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REVISÃO 
Prova prática
MONITORIA SOI I
Mariana Bleza
BIOQUÍMICA E 
FISIOLOGIA
SANGUE E TIPAGEM SANGUÍNEA:
FUNÇÃO PULMONAR:
O termo “testes de função pulmonar” (TFP) se refere a um
grupo de testes que inclui:
(1) Espirometria
(2) Volumes pulmonares
(3) Capacidade de difusão.
Algumas vezes, também são incluídos nesse
grupo testes que avaliam a função dos músculos
respiratórios.
ALCALOSE E ACIDOSE RESPIRATÓRIAS:
CONTROLE DA RESPIRAÇÃO:
CONTROLE CENTRAL: 
- Composto por: 
• quimiorreceptores para O2, CO2 ou pH; 
• mecanorreceptores nos pulmões e articulações; 
• centros de controle no bulbo e ponte; 
• músculos respiratórios; 
- A frequência da respiração normal e involuntária é controlada por 
três grupos de neurônios ou centros do tronco encefálico:
1. Centros respiratórios do Bulbo:
a. Localizado na formação reticular;
b. Centro inspiratório (GRD):
i. Controla o ritmo básico para a respiração 
pelo ajuste da frequência de inspiração;
ii. Recebe aferência dos quimiorreceptores 
periféricos (NC IX e X) e de mecanorreceptores 
pulmonares (X);
iii. Eferência para o diafragma (nervo frênico);
iv. A inspiração pode ser encurtada por 
inibição desse centro (pelo pneumotáxico).
v. “Sinal inspiratório em rampa”: o sinal 
nervoso transmitido para os músculos inspiratórios 
não representa surto instantâneo: exibe início débil com 
elevação constante, em forma de rampa;
1. Vantagem: indução de aumento 
constante do volume dos pulmões durante a 
inspiração, e não golfadas inspiratórias.
c. Centro expiratório (GRV):
i. Estão inativos durante a respiração calma, 
pois a expiração é passiva;
ii. Ativam-se, por exemplo, durante o exercício. 
2. Centro apnêustico:
a. Apneuse: respiração anormal (inspirações arfantes seguidas de 
breve expiração);
b. O estímulo desse centro produz esse padrão, pois ele excita o 
centro inspiratório (longos potenciais de ação no nervo frênico).
3. Centro pneumotáxico:
a. Localizado nos níveis mais altos da ponte;
b. Desliga a inspiração;
c. Limita o volume corrente e, secundariamente, a frequência;
QUIMIORRECEPTORES: 
- Quimiorreceptores centrais: 
• Localizados no tronco encefálico; 
• Controle minuto a minuto da respiração; 
• Comunicam-se diretamente com o centro 
inspiratório; 
• Sensíveis às mudanças do pH do LCE: 
o diminuição do Ph → hiperventilação 
(para eliminar mais CO2); 
o aumento do ph → hipoventilação. 
o A resposta direta é em relação ao 
pH do LCE, mas é indireta ao pH do sangue 
arterial.
- Quimiorreceptores periféricos:
• Receptores para O2, CO2 e H+;
• Localizados na bifurcação das artérias carótidas comuns e arco 
aórtico;
• A informação sobre a PO2, o PCO2 e o pH arterial é transmitida aos 
centros inspiratórios bulbares via NC IX e NC X;
• Mudanças que produzem aumento da frequência respiratória:
o Redução da PO2 arterial para níveis abaixo de 60mmHg 
(abaixo desse nível eles são muito sensíveis);
o Aumento da PCO2 arterial (efeito menos importante);
o Redução do pH arterial, mediado por quimiorreceptores 
para o H+, apenas nos corpos carotídeos.
VOLUMES PULMONARES
ESPIROMETRIA +VOLUMES PULMONARES
- É o método que mede os volumes estáticos dos pulmões;
- A pessoa fica sentada → Respira para dentro e para fora do espirômetro → Desloca a cúpula → Volume é 
registrado;
Monitoria – SOI I
Mariana Bleza
APG 19
CAPACIDADES PULMONARES
- Cada capacidade inclui 2 ou mais volumes;
CAPACIDADE INSPIRATÓRIA (CI): volume corrente + volume inspiratório de reserva = 3.500mL;
CAPACIDADE RESIDUAL FUNCIONAL (CRF): volume expiratório de reserva + volume residual = 2.400mL;
• O CRF é o volume de ar restante nos pulmões após a expiração de volume corrente normal;
• Volume de equilíbrio dos pulmões.
