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HELMINTOS
Prof. Dr. Victor M. Reis Tebaldi
Filo Platyhelminthes (Platýs = chato; helmintos = verme)
Caracterizam-se pela ausência do exo ou endoesqueleto; são achatados 
dorsoventralmente, sem celoma, com ou sem tubo digestivo, sem ânus, 
sem aparelho circulatório, sem aparelho respiratório, sistema excretor 
protonefrídico, com tecido conjuntivo enchendo os espaços entre os órgãos. 
Com simetria bilateral. Podem ser de vida livre, ecto ou endoparasitos. 
Seus representantes estão distribuídos pelas classes:
 
I- Turbelaria
II- Trematoda
III- Cestoda
Interessam-nos as classes Cestoda e Trematoda.
Classe Trematoda
 
Habitualmente, são achatados dorsoventralmente, às vezes recurvados, 
com face ventral côncava, de contorno oval ou alongado; outras vezes 
parecem volumosos, com extremidade posterior alongada e anterior 
afilada e truncada (cortada), ou globulosos e recurvados 
dorsoventralmente. A forma típica é a de folha. Ex.: Schistosoma 
mansoni e Fasciola hepatica.
Classe Cestoda
• Apresenta-se com três regiões distintas: 
✓ Escólex, região anterior, na qual encontram-se os órgãos de fixação; 
✓ Colo ou pescoço, suporta o escólex e é o elemento de ligação com o 
estróbilo. Possui células em constante divisão (originam os proglotes).
✓ Estróbilo, nitidamente segmentado, formado pelos proglotes jovens e 
maduros. Possuem os aparelhos genitais masculino e feminino.
Esta classe compreende duas subclasses: Cestodaria e Eucestoda, 
esta última com várias ordens, das quais interessam-nos 
Pseudophyllidea e Cyclophillidea, por incluírem espécies parasitas do 
homem. 
Ex.: Taenia solium, T. saginata, Echinococcus granulosus, Hymenolepis 
nana, H. diminuta, etc.
Echinococcus granulosusHymenolepis nana
❖ Schistosoma mansoni
Morfologia
Deve ser estudada nas várias fases que podem ser encontradas em seu ciclo 
evolutivo: adulto (macho e fêmea), ovo, miracídio, esporocisto e cercária.
Ovo
Miracídio
Cercária Esporocisto
Homem com ascite (barriga d’água)
Dermatite cercariana
Hábitat
• Os vermes adultos vivem no sistema porta; quando os esquistossômulos 
atingem o fígado, migram para o sistema porta, onde sofrem maturação sexual 
→ ovoposição, dentro dos ramos terminais da veia mesentérica inferior, 
principalmente ao nível da parede intestinal.
Sistema porta-hepático
Fonte: PINTO et al. (2011).
Transmissão
• As cercárias penetram a pele íntegra do homem, mais frequentemente nos 
pés e pernas (áreas do corpo que ficam em > contato com águas 
contaminadas). 
• Cercárias são vistas em maior quantidade e com maior atividade entre 10 e 
16 h, quando a luz solar e o calor são mais intensos. 
• Os locais de transmissão: valas de irrigação de horta, açudes (reservatórios 
de água e local de brincadeiras de crianças), pequenos córregos onde as 
lavadeiras e crianças costumam ir.
OVOS ALCANÇAM A ÁGUA → LIBERAÇÃO DO MIRACÍDIO → 
MIRACÍDIOS PENETRAM EM MOLUSCOS VETORES → ESPOROCISTO 
→ CERCÁRIAS → ÁGUA.
Ciclo Biológico
Caramujos transmissores
• Os moluscos pertencem à subclasse Pulmonata, ordem Basommatophora, 
família Planorbidae e gênero Biomphalaria.
 
• Brasil → dez espécies pertencentes ao gênero Biomphalaria: Biomphalaria 
glabrata, B. tenagophila, B. straminea, B. amazonica, B. peregrina, B. 
intermedia, B. schrammi, B. occidentalis, B. oligozoa e B. kuhniana. Destas 
espécies, somente as três primeiras foram encontradas eliminando 
cercarias em condições naturais e a B. amazonica e a B. peregrina foram 
infectadas em condições de laboratório, podendo, portanto, ser 
consideradas hospedeiras em potencial. 
Patogenia
• Ligada a fatores como: cepa do parasito, carga parasitária adquirida, idade, 
estado nutricional e resposta imunológica da pessoa. 
• Alguns trabalhos verificaram correlação direta entre carga parasitária 
(estimada pela contagem de ovos por grama de fezes) e a sintomatologia. 
