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DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSO 
TRIBUTÁRIO 
 
Módulo: Responsabilidade Tributária 
 
TEMA 04 – Causas de Suspensão da 
Exigibilidade do Crédito Tributário 
 
Aula 01 – Causas de Suspensão da Exigibilidade 
do Crédito Tributário 
 
Causas de Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário 
 
Depois que o CRÉDITO TRIBUTÁRIO passa pelo LANÇAMENTO, ele deve 
ser PAGO, sob pena de o sujeito passivo incidir EM MORA e começar a sofrer seus 
efeitos. Assim, ele perde o DIREITO DE OBTER CERTIDÕES NEGATIVAS junto à 
Administração Pública. Após a CONSTITUIÇÃO EM MORA, o DEVEDOR fica sujeito 
à AÇÃO DE EXECUÇÃO FISCAL. Porém, em alguns casos previstos pelo CTN, a 
exigibilidade do crédito tributário fica suspensa. São eles: 
Art. 151 CTN. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: 
 I - moratória; 
 II - o depósito do seu montante integral; 
III - as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras 
do processo tributário administrativo; 
 IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança. 
V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em 
outras espécies de ação judicial; 
VI – o parcelamento. 
Parágrafo único. O disposto neste artigo não dispensa o cumprimento 
das obrigações assessórios dependentes da obrigação principal cujo 
crédito seja suspenso, ou dela conseqüentes. 
 
 
Apesar de ser definida na lei como “suspensão do crédito tributário”, trata-se 
de SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. Esta 
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suspensão surge com o decurso do prazo legal para adimplir o tributo. Afinal, 
esgotado tal prazo o crédito se torna exigível. Todavia, a suspensão da 
exigibilidade do crédito tributário pode ocorrer ANTES MESMO DA PRÓPRIA 
CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO (antes do lançamento). 
Diante disso, podemos concluir que há suspensão da exigibilidade do 
crédito tributário (i) prévia e (ii) posterior. A SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE 
PRÉVIA é ANTERIOR AO LANÇAMENTO, sendo um verdadeiro impedimento à 
exigibilidade (afinal não podemos suspender algo que ainda nem existe). O crédito 
tributário, neste caso já “nasce” suspenso. Já a SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE 
POSTERIOR é a suspensão propriamente dita, a que ocorre APÓS A 
CONSTITUIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO, quando este já é EXISTENTE e 
EXIGÍVEL. 
Para melhor compreensão desta divisão, atente-se ao esquema 
apresentado abaixo: 
FATO GERADOR LANÇAMENTO 
 Suspensão Prévia Suspensão Posterior 
 (IMPEDIMENTO À EXIGIBILIDADE) (SUSPENSÃO À EXIGIBILIDADE) 
 
Principal Objetivo 
 
O princípal objetivo da Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário é 
VEDAR a cobrança do crédito tributário, afastando a situação de 
inadimplência do contribuinte. Como a EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO 
TRIBUTÁRIO FICA SUSPENSA, isso impede que o FISCO possa EXIGIR DE 
IMEDIATO o PAGAMENTO DO TRIBUTO devido. 
 
 
 
 
 
Não se esqueça: A consequência prática da suspensão é o IMPEDIMENTO (ainda 
que temporário) da cobrança do crédito tributário . 
 
 
 
 
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Não suspensão da obrigação tributária 
A SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO não 
dispensa o cumprimento das obrigações acessórias (dependentes da 
obrigação principal cujo crédito seja suspenso ou dela decorrente), conforme 
previsão do parágrafo único do art. 151 do CTN: 
 
CTN, Art. 151, Parágrafo único.Parágrafo único. O disposto 
neste artigo não dispensa o cumprimento das obrigações 
assessórios dependentes da obrigação principal cujo crédito 
seja suspenso, ou dela conseqüentes. 
 
Assim, o parágrafo em estudo dita que fica suspensa a “exigibilidade do 
crédito tributário” e não a obrigação tributária em si. Por isso, como bem pontuado 
por Hugo de Brito Machado: 
Advirta-se que a ocorrência de uma dessas hipóteses de 
suspensão da exigibilidade do crédito tributário não dispensa o 
cumprimento das obrigações acessórias dependentes da 
obrigação principal cujo crédito seja suspenso, ou dela 
consequente. Em outras palavras, caso um contribuinte obtenha 
medida liminar que suspenda a exigibilidade do crédito tributário 
relativo ao ICMS incidente sobre as mercadorias que vende, isso não 
o eximirá de escriturar essas vendas em sua contabilidade, emitir as 
correspondentes notas fiscais, entregar ao Fisco as declarações 
exigidas pela legislação etc.1 
 
 
 
 
 
Atributos da suspensão 
São ATRIBUTOS da Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário 
 
1 MACHADO, Hugo de Brito. Manual de direito tributário. 10. ed., São Paulo: Atlas, 2018, p. 203 
Não se esqueça: A SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO alcança somente a 
parte econômica da obrigação (principal), porém não altera o dever de cumprir as 
obrigações acessórias (este permanece inalterado). 
 
 
 
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• SUSPENDE o prazo prescricional; 
• IMPEDE a inscrição em dívida ativa, a execução fiscal; ou, se já 
promovida, o curso da execução. 
 
Neste aspecto, com base nos ensinamentos de Hugo de Brito Machado: 
Vale registrar que as causas de suspensão da exigibilidade do 
crédito tributário conduzem, também, à suspensão do prazo de 
prescrição de que dispõe o Fisco para cobrá-lo. Afinal, se a 
ordem jurídica impede o Fisco de exigir o cumprimento de uma 
prestação, não seria razoável que fluísse o prazo de prescrição, que 
consiste precisamente em um prazo para que a exigência fosse 
formulada.2 
 
 
Ainda, no ensinamento de Roberto Caparroz: 
Destaque-se, ainda, que a suspensão da exigibilidade impede o 
início da contagem do prazo prescricional (posto que as 
autoridades não podem propor medidas contra o sujeito passivo 
nesse ínterim — efeito impeditivo) ou suspende a fluência desse 
prazo, nas hipóteses em que ele já tiver sido iniciado (efeito 
suspensivo).3 
 
Não impede 
A Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário não impede: 
• Constituição do crédito; 
• Decadência tributária. 
 
