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1. Princípios e valores éticos do serviço
público
1.2. Da Administração Pública (Art. 37 ao Art. 43 da CF).
“Art. 37, “caput” da CF. A administração pública direta e indireta de qualquer dos
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos
princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também,
ao seguinte:”
São princípios da Administração Pública: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade
e Eficiência.
LIMPE
Princípio da Legalidade
O tradicional princípio da legalidade, previsto no art. 5º, II, da Constituição Federal, aplica-se
normalmente na Administração Pública, porém de forma mais rigorosa e especial, pois o
administrador público somente poderá fazer o que estiver expressamente autorizado em lei e
nas demais espécies normativas, inexistindo, pois, incidência de sua vontade subjetiva, pois na
Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza, diferentemente da esfera
particular, onde será permitida a realização de tudo que a lei não proíba. Esse princípio
coaduna-se com a própria função administrativa, de executor do direito, que atua sem finalidade
própria, mas sim em respeito à finalidade imposta pela lei, e com a necessidade de preservar-
se a ordem jurídica. (Alexandre de Moraes – Curso de Direito Constitucional)
Princípio da Impessoalidade
“o princípio da impessoalidade, referido na Constituição de 1988 (art. 37, caput), nada
mais é que o clássico princípio da finalidade, o qual impõe ao administrador público que
só pratique o ato para o seu fim legal. E o fim legal é unicamente aquele que a norma de
direito indica expressa ou virtualmente como objetivo do ato, de forma impessoal” (Helly
Lopes Meirelles – Direito Administrativoo Brasileiro)
Princípio da Moralidade
Pelo princípio da moralidade administrativa, não bastará ao administrador o
estrito cumprimento da estrita legalidade, devendo ele, no exercício de sua
função pública, respeitar os princípios éticos de razoabilidade e justiça, pois a
moralidade constitui, a partir da Constituição de 1988, pressuposto de validade
de todo ato da administração pública. (Alexandre de Moraes – Curso de
Direito Constitucional)
Princípio da Publicidade
A Constituição Federal de 1988 consagrou expressamente o princípio da publicidade
como um dos vetores imprescindíveis à Administração Pública, conferindo-lhe absoluta
prioridade na gestão administrativa e garantindo pleno acesso às informações a toda a
sociedade, pois, como bem salientado pelo Ministro Marco Aurélio, “o princípio da
publicidade no que deságua na busca da eficiência, ante o acompanhamento pela
sociedade. Estando em jogo valores, há de ser observado o coletivo em detrimento, até
mesmo, do individual”. (Alexandre de Moraes – Curso de Direito Constitucional)
Princípio da Eficiência
O administrador público precisa ser eficiente, ou seja, deve ser aquele que produz o efeito desejado,
que dá bom resultado, exercendo suas atividades sob o manto da igualdade de todos perante a lei,
velando pela objetividade e imparcialidade
Assim, princípio da eficiência é aquele que impõe à Administração Pública direta e indireta e a seus
agentes a persecução do bem comum, por meio do exercício de suas competências de forma
imparcial, neutra, transparente, participativa, eficaz, sem burocracia e sempre em busca da qualidade,
primando pela adoção dos critérios legais e morais necessários para a melhor utilização possível dos
recursos públicos, de maneira a evitar-se desperdícios e garantir-se uma maior rentabilidade social.
Note-se que não se trata da consagração da tecnocracia, muito pelo contrário, o princípio da eficiência
dirige-se para a razão e fim maior do Estado, a prestação dos serviços sociais essenciais à população,
visando a adoção de todos os meios legais e morais possíveis para satisfação do bem comum.
(Alexandre de Moraes – Curso de Direito Constitucional)
1.3. Decreto de nº 1171/1994 (Código de Ética
Profissional do Servidor Público Civil do Poder
Executivo Federal).
• Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal
Das Regras Deontológicas
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios morais
são primados maiores que devem nortear o servidor público, seja no exercício do cargo
ou função, ou fora dele, já que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal.
Seus atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preservação da honra e
da tradição dos serviços públicos.
IV - A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos pagos direta ou indiretamente por
todos, até por ele próprio, e por isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa se
integre no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação e de sua finalidade, erigindo-se, como
consequência, em fator de legalidade.
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a comunidade deve ser entendido como
acréscimo ao seu próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse trabalho
pode ser considerado como seu maior patrimônio.
VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de
cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão
acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.
VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações policiais ou interesse superior do Estado e
da Administração Pública, a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso, nos
termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo constitui requisito de eficácia e
moralidade, ensejando sua omissão comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a
negar.
VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou falseá-la, ainda que
contrária aos interesses da própria pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum
Estado pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da
mentira, que sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação.
Dos Principais Deveres do Servidor Público
XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou emprego público de que
seja titular;
b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento, pondo fim ou
procurando prioritariamente resolver situações procrastinatórias, principalmente
diante de filas ou de qualquer outra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo
setor em que exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário;
1.4. Regras Constitucionais de proteção, de
direitos e deveres dos servidores públicos.
Das regras dos concursos públicos (Art. 37 da CF):
Brasileiros e estrangeiros podem acessar cargos, empregos e funções públicas na forma
da lei.
Art. 37, I da CF - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros
que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na
forma da lei;
Da necessidade de aprovação em Concurso 
Público
Art. 37, II da CF - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação
prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e
a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as
nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;
Dos servidores públicos (Art. 37 da CF):
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica;
Reserva de Vagas para PCD
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas
portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;
Da Contratação por tempo determinado
IX - apelos quais a Constituição Federal consegue garantir o exercício da soberania popular, pois
através deles a Constituição Federal atribui poderes aos cidadãos para atuarem na esfera pública de forma direta ou indireta.
• Quanto ao Regime Democrático no Brasil temos:
- Democracia Direta: sem representantes o povo exerce o poder sem intermediários, como por exemplo na forma dos plebiscitos,
referendos e projetos de lei de iniciativa popular (Art. 14 da CF/88);
- Democracia Representativa: o povo de forma soberana elege seus representantes, outorgando poderes para que os representantes
em nome do povo governem o país.
• No Brasil temos pela Constituição Federal de 1988 a Democracia Semidireta ou Participativa = Sistema Híbrido. Que mistura
características do Sistema da Democracia Direta e da Democracia Representativa. O Brasil na CF/88 prevê a democracia semidireta
no Art. 1º, parágrafo único da CF + Art. 14 da CF.
Direitos Políticos – art. 14 ao 16 da CF/88
• Os direitos políticos são os direitos fundamentais reconhecidos aos cidadãos de participar da vida política e na formação das decisões
públicas.
• Assim, os direitos políticos são instrumentos por meio dos quais a CF garante o exercício da Soberania Popular.
• Os direitos políticos formam a estrutura base do regime democrático e o direito de votar e ser votado é um direito fundamental porque
nela se assenta a garantia de preservação de todos os demais direitos fundamentais.
• O Sufrágio universal é o direito de votar e ser votado.
Estado de Direito e a Constituição Federal de 1988
Da Democracia Direta (Art. 14, I, II e III da CF)
• Art. 14. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos
termos da lei, mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;
III - iniciativa popular.
• Quanto ao plebiscito, referendo e a iniciativa popular temos a regulação prevista na Lei nº 9.709/98 que apresenta os seguintes
conceitos:
Art. 2º. Plebiscito e referendo são consultas formuladas ao povo para que delibere sobre matéria de acentuada relevância, de
natureza constitucional, legislativa ou administrativa.
§ 1º O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, cabendo ao povo, pelo voto, aprovar ou
denegar o que lhe tenha sido submetido.
§ 2º O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou
rejeição.
• Atenção a novidade das Consultas populares sendo realizadas junto com as eleições municipais:
Prevista na Emenda Constitucional nº 111 de 29/09/2021.
• Atenção para conceitos importantes:
A) Soberania Popular: é uma qualidade do poder, uma qualidade máxima, significa a soma de atributos de cada membro da
sociedade estatal que exerce a democracia por meio do sufrágio universal;
B) Sufrágio: direito de votar e ser votado;
C) Voto: ato que realiza o sufrágio, externaliza o sufrágio;
D) Cidadania: nacional que goza de direitos políticos;
Divisão de Poderes
Órgão ou
poder
Função típica Função atípica
Legislativo
- Legislar
- Fiscalização contábil, financeira,
orçamentária e patrimonial da
administração pública.
- Natureza executiva: organização de
cargos, férias e demais direitos para
servidores;
- Natureza jurisdicional: senado julga PR
nos crimes de responsabilidade (art. 52, I
da CF)
Executivo
- Administra, executa as leis, realiza
atos de chefia de estado e governo e
atos de administração.
- Natureza legislativa: PR edita MP com
força de lei (art. 62 da CF);
- Natureza jurisdicional: PAD, executivo
julga defesas e recursos administrativos.
Judiciário
- Diz o direito nos casos concretos,
resolve conflitos quanto a aplicação
das leis (função jurisdicional).
- Natureza legislativa: regimento interno
dos tribunais – art. 96, I, “a” da CF;
- Natureza administrativa/executiva:
administra seus próprios membros e
servidores - art. 96, I, “f” da CF.
Divisão de Poderes
• Organização dos entes federados e os poderes:
Dos Entes
Federados
Poder Legislativo Poder Executivo Poder Judiciário
União Congresso
nacional
(bicameral):
Câmara dos
Deputados +
Senado Federal
Presidente da
República
STF (Supremo
Tribunal Federal)
E 4 tribunais
nacionais
Superiores =
STJ, STM, TST e
TSE.
Estados Assembleia
legislativa
Governador de
Estado
Tribunal de Justiça
do Estado
Municípios Câmara Municipal Prefeito Municipal Não tem 
representação do 
judiciário.
Distrito Federal Câmara Legislativa Governador do
Distrito Federal
Tribunal de Justiça
do DF
Presidencialismo como sistema de governo
• O presidencialismo é um sistema de governo. Sistema de governo é a maneira como o poder político de um país se divide e é exercido dentro
de um país, principalmente no tocante a correlação de forças entre o executivo e o legislativo.
• O Brasil tem o sistema de governo presidencialista, onde o Presidente da República ocupa a chefia de Estado e de Governo, as regras e
atribuições do presidente no Brasil estão estabelecidas na Constituição Federal no tópico do poder executivo.
Presidente e Vice-Presidente
• O Presidencialismo é um sistema de governo onde o presidente é Chefe de Estado e Chefe de Governo, ou seja, o Poder Executivo é
exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado, que são designados pelo Presidente e respondem a ele.
Eleição do 
Presidente e do 
Vice-Presidente 
da República
A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República será realizada, 
simultaneamente, no 1º domingo de outubro, em 1º turno, e no último domingo 
de outubro, em 2º turno, se houver, do ano anterior ao do término do mandato 
presidencial vigente. 
A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele 
registrado. 
O mandato é de 4 anos e terá início em 1º de janeiro do ano seguinte ao da 
sua eleição.
Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido 
político, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e 
os nulos. 
Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na 1ª votação, será feita nova 
eleição em até 20 dias após a proclamação do resultado, concorrendo os 2 
candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria 
dos votos válidos. 
Se, antes de realizado o 2º turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento 
legal de candidato, será convocado, dentre os remanescentes, o de maior 
votação. Se remanescer em 2º lugar mais de um candidato com a mesma 
votação, será qualificado o mais idoso. 
PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos)
O que é o PNDH-3
• O Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, instituído pelo Decreto nº 7.037, de 21 de dezembro de
2009, e atualizado pelo Decreto nº 7.177, de 12 de maio de 2010, é produto de uma construção democrática e
participativa, incorporando resoluções da 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, além de propostas
aprovadas em mais de 50 conferências temáticas, promovidas desde 2003, em áreas como segurança alimentar,
educação, saúde, habitação, igualdade racial, direitos da mulher, juventude, crianças e adolescentes, pessoas com
deficiência, idosos, meio ambiente etc.
• O PNDH-3 concebe a efetivação dos direitos humanos como uma política de Estado, centrada na dignidade da
pessoa humana e na criação de oportunidades para que todos e todas possam desenvolver seu potencial de forma
livre, autônoma e plena. Parte, portanto, de princípios essenciais à consolidação da democracia no Brasil: diálogo
permanente entre Estado e sociedade civil; transparência em todas as áreas e esferas de governo; primazia dos
Direitos Humanos nas políticas internas e nas relações internacionais; caráter laico do Estado; fortalecimento do
pacto federativo; universalidade, indivisibilidade e interdependência dos direitos civis, políticos, econômicos, sociais,
culturais e ambientais; opção clara pelo desenvolvimento sustentável; respeito à diversidade;combate às
desigualdades; erradicação da fome e da extrema pobreza.
