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SOLDAGEM
PROF. ERIC ROCHA MENEZES
SOLDAGEM
• Os processos de soldagem são utilizados nas mais diversas situações 
que vão desde um simples reparo, como o conserto de uma perna de 
cadeira metálica, até a construção de pontes e de super-petroleiros, 
ou seja, as aplicações práticas dependem do que se quer e são 
relacionadas diretamente ao que se precisa.
DIFINIÇÃO DE SOLDAGEM
• "Operação que visa obter a união de duas ou mais peças, assegurando, na 
junta soldada, a continuidade de propriedades físicas, químicas e 
metalúrgicas".
• "Operação que visa obter a coalescência localizada produzida pelo 
aquecimento até uma temperatura adequada, com ou sem aplicação de 
pressão e de metal de adição." (Definição a adotada pela AWS – American 
Welding Society).
• É importante não confundir solda com soldagem. Soldagem é o processo 
pelo qual se consegue a união; solda é a zona de união onde houve 
solubilização.
VANTAGEM DA SOLDAGEM
• Maior economia de tempo e de material.
• Redução do peso.
• Uniões mais estanques.
• Uniões mais resistentes.
• Uniões possíveis de serem usinadas.
DESVANTAGEM DA SOLDAGEM
• Dificuldade de desmontagem.
• Podem ocorrer tensões e deformações.
• Algumas soldas exigem acabamento posterior.
• Exige mão de obra especializada.
DEFINIÇÕES EM 
SOLDAGEM
• Soldagem é o processo de união de materiais, a Solda é o resultado deste 
processo.
• Metal Base: Material da peça que sofre o processo de soldagem.
• Metal de Adição: Material adicionado, no estado líquido, durante a 
soldagem (ou brasagem).
• Poça de Fusão : Região em fusão, a cada instante, durante uma soldagem.
• Penetração: Distância da superfície original do metal de base ao ponto em 
que termina a fusão, medida perpendicularmente à mesma.
• Junta: Região entre duas ou peças que serão unidas.
PROCESSOS DE SOLDAGEM POR FUSÃO
• Grande número de processos por fusão podem ser separados em 
sub-grupos, por exemplo, de acordo com o tipo de fonte de energia 
usada para fundir as peças. Dentre estes, os processos de soldagem a 
arco (fonte de energia: arco elétrico) são os de maior importância 
industrial na atualidade. Devido à tendência de reação do material 
fundido com os gases da atmosfera, a maioria dos processos de 
soldagem por fusão utiliza algum meio de proteção para minimizar 
estas reações.
ARCO ELÉTRICO
• Um arco elétrico pode ser definido como um feixe de descargas elétricas 
formadas entre dois condutores (eletrodo e metal base), mantidas pela 
formação de um meio condutor gasoso chamado plasma. Há neste 
fenômeno a geração de energia térmica suficiente para ser usado em 
soldagem, através da fusão localizada das peças a serem unidas. A 
expressão soldagem a arco elétrico se aplica a um grande número de 
processos de soldagem que utilizam o arco elétrico como fonte de calor; 
nestes processos a junção dos materiais sendo soldados pode requerer 
ou não o uso de pressão ou de material de adição.
DIFICULDADE NA ABERTURA DO ARCO ELÉTRICO
• Ferrugem (oxidação).
• Tinta.
• Umidade (água).
• Poeira.
• Gordura.
PROCESSOS DE SOLDAGEM POR PRESSÃO OU 
DEFORMAÇÃO
• Este primeiro grupo inclui os processos de soldagem por ultra-som, 
por fricção, por forjamento, por resistência elétrica, por difusão, por 
explosão, entre outros. Diversos destes processos, como por exemplo, 
os processos de soldagem por resistência, apresentam características 
intermediárias entre os processos de soldagem por fusão e por 
deformação.
CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM
• O termo consumíveis é aplicado aos produtos que são consumidos 
durante a execução de uma soldagem. Por exemplo, na soldagem manual 
com eletrodos revestidos é o eletrodo empregado, e na soldagem por 
arco submerso são o arame e o fluxo. Na soldagem com gás de proteção 
incluem – a argônio, hélio, dióxido de carbono ou misturas de gases – 
bem como o arame. Também se incluem bocais, peças de reserva e a 
energia elétrica empregada na soldagem. 
CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM
• Uma função primária dos 
consumíveis é proteger o metal 
fundido e aquecido no arco e na poça 
de fusão da atmosfera cujo perigo 
provém do nitrogênio e do oxigênio 
que reagem com o metal fundido. 
