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1 PANORAMA DA ARQUITETURA E DA ESCULTURA NO BRASIL E EM MINAS GERAIS. 2 Sumário PANORAMA DA ARQUITETURA E DA ESCULTURA NO BRASIL E EM MINAS GERAIS. 1 NOSSA HISTÓRIA 3 INTRODUÇÃO 4 Arquitetura do Brasil 5 A história da arquitetura no Brasil 8 Escultura no Brasil 35 Arquitetura e artes em Minas Gerais 43 CONCLUSÃO 45 REFERENCIAS 46 file://///192.168.0.2/V/Pedagogico/EDUCAÇÃO/ENSINO%20DE%20ARTES/PANORAMA%20DA%20ARQUITETURA%20E%20DA%20ESCULTURA%20NO%20BRASIL%20E%20EM%20MINAS%20GERAIS/PANORAMA%20DA%20ARQUITETURA%20E%20DA%20ESCULTURA%20NO%20BRASIL%20E%20EM%20MINAS%20GERAIS..docx%23_Toc125978672 file://///192.168.0.2/V/Pedagogico/EDUCAÇÃO/ENSINO%20DE%20ARTES/PANORAMA%20DA%20ARQUITETURA%20E%20DA%20ESCULTURA%20NO%20BRASIL%20E%20EM%20MINAS%20GERAIS/PANORAMA%20DA%20ARQUITETURA%20E%20DA%20ESCULTURA%20NO%20BRASIL%20E%20EM%20MINAS%20GERAIS..docx%23_Toc125978672 3 NOSSA HISTÓRIA A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior. O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade, transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de publicações e/ou outras normas de comunicação. Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade. 4 INTRODUÇÃO A arquitetura indígena possuía uma expressão em suas habitações, denominada oca. Essa estrutura feita de madeira era coberta com palha ou folhas de palmeira, sem divisões internas que eram de uso coletivo. A arquitetura ainda é presente nos dias de hoje entre os povos indígenas no norte do Brasil, mas não teve influência na tradição arquitetônica brasileira. Esse modelo vem recebendo, no entanto, atenção de alguns arquitetos para a alternativa ecológica do problema habitacional contemporâneo. Durante o período colonial a arquitetura predominante era tardo-renascentista, com grande regularidade, solidez e austeridade externa. Com o tempo, a colonização avançava e com isso a sociedade aumentava sua independência cultural, planejando estruturas mais elaboradas. A arquitetura civil era sempre simples, econômica e adaptável, tendo em primeiro objetivo a funcionalidade. Posteriormente, o barroco se disseminou aumentando a qualidade e a ornamentação dramática. Principalmente quanto às igrejas, passou-se a se preocupar mais com o luxo, surgindo de maneira torta, mas sem dar tanta atenção às estruturas residência. O que transformou a arquitetura, foi a transferência da corte de Dom João VI para o Brasil, quando o arquiteto Auguste-Henri-Victor Grandjean de Montigny chegou ao Brasil introduzindo o Neoclassicismo. Em seguida foram trazidos o Art Noveau e o Art Deco de forma mais restrita e, com a Semana da Arte Moderna, o modernismo também ganhou seu espaço. Com Niemeyer, alguns anos depois, a arquitetura brasileira ganha visibilidade mundial, quando ele construiu o conjunto da Pampulha em Belo Horizonte. A partir de então construíram-se diversas estruturas que foram moldando a arquitetura. 5 Arquitetura do Brasil A arquitetura do Brasil desenvolveu a maior parte de sua história sob inspiração europeia. Território conquistado por povos indígenas, que praticamente não possuíam arquitetura a não ser a habitacional, e, mesmo assim, de caráter tradicional, mais ou menos imutável, ao receber os conquistadores portugueses, o Brasil passou a integrar uma cultura nova. Transformado em uma colônia destinada à exploração, ao longo de séculos o Brasil sustentou parte significativa do florescimento político, econômico e cultural português. Muitos conquistadores acabariam se enraizando, criando uma cultura com características progressivamente originais, embora sempre dependendo dos usos e costumes da metrópole portuguesa, a fonte ou o filtro de todas as referências. Apesar dessa estreita dependência, a arquitetura civil foi sempre a expressão mais livre e descompromissada, buscando antes a satisfação de necessidades básicas do que o luxo e o conforto, abrindo-se ao improviso e a materiais da terra, e mesmo a alguma influência de hábitos indígenas, e, por isso, é a parte mais diversificada do conjunto. https://pt.wikipedia.org/wiki/Povos_ind%C3%ADgenas_do_Brasil https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_civil 6 A cultura brasileira, especialmente a da elite, durante muitos séculos, foi a cultura do provisório, predominando a ideia de que a vida que realmente importava e valia a pena viver era em Portugal. Para lá, seguia a maior parte das riquezas, requisitadas pela Coroa ou pela nobreza, e lá se ancoravam os projetos de futuro, vivendo-se na colônia com o menor gasto possível. Mesmo os edifícios públicos, como as Casas de Câmara e os palácios de governo, ou os palacetes de grandes senhores, eram pobres e acanhados em comparação a congêneres europeus. Situação diferente foi a da arquitetura sacra. Mesmo que se entendesse o Brasil como um bem a ser explorado com os olhos postados na Europa, a colonização também