• O PNDH-3 estrutura-se em torno dos seguintes eixos orientadores: I. Interação Democrática entre Estado e
Sociedade Civil; II. Desenvolvimento e Direitos Humanos; III. Universalizar Direitos em um Contexto de
Desigualdades; IV. Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência; V. Educação e Cultura em Direitos
Humanos; e VI. Direito à Memória e à Verdade.
PNDH-3 (Programa Nacional de Direitos Humanos)
• O Eixo I, Interação Democrática entre Estado e Sociedade Civil, reflete o pressuposto de que o compromisso compartilhado e a
participação social na construção e no monitoramento de políticas públicas são essenciais para que a consolidação dos direitos humanos
seja substantiva e conte com forte legitimidade democrática. Nesse contexto, o PNDH-3 propõe a integração e ao aprimoramento dos
fóruns de participação existentes, bem como a criação de novos espaços e mecanismos institucionais de interação e acompanhamento.
• O Eixo II, Desenvolvimento e Direitos Humanos, enfoca a inclusão social e a garantia do exercício amplo da cidadania, garantindo
espaços consistentes com as estratégias de desenvolvimento local e territorial e buscando um modelo de crescimento sustentável, capaz
de assegurar os direitos fundamentais das gerações presentes e futuras.
• O Eixo III, Universalizar Direitos em um Contexto de Desigualdades, baseia-se na necessidade de reconhecer as diversidades e
diferenças para concretização do princípio da igualdade, visando à superação de barreiras estruturais para o acesso aos direitos humanos.
Envolve, portanto, iniciativas relacionadas com a redução da pobreza, a erradicação da fome e da miséria, o combate à discriminação e a
implementação de ações afirmativas voltadas para grupos em situação de vulnerabilidade.
• O Eixo IV, Segurança Pública, Acesso à Justiça e Combate à Violência, envolve metas para a diminuição e prevenção da violência e
criminalidade, priorizando a transparência e a participação popular. Inclui ainda, medidas de ampliação do acesso à Justiça, por meio da
disponibilização de informações à população, do fortalecimento dos modelos autocompositivos de solução de conflitos e da modernização
da gestão do sistema de Justiça.
• O Eixo V, Educação e Cultura em Direitos Humanos, refere-se ao desenvolvimento de processos educativos permanentes voltados
à formação de uma consciência centrada no respeito ao outro, na tolerância, na solidariedade e no compromisso contra todas as formas de
discriminação, opressão e violência, com base no respeito integral à dignidade humana.
• O Eixo VI, Direito à Memória e à Verdade, afirma a importância da memória e da verdade como princípios históricos de direitos humanos,
e tem como finalidade assegurar o processamento democrático e republicano dos acontecimentos ocorridos durante o regime militar, além
das reparações a violações que tenham se passado nesse contexto.
Efetivação e reparação de Direitos Humanos
• Memória;
• Autoritarismo;
• Violência do Estado;
• Tivemos dois períodos ditatoriais e antidemocráticos durante a vivência republicana brasileira, o período do “Estado Novo – 1937/45” de Getúlio
Vargas e o período do “Regime Militar” ou “Ditadura Militar – 1964/85”.
Direito à Memória e à verdade do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania.
• No âmbito do Direito à Memória e à Verdade, o MMFDH cumpre previsões legais e decisões judiciais no sentido de tentar localizar e identificar
pessoas que alegadamente morreram ou desapareceram em razão de sua atividade política. Também busca-se atender, em especial, aos
familiares destas pessoas. No Brasil, o dispositivo legal mais relevante é a Lei nº 9.140/95, que instituiu a Comissão Especial sobre Mortos e
Desaparecidos Políticos (CEMDP).
• Entre outras atividades, a União desenvolve o projeto de análise dos remanescentes ósseos encontrados na vala clandestina do Cemitério Dom
Bosco, no Bairro de Perus, São Paulo. O objetivo é descobrir quantos desaparecidos políticos estão sepultados no local. Já foram identificadas
três pessoas. Além dos R$ 200 mil anuais investidos pelo MMFDH do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense da Universidade Federal
de São Paulo (acrescidos de mais R$ 400 mil de outros órgãos da União), o projeto já contou com aportes da ordem de R$ 17 milhões por
parte do Ministério (considerado o câmbio de 23/02/2021, dado que a maior parte dos gastos é em dólar).
• Na região onde ocorreu a Guerrilha do Araguaia, a União realizou 36 expedições com a participação de diversos órgãos federais e estaduais,
bem como da sociedade civil. Em valores de março/2020, foram investidos, nas últimas décadas, ao menos de R$ 23 milhões nas buscas, que
não obtiveram nenhuma identificação positiva, até o momento. Os únicos militantes da Guerrilha identificados na região o foram por ocasião de
expedições realizadas pelos próprios familiares.
• Para saber mais informações sobre o trabalho desenvolvido pela Coordenação-Geral de Desaparecidos acerca de Desaparecidos Políticos,
basta acessar o link da Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), por meio da Plataforma Participa + Brasil.
Do Autoritarismo
• O Brasil viveu períodos autoritários (ditatoriais) e estes períodos ocasionaram diversas violências do Estado junto aos seus cidadãos, com a
redemocratização a partir da Constituição Federal de 1988, o Brasil vive um processo de reparação a memória histórica das pessoas e da
sociedade que sofreu diversas violações em seus direitos fundamentais por parte de representantes do estado brasileiro durante os períodos
ditatoriais.
Combate às discriminações, desigualdades e 
injustiças
• O Conceito de discriminação busca estabelecer a reprovação jurídica das violações ao princípio isonômico ou direito
de igualdade.
• Podemos estabelecer um conceito central de discriminação baseado nos documentos internacionais e também em
dispositivos legais nacionais: discriminação é qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência que tenha o
propósito ou o efeito de anular ou prejudicar o reconhecimento, gozo ou exercício em pé de igualdade de direitos
humanos e liberdades fundamentais nos campos econômico, social, cultural ou em qualquer campo da vida pública.
• Distinção, exclusão, restrição ou preferência são termos que almejam alcançar todas as formas de prejudicar
indivíduos ou grupos por meio de distinções ilegítimas no gozo e exercício de direitos.
Lei nº 12.288/10 – Estatuto da Igualdade Racial
Conceito de Discriminação racial
discriminação racial ou étnico-racial: toda distinção, exclusão,
restrição ou preferência baseada em raça, cor, descendência ou
origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou
restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de
condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos
campos político, econômico, social, cultural ou em qualquer outro
campo da vida pública ou privada.
Lei nº 13.146/15 – Estatuto da Pessoa com Deficiência
Conceito de Discriminação
Considera-se discriminação em razão da deficiência toda forma
de distinção, restrição ou exclusão, por ação ou omissão, que
tenha o propósito ou o efeito de prejudicar, impedir ou anular o
reconhecimento ou o exercício dos direitos e das liberdades
fundamentais de pessoa com deficiência, incluindo a recusa de
adaptações razoáveis e de fornecimento de tecnologias
assistivas.
Combate às discriminações, desigualdades e 
injustiças
• Desigualdade de Renda: a diferença entre os mais ricos e as pessoas mais pobres:
A) Políticas de Renda Mínima;
B) Políticas d acesso ao emprego;
C) Políticas educacionais de formação e instrução.
• Desigualdades Regionais
A) Combater as diferenças que excluem parte da população por causa das desigualdades regionais;
B) Estabelecer regras de ações afirmativas e/ou incentivos regionais.
• Desigualdade Racial
A) Busca da igualdade de oportunidades para a população negra no Brasil;B) Estabelecimento de ações afirmativas (valorização da cultura, valorização de datas importantes, valorização da história e
políticas de reservas de vagas e cotas);
C) Punição das atitudes discriminatórias e preconceituosas na lei do “racismo” – Lei nº 7.716/89.
• Desigualdade Etária
A) Estatuto da Pessoa Idosa e a busca da igualdade de oportunidades e da inclusão das pessoas idosas;
B) Políticas públicas de qualidade de vida e proteção das pessoas.
• Desigualdade de Gênero
A) Políticas públicas de igualdade de gênero;
B) Políticas públicas de proteção das mulheres contra a violência doméstica e familiar;
C) Políticas públicas e decisões judiciais que protegem atualmente a população LGBTQIAP+.
Desenvolvimento sustentável, meio ambiente 
e mudança climática
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil
• Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável são um apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o
meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade.
Estes são os objetivos para os quais as Nações Unidas estão contribuindo a fim de que possamos atingir a Agenda
2030 no Brasil e no mundo. São 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS.
141
Lei de Acesso à Informação – Lei 12.527/2011
LAI – Glossário
• informação: dados, processados ou não.
• documento: unidade de registro de informações.
• informação sigilosa: submetida temporariamente à restrição de acesso público em
razão de sua imprescindibilidade para a segurança da sociedade e do Estado.
• tratamento da informação: fazer qualquer coisa com a informação.
• disponibilidade: qualidade da informação que pode ser conhecida e utilizada.
• autenticidade: qualidade da informação que tenha sido produzida, expedida, recebida
ou modificada por determinado indivíduo, equipamento ou sistema.
• integridade: não modificada.
• primariedade: coletada na fonte.
LAI – Transparência Ativa X Passiva
Ativa: dar acesso, independentemente de requerimentos.
• Principal forma: sítios na internet.
LAI – Prazos 
Info extraviada:
• Interessado pode requerer imediata abertura de sindicância;
• Responsável pela guarda da informação - 10 dias para justificar e indicar testemunhas.
Acesso à informação: imediato e gratuito.
• 20 dias + 10 dias mediante justificativa.
Recurso pela negativa de acesso:
• Cidadão – 10 dias a contar da ciência.
• Superior hierárquico – 5 dias para responder.
Sigilo: prazo máximo
• Ultrassecreto – 25 anos.
• Secreto – 15 anos.
• Reservado – 5 anos (info do presidente, vice e família – até o fim do mandato).
Informação pessoal: acesso restrito por até 100 anos – independe de classificação.
Governo Eletrônico
• Uso de TICs nos processos internos e nas relações do governo com seu público externo, possibilitando aos
cidadãos maior comodidade e conveniência no acesso e uso de serviços governamentais.
• No Brasil - conjunto de diretrizes que atuam em três frentes fundamentais: junto ao cidadão; melhoria da gestão
interna; integração com parceiros e fornecedores.
• 7 Diretrizes:
1. A prioridade do Governo Eletrônico é a promoção da cidadania;
2. A Inclusão Digital é indissociável do Governo Eletrônico;
3. O Software Livre é um recurso estratégico para a implementação do Governo Eletrônico
4. A gestão do conhecimento é um instrumento estratégico de articulação e gestão das políticas públicas do Governo
Eletrônico;
5. O Governo Eletrônico deve racionalizar o uso de recursos;
6. O Governo Eletrônico deve contar com um arcabouço integrado de políticas, sistemas, padrões e normas;
7. Integração das ações de Governo Eletrônico com outros níveis de governo e outros poderes.
• Governo Digital - vai além da digitalização de procedimentos burocráticos - transforma a relação entre o governo e
os cidadãos por meio da integração de serviços, plataformas e bases de dados, da customização de serviços e da
maior transparência e controle social.
Estratégia Brasileira para a Transformação 
Digital (E-Digital)
• Lógica do modelo: 2 grupos de eixos – habilitadores e de transformação digital.
• Eixos habilitadores buscam criar um ambiente propício para o desenvolvimento da
transformação digital (eixos da transformação digital), com iniciativas essenciais para
alavancar a digitalização.
Lei 14.129/2001
• Dispõe sobre princípios, regras e instrumentos para o Governo Digital e para o aumento da
eficiência pública.
Objetivo: aumento da eficiência.
Como: desburocratização, inovação, transformação digital e participação do cidadão.
Aplica-se a: toda administração direta federal; administração indireta federal que presta 
serviço público; demais entes federados que adotem comandos desta Lei.
Não se aplica a: empresas públicas e sociedades de economia mista que não prestem 
serviço público.