Óxidos prejudicam o fluxo e a fusão 
do metal e influenciam na formação 
de inclusões.
TIPOS DE JUNTAS 
DE SOLDAGEM
• Tão importante quanto a solda bem feita deverá ser a preparação da 
junta.
• A escolha da posição de solda, do consumível, do processo, da técnica 
de soldagem, são alguns dos fatores a observar antes do inicio da solda, 
porém é necessário a preparação desta junta de forma que se possa ter 
um penetração adequada na região de solda é de fundamental 
importância na preparação da junta, para isso necessário escolher o 
tipo de junta e tipo de chanfro a fim de evitar “defeitos”
TIPOS DE JUNTAS DE SOLDAGEM
TIPOS DE CHANFRO
• Juntamente com a escolha de tipo de junta há a seleção do tipo 
chanfro aplicado em função da espessura da peça soldada e posição. 
O Chanfro por definição é o corte efetuado na junta para 
possibilitar/facilitar a soldagem em toda a sua espessura. 
TIPOS DE CHANFRO
A definição dos elementos que compões o chanfro são:
• Encosto ou nariz (s) Parte não chanfrada de um componente da junta.
• Garganta, folga ou fresta (f) Menor distância entre as peças a soldar.
• Ângulo de abertura da junta (α) (e
• Ângulo de chanfro (β).
Os elementos de um chanfro são escolhidos de forma a permitir um fácil 
acesso até o fundo da junta, mas, idealmente, com a menor necessidade 
possível de metal de adição.
POSIÇÕES DE 
SOLDAGEM
• Plana : A soldagem é feita no lado superior de uma junta e a face da 
solda é aproximadamente horizontal.
• Horizontal: O eixo da solda é aproximadamente horizontal, mas a sua 
face é inclinada.
• Sobrecabeça: A soldagem é feita do lado inferior de uma solda de eixo 
aproximadamente horizontal.
• Vertical: O eixo da solda é aproximadamente vertical. A soldagem pode 
ser “para cima” ou “para baixo” .
OPERAÇÃO DE SOLDAGEM
• Manual: Soldagem na qual toda a operação é realizada e controlada 
manualmente pelo soldador.
• Semi-automático: Soldagem com controle automático da alimentação de 
metal de adição, mas com controle manual pelo soldador do posicionamento 
da tocha e de seu acionamento.
• Mecanizado: Soldagem com controle automático da alimentação de metal de 
adição, controle do deslocamento do cabeçote de soldagem pelo 
equipamento, mas com o posicionamento, acionamento do equipamento e 
supervisão da operação sob responsabilidade do operador de soldagem.
• Automático: Soldagem com controle automático de praticamente todas as 
operações necessárias.
DEFEITOS DE SOLDAGEM
Trincas de solidificação
• A maioria dos aços pode ser soldada com um metal de solda de 
composição similar à do metal de base. Muitos aços com alto teor de liga 
e a maioria das ligas não ferrosas requerem eletrodos ou metal de adição 
diferentes do metal de base porque possuem uma faixa de temperatura 
de solidificação maior do que outras ligas. Isso torna essas ligas 
suscetíveis à fissuração de solidificação, que pode ser evitada mediante a 
escolha de consumíveis especiais que proporcionam a adição de 
elementos que reduzem a faixa de temperatura de solidificação.
DEFEITOS DE SOLDAGEM
Porosidade
• A porosidade pode ocorrer de três modos. Primeiro, como resultado de 
reações químicas na poça de fusão, isto é, se uma poça de fusão de aço 
for inadequadamente desoxidada, os óxidos de ferro poderão reagir com 
o carbono presente para liberar monóxido de carbono (CO). A 
porosidade pode ocorrer no início do cordão de solda na soldagem 
manual com eletrodo revestido porque nesse ponto a proteção não é 
totalmente efetiva. Segundo, pela expulsão de gás de solução à medida 
que a solda solidifica. Terceiro, pelo aprisionamento de gases na base de 
poças de fusão turbulentas na soldagem com gás de proteção.
DEFEITOS DE SOLDAGEM
Inclusões
• Com processos que utilizam fluxo é possível que algumas partículas 
dessefluxo sejam deixadas para trás, formando inclusões no cordão 
de solda. É mais provável de as inclusões ocorrerem entre passes 
subseqüentes ou entre o metal de solda e o chanfro do metal de 
base. A causa mais comum é a limpeza inadequada entre passes 
agravada por uma técnica de soldagem ruim, com cordões de solda 
sem concordância entre si ou com o metal de base.