significou a formação de uma população nova, no início flutuante, mas crescentemente radicada. Para esse povo, era preciso dar assistência religiosa, e os índios também precisavam ser salvos para Cristo, na óptica dos colonizadores católicos, para quem a religião tinha importância central, determinando muito do estilo de vida da época. Para cumprir aquelas metas, a Coroa enviou inúmeros missionários, e, com o tempo, fundaram-se mosteiros e igrejas. Paralelamente, a Igreja patrocinou a construção de muitos colégios, hospitais e outras estruturas. Como os religiosos em geral se distinguiam pela sua boa formação cultural, sendo muitos deles artistas de primeira linha, acabaram praticamente por monopolizar os projetos de arquitetura de grande porte pelo menos até o século XIX, encarregando-se também da decoração interna. O litoral brasileiro, a região que concentrou a urbanização, possui ainda um rico acervo de arquitetura religiosa colonial, com muitos exemplares de grande significado e beleza. Além disso, toda vila interiorana tinha pelo menos uma capela; muitas delas tinham mais, cujas irmandades, da mesma forma que nas cidades grandes, rivalizavam na ostentação de pompa e luxo até onde as condições locais permitissem. Esse espírito ostensivamente decorativo foi uma característica típica e marcante do estilo Barroco, que predominou durante a maior parte do período colonial, assimilando, em sua fase derradeira, traços do Rococó. O estilo encontrou sua manifestação mais interessante na arquitetura sacra da região de Minas Gerais, considerada por muitos autores como a primeira síntese erudita tipicamente brasileira. Entre fins do século XVIII e meadosdo século XIX, a arquitetura passou a mostrar os traços do Neoclassicismo, segundo padrões franceses, primando pela regularidade e simplicidade de linhas e pela economia decorativa, mas foi uma escola https://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_brasileira https://pt.wikipedia.org/wiki/Portugal https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_sacra https://pt.wikipedia.org/wiki/Europa https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristo https://pt.wikipedia.org/wiki/Barroco https://pt.wikipedia.org/wiki/Rococ%C3%B3 https://pt.wikipedia.org/wiki/Minas_Gerais https://pt.wikipedia.org/wiki/Neoclassicismo 7 que deixou escasso legado em suas formas mais puras, tornando-se mais frutífera à medida em que se combinava, no fim do século, a elementos românticos e historicistas, e a um gosto renovado pela decoração abundante, formando-se uma fértil escola eclética, que deixou grande número de imponentes edifícios nas maiores capitais e se disseminou até entre os mais distantes povoados em suas versões populares. Num tempo em que a influência da religião estava em declínio e a cultura laica se afirmava, essa expansão foi favorecida pela crescente profissionalização dos arquitetos e pela multiplicação de escolas, e também pelos avanços nos meios de comunicação e transporte, pela formação de uma nova ideia de conforto habitacional e de urbanismo, por novos conceitos de higiene e novos hábitos de socialização. Além disso, a industrialização em passo acelerado desenvolvia novos materiais que facilitavam o trabalho, o barateavam, ou possibilitavam inovações técnicas e formais, verificando-se, a partir de então, progressiva verticalização das cidades e o desenvolvimento de projetos urbanísticos e arquitetônicos de envergadura inédita. A partir da segunda década do século XX, tornou-se cada vez mais influente a escola modernista, outra vez uma importação basicamente estrangeira, embora seus cultivadores locais tivessem entre suas ambições a busca e caracterização de uma identidade singular para a arquitetura brasileira, num período em que até mesmo o governo se preocupava em consolidar, objetiva e sistematicamente, um senso de brasilidade genuína na cultura nacional, embora o resultado fosse em boa parte estereotipado e proselitista, como sugere o surgimento, nesta altura, da influente corrente Neocolonial, que entendia a arquitetura barroca como a mais intimamente ligada à identidade e às tradições do país, um de muitos "Neos" que apareciam por então de forma mais ou menos independente. Essas correntes ornamentais e historicistas se dissolveriam em breve pelas rápidas mudanças na civilização em escala mundial, que encontraram uma expressão arquitetônica na enxuta, sólida, funcional e arrojada escola Déco, que teve ampla receptividade até os anos 1940 e se contrapôs ao que então era visto como excesso ornamental e irracionalidade prevalentes ao longo do Ecletismo, possibilitando um rápido florescimento do Modernismo. Este, consagrado em todos os níveis entre as décadas de 50 e 70, desenvolveu muitas ramificações, entre as quais se destacaram, pela preferência oficial, primeiro a escola do celebrado Le Corbusier, e depois uma