I - a desburocratização, a modernização, o fortalecimento e a simplificação da relação do poder público com a sociedade,
mediante serviços digitais, acessíveis inclusive por dispositivos móveis;
II - a disponibilização em plataforma única do acesso às informações e aos serviços públicos, observadas as restrições legalmente
previstas e sem prejuízo, quando indispensável, da prestação de caráter presencial;
III - a possibilidade aos cidadãos, às pessoas jurídicas e aos outros entes públicos de demandar e de acessar serviços públicos
por meio digital, sem necessidade de solicitação presencial;
IV - a transparência na execução dos serviços públicos e o monitoramento da qualidade desses serviços;
V - o incentivo à participação social no controle e na fiscalização da administração pública;
VI - o dever do gestor público de prestar contas diretamente à população sobre a gestão dos recursos públicos;
VII - o uso de linguagem clara e compreensível a qualquer cidadão;
...
IX - a atuação integrada entre os órgãos e as entidades envolvidos na prestação e no controle dos serviços públicos, com o
compartilhamento de dados pessoais em ambiente seguro quando for indispensável para a prestação do serviço...;
X - a simplificação dos procedimentos de solicitação, oferta e acompanhamento dos serviços públicos, com foco na
universalização do acesso e no autosserviço;
XI - a eliminação de formalidades e de exigências cujo custo econômico ou social seja superior ao risco envolvido;
XII - a imposição imediata e de uma única vez ao interessado das exigências necessárias à prestação dos serviços públicos,
justificada exigência posterior apenas em caso de dúvida superveniente;
XIII - a vedação de exigência de prova de fato já comprovado pela apresentação de documento ou de informação válida;
Lei 14.129/2021 – Princípios e diretrizes (art. 3º)
XIV - a interoperabilidade de sistemas e a promoção de dados abertos;
XV - a presunção de boa-fé do usuário dos serviços públicos;
XVI - a permanência da possibilidade de atendimento presencial, de acordo com as características, a relevância e o público-alvo
do serviço;
...
XVIII - o cumprimento de compromissos e de padrões de qualidade divulgados na Carta de Serviços ao Usuário;
XIX - a acessibilidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, nos termos da Lei nº 13.146/2015;
XX - o estímulo a ações educativas para qualificação dos servidores públicos para o uso das tecnologias digitais e para a inclusão
digital da população;
XXI - o apoio técnico aos entes federados para implantação e adoção de estratégias que visem à transformação digital...
XXII - o estímulo ao uso das assinaturas eletrônicas nas interações e nas comunicações entre órgãos públicos e entre estes e os
cidadãos;
XXIII - a implantação do governo como plataforma e a promoção do uso de dados, preferencialmente anonimizados, por pessoas
físicas e jurídicas de diferentes setores da sociedade...com vistas, especialmente, à formulação de políticas públicas, de
pesquisas científicas, de geração de negócios e de controle social;
XXIV - o tratamento adequado a idosos, nos termos da Lei nº 10.741, de 1º de outubrode 2003 (Estatuto do Idoso);
XXV - a adoção preferencial, no uso da internet e de suas aplicações, de tecnologias, de padrões e de formatos abertos...
XXVI - a promoção do desenvolvimento tecnológico e da inovação no setor público.
Lei 14.129/2021 – Princípios e diretrizes (art. 3º)
autosserviço: acesso pelo cidadão a serviço público prestado por meio digital, sem necessidade de mediação humana;
base nacional de serviços públicos: base de dados que contém as informações necessárias sobre a oferta de serviços
públicos de todos os prestadores desses serviços;
dados abertos: dados acessíveis ao público, representados em meio digital, estruturados em formato aberto, processáveis por
máquina, referenciados na internet e disponibilizados sob licença aberta que permita sua livre utilização, consumo ou
tratamento por qualquer pessoa, física ou jurídica;
dado acessível ao público: qualquer dado gerado ou acumulado pelos entes públicos que não esteja sob sigilo ou sob
restrição de acesso...;
formato aberto: formato de arquivo não proprietário, cuja especificação esteja documentada publicamente e seja de livre
conhecimento e implementação, livre de patentes ou de qualquer outra restrição legal quanto à sua utilização;
governo como plataforma: infraestrutura tecnológica que facilite o uso de dados de acesso público e promova a interação
entre diversos agentes, de forma segura, eficiente e responsável, para estímulo à inovação, à exploração de atividade
econômica e à prestação de serviços à população;
laboratório de inovação: espaço aberto à participação e à colaboração da sociedade para o desenvolvimento de ideias, de
ferramentas e de métodos inovadores para a gestão pública...;
plataformas de governo digital: ferramentas digitais e serviços comuns aos órgãos, normalmente ofertados de forma
centralizada e compartilhada, necessárias para a oferta digital de serviços e de políticas públicas;
registros de referência: informação íntegra e precisa oriunda de uma ou mais fontes de dados, centralizadas ou
descentralizadas, sobre elementos fundamentais para a prestação de serviços e para a gestão de políticas públicas; e
Lei 14.129/2021 – Conceitos (art. 4º)
Art. 7º. Os documentos e os atos processuais serão válidos em meio digital mediante o uso de assinatura eletrônica...
Art. 11. Documentos nato-digitais assinados eletronicamente ... são considerados originais para todos os efeitos legais.
Art. 17. O Poder Executivo federal poderá criar redes de conhecimento, com o objetivo de: disseminar conhecimento e
experiências; formular propostas de políticas; discutir sobre os desafios; prospectar novas tecnologias.
§ 1º Poderão participar das redes de conhecimento todos os órgãos e as entidades referidos no art. 2º desta Lei,
inclusive dos entes federados.
Art. 18. São componentes essenciais para a prestação digital dos serviços públicos na administração pública:
I - a Base Nacional de Serviços Públicos;
II - as Cartas de Serviços ao Usuário; e
III - as Plataformas de Governo Digital.
• deverão ter pelo menos as seguintes funcionalidades (art. 20):
I - ferramenta digital de solicitação de atendimento e de acompanhamento da entrega dos serviços públicos; e
II - painel de monitoramento do desempenho dos serviços públicos.
Art. 28. Fica estabelecido o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional da
Pessoa Jurídica (CNPJ) como número suficiente para identificação do cidadão ou da pessoa jurídica, conforme o
caso, nos bancos de dados de serviços públicos, garantida a gratuidade da inscrição e das alterações cadastrais.
Art. 42. Os órgãos e as entidades referidos no art. 2º desta Lei, mediante opção do usuário, poderão realizar todas as
comunicações, as notificações e as intimações por meio eletrônico. (domicílio eletrônico)
Lei 14.129/2021 – Elementos importantes
Institui:
• Sistema de Integridade, Transparência e Acesso à Informação da Administração Pública Federal (SITAI).
• Política de Transparência e Acesso à Informação da Administração Pública Federal.
3 conceitos importantes:
• programa de integridade - conjunto de princípios, normas, procedimentos e mecanismos de prevenção, detecção e
remediação de práticas de corrupção e fraude, de irregularidades, ilícitos e outros desvios éticos e de conduta, de
violação ou desrespeito a direitos, valores e princípios que impactem a confiança, a credibilidade e a reputação
institucional;
• objetivo do programa: promover a conformidade de condutas, a transparência, a priorização do interesse público e
uma cultura organizacional voltada à entrega de valor público à sociedade.
• plano de integridade - plano que organiza as medidas de integridade a serem adotadas em determinado período,
elaborado por unidade setorial do Sitai e aprovado pela autoridade máxima do órgão/entidade;
• funções de integridade - funções constantes nos sistemas de corregedoria, ouvidoria, controle interno, gestão da
ética, transparência e outras essenciais ao funcionamento do programa de integridade.
SITAI
• Objetivos: coordenar atividades; estabelecer padrões; transparência.
• Composição: CGU (órgão central) + unidades de integridade / transparência / acesso à informação dos órgãos.
Decreto Federal nº 11.529/2023
Art. 10. A Política de Transparência e Acesso à Informação da Administração Pública
Federal compreende a:
I - transparência passiva;
II - transparência ativa;
III - abertura de bases de dados produzidos, custodiados ou acumulados pela
administração pública federal, para promover pesquisas, estudos, inovações, geração de
negócios e participação da sociedade no acompanhamento e na melhoria de políticas e
serviços públicos.
Art. 15. CGU é responsável pela gestão do Portal Brasileiro de Dados Abertos.
Parágrafo único. O Portal tem a finalidade de prover o catálogo de referência para a
busca e o acesso aos dados públicos e a seus metadados, informações, aplicativos e
serviços.
Decreto Federal nº 11.529/2023
Art. 11. São princípios e objetivos da Política de Transparência e Acesso à Informação da Administração Pública Federal:
I - observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como exceção;
II - amplo acesso da sociedade às informações e aos dados produzidos, custodiados ou acumulados pela administração pública
federal e livre utilização desses dados e dessas informações, independentemente de autorização prévia ou de justificativa;
III - primariedade, integralidade, autenticidade e atualidade das informações disponibilizadas;
IV - tempestividade no provimento de informações;
V - utilização de linguagem acessível e de fácil compreensão;
VI - ênfase na transparência ativa como forma de atender ao direito das pessoas físicas e jurídicas de terem acesso às
informações e aos dados produzidos, custodiados ou acumulados pela administração pública federal;
...
VIII - foco no cidadão para definição de prioridades de transparência ativa e abertura de dados e informações;
IX - participação da sociedade na formulação, na execução e no monitoramento das políticas públicas e no controle da aplicação
de seus recursos;
X - utilização de tecnologias de informação e de comunicação para disseminação e incentivo ao uso de dados e informações;
XI - compartilhamento de informações com vistas ao estímulo à pesquisa, à inovação, à produção científica, à geração de negócios
e ao desenvolvimento econômico e social do País;
XII - melhoria da gestão das informações disponibilizadas pela administração pública federal para a provisão mais eficaz e
eficiente de serviços públicos e para a prestação de contas adequada à sociedade;
XIII - combate à corrupção por meio da inibição da prática de atos ilícitos na administração pública federal e de desvios de conduta
de agentes públicos; e
XIV - respeito à proteção dos dados pessoais.
Decreto Federal nº 11.529/2023
Art. 11, VII - observância das diretrizes:
a) previstas na Política de Dados Abertos do Poder Executivo Federal, instituída pelo
Decretonº 8.777/2016;
• Dados abertos = dados acessíveis ao público, representados em meio digital,
estruturados em formato aberto, processáveis por máquina, referenciados na internet
e disponibilizados sob licença aberta que permita sua livre utilização, consumo ou
cruzamento, limitando-se a creditar a autoria ou a fonte.
b) previstas na Política Nacional de Governo Aberto, nos termos do disposto no Decreto
nº 10.160/2019; e
• Governo Aberto é uma cultura de governança que promove a colaboração entre
governo e sociedade, por meio da transparência na gestão, participação social e da
responsabilidade e responsividade dos agentes públicos. Tem como objetivo aprimorar
políticas e serviços e solucionar questões de interesse público.
c) de Governo Digital e de eficiência pública, nos termos do disposto na Lei nº
14.129/2021.
Decreto Federal nº 11.529/2023
Art. 13. A Controladoria-Geral da União
manterá o Portal da Transparência do
Poder Executivo Federal para divulgar
dados e informações sobre a gestão de
recursos públicos e sobre servidores
públicos.
•site de acesso livre, no qual o cidadão
encontra informações sobre como o
dinheiro público é utilizado e se informa
sobre assuntos relacionados à gestão
pública do Brasil.
Decreto Federal nº 11.529/2023
https://portaldatransparencia.gov.br/
Decreto 9.203/2017
• Dispõe sobre a política de governança da administração pública federal direta, autárquica e
fundacional.
• Conceitos básicos:
• governança pública - conjunto de mecanismos de liderança, estratégia e controle postos em
prática para avaliar, direcionar e monitorar a gestão, com vistas à condução de políticas públicas e à
prestação de serviços de interesse da sociedade;
• valor público - produtos e resultados gerados, preservados ou entregues pelas atividades de uma
organização que representem respostas efetivas e úteis às necessidades ou às demandas de
interesse público e modifiquem aspectos do conjunto da sociedade ou de alguns grupos específicos
reconhecidos como destinatários legítimos de bens e serviços públicos;
• alta administração - Ministros de Estado, ocupantes de cargos de natureza especial, ocupantes de
cargo de DAS-6 e presidentes e diretores de autarquias, inclusive as especiais, e de fundações
públicas ou autoridades de hierarquia equivalente; e
• gestão de riscos - processo de natureza permanente, estabelecido, direcionado e monitorado pela
alta administração, que contempla as atividades de identificar, avaliar e gerenciar potenciais eventos
que possam afetar a organização, destinado a fornecer segurança razoável quanto à realização de
seus objetivos.
