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19/09/23
1
Cuidados Assistências ao
Doente e Família na
Fase Agónica e Fim de Vida
Bruno Magalhães
RN, CMSRN, MPH, DNursSc, PhD
brunomm@utad.pt 
1
1
Sumário
§ Conceitos de fim de vida
§ A Agonia
§ A Morte & Processo de Morrer
§ Preparação da Família
§ Cuidados Post Mortem
2
2
mailto:brunomm@utad.pt
19/09/23
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CONCEITOS
O conceito de fim de vida é frequentemente confundido com a situação de últimas 
horas ou dias de vida (morte iminente), quando o doente está em processo ativo de 
morte com deterioração rápida da sua condição clínica.
üO processo de fim de vida inicia-se quando é percetível que o doente pode 
morrer num período estimado de 6-12 meses, ainda que este processo possa 
prolongar-se.
üO processo de fim de vida pode ser curto se o processo é agudo irreversível e 
fatal, mas não ocorre na morte súbita (a morte surpreende a vítima no seu estado 
clínico habitual).
3
3
CONCEITOS
§ Os avanços técnico-científicos da medicina permitiram o prolongamento da vida, 
diminuindo significativamente o número de mortes decorrentes de causas 
naturais.
§ Isso pode não ser benéfico para o doente - em alguns casos configura 
DISTANÁSIA , extensão do processo de morrer em que medidas de conforto não 
são disponibilizadas e as intervenções terapêuticas acabam por ser agressivas.
§ Como consequência disso, inúmeros doentes sobrevivem em estado crítico e 
crónico, com deficiências funcionais e cognitivas graves!
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CONCEITOS
§ Os avanços técnico-científicos da medicina permitiram o prolongamento da vida, 
diminuindo significativamente o número de mortes decorrentes de causas 
naturais.
§ Isso pode não ser benéfico para o doente - em alguns casos configura 
DISTANÁSIA , extensão do processo de morrer em que medidas de conforto não 
são disponibilizadas e as intervenções terapêuticas acabam por ser agressivas.
§ Como consequência disso, inúmeros doentes sobrevivem em estado crítico e 
crónico, com deficiências funcionais e cognitivas graves!
5
Distanásia consiste num tratamento inútil que apenas prolonga a dor, 
tornando qualquer investimento na cura uma agressão à dignidade da 
pessoa humana com o propósito de, a qualquer custo, adiar a morte .
5
CONCEITOS
A obstinação terapêutica ocorre quando há prolongamentos desnecessários, 
que não trarão benefícios para o doente em fase terminal.
Por falta de familiaridade com todos os aspetos que envolvem a morte, o 
profissional de saúde pode experienciar a sensação de impotência e frustração 
perante uma “cura” limitada do doente.
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CONCEITOS
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Com frequência os Profissionais 
de Saúde acreditam que a morte 
precisa ser vencida...
e isso, consequentemente, leva à prática da distanásia!
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Últimas horas... A morte chega cedo, 
Pois breve é toda vida 
O instante é o arremedo
De uma coisa perdida. 
O amor foi começado,
O ideal não acabou, 
E quem tenha alcançado 
Não sabe o que alcançou.
E tudo isto a morte
Risca por não estar certo
No caderno da sorte
Que Deus deixou aberto
- Fernando Pessoa
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Últimas horas...
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Últimas horas ou dias de vida
Existem dois grandes medos que as pessoas sentem antes de morrer:
10
Dor física Solidão ou Abandono
Hennezel e Leloup (1997)
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Últimas horas ou dias de vida
Existem dois grandes medos que as pessoas sentem antes de morrer:
11
Dor física Solidão ou Abandono
Associado a uma série de medos: 
assistir à degradação física e 
mental, perda de imagem de si, 
tornar-se dependente, perda de 
controlo...perda de autonomia e 
identidade! 
Hennezel e Leloup (1997)
11
Últimas horas ou dias de vida
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Como técnicos de saúde, podemos ser a principal 
causa de sofrimento
A forma principal de aliviar o sofrimento.
(dor, desconforto, toxicidade farmacológica)
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A AGONIA
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Agonia
§ À medida que a doença vai progredindo, o estado da pessoa doente evolui para 
uma situação de deterioração generalizada, aproximando-se da MORTE.
§ O doente agónico, é aquela cuja sobrevida é calculada em dias ou horas, com 
sustentação na sintomatologia e evidência clínica que apresenta no momento.