• Em população com a média do número de ovos nas fezes muito elevada, é 
mais freqüente a forma hepatoesplênica e as formas pulmonares. As 
alterações cutâneas (dermatites) e hepáticas são grandemente influenciadas 
pela resposta imune frente aos antígenos dos esquistossômulos e dos ovos. 
Sintomas
• A penetração da cercária na pele causa dermatite cercariana, sendo comum 
ocorrer eritema, urticária (dermatite cercariana) e prurido ou pápulas na pele no 
local penetrado, que duram alguns dias.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eritema
http://pt.wikipedia.org/wiki/Urtic%C3%A1ria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dermatite
Período de Incubação e Sintomas
• O período de incubação é de dois meses. 
• Na fase inicial ou aguda a disseminação das larvas pelo sangue e a passagem 
pelos pulmões e depois pelo fígado ativa o sistema imune surgindo febre, mal 
estar, cefaleias, astenia, dor abdominal, diarreia sanguinolenta, dispneia, 
hemoptise, artralgias, linfonodomegalia e esplenomegalia, um conjunto de 
sintomas conhecido por síndrome de Katayama. 
• Nas análises sanguíneas há eosinofilia (aumento dos eosinófilos, células do 
sistema imunitário antiparasitas). A produção de anticorpos pode levar à 
formação de complexos que causam danos nos rins. Estes sintomas podem 
ceder espontaneamente ou podem nem sequer surgir, mas a doença silenciosa 
continua.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Febre
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cefal%C3%A9ia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Astenia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dor_abdominal
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diarreia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dispn%C3%A9ia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemoptise
http://pt.wikipedia.org/wiki/Artralgia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Linfonodomegalia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Esplenomegalia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eosinofilia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Eosin%C3%B3filo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anticorpo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rim
Sintomas
• Os sintomas crônicos são quase todos devidos à produção de ovos 
imunogénicos. Estes são destrutivos por si mesmos, com o seus espinhos 
e enzimas, mas é a inflamação com que o sistema imune lhes reage que 
causa os maiores danos. 
• Os sintomas desta fase crônica resumem-se a hepatopatias/enteropatias 
com hepatomegalia, diarreia e patologias urinárias como 
disúria/hematúria, nefropatias, cancro da bexiga.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Inflama%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hepatopatia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hepatomegalia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diarreia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dis%C3%BAria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemat%C3%BAria
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nefropatia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bexiga
Profilaxia
- Tratamento da população infectada;
- Educação sanitária e saneamento básico;
- Combate aos caramujos transmissores.
❖ Fasciola hepatica
• A F. hepatica (Lineu, 1758) é um parasito de canais biliares de 
ovinos, bovinos, caprinos, suínos e vários mamíferos silvestres. É 
encontrada em quase todos os países do mundo, nas áreas úmidas, 
alagadiças ou sujeitas a inundações periódicas. 
• Ocasionalmente, pode parasitar o homem e, no BR, já foram 
assinalados numerosos casos.
Hábitat
• Normalmente, a F. hepatica é encontrada no interior da vesícula e canais 
biliares mais calibrosos de seus hospedeiros usuais; no homem, que não é o 
seu hospedeiro habitual, a F. hepatica pode ser encontrada nas vias biliares, 
como também nos alvéolos pulmonares, e esporadicamente em outros locais.
Ciclo biológico
 
• Heteroxênico
• Hosp. Intermediário - no Brasil, são caramujos principalmente das 
espécies Pseudosuccinea columella e Limneae viatrix. 
• Os vermes adultos põem ovos operculados que, com a bile, passam 
para o intestino, de onde são eliminados com as fezes. 
• Os ovos possuem uma massa de células que, encontrando 
condições favoráveis de temperatura (25-30°C), umidade e ausência 
de putrefação, dão origem a um miracídio.
Passar para o esquema....
• Miracídio em contato com a água sai do ovo ---- nada até encontrar um 
molusco– Lymnaea – para completar o ciclo ---- penetrando no molusco, 
cada miracídio forma um esporocisto, que dá origem a várias (5 a 8) 
rédias. 
• Cada molusco libera diariamente uma média de seis a oito cercárias, 
durante cerca de três meses. 
• O homem (ou animal) infecta-se ao beber água ou comer verdura (agrião 
etc.) com metacercárias. Estas desencistam-se no intestino delgado, 
perfuram a parede do mesmo, caem na cavidade peritoneal, perfuram a 
cápsula hepática (ou cápsula de Glisson) e começam a migrar pelo 
parênquima hepático. Dois meses depois estão nos ductos biliares.
Transmissão
• Processa-se através da ingestão de água e verduras, contaminadas com 
metacercárias.
