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Materiais de Construção II 
6º Período – Engenharia Civil
elivelthon.nascimento@ifsertao-pe.edu.br
Assunto: Aglomerantes: Cal e Gesso
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
✓ Estudar a resolução 307 do Conama
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Atividade de casa
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Conceitos iniciais
Aglomerante é um material ligante, geralmente pulverulento, que promove a união entre 
os grãos dos agregados. 
Apresentam-se sob a forma de pó e, quando misturados com água formam pastas que 
endurecem pela secagem e como consequência de reações químicas. Com o processo de 
secagem o aglomerante adere-se nas superfícies com as quais foram postas em contato.
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Conceitos iniciais
Início de pega: Momento que a pasta começa a endurecer, perdendo sua 
plasticidade. É contado a partir do lançamento da água no aglomerante, até o 
inicio das reações químicas.
Fim de pega: Momento que a pasta já está completamente sólida. Não 
significando que ela tenha adquirido toda sua resistência
Pega: é a perda da fluidez da pasta
Aparelho de vicat.
Equipamento utilizado para determinação do 
tempo de início e fim de pega do cimento
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Conceitos iniciais
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Classificação
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Cal
É o produto que se obtém com a calcinação, à temperatura elevada de das rochas calcárias 
(CaCO3) ou rocha magnesiana (MgCO3), dolomita, que são as fontes dos óxidos que 
formam a cal. Essa calcinação se faz entre outras formas, em fornos intermitentes, 
construídos com alvenaria de tijolos refratários.
https://www.youtube.com/watch?v=NswytP0mcyI
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Tipo de Cales
• Cal Virgem: é o aglomerante resultante da calcinação de rochas calcárias (CaCO3) numa 
temperatura inferior à de fusão do material (850 a 900 °C);
• Cal hidratada: é um produto que sofreu em usina o processo de hidratação. Utilizada em 
argamassas de revestimento e assentamento de blocos.
• Cal hidráulica: é um aglomerante hidráulico, ou seja, que endurece pela ação da água e 
foi muito utilizado nas antigas construções, sendo substituído pelo cimento Portland. 
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Cal Virgem
A Calcinação
CaCO3
900 C°
CaO CO2
Rocha 
Calcária
ar
56% 44%
CaCO3= Carbonato de Cálcio
CaO = Cal Virgem ou Cal Viva
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Cal Virgem
Muito utilizada no setor rural, com a 
função de tirar a acidez do solo.
A cal para ser usada na construção, 
deve ser submersa na água e ficar 
hidratando alguns dias
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Cal Hidratada
O produto resultante da calcinação é formado predominantemente de óxido de cálcio 
(CaO), que para ser utilizada como aglomerante precisa ser transformada em hidróxido, o 
que se consegue com a adição de água.
A adição de água na obra é chamada de extinção e o produto resultante é a cal extinta. 
Quando esse processo é realizado ainda em fábrica tem-se a cal hidratada.
CaO H2O Ca(OH)2 Calor
2-3 l/vol de 
cal
CAL 
HIDRATADA
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Cal Hidratada
A cal hidratada pode ser encontrada em diversas embalagens: 8kg, 20kg, 25kg ou 40kg. 
Normalmente estão disponíveis no mercado três tipos de material:
• CH – I : Cal hidratada especial (tipo I); 
• CH – II : Cal hidratada comum (tipo II); 
• CH – III : Cal hidratada com carbonatos (tipo III) 
As cales do tipo CHI e CHII são as mais empregadas na 
construção civil por possuírem maior capacidade de retenção de 
água e de areia, tornando-as mais econômicas.
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Cal Hidratada
Classificação:
As cales aéreas se classificam segundo dois critérios:
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Cal Hidráulica
Aglomerante obtido pela calcinação de rochas calcárias, que natural ou artificialmente, 
contenham quantidade apreciável de materiais argilosos. Tem a propriedade de 
endurecer sob a água, embora também sofra ação de endurecimento pela ação do CO2 do 
ar.
Rocha 
fragmentada CaO (CaO + material 
argiloso)
900 C°
Depois do cozimento, as pedras são umedecidas para a extinção (hidratação), com uma 
temperatura controlada na faixa de 150º C (o controle da extinção é bastante rigoroso 
caso contrário, a água em excesso combina-se com os silicatos e aluminatos). Neste 
processo a cal pulveriza-se.
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Para saber mais
https://www.aecweb.com.br/revista/materias/cal-hidratada-x-virgem-aplicacoes-caracteristicas-pros-e-contras/17966
https://www.sienge.com.br/blog/cal-virgem-ou-cal-hidratada-aplicacoes-construcao-civil/
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Os principais usos das Cales
• Argamassas de assentamento e revestimentos
• Pinturas
• Misturas asfálticas
• Estabilização de solos
• Fabricação de blocos sílico-calcários
• Indústria metalúrgica (utilizada para separação da escória)
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Os principais usos das Cales
Uso em argamassas
Areia + cal hidratado + cimento Portland + água
➢ Assentamento de blocos ou tijolos cerâmicos
➢ Chapisco
➢ Revestimento bruto – emboço
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Gesso
O gesso é um aglomerante obtido a partir da eliminação parcial ou total da água de 
cristalização contida em uma rocha natural chamada gipsita, que ocorre na natureza em 
camadas estratificadas.
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Gesso – Fabricação
As principais jazidas economicamente exploradas 
encontram-se:
✓ na Serra de Araripina, em região confrontante dos 
estados do Ceará, Pernambuco e Piauí;
✓ na região de Mossoró, no Estado do Rio Grande do 
Norte; e
✓ nas regiões de Codó, Balsas e Carolina, no Estado 
do Maranhão.
O Polo Gesseiro do Araripe (PE) é 
responsável por 94% da produção de 
gipsita do país, cerca de 1,8 milhões de 
toneladas.
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Gesso – Fabricação
EXTRAÇÃO DA ROCHA DIMINUIÇÃO DO TAMANHO QUEIMA DO MATERIAL
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Gesso – Calcinação
O gesso é obtido por meio da calcinação (decomposição a quente) da gipsita. Nessa reação, 
o mineral, cuja fórmula é 𝐶𝑎𝑆𝑂4 2𝐻2𝑂 (sulfato de cálcio bi-hidratado) perde uma molécula 
e meia de água, transformando-se em gesso, cuja fórmula é CaS𝑂4 ½ 𝐻2𝑂 (sulfato de cálcio 
semi-hidratado).
No processo de calcinação, também são separadas da 
gipsita as impurezas normalmente associadas ao 
minério, como sal gema e calcários, entre outras.
A temperatura na queima pode variar entre 100 a 300 °C
https://www.youtube.com/watch?v=BKG741446Wk
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Gesso – Requisitos
NBR 13207 (ABNT, 2017)
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Gesso – Aplicações
O gesso, como material de construção, é um pó branco, de elevada finura, comercializado 
principalmente em sacos de 1kg, 20kg, 40 kg e 50kg
De acordo com Petrucci (1975) a quantidade de água 
necessária para o amassamento do gesso é de 50 a 
70%. O amassamento é feito com excesso de água 
para evitar uma pega muito rápida, tornando a pasta 
manuseável por tempo suficiente à aplicação. A perda 
de água excedente conduz ao endurecimento e 
aumento da resistência. 
Não aconselhável utilizar em superfície metálica 
pelo risco de corrosão
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Gesso – Aplicações
Placas/blocos de Gesso
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Gesso – Aplicações
Forros de gesso
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Gesso – Aplicações
Acabamento de interiores
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Gesso – Aplicações
Gesso Acartonado
O gesso acartonado é o material utilizado para a instalação de 
Drywall e é um dos tipos mais requisitados na construção civil. 
Um dos grandes motivos para sua fama, além da praticidade, é a 
sua grande variedade de tamanhos, formatos e aplicações.
Esse segundo nome, acartonado, é devido ao uso de 
papel-cartão em seu revestimento. É um material pré-
fabricado prático, prontopara obra e que não depende 
de argamassa. 
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Gesso – Reciclagem
Os resíduos de gesso (classe II) devem está 
separados dos outros resíduos, pois eles 
readquirem as características químicas da gipsita, 
minério do qual é extraído. Pode ser reutilizado em 
indústrias cimenteiras, no setor agrícola e na 
indústria de transformação de geso
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Gesso – Normas
Prof. Elivelthon Carlos do Nascimento
Referências bibliográficas
BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA. Resolução n.º 307, de 05 de julho 
de 2002. Estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da 
construção civil. Diário Ofi cial da União, Brasília, DF, 17 jul. 2002.
NEVILLE, A. M.; BROOKS J. J. Tecnologia do concreto. Tradução: Ruy Alberto Cremonini. 2. 
ed. Porto Alegre, Bookman, 2013; 
Notas de Aula da professora Rafaella Pereira Marinho
REIS, Ezequiel Breno Rodrigues. Materiais de Construção Civil. Notas de aula IFMG – Campus 
Santa Luiza, 2022.
Rafaella Pereira Marinho
	Slide 1
	Slide 2: Atividade de casa
	Slide 3: Conceitos iniciais
	Slide 4: Conceitos iniciais
	Slide 5: Conceitos iniciais
	Slide 6: Classificação
	Slide 7: Cal
	Slide 8: Tipo de Cales
	Slide 9: Cal Virgem
	Slide 10: Cal Virgem
	Slide 11: Cal Hidratada
	Slide 12: Cal Hidratada
	Slide 13: Cal Hidratada
	Slide 14: Cal Hidráulica
	Slide 15: Para saber mais
	Slide 16: Os principais usos das Cales
	Slide 17: Os principais usos das Cales
	Slide 18: Gesso
	Slide 19: Gesso – Fabricação
	Slide 20: Gesso – Fabricação
	Slide 21: Gesso – Calcinação
	Slide 22: Gesso – Requisitos
	Slide 23: Gesso – Aplicações
	Slide 24: Gesso – Aplicações
	Slide 25: Gesso – Aplicações
	Slide 26: Gesso – Aplicações
	Slide 27: Gesso – Aplicações
	Slide 28: Gesso – Reciclagem
	Slide 29: Gesso – Normas
	Slide 30: Referências bibliográficas

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