https://pt.wikipedia.org/wiki/Romantismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Historicismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_ecl%C3%A9tica https://pt.wikipedia.org/wiki/Urbanismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Modernista https://pt.wikipedia.org/wiki/Estere%C3%B3tipo https://pt.wikipedia.org/wiki/Proselitismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Neocolonial https://pt.wikipedia.org/wiki/Art_D%C3%A9co https://pt.wikipedia.org/wiki/Modernismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Le_Corbusier 8 derivação brutalista. Rapidamente adotado como estética oficial, o Modernismo produziu exemplares notáveis em muitas grandes cidades, sendo coroado pela construção de Brasília, considerada por muitos críticos como a expressão mais vasta, pura e integrada do Modernismo arquitetônico brasileiro, que atestava ali, em escala monumental, sua originalidade. Os projetos modernistas se pautavam pelo racionalismo, pela assimetria, pelas linhas simples e geométricas, pela economia decorativa e por uma íntima integração entre forma e função, privilegiando entre os materiais o concreto, o aço e o vidro, e tendo, além disso, muitas vezes, um fundo ético e uma proposta social integradora, mas que, de fato, veio a revelar contradições e acabou sendo ultrapassado, como foram todas as correntes culturais anteriores numa sociedade em perene mudança. Em anos mais recentes, a arquitetura brasileira continua uma trajetória que, desde o Modernismo, é respeitada e dialoga internacionalmente, tem encontrado espaço de estudo em muitas universidades com cursos de graduação e pós- graduação, possui muitos fóruns de discussão de alto nível, e a produção escrita crítica e técnica aumenta sem parar. Pesquisa-se novos materiais, reinterpreta-se com plena liberdade linguagens vernáculas e vanguardistas, a sustentabilidade vem aparecendo como um novo tema de interesse e mesmo de necessidade, e os desafios inéditos colocados pela crescente concentração humana nas grandes metrópoles se tornam agudos, afetando a qualidade de vida de milhões de pessoas e exigindo respostas ainda não encontradas. Em meio a todo esse contexto multifacetado e multi-referencial, continua-se buscando definir o que será uma arquitetura nacional no mundo contemporâneo globalizado. A história da arquitetura no Brasil Arquitetura indígena no Brasil Mesmo sem tecnologias avançadas ou conhecimento técnico profissional, os índios brasileiros conseguiram, por anos, fazer construções impressionantes. https://pt.wikipedia.org/wiki/Brutalismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Constru%C3%A7%C3%A3o_de_Bras%C3%ADlia https://pt.wikipedia.org/wiki/Racionalismo https://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade https://pt.wikipedia.org/wiki/Metr%C3%B3pole https://pt.wikipedia.org/wiki/Qualidade_de_vida https://pt.wikipedia.org/wiki/Globaliza%C3%A7%C3%A3o 9 Cada tribo desenvolveu sua própria arte, com suas particularidades em relação ao modo de construir, a forma e o tamanho das casas. Mas, em comum, todos se apresentaram adeptos a materiais vegetais, sendo a sua arquitetura, portanto, vernacular. Índios Ticuna Em todo o território brasileiro, ao longo de mais de 510 anos de história, muitas tipologias habitacionais indígenas foram registradas. As principais construções sempre foram as “malocas”, um tipo de residência comunal onde quase toda a tribo mora. Já as “ocas” são as casas individuais. E todas essas ficam organizadas em aldeias, chamadas de “tabas”. 10 A maioria dos índios costuma distribuir suas construções de forma ortogonal, formando uma grande praça central na aldeia. Suas malocas – circulares, elípticas ou retangulares – são divididas internamente pela estrutura do telhado em espaços de aproximadamente seis por seis metros. E no corredor central, próximo à sustentação da cumeeira, fica a área reservada para a preparação dos alimentos. Aldeia Indígena no Brasil 11 Arquitetura no Brasil: Oca Indígena – Povo Cinta Larga As casas indígenas brasileiras são feitas de estruturas de madeira, que são conectadas por sistemas de encaixes. Seu fechamento é feito de fibras e folhas, timbó e sapé. E todas as amarrações das juntas são com cipós. A maioria das unidades fica rente ao solo, mas, em regiões pantanosas, há registros de palafitas. Tudo é feito pensando na proteção contra chuvas, ventos, ataques de inimigos e animais. 