§ Para o familiar, para o cuidador, enfrentar a pessoa em agonia provoca uma 
multiplicidade de emoções e sentimentos, bem como, stress causando assim, 
um grande impacto na sua saúde. Importa salientar, que o estado agónico, 
corresponde a um estádio irreversível que tem lugar nos últimos dias ou 
horas de vida, podendo excecionalmente estender-se até 12 dias.
14
(Braga [et al.], 2017)
14
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Agonia
Os sinais e sintomas mais frequentes:
§ Degeneração progressiva do estado físico da pessoa, marcado por astenia, sonolência, 
diminuição do estado de consciência, confusão, encontrando-se confinado ao leito;
§ Dificuldade na deglutição tanto de alimentos sólidos como líquidos, associando astenia e 
alteração do estado de consciência;
§ Diminuição do apetite e recusa alimentar;
§ Falência de órgãos, manifestando-se em oligúria/anúria, hipotensão, edemas periféricos, 
“estertor”, alterações respiratórias, acompanhando-se de alterações da coloração da pele 
(livores), alteração da temperatura corporal ou até ausência de controlo esfincteriano;
§ Sintomas psicológicos e emocionais como medo e aflição, estando, muitas vezes, 
associada a perceção da proximidade do momento da morte (pode ser verbalizada ou 
não).
15
Neto (2016) 
15
Agonia
16
https://www.physoc.org/magazine-articles/we-need-to-talk-about-death/ 
16
https://www.physoc.org/magazine-articles/we-need-to-talk-about-death/
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Agonia – Sintomas característicos
üDeterioração evidente e progressiva do estado físico, acompanhada de diminuição 
do estado de consciência, alguma desorientação e dificuldade na comunicação, o 
doente passa a estar gradualmente acamado;
üDificuldade progressiva na ingestão e na deglutição, com origem na debilidade 
crescente ou nas alterações do estado de consciência, desinteresse pelos 
alimentos;
üFalência de múltiplos órgãos (por exemplo traduzida na diminuição na diurese, 
retenção urinária, aparecimento de edemas periféricos e farfalheira) acompanhada 
por falência do controlo dos esfíncteres e de alterações da temperatura corporal e 
da coloração da pele (livores e cianose);
17
17
Agonia – Sintomas característicos
üDeterioração evidente e progressiva do estado físico, acompanhada de diminuição 
do estado de consciência, alguma desorientação e dificuldade na comunicação, o 
doente passa a estar gradualmente acamado;
üDificuldade progressiva na ingestão e na deglutição, com origem na debilidade 
crescente ou nas alterações do estado de consciência, desinteresse pelos 
alimentos;
üFalência de múltiplos órgãos (por exemplo traduzida na diminuição na diurese, 
retenção urinária, aparecimento de edemas periféricos e farfalheira) acompanhada 
por falência do controlo dos esfíncteres e de alterações da temperatura corporal e 
da coloração da pele (livores e cianose);
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Agonia – Sintomas característicos
üSintomas físicos variáveis de acordo com a patologia de base, embora as 
alterações de respiração (apneia/polipneia e estertor) e as perturbações da 
consciência possam ganhar relevo;
üSintomas psico-emocionais como angústia, agitação, crises de medo ou 
pânico, pesadelos, manifestados de acordo com a gravidade do estado do 
doente;
üEvidência e/ou perceção emocional, verbalizada ou não, da realidade da 
proximidade da morte.
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Agonia – Sintomas característicos
üAstenia profunda
üAcamado, dependente
üSem interesse em comer ou beber
üDificuldade em deglutir
üLentificação
üDificuldade de concentração
üPor vezes desorientação
üPouco colaborante
üCada vez mais sonolento
üPele fria e macilenta, 
üSinais de má perfusão periférica
üBaixa diurese
üSecreções na orofaringe
üRespiração de Cheyne-Stokes
üFacies diferente
üDepressão do estado de consciência
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Agonia – Sintomas característicos
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0% 10% 20% 30% 40% 50% 60%
Con fusão
Respi raçãoruidosa/Este rtor
Agitação
Dor
Dispn eia
Náu se as e Vómitos
Frequência dos sintomas nos últimos três dias
Adaptado de F. Nauck et al., EPJ Care
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Agonia
§ Os doentes agónicos representam um subgrupo de doentes a necessitar de 
cuidados paliativos e terminais, no entanto carecem de cuidados ativos e 
específicos para esta fase consoante as suas necessidades.
