspirina®.
Nome químico: N-acetil-p-aminofenol.
Nome oficial: paracetamol.
Nome fantasia: Tylenol®.
Sinônimo: acetaminofeno.
Nome químico: 1-fenil-2,3-dimetil-4-
metilaminometanosulfonato de sódio-
5-pirazolona.
Nome oficial: dipirona sódica.
Nome fantasia: Novalgina® e Anador®.
Sinônimo: metamizol sódico.
Fonte: Autoria própria
Fonte: 
Autoria própria
Fonte: Autoria própria
 Origem do fármaco
1. Origem natural
 Animal, hormônios (ex. insulina), 
óleos de fígado de peixe 
(vitaminas A e E).
 Sais biliares renderam precursores 
para a semissíntese de esteroides 
(corticoides, hormônios sexuais).
Fármacos introduzidos na terapêutica
Vitamina 
A (retinol)
Vitamina E 
(a-tocoferol)
corticoide (cortisol)
Fonte: Autoria própria
 Origem do fármaco
1. Origem natural
 Vegetal: alcaloides, glicosídeos 
cardíacos, antibióticos, 
antineoplásicos etc.
Fármacos introduzidos na terapêutica
Fonte: Livro-texto
morfina
quinina
Fonte: 
https://commons.wikimedia.org/wiki/Fil
e:Opium_pod_cut_to_demonstrate_flu
id_extraction1.jpg
látex da papoula
quina
Fonte: 
Autoria 
própria
 Origem do fármaco
2. Modificações moleculares
 Pró-fármacos: são compostos farmacologicamente 
inertes, mas que são convertidos na forma ativa do 
fármaco no sítio‐alvo, ou próximo a este, por ação 
enzimática ou química.
 A importância de se obter pró-fármacos varia na 
finalidade, mas sempre terá o mesmo objetivo: melhoria 
nas propriedades farmacológicas ou farmacêuticas de 
fármacos que estão na terapêutica.
Fármacos introduzidos na terapêutica
Fonte: Autoria própria
sinvastatina omeprazol aciclovir
lovastatina enalapril
 Pró-fármaco
Fármacos introduzidos na terapêutica
Fonte: Autoria própria
b
a
r
r
e
i
r
a
F
T
T
F
F
T
biotransformação
F
r
e
c
e
p
t
o
r
efeito
farmacológico
r
e
c
e
p
t
o
r
x efeito
farmacológico
2. Modificações moleculares
Fármacos introduzidos na terapêutica
Fonte: Autoria própria
formulação
biodisponibilidade
seletividade
ação
prolongada
toxicidade
L
C
A
T
E
N
I
A
Ç
Ã
O
Fármacos introduzidos na terapêutica
2. Modificações moleculares
BARREIRAS que podem limitar o uso do fármaco:
 Fases Farmacêutica e Farmacocinética: 
 Absorção incompleta
 Biodisponibilidade incompleta
 Absorção ou excreção muito rápidas
 Toxicidade
 Falta de estabilidade das formulações
 Propriedades organolépticas indesejáveis
Fármacos introduzidos na terapêutica
2. Modificações moleculares
1) Desprovido de atividade terapêutica e de 
toxicidade. O grupo transportador não 
deve ser tóxico.
2) A sua síntese deve ser economicamente 
viável.
3) Deve-se ter no fármaco um grupamento 
químico que permita a inserção do grupo 
transportador, ou seja, moléculas 
compatíveis.
4) Prever qual sistema enzimático ou 
químico irá romper a ligação entre o 
fármaco e o transportador.
PRÓ-FÁRMACO IDEAL
2. Modificações moleculares
Fármacos introduzidos na terapêutica
Pró-fármaco x Análogo
OH
OH
OH
N
H
O
O
OH
N
H
O
O
isoprenalina
análogo pró-fármaco
OH
OH
OH
N
H
epinefrina
protótipo
dipivefrina
Fonte: Autoria própria
Transportador não sim
Síntese difícil mais fácil
Objetivo melhorar afinidade pelo 
receptor
melhorar propriedades 
biofarmacêuticas
Várias são as vantagens de se produzir um pró-fármaco, dentre as alternativas abaixo, indique 
a que não corresponde a elas.
a) Aderência do paciente ao tratamento.
b) Mudança nas características organolépticas (por exemplo, sabor).
c) Prolongamento de ação.
d) Redução de tempo das doses administradas.
e) Aumento da dose administrada.
Interatividade
Várias são as vantagens de se produzir um pró-fármaco, dentre as alternativas abaixo, indique 
a que não corresponde a elas.
a) Aderência do paciente ao tratamento.
b) Mudança nas características organolépticas (por exemplo, sabor).
c) Prolongamento de ação.
d) Redução de tempo das doses administradas.
e) Aumento da dose administrada.