12 Arquitetura no Brasil: Formaçãode Aldeia Indígena no Brasil Arquitetura Colonial no Brasil Denomina-se arquitetura colonial no Brasil aquela arquitetura realizada no período entre os anos de 1530 e 1830, da chegada dos portugueses à oficialização da independência. É muito importante o legado artístico dessa época para a arquitetura no Brasil. Ele demonstra uma cultura que foi sendo desenvolvida por meio de mão de obra escrava e com materiais e condições socioeconômicas bem diferentes da Europa. O registro do surgimento das primeiras vilas no Brasil data de 1711. Na época, era comum a construção de estruturas em taipa de pilão e de pau-a-pique. Mas com a influência cada vez maior dos estrangeiros, logo se adotaram também as alvenarias de pedra e de tijolos de adobe. Isso permitiu que as estruturas ficassem maiores, com mais pavimentos e pé- direito alto. https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arquitetura-colonial/ 13 Com a chegada dos Jesuítas, muitas edificações religiosas foram erguidas. Elas viriam a ser o destaque das organizações urbanas. Já as residências eram mais simples, uniformes, construídas no alinhamento das ruas e nos limites dos terrenos. Tinham poucas águas, e, às vezes, até calhas e rufos. Seguiam o padrão das Cartas Régias fixadas pela Coroa, lembrando as pequenas cidadelas portuguesas. Arquitetura no Brasil: Sobrado do Brasil Colonial O período colonial no Brasil pode ser resumido por um rigor métrico. As esquadrias se repetiam paralelamente nos pavimentos. As ornamentações de palácios e igrejas eram rebuscadas, detalhistas e expressavam as emoções da vida e do ser humano. Nas fachadas eram comuns perfis de estuque, pseudo-pilastras, sacadas inteiriças com ornamentos de ferro forjado – só existiam varandas em casas de fazendas. Exemplos de arquitetura colonial no Brasil: o A Igreja de Santa Rita, em Paraty; 14 Arquitetura no Brasil: Igreja de Santa Rita, Paraty o O Pelourinho, em Salvador; Arquitetura no Brasil: Residências no Pelourinho 15 Arquitetura no Brasil: Residências em Paraty Arquitetura Barroca no Brasil No Brasil, é possível ver edifícios coloniais em traços de vários estilos europeus, como o Barroco e o Neoclássico. A transição de um para o outro é motivo de debate entre especialistas. Acontece que os primeiros edifícios de arquitetura sacra do Brasil foram erguidos em estilo barroco, na segunda metade do século XVI. No início, a arte nacional sofria forte influência da cultura portuguesa. Mas, por fim, ela assumiu características próprias. Até meados do século XVII, o barroco visto no país, sobretudo na região nordeste, estava mais presente em fachadas e frontões. A maior produção nacional realmente ocorreu no século XVIII, nas regiões auríferas de Minas Gerais – já como certa variação do rococó. As cidades estavam ricas e as famílias queriam investir no desenvolvimento da arquitetura. https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arquitetura-barroca/ https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arte-e-arquitetura-sacra/ 16 Sem dúvidas, o maior acervo barroco do Brasil está em cidades como Ouro Preto, Diamantina, São João Del Rei, Mariana e Santa Bárbara. Os artistas dessa região usaram muita madeira, pedra sabão e, é claro, ouro para fazer as estátuas e muitas outras ornamentações. As pinturas tinham cores fortes, os telhados das edificações, muitas águas, e as estruturas das paredes eram feitas de pedra e cal, taipa ou adobe. Exemplos da arquitetura barroca no Brasil: o As Igrejas de São Francisco em Cairú, Salvador, Rio de Janeiro, Ouro Preto e São João Del Rei; Arquitetura no Brasil: Igreja de São Francisco em Cairú 17 Arquitetura no Brasil: Igreja de São Francisco em Salvador Arquitetura no Brasil: Igreja de São Francisco em Ouro Preto 18 o As ruínas de São Miguel, no Rio Grande do Sul; o Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em Recife; Arquitetura no Brasil: Basílica de Nossa Senhora do Carmo em Recife Arquitetura no Brasil: Santuário do Bom Jesus dos Matosinhos em Congonhas 19 Arquitetura neoclássica no Brasil A arquitetura neoclássica no Brasil foi realizada no período entre 1820 e o final do século XIX. Na Europa, ela era considerada uma reação aos exageros de estilos como o barroco. Isso porque muitas de suas características faziam relação ao movimento iluminista – com correspondência aos modelos classicistas, grego e romano. E, justamente, a colônia portuguesa precisava disso, desse toque de requinte. O Rio de Janeiro passa a ser, a partir de 1763, a capital do Império no Novo Mundo. A cidade recebia uma quantidade enorme de europeus e ainda estava abrigando todos os principais serviços administrativos da colônia. Ou seja, ela tinha de ter edifícios mais bonitos e uma infraestrutura urbana melhor. Arquitetura no Brasil: Visão do Rio de Janeiro Colonial – Debret Com a chegada da Família Real portuguesa, o Rio foi cenário de uma missão cultural francesa – que perdurou até 1870. https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arquitetura-neoclassica/ 20 Estiveram em terras brasileiras artistas importantes como Jean Baptiste Debret. O arquiteto de maior importância na implantação da arquitetura neoclássica foi Grandjean de Montigny. Mas a divulgação maior do estilo se deu mesmo com a inauguração da Imperial Academia, em 1826. As edificações neoclássicas brasileiras