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Imunidade Inata-
PAMPs, DAMPs, RRP e
Componentes
celulares do SI
Discentes:Carlos Eduardo, Mayller
Kayllon, Monalisa Lopes, Tayná Borges.
Universidade Estadual do Píaui
Curso: Bacharelado em Fisioterapia
Disciplina: Imunologia
Docente: Valéria Claudiane
Visão geral da Imunidade Inata
O termo imunidade intata refere se
aos mecanismos de defesa sempre
presentes, prontos para combater
microrganismo e agentes agressores. 
Consiste em muitos tipos de células e
moléculas solúveis presentes nos
tecidos e no sangue que previnem
constantemente a invasão e
estabelecimento de infecções.
Funções e Reações das
respostas Imune Inata
Imunidade inata exerce várias funções essenciais que nos protege
contra microrganismo e lesão tecidual.
Principais Componentes do S.I.I
Superfícies epiteliais.
Células Sentinelas teciduais, incluindo macrófago, células
dendríticas e mastócitos.
Células brancas (leucócitos), incluindo neutrófilos, macrófagos
derivado de monócito, células natural Killer e outras células.
Diversos tipos de Proteínas plasmáticas.
Características Comparativas das
Imunidades Inata e Adaptativa
Adaptativa
A partir da exposição;
Tem memória;
Aumenta intensidade com a
exposição;
Diversidade ampla.
Inata
Presente ao nascer;
Não há memória ;
Não muda de intensidade com a
exposição;
Diversidade Limitada.
Reconhecimento de Microrganismos e do
próprio Danificado pelo Sistema Imune
Inato
As especificidades do
reconhecimento imune inato
evoluíram para combater os
microrganismos, e diferem das
especificidades do sistema imune
adaptativo com relação a vários
aspectos.
O sistema imune inato reconhece
moléculas produzidas por patógenos
microbianos
Padrões moleculares associados ao patógeno (PAMPs).
Reconhecimento limitado de moléculas.
Garante que os microrganismos não invadam a imunidade inata pela perda
mutacional reconhecidas pelo hospedeiro.
Um alvo da imunidade inata indispensável aos microrganismos é o RNA viral de
dupla fita.
O sistema imune inato também reconhece
moléculas endógenas que são produzidas
ou liberadas por células danificadas ou
que estão morrendo.
Padrões moleculares associados ao dano (DAMPs).
Podem ser causados por infecções e podem indicar lesão estéril.
O sistema imune inato usa vários tipos de receptores celulares e moléculas
solúveis presentes no sangue e nas secreções de mucosas, para reconhecer
PAMPs e DAMPs.
O sistema imune inato não reage
contra células e tecidos sadios
normais.
Característica essencial para a saúde do organismo.
A falha em reconhecer o próprio sadio é devido a três mecanismos
principais: 
Não produção de células ligantes para receptores de imunidade
inata;
1.
 Receptores em compartimentos onde não encontram moléculas do
hospedeiro que poderiam reconhecer;
2.
As proteínas reguladoras expressas por células normais previnem
a ativação de vários componentes de imunidade inata.
3.
Receptores de Reconhecimento de
Padrão Associado a Célula e
Sensores de Imunidade Inata
Irão interagir com as moléculas presentes nos microrganismos (os PAMP’s) e
nas células danificadas (os DAMP’s)
Estão presentes:
Na superfície da célula, onde detectam os microrganismos extracelulares1.
Em vesículas ou endossomos, nos quais, os produtos microbianos são
ingeridos
2.
No citosol, funcionam como sensores de microrganismos citoplasmáticos3.
Receptores do tipo TOLL
Existem 10 TLRs em humanos que reconhecem grupos diferentes de
padrões moleculares associados à patógenos (PAMPs).
Estão amplamente distribuídos em células com funções imunes (Células
dendríticas, macrófagos, neutrófilos, células endoteliais, etc).
Reconhecem ligantes estruturalmente diversos pertencentes à todas as
classes de M.O.
Reconhecem também moléculas endógenas que indicam dano celular.
Reconhecimento do antígeno
Reconhecimento do antígeno
Reconhecimento do antígeno
Reconhecimento do antígeno
Reconhecimento do antígeno
Reconhecimento do antígeno
Reconhecimento do antígeno
Reconhecimento do antígeno
Reconhecimento do antígeno
Resposta anti-viral
Resposta anti-viral
Resposta anti-viral
Resposta anti-viral
Resposta anti-viral
Resposta anti-viral
Existem três subfamílias Nod (NLR) que atuam como receptores imunes inatos,
cada uma das quais usando um domínio efetor diferente para iniciar a
sinalização;
Esses receptores NLRs vão reconhecer peptideoglicanos bacterianos;
NOD 1 e NOD 2
Receptores do tipo NOD
Sensores de PAMPs bacterianos
NOD1 e NOD2, parecem ser importantes nas respostas imunes inatas a
patógenos bacterianos no trato gastrointestinal, como Helicobacter
pylori e Listeria monocytogenes.
Certos polimorfismos do gene NOD2 aumentam o risco de uma
enteropatia inflamatória conhecida como doença de Crohn.
Receptores do tipo NOD
Os sensores de DNA citosólico são moléculas que detectam DNA de fita dupla (dsDNA) microbiano
no citosol e ativam vias de sinalização que iniciam respostas antimicrobianas, incluindo a produção
de interferon do tipo l e autofagia.
Sensores de DNA Citosólico
Via STING (proteína adaptadora transmembrana) é
um mecanismo de ativação ds DNA. Nessa via, o
dsDNA citosólico, ativa a enzima cGAS e isso gera
uma molécula de sinalização chamada CGAMP
(GMP- AMP cíclico).
Receptores do tipo RIG
São sensores citosólicos de RNA viral que respondem induzindo a
produção de interferons do tipo I antivirais.
Os receptores do tipo RIG (RLRs) podem reconhecer RNA de fita dupla e
heterocomplexos RNA-DNA.
Os dois RLRs mais bem caracterizados são RIG-I e MDA5.
Domínio RNA helicese e domínio C terminal 
 
Receptores do tipo RIG
RIG-I e MDA5 reconhecem diferentes conjuntos de RNAs virais que são
característicos de vírus distintos e atípicos do RNA de mamíferos.
Exemplo: MDA5 reconhece dsRNA longo (1-6 kb), que é mais comprido que o dsRNA
que pode ser formado de modo transiente em células normais; enquanto RGI-I
somente reconhecerá RNA contendo uma porção 5’-trifosfato, que está ausente no
RNA citosólico da célula hospedeira de mamíferos, devido à adição de uma capa de 7-
metilguanosina ou remoção do 5’-trifosfato.
Com a ligação do dsRNA viral, os RLRs são recrutados para a membrana mitocondrial
externa pela proteína MAVS, levando à formação de filamentos por um mecanismo do
tipo príon. Isso inicia eventos de sinalização que levam à fosforilação e ativação de
IRF3 e IRF7, bem como de NFκB, e esses fatores de transcrição induzem a produção
de interferons do tipo I.
Inflamassomos
Os inflamassomos são complexos multiproteicos que se formam no citosol
em resposta aos PAMPs e DAMPs citosólicos, cuja função é gerar formas
ativas das citocinas inflamatórias IL-1β e IL-18.
Os inflamassomos são compostos de oligômeros de um sensor, a caspase-1,
e de um adaptador que liga ambos, e esses complexos oligoméricos
somente se formam quando os sensores respondem aos PAMPs, DAMPs ou
a alterações na célula indicativas da presença de infecção ou dano. 
Inflamassomos
As caspases são proteases contendo resíduos cisteína em seu sítio ativo,
que clivam substratos proteicos em resíduos aspartato.
A principal função da caspase-1 é clivar as formas precursoras
citoplasmáticas inativas de IL-1β e IL-18. A clivagem pela caspase-1 gera
formas ativas dessas citocinas, as quais então saem da célula e
desempenham várias funções pró-inflamatórias.
A inflamação induzida pela IL-1 tem função protetora, por meio da
eliminação dos microrganismos e células danificadas que induziram a
formação do inflamassomo.
Inflamassomos
A ativação do inflamassomo também causa uma forma inflamatória
de morte celular programada de macrófagos e DCs chamada
piroptose.
Pode ser induzida pela ativação de inflamassomos canônicos que
usam caspase-1, ou de um inflamassomo não canônico que usa uma
caspase diferente.
A amplificação da inflamação promovida pela piroptose intensifica a
depuração bacteriana, mas também pode contribuir para o choque
séptico, uma grave reação sistêmica a citocinas inflamatórias.
Inflamassomos
A gota é uma condição inflamatóriadolorosa das articulações.
 
 A ativação desregulada do inflamassomo devido a mutações
autossômicas do tipo “ganho de função” em uma ou outra das suas
proteínas componentes leva a uma produção de IL-1 inadequadamente
deflagrada e excessiva -> Síndromes autoinflamatórias
Receptores Lectina Tipo C para Carboidratos
Microbianos
Os receptores celulares que reconhecem carboidratos presentes na superfície de
microrganismos facilitam a fagocitose desses microrganismos e a secreção de
citocinas promotoras de inflamação e das respostas imunes adaptativas
subsequentes.
Todas essas moléculas contêm um domínio de reconhecimento de carboidrato
conservado. 
Alguns desses receptores lectina tipo C atuam na fagocitose de microrganismos,
enquanto outros têm função de sinalização que induz respostas protetoras das
células do hospedeiro aos microrganismos. 
Receptores Lectina Tipo C para Carboidratos
Microbianos
Receptor de manose (CD206) 
-> Está envolvido na fagocitose de microrganismos. Esse receptor
reconhece certos açúcares terminais em carboidratos presentes na
superfície microbiana.
-> Os receptores de manose podem não ter quaisquer funções de
sinalização intrínsecas e acredita-se que se ligam a microrganismos como
primeira etapa na ingesta desses por macrófagos e DCs. 
Receptores Lectina Tipo C para Carboidratos
Microbianos
• Dectinas
-> Incluem vários CLRs diferentes codificados por um grupo de genes
localizado no cromossomo 12 humano.
-> São expressas em DCs e macrófagos, e exercem papéis importantes na
imunidade antifúngica, bem como nas respostas a certas bactérias.
• Langerina (CD207) e DC-SIGN (CD209) 
-> São outros dois CLRs expressos em DCs, ambos se ligam à manose e
possuem papéis nas respostas imunes inata e adaptativa a vários
microrganismos.
• Receptores Scavenger
-> constituem uma coleção estrutural e funcionalmente diversificada de
proteínas de superfície celular, originalmente agrupadas com base na
característica comum de mediar a captação de lipoproteínas oxidadas para
dentro das células.
• Receptores Formil-Peptídeo
-> expresso em leucócitos, reconhece peptídeos bacterianos contendo
resíduos de N-formilmetionil e estimula o movimento direcionado das
células.
Sistema imunológico inato
O sistema imunológico inato é a primeira linha de defesa do corpo contra infecções e tem
várias características importantes:
1. Resposta rápida: Atua imediatamente ou em poucas horas após a infecção.
2. Não é específico: Reconhece padrões gerais de invasores (como bactérias, vírus e fungos),
mas não é direcionado a um patógeno específico.
3. Sem memória imunológica: Não se "lembra" de infecções anteriores, ao contrário do sistema
adaptativo.
4. Barreiras físicas e químicas: Inclui pele, mucosas, secreções (como saliva e lágrimas) e
ácido gástrico
5. Células de ataque amplo: Neutrófilos, macrófagos, células NK (natural killers) e células
dendríticas são responsáveis por atacar invasores
Barreiras epiteliais
As superfícies epiteliais intactas formam barreiras físicas entre os microrganismos
presentes no meio externo e o tecido do hospedeiro, e as células epiteliais produzem
compostos químicos antimicrobianos que impedem adicionalmente a entrada dos
microrganismos. 
As principais interfaces entre o ambiente e o hospedeiro mamífero são a pele e as
superfícies de mucosa dos tratos gastrintestinal,respiratório e geniturinário. Essas
interfaces são revestidas por camadas contínuas de células epiteliais especializadas
que desempenham muitas funções fisiológicas, incluindo a prevenção da entrada de
microrganismos. A perda da integridade dessas camadas epiteliais por traumatismo
ou outras causas
predispõe um indivíduo às infecções.Ex:corte e infecção por tétano.
Defensinas e catelicidinas
As defensinas sãoproduzidas por células epiteliais de superfícies mucosas.Uma das função é
limitar a quantidade de microrganismos luminais próximos à barreira epitelial. As defensinas
também são produzidas
em outras partes do cólon, nas células da mucosa respiratória e também na pele.As ações
protetoras das defensinas incluem ambos, toxicidade direta aos microrganismos, incluindo
bactérias, fungos e vírus
envelopados, e a ativação de células envolvidas na resposta inflamatória aos microrganismos.
As defensinas matam microrganismos por meio de vários mecanismos, muitos dos quais
dependem de sua habilidade de se inserir e desorganizar as funções das membranas
microbianas.
Catelicidina, produzida por neutrófilos e células epiteliais de barreira na pele, trato
gastrintestinal e trato respiratório.As catelicidinas ativas conferem proteção contra infecções
por múltiplos mecanismos, incluindo toxicidade direta a uma ampla gama de microrganismos, e
ativação de várias respostas em leucócitos e outros tipos celulares que promovem a
erradicação
de microrganismos.
Constituem a primeira linha de defesa contra microrganismos que rompem as barreiras epiteliais.
