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GUANABARA~ KOOGAN
Fundamentos de Odontologia
Estomatologia
EDITOR
Gilberto Marcucci
ProfessorTitu]ar da D isciplina de Semiologia do
Departamento de Escom.atologia da Faculdade de
Odontologia da Universidade de São Paulo
COOIUJENADOR DA SÉRlE
Oswaldo Crivello Junior
Professor do Departamento de Címrgia, Prótese e
Traumatologia Maxi.lofaetais da
Faculdade de Odontologia da Univemdade de São Paulo
GUANABARA!!!;KOOGAN
NO'L\ DA WlTORA: A área da saúde ê um campo cm conr-umte mudança. As normll.\ s
Prof. Dr. da Dimplina de Scrruologia do Departamento de
EsconucoJogia da Faculdade de Odontologia da Umversidade
de ~ão Paulo
Gilberto Marc,icci
Prof. T itular da Oasciphna de Scmiolog1a do Departamento de
faLOmalología da Faculdade de Odontolog1a da Umversidade
de São Paulo
na,, Wtitifeld
Prof. Dr da Oiq:1phna de Serruologu do Depare.amemo de
Estonutologia da Faculdade dt- Odontologia ela Unwcrndadc
de São Paulo
Jayro Guimarães Jr.
Prof. Dr. da Disciplina de Semiologia do Dcpartan11:11lo de
Estomatologu da Faculdade de Odontologia.11uportivd, mtcrua. msuporti\d e: tm1-
Ajpc:cros ccmpomi,: duração. freqüênci.1 e seqüêuci.1. E.,.:
longa ou curca, continua, 10term1teme, rccorrcntr, st'ib1t.1
erc.
A,pecto, qwliuuvo~: linguagem de:«T1t1,·a por :uulogi.1.
Ex.: formigante, urcntc, queimante, latejante, 2hrupu.
,urd.l, como~ fo,~c unu fãcad.1, t•m apeno, como um
bdhcfo. em sal\"a, fulgur.mte ,·te.
Aspecto) fisiológicos ,L\,ociados: proCC))O) ~pont..incm que
.11,,rravam ou iliv1.1m .1 dor, Ex.; qu;mdo \C coca 11:i pde,
quando me mo\'unemo. junto com o h.mmcnro C'adiaco.
quando rc,p1ro, qu:amlo mastigo, quando engulll etc
rupecto, mcdic.uucmo-o~ .lSSOciJllo~: nJênc1:i ccc.
Ao se tratar do fenômeno dolom'io, alguns cenno~ cem
que ser aprendido!>.
Quando a queixa foi notada, pode ser diferente d.a ver
dadeira duração. A .tlternç~o pode l.'SU! lá sem que o pac:i
entc a note até que tenru uma C:UlllCll~iO lll;II'> pt"rCt"pÓve{
ou que haja um ~intoma. É dilicil. por exemplo. d11er que
uma dL'>plasia Gbrosa ou um querub1smo escava pre~eme
de~dc que o paàcncc nasceu ou se:: apart:ct:u há m~es, ou até
há anoc; mais carde.
A principio pode parecer estranho perguntar ao pJc11:u
te ~obre a causa de sua doença; entretanto, pensamos que
não devemos subc~ttmar o conhecimento que cada um de
oó~ tem sobre o próprio corpo. O paciente pode não saber
a ongem provável de uma doença; eventualmente, de po
derá as.";OCtar o seu aparecimento com um fãtor caU!>.1l. como.
por exemplo, um trauma. Pode não São: dor apecus provocad.i por um tnunu produzido pelo e.~minaJor ou durante um ôfor,o m:m:igatório.
Dor 1>51cogêruca· dor em lc!Sà.o orgãmca den1onsrr.ivd
Dor rdenJa. proJet.1Ja ou refü:xa: ,lor senoda cm outrn área. diferente do local de ongcm Dur hetcrotópic.i.
r>or :i ~ucussão: dol' provocada pelo :ihalo.
Dvr urcmc: dor qucunante.
I ksaforr.:noação: cfdto da eliminação da ativid.ldc: neural aferente devido à mtem.1pção d" ncurôruo.
D~nen"J,io: rcssccç:'io ou exnrpaçfo Je nervo\,
()isestesia· seru.1~0 anomul de$2~'T3W\'el
Hiperalges1a: ~en(1b1lidadc aumem.ttla j, dor de emmulação ou provocada.
- - - - - - - -
HipcrCStl"ia: aume11to de ~e1mhilid.1dt• de qualquer tipo.
---
H1po:ilg1.>tl."'i1a: dimmu1ção de \emibilid.ldc: de qu;alqucr npo.
- - -
.Liuuar de dor: a menor interu.idadc de: esúmulo capaz di: ativar a \l!rua.Çào de dor.
~e,T.t.lgi.:i dor geracb cm um nervo (e nio apcn;u carre.ida por ele).
Par~tes1a: scn~~o .monnal d~:a~d.h·d ou n.io.
Tcla.lgia: .dmwnll.>\ t'nttt os dentes?
Ma~ng.i nos cio1~ lados ela boca? - ---- --~
S,• não, qual o L1tlo que prefere? Direito O Esquerdo O
l l'or quê?
Algum ilimento irrita os tecido~ moles da ;Ull,rr.l fadlmcncc? -----
S6 quando õcov:i? O fupontam:-.11nente? O Qwndo encost.1 o rosco no tta\'~1r0? O
-~~~~~~~ ~~~~~~~~~~
QuJnt.u vc-zl.~ por dia você ocova m dcmtc-s?
bcova °" dente'\ ,uavemente? O Ou fortemente? O
U).i c::,cov-.i ma.eia? O Médu? O ou Dura? O
Qu.tl ., 111.1rc;1 J.1 eque Cl)\t\J.11U usar?
lá fct cl.m~:imc:mo Jdlul?
)abe como mo pode ser t"t!itu?
-~~~~~~~-
S.1be o que é wuro e onde ele )e forma?
-~~~~~~-
S. t h e o que ê pbc;i bact1:ru.na e como com.i·la m;m v1sfrel?
J.i ,li"eram que vncê tem tártaro e/ou plaC'.l baccenana?
- ----
Vai frequentemente ao denusta parn remover a placa bactenana e o tártaro?
Tem .tlgum dente que lhe parece .llllolccado ou móvel?
~ah,· que a deun11çâo óssea pode ocorrer .ib;uxo til gengiv.a?
~~~~~~~~
Su.i gcngl\':t csci ~ retnindo do\ dcnte1? ----
Tc:m ouu bilito?
Tem án~ com freqüenC13?
Emende o que: é! oclusão tr.1umáric.1?
--- ----
Sabe que wn dente perdido deve ,er subsciniido por prót~e ou 1mpLmcc?
Tem ou teria algum problema cm usar dentõ thlsos?
~~~~~~-~
Já fez tr.ttamento de canal?
Você c:-.ti contente com .1 aparência do, \Cu., dentes?
Ou com forç, mêdia? O
SunO
Stm ':]
Sun ']
Sun D
SunO
\11110
S1mO
SunO
Sim D
S1m O
\1111 D
Sim[)
Sim[J
Sim O
Sw1D
SuuU
~1111 D
~llU D
!:>1m D
Sim O
c;,m D
S1111 D
SunD
SunO
~,mo
Sim O
\1ru D
Sim O
S1mO
S1mO
13
Não O
Não O
Não O
Não O
Não O
Não O
Não O
NioO
NioO
Não O
Não O
Não O
Não O
NiioD
Não D
Não LJ
'.':ão O
"=iio O
'.\l.iu D
Não O
Não O
Não D
~ão =i
'.':ão :J
'.':io O
Não O
Nio O
Não O
Não O
'Jão D
14 O ,\1itodo Dia.e11óstico
Questões feitas p,ml obter a h1,tórfa odonto~ton1.1toló1,riC"a (co11tm1t.ijào)
Já extraíram o, Séu, dentes do mo? Snn O NfoO
Qu;mtm?
Sl" J~ pcnh-u ourro(\) dcntc(s). qual(i~) fo1(ram) .a(\) c:iu~?
ja tCVl'. g.inglio, enfartado~ ("ingua~") na n:wão eia cabeça e p~COÇO?
J.:í upcrnu alb'lllll tumor na boca?
S11110
S1111 0
Não O
N.iuU
Em l~O r~itivo, qwl fo1 O diagnó,riro?
Já tl"\'t quci..x:b apróenta
da.,;; pelo paciente.
Não é dado ao profi.c;c;ional o clin.•ito de &zt..-r Jul~um:nropro,, toroc-.ilgias (mgirub) . p.ilp1t:i\ õo, dupn~u.
urtupuc:ia. Jhpnéia paroxi~tica norum:'I, cdem;i. exame) reccrn~. c!Judicaç;io, dores ou niema n.H t":'\"tremubJ~.
\'anCO)tdades e rrombotlebítc.
- S1stc111.1 g;i.mint~tinal: d1s1:1b>ia, odmufugia. azi.t. úlceras, g;l!,tritL'S, n;ill\t'.'ill>, vôuutm. rc~urµit.aç.fo. hc111atê111e\e, &pepsi.i..
e\'.tc:ll.i\·õ~. obmpação, J1amus. \Jll~menro retal. mderu, hcmorrô1da\, abdommalgias, flaculcnna cXCl"li\l\".J. tetl'rina e
hcpatop.1na.~.
Si,tt'm,, unnirio; frcqiii:ncaa J.is 1mcçõc\, poliúria, nic:cúri.i ou noctúna, :ardcnc1a ou dor ao urinar. hcmanuia,
in.conom~nc-i:i, lití:ht!,., Ji,íun~-.io e infc:c(Õe, (uretrice), piditanerut:rual.. ,.ingr.mmlto (qua11tiLl.1dc), dim1em1rrria, tl'Jl\.\O prê-mcn(mul,
111enop.lu\.\ (id.tde e sintoma~). repo,íç-;'ío hormonal. DST. prundo~. n&lulm, ukcra,õc.."' , ge.t:içõc-5. partos . .ibortos,
anticonccpclonai.s e d1)paurcnia.
Smenia mmculocsquelénrn: 1111:tlgias, 3rtropaba.~. artralgiá3, .,ruice. tiE,ridez, gou. lombalgu. [OIDL:Jw,is C:: CeniuJgi.1~.
- Smcnu ncurológiro: dt'miam,, vemge11,, coovulsôe,;, debilidade, paralMa, sentidos do profissional. Embora des
critoç separadamente, são u.~dos pelo profiç-lonal expen
cncc c:m conjunto A habilidade para ll"1T t"'\s~ recurso\ di
fc:reocu qual1oovamence urn profisqonal de outro.
Alguns possuem o dunudo .. olho clinico'', que pode
mos considerar um Ó que de!'>conhecfa que (abia.
Aqueles que não possuem ou que não ac~ esses do
tes poderão perfeitamente fu(!r um bom cXJJ11e 6s1co com
o escudo, aplicação, esforço, orgaruzação e mcoculosidack.
São qualidade:. filha., Ja experiên0.1, somente adquinda com
o passar do tempo. Para um bom olho clínico. poderíamos
invocar uma série Je qu.1lidades: premonição, intuição, bom
senso e capacidade de julgamento. Muito'> de-.,ô predicados
podem c;cr inerentes .a alguns clinico~. enttet.Ulto, aqueles
que Julgam não possuir esse!. predicados muito ganhariam
~e elt>S fossem aplicados na metodologia do exame climco.
2.5.2.1. INSPEÇÃO
13aseia-se no ~entido da visão. É facilitada pcl.a aspiraçlo
intem11rente da saliva. secagem com ar ou g:iu e pelo uso
de l'spclho clínico, afasudore.., boa iluminação e lupas. As
ga,:c~ também são usad.b para tracionarmos .1 língua para sua
mdhor visualização. A,;, proreo;es removíveis e cocais devem
ser retirada:. assim que ,mafuamos sua posiç.io, qualidade ~
tabilidade e retenção.
O posiaonamento do paciente é importante para unu
boa U1Speção. Muic~ vezes devemos pedir ao p.aaence que
muJt! de posição para melhorá-la.
A capacidade de procurar. perceber e distinguir do nor
mal as alterações de cor, c;uperficie, texrura, contorno e ta
manho otá entre O!, principais requisitos de~ej.ivc1s num
climco. Ele de"e conhecer indusive as variaçõe:. da nom1a
lid.lde.
A transilummaçâo é: um rt!curso de inspeção que empre
ga uma fonte de luz para pa~sá-la acravéc; de obJeros capazefocopolimcrizador~ em
codo\ os consulcóno"i hoje cm dia, o método devena ter
maior aplicação. Ell' facilita, por exemplo. a comtitação de
cáries mccrproxima1s. é usada-se no c;enodo do taco. Pem1ite obter o que não se
tem pela simples inspeção. Com ela. o examinador conse
gue perceber alteraçô~ m:u..-. profunda,; e .ivaliar a cons1s
cência (,mdurecimenco ou amolecimento} alccraçõe dl'dos
de uma !iÓ mão ou com um dedo de cada mão: e dignopal
mar. quando palmamo, com um dedo de unu das mão:.
e'itntturas apoiadas pela palm.J da mão opmtJ El.i pode ,er
unilaceraJ ou bilateral . O primeiro tipo pode ,c:r c,empltfi
cado pela palpação bidigital de uma lesão num dos lados da
línt:,rua. O segundo com palpação com um dm dedos mdi
cadore, de cada mão na régÍ3o dos mú\culo~ pteri~óideos
ou da arnculaçio temporom.andibuhr de cadc1 lado, para
rnmparar qual do!> doi, lad~ tem maior 'ien,ihilid.tde.
O!> dados obt1dos. em tc:nnos de corui.scência poderão
,er mencionados como ílác1do,. borrachó1de,, t:"'ponjo~os,
fibrosos, pécreo\, duros ou ósseos.
Quanto à re:smênc1a .i compressão, poderão ser descncos
como compressíveis ou depnmÍ\'eis e não-comprC",íveis ou
não-dc:pnmive\S. A compr~o pode ou não colabar a le
sio, ou 1;eja. pro\ocar uma deformação eli~cica ou plist1ca
Com a palpação. podemos tentar isquemiar uma lcio
pigmentada sob ruspctta de:: 'ier um hemanbrionu. Com ela
18 O .\léto,lo D1t11?11tSstiai
rodemos detectar um aumento localizado de remperarura,
sentir uma crepitação típica do adelgaçamento de- uma tá
bua o~sea e a pulsação de l~õe~ m.1is vasculanzadas e das
grandes anéru, Podemos também perceber o choque de
rc-como ao palparmos lll1ll leo-io osteolioca com conteúdo
liquido em ~eu interior.
Uma fonna p:irncular de palpação é a percussão, intro
duzida na mcd1can.l por Leopoldo Auenbruggcr. cm 1761.
Ne~ta. batemo~. com pancada~ concroLuias e rápida~. em
e,;truru.ras utilizando um umrumenco ou os própnos dedos.
Podemos percutir O\ dentõ com o cabo dt.> um ilhtrumen
m ou colocar um cobrir um dente respon
l>ávd pda dor entre vário~. a percussão vertical cem um va
lor decisivo. Dcve-,;e começar a percunr a cerca dm.ância,
par:i que o paciente se acostume com as seru.açõ~ normais
ame~ de senor o dente afetado. A percussão pode ,er ~cgut
da cL1 palpação do dente em quc,.tão para sentir a ,ua even
tual mobilu.:bde.
A palpação pode ser direta ou indireta. A primeira é foica
diretamente com os dedos: a segunda é a,sim chamada quan
do usamos um instrumento p.tr.1 intermediar a palpação. Isso
acontece quando usamos, por exemplo. um explorador ou
uma ,;onda pcnodontal para palpannos, rc .. pccuvameoce,
cavidades de cánec\ ou bord.u de rc,ciuraçõe~ e bolsa~ perio
r . .1 descn
çfoUma tdadc
cronológica n:al .1, ançad.1 poderá indicar uma maior pro
bab1liJade de periodoncopauas, leucopl.asias, líquen plano,
carcinoma ep1dcrmóide, herpes zosccr, .,,,aloadenito, ame
loblastoma, pênfigo vulgar, penfigó1de. nnelom.a múltiplo,
doença dt> Pagi:c do osso e leucemia.o; crônicas. Na juventu
de são maic. comuns a, cáries, o cumor odontogêmco
adenonutó1d~, o mbmma, os ,arcomac;, a penost1tc prolifo
rativa e a mononucleoS\: infecc10sa.
2.5.4.3. HARMONIA DOS SEGMENTOS
DO CORPO, AMBULAÇÃO E ATITUDES
As relaçõ~ entre o cam.mho cL1 cabeça e o do ttonco.
entre o comprimemo dm membro5 1nfenore1- e superiores
e o do tronco. entre a face e o crânio e outras sofrem altcra
çõ~ de acordo com o sexo, idade. alterações fisiológicas e
patológicas.
Ao nascimento, o tronco é relativamente longo cm rela
ção ao segmento mfenor do corpo. Ao redor dos 10 ou 1 1
ano~. o~ do~ segmentos ficam .tprox.unacbmente iguais.
No h1porirco1dtsmo congi-mco, por exemplo, a.s propor
ções permanecem mfant1,. No htpogonadi,;mo e na O de
parkimonismo Se quisermo, ter certeza CÍ(1no
Lingua geo~.ilka
O,tconueluc , rôruc.1 csclero$l.OU! ti,fw:i
\mdromc de SJôgren
20
Um paoeoce poderá \'ÍJ" portando uma bengala, uma
mule!ta ou um outro disposmvo ortopédico.
Uma pac1cncc que cobre a boca e que pede imediatamen
te um gua.rdan.ipo para esconder On.s
desaparecem anu.".'i d.1 pressão chastólica, mas recomam até
que, depois. reaparecem e dôaparccem novamente Em
outras palavras, a prec;são dtascóhca comcide com um segun
do 'i1lêncio e é menor do que pen~ávamos. Por õS3 razão,
sempre que! .itingimos o silênào {pre~o diascólica) conâ
nuamoc; a desintlar calmamence até termos ceneZJ de que
os sons desapareceram de ,,ez.
Os manómetros eletrônico~ podem ser impreposição
perfe1tlll1ente vemcal.
Não é: boa nom1a confiar numa única medid.1, exceto ~e
a hipenensão for severa. O paciente poderá mostrar-se le
vemente hipertcmo por motivm cmoc1onais. até pcl:i pre
,ença do profü~1onal (h1pem:n..ão do avental branco). ex
ceto quando se declara portador de doença hipertemi\•a (um
conjunto de smah e \mtomas htlcrauo, pela hipertensão
arterial e lesões em órgãos-alvo). O, pacientes com a doen
ça lupertem1va não controlada co~tumain ter outro ,1mo
matologia assoc1ad.1, como altcraçôe brevtlíneos est.io mau propenso:. ~ )eguímc:s condi
ções: maJor tendência à cla.sse III de Angle, ma1or mcidên
cia de gota, maior cendl!ncia à obesidade: e: maior incidên
cia de diabetes.
Os normolineos estão mais propensos às ,eguinces con
dições: maior tendência à oclusão normal ou à Cfil tanto o problema
d.1 111..1greza, repn.-seowdo pela mbnutrição, como o da obe
.,ida ra._xa.s
de morrahdadc cm relação ao peso. Se o paciente não
~orre de díabetc.."I, hipcrtensão artt!nal ou exc~o de
colesrerol e crigliceridcos e, ainda assun, deseJa ema
grecer. provavelmente o motivo é de- ordem estética.
• IMC entre 25 e 10 co111 cintura até 89 cm indica que
o paciente est.í com excci;,o de peso Como a medida
de cinrnra está abaixo de 90 cm. provavelmente não
:ipresenta um e..xcc,,o de tecido adiposo no interior do
abdome. fa~e tecido adjposo. chamado de gordura
v1sce-ral. é o que mat~ acarreta nscos par.i a "iaúde
Portanto. de :.i: 5itua em um grupo de menor proba
bilidade de compltcaçõe~. como diabete(eguir uma dice.a.
• IMC entre 25 e 30 com cintura iguaJ ou ,;uperior a
90 cm mo,;cra que o pacieme esrá com exce peso.
Como sua me elt' está acwnulando wn excesso de te
cido adipo,;o no intenor do abdome. Esse tecido
adiposo, conhecido como gordura visceral. é o que
mais craz rucos para a saúde!. O paciente encontra-se
em um grupo de maior probabilidade de complica
ções, como diabetes, hipertensão arterial e htperco
le~rerolt!mi.a.
• Quando o lMC t-stá entre 30 e 35, coos1dcr:Hc que
o paciente apr~i:ota obesidade leve. EJe se s1rua em
um grupo de m:uor probabilidade! de complicações.
como diabete!\, hipertensão anenal e htpcrcolescerole
nua. e prectsa perder peso atual. podem redu:rir sig
mficauvamcncc os riscos de complicaçÕe\ mccaból1-
cas. Se não conseguu emagrecer com uma oncntação
adequada sobre modificações dit:tétic~ e práticas de
anvid.ades fis1cas. Jmtúic.He o uso de medicamento'-.
desde que sob a ~upen t,ão de um médico.
A obesidade pode favorecer o aparecimento dos segum
te~ problcm~: diabete. gota, doenças cardio, ascularc..-s. hér
rua O'>SOli 21gomáácos.
Ar:. regiôe-; menaonadas podem ser te~radas colocando
'iC um dos dedos mclicadore. ,;obre a,; m~ma.,; área.'i e pt!rcu
tindo-)e com os dedos médios da outra mão ,obre a região
ungue3.l dos dedos mdic:adores. Pode-r:.e testar btlateralmenre
e perguntar ao paciente mbre as d1fcrcnçél!> dt> lleI1.S1bihdade
entre um lado e oucro. Uma manobra clíruca que podemos
usar~ pedir ao paocntc que incline a cabeça para a frente e
para baixo. o que poderá provocar a intensificação ou ali
vto da dor, aJudando no d1agnósoco.
O fotopolimeri.zador de compó,1co~ pode ser usado como
trarutlununador dos se10s da face O comultório cem que
c:st.tr h c:.curas. O paciente é coloc:ido na cackira quase em
decúbito dorsal cocal.. pedindo-lhe que abra a boca. A luz
deve ,er colocada na pele freme ao, eio, m.1...xila.rô, clireci
onada par.a .:i região palao.na do memio bdo. Se o ~e10 esti
ver normal, haverá llJlU cranstlummação perfeita que apa
recerá na região palatma. Pos1c10namo mão~ sobre a ponta do
fotopohmerizador para não scnno~ ofuscado~. Da memia
fom1a. ~e o :-.eio frontal esm er livre dl' ob.
Alterações da aucóchse pruduZJtLts pelo mov1mcnco das
células ciliadas.
2.5 .5.3. OLHOS
Ac. .inomala~ ocu)are,; ~ugercm que outras t!Scrucu.ras fa
oais podem estar alteradas.
O lupertdonsmo, o aumento da cfut.incu entre do1faz parte dt oar JU fr~ce
do músculo e os dedo~ mdicadore-- n., porção posterior do
lóbulo. Sohciundo-se que o paciente deglura a seco ou com
água. haverá uma elevação da glândula A palpação de am
bos o,; lóbulos poderá ser feita com ambos os poleg.m .. -s co
locados mcdialmente ao músculo cstcmoclc1doma~tóideo,
quando o p.ic 1cntc voltará o pescoço hgeir.uncntc para a
freme.
2.5.5.7. CADEIAS GANGUONARES
CRÂ.NTO-CER.VICAIS
Na região, devemos exanunar O\ ,egtuntes grupos de
gânglios: menrua1s. submandibular~. ccn·1cai, pmccriores
rupemci.ai.'Ículares.
A palpação pode ~er pela frente ou por tr.h do paC1ente.
Na segunda hipótese (que preferimos) po,icione-\e .más d.l
cadcir.a e, com a mão esquercb, empurre gennlmence o
paciente parn a frente, cm se desviar do pLmo sagiul, e. com
a diren:.a, palpe º" ganglios mentua.1'-, com os dedo( mdica
dor, m~clio e anuLir, levando-os de encontrO .i face intem.l
da região mencual do osso mandibular.
As cadeia~ qm.> o estomatologista deve avaliar são as --e
gui nces:
• Os gânglio!> fübmenrum estão locaJ1zados enrre os ven
tre, anteriore~ dos músculos digastncos. Drenam o as
soalho bucal. região anterior da língua. dentC) ânce
ro-1.n.fenon.~ e lábio infenor. À (Ua palpação, vene
mos a cabeça do paciente para a frente, qu.l!-e encos
cando-lhc o queixo ao pe1co, para podermos relaxar
os músculos cuóculares e aprofundar o, dedo:> na re
gi.ão. tracionando-os de encontro à bord:i incema da
porção lingual da manchbula.
• Os gânglios da cadeia ~ubmand1buJar estão locahzados
na Clct: interna da mancli'bula, Junto ao ângulo. Dre
nam a re~ào genia.na, borda lateral e região posterior
da língua. consilas, 3$0alho poscenor, nanz. palato e
parte do lábio mfenor. Fazem0 e cervicais profundas locali.zam
se na parte infenor do músculo omo-h1ó1de.
• Os gânglios ccrvicm antenore~ superficiatS direitos e
esquerdos são p:tlpados1 com os dedos na porção ance
rior do mú~culo e~cemocleidoma.sróideo desde o ân
gulo mandibular ,lté a exrremid1de estemal da claví
cula. Logo abaixo do ângulo mandibular, encontr:He
o gângl10 toruilar.
• As cadeias Jugular direita e esquerda ~ão palpadas com
preemão bidigital do músculo estcmocleidomascóiao longo w arrc
ria occípicat São palpa~ deshzando-:,c os dedo> desde
o occipíao até a região da nuca. 1 )n:11.JJTl , pde e cou
ro cabeludo e recirculam a linfa na rt:giào occ1p1tal
• Os gânglios cerv1c:u,
já que gânglios nomu1s não são palpávds. e não J mtcrpre
r.ação dos achado~. que de\'e c;er deuc.ada para o capítulo &~
hipóteséS diagnóstica.\. Cl~1cami::me. o que se pretende fàzer
é diferenaar os gânglios de narureza intlamatóna dos de ua
rurez.a neopl.isica maligna 1rn:tastática ou primária.
TatS descritores estão na Quadro 2. 1 O. E,crcvcm-se pn
metramente o nome da cadeia coseu lado (quando for uni
lacerai) O termo homolateral ou ipsilat~raJ ê us;1do par., a
linfadenomegalia do mesmo lado da patologia pnmária, e o
Oifercnaação clin1ra entre gânglios de natun:2;1 mílamatóa.1 e os de n.ltureu neopLlltCil maligna
1m~ta~tiric.a ou pnmán.t
Descritores dos aspectos clínicos
Características Awuento ele Superficie lnfilmção Mobilitbcle Sem1b1l1cude Aumemode Consutenaa
volume à palpição temperarur.i ..,.
lnfLunatóri.u > Lisa + > >~ Ftbro~
Atí: um limite Borrach6ide
Nf'opli\ic.u ScJtl lumtc R ugosa = ;mmeoado:em
outra oporrunidade confirmará a variação de forma e po
sição.
Na língua estão 90% das papilas gustativas; os 10% res
tantes estão na mucosa bucal posterior e faringiana. A gran
de maioria das papilas gustaovas está no dorso lingual. As
papilas filifonnes não possuem receptores gustativos. As
papilas fungifon11es concêm esses receptores, mas cm peque
na quantidade. As papilas foliáceas os contêm na quantida
de de 25 a 30 por papila. As circunvaladas são as que têm a
maior quantidade de todas (300 ou maic; por papila).
O sabor doce é sentido na região anterior, o azedo ou
ácido nas regiõei; látero-medianas, o salgado na porção cen
tromediana e o amargo nas regiões látero-posteriores, jun
to às papilas circunvaladas.
2.5.6.4. MUCOSAS JUGAIS
As mucosas Jug:w; direita e esquerda, terços anterior, mé
dio e postenor, são exammadas por inspeção, por palpa
ção bidigital e dígito-palmar e por tração para ântero-la
tcral.