Neste contexto, conforme explica Roberto Caparroz: 
 
A suspensão da exigibilidade não afeta a contagem do prazo 
decadencial e em razão disso não impede que as autoridades 
fiscais promovam o lançamento, justamente para evitar a perda 
do direito. Assim, nas hipóteses em que o sujeito passivo obtém 
liminar judicial para afastar a tributação, o lançamento será efetuado 
 
2 MACHADO. Hugo de Brito. Manual de direito tributário. 10. ed., São Paulo: Atlas, 2018, p. 203. 
3 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: 
Saraiva Educação, 2019, p. 689. 
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com exigibilidade suspensa até o trânsito em julgado da ação.4 
 
 Reserva legal 
As CAUSAS de SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO respeitam o 
PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL. Diante disso, elas somente podem ser definidas 
por lei. 
Como bem pontua Alexandre Mazza: 
As causas de suspensão, extinção e exclusão do crédito tributário 
somente podem ser definidas e disciplinadas em lei. Qualquer 
hipótese de benefício concedido administrativamente enseja 
responsabilidade funcional (art. 141 do CTN) e constitui 
improbidade administrativa (art. 10 da Lei n. 8.429/92). Como a 
disciplina do crédito tributário está sob reserva de lei complementar 
(art. 146, III, b, da CF), as alterações na matéria exigem lei 
complementar federal.5 
 
Interpretação da suspensão da exigibilidade 
A Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário interpreta-se de forma 
literal, conforme previsão do inciso I do art. 111 do CTN: 
Art. 111, I, CTN: Interpreta-se de forma literal a suspensão da 
exigibilidade do crédito tributário. 
 
Certidões 
O art. 205 do CTN disciplina a CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO: 
CTN, Art. 205. A lei poderá exigir que a prova da quitação de 
determinado tributo, quando exigível, seja feita por certidãonegativa, expedida à vista de requerimento do interessado, que 
contenha todas as informações necessárias à identificação de sua 
pessoa, domicílio fiscal e ramo de negócio ou atividade e indique o 
período a que se refere o pedido; 
Parágrafo único. A certidão negativa será sempre expedida nos 
termos em que tenha sido requerida e será fornecida dentro de 10 
(dez) dias da data da entrada do requerimento na repartição. 
 
 
4 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 689. 
5 MAZZA, Alexandre. Manual de direito tributário. 5. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 9616 
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Se o sujeito passivo possui créditos constituídos, mas com 
EXIGIBILIDADE SUSPENSA, fica impedido de receber certidão negativa. Neste 
caso, o contribuinte terá direito a uma CERTIDÃO POSITIVA COM EFEITOS DE 
NEGATIVA. Atente-se ao artigo que trata do tema: 
CTN, Art. 206. Tem os mesmos efeitos previstos no artigo anterior a 
certidão de que conste a existência de créditos não vencidos, em 
curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, 
ou cuja exigibilidade esteja suspensa.” 
 
 
 
 
Causas de suspensão do crédito tributário 
Como já mencionado anteriormente, o art. 151 do Código Tributário Nacional 
prevê 6 (SEIS) CAUSAS DE SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO 
TRIBUTÁRIO: 
 
1) MORATÓRIA; 
2) DEPÓSITO INTEGRAL; 
3) RECLAMAÇÕES E RECURSOS ADMINISTRATIVOS; 
4) CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA; 
5) CONCESSÃO DE MEDIDA LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA NAS DEMAIS AÇÕES; 
6) PARCELAMENTO. 
ATENÇÃO: CERTIDÃO NEGATIVA DE DÉBITO 
• É a PROVA DE QUITAÇÃO de determinado tributo; 
• Expedida a requerimento do interessado; 
• Contem TODAS AS INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS à identificação: 
a) De sua pessoa; 
b) Domícilio fiscal; 
c) Ramo do negócio ou atividade que indique o período a que se refere o pedido; 
• Será sempre expedida nos termos em que tenha sido requerida; 
• Será fornecida dentro de 10 dias da data de entrada do requerimento na repartição. 
 
 
 
NÃO SE ESQUEÇA: O SUJEITO PASSIVO com dívidas tributárias cuja exigibilidade 
do crédito tributário esteja suspensa tem direito a CERTIDÃO POSITIVA COM EFEITO 
DE NEGATIVA. (art. 206, parte final, CTN) 
 
 
 
 
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Para sua memorização vamos agrupar as modalidades de suspensão do 
crédito tributário em (i) iniciadas pelo sujeito ativo e (ii) iniciadas pelo sujeito 
passivo. Vejamos: 
 
 
Aula 02 – Moratória e Deposito Integral 
 
Causas de Suspensão da Exigibilidade do Crédito Tributário 
 
Ainda, vale citar que é possível separar as HIPÓTESES DE SUSPENSÃO 
DA EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO em 2 (duas) categorias: (i) as 
aplicáveis antes do lançamento (moratória, depósito do montante integral, 
liminares e tutelas antecipadas em Mandando de Segurança e outras ações) e (ii) 
as aplicáveis depois do lançamento (moratória, depósito do montante integral, 
liminares e tutelas antecipadas, reclamações e recursos no processo 
administrativo tributário e, por fim, parcelamento). Essa divisão é proposta pelo 
doutrinador Rafael Novais6. Para melhor compreensão desta divisão atente-se ao 
quadro resumo: 
 
6 NOVAIS. Rafael. Direito tributário facilitado. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2018, p. 375. 
Atenção: Para memorizar as CAUSAS DE SUSPENSÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO utilize-
se do mnemônico: MO DE RE CO PA 
 
 
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Também Roberto Caparroz oferece uma DIVISÃO DIDÁTICA. Para o 
doutrinador, da análise do art. 151, podemos concluir que estamos diante de dois 
grupos de situações: “aquelas em que o sujeito passivo está atrasado em relação ao 
pagamento e outras em que se discute a própria exigibilidade do crédito”. No 
primeiro grupo, encontram-se moratória (inciso I) e o parcelamento (inciso VI). 
Nesses casos, diz o autor, “o sujeito passivo, em regra, já deve o tributo e o que se 
discute é a possibilidade de postergação do pagamento dos montantes em atraso”. 
Por outro lado, diz Caparroz, as demais hipóteses de suspensão da exigibilidade do 
crédito tributário, previstas no art. 151 do CTN, cuidam de medidas jurídicas 
destinadas a discutir o lançamento efetuado e que, nesse contexto, devem ser 
propostas antes do vencimento do prazo para pagamento, como forma de impedir a 
incidência das penalidades moratórias. Assim, o depósito do montante integral, as 
reclamações e os recursos no âmbito do processo administrativo, a concessão de 
liminar em mandado de segurança e a concessão de liminar ou tutela antecipada em 
outras espécies de ação judicial têm o condão de proteger o patrimônio do 
interessado enquanto durar a discussão acerca da validade dos lançamentos 
combatidos (...)”7. 
 