• Os animais se infectam bebendo água e ingerindo alimentos (capins, gravetos 
etc.) contaminados com metacercárias. 
Patogenia
• A fasciolose é um processo inflamatório crônico do fígado e ductos 
biliares. É mais grave nos animais, onde “a migração simultânea de 
grande quantidade de formas imaturas pelo fígado causa hepatite 
traumática e hemorragias”. Além disso, provocaria uma séria perda de 
peso, diminuição da produção de leite e, mesmo morte dos animais. 
Fêmeas grávidas ingerindo metacercárias podem ter seus fetos 
infectados.
• No homem, por não ser o hospedeiro normal do parasito, o número de 
formas presentes costuma não ser elevado. Ainda assim podemos 
constatar alterações orgânicas provocadas pelo helminto. Essas lesões 
são de dois tipos: a) lesões provocadas pela migração de formas 
imaturas no parênquima hepático; b) lesões ocasionadas pelo verme 
adulto nas vias biliares.
Profilaxia
A profilaxia da fasciolose humana depende primariamente do controle 
dessa helmintose entre os animais domésticos. Para atingir tal 
objetivo, as medidas fundamentais são:
➢ Destruição dos caramujos;
➢ Tratamento em massa dos animais;
➢ Isolamento de pastos úmidos;
➢ Proteção do homem. 
Nas áreas sujeitas, recomenda-se:
➢ Não beber água proveniente de alagadiços ou córregos, e sim 
filtrada ou de cisterna bem construída;
➢ Não plantar agrião em área que possa ser contaminada por fezes 
de ruminantes (como esterco, ou acidentalmente);
➢ Não consumir agrião proveniente de zonas em que essa 
helmintose animal tiver prevalência alta.
❖ Teníase e Cisticercose
Na família Taeniidae, dois cestódeos importantes que tem o homem 
como hospedeiro definitivo e obrigatório são: a Taenia saginata e a 
Taenia solium, popularmente conhecidas como solitárias.
Hospedeiros intermediários são o bovino e o suíno, onde causam a 
cisticercose ou “canjiquinha”. 
Morfologia
• Vermes adultos: A T. saginata e a T. solium Linnaeus, 1758 (Cestoda, 
Taeniidae) são divididas morfologicamente em escólex ou cabeça, colo ou 
pescoço e estróbilo ou corpo.
✓ T. solium – até 3 metros ( 800 a 1000 proglotes;  80.000 ovos por proglote)
✓ T. saginata – até 8 metros (mais de 1000 proglotes; até 160.000 ovos por proglote)
• Escólex: É um órgão adaptado para a fixação do cestódeo na mucosa do 
intestino delgado. Apresenta quatro ventosas formadas de tecido muscular, 
arredondadas e proeminentes.
• Colo: Está situado imediatamente abaixo do escólex; não tem segmentação, 
mas suas células estão em constante atividade reprodutora, dando origem as 
proglotes jovens.
• Estróbilo: É o corpo do helminto, formado pela união de proglotes ou 
proglótides (anéis), podendo ter de oitocentas a mil e atingir três metros na 
T. solium ou ter mais de mil proglotes e atingir até oito metros na T. saginata.
• Ovos: Microscopicamente, é impossível diferenciar os ovos das duas 
tênias. Eles são esféricos e medem 30 m de diâmetro; são constituídos 
por uma cutícula protetora denominada embrióforo, que é formado por 
blocos piramidais de quitina, unidos entre si por uma substância 
(provavelmente protéica) cimentante. Dentro do embrióforo, encontramos a 
oncosfera ou embrião hexacanto com dupla membrana e três pares de 
acúleos.
• Cisticercos: O Cysticercus cellulosae, larva da T. solium é constituído de 
escólex com quatro ventosas, rostelo, colo e uma vesícula membranosa 
contendo líquido em seu interior. O Cysticercus bovis é a larva da T. 
saginata, apresenta a mesma morfologia do C. cellulosae, diferindo 
apenas pela ausência do rostelo. Estas larvas podem atingir até doze 
milímetros de comprimento, após quatro meses de infecção.
Habitat
• Tanto a T. solium como a T. saginata, na fase adulta ou reprodutiva, vivem 
no intestino delgado do homem, já o C. cellulasae é encontrado no tecido 
subcutâneo, muscular, cardíaco, cerebral e no olho de suínos e 
acidentalmente no homem e cão. O C. bovis é encontrado nos tecidos dos 
bovinos.
Ciclo Biológico
Ciclo Biológico
Transmissão
• O homem adquire a teníase por T. saginata ingerindo carne de bovino crua 
ou mal cozida infectada pelo C. bovis. A teníase por T. Solium é adquirida 
pela ingestão de carne de suíno crua ou mal cozida infectada pelo C. 
cellulosae. 