apresentavam plantas simplificadas, como no período anterior. Elas eram simétricas; tinham porão alto, platibandas, cornijas e, às vezes, até frontões. Apresentavam cores suaves. Tinham paredes erguidas com processos técnicos avançados. Algumas eram revestidas de materiais nobres, como o mármore, ou com pinturas a óleo. E as janelas e portas eram envidraçadas. Exemplos da arquitetura neoclássica no Brasil: o O Museu Imperial, em Petrópolis; Arquitetura no Brasil: Museu Imperial 21 o O Palácio do Itamarati, a Casa da Marquesa de Santos, a Antiga Alfândega, o Palácio Catete, a Imperial Academia de Belas Artes, e a Casa da Moeda, no Rio de Janeiro; Arquitetura no Brasil: Palácio do Itamaraty 22 Arquitetura no Brasil: Palácio Catete o O Teatro da Paz, em Belém; 23 Arquitetura no Brasil: Teatro da Paz Arquitetura eclética no Brasil Os neoclassicistas tentaram construir no Brasil edifícios com o maior requinte possível. Eles importaram materiais e mão de obra especializada. Mas, infelizmente, muito do que fizeram era só um jeito de disfarçar as complicações da precariedade dos serviços no país. Por isso, não foi possível para a arquitetura colonial, nesse período, corresponder ao mesmo nível construtivo existente na Europa. A entrada do estilo eclético em território nacional foi gradativa, predominante entre o século XIX e as primeiras décadas do século XX. Da mesma forma que o neoclassicismo, ele teve influência internacional. É considerado uma mistura de estilos do passado, revivendo tudo que foi desenvolvido pelos “neos”. 24 Mas soube aproveitar melhor os avanços da engenharia, incluindo o ferro forjado. Primeiro a arquitetura eclética no Brasil se manifestou dentro do academicismo –outra arte, portanto, propagada pela Imperial Academia. Ela teve duas vertentes. O “Beaux-Arts” trabalhava melhor a simetria, os cheios e vazios e era ricamente decorativo. Já a “Engenharia” aliava função, estrutura e economia. O auge do ecletismo no país foi após a proclamação da República, em 1889, quando o governo adotou o estilo para a remodelação da capital federal. Exemplos de arquitetura eclética no Brasil: o O Teatro Amazonas, em Manaus; Arquitetura no Brasil: Teatro Amazonas o A Estação da Luz, o Mercado Público e o Teatro Municipal de São Paulo; 25 Arquitetura no Brasil: Mercadão de São Paulo Arquitetura no Brasil: Teatro Municipal de São Paulo 26 o O Edifício Ely, em Porto Alegre; o O Teatro Municipal do Rio de Janeiro, o Palácio Tiradentes e o Palácio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Arquitetura no Brasil: Teatro Municipal do Rio de Janeiro Arquitetura moderna no Brasil O ecletismo brasileiro permaneceu de forma absoluta até o início do século XX, deixando pouco espaço para as manifestações de vanguarda, como o Art Nouveau. Mas, inevitavelmente, o país não tardaria a aderir ao modernismo, que trouxe contribuições importantes para a arquitetura no Brasil. Esta era a consequência das grandes inovações tecnológicas surgidas no mundo com a explosão da Revolução Industrial, como o concreto armado. 27 A arquitetura moderna brasileira teve seu ponto alto entre as décadas de 1930 e 1950. Isso só foi possível depois de uma mudança de postura e atitude ética comportamental adotada pelos artistas após a Semana de Arte de 1922. Foi o momento de afirmar a identidade nacional e de fazer mudanças nos hábitos da sociedade. E isso também foi levado para as propostas de outras ciências. Pintura Moderna: Tarsila do Amaral – Abaporu Havia uma efervescência cultural, um ufanismo, que levou a busca de uma arte diferente. No início, a arquitetura adotou uma postura baseada nos preceitos acadêmicos e políticos. Aliás, o Estado teve papel importante no processo de afirmação do modernismo brasileiro, pois patrocinou muitas obras como símbolo de modernidade e progresso. Os profissionais dessa época imaginavam que o país seria mais bem valorizado se fossem descartadas as tradições que até então eram seguidas. Tendências internacionais foram importadas. Na arquitetura, as maiores influências eram os europeus Mies van der Rohe, Walter Gropius e Le Corbusier. Só que o estilo, no Brasil, foi mesmo aceito mais tarde com os trabalhos de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa. https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arquitetura-moderna-brasileira/ https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/mies-van-der-rohe/ https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/le-corbusier/ https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/oscar-niemeyer/ https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/lucio-costa/ 28 Entre os anos 60 e 70, a arquitetura moderna foi uma arma poderosa usada pelos governantes brasileiros para demonstrar o progresso e a industrialização do país. Foi a vez da fundação da nova capital federal e de seus belos edifícios modernos. A primeira obra