Moratória 
A moratória tem sua disposição legal nos arts. 152 a 155 do CTN. Trata-se 
de DILAÇÃO DE PRAZO, em regra, para pagamento de créditos vincendos. 
 
7 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: 
Saraiva Educação, 2019, p. 687. 
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No conceito de Rafael Novais: “A moratória se caracteriza pela dilação 
de prazo para recolhimento do tributo concedida pelas Fazendas Públicas em 
específicas conjunturas econômicas ou sociais.8” 
Para Eduardo Sabbag, a moratória “consiste numa expansão legal de 
pagamento de tributos, submetendo-se, por conseguinte ao princípio da estrita 
legalidade”. Sua concessão “é feita por meio de lei ordinária, onde se permitirá 
o pagamento, pelo sujeito passivo, em cota única (ou parcelada), entretanto de 
maneira prorrogada”. Necessário frisar que, “ao contrário de outros institutos, 
como o parcelamento, a moratória não exige lei específica para sua 
concessão”9. 
Logo, vê-se que a MORATÓRIA é um instituto por meio do qual o 
CREDOR dá um prazo adicional ao DEVEDOR para PAGAMENTO DO CRÉDITO 
TRIBUTÁRIO. Assim, até a data do pagamento, o CRÉDITO fica SUSPENSO, de 
modo que o CREDOR fica impedido de realizar qualquer ato de cobrança. 
 
Algumas características da moratória são as seguintes: 
• Ex lege (art. 97, VI, CTN) – só se concede moratória através de lei; 
• Pode se dar em face de caráter (i) geral (ii) individual (a lei concessiva que define); 
• Atinge apenas créditos constituídos (lançados) à data da lei ou despacho que a conceder 
 (154 CTN) – não existe moratória para créditos futuros; 
• Pode se dar em face de determinada região, classe ou categoria dos sujeitos passivos; 
• Prazo determinado, seja de forma geral ou individual. 
 
Quanto à primeira característica apontada, “a moratória sempre depende de 
lei específica e, como regra, deve ser concedida pela pessoa política competente 
para criar o tributo10.” 
Quanto ao CARÁTER GERAL ou INDIVIDUAL: 
 
8 NOVAIS. Rafael. Direito tributário facilitado. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2018, p. 363. 
9 SABBAG. Eduardo. Código Tributário Nacional comentado. 1. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 
2017, p. 415. 
10 MAZZA, Alexandre. Manual de direito tributário. 5. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 964. 
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A moratória pode ser concedida em caráter geral ou em caráter 
individual. No primeiro caso, abrange todos os sujeitos passivos, 
indistintamente, ou todos aqueles enquadrados em determinado 
grupo, perfil, região etc. No segundo caso, é concedida a um sujeito 
passivo, especificamente. Em caráter geral, a moratória somente 
pode ser concedida pela pessoa jurídica de direito público 
competente para instituir o tributo a que se refira (CTN, art. 152, I, a). 
Assim, se se tratar de moratória relativa ao IPTU devido por 
contribuintes residentes no Município de São Paulo, somente esse 
Município poderá concedê-la. A UniãoFederal, por exemplo, não 
pode conceder moratória de impostos estaduais ou municipais, pois 
não pode alterar os prazos para o pagamento de tributos não 
compreendidos em sua competência. A forma federativa de Estado, 
adotada pelo Brasil, confere autonomia aos entes federados, e não 
admite que uns interfiram nas atribuições e competências dos 
outros.11 
 
Ainda, quanto à MORATÓRIA GERAL, explica Alexandre Mazza que: 
Moratória geral é aquela outorgada por lei a todos os devedores 
descritos na hipótese concessiva, dispensando-se a necessidade 
de um ato administrativo que defira concretamente o favor a cada 
beneficiário. É caso, por exemplo, de uma lei municipal que 
prorrogue por mais 30 dias o prazo para pagamento do IPTU a todos 
os contribuintes. Desse modo, na moratória geral a simples 
publicação da lei já suspende a exigibilidade do crédito.12 
 
Já a MORATÓRIA INDIVIDUAL é aquela “cuja concessão exige, nos 
termos da lei específica, um despacho da autoridade administrativa deferindo 
o benefício a cada devedor.” Assim, para que essa moratória “produza o efeito 
de suspender a exigibilidade do crédito tributário”, é necessária a presença 
simultânea de dois requisitos”, quais sejam: (1) “lei específica autorizando”; e 
(2) “despacho da autoridade administrativa”, que consiste num “ato 
administrativo vinculado da autoridade fiscal que, confirmando o preenchimento dos 
requisitos exigidos pela lei, defere no caso concreto a concessão do benefício ao 
devedor”. Observe-se que “somente após o despacho é que ocorre a suspensão do 
crédito.13” 
 
11 MACHADO. Hugo de Brito. Manual de direito tributário. 10. ed., São Paulo: Atlas, 2018, p. 203. 
12 MAZZA. Alexandre. Manual de direito tributário. 5. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 964. 
13 MAZZA. Alexandre. Manual de direito tributário. 5. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 965. 
 
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Quanto à terceira característica apontada, explica Hugo de Brito Machado: 
Salvo disposição de lei em contrário, a moratória somente abrange 
os créditos definitivamente constituídos à data da lei ou do 
despacho que a conceder, ou cujo lançamento já tenha sido 
iniciado àquela data por ato regularmente notificado ao sujeito 
passivo (CTN, art. 154). Em outras palavras, os efeitos da 
moratória, em princípio, não alcançam créditos cujo lançamento 
ainda não tenha sido pelo menos iniciado quando de sua concessão. 
Um contribuinte que obtenha uma moratória (p. ex., REFIS) em 
determinada data não pode inserir no seu “saldo devedor” créditos 
que somente muito tempo depois vierem a ser lançados.14 
 
Em relação à quarta característica indicada, explica-se que, nos termos do 
art. 152, parágrafo único, do CTN, a lei concessiva da moratória pode circunscrever 
expressamente a sua aplicabilidade a determinada região do território da pessoa 
jurídica de direito público que a expedir, ou a determinada classe ou categoria de 
sujeitos passivos. 
Por fim, com relação à última característica indicada, o prazo determinado, a 
lei instituidora do benefício da moratória deverá indicar o prazo de duração do favor 
(art. 153 CTN). Explica Rafael Novais que “considerado apenas como a dilação 
do prazo, deverá a lei concessiva indicar o momento em que a exigibilidade 
deixar de ficar suspensa, retornando a cobrança por parte do fisco”15. 
Depósito do Montante Integral 
• ATO VOLUNTÁRIO do contribuinte 
• Atinge todas as modalidades de lançamento 
 
Explica Roberto Caparroz que 
o objetivo do depósito é o de permitir que o sujeito passivo não 
seja cobrado ou sofra qualquer ameaça ao seu patrimônio 
enquanto não houver decisão nas esferas administrativa ou 
judicial. 
 
