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1 
 
 
 
PANORAMA DA ARQUITETURA E DA ESCULTURA NO 
BRASIL E EM MINAS GERAIS. 
 
 2 
 
 
Sumário 
 
PANORAMA DA ARQUITETURA E DA ESCULTURA NO BRASIL E EM 
MINAS GERAIS. 1 
NOSSA HISTÓRIA 3 
INTRODUÇÃO 4 
Arquitetura do Brasil 5 
A história da arquitetura no Brasil 8 
Escultura no Brasil 35 
Arquitetura e artes em Minas Gerais 43 
CONCLUSÃO 45 
REFERENCIAS 46 
 
 
 
 
 
 
 
 
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file://///192.168.0.2/V/Pedagogico/EDUCAÇÃO/ENSINO%20DE%20ARTES/PANORAMA%20DA%20ARQUITETURA%20E%20DA%20ESCULTURA%20NO%20BRASIL%20E%20EM%20MINAS%20GERAIS/PANORAMA%20DA%20ARQUITETURA%20E%20DA%20ESCULTURA%20NO%20BRASIL%20E%20EM%20MINAS%20GERAIS..docx%23_Toc125978672
 3 
 
 
 
 
NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de 
um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz 
de oferecer serviços educacionais em nível superior. 
O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua 
formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos científicos, 
técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, transmitindo e 
propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de publicações e/ou outras 
normas de comunicação. 
Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de 
forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma 
base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no 
atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de uma 
das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade. 
 
 
 
 
 
 4 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
A arquitetura indígena possuía uma expressão em suas habitações, 
denominada oca. Essa estrutura feita de madeira era coberta com palha ou folhas de 
palmeira, sem divisões internas que eram de uso coletivo. A arquitetura ainda é 
presente nos dias de hoje entre os povos indígenas no norte do Brasil, mas não teve 
influência na tradição arquitetônica brasileira. 
Esse modelo vem recebendo, no entanto, atenção de alguns arquitetos para a 
alternativa ecológica do problema habitacional contemporâneo. 
Durante o período colonial a arquitetura predominante era tardo-renascentista, 
com grande regularidade, solidez e austeridade externa. Com o tempo, a colonização 
avançava e com isso a sociedade aumentava sua independência cultural, planejando 
estruturas mais elaboradas. A arquitetura civil era sempre simples, econômica e 
adaptável, tendo em primeiro objetivo a funcionalidade. 
Posteriormente, o barroco se disseminou aumentando a qualidade e a 
ornamentação dramática. Principalmente quanto às igrejas, passou-se a se 
preocupar mais com o luxo, surgindo de maneira torta, mas sem dar tanta atenção às 
estruturas residência. 
O que transformou a arquitetura, foi a transferência da corte de Dom João VI 
para o Brasil, quando o arquiteto Auguste-Henri-Victor Grandjean de Montigny chegou 
ao Brasil introduzindo o Neoclassicismo. Em seguida foram trazidos o Art Noveau e 
o Art Deco de forma mais restrita e, com a Semana da Arte Moderna, o modernismo 
também ganhou seu espaço. 
Com Niemeyer, alguns anos depois, a arquitetura brasileira ganha visibilidade 
mundial, quando ele construiu o conjunto da Pampulha em Belo Horizonte. A partir de 
então construíram-se diversas estruturas que foram moldando a arquitetura. 
 
 
 5 
 
 
Arquitetura do Brasil 
 
 
 
A arquitetura do Brasil desenvolveu a maior parte de sua história sob 
inspiração europeia. Território conquistado por povos indígenas, que praticamente 
não possuíam arquitetura a não ser a habitacional, e, mesmo assim, de caráter 
tradicional, mais ou menos imutável, ao receber os conquistadores portugueses, 
o Brasil passou a integrar uma cultura nova. 
Transformado em uma colônia destinada à exploração, ao longo de séculos o 
Brasil sustentou parte significativa do florescimento político, econômico e cultural 
português. Muitos conquistadores acabariam se enraizando, criando uma cultura com 
características progressivamente originais, embora sempre dependendo dos usos e 
costumes da metrópole portuguesa, a fonte ou o filtro de todas as referências. Apesar 
dessa estreita dependência, a arquitetura civil foi sempre a expressão mais livre e 
descompromissada, buscando antes a satisfação de necessidades básicas do que o 
luxo e o conforto, abrindo-se ao improviso e a materiais da terra, e mesmo a alguma 
influência de hábitos indígenas, e, por isso, é a parte mais diversificada do conjunto. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Povos_ind%C3%ADgenas_do_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_civil
 6 
 