Notamos a desembocadura dos ducos de Stensen, na re
gião à frente dos pnmciros e segundos molares, freqüence
mente sobre uma papila de amanho variável Essa variab1-
licbde poderá confundir os examinadore5 menos c!Xperien
tes, que podem tomá- la como uma patologia presente.
Costumamos comparar um lado com o outro para avali
armos a presença ou não de sunetria. Alguns neófitos desa
visados poderio confundi-los com uma doença, e uma si
metria presente descarta essa possibilidade. Secamos os dutos
com gaze ou jato de ar e verificamos a volta do fluxo ~alivar
e as características desse fluido. Um desvio de quantidade.
consistência, viscosidade, fluidez ou transparência poderá nos
levar à suspeita de sialoadcnite uni- ou bilateral das paróti
das. Se corrermos o dedo da saída dos dutos em sentido
posterior. estaremos percorrendo o duto parotídeo.
Um retículo esbranquiçado plano e/ou ligeiramente
papular, reflexo de hiperqueratose e trauma, na correspon
dência entre os dentes em oclusão, denunciará a presença
da linha de mordida ou hnha alba. Nela há um espessamen
to epitelial (acantose) e hiperqueratose.
Pápulas amareladas. principalmente no terço posterior.
podem ser conseqüência de grânulos de Fordyce, apenas
glândulas sebáceas ectópicas.
2.5.6.5. PAI.ATOS
Exploraremos, por inspeção e palpação, o~ palatos duro
e mole, separados pela sua consistência, superficie, colora
ção (rosa-pálido) e mobilidade espontânea ou provocada ao
pedirmos ao paciente que pronuncie a primeira vogal com
a boca abena. Para exammarmos os palatos, o paciente de
verá estar com a cabeça hiperestendida para mís.
O palato duro é formado pelo osso palatino e possui, na
linha mediana. a rafe palatina. que termina na porção ante
nor, na papila mc1S1va cercada pelas rugosidades palacirias.
O palato duro, no seu terço anterior, apresenta as rugo
sidade5 palatinas, ua linha mediana a rafe palatina e, no ter
ço posterior, as duas fóveas palatinas.
Eventualmente. o paaente poderá apresentar um nódu
lo ou tumor central no palato duro, representativo de um
toro palatino, uma variação da normalidade.
Nos fumantes habituais, as glândulas salivares menores do
palato duro se ap~entarão como pontos entematosos ou
pápulas esbranquiçadas com o centro eritematoso. acusan
do a presença de mucomes da estomaote mcoánica.
À palpação do palato, poderemo~ sentir crepitação,
dcpressibilidadc ou choque de retorno, demonstrando
osteólise de causas \~anáve1s. Nódulo ou tumor de forma
variada. recoberto por mucosa normal, pode simular apre
sença de toro palatino, apena~ um desvio de dcsenvolvuneu
to sem significado patológico.
O palaco mole é uma lâmma Ullomcmbranosa, móvel.
situada na porção posteóor, em seqüência ao platô duro,
separando incompletamente a boca da fàringe e esta da ca
vidade nasal.
2.5.6.6. REBORDOS ALVEOLARES
São exarrunados e, depois. palpados a.faseando-se as mu
cosas Jugais e pedindo ao paciente que aproxime os dentes.
A expansão dos rebordos alveolares pode revelar os si
nais de uma e>..1>ansâo dos ossos do complexo maxiloman
dibular.
A palpação da região correspondente aos ápice5 dentais
poderá revelar as periapicopattas. A palpação dos rebordos
poderá se apresentar com conmrência pétrea, crepitante, in
dicando adelgaçamento das corneais, ou com choque de
retorno indicando a presença de conteúdo líquido própóo
dos ctscos ou ameloblastomas.
2.5.6.7. ÚVULA, PJLARES TONSILARES,
TONSILAS E OROFARINGE
Dos palatos, prosseguimos, por continuidade, e.xanúnan
do a úvula, pilares tonsilares anterior (arco ou pilar glosso
palatino) e posteóor (arco ou pilar faringopalanno), região
tousilar e orofaringe. Se necessário. abaixamos a língua para
faohtar essa manobra. O paciente poderá a_iudar pronunci
ando a vogal "a". Evennialmente, a úvu.la poderá estar bífida.
28 O Mbodo D1a.(!11Óslico
Usualmence, no adulto, o volume da tonsila não ultrapas
sa os pilare~ ton~ilare,; e apr~cnta color.ição idênaca à das
dt·TllaIS mucosas Nas cnanças, o volw11c é J.llalor e ª" constlas
pnJt."Tào t."\tar mais ericemacosas. Os pilares c;âo palpados dt:S
lizando-se o dedo verticalmente ao longo deles.
A orofaringe f tomada por pequeno,; vasos e pela pre
sença de algum~ placas de tt"cido Jinfóide.
2.5.6.8. DENTES E TECIDOS
PERIODONTAIS
Evidentemente, o exame des\as e-;crururas é de 'IUtna
importânc1.1 em uma consulta odontológica; entretanto, os
livros e~ wsciphnas de .Endodonoa, Dcntísnca e Penodontia
exploram o a.'imnto com propriedade e amplitude. razão pda
qual não o estamo .. detalhando neste livro.
O e:.tudance, uma vez formado, fucilmente unirá o exa
me dessas eslruturas com o que aqui está descnro.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL,
HIPÓTESES DIAGNÓSTICAS
OU DIAGNÓSTICO DE
TRABALHO
É um exercício de probabilidade~. Considerando-se to
dos o, ciaJos :ué aqut obttdos, usa-se a propedêuaca clínica
para chegar ao dtagnó,;ttco diferencial, que t: uma elencagem
h.ic:rarquizada. i~to é. da m.úor para a menor probabilidade
das possibt11dade,; de diagnóstico final. Aqw u~arernos os
nomi:i. elas entidades no'iológicas, tsto é, das doença,.
Algun~ preforem serruografur como 1) 1, D2, 03 etc.; ou
rrm p~fettm nocar doença A X, doença B X, doença C X. ..
O clímco, ao reumr os dados do exarnc: clinico e fom,u-
1:tr hipótl'scs, t:stá atuando como um pesqu.isador, pois, à
'\emelhança decom propriedade e cm considerável ex
temão. o processo diagnó)áco, dedicando-se inclusive a entrar
em decalhes aoruclinais na relação profü.s1onal/ pacience.
Q,; rapítulm que tratam dac; docnça!i da boca o fazem
a parrir de uma abordagem clínica. Depois de uma dis
cussão a respeito das lesões fundamentais, as doenças são
estudadas por upo de lesão. Essa é uma abordagem dificil.
pelo fato de que algumas doenças aprc~entam tantas carac
terimca\ clímca:. que poderiam ser incluídas em mais de
uma categoria Por esu razão, os autore.. áveram que op
tar por di~cuór algumas doença) no capítulo em que fo!'>
scm mais adequadamente enquadradas. Ao escolherem que
condi(Õcs clíruca.s deveriam abordar, u~aram o critério d.a
m:uor prevalência, e, embora mencionem outra.~ condições
no d1agnú!>oco diferencial, são discutidas as doenças mais
importantes por causa de sua freqi.iêncaa de ocorrência. Os
e:-:ame~ complementares ~o objeto de d.Jscussão. e o leitor é
apresentado ao:, c..xamó mais comumente usados na prática
esromatolóh11ca. Temas tmporcanccs, como a b10,,;egurança
na Odontologia. recebem também atenção, ,cndo a esse as-
sunto dedi1.ado todo um capítulo. Outro capitulo é dedicado
ao atenduncnco a mctiv1duos que se submetem a radio- e/ ou
quimioterapia, reconhecendo o fato de que cada vez mais o
C1rurgião-Oenti.sta vê- qm:,t.·m cd1çõt..~
subseqúent~ desta obra, e,;~ ~ão pos,a ,er expandida ou
desdobrada, em face da enorn:údade de situações em que
condições ~1stêm1c.as devam çer comtderaonânciasão:
• Htstopacológ,co, após biópsia
• Citológico, após citologia esfoliativa
• ímagenológico
• Mtcrob1ológico
• CuJmra
• Antibaograma
• Laboratoriais
Hematológicos: hemograma e coagulogram:i
G1icênuco~
Bioquíuucos de ~angue e unna
A palavra d1agnóst1co vem do grego (d,a = através;
gnoscie,i = conhecer). É o objetivo da metodologia do exa
me clinico: a 1dena.ficação da doença que o paciente pos
sui. É dele que trataremos e iremo~ informá-lo ao paciente.
Não chegamos a ele para nossa sansfução pessoal. mas por
um motivo prag:máoco: cuidar do paciente.
Repetindo: o diagnósáco final é dado pelo profissional e
não pelos exame-. complemencares. Tanto é verdade que
podemos chegar ao diagnó,t1co final !>em o concurso de
nenhum exame complementar É o que fazemos em alguns
c.1Sos de ulceraçõt..-s afto~ recorrentes, candado~e pseudo
membranosa aguda e herpes recorrente.
Depende do diagnóstico final enconcrado e será elabo
rado graças ao conhecimento que o pro6ss1ooal cem sobre
O ,Wirodo Diag11óstic(I 29
a doença encontrada. Além do tipo de doença, depende de
outros fatores: dano anatômico e funcional, efetivid.lde dos
recursos lerapêut1cos disponíveis, estado geral do paciente
e das condições psicológicas do paciente.
Vanará de acordo com o diagnóstico final encontrado.
Cada paciente tem suas identidades biológicas, psicológicas
e sociais que precisam ser levadas em consideração no seu
t.ratamento. Um exame clinico competente pode consegtur
esses dados essenciais para a tomada de uma decisão cera
pêuaca. A isso chamamos diagnosticar o paciente e não di
agnosticar a doença. Padronizar uma conduta traz grandes
inconveniênC1a.S. Em qualquer terapêutica, pensaremos na
relação beneficias, custos e riscos.
O tratamento deverá ser, quando possível, especifico. Ex.:
penicilina para o tratamento da sífilis.
Será inespccifico quando receitamos corticó1des para wn
edema pós-operatório.
Poderá ser de suporte quando procuramos melhorar as
condições gerais do indivíduo para que consiga combater
mais efetivamente a doença. Ex.: receitamos vitamina~ para
um paciente subnutrido ou hidratamos um paciente desi
dracado.
Será sintomático quando tentamos aliviar os sintomas.
Ex.: analgésicos para dores causadas por uma úlcera bucal.
Será empínco quando não temos dados que comprovem
sua efetividade. Ex.: antibióticos receitados sem cultura e
antibiograma. Será de escolha quando baseado nesses exa
mes.
A substância falsa, ~em atividades terapêuticas, que se as
semelha a uma apresentação (comprimido, cápsula, drágea
etc.) verdadeira é chamada de placebo.
Quando fazemos o diagnóstico clinico e tentamos tratar
a doença com uma droga específica, sem nenhum exame
complementar, dizemos que estamos fàzendo um teste te
rapêutico diagnóstico.
Qualquer que seja a modalidade, ela fará parte de um
conjunto que podemos chamar de planejamento tera
pêutico.
Um dos problemas que temos para enfrentar no trara
mento é a adesão do paciente a este. Nem sempre ele segue
o esquema proposto pelo profissional por urna série de ra
zões, desde as pessoais até as financeiras.
Todo cracamemo deve sofrer um segw.menco para vigiar
seus resuJtadm. Independentemente disso, algwnas doen
ças correm o risco de recorrênoa e, assim. o exame clínico
deve ser repetido de tempoc; em tempos. A periodiadade
dependerá da doença e dos mesmos futorcs citados no prog
nóstico. Dependerá também do estado geral e/ou das do
enças sistêmicas que o paciente poc;su1. Ex.: podemos deci
dir que os problemas periodoncrus devam ser revisado sem mars que uma doença."
Anacole Paul llroyard (1920-1990), ensaí~ta americano,
pouco antes de morrer de câncer de próstata, em Boston.
3.4.7. Empatia
J.4.8. Antipatia
J .4.9. A ttgulação da agressivid•de do prnfhsional
J.4.10. A regulação da auto-estima
3.4 . lt. Aprendendo a dizer " eu nio sei' '
J.4.12. Tolerincfa
J .4. IJ. Quando o paciente chora
J.4. 14. Aprendendo a lidar com o paciente agreslivo
J.4.1 S. Colocando limites
3.4.16. Maneirismo profiss ional
3.4.17. Preconceitos
3.4.18. O paciente como objeto sexual
3.4. 19. Abordando a sexualidade do pad ent•
J .S. AS RPP NO .E.X.AME CLÍNICO
J .5.1. Obtendo confiança
3.5.2. Pressões do tempo
3.5.3. A escuta
3.S.4. lnfomias-3es não-verbais
J .S.5. Contribuições da individualidadw do paciente
J .S.6. A queixa principal
J .S.7 . A hln6ria da doença atual
3.5.8. O exame fu.ico
3.5.9. A comunicação do di.agnónko
3.5. 10. Os cinco estágios de .l::.li.zabeth Küblcr-Ro»
SAINDO DO MODELO
CIENTÍFICO-BIOLÓGICO
ESTRITO
3.1.1. Por que Estudar Relações
Paciente-Profissional (RPP)
Porque, não importaqual a queixa pnnc1pal ou proce
dimento técnico estamos fazendo ou no qual nos especiali
z:imos, ~cmprc estaremos estabelecendo ~~ relações.
Rela(Õt'.S Parimtr-Profissio1111/· o E~mo Crmraf 1/1t( CíF,uia.s dil SalÍde 31
Porque:" o diploma de orurgião-denusta rüo dá certifica
do de hannonia mental e equilíbrio emociotul para pene
trar na mente da., pe~oas que ,ofrem.
Porque, quando a escudamos. 1dcnnficamos e desenvol
vemos habilidades e conheamentos que J:Í pmsuímos, e usa
mos sem perceber, acerca ~ relações com as pessoas e,
agora. com paoentes.
Para 6cannos lll.3.lS atentos aos aspectos importantes des
sas rebções que antes passavam despercebidos.
Para podermos esclarecer dúvidas que remos duram:e es
sas relações.
Para tomam1os mais objecivo e: racion.11 esse tema, sem
aprendem1os verdades absoluta.e;, pois ele é geralmente tra
tado de forma subjetiva e intuitiva.
O obJcm da., RPP não é aprender a lidar com os proble
mas orgânicos da., pessoas, mas aprettder a lidar com pesso
as. Entretanto, antes de aaibuir uma c:ausa p:.icológica a um
sintom:i, é preciso investigá-lo t!xtensamente para excluir
todas as causas fisicas.
Para conscgurrmos alcançar um dos objcavos de uma
coruulca, que é trazer a satisfação de ambas c1S partes envol
vida$.
Para termos sucesso profus1onal não ,ó do ponto de vtst2
financeiro. ~ c:ambém da satisfação pt:SSoal.
Profiss1onatS podem ser perfeitos tccrucamente e fracas
sar por não ~aberem se relacionar, e profü,;ionais incompe
tentes podem ter sucesso porque dominam essas habilida
des.
3.1.2. Profissão e Arte Médica
NL'!itc advento de um novo século, as profissões de saú
de vêm apresentando um progresso tecnológico expressi
vo. Apesar dtsso, o paciente está sendo olvidado. Nunca
tantos exam~ complementares foram tão solicicados, nem
sempre por necessidade, o que, além de causar ônus, sub
mete o paciente a desconfortos e aprecn'iôcs. A tecnologia
não mc:lhorou a quahdade do atendimento, e a falta de um
diálogo humano entre os envolVJdos é cada vez mais evi
dente. 1-.so cem traz.ido desapontamento, insarisfàçào e des
confiança para o doerue. De modo redundante, até para
ev1rar dema.odas judici:u.s, muita.,; vezes geradas por es.sa des
confiançd, o profissional de saúde procura cercar-se de exa
me moral.
O hohS-mo prega um cont.ito direto com a realidade
hwnana do paoente e admite que uma das reclamações mais
frcqücnct.."S do doente é contra a inabilidade do profissional
cm se comunicar com ele. Para essa corrente de pensamen
to, o modelo c1entífico-b1ológico não c;ervc para exammar
e compreender o pclbatnento e as emoçÕI!\ humanas. Além
d.isso. o trar.unenco deve ser 10dividw.lizado de forma a cra
ar o doente e não a doença.
Um biólogo molecular pode não cer contam com o paci
ente, m.n o cliruco o fiz corneante e C$treic.unence. Portan
to, ele deve individualizar o protocolo de cracamento sem
violar os conhcc1mencoc; técnico~. éoco~ e mol'3.IS, e paciente
e profissional assumem, cada um. suas rcsponsabilidades.
Não ,;e mede um fato psicos.soc1al u,;ando exclusivamen
te critérios numéricos e matemático~. Há nece~sidade dt:,
pelo menos, doLc; referenoa.1s: o corpõreo ou fis1co e o psi
cossocial. Admite-se que cerca de um terço dos pacientes
de uma clíJ11ca apresenta smtoOl.Js p,1copatológicos ou
psicôgeoos.
3.1.3. A Influência de
Descartes na Ciência
René Du Perron Descartes ou Renato Cartcsius (3 J /3/
1596- 11121 1650) ceve uma uúluênc1.11mporcanássima na
ciência. de fonna geral e~ an~ médica!., ele forma paró
cular. Muitos não notaram. mas a exc~1vJ especialiuçào nas
profi~õ~ em geral e nas da saúde decorre das suas idéias.
Na sua obra "LA dcsmptio11 du corps /111mai11", Descartes
afinnava: "se deLxannos de lado as aovtdades intelectuais e
volicion:tis d;i "alma racional", o funcionamento da máquina
corporal pode ser explicado por pnncípios puramente me
cânico~··. Acreditava que o mundo inteiro, exceto Deus e a
alma, operava mecanicamente e que, portanto, todos os
acontcnmcnto, natur:us podenam ser explicados por cau
sas mecânicas, ou seja. o corpo humano é apenas sujeito às
leis comuns da mecânica. lc;so ,;e tomou uma das idéias fun
damentaJS da Fisiologia mode~.
No seu livro "Discou, de la 111c1l10,Jr" (" Dismrso sol,n? o
méto latim como "Cogito. ergo s11111" e para nossa
língua como "Penso, logo existo". mrroduztu uma meco
dologia científica apart:ntemencc inconcesuível, onunda de
seu pensamenco filosófico e matemánco:
Nunca accuar nada como verdadeiro sem cer conhe
ci menco evidente da. sua verdade.
Deve-,;e dividir cada uma da.e
rem chamar as dunensões humana.
Recuperação da capandade funcmnal e ecom
a finalidade de alcançar ~cw respectivos obJerivos.
N~ RPP é uma ~tratégia para dinmrr e solucionar as
diferença.~ entre pac1eoce e profüs1011al nos seus mrcmos de
l"~tabdecer um contrato consensual
Deve ser deixada wna porta para o profissional alterar o
plano de tratamento sem que isso signifique incoerência e
insegurança. Ao contráno, reveJa marundade, competên-
c1a, noção de ~eu.e; limites, respetto pelo paoente e tentativa
de obter adesão do paciente ao tratamento.
3.2.4. Contrato e Consenso
Para que os beneficio) seprn garantidos, é neces.~ário ha
ver um contrato de cooperação entre os envolvidos, ou seja.
um acordo entre as partes que transferem entre St direitos e
ohngações. H á até uma corrente que acredita na necessida
de: de formalização por e~cnto desse contrato, que de-verá
ser finuado por ambos. O que precisa ficar ben1 claro é que
amba.~ a.~ partes gozem de privilégios e, princ1palmence, de
obrigaçõ1..-s. sem necessidade de termos ágidos.
Geralmente exi.src um consenumemo explícno ou táci
to para chegar a um cfügoóstico, explicar a etiofuiopatoge
ma e mstituir um tratamento para buscar a cur:i
Cabe ao profissional, conhecedor do assunto, buscar um
coosc::mo !>obre os procedimentos a serem adotados e esti
mular a aderênaa do paciente ao tratamento.
Se houver negação desse item. ele deve procurar as ori
gem de tal aótude parJ comgir o que esteja errado ou, caso
ncccssirio. ~ustar a rua participação no tratamento por que
bra de couc:raco, a menos que cmca uma emergência, e remar
cncam.1.0har o pacienle para outro profusional.
O LADO DO PACIENTE
Nas condi{ôts 11c,m1ars dt prtssõo, temptr.1tura t 11midadt
e outras l'anávtl$ rítidamtt11e controladas, o ,1ruaçõe, viuvez, perda., de qualquer natureza. mudança de em
prego, aposencadona e velluce.
Tanto a angústia e .1m1ed.1de como a depressão podem
causar morb1dades; entrc:tanro, os dados dispo,úveis apon
t.-un que essa última pode ~er pior.
A depressão se caracteriza. em graus "ari:1do~. por tmre
z.a constante, humor dcpnnudo, autodeprec1ação ou baixa
auro-esóma. desamparo. dl')C..,per:mç~, dl!SÍnterc:)!>e. anedo
rua (incapacidade de ~enctr pra7c.·r). dcsmonvação, dilicul
dades em tomar decisõe,;, f.alca de memóna, )tnJrome de
pán.ico, insônu, 1dea.is swcu:bs, carcmogên~e e morte.
A an~1edade ou angú!>tia se mostra. em grau .. variado",
como sensação de medo, apreensão, tensão, vago de~con
forto, inquietação, irritah1lid.1Je, aJucinaçõci. fugazes, ton
curas, alterações da perc.onalicbde, perda da noção de reali
dade. diminuição c1.i capandade de concentração. faJu de
memóna e incapacidade de Julgamento.
fumce a porubilidadc de canco um faro como oucro esta
rem presem~. complicando o dtagnósoco do médico ou
psicólogo. M uito comum 0:1 clímca é a presença de c..-stados
depressivos tratados com tranqüihzarires menores, o que
pode agrav.1.r a s1ruação. A queixa de imônia pode ser trata
da dessa forma, quando sua cau a é:, mais freqüentemente. a
depressão.
A urbanização da população brastle1ra e as condiçõe'i
sociais das grandes cidadt!'> são fatores de con01bu1ção dec1-
siva para essas duas condições.
3.3.3. A Fase Pré-consulta
É o tempo que vai da con~1enõzaçào do paoence ~bn: que
algo c!Stá errado consigo até a primeira consulta com o profu
s1onaJ. Os ~,mornas podem ~cr maJ definidos ou agudos.
RdD{~o l'1U1t11te-Profis1io11al: o fa1tt1to Ct11tral d,u Cib1ciM dt1 &wdr 35
Exemplos de doença.~ 6.s1ca.s relac1onadJ~ com a depressão e am1ed.-idc
lnfecci~.:i\ (por baixa ~ imunidade)
Nc:urológic:is
- Demência ~c:ml
Doeuça de Alzhellller
- Acidente ,"al>cuJocerehral
- t>arkimomçmo
- faclero"L" múlopla
- Epih.·p~ia
Emlócriu.b
- Hipo- e: hipcrtin:oidirnio
- Doença de Addimn
- Doença de Cmhing
- Hipenu\Ulummo
-D1abc~
- Menopausa_
Neopl.lsias
- C.ucmoma d1: pinc:rca~
- Carcinomacose gcneraluada
- V.-in:L~ neoplas1as malignas
Doenças ;mto-imun~
- Líquen plano
- Li1pu, critcmam~o illtêm1c:o
- Lúpus critemato.;o crôruco ,fücó1de
- Artrite tn1DL1tóidc
- Polfarterire nodo>.1
A avaliação da doença depende da imagem corporal, que
é a percepção comciente ou não que a pessoa possw sobre
a ~struturn, aparência e funções do corpo, associada com seus
pensamcmos, &ntasias e idealizações sobre si próprio. A ima
gem. corporal é, ao me:-;mo tempo, objl!ti.va e subjetiva. Nisso
dúere da opmião do profissional. que tem uma tmagem cor
poral do pac1ente geralmente mm objetiva.
A sintom.ttologia pode ccr significados diferentes. sendo
mais alannauces quanto mai,; ameaçarem as fwiçõe.,; vitats,
ou quando forem mais vi,;ive1 .. : uma dor no peito preocupa
mais que uma dor no dedo: um nódulo na coxa preocupa
meno, que uo1 nódulo no rosto.
O s1gruficado ~unbóhco da sintomatologia depende da
esnucura psíquica do paciente, de seus cUltecedentes sociais
e da própria soaedade em que v1vc e da localização da do
ença. Isso fica claro se uma pequena sintomatologia provo
ca uma reação psicológica muno mtensa e ceoncamentc
de,;proporcional.
A boca possuí um significado simbólico pamcular que se
origma tnterna e externamente.
Através da boca se expressa o .amor e é saciada a fome,
ambos esses &cores geaninais para o ser humano.
O amor pode ser mamfestado de diversas formas pela
boca, tanto na forma de palavras como sendo um órgão
sexuaJ.
Docnç.u cardiov:ascubtt)
- Hipcrtcruão an:crial
-Angina
- .I:.nfutc do miocirdio
Numcion.ai,
-Pd.1gr;a
-Derihéri
- Anemia pemicios.1
- Hipom.agn~c:m1.1
- Porfi:ria
- Urcnua
-Ob~1dule
Digestónas
-Úk~
- G~mto
-Colite'\
- Doença de Crohn
- Bul11111a
- Anort-xia
TóxiQ$
-Akooh~mo
- Cac.imomarua
- Hcromoaunia
-Tabagismo
A fome é aplacada pela wgestão de alimento,; t.• vem so
frendo conotações históricas e mor:us na históna humana.
No Ge11m bíblico (3: 19) algumas faSô prê-gcn.ic;m - oral, anal fàhca t"
latente - antl!S da fue genital. Na fue oral. que v:u do nas
cimento até 18 meses de idade, a pstcologia é dominada pela
necessidade de wcorporar os alimento), sendo a boca sua
c:stimulação táctil e o comer as pnnc1pais fomes de sansf::1-
ção e prazer. Por essa razão, as crianças nessa fallQ ecária
levam tudo que encontram à boca. Por mecanismos de re
gressão, o paciente poderá voltar a es.regressão pode ser considerada como a volta transicó
na a escigio~ evolutivos da personalidade antenores aos da
36 Relações Padmte--Profas,onal. o E1•01to Ccmral das Ciências da Salidt·
faixa etária do paciente, substinundo as funçõ~ da perso
nalidade recém-adqumdas. GeraJmente é causada por medo
e :tnl-itdade. A fix:iç:io é a pernunêncu da pel"ionahdade do
indivíduo em estágios evolutivo~ da personalidade anterio
res aos da faixa etána em que se encontra. Enquanto a pri
meira é desencadeada pelas circunstâncias e pela incapaci
dade que a pessoa cem de lidar sozmha com a doença, a
,;egunda é um estado penn.anente. É esperado que você te
nha graus variáveis de mfaut:ui.z.a_çào frente a wn futo extre
mamente assustador (regressão), mas nem canco que vocé
seja o tempo todo imaturo (fixação). A fixação pode ocor
rer porque a passagem para uma fase achante e,;tá carregada
de enorme ansiedade inconsciente.
Quando o paoente mfantihza, perde a lógica e a realida
de do pensamenco, alimenta funtasias e to~-se rejeitante,
10anustoso, beligerante, exigente e irado, numa emumra
comportamental que, provavelmente, tinha com seus pais.
Para ace1car a doença, o pac1ence poderá U$ar as ~egwn
te~ estratégias:
Enfrentá-la com coragem
Ignorá-la canto quamo po~ível.
AJu~tá-la às suas condiçõ~ de vida (e vtce-versa).
Desesperar-se.
Tomar-se afetivamente carente.
Regredir.
Ess.'l adaptação à doença poderá envolver as -.egwnces pos
tura.~:
Manter o equilíbrio emocional perance o estresse cau
sado pela presença da doença.
Preservar a~ relaçõe5 socws, que podem tomar-se tensas.
Resguardar a estrutura familiar das dificuldades emo
cionais, -func1onau e financeiras.
Enfrentar corajosamente as situações adversas: a inca
pacidade, a dependência dos funil1ar~ e esrranhos, o
desconfono causado pela doença ou pelo" procedi
mentos diagnósticos e terapêuticos que virão.
