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Separação de poderes Art 2° CF Poder · O poder do estado é UNO e INDIVISÍVEL, isso porque todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição; · O poder entre Executivo, Judiciário e Legislativo não é divido, o que é dividido são as funções essenciais dos poderes do estado; · Entre os poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo) deve haver colaboração e consenso para a tomada de decisões, ou seja devem ser harmônicas as relações entre esses poderes; · Aristóteles Freios e Contrapesos(Montesquieu) · Para garantir essa ideia de autocontrole existem funções no governo que são: · Função Legislativa: consiste na edição de regras gerais, abstratas, impessoais e inovadoras da ordem jurídica, denominadas leis; · Função Jurisdicional: tem por objeto aplicar o direito aos casos concretos a fim de dirimir conflitos de interesse · Função Executiva: resolve os problemas concretos e individualizados, de acordo com as leis; não se limita à simples execução das leis, comporta prerrogativas, atos e fatos jurídicos que não tenham caráter geral e impessoal . Organização dos poderes: · O Brasil se organiza da seguinte maneira: 1) Poder Executivo: é exercido pelo Presidente da República, auxiliado pelos Ministros de Estado; 2) Poder Legislativo: É exercido pelo Congresso Nacional, que é bicameral, composto da Câmara dos Deputados e do Senado Federal; 3) Poder Judiciário: O Supremo Tribunal Federal, Conselho Nacional de Justiça, o Superior Tribunal de Justiça, os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais, os Tribunais e Juízes do Trabalho, os Tribunais e Juízes Eleitorais, os Tribunais e Juízes Militares, os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. · Os poderes não podem delegar atribuições asseguradas a outro Poder,ou de natureza típica do outro, salvo quando houver previsão constitucional; a) Funções típicas: São as funções predominantes, que são da natureza das funções exercidas por cada órgão; b) Funções atípicas: São as funções de natureza diversa, são aquelas funções que garantem a independência e a harmonia dos órgãos. Funções típicas e atípicas de cada órgão: · Legislativo: a) Típicas: Legislar e Fiscalizar; b) Atípicas: Administrativa, Se administra, se organiza, cria novos cargo, retira cargos, concede férias, licenças etc. E Jurisdicional julgamento do presidente da república pelo senado nos crimes de responsabilidade. · Executivo: a) Típicas: Administração (governamental); b) Atípicas: Legislativa, O executivo pode colocar em vigor decretos de atos normativos. E Jurisdicional o executivo julga defesas e recursos administrativos; · Judiciário: a) Típicas: Jurisdição (Julgar), Vai resolver os conflitos de acordo com a vontade concreta do ordenamento jurídico; b) Atípicas: Legislativa, Tribunais desenvolvem seus próprios regimentos internos. E Administrativa, Concede licenças, férias, elege seus próprios cargos de direção, cada tribunal também pode abrir novas vagas por concurso. Principais Dicas de Poder Legislativo: · Funções: Criar e legislar. Exercido pelo congresso nacional (senado federal + câmara dos deputados federais). · Câmara dos Deputados: Alta; 4 anos; Sistema proporcional; Mínimo 8 e máximo 70 por estado; Funções privativas (Art 51). · Senado Federal: Baixa; 8 anos; Sistema majoritário; 3 + 2 suplentes; Funções privativas (Art 52). · Congresso Nacional: Fala sobre assuntos do "COFOP" (contábil, orçamentário, financeiro, operacional e patrimonial). Tem funções especiais, estas que precisam da sanção do presida (art 48) e exclusivas (art 49). · Tribunal de Contas da União: Auxilia o Congresso; 9 ministros; Principais competências estão: fiscalizar contas de empresas cujo capital social união participe, apreciar as contas do presida no prazo de 60 dias após recebimento, julgar conta dos administradores que gerem bens públicos e representar ao poder quanto irregularidade ou abusos. Porque as imunidades existem Prerrogativas de função: não são privilégios pessoais, mas do cargo. Existem para garantir a liberdade de representação. Ou melhor, servem para garantir a independência do poder legislativo, sendo assim um exercício