 
A cultura brasileira, especialmente a da elite, durante muitos séculos, foi a cultura do 
provisório, predominando a ideia de que a vida que realmente importava e valia a 
pena viver era em Portugal. Para lá, seguia a maior parte das riquezas, requisitadas 
pela Coroa ou pela nobreza, e lá se ancoravam os projetos de futuro, vivendo-se na 
colônia com o menor gasto possível. Mesmo os edifícios públicos, como as Casas de 
Câmara e os palácios de governo, ou os palacetes de grandes senhores, eram pobres 
e acanhados em comparação a congêneres europeus. 
Situação diferente foi a da arquitetura sacra. Mesmo que se entendesse o 
Brasil como um bem a ser explorado com os olhos postados na Europa, a colonização 
também significou a formação de uma população nova, no início flutuante, mas 
crescentemente radicada. Para esse povo, era preciso dar assistência religiosa, e os 
índios também precisavam ser salvos para Cristo, na óptica dos colonizadores 
católicos, para quem a religião tinha importância central, determinando muito do estilo 
de vida da época. Para cumprir aquelas metas, a Coroa enviou inúmeros 
missionários, e, com o tempo, fundaram-se mosteiros e igrejas. Paralelamente, a 
Igreja patrocinou a construção de muitos colégios, hospitais e outras estruturas. Como 
os religiosos em geral se distinguiam pela sua boa formação cultural, sendo muitos 
deles artistas de primeira linha, acabaram praticamente por monopolizar os projetos 
de arquitetura de grande porte pelo menos até o século XIX, encarregando-se 
também da decoração interna. O litoral brasileiro, a região que concentrou a 
urbanização, possui ainda um rico acervo de arquitetura religiosa colonial, com muitos 
exemplares de grande significado e beleza. Além disso, toda vila interiorana tinha pelo 
menos uma capela; muitas delas tinham mais, cujas irmandades, da mesma forma 
que nas cidades grandes, rivalizavam na ostentação de pompa e luxo até onde as 
condições locais permitissem. Esse espírito ostensivamente decorativo foi uma 
característica típica e marcante do estilo Barroco, que predominou durante a maior 
parte do período colonial, assimilando, em sua fase derradeira, traços do Rococó. O 
estilo encontrou sua manifestação mais interessante na arquitetura sacra da região 
de Minas Gerais, considerada por muitos autores como a primeira síntese erudita 
tipicamente brasileira. 
Entre fins do século XVIII e meadosdo século XIX, a arquitetura passou a 
mostrar os traços do Neoclassicismo, segundo padrões franceses, primando pela 
regularidade e simplicidade de linhas e pela economia decorativa, mas foi uma escola 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_brasileira
https://pt.wikipedia.org/wiki/Portugal
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_sacra
https://pt.wikipedia.org/wiki/Europa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Barroco
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rococ%C3%B3
https://pt.wikipedia.org/wiki/Minas_Gerais
https://pt.wikipedia.org/wiki/Neoclassicismo
 7 
 
 
que deixou escasso legado em suas formas mais puras, tornando-se mais frutífera à 
medida em que se combinava, no fim do século, a 
elementos românticos e historicistas, e a um gosto renovado pela decoração 
abundante, formando-se uma fértil escola eclética, que deixou grande número de 
imponentes edifícios nas maiores capitais e se disseminou até entre os mais distantes 
povoados em suas versões populares. Num tempo em que a influência da religião 
estava em declínio e a cultura laica se afirmava, essa expansão foi favorecida pela 
crescente profissionalização dos arquitetos e pela multiplicação de escolas, e também 
pelos avanços nos meios de comunicação e transporte, pela formação de uma nova 
ideia de conforto habitacional e de urbanismo, por novos conceitos de higiene e novos 
hábitos de socialização. Além disso, a industrialização em passo acelerado 
desenvolvia novos materiais que facilitavam o trabalho, o barateavam, ou 
possibilitavam inovações técnicas e formais, verificando-se, a partir de então, 
progressiva verticalização das cidades e o desenvolvimento de projetos urbanísticos 
e arquitetônicos de envergadura inédita. 
A partir da segunda década do século XX, tornou-se cada vez mais influente a 
escola modernista, outra vez uma importação basicamente estrangeira, embora seus 
cultivadores locais tivessem entre suas ambições a busca e caracterização de uma 
identidade singular para a arquitetura brasileira, num período em que até mesmo o 
governo se preocupava em consolidar, objetiva e sistematicamente, um senso de 
brasilidade genuína na cultura nacional, embora o resultado fosse em boa 
parte estereotipado e proselitista, como sugere o surgimento, nesta altura, da 
influente corrente Neocolonial, que entendia a arquitetura barroca como a mais 
intimamente ligada à identidade e às tradições do país, um de muitos "Neos" que 
apareciam por então de forma mais ou menos independente. 
Essas correntes ornamentais e historicistas se dissolveriam em breve pelas 
rápidas mudanças na civilização em escala mundial, que encontraram uma expressão 
arquitetônica na enxuta, sólida, funcional e arrojada escola Déco, que teve ampla 
receptividade até os anos 1940 e se contrapôs ao que então era visto como excesso 
ornamental e irracionalidade prevalentes ao longo do Ecletismo, possibilitando um 
rápido florescimento do Modernismo. Este, consagrado em todos os níveis entre as 
décadas de 50 e 70, desenvolveu muitas ramificações, entre as quais se destacaram, 
pela preferência oficial, primeiro a escola do celebrado Le Corbusier, e depois uma 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Historicismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_ecl%C3%A9tica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Urbanismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Modernista
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estere%C3%B3tipo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Proselitismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Neocolonial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Art_D%C3%A9co
https://pt.wikipedia.org/wiki/Modernismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Le_Corbusier
 8 
 