Decreto 9.203/2017
• Princípios da governança pública:
1. Transparência
2. Integridade;
3. Melhoria regulatória;
4. (Accountability) prestação de contas e responsabilidade;
5. Capacidade de resposta;
6. Confiabilidade;
• Mecanismos para o exercício da governança pública:
• Liderança - conjunto de práticas de natureza humana ou comportamental exercida nos principais cargos das
organizações, para assegurar a existência das condições mínimas para o exercício da boa governança.
• Estratégia - definição de diretrizes, objetivos, planos e ações, além de critérios de priorização e alinhamento entre
organizações e partes interessadas, para que os serviços e produtos de responsabilidade da organização
alcancem o resultado pretendido;
• Controle - processos estruturados para mitigar os possíveis riscos com vistas ao alcance dos objetivos
institucionais e para garantir a execução ordenada, ética, econômica, eficiente e eficaz das atividades da
organização, com preservação da legalidade e da economicidade.
Risco é:
• o efeito da incerteza nos objetivos.
• a quantificação e qualificação da incerteza, tanto no que diz respeito às perdas como aos
ganhos (oportunidades).
• Não existe risco zero - risco é inerente a qualquer atividade e impossível de eliminar.
Gestão de riscos é:
• criar uma rede de prevenção e proteção.
• um processo de trabalho de natureza permanente, estabelecido, direcionado e monitorado pela
alta administração, aplicável em qualquer processo e área da organização.
• feita sob medida, dinâmica, transparente e cria valor.
Gestão de Riscos
Processo:
• Comunicação e Consulta às partes interessadas
internas e externas.
• Contexto: interno + externo + definição de
critérios (referências) para avaliar a significância dos riscos.
• Identificação: busca, reconhecimento e
descrição; lista de riscos, fontes, impactos.
• Análise: quali, quanti ou combinação dos 2 para
compreender natureza e determinar nível
• Magnitude = impacto x probabilidade
• Avaliação: comparar nível vs. critérios para decidir
sobre tratamento.
• Tratamento: processo para modificar o risco.
• Monitoramento e análise crítica do processo.
Gestão de Riscos
• Apetite ao risco: montante de risco que a organização dispõe-se a aceitar na criação de valor.
• Tolerância ao risco: nível de variação aceitável no alcance de um certo objetivo.
• Risco residual: risco remanescente após o tratamento do risco.
• Tratamento do risco: modificar o nível
• Evitar: decisão de não se envolver ou se retirar de uma situação de risco.
• Reduzir / mitigar: adotar medidas para reduzir a probabilidade ou a consequência dos riscos ou
até mesmo ambos.
• Transferir / Compartilhar: reduzir o impacto e/ou a probabilidade através
da transferência/compartilhamento. Ex: seguro
• Aceitar: não tomar, deliberadamente, nenhuma medida para alterar a probabilidade ou
a consequência do risco. Ocorre quando o risco está dentro do nível de tolerância.
• Explorar: aumentar o grau de exposição ao risco na tentativa de tirar proveito de
uma oportunidade.
Conceitos importantes
A Inteligência Artificial (IA) é uma das tecnologias mais revolucionárias do nosso tempo, e seu impacto na esfera
pública é inegável.
À medida que governos e órgãos públicos exploram as possibilidades oferecidas pela IA para melhorar a eficiência, a
qualidade dos serviços e a tomada de decisões, surgem desafios críticos relacionados à transparência e à
imparcialidade.
A Revolução da Inteligência Artificial no Serviço Público
A IA oferece uma série de benefícios potenciais para o setor público, incluindo automação de tarefas rotineiras,
análise de dados em grande escala e tomada de decisões baseadas em informações precisas e rápidas.
No entanto, a implantação da IA no serviço público também traz desafios éticos e sociais, particularmente no que diz
respeito à transparência e imparcialidade.
Transparência na IA Governamental
A transparência é um princípio fundamental para garantir que a IA no serviço público seja compreendida e confiável.
Os algoritmos e modelos de IA devem ser transparentes, com explicações claras sobre como tomam decisões e
processam informações. Isso é essencial para que os cidadãos compreendam como suas informações são usadas e
como as decisões são tomadas em seu nome.
A transparência também implica a divulgação de dados e práticas de coleta, para que o público possa avaliar a
qualidade e a integridade dos sistemas de IA.
Os governos devem adotar políticas que garantam a abertura de algoritmos e modelos, bem como permitir auditorias
independentes.
Transparência e imparcialidade nos usos da inteligência artificial no âmbito do serviço 
público
Imparcialidade na IA Governamental
A imparcialidade é outro aspecto crítico na implementação da IA no serviço público.
Os sistemas de IA devem ser projetados para evitar discriminação e viés. Isso requer a identificação e a correção de
preconceitos nos dados usados para treinar os algoritmos.
Caso contrário, a IA pode perpetuar ou amplificar injustiças e desigualdades existentes.
A imparcialidade também envolve a garantia de que os sistemas de IA não favoreçam determinados grupos ou interesses.
Isso requer a supervisão rigorosa e a regulamentação adequada para garantir que a IA seja usada de maneira justa e
equitativa.
Desafios e Soluções
A implementação da transparência eimparcialidade na IA governamental enfrenta desafios significativos. Um deles é a
complexidade dos algoritmos de IA, que muitas vezes são difíceis de entender completamente.
No entanto, pesquisas contínuas em IA explicável estão buscando abordar esse desafio, tornando os sistemas de IA mais
transparentes e compreensíveis.
Outro desafio é a falta de regulamentação adequada e de padrões éticos estabelecidos.
Os governos devem trabalhar em estreita colaboração com especialistas em ética de IA, pesquisadores e a sociedade civil
para desenvolver políticas e regulamentos que garantam a transparência e imparcialidade na IA governamental.
A IA tem o potencial de transformar positivamente o serviço público, tornando-o mais eficiente e responsivo às necessidades
dos cidadãos. No entanto, é imperativo que os governos priorizem a transparência e imparcialidade ao implementar essas
tecnologias. A falta de transparência pode minar a confiança do público, enquanto a parcialidade pode perpetuar injustiças.
Portanto, o desenvolvimento e a aplicação responsáveis da IA no âmbito do serviço público são essenciais para garantir que a
Tecnologia beneficie a sociedade como um todo, de forma justa e ética.
Transparência e imparcialidade nos usos da inteligência artificial no âmbito do serviço 
público
	Slide 1
	Slide 2: 1. Princípios e valores éticos do serviço público
	Slide 3: Princípio da Legalidade 
	Slide 4: Princípio da Impessoalidade
	Slide 5: Princípio da Moralidade
	Slide 6: Princípio da Publicidade
	Slide 7: Princípio da Eficiência
	Slide 8: 1.3. Decreto de nº 1171/1994 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal).
	Slide 9
	Slide 10
	Slide 11: Dos Principais Deveres do Servidor Público
	Slide 12: 1.4. Regras Constitucionais de proteção, de direitos e deveres dos servidores públicos.
	Slide 13: Da necessidade de aprovação em Concurso Público
	Slide 14: Dos servidores públicos (Art. 37 da CF):
	Slide 15: Da Contratação por tempo determinado
	Slide 16
	Slide 17: Da acumulação dos cargos públicos (Art. 37 da CF):
	Slide 18
	Slide 19: Inclusão Social
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23: Conceito de Pessoa com Deficiência (PCD)
	Slide 24: O que são as barreiras previstas no conceito de PCD?
	Slide 25: Direito das pessoas com deficiência (Lei nº 13.146/2015)
	Slide 26
	Slide 27
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31: Direitos da igualdade racial
	Slide 32
	Slide 33: Regulamentação de Terras Quilombolas
	Slide 34: Norma Constitucional
	Slide 35: População Indígena
	Slide 36: Direito LGBTQIAP+
	Slide 37
	Slide 38: Decreto 1.171/94: Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal
	Slide 39
	Slide 40
	Slide 41
	Slide 42: 
	Slide 43: 
	Slide 44
	Slide 45
	Slide 46
	Slide 47
	Slide 48
	Slide 49
	Slide 50: Fica ligado!
	Slide 51: Diversidade de sexo, gênero e sexualidade
	Slide 52
	Slide 53
	Slide 54
	Slide 55
	Slide 56
	Slide 57: Normativa de proteção dos sistemas interamericano, global e nacional:
	Slide 58: Lei Maria da Penha - Lei 11.340/2006
	Slide 59
	Slide 60
	Slide 61
	Slide 62: Políticas Públicas – Public Policies
	Slide 63: Tipos de Políticas Públicas - Tipologia de Lowi
	Slide 64: Ciclo de Políticas Públicas
	Slide 65: Critérios de Avaliação de Políticas Públicas
	Slide 66: Avaliação
	Slide 67
	Slide 68
	Slide 69
	Slide 70
	Slide 71
	Slide 72
	Slide 73
	Slide 74: Administração Pública Federal – Princípios Princípios explícitos
	Slide 75: Princípios explícitos
	Slide 76: Princípios explícitos
	Slide 77: Princípios explícitos
	Slide 78: Princípios explícitos
	Slide 79: Princípios explícitos
	Slide 80: Princípios implícitos
	Slide 81: Administração Pública Federal Lei 8.112/1990 Provimento
	Slide 82: Provimento
	Slide 83: Linha do tempo do servidor
	Slide 84: Provimento
	Slide 85: Provimento
	Slide 86: Provimento
	Slide 87: Provimento
	Slide 88: Vacância
	Slide 89: Vacância
	Slide 90: Vacância
	Slide 91: Vacância
	Slide 92: Vacância
	Slide 93: Vacância
	Slide 94: Vacância
	Slide 95: Vacância
	Slide 96: Vacância
	Slide 97: Vacância
	Slide 98: Vacância
	Slide 99: Provimento
	Slide 100: Provimento
	Slide 101: Provimento
	Slide 102: Provimento
	Slide 103: Provimento
	Slide 104: Provimento
	Slide 105: Regime disciplinar
	Slide 106: Regime Disciplinar
	Slide 107: Regime Disciplinar
	Slide 108: Regime Disciplinar
	Slide 109: Regime Disciplinar
	Slide 110: Regime Disciplinar
	Slide 111: Regime Disciplinar
	Slide 112: Regime Disciplinar
	Slide 113
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	Slide 160
	Slide 161
	Slide 162
	Slide 163
	Slide 164
	Slide 165
	Slide 166lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional
interesse público;
Do teto remuneratório (Art. 37, XI da CF):
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e
fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores
de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos
cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal,
em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos
Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados
Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa
inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no
âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;
Atenção a regra dos Tetos Remuneratórios:
1) Teto Nacional = Subsídio mensal de Ministro do STF;
2) Teto nos Municípios = Subsídio do prefeito;
3) Teto nos Estados e DF
Poder Executivo = Subsídio mensal do Governador;
Poder Legislativo = Subsídio mensal dos deputados estaduais/distritais
Poder Judiciário = Subsídio mensal dos Desembargadores do TJ (limitados a 90,25% do subsídio mensal dos
Ministros do STF).
Da acumulação dos cargos públicos (Art. 37
da CF):
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de
horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;
Da Proibição de acumular empregos e funções (Art. 37 da CF)
• XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações,
empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou
indiretamente, pelo poder público;
Edital de conhecimentos gerais.
Diversidade e Inclusão na Sociedade
Tema: Desafios sociopolíticos da inclusão de grupos vulnerabilizados: crianças
e adolescentes; idosos; LGBTQIA+; pessoas com deficiências; pessoas em
situação de rua, povos indígenas, comunidades quilombolas e demais minorias
sociais.
Inclusão Social
Inclusão social é uma medida de controle social que visa a incluir na sociedade grupos
marginalizados e excluídos, como os negros, deficientes e homossexuais.
Inclusão social é o ato de incluir na sociedade categorias de pessoas historicamente
excluídas do processo de socialização, como negros, indígenas, pessoas com deficiência,
homossexuais, travestis e transgêneros, bem como aqueles em situação de
vulnerabilidade socioeconômica, como pessoas em situação de rua e pessoas de baixa
renda.