Ter uma formação reativa: aamentar 3.J.Dda ma1c; seu
grau de atividade par.i provar a si mesmo e aos outros
que mantém sua força e capacidade de controle sobre
a situação.
Apresentar medo da morte ou msegurança sobre seu
fururo e o de seus f.uruliares.
- Apresencar os crncos escig10s do moribundo de
Elizabeth Kübler-Ross: negação, ira, barganha moral,
depressão e aceitação (descricos adiante).
A negação pode levar ao adiamento da consulta, oculta
do sob uma série de: alc:gações, como falta de tempo, falta
de dinhéiro. medo, vergonha. expectativa de cura espontâ
nea, más e>.-periênoas preg:resc;as e cencaova de aucomedJca
ção ou procura de métodos alcem.ativos.
Tai\ ~entimentos independem de cultura, inteli~e-ncia e
conhecimento. É conhecida a dificuldade que temos em
ttatar de médicos, que co~cumam c;ofrer de .. e~111cral1.htc" (a
doença da pedra usada cm seus anéis): dos denri~cru;. que co -
tumam sofrer de "granadice" (sua pedra é a granada). e dos
execuovos em geral. que sofrem de ''execuov1ct"" ou da
"molésoa das reuniões" Toda~ eles comumazes proteladores
de consultas.
O medo e a preocupação diante da dol!nça são, até certo
ponto, nonnats.
A vergonha, que alguns sentem, pode estar :b)Ociada com
fraqueza, mferiondade. culpa e punição. Em algumas ~itu
açõe:s a vergonha é fruco do preconceito e da i~orâncü É
o caso. por exemplo. d.a.-. doença., esogmariz.adas pela ,octe
dade como o câncer, 3.) doenças '>exualmence O'aOSlllbSÍVei~
em geral (sífilis, gonom:1J., AIDS/ SIDA e ourras) e as do
ença., mentais.
A transferência é a adoção incomcicnte, num momento
atual, de um comportamento apreendido com um fato do
passado. Ele pode ~er também um motivo para adiamento
da consulta ou de uma séne de ,encimemo, contra o profis
sional que podem ou não ter n..~paldo com a realidJde (ge
ralmcnce não cêm). A consulc;i será adiada porque:, "no pa~
sado, quando o mesmo fato me aconteceu, \Ofn muico,
paguei mu1co ou perdi mwto tempo". Se vou ter que ex
trair um terceiro molar, "provavelmence vai mcha.r mwto,
porque, na última vez que fiz isto ... "). Poderá acé ,cr fome
de preconceitos: "Na última vez que mo ocorreu, fui aten
dido por uma mulher. um rnsse1, um profi.mon.tl alto, um
Judeu, um italiano etc., e agora, t:LS que me encontro na
mesma situação."
A contracraruferência é o mesmo sentimenco no ,entido
inverso, do profissional par.a o paciente: ''T oda vez que
extraio um dente do ~ThO do lado esquerdo. ou de uma
mulher etc.··. O profissional pode dmgir ao~ paciente" ,cn
tuncntos que nada têm .1 ver com de, mas fuz pane: de sua
Vlda p~soal. A contratransferénoa pode ser dmgida a um
único pacicnce ou a cerco, tipos de personalidade I! grupo~
ctános, raciais, reltgao~os ou sexuais. É imporuncc que se
esteja atento aos senomento't que certos pac1cnces evocam
sem u1na causa aparente ou concreta.
Tramferênc1a e contracramferência podém \er er:tpêutica. baseado criteriosamente nos conheci
mentos c1encíficos disponível( e avaliando as relações
me.o, beneficio e custo.
Re de governar a si próprio, deadir entre as opções ofe
n-cu bs C' dtliberarsobrt' a ~ua vida, infom,ando-o, esda
rt:ce11du-u e ~1 mrn]:uido--o a pamc1par das decisões.
Reconhecer suas lim.tc.,ções, solicitar tnterconsultas e
fazer encaminhamentos para outros profissionais e ins
tituiçõe-; mais capaciradas de acordo com o perfil pes
soal e sócio-l!conômico de cada paciente.
- Respeitar o código de éoca cscabelec1do e guardar 'il
gílo
3.4.2 . A Escolha da Profissão
Um dos fucores que levam alguém a escolher a profissão
odontológica é o !>Ocial.
Nos úlcunos anos, houve uma queda de pn.-scígio devido
à proliferação desenfreada de cu~o~ de graduação, pós
graduaçiio e espec1al1zação sem qualidade técnica e docen-
ce. movida Dlab por interesses de uma indústna do t!nsmo
do que pelo mteres.se da populaçio carente d~ses rerviços.
Tudo mo ocorreu com a pífia anução dos organismos
rcspomáve1~ pela educação. das entidades reprt:Sencauvas da
classe. mJJs interessadas em promover cursos para prover ~ua
sobrevivência, e dos própnos profissiona.is que não têm ainda
consciência de classe desenvolvida.
No ano de 2004. a Ordemdos Advogados do Bra.,;-il re
provou 73% dos candidatos à obtenção do registro em seus
quadros. É o caso de especularmo,; ~obre o que .1conteccri.i
se nosso,; conselhos aplicasst:m filrroot emelhante
duz um abismo entre o que a aência é capaz de fazer e a
capacidade da população de ter acesso a esses bcncfic10s.
Enganam-~t' os que pemam que isso vc-m f.worecendo a
população carente, que continua de~prov,da da atenção à
sua saúde, po1c; c;eus salários sequer chegam para cobnr ~ua.,;
nt!ces~dades mais primitivas, quanto mat, para cobár O) al
tos cuscos cobrado,; pelos convéruos. Assim. a população de
de,dcncados continua a cre.c;cer
Apesar disso, a pro~ão amd, m:mcém se11 respeno e é
presÚb'ÍaW pcLl soc1cdade e pelo núcleo fam1har.
Conscientemente ou não, aistc:m f,non:~ de: ordem psi-
cológtca:
A profissão permite ajudar outro) )ere:. humanos (al
truísmo e humarutanSmo).
.É capaz de suprir as nc::ct!i,:,iuadc) narc:1i,1Sm de apro
vação e a.ceir.ação
Mantém cm alta a auto-estima.
A escolha pode advir de uma idealtução real ou
úncas10 a do curso de graduação ou do própno exer
cício profiss1onaJ.
Pode ser resultado de um voyensmo inconscience, pois
pcmútc entrar em contato íntimo com os Cacos da vida
dt! outros seres humanos.
Pode ter ~ido escolhida pela bu~ca de um poder ~o
brcnarunl ou super-humano. Já que cem uma aura
(falsa) de 1nfilihilidade e orupocenc1a.
38 Rtftl(Õt!S Paae11re-Prefwior1al: t> Ev~uo Ce,itral dru Ciênaas d11 Sllúde
Amigos e parentes próximos podem ter influído na esco
lha, ainda que a real vocação possa ou não estar presente.
Algumas pessoas escolhem as profusões da saúde por
medo inconsciente da morte.
Existem fatores de ordem intelectual e pessoal que, pelo
meaos teoricamente, os profissionais de 'iaúdc têm ou de
veriam ter:
Os dotes intelectuais e os conhecimentos geralmente
estão acima da média populacional.
São estudtosos e dotados de ambições intelectuais.
Os profissionais de saúde têm ambição e apego ao su
cesso acima dessa média.
T êm interesse pdas ciências naturais, biologia e fisio
logia do corpo humano.
Têm interesse em lidar com outras pessoas.
São cuidadosos, meticulosos, ordenados e trabalhado
res.
As pessoas podem escolher a profissão por mocivos pu
ramente financeiros, ou seja, por valorização do dtnhe1ro,
jul1:,r,1.11do que alcançarão um poderio econômico através dela.
Existem muitas dificuldades para uma escolha conscien
te e que vá de encontro à verdadeira vocação: a pouca ida
de na época da escolha, o obstáculo dos exames vestibula
res. a falta de um processo de escolha mais apurado, falta de
conhecimento sobre as at1v1dades profis~onais e falta de
dinheiro para suportar as demandas do curso de graduação.
3.4.3. O que se Requer do
Profissional "Ideal"
H á necessidade de cerco grau de vocação, calento,
capacitação e apódão em todas as atividades humanas. Al
gumas qualidades são reahnence requeridas, e a sociedade
também requer suas idealizações fantasiosas. Alguns desses
requisitos podem ser clencados:
O profüsional '"idcaJ'º deve ter conhecimento e habi
lidade motora.
Deve po~suir atualização continuada e ter amplo co
nhecimento técnico - para alguns, até ilimitado co
nhecim.emo técnaco.
Deve ter cultura geral para poder relacionar-se com
todo tipo de paciente.
Deve ter urna desenvolta consciência social, política e
humanística.
Deve cer grande capacidade de comunicar-se com os
outros.
Deve priorizar a pessoa do paciente, possuir empatia
e interesse pelo bem-estar do próximo.
Deve estar sempre disposto a acender às necessidades
dos pacientes.
- Deve saber ouvir.
- Deve posswr capaodade de observação e uso racional
dessa qualidade.
Deve cer consciência das suas limitações.
Deve ter tolerância, receptividade e flexibilidade de
condura frente ao comportaincnco do paciente e da
sua doença.
Ao mesmo tempo, tem que ser dedicado, cumpridor.
responsável e pontual capaz de estar disponível a qual
quer hora do dia ou da noite. se a situação assim re
querer.
Deve colocar o paciente e a profusão acima de qual
quer oucro aspecto da ma vicia corno ser humano.
Deve posswr boa saúde para poder oferecer sua dis
ponibilidade sem mterrupções "indesejáveis".
Deve estar disponível apesar de estar enfrentando pro
blemas pessoa.is.
3.4.4. O Estudante no Início do
Atenditnento Clínico
O profissional formado já possui um modelo pessoal de
adapração, enquanro o esrudanre rem uma expenênc1a de
vida comparativamente mais limitada.
A mtcração inccrpessoal amda não aconteceu no seu cur
rículo e, pela primeira vez. tem a responsabilidade sobre o
bem-estar de um semclhanre. Nada mais natural que o es
tudante porte ma.is ansiedade, ansegurança e mcene-z.as do
que gostaria de admitir.
Podem ocorrer problemas de auto-estima se ele se com
parar com seus mestres. que possuem muito ma.is experiên
cia. A baixa da auto-estuna pode levá-lo a scnru vergonha,
timidez e humilhação.
A tentaova de c;uperar esse quadro pode levá-lo a uma
postura reativa, pcla qual procurará demonstrar mais segu
rança e habilidade do que realmenre possm, o que redun
dará em atitudes ousadas e temerárias.
Poderá senor-sc muito ansioso quando ouvir a intimi
dade do paciente e, pior ainda, quando ~e deparar com pro
blemas incuráveis, situação em que também poderá sennr
repugnância.
Se essa problemática não for bem conduzida, sofrerá da
nos irreparáveis na sua capacidade de interação com os pa
cientes e criará rapidamente maneirismos espúrios.
Existe a descrição de uma síndrome do 5º. semestre, que,
na verdade, se refere ao início das atividades clínicas. O
"quadro clínico" dessa síndrome mclw: tensão, aagúsua,
ansiedade. preocupação, medo, insegurança, baixa auto-es
tima, sensação de 10capac1dade, consciência exagerada de
suas limitações e incompetência e cobrança exacerbada de
si próprio.
Relações Pacieme-Profiss1011al: o Evento Ce11tral das Ciências da Sa,,de 39
O estudante deve ter em mente que não é o único, nem
o primeiro, a passar por ISSO. Dessa compreensão sairá a cura.
É importanássimo que o escudante dialogue com seus
colegas e professores. E esses úlámos devem estar acentos e
ter a sensibilidade de detectar essas dificuldades e se ofere
cerem para ajudar. Um sel"VlçO de psicologia de apoio ao
estudante cena um papcl fundamental nessas questões. EIS
um dos motivos que nos levou a pensar e escrever sobre es
ses assunto~.
3.4.5. Intuição
Apesar de ser possível e necessáno aprender RPP, nem
sempre valorizamos nossa intuição. Esta pode ser conct:i
ruada como a capacidade de escutannos a nossa "voz interior",
também conhecida como "mestre interior", sem o uso do
raciocínio lógico ou pensamento analítico. Não é um con
ceito mísoco.
É o acesso ao conhecimento que codos possuímos antes
de usar a 1mclcctualização e racionalização do fato. Todos
que fàzem psicanálise acabam por acessar conhecimentos que
sempre estiveram conosco. Apenas desconhecíamos que os
possuímos. Segundo Freud, a psicanálise nos ajuda a acessá
]o~. A maioria das respostas sobre como lidar com os outros
já está dentro de nós.
Em muitas situaçõesduvidosas, o que melhor podemos
fazer é deixar a voz interior do inconsciente prevalecer so
bre a voz extenor do consoente. N:b R.PP devemos sem
pre prestar atenção aos efeitos e às impressões que escarnas
causando ao paciente e, naturalmente, vice-versa.
No seu encontro com o paciente, cada gesto, movimento.
postura e palavra cêm um efeito enorme sobre ele.
Embora valorizemos enormemente a intuição, as RPP são
w11 desafio a ser enfrentado não somente com ela. mas tam
bém com preparo técmco. Este suprirá as de:ficiências de de
senvolvimento pessoal e da capacidade de intuir de cada um.
3.4.6. A Necessidade de
Autoconhecim.ento e
Conhecimento do Ser Humano
O profissional de saúde necessita de autoconhecimcnto
e conhecimento da psicologia humana para evitar conflitos
entre ele e o paciente e poder carregar a carga emocional
profissional de maneira madura, racional e bem- humorada.
EsséS conhecimentos podem ou não ser parte da estrutura
pessoal que o individuo possw.
Se ele não possui essas qualidades, melhor que procure
desenvolvê-las através de wn trabalho p~oal ou da ajuda de
profissionais habilitados para isso. Pode ser adequado um tra
tamento psicoanalítico ou outra metodologia. A carga emo-
cional presente nas profissões de saúde e o alto nível de res
ponsabilidade requenda tomam L'SSa necessidade 1U1periosa.
Entre os vários questionamentos de que precisa fazer
estão:
Quem sou eu e o que desejo para m.irn?
Quais são minhas lururações pessoais, culturais, soci
ais e económkas?
Como e por que me relaciono com outros b~ com todos os pacientes. lnfelizmen
lt:, LS!,O não e poc;sível. Certas pco;soac; portam consigo ta1
complexidade emocional que mesmo os profic;s1ona1s de psi
cologia mais habil1rados não resolvem facilmente. Que di
rcmos nós, com as nossas defic,encias de formação nesses
a.c;c;umos?
Miranda diz que, quando enc.uninhamos um paciente
indesejável. poderemos ter tr~ pes~oa!> felizes: o profissio
n.tl que encanunha, o paciente e o profissional para o qual
o paciente t! encaminhado.
3.4.9. A Regulação da
Agressividade do Profissional
O e...xerdoo cliruco requer anrudes ~c.iva~. Nmguém
consegue ~"trair um terceiro mobr incluso. conm,lar uma
hemorragia de emergência ou cuidar de um.a parada cardior
n:!>piratória sem apresentar certo grau de agr~c;1v1d.1de. Mas
tem que haver um controle dos impubos agressivos do pro
fissional de fomu a subluná-loc;. São unpulso, uc;ados para
proporcionar uma ajuda eficaz ao paciente ou salvar-lhe a vida.
Se houver hesitação, om1dez. repul\a frente ao ~ngue ou
medo de causar dor, não se fu cirurgias. não se sohc1tam
ccrcoc; exames complementarcc; nem se tomam certa.e. me
d1d.1s terapêuoca..,
Se esses llllpulsos esaverem em conflito, luverá uma
1mb1çâo func1onal, perda do podc:r dec1sóno. preocupa
ção excl!ssiva. )Cntimcnco~ e culpa e prejuízo~ para o pa
ciente.
Exmem cert:lS falácia!> sobre óte .mumo Uma delól) i: que
o profissional deve '>Cr totalmente iscnco de sentlmcnro~ e
pc:nsamentos agre-.~ivoentimt:ntos de: culpa. E. finalmente, que todo) o, pen
samenros d~e npo devem ser aniquilados.
Claro que o profissional pode ~enor rai\'J do palieme,
da mesma maneira que: i:ste pode ,i:nar o mec;mo pt'lo pro
fisc;1011al. Como acontece com todo ,er humano, quando o
profi~ional dedica Jfotividade c10 ~cu paciente. tto~t1ria de
ser pago na merua moeda. A hosohdade repnm1cu pode
até levar à negligênc1.1.
3.4.10.A Regulação da
Auto-estima
A auto-esnma do profissional pode ser mantida e exa
cerbada pelo doamparo e pela dcpcndf:ncia, carência e ~ub
miss:io dos pacientes, numa soc1ed.ldc que OUlOrgJ poJeres
especiais aos profü~1ona1s de ,aúExagero nos valores do pre-,ágio pro~ional.
Comportamento pcremptóno e impositivo.
- .Exageros nos cfücurso!>, explicações. pedagogia e an
dragogi.a. Conferê-nc1a,; para um único ouvmre.
fa,coramento da auco-c~tun.1 na fraqueza temporária
do paacntc
Auto-estima baseada no poJer, adouração ou adora
ção do paciente ou no~ resultados dramáacos dos tra
tamentos
O paciente passa a existir para beneficio do profissio
nal e não ao concráno.
3.4 .11. Aprendendo a Dizer
"Eu Não Sei,,
Uma da'i conseqüêneta$ da vaidade ex.acerbada ou do
narci~ismo é: o medo de admitir o desconhec1mento. Uma
das aleb,;tÇÕe5 para tal comportamento é: que cssa confusão
levaria o paciente a perder a confiança.
Ao narctsismo se junca a ompotcncia. As idéias de oni
potência vêm desde a inf'ancia, quando a criança cria para si
um mundo onde rudo pode fazer. Na fa"e adulta. remo,;
rdduos d1 pe~onalidade inf.mcil.já tJUt" o dc:senvolvtmen
to emocional se faz através de conexão e descum:xão com
etapa.~ anteriort.'S
O sentimento de orupotêncta está intimamente relacio
nado com o autootansmo. Quanto ma1or a necessidade de
onipotência. maior a nc:cessidade de obtermos o poder.
Algun.'> pacientes têm realmente a fanca.s1a de que o pro
fü!>tonal sabt! rudo. Este não pode alimentar tal ilusão.
A maiona da,; pessoas go~r.aru que soub~emoli tudo, mas
!>abe que isso t! 1D1possivel, ~obrcrudo ,e c,nvl!r sendo aten
dida por um estudante.
A verdadeira desconfiança virá ,e o paciente perceber
que o profüs1onaJ está menondo ou fingindo ter o conhe
cimento.
Encret.into. quanto maior a onipocêneia, maior a frustra
ção porque a orupocênaa é evidentemente ilusória.
Afirmar no!>sO desconl-1ecunenco tem sua!> compensações:
O paciente ,;aberá que será bem rracado por um pro
nsc;ional correco.
Pcrccbeni a honestidade do "cu oão sei".
Pcrcebt·r.í que a respmt.1 certa 'icr.Í procurada.
3.4.12. Tolerância
O paciente tem sua mchviduahdade e t.-~U é dúerente da
t.lo profusiona.1. que deve evitar exprinúr sua!> crenças e juízos
pessoa.is. A aprovação do profus1onaJ é u11portance para o
pac1cncc. Se for reprovado, tende a çer c;elecivo no que diz
ou 111fom1a., numa tentativa de obter aprovação. Aquele não
dt•vc modular neste a doença. ma vítima.e;
eram esticadas com cordas acé que ficas'ietn do C1manho do
leito. A,;~1m colocar o paciente no leito de Procusto s1gru
fica modular intoleranremt:nte sua doença ou 'iua fonna de
,;cno-Ll de acordo com nosso modelo péSSoal.
Entretanto. tolerância não SJgrufica pemuss1v1dade.
3 .4.13. Quando o Paciente
Chora
Na nossa sociedade, o choro pode ser ente11d1do como
um sinal de fraqueza e covardia. Daa as pe--,oas ~e envergo
nharem quando choram.
Diante de certas emoções, o choro pode ~er a única
mandra de dl$lbafu. E a pesi,oa pode ~im pa.rolhar ~eus
,;encunentos.
O profi'isional deve pennitir que haja cS!>a e.:\.l'ressão.
podendo demomcrar ma ernp:itia e soli&nedade seguran
do as mãos do paciente e ofcrcceno
léltlbrar que: o pacienre é a pane ma.is fragilizada das RPP.
Não cabe ao profissional revidar a agr~sào. Seu papel é
~cum e permitir o desabafo. afirmando. empaticamente,
que entende o que ~ se pa.,;_c;.ando.
Em caso extremos e raro!>, o profu:.ionaJ se verá obrig.i
do a impor lmute'i, demonscrando que o procedimento está
anterfenndo no bom andamenco do crac.unento e no rclacio
nan1ento.
Se os esforçol'i não derem resulrados, o melhor é encami
nhar o paciente para outro profus1ouaJ. com o qual. talvez,
a agressividade po,;~ ~er amcmzada.
42
3.4.15. Colocando Limites
Em raras ocasiões, a habilidade mcerpessoal não é sufici
ente para impor limites ao paciente. A irritação deste nunca
deve ser rebatida no mesmo com. O melhor é escutar com
preendendo que o paciente se encontra emocionalmente
desajustado. Mais adiante em
valores como pessoa. O curso que o primeuo fez não o coma,
obngatonamente, wru p~1oa melhor. nem a falta dele não
o toma um ser humano pior.
A diferença entre o profio;s1onal e o paciente está apenas
no repertório di: habilidades. A relação é de aJuda. Esses
papéis e as habilidades requendas podem um dia inverter
.se Um dentista pode ser mais habilitado a tratar do, dentes
de um mecânico, mas, no d1a em que seu carro qut'.'brar, . ..
3.4.18. O Paciente como
Objeto Sexual
fu RPP estão sujeiras à erot1zação devido à confideno
altdade merence, à pnvac1d.ide e à proximidade e contato
físico de ambos, durante o tratamento, e à inrinlldadc que
pode estabelecer-se.
Esse sentimento pode se explicar por razõ~ amolutamen
te natu.clli, mas pode decorrer de sedução consciente ou
inconsciente.
Ambos podem ter um comportamentoou. llil1ple a comunicar no a
percepção do que ecá ocorrendo. Isso sera feito de ma11e1-
ra delicada, procurando não dar uma idéia de rejeição a uma
pessoa que tem carência afetiva.
Rtl,,,,ia Att1t11tt-Profissío11al: o E1•t11tt1 Crntr.u d.u Cirnrius da Saúde 43
Se não houver um ewazi:uncnto de "entusiasmo". o
melhor ser.i encm1inhar C'>:>c paciente para outro profi.~ío
nal.
O profaçional tunbl!m pode ap:uxonar-se peJo paciente
e t.unbém adotar uma postura sedutora.
Ell' tk·vc Cizer um auto-exame, pdo qual pensará nas
segumtes questõc::s: o estado do St!U supnmento afetivo. emo
cional e sexual e se sentt• ou não ~obdào.
Todo ~enrimenco faz pane da natureza humana e não deve
~cr ,'Ísco com ~evendade e levar a um complexo de culpa.
Por outro lado. o~ scntimcnto'.i poderio ser legítimos e.
'iC encarados com matundade. podem levar a grarificações
pes~oais relevantes.
~e .unbos sentem as suas carências e hi correSa linha apr~cn~\arn outros ter
mos. "geralmente heterossexual, eveorualmence homo .... e
xual", de um lado. e "geralrm:ntl' homos~l·xual, e, enrual
mcme heterossexual'' , do ouuo. No ccmro eh linha, cínha
mos "tanto heccro como bomo .. scxual". O que o grifico
nos dizia. enfim. é que a sexualidade humana suporta inú
meras vuiáve1S, não merecedoras de julg:imenro enrre o que
é ou não é normal. A palavra-chave (: n.-spdco.
AS RPP NO EXAME CLÍNICO
Apesar de haver um capítulo a Te~IVO) fora das vistas e penmnr pnvaci&de. O
paciente que tudo ouvir, enquanto e,nver rui recepção, d1-
6ctlmente se exporá quando e,;over sendo ~ubmeado à ana
mnesc dentro do consultóno. O diálobro deverá ser feito sem
mterrupçõe,. Esus podem ofender ou tmta.r o paoente.
O profü\1onal deverá estar com boa aparência. limpo.
arrumado e vescmdo roupas discreus, sem, necessariamen
te, serem ostensivas.
O paciente será acolhido pelo nome e: será cumprimenta
do verbal e não-verbalmente, indo o profi~aonal ao ,e-u en
contro. dando-lhe a mão e conduzindo-o ao consulcóno.
Se esovennos em consultas dúerences da pnmeira, coda
a modificação que o paciente aprc!>t."ntar ~erá comentada,
44 Rtlll{MS Pacit11~Profas,011al: CI E1'tnlO Central das Cirnna.s da Saúde
numa f om1a de md1v1duali:ci-lo. Ex.: "Bela blusa", "Belo
temo", "Este cone de cabelo lhe caiu muito bt!m". etc.
O conforto 6sico do paciente ~rá tentado. Ex.· "Está com
sede?". "O ;u- condicionado está bem assím?'º, "Quer que
eu abra a janela?".
O melhor lugar para a primeira entrevista é na medeve apresentar sua.~ desculpas aos pacientes que esperam.
Existe uma palavra que atrapalha totalmente o que afu
mamos: o encauce. O tal de encai.xe, ísto é, colocar pacien
tes marcados para o mt:Smo horário, contraria as Jc:i!. da fisi
ca. O tempo não sofre expansão de acordo com noc;sa ga
nância em ganh.u:mos pda consulta que marcamos. Os en
caixes somente devenam ser feitos excepcionalmcnce, em
casos selecionados de emergênaa.
Se você nunca consegue chegar em determinado ho.rá
no porque tem outras atiV1dades, qual o sentido de conti
nuar marcando pacientes para esse borário, se nunca você
vai cumpnr o combinado?
O profu~ionaJ apressado é um freqüente alvo de queixas
dos seus pacientes. E, com razão, a pressa poderá levar a
diagnósoco\ apressados e. portanto, t!rrados.
Consultas excessivamente cunas não são mwco produa
vas É unu das cau..~ dt> per:unbula,:io de pacient~ por
vános consultóno~ ace que c;cJanl atendidos como dC'.'vc:-m.
Gascam-se tempo, conhecimento e enel"gla. Qua.J o c;en
t1do de as consultas serem granutas? Se você tem um con
vêruo que a. porque cobram consulta.e; onde se dedicam muito ao~
mesmos. por causa de outros afoitos que não cobram. mas
também não fazem.
Mesmo em 1nstitu1çõ~ onde não nos é dado tempo.
deveríamm ev1ca.r desculpas como: .. O tempo é curto";· O
sistema de saúde está falido"'; ·'O salário é bauw'º; ''Não te
mos condiçõ~" etc. Não ~ão boas dt!Sculpél.\ para maltratar
p~oas. "'Pode não ser o mat'i adequado, mac; e tudo que poe, a irona.1, o humor de.- nuu
gosto e na hora imprópna e o dogio fãciJ insultam, intimi
dam e parafüam.
Durante a escuta, estaremos atento\ .is seguinte\ mani
festações: o tom de voz, vocabulário. dislahas. gagueira.\, \ e
locidade, suspll'OS, duados. dispnéias etc
Quando se con\'etsa com alguém. ouvt:m-se as palavra!>
e também as pausas. As pausas podem ~ervrr para ganhar um
tempo para fonnar uma fra~c ou ter um., lembrança com
pleta, censurar um matcnal, cnar um cfüito dramático ou
preparar-se para menor.
Durante O'I silêncios, pau~ mais longas, devemos pres
tar atenção aos sinais nào-verhais de angú,oa nas aocud~ pa.c;
•avas do paciente. deixando para você a 1mc1anva, ~ ao fato
de ec;car ofendido. irubido ou intimid.ldo.