 
derivação brutalista. Rapidamente adotado como estética oficial, o Modernismo 
produziu exemplares notáveis em muitas grandes cidades, sendo coroado 
pela construção de Brasília, considerada por muitos críticos como a expressão mais 
vasta, pura e integrada do Modernismo arquitetônico brasileiro, que atestava ali, em 
escala monumental, sua originalidade. Os projetos modernistas se pautavam 
pelo racionalismo, pela assimetria, pelas linhas simples e geométricas, pela economia 
decorativa e por uma íntima integração entre forma e função, privilegiando entre os 
materiais o concreto, o aço e o vidro, e tendo, além disso, muitas vezes, um fundo 
ético e uma proposta social integradora, mas que, de fato, veio a revelar contradições 
e acabou sendo ultrapassado, como foram todas as correntes culturais anteriores 
numa sociedade em perene mudança. 
Em anos mais recentes, a arquitetura brasileira continua uma trajetória que, 
desde o Modernismo, é respeitada e dialoga internacionalmente, tem encontrado 
espaço de estudo em muitas universidades com cursos de graduação e pós-
graduação, possui muitos fóruns de discussão de alto nível, e a produção escrita 
crítica e técnica aumenta sem parar. Pesquisa-se novos materiais, reinterpreta-se 
com plena liberdade linguagens vernáculas e vanguardistas, a sustentabilidade vem 
aparecendo como um novo tema de interesse e mesmo de necessidade, e os desafios 
inéditos colocados pela crescente concentração humana nas grandes metrópoles se 
tornam agudos, afetando a qualidade de vida de milhões de pessoas e exigindo 
respostas ainda não encontradas. Em meio a todo esse contexto multifacetado e 
multi-referencial, continua-se buscando definir o que será uma arquitetura nacional 
no mundo contemporâneo globalizado. 
 
 
 
A história da arquitetura no Brasil 
Arquitetura indígena no Brasil 
Mesmo sem tecnologias avançadas ou conhecimento técnico profissional, os 
índios brasileiros conseguiram, por anos, fazer construções impressionantes. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brutalismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Constru%C3%A7%C3%A3o_de_Bras%C3%ADlia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Racionalismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metr%C3%B3pole
https://pt.wikipedia.org/wiki/Qualidade_de_vida
https://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o
 9 
 
 
Cada tribo desenvolveu sua própria arte, com suas particularidades em relação 
ao modo de construir, a forma e o tamanho das casas. 
Mas, em comum, todos se apresentaram adeptos a materiais vegetais, sendo 
a sua arquitetura, portanto, vernacular. 
 
Índios Ticuna 
 
Em todo o território brasileiro, ao longo de mais de 510 anos de história, muitas 
tipologias habitacionais indígenas foram registradas. 
As principais construções sempre foram as “malocas”, um tipo de residência 
comunal onde quase toda a tribo mora. 
Já as “ocas” são as casas individuais. 
E todas essas ficam organizadas em aldeias, chamadas de “tabas”. 
 10 
 
 
A maioria dos índios costuma distribuir suas construções de forma ortogonal, 
formando uma grande praça central na aldeia. 
Suas malocas – circulares, elípticas ou retangulares – são divididas 
internamente pela estrutura do telhado em espaços de aproximadamente seis por 
seis metros. 
E no corredor central, próximo à sustentação da cumeeira, fica a área 
reservada para a preparação dos alimentos. 
 
Aldeia Indígena no Brasil 
 11 
 
 
 
Arquitetura no Brasil: Oca Indígena – Povo Cinta Larga 
 
As casas indígenas brasileiras são feitas de estruturas de madeira, que são 
conectadas por sistemas de encaixes. 
Seu fechamento é feito de fibras e folhas, timbó e sapé. E todas as amarrações 
das juntas são com cipós. 
A maioria das unidades fica rente ao solo, mas, em regiões pantanosas, há 
registros de palafitas. 
Tudo é feito pensando na proteção contra chuvas, ventos, ataques de inimigos 
e animais. 
 12 
 
 
 
Arquitetura no Brasil: Formaçãode Aldeia Indígena no Brasil 
 
Arquitetura Colonial no Brasil 
Denomina-se arquitetura colonial no Brasil aquela arquitetura realizada no 
período entre os anos de 1530 e 1830, da chegada dos portugueses à oficialização 
da independência. 
É muito importante o legado artístico dessa época para a arquitetura no Brasil. 
Ele demonstra uma cultura que foi sendo desenvolvida por meio de mão de obra 
escrava e com materiais e condições socioeconômicas bem diferentes da Europa. 
O registro do surgimento das primeiras vilas no Brasil data de 1711. Na época, 
era comum a construção de estruturas em taipa de pilão e de pau-a-pique. 
Mas com a influência cada vez maior dos estrangeiros, logo se adotaram 
também as alvenarias de pedra e de tijolos de adobe. 
Isso permitiu que as estruturas ficassem maiores, com mais pavimentos e pé-
direito alto. 
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arquitetura-colonial/
 13 
 
 
Com a chegada dos Jesuítas, muitas edificações religiosas foram erguidas. 
Elas viriam a ser o destaque das organizações urbanas. 
Já as residências eram mais simples, uniformes, construídas no alinhamento 
das ruas e nos limites dos terrenos. 
Tinham poucas águas, e, às vezes, até calhas e rufos. Seguiam o padrão das 
Cartas Régias fixadas pela Coroa, lembrando as pequenas cidadelas portuguesas. 
 