CAPACIDADE VITAL: capacidade inspiratória + volume expiratório de reserva = 4.700mL;
• Volume que pode ser expirado após inspiração máxima;
• Aumenta com o tamanho do corpo, gênero masculino e condicionamento físico;
• Diminui com a idade;
CAPACIDADE PULMONAR TOTAL (CPT): todos os volumes pulmonares (cv + vr = 5.900 mL).
- CFR e CPT não podem ser medidas por espirometria, já que incluem o volume residual;
ESPAÇO MORTO
- Volume das vias aéreas e pulmões que NÃO PARTICIPA DAS TROCAS GASOSAS;
ESPAÇO MORTO ANATÔMICO:
- Volume das vias condutoras (nariz, boca, traqueia, brônquios e bronquíolos);
- Cerca de 150mL;
- Volume corrente de 500mL inspirado → 150mL constitui o espaço morto anatômico → 350mL vai para os alvéolos;
ESPAÇO MORTO FISIOLÓGICO:
- Volume total nos pulmões que não participa das trocas gasosas;
- Espaço morto anatômico das vias condutoras + Espaço morto funcional dos alvéolos;
- Espaço morto funcional:
• Alvéolos ventilados que não fazem hematose;
• DEFEITO VENTILAÇÃO/PERFUSÃO: os alvéolos ventilados que não são perfundidos com sangue capilar 
pulmonar;
- Em condições normais, o espaço morto fisiológico é pequeno; 
MECÂNICA RESPIRATÓRIA
MÚSCULOS DA INSPIRAÇÃO:
- O músculo mais importante é o diafragma: quando ele 
se contrai, o abdome é empurrado para baixo e as 
costelas
para fora;
- Aumento do volume intratorácico → diminui s pressão → 
aumenta o fluxo de ar para os pulmões;
- No exercício físico, os músculos intercostais externos 
e músculos auxiliares também participam da inspiração;
MÚSCULOS DA EXPIRAÇÃO:
- Em condições fisiológicas, é um processo passivo (a 
“força motriz” é o gradiente de pressão);
- Exercício ou em patologias:
• Músculos abdominais;
• Músculos intercostais internos. 
https://www.youtube.com/watch?v=
zVYLMb6dzyU
DIGESTÃO DOS 
MACRONUTRIENTES NO 
TRATO DIGESTÓRIO ALTO
AÇÃO DAS SECREÇÕES
Ações da gastrina. A gastrina tem duas ações principais: 
(1) estimula a secreção de H+, pelas células parietais 
gástricas; e (2) estimula o crescimento da mucosa 
gástrica, efeito trófico.
DIGESTÃO DOS 
MACRONUTRIENTES NO 
TRATO DIGESTÓRIO 
BAIXO
CARBOIDRATOS
INTESTINO DELGADO (DUODENO)
- Com o suco pancreático e seu bicarbonato de sódio, o conteúdo vindo do estômago é neutralizado e a alfa amilase 
pancreática volta a atuar;
INTESTINO DELGADO (JEJUNO)
- Fim da digestão ocorre no epitélio mucoso do jejuno superior;
- Ação de dissacaridases e oligossacaridases;
• MALTASE rompe a MALTOSE liberando GLICOSE;
• SACARASE hidrolisa a SACAROSE liberando GLICOSE E FRUTOSE;
• LACTASE hidrolisa a LACTOSE liberando GLICOSE E GALACTOSE;
- Essas enzimas são produzidas pelas células da mucosa intestinal.
TRÊS PRODUTOS FINAIS DA DIGESTÃO DOS CARBOIDRATOS: GLICOSE, GALACTOSE E FRUTOSE – TODOS ABSORVÍVEIS 
PELAS CÉLULAS EPITELIAIS INTESTINAIS.
- Os monossacarídeos são absorvidos pelas células da mucosa intestinal;
- Duodeno e jejuno superior absorvem a maior parte dos carboidratos;
CARBOIDRATOS NÃO-DIGERIDOS:
- Amidos com porcentagem mais alta de amilose ou com menor hidratação (grãos desidratados) e fibras dietéticas;
- São resistentes à digestão e passam ao cólon;
- No cólon, são metabolizados pela flora bacteriana, formando gases, ácidos graxos de cadeia curta e lactato;
- Os ácidos são absorvidos pelas células e podem ser usados como fonte de energia;
- Também há formação de gases: hidrogênio, dióxido de carbono e metano.
FIBRAS DIETÉTICAS:
- Porção da dieta resistente à digestão pelas enzimas digestivas humanas;
- Entre 19 a 38 g/dia, dependendo da idade e do sexo do indivíduo.