14 MACHADO. Hugo de Brito. Manual de direito tributário. 10. ed., São Paulo: Atlas, 2018, p. 205. 
15 NOVAIS. Rafael. Direito tributário facilitado. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2018, p. 365. 
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Desta forma, “sempre que a pessoa toma ciência de uma notificação de 
lançamento ou de um auto de infração pode efetuar o depósito do montante 
integral, antes do vencimento, para evitar a fluência de juros e a imposição de 
multas moratórias.16” Esta medida “traz a vantagem de afastar a incidência de 
qualquer acréscimo ao valor do crédito original”, embora reduza a 
“disponibilidade financeira imediata do interessado, pois o valor depositado 
ficará bloqueado até a decisão final no processo”. Apesar de poder ser feito 
tanto na esfera administrativa como na judicial, “o depósito do montante integral 
normalmente é apresentado, na via judicial, junto com a propositura da ação 
que contesta o lançamento, e deve ser realizado em dinheiro, conforme 
matéria sumulada pelo Superior Tribunal de Justiça”17. 
Neste sentido, a Súmula 112 do STJ: 
Súmula 112, STJ - O depósito somente suspende a exigibilidade do 
crédito tributário se for integral e em dinheiro. 
 
Ou seja, para SUSPENDER A EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO 
TRIBUTÁRIO o DEPÓSITO deve ser: 
• Integral 
• Dinheiro 
 
Portanto, quanto à forma e quantidade do depósito, o Superior Tribunal de 
Justiça determina que o depósito deverá corresponder aos valores exigíveis pelo 
Fisco, “ainda que parcela dele seja discutível”, bem como necessita ser prestado em 
dinheiro18. 
Ainda na lição de Rafael Novais, seguindo esse entendimento, “o STJ 
recusa a suspensão da exigibilidade pela prestação de fiança bancária (REsp 
873.067/SP), utilização dos créditos de precatório (Resp 1.196.655/RS) ou caução 
de bens (AgRg no REsp 354.521/GO). Também não se considera apto para 
 
16 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 689. 
17 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 689. 
18 NOVAIS, Rafael. Direito tributário facilitado. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2018, p. 368. 
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suspensão o depósito realizado com desconto concedido pelo pagamento à vista do 
tributo, pois não se enquadra no conceito de integral (AgRg no Ag 1.307.925/SP)19.” 
O autor também explicita que, segundo entendimento do STJ, “se a ação 
apresentada pelo contribuinte visando discutir do débito tributário for julgada extinta 
sem resolução do mérito, a respectiva Fazenda Pública poderá levantar valores 
eventualmente depositado e efetuar a quitação desse tributo (EREsp 215.589/RJ, 
EREsp 734.831/MG)20”. 
Porém, “se a extinção sem resolução do mérito ocorrer em ações nas quais 
se discutem tributos flagrantemente indevidos, inconstitucionais ou de ilegitimidade 
ativa, os valores depositados não serão convertidos em renda em favor do fisco, 
mas sim devolvidos aos contribuintes (REsp 901.052/SP, REsp 1.155.459/SP).21” 
Ademais, A VEDAÇÃO DE EXIGÊNCIA PRÉVIA DE DEPÓSITO como 
requisito de admissibilidade é fundamentada pelo PRINCÍPIO 
CONSTITUCIONAL DA INAFASTABILIDADE JURISDICIONAL (art. 5º, XXXV, da 
CF), tema já pacificado a nível vinculante: 
Súmula Vinculante nº 28: É inconstitucional a exigência de depósito 
prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na qual se 
pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário. 
 
Portanto, se o contribuinte pretender ingressar com a ação anulatória, não 
poderá ser exigido depósito prévio dos valores discutíveis. 
❖ DEPÓSITO DO MONTANTE INTEGRAL X SÚMULA VINCULANTE Nº 28 
 
DEPÓSITO INTEGRAL. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DO 
CRÉDITO TRIBUTÁRIO. ART. 151, II, DO CTN. 1. A jurisprudência 
desta Corte Superior é no sentido de que o depósito de que trata o 
art. 151, II, do CTN constitui direito subjetivo do contribuinte, que 
pode efetuá-lo tanto nos autos da ação principal quanto em Ação 
Cautelar, sendo desnecessária a autorização do Juízo. É facultado 
ao sujeito passivo da relação tributária efetivar o depósito do 
montanteintegral do valor da dívida, a fim de suspender a cobrança 
do tributo e evitar os efeitos decorrentes da mora, enquanto se 
discute na esfera administrativa ou judicial a exigibilidade da 
 
19 NOVAIS, Rafael. Direito tributário facilitado. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2018, p. 368. 
20 NOVAIS, Rafael. Direito tributário facilitado. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2018, p. 368. 
21 NOVAIS, Rafael. Direito tributário facilitado. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2018, p. 368. 
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exação...” (STJ, 2ªT., REsp 1289977/SP, Rel. Min. Mauro Campbell 
Marques, dez. 2011) 
 
DEPÓSITO DO MONTANTE CONTROVERTIDO. CTN, ART. 151, 
II.1. O montante integral do crédito tributário, a que se refere o artigo 
151, II, do Código Tributário Nacional, é aquele exigido pela Fazenda 
Pública, e não aquele reconhecido pelo sujeito passivo da obrigação 
tributária. Recurso especial conhecido e provido. (STJ, 2ªT., REsp 
69.648/SP, Ari Pargendler, ago. 1997). 
 
Portanto, o depósito é uma faculdade do sujeito passivo. Trata-se de uma 
opção deste, não podendo ser considerado obrigatório, nem colocado como 
condição para que se possa questionar em juízo determinada exigência fiscal22. 
 