Arquitetura no Brasil: Sobrado do Brasil Colonial 
 
O período colonial no Brasil pode ser resumido por um rigor métrico. 
As esquadrias se repetiam paralelamente nos pavimentos. As ornamentações 
de palácios e igrejas eram rebuscadas, detalhistas e expressavam as emoções da 
vida e do ser humano. 
Nas fachadas eram comuns perfis de estuque, pseudo-pilastras, sacadas 
inteiriças com ornamentos de ferro forjado – só existiam varandas em casas de 
fazendas. 
Exemplos de arquitetura colonial no Brasil: 
o A Igreja de Santa Rita, em Paraty; 
 14 
 
 
 
Arquitetura no Brasil: Igreja de Santa Rita, Paraty 
o O Pelourinho, em Salvador; 
 
Arquitetura no Brasil: Residências no Pelourinho 
 
 
 
 
 15 
 
 
 
Arquitetura no Brasil: Residências em Paraty 
 
Arquitetura Barroca no Brasil 
No Brasil, é possível ver edifícios coloniais em traços de vários estilos 
europeus, como o Barroco e o Neoclássico. 
A transição de um para o outro é motivo de debate entre especialistas. 
Acontece que os primeiros edifícios de arquitetura sacra do Brasil foram erguidos em 
estilo barroco, na segunda metade do século XVI. 
No início, a arte nacional sofria forte influência da cultura portuguesa. Mas, por 
fim, ela assumiu características próprias. 
Até meados do século XVII, o barroco visto no país, sobretudo na região 
nordeste, estava mais presente em fachadas e frontões. 
A maior produção nacional realmente ocorreu no século XVIII, nas regiões 
auríferas de Minas Gerais – já como certa variação do rococó. As cidades estavam 
ricas e as famílias queriam investir no desenvolvimento da arquitetura. 
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arquitetura-barroca/
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arte-e-arquitetura-sacra/
 16 
 
 
Sem dúvidas, o maior acervo barroco do Brasil está em cidades como Ouro 
Preto, Diamantina, São João Del Rei, Mariana e Santa Bárbara. 
Os artistas dessa região usaram muita madeira, pedra sabão e, é claro, ouro 
para fazer as estátuas e muitas outras ornamentações. 
As pinturas tinham cores fortes, os telhados das edificações, muitas águas, e 
as estruturas das paredes eram feitas de pedra e cal, taipa ou adobe. 
Exemplos da arquitetura barroca no Brasil: 
o As Igrejas de São Francisco em Cairú, Salvador, Rio de Janeiro, Ouro Preto e 
São João Del Rei; 
 
Arquitetura no Brasil: Igreja de São Francisco em Cairú 
 17 
 
 
 
Arquitetura no Brasil: Igreja de São Francisco em Salvador 
 
Arquitetura no Brasil: Igreja de São Francisco em Ouro Preto 
 18 
 
 
o As ruínas de São Miguel, no Rio Grande do Sul; 
o Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em Recife; 
 
Arquitetura no Brasil: Basílica de Nossa Senhora do Carmo em Recife 
 
Arquitetura no Brasil: Santuário do Bom Jesus dos Matosinhos em Congonhas 
 19 
 
 
Arquitetura neoclássica no Brasil 
A arquitetura neoclássica no Brasil foi realizada no período entre 1820 e o final 
do século XIX. 
Na Europa, ela era considerada uma reação aos exageros de estilos como o 
barroco. 
Isso porque muitas de suas características faziam relação ao movimento 
iluminista – com correspondência aos modelos classicistas, grego e romano. E, 
justamente, a colônia portuguesa precisava disso, desse toque de requinte. 
O Rio de Janeiro passa a ser, a partir de 1763, a capital do Império no Novo 
Mundo. 
A cidade recebia uma quantidade enorme de europeus e ainda estava 
abrigando todos os principais serviços administrativos da colônia. Ou seja, ela tinha 
de ter edifícios mais bonitos e uma infraestrutura urbana melhor. 
 
Arquitetura no Brasil: Visão do Rio de Janeiro Colonial – Debret 
 
Com a chegada da Família Real portuguesa, o Rio foi cenário de uma missão 
cultural francesa – que perdurou até 1870. 
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arquitetura-neoclassica/
 20 
 
 
Estiveram em terras brasileiras artistas importantes como Jean Baptiste 
Debret. 
O arquiteto de maior importância na implantação da arquitetura neoclássica foi 
Grandjean de Montigny. 
Mas a divulgação maior do estilo se deu mesmo com a inauguração da Imperial 
Academia, em 1826. 
As edificações neoclássicas brasileiras apresentavam plantas simplificadas, 
como no período anterior. 
Elas eram simétricas; tinham porão alto, platibandas, cornijas e, às vezes, até 
frontões. 
Apresentavam cores suaves. Tinham paredes erguidas com processos 
técnicos avançados. 
Algumas eram revestidas de materiais nobres, como o mármore, ou com 
pinturas a óleo. E as janelas e portas eram envidraçadas. 
 