de repercussão nacional nesse estilo foi o prédio do MES – o Ministério da Educação e Saúde -, cujo projeto foi realizado em 1936. Edifícios como esse têm formas geométricas bem definidas, sem ornamentos. Suas fachadas demonstram uma separação entre estrutura e vedação. Há o uso de pilotis no térreo, panos de vidro contínuos e a presença das artes em murais, móveis e jardins. Arquitetura no Brasil: Ministério da Educação e Saúde https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arquitetura-moderna/ 29 Exemplos da arquitetura moderna no Brasil: o A “Casa Modernista”, a “Casa de Marx Graf”, a “Casa de Vidro de Lina Bo Bardi”, o MASP e o Copan, em São Paulo; Arquitetura no Brasil: Casa Modernista https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/casa-modernista/ https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/casa-de-vidro-lina-bo-bardi/ https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/casa-de-vidro-lina-bo-bardi/ https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/masp-lina-bo-bardi/ https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/edificio-copan/ 30 Arquitetura no Brasil: Casa de Vidro Arquitetura no Brasil: Copan o O Conjunto da Pampulha, em Belo Horizonte; 31 Arquitetura no Brasil: Museu de Arte da Pampulha o O Grande Hotel, em Ouro Preto; o A “Casa das Canoas”, o Museu de Arte Moderna, e a Associação Brasileira de Imprensa, no Rio de Janeiro; Arquitetura no Brasil: Casa das Canoas o O Palácio da Alvorada e o Edifício do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/casa-das-canoas/ 32 Arquitetura no Brasil: Palácio da Alvorada (…) Fui talvez o primeiro a dizer francamente que o funcionalismo ortodoxo não me interessava e que a beleza era também uma função, e das mais importantes na arquitetura. Na verdade, o ângulo reto nunca me entusiasmou, nem as formas rígidas e repetidas dos primeiros anos da arquitetura contemporânea. A curva me atrai intensamente com a sua sensualidade barroca, e a nossa tradição colonial e o próprio concreto armado, a sugerem e recomendam. – Oscar Niemeyer. Arquitetura contemporânea no Brasil A arquitetura contemporânea no Brasil passou a ser produzida a partir dos anos 80, depois do período pós-modernista, e permanece nos dias de hoje. Ela não se assimila integralmente a nenhum dos modelos previamente conhecidos. Na verdade, ela envolve diferentes tendências e técnicas utilizadas atualmente. https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetura/arquitetura-contemporanea/ 33 Ou seja, não há uma linguagem única e cada artista tem sua forma de reinterpretar o passado. Todos podem fazer releituras dos elementos e empregá-los de acordo com seus próprios estilos. Não existem obrigatoriedades quanto à expressão. A única coisa em comum é a vontade de alinhar, nas propostas, a questão do conforto ambiental com os processos de racionalização. Os arquitetos fazem produtos mais interessantes aos olhos, e também mais práticos, funcionais, econômicos e sustentáveis. A arquitetura contemporânea – não só no Brasil, mas no exterior – costuma apresentar um formato comum, com pisos abertos e janelas de grandes dimensões. Sua estrutura e revestimentos costumam ser feitos de materiais mais naturais, reutilizáveis e menos tóxicos, de igual exuberância dos industrializados. Nota-se que os profissionais privilegiam muito o design orgânico e a economia verde. Profissionais e empresas que desenvolvem projetos de arquitetura contemporânea no Brasil: o Ruy Ohtake; Arquitetura no Brasil: Casa Valinhos, de Ruy Ohtake https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/ruy-ohtake/ 34 o Marcio Kogan e Studio MK27; Arquitetura no Brasil: Studio MK27 o Brasil Arquitetura; Arquitetura no Brasil: Brasil Arquitetura https://www.vivadecora.com.br/pro/arquitetos/marcio-kogan/ 35 Escultura no Brasil Ao falar em escultura brasileira pensamos logo em “Aleijadinho”, que se destacou com as imagens sacras e é o maior representante do barroco do nosso país. Biografia aleijadinho Antônio Francisco Lisboa, O Aleijadinho, nasceu na cidademineira de Vila Rica, atual Ouro Preto. Há controvérsias sobre sua data de nascimento, mas a maioria dos pesquisadores dizem que ele nasceu em 29 de agosto de 1730. Filho do português Manuel Francisco Lisboa, mestre de carpintaria, que chegou a Minas Gerais em 1728, e de uma escrava chamada Isabel. Aleijadinho estudou as primeiras letras, latim e música com alguns padres de Vila Rica. Aprendeu a esculpir ainda criança, observando o trabalho de seu pai que esculpiu em madeira uma grande quantidade de imagens religiosas. Suposto retrato de Aleijadinho por Euclásio Ventura Na segunda metade do século XVIII, graças ao ouro, surgiram as ricas construções em pedra e alvenaria. https://www.todamateria.com.br/aleijadinho/ 36 Foi nessa época, quando Minas Gerais liderava o movimento artístico da colônia, que Aleijadinho