3.5.4. Informações Não:..verbais
Um livro ctissico de Piem: We1l, ··o corpo fala"". nos
oferl!ce impomnres dado5 ~obre a comunicação não-ver
bal, e os livro'! de programação neurolanguísaca complemen
t.un o assunto com muita propriedade
Relr1rões Parir111e-Profa$ional: o fa•e111C1 C:t71tral rins Ciê11ri1JS da Saúde 45
Modo de ser, aparência. modo de ,·estir. distintivos.
"l)()ttoms". insígnias. bijoun:ria:.,jófas, penteado e ou~ fàto
r~ dt2em muito \Obre o paciente que t.' biops1cossoc1ais,
como acomece de fom,a mai~ clara quando o pac1eme é
poltque1xoso. o que aos levará à urefa de ~eparar o real do
irreal É preo~o considerar também que o idoso poderá ser
poliqueixoso com Justas razõe.. pot\ possua realmente ,~án
as docnç~ concom1ra.nce-;.
3. 5. 7. A História da Doença Atual
Uma preocupaçio exagenu..b com a sintomatologia dt:
vcrá ,er omervada com cuidado. Poderá 'ler um indício de
uma psicopatologia ,;ubJacence.
3.5.8. O Exame Físico
É a parte do exame clinico que m,Üs causa apreensão. O
pac1cncc deve receber ex--phcaçõc~ sobre o que será feico.
O exammador deve pedir que o exammado manifeste
imediatamente qualquer desconforto que ~inca. Ele u.c;ará de
ddicadeza. técnica. habilidade. 6m,eza e respeito pelo pu
dor do pac1ence, levando em cons1dcraçio a sensibilidade
ind1v1dual.
O examimdo pode sentir ansiedade. vergonha e humi
lhação diante da exposição da doença ou d1 ~ua fraqueza,
da eventual repugnanaa e da expecuriv.1 de dor e de paniaJ"l"e dtsSa mmtiroJ, mas ,, ,,lrri_l{a11arn a isso. "
Ivan Uv1ch. per.orugem de "A monc d~ lv.ui llyich"
d~ Lcon Tol\tói (1826-1910) .
A pergunta que sempre é lcvancada é: mcnnr ou não
mennr? No,;~a opinião é jamais mentir MeMagnénca. 61
Medicina Nuclear, 62
5.5.1 Cintilografia. 62
Exames Hematológicos. 63
5.6.l Coagulograma, 64
5.6.1.1 Tempo de! Protrombina. 65
5.6.1.2 Tempo de T romhoplastma Parcial
Ativada, 65
5 6.1.3 Tempo de Coab'ulaçio, 65
5.6.1 4 Tempo de: S:ingna, 65
5.6.1. 5 Contagem de Plaquetis. 65
5.6.1.6 Prova do Laço, ou Tcsce de
Fragilidade Capilar. ou Teste de
Rwnpel-Leed, 66
5.6.2 Eritrograma, 66
5.6.2.l Número de Eritrócitos
Circulantes, 67
5.6.2.2 Hematócrüo (Ht}. 67
5.6.2.3 Dosagem da Hemoglobm.i. 67
5.6.2.4 Hemoglobina CorpuscuLrr
Mécha (H bCM). 67
5.6.2.5 Volwne Corpuscular Médio
(VCM),67
5.6.2.6 Concentração de Hemuglobin.1
Corpuscular Média (C HhCM).68
5.6.2.7 Volume Globular. 68
5.6.3 Hemossedimentaçào, 68
5.6.3. 1 As Anell1las, 68
5.6.4 Leucograma, 69
5.6.4.1 Contagc:m D1ferenc1al de
Le11cóc1ros, 69
Exarnl'S Sorológ1cos, 70
5.7.1 Doenç~ lnfoccio~a:,. 72
5. 7 1.1 Sorologia nas Doenças
Bactcmanas, 72
5.7.1.2 Sorologia nas Doenças
Fúng,cas, 73
5 7.1.3 Sorologia nas DoençasVuais, 73
5.7.1.4 Sorologia nas Parasitose~ de
Lnt~c! facomatológico. 76
5.7.2 Sorologia nas Doenças Auro-unun~ de
Interesse Estomatológico. 77
5.7.2.l lmunofluorescênc1a Diret.1. 77
5.7.2.2 lmunofluorescenaa lnchreta, 77
Exames Bioquímicos, 77
5.8.1 Glicose, 77
5.8.2 Glicemia emJeJum, 78
5.8.3 Teste de Tolcrânoa à Glico5e ou Cun>a
8.1 Úlceras Traumáticas ou Reacionais. !08
8.2 Úlceras Decorrentes de R.aruotcrap1a e
Qwmioterap1a., 108
8.3 Úlceras Facócias ou P~1cogêmcas. 109
8.4 Úlceras de Natureza lnfccaosa. l 09
8.4.1 Gengivite Ulcerativa Necrosanre Aguda
(GUNA). 109
8.42 Paracocc1cho1domicose. 1 1 O
8.4.3 Hmoplasmost; 111
8.4.4 Leishmaniose Cucineo-mucou, 1 11
8.4.5 Sífilis, 112
8.4.6 Tuberculose. 114
8.4.7 Hansc:níasc:, ll4
8.4.8 Citomegalovírus (HHV-5 ou CMV), 115
8.5 lJlceração Aftosa Recorrente (UAR). 115
8.6 Doença de Bchçet, 117
8.7 Sialometaplasia Necro~te, 118
xvi Conmído
8.8 Carcinoma Ep1dennó1de (Espmocelular), 118
8.8.1 Generalidades. 118
8.8.2 Noções Epidemiológicas do Câncer, 118
8.8.3 Fatores de Risco, 119
8.8.3.1 Tabagismo, 120
8.8.3.2 Alcoolismo, 120
8.8.3.3 Dieta, 121
8.8.3.4 Ageot~ Biológicos, 121
8.8.3.5 Radiações, 121
8.8.3.6 Trritaçào Mecânica Crônica, 121
8.8.3.7 Fatores Ocupacionais, 121
8.8.3.8 Má Higiene Bucal, 121
8.8.3.9 Outros Fatores, 121
8.8.4 Classificação TNM e Estágios
(U1CC. FOSP, 1997).121
8.8.5 Aspectos Clirucos, 122
8.8.6 Aspectos Radiogciócos, 124
8.8. 7 Diagnóstico, 124
8.8.8 Prognóstico, 124
8.8.9 NoçõesTerapêuricas, 125
8.8.9. l Cirurgia/Radioterapia/
Qu1mioterap1a da Lesão Primána
e dos Linfonodos Regiona.is
Quando Mecastaazados, 125
8.8.9.2 Do$ Efeitos Secundános das
Referidas Terapêuticas, 125
8.8.10 Prevenção, 125
8.8.11 Perfil dos Pacientes Portadores de
Caranoma Ducal, 125
8.9 Língua Fissurada, l25
8.10 Outras. 125
Referências Bibliográficas. 126
9 LESÕES VÉSICO-BOLHOSAS, 127
Dame Aurô11io iWiJllinri, Gilbuto Mnrc11cci e flnu Wei,ifeld
9.1 Pên:figos, l27
9 .1.1 Pênfigos Verdadeiros. 127
9. 1.1.1 Pênfigo Vulgar ou de
Dcmier, 127
9. 1 .1 .2 Pênfigo Veget:mte ou de
Newmann, 128
9. t . 1.3 Pênfigo Foliáceo - Casenavc
(1852), 129
9.1.1.4 Outros Pênfigos
(Menos Comum), 130
9.2 Penfigó1des, 130
9.2.1 Penfigó1de Bemgno de Mucosa, 130
9.2.2 Penfigóide Dolhoso - Parapênfigo/
Lener, 131
9 .3 Infecções Virais, 131
9.3.1 Herpesvírus Humano (HHV). 131
9.3. 1.1 Ví~ do Herpes Simples
(HSV-1 e HSV-2). 131
9.3.1.2 VírusVaricela-Zosrer
(HHV-3 ou VZV). 132
9.3.1.3 Vírus Epstem-.Barr
(HHV-4 ou EBV). 133
9.4 Infecção Paramária, 133
9.4 l Toxoplasmose, 133
9.5 Erupções Medicamentosas. 133
9.5.1 Entema Multiforme. 133
9.5.2 Síndrome de Stevens-Johnsoo. 134
9.6 Fenômenos de Retenção de Muco, 134
9.6.1 Mucocele, 134
9.6.2 Rânula, 135
9. 7 Sialolitíase.. 136
9.8 Cisto de Retenção (Erupção). 136
9.9 Outras. 136
Referências Bibliográficas, 137
10 CRESCIMENTOS TECIDUAIS, 138
Da11tc At,tônio MigUnri, Es111u Goldc11berg Birma11, Fernnudo
Ricardo XAviu dn Silveira, Gilberto Mnrruai t' lln11 Weinftld
10.1 Neoplas1as Benignas, 138
10.1.l Papiloma, 138
1 O. 1.2 Fibroma, 139
10.1.3 H c!I1Ungioma, 139
10.1.4 Linf.mg10ma. 140
10.1.5 Llpoma.140
10.1.6 Leiolllloma., 141
1 O .1. 7 Rabdomioma, 141
10.1.8 Neunlemoma ou Schwanoma, 141
10.1.9 Neurofibroma. 141
10.1.10 Outras, 142
10.2 Processos Proliferarivos Não-neoplásicos, 142
10.2.1 Hiperplasia Fibrosa Lnílamatória, 142
10.2.2 Fibromarose Gengival. 143
10.2.3 H.ipcrplasta Gengival lnduzida por
Medicamentos, 143
10.2.4 Granuloma P1ogêruco. 144
10.2.5 Lesão Periférica de Células Gigantes, 145
10.2.6 Fibroma Ossificante Pente-rico, 145
10.3 Cistos de Tecidos Moles, 146
10.3. I Cisto de Dueto Tireoglosso. 146
10.3.2 Cisto Dermóide. 146
10.3.3 Cmo Branqmal (Cmo I.mfoep1tehal
Benigno), 146
10.3.4 C1sto Nasolabial, 147
10.4 GloS-me R.ombo1dal Mediana (GRM), 147
10.5 Actinormcose Cérv1co-facial, 147
10.6 Parotidites, 14R
10.6. I Ca.~mba (Parocidite Epidêmica). 148
10.6.2 Outra5 Parotidiresé pouco mteltgeme e causa fru. O paciente precisa de apoio familiar e: p5-i
cológico, dc:pc:ndc:ndo de: cada caso.
O p.,cwntc.'. com mau prognóstico precisa ~er tratado com
certo\ cuidado:.:
neve ,c:r acolhido com palavras e gestos afetuosos, com
umu poscura profissional de recepnvidade.
Ao paoeutc, devemos pemutlr que mamfcste seus sen
timentos, que serão ouvidos atcncamence.
JJevemos aguçarºº""ª capacidade de observação para
c:1pt:ir suas necbS:idad~ e: dc,c;o~.
- O profissional deve demonstrar disporubilidade, empe
nho, con'ílderaçào, sensibilidade. compreensão e amor.
Se o ajuclador avcr boa habilidade de comunicar- se:,
poderá contnbutr para que o aJudado tenha uma morre plena
de cligmdadc.
3.5.10. Os Cinco Estágios de
Elizabeth Kübler-Ross
Essa psicanali~ta ~uíça, radicada nos EUA. fez um escudo
longnudmal com pacaeoces que e5tavam para morrer. não
com1dtmmdo a causa. O comportamento geral pode ser
csqucmaozado cm cinco fàses que se sucediam.
TatS escudos ajudam o clinico a compreender melhor o
que se passa na mente dos pacient~ que recebem um diag
oósnco grave com péssimo prognósnco.
A primeir.t fuse é a da negação. Nessa fa_~c. o paciente se
recusa a acdtar o diagnóstico e manifesta incredulidade:
"Não é possível que isco esceja ocorrendo comigo" ou "Eu
não mcrnço taJ muação .. ,
Uma das comeqüências possíveis é a procura de outro~
profimona1s para obtenção de noóe1a.~ mais animadoras.
Claro que i~~o vai acarretar ape0a$ perda de tempo, se o
pnmetro diagnóstico esover correto. O prognóstico pode
piorar devido .10 recardamento do míc10 da terapêutica.
A )t:gundJ fue é a da ira. O paciente demonstrará raiva
vokada contra rudo e conrra rodo~. Reclamará do profi.sstonal,
dos auxihares, dos exames complementares e da terapêutica.
Nessa fuse, o paciente podc:rá tomar-se pouco coopera
tivo. É preciso que a equipe profissional entenda que essa
raiva não é pessoal.
A terceira fa._'>C foi chamada de barganha mor.ti. O p.aci
entt: tentará colaborar para ver se consegue s~ir do seu pro
blema E.,;~ tentativa de negociação é bem ampla e poderá
ter conotações religiosas. "Se Deus me li\•rar dhlo. prome
to mudar meu e~rilo d1..• vida ou meu comportamenro·• erc.
Nessa fase, o paciente aceita com fac1lid1de tod,h as re
comendações que lhe~ são feitas e aument.lrá sua adesão ao
tratamento. Ao contráno da fase anterior, l'll· Cil' mostrar.í
extremamente "simpático"
A quan:a fa.~e é a da dep~o. Diante da mcxor.ível evo
lução da sua doença, apesar do~ esforço!> JC\pend1dolm ,1 .\1.ortc e o .\lorm-. 5 P.:iulo. Ed.m. 1969
7_ Kübler-R.oS) E .\forte- Emi_~o Fírral da fa 11l11.,iio, Rio de Ja
neiro, Rccord, 1975.
8. Londr~ l R IJmrJ - ,1 A.ne Climc.i. R10 de: J:meiro '\lo,·a
fronteira. 199...,
9 Lópcz. M . O Pro conhec1memo geral, inú
meras doenças 10ic1am-St.> amwés de dccennmada lesão. fa
cilitando então a formulação da~ hipóteses diagnósticas que
pcrrrutirá o pedido de um exame complementar específico,
quando nec~ário. para chegar ao diagnósoco final e à con
seqüence adequada terapêutica. Para que cal fato possa ocor
rer, é m:ccss.íno que o profiss1ona.J relembre de todos os
conhecin1cmos autcriormente adquiridos nas matérias bá
sicas com fulcro na Patologia Bucal, pois nesta irá conhecer
a eaopatogema das doc:nç.is e, na Estomatologia, terá dian
te de si o paciente portador de determinada doença acom
panhada de \111tonutologia ~pecífica para cada caso. Sem
e,,:,es conhecimentos. não ,:ibcrá analisar e valorizar intrin
secamenre os dados oba dos no exame clímco, o~ quais, so
mados ao\ da anamnese, 1rão permitir-lhe a formulação de
hipóteses d1agn6srica. .. corretas, além de facilitar-lhe a co
municação 111lerprofusional e dtdáttca.
Não poderá esquecer que dcccrminada lesão fundamental
poderá ser expressa por aspectos clínicos diversos. Assim, por
exemplo, a afu comum é representada por uma ou múltiplas
ulcerações com bordas ras.b. halo éJ:icematoso. centro caseoso.
de pequenas dimen,;ões, com forma c:i.rcula.r ou ovótde, ocor
rendo princ1palmeme na muco'i.3 de revestimento, com du
ração de 5 a 7 dias. e presença de dor intensa nos primeiro!>
dias. Aspecto~ esses totalmente diversos da úlcera do carci
noma espmocelular (ou ep1deanó1de), neopl.ma maligna mais
comum da mucosa bucal, que ~e apresenta única, com bor-
4.J. COLEÇÕES LÍQUIDAS
4.4. PERDAS TECIDUAIS
da, elevadas, níttdas e endurecidas, centro necróoco. Je ca
ráter crônico, e ass-intomática em seu míc10.
A padronização das lesões fundamentaJs, ainda no,; dia~
de hoje, é polêmica. Foi muito clhcutida c .1imu o é por
inúmeros aurore , pois cada um, de acordo com a sua ex
pL·riência, dpre-;enta cla.'iSi:ficaçào que lhe seja peculiar Nú\
mesmos, pamc1pando de um grupo de estomalologistas, após
inúmeras rcuniõe, e cLscu .. sões com grande) wvcrgências,
propusemos uma nomcnclatur:1 da~ lesões fundamenuis
(Gwma.ràes Jr. J. cr nl., 1992). A partir dc""3 data e elo seu
uso, no dia-a-dia na nossa clínica da disaplina de Scmiolo
gia da Faculdade dc O doncoJogia da USP. podemo~ agora.
obviamente, apó~ vánas modúicaçõt'S, ~ugenr a que uuh.u
mos atualmente, como segue.
Classificação- Lesões
fundamentais
"Quem não sa~ o que procura n.ão incerpn:g o que: .tcha"
(Claude Bernard)
l. ALTERAÇÕES DE COR - MÁCULA OU
MANCHA
1. 1. p1gmc:ucaçio endógc:na
1. 1.1. ,~.uculo-~n~
1. 1 .1.1. h:ipercrõmic;u
- eritem.1
-ex:mcema
- e1UJ1tcm.a
- rubor
48 Co11l1ccendo as Lesões Fimdamr11t,1is
Cla.-.sitk1çio - Lcsões
funciunenuis (tot1ti111,aratt)
t. ALTERAÇÕES DE COR - MÁCULA OU
MANCHA (continuação)
-cunoq~
- angiom.1to~a
- ,·:uÍf.'0\1dadc:'.'.
- tebngicct.uia.(
- púrpura~
1.1.1.2. h1pocrômir.u
mancha :111ê111i~
livide1 (i)queruu)
1.1.2. mclân1~
1.1.2. l. hipercrônm":li
1.1.2.2. hipocrêunic.is
L2. p1gmcnca,'io exõgcn.1
1. .2 1. mer.m pesac.lm
2. FORMAÇÕES SÓLIDAS
2.1 . p.1pub
2.2. piara
2 3 nódulo
1..1. rumor (noJ em vásculo
sangüineas e melânicas. que podem ser h1percrô111.1cas ou
hipocrõmicas.
As lesões hipercrômicas vásculo-sanguíneas são repre
,;entadas através dos fünômenos de vasodilatação ativa ou ar
terial, produzindo. c:m codas elas, coloração avermelmda.
Essa coloração ~e deve ao pigmento bemoglobin.a e seus de
nvados, pnncipalménte no eritema, na pde, que, quando
generalizado, é denominado dé exantema O eritema,
quando ocorre na mucosa bucal. é .ime diaguosli
cados, poís desaparecem .1trav6 eh \1tropres.~o (limina tlt': vi
dro) ou pela digitopressão (pl'C'ISão do,;, dedm). !"l"comando em
seguida ao aspecto miei.ti, após a n:nnda do referido e:gfmulo.
Já as púrpuras, representadas também por mancha~ aver
melhadas, não de'iap.trt'ccm peb Vltropre de fordyce, ou pedicubda, nas hiperpla
s1as fibrosas inflamatónas e no~ papilomas.
Placa - devação de conststenoa fibrosa, bem ctrcunscn
ta, que pode c;e e.,tender por ván~ centímetros. podendo c;er
resultante de um aglomerado dL pápula!,, denominada.e; então
dt• pfacac; papulo,;as, como podem ocorrer n.lS leucopJa.ga.-.,
querato:.õ imtattn.,, liqut:n plano e na ,ífifü ,ecundina.
N6da.lo - elevação de consistencia fibrosada ou sólida.
'iuperficial ou profunda, com até 3 cm, de origem epitelial,
conjuntiva ou mista, como na.\ ncopla.,ias e nos processos
proliferarivos 11ão-ncoplá,1cos.
Tumor (nodosidade) - idcntíco ao nódulo, nus quan
do u10"3passa 3 cm Anwmence estamos dei.undo de! utilizar
a denominação rumor. pois esse cem10 leva o paciente me
nos ~brecido à conotação com neoplasia maJip;na. ~ con
fü~fo pode cama.r-llie muitas vezes, desnecess..1namente. até
akerações psicologicar. profunda,, pois, como sabemos, essa
terminologia como les.fo fundamental pode ,cr cmpregada
no 1bc;ce-;. dentro dl· lUllll cav1dadc
ccc1dual acompanhada do quadro de Celsus (rubor, calor,
dor e cumor) com perda de função local. Denomina-se
empiema quando a coleção purulenu ocorrt" no mcerior
de cavidades narurais, como. por exemplo. cmpLclll.l Musal.
Erosão - perda ceciduaJ do epitélio sem .mngir tecido
conJunovo adJaccntc. Ex~· ltquen plano ero~vo e língua
geográfica (eritema mignróno benigno).
Úlcera ou ulceração perda de ~bsclncia do epLtého
com conseqüente cx-po,1çào do conJuntivo~ubjacente; quan
do crônica. denonúna-se úJcera. como, por exemplo, o car
cinoma e~pinocelubr (ou cp1dcrmó1de), e, quaudo aguda,
ulceração. como nas afu.'i recorrenres, lesÕl'\ t:r:nun.íticas.
&ulceração - é uma ulceração superfina! com aspecto
de ponnlhado hemorrágico. hgetra1J1ente clc\·ada, como na
pracoccídlo1domicose e histoplasmo1>e.
Atrofia - dunmwçào da espessu:ra da mucosa pela redu
ção do5 c;eus consmuíntcs tcciião dcnouw1adas fissuras , que, quando localwdaõe) fuodamencais. Rn . • ·hi«. Pa11l. Cir.
Dmt .• 46(5):863-66. seuouc. 1992.
4 SampaJo, S.A.P .. Castro, R.M. & Rl\,rn, E A. Dm11arologia
Bá.oca, 4.' ed. São i>aulo, Art~ Médicas, 2001. pp. 49/60.
Métodos de Auxílio Diagnóstico
Femmido Ricardo Xar,ier da Silveira, Gemido Gomes dos Samfü
e Jayro Guimarães ]r.
5.1. MÉTODOS RADIOLÓGICOS
5. l. l . E,cames radíogr.ificos
5.1.1.1. Técnicas inr:rabucais
S. l.1.2. Técnicas enrabucals
5. 1.1.J. Tomografia computadori-zada
5.1. 1.4. Radiografia d igita!
S.2. CITOLÓGICOS E BIÓPSIA
5.2.1 . &ame, ci to lógicos
5.?.1 . 1. Citologia erl'oliadva
S.?.1 .2. O u tr.os examu citológicos
5.2.2. Biópsia
5.3. ULTRA-SONOGRAFIA
5.4. RI!SSONÀNCIA MAGNÉTICA
5.5. MEDICINA NUCLEAR
5.5. l Cintilografia
5.6 . .EX.Ar.1.ES HEMA T OLÓGlCOS
5.6.1. CoaguJognma
5.6.1.1. T empo de p ro trombina
5.6.1.2. Tempo de tro m boplaJtina pa rcial
ativada
5.6. 1.3. Tempo de coagulação
5.6.1.4. Tempo de sangria
5.6. t .S. Contagem de p laquetu
5.6.1.6. Prova do laço, ou reste d" fragilidade
capilar, ou teste de Rumpel-Leede
5.6.2. Erirrograma
5.6.l . l. NÚDlero de ericrócicos circu1antH
S.6..?.2. Hemacócrico (Ht)
S.6.2.3. Dosagem da hemoglobina
S.6.2.4. Hemoglobina corpuscular média
(HbCM)
!i.6.2.5. Volume corpuscu lar m édio (VCM)
O método diagnóstico se complementa. muitaS vezes,
com o amúho de exames subsidcirios, dos quais o profissi
onal de -;aúde lança mão, com vistas a alcançar uma das se
guintes metas:
Conftmuçào de cuagnóstico - para confinna.r uma
dada hipótese diagnóstica formulada após o exame
clínico do paciente.
5.6.2.6. Conceouação de hemoglobina
corpwcubr média (Cl lbCM)
5.6.2.7. Volu.me globular
5.6.3. Hemossedimentaçâo
5.6.3.1 As anemias
S.6.4. Leucograma
S.6A.1. Contagem düenocial de leucócitos
5.7. EXAMES SOROLÓGICOS
5.7. 1. Doença,i infecciosas
5. 7. l.1. Sorologi.a nas doe.oç;u bacterianas
S.7. 1.2. Sorologia nas doeoç-:is faíngini
5.7. 1.3. Sorologia nas dofflfU vin.h
S.7.1.4. Sorologia nas panasilDSC!5 da interessa
utotnatológico
5. 7 .1 . Sorologfa nas doenças auto-imunts de lottrtsn
estom1uol6gico
S.7.2.1. Imunofiuon,cência direta
5. 7 .2.2. lmuno.fluoresd.ncia indireta
5.8. EX.AMES .BIOQUÍMICOS
5.8. l. Glicose
5.8.2. Glicemia can Jejum
5.8.3. Tene de co)erincia à glicose o u curva glir:~nnca
5.8.-4. Glicemia pós-pra:ndiaJ
5.8.S. Glicosúria
S.8.6. Hemoglobina glicosilacb (ou glicacb)
5.8.7. Depuração (cfo:mina) da creatlnina
5.8.8. Cálcio, m agnésio e fósforo
5.8.9. Fosfatase alcalina (ALP) e fosfatasc ácida (ACP)
5.8.10. Hidroxiprolina
5.8.11. Paruonn&nio (PTH) " proteína relacionada
(PTH-RP)
5.8.12. Ptotefoa C reativa
5.8.13. Eeuoforese de pToteínas
fadusão diagnóstica - para dc!SC211:U" determinado esta
do ou quadro clímco, que pode oçorrer em concomi
tância com o objeto da investigação presence. Podemos
citar, como exemplo. o caso da neces.~idade de excluir a
gestação em uma pacienre cujo exame ~b:.idiário neces
sáno a elucidar determinado quadro clinico fo,;se con
cra-indie1do durante o primc!l.TO trimestre d.l gravidez.
Prospecção em segmento'i popubc1ona1s - muitas ve
z~ detem,inada por legi\bÇào Slrután:1 e procedida
independencemence de qi(peia clinica. É o caso, por
e:wmplo, da (Orologia par3 hepatite infeccio~ e AIDS
SIDA nm doadore-; de (angue, ou protocolos de exa
me,; Jdmic;sionais em cmprL">as públicas e privadas.
Outros obJet1Vm, igualmente importamcs, não serão
aqui mcluído:. por não dizerem respeito ao pre:.ence capí
LUlo Dcncrc eles, podcriamoc. citar aqudt"S dmgidos a ori
ent,u prognó,;rico e alternativas terapêutica,. De qualquer
maneira, num enfoque inicial maÍ\ direcionado à estoma
tologia, o cirurgião-dentista buscar.i, em regra. um dos dois
primeiro, objetivos. sendo o cerceiro reseí\'.tdo a serviços m:.te de caracceriur apena., o, indivíduos do
entes (realmente positivm ou ncganvos para determinado
testt.!, excluindo O'i fal'>o-po a :.en:m alcançado\ com vi~w ao
d..iaguó)tico, podc-,e lançar mão de diver;a., técnicas radio
gráfica,. Esta, md1cações na práoca ~ronrntológica, nLando claro
que, quando necessário um maior aprofundamento, deverá
~cr comukada a bibliografia complementar especifica. rela
c10n.1.d.i ao fim do presence capítulo.
5.1.1.1. TÉCNICAS INTRABUCAIS
A~im denominada\ pelo futo de o filme radiográfico estar
po,ic1onado denrro eh c~;dade bucal. Sio amrrnh11c.11s produzem
radiografus com detalhe, m:iis nítido,, porem liTTUtidos a uma
pequeru irca, corrC'ipondenlt> .io t:unanho tio filme
5.1.1.1.1. Radiografias Periapicais
Con,;ritucm-~c na cornada r:idiogrific, mais comum. Em
no~\O mdo, é uohzado o conjunto de 1 i rad1ogr.ifia.s. sen
do 7 para a região maxilar e 7 para .1 região mandibubr. Cada
conJunto delumta urna porção detemunada (Quadro 5.1).