DEFEITOS DE SOLDAGEM
Falta de fusão e perfil do cordão desfavorável
• Esses são defeitos comuns fáceis de se evitar. A causa pode ser uma 
corrente de soldagem muito baixa ou uma velocidade de soldagem 
inadequada.
DEFEITOS DE SOLDAGEM
ZONA TERMICAMENTE AFETADA (ZTA)
• É a região da solda que não se fundiu durante a soldagem, porém 
teve sua microestrutura e propriedades alteradas calor induzido pela 
soldagem ou operações de corte. O calor do processo de soldagem e 
posterior resfriamento faz com que aconteça a alteração na área 
circundante da solda. A extensão e magnitude da mudança de 
propriedade depende principalmente do material de base, o metal de 
enchimento de solda, e a quantidade e concentração de entrada de 
calor pelo processo de soldagem.
ZONA TERMICAMENTE EFETADA (ZTA)
• Essa região pode se tornar um elo fraco em uma junta soldada que 
normalmente seria resistente. As causas são varias como a estrutura 
granular da ZTA não é tão refinada e, portanto, é mais fraca que o metal 
de base circunvizinho ou do metal de solda com estrutura bruta de 
fusão. Outro caso que se a ZTA resfriar rapidamente em determinados 
aços, forma-se uma estrutura cristalina frágil e dura conhecida como 
martensita.
INSPEÇÃO DE QUALIDADE 
EM SOLDAGEM
• Existem vários tipos de inspeção de soldagem e muitas características 
de uma solda podem ser avaliadas durante a inspeção de soldagem, 
algumas relacionadas ao tamanho da solda e outras relacionadas à 
presença de descontinuidades na solda.
• As imperfeições dentro ou adjacentes à solda, podem ou não, 
dependendo de seu tamanho e / ou localização, impedir que a solda 
atinja o desempenho pretendido.
• A inspeção de soldagem pode ser realizada por vários motivos. Talvez 
a razão mais fundamental seja determinar se a solda é de qualidade 
adequada para a aplicação pretendida.
INSPEÇÃO DE QUALIDADE 
EM SOLDAGEM
• Níveis ou quantidades aceitáveis ​​e inaceitáveis ​​de descontinuidades 
de solda para inspeção de soldagem são geralmente obtidos de 
códigos e normas de soldagem.
• O programa mais popular usado nos EUA é administrado pela 
American Welding Society (AWS). Este é o programa Inspetor de 
Soldagem Certificado (CWI). Certificação como inspetor de soldagem: 
normalmente requer demonstração do conhecimento de um 
indivíduo sobre inspeção de soldagem através de aprovação no 
exame.
TÉCNICAS DE INSPEÇÃO 
EM SOLDAGEM
• LÍQUIDO PENETRANTE
Como o nome indica, o teste de penetrante líquido envolve um líquido 
penetrante colorido aplicado à superfície do material que está sendo 
testado.
O líquido é atraído para áreas defeituosas na superfície do material por meio 
de ação capilar e depois retirado para se revelar à detecção usando luzes UV 
ou outros métodos, dependendo do tipo de corante penetrante e corante 
utilizado. Esse método é muito utilizado na construção civil.
• ENSAIO VISUAL
A inspeção visual é um dos tipos de inspeção de soldagem não destrutivo 
básico. Todos os outros END’s devem ser executados após uma boa Inspeção 
Visual, que pode ser feito à vista, com o auxílio de uma lupa ou com 
aparelhos e instrumentos para inspeção remota.
TÉCNICAS DE INSPEÇÃO 
EM SOLDAGEM
• PARTÍCULAS MAGNÉTICAS
Quando o material ferromagnético (normalmente ferro ou aço) é isento de 
defeitos, ele transfere linhas de fluxo magnético (campo) através do material 
sem interrupção.
Mas quando uma rachadura ou outra descontinuidade está presente, o fluxo 
magnético vaza para fora do material. À medida que vaza, o fluxo magnético 
(campo magnético) coletará partículas ferromagnéticas (pó de ferro), 
tornando facilmente visível o tamanho e a forma da descontinuidade.
• RADIOGRAFIA
O princípio básico da inspeção de soldagem radiográfica é o mesmo da 
radiografia médica. A radiação penetrante é passada através de um objeto 
sólido (neste caso, uma solda em vez de parte do corpo humano) para o filme 
fotográfico, criando uma imagem da estrutura interna do objeto no filme.