A cisticercose humana é adquirida pela ingestão acidental de ovos viáveis da 
T. solium. 
Métodos possíveis de infecção do homem pelos ovos da T. solium:
• Auto-infecção externa: o homem elimina proglotes e os ovos de sua 
própria tênia são levados à boca pelas mãos contaminadas ou pela 
coprofagia.
• Auto-infecção interna: durante vômitos ou movimentos retroperistálticos 
do intestino, as proglotes da T. solium poderiam ir até o estômago e 
depois voltariam ao intestino delgado, liberando as oncosferas.
• Heteroinfecção: o homem ingere, juntamente com os alimentos 
contaminados, os ovos da T. solium, de outro paciente.
Patogenia e Sintomatologia
• Devido ao longo período em que a T. saginata ou a T. solium parasita o 
homem, elas podem causar fenômenos tóxicos alérgicos, através de 
substâncias excretadas, provocar hemorragia através da fixação na 
mucosa, destruir o epitélio e produzir inflamação com infiltrado celular com 
hipo ou hipersecreção de muco.
• Tonturas, astenia, apetite excessivo, náuseas, vômitos, alargamento do 
abdômen, dores de vários graus de intensidade em diferentes regiões do 
abdômen e perda de peso são alguns dos sintomas observados em 
decorrência da infecção.
• Cisticercose ocular - o cisticerco alcança o globo ocular 
através dos vasos da coroide, instalando-se na retina - 
deslocamento da retina ou a perfuração desta, atingindo o 
humor vítreo. As conseqüências da cisticercose ocular são: 
reações inflamatórias exsudativas que promoverão 
opacificação do humor vítreo, sinéquias posteriores da íris, 
uveítes ou até panoftalmite.
• Neurocisticercose – as lesões presentes nos hemisférios, 
ventrículos e na base do cérebro podem causar dores de 
cabeça com vômitos, ataques epileptiformes, desordem 
mental com formas de delírio, prostração, alucinações, 
hipertensão intracraniana. 
• Cisticercose cardíaca - pode resultar em palpitações e ruídos anormais ou 
dispneia quando os cisticercos se instalam nas válvulas.
• Cisticercose muscular ou subcutânea – provoca reação local, formando 
uma membrana adventícia fibrosa. Com a morte do parasito, este sempre 
tende a calcificar-se. Quando numerosos cisticercos instalam-se em 
músculos esqueléticos, podem provocar dor (quer estejam calcificados ou 
não), especialmente quando localizados nas pernas, região lombar, nuca, 
etc., além da fadiga e cãibras.
Profilaxia
- Melhoria das condições de saneamento do meio ambiente; 
- Tratamento dos doentes; 
- Ampliação da inspeção veterinária de produtos cárneos; 
- Evitar o abate e consumo de produtos não inspecionados pela vigilância sanitária;
- Educação em saúde com destaque para necessidade de criação de hábitos de 
higiene;
- Conservação da carne em temperatura inferior a –15ºC durante seis dias, seu 
devido cozimento e o diagnóstico e tratamento da teníase humana em áreas 
endêmicas.
❖ Hymenolepis nana
O Hymenolepis nana (Siebold, 1852) “é o menor e o mais comum dos cestódeos que 
ocorremno homem”. Essa espécie é também muito encontrada no íleo de ratos e 
camundongos de várias partes do mundo.
Morfologia
• Verme adulto. Mede cerca de 3 a 5 centímetros, com 100 a 200 proglotes bastante 
estreitas. Cada um destes possui genitália masculina e feminina. O escólex 
apresenta quatro ventosas e um rostro retrátil armado de ganchos.
• Ovos. São quase esféricos, cerca de 40 m de diâmetro. São transparentes 
e incolores. Apresentam uma membrana externa delgada envolvendo um 
espaço claro; mais internamente apresentam outra membrana envolvendo a 
oncosfera. Essa membrana interna apresenta dois mamelões claros em 
posições opostas, dos quais partem alguns filamentos longos.
• Larva cisticercoide. É uma pequena larva, formada por um escólex 
invaginado e envolvido por uma membrana. Contém pequena quantidade de 
líquido. Mede cerca 500 micrômetros de diâmetro.
Hábitat
O verme adulto é encontrado no intestino delgado, principalmente íleo e 
jejuno do homem. Os ovos são encontrados nas fezes e a larva 
cisticercoide pode ser encontrada nas vilosidades intestinais do próprio 
homem ou na cavidade geral do inseto hospedeiro intermediário (pulgas e 
carunchos de cereais). 