O papel essencial exercido pelos fagócitos na defesa imune inata contra microrganismos é
demonstrado pela alta
frequência de infecções fúngicas e bacterianas letais em pacientes com baixas contagens de
neutrófilos no sangue decorrentes de cânceres de medula óssea ou quimioterapia e tratamento
com radiação para
câncer (que destrói as células imaturas na medula óssea), bem como em pacientes com
deficiências
hereditárias nas funções de neutrófilos e macrófagos. Alguns macrófagos estão sempre presentes
na
maioria dos tecidos e atuam como sentinelas de infecção, enquanto outros fagócitos, incluindo
monócitos e neutrófilos, são recrutados para os tecidos infeccionados em resposta aos
microrganismos ou aos sinais gerados pelas células sentinela
Fagócitos 
Células dendríticas
Células dendríticas
As DCs detectam de forma rápida e eficiente os
microrganismos invasores, devido à sua localização nos
tecidos externos e mucosas,e expressão de numerosos
receptores de reconhecimento de padrão para PAMPs e
DAMP.A apresentam os antígenos aos linfócitos T nos
linfonodos quando migram
Células Linfóides Inatas
Produtoras de Citocinas
Chamamos essas células de “células linfoides” e não de “linfócitos”, porque não expressam
receptores antigênicos diversificados clonalmente distribuídos como se observa nos linfócitos T
comos quais se
assemelham. Existem diferentes subpopulações de ILCs que surgem a partir do mesmo precursor
linfoide que dá origem às células B e T, contudo as etapas precisas no desenvolvimento da ILC
ainda não são totalmente conhecidas
Mediam a inflamação,controle da homeostase, respondem antes dos linfócitos B e T tradicionais,
protegem as barreiras epiteliais inflamadas e atuam no reparo tecidual.Respondem à inflamação, e
não a antígenos 
Células Natural Killer
As células NK, muitas vezes consideradas as primeiras ILC conhecidas,
são células citotóxicas que
exercem papéis importantes nas respostas imunes inatas,
principalmente contra vírus e bactérias
intracelulares. A designação “natural killer” deriva do fato de sua
principal função ser o killing de células
infectadas, similarmente às células killer do sistema imune adaptativo,
os linfócitos T citotóxicos (CTLs),
além disso, estão sempre prontas para agir, uma vez desenvolvidas, na
ausência de diferenciação
adicional (portanto, natural).
Linfócitos T e B com diversidade limitada de
receptor antigênico
A maioria dos linfócitos T e B são componentes do sistema imune adaptativo e são caracterizados
por um repertório altamente diversificado de especificidades para diferentes antígenos.
Entretanto,certas populações pequenas de
linfócitos expressam receptores antigênicos estruturalmente iguais àqueles das células T e B,
contudo esses receptores exibem pouquíssima diversidade. Essas subpopulações de células T e B
podem
reconhecer estruturas expressas por muitas espécies microbianas diferentes ou comumente
encontradas. As subpopulações de células B que produzem anticorpos com um conjunto limitado
de especificidades. Embora essas células T e B
desempenhem funções similares àquelas exercidas por suascontrapartes clonalmente mais
diversificadas, a natureza de suas especificidades as coloca em uma categoria especial de linfócitos
que
são mais próximos das células da imunidade inata do que das células da imunidade adaptativa.
Mastócitos
Os mastócitos são células sentinelas presentes na pele, epitélio de mucosa e tecidos conectivos que
rapidamente secretam citocinas pró-inflamatórias e mediadores lipídicos em resposta à infecção e
outros estímulos.Essas células contêm
grânulos citoplasmáticos abundantes repletos de vários mediadores inflamatórios que são liberados
quando as células são ativadas, seja por produtos microbianos ou por um mecanismo especial
dependente de anticorpo. Os conteúdos dos grânulos incluem aminas vasoativas (como a histamina,
heparina,além de também liberarem quimase,tripase,leucotrienos,etc)
causadoras de vasodilatação e permeabilidade capilar aumentada, bem como enzimas proteolíticas
capazes de matar bactérias ou inativar toxinas microbianas. Os mastócitos também sintetizam e
secretam mediadores lipídicos (como as prostaglandinas) e citocinas (como o TNF). Como os mastócitos
geralmente estão localizados nas adjacências dos vasos sanguíneos, seus conteúdos de
grânulos liberados rapidamente induzem alterações nos vasos sanguíneos que promovem inflamação
aguda.Regulam a inflamação,estimulam a liberação de fatores que causam regeneração e cicatrização,e
direcionam outras células do sistema imunológico ao local
ABBAS,A.K.;LICHTMAN,A.H.;PILLAI,S.Imunologia Celular e Molecular.9o edição,Rio de
Janeiro:Elsevier,2019.
Referências
Obrigado!

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