TÉCNICAS DE INSPEÇÃO EM SOLDAGEM
• TESTE DESTRUTIVO DE SOLDA
Métodos usados ​​para estabelecer a integridade ou o desempenho da 
solda, normalmente através do corte e / ou quebra do componente 
soldado e avaliação de várias características mecânicas e/ou físicas.
SEGURANÇA NA SOLDAGEM
• As operações de soldagem envolvem situações de risco, como outras 
atividades, podendo causar danos ao pessoal envolvido, a terceiros, 
às instalações e/ou equipamentos. Via de regra de segurança ora 
apresentadas são divididas em três grupos principais:
1) Regras de segurança relativas ao local de trabalho
2) Regras de segurança relativas ao pessoal
3) Regras de segurança relativas ao equipamento
SEGURANÇA RELATIVAS AO LOCAL DE TRABALHO
• Incêndios e explosões: O calor produzido por arcos elétricos e as suas 
irradiações, por escórias quentes e por faíscas podem ser causas de 
incêndios ou explosões.
• Ventilação: O local de trabalho deve possuir ventilação adequada de 
forma a eliminar os gases, vapores e fumos usados e gerados pelos 
processos de soldagem e corte.
• Cilindros de gás: O manuseio inadequado dos cilindros dos gases 
usados em soldagem ou corte elétricos pode provocar a danificação 
ou ruptura da válvula de fechamento e a liberação repentina e 
violenta do gás que contêm com riscos de ferimento ou morte.
SEGURANÇA RELATIVAS AO PESSOAL
Choques elétricos
• Nunca tocar em partes eletricamente "vivas".
• Instalar o equipamento de acordo com as instruções do manual específico 
fornecido.
• Aterrar os equipamentos e seus acessórios a um ponto seguro de aterramento.
• Assegurar-se de que todas as conexões elétricas estão bem apertadas, limpas e 
secas.
• Usar roupa e equipamentos de proteção individual adequados, em bom 
estado, limpos e secos bem como o local de trabalho.
• Ao soldar ou cortar, não usar quaisquer adornos, acessórios ou objetos 
corporais metálicos.
SEGURANÇA RELATIVAS AO PESSOAL
Campos elétricos magnéticos
• A corrente elétrica que circula num condutor provoca o aparecimento 
de campos elétricos e magnéticos. Para minimizar os efeitos dos 
campos gerados pelas correntes elétricas de soldagem e corte:
• Não se deve permanecer entre os dois cabos eletrodo e obra e sim, 
sempre manter ambos do mesmo lado do corpo.
• Na peça a ser soldada, conectar o cabo obra tão perto quanto 
possível da junta.
• Manter os cabos de soldagem e de alimentação do equipamento tão 
longe quanto possível do corpo.
• Nunca se deve enrolar cabos de soldagem em torno do corpo.
SEGURANÇA RELATIVAS AO PESSOAL
Proteção da visão
• Os arcos elétricos de soldagem ou corte emitem raios ultravioletas e 
infravermelhos. Exposições de longa duração podem provocar 
queimaduras graves e dolorosas da pele e danos permanentes na 
vista.
• Para soldar ou cortar, usar máscara com vidro ou dispositivo de 
opacidade adequado ao processo e à aplicação prevista.
SEGURANÇA RELATIVAS AO PESSOAL
Proteção da pele
• Devido à emissão de raios 
ultravioletas e infravermelhos, 
arcos elétricos queimam a pele 
da mesma maneira que o sol, 
porém muito mais rapidamente 
e com maior intensidade. 
Devemos garantir uma 
proteção segura contra a 
irradiação de um arco elétrico e 
os respingos.
SEGURANÇA RELATIVAS AO PESSOAL
SEGURANÇA RELATIVAS 
AOS EQUIPAMENTOS
• Sempre ligar uma máquina de soldar ou cortar à sua linha de alimentação 
através de uma chave de parede.
• Sempre instalar e operar uma máquina de soldar ou cortar de acordo com 
as orientações contidas no Manual de Instruções.
• Operar os equipamentos estritamente dentro das características 
anunciadas pelo fabricante.
• Nunca usar uma máquina de soldarou cortar com parte do seu gabinete 
removida ou mesmo aberta.
• Sempre manter um equipamento de soldar ou cortar afastado de fontes 
externas de calor (fornos, por exemplo).
• Máquinas de soldar ou cortar não devem ser utilizados em locais alagados 
ou poças de água.