Aula 03 – Reclamações, Recursos 
Administrativos 
 
Reclamações e Recursos Administrativos 
 
Depois de efetuado o lançamento tributário em desfavor do sujeito passivo, 
um prazo se abre para que ele possa oferecer impugnação (defesa), conforme a 
lei de cada entidade federativa. 
No âmbito federal, a legislação regulamentadora é o Decreto nº 70.253/72. 
Este decreto foi editado na época o Poder Executivo era autorizado a dispor sobre o 
processo administrativo de determinação e exigência dos créditos tributários da 
União. 
Segundo o professor palestrante desta aula, a Constituição Federal de 1988 
recepciona este decreto com status de lei complementar. 
Importante frisar que a respeito da natureza do Decreto nº 70.235, de 6 de 
março de 1972, vale a transcrição do entendimento firmado por Leandro Pausen: 
 
22 MACHADO. Hugo de Brito. Manual de direito tributário. 10. ed., São Paulo: Atlas, 2018, p. 208. 
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Decreto recepcionado com nível de lei ordinária. O Decreto nº 
70.235/72 tem força de lei e somente pode ser alterado por lei 
ordinária. Os Atos Institucionais nº 5 e 12 legitimaram a edição do DL 
nº 822/69, que delegou ao Poder Executivo, em pleno regime militar, 
competência para regrar o processo administrativo fiscal. Passou-se 
a discutir a posição hierárquica do Decreto nº 70.235/72 dentro do 
ordenamento jurídico pátrio. Em síntese, os tribunais têm decidido 
que, na época, a delegação era constitucional, mas que as 
Constituições subsequentes não recepcionaram a possibilidade de 
delegação, reservando a matéria à lei ordinária. Para compreender o 
histórico é essencial a leitura da MAS 106.747/DF, julgada pelo 
extinto Tribunal Federal de Recursos.23 
 
Neste sentido, havendo consenso em relação À NATUREZA DE LEI 
ORDINÁRIA do Decreto nº 70.235, de 1972, também o entendimento firmado 
pelo Tribunal Federal de Recursos ao julgar o MAS 106.747-DF, consoante voto 
do Ministro Ilmar Galvão: 
Cabe, aqui, portanto, a reprodução dos argumentos que foram por 
mim expendidos na AMS 106.307-DF, onde a questão da 
competência do Presidente da República para editar normas de 
processo foi assim enfocada: ‘O Decreto-lei n.º 822, de 05/09/69, 
editado pelos Ministros Militares, com base nos Atos 
Institucionais n.os 5 e 12, delegou, em seu artigo 2.º (fl. 12), ao 
Poder Executivo, competência para regular o processo 
administrativo de determinação e exigência de créditos 
tributários federais. Achava-se o País sob o império de duas ordens 
jurídicas: uma constitucional e outra institucional. Ambas co-existiam, 
cada qual operando em seu setor próprio. Entre os poderes 
atribuídos ao Presidente da República pelo Ato Institucional n.º 5, de 
13/12/68, encontrava-se o de legislar em todas as suas matérias, 
decretado que fosse o recesso parlamentar (art. 2.º, § 1.º), medida 
que se concretizou com o Ato Complementar n.º 38, de 13/12/68. No 
exercício dessas atribuições legislativas, editaram os Ministros 
Militares, 05/09/69 (quando investidos temporariamente da função de 
Presidente da República, por força do Ato Institucional n.º 12, de 
31/08/69), o Decreto-lei n.º 822 que, em seu art. 2.º, delegou ao 
Poder Executivo a competência para regular o processo 
administrativo de determinação e exigência de créditos tributários 
federais. Em 17 de outubro de 1969, as mesmas autoridades 
promulgaram a Emenda Constitucional n.º 01, que entrou em vigor 
no dia 30 do mesmo mês. Em seu art. 181, III, a aludida emenda 
aprovou e excluiu de apreciação judicial, entre outros atos, os de 
natureza legislativa expedidos com base nos atos institucionais e 
complementares indicados no item 1. Vale dizer que, conquanto haja 
 
23 PAULSEN, Leandro. Direito Processual Tributário: Processo Administrativo Fiscal e Execução Fiscal à luz da 
Doutrina e da Jurisprudência. 6 ed., Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora, 2010. p. 11. 
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a nova Constituição vedado a delegação de atribuições (artigo 6.º, 
parágrafo único) e reservado à lei federal toda a matéria de Direito 
Processual e de Direito Financeiro (art. 18, § 1.º), permaneceu, como 
se viu, com plena vigência o Decreto-lei n.º 822, de 1969. Invocando 
a delegação contida neste diploma legal, baixou o 
Presidente da República, em 06/03/72, o Decreto n.º 70.235, 
(...)24 
 
No mais, conforme explica Roberto Caparroz: 
As regras gerais do processo administrativo estão previstas na 
Lei n. 9.784/99, e na esfera federal os feitos de natureza 
tributária são especificamente tratados pelo Decreto n. 70.235/72 
(que dispõe sobre o Processo Administrativo Fiscal - PAF).25 
 
Continuando o assunto anterior, relacionado à apresentação de impugnação 
(defesa) ao ocorrer um lançamento tributário, temos que, como a legislação prevê 
instrumentos a serem utilizados para reclamar ou recorrer da decisão que constitui o 
crédito tributário, o exercício de tal direito suspende a exigibilidade do crédito 
tributário, permanecendo suspenso até que ocorra o trânsito em julgado da decisão 
administrativa. Portanto, neste período (entre a impugnação/defesa e o julgamento 
definitivo), suspendem-se os prazos decadencial e/ou prescricional, que deixam 
momentaneamente de correr. 
Veja-se que como o Fisco já constituiu o crédito tributário (ao notificar o 
sujeito passivo da realização do lançamento) então o prazo decadencial não corre. 
Já o prazo prescricional não corre porque ainda nem se iniciou, porquanto a 
impugnação suspendeu a exigibilidade do crédito, impedindo a sua cobrança. 
Porém, se não houver impugnação, defesa ou recurso previsto na lei que 
regulamentar o processo administrativo fiscal, então não ocorrerá o efeito previsto 
pelo art. 151 CTN, de modo que não se suspende a exigibilidade do crédito, que 
permanecerá ativa. 
Outrossim, só se pode inscrever o débito em dívida ativa, se não houver 
 