Resposta
Fármacos introduzidos na terapêutica
2. Modificações moleculares  CLASSIFICAÇÃO
 Segundo Wermuth (1984)
 pró-fármacos clássicos;
 bioprecursores;
 pró-fármacos mistos;
 fármacos dirigidos;
 pró-fármacos recíprocos.
Fármacos introduzidos na terapêutica
 Classificação dos 
pró-fármacos
 Pró-fármacos clássicos: são menos ativos ou inativos quando 
comparados à molécula matriz e devem sofrer reação hidrolítica 
para liberar a porção ativa – geralmente apresentam transportador 
inativo. 
 Pró-fármacos recíprocos: promovem melhorias nas propriedades 
farmacológicas por meio da obtenção de derivados de atividade 
mista ou de atividade única por mecanismos diferentes –
transportador ativo.
 Bioprecursores: moléculas resultantes de modificação molecular 
com a formação de novo composto que, após sofrer metabolização, 
transforma-se em metabólito ativo – não apresentam transportador.
 Pró-fármacos mistos: moléculas biologicamenteinertes, que 
requerem várias etapas para sua conversão à forma ativa, 
aumentando a liberação do fármaco em um sítio ou órgão 
específico – CDS.
 Fármacos dirigidos: os transportadores dessa forma latente são 
capazes de transportar os fármacos seletivamente do local de 
administração até o sítio de ação (receptores específicos) – ADEPT.
Fármacos introduzidos na terapêutica
 CLASSIFICAÇÃO
enalapril enalaprilato
Anti-hipertensivo
inibidor da ECA
Pobre absorção pela
administração oral 
Fonte: Autoria própria
Pró-fármaco clássico
 Formulação
Fármacos introduzidos na terapêutica
Propriedades organolépticas
Cloranfenicol 
Antibiótico
Sabor desagradável na
administração oral
Transportador lipofílico

 hidrossolubilidade
( )14
Palmitato
Fonte: Autoria própria
 Classificação
Pró-fármaco recíproco
pró-fármaco
paracetamol
ácido acetilsalicílico
 toxicidade
do grupo ácido
 dose
Fonte: Autoria própria
Fármacos introduzidos na terapêutica
 Classificação
Fármacos introduzidos na terapêutica
bioprecursor
lovastatina
Anti-hiperlipidêmico
Forma ativa
Abertura do anel
Fonte: Autoria própria
 Classificação
Fármacos introduzidos na terapêutica
Diferenças entre pró-fármaco e bioprecursor
Característica pró-fármaco bioprecursor
transportador sim não
lipofilicidade
fortemente 
modificada
levemente 
modificada
bioativação hidrolítica
oxidativa ou 
redutiva
catálise
química ou 
enzimática
somente 
enzimática
 Classificação
Fármacos introduzidos na terapêutica
Pró-fármaco misto
H
B
E
oxidação
hidrólise
enzimática
PFM
Fonte: Autoria própria
 Alguns pró-
fármacos vistos 
no livro-texto:
Fármacos introduzidos na terapêutica
Fonte: Autoria própria
enalapril sulfanilamidaprontosil
Palmitato de 
cloranfenicol
flufenazina
haloperidol
Enantato de flufenazina
Decanoato de haloperidol
Uma das estratégias para obtenção de pró-fármaco é a esterificação, usando os grupos 
hidroxila de um fármaco e o ácido carboxílico de outro fármaco. Na produção do fármaco a 
seguir, qual reagente foi utilizado? 
a) HOCOCH3
b) H2N(CH2)8CH3
c) HO(CH2)8CH3
d) HOOC(CH2)8CH3
e) HOCH3
Interatividade
Fonte: Autoria própria
Uma das estratégias para obtenção de pró-fármaco é a esterificação, usando os grupos 
hidroxila de um fármaco e o ácido carboxílico de outro fármaco. Na produção do fármaco a 
seguir, qual reagente foi utilizado? 
a) HOCOCH3
b) H2N(CH2)8CH3
c) HO(CH2)8CH3
d) HOOC(CH2)8CH3
e) HOCH3
Resposta
Fonte: Autoria própria
 BARREIRO, E. J.; FRAGA, C. A. M. Química medicinal. As bases moleculares da ação dos 
fármacos. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.
 CHIN, C. M. O processo de latenciação no planejamento de fármacos. Quim. Nova, v. 22, n. 
1, 1999.
 FEIGHNER, J. P. Mechanism of action of antidepressant medications. J Clin Psychiatry, v. 
60, supl. 4, pp. 4-1, 1999.
 KOROLKOVAS, A.; BURCKHALTER, J. H. Química farmacêutica. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 1988.
 LEMKE, T. L.; WILLIAMS, D. A.; FOYE, W. Principles of medicinal chemistry. 7. ed. 
Philadelphia: Lippincott Williams & Wilkins, 2013.
 PATRICK, G. L. An introduction to medicinal chemistry. Oxford: 
Oxford University Press, 2013.
Referências 
ATÉ A PRÓXIMA!

Mais conteúdos dessa disciplina