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Toxicologia Estuda e investiga experimentalmente a ocorrência, natureza, incidência, mecanismos e os fatores de risco dos efeitos deletérios dos agentes químicos. * toda substância pode agir como agente tóxico dependendo das condições de exposição, dose, via de administração, tempo de exposição Grau de toxicidade É avaliado pelo DL50, que é a dose de um agente tóxico capaz de produzir a morte de 50% da população em estudo * quanto menor a DL50 maior a toxicidade * quanto maior o índice terapêutico e a margem de segurança, menor o risco de causar intoxicação NOEL: maior dose onde não é observado efeito algum NOAEL: maior dose onde não é observado efeito adverso LOEL: menor dose onde é observado qualquer efeito LOAEL: menor dose onde é observado efeito adverso * quanto mais verticalizada a curva dose- resposta, mais impacto na dose efeito clínico Estudo de toxicidade aguda: caracteriza a curva dose/resposta que conduz ao cálculo de DL50. Efeitos que ocorrem após administração de dose única ou múltiplas doses dentro de 24h. Estudo de toxicidade subcrônica: obtém informações após exposições repetidas, estudo tem duração de 90 dias. Estudo de toxicidade crônica: determina o efeito toxico após exposições prolongadas, varia de 6 meses a 2 anos. Toxicologia Ambiental Estudo dos efeitos nocivos das substâncias químicas no meio ambiente e seus efeitos em organismos vivos e ecossistemas. * bioacumulação: maior acúmulo em relação a excreção * biomagnificação: acúmulo de um poluente nos diferentes níveis tróficos Toxicologia Ocupacional Doenças originadas no ambiente de trabalho. • Monitoramento ambiental: análise da qualidade do ar no ambiente de trabalho • Monitoramento Biológico: coleta de material biológico para avaliar exposição e risco a saúde dos indivíduos expostos LEO ou TLVs: limite de exposição ocupacional. TLV-TWA: Média Ponderada pelo Tempo: valor aplicado às substâncias que produzem efeito a médio e longo prazo; TLV-STEL: Limites de Exposição de Curto Período: pode ser atingido por 15 minutos, 4 x/dia, com intervalos de 60 min. TLV-C: Teto: Aplicado à substâncias de elevado risco que produzam efeitos a curto prazo. Não podem ser ultrapassados em momento algum! Substâncias Metemoglobinizantes: capazes de induzir oxidação de ferro da hemoglobina, resultando em metemeglobina (não se liga ao oxigênio) - anilina: utilizada como matéria-prima na fabricação de corantes, fármacos, antioxidantes. É absorvida por qualquer via. Toxicidade atribuída ao seu produto de biotransformação hepática através da n- oxidaçao a fenilidroxilamina -> nitrosobenzeno - nitratos e nitritos: interagem com a hemoglobina e formam MHb e óxido nítrico Praguicidas Agente químico que tem como finalidade atacar pragas * bioacumulação: muito lipossolúvel, difícil excreção * fácil absorção pela pele, trato respiratório, gastrointestinal 1. Organoclorados Primeiros praguicidas a surgir - possuem baixa degradabilidade - uso proibido - desregulador endócrino: inibe conversão de testosterona em estrógeno - inibem ligação GABA aos receptores e aumenta liberação de neurotransmissores = hiperexcitabilidade do SNC - atravessam a barreira hematoencefálica com facilidade 2. Anticolinesterásicos (organofosforados e carbamatos) - não acumula em tecido adiposo - não sofre bioacumulação e biomagnificação * Inibidor de acetilcolinesterase: se ligam a AchE e a inibem, ocorre aumento da acetilcolina disponível na fenda sináptica. O excesso de acetilcolina leva a bradicardia, tremores, broncoconstrição, salivação excessiva A hiperatividade parassimpática é irreversível para organofosforados e reversível para carbamatos 3. Piretroide - alta seletividade para pragas, artrópodes - pouca sensibilidade para mamíferos - muito seguro para o ambiente - fotoestabilidade baixa: perde ação em contato com a luz - em contato com a água é inativado Toxicologia Ocupacional Determina em que condições os alimentos podem ser ingeridos sem causar danos ao organismo. * aditivos intencionais: corantes, antioxidantes * aditivos não intencionais: praguicidas * aditivos incidentais: micotoxinas Substâncias naturalmente presentes em alimentos - glicosídeos cianogênicos (presente na mandioca brava): inibição citocromo oxidase - saxitoxina (algas vermelhas): paralisia muscular - solanina (batata): inibidor de acetilcolinesterase neuronal - xantinas (café, cacau, guaraná): estimulante SNC Contaminantes Químicos adicionados aos alimentos Direta: - incontrolável: toxinas, metais pesados, geração de compostos tóxicos nos alimentos - controlável: excesso de aditivos Indireta: contaminação do alimento por componentes da embalagem Ingestão Diária Aceitável (IDA): quantidade de um agente químico no alimento que pode ser ingerido pela dieta, diariamente, durante toda a vida, sem risco de intoxicação 1. Chumbo A contaminação por chumbo está associada a distúrbios no metabolismo de carboidratos e neurotransmissores. Ocorre desmielinização e degeneração axonal no SNP, prejudica a função psicomotora e neuromuscular. * chumbo se deposita com facilidade nos tecidos, principalmente nos ossos * em crianças a intoxicação por chumbo se manifesta por alterações neurológicas como dificuldade no aprendizado, baixo QI, problemas comportamentais 2. Cadmio O cadmio é facilmente biotransformado no organismo, é conjugado em metalotioneína, que é biotransformada e cai na corrente sanguínea, a metalotioneína possui muita afinidade pelos túbulos renias e sofre reabsorção, com isso o cadmio volta a ficar livre no sangue e pode ser conjugado novamente. * cadmio é nefrotóxico 3. Mercurio A intoxicação por mercúrio pode causar danos no sistema nervoso em áreas sensoriais e de coordenação 4. Micotoxinas - produzida por fungos toxigênicos - pode causar hepatocarcinogênse, necrose e degeneração do fígado Toxicologia Social Estuda os efeitos nocivos decorrentes do uso não médico nem terapêutico de fármacos ou drogas Padrões de Uso Drogas de abuso: possuem a capacidade de agir no SNC. Produzem sentimentos de prazer e/ou alívio de estados emocionais negativos. Alto potencial de induzir dependência. Farmacodependência: conjunto de alterações fisiológicas, cognitivas e de comportamento. A dependência é caracterizada por comportamento compulsivo. Abstinência: efeitos inconvenientes que ocorrem quando o fármaco é interrompido. Ocorre diminuição da excitabilidade, diminuição do potencial de ação. * Uso agudo álcool: o álcool é um agonista de GABA, potencializa os receptores de GABA. Impede a entrada de cálcio de maneira gradativa nos neurônios. Quando utilizado de maneira aguda há diminuição da excitabilidade – depressão SNC. Em alcoólatras, o SNC se adapta de acordo com as substâncias químicas que estão presentes nele, os receptores excitatórios que são inibidos pelo álcool começam a proliferar, ocorre aumento de proteínas excitatórias para diminuir a ação no cérebro = processo de tolerância * Parada abrupta causa tremores, crises convulsivas, irritabilidade, ansiedade * A cocaína bloqueia recaptação de dopamina, além disso libera mais dopamina para atuar nos receptores. Usuários de anfetamina possuem muita dopamina na fenda sináptica, os receptores de dopamina começam a se internalizar, quando ocorre parada abrupta o usuário pode apresentar quadro depressivo Sistema de recompensa Quando há um estímulo prazeroso o cérebro aumenta a liberação de dopamina no núcleo accumbens. Área tegmental ventral se propaga para o núcleo accumbes e córtex frontal. O córtex frontal está relacionado a função cognitiva e comportamental. A dopamina influencia no controle das funções