As indicações dessa técnica, cm regra, decorrem ou de
dados :tn.u1111t':ucos rebtivos aos antcn·dcntc~ médicos,
odonto~tomatológicos e/ou fiunili.ares do paaente, ou de
sinai'> e/ou smtomas observados durante o exame fisico. As
,;im, histórn de cratamentos peáodontais ou endodônaccx
Conjunto de radiografias pena.picais para dentes permanentes (boca coiu)
Dentes Molares Pré-molares Caninos/Laterais lucisivos Caninos/ Laterais Pré-molares Molares
Região
118-:-16
D D D / E D / E E E
.,i_
Maxila 15-14 13-12 11-21 22-23 24-25 26-27-28
Mandíbula 48-47-46 45-44 43-42 41-31 32-33 34-35 36-37-38
52 ,\ fétoJos dt A11xll10 DrcJ,~11611,r,l
FIG. 5.1 Rachografu penapical mo~rrando INo em molar en
dodonncamcnte tratado.
prév1m (Fig. 5.1.); episódios pass.ados de craumaa.çmos; pre
,ença de implantes; hmóna úmiliar de alter.ações de desen
volvimento ou síndromes com marufescaçõcs no complexo
maxtlomandibular. Dentre os sinais e sintomas a serem con
~•der:idos, enumc:ra.m-sc; lc residuais, dentes inclu,;os ou áreas com lc:!,ÕC!. que,
ev1denc1adas em radiografias periapicais, não puder.1111 :.er
totalmente observadas em razão da.~ limu:a,õe, dt:' L1m.mho
do fiLnc nelas uti.li.zado (Fig 5 3)
T~cmca oclusal e ~uas vanações de angulaçio e mctdência paraª" ti,.a de cisto rusopalatino.
Podem ser aplicadas, também, nas suspeicas de sialoliáase
em ducro de Wharmn (glândulas submand1bulares) e em
traumatologia, para evidenciar algum tipos de fraturas de
maxila e mandíbula.
5.1.1.2. TÉCNICAS EXTRABUCAIS
Nessas técnica:i, o filme é: po)icionado fora da cavidade
bucal. Ela.,; pcnmce:m uma vmul1zação maior do complexo
maxilomandibular e áreas adjacentes, porém fornecem de
ta.lhes com menor precisão, ,e comparadas com as técnicas
mlrabucatS, nocadamente a pcnapical.
5.1.1.2.1. Radiografia Panorâmica
É, ~em ~ombra de dúvtda, a radiografia extrabucal mais
ucilizada. daí seu destaque: cm relação às demais técnicas
exrrabucais. Está indicada, em cStomatologia, na suspeita de
le~õe~ extensas, acomcrcndo ma.xila ou mandfüula. mww
veze4i expressas por awnento~ de volume nessas regiões,
rnnfigurando, cluúcamencc, assuncmas faC1ai~ de aspecto
vmável (FiK5. 5.4 e 5.5).
FIG. S,4 R.ldiografia panorâmica mo~trando mugem racholúmb
em rmndíbula, com radiopacid.,de em 'lC!U interior (raiz denciria).
FJG. 5.5 Radiografia panorâmica cu qUJ.1 «" pode notar=
r:1d10paca c1rcunscn1:2 em mandíbuu. entre pre-mobr~ e mob
n'.S c:,q uc:rdo ...
Outra) situações clínicas incluem aquelas em que há
unpombihdade de o paaente abnr a boca par.i a introdu
ção dos film~ inttabucais.
5.1.1.2.2. Outras Técnicas Extrabucais
Ne,te icem incluiremos oucras proJe('Õ~ c:xnahuc.m que
podem concnbu1r para o dtagnómco de vanadas situações
clinica.~. Detalhes mais ~pecífico~. como J.Í frisa.mos, deve
rão ser colh1dm de rratadm de r.id1olog1a, mdtcados nas re
ferência~ b1bhográficas ao fim do pr~ente capítulo.
QUàlltO à classificação. as ourras técnicas radiográficas
e»-crabucais podem ser agrupadas em laterais, póm:ro-ault'
riores (PA). axiais e técnicas para a região da a.n:iculaçào
cemporomandtbular (AT M). As lateratS compreendem téc
nicas para ângulo. cotpo e ramo a!>cc:ndeme de mancUbula.
Algum.as dessas normas podem ,;er unhz.idis cm assooaçio
a meios de contraste, para C)tuJo J.i., gUudulas sali\·,irr-~
lll3.10res (s1alografias). Vale notar que esses exames são inva
sivos e dewm ter indicação pm. Í)d (Fig. 5.(,, A). P.ira J re
gião da cabeça, incluem-se as técnicas de perfil mole e per-
6] duro. Dentre as cefalométricas, uma técnica bastante ua
hzada é a tdcrradiografu cdalométrica (Fig. 5.6, B e C).
que pem11te avaliar o desenvolvimento craniofacial. sendo
bastante difundida em orcodoncia. As tomadas póscero-an
tenores incluem PA de mandfüula. ~10 ma.xilar e seio fron
al: a tomacb axial. também conhecidJ como incidência de
Hirtz, é bastante úol para evidenoar fraruras ou alterações
no arco z1gomáoco, moscrando também a área basilar do
crâmo.
Fmalmcnce. as radiografias para a região da ATM. com
preendem as mc1dênc1as laterais, rranscrarual e rransfac1al,
cransorbital (ântero-postcrior) e ínfero--:upenor. Para maior
facilidade de consulta, as técrucas excrabucais, bem como suas
indicações, estão resumidas no Quadro 5.3.
Mho,fos dt Auxilio Di,w116st1co
FIG. S. 6 Sialognúia de glândula submanctibular (A) e telerradiograúa (8 - perfil duro: C - perfil mole).
Nonna
Laterais
Técnicas radiogrifit."a., exrrabuca.is
Região
Mandíbula
--l-
Cabeça
Cefalométricn
Técnica
Ãngulo e Ramo
---l
Corpo
Pedi.J Mole
Pmil Duro
P6stero-anteriores
~ lerradiogn6a
Mandíbula I _ PA de MandJbula
Seios Maxilares PA de S. Maxilar
-+---
Seio frontal PA de S. Frontal ---- --,---
Axial Base do Crânio A. Base do C rânio
5.1.1.3. TOMOGRAFIA
COMPUTADORIZADA
T omografu. compucadonzada (TC) é um mécodo de
ex.ame radiológico fundamentado no trabalho coocom1tante
de um computador e um aparelho de raios X Por esse
método, os fócons de raios X após atravessarem o corpo do
paciente. são lidos e quantificado:. por um conjunto de de
teccort..., que enca.m.inham t.-...~ .. mfoanaçõe\ a um compu
tador, no qual O) sinais aJU!ógicos são procos.ado,. digitali
zadoas imagem são obtida.~ no filme por
projeção, enquanto, na TC. a estrutura é decomposta pelos
fobccs de raios X, lida no, detectores e finalmente: cligicalizacb
unhzando-se de algoritmos macemáacos efetuados pelo
çomputador. Em seguida é armazenada para posterior vtSU
.,l i.wção e documentação. Pelo uso de um monitor. essa
decomposição ponto a ponto, denvada do movunento do
lubo de raios X ao redor do paciente, po,~1bilira a ind1v1-
dualização das c-;crururas conudas em um corte, sem supcr
po~1çào de imagens, permitindo o e!)tudo individual de oda
W1J desses pontos
5.1.1.3 .1. Tomografia Computadorizada
Espiral (TCE)
A TC espiraJ po~ibilita medição em vdocidade maior
com ~istema de nibo em1s.'Ploraç:io ~ti ha~e.ada em
rotação de 1 ~eguudo, 1ndepcndencemence do '\Ítio a ser
estudado e da e,;pe à ddirmtaçào de uma série de le
sões, quer de rutureza traum.ític.i quer ncopli'ilca, onde. pela
possibilidade de cortes seriados, é produzido um l!srudo
acurado da escrururn analt.sada e sua rt-1.ação com a., esLrUlu
ras üzi.nha.s (fi~. 5 8, 5.9 e 5.10). Oucm uc;o aru.aJ e bas
tante unponarue da TC esci na área de impl.ancodono~ om.l.t:
se requer uma dclimitiçào bastante prectsa d.1 ~r~.1 da ma,,
la ou m.andíbufa para colocação dos implante~ (fig. 5.11).
Flc. 5.8 Tomografia rn111put:.1dori7.'ld1 rcvcbndo dcfoito ósseo
(seu) na maxila antcnor.
FIG. S.9 Tomografia computadonuda mo,tr.mdo grande mas\a
cumoral na cortical craniana (displasia fibro\ól).
56
F rG. 5 . 10 TC e,-idenc1ando aumento de volume
maxil.v com ~..a rumor:il no .13 R.admw;i-6.ts digitais: A - digitalização nunnal; B- baixo cclc:rn: C - m·gat1rn.
r.1dingráfira.c. incrabucais que utilizem a película penapical,
substituindo ess..1 úlama com vantagens no que respena à
menor exposição do paocnte :i radiação e economizando
os passos rdaavo,; l revelação e fixação das células obtida, da muro~ da cérvicc uterin.1,
é b.rgarnence utilizada ate'.> o~ dias atuais, nos prngr.una.~ de
prc,.cnçào de dnn·r Je Útero ('h autores cstJbele-ce-nm
cntêrios compaávcis com JJ1Jlig111d~de e, baseado~ n~es cri
térios, estabclcccr-.un wua classsúcação em cla,~c-~:
Cbsse U - Mlterial msuficienre- (o exame deve M:r re
pccido).
Classe T - Células nomm,
Classe n - Cdubs inflamarónas (sem caracceri~ncas de
mahgrudade).
Classe Ili - Celulas sugestl\'as de ma.ligrudade.
Classe TV - Célula.., fortemente füge'-~ de nuhgnidade.
Classe V - Exame cioológico conclusivo de m:tligmdadc.
Foi postenom1eme escudada e ad.apt.ada para o dugnósrico
do carcinoma epadennóide ~ muco~ bucal por inúmero~
.1ucores (Fig. 5. 14), com resultadoc; ba.\tante sansfatóno\, sendo
um método sub-.1düno basca.me útil em e-;ronutologia clínica.
58 .Hhodos dt Auxilio D1a_~m!Str!o
FJG. 5 .14 Citologia esfolianva mo,rrando alreraçõ~ compariveis
mm rlasse V
Uevc ~cr r~udo que ~se: mécodo não subsrirm o pro
cedimento de b1óp'i1J. Entnmmco, está indicado nas situa
ções em qut:" n.io há poss1bilidadt: de procedern biópsia, quer
por situações de imped1menco clínico do paciente, quer
mesmo por sua negação em s1;; :.ubmeter a esse exame. Sua
tecnica é basunte ,;1mples. exigmdo ~pátula metálica ou
cifllbmsl, para colc:t.i (c:vita-M: o uso de espátulab de madeira
ou zaragatoas por causarem danos, pnnopalmence des1dra
t1ç:io :10 materinl coletado). O material raspado é aplicado
sobre uma lâmina de vidro para uucroscopu, sendo previ
:uncnte ült:nrificafregaços de muco..a bucal para o diag
nóstico de candidoses. paracocc1dio1dormcose e outras in
fecçõt:S por bactcna~ (F1gs. 5.18 e 5 19). Na suspeita de vi
ro es (esromacite herpc!tica recorrente, lc:sõc!S por víru Ep'.'>
tem-Barr e outras vu-o,;es), apli~- e o exame c1tológico de
macenal raspado da., lesões na busca de inclusões virais.
Aplica-se, ain~ o exame citológico em biologia molecu
lar para confirmaçfo de paternidade, na suspei~ de mani
FIG, 5.15 Decalhe d:i coleta de esfreg:aço lingual com o rirolmislr. fesuçõc:s bucaJ.S de doenças SJstêmicas auto-rmune5, pnnci-
Mititd1l! dt Auxflia bucru moro-ando bacténa.~ Gram
negaava,
FIG. S. 19 Citológico para paracoccidio1dom1cose.
palmcnte no penfi~o vulg;ir. bem como no marenal líqui
do coletado de lesõescístic:is.
5.2.2. Biópsia
A b1ópst.a é um procedimento diagn6scico que consJ.Ste
na remoção de um fragmento de tecido de um ser vivo para
escudo da.,; alterações evencualmence presentes. A sua utili
zação deveria ser rotina no~ ambulatórios odoncológicos,
visto ser, em regra, um exame tecnicamente viável do pon
to de vista de sua execução pelo clínico. Por razõ~ que não
nos cabe discutir no presente capítulo. acaba sendo uma
práoca mais roone1ra aoç espeetahstas em esooautologia e
c:iruqtia. Está indicada, com~ primeira e:.colha, em lesões
ulceradas ou não, suspeicas de maligrudade (úlceras que não
cicatrizam apó~ período de 1 O a 20 dias, placas ceratóoca.s
ou máculas eritroplástcas. citologia esfoliativa com te!Sulta
s1vas ou não. e cresc1ment0s da supcrfic1e da mucosa bucal.
Genericamente, podemo~ dividir as bióp)l.lll em dois gru
pos pnncspais: incisionais, quando se reà.m apenas um fr~
me-nto da lesão a ,;er éXaminada. Estão mdicadas. como regra
geral, na :.uspe1ta de neopla~ia maligna, mamfostaçào bucal
de doença mcêmica ou lesões mwco excensas na mucosa
bucal, nas quais não haJa mdicação técnica de sua remoção
cm aro único. Cabe aqui discutir um caso especial, qu.11 ,eJa
a suspeita de melanoma maligno bucal (Fig. 5.20). Como
se trata de ncopla.,;ia maligna em regra :igre,;.c.iva (não obs
tante ser de freqüência bastante baixa em cavidade bucal),
vários autoreeriênc1a no Amhula
tório de facomatologsa da Escola Pública de Odontologia
(Univel"'i1dade de São Paulo}, optamos por realizar o;cmpre
a biópsia. Nas lesões com mais de 3 on, optamos peb bióp
sia 1ne1~ioru.l. O paacnce que no5 procura w W11ve~1dade
e. na ma1ona das veze-., do-provido de reC'Ul"'iO) com rda
ção à atenção à saúde. Ass1111, cm nossa opinião, é wn nsco
maior a indicação a um ~erV1ro de oncologia apenas com a
,u.speita clímca, pelo nsco de o pac1enre ou iüu procma.r o
setvlço, ou demorar tt:rupo excessivo. Nc.-nhum do, casos
atendidos em nosso serviço até o prcsc:ntt" ,ofreu mudança
de progn6st1co em razão de Sl" ter pmc-edido i b1óp>w; em
ua totalidade. ~~ o. locais.
enfatizamos os cuidados nece,;.,anos em relação à suspeita de
lesõc!S angiomatos:tS Quando ~t~das na superficic da mu
coY., ou m~o em .. 1ruações ma,~ internas, são ma,~ tãceis
clt: l.trnctcrizar pelas variáveis morfológicas que aprc:.entam.
Devemos rer baseante cuidado com as lesões incra-ósseas, das
quais inicialmente se tem, muita.~ vezes, apena!, o exame
radiográfico, que não aponta se :i le,;ão é ou não de nature
za angiomacosa N~es ca.c;os, deve- se. antes da b1ópS1a. pro
ceder à punção, com visw a dinunar essa possibilidade.
A técnica de execução da b1óps1a deve seguir º" padrões
de! biossegurança exigidos parn atuação em clínfra odonco
lógit·a. Não .1bordaremos ~!>C:" detalhes porque, pela sua
1111portânc:i.l, )ào discutidos em capítulo especial desce livro.
A e e
FIG. 5.21 Esquema momando, cm A, a correra remoção quan
do for exigicb margem de seguranç:1 RéSsalte-:.c.- que, lllô
mo quando não houver es.sa exigêncu, as bonla!I de rodo o
fragmento removido Jen:m exibir recado c:ão (T'1g 5.22. A
e B). Outros tipos de biópsia melo em a técnica de ·"pi ração
e com agulha fina. ec;,;a última raramente uLiluaram imagens dirJ.S com sombra acústica cfütil. r~crutura., rnn
reudo líqwdo em ,eu illtenor geram imagens ditas anecóicas
(há pouca absorção do feixe ~onoro). Acresce not.ir que e\
tru~ sólidas com mt:nor densidade KCram unageru. com
reforço acfünco posterior, sendo, ~ veze1>. dificil chfercnciá-
1~ de liquido.) ~p~o~. Com relação à ecogenicidade. >àu
utilizados ~ termo luperecó1co. lupo1:.cóico, isoec61co e
anecó1co. Em escomatologia. a ultr.1""'onogr.afia é utilizada para
escudo das glândulas salivares nui.ores (Fig :; 25) e dm mús
culos da masogação em algum caso~ de dhtúrbio) da ATM.
Quando se estudam as glândul~ ~aliv.ue:, maiores. a pa
rónda é VlSta como unu ~rura ecogêmca. Sw pu{\lo an
terior profi.mda fica oculta pela projeção do ramo Ja lll.3Jl
cHbuh. A5 lesões foc.w Jas p.uóuda,; ,;ão bem defiruda.s peb
ulcra-sonografu Nonmlmt·nce..ão hipocco..,>i:wca:. em com
par.ação ao tecido glandular normal. Ne,;,;e a~pecco, a ultra
sonografia é vantajos:i sobrr :i si:ilu1,rrafia, t.om 100% de sen
stbtlidade contra 75'}u da sialografia. Pms1lnLta cm derermmado tecido e do meio onde !>e encoo
tr:un. Re-.~alte-se que se trata de exame n.ão-mva.qvo. o qual
aliado à alta qualjdade dos resultados. coloca a RM como
um excelente auxiliar em múmeras espea.altdade!i. São hoje
muito diversas as aplicações clirucas da ressonância magné
uca, destacando-se encre as 1u.1.ÍS importantes o estudo do
1.rânio, fuce, coluna e modernas técnicas de inve:>rigação e vem se impon
do gradativamente como excelente método de d,agnóm
co por imagem. Utiliz.:mdo-,c de: pequenas quanódad~ de
sub'irânc1as radioanva.~ e equipamcriro c:spccul (câmera de
cinolação ou gama-câmera), ,ão obádas váru..'i imagen~ do,;
órgãos a serem estudados sem a unhzação ck· gr:mdt"\ lJUan
ndadcs de radiação. A cinttlografia permite o e)tudo JJ fi
siologrn dos órgãos e constm11 mécodo n..10-iuvasivo tle di
agnó~ríco A gama-camera e um eqwpamemo doudo de
um crista.) de 10deto de ~ódio e tálio. que interage com a
radiação emitida pelo paciente:, produzindo um cfotto fo
todétrico. Esre é amplificado por válvula> fotomulripli
cadora~. transformado em pubos clémco~ que ~ão pro
cessados por ~1stemas cspcc1a1s de computador e C'onver
t1dos em imagens, as quais, então, ~ão avaliadas pelo
médico A medicina nuclear não utiliza contrastes para a
obtenção de imagens e, !,tm, ,;ubscincias radio:mva.s mar
cada.,; com radio6rmaco,; Esse~ traçadores podem ,c:r in
jetados ou ingeridos, dependendo do tipo do estudo a !ter
realizado
RADIOISÓTOPOS: rnbstâncias que emitem r.1di:1ç:in:
ucihzados nod~ subru.anilibulares. O tecnécio, após administração
endovenosa. é captado pelas glândulas maiores e excretado
pelo epitélio dos duetos . .As unagens são obtidas em gama
cfunara, em duas etapas: na primeira é observado o acúmu
lo do matenal radioattvo; na segunda, após ~tímulo ácido,
com suco de l.unão, avalia-se a drenagem. Assim, pode-se
estudar a permeabilidade ductal em vário$ processos, como
síndrome de Sjogren, neoplasias mistas de parótida, tumor
de Warthin e adenoma pleomórfico. Também é bastante
útil na avaliação glandular após tratamento radioterápico. O
exame é contra-indicado para gestantes e nos períodos de
aleitamento, devendo ser realizado somente em cac;os de
extrema necessidade, nos quais se deve avaliar criteriosamen
te a relação risco/beneficio.
"Aplicam os n'gimes pnra o bem dos doe11t~, n:g1111tlo " mm sabt·r
e a mmlra razão, mmru para prr111diú1r 011 _f.1zt'r mal &J q11e111 q11rr
que s~ja., . Se eu mmprir este j11rame11to com fidelidade, JlO,U
eu a 111i11ha vida e a 111111/,a arte com boa rep,trnção entre os lwmei,s
e para sempre; se dele me ,!fastar 011 irifrl11gir, suceda-me o comrário."
Do J11m111rnto de Hipkr,11,•s.
Desde que entra na faculdade, o c:irurgi.ão-dentisca podt>
rrazer a aspiração de se dedicar a procedimentos cirúrgicos.
motivo de grande interesse para boa parte dos estudantes.
São pretensões legítimas e razoáveis e é dever dos nosso~ re
presentantes de classe luca.r para 111.1.mer esses d1re1cos res
peitados e defendidos. J wito com essas prerrogativas, é de
ver ético dos profusiona.is adquinr 3S noções e habilidades
compaáveís com o bem-estar dos pacientes e os valorei,
bioéticos e morais, evttando-se o erro mé-dico ou odonco
lógico, se preferirem_ Nesse contexto, :1 educaçiío ronrinu
ada é um dever que todos os profissionais Jevt:riam abra
çar.
A cirurgia requer um planepmenro, sem o qual o fracas
so será inevitável. A fase pré-arúrgica inclui executar o exa
me clinico detalhado, ordenado, sistemááco e completo. Essa
metodologia está explicitada em outro lugar deste livro. Um
questionamento mais direcionado para problemas de
bemoscas1a está no Quadro 5.4.
Alguns problemas sistêmicos poderão complicar, alterar
o prognóstico ou até contra-indicar, pelo menos tempora
riamente, a realização de cirurgias. o~ paaeote~ poderão re-
64 ,\,1étodos dr A11.-dfío D1ng11Jstico
QuõtÕc::, diretas para obter hi,tória de clistúrbios da hemostaSia na anamnese pré-operatória
1. Você já sangrou por um tempo exagerado l!m algum aodc11te perfurocortame ou logo após uma extração dental?
2. Alguma vi:z. apó~ urna l.!xtração dt:ntal ou outro opo de onugia. o sangramenco voltou a ocorrer, uo di:i seguiule, sem motJvo
ap:irente?
3. Já desenvolveu um hemarom:i incomum ao redor de uma mci~ão c1rúrgici ou de uma ferida?
4. Voc:ê:Já obprotrombina
e: fatores V, X e Vil.
Ele está aumentado nos defeitos dos fatores I (fibnnogê
mo), 11 (hipoprotombmcn:ua), V (fator lábiJ de Owren
para-hemofilia), Vil (fator estável ou convcmna). X (fator
de Stuan-Prower). ddicuincias de vitanuna K, má absor
ção de gorduras (icteócia obscruova, eégllndos. Abaixo de
300-o, temos ,;éri~ conseqüências clínicas. Em termos OIÚrgl
cos, aceita-se que pacientes podem ser optm1dos com 70%.
5.6.1.2. TEMPO DE TROMBOPLASTINA
P AR.CIAL ATIVADA
O rempo de tromboplasnru parcial aovada é usado para
avaliar deficiências congênicas do ~;~terna intrínseco. avaliar
hemofilias A e D, morutorar o uso de heparina e avaliar
defeitos de inibidores da coagulação. É um tempo de co
agulação do plasma recalcificado em wn tubo de ensaio, no
quaJ ~e adiciona a ce&lina em substituição ao &tor plaquetá
ao UI. Pode ser t.1mbém aovado pelo cauhm. É o melhor
l~te para alreraçõ~ da coagulação na vta intrínseQ (fatores
Vlll. lX. Xl e X ll) e da via comum (fatores X. V, pro
trombma e 6bnnogênio). Consegue informar a aciV1dade
de todos os fatore'> da coagulação, excc;to os fatores V11 e
XJU.
Está prolon~do nos defeitos d~ ~tes fátores: 1 (fibn
nogênio}. fI (proO"Ombina), V (fator lábil), VW (anti-hemofilico
A), IX (ann-hemofiltco B), X (fãtor de Sruart-Prower). Xl e
XTT (fator de Hageman). Os valoreÓ detecta
diátesc..-s hemorrágicas pronunciada!.. Varia entre 5 e 10 mi
nuco,;. Quando o Duke é
a ~c..-guinte:
1. Coloca-se. no braço do paciente, um esfigmomanô
metro, que é inOado para 40 mm Hg.
2. Faz-se uma incisão de 1 mm de profundidade e 9 mm
de compamemo na fuce flexora do antebraço. O san
gramenco é secado a cada 30 segundos até que estan
que. O primeuo trombo plaquecário, que aparece apó~
a vasoconsmção reflexa produzida pelo fenmcnto. faz
com que cesse: a hemorragia. Isso depende do núme
ro e eficiência das plaquec.as e da concrat:1.hdade capi
lar. Também se utilizam como sítim de coleta a polpa
dtgnal do dedo médio ou o lóbulo dJ orelha.
3. O tempo de ungria é mensurado desde o instante da
mosão até .a ausêne1a ck sangramcnto.
4. O valor aonnaJ para essa técnica é de 2 a 5 minutos.
Está prolongado nas plaquecopema.,;, nas tromba.scenias
(número normal de plaquec:as e má capacidade de aglua.na
ção), nas i.nsuficiêna.as hepáocas graves i: na afibnnogenemia..
5.6.1.5. CONTAGEM DE PLAQUETAS
A contagem de plaquc:tll.) é um índice qu.motacivo da
capacidade do paciente em coagular. Pode ~cr chamada dt."
66 Métodos dt A11xf1io Diagt1óstico
plaquetograma ou trombocitograma. No Brasil, não é in
cluída no hemograma e é paga em separado, quando solici
tada; entretanto, os modernos contadores eletrônicos a for
necem em conjunto com os outros parâmetros do hemo
grama. Isso cri.1 um problema para os laboratórios quando
o contador eletrônico moderno apontar uma anonnalidade
na contagem de plaquecas não solicitada. O que fazer?
Fornecê-la de maneira graciosa? Sonegar essa informação?
Incluir wna observação contemporizadora da questão, como:
"sugere-se a contagem de plaquetas" ou "aparente trom
boc1topenia "?
A contagem. de plaquetas feita ao microscópio está quase
que abandonada. Usam-se os contadores eletrônicos que as
avaliam no mesmo canal de contagem de eritrócitos, dis
criminando-as por diferenças de volume. Geralmente, as
plaquetas possuem menos de 20 fL (fL = fencolicros = L X
10-15), enquanto os eritrócitos possuem mais de 30 fL.
O plaquetogrnma não informa números exatos e concor
dantes entre laboratórios, mesmo porque esses números
sofrem variações de± 10 a 15% entre um dia e ourro. Os
números são aceitáveis para uma interpretação pré-opera
tória.
Pacientes com distúrbios de hemost:asia devem ser deli
cadamente manipulados durante a cirurgia e ter o fechamen
to primário de suas feridas cirúrgicas maximizado através de
suturas ex'tras; wna gaze umedecida com soro fisiológico
deve ser deixada sobre a ferida, sob pressão moderada du
rante 5 a 10 mmutos. Se a hemorragia perseverar, subscân
cias como a epinefrina devem ser usadas, ou procoagulan
tes como a trombi.na ou colágeno. O paciente não será des
pedido sem antes ouvir instruções, que também serão leva
das por escnto.
O material usado para o coa.gulograma é o sangue veno
so com citrato de sódio 3,8% na proporção de 4,5 para 0,5
para o tempo de protrombina e tempo de tromboplastina
parcial ativado, e sangue corn EDTA (1 a 2 rng de ácido
etilenodiaminotetracético sódico ou potássico por mL de
sangue colerado). A coleta lenta e difícil, por dificuldade de
fluxo na veia puncionada., favorece a agregação plaqueciria
e a coagulação, e deveria ser rejeitada. O exame da disten
são em lâmina do sangue anticoagulado deve ser feito antes
de 4 horas. Se o sangue tiver que ser transportado para outro
laboratório, a distensão em lâmina deve ser feita no labora
tório de ongem. O ideal é passar o sangue no concador
eletrônico dentro de 5 minutos após a colheita. Todas as
amostras que mostrarem plaquecopenia devem passar por
uma análise microscópica. para excluir a hipótese de ter ha
vido uma agregação plaquetária ou satelismo (aderência de
plaquetas aos neutrófilos).
