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2 Estudo de caso elaborado como quesito parcial para aprovação na disciplina de Estágio Supervisionado II do curso de enfermagem da Universidade Salgado de Oliveira – UNIVERSO. Orientado por: William Coimbra SÃO GONÇALO 2020 3 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO pg. 4 2. METODOLOGIA DA PESQUISA pg. 5 2.1 EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM pg. 5 3. PATOLOGIA pg. 6 Diabetes gestacional pg. 8 4. FARMACOLOGIA pg. 8 5. PRIORIZAÇÃO DA ENFERMAGEM pg. 12 5.1 Avaliação crítica pg. 14 6. PLANO DE ALTA pg. 16 7. CONCLUSÃO pg. 18 8. REFERENCIAS pg. 19 9. ANEXOS pg. 20 4 1. INTRODUÇÃO O estudo de caso em enfermagem consiste na avaliação dos sinais e sintomas do cliente, preparação de um plano de cuidados e estabelecimentos de meta para que se proporcione a melhora e evolução do paciente. Em campo de estágio são analisados pacientes em alas emergenciais, no posto de saúde e em centro cirúrgico. Por se tratar de uma doença comum: a diabetes gestacional, este caso embasou para melhor conhecimento e abordagem deste assunto, conhecido como doença crônica não transmissível. Possibilitando maior adesão ao conhecimento enquanto discente em enfermagem 5 2. METODOLOGIA DA PESQUISA Trata-se de uma pesquisa qualitativa e com abordagem descritiva, do tipo estudo de caso, elaborado por acadêmico de enfermagem do 8º período do curso de graduação da Escola de Enfermagem da Universidade Salgado de Oliveira na disciplina de Estágio Supervisionado I, disciplina esta, ministrada por Adriana Ribas. Para Triviños, o pesquisador qualitativo pauta seus estudos na interpretação do mundo real, preocupando-se com o caráter hermenêutico na tarefa de pesquisar sobre a experiência vivida dos seres humanos. A a tarefa de “dupla hermenêutica” justifica-se pelo fato de os investigadores lidarem com a interpretação de entidades que, por sua vez, interpretam o mundo que as rodeiam. Como consequência da capacidade humana para interagir, são adotadas, pelos pesquisadores, algumas técnicas para coleta de dados, dentre as quais, destacamos: a Observação participante, a Entrevista e o Método da história de vida. Um estudo de caso busca descrever e analisar uma situação ou um problema único, mas onde há diversas variáveis a serem investigadas. É com a investigação de todas as variáveis que será possível compilar os resultados obtidos para a formulação de conclusões sobre aquele tema estudado. Deste modo, a utilidade do estudo de caso é mais clara em situações onde se quer utilizar um exemplo real para explicar um fenômeno descrito na teoria ou quando se quer compreender as causas de algo, por exemplo. 2.1 Histórico de enfermagem Paciente F.S.S., gravida de 26 semanas, 36 anos, feminino, negra, casada, auxiliar de farmácia, católica, possui 2° grau completo. Chegou ao posto de saúde de sua região para consulta de pré-natal. A paciente é portadora de obesidade classe I (índice de massa corporal ou IMC 30 kg/m²), sem história prévia de DM, mas com história familiar positiva para a doença. Relatou como queixa principal sensação de cansaço e sede excessiva e vontade constante de urinar nos últimos 2 meses. Possui uma alimentação com 6 alta taxa de gordura e carboidratos. Era etilista, com consumo de 2 doses por semana, até o início da gestação, mas ainda consome quantidade de álcool quando está muito nervosa, relata como forma de acalmar. Nega tabagismo, consumo de drogas ilícitas e uso de medicações durante a gestação. Alega realizar esforço moderado no trabalho como auxiliar em farmácia e ficar a maior parte das 8 horas de trabalho em pé o que gera percepção de inchaço nas pernas. Nega risco de exposição nociva com agentes químicos ou similares. Tem média de 6 horas de sono por noite. A paciente relata ter sofrido 2 abortos nas tentativas anteriores de engravidar, mas sem histórico de parto. Nega comorbidades, HAS, cardiopatias, doenças da infância. Relata não saber se já realizou testes glicêmicos. Não possui histórico de alergias, doenças neurológicas, intervenções cirúrgicas, tatuagens e transfusões sanguíneas. Sinais Vitais: PA: 120 × 70 mmHg; Tax: 36,5°C; FR = 16 ipm; FC = 85 bpm; FC (Fetal): 141 bpm; medida uterina 34 cm; dinâmica uterina com a ausência de contrações. 