Ciclo biológico
Esse helminto pode apresentar dois tipos de ciclo: um, monoxênico, em que 
prescinde de hospedeiro intermediário, e outro, heteroxênico, em que usa 
hospedeiros intermediários, representados por insetos (pulgas: Xenopsylla 
cheopis, Ctenocephalides canis, Pulex irritans e coleópteros: Tenebrio molitor e 
T. obscurus). 
Transmissão
Ingestão de ovos presentes nas mãos ou em alimentos contaminados. Nestes 
casos ocorrem normalmente poucas reinfecções no hospedeiro, pois a larva 
cisticercoide, tendo desenvolvido nas vilosidades da mucosa intestinal, confere 
forte imunidade ao mesmo. Por esse motivo que o parasito é mais frequente 
entre crianças do que adultos: estes já possuem alguma imunidade adquirida 
ativamente, reduzindo a chance de novas reinfecções (autocura). 
Patogenia
• O aparecimento de perturbações está em relação com a idade do paciente 
e o número de vermes albergados. 
• Sintomas atribuídos às crianças: agitação, insônia, irritabilidade, diarreia, 
dor abdominal, raramente ocorrendo sintomas nervosos, dos quais os mais 
penosos são ataques epilépticos em formas várias, incluindo cianose, perda 
de consciência e convulsões.
Profilaxia
- Higiene individual.
- Uso de privadas ou fossas.
- Uso de aspirador de pó e tratamento precoce dos doentes. 
- Combate aos insetos de cereais (carunchos) e pulgas existentes em ambiente 
doméstico é medida muito útil.
❖ Echinococcus granulosus
Filo: Platyhelminthes
Classe: Cestoidea
Ordem Cyclophyllidea
Família: Teniidae
Gênero: Echinococcus
Espécie: E. granulosus
INTRODUÇÃO
• Cestódeo do intestino do cão.
• Forma larval = CISTO HIDÁTICO (ocorre nos ungulados e no homem)
→ CÃO: EQUINOCOCOSE
→ HOMEM: HIDATIDOSE
MORFOLOGIA
• Verme adulto: 3 a 6 mm
• Ovo: Nas fezes do cão
Cisto hidático: (membrana adventícia, membrana anista, vesícula prolígera, 
membrana prolígera (germinativa), protoescólex, areia hidática).
Protoescóleces
Habitat
• Vermes adultos: intestino delgado de cães 
• Cisto hidático: fígado e pulmões dos H.I. (ovinos, bovinos, suínos, caprinos, 
cervídeos, homem, etc.)
Ciclo biológico 
Heteroxênico (H. D.; H. I.)
TRANSMISSÃO
• Equinococose no H. D.
• Hidatidose no H. I.
PATOGENIA
- Compressão dos órgãos lesados:
- Ação mecânica
- Ação imunitária
- Complicações
DIAGNÓSTICO
- Clínico
- Laboratorial:
• E.P.F. (cão);
• Raio X e outros métodos de imagem, reações imunológicas (homem)
EPIDEMIOLOGIA
- Ciclo cão - ovino - cão: responsável pela manutenção da endemia
- Atinge adultos (20 - 40 anos)
- Maior incidência: área rural
PROFILAXIA
- Educação sanitária
- Interrupção do ciclo evolutivo do parasito
TRATAMENTO
- Equinococose (cão): Tenicidas
- Hidatidose (homem):
 * Mebendazol em doses prolongadas (cistos pequenos)
 * Cirurgia (cistos maiores)
 * Tratamento Biológico: para criar imunidade
Filo Nematoda (nema = fio) ou Nemata 
- Animais de corpo alongado, cilíndrico e fino, com as extremidades 
afiladas. 
- A diversidade no grupo é muito grande. A maioria dos nematódeos é de 
vida livre, medindo entre 1 mm e 5 cm de comprimento. 
- São abundantes em diferentes ambientes: solos, água doce e mares. 
Para se ter ideia da quantidade desses indivíduos, 1 m2 de solo pode 
conter cerca de 3 milhões desses diminutos animais.
❖ Ascaris lumbricoides
 
Encontrado em quase todos os países do globo, estimando-se que 30% da 
população mundial esteja por ele parasitados. É popularmente conhecido por 
lombriga, e causa a doença denominada ascaridíase ou ascaridiose.
Hábitat
Intestino delgado do homem, principalmente jejuno e íleo. Podem ficar presos à 
mucosa, com auxílio de seus fortes lábios, ou migrarem pela luz intestinal.