Um dos maiores estudiosos de inclusão social no Brasil, o assistente social Romeu Kazumi Sassaki. Ele diz
que a inclusão social é “um processo bilateral no qual as pessoas ainda excluídas e a sociedade buscam, em
parceria, equacionar problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos.”
SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro, Editora WVA, 1997, p.
41
Incluir, para Eugenia Augusta Gonzaga Fávero, “[...] significa, antes de tudo, deixar de excluir [...]. A inclusão
exige que o Poder Público e a sociedade em geral ofereçam as condições necessárias para todos”.
FÁVERO, Eugênia Augusta Gonzaga. Direitos das pessoas com deficiência: garantia da igualdade na
diversidade. Rio de Janeiro: WVA, 2007. p.39-40.
O Instituto Ethos considera que “[...] a inclusão faz parte do compromisso ético de
promover a diversidade, respeitar a diferença e reduzir as desigualdades sociais”.
GIL, Marta (Coord.). O que as empresas podem fazer pela inclusão das pessoas
com deficiência. São Paulo: Instituto Ethos, 2002. p.7.
Entendem-se, por grupos vulneráveis e/ou minoritários, aquelas pessoas que precisam de
uma maior proteção da sociedade com vistas a lhes propiciar igualdade de condições com
os demais integrantes da sociedade. Tais como, as pessoas com deficiência, pessoas
idosas, os obesos, as pessoas pretas e negras, as mulheres, os homossexuais, as
travestis, os transgêneros, entre outros.
O termo minoria refere-se, na sociologia, a grupos sociais historicamente excluídos do
processo de garantia dos direitos básicos por questões étnicas, de origem, por questões
financeiras e por questões de gênero e sexualidade.
Conceito de Pessoa com Deficiência (PCD)
Art. 2º da Lei nº 13.146/15. Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem
impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual,
em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva
na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
O que são as barreiras previstas no
conceito de PCD?
Art. 3º da Lei nº 13.146/15 Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se:
IV - barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa, bem
como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de expressão, à comunicação,
ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros, classificadas em:
a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de uso coletivo;
b) barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifícios públicos e privados;
c) barreiras nos transportes: as existentes nos sistemas e meios de transportes;
d) barreiras nas comunicações e na informação: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que dificulte ou
impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de informações por intermédio de sistemas de comunicação e de
tecnologia da informação;
e) barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação social da pessoa com deficiência
em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas;
f) barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência às tecnologias;
Direito das pessoas com deficiência (Lei nº 
13.146/2015)
Uma das grandes novidades na proteção das pessoas com deficiência (PCD), com repercussão,
inclusive, em normas do direito civil, é a presunção de sua capacidade plena, estabelecida tanto
pela Convenção sobre o Direito das Pessoas com Deficiência quanto pela Lei nº 13.146/2015
(Estatuto da PCD). Desse modo, essas normas retiram qualquer menção à incapacidade civil da
pessoa originada somente pelo fato de ela ter algum tipo de deficiência.
As normas que estabelecem políticas públicas para a educação brasileira de pessoas com deficiência,
constantes nos arts. 28 e 30 da Lei nº 13.146/2015, devem ser implementadas nos ensinos
fundamental e médio pelo Poder Público e pela iniciativa privada, sendo vedada pelas instituições
particulares a cobrança de valores adicionais de qualquer natureza em suas mensalidades, anuidades
e matrículas no cumprimento dessas determinações.
O direito das pessoas com deficiência está em 3 dos 4 tratados de direitos humanos incorporados com
força de emenda constitucional, conforme prevê o art. 5º, § 3º, da CF/1988, que são os seguintes:
1) Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Convenção de Nova York), incorporado
pelo Dec. nº 6.949/2009);
2) Protocolo Facultativo da Convenção sobre o Direito dasPessoas com Deficiência, incorporado pelo
Dec. nº 6.949/09;
3) Tratado de Marraqueche (Dec. nº 9.522/2018), para facilitar o acesso a obras publicadas às pessoas
cegas, com deficiência visual ou com outras dificuldades para ter acesso ao texto impresso;
4) Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de
Intolerância, Dec. nº 10.932/22.
• Pessoas em situação de rua:
• Problema da moradia e a falta de habitação digna;
• Problemas mentais;
• Dependência química.
• Programas assistenciais do SUAS
O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) é um modelo que organiza, de forma descentralizada,
as ofertas socioassistenciais por níveis de complexidade, notadamente: Proteção Social Básica (PSB)
e Proteção Social Especial (PSE). As ofertas da rede socioassistencial devem garantir a segurança de
sobrevivência (de renda e de autonomia), de acolhida e de convivência familiar e comunitária dos
grupos vulneráveis.
• Crianças e Adolescentes:
• Criança = de 0 anos a 12 anos incompletos;
• Adolescentes = de 12 anos a 18 anos.
• Cuidado com a inclusão das crianças e adolescentes que estão sob o cuidado do
Estado.
Proteção Integral: É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao
adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade a proteção dos direitos fundamentais.
• COMDICA: Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
• Das Pessoas Idosas
As pessoas idosas são aquelas pessoas com 60 anos ou mais, conforme definiu o Estatuto da Pessoa
Idosa (Lei nº 10.741/2003).
Atenção às idades!
A partir de 65 anos, há concessão do Benefício Assistencial previsto na Lei Orgânica da Assistência
Social (LOAS) aos idosos que não possuam meios para prover sua subsistência, nem de tê-la provida
por sua família, assegurando a eles o benefício mensal de um salário-mínimo.
Aos maiores de 65 anos, fica assegurada a gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e
semiurbanos.
Prioridade especial para as Pessoas idosas com mais de 80 anos.
Prioridade especial as pessoas idosas maiores de 80 anos
Atendimento prioritário
(art. 3º, § 1º, da Lei nº 
10.741/2003)
Atendimento 
de saúde
(art. 15 da Lei nº 
10.741/2003)
Prioridade na tramitação 
dos processos judiciais 
e administrativos
(art. 71 da Lei nº 
10.741/2003)
Direitos da igualdade racial
O Estatuto da Igualdade Racial, instituído pela Lei nº 12.288/2010, prevê diversas normas direcionadas
à proteção da população negra no Brasil. Estabelece o conceito de população negra, para efeitos da
legislação, o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, conforme o quesito cor ou
raça usado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou que adotam
autodefinição análoga.
As ações afirmativas, que são os programas e as medidas especiais adotados pelo Estado e pela
iniciativa privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de
oportunidades, podem ser exemplificadas pelas políticas de cotas e reservas de vagas para a
população negra que existem para acesso ao ensino universitário, técnico e tecnológico federal, bem
como para o serviço público quando da realização de concursos públicos
Outro exemplo de ação afirmativa é a obrigatoriedade do estudo da história geral da África e da história da
população negra no Brasil nos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio, públicos e privados, que foi
estabelecida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e, em seguida, reiterada pelo Estatuto da
Igualdade Racial como ação afirmativa nacional.
As ações afirmativas são instrumentos utilizados para a implementação da igualdade material (igualdade de
oportunidades), inclusive já analisadas pelo STF, que as declarou totalmente constitucionais em duas
oportunidades: ADPF nº 186 (rel. Min. Ricardo Lewandowski – Tribunal Pleno – j. 26-4-2012 – acórdão
eletrônico DJe-205 – divulg 17-10-2014 – public 20-10-2014) e ADC nº 41 (rel. Min. Roberto Barroso –
Tribunal Pleno – j. 8-6-2017 – processo eletrônico DJe-180 – divulg 16-08-2017 – public 17-08-2017).
Regulamentação de Terras Quilombolas
Já quanto aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras, a
Constituição Federal determinou o reconhecimento da propriedade definitiva, devendo o Estado emitir os
títulos respectivos de propriedade. Essa propriedade reconhecida será registrada mediante outorga de título
coletivo e pró-indiviso às comunidades com obrigatória inserção de cláusula de inalienabilidade,
imprescritibilidade e de impenhorabilidade.
Atenção! O STF, no julgamento da ADI nº 3239/DF (rel. orig. Min. Cezar Peluso – red. p/ o ac. Min. Rosa
Weber – j. 8-2-2018 – Info 890), reconheceu a constitucionalidade do Dec. nº 4.887/2003, que
regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação
das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata o art. 68 do Ato
das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).
Norma Constitucional
Para auxiliar na busca da igualdade racial e na luta de combate ao racismo no Brasil,
tivemos a incorporação, com força de emenda constitucional, de um quarto tratado
internacional, que é a Convenção Interamericana de contra o Racismo, a Discriminação
Racial e Formas Correlatas de Intolerância, no Decreto nº 10.932/2022.
População Indígena
A Constituição brasileira reconhece a população indígena, a sua organização social, costumes, línguas,
crenças e tradições, bem como os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam,
terras essas que são de propriedade da União e da posse dos indígenas.
As terras, tradicionalmente, ocupadas pelos índios são as que eles habitam e utilizam para suas
atividades produtivas, imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-
estar e necessárias à sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
Essas terras destinam-se à posse permanente e ao usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e
dos lagos nelas existentes. É importante destacar que, mesmo as terras não sendo da propriedade dos
indígenas, elas são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.
Direito LGBTQIAP+
A proteção da dignidade da pessoa humana estabelece a defesa das pessoas contra a
discriminação originada na orientação sexual e a discriminação de gênero. Há poucas
regras internacionais e nacionais de proteção à população LGBTQIA+. O STF
estabeleceu a aplicação da lei do racismo para os crimes de homofobia e transfobia (ADO
nº 26 e MI nº 4733).
• Casamento civil;
• Regularização dos direitos de personalidade;
• Combate à violência e a discriminação.
Decreto 1.171/94: Código de Ética Profissional do
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal
A quem se destina o Código?
Este decreto é o Código de Ética dos servidores públicos civis do Poder Executivo
Federal no Brasil.
Não estão incluídos os militares, nem os servidores públicos dos poderes
legislativo e judiciário, tampouco os servidores dos estados e municípios.
O Código nos esclarece acerca da
abrangência do conceito de moralidade da
Administração Pública, na medida em que o
equilíbrio entre a legalidade e a finalidade
na conduta do servidor é que dará ensejo à
moralidade do ato administrativo:
III - A moralidade da Administração
Pública não se limita à distinção entre o
bem e o mal, devendo ser acrescida da
ideia de que o fim é sempre o bem
comum. O equilíbrio entre a legalidade e
a finalidade, na conduta do servidor
público, é que poderá consolidar a
moralidade do ato administrativo.
O inciso VIII estabelece que toda pessoa tem direito à verdade,
jamais o servidor podendo omiti-la ou falseá-la, mesmo que a
verdade seja contrária aos interesses da pessoa interessada ou
mesmo contrária aos interesses da própria Administração. É um
dos incisos mais inspiradores e demais bela redação do
Código, trazendo reflexões importantes acerca de um Estado
verdadeiramente embasado no meta princípio da dignidade da
pessoa humana, o qual é eixo valorativo de todo o ordenamento
jurídico. Vejamos:
VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não
pode omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos
interesses da própria pessoa interessada ou da
Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou
estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito do erro,
da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até
mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação.
É vedado ao servidor público:
n) apresentar-se embriagado no
serviço ou fora dele habitualmente;
O inciso XXII dispõe acerca da única pena
prevista no presente código, que é a pena
de censura, aplicável ao servidor público
pela Comissão de Ética.
XXII - A pena aplicável ao servidor
público pela Comissão de Ética é a de
censura e sua fundamentação constará
do respectivo parecer, assinado por
todos os seus integrantes, com ciência
do faltoso.
As minorias sociais, no contexto dos direitos humanos, referem-se a grupos de pessoas que são
numericamente menores ou que possuem características específicas que as diferenciam da maioria da
população em uma determinada sociedade.
Essas características podem incluir raça, etnia, religião, gênero, orientação sexual, identidade de
gênero, deficiências físicas ou mentais, entre outras.
É importante frisar que não há consenso absoluto quanto ao conceito de minorias. Alguns teóricos
estreitam a definição, ao reduzir os tipos de características que podem definir uma minoria, por
exemplo.
Segundo parecer de Celso Lafer no caso Elwanger (que se refere a um julgamento de discriminação racial e
apologia ao nazismo efetuado pelo Supremo Tribunal Federal - STF), a noção de raça não tem uma base
biológica, mas sim uma construção social e histórica. Lafer destaca que a Constituição Federal de 1988
estabelece a igualdade de todos perante a lei, sem distinção de raça, cor, ou origem, e essa noção é
fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Nesse sentido, Lafer defende que a ideia de raça como um fundamento para discriminação é incompatível
com os princípios constitucionais brasileiros. Ele ressalta a importância de combater ideologias que promovam
o ódio racial, como o nazismo, e defende a interpretação da legislação de forma a coibir práticas
discriminatórias e proteger os direitos humanos e a dignidade de todos, independentemente de sua origem ou
cor.