§ Assegurar uma boa morte para todos é um grande desafio, não só dos 
profissionais de saúde, mas também da sociedade em geral.
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Agonia
A fase de agonia “é uma etapa de grande 
impacto emocional no doente, família e equipa 
terapêutica […] é um período de expressão de 
sentimentos, de despedidas, de conclusões, de 
encerrar de ciclos, o que carece de alguma 
intimidade e tranquilidade.
O domicílio é certamente o lugar onde, uma vez 
garantido um suporte eficaz, todas estas tarefas 
melhor se podem cumprir” (p296)
 Neto (2006)
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A fase de agonia “é uma etapa de grande impacto 
emocional no doente, família e equipa terapêutica 
[…] é um período de expressão de sentimentos, 
de despedidas, de conclusões, de encerrar de 
ciclos, o que carece de alguma intimidade e 
tranquilidade.
O domicílio é certamente o lugar onde, uma vez 
garantido um suporte eficaz, todas estas tarefas 
melhor se podem cumprir” (p296)
 
24
Fatores que podem levar propiciar o internamento do doente:
ü Presença de algum sintoma de difícil controlo;
ü Fadiga da família ou cuidador principal;
ü Pedido expresso pelo doente ou família, devidamente 
avaliado pela equipa terapêutica;
ü Inexistência ou inaptidão de cuidador para cuidar do doente.
Agonia
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Agonia – cuidar em casa
Em 2005, Lopes & Pereira identificaram algumas das principais necessidades dos 
prestadores de cuidados em toda a fase terminal, entre elas:
üinformação sobre as razões implícitas aos sintomas;
üinformação sobre que sintomas podem esperar no futuro;
üinformação sobre o tratamento dos efeitos secundários;
üinformação sobre os recursos existentes na comunidade;
ürecursos para enfrentar a incerteza do futuro;
üinformação sobre a gestão de terapêutica (efeitos secundários);
üformas de colaborar na alteração de papéis;
25
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Agonia – cuidar em casa
(continuação)
üensinos sobre as necessidades físicas da pessoa doente;
üprovidenciar à pessoa doente a alimentação apropriada;
ümeios para apaziguar a pessoa doente;
ümeios para lidar com a astenia na pessoa doente;
üformas de encorajamento da pessoa doente;
üensinos sobre as necessidades psicológicas do doente;
ütécnicas para minimizar o stresse do cuidador;
üformas de colaboração no diagnóstico;
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Agonia – cuidar em casa
(continuação)
üdinâmicas que fazem com que o doente se sinta valorizado;
üestratégias para ser mais paciente e tolerante;
üestratégias para lidar com a depressão do prestador de cuidados;
ümanutenção de uma vida familiar normal;
üvencer a fadiga;
üensinos ao nível do prognóstico da doença;
üesclarecimento sobre o tipo e extensão da doença;
üabordagem da morte da pessoa doente;
üestratégias para lidar com os medos do prestador de cuidados.
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Agonia – cuidar em casa
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Melhor cuidado ao doente moribundo
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Últimas horas ou dias de vida
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Últimas horas ou dias de vida
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Últimas horas ou dias de vida
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A MORTE
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FACTOS
§ Nascimento e morte são talvez os dois marcos mais significativos na vida 
humana.
§ Embora possamos fazer extensos preparativos para um nascimento, 
fazemos muito pouco para nos prepararmos para a morte.
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FACTOS
§ Fazemos pouco para nos preparar para o processo de morrer.
§ A morte é outra questão...
§ A morte tem seus próprios rituais - o velório, as condolências, o funeral e o 
enterro...
§ Todos esses são rituais para marcar o fim de uma vida, para ajudar os 
enlutados a reconhecer e aceitar a morte... Representam muito pouco para 
ajudar o moribundo durante o processo de morrer.
35
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E como ajudar a pessoa 
moribunda durante o 
processo de morrer?
36
Kahana, Vardi (1993) June, 20, 1996 [Photography] 
36
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Kahana, Vardi (1993) June, 20, 1996 [Photography] 
Despojamento de tudo que é material....
Apego à componente afetiva.
Sentimentos...