cognitivas. Área tegmental ventral se comunica com a parte cognitiva (córtex frontal), amígdala (emoçõesansiedade, estresse, prazer), hipocampo (armazenamento de memória de longo prazo). Quando o individuo usa droga, há uma liberação massiva de dopamina pela área tegmental ventral, gerando prazer, gerando correlação desse prazer (aprendizado do prazer), cria memória de contexto que se comunica com as funções executivas. A área tegmental ventral passa a funcionar em detrimento do uso da droga. Recaída: alguns fatores externos podem aumentar a excitabilidade neuronal no núcleo accumbens, fazendo com que o usuário precise da droga para aliviar o estresse. * estresse, indícios sensoriais, reexposição à substância Reforço: tem a tendencia de aumentar a frequência de algum comportamento. - reforço positivo: devido ao prazer - reforço negativo: alívio do desconforto * quanto maior o potencial da droga gerar reforço positivo, maior a frequência de utilização Depressores do SNC 1. Benzodiazepínicos e Barbitúricos Estimulam GABA (potente inibidor SNC) Facilitam a indução do sono, pré-anestésicos - usuários utilizam pelo fato de reduzir o desconforto, reduz o estado de melancolia = reforço negativo 2. Solventes Inalantes Causam alterações psíquicas - início do efeito rápido: pode ser inalado e é absorvido facilmente por serem apolares - sensação de bem-estar - facilidade de aquisição 3. Opiáceos - analgésico potente - alto potencial de causar dependência * Ópio: usado sob a forma de goma de mascar ou fumado em cachimbos especiais; * Morfina: via intravenosa, intramuscular * Heroína: via intravenosa (geralmente), pulmonar * heroína produz intensa sensação de bem- estar e tranquilidade * antídoto da heroína é naloxona 4. Etanol - rápida absorção e distribuição a todos os tecidos - inicialmente o álcool age como um estimulante do SNC, levando a sensações de euforia, desinibição, sociabilidade, prazer e alegria; - em segundo momento o álcool age como um “depressor” do SNC, reduzindo a ansiedade, contudo prejudicando a coordenação motora - droga teratogênica: problemas de estabilidade emocional, problemas de memória e aprendizagem Estimulantes do SNC 1. Cocaína - bloqueia canal de sódio - inibidor da recaptação de dopamina - euforia, taquicardia, arritmias, aumento da pressão arterial, alucinações, irritabilidade, agitação, convulsão Álcool + cocaína = hiperestimula o SNC, cocaetileno (conjugação)= muito cardiosseletivo, causa parada cardíaca 2. Tabaco - absorvido por várias vias - aumento da frequência cardíaca, pressão arterial e vasoconstrição, leve aumento da frequência respiratória; aumento da liberação de ác. Graxos livres no soro. Aterosclerose pela ação do colesterol; * abstinência: sonolência, insônia, náusea, irritabilidade, fadiga, cefaleia, ansiedade, dificuldade de concentração e coordenação motora, ganho de peso e redução da frequência cardíaca e pressão arterial. Perturbadores do SNC 1. Canabinoides - absorção: via oral: lenta e irregular - via pulmonar: absorção rápida com a máxima concentração plasmática ocorrendo em poucos minutos após o uso - receptores CB1: localizados no cérebro: hipocampo e córtex (responsável pela memória e aprendizado) e gânglios basais e cerebelo, que controlam o equilíbrio e a coordenação. - receptores CB2: presentes no sistema imune e SNC * efeitos agudos dependem da dose - Leve estado de euforia; relaxamento; afeta sensações ligadas à música, ao paladar e ao sexo; prolonga a percepção de tempo; pode causar risos imotivados; torna o usuário mais falante e sujeito a delírios - uso regular por períodos longos pode causar ansiedade, pânico, depressão; compromete desempenho de tarefas complexas e rendimento intelectual; psicose entre pessoas com histórico de esquizofrenia na família 2. Alucinógenos - delírios e alucinações