Segundo a posição defendida por Celso Lafer só existe uma raça: a raça humana!
O racismo estrutural é aquele tipo de discriminação que se infiltra nas bases da
sociedade. Ele não se limita a ações individuais, mas permeia as instituições,
normas e sistemas, moldando oportunidades e acesso de diferentes grupos.
É um conjunto de crenças, práticas e políticas que, muitas vezes, se tornam
invisíveis por estarem arraigados no tecido social.
A principal referência para as bancas de concurso nessa temática é a obra de
Silvio de Almeida, atual ministro do Ministério dos Direitos Humanos e da
Cidadania do Brasil, é um intelectual que discute o racismo na sua essência
estrutural. Ele aborda como esse problema vai além de atitudes individuais e
se manifesta em áreas como educação, economia, justiça, entre outras. Ele
destaca a importância de reconhecer e desmantelar essas estruturas, por
muito tempo imperceptíveis, para promover uma sociedade mais justa e
inclusiva.
O racismo estrutural se manifesta de várias formas, afetando diferentes áreas da sociedade. Alguns dos tipos de
racismo estrutural incluem:
• Institucional: Refere-se às práticas discriminatórias dentro de instituições, como empresas, escolas, sistemas de
justiça criminal e governo, que perpetuam desigualdades com base na raça.
• Econômico: Desigualdades econômicas historicamente enraizadas que afetam grupos raciais específicos, incluindo
disparidades salariais, falta de acesso a oportunidades de emprego e desigualdades na acumulação de riqueza.
• Educativo: Refere-se a disparidades no sistema educacional, incluindo falta de acesso a recursos de qualidade,
diferenças na qualidade do ensino oferecido a diferentes grupos raciais e taxas de suspensão/expulsão mais altas
para estudantes de cor.
• Habitacional: Discriminação no acesso à moradia, segregação residencial e práticas injustas de empréstimos e
financiamento imobiliário que impactam desproporcionalmente grupos raciais minoritários.
• Saúde: Disparidades na saúde entre diferentes grupos raciais, incluindo acesso limitado a serviços de saúde de
qualidade, tratamento desigual por profissionais de saúde e resultados de saúde desiguais.
• Mídia e representação: Representações estereotipadas ou negativas de grupos raciais na mídia, que podem
reforçar preconceitos e contribuir para a perpetuação do racismo.
Esses tipos de racismo estrutural estão interligados e se reforçam mutuamente, criando e mantendo 
desigualdades sistemáticas e persistentes na sociedade.
Parágrafo único. Para efeito deste Estatuto, considera-se:
Conceitos:
I. discriminação racial ou étnico-racial: toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor,
descendência ou origem nacional ou étnica que tenha por objeto anular ou restringir o reconhecimento, gozo
ou exercício, em igualdade de condições, de direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político,
econômico, social, cultural ou em qualquer outro campo da vida pública ou privada;
II. desigualdade racial: toda situação injustificada de diferenciação de acesso e fruição de bens, serviços e
oportunidades, nas esferas pública e privada, em virtude de raça, cor, descendência ou origem nacional ou étnica;
Toda população negra
III. desigualdade de gênero e raça: assimetria existente no âmbito da sociedade que acentua a distância social
entre mulheres negras e os demais segmentos sociais; Mulheres negras
IV. população negra: o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, conforme o quesito cor ou raça
usado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou que adotam autodefinição análoga;
V. políticas públicas: as ações, iniciativas e programas adotados pelo Estado no cumprimento de suas atribuições
institucionais;
VI. ações afirmativas: os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela iniciativa privada para a
correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades.
Fica ligado!
Discriminação Racial - Distinção
Desigualdade Racial - Situação injustificada
Desigualdade de gênero e raça: assimetria - Mulheres negras
Políticas públicas: adotados pelo Estado
Ações afirmativas: adotados pelo Estado + iniciativa privada
Diversidade de sexo, gênero e sexualidade
Comportamentos discriminatórios e preconceituosos costumam afetar os grupos minoritários.
A sigla LGBTQIA+, abarca o grupo composto por lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, transexuais e travestis,
queer, intersexuais, assexuais e outras identidades de gênero ou orientação sexual não compreendidas pelas letras da
sigla. Atualmente, outras siglas também passaram a ser utilizadas oficialmente, como LGBTQIAPN+.
Identidade de gênero é definida como uma experiência
individual e interna de cada pessoa que pode ou não
corresponder ao sexo designado ao nascimento.
Há duas classificações: cisgênero e transgênero.
• Cisgênero: se refere à identificação de gênero que
corresponde às expectativas do sexo atribuído ao
nascer.
• Transgênero: se refere à identificação de gênero
divergente do sexo atribuído ao nascer.
Orientação sexual é a atração física, sexual e afetiva
por indivíduos que podem ser de gênero diferente, do
mesmo gênero ou de mais de um gênero.
O Poder Judiciário, que se posicionou em temas como: a
permissão da alteração do registro civil de pessoas
trans ou não binárias – inclusive sem a necessidadede
cirurgia de redesignação –, a extensão de direitos de
herança e direitos previdenciários a companheiros de
relações homoafetivas e o direito de pessoas LGBTQIA+
se tornarem doadores(as) de sangue, entre outros.
Mais recentemente, o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão n. 26/DF pelo
STF, conjuntamente com o MI n. 4.733, determinou a extensão da tipificação dos crimes previstos
pela Lei n. 7.716/89 aos atos LGBTfóbicos até que haja uma lei específica para criminalização dessa
conduta pelo Congresso Nacional.
Os "Princípios de Yogyakarta" são um conjunto de princípios sobre a aplicação das normas internacionais de direitos
humanos em relação à orientação sexual e identidade de gênero. Eles foram formulados em 2006 por um grupo de
especialistas em direitos humanos, acadêmicos e ativistas de várias partes do mundo, durante uma reunião realizada na
cidade de Yogyakarta, na Indonésia.
Esses princípios foram desenvolvidos em resposta às violações sistemáticas dos direitos humanos enfrentadas por
pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) em diferentes partes do mundo. Eles visam fornecer
orientações para governos, organizações internacionais, defensores de direitos humanos e outros atores envolvidos na
promoção e proteção dos direitos LGBT.
É importante ressaltar que a Resolução Conjunta nº 1, de 15 de abril de 2014, do Conselho Nacional de Combate à
Discriminação e do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária estabelece os "parâmetros de acolhimento de
LGBT em privação de liberdade no Brasil" e faz referência expressa aos Princípios de Yogyakarta.
Segundo dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) 2022, o número de
mulheres no Brasil é superior ao de homens. A população brasileira é composta por 48,9% de homens e 51,1% de
mulheres.
E por que as mulheres são consideradas um grupo minoritário? Porque o conceito de minorias sociais está ligado à ideia
de vulnerabilidade, ou seja, não é um conceito meramente numérico.
Nesse caso, não se refere a um número menor de pessoas, à sua quantidade, mas sim a uma situação de desvantagem
social. Ou seja, apesar de muitas vezes coincidir de um grupo minoritário ser realmente a menor parte da população,
não é o fator numérico o essencial para que uma população possa ser considerada uma minoria. São as relações de
dominação entre os diferentes subgrupos na sociedade e o que os grupos dominantes determinam como padrão que
delineiam o que se entende por minoria em cada lugar.
Apesar de serem maioria na população, mulheres enfrentam desigualdades em várias esferas da sociedade.
Normativa de proteção dos sistemas
interamericano, global e nacional:
Sistema global:
Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (1979) e seu Protocolo
Facultativo (1999).
Sistema interamericano:
Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher (1994), também
conhecida como Convenção de Belém do Pará.
Sistema interno:
Lei Maria da Penha - Lei 11.340/2006
Lei Maria da Penha - Lei 11.340/2006
Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei 11.340/2006 é fruto da atuação da Comissão
Interamericana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), que concluiu pela pela
omissão, negligência e tolerância do Estado brasileiro em relação à violência doméstica contra a
mulher, em razão de denúncia formulada perante à Comissão por Maria da Penha Maia Fernades, que
foi vítima de tentativa de homicídio por parte de seu então marido, crime que a deixou paraplégica.
Art. 5º Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e
familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero
que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e
dano moral ou patrimonial:
I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de
convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive
as esporadicamente agregadas;
II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada
por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços
naturais, por afinidade ou por vontade expressa;
III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou
tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação.
Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo
independem de orientação sexual.
Art. 6º A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui
uma das formas de violação dos direitos humanos.
São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da
autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações,
comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento,
vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração
e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação
III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de
relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a
utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao
matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que
limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;
IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou
total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos,
incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;
V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
Políticas Públicas – Public Policies
• Diretrizes elaboradas para enfrentar um problema público.
• intencionalidade pública + resposta a um problema público.
• A combinação de decisões básicas, compromissos e ações feitas por aqueles que detêm ou influenciam cargos de
autoridade do governo. (Gerston)
• É o que os governos decidem ou não fazer. (Dye)
• Conjunto de princípios, critérios e linhas de ação que garantem e permitem a gestão do Estado na solução dos
problemas nacionais. (Dias)
Tipos de Políticas Públicas - Tipologia de
Lowi
• Critério básico: impacto esperado na sociedade.
• Regulatórias: estabelecem padrões de comportamento, serviço ou produto para atores públicos e privados.
─ Exemplos: leis, regras, regulamentos.
• Distributivas: geram benefícios concentrados para alguns grupos de atores e custos difusos para toda a
coletividade/contribuintes.
─ Ex: subsídios, incentivos, renúncias fiscais, gratuidade de taxas, bolsa família.
• Redistributivas: concedem benefícios concentrados a algumas categorias de atores e implicam custos concentrados sobre
outras categorias de atores. É um tipo de política que provoca muitos conflitos, pois representa um jogo de soma zero.
─ Ex: cotas, reforma agrária, imposto sobre grandes fortunas, benefícios sociais ao trabalhador.
• Constitutivas: definem as competências, jurisdições, regras da disputa política e da elaboração de políticas públicas. São
chamadas meta-policies, porque se encontram acima dos outros três tipos de políticas e moldam sua dinâmica.
─ Ex: regras do sistema político-eleitoral, regras da participação da sociedade civil em decisões.
Ciclo de Políticas Públicas
identificação 
do problema
formação da 
agenda
formulação de 
alternativas
tomada de 
decisãoimplementação
avaliação
extinção
encontro dos problemas, das soluções e das
condições políticas favoráveis.
conjunto de problemas 
entendidos como 
relevantes.
Ex ante – antes
In itinere – durante
Ex post – durante e 
depois
Top-Down – separação entre 
Política (tomadores de decisão) 
e Administração 
(implementadores).
Bottom-Up – maior liberdade de 
burocratas e redes de atores
Critérios de Avaliação de Políticas Públicas
• Insumo (antes): indicadores que têm relação direta com os recursos a serem alocados - disponibilidade dos recursos humanos, materiais,
financeiros a serem utilizados. Ex: médicos/mil habitantes e gasto per capita com educação.
• Processo (durante): medidas que traduzem o esforço empreendido. Ex: percentual de atendimento de um público-alvo, percentual de
liberação dos recursos financeiros.
• Produto (depois): medem o alcance das metas físicas - entregas de produtos ou. Ex: quilômetros de estrada entregues, número de crianças
vacinadas.
• Resultado (depois): expressam os benefícios decorrentes das ações. Ex: taxas de morbidade (doenças), taxa de reprovação escolar e de
homicídios.
• Impacto (depois): possuem natureza abrangente e multidimensional, têm relação com a sociedade como um todo e medem os efeitos das
estratégias governamentais de médio e longo prazos. Ex: Índice Gini de distribuição de renda e PIB per capita.
• Igualdade: homogeneidade de distribuição de benefícios (ou punições), sem tomar em conta as características de partida, ou justiça social,
entre os destinatários de uma política pública.
• Equidade: homogeneidade de distribuição de benefícios (ou punições), levando-se em conta as características de partida, ou justiça social,
entre os destinatários de uma política pública.