desenvolveu sua atividade de arquiteto e escultor. Foi difícil obter o reconhecimento de seu talento, pois na época, não se perdoava a condição de mestiço. Muitos de seus trabalhos foram feitos para confrarias e irmandades de brancos. Por conta de sua condição, não lhe foi permitido assinar nem sua obra nem os livros de registro de pagamentos. Quando sua fama, apesar de tudo, chegou a outras cidades e sua obra se encontrava em pleno esplendor, a doença o atacou. Lepra ou sífilis, não se sabe ao certo, deformou seus pés e mãos. Entretanto, mesmo doente, ele não abandonou sua arte. Assim, quando suas mãos se deformaram por completo, atou-as com uma correia de couro para segurar o cinzel, o martelo e a régua. Aleijadinho faleceu no dia 18 de novembro de 1814 em sua cidade natal. Seu corpo foi sepultado na Matriz de Antônio Dias, junto ao altar da Confraria de Nossa Senhora da Boa Morte. Obras e características A maior parte das obras de Aleijadinho tem como tema central a religiosidade. As imagens sacras que produziu se caracterizam pela cores, leveza, simplicidade e dinamismo. Grande parte de sua obra encontra-se nas cidades mineiras de Ouro Preto (antiga Vila Rica), Tiradentes, São João del Rei, Mariana, Sabará e Congonhas do Campo. Santuário do Bom Jesus de Matosinhos Algumas obras escultóricas que produziu estão no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonha do Campo. A planta do local imita o santuário de Bom Jesus de Braga, em Portugal. 37 Santuário do Bom Jesus de Matosinhos Nesse Santuário, merecem destaque as representações da "Via Sacra". As cenas da Paixão de Cristo são formadas por 66 figuras, todas de cedro, em tamanho natural. Podemos encontrar essas obras dispostas nas sete capelas da rampa do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos: Jesus escarnecido pelos soldados romanos, 1796-1799 38 Jesus carregando a cruz, 1796-1799 A crucificação de Jesus, 1796-1799 Os Profetas Além dessas obras, no Santuário do Bom Jesus de Matosinhos encontramos algumas esculturas emblemáticas de Aleijadinho, as quais estão localizadas no adro do Santuário. O conjunto conhecido como os "doze profetas" foi produzido entre os anos de 1794 a 1804. Aleijadinho representou Amós, Abdias, Jonas, Baruque, Isaías, Daniel, Jeremias, Oseias, Ezequiel, Joel, Habacuque e Naum. Assim, o adro do Santuário, em forma de terraço, é ornado por 12 estátuas dos profetas um pouco maiores que o tamanho natural. As formas imitam os trajes da época dos profetas, segundo as gravuras bíblicas. 39 As estátuas dos profetas foram feitas de pedra-sabão, abundante na região do ouro. Esse material foi largamente utilizado por Aleijadinho também em umbrais e medalhões de frontispícios. Profetas de Aleijadinho Igreja de São Francisco de Assis A Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, é considerada uma obra prima do barroco brasileiro. Sua construção foi iniciada em 1776 e concluída em 1794. Além de elementos do barroco, é notória a influência do estilo rococó. Fachada da Igreja de São Francisco de Assis em Ouro Preto, Minas Gerais https://www.todamateria.com.br/rococo/ 40 Aleijadinho traçou a planta, elaborou a talha e a escultura do frontispício. Fez dois púlpitos, nos quais esculpiu figuras de santos. Produziu também a pia batismal, as imagens de três pessoas da Santíssima Trindade e os dois anjos que adornam o altar principal. A fachada é adornada por um medalhão onde se insere a imagem de São Francisco de Assis. A escultura barroca, influenciada pela expressão europeia, era rebuscada e rica em detalhes. Antes dela, porém, não podemos deixar de citar a arte indígena, que embora não tenha deixado muitos registros, tinha como função o culto religioso e retratava especialmente animais. Detalhe de um dos doze profetas, de Aleijadinho. O primeiro escultor brasileiro de que se tem notícia, porém, é o Frei Agostinho de Jesus que se acredita ser o autor da imagem de Nossa Senhora da Aparecida que foi encontrada por pescadores e fez surgir à devoção à então padroeira do Brasil. O Modernismo, por sua vez, abriu espaço para a criatividade. Nessa época, a escultura assume características de abstracionismo que se consolidam a partir da década de 50. • Escultura Antiga Escultura Egípcia 41 A escultura egípcia se ocupava especialmente da figura do Faraó, a qual se acreditava que abrigava a sua alma, uma vez que substituía o corpo que ia se decompondo. As esculturas egípcias apresentam-se de forma estática, com braços estendidos, pés unidos e isentas de qualquer expressão facial. Escultura Grega Os gregos se inspiraram na arte egípcia até criar exclusivamente a sua própria arte, a qual foi bastante copiada - especialmente pelos romanos - em decorrência do destaque alcançado com a representação humana, que era proporcionalmente equilibrada, perfeita e idealista. As figuras representadas não apresentavam imperfeições verdadeiras, assumindo assim, um caráter divinal ou sublime. 