2.2 EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM A paciente apresenta um bom estado geral, nutrida, hidratada, alerta, lúcida e orientada no tempo e espaço, sem alteração na fala e linguagem, e na marcha, boa postura, bom desenvolvimento físico, fácies atípicas, atitude indiferente, movimentos involuntários ausentes, biotipo normolíneo, humor eutímico. Normocrômica, anictérica, acianótica, afebril (T= 36,5°), eupneica (FR = 16 ipm), normocárdica (FC = 85 bpm), normotensa (PA = 120 × 70 mmHG); FC (Fetal): 141 bpm; medida uterina 34 cm; dinâmica uterina com a ausência de contrações . Colo uterino apresentava-se longa; apresentação fetal cefálica, bolsa integra e IMC de 30kg/m². 7 A paciente recebeu recomendação para realizar os exames complementares que foram glicemia em jejum e o teste de tolerância oral 75g (TTO). Com o recebimento dos exames, foi visto os seguintes resultados: Glicemia em Jejum = 120mg/dL; TTO jejum = 93 mg/dL, 1ªhora = 180 mg/dL e 2ª hora = 155 mg/dL. Com isso, foi feito o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). 8 3. PATOLOGIA Diabetes gestacional A diabetes gestacional é caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez. É uma doença que coloca em risco a saúde do bebê e da futura mãe. Segundo o Ministério da Saúde, nas últimas duas décadas, houve um aumento progressivo do número de mulheres com diagnóstico de diabetes durante a gestação. Obesidade ou ganho de peso excessivo, hipertensão, idade materna mais avançada e história familiar de diabetes em parentes de primeiro grau são alguns dos fatores de risco. Durante a gestação, ocorrem importantes alterações no metabolismo a fim de suprir as demandas do feto. O desenvolvimento de resistência à insulina (RI) durante a segunda metade da gestação é resultado desta adaptação, que é mediada por hormônios da placenta, para garantir o aporte adequado de glicose ao feto. Entretanto, algumas mulheres que engravidam com algum grau de RI, como nos casos de sobrepeso/obesidade, obesidade central e síndrome dos ovários policísticos, este estado fisiológico de RI será potencializado nos tecidos periféricos. Diabetes mellitus gestacional (DMG) é a intolerância aos carboidratos diagnosticada pela primeira vez durante a gestação e que pode ou não persistir após o parto. Esta condição está associada com disfunção metabólica em mulheres, que persiste até 3 anos após o nascimento do bebê. A diabetes mellitus gestacional (DMG) corresponde a 90% dos casos de diabetes mellitus (DM) durante a gestação, enquanto a DM tipo 2 preexistente corresponde a 8%. Mulheres que tiveram DMG possuem maior chance de desenvolver a doença após o parto quando comparadas às mulheres com níveis de glicemia normais durante a gravidez. 9 Algumas mulheres têm um risco maior de desenvolver a doença e por isso devem tomar mais cuidado. Fique atenta aos fatores de risco: Idade de 35 anos ou mais Sobrepeso, obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual Deposição central excessiva de gordura corporal História familiar de diabetes em parentes de primeiro grau Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual Antecedentes obstétricos de abortamentos de repetição, malformações, morte fetal ou neonatal, macrossomia ou DMG Síndrome de ovários policísticos Baixa estatura (menos de 1,5 m) fisiopatologia da DMG ainda é controversa e não está totalmente elucidada, no entanto, está provavelmente relacionada com 2 fatores principais: insuficiência de excreção de insulina e resistência insulínica.Dentre os fatores que envolvem as células beta pancreáticas e sua disfunção, diversos mecanismos estão envolvidos nesse processo. Os altos índices de progesterona encontrados durante a gravidez estãorelacionadosa danos às células beta uma vez que níveis diminuídos de receptores de progesterona estão ligados a maior excreção de insulina por essas células. Outros fatores associados à diminuição insulínica por danos às células beta é a hiperlipidemia, a manutenção prolongada de altos níveis de concentração de ácidos graxos e aