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Antipsicóticos SUMÁRIO 1. Introdução ..................................................................................................................... 3 2. Vias de Ação dos Antipsicóticos ................................................................................ 3 3. Tipos de Antipsicóticos ............................................................................................... 6 4. Antipsicóticos e Sintomas Extrapiramidais ............................................................ 9 Referências ...................................................................................................................... 11 Antipsicóticos 3 Autora: Thainá Silva Galeão 1. INTRODUÇÃO Definição Antipsicóticos são agentes farmacológicos que tratam sintomas psicóticos, co- mo alucinações e delírios, comuns em condições como esquizofrenia e transtorno bipolar. Eles também são usados em condições não psicóticas, como ansiedade e depressão. História dos Antipsicóticos A era moderna dos antipsicóticos começou com a introdução da clorpromazina em 1950. Essa descoberta revolucionou o tratamento de doenças mentais, permitindo que muitos pacientes fossem tratados fora de hospitais psiquiátricos. 2. VIAS DE AÇÃO DOS ANTIPSICÓTICOS Mecanismos Gerais Os antipsicóticos atuam principalmente bloqueando os receptores de dopamina, reduzindo a hiperatividade dopaminérgica, que é associada a sintomas psicóticos. Antipsicóticos 4 Figura 1. Mecanismos de ação. Fonte: Ph-HY/shutterstock.com Vias de Ação dos Antipsicóticos Figura 2. Vias de ação dos antipsicóticos. Fonte: Pikovit/shutterstock.com Antipsicóticos 5 1. Via Mesolímbica • Responsável por: Sintomas positivos da esquizofrenia, como alucinações e delírios. • Como a Medicação Atua: Os antipsicóticos bloqueiam os receptores D2 nesta via, reduzindo a hiperatividade dopaminérgica, o que leva à diminuição dos sintomas positivos. • Exemplo de Medicação: Haloperidol, que bloqueia fortemente os receptores D2. 2. Via Nigroestriatal • Responsável por: Controle motor e coordenação. • Como a Medicação Atua: O bloqueio dos receptores D2 nesta via pode levar a efeitos colaterais extrapiramidais, como parkinsonismo e discinesia tardia. • Exemplo de Medicação: Clorpromazina, que pode causar efeitos colaterais motores. 3. Via Mesocortical • Responsável por: Sintomas negativos e cognitivos da esquizofrenia, como apatia e déficit de atenção. • Como a Medicação Atua: Alguns antipsicóticos atuam aumentando a atividade dopaminérgica nesta via, melhorando os sintomas negativos e cognitivos. • Exemplo de Medicação: Olanzapina, que pode melhorar sintomas negativos. 4. Via Túbero-Infundibular • Responsável por: Regulação da prolactina. • Como a Medicação Atua: O bloqueio dos receptores D2 nesta via pode levar ao aumento dos níveis de prolactina, causando efeitos colaterais como galactorreia e amenorreia. • Exemplo de Medicação: Risperidona, que pode aumentar os níveis de prolactina. As vias mesolímbica, nigroestriatal, mesocortical e túbero-infundibular desempenham papéis distintos na ação dos antipsicóticos. A compreensão dessas vias é fundamental para entender tanto os efeitos terapêuticos quanto os efeitos colaterais dos antipsicó- ticos. A seleção cuidadosa da medicação e o monitoramento contínuo podem ajudar a maximizar os benefícios terapêuticos e minimizar os efeitos adversos. Antipsicóticos 6 3. TIPOS DE ANTIPSICÓTICOS Antipsicóticos Típicos (Primeira Geração) Definição Os antipsicóticos típicos, também conhecidos como antipsicóticos de primeira geração, foram os primeiros a serem desenvolvidos e são conhecidos por seu efeito sobre os receptores dopaminérgicos. Mecanismo de Ação Eles atuam principalmente bloqueando os receptores D2 da dopamina, o que ajuda a controlar os sintomas positivos da esquizofrenia, como