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http://www.slate.com/blogs/behold/2014/08/17/walter_schels_life_before_death_includes_portraits_of_people_before_and.htm
Sentimentos...
https://www.walterschels.com/en/about/ 
38
http://www.slate.com/blogs/behold/2014/08/17/walter_schels_life_before_death_includes_portraits_of_people_before_and.htm
https://www.walterschels.com/en/about/
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Processo de morrer
O conceito de fim de vida é frequentemente confundido com a situação de 
últimas horas ou dias de vida (morte iminente), quando o doente está em 
processo ativo de morte com deterioração rápida da sua condição clínica
39
O processo de fim de vida pode ser curto se o processo é agudo 
irreversível e fatal, mas não ocorre na morte súbita (a morte surpreende 
a vítima no seu estado clínico habitual).
O processo de fim de vida inicia-se quando é percetível que o 
doente pode morrer num período estimado de 6-12 meses, ainda 
que este processo possa prolongar-se.
39
Processo de morrer
Morrer
üProcesso corporal: redução gradual ou súbita dos processos corporais, 
que leva ao fim da vida.
Morrer
ü“cessação da vida, diminuição gradual ou súbita das funções orgânicas 
levando ao fim dos processos de manutenção da vida; cessação da vida 
manifesta-se pela ausência de batimentos cardíacos, da respiração e da 
atividade cerebral”
40
ICN, 1999
CIPE, 2019
40
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Processo de morrer: Focos
§ Morrer
§ Morrer com dignidade
§ Capacidade para comunicar (sentimentos, necessidades)
§ Capacidade para falar sobre o processo de morrer
§ Sofrimento (Emoção negativa: sentimentos prolongados de grande pena 
associados a martírio e à necessidade de tolerar condições devastadoras, isto é, 
sintomas físicos crónicos como a dor; desconforto ou lesão, stresse psicológico 
crónico, má reputação ou injustiça.)
41
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Processo de morrer
42
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Processo de morrer
43
What is it like to die?
43
Processo de morrer
44
https://www.physoc.org/magazine-articles/we-need-to-talk-about-death/ 
44
https://www.physoc.org/magazine-articles/we-need-to-talk-about-death/
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Processo de morrer
45
As duas rotas para morrer
Adaptada de Freemon, 1981 
45
Processo de morrer
Aparecimento de manchas 
azuladas nas áreas 
pendentes do corpo, 60 a 
90 minutos após a morte, 
devido à rutura dos 
glóbulos vermelhos
Redução gradual da 
temperatura do corpo, 
com consequente perda 
da elasticidade cutânea 
(0,5º/h)
Rigidez do corpo, com 
inicio 2 a 4h após a morte; 
surge primeiro no maxilar 
e progride até aos pés, 
terminando 6 a 8h; 
desaparece 96h após a 
morte
46
LIVOR MORTIS ALGOR MORTIS RIGOR MORTIS
46
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Processo de morrer
Qual a probabilidade de morrer subitamente?
a. 10 %
b. 20 %
c. 30 %
d. 50 %
47
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Processo de morrer
Qual a probabilidade de morrer subitamente?
a. 10 %
b. 20 %
c. 30 %
d. 50 %
48
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Processo de morrer
Últimas horas ou dias de vida
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ü Momento final do processo de fim de vida;
ü Decorre de processo crónico, arrastado ou de doença aguda;
ü Fisiopatologia conhecida traduz disfunção corporal global irreversível;
ü Semiologia própria (síndroma da morte iminente);
ü Abordagem diagnóstica e terapêutica deve ser impecável;
ü One chance only!
49
Processo de morrer
50
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Processo de morrer
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The common illness trajectories for cancer and
non-cancer illness. Extracted from Lynn and Adamson (2003).
With permission from RAND Corporation, Santa Monica, California, USA.
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Processo de
morrer
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Processo de
morrer
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Morte: Barreiras à prestação de cuidados 
adequados 
üEsperança que odoente recupere ou melhore,
üAusência de diagnóstico definitivo,
üManutenção de intervenções irrealistas,
üNão aceitação da condição do doente,
üNão identificação dos sinais e sintomas chave,
üFalta de conhecimentos para prescrever terapêutica, disponibilidade...
üDificuldade em comunicar com doente e família,
üMedo de abreviar a vida,
üPreocupações acerca de aspetos como a reanimação,
üBarreiras culturais e espirituais,
üQuestões médico-legais.
55
Ellershaw (2013) 
55
Morte: Efeitos da ausência de diagnóstico
üDesconhecimento que a morte está iminente
üPerda de confiança na equipa
üObtenção de mensagens contraditórias por parte dos diferentes profissionais
üFinal de vida sem dignidade (controlo sintomático)
üInsatisfação do doente e família
üInício de manobras de reanimação
üNão satisfação das necessidades culturais e espirituais
56
Ellershaw (2013) 
56
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Últimas horas ou dias de vida
1. Garantir que o doente continua a ser o centro do plano de cuidados
2. Capacitar os profissionais de saúde a identificar fase últimas horas a dias 
de vida (UHDV)
3. Identificar a necessidade de avaliar necessidades multidimensionais 
(urgente)
4. Aliviar os sintomas e os medos
5. Apoiar a família
6. Permitir que o doente esteja no local da sua preferência
7. Apoio no luto
57
National Council for Palliative Care. Guidelines for managing the last days of life in adults
57
Intervenções em fim de vida
üFlexibilização dos horários de visitas
üPermissão de manifestação religiosa
üAcolhimento e suporte emocional
üPresença ativa da equipa cuidadora
üOxigenioterapia, se necessário
üReviver as vias de administração de medicação
üMedicação somente essencial
üSedação paliativa, se necessário
58
58
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Intervenções em fim de vida
üProver segurança à família
üPresença ativa da equipa que cuida (visitas domiciliares mais frequentes, contato 
telefónico)
üAcolhimento e suporte emocional
üOxigenioterapia, se necessário
üRever as vias de administração de medicação: via oral, subcutânea 
(hipodermóclise), via retal
üMedicação: somente o essencial
üKit de conforto (opioides, sedativos, anticolinérgicos)
üSedação paliativa, se necessário
59
59
Intervenções em fim de vida
60
SUSPENDER Medicação não essencial
üAnti-hipertensivos
üAntidepressivos
üLaxantes
üAnti-ulcerosos
üAnticoagulantes
üAntibióticos de longa permanência
üFerro
üVitaminas
üAlbumina
60
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31
Intervenções em fim de vida
61
SUSPENDER Medicação não essencial
üAnti-hipertensivos
üAntidepressivos
üLaxantes
üAnti-ulcerosos
üAnticoagulantes
üAntibióticos de longa permanência
üFerro
üVitaminas
üAlbumina
Medicações previamente essenciais 
(considerar suspensão)
üEsteroides
üHormonas
üHipoglicemiantes
üInsulina
üDiuréticos
üAntiarrítmicos
61
Intervenções em fim de vida
62
Preparar a família para a morte, explicando o que está ocorrendo
Reforçar os cuidados nas medidas de higiene e conforto
Reforçar a presença da equipe de saúde
Certificar-se que a dor está controlada (usar a escada analgésica da OMS)
Controlar outros sintomas
Administrar somente a medicação essencial
Rever vias de administração: oral, retal, subcutânea (hipodermóclise) ou intravenosa
Preparar para a morte e o local da morte
Administrar sedação paliativa, se necessário
Orientar a parte burocrática: atestado de óbito, funeral, enterro
Reforço do cuidado e do conforto
Hidratar os lábios, a boca e os olhos
Manter o paciente limpo e seco
Preparar-se para as possíveis incontinências (fraldas)
Orientar o paciente de que comer menos é normal nessa fase
Mudar o decúbito a cada 2 horas, se possível, para prevenir úlceras por pressão
Oferecer maior privacidade no momento da morte
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PREPARAÇÃO DA
FAMÍLIA
63
63
Preparar a Família
Na fase final da doença, quando a inevitabilidade da morte está clara, o que se 
encontra é:
üDificuldade em lidar com a separação e o luto
üTer mais oportunidade para resolver questões não resolvidas
üAjudar o doente a expressar preocupações e desejos
üDespedir-se
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64
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33
Preparar a Família
O ajustamento emocional da família à doença faz uso de algumas estratégias de 
controlo, como:
ü Confiança em controlo preditivo (expectativas positivas)
ü Controlo vicariante (atribuir poder ao setting médico)
ü Controlo ilusório (sorte e desejo)
ü Controlo interpretativo (adquirir conhecimento)
65
65
Preparar a Família
Alguns fatores são preponderantes, na fase próxima à morte:
üCompreender o processo da morte
üLidar com cuidadores e instituições
üReestruturar emocionalmente as relações com a pessoa à morte
üUtilizar eficazmente os recursos disponíveis
üLidar com as próprias emoções e o luto
üCompreender as necessidades da pessoa à morte
üContinuar se relacionando com a pessoa à morte, mantendo-a incorporada ao sistema 
familiar.