Ciclo biológico
- Monoxênico. Os ovos férteis em ambiente favorável tornar-se-ão 
embrionados em 15 dias. A primeira larva, L1, é rabditoide e se forma dentro 
do ovo. Uma semana depois a L1, se transforma em L2, após nova muda 
transforma-se em L3 infectante (dentro do ovo) – ingestão de ovos contendo 
L3 - atravessam todo o trato digestório - eclosão dentro do I.D. As larvas 
liberadas atravessam a parede intestinal, caem nos vasos linfáticos e veias, e 
invadem o fígado 18-24 horas após infecção. Dois a três dias após, invadem 
o coração direito, através da veia inferior. Migram para os pulmões (4 a 5 dias 
após a infecção) e sofrem muda para L4 (8 a 9 dias após a ingestão dos 
ovos). Rompem os capilares e caem nos alvéolos, onde sofrem nova muda 
para L5. Sobem pela árvore brônquica e traqueia, chegando até a faringe. Daí 
podem ser expelidas por expectoração ou serem deglutidas, atravessando 
incólumes o estômago e fixando-se no intestino delgado, transformando-se 
em adulto (20-30 dias após a infecção). Em 60 dias alcançam maturidade 
sexual e são encontrados nas fezes do hospedeiro. 
Transmissão
Ingestão de ovos infectantes (com L3) junto com alimentos contaminados. 
Poeira e insetos (moscas e baratas) são capazes de veicular 
mecanicamente ovos infectantes.
Nota: chama-se larva rabditoide aquela que possui esôfago com duas dilatações 
(uma em cada extremidade) e uma constrição no meio; chama-se larva filarioide 
aquela que possui esôfago retilíneo.
Patogenia
Deve ser estudada acompanhando-se o ciclo deste helminto, ou seja, a 
patogenia das larvas e dos adultos. Em ambas as situações, a intensidade 
das alterações provocadas está diretamente relacionada com o número de 
formas presentes no hospedeiro.
• Larvas. Em infecções pequenas, normalmente não se observa 
nenhuma alteração; em infecções maciças encontraremos lesões 
hepáticas e pulmonares. No fígado, podemos ter pequenos focos 
hemorrágicos e de necrose, que depois se tornam fibrosados. Nos 
pulmões ocorrem vários pontos hemorrágicos na passagem das 
larvas para os alvéolos. Há edemaciação dos alvéolos, com 
infiltrado parenquimatoso eosinofílico, manifestações alérgicas, 
febre, bronquite e pneumonia (a esse conjunto de sinais denomina-
se síndrome de Löeffler). Na tosse produtiva (com muco) o catarro 
pode ser sanguinolento e apresentar larvas do helminto.
• Vermes adultos. Em infecções pequenas – três a quatro vermes – o 
hospedeiro não apresenta alteração alguma. Já nas infecções médias – 
30 a 40 exemplares – ou maciças – 100 ou mais vermes – podemos ter 
alterações graves que são as seguintes:
✓ Ação espoliadora: os vermes consomem grande parte de proteínas, 
carboidratos, lipídeos e vitaminas A e C, levando o paciente, 
principalmente crianças, à subnutrição e depauperamento físico e 
mental;
✓ Ação tóxica: reação entre antígenos parasitários e anticorpos 
alergizantes do hospedeiro, causando edema, urticária, convulsões 
epileptiformes, etc;
✓ Ação mecânica: causam irritaçãona parede intestinal e podem 
enovelar-se na luz intestinal, levando à obstrução;
 localizações ectópicas: nos casos de pacientes com carga parasitária 
grande ou nos casos em que o verme sofra alguma ação irritativa 
(medicamento impróprio ou em dosagem pequena), pode levar o 
helminto a deslocar-se de seu hábitat normal para atingir outro local. 
Chama-se “áscaris errático” ao verme que se localiza em hábitat 
anormal.
As situações ectópicas que podemos encontrar são:
• apêndice cecal, causando apendicite aguda;
• canal colédoco, causando obstrução do mesmo;
• canal de Wirsung, causando pancreatite aguda;
• eliminação do verme pela boca e narinas.
 
Profilaxia
Sendo o ovo extremamente resistente aos desinfetantes usuais, e o peridomicílio 
funcionando como foco de ovos infectantes, as medidas que têm efeito definitivo 
são:
- Educação sanitária;
- Construção de fossas sépticas;
- Tratamento em massa da população periodicamente (após exames 
coproscópicos), durante três anos consecutivos;
- Proteção dos alimentos contra poeiras e insetos.
 
.
❖ Enterobius vermicularis 
• Gênero Enterobius: 17 espécies que são parasitos de vários macacos em 
diferentes regiões (Ásia, África, América), mas que não atingem o homem. 