alucinações e delírios. Indicações • Esquizofrenia • Transtorno Bipolar • Agitação • Quadros psicóticos secundários, como delirium Contraindicações • Hipersensibilidade aos componentes • Comorbidades neurológicas, como doença de Parkinson Antipsicóticos 7 Exemplos de Antipsicóticos Típicos Medicamento Haloperidol Cloixol Clorpromazina Levomepromexina Periciazina Mecanismo de Ação Bloqueio D2 Bloqueio D2 Bloqueio D2, 5-HT2A Bloqueio D2, 5-HT2A Bloqueio D2 Vias de Administração Oral, IM, IV IM Oral, IM Oral, IM Oral Metabolização Fígado (CYP3A4) Fígado Fígado (CYP3A4) Fígado Fígado Meia-Vida 12-48h 19d (depot) 30h 15-30h 8-12h Caráter Lipofílico Moderado Alto Alto Alto Moderado Excreção Renal 1% Desconhecida 10-20% 4% 10% Dose Habitual 0,5-5mg/dia 50-200mg/ 2-4w 25-100mg/dia 25-100mg/dia 10-30mg/dia Faixa Terapêutica 4-25 ng/mL Não estabelecida 15-40 ng/mL Não estabelecida Não estabelecida Dose Máxima Diária 20 mg 400 mg 1000 mg 600 mg 60 mg Efeitos Colaterais Parkinsonismo, etc. Efeitos extrapirami- dais, etc. Sedação, etc Sedação, etc Sedação, etc Tabela 1. Antipsicóticos Típicos Fonte: Elaborado pelo autor. Antipsicóticos Atípicos (Segunda Geração) Definição Os antipsicóticos atípicos, ou de segunda geração, são uma classe mais recente que apresenta menos efeitos colaterais extrapiramidais em comparação com os típicos. Mecanismo de Ação Além de bloquear os receptores D2 da dopamina, eles também atuam em outros receptores, como os receptores 5-HT2A da serotonina. Isso pode ajudar a tratar tanto os sintomas positivos quanto os negativos da esquizofrenia. Indicações • Esquizofrenia • Transtorno Bipolar • Depressão resistente ao tratamento • Quadros psicóticos secundários, como psicose induzida por substâncias Contraindicações • Hipersensibilidade aos componentes • Risco de síndrome metabólica Antipsicóticos 8 Exemplos de Antipsicóticos Atípicos Medicamento Olanzapina Risperidona Quetiapina Ziprazidona Aripiprazol Mecanismo de Ação Bloqueio D2, 5-HT2A Bloqueio D2, 5-HT2A Bloqueio D2, 5-HT2A, adrenérgicos, histamínicos Bloqueio D2, 5-HT2A, adrenérgicos, serotonérgicos Agonista parcial D2, 5-HT1A; Antagonista D2, 5-HT2A Vias de Administração Oral Oral, Injetável Oral Oral Oral, Injetável Metabolização Hepática Hepática Hepática Hepática Hepática Meia-Vida 30h 20h 7h 7h 75h Caráter Lipofílico Sim Sim Sim Sim Sim Excreção Renal Mínima Sim Sim Sim Sim Dose Habitual 10-15mg/dia 2-4mg/dia 150-300mg/dia 80-160mg/dia 10-15mg/dia Faixa Terapêutica 5-20mg/dia 1-6mg/dia 150-800g/mL 40-60mg/dia 10-30mg/dia Máxima Diária 20 mg/dia 16 mg/dia 800 mg/dia 160 mg/dia 30 mg/dia Efeitos Colaterais Ganho de pe- so, alterações metabólicas Efeitos extra- piramidais, aumento prolactina Sedação, hipotensão ortostática Prolongamento QT, tontura Agitação, in- sônia, náusea Tabela 2. Antipsicóticos Atípicos Fonte: Elaborado pelo autor. Conclusão A principal diferença entre os antipsicóticos típicos e atípicos reside em seus meca- nismos de ação e perfil de efeitos colaterais. Os típicos são mais propensos a causar efeitos colaterais extrapiramidais, como parkinsonismo, enquanto os atípicos têm menos desses efeitos, mas podem causar problemas metabólicos, como ganho de peso. Tanto os antipsicóticos típicos quanto os atípicos desempenham um papel vital no tratamento de transtornos psicóticos. A escolha entre eles depende de fatores como o perfil de efeitos colaterais, as necessidades do paciente e a condição a ser tratada. A compreensão dessas duas categorias e suas diferenças é fundamental para a prática clínica eficaz na psiquiatria. A escolha entre esses antipsicóticos depende de vários fatores, incluindo: • Perfil de Efeitos Colaterais: Alguns pacientes podem ser mais sensíveis a certos efeitos colaterais. • Vias de Administração: A via de administração pode ser importante, especialmente em pacientes