Avaliação
Custo-Benefício
(Benefícios $$) – (Custos $$)
Custos e Benefícios são valorados em
unidades monetárias.
Possibilita determinar se uma política
gera um benefício $$ líquido para a
sociedade.
Muito usado em projetos econômicos.
Custo-Efetividade
Custos $$ ÷ Efetividade (resultado, 
impacto gerado)
Compara alternativas de intervenção
(projetos, programas etc.) em termos da
relação entre o custo e os resultados
esperados.
Ex-ante ou Ex-post: mostra o que foi ou o
que será alcançado com o recurso usado.
Exemplo: o custo de diferentes políticas
de prevenção de uma doença e o número
de mortes evitadas por cada uma delas.
Indicador: custo / morte evitada
Federalismo e descentralização de Políticas Públicas
no Brasil: organização e funcionamento dos 
sistemas de programas nacionais
• Federalismo, no Brasil foi introduzido como forma de Estado a partir da Proclamação da República
(1889) para falarmos de Estado Federal, estamos falando de um Estado caracterizado com uma
organização e distribuição do poder estatal em que há um governo central, que terá suas
reponsabilidades e competências divididas entre um governo central e os demais entes federados.
• Descentralizar políticas públicas e fazer com estas políticas possam ser organizadas e funcionem
longe do governo central, ou seja, no caso do Brasil, longe da União.
• O Federalismo e a descentralização promovem uma necessidade de um grande nível de
coordenação e cooperação entre os diferentes níveis de governo nos entes federados brasileiros.
• Segundo a Constituição Federal de 1988, são entes federados: União, Estados, DF e Municípios.
• Indissolubilidade do vínculo federativo. A federação não reconhece o dir. de secessão, ou seja, um
ente federado não pode deixar de pertencer a federação brasileira.
Características importantes do modelo 
federativo
1. Os entes federados possuem Autonomia e todos eles juntos unidos formando a
República Federativa do Brasil que possue Soberania;
2. Há 2 esferas governamentais no Estado Federal ou Estado Central: 1- Gov. Central -
União (UF); 2- Gov. Estaduais (Estados membros);
3. Forma federativa brasileira é Cláusula Pétrea (Art. 60, § 4º, I da CF), ou seja, não
pode ser objeto de abolição nas emendas constitucionais;
4. Autonomia dos Estados-membros e proibição de Secessão aos entes federados;
5. Senadores representam os Estados e o DF;
6. STF é um tribunal da federação que tem competência para julgar eventuais conflitos
de competências entre os entes federados.
Características importantes do modelo 
federativo
Art. 18 da CF. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os
Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.
• O Brasil adota como forma de Estado a Federação, que se dá com a formação de entidades autônomas que são as
seguintes: União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
• Brasília é a capital federal (art. 18, § 1º), o Distrito Federal não pode ser confundido com território federal, o DF é
uma entidade autônoma da federação, ou seja, um ente federado e o território não é autônomo, pois integra a União.
• As 4 unidades possuem autonomia e não soberania. A Soberania que é o poder supremo que o Estado brasileiro
possui nos limites do seu território, não se sujeitando a nenhum outro poder de igual ou superior magnitude.
• A 4 características que tocam os entes da federação:
1. Autogoverno: capacidade de os entes escolherem seus governantes sem interferência de outros entes;
2. Auto-organização: capacidade de instituírem suas próprias constituições (estados) ou leis (municípios e do DF);
3. Autolegislação: capacidade de elaborarem suas próprias leis através de um processo legislativo próprio, no entanto
devem obedecer às diretrizes legais federais, pois há uma rigidez Constitucional;
4. Auto-administração: capacidade de se administrarem de forma independente, tomando suas próprias decisões
executivas e legislativas (captar receitas e gerir despesas).
Das Políticas Públicas e dos Programas Nacionais
• As políticas públicas sociais no Brasil em regra seguem uma estrutura parecida, a União é a provedora das
regras centrais (leis e normas) que estabelecem princípios, diretrizes, objetivos e instrumentos numa
estrutura de um plano nacional. E os demais entes federados ficam com a parte de regular especificidades
regionais e a execução do plano.
• Programas nacionais são baseados em planos nacionais de ações a partir de normas que estabelecem os
princípios, diretrizes e objetivos do programa. Os programas são realizados a partir das necessidades
sociais da população.
• A partir de uma ótica da execução de programas, vamos falar pela perspectiva orçamentária de programas
e ações governamentais:
• O que são programas e ações?
Para atender as diferentes necessidades da sociedade, o governo precisa organizar seu trabalho de forma
detalhada. A área de Saúde, por exemplo, tem diferentes desafios: atuação preventiva, construção de
hospitais, distribuição de medicamentos pelo país, conter epidemias, implementar estratégias para grupos de
maior risco, promover pesquisas - e um sem número de outras atividades. Para organizar sua atuação, o
orçamento não se limita à divisão pelas áreas de atuação (chamadas formalmente de funções orçamentárias),
ele também apresenta os programas e ações orçamentários.
Das Políticas Públicas e dos Programas Nacionais
• O que são programas orçamentários?
O governo articula as ações em programas. Eles podem ser divididos em três tipos: temáticos, de gestão, manutenção e
serviços do Estado, e os especiais. Temáticos são aqueles que retratam os objetivos mais amplos das políticas públicas,
como o Programa de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Defesa Nacional ou Educação de Qualidade Para
Todos. Já os programas de Gestão, como o Programa de Gestão e Manutenção da Presidência da República,
representam os gastos necessários para o funcionamento do Estado: servidores, prédios, veículos, serviços de telefonia
e limpeza, etc. Há ainda programas de operações especiais, que tratam dos gastos com a dívida brasileira.
• E o que é uma ação orçamentária?
Para alcançar osobjetivos dos programas, o orçamento define as chamadas ações orçamentárias. Elas representam
um detalhamento dos programas, por vezes segmentando os trabalhos com bases em linhas específicas para atender
as necessidades da sociedade ou até de outros entes da federação. Por meio das ações, o governo executa os
programas e avança nos objetivos para cada uma das áreas (funções). No caso do programa Educação de Qualidade
para Todos, por exemplo, as ações vão detalhar investimentos em infraestrutura, transporte, alimentação formação
profissional, censo escolar e outras preocupações que vão além da sala de aula, a fim de atingir os objetivos.
Essas despesas concentram ações de gestão e manutenção de órgãos do governo, incluindo, por exemplo, pagamento
de pessoal ativo da União e administração de unidades, sendo, portanto, utilizada por todos os órgãos da Administração
Pública.
Administração Pública Federal – Princípios
Princípios explícitos
• A Constituição Federal trouxe inovação ao fazer menção a alguns dos princípios a que se
submete a Administração Pública. O rol consta do artigo 37, sendo exemplificativo e não
taxativo.
• Inicialmente constavam os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade.
Com o advento da Emenda Constitucional nº 19, de 04-06-98, acrescentou-se o princípio da
eficiência. Pode-se chamá-los de princípios constitucionais expressos ou explícitos.
Legalidade
Impessoalidade
Moralidade
Publicidade
Eficiência
Princípios explícitos
Legalidade
• Todos, sem exceção, estão sujeitos ao império da lei. A lei impõe deveres aos homens e, também, limita a
atuação do Estado. Assim, quando não houver previsão legal, não há possibilidade de atuação da
Administração Pública.
• A partir daí podemos extrair que aos particulares é lícito fazer tudo que a lei não proíbe. Contudo, para a
Administração Pública essa autonomia de vontade não se aplica, pois sua atividade é de mera gestão de
coisa alheia (coisa pertencente ao povo e não aos órgãos, agentes ou entes).
• Assim, para a Administração Pública agir é necessária a existência de lei que imponha/determine, atuação
vinculada) ou autorize (atuação discricionária) determinada atuação administrativa
• Observância
• Constituição Federal
• Constituições estaduais e Leis Orgânicas Municipais
• Decretos legislativos e resoluções
• Leis ordinárias e complementares
• Medidas provisórias
• Tratados e convenções internacionais
• Princípios gerais do direito
• Atos administrativos normativos
• Costumes
Princípios explícitos
Impessoalidade
• Corresponde à atuação da Administração Pública com critério objetivos e não pessoais, não pode
ser relevante para a pessoa, mas para o interesse coletivo. Quando um agente pratica um ato, não
é a pessoa, mas o Estado praticando-o ao servir o público. A impessoalidade deve ser observada
em relação aos administrados e a Administração. Aos administrados, o princípio está relacionado a
finalidade que deve ser pública, não podendo haver atuação que visa prejudicar ou beneficiar
pessoas determinadas.
Princípios explícitos
Moralidade
Exige do administrador:
• Probidade
• Honestidade
• Ética
• Boa-fé
• Decoro
• Lealdade
• O princípio da moralidade está ligado ao artigo 37, §4º, da Constituição Federal, que versa sobre os atos de
improbidade administrativa, atos que acarretam diversas consequências, conforme o referido parágrafo,
como também o disposto na Lei 8.429/92. A improbidade é uma lesão à moralidade, por isso a ligação dos
institutos.
• Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal, que trata da proibição do Nepotismo na
Administração Pública.
• A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro
grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de
direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de
função gratificada na administração pública direta e indireta em qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas,
viola a Constituição Federal.
Princípios explícitos
P
U
B
L
IC
ID
A
D
E
TRANSPARÊNCIA 
NÃO É ABSOLUTO 
Segurança do Estado (art. 5º, inc. XXXIII, CF) 
Segurança da Sociedade 
Intimidade dos envolvidos (art. 5º, X, CF) 
Atos internos
Nos casos de investigação policial
OBJETIVOS
Exteriorizar a vontade da adm. 
Tornar exigível o conteúdo 
Desencadear a produção de efeitos 
Permitir controle de legalidade 
PUBLICIDADE 
Divulgação no DO – interessados indeterminados 
Comunicação ao interessado em atos individuais 
NATUREZA JURÍDICA 
DA PUBLICAÇÃO 
Corrente majoritária: condição de eficácia 
Princípios explícitos
E
F
IC
IÊ
N
C
IA
EC 19/98 
Modelo gerencial de 
gestão pública 
Resultado na atividade 
administrativa 
Limites da legalidade 
Valores da eficiência 
Economicidade 
Redução de 
desperdícios 
Qualidade 
Rapidez 
Produtividade 
Rendimento funcional
Princípios implícitos
Maria Sylvia Zanella Di 
Pietro 
• Supremacia do interesse 
público 
• Presunção de legitimidade ou 
de veracidade 
• Especialidade 
• Controle ou tutela 
• Autotutela 
• Hierarquia 
• Continuidade do serviço 
público 
• Razoabilidade 
• Motivação 
• Segurança Jurídica
Celso Antonio Bandeira de 
Melo
• Supremacia do interesse 
público sobre o privado 
• Finalidade 
• Razoabilidade 
• Proporcionalidade 
• Motivação 
• Devido processo legal e 
ampla defesa 
• Modalidade administrativa 
• Controle Judicial 
• Responsabilidade do Estado 
por atos adm.
• Boa administração 
• Segurança Jurídica
Administração Pública Federal Lei 8.112/1990 
Provimento
Formas de provimento
Nomeação
Promoção
Readaptação
Reversão
Aproveitamento
Reintegração
Recondução
Provimento
Linha do tempo do servidor
Provimento
Nomeação Posse Exercício
30 DIAS 15 DIAS
Se não tomar 
posse no prazo: 
nomeação torna-se 
sem efeito.
Se não entrar em 
exercício no prazo: 
servidor é 
exonerado.
Provimento
Do estágio 
probatório
Período de 3 anos
Avaliação da aptidão e 
capacidade
Fatores:
Assiduidade
Disciplina
Capacidade de 
iniciativa 
Produtividade
Responsabilidade
Estabilidade
Provimento
Requisitos:
Aprovação em concurso público; 
O cargo deve ser de provimento 
efetivo; 
Três anos de efetivo exercício; 
Aprovação em avaliação especial de 
desempenho por comissão 
instituída para essa finalidade.
Estabilidade
Provimento
Hipóteses de perda do cargo 
público por servidor estável
Lei 8.1112/1990 (também 
previstas na CF, artigo 41, I e 
II)
Sentença judicial transitada em 
julgado 
Processo administrativo disciplinar 
no qual lhe seja assegurada ampla 
defesa
Constituição Federal
Avaliação periódica de 
desempenho, na forma de lei 
complementar, assegurada ampla 
defesa (Art. 41, III, CF)
Despesa de pessoal acima dos 
limites legais (Art. 169, CF).