Exemplos da arquitetura neoclássica no Brasil: 
o O Museu Imperial, em Petrópolis; 
 
Arquitetura no Brasil: Museu Imperial 
 21 
 
 
o O Palácio do Itamarati, a Casa da Marquesa de Santos, a Antiga Alfândega, o 
Palácio Catete, a Imperial Academia de Belas Artes, e a Casa da Moeda, no 
Rio de Janeiro; 
 
Arquitetura no Brasil: Palácio do Itamaraty 
 22 
 
 
 
Arquitetura no Brasil: Palácio Catete 
o O Teatro da Paz, em Belém; 
 23 
 
 
 
Arquitetura no Brasil: Teatro da Paz 
 
Arquitetura eclética no Brasil 
Os neoclassicistas tentaram construir no Brasil edifícios com o maior requinte 
possível. Eles importaram materiais e mão de obra especializada. 
Mas, infelizmente, muito do que fizeram era só um jeito de disfarçar as 
complicações da precariedade dos serviços no país. 
Por isso, não foi possível para a arquitetura colonial, nesse período, 
corresponder ao mesmo nível construtivo existente na Europa. 
A entrada do estilo eclético em território nacional foi gradativa, predominante 
entre o século XIX e as primeiras décadas do século XX. 
Da mesma forma que o neoclassicismo, ele teve influência internacional. 
É considerado uma mistura de estilos do passado, revivendo tudo que foi 
desenvolvido pelos “neos”. 
 24 
 
 
Mas soube aproveitar melhor os avanços da engenharia, incluindo o ferro 
forjado. 
Primeiro a arquitetura eclética no Brasil se manifestou dentro do academicismo 
–outra arte, portanto, propagada pela Imperial Academia. 
Ela teve duas vertentes. O “Beaux-Arts” trabalhava melhor a simetria, os cheios 
e vazios e era ricamente decorativo. 
Já a “Engenharia” aliava função, estrutura e economia. 
O auge do ecletismo no país foi após a proclamação da República, em 1889, 
quando o governo adotou o estilo para a remodelação da capital federal. 
 
Exemplos de arquitetura eclética no Brasil: 
o O Teatro Amazonas, em Manaus; 
 
Arquitetura no Brasil: Teatro Amazonas 
o A Estação da Luz, o Mercado Público e o Teatro Municipal de São Paulo; 
 25 
 
 
 
Arquitetura no Brasil: Mercadão de São Paulo 
 
Arquitetura no Brasil: Teatro Municipal de São Paulo 
 26 
 
 
o O Edifício Ely, em Porto Alegre; 
o O Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o Palácio Tiradentes e o Palácio das 
Laranjeiras, no Rio de Janeiro. 
 
Arquitetura no Brasil: Teatro Municipal do Rio de Janeiro 
 
Arquitetura moderna no Brasil 
O ecletismo brasileiro permaneceu de forma absoluta até o início do século XX, 
deixando pouco espaço para as manifestações de vanguarda, como o Art Nouveau. 
Mas, inevitavelmente, o país não tardaria a aderir ao modernismo, que trouxe 
contribuições importantes para a arquitetura no Brasil. 
Esta era a consequência das grandes inovações tecnológicas surgidas no 
mundo com a explosão da Revolução Industrial, como o concreto armado. 
 27 
 
 
A arquitetura moderna brasileira teve seu ponto alto entre as décadas de 1930 
e 1950. 
Isso só foi possível depois de uma mudança de postura e atitude ética 
comportamental adotada pelos artistas após a Semana de Arte de 1922. 
Foi o momento de afirmar a identidade nacional e de fazer mudanças nos 
hábitos da sociedade. E isso também foi levado para as propostas de outras ciências. 
 
Pintura Moderna: Tarsila do Amaral – Abaporu 
 
Havia uma efervescência cultural, um ufanismo, que levou a busca de uma arte 
diferente. 
No início, a arquitetura adotou uma postura baseada nos preceitos acadêmicos 
e políticos. 
Aliás, o Estado teve papel importante no processo de afirmação do 
modernismo brasileiro, pois patrocinou muitas obras como símbolo de modernidade 
e progresso. 
Os profissionais dessa época imaginavam que o país seria mais bem 
valorizado se fossem descartadas as tradições que até então eram seguidas. 
Tendências internacionais foram importadas. Na arquitetura, as maiores 
influências eram os europeus Mies van der Rohe, Walter Gropius e Le Corbusier. 
Só que o estilo, no Brasil, foi mesmo aceito mais tarde com os trabalhos 
de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. 
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arquitetura-moderna-brasileira/
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/mies-van-der-rohe/
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/le-corbusier/
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/oscar-niemeyer/
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/lucio-costa/
 28 
 
 
Entre os anos 60 e 70, a arquitetura moderna foi uma arma poderosa usada 
pelos governantes brasileiros para demonstrar o progresso e a industrialização do 
país. 
Foi a vez da fundação da nova capital federal e de seus belos edifícios 
modernos. 
A primeira obra de repercussão nacional nesse estilo foi o prédio do MES – o 
Ministério da Educação e Saúde -, cujo projeto foi realizado em 1936. 
Edifícios como esse têm formas geométricas bem definidas, sem ornamentos. 
Suas fachadas demonstram uma separação entre estrutura e vedação. Há o 
uso de pilotis no térreo, panos de vidro contínuos e a presença das artes em murais, 
móveis e jardins. 
 