não aderentes. • Características Farmacológicas: A meia-vida, metabolização e excreção renal podem influenciar a escolha em pacientes com comorbidades. • Preferênciasdo Paciente: As preferências do paciente em relação à via de admi- nistração e efeitos colaterais devem ser consideradas. Antipsicóticos 9 4. ANTIPSICÓTICOS E SINTOMAS EXTRAPIRAMIDAIS Os sintomas extrapiramidais (EPS) são efeitos colaterais motores associados ao uso de antipsicóticos, particularmente os típicos ou de primeira geração. Esses sintomas podem ser agudos ou crônicos e são geralmente dose-dependentes. Vamos explorar esses sintomas e as estratégias de manejo. 1. Sintomas Extrapiramidais Agudos a. Síndrome Parkinsoniana • Características: Rigidez, bradicinesia, tremor em repouso. • Manejo Não Farmacológico: Monitoramento, redução da dose do antipsicótico. • Manejo Farmacológico: Uso de agentes anticolinérgicos como a biperideno. b. Acatisia • Características: Inquietação, incapacidade de ficar parado. • Manejo Não Farmacológico: Redução da dose do antipsicótico. • Manejo Farmacológico: Uso de betabloqueadores como o propranolol ou agentes anticolinérgicos. c. Distonia Aguda • Características: Contrações musculares involuntárias, espasmos. • Manejo Não Farmacológico: Monitoramento, redução da dose do antipsicótico. • Manejo Farmacológico: Uso de anticolinérgicos como a biperideno ou benzodiazepinas. 2. Sintomas Extrapiramidais Crônicos a. Discinesia Tardia • Características: Movimentos involuntários, especialmente da boca e língua. • Manejo Não Farmacológico: Monitoramento, redução ou descontinuação do antipsicótico. • Manejo Farmacológico: Uso de agentes como a tetrabenazina. Antipsicóticos 10 Característica Dose-Dependente Os EPS são geralmente dose-dependentes, o que significa que o risco aumenta com doses mais altas de antipsicóticos. Isso é particularmente verdadeiro para os antipsi- cóticos típicos, que têm uma maior propensão a causar esses efeitos. Os sintomas extrapiramidais são uma preocupação significativa no tratamento com antipsicóticos, especialmente os típicos. O reconhecimento precoce e o manejo ade- quado desses sintomas são cruciais para minimizar o desconforto do paciente e evitar complicações a longo prazo. A abordagem geralmente envolve uma combinação de intervenções não farmacológicas, como monitoramento e ajuste de dose, e intervenções farmacológicas, como o uso de agentes anticolinérgicos. Antipsicóticos Mapa Mental ClorpromazinaHaloperidol Bloqueia D2 Bloqueia D2, 5HT2A OlanzapinaRisperidona Bloqueia D2, 5HT2A Bloqueia D2, 5HT2A Primeira Geração Segunda Geração Fonte: Elaborado pelo autor. Antipsicóticos 11 REFERÊNCIAS 1. Divac N, et al. Second-generation antipsychotics and extrapyramidal adverse effects. Biomed Res Int. 2014;2014:656370. 2. Tarsy D, Baldessarini RJ. Epidemiology of tardive dyskinesia: Is risk declining with modern antipsychotics? Mov Disord. 2006;21(5):589-598. 3. Correll CU, Schenk EM. Tardive dyskinesia and new antipsychotics. Curr Opin Psychiatry. 2008;21(2):151-156. 4. Kane JM, et al. Strategies for switching from conventional antipsychotic drugs or risperidone to olanzapine. J Clin Psychiatry. 1998;59 Suppl 10:39-44. 5. Stahl SM. Stahl’s Essential Psychopharmacology. 4th ed. Cambridge University Press; 2013. 6. Meltzer HY. Antipsicóticos. In: Brunton LL, Chabner BA, Knollmann BC, eds. Goodman & Gilman: As Bases Farmacológicas da Terapêutica. 12ª ed. McGraw-Hill; 2011. 7. Kapur S, Mamo D. Half a century of antipsychotics and still a central role for dopa- mine D2 receptors. Prog Neuropsychopharmacol Biol Psychiatry. 2003;27 (7):1081-1090. Escrito por Thainá Silva Galeão em parceria com inteligência artificial via chat GPT 4.0. sanarflix.com.br Copyright © SanarFlix. Todos os direitos reservados. Sanar Rua Alceu Amoroso Lima, 172, 3º andar, Salvador-BA, 41820-770