• E. vermicularis possui distribuição geográfica mundial, mas tem incidência 
maior nas regiões de clima temperado.
Características gerais:
- Provoca parasitismo com manifestações intestinais discretas.
- Prurido anal.
Morfologia
• Larva
- Aspecto vermiforme e presença de asas cefálicas;
- Tamanho: fêmeas  1cm; machos 0,3-0,5cm;
• Ovo
- Ovoide com uma face mais plana e outra mais abaulada.
Hábitat
- Machos e fêmeas vivem no ceco e apêndice. As fêmeas, repletas 
de ovos (cinco a 16 mil ovos), são encontradas na região perianal.
- Em mulheres, às vezes pode-se encontrar esse parasito na vagina, 
útero e bexiga.
Ciclo biológico
Hospedeiro: Homem
Ciclo: monoxênico
• Ovos larvados são eliminados com a morte das fêmeas na região perianal, 
ficando aderidos à pele;
• Os ovos, com larvas infectantes podem ser ingeridos diretamente pelo 
indivíduo infectado ou eliminados no ambiente;
• Após o ovo ter sido ingerido, ocorre eclosão e a larva penetra na mucosa 
do intestino delgado, migrando até o ceco onde completam a maturação 
sexual;
• Acasalamento e migração das fêmeas repletas de ovos larvados para a 
região perianal.
- PPP: 30-60 dias.
- Nutrição: euritróficos (alimentação saprozóica).
- Infectividade
• Ocorre heteroinfecção e autoinfecção externa;
• Apesar da fêmea ter vida curta, ocorre grande produção de ovos para o 
ambiente;
• O final da maturação depende de algumas horas (4-6) em presença de 
oxigênio;
• Ocorre grande variação na quantidade de parasitos eliminados, devido às 
variações na resposta imune individual, principalmente em áreas endêmicas. 
Patogenia
Ação mecânica
• Erosão da mucosa intestinal;
Ação irritativa (grande infestação)
• Inflamação do tipo catarral (exsudativa mucosa);
Congestão anal
• Vermes fazem a escarificação da mucosa intestinal e epiderme perianal;
Vaginite e cistite
Sintomatologia
Diarreias, dores abdominais, nervosismo, insônia, eosinofilia e anemia. Prurido 
anal, lesões no ânus e vagina.
Diagnóstico
- Anamnese pode ser sugestiva;
- Visualização dos parasitos pelo paciente ou à inspeção;
- Raspagem anal
• Métodos de Graham ou Hall
• EPF: Pouco sensível
Profilaxia
- A roupa de cama usada pelo hospedeiro não deve ser “sacudida” pela 
manhã, e sim enrolada e lavada em água fervente, diariamente;
- Tratamento de todas as pessoas parasitadas da família (ou outra 
coletividade) e repetir o medicamento duas ou três vezes, com intervalo de 20 
dias, até que nenhuma pessoa se apresente parasitada;
- Corte rente das unhas, aplicação de pomada mercurial na região perianal ao 
deitar-se, banho de chuveiro ao levantar-se e limpeza doméstica com 
aspirador de pó, são medidas completamente de utilidade.
❖ Ancylostoma duodenale 
❖ Necator americanus
• Causam verminoses denominadas ancilostomíase (ancilostomose) ou 
necatoríase. Também conhecidas como “amarelão”, essas verminoses tem grande 
prevalência em regiões quente e úmida de solo arenoso. 
• Os vermes causadores dessas helmintoses tem o peridomicilio como o principal 
foco de contaminação da população. Isso se deve ao fato de que o único 
hospedeiro para esses parasitas é a espécie humana.
Morfologia:
- A. duodenale: machos medem de 9 a 11 mm e as fêmeas, de 10 a 13 mm. 
- N. americanus: machos medem de 5 a 9 mm e as fêmeas, de 9 a 11 mm.
• Região anterior - cápsula bucal com dentes ou lâminas cortantes – permite a 
distinção entre os dois parasitas. 
• Região posterior - macho não apresenta a extremidade recurvada, possuindo 
uma bolsa copuladora bem característica dessas espécies. 
• Os ovos das duas espécies são muito parecidos, 
ovoides e a casca têm forma fina e transparente. 
• No interior do ovo, desenvolve-se uma larva com o 
tubo digestivo diferenciado em corpo, istmo e bulbo 
(L2, larva rabditoide). 
• No ambiente, ocorre a maturação para um estágio 
posterior, com esôfago cilíndrico e sem bulbo (L3, 
larva filarioide).