üPlanejar-se para a continuidade da vida familiar
üBuscar significado na morte
66
66
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Preparar a Família
üEstrutura familiar flexível que permita reajuste 
de papéis
üBoa comunicação com a equipe de saúde e 
entre os membros da família
üConhecimento dos sintomas e ciclo da doença
üParticipação nas diferentes fases, para obter 
senso de controlo
üSistemas de apoio informal e formal 
disponíveis
üPadrões disfuncionais de relacionamento, 
interação, comunicação e resolução de 
problemas
üSistemas de suporte formal e informal não 
existentes ou ineficientes
üOutras crises familiares simultâneas à doença
üFalta de recursos económicos e sociais
üCuidados médicos de pouca qualidade e 
dificuldades na comunicação com a equipa de 
saúde
üDoenças estigmatizantes, pouca assistência
67
67
Preparar a Família
68
üExplicar os sinais iminentes de morte
üEnsinar os sinais clássicos de morte: parada da respiração e dos batimentos 
cardíacos, pupilas fixas e dilatadas
üQuando a morte ocorrer não existe pressa: não há necessidade de chamar o 
imediatamente o INEM ou a polícia
üPara quem ligar se o óbito ocorrer em casa: médico de família ou da equipa
üOrientar para outra ação possível para notificar a morte
üÉ permitido fazer despedidas: tocar, dar banho e preparar o corpo
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CUIDADOS POST MORTEM
70
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Cuidados Post Mortem
71https://elsevier.health/en-US/preview/postmortem-care 
71
Cuidados Post Mortem
Consiste na assistência prestada ao cadáver, respeitando a dignidade e os direitos da pessoa 
humana, agora falecida.
Envolvem a preparação do cadáver e a proteção de quem assegura o procedimento.
Objetivos:
1. Normalizar procedimentos
2. Garantir práticas seguras na preparação e remoção do cadáver
3. Prevenir transmissão de infeção
4. Prevenir a contaminação ambiental
5. Manter o corpo limpo e identificado
6. Dispor o corpo em posição adequada antes da rigidez cadavérica
7. Garantir que o corpo apresenta uma aparência natural
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72
https://elsevier.health/en-US/preview/postmortem-care
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Cuidados Post Mortem
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• O procedimento é realizado após a verificação do óbito, pelo enfermeiro, 
habitualmente com a colaboração de um assistente operacional.
• Há orientações específicas em cada instituição.
üApós a constatação do óbito deve contactar-se o médico.
üCaso a família não esteja presente no momento do falecimento, a família deverá 
ser informada.
üDeverá ainda ser avisada da existência de haveres do doente no serviço.
üO corpo deve ser preparado e enviado à Casa Mortuária.
73
Cuidados Post Mortem - Procedimento
74
1. Confirmar identidade (pulseira).
2. Confirmar identidade com a documentação (certidão de óbito e guia de 
transporte)
3. Isolar o corpo.
4. Preparar o material.
5. Lavar as mãos e colocar equipamento d proteção.
6. Remover objetos pessoais e realizar o espólio.
7. Remover os dispositivos médicos (salvo seja requerida autópsia).
8. Lavar o corpo.
9. Proceder ao tamponamento de todos os orifícios naturais e proteger todas as 
soluções de continuidade.
74
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Cuidados Post Mortem - Procedimento
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1. Confirmar identidade (pulseira).
2. Confirmaridentidade com a documentação (certidão de óbito e guia de 
transporte)
3. Isolar o corpo.
4. Preparar o material.
5. Lavar as mãos e colocar equipamento d proteção.
6. Remover objetos pessoais e realizar o espólio.
7. Remover os dispositivos médicos (salvo seja requerida autópsia).
8. Lavar o corpo.
9. Proceder ao tamponamento de todos os orifícios naturais e proteger todas as 
soluções de continuidade.
ü Equipamento de proteção individual (luvas, 
avental e máscara, se necessário).