adequado do exercício da função parlamentar para atender de forma satisfatória as vontades da sociedade. Irrenunciabilidade das imunidades parlamentares Não é possível, que o parlamentar renuncie suas imunidades. Isso acontece, em primeiro lugar, as imunidades são um instrumento que prestigia a independência do poder legislativo, envolve uma matéria de ordem pública. Em segundo lugar, as imunidades são referentes à função que o parlamentar exerce. Prerrogativas em razão da função x privilégio As imunidades são prerrogativas em razão da função de relevância social, desempenhadas pelos membros das assembléias legislativa e câmaras de vereadores. Os privilégios são odiosos, ou seja, são da pessoa. Imunidade material: Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos (sua punição é por quebra de decoro), A manifestação em si proclamada pelo parlamentar deve ser pertinente com a função. Se estiver dentro do parlamento, presunção absoluta, já que, nesse caso, ele não será questionado se estava ou não no exercício da função. Se estiver fora, deve comprovar que as afirmativas foram pertinentes a sua função. O Vereador, além das demais condições, deve ser proferido no exercício do mandato e estar em sua circunscrição municipal (art. 29, VIII, CF). Imunidade Formal: Prisão cautelar: desde a expedição do diploma os parlamentares não serão presos, salvo flagrante de crime inafiançável. Nesse caso, os autos serão remetidos em 24 horas para a Casa Legislativa respectiva, para que decida sobre a prisão por maioria absoluta. Medidas Cautelares: podem ser aplicadas segundo ART. 319 CPP. Porém, se impossibilitar o exercício regular do parlamentar, deve ser encaminhada à Casa legislativa. ADI 5526 STF. Aplicação analógica do art. 53, §2º da CF. Ex: suspensão exercício do mandato - caso Eduardo Cunha- com o objetivo de garantir a aplicação da lei penal, a investigação ou a instrução criminal e evitar a prática de infrações penais (art. 282 c/c art. 319 do CPP). Sustação da Ação: quando a denúncia por crime ocorrido após a diplomação for recebida, o STF dará ciência à Casa respectiva, que, por iniciativa de partido político nela representado e pelo voto da maioria absoluta, poderá sustar o andamento da ação(SUSPENDE O ANDAMENTO DO PROCESSO E NÃO DA PRESCRIÇÃO, ISSO É CONSEQUÊNCIA DA SUSPENSÃO). Licença para processo: não existe necessidade de pedido prévio de licença para se iniciar um processo contra parlamentar federal. Não há mais imunidade processual em relação à crimes praticados antes da diplomação. Nesses casos não haverá necessidade de o STF dar ciência a respectiva casa de ação penal de crime praticado antes da diplomação nessas hipóteses não poderá também a respectiva casa sustar o andamento da aludida ação. FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO Os deputados e senadores, deverão ser julgados no STF, observando 2 requisitos: se cometido crime durante o período em que exercia a função parlamentar, e se tiver relação com a função pública exercida, o processo continuará competente ao STF. As prerrogativas de foro visam garantir o exercício do cargo ou do mandato e não proteger quem o exerce, menos ainda quem deixa de exercê-lo. Sigilo de fonte: Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou, deles, receberam informações. Incorporação às forças armadas: os deputados e senadores incorporados às forças, ainda que em tempo de guerra, só poderão responder ao seu chamado com a prévia licença da respectiva casa, art 53 , §7º, CF. PERDA DE MANDATO: Cassação: depende de decisão por maioria absoluta e voto aberto. (ART. 55, I, II, VI c/c § 2º) Exemplos: · Infraçãoàs incompatibilidade e vedações (art. 54); · “Quebra de decoro parlamentar” (abuso de prerrogativas, recebimento de vantagens indevidas + Regimento Interno); · condenação criminal em sentença transitada em julgado. Extinção: não há espaço decisório. A perda é declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa. (Art. 55, III, IV e v c/c §3º). Exemplos: · deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, a 1/3 das sessões ordinárias, salvo licença ou missão autorizada (+ doença ou licença para trat. de interesse particular até 120 