EXPOSIÇÃO AOS FUMOS E GASES
• Dependendo da quantidade do material envolvido, a inalação de 
fumos e gases causa irritação nos olhos, na pele e no sistema 
respiratório, além do risco a complicações mais severas. Esses efeitos 
podem ocorrer imediatamente após a soldagem ou após certo 
tempo. Fumos podem causar sintomas como náuseas, dor de cabeça, 
tonteira e febre. Possibilidade de doenças mais sérias existe quando 
materiais altamente tóxicos estão envolvidos.
PROCESSO DE SOLDAGEM – ELETRODO REVESTIDO
• É um processo que consiste na abertura e na 
manutenção de um arco elétrico entre o 
eletrodo revestido e a peça a ser soldada, de 
modo a fundir simultaneamente o eletrodo e 
a peça. O metal fundido do eletrodo é 
transferido para a peça, formando uma poça 
de metal fundido que é protegida da 
atmosfera pelos gases de combustão do 
eletrodo e elementos geradores de escória 
presentes no revestimento e que são 
incorporados ao metal fundido no ato da 
combustão do revestimento.
ARCO ELÉTRICO
• O arco elétrico é aberto tocando-se o eletrodo na peça a ser soldada. 
Apesar de não se exigir uma técnica especial, é necessário um 
treinamento prévio para não se causar danos na peça a ser soldada.
• A manutenção do arco, por sua vez é uma mera questão de controlar a 
velocidade de deposição e o comprimento do arco elétrico, uma vez 
todas as outras variáveis estabelecidas.
• Na extinção do arco finalmente, um cuidado especial deve ser tomado 
para evitar a formação da cratera no final do cordão. A cratera deve ser 
preenchida convenientemente, mantendo-se o eletrodo estacionário 
sobre o fim do cordão, até que ela seja eliminada.
APLICAÇÃO
• O eletrodo revestido é utilizado na soldagem de estruturas metálicas 
e montagem de vários equipamentos, tanto na oficina quanto no 
campo e até de baixo d’água para materiais de espessuras entre 1,5 
mm a 50 mm e em qualquer posição. É um processo 
predominantemente manual, porém pode admitir alguma variação 
mecanizada. Os materiais soldados por esse processo são variados, 
como aço ao carbono, aço de baixa liga, média e alta ligas, aços 
inoxidáveis, ferros fundidos, alumínio, cobre, níquel e liga destes 
materiais.
VANTAGENS DO PROCESSO ELETRODO REVESTIDO
• É bastante simples e versátil.
• Possui grande variedade de eletrodos, desde os tecnologicamente 
mais simples, até os eletrodos especiais para ligas especificas.
• Possui uma gama abrangente de bitolas para comportar igualmente 
uma faixa ampla de corrente e, possibilitar soldagens em espessuras 
próximas a 1,5 mm até espessuras que excedem os 50 mm sendo que 
a partir dos 4 mm utilizam-se passes múltiplos.
DESVANTAGENS DO PROCESSO ELETRODO 
REVESTIDO
• Em razão de ser um processo eminentemente manual, depende 
muito da habilidade do soldador.
• Não se aplica a materiais de baixo ponto de fusão como chumbo, 
estanho, zinco e metais muito reativos, como titânio, zircônio, 
molibdênio e nióbio.
• Possui baixa produtividade, devido principalmente a necessidade de 
reposição de eletrodos em tempos relativamente curto.
EQUIPAMENTOS
O custo relativamente baixo e a 
simplicidade do equipamento 
necessário, comparados com outros 
processos, bem como a possibilidade de 
uso em locais de difícil acesso ou 
abertos, sujeitos à ação de ventos, são 
outras características importantes.
• Fonte de energia.
• Alicate de fixação dos eletrodos.
• Cabos de interligação.
• Pinça para ligação à peça.
• Equipamentos de proteção individual.
• Equipamentos para limpeza da solda.
ELETRODO REVESTIDO
• É um condutor metálico que permite a passagem de corrente elétrica. 
É constituído por um núcleo metálico chamado alma, envolvido por 
um revestimento composto de materiais orgânicos e/ou minerais.
TIPOS DE REVESTIMENTO
• Revestimento oxidante – revestimento normalmente espesso 
composto principalmente de óxido de ferro e manganês. Produz 
escória espessa, compacta e facilmente destacável. Possibilita a 
inclusão de óxido, mas produz cordão de belo aspecto. Recomenda-se 
utilizar CC+ ou CA. Obtém-se pequena penetração.