Arquitetura no Brasil: Ministério da Educação e Saúde 
 
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arquitetura-moderna/
 29 
 
 
Exemplos da arquitetura moderna no Brasil: 
o A “Casa Modernista”, a “Casa de Marx Graf”, a “Casa de Vidro de Lina Bo 
Bardi”, o MASP e o Copan, em São Paulo; 
 
Arquitetura no Brasil: Casa Modernista 
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/casa-modernista/
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/casa-de-vidro-lina-bo-bardi/
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/casa-de-vidro-lina-bo-bardi/
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/masp-lina-bo-bardi/
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/edificio-copan/
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Arquitetura no Brasil: Casa de Vidro 
 
Arquitetura no Brasil: Copan 
o O Conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte; 
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Arquitetura no Brasil: Museu de Arte da Pampulha 
o O Grande Hotel, em Ouro Preto; 
o A “Casa das Canoas”, o Museu de Arte Moderna, e a Associação Brasileira de 
Imprensa, no Rio de Janeiro; 
 
Arquitetura no Brasil: Casa das Canoas 
o O Palácio da Alvorada e o Edifício do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. 
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/casa-das-canoas/
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Arquitetura no Brasil: Palácio da Alvorada 
(…) Fui talvez o primeiro a dizer francamente que o funcionalismo ortodoxo 
não me interessava e que a beleza era também uma função, e das mais importantes 
na arquitetura. 
Na verdade, o ângulo reto nunca me entusiasmou, nem as formas rígidas e 
repetidas dos primeiros anos da arquitetura contemporânea. A curva me atrai 
intensamente com a sua sensualidade barroca, e a nossa tradição colonial e o próprio 
concreto armado, a sugerem e recomendam. 
– Oscar Niemeyer. 
 
 
Arquitetura contemporânea no Brasil 
A arquitetura contemporânea no Brasil passou a ser produzida a partir dos 
anos 80, depois do período pós-modernista, e permanece nos dias de hoje. 
Ela não se assimila integralmente a nenhum dos modelos previamente 
conhecidos. Na verdade, ela envolve diferentes tendências e técnicas utilizadas 
atualmente. 
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arquitetura-contemporanea/
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Ou seja, não há uma linguagem única e cada artista tem sua forma de 
reinterpretar o passado. 
Todos podem fazer releituras dos elementos e empregá-los de acordo com 
seus próprios estilos. Não existem obrigatoriedades quanto à expressão. 
A única coisa em comum é a vontade de alinhar, nas propostas, a questão do 
conforto ambiental com os processos de racionalização. 
Os arquitetos fazem produtos mais interessantes aos olhos, e também mais 
práticos, funcionais, econômicos e sustentáveis. 
A arquitetura contemporânea – não só no Brasil, mas no exterior – costuma 
apresentar um formato comum, com pisos abertos e janelas de grandes dimensões. 
Sua estrutura e revestimentos costumam ser feitos de materiais mais naturais, 
reutilizáveis e menos tóxicos, de igual exuberância dos industrializados. 
Nota-se que os profissionais privilegiam muito o design orgânico e a economia 
verde. 
 
Profissionais e empresas que desenvolvem projetos de arquitetura 
contemporânea no Brasil: 
o Ruy Ohtake; 
 
Arquitetura no Brasil: Casa Valinhos, de Ruy Ohtake 
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/ruy-ohtake/
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o Marcio Kogan e Studio MK27; 
 
Arquitetura no Brasil: Studio MK27 
o Brasil Arquitetura; 
 
Arquitetura no Brasil: Brasil Arquitetura 
 
https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/marcio-kogan/
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Escultura no Brasil 
 
Ao falar em escultura brasileira pensamos logo em “Aleijadinho”, que se 
destacou com as imagens sacras e é o maior representante do barroco do nosso país. 
 
Biografia aleijadinho 
Antônio Francisco Lisboa, O Aleijadinho, nasceu na cidademineira de Vila 
Rica, atual Ouro Preto. Há controvérsias sobre sua data de nascimento, mas a maioria 
dos pesquisadores dizem que ele nasceu em 29 de agosto de 1730. 
Filho do português Manuel Francisco Lisboa, mestre de carpintaria, que 
chegou a Minas Gerais em 1728, e de uma escrava chamada Isabel. 
Aleijadinho estudou as primeiras letras, latim e música com alguns padres de 
Vila Rica. Aprendeu a esculpir ainda criança, observando o trabalho de seu pai que 
esculpiu em madeira uma grande quantidade de imagens religiosas. 
 