42 Ao passo que as esculturas egípcias apresentam-se de forma estática, as esculturas gregas ganharam movimento. Evoluindo, elas começaram a mostrar os músculos do corpo humano e depois o movimento leve dos braços. Escultura Romana A escultura romana herdou da escultura grega a sua perfeição, mas assumiu um caráter mais realista - em vez de idealista - das formas. Além da sua contribuição pelas obras originais - consideradas as mais belas da Antiguidade - os romanos copiaram obras-primas gregas e, felizmente por isso, elas sobrevivem até nossos dias, visto que os originais gregos se perderam. Um desses exemplos pode ser visto no Museu Arqueológico de Nápoles; trata- se da escultura em mármore de Orestes e Eletra, feita no século I a.C. Essas cópias, porém, variavam conforme a habilidade do artista que as esculpia. Na verdade, havia uma escola específica para a cópia da escultura grega. 43 Quando a escultura romana começa a buscar novas formas de expressão, afasta-se das raízes gregas. Assim, a partir do século I os artistas alcançam um caráter mais realista mediante a técnica de luz e sombra. É na área da escultura facial que a escultura romana se destaca. Acredita-se que ela tenha se desenvolvido na tradição dos bustos das pessoas falecidas que, realistas, retratavam a imperfeição, bem como as marcas de envelhecimento dos falecidos. No entanto, o “retrato” das pessoas de elite continuavam sendo idealizados: os homens eram retratados com a sua juventude e as mulheres com bonitos penteados; os imperadoreseram idealizados numa tentativa de aproximá-los ao divino. Arquitetura e artes em Minas Gerais http://www.visiteminas.com/wp-content/uploads/2014/02/Casca-parabol%C3%B3ide-de-concreto-armado.jpg 44 Arquitetura e artes em Minas Gerais Um dos mais importantes acervos artísticos e arquitetônicos do Brasil colonial está abrigado nas cidades mineiras, destacando-se Ouro Preto, Mariana, Diamantina, Congonhas, Tiradentes, Sabará e São João del-Rei. O arquiteto e escultor Antônio Francisco Lisboa, conhecido por Aleijadinho, é o nome mais importante do barroco mineiro, tanto por esculturas avulsas quanto por realizações de maior vulto, como os profetas em pedra sabão e os passos da Paixão em Congonhas e a concepção arquitetônica de igrejas como a de São Francisco de Assis em Ouro Preto. Suas obras estão presentes em diversas cidades da região do ouro. Também no século XVIII, o pintor Manuel da Costa Ataíde destacou-se pela ornamentação em estilo rococó de forros das igrejas da região do ouro. Sua obra mais importante é a pintura em perspectiva Glorificação da Virgem, na igreja São Francisco de Assis em Ouro Preto.E também as artes são demais. Minas Gerais é um dos estados com maior número de museus do país, dedicados não apenas à história mineira, mas também às artes e às ciências. Destacam-se o Museu Mariano Procópio, o primeiro fundado no estado, Museu da Inconfidência, com importante acervo do século XVIII, Museu de Arte da Pampulha, Museu do Escravo em Belo Vale, o único museu dedicado à cultura negra no Brasil, Museu de Arte Sacra, em Mariana, com um dos maiores acervos do país, Museu da Música de Mariana, com acervo de documentos musicais sacros e profanos dos séculos XVIII ao XX e o Centro Cultural Amilcar de Castro, em Paraisópolis. 45 CONCLUSÃO Ao longo da história humana, várias civilizações levantaram os mais variados monumentos, muitos deles são considerados verdadeiras obras da arquitetura, visto que empreenderam técnicas ousadas e muito estudo. Entre esses monumentos que denotam belos exemplares do que a arquitetura pode produzir. A arquitetura no Brasil , assim como a música, a literatura, o idioma e também algumas convenções sociais, é um dos aspectos mais marcantes de uma determinada sociedade. A arquitetura, além de também ser considerada uma arte, traz com ela aspectos que informam muito sobre as questões sociais dentro de uma civilização. Não por acaso, diante de tanta relevância social e cultural, a arquitetura configura também uma profissão muito importante. Sendo assim, a arquitetura, como uma ação humana, existe desde que o homem passou a procurar abrigos para se proteger das distintas condições climáticas e de temperatura. Sendo assim, a arquitetura é uma área que se ocupa com a organização do espaço e dos elementos que o constituem. Devido a essa característica, é possível aferir que a arquitetura engloba as mais diversas áreas do conhecimento humano. 46 REFERENCIAS ARENDT, ISABEL CRISTINA; SILVA, HAIKE R. KLEBER DA. REPRESENTAÇÕES DO DISCURSO TEUTO-CATÓLICO E A CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES. PORTO ALEGRE: EST, 2000. AZZI, RIOLANDO. HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO CATÓLICA NO BRASIL: CONTRIBUIÇÃO DOS IRMÃOS MARISTAS — 1897-1997. 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