24 Fonte: PARECER PGFN/CAT/Nº 1526 /2013, disponível em: https://www.ibet.com.br/wp-
content/uploads/2019/09/PGFN-1526.2013.pdf, acesso em 17/04/2022 
25 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 697. 
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mais discussão sobre ele. Se estiver pendende de recurso administrativo, então ele 
não pode ser inscrito ainda. Por isso, pode ser expedida certidão negativa com 
efeitos de positiva. 
• O Processo Administrativo Tributário (PAT) ou Fiscal (PAF) 
Conforme explica Hugo de Brito Machado: 
A reclamação, que também é chamada de “impugnação” ou “defesa 
administrativa”, instaura o processo de controle da legalidade do 
lançamento, queo Decreto 70.235/72 denomina “a fase contenciosa 
do lançamento”. A Administração Pública, em face da provocação do 
sujeito passivo, deverá examinar se o lançamento está realmente de 
acordo com a lei, ou não. E, até que se pronuncie definitivamente, 
não poderá exigir o valor lançado e devidamente impugnado. Desse 
modo, apresentada dentro do prazo legal a defesa administrativa, o 
crédito tributário impugnado permanece com sua exigibilidade 
suspensa até que a autoridade competente sobre ele se pronuncie. 
Após essa primeira decisão, poderá ser interposto recurso 
administrativo, o qual também mantém suspensa a exigibilidade do 
crédito tributário. Somente após o pronunciamento definitivo da 
Administração Pública, no processo administrativo, caso esta conclua 
pela manutenção da exigência, é que o crédito tributário voltará a ser 
exigível.26 
 
Também Alexandre Mazza leciona: 
Qualquer exigência tributária federal pode ser objeto de impugnação 
pelo devedor, no prazo de 30 dias, dirigida à Delegacia da Receita 
Federal com jurisdição sobre o domicílio tributário do sujeito passivo 
(art. 56 do Decreto n. 7.574/2011). Sendo derrotado, o contribuinte 
pode interpor recurso voluntário com efeito suspensivo ao Conselho 
Administrativo e Recursos Fiscais – CARF (art. 75). Caberá, por fim, 
recurso especial à Câmara Superior de Recursos Fiscais, no prazo 
de quinze dias da ciência do acórdão ao interessado, de decisão que 
der à lei tributária interpretação divergente da que lhe tenha dado 
outra câmara, turma de câmara, turma especial ou a própria Câmara 
Superior de Recursos Fiscais (art. 79). Com o recurso especial é 
atingido o limite máximo de três instâncias na esfera administrativa 
(art. 57 da Lei n. 9.784/99). Se a decisão final for favorável ao 
devedor, torna-se imutável para o Fisco. Porém, derrotado o sujeito 
passivo, ainda poderá este recorrer ao Poder Judiciário.27 
 
 
 
 
 
26 MACHADO. Hugo de Brito. Manual de direito tributário. 10. ed., São Paulo: Atlas, 2018, p. 209. 
27 MAZZA. Alexandre. Manual de direito tributário. 5. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 970. 
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• Lançamento Tributário 
• Prazo: 30 dias 
• Impugnação Administrativa (art. 14 Dec. 70.235/72) 
 
✓ Não há constituição definitiva do crédito, logo não se pode inscrever o débito em 
dívida ativa; 
✓ Certidão Positiva com Efeitos de Negativa (206 CTN). 
• Duração do processo administrativo tributário (PAT) 
• O Fisco possui um prazo de 360 dias, a contar de seu protocolo, para 
ressarcimento ou análise dos recursos interpostos pelo contribuinte (art. 24 da Lei 
11.457/07). 
Conforme explica Roberto Caparroz: 
Com o advento da Lei n. 11.457/2007, foi estabelecido o prazo 
máximo de 360 dias para que seja proferida decisão em 
processos administrativos fiscais, contados a partir do protocolo 
de petições, defesas ou recursos do contribuinte (Lei n. 11.457/2007, 
art. 24).28 
 
• Art. 5º, LXXVIII, CF = a duração razoável do processo constitui cláusula pétrea 
Por mais que exista essa garantia, muitas vezes é preciso impetrar mandado 
de segurança para que o recurso seja julgado, pois já passou muito tempo. 
Ainda seguindo os ensinamentos de Caparroz, 
a matéria já foi apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, que em 
sede de recurso repetitivo decidiu pela sua obrigatoriedade [do art. 
24 da Lei n. 11.457/2007]:” 
“1. A duração razoável dos processos foi erigida como cláusula 
pétrea e direito fundamental pela Emenda Constitucional 45, de 
2004, que acresceu ao art. 5º, o inciso LXXVIII, in verbis: “a todos, no 
âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração 
do processo e os meios que garantam a celeridade de sua 
tramitação”. 2. A conclusão de processo administrativo em prazo 
razoável é corolário dos princípios da eficiência, da moralidade 
e da razoabilidade. 3. O processo administrativo tributário encontra-
se regulado pelo Decreto 70.235/72 — Lei do Processo 
 
28 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: 
Saraiva Educação, 2019, p. 698. 
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Administrativo Fiscal —, o que afasta a aplicação da Lei n. 9.784/99, 
ainda que ausente, na lei específica, mandamento legal relativo à 
fixação de prazo razoável para a análise e decisão das petições, 
defesas e recursos administrativos do contribuinte. (...) 5. A Lei n. 
11.457/07, com o escopo de suprir a lacuna legislativa existente, em 
seu art. 24, preceituou a obrigatoriedade de ser proferida decisão 
administrativa no prazo máximo de 360 (trezentos e sessenta) 
dias a contar do protocolo dos pedidos (...) 6. Deveras, 
ostentando o referido dispositivo legal natureza processual fiscal, 
há de ser aplicado imediatamente aos pedidos, defesas ou 
recursos administrativos pendentes.29 
 
• Lei nº 11.457/07 unificou 
• Lei nº 11.457/07 unificou Secretaria da Receita Federal x 
Secretaria da Receita Previdenciária = Secretaria da Receita Federal do Bras 
• Desnecessidade de depósito ou arrolamento prévio de bens ou dinheiro 
No mais, deve-se destacar que se considera inconstitucional o 
estabelecimento, pela legislação, de necessidade de depósito ou arrolamento 
prévios de dinheiro ou bens, como requisito para interpor recurso, consoante 
determina a Súmula Vinculante nº 21 (e, anteriormente, já determinava a Súmula 
373 do STJ). Vejamos: 
Súmula nº 373 STJ: é ilegítima a exigência do depósito prévio para 
admissibilidade de recurso administrativo. 
 