ü Kit para transporte de cadáveres
ü Bata
ü Fralda
ü Ligadura de algodão
ü Ligadura de cambric
ü Adesivos transparentes
ü Vinhetas de identificação
ü Pulseira de identificação
ü Saco para resíduos grupo III
ü Maca
ü Colcha
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Cuidados Post Mortem - Procedimento
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10. Encerrar as pálpebras, se necessário com adesivo. Reduzir queda do mento com 
ligadura.
11. Colocar fralda, vestir, posicionar e fixar mãos e pés. A pulseira de identificação 
deve estar bem visível.
12. Identificar o cadáver (ver política da instituição).
13. Utilizar o kit de transporte de cadáver usado na instituição.
14. Eliminar todos os resíduos em contentor do grupo III.
15. Enviar o corpo para a Casa Mortuária.
16. Remover equipamento de proteção e colocá-lo no contentor grupo III.
17. Lavar as mãos.
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Cuidados Post Mortem - Procedimento
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10. Encerrar as pálpebras, se necessário com adesivo. Reduzir queda do mento com 
ligadura.
11. Colocar fralda, vestir, posicionar e fixar mãos e pés. A pulseira de identificação 
deve estar bem visível.
12. Identificar o cadáver (ver política da instituição).
13. Utilizar o kit de transporte de cadáver usado na instituição.
14. Eliminar todos os resíduos em contentor do grupo III.
15. Enviar o corpo para a Casa Mortuária.
16. Remover equipamento de proteção e colocá-lo no contentor grupo III.
17. Lavar as mãos. REGISTOS
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Cuidados Post Mortem
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A CULTURA & RELEGIÃO
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Sugestão de consulta
86
https://academic.oup.com/book/37029/chapter/322596697 
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/hsr2.1374 
Conceito de “boa morte”
ARTIGO Conceito de “boa morte”
86
https://academic.oup.com/book/37029/chapter/322596697
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1002/hsr2.1374
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Sugestão de consulta
87
https://redcap.slms.ucl.ac.uk/surveys/?s=DMEWJLKRWK 
https://redcap.slms.ucl.ac.uk/surveys/?s=73MPAHKF9N 
Prognosis in Palliative care Study models
87
Sugestão de leitura
88
https://www.todaysgeriatricmedicine.com/archive/0715p16.shtml 
https://litfl.com/palliative-care/ 
https://www.chausa.org/publications/health-progress/article/january-february-
2011/how-four-catholic-systems-approach-palliative-care 
88
https://redcap.slms.ucl.ac.uk/surveys/?s=DMEWJLKRWK
https://redcap.slms.ucl.ac.uk/surveys/?s=73MPAHKF9N
https://www.todaysgeriatricmedicine.com/archive/0715p16.shtml
https://litfl.com/palliative-care/
https://www.chausa.org/publications/health-progress/article/january-february-2011/how-four-catholic-systems-approach-palliative-care
https://www.chausa.org/publications/health-progress/article/january-february-2011/how-four-catholic-systems-approach-palliative-care
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Sugestão de consulta
89
https://www.nice.org.uk/guidance/ng31/chapter/Recommendations 
89
Sugestão de vídeo
90
https://www.youtube.com/watch?v=aiEYQyUjAQA 
Peter Fenwick (born 25 May 1935) is a 
neuropsychiatrist and neurophysiologist who is 
known for his pioneering studies of end-of-life 
phenomena.
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https://www.nice.org.uk/guidance/ng31/chapter/Recommendations
https://www.youtube.com/watch?v=aiEYQyUjAQA
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Bibliografia
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Reddy, S., Seriaco, F., Yennu, S., Paiva, C. E., Dev, R., Hall, S., Fajardo, J., & Bruera, E. (2014). Clinical signs of impending death in cancer patients. The 
oncologist, 19(6), 681–687. https://doi.org/10.1634/theoncologist.2013-0457 
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§ LOPES, C. & PEREIRA, M. O doente oncológico e a sua família. Lisboa: Climepsi Editores, 2005. ISBN 972-796-195-9.
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Medicina de Lisboa, 2016 (p. 317-330). ISBN 978-972-9349-37-9
§ Parola, Vitor & Coelho, Adriana & Fernandes, Olga & Apóstolo, João. (2020). Travelbee’s Theory: Human-to-Human Relationship Model - its suitability for palliative 
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§ Shelton G. (2016). Appraising Travelbee's Human-to-Human Relationship Model. Journal of the advanced practitioner in oncology, 7(6), 
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91
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https://doi.org/10.1634/theoncologist.2013-0457

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