- Benéficas na doença diverticular;
- Pectina é benéfica para diabéticos, pois diminui a velocidade de absorção dos carboidratos, evitando o aumento súbito 
da glicemia; 
PROTEÍNAS
INTESTINO DELGADO:
- Os polipeptideos clivados no estômago são reduzidos a oligopeptideos e aminoácidos pelas proteases pancreáticas;
- Cada uma dessas proteases são específicas e, assim como a pepsina, são liberadas na forma de zimogênios inativos;
- A liberação e ativação dos zimogênios são reguladas pela colecistocinina e secretina;
- O intestino contém a enzima aminopeptidase, que cliva oligopeptideos liberando aminoácidos e outros menores
GORDURAS- EMULSIFICAÇÃO ocorre principalmente no duodeno;
• Aumenta a área de superfície das gotículas de lipídio hidrofóbicos;
• Garante uma ação mais eficiente das enzimas;
• Propriedades detergentes dos sais biliares + mistura mecânica devido ao peristaltismo;
o SAIS BILIARES E LECITINA: produzidos no fígado, armazenados na vesícula biliar e advindos do 
colesterol.
- Ação das enzimas pancreáticas
• TRIACIGLICERÓIS:
o Atacadas pela lipase pancreática (monoacilglicerois + ácidos graxos livres])
o Também pela colipase (pancreática), se liga tanto a gordura da dieta quanto a lipase.
• COLESTEROL:
o Enxima: hidrolase dos ésteres de colesterol ou colesterol-esterase
o Ação aumentada na presença de sais biliares;
• FOSFOLIPÍDEOS:
o Fosfolipase A2 (ativada pela tripsina e necessita de sair biliares)
CONTROLE HORMONAL:
- Secreção pancreática regulada hormonalmente;
- Células do jejuno e duodeno inferior produzem a colecistocinina;
• Resposta À presença de proteínas e lipídeos não digeridos completamente no duodeno superior
• Age sobre a vesícula biliar e células exócrinas do pâncreas;
• Diminui a motilidade gástrica;
- Outras células intestinais produzem a secretina:
• Resposta ao baixo pH do quimo ao entrar no intestino;
• Induz pâncreas e fígado a liberarem soluções aquosas ricas em bicarbonato de sódio; 
- Os sais biliares não são absorvidos pelos enterócitos – permanecem no intestino, vão para a 
parte mais baixa – reabsorvidos e levados de volta ao fígado pela circulação enterro-hepática.
- Os enterócitos produzem novamente os triacigliceróis e os enviam para a linfa na forma de 
quilomícrons¸para então seres
utilizados pelos tecidos.
- Os quilomícron começam a entrar no sangue entre 1 a 2 horas após uma refeição;
- - Quando recebem proteínas da HDL, viram quilomícron maduros;
SECREÇÕES
SECREÇÃO PANCREÁTICA
- Pâncreas exócrino secreta 1L de líquido por dia;
- Componente aquoso com altos níveis de bicarbonato de sódio e enzimas;
- O bicarbonato neutraliza o H+ vindo do estômago;
- Estimulada pela atividade parassimpática e inibida pela atividade simpática;
REGULAÇÃO DA SECREÇÃO PANCREÁTICA:
- A secreção aquosa é estimulada pela chegada de H+ ao duodeno;
- A porção enzimática é estimulada pelos produtos da digestão proteica;
- Também dividida nas fases cefálica, gástrica e intestinal;
- A intestinal é a mais importante, 80% do suco;
- Células acinares possuem receptores para a colecistocinina (produzidas pelas células I do duodeno), e, então, produzem a
secreção enzimática.
- Células ductais possuem receptores para a secretina (produzidas pelas células S do duodeno), e, então, produzem a 
secreção aquosa rica em bicarbonato.
SECREÇÃO BILIAR
- Digestão e absorção dos lipídios no intestino delgado;
- Bile = sais biliares + pigmentos biliares + colesterol;
- Produzida e secretada pelo fígado / Armazenada na vesícula biliar até o estímulo para sua liberação no intestino delgado;
- Ações da colecistocinina é estimular a contração da vesícula biliar;
COMPOSIÇÃO DA BILE:
- Sais biliares:
• 50% da bile;
• Sintetizados pelos hepatócitos;
• São anfipáticos – auxiliam na dissolução dos lipídios em meio aquoso;
- Fosfolipídios e colesterol:
• Também são anfipáticos e auxiliam na formação das micelas
- Bilirrubina:
• Principal pigmento da bile;
VESÍCULA BILIAR:
- Armazenamento da bile com o esfíncter de Oddi fechado;
- Concentração da bile;
- Ejeção da bile 30 minutos após a ingestão de alimentos;
• Estimulo da CCK;
• Contração da vesícula e relaxamento do esfíncter de oddi;
• Ejetada em surtos pulsáteis.

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