A Súmula nº 373 STJ foi convertida na Súmula Vinculante nº 21: 
Súmula Vinculante nº 21 STF: é inconstitucional a exigência de 
depósito ou arrolamento prévio de dinheiro ou bens para 
admissibilidade de recurso administrativo.” 
 
• Renúncia ao PAT 
Por fim, importante salientar também que caso seja AJUIZADA AÇÃO 
JUDICIAL, entende-se que, consequentemente, houve RENÚNCIA AO 
PROCESSO ADMINISTRATIVO. Isso ocorre com fundamento na seguinte 
 
29 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 698. 
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justificativa: o processo administrativo tributário (PAT) perderia o objeto em face de 
decisão judicial exarada. 
➢ Art. 38, parágrafo único, da Lei 6.830/80: A ação judicial (anulatória) implica 
em renúncia ao processo administrativo. 
 OBS: Aplica-se igual tratamento ao parcelamento. 
Neste sentido, de acordo com Roberto Caparroz: 
Na hipótese de concomitância entre as esferas judicial e 
administrativa, restará prejudicada esta última, vale dizer, a 
propositura pelo contribuinte de ação judicial de qualquer espécie 
contra o poder público, com o mesmo objeto do processo 
administrativo fiscal, implica renúncia às instâncias administrativas 
ou, se for o caso, desistência de eventual recurso porventura 
interposto.30 
 
 
Aula 04 – Concessão de Liminar em MS, 
em Tutela Antecipada e outras ações e 
Parcelamento 
 
Concessão de Liminar em Mandado de Segurança 
 
➢ Previsão legal: 
• Art. 5º LXIX, CF 
• Art. 5º LXX, CF 
• Lei nº 12.016/09 
 
Como se pode notar, o MANDADO DE SEGURANÇA, instituído pela CF em 
seu art. 5º, inciso LXIX, é utilizado no âmbito tributário: 
Art. 5º LXIX, CF: “Conceder-se-á mandado de segurança para 
proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou 
habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de 
 
30 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 698. 
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poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no 
exercício de atribuições do Poder Público. 
 
 
➢ Função: Visa evitar ou coibir lesão a direito líquido e certo perpetrado por 
AUTORIDADE ADMINISTRATIVA de forma abusiva ou ilegal, desde que o 
ato praticado não seja amparado nem por HC nem por HD. 
 
➢ MS: Direitolíquido e certo (não admite dilação probatória futura) 
 
➢ Requisitos para concessão da liminar: (art. 7º, III, Lei 12.016/09) 
• Fumus Boni Juris – AFRONTA às leis tributárias 
• Periculum in Mora – Perigo de constrição judicial indevida 
 
Conforme explica Roberto Caparroz, 
O direito líquido e certo pode decorrer de ameaça ou iminência 
de dano irreparável ao contribuinte, em razão de ato 
administrativo praticado pelas autoridades fiscais, normalmente 
lançamentos para a cobrança de tributos ou decisões que 
obstaculizam, em tese, o exercício da livre-iniciativa, como a 
apreensão de mercadorias ou a interdição de 
estabelecimentos31. 
 
➢ VEDAÇÕES À CONCESSÃO DE LIMINAR: (art. 7º, §2º) 
• Compensação de Tributos (art. 170-A, CF) 
• Liberação de mercadorias apreendidas advindas do exterior, antes 
do desembaraço aduaneiro 
Importante notar, portanto, que: 
“Não é a propositura da ação que suspenderá a exigibilidade do 
crédito, mas a concessão, pelo juiz, de liminar em favor do 
interessado, no qual será delimitado o objeto da decisão e os 
efeitos contra a Fazenda Pública. A liminar tem caráter temporário e 
 
31 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 699. 
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pode ser cassada a qualquer tempo, antes de proferida a decisão final 
no processo. Enquanto durar a ordem concedida no writ, ficam 
suspensos os efeitos do lançamento ou de qualquer outro ato 
administrativo combatido.32 
 
Ainda, segundo Rafael Novais: 
Na seara tributária, a liminar não apenas servirá como mecanismo de 
suspensão da exigibilidade do crédito tributário, pois também poderá ser 
utilizada para sanar desvios e abusos indiretamente ocasionados pela 
atividade tributária. Assim, o contribuinte poderá utilizar-se da liminar no 
MS para obtenção de certidões negativas (ou positivas com efeito de 
negativa) para participação urgente em processos licitatórios. Também 
poderá utilizar a liminar para liberação de mercadorias indevidamente 
apreendidas pela autoridade administrativa após a finalização da 
atividade de fiscalização, baseando-se na Súmula 323 do STF que 
aduz: “É inadmissível a apreensão de mercadorias como meio coercitivo 
para pagamento de tributos33. 
 
➢ Efeitos da Liminar em MS: 
• Súmulas: 405 e 626 STF 
Súmula nº 405, STF: Denegado o mandado de segurança pela 
sentença, ou no julgamento do agravo, dela interposto, fica sem 
efeito a liminar concedida, retroagindo os efeitos da decisão 
contrária.” 
 
Súmula nº 626, STF: A suspensão da liminar em mandado de 
segurança, salvo determinação em contrário da decisão que a 
deferir, vigorará até o trânsito em julgado da decisão definitiva de 
concessão da segurança ou, havendo recurso, até a sua 
manutenção pelo supremo tribunal federal, desde que o objeto 
da liminar deferida coincida, total ou parcialmente, com o da 
impetração.” 
 
Concessão de liminar ou tutela antecipada em outras espécies 
de ações judiciais 
➢ Tutelas provisórias possuem previsão dentre os artigos 294 a 311 do CP 
 
32 CAPARROZ, Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 699. 
33 NOVAIS. Rafael, Direito tributário facilitado. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2018, p. 372. 
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➢ Tutela provisória de (i) urgência (antecipada ou incidental) ou tutela 
provisória e de (ii) evidência 
➢ Mesmas vedações à concessão de liminar se estendem para a tutela. 
Além da liminar em mandado de segurança, suspendem a exigibilidade do 
crédito tributário as liminares concedidas em ações cautelares, bem como as 
decisões em antecipação de tutela nas demais ações tributárias e nos recursos 
cíveis34. 
Conforme ensina Leandro Paulsen: 
Em quaisquer ações, é possível a obtenção de medida suspensiva 
da exigibilidade de tributo que se mostre indevido. Nenhum óbice há 
à tutela imediata em matéria tributária para fins de obstar a 
exigibilidade de crédito tributário. Para tanto, basta que o Juiz 
verifique a presença dos seus requisitos. No mandado de segurança, 
terá como referência para a análise dos pedidos de liminar o art. 7º, 
inc. III, da Lei n. 12.016/09; nas ações em geral, a tutela de urgência 
é regida pelo art. 300 do novo CPC e a tutela de evidência pelo seu 
art. 311. Os requisitos são muito semelhantes em todas essas 
ações.35 
 
Parcelamento 
Determina o art. 155-A do CTN: 
Art. 155-A, CTN: o parcelamento será concedido na forma 
e condições estabelecidas em lei específica. 
 