O paciente deverá comprimir o local da punção para
estancamento do sangue, pois o esparadrapo sem a compres-
são é insuficiente para fazê-lo, o que provocará um hemato
ma no local. Ele deve estar em jcjwn de, pelo menos, -1 horas,
após refeição leve, e deve ser anotado o uso de medicamentos
usados nos últimos 10 dias.
Os valores normais para ambos os sexos .ficam entre
150.000 e 450.000/ mm3, média de 220.000 plaquecas por
µ L (µL = nucrolitos = L X 10 "). A função hemostácica
das plaquetas pode manter-se. mesmo com rrombociropenia.
acé 70.000 µL Há uma relação mversarneme proporcional
entre o volume plaquetáno médio e a contagem de plaque
tas.
A crombocirose ou plaquecose é um mecanismo reacio
nal, e não uma hematopacia. Pode ocorrer nas anemias
ferropênicas, na.~ doenças inflamatórias crônicas, infeccio
sas ou reumáticas, no período pós-hemorrágico imediato.
no pós-operatório, após traumas, apósuma esplenectomia
e nas síndromes mieloproliferativas.
A t:rombociropenia ou plaquetopenia ocorre nas púrpu
ras ttombocitopênicas imunológica, trombóóca e genética
(p.e:x., síndromes de Wiscott-Aldrich, de Bernard-Soulicr
e das plaquetas cinzentas), após cransfusões sangüíneas, du
rante o uso de algumas drogas (p.ex., quinidina. sulfas e
clorotiazidas), nas viro~es febris (p.ex., mononucleoses. den
gue e AIDS/ SIDA), nas esplenomegalias com hiperesplenis
mo, na coagulação mtravascular ch.~eminada, na síndrome
urêrnico-hemolitica, nas neoplasias medulares, leucemias, na
anemia aplástica, necrose medular e gravidez.
5.6.1.6. PROVA DO LAÇO, OU TESTE DE
FRAGILIDADE CAPILAR, OU TESTE DE
RUMPEL-LEEDE
Avalia ainteire-za das paredes vasculares após a obstrução
do fluxo venoso. Se elas estiverem anormais e, ameia. se hou
ver defeito quantitativo ou qualitativo das plaquecas ou de
feitos de coagulação, o sangue excra,·asará e pecéqu1as serão
produzidas.
Coloca-se um esfigmomanômetro no braço do paciente
e ele é inflado num ponto mediano encre as pressões dias
tólica e sistólica do paciente. A pressão é mantida durante 5
minutos e o dispositivo é desinflado. Examinam-se a fossa
antecubital e o antebraço, procurando-se as petéquias. Nor
malmence, veri.fica-~e que são poucas. O normal é que se
jam menos de 10. Se o paciente tiver os problemas aponta
dos, elas serão numerosas. Portanto, é um procedimento
muito simples, que bem poderia ser n,aj,; freqüentemente
usado.
5.6.2. Eritrograma
É o exame que avalia o eritrônio. Este é conceituado
como um órgão disseminado pelo organismo constituido
Jtbodos dt flu.,;/f11, D11w1&sti,1.1 67
por dua,; partes: a concencraçio de encróc1to" circulantes
e o tecido emroblá.'itico dentro da medula óssea qué o ori
gtna.
A anemia é a redução d.t função do ericrônio correspon
deme .i UJIL1 dimimúçào eh hemoglobina (Hb) que pode
ou não !.C acompanhar de um dt•créscirno do número de
enrrócito!.. O aumento do enrrômo é chamado de polig)o
bulia. Um aumento isolado do erttrôruo ocorre na policite
mia 1-era (wrdadeira), wm úndromc mieloprolifrrativa crô
ruc:a.
5.6.2.1. NÚMERO DE ERITRÓCITOS
CIRCULANTES
Os v:ilon:~ variam de acordo com o sexo. No homem
branco, varia de 4.400.000 a 6.000.UOO por mm3, média de
5.200.000/ mml. e. na mulhcr branca, vana de 4.200.000 a
5.500.000 por mm.1, médta de 4 800 000/ mm'. Após m 65
anos, h:í um progr~vo e incerto decréscimo desses valo
re'-, o que pode influenctar a rcspo'ita emular em cirurglas.
No,; negro~. e,; rumo
res renais; as cntroc1toperuas. na leucc.!mía. anemia aplásá~
hemorragia, anenua falofonne e no hiporireotdtsmo.
Podem ocorrer anemias por alterações qualitativas, em
bora, quanncacivamenre, os número~ possam ser norma.is ou
quase normais. A contagem é feita cm câmaras especiais ou
elerromc:imente em contadores Coulter.
5.6.2.2. HEMATÓCRITO (HT)
É o volume dos eritrócitos, exprSo cm percentagem,
numa dada quantidade de sangue total Classicamente é
obtido por centrifugação desse sangue a 11.000 rpm. Atu
almente é obndo eletrorucamcnte pelo contador Coultcr.
Como este fàz contagem acurada dos crittócitos. o hema
tócnto vem perdendo seu lugar na clinica e cada vez meno~
é ~olicirado. Pode-se calcular o valor do hemacóccito mul
tiplicando-se o número em gramas da hemoglobina por 3
ou usando-se a seguinte fórmula:
Ht = n.0 de entróatos X volume corpuscular médio
Os \'3.io~ normaJS para o homem ~o de 41 a 51 "{., mctlia
de 46°0, e, pua a mulher. de 37 a 47%, média de 42%.
5.6.2.3. DOSAGEM DA HEMOGLOBINA
É o dado mais importante para a\aliar um c:.tado anêmi
co. A anen:ua é ada como a deficaêncaa de Hb. É dosada
pelo mécodo da ctanomeca.-bemoglobína (a hcmoglobma é
tramfonnada nesse pigmento) e pelo contador de Coulcer.
O valor mécilo é de 15,5 g ± 2.5 g/dL. O valor núrumo é
de 15 g para o homem e de 13.5 para a mulher.
5.6.2.3.1. Índices Eritrocitários
Obtendo-'>c o número de ecitrócito~. a do~agem de he
moglobina e o hematócnto, podemos calcular esses índi
ces. São des a hemoglobma corpuscular mc:dia, o volume
corpuscular médio, a conccnrração de hemoglobma corpu~
cular médta e o volume globular.
5.6.2.4. HEMOGLOBINA CORPUSCULAR
MÉDIA (HbCM)
É a quanod.tde média de hemoglobina que eÃ;sce em um
critrómo O valor normal esá entre 24 e 33 µ µg (micro
microgramas) ou pg (p1cograma.s = 10-u.g). É calcula.da pela
-.eguinte fórmula:
HbCM (em µµ. g ou pg) = Hb (em gramasl dL) X 10/
eritróocos (em milhões)
A anemia será hipocrômica para valores 33 pg. O valor cünico 98 fL): pennite demonstrar que há ane-
1ruas com células maiores ou menores que o nonnaJ (ou ~eja,
macro- ou microcíô~). A presença qmultânea de micrócitos
68 Mltodos de Auxilio Diagt1Ai do volume globular ou
hematócrito é de hemoglobina. isto é, a CHbCM mdica a
quantidade de hemoglobina existente em certo volume de
sangue. A fórmuJa que a calcula é:
CHbCM (em %) = Hb (em gramas}/ Ht X 100
5.6.2.7. VOLUME GLOBULAR.
t a relação entre a percentagem de hemoglobma e o
número de eritrócito~. E.~ci baseado num parâmetro arbi
tr.niamente estabelecido em que 1000/Ó dos encróetcos cor
respondc::111 a 5.000.000 deles por mm3. Fica dependendo
do que çe considera 1 QOOA ou valor normal de hemoglobina
lº de eótróc1tos. Conclui-se que é um dado relativo. O va
lor norma] varia de 0,9 a 1.
C1a .. s1ficação morfológica das anemias
5.6.3. Hemossedi.mentação
É também chamada de vdocidade de hemos.sedimenuTnfeccio~. 148
10.7 Neoplas1a.\ de Glândulas Salivares. 148
10.8 Leucem1as, 150
R.eferênoa., Bibliográficas, 150
11 PATOLOGIA ÓSSEA.152
Norbmo Nob110 S11gaya e Ságio Spi11dll Sil,,a
11 l Tncrodução, 153
11.2 O Processo do Diagnóstico, 153
11.2.1 Os Grupos de Patologias. 155
l l.2.2 Análise Radiográfica. 157
11.2.3 As Vanáveis Clínicas. 158
11.2.3.1 Dor. 158
11.2.3.2 Idade, 159
11.2.3.3 Sexo, 159
112.3.4 Localização. 159
11.2.3.5 E.."\.1)ansâO, 159
112.3.6 Dentes, 159
11.2.4 O Diagnóstico Final. 160
11.3 Tratamenro, 160
11.4 Doenças Ósseas lnflamacónas, 161
11.4.l Abscesso PenapicalAgudo, 161
11.4.2 Osteomielites, 162
l l.4.2.1 O~teomielite Aguda, 162
11.-t.2.2 Osceomielite
Crônica Supurativa, 163
11.4.2.3 Osce01lll.elice
Crôruca Esclerosante
(Osteite Condensante). 163
11.4.2.4 o~ceollllelite de Garré
(Periostice Proliferativ:1
Crônica), 163
11.4.2.5 Osteorrndionecrose
(Osceorracliomielice). 164
11.5 Ciscos, 164
11.5.1 Ciscos Odonrogêrucos, 165
11.5.1.l Cisto Radicular ou Cisto
Periapical, 165
11.5. l.2 Cisto Denógero
(Cisco Folicular), 165
Co11tzúdo
11.5.l.3 Queratocisco Odootogênico. 166
1 l.5. l.4 Cisco Periodontal Lateral. 167
11.5.1.5 Cisco Odoncogêruco Glandular
(Cisco Sialo-odonrológico), 167
11.5.1.6 Cisto Paradental, 167
11.5.2 Cistos Não-odontogênicos, 167
11.6.2.2 Osteoma Osteó1de/
Osteoblascoma, 178
11 .6.2.3 Hisnoc1to~e de CéluJa., de
Langerhans, 179
1 1 6.3 Neoplasias Malignas, 180
11.6.3. l Osteossarcoma, 180
11.6.3.2 Condrossarcoma. 182
11.6.3.3 Sarcoma de Ewrng, l82
1 1 .6.3.4 Lmfomas, 182
11 .6.3.5 Mieloma Múltiplo, 184
11.7 Lesões Fihrósseas Berugrm, 185
11 7 1 Displasias Cemeoto-ósseas. 185
11.7.1.1 Displasia Cemenciria
Penap1cal 185
11. 7 .1.2 D isplasia Cemento-óssea
Florida, 186
11.7.2 Displasia Fibrosa, 186
1 1.7 .2.1 Displasia Fibrosa Juvenil
Mononótica, 187
xvii
1 1. 7 .2.2 Displas1a Fibrosa Monostótica do
Adulro, 188
11.7.2.3 Displasu Fibrosa
Poliosrócica, 188
1 1 7 .3 Querubismo, 188
1 1.8 Lesões de Células Gjganres. 189
11.8.1 Lesão Central de Células Gigantes. 189
11.8.2 Tumor Marrom do
H1perparanreo1ctismo, 190
1 1.9 Alterações Metabólicas. 190
11 9. 1 Doença de Paget do Osso
(Ostcíte Deformante), 191
11.92 Hiperparacireoidismo.191
1 ) .9.3 Osteopettost:\ t 92
11.9.4 Osteogênese imperfeita, 192
Refurênoas Bibliográficas. 192
11 .5.2. 1 Cisco do Dueto Nasopalacino, 167
11.5.3 Pseudoci tos. 168
11.5.3. 1 Cisco Ósseo Traumático. 168
11.5.3.2 Cisco Ósseo Aoeurismático. 169
11.6 Neoplasias, 170
12 TEMAS ESPECIAIS, 194
1 t 6 1 Neop.lmas Odontogênicas, 170
11 .6.1 1 Ameloblasto~ 170
11.6.1.2 Mixoma Odonrogênico. 172
11.6.1.3 Fibroma Ameloblástico, 173
11.6.1 A Fibroma Odontogênico
Ceno:al 174
11.6.1.5 Tumor Odontogênico
Adenomacó1de, 17 4
11.6.1.6 Cisco Odoncogêruco Calcificante
(Cisto de Gorlin), 17 4
11.6.1.7 Tumor Odontogênico
Epitelial Calcificante
(Tumor de Píndborg), 176
11.6.1.8 Cememoblastoma Benigno. 176
l l.6.1.9 Odoncoma. 177
1 1.6.2 Neoplas1a.~ Óssea.~ Bemgnas. 178
11.6.2. I Osteoma, 178
Dalllt A11t611io Mig/iari, Estl10- CaLdmlH!rg Birt11a11, Ftma11do
Ricardo Xavier da Silvt'ira t Norberto Nob110 Sugara
12.1 Xeroscomia, 194
12.1.1 Causas. 194
t 2. 1.2 Diagnóstico. 195
12.1.2.1 Sincomas.195
12.1.2.2 Sinais, 195
12.1.2.3 Determinação do Fluxo
Salivar, 195
12. 1 .J Tratamento, 195
12.2 Síndrome de Ardência Bucal., 195
12.3 H alitose, 196
12.3. l Principais Causas, 196
12.4 Síndrome de Sjõgren. 196
12.5 Hepatites. 197
12.5. l Hepance A, 197
12.5.1.1 Transnussão, 197
12.5. 1.2 Marufescações. 198
12.5.2 Hepante D. 198
xvüi Cllmtaído
12.5 .2.1 Prevenção. 198
12.S 2 .2 Quadro Clínico, 198
12.5.2.J Diagnósaco, 199
12.5 2 4 Diagnósttco D1fcrcnc1al, 199
12.S 2.5 Tracamento, 199
12.5.3 Hepatite C. 200
12.5 3 1 Sorologia. 2()0
12-5-4 } lepautc Delu (D). 200
12.5.4 1 Sorologia. 20ll
l 2.5.5 Hepatite E. 200
12. 5 :; 1 Diagnóstico Lahoracor1al, 201
12.6 Doença de Chagns, 201
12.6.1 Qwclm Clínico. 201
12.6.2 Mc:ga~ôfago Chagásico. 202
12.6.3 Da.agnósaco e Tratamento, 202
12.7 Síndrome w lmun0Jefic1ên02 Adquirub
(ArDS/ SIDA), 202
Rc:fcrêncm Bibhogrifica.,, 204
13 TRATAMENTO DAS MANIFESTAÇÕES
ESTOMATOLÓGICAS ANTES. NO DECORRER
E DEPOIS DE QUIMIO- E RADIOTERAPIA. 205
Jayro C11in1Jtrãu Jr.
1 .\. 1 A Equipe Mulaprofü,ional, 205
l3.2 PecuhandadP na Anamncse. 206
13.3 Pecuh:mdadcs no 1::.xamc Físico e: 11m Exames
Complcmcnmrcs, 206
13.4 Comphcaçõc, fatomatológicas da Oncoter:ip1a. 206
13.5 F-.uore Je Rl\co p:ir:i Complic.içõo
btomacológica\, 207
13.6 Tratamento cus Comphcaçõo farom:uológicas no
Trncamcmo Radioter.ipico - Protocolo, 207
13.6.1 Tratamento Odontológico
Pr~-racliotc:rnpu, 207
13.6.2 Tr:uamcnto Oclomológico Transracltotcrapia
(na Mctaclc ou Fim da R.ld1oterap1.1), 207
13.6.3 Trat:1.memo Odontológico
Pó,-radiotcrapia, 207
13.7 Mucosm:s, 207
13. 7 .1 Clamficaç.io, 207
13.7.2 Ebopatogcma,208
13.7.3 Tratamento, 208
13.7.4 PrcV\!nção da Mucome, 208
13.8 Cárie) de Radiação. 209
13.8.1 Tratamento ws Cáries de fud1ação. 209
13.9 Infecções Oponumsu.,, 209
13. 9 .1 Exa.m~ Complementares. 209
13.9.2 Traumcnto das Infecções Oportunisr:is, 209
1 J .1 O Osteorradionecro~c:. 209
13.1 O I Considt.nções Gerais, 209
13.10.2 Prcvençio.210
13 10.3 Tratamento, 210
13.11 XerostoOlla, 21 O
13.11.1 Efc1tos da R.acuocerapta Sobtt> a
SahV2çào, 21 O
13.11.2 Tratamento da Xcrostooua, 21 O
1312 Tnm10. 210
13.12.1 Tratamento do T mmo, 2 l O
l.3.13 R.adiodennue - Informações pano Paoenu:, 211
11 14 Alopeaa - Informações para o Pac1c:ntc, 211
Referênoa.~ Bibliográficas. 211
1,t TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA DE
ALGUMAS DOENÇAS ESTOMATOLÓGICAS
(COMO PRESCREVER E ATESTAR). 213
Jaym Guimarães Jr.
14. 1 lnttodução e Quadro Geral 213
14 2 Ant1b1óocos. 218
14 .2.J I ntroduçio, 218
14.2-2 Pcn.icihn:b, 220
14.2.2.1 Pcruolina Cmtahna ou
Aquo...a. 220
14.2 .2 2 Penicilina G PmC'ain:i ou tk
Longa Duração. 220
14.2.2.3 Peruolina G Bcnzanna. 220
14.2 2 4 Pemc1lina V Porás.s.lca
(FenoxuneriJperuc1lina), 221
14 2 2 5 Arumciahna, 221
142.3 Tnib1dor de Beti.l.:acam2ç~. 221
14 2.3.1 Clavulanato
(Áodo Clavuláruco). 221
14.2.4 Cefalmponnas, 222
14.2 4 1 Ccfalonna. '.!22
14.2 4.2 Cefalexma 1: Cefadroxil. :!22
142.5 M~crolideos, 222
14 2 5 1 Emrom1cina, 222
14 2 5 2 Cbricromicina, 222
14.2.5.3 A.mrormcina. 223
14 2 5 4 RolCltromicma, 223
14.2.6 LillCO'lamlna, 223
14.2
14 .5 Paracoccidioidomicosc!. 229
14.6 He-rpe~ S1111pb, 229
14.7 Gcngt,'lte Ulccronccro~nte Aguda. 229
14.7 l Trnt.amcnto Local. 229
14.7.2 Tratamento Sistêm1co, 229
14.8 Nevralgia Tnge-mmal 230
14 9 Doen~ Auto-imune!,, 230
14.9 1 Pênfigo Vulgar e Penfi~ó1de Bolho~. 230
14.9.2 Penfi~óid1. Benigno de- Muco~.231
14-.9_'3 Lúpm E.nccmacoso Crômco D,~cmdc.-. 231
14.9.4 L1qucn Plano. 231
14 1 O Como Rcce1t.:1r, 23 1
14- 1 1 Como Atc~c.,r, 212
Rc:ferêncw Bibliogr.itica.\. 233
bulice Alfabético. 234
Introdução
Gilberto iWarmccr e Esther Goldenberg Bim1cm
O rc:rmo estonucologia vem do grego, stJmato - boca. e
fó,~os - ~tudo, mas c"a disciplina também se denomina
Propedêunca Clínica. Scmiologia, 01agnósáco Bucal e
Medicina Oral Todavia, independentemente da nomen
clatura. o que no:. interes.~a aqm é o seu conreúdo.ção {VHS). É um exame mespecüico. m~ bastante sensível
nos rastreamcntos de alguns processm cm que c,;~:i vdoci
dade está aumentada. O sangue é craudo com anucoagu
lante e colocado num tubo capilar de Wmtrobc ou de
Westergreen, onde sedimentará num período mcrc 1 e 2
horas. A velocidade será decorrente do volume dt: cntróc1-
cos e da composição plasmática, particulanue-ntt: do conteú
do protéico d~ta. Nas oligornen:ua.,;, a velocidade é uw.ior
e. nas policitem.ias, menor No cubo de \Vinc:robe. a hemos
sedunentação nomul (sem anemia), no 'iexo fc1run1110, va
na de O a 1 O mm por hora e. no sexo ma'irulino. ;: menor.
O( valores estão alterado~ na tuberculose, cm proces,o'i in
flamatórios, na gravide-2, nas doença., auto-imunes, 110!> lm
fomas e leucenuas e na febre reumánca.
5.6.3.1. AS ANEMIAS
Anemia sigru6ca concentração de hemoglobina aha1xo
de 13 a 15 g/ dL numa pessoa do ,;exo masculino que está
ao nível do mar e poo de perda
M~ absorção
Mi nutrição
I
Sideroblástica
Talassemias
Hemorrágica aguda
Por deficiência de eritropoiese
Apl:wa medular
- Adqumda
- Coruowc1onal
- De linhagem medUUT únie2
(monoclonal)
Insu6c1enru raul
Doenças crónicas
Mixedenu
Neoplasi.,s: leucorua ou nueloma múltiplo
HemoUticas
Método5 de Auxl/10 D111~nós1,co 69
5.6.3.1.2. Classificação Etiológica
Especifica a etiologia da anemia (Quadro 5 6)
oca Oinfoctto~nese). Esses esómulos podem ser de aaru.rez.i
m.tlamatória ou neoplás1ca, como ocorre na~ lcuccnnas. As
leu coei to~ são, na maioria das vezes, causachs por infecções.
5.6.4. Leucogram a
O ex.ame, cambém chamado de fómmla leucocicária,
identifica os leucócitos e i.uas alterações morfológjcas (aná
lise qualitativa), conca-os (análise qLLanntativa) e é feito
modernamente aoi. contadores eletrônico~. Sofre a influência
de vm.ações fuiológicas como idade, sexo, raça. tempera
tura ambiente. repouso, c.xercíao fisico, a.nsiedade, depres
são. alimentação, gravidez e período menstrual.
5.6.4.1. CONTAGEM DIFERENCIAL
DE LEUCÓCIT O S
Serve para d1agn6stico inespecí6co de infecções e tnfla
maçÕêS e das doenças mieloproliferativas. midocusplásicas
e oucra'i. O cenno granulootopema refere-se à di.trunwção
de todos os granulócicos: neutrófilm. eo~mófilo~ e basófilos.
5.6.4. l .1. Neutrófilos
O número total de leucócitos circulantes vana de 4.000
a 10.000 pormm3
• Em valores abaixo de 4.000/mm3
, esta
mos diante de uma leucopema e, aciou de 10.000/ mm3,
diante de uma leucocitose. Esta reflete uma resposta da
medul.l óssea a estímulos que produzem o aumento da pro
dução de linhagem neutrofilica (granulocirogênt!Se) ou linfocí-
Rép~enwn entre 60 e 65% dos lcucómos. De 2 a 5%
dessas células, os bastonetes, não apr1..'Scntam sclli núcleos
segmentados. Sua principal função é a fagocitose.
Seu aumento é chamado de neulrofiha. l" sua dlDlll)ui
ção, ncutroperua. São causas de neurroftl1a infecçõec; bacte
rianas, viróácas ou füngicas aguda~. necroses tec1dum (p.ex .•
.J.._IJ,lf'r,T, 11,J~lr.J :-r... Classificação etiológica da!. anemias
Por deficiência de eritropoiese
Carenciais
fc:rropenicób ou ,iJOvem do lado esquerdo do ,eu esque
ma, d.aí o nome. Nessas condições. geralrnc:nte cxi:.re uma
diminuição relativa de linfócitos (linfocitopcnia rdaova).
5.6.4. l .2. Eosinófilos
Representam entre 2 e ~% dos leucócitos. São capazes
de fagocicar e tomam-se acwos nas fues tardias da mflama
çâo. São aovos nas reações alérgicas e nas parasitosec;.
O awnenro de~ cé!lul3.) é chamado de eo inofilia. e a
dinlinuiçào, eosinopenia São causas de eo'iinofiha doenças
alérgicas, bip~ensibilidade a drogas, infestações parasitári
a.,, tlm.:nça viróttcas (p.ex., hepatite A, mononucleose infecciosa,
c1tomegalovirose, mfecçiio pelo HIV até que: entre em lin
focitopenia, rubéola, sarampo, hepatite A e infecção her
pética), coqueluche, sífilis, mfecções crônica.,, reações de
hipersensibilidade a d.rogas, leucemias lmfocíticas e: doen
ç.u linfoproliferanvas. São ca~ de linfocitopenia estresses
agudos, uremia. doença cardíaca congesnva, linfomas, ane
mia apláe a
dimmu1ção. monociropcma. São causas dt" monoc1tose m
ft-cçõe, crônicas (p.ex., tuberculose, brucelosl') , doenças
inflamatórias CTÔnic~ (p ex., sarcoidose), neopl.1-.i.1c; (p.ex ,
linfomas e leucellllaS) ncutropcma e doenças mielopro)ife
rativas crôru~. São cau~s de monocuopenia e:\(.") agu
dos, anemia aplástica, pancitopcrua e o u~o de: comcó1des
Os exames sorológicos compreendem w11.a , com fin1 de
d1agnósnco ou acompanhamento da evolução do quadro pa
tológico após iniciado o protocolo rerapêucico. São utiliu
do, amplamente em mfectalogia, mas também na detecção
de doenças auto-ununô, na prospecção de neopfasias ou
li gnas t" outras afecçõe,. A metodologia é bastante
cliver.ificada, e, em dccorrênna do progre mais semíveL" à disposição, na
atualidade. para a detecção de agentes infecoo"o.s. Da~
ma maneira. que a tmunofluorescênc1a, também pode ser
direto ou indireto. Geralmente, a detecção de anticorpos se
f.iz pelo método mdircro em que o conJugado utilizado
consta de anticorpo-en21ma-ant1-lgG ou lgM humana. O
resultado é lido em espectrofotômetro, e a cor, venficada a
olho nu, relaciona-se à quantidade de anticorpo presente.
Reação em Cadeia da Polimerase (PCR)
Os avanços recenr~ em biologia molecular po~bilita
ram o desenvoh'llllenro de metodologias capazes de 1deno-
6car, atravé'i de paróculas de DNA amphficada!>, múmeros
organismos biológicos, sendo essas cécmcas aplJcadas tam
bém na identificação de microrganismos, quer seJam bac
ténas, fungos. vírus, quer outros paras1tos.
Todo organmno vivo possm seqüências de nucleotídeos
no DNA que são úmcas e específicas para cada espéc1e.
Atr.iv6 da PCR, é po s1vd obter cópia.~ d~ uma parte do
m..1teria1 genético em quanádade suficiente que permita de
tectar e analisar a sequência que é alvo do c..-srudo. Muitas
vezes denominada "fotocópia molecular". a PCR pode am
phEicar qualquer seqüêno.1. específica de DNA, a partir de
amo\tras dt- d.iferenc~ marenais biológicos, como sangue,
urina e outros flmdos corpor:us, cabelo e fragmentos cec1-
du:us (biópsias frescas ou em bloco~ de parafina). Amostra.S
de microrganismo:.. células arumais ou vegetais. podem tam
bém ser detectadas.
Para a execução da técnica da PCR. é preciso ter conhe
cimento prévio da seqüêne1a do ácido nucléico que ,;e de
seJa amplificar, dita .. seqüência-alvo". A pamr daí, dese
nham-se dois iruciadores (pnmm) para dar paruda ao pro
cesso de síntese em um local específico O pnmer é uma
pequena seqüência de nucleoádeos que hibridiza no míc10
da ~cqi.iência-alvo a ser amplificada e da qual de é comple
mentar. Ao reconhecer o pri111er. a pohmerasl! sintetiza uma
cópia complementar, obedecendo à informação canada na
,;eqüência de DNA que ser:i replicada. A PC R. necessita
ainda de desoxinuclco~ídeos tnfosfacados (dA TP; dTTP;
dGTP; dCTP), mo é, quatro componences, químico:, dife
rentes que amam como se fossem nJolos na construção da
molécula de DNA.
Pa,;sos na Execução da T écruca:
1 . Coleta da amostra biológica:
Deve-se levar em consideração o objeto da pe:.quisa. As
~1m, se um paciente apreDNA extraido da amostra.