Suposto retrato de Aleijadinho por Euclásio Ventura 
Na segunda metade do século XVIII, graças ao ouro, surgiram as ricas 
construções em pedra e alvenaria. 
https://www.todamateria.com.br/aleijadinho/
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Foi nessa época, quando Minas Gerais liderava o movimento artístico da 
colônia, que Aleijadinho desenvolveu sua atividade de arquiteto e escultor. 
Foi difícil obter o reconhecimento de seu talento, pois na época, não se 
perdoava a condição de mestiço. Muitos de seus trabalhos foram feitos para 
confrarias e irmandades de brancos. 
Por conta de sua condição, não lhe foi permitido assinar nem sua obra nem os 
livros de registro de pagamentos. 
Quando sua fama, apesar de tudo, chegou a outras cidades e sua obra se 
encontrava em pleno esplendor, a doença o atacou. Lepra ou sífilis, não se sabe ao 
certo, deformou seus pés e mãos. 
Entretanto, mesmo doente, ele não abandonou sua arte. Assim, quando suas 
mãos se deformaram por completo, atou-as com uma correia de couro para segurar 
o cinzel, o martelo e a régua. 
Aleijadinho faleceu no dia 18 de novembro de 1814 em sua cidade natal. Seu 
corpo foi sepultado na Matriz de Antônio Dias, junto ao altar da Confraria de Nossa 
Senhora da Boa Morte. 
Obras e características 
A maior parte das obras de Aleijadinho tem como tema central a religiosidade. 
As imagens sacras que produziu se caracterizam pela cores, leveza, simplicidade e 
dinamismo. 
Grande parte de sua obra encontra-se nas cidades mineiras de Ouro Preto 
(antiga Vila Rica), Tiradentes, São João del Rei, Mariana, Sabará e Congonhas do 
Campo. 
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos 
Algumas obras escultóricas que produziu estão no Santuário do Bom Jesus de 
Matosinhos, em Congonha do Campo. A planta do local imita o santuário de Bom 
Jesus de Braga, em Portugal. 
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Santuário do Bom Jesus de Matosinhos 
Nesse Santuário, merecem destaque as representações da "Via Sacra". As 
cenas da Paixão de Cristo são formadas por 66 figuras, todas de cedro, em tamanho 
natural. Podemos encontrar essas obras dispostas nas sete capelas da rampa do 
Santuário do Bom Jesus de Matosinhos: 
 
Jesus escarnecido pelos soldados romanos, 1796-1799 
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Jesus carregando a cruz, 1796-1799 
 
A crucificação de Jesus, 1796-1799 
 
Os Profetas 
Além dessas obras, no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos encontramos 
algumas esculturas emblemáticas de Aleijadinho, as quais estão localizadas no adro 
do Santuário. 
O conjunto conhecido como os "doze profetas" foi produzido entre os anos de 
1794 a 1804. Aleijadinho representou Amós, Abdias, Jonas, Baruque, Isaías, Daniel, 
Jeremias, Oseias, Ezequiel, Joel, Habacuque e Naum. 
Assim, o adro do Santuário, em forma de terraço, é ornado por 12 estátuas dos 
profetas um pouco maiores que o tamanho natural. As formas imitam os trajes da 
época dos profetas, segundo as gravuras bíblicas. 
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As estátuas dos profetas foram feitas de pedra-sabão, abundante na região do 
ouro. Esse material foi largamente utilizado por Aleijadinho também em umbrais e 
medalhões de frontispícios. 
 
Profetas de Aleijadinho 
Igreja de São Francisco de Assis 
A Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, é considerada uma obra 
prima do barroco brasileiro. Sua construção foi iniciada em 1776 e concluída em 1794. 
Além de elementos do barroco, é notória a influência do estilo rococó. 
 
Fachada da Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto, Minas Gerais 
https://www.todamateria.com.br/rococo/
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Aleijadinho traçou a planta, elaborou a talha e a escultura do frontispício. Fez 
dois púlpitos, nos quais esculpiu figuras de santos. 
Produziu também a pia batismal, as imagens de três pessoas da Santíssima 
Trindade e os dois anjos que adornam o altar principal. A fachada é adornada por um 
medalhão onde se insere a imagem de São Francisco de Assis. 
A escultura barroca, influenciada pela expressão europeia, era rebuscada e 
rica em detalhes. Antes dela, porém, não podemos deixar de citar a arte indígena, 
que embora não tenha deixado muitos registros, tinha como função o culto religioso 
e retratava especialmente animais. 
 
Detalhe de um dos doze profetas, de Aleijadinho. 
O primeiro escultor brasileiro de que se tem notícia, porém, é o Frei Agostinho 
de Jesus que se acredita ser o autor da imagem de Nossa Senhora da Aparecida que 
foi encontrada por pescadores e fez surgir à devoção à então padroeira do Brasil. 
O Modernismo, por sua vez, abriu espaço para a criatividade. Nessa época, a 
escultura assume características de abstracionismo que se consolidam a partir da 
década de 50. 
• Escultura Antiga 
Escultura Egípcia 
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A escultura egípcia se ocupava especialmente da figura do Faraó, a qual se 
acreditava que abrigava a sua alma, uma vez que substituía o corpo que ia se 
decompondo. 
 
As esculturas egípcias apresentam-se de forma estática, com braços 
estendidos, pés unidos e isentas de qualquer expressão facial. 
 