Ovos: em média 60X40 m
Larva rabditoide
Larva filarioide
Ciclo Biológico: Monoxênico
TRANSMISSÃO:
• Via oral
• Via transcutânea
PATOGENIA E PATOLOGIA:
• Etiologia primária: 
• Etiologia secundária:
- Lesões traumáticas
- Alterações pulmonares
- Sintomas abdominais
- Anemia
DIAGNÓSTICO:
• Clínico
• Laboratorial
EPIDEMIOLOGIA:
• Ocorre em crianças acima de 6 anos, adolescentes e adultos.
• Solo arenoso, umidade e temperatura favorecem desenvolvimento do estágio 
de vida livre.
• Distribuição geográfica preferencial: locais temperados e tropicais.
PROFILAXIA:
- Saneamento, educação sanitária, suplementação alimentar, uso de anti-
helmínticos, produção de vacina.
TRATAMENTO:
• Pamoato de pirantel, Mebendazol, Albendazol
• Alimentação suplementar 
• Sulfato ferroso
❖ Trichuris trichiura (tricuríase) 
A tricuríase é uma doença infecciosa parasitária cosmopolita. Na grande 
maioria dos casos, o parasitismo é silencioso. Mas os pacientes que, em 
vista de suas condições físicas ou das condições de vida, contraem 
elevado número de vermes passam a sofrer de perturbações intestinais, 
cuja gravidade chega até a provocar a morte.
MORFOLOGIA
• Adultos: medem de 3 a 5 cm de comprimento, os machos são menores 
que as fêmeas, boca localizada na extremidade anterior, consiste em uma 
abertura simples e desprovida de lábios, seguida por um esôfago bastante 
longo e delgado, que ocupa 2/3 do comprimento total do verme.
✓ Região anterior afilada e a posterior alargada, lembrando um chicote.
✓ Machos menores que as fêmeas.
• Ovos: 50 a 55 µm de comprimento por 22 a 23 µm de largura, forma de um 
barril alongado, com poros salientes e transparentes em ambas as 
extremidades. 
CICLO BIOLÓGICO (monoxenênico)
• As condições ambientais favorecem o desenvolvimento de larvas 
infectantes no interior do ovo de T. trichiura. Quando ingeridos, os ovos 
embrionados liberam as larvas, que saem pelas suas extremidades.
• Diferentemente de A. lumbricoides, as larvas de T. trichiura não realizam o 
ciclo de Loss, permanecendo por alguns dias na mucosa duodenal e 
migrando, posteriormente, para a região cecal, onde completam o ciclo.
• Por volta de 70 a 90 dias da ingestão dos ovos embrionados, começam a 
aparecer ovos nas fezes. 
TRANSMISSÃO
• Os ovos liberados nas fezes contaminam o ambiente em locais sem 
saneamento básico. Os ovos são resistentes às condições ambientais, podem 
ser disseminados pelo vento ou pela água e contaminam os alimentos e são 
ingeridos pelo hospedeiro.
• Os ovos podem ainda ser disseminados por moscas domésticas, poeira, etc.
PATOGENIA
• A gravidade da infecção depende da carga parasitária, da idade e do estado 
nutricional dos hospedeiros – em geral, crianças.• Em infecções maciças, há intensa irritação intestinal que pode levar à 
exteriorização do reto (prolapso retal). A grande maioria dos indivíduos é 
assintomática. 
• O quadro clínico dos sintomáticos é representado por dores abdominais, perda de 
apetite, desnutrição, insônia, nervosismo e retardamento no desenvolvimento 
físico. 
PROFILAXIA
• Educação sanitária, saneamento básico e medidas complementares.
• Tratamento das pessoas infectadas, com ou sem sintomas, pois podem 
funcionar como fonte de contaminação do peridomicílio.
1. Esquematize com legendas explicativas o ciclo de vida do trematódeo que 
provoca a esquistossomose no ser humano. Cite o nome desse parasita e 
escreva quais são as principais medidas profiláticas para se evitar essa 
parasitose.
2. Esquematize com legendas explicativas o ciclo de vida da Taenia solium e 
escreva quais são as principais medidas profiláticas para combater essa 
parasitose.
BIBLIOGRAFIA:
• MOLINARO, E.; CAPUTO, L.; AMENDOEIRA, R. Conceitos e 
métodos para formação de profissionais em laboratório de saúde. 
Rio de Janeiro: EPSJVC; IOC, 2012.
• NEVES, David Pereira et al. Parasitologia humana. 11.ed. São Paulo: 
Atheneu, 2010. 
• PINTO, C.J.C.; GRISARD, E.C.; ISHIDA, M.M.I. Parasitologia. 
Florianópolis: CCB/EAD/UFSC, 2011. 136 p. il.
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	Slide 18: Período de Incubação e Sintomas
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