4. Rc::a~·ão propriamente diu;
É realizada em um equipamento, chamado tcnnoaclador.
que aquece e resfria o rubo em vário~ ciclos consecuri
vos, amplificando o D NA. O tubo é Jqllecido a 90 a
96ºC, ocasionando a de•maturação do DNA. Em segui
da. a temperatura do termociclador diminui para penni
n r a hibridtzaçào ou anelamenro; a~ fuc. os pri111crs 'iC
ligam às suas seqüência\ complementares no UNA
5. Smtese pela poltn1em., o DNA estará amplificado em
milhões de cópias.
6. Arúlisc do produto de reação:
Rcalrzada através de gd de poliacrilam1da. posteriormente
corado pd.1 prau, ou cm gel de agaro'ic, corado por
bromc::to dé éticlio. Em qualquer uma delas. o material
amplificado é vtsual1z..1do como uma banda, a ~cr anah
sad:1 de :icordo com o ~cu peso molecular.
Vistos esse,; a.~pccto~ conce1tua1,;, passaremo, agora a es
tudar os exames sorológico, de interesse em t:\tomarologia.
Por razões didáticas e para nmor facilidade de comulta, fa
remo) uma cli"™º dos exames por bloco,. relacionados às
diversa~ patologia.,; em1dadas no presente lavro.
5. 7 .1. Doenças Infecciosas
1 )c:ncro des.~e bloco. esrudaremm os exames relaciona
do\ ao dJagnósnco das doenças infecao~ª"· \empre pelos
agt!nu:~ . difen.! do anmior por
,e ailietonar a card1ohpina, leciona dissolvida em par
cículas de colesterol O conJunto passa pcl,1 manvação
do complemento, a 56ºC por 30 ououtos antes da
uolizaçfo. A agluonaçào é, posteriormente. observa
dJ .10 microscópio.
• Anticorpos Treponênuco, (Quahtarivo,;). NomuJ
m1mte utilizados após os exam~ não-treponem1cos,
para confirmação de diagnóstico.
• Ff A-ABS (F111orcscmt Trq,.,11em11/ A11ti/xldy). É um exa
me de imunofluore-.céncia indireta, no qu.tl o :.uttígé
no treponêrruco é marcado com isoriocianaco de tlu
on..-sceim. O r~-:.ulcado é posiavo quando ~e ob~crYam.
ao 11ucroscóp10. os rreponcmas tluore'iccnc~.
• M I-IA-TP (M1croagluonação para Trqumr111111u1//1d11111) .
E."OJ11e de hemaglutinação no qual bérn.ícu., dc" c.1mc:iro.
senstbilizadas com .mtígc:no do T. pallid11111, ~o nusru
rad.~ ao soro do paciente ~mpe1to, sendo ucilil.ld.l!, para
conrrole de hemácias n.io \t:mibihzadas O resultado po
sitivo t: obodo com a aglutinação das hem.icus ·en.s1bili
zad.l!. e não-aglutinação das hernác:ID não ,cn,ihiliz.idas.
• H A TIS (Teste de I lcmaglurinação T rcponcrmal par:i
Sífilis). Técnica rdênt1ca à anterior, com a d1íere11p de
que. no caso presente, ~o uahzadas heuúcias de pr:nl.
É intére»ance ressalt.tr a importância da utiliz~1ção do ..
exames não-treponêm1CO\. tanto na inve~ngaç.io inichl
quanto no acompanhamento da resposu ao mumcnco o.,
anucorpm não-creponêrnicos aparecem entre I e -1 sema
na> de infecção, permanecendo com altos títulos ate o tra
tamento ou fases tardias da doc:nça. quando não d1agno,;tí
cada ou tratada de modo inadequado. Na vagenna de craca
mento adequado, os anticorpos não-crepooêmico, baixam
rapidamente. sendo indctcct.íve1s em pouco tempo. Não
deve ~cr es dt A11.x11io Dia.~116stic" 73
diferences: anciestreptornma O; anô-Dna~e 13; hialuromda
~e: ~crepcoanase: e NADa:.e (as tr~ primeira.~ são a.~ mais
uuhza~). Ev1dênc~ dc títulos quadruplicado!> são consi
deradas pomiv1pondentes às
nucoses de inter~-:e em csromacologia. ou seJa, candidíase,
p.u.icoccidioidonuco\l! e biscopla'imose
5. 7 .1.2.1. Candida albica,as (Anticorpos
Totais no Soro)
Únl na detecção de candidose casos, prevalece o maior tírulo
encontrado para o ancigeno ~eáfico. A reação de fixação
do complemento é outra reação da qual ,;e pode lançar mão
nessa doença, tendo significado qualitativo na n':'.>posa frente
.i terapeuoca. Outr.lS metodologias incluem a 1111unofluo
rescência indireta. o imunoeosaio enzimático e o uso de an
ticorpos monoclona1s, po~1bilicando diagnosticar a doença
com sens1bilidade e especificidade de cerca de 80%.
5.7.1.2.3. Histoplasmose (Anticorpos
Totais no Soro)
Anocorpos contra l listop/11.Sma caps11lat111t1, agente etiolo
gico da histoplasmose. são encontrados em cerca de 80% dos
portadores da doença sob fonua crómca, sendo sugesnvos
da doença quando encontrados em óculo'i dl" l / 32 ou maio
rec;. Pode ocorrer reaç.fo cruzada com paracocc1d1oidomi
cose e outras m1cost."'i,prevalecendo, nô,c: C.J\O, o m:uor
tirulo encontrado para o anágeno específico. Apó o início
do tratamento, os ttrulo,; rendem a decre,;cer. A fixação do
complemento é ba~tante uohzada, com cerca de 70% de
~cnsibilidade nos quadros agudos. O 1munoensaio por
ununodifusão t!lll gel detecta duas banda,t' exame é unliz.ldo o método
ununofluonmécnco, sendo collSlderado po~1tivo valor maior
do que 1 O mUI/ ml. T e~te útil para c;e verificar a 101unida-
de contra a hepaatt: A. após vacinação ou doença passada..
Sua presença no organismo é perene. Não ~e presta a dia.g
nói.tico de doença ativa.
5.7.1.3.1.2. DETECÇÃO DE ANTICORPOS
ANTI-VHA-IgM. üetecta a doença em .letvtd.ade, ~tan
do pmenre no soro do doente cerca de 1 semana. ames do
quadro clíruco, permanecendo cerca de 3 mesere").
O teste negativo significa ausência de replicação viral, ou
replicação ab:uxo de 1.000 cópias/mi, que é o limite do
exame. A leitura é feit:1 por elettoforese em gel de agarose
e coloração por brometo de eádio. füte é um exame qua
licaàvo.
5.7.1.3.2.8. HEPATITE B-DETECÇÃO QUAN
TITATIVA DO DNA POR PCR. É o ~-ie mais ~ensí
vcl para mcbcar carga virai na hepatite B. O lumte infenor
é de 400 cópias/mL. Utilizado no prognóstico d.t doença,
assim como no acompanhamento da resposta à cerapêuoca.
5.7.1.3.3. Hepatite C
5.7.1.3.3.1. HEPATITE C - DETECÇÃO DE
ANTICORPOS NO SORO. Venfica a p~ença de an
ticorpos Ann-H.Bc após o contato do mchvíduo com o
HBC. É um ensaio imunoenzimático qualitativo.
5.7.1.3.3 .2. HEPATITE C - DETECÇÃO DO
RNA POR PCR (SANGUE TOTAL). Comorui um
eX21T1e dê a1t.l sensibilidade para a detecção do RNA \~ral. do
ponto de vista qualitativo, ~ndo o hmite mfenor 50 Ul/ml.
Negatividade significa ausência de virenúa ou replicação \ iraJ
muito baixa. A posinv1dade acompanhada de alterações cons
tatadas pela biópsia de figado significa doença ativa
5.7.1.3.3.3. HEPATITE e -DETECÇÃO QUAN
TITATIVA DO RNA POR PCR. Utilizado para de
tenmnação da carga virai na hepatite C A presença do HCV
na c1TCulação é um marcador de replicação vtral Altos ní
veis são encontrados nas mfecções agudas e em parcela dos
portadores da doença sob forma crônica. Bastante utih7ado
pelos i:nfectolo~cas no prognóstico, planejamento terapêuti
co e avaliação da resposta, na hepaoce C. É um cesce quan
titaóvo, sendo o limite infenor 600 Ul/mL.
5.7.1.3.3.4. HEPATITE C -GENOTIPAGEM NO
SANGUE TOTAL POR SEQÜENCIAMENTO
GENÔMICO. O vírus da hepatite C po~~u, unra vanabili
cbde signilicabva, sendo agrupado por seis genótipo~ pnnci
pais, cada um dos quais aprd,Cntando subtipos (la, lb, 1c etc.).
Exame utiltzado no prognósoco da doença, pois c~rudos
indicam que doentes portadores do HBC ópo 1 apreanocorpos heterófilos. mdica-~é o exame para
pesqws.ar anticorpos espeáficos contra o anágeno do capsídeo
do vírus. O diagnóstico clínico da doença é confirmado pel.1
posirivtdadc de lgG e lgM, que são detectáveL~ a pan:i.r de 7 a
10 d.ias da docnç:i. Por essa razão, um resultado negativo, na
vigénaa de ~mtomatologia e leucograma com presença de hn
tõcitos aôpicos, recomenda a repetição do exame. Por oucro
lado. uma positividade de [gM. com négatividade sem so
roconversão de lgG, pode ser representaovo de outro
quadro 111fecc10~0 (c1tomegal1a ou toxopla\mose). Resul
r.ado positivo somente para lgG é mdicacivo de mfecção pre
gressa. Os resultados são expressos como não-reagente ou
reagente).
5.7.1.3 .7.2. VÍRUS EPSTEIN-BARR (EBV) -
QUANTITATIVO NO SORO. ReaJ1i3do porimuno
fluorescênoa indireta, é quancitanvo para lgG e qualicanvo
para l gM. Os anticorpos lgM aparecem com 1 a 2 semanas
da doença. permanecendo po~itivos por att: 6 senunas. O,
de classe [gG surgem logo apó~ o aparecimento~ lgM e
são perenes. fuastem algumas evtdências de que títulos ele
vado~ dé lgG poderiam estar relaoonado ... , fibromtalgia e
~fodrome da fadiga crôruca. Porém, não existem ~tudos para
comprovar ~YS htpótese'i.
5.7.1.3.7.3. VÍRU S EPSTEIN-BARR (EBV) -
REAÇÃO DE PAUL-BUNNEL-DAVIDSON. Pes
qwsa a presença de anticorpos heterófilos (rnonoteste}, sen
do realizado pda absorção do c;oro com nm dt> cobm e: he
mácias de boi. São bastante ~ensíveis t: específicos. porém
deve ser lembrado que cnança., e Jovens não produzem an
ticorpos heterófilo~. 05 valores de rcferêncla são:
- Não-reagente: citulos mfenores a 1 / 56.
- Reagente· óculos acima de 1156.
5.7.1.3.8. Citomegalovírus (CMV)
5.7.1.3.8.1. CMV- PESQUISA DE ANTICOR
POS lgG NO SORO. Realizada pelo método ununo
enz1mát1co, pombthta avaliar ,e um indivíduo Já foi ou
não mfeccado Uma reação nc:gauva s1gnific;1 que o imfü-i
duo nunca foi exposto ao CMV. Os valores de referência
são:
- Não-reagente: inferior a 15 UA/mL.
- Reagente: igual ou supcnor a 15 UA ' ml.
5.7.1.3.8.2. CMV - PESQUISA DE ANTICOR
POS IgM NO SORO. Possibilita idenoficar i_ndivíduos
com infecção .tguda pelo CMV ou com reinfecção causada
por outros subopos. A mt:todologia utihz.id.l é a 1munoen
zimáàca, e os \'alares de referênoa são:
- Não-reagente: índice mfenor a 0,8.
- Indetemtinado: índice entrt: 0,8 e 1,2.
- Reagente: ind1ce supenor a 1,2.
5.7.1.3.9. AIDS/ SIDA (Síndrome da
Imunodeficiência Adquirida)
5.7.1.3.9.1. ffiV-1-ANTICORPOS TOTAIS NO
SORO. Uálizados na detecção da infecção pelo HN-1 ou
HN-2. O exame não discrinuna o ópo de vírus. São uáli
zadas duas técnicas diferentee reagente ou não-reagente.
5.7.1.3.9.2. HIV-1 E HIV-2-'WF,S1ERNBLOTPA
RA SORO . .É o t>xame confumatóno da infecção pe.lo
HIV, 1 ou 2. de acordo com a OMS. Será com1derado re
agente o ~ulcado positivo para proteínas de dois grupo!)
gêmeos diferem~. sendo um deles. obngatoriameme, do
envelope virai
76 Mlrodos dt Auxilio .Diag11óstiLo
5.7.1.3.10. Caxumb a
S.7.1.3.10.1. ANTICORPOS IgG E IgM NO
SORO. Confirma-se o diagnóstico da doença em caso de
reatividade para ambos os anticorpos. A positividade somente
par.i lgC confirma doença pregressa ou 1muruzação vaanal.
Os valores de referênru para esse exame, que é realizado pelo
método imunocnzimático, ~o:
Não-reagente: índice inferior a 1,0
- r adererminado: índice entre l ,O e 2,0.
Reagente: índice supcnor a 2,0.
5.7.1.3.11. Sarampo
5.7.1.3 .11.1. ANTICORPOS IgG E IgM NO
SORO. Confirma-se o diagnóstico do sarampo quando há
reallvtdadc para ambo~ os anocorpos. A posiovidade para
TgG somente confinna doença pregressa ou cobenura vacina]
~osfatóna. O exame é realizado pelo método imunoenzi
mático, com os mesmos valores de rt:ferência do exame
anterior.
5.7.1.3.12. Rubéola
5.7.1.3.12.1. ANTICORPO 1gG NO SORO. Uti
lizado para verificar imunidade contra a rubéoLt. A mcco
dologia é a imunoenzimát:ica e os valorc:s de referência são:
Não-reagente: índice mfenor a 5 Ul / mL.
- Indeterminado: índice de 5 a 9,9 U l /mL.
- Reagente: indicc acima de 9,9 Ul/mL.
5.7.1.3.12.2. ANTICORPO IgM NO SORO. Útil
para confinnar infecção, mas, em decorrência de sua per
manência por longo período após a cura da doença (1 ano
ou mais), deve ser solicitado teste de avidez de TgG no san
gue total, para dmmir dúvidas. Os valores de referência para
éSse exame, qut: é realizado pelo método imanoenzinúti
co, são:
Não-reagente: índice inferior a 0,6.
- Indeterminado: inclice entre 0,6 e 0,79.
- Reagente: índice superior a 0,79.
5.7.1.3 .12.3. AVIDEZ DE IgG NO SANGUE
TOTAL. Utilizado para confirmação ou não de doença
ativa em caso de exame de lgM positivo. Não pode ser fei
to em cnanças abaixo de 1 ano de idade. É realizado pelo
método imunoenzmtáóco {ELISA), e os valores de referên
cia são os seguintes:
Baixa avidez: índice inferior a 30% - doença attva
aguda.
Indeterminado: índice de .30 a 60% - não pos.,;ibilita
determinar.
Alta avidez: ind1ce supenor a 60% - doença pre
gressa.
Obstr11ação· para confirmação de mfecçào fetal, uttltu
se a detecção do RNA vual no líquido .unmóaco ou ~Jo
gue de cordão. Para 1,;so, ut1ltz.am-sc PCR. quahtat1\ a e
détecção por detrofort:Sé em gel de agaro!>e, sendo o re~ul
tado positivo ou negaovo
5. 7 .1.3 .13. Varicela-zoster
5.7.1.3.13.1. VARICELA-ZOSTER -PESQUISA
DE ANTICORPOS IgG E IgM NO SORO. Rt".iliza
da por Lmunoeruaio enzimático A presença de IgM, a ~o
roconversão de lgG ou aumento ~igni6c~tivo de seu~ títu
los, entre duas amo eras pareadas, colecas a intervalo de l O
thas, são ,;uge,;ovos de mf ecção recente.
5.7.1.4. SOROLOGIA NAS PARASITOSES
DE INTERESSE ESTOMATOLÓGICO
S. 7 .1.4.1. Leishmaniose
S.7.1.4.1.1. INTRADERMORREAÇ ÃO DE
MONTENEGRO. Ainda é o exame 014.IS ualiudo no
diagnóstico da fonna cutâneo-mucosa da leíshrnaniosc. já
que a p~qwsa de anncorpos totaJS no soro se presta ao diag
nósoco da forma visceral. Consiste na inJeção mcradému
ca, na fuce anterior do antebraço. de O, 1 .i 0,2 m.L de:: uma
'iOlução fenolada corre~pondente à concentração de 2 ,1 3
milhões de leptomona.\ por mL. A leitura é feita 48 a 72
horas depo1,;, sendo con 1derada posiova l presença de
ericema papuJoso na área de inoculação, maior que 0.5 cm.
fasa reação possw alra sensibilidade e espec1fic1dadc para a
leishmaniose cegumenw americana.
5.7.1.4.2. Toxoplasmose
5.7.1.4.2.1. TOXOPIASMA GONDil - DETEC
ÇÃO DE ANTICORPOS IgG E IgM NO SORO.
O exame é realizado por método ununoenzimático. A pre
~ença da lgG denota que o individuo já teve a infecção. A
detecção da lgM não pressupõe doença aova, Já que pode
pt:nnanecer no organismo por mais de 1 ano. Na vigência
de lgM pomiva. costuma-,;e ~olicitar o teste de avidez de
lgG no soro. Os valore-; de referência são o~ \eguinre~
IgG Não-reagente: inferior a 2 Ul/ mL.
- lndetemunado: entre 2,0 e 2,9 Ul/mL.
R.eageme: acuru de 2,9 UI, ml.
lgM - Não-reagente: infenor a ü,5.
Indeterminado: entre 0,5 e 0,59.
- Reagente: acima de 0,59.
5.7.1.4.3. Doença de Chagas
5.7.1.4.3.1. PESQUISA DE lgG PARA TRYPA
NOSOMA CRUZI NO SORO. Reah.zado por tmuno
Buorescência indireta e: ensaio imunoenzimáoco. o exame
Mbodos de A11,.-flio D1ag11ós1ico 77
pi.:nnite verificar se o individuo foi infectado. Pode apre
~enr.ir reação cntzada com I..cish111a11ia bmzilimsis. Como na
fase aguda da doença os paras1tos estão pn....,cntc~ na corren
re ~:ingiiínea, pode ~cr úcil o exame de esfregaço cm mi
c-rmc-npia para abseivar a presença do parasito. O resultado
l' lJualiw.civo. expressando reagente ou não-regente_
5. 7 .2. Sorologia nas Doenças
Auto-imunes de Interesse Estomatológico
Neste tópico veremm alguns exames útci, no diagnóstico da..s doenças auto-imunes com mamfestação bucal Mui
to embora a b1óps1a e a c1tologia sejam ba,;cance utilizadas
no d1agnósàco de várias doenças auto-rmuncs com mani
fc~tação bucal, o estudante deve conhecer alguns tet~ so
rológicos subsidiários básicos ao diagnóstico e acompanha
mento destas.
5.7.2.1. IMUNOFLUORESCÊNCIA DIRETA
É realizada a parár de b1óp'i1as de síoos aforado" ou de
árcJ, pró~;ma.s.
lgG e C intercelular epidérmico - pênfigos vulgar e
foliáceo e ma,; v:mantes. Presença cm 100% dos casos
de doença ativa.
IgG e C lim:·.tr ou fihrihr ao longo d., membrana basal
(MB) - penfigóidc bcrugno de muc~ (penfigóide a
camoal); penfigó1dc bolho)O.
IgA granuloso. linear ou salpicado nas papilas dérmicas
- dermatite herpetifonne.
fgA, IgG, IgM e C, linear na MB (banda lúp1ca)-lúpm
crirt:matmo ,i'ltêmico e cutâneo.
Corpm cilóide,; com IgM e. cm menor freqüência.
com lgA e lgG. & vezes, depómo granuloso na MB
- líquen plano.
5.7.2.2. IMUNOFLUORESCÊNCIA
INDIRETA
F realizada a paror de amostras do soro.
lgG tnrercimento celular - correlaciona-se a ativida
de da doença. m.is não St' presta a diagnósóco (pre
~ente em 90º{, do caso,; de pénfigo vulgar).
lgG .mtimembrana basal - em percentagem variada,
ºº" penfigó1des, não se correlacionando com a acivj
dade da doença.
O sangue cransporca um sem-número de sub~câncias para
os mais diversos sítios do organismo humano. Portamo. é
capaz de refletir os proc~o~ metabólicos em ancbmento.
bem como alreraç:õe.l·, !>Ódio.
potá.~10, cloreto, bicarbonaco, proreínas cows, albu
mana, cálcio, magnésio, fósforo, criglicérid~. coleste
rol, tiroxina, coro.sol, vitaminas e proteínas individua
lizadas.
Grupo dos metabólito!> (produtos de degradação. sem
função no proccentte a HbA 1 c e a glicemia.
O controle em médio prazo pode ser determinado pela
dosagem de hemoglobina ghcosilada ou glicada nos ericróci
to). Pdo método de cromatografia liquida m ocorrer em diversa!) Mtuações clinicas, rda
c1onada.ç ao mecabolmno de cálcio e fosfato. Os valores de
referência, ucilizando-!>t: a me-codologia cinéaca colorimé
mca, são variáveis. segundo diversas faixas etánas, confor
me descrito no Quadro 5 1 O.
da hidroxiprohna é um bom marcador do carabol1~1110 ós
seo. Assim, no~ eventos em que haja rea~orçào ó~çea, há
um aumento do'.il níveis de excreção urin.1ria da
hidroxiprolin.1. t ba..çunte útil na a,·aliaç.io e e~tudo do
metabolismo ósseo em diversas condições cliníc.as: doença
de Paget, fraturas ósseas em processo tnO e mc:tástases éx~ea~ de neopLb1as mabg
nas- Aumento~ menos marcado~ podem ocorrer no raqui
tismo, osteornalacu., h1pertirt'o1dismo e: .tc..Tomegal1a. A de
tcm1mação na urina de 2 horas após w11a uo1tc , os
valorcc; de referência ,;ão º" segutulc:\
Alguma!> Ja~ alteraçõe5 mais comuns e que podem ser de
utilidade na prática estomatológica estão relacionada, no
Quadro 5. 1 1.
5.8.10. Hidroxiprolina Até 1 ano: 20 a 50 mg '2-t horas
P um anunoácido presente em grandes quanbclades no
c.:ollgeno que constirw a rnatnz ó-.,;ea. A excreção unnária
l a 10 anm: 25 a 100 mg/ 24 horas.
l I a 20 anos: 70 a 140 m.g/24 bor.b.
Adultos: 15 a 40 mg/24 horas.
Valores de referência - 125 ;a i:!0 U/1.
MaJorcs de 18 anos; 50 a 250 U/ L par.i ambcx m scxm
Alte rações comum no, nivei~ exc~s1va de Ca
Aumento Moderado - 3 a 5 vezes o valor de referência
Hc:patopaaas mfilcnova.s
Mononudeo~ infecciosa
Mc:cisw~ ó"e.u
R aquitismo
Osceomabcia
Aumento Discreto - até 3 vezes o valor de refermcia
Hepant~ \'trai,
f r:nuras cm acamzaçào
Cirrose
Gravidez
Alitodos dt Auxilio D1.1gfl(Ss11ro 81
Valores laboncoriats comparativo
valores de referênc1.1 n::t.S pnmcira.c; 24 hora,; de proc~o~
mfeccio,;os, inflamatórios e neoplásico!.. Baseante únl no
acompanhamento das doenças reumáocas, pnncipalmente
a febre reurnáaca, na qual o aumento de seus valoreno soro. com coleta de sangue do paciente cm
Jejum por 4 horas. A mecodolo~a utilizada í: o fraciona
menro elecroforéaco cm gel de agarose. É um exame utili
zado na caracteri7aç.io de processos inflamatório> crônicos.
principalmente das doenças auto-imunes. nuelorna múlnplo,
doenças lmfoprohferaova,; malignas e mfccçõc:!, subaguda..ç e
crômcas Os valore!. de referência $ào o~ seguintes:
Albuouna: 4,00 a 5,30 g/ dL {56.4 a 71,6%)
Alfa-1-globulin:l;): 0.10 a 0,30 g/ dl (1.9 .a -1.5%)
Alfa-2-globuhnas: 0.50 a 1,10 g/dL (7,3 a 15,0%)
Bec.1-globulina.\: 0,40 a U,9U g/dL (6,2 a 1 1,5%)
G.una-globulmas: 0,50 a 1, 40 g/ uL (7 ,8 a 18,2%)
Proteína tot.11. 6,4.0 a 8.10 g/ dL
Rel.lção aJbumina/globulinc1: 0.9 .i 2,0
-· REFERÊN~IAS
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& Bucche!ri, V Ma1111a/ de Hei11atolax,a - Proprd211ttra t Clf11i
ra, 3.1 t:ta..'> e é considerada a maneira mais ~1mples
de reduzir a mfocçào cruzada no ambiente clinico.
A n11crobioca das mãos fo1 pnme1rameme descnca em
1938 ~ consiste em nucrorgarusmo. resufonces e cransiróa
os. &te~ últimos são removidos mais facilmente e, felizmen
te, são mau parogêrucos que os primeiros, que são removi
dos mai!. lentamente.
No e.x.une fisico e nos procedimentos não-cirúrgicos, o
manilúvio pode ~er feito com igua e derergenre liquido com
ou ~em anti-séptico. O objetivo da anri-sepsía antes dos
procedimentos cirúrgicos é a eliminação da microb1ot:1 tran
sitória, reduzir a res1deotc e prevenir a introdução de mi
crorganismos na fenda cirúrgica se as luvas contiverem
nucroperfurações ou foram ac1denulmcnte rompidas.
Os microrganismo~ d~ mãos podem multiplicar-,;e rapi
dame.rue, na pele umcdeada "ºb as luvas, se as mãos forem
degermadas com detergentes apenas e ,;em o uso de ano-sép
aco~. E'itc~ devem: reduzir a contagem de microrganismos,
não ser irritant~ e alérgenos, agir rapidamente e po,;su1r um
efeito residual Entre o~ vá.rim anó-sépticos,os mais recomen
dados ,;,io as ~luções a 2% de 1odopov1dona ou clorcxid.ma.
faci fora do nosso propómo descrever toda a técnica do
n ,anilúvio, mas enfatizamos que o ensaboamento deve ser
profu$o, da tlrrga do cotovelo às pancas dos dedos, que o uso
de.' uma escova maru mdhora a peefi,m1t111re e que não cem
senado usar u~ c:oalha cot.1.lmente contanunada para enKu
gar as mão~. pamcularmente no preparo pré-cirúrgico.
O uso de luvas não diminui. nem evita. a importância
de fazermos um ngoroso mamlúvio. O marulúv10 deve ser
feito imediatamente após a remoção das luvas. Esru podem
ter microperfurações ou sua remoção pode provocar a con
tanunação das mãos; além disso, pode ter bav,do grande
multiplicação de bactérias durante o uso.
EQUIPAMENTOS DE
lililililll PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)
São barreiras mecânicas designadas para proteger a pele.
as mucosas oculares, nasai'I e bucais, os cabelos. as roupas e
os pés conua a contammação por sangue e outro,; íl11idos
orgânicos.