Escultura Grega 
Os gregos se inspiraram na arte egípcia até criar exclusivamente a sua própria 
arte, a qual foi bastante copiada - especialmente pelos romanos - em decorrência do 
destaque alcançado com a representação humana, que era proporcionalmente 
equilibrada, perfeita e idealista. 
As figuras representadas não apresentavam imperfeições verdadeiras, 
assumindo assim, um caráter divinal ou sublime. 
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Ao passo que as esculturas egípcias apresentam-se de forma estática, as 
esculturas gregas ganharam movimento. Evoluindo, elas começaram a mostrar os 
músculos do corpo humano e depois o movimento leve dos braços. 
 
Escultura Romana 
A escultura romana herdou da escultura grega a sua perfeição, mas assumiu 
um caráter mais realista - em vez de idealista - das formas. 
Além da sua contribuição pelas obras originais - consideradas as mais belas 
da Antiguidade - os romanos copiaram obras-primas gregas e, felizmente por isso, 
elas sobrevivem até nossos dias, visto que os originais gregos se perderam. 
Um desses exemplos pode ser visto no Museu Arqueológico de Nápoles; trata-
se da escultura em mármore de Orestes e Eletra, feita no século I a.C. 
Essas cópias, porém, variavam conforme a habilidade do artista que as 
esculpia. Na verdade, havia uma escola específica para a cópia da escultura grega. 
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Quando a escultura romana começa a buscar novas formas de expressão, 
afasta-se das raízes gregas. Assim, a partir do século I os artistas alcançam um 
caráter mais realista mediante a técnica de luz e sombra. 
 
É na área da escultura facial que a escultura romana se destaca. Acredita-se 
que ela tenha se desenvolvido na tradição dos bustos das pessoas falecidas que, 
realistas, retratavam a imperfeição, bem como as marcas de envelhecimento dos 
falecidos. 
No entanto, o “retrato” das pessoas de elite continuavam sendo idealizados: os 
homens eram retratados com a sua juventude e as mulheres com bonitos penteados; 
os imperadoreseram idealizados numa tentativa de aproximá-los ao divino. 
 
 
Arquitetura e artes em Minas Gerais 
 
http://www.visiteminas.com/wp-content/uploads/2014/02/Casca-parabol%C3%B3ide-de-concreto-armado.jpg
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Arquitetura e artes em Minas Gerais 
Um dos mais importantes acervos artísticos e arquitetônicos do Brasil colonial 
está abrigado nas cidades mineiras, destacando-se Ouro Preto, Mariana, Diamantina, 
Congonhas, Tiradentes, Sabará e São João del-Rei. 
O arquiteto e escultor Antônio Francisco Lisboa, conhecido por Aleijadinho, é 
o nome mais importante do barroco mineiro, tanto por esculturas avulsas quanto por 
realizações de maior vulto, como os profetas em pedra sabão e os passos da Paixão 
em Congonhas e a concepção arquitetônica de igrejas como a de São Francisco de 
Assis em Ouro Preto. Suas obras estão presentes em diversas cidades da região do 
ouro. 
Também no século XVIII, o pintor Manuel da Costa Ataíde destacou-se pela 
ornamentação em estilo rococó de forros das igrejas da região do ouro. Sua obra mais 
importante é a pintura em perspectiva Glorificação da Virgem, na igreja São Francisco 
de Assis em Ouro Preto.E também as artes são demais. 
Minas Gerais é um dos estados com maior número de museus do país, 
dedicados não apenas à história mineira, mas também às artes e às ciências. 
Destacam-se o Museu Mariano Procópio, o primeiro fundado no estado, Museu da 
Inconfidência, com importante acervo do século XVIII, Museu de Arte da Pampulha, 
Museu do Escravo em Belo Vale, o único museu dedicado à cultura negra no Brasil, 
Museu de Arte Sacra, em Mariana, com um dos maiores acervos do país, Museu da 
Música de Mariana, com acervo de documentos musicais sacros e profanos dos 
séculos XVIII ao XX e o Centro Cultural Amilcar de Castro, em Paraisópolis. 
 
 
 
 
 
 
 
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CONCLUSÃO 
 
 
Ao longo da história humana, várias civilizações levantaram os mais variados 
monumentos, muitos deles são considerados verdadeiras obras da arquitetura, visto 
que empreenderam técnicas ousadas e muito estudo. Entre esses monumentos que 
denotam belos exemplares do que a arquitetura pode produzir. 
A arquitetura no Brasil , assim como a música, a literatura, o idioma e também 
algumas convenções sociais, é um dos aspectos mais marcantes de uma 
determinada sociedade. A arquitetura, além de também ser considerada uma arte, 
traz com ela aspectos que informam muito sobre as questões sociais dentro de uma 
civilização. Não por acaso, diante de tanta relevância social e cultural, a arquitetura 
configura também uma profissão muito importante. 
Sendo assim, a arquitetura, como uma ação humana, existe desde que o 
homem passou a procurar abrigos para se proteger das distintas condições climáticas 
e de temperatura. Sendo assim, a arquitetura é uma área que se ocupa com a 
organização do espaço e dos elementos que o constituem. Devido a essa 
característica, é possível aferir que a arquitetura engloba as mais diversas áreas do 
conhecimento humano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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