Vacância
Vacância
Exoneração
Demissão
Falecimento
Aposentadoria
Posse em cargo inacumulável
Readaptação
Promoção
Vacância
E
x
o
n
e
ra
ç
ã
o
Ocupantes de cargo efetivo
A pedido (exoneração voluntária)
De ofício (Involuntária) no interesse 
do poder público
Quando não satisfeitas as 
condições do estágio probatório
Quanto tomar posse e não entrar 
em exercício no prazo legal
Ocupantes de cargo em comissão
A pedido (exoneração voluntária)
De ofício (Involuntária) no interesse 
do poder público
Demissão
• É uma forma de punição!!!
• Ao contrário da exoneração, que é a saída não punitiva do servidor, as
situações que acarretam a demissão são hipóteses previstas em lei em que o
servidor comete alguma infração disciplinar ou não observa determinadas
normas previstas no estatuto funcional.
• A depender da gravidade da conduta, inclusive, a demissão acarretará a
impossibilidade de o servidor retornar ao serviço público dentro do prazo de 5
anos ou até mesmo indefinidamente
VacânciaDemissão
Hipóteses
• Art. 132. A demissão será aplicada nos seguintes casos:
• I - crime contra a administração pública;
• II - abandono de cargo;
• III - inassiduidade habitual;
• IV - improbidade administrativa;
• V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;
• VI - insubordinação grave em serviço;
• VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;
• VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos;
• IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;
• X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
• XI - corrupção;
• XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
• XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.
Vacância
Demissão
Hipóteses
• Art. 17. Ao servidor é proibido:
• (...)
• IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
• X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o
comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;
• XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios
previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;
• XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
• XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
• XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;
• XV - proceder de forma desidiosa;
• XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
Vacância
Aposentadoria
• Trata-se da forma de vacância natural da sequência da linha do tempo do servidor, onde o
servidor, após atender as condições previstas na Constituição Federal, rompe o seu
vínculo com o Poder Público, passando a receber proventos decorrentes da inatividade.
• Pode ocorrer de 3 formas: Voluntária, Compulsória e por Invalidez.
Vacância
Falecimento
• Vacância ocorre após a publicação no diário oficial e assim será objeto 
de preenchimento por novo servidor público.
• Há outros reflexos com o falecimento, como auxílio funeral, benefícios 
previdenciários...
Vacância
Posse em cargo inacumulável
• É a hipótese de vacância em que o servidor público deixa de ocupar um
cargo público para ingressar, sem quebra de vínculo com o Poder Público,
em outro órgão ou entidade do mesmo ente federativo.
• Como exemplo, um particular que tenha sido aprovado para o cargo de
Oficial de Justiça de um tribunal do Poder Judiciário federal como a justiça do
trabalho.
• Posteriormente, o servidor passa num concurso e é nomeado para o cargo
de Auditor-Fiscal da Receita Federal, cargo que, ainda que integrante do
Poder Executivo, pertence à mesma esfera federativa.
Vacância
Posse em cargo inacumulável
Nesta situação:
• O servidor não perde o tempo de serviço público prestado no cargo
anterior.
• Consegue utilizar os dias trabalhados na contagem de férias e demais
verbas acessórias.
• O servidor solicita vacância no órgão de origem com base em posse em
cargo inacumulável.
• Se ele tivesse solicitado exoneração, haveria a quebra do vínculo com
poder público, sujeitando-se o servidor às eventuais regras instituídas
antes da sua investidura no novo cargo.
• Além disso, “prepara” para uma eventual recondução.
Vacância
Promoção
• Com a promoção o servidor é alçado a uma nova classe na carreira, de
forma que o cargo anteriormente ocupado fica vago.
• Desta forma, é ao mesmo tempo, forma de provimento e vacância!!!
Vacância
Readaptação
• A readaptação também é uma forma tanto de provimento quanto de
vacância.
• Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e
responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua
capacidade física ou mental verificada em inspeção médica.
• Se julgado incapaz para o serviço público, o readaptando será aposentado.
• A readaptação será efetivada em cargo de atribuições afins, respeitada a
habilitação exigida, nível de escolaridade e equivalência de vencimentos e,
na hipótese de inexistência de cargo vago, o servidor exercerá suas
atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga.
Vacância
Reversão
Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado: 
I - por invalidez, quando junta médica oficial declarar insubsistentes os motivos da aposentadoria; ou 
Chamada de reversão compulsória, uma vez que depende da comprovação da ausência dos requisitos 
da aposentadoria por invalidez, conforme constatado por junta médica oficial.
II - no interesse da administração, desde que: 
A) tenha solicitado a reversão; 
B) a aposentadoria tenha sido voluntária; 
C) estável quando na atividade; 
D) a aposentadoria tenha ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação; 
E) haja cargo vago. 
É conhecida como reversão a pedido, uma vez que depende de solicitação do servidor.
Provimento
Reintegração
• A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente
ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a
sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de
todas as vantagens.
• Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor ficará em disponibilidade.
• Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante será reconduzido
ao cargo de origem, sem direito à indenização ou aproveitado em outro
cargo, ou, ainda, posto em disponibilidade.
Provimento
Reintegração
Provimento
A reintegração ocorre quando 
há nulidade na demissão do 
servidor 
Se o cargo não existir mais (for 
extinto), o servidor ficará em 
disponibilidade, até o seu 
adequado aproveitamento 
Caso o cargo esteja provido 
(ocupado), o atual ocupante 
será: 
Reconduzido ao cargo 
de origem 
Aproveitado em outro 
cargo 
Posto em 
disponibilidade, até 
que seja aproveitado 
Da recondução
• Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado e
decorrerá de:
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo;
II - reintegração do anterior ocupante.
• Encontrando-se provido o cargo de origem, o servidor será aproveitado em
outro.
• O servidor estável também poderá ser reconduzido caso desista do estágio
probatório (stf – rms 22.933/df; stj – ms 8.339/DF; súmula administrativa AGU
16/2002).
• Todas as formas de recondução aplicam-se apenas ao servidor estável.
Provimento
Da disponibilidade e aproveitamento
• O retorno à atividade de servidor em disponibilidade far-se-á mediante
aproveitamento obrigatório em cargo de atribuições e vencimentos compatíveis
com o anteriormente ocupado.
• O órgão central do sistema de pessoal civil determinará o imediato
aproveitamento de servidor em disponibilidade em vaga que vier a ocorrer nos
órgãos ou entidades da administração pública federal.
• Na hipótese prevista no § 3º do art. 37, o servidor posto em disponibilidade
poderá ser mantido sob responsabilidade do órgão central do sistema de
pessoal civil da administração federal - SIPEC, até o seu adequado
aproveitamento em outro órgão ou entidade.
“Art. 37. [...] § 3o nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou
entidade, extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade no órgão ou
entidade, o servidor estável que não for redistribuído será colocado em
disponibilidade, até seu aproveitamento na forma dos arts. 30 e 31”
Provimento
Da disponibilidade e aproveitamento
• Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada a disponibilidade se
o servidor não entrar em exercício no prazo legal, salvo doença
comprovada por junta médica oficial.
• Quando ocorrer o aproveitamento, o servidor tem a obrigação de entrar
em exercício no prazo legal. Caso não o faça, o ato de aproveitamento
será considerado como sem efeito, ao mesmo tempo que a
disponibilidade será cassada.
Provimento
Deveres:
Art. 116. São deveres do servidor:I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II - ser leal às instituições a que servir;
III - observar as normas legais e regulamentares;
IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
V - atender com presteza:
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;
b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse
pessoal;
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.
VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conhecimento da autoridade superior ou,
quando houver suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento de outra autoridade competente para
apuração;
VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;
VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição;
IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X - ser assíduo e pontual ao serviço;
XI - tratar com urbanidade as pessoas;
XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.
Regime disciplinar
Proibições:
Art. 117. Ao servidor é proibido:
I - ausentar-se do serviço durante o expediente, sem prévia autorização do chefe imediato;
II - retirar, sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer documento ou objeto da repartição;
III - recusar fé a documentos públicos;
IV - opor resistência injustificada ao andamento de documento e processo ou execução de serviço;
V - promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
VI - cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de
sua responsabilidade ou de seu subordinado;
VII - coagir ou aliciar subordinados no sentido de filiarem-se a associação profissional ou sindical, ou a partido político;
VIII - manter sob sua chefia imediata, em cargo ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo
grau civil;
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
(...)
XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios
previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;
Regime Disciplinar
Proibições:
Art. 117. Ao servidor é proibido:
XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;
XV - proceder de forma desidiosa;
XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
XVII - cometer a outro servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emergência e
transitórias;
XVIII - exercer quaisquer atividades que sejam incompatíveis com o exercício do cargo ou função e com o horário de
trabalho;
XIX - recusar-se a atualizar seus dados cadastrais quando solicitado.
X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o
comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário;
Parágrafo único. A vedação de que trata o inciso X do caput deste artigo não se aplica nos seguintes casos:
I - participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha, direta
ou indiretamente, participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus
membros; e
II - gozo de licença para o trato de interesses particulares, na forma do art. 91 desta Lei, observada a legislação
sobre conflito de interesses.
Regime Disciplinar
Acumulação:
• A Constituição Federal aborda a vedação à acumulação remunerada de cargos, empregos e funções
públicos no art. 37, XVI:
“XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver
compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões
regulamentadas;”
• A proibição de acumular ocorre mesmo na inatividade, uma vez que fica vedada a percepção de
vencimento de cargo ou emprego público efetivo (o termo efetivo, nesse caso, deve ser lido no sentido
de “concursado”) com proventos da inatividade, salvo nas situações em que tal acumulação seria
permitida enquanto na atividade.
Regime Disciplinar
Regime Disciplinar
Das penalidades
P
e
n
a
s
 d
is
c
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li
n
a
re
s
Advertência
Suspensão
Demissão
Cassação de disponibilidade
Cassação de aposentadoria
Multa
Destituição de cargo em comissão ou de função gratificada ou equivalente. 
Regime Disciplinar
Das penalidades
S
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s
p
e
n
s
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o
Não poderá exceder a 90 dias
Implicará a perda de todas as vantagens e direitos decorrentes do exercício do 
cargo 
Será punido com suspensão de até 15 dias o servidor que, injustificadamente, recusar-se a ser submetido a 
inspeção médica determinada pela autoridade competente, cessando os efeitos da penalidade uma vez 
cumprida a determinação. 
Pode ser convertida em multa
Quando houver conveniência para o serviço
No valor de 50% por dia de remuneração
Regime Disciplinar
Penalidades:
Demissão
• Crime contra a administração pública;
• Abandono de cargo;
• Inassiduidade habitual;
• Improbidade administrativa;
• Incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;
• Insubordinação grave em serviço;
• Ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa
própria ou de outrem;
• Aplicação irregular de dinheiros públicos;
• Revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;
• Lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
• Corrupção;
• Acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
• Transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.
Regime Disciplinar
Penalidades:
Prazo prescricional Penas disciplinares
5 anos
Infrações puníveis com demissão,
cassação de aposentadoria ou
disponibilidade e destituição de
cargo em comissão
2 anos Suspensão
180 dias Advertência
Tático
Estado de Direito e a Constituição Federal de 1988
• Estado democrático de direito é o estado comandado pelo povo através das normas legais que submetem a todos,
inclusive o povo detentor do poder às leis.
• A lei realizada pelos representantes do povo regra todos na sociedade, inclusive o povo detentor do poder.
• Democracia é uma Regime Político em que o povo através de todos os cidadãos (aquelas pessoas que exercem os
direitos políticos) participam igualmente da realização das leis, da escolha de representantes e governantes,
exercendo o poder de governar através do sufrágio universal.
• Sufrágio Universal é o direito de votar e ser votado. Capacidade eleitoral ativa (direito de votar, capacidade de ser
eleitor, alistabilidade) e Capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado, elegibilidade).
• Princípio Democrático: “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou
diretamente, nos termos desta Constituição” (Art. 1º, parágrafo único da CF). A ideia do princípio democrático é
carregar a necessidade da total participação de todas as pessoas na vida política do país.
Art. 1º da CF/88. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do
Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente,
nos termos desta Constituição.
Estado de Direito e a Constituição Federal de 1988
Democracia no Brasil
• Os direitos políticos são instrumentos

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