• Revestimento rutílico – revestimento com grande quantidade de 
rutilo (TiO2). Pode-se soldar em todas as posições. Pela sua 
versatilidade é chamado de eletrodo universal. Produz escória 
espessa, compacta, facilmente destacável e cordões de bom aspecto. 
Pode-se usar qualquer tipo de corrente e polaridade. Obtém-se 
média ou pequena penetração (Ex. E6013).
FUNÇÕES BÁSICAS DO 
REVESTIMENTO
• Proteger o arco contra o Oxigênio e Nitrogênio do ar, através dos gases 
gerados pela decomposição do revestimento em alta temperatura.
• Reduzir a velocidade de solidificação, proteger contra a ação da atmosfera e 
permitir a desgazeificação do metal de solda através da escória.
• Facilitar a abertura e estabilizar o arco.
• Introduzir elementos de liga no material depositado e desoxidar o metal de 
solda.
• Facilitar a soldagem nas diversas posições de trabalho.
OBRIGADO
Contato: ericrochamenezes@yahoo.com.br
	Slide 1: SOLDAGEM
	Slide 2
	Slide 3: SOLDAGEM
	Slide 4: DIFINIÇÃO DE SOLDAGEM
	Slide 5: VANTAGEM DA SOLDAGEM
	Slide 6: DESVANTAGEM DA SOLDAGEM
	Slide 7: DEFINIÇÕES EM SOLDAGEM
	Slide 8: PROCESSOS DE SOLDAGEM POR FUSÃO
	Slide 9: ARCO ELÉTRICO
	Slide 10: DIFICULDADE NA ABERTURA DO ARCO ELÉTRICO
	Slide 11
	Slide 12: PROCESSOS DE SOLDAGEM POR PRESSÃO OU DEFORMAÇÃO
	Slide 13
	Slide 14: CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM
	Slide 15: CONSUMÍVEIS DE SOLDAGEM
	Slide 16: TIPOS DE JUNTAS DE SOLDAGEM
	Slide 17: TIPOS DE JUNTAS DE SOLDAGEM
	Slide 18: TIPOS DE CHANFRO
	Slide 19: TIPOS DE CHANFRO
	Slide 20: POSIÇÕES DE SOLDAGEM
	Slide 21: OPERAÇÃO DE SOLDAGEM
	Slide 22: DEFEITOS DE SOLDAGEM
	Slide 23: DEFEITOS DE SOLDAGEM
	Slide 24: DEFEITOS DE SOLDAGEM
	Slide 25: DEFEITOS DE SOLDAGEM
	Slide 26: DEFEITOS DE SOLDAGEM
	Slide 27: ZONA TERMICAMENTE AFETADA (ZTA)
	Slide 28: ZONA TERMICAMENTE EFETADA (ZTA)
	Slide 29: INSPEÇÃO DE QUALIDADE EM SOLDAGEM
	Slide 30: INSPEÇÃO DE QUALIDADE EM SOLDAGEM
	Slide 31: TÉCNICAS DE INSPEÇÃO EM SOLDAGEM
	Slide 32: TÉCNICAS DE INSPEÇÃO EM SOLDAGEM
	Slide 33: TÉCNICAS DE INSPEÇÃO EM SOLDAGEM
	Slide 34: SEGURANÇA NA SOLDAGEM
	Slide 35: SEGURANÇA RELATIVAS AO LOCAL DE TRABALHO
	Slide 36: SEGURANÇA RELATIVAS AO PESSOAL
	Slide 37: SEGURANÇA RELATIVAS AO PESSOAL
	Slide 38: SEGURANÇA RELATIVAS AO PESSOAL
	Slide 39: SEGURANÇA RELATIVAS AO PESSOAL
	Slide 40: SEGURANÇA RELATIVAS AO PESSOAL
	Slide 41: SEGURANÇA RELATIVAS AOS EQUIPAMENTOS
	Slide 42: EXPOSIÇÃO AOS FUMOS E GASES
	Slide 43: PROCESSO DE SOLDAGEM – ELETRODO REVESTIDO
	Slide 44
	Slide 45: ARCO ELÉTRICO
	Slide 46: APLICAÇÃO
	Slide 47: VANTAGENS DO PROCESSO ELETRODO REVESTIDO
	Slide 48: DESVANTAGENS DO PROCESSO ELETRODO REVESTIDO
	Slide 49: EQUIPAMENTOS
	Slide 50: ELETRODO REVESTIDO
	Slide 51: TIPOS DE REVESTIMENTO
	Slide 52: FUNÇÕES BÁSICAS DO REVESTIMENTO
	Slide 53
	Slide 54

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