A Lei Complementar nº 104/2001 incluiu o parcelamento como espécie de 
suspensão da exigibilidade do crédito tributário, caracterizada pela concessão de 
prazo vinculada a parciais pagamentos (art. 151, VI, do CTN). 
Segundo Rafael Novais: “Conforme já estudado, a moratória também se 
conceitua como a concessão de prazo para pagamento do tributo, podendo ser 
condicionada ao vencimento de prestações (art. 153, III, “b”, do CTN). A semelhança 
é tão latente que, até momento anterior a edição da LC 104/2001, os entes 
 
34 MAZZA, Alexandre. Manual de direito tributário. 5. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 970. 
35 PAULSEN, Leandro. Curso de direito tributário completo. 10. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019, p. 327. 
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“parcelavam” o débito tributário, utilizando-se dessa previsão quanto à moratória36.” 
Neste sentido, diz Roberto Caparroz que “do ponto de vista teórico não 
há grandes diferenças entre os institutos, pois ambos decorrem de lei e 
permitem o alargamento da dívida tributária, inclusive com a possibilidade de 
pagamento em várias parcelas.37” 
De acordo com Eduardo Sabbag, definindo essa espécie de causa 
suspensiva da exigibilidade do crédito tributário: 
O parcelamento se caracteriza pelo ato do contribuinte, após 
requerimento à autoridade administrativa, de conduzir recursos de 
forma não integral ao Fisco. A providência gera a suspensão da 
exigibilidade do crédito tributário. O parcelamento reveste-se da 
natureza de uma moratória, pois os pagamentos se dão após o 
vencimento dos créditos tributários, em geral de forma mensal durante 
longo período de tempo. A princípio, o parcelamento constitui-se em ato 
discricionário da esfera administrativa, e, após sua concessão, passa a 
se revestir de direito líquido e certo para o contribuinte, conforme 
entendimento do STF. O instituto do parcelamento é regulado pelo art. 
155-A do CTN, com sua redação dada pela LC 104/2001.38 
 
Em razão de serem muito parecidos os institutos da MORATÓRIA e do 
PARCELAMENTO, pergunta-se qual a justificativa para o legislador incluir 
parcelamento como forma de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Há 
duas diferenciações específicas que motivam essa inclusão legislativa: (1) “A 
moratória será concedida em decorrência de situações de proteção econômica 
ou social ao contribuinte que necessita da dilação do prazo (ex.: inundação no 
território de um Município). Já o parcelamento estaria relacionado à facilitação 
na atividade de pagamento da carga tributária, objetivando minimizar a 
inadimplência da exação”; (2) “Salvo se revogada por ausência ou perda de 
requisitos, na moratória não existirá a incidência de multa ou juros, pois se 
trata de concessão de favor ao contribuinte. Já no parcelamento, se a lei não 
 
36 NOVAIS. Rafael. Direito tributário facilitado. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2018, p. 373. 
37 CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva 
Educação, 2019, p. 706. 
38 SABBAG. Eduardo. Código Tributário Nacional comentado. 1. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: 
Método, 2017, p. 424. 
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dispor de forma contrária, haverá normal incidência de juros e multas39”. 
 
• Dilaçãode prazo para pagamento de créditos vencidos 
 
• Deverão ser incluídos no pagamento os juros e a multa (155, §1º, CTN) 
CTN, Art. 155-A, § 1o Salvo disposição de lei em contrário, o 
parcelamento do crédito tributário não exclui a incidência de juros e 
multas. 
 
• Formas e condições estabelecidas em Lei (art. 97, VI, CTN) 
Art. 97 CTN. Somente a lei pode estabelecer: 
(...) 
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos 
tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. 
 
• Aplica-se, subsidiariamente, os ditames relativos à Moratória 
O Código Tributário Nacional determina que ao parcelamento será 
aplicável subsidiariamente as previsões relativas à moratória (art. 155-A, § 2º, do 
CTN). 
CTN, Art. 155-A, 2o Aplicam-se, subsidiariamente, ao parcelamento 
as disposições desta Lei, relativas à moratória. 
• Irregularidade formal ou falta de requisitos x pagamento das 
parcelas 
• Erro material no pedido de parcelamento 
O mero erro material do contribuinte ao preencher o pedido de 
parcelamento de débitos tributários não justifica a sua exclusão do 
programa (STJ, 2ª T., Resp 1395148/PR, Rel. Ministra Eliana 
Calmon, set. 2013) 
 
 
39 NOVAIS, Rafael. Direito tributário facilitado. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2018, p. 374. 
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• Devedor em recuperação judicial 
 
CTN, Art. 155-A, § 3o Lei específica disporá sobre as condições 
de parcelamento dos créditos tributários do devedor em 
recuperação judicial. 
 
CTN, Art. 155-A, § 4o A inexistência da lei específica a que se 
refere o § 3o deste artigo importa na aplicação das leis gerais de 
parcelamento do ente da Federação ao devedor em recuperação 
judicial, não podendo, neste caso, ser o prazo de parcelamento 
inferior ao concedido pela lei federal específica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
KELVIN CARLOS JONASSON - 06536528956
 
 
 
 Bibliografia 
 
CAPARROZ. Roberto. Direito tributário esquematizado. Coordenador Pedro 
Lenza. 3. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2019. 
 
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Saraiva Educação, 2019. 
 
SABBAG, Eduardo. Manual de Direito Tributário, 13 ed., São Paulo: Saraiva 
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PARECER PGFN/CAT/Nº 1526 /2013, disponível em: 
https://www.ibet.com.br/wp-content/uploads/2019/09/PGFN-1526.2013.pdf, 
acesso em 17/04/2022 
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