Na aov1dade odonrológica, remos um.1 ~iruaç;io quase que
~em paralelo em outras pro~Õl!S de "1Úde. O uso d1.c m~
crumc::ntos c11{1rgicos e rotatórios (p. e::~ .• alta-rot1ç5o, se
nngas tríplic~ e raspadores ultra-sônicos) cria unu névoa
vi.'livel que:: contc!m goóculas de saliva, ,;an~e. microrganis
mos e outras panícula..,. Os espu:ros aongem uma dê.l..Ínaa
curta e se depomam no piso, ~obre a~ )Uperfiaes operatóri
as ou sobre os profissionais e o pae1encC'
A névoa v1sível pode conter o aerossol. isco ~- particula5
i.nv1'1Íveis e respirá,·e.15, com diâmetro 10fenor a 10 µme que
não devem ser confundidas com a névoa e os espirrm. 0 EPI devem ser somente colocado!> dentro do
ambiente de mbalho e removidos ante,; dt> abandoná-lo. EPI
reutilizáveis devem ser lavado~ com ~gi1.1, >.
fu máscaras deveriam fornecer filtração de mais de:: 95%
dos microrganismos, além de proteger conrra névoas. es
pirros e aerol,)ol. Num rrab:ilho recém concluído •. umla t:m
publicação, verificamos que nenhuma máscara cfüpo11ih1l1-
zach no mercado nacional tem essa capacidade Da foi so
mence encontrada em algum Tt'spuaJun:s (N95, i'199 e
N100) que deverão ser adotado~ na pr.inra clúuc.1, Se:' yw
sermos atingir essa eficiência. Elt'~ pos!iuern capacidade
filtrante mwto '\Upenor t' pemutem uma melhor adaptação
à face do operador. Essa atenção de, e :.c:r redobrada no~ ca
sos de doenças )élb1darnence cransouóda~ por\ ia aérea, como.
por exemplo, em casos de pacientes pomdores de tubercu
lose.
É sabido que as máscara!\ não devem ~er cocadas durante
os procedimentos e que perdem efioênc1a quando umede
cidas. Nessas últimas condiçõe111 81Mst;gur.u1fJ 85
Luvas de procedunemo ou estércJS são EPI dc~cartáveIS,
não devendo "er reaproveitadas \Ob nenhuma hipótese. Pro
t:ed1 mcntos invasivos não devem ser feitos com luvas de
procedimenco,Já que d~ requerem estenlidade. Devem ser
trocadas entTt" p;ic.1cnr~ ou quando se nota perfuração.
A.., nucropcrfurações causadas rus luvas pelo uso variam
de acordo mm o material, duração do uso e tipo de proce
duuento realizado. A freqüência dessas perfurações varia de
6 a 16%, ficando cm aberto, por falta de estudos, com que
periodtc1dade as luva." devem ser trocadas durante os pro
cedimentos.
Durnnre estes, as luvas cnrrai n em contara com um grande
número de maten.m e produtos químicos que podem com
prometer a mtegndade do látex de que são fdw. Seria im
portante que os fabricant~ uúomta~em '-Obre a compao
bilidade de suas lu\,as frente a esses dive~os produtos.
A lavagem das luvas com detergentes, clorexidina ou ál
cool pode favorecer o aparecimento de microperfurações;
por isso, essa atitude não é recomendada. Se as mãos estive
rem umedecidas com álcool ames de calçar luvas, devem
ser ~ecad~ n~orosamente, pelos mesmos moovos.
Devido às limitações apontadas, alguns esruclio'ios acon
~elham o uso do duplo enluva.menta. Perceberam que, quan
do isso aconcccc, a luva interna apresenta mcno~ perfura
ções que a e'.\;terna. A~m. o duplo eoluvamento pode ofe
recer uma melhor proteção ao operador. Aparentemente,
essa princa não d10UDu1. a dc,;treza e sensibt11dadt' necess.á
na para o trabalho.
CAMPOS E COBERTURAS
DAS SUPERFÍCIES CLÍNICAS
Essas superik1e'i podem ser cliretamente contanunadas por
Ouidos oiiginados do paciente ou dos membros da equipt'
odontológica e por mstrumcntos, equipamento~. mãos e
luv~.
São exemplo'i de.,'ia.'i 'iuperfic1es:
• Manoplas dos reflecore,;
• Interruptores
• Aparelhos radiográfico,;
• Teclados de computadores
• Lápis e canetas
• Embalagens de materuus odontológico!>
• Pontas de t:mbalagens de réSinas compostas
• Ponta de fotopobmenzadore plásticos para 'ieringas tríplice~. mangueim, ele cober
tura de PVC ou de Th1T (tecido não- tecido), campoç ci
rúrgicos estére~ de TNT e outros materiai'I 1mpermeâ\'e1~.
Essas barreira!I tomam-se contammadas pelo uso, de
maneira que devem ser trocada., entre os pacll'ntt"), t:nquanto
os profissionais de saúde permanecem caluvadoi.. Após ma
remoção, os pro6ssiona1~ devem exarrunar as supcr:6etes para
venficar se não ficaram irudvertidamerue manchadas De
codo modo, as superfioes devem ~cr limpas e desinfetadas
com produtos químicos que aruam sobre o HIV, H VB,
HVC e sejam cuberculicidas.
Os profissionais devem eXJgir dos fabricante'i infonnaçô~
~obre a compatib1lidade dos matena.1s que fubnc:1111 frente
aos váno,; desinfetantes e até como devem ..,e, desinfetados.
Durante a desinfecção. as ptMO~ que as re:WZJ.lll devem
cscar procegidas por EPI para evitar intoxic:ição. Um erro
comum é a utihz.ação de luv.l~ de látex nesw tarefas. Ew
não oferecem restscênc1a sufioente, e as tarefas não ex1gem
refinado tato As luvas de poluutrila (luvas domc:,OC'a..\ ou
de jardinagem) ~o mais adequa~.
SUGADORES DE SALIVA
Nos ejetares de baixo volume ocorre um fluxo dt· retor
no quando a pressão no interior da boca do pacieme é menor
do que aquela que estiver no sugador Esmdo'i demomcra
ram que esse 011xu de retomo provoca a mJcçào dos Illl
crorgarusmos que c~t.1v.ui1 na m.mgut"ira do CJC'tor qumdo
o paciente ela a boca no ejetor de sahva. O fluxo de retor
no tem o porenc1al de produnr infecção cruzada. Esse flu
xo ocorre também qumdo se usa simultaneamente o ,;uga
dor de baixo volume com um de alto volume EJJ..Lbora não
baJa relacos de efeitos deleténos para a ~aúde. crata-'ie de um
efeito. no mínimo. desagradável.
RADIOGRAFIAS
ODONTOLÓGICASQuando se obtêm radiografias, corre-se o asco de infecção
cruzada. O procedimenco deve ser realizado usando-se EPI.
Uma boa meclida é sobreencapannru os filme~ com uma
embalagem nornulmente usada para embalar d1apo~10vm
86
:imes de sua montagem. Dessa forma, a embalagem ong:inal
de cor branca dos filmes não entra em contato com os flw
Ofrer a anti-sepsia porque é im
pos.,ível não tocá-la com a luva estéàl, ainda que se use um
c:11npo fc.:ncstrado. Costuma-se fncc1onar com gaze ou
mecha de algodão com clorexid.uu a 2% ou iodopovtdona
a 1%.
MANUSEIO DE BIOPSIAS
Para protegermos a5 pessoas que manu,;.eiam ou trarupor
tam os frascos que contêm matenal de b1ópc,1ac;, dt•H·mos
usar frascos à prova de vazamento. Um frab'lTlcnto m,.,
FIG. 7 . 1 Lmha .1lba (mordida)- mucosaJugal
a mucosa, dt:5aparece quase totalmente, retornando ,ua co
loração normal após seu relaxamento, faro e~te que não
ocorre com out:ra\ lesões brancas.
Ocorre na mucosa jugal bilatt:ra.lmence, apresentando
coloração difusa, opaca ou branco-acinzentada com mator
mcidênaa no~ md1viduo:. mehnodcmnas e. mais raramen
te, no~ leucodernm (P1g. 7.2)
F10. 7 .2 Lcucocdcma - área br:111ro-..icinzentada, ~ acome
lc11\Octada ao ardor.
O diagnóstico diforc:nc..;al deve incluir outras doênças
inflamatónas da língua, como r~açõcs a droga-. e utfcq·ões
virais. Conrudo. a aparência clinica. a lmtória do curso crô
ruco, a ausência de çincoma.s e de ourn,; lesõ~ dt- pele são
su6cienc~ para o ,cu dtagnósnco delirunvo.
FJG. 7.3 Língua gcográfü:.1-lintw esbranquiçadas o rcund.idas,
.íre.u d~papiladasA Odontologia, no passado, era técruca e artesanal. Em
1920, apóio a conceíruação de infecção focal, iruciou-se o
seu despertar oentifico l.3urkec (1958) consagra esse des
pertar quando diz qué ~ de responsabilidade do cirurgiio
demisra o t"Studo, diagnóstico, prevenção e tratamento dos
segumces itens:
• Doenças dos tecidos mineralizados e oão-nuncrali.zado~
dos dent~.
• Doença.o; dos tecidos de suporce e proteção dos dentes.
• Doenças limitadas aos lábios, língua, mucosa bucaJ e glân
dula.~ o;ahvares.
• Lesões bucais e dos órgãos contido:. na boca como parte
dos t.-stados mórbidos generahudos.
É uma dJ.,;ophna nova no conre.xto de suas lesõe~ fundamen
tais cm capírulo,; e~pecíficos, c:us como: alceraçõ('.'1; de cor,
lesões erosivas e ulceradas, lesões vbico-bolhosas, cresci
memos tec1dua1s, patologia óssea e outros. Essa segineo
cação facilietrá ao aluno m1c1ante- formul.u- hipó teses diag
nósocas corretas e , atravé, dos exames complemenorec;,
quando necessários, chegar ao d1agnósuco final, fumando
o prognóstico e msntuindo terapêuric..a específica para cada
caso.
De grande importância para a disciplma foi a oporturu
dade que tivemo~ para uniformizar os conceitos das do
enças e de suas respecovas tt:rapêubcaJ> numa lmguagem
únic.a.
Apresentamos neste livro, após múmcr.l!> rcuruÕC!I e dis
cussões entre m docentes, o núrumo necessáno que, acre
ditamos, o aluno de graduação dt:vt: conhecer, com biblio
grafia que lhe permita aprofundar nos matl> tliver;m a~fün
tos, se assim o desejar. Visamos também a cmtOl> menores;
,;cm que houves.~e. enrreranto, perda da sua qualidade.
Apesar do grande desafio. cremol. que valeu .1 pena o tra
balho empreendido na elaboração de:sre ce>..-co, que, com roda
a cerceu, apresentará falhas, e agradecemos dec;de Já suges
tões para aprim.oci-lo.
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Guanabara Koogao, 1983.
O Método Diagnóstico
2.1. MATERIAL E EQUIPAMENTO
2.2. PRONTUÁRIO
Jayro G11i111arãe.s ]r.
2.3. A OMSÃO DO EXAME CLÍNICO
2.4. ANAMNESE
2.4.1. Collliderações gerai,
2.4 .2. Tipos d.e pergunta
2.4.3. Identificação do paciente
2.4.4 . Queixa principal ou estímulo iauou-6pko
2.4.5. História da doença atual
2.4.6 . Hln6ria odontoenomatológíca
2.4.7. Tratamento médico atual
2.4.8. História médica pregressa
2.4.9. Antecedentes hereditários
2.4.10. llibitos
2 .4.11 . Observação do estado psicológico
2.5. EXAME FÍSICO OU EXAME OBJETIVO
2.5.l . Considerações genüs
2.5.2 R ecunos sem.iot6cnicos
2.5.2.1. Irupeçio
2.5.2.2. PaJpaç.ão
2.5.2.3. Awcultação
2.5.2.4. Olf.açio
2.5.3. D ivuão do exame luko
2.5.4. Ex.ame geral
2.5.4. l. Sexo
2 .5.4.2 . Idade nplll'ente e idade rui
2.5.4.3. Harmonia dos segm.flltos do corpo,
ambulAção e atitudes
2.5.4.4. Tegumento virivel
2.5.4.S. Sinai1 vitais
"M11irns e 11111itas 11ezes eu saí para 111cu co11s11ltóno à noite semi11do
que 11ão co11seg11iria manter mtm.f olhos abertos 11e111 mais 11111
mamemo. Alas q11a11do eu 11ía o p,1dmte, t11do isto desaparecia.
N um iu.sca11tc, os dcral11es do caso começm1a111 a se org,wizar 1111111
esquema idc111[firá11cl, o d1ag11Js11co começava a se decifrarbranc~rirematosas - dono da língua.
.-ilteraçJes 1/t Cor dJ Mu011 se
recusaria a mastrar-sc claramente e n caçada co111eça11n. Ao mesmo
tempo, o pr6pn'o paciente se tomava algo que preâs,wa de atenção,
2. 5.5. Exame llsico locorreg:ion_al extrabuc:al
2.5.S.1. Fácies
2.5.5.2 . .Exame básico dos ~ios pan.nasau
2.5.5.3. Olhos
2.5.S.4. Músculos fadais e gJânduJa parótida
2.5.5.5. Articulação temporomandibulaT
2.5.5.6. Palpação da glinduJa tireóide
2.5.5.7. Cadriu ganglionares crinio-cemcals
2.5.6. &.ame fisico locorngional intnhucal
2. 5.6.1. Lábios e utúbulo bucal
2.5.6.2. Assoa.lho da boca e face intema da
man.dibula
2.5.6.3. Língo-a
2.5.6.4. Mucosas jugais
2.5.6.S. Palatos
2.5.6.6. Rebordo, alveolares
2.5.6.7. Úvula. píliues too.sila.rM, tonsilas e
orofaringe
2.5.6.8. Deores e tecido, pcriodootais
2.6. DIAGNÓSTICO DIFERENCJ.AL, WPÓTESES
DIAGNÓSTICAS OU DIAGNÓSTICO D.E
TRABALHO
2.7. EXAMES COMPLEMENTARES
2.8. DIAGNÓSTICO FINAL
2.9. PROGNÓSTICO
2.10. TRATAMENTO
2.11. ACOMPANHAMENTO
as pcculiariedade.s dc:lc, as reticências e a suafra11q11eza. E, embora
t ll p11dtsst sc111ir-me alTafdo 011 rtpelido, a atitude prof1ssio11al que
todos os médicos tka1t111 mame, mt s1mr,,ta1•a t defima em q11t termos
t 11 dei,eria proada. "
William C.ufo, Williams, 171t A11tob1ogmpl1y it1 11,c Doaor
Stori~. New Dirw1011S. N ew York, 1984.
4 O Mh.od" D1agmist1tO
MATERIAL E EQUIPAMENTO
O eqwpamcnco necessário para o exame clinico estoma
tológico é o ~eguinte:
• Eqwpo odontológico compleco.
• Eqwpa.mento de proteção mcbv1dual: avental, másca
ra, gorro. luvas de procedimento e óculos de prote
ção.
• Abrux.adores de língua.
• Algodão em rolo e cm ma.nu.
• Compres.~as de gaze.:.
• Pmç:a, espelho e explorador.
• Sond:i periodontal.
• Fio dcncaL
• Sennga triplice.
• Esfigmomanômetro, t."Stctoscóp10 e cennômerro.
• T'ronruârio e caneta.
Todos os encontros entre o paciente e o profissional
envolvem o registro (scmiografia) d.a~ mfomuções trocadas
em um formulário própno. Durante toda a sua Vlda. o pa
ciente apresenta diversa., manifestações de doenças que se
rão devidamente descritas cm todos os seus detalhes. Esses
dados têm não somente valor clínico e de visão integral do
p:ineatc, como também v'1or jurídico e de aucbtona em
even tuais litigios des:;a natureza. Uma nova história e exa
me são rcgi.,rrados sempre que o paciente apresentar um
problema novo.
No ambiente uruvers1c.áno ou hospitalar, wna sén e de
profissionaIS de diferente~ áreas conrribuirá para o prontuá
rio. Faz-se necessáno que renha.mos determinado grau de
uniformização da semiografia para que os dados mantenham
certa coerência geral. O autor de cada registro deve forne
cer um relato detalhado e acurado que po ~ c;er compreen
dido por outras p~oas. devendo nele consu.r, de.: forma
clara, a idennficação do autor do relato e o departamento a
que está agregado.
U ma boa regra para a sermografia de prontuáno em ms
ambientes muloprofi.sstoru.Jc; é escrever não para\!, mas para
que outros leram e emendam. As descáções devecio 'icr tão
adjetivadas que, mesmo quem não viu o fato ou uma ma
nifestação clínica, tenha uma idéia o mais próximo possível
d.a realidade
Em situaÇÕô emergenci.m. em que o paciente possa es
tar tmpechdo de falar, as anotações de
exames complementares e ~cus resultados, as prov1dências
terapêuticas e suas alterações. O profissional podera. n.l fo
lha de evolução. registrar, a cada consuJta, com a letra "S"a
avahação sub3eova do paciente, com a letra "O'' a sua ava
liação objeci, a, com a letra " I " suas impressões ~obre o que
observou e com a letra "C" a manutenção ou alter.i(io da
conduta. Por exemplo. suponhamo~ um paciente que C'lci
sob tratamento de um abscesso dentoalveolar com um an
tibiótico e nos procura para eguimeoco durante duas con
:iulta5. A notação será feita como nos mosm o Quadro 2.1.
O prontuáno relat.1 a lmtóna cliruca desde a pnm"1ra
doença que o profissional diagnosticou até a morte do pa
ciente. U m conjunto de dados referente) a um novo exa
me clínico será agregado ~empre que o paciente aprec;encar
Wlll ouaa qucL-a.
No caso de haver váno~ autores dos registros. dentro de
wua aávtdade mulciprofi.sSJonal, cada rcgi,;tro deve fome
cer wna narrativa clara e acurada de forma a ser facilmentt'
Exemplos de notação da evolução cliruca
Evolução díniC':1
Data -0o_ca_ç_ão- --- - ~----
12 02.04 5 - A dor continua preçcncc.
O - O edem:i :.\umenwu, afcundo a pálpebra m.fi!rior.
1 - O tratamento parece não estar SUJ'tlndo efeito.
C - Agregar um :mtib1ótic:-o qu~ tenl1a .tçâo contra .trucróbios: metronidazol, 4ll0 mg cada.
--+l-'-2 bocas, 7 11111!>, e voltar após J ilias_. _ _ _
15.02.04 e; - A dor dmunu1u, o paciente se sente melhor.
O - A áréa cdcrmctada est.i menor
1 - O tr.uamcmo parece \Cr cfcovo.
C- Continuar com o meuno c:~quema terapêutico e volwr após 4 dms.
Nome legível
O .\térodl' Diag11C1stito s
compreendida por outros profi sionais. Se houver uma pa
dronização de~as várias anotações, ramo melhor.
O pronruáno é a principal base de dados nas auditorias,
u.~ado para controle da qualidade da prática clinica, nas pes-
4uisas clírnca,; e nas pendências legais. Se sua memória fa
lhar, sua con6ab1hdade se basear.í exclusivamente no pron
tuário.
Os pronruános contêm u1fom1ação confidencial. Deve
haver um controle sobre o acesso a eles. Somc:mte os profu
sionaJ..S envolvidos no tratamento podem lê-lo~ e fãzer ano
tações no!> mesmos.
Se houve cana de encaminhamento, a leitura desta é o
primeiro procedimento a ser feito. Dependendo da quah
dade pessoal do profissional que a escreveu. eb podm conter
uma gama enorme de valiosas informaçõe,;. Infelizmente,
nos~a t!Ã1)enênc1a mostra que muito:, não sabem fàzer uma
canahza.ç:io desse npo, pecando canto a.a cécmca como nas
regras m.iis :.impl~ de relacionamento profoi~ional. Essa cana
deve ser feita em papel timbrado e comer a 1dentificaçào
breve do paciente. um rcswno do e.'Gltl'le clírnco feito e a
causa do encarrunhamenco. Ati:. por uma qu~tio de elegân
cia, nunca deve ditar a condura do profissional para quem a
estamo~ encanw1hando.
Em su:i m:i1oria, os pacienres ,;ão cooperativos e, portan
to, esperam ~cr tratados com cortesia e carinho.
Comece solicicmdo que: o paciente lhe faça um resumo
dos seus problemas. Se ele ovcr queixas múloplas, peça que
ele as liste de forma cronológtca.
Evite ficar totalmente voltado para a senuografia, restau
rando cononuamente o contato com os olhos.
lliMillM A DIVISÃO DO EXAME
CLÍNICO
Cl~sicamt!nte. o exame clíruco se divide em uma fase
subjetiva, cham.a ~mornas e descreverá sua visão
do~ sinais, e uma fa.'le objeciva, conhecida como exame fisi
co, em que o profissional procurará descrever, apurada e
Sidade de ser ouvido
ames de rudo. Outr3 razão é que, se imediatamente fizer
mos o exame fisico, é quase impossível não tentarmos ime
diatamente fazer hipóteses de diagnóstico. Isso levará a uma
anamnese dirigida. quase que tentando corroborar essas hí
póces.es, o que pcrrurbará a espontaneidade do rebro e. o
que é pior, poderá conduzir a um diagnóstico equivocado.
O que se aconselha. se possível, é que a an3.JllDcse seja
foica numa mesa comum, com profissional c paciente sen
tados um em frente ao outro, de preferência com os olhoc;
de ambos no mesmo nível."A atiamt1ese, a proccdunmto d111ia1 maiJ sofistimdo da ,\.Jedid11a, 1
111110 técmc;i dr 11n•r.snx..'tl'avase esse ,encimemo. Não convém re
bater ou concrapor-sc a um comportamento hostil. Esteja
atento para º" s1n.us de depressão: da é m.ll\ noci\'a que a
ansiedade.
o~ pacientes com defiaência audiova podem preferir
comunicar-~e por escrito e aqueles com deficiência visual
devem ser di~crec.unence tocados e mfom1ado .. sobre o lu
gar onde elt:S ~tão. Com t."Stt....,, não levante de,;necessana
mente seu volume de voz. pots assim estara contundmdo a
deficiência e ..,endo desagradável
O pnmeim julgamento que o paciente faz de você ba
enução ~tabdccem o seu papel na relação, neutnl1um os.
go tos incomum de: ~e vestir e fazem pane dos requisiro1,
min1mo!I de b10..,segurança.
É import3nte lembrarmo~ que: a comunicação humana
pode ~er verbal e não-verbal. Aàs estrelas, que
podena ~er usada para um aluno que se saiu bem numa prova
dificil. Sir s1m1til111s rebus = mantendo-se assim as coisas, que
podena ser usada para a educação no Brasil Sic craJ1Sit gloria
1111111di = assim passa a glória do mundo, que poderia ser usada
para professores que se julgam os maiorais.
Ao final da primeira anamne fala com J'clCimt,s; fala com um conjuntn J~ «tJlfil.S
s11brr ~c caso, antes de começar o exame clínico,
o profis.~onal deve ler C$CS dados para se siruar e começar a
saudar o pacremc pelo seu nome e fomia de crat:amemo com
paóvd com o seu estado c1vil e fu.x.a etária., ,;egumdo-se a sua
própria aprl.>senução e cumprimento dando-lhe a mão.
As pergunt.a.~ que fazemos estão no Quadro 2.2.
Os estudos epidermológico,; nos mostram que algumas
doenças são mais freqüentes em cerca faixa ecin.1, ~exo,
etnia, profissão e assim por diante. Os carcinoma.e; ocor
rem 1ruus na meia-idade, cnquanto º" ~comas oc.orrem
mais nos pacientes pediátrico", :i~ displasias fibro,a!I
polioscóncas ocorrem mai" no .
Mas não só •'-"º· Como temo, que obter uma viocial e biogr.ifu do paciente
Identificação sumária
Nome
brado c1nl
~o
R.1ç:1 ou Cttul
Idade
Í ).ll.1 ,k 11a>cit11('1llU
Prufusão
Níia.:iuualiwdc (p;ai\)
Narur.tlicbd~· (c1d.1dd c!>tado)
Procedênda
Endcrcço) (comc:rdal e re.,1Jr:ncial)
T clcfuno (comerci.tl e res1denci.il}
E-mail
Fonre de encaminhamento (qul"m 1mlicou)*
• Prefere-se que os enanunh:unento, \C;:tm featos por escnco.
Identificação expandida - biografia **
Rei igiio-creur,."llll
Ninnl!ro de hlho~ e mn:ios
llt'l1ÇÕe5 .tãmilum: coe~ão.mccrdcpcn,iênna
Tipo dC' habau,,ãu
Hflb1to, nutncaonais
V1z111h.inça
Refa\·n~ ~ociai~
Filo,ofu de vid.1
Grau Je auco-e,;u1ru
E\t.1do p~icolõ~c:o
Preocupações, medo,, ava,;õc,; e fobi,n
Rel.v;õe~ pregrc:~;u com outro\ dentist.u
Expc:ct.1tivas quanto .10 futuro tr.1tm1cnto
lntcn:s~
Preierências polinsa sc:r capta.do :.obre
~ua individualidade.
Tau infomiaçõ~ não serão n-ac.ad~ como mer.1 curio~i
cobrir
w1u neopla,ia maligna que ignorava.
Trata-se sinais e j1fl!llrius
• Oc:;mç.i.o des,C':S pnmeu-o, m.U!> e srntom.'l.'i
• C;u-.arnuçio dt ~tonutologi:a: percepção,
penod1~1dadi:, frequência. alh,os e agravanu.-ntos
• De5envolvimcnto - cvoluç.io ,ité o presente
• Tr:ic.1.mcnro, e (t.>m resultados: por conta própru t'
com ourros prufis.S1onm
• E.um~ complementares n:.iliz.idos e scui result2dos.
D1~ponibilid;:uk'
• 8t:1do aru:tl dt docnr,."':l
A f.aciliução é u~ada quando o entrevistador uah:z.i :>Ud.)
pom1ra,;, ,;ua comunicação não verbal e verbal para enco
rajar o entrevistado a falar. Usa a atenção, a indinação do
corpo para a frente e palavras como "continue'', "hum,
hum", "continue", "estou entendendo", ~~cou ouvmdo'º.
"e em.ão?", "o que aconteceu dc:po~?" etc.
Usa a reflexão quando repete as palavras do paciente: pro
curando encorajá-lo a prosseguir. Exemplo: apó, o paacn
te ter uúon11ado que a dor se trradta, o profus1011al diz:
"Então ela se irrac.ii.i'" e pro~~eguc: "Para onde?"
Usa o esclarecimento quando, após uma a.firmação do
paciénte, pergunr.1: "O que você quer dizer por .. , ..
Usa a empatia quJI1do, tentando se colocar no lugar do
paciente, chz, por exemplo· "Isco deve inc:omod.i- lo mw
to."
Utiliza a confrontação quando diz, por exemplo: "Você
diz que Bto não o mcomoda. mas suas mãos ec;t.io tremen
do.''
Usa a interpretação quando diz, exemplific:mc.Jo: "Você
está, a todo o momento, falando em câncer; pur ,u.:~u í: ~lo
que perua ter?."
O processo inicia-,;e com questÕl"S aberta'-, jqo é, gené
ncas, e cononua-st' com qu~tÕt''.> Ít"ch 11:l.1-. 111.1i, específi
cas. O ideal é que haJa um equilíbno corre tun tipo e ou
tro. Por exemplo "Qual a selarecidos na
h1c;tóna d2 doen~.a atual
Quando a queixa pnnc1pal tô1 notada'
Qu,u a origem e: a localizaçào J;& ~mtomacologi.1?
O que acb.i ,1ut: pmlt- ti:- l:1 c:1umlo?
Qual a qumridadc ou intemi1fadl.' da que.ixa?
Em que c1rcumui11cus da ocorre?
Qu;us o, fatore que a acenu:un ou agr.l\'am~
Qu:w J.) mani.fe-;1:.1çõ~ a,,oc1.uh,?
Qu.m ai. preoi;up.,çot.., :1dy1cr11te,>?
Como .1 11uc fui feito J rc5pc:Íro?
Qua1, m profi"mnais procuradm?
Que o::tmc:5 complementares cs~ ((°)lil'ltacun e 54:U( rc-uletd~?
Quais os diagnó~nco, finai, a que chegaram?
Qu~· tmtamt'nto, indicaram ~ qu.m foram o~ )eu~ roult.1dcx?
Como a untom.uologia vem i.nllumdo na vida do p.1c1.:me?
{JuaJ a s!lua\ão da queixa uo iusc,1ntc: do e.xamc clinico?
~e111pre observar os clínicos mais experientes, procurar cu r
'°' e leiruras especificas e usar sua própria nutun dade e