dias); · quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição; · perda ou suspensão dos direitos políticos. · Infidelidade partidária: Se sem motivo aparente se desvinculou do seu partido; É aplicado apenas em casos onde o funcionário foi eleito por sistema proporcional. OBs.: Se estiver sob processo de extinção de mandato e renunciar, sua renúncia só valerá após a decisão do processo. CPIs - São comissões temporárias destinadas a investigar fato certo e determinado. As CPIs são manifestação da função fiscalizatória do Congresso Nacional sobre a Administração Pública, instrumentalizando sistema de freios e contrapesos. Pode ser criada: As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. · pelo Senado Federal; · pelo Congresso Nacional; · pela Câmara dos Deputados.(CPMI) Características: · Fato determinado de interesse público; · Prazo determinado; Requisitos: · Requerimento 1/3 da totalidade dos membros da Câmara dos deputados e do Senado Federal (ver art. 21, parágrafo único, Regimento Comum Congresso Nacional); · Porque o STF entende as CPIs como um direito público das minorias; · Indicação de fato determinado a ser apurado na investigação parlamentar; · Considera-se fato determinado o acontecimento de relevante interesse para a vida pública e a ordem constitucional, legal, econômica e social do País, que estiver devidamente caracterizado no requerimento de constituição da Comissão. Logo, não pode ser instaurada CPI para apurar fato exclusivamente privado ou de caráter pessoal. · Fatos não admitidos · Art. 146. Não se admitirá comissão parlamentar de inquérito sobre matérias pertinentes: · I - à Câmara dos Deputados; · II - às atribuições do Poder Judiciário; · III - aos Estados. · Indicação de prazo certo para o desenvolvimento dos trabalhos; · Art. 35 §3 do RICD, a CPI na Câmara poderá atuar também durante o recesso parlamentar e terá o prazo de 120 dias, prorrogável por até metade do prazo, mediante deliberação do Plenário, par conclusão de seus trabalhos. · Art. 76 e parágrafos RISF prescreve que as comissões temporárias se extinguem pela: (i) conclusão de sua tarefa; (ii) ao término do respectivo prazo; (iii) ao término da sessão legislativa ordinária. É lícita a prorrogação do respectivo prazo, sendo que no caso da CPI não poderá ultrapassar o período da legislatura em que for criada. PODERES DA CPI: · realização de diligências; · tomada de depoimento de qualquer autoridade; · inquirição de testemunhas, sob compromisso (pena de falso testemunho) e sob pena de condução coercitiva (preservado o direito ao silêncio e ao sigilo funcional e a ser acompanhada por advogado); · oitiva de indiciados (preservado o direito ao silêncio e ao acompanhamento por advogado); · requisição a órgão público de informações ou documentos de qualquer natureza; · requisição ao TCU de realização de inspeções e auditorias; · ir a qualquer ponto do território nacional para investigações e audiências públicas; · prender em flagrante delito (direito de qualquer cidadão); · requisitar funcionários de qualquer poder para ajudar nas investigações, inclusive policiais; · pedir perícias, exames e vistorias, inclusive busca e apreensão (vetada em domicílio). CPI pode, por autoridade própria, (sem necessidade de intervenção judicial) e por decisão fundamentada e motivada, determinar: · Quebra de sigilo fiscal; · Quebra de sigilo bancário; · Quebra de sigilo de dados NÃO PODE: · condenar; · determinar medida cautelar, como prisões, · indisponibilidade de bens, arresto, sequestro; · determinar interceptação telefônica e quebra de sigilo de correspondência; · impedir que o cidadão deixe o território nacional e determinar apreensão de passaporte; · expedir mandado de busca e apreensão domiciliar; · impedir a presença de advogado do depoente na reunião (advogado pode: ter acesso a documentos da CPI; · falar para esclarecer equívoco ou dúvida; · opor a ato arbitrário ou abusivo; ter manifestações analisadas pela CPI até para impugnar prova ilícita). OBS: A eficácia das deliberações dos parlamentares integrantes da CPI deve observar o postulado da colegialidade ou seja as decisões devem ser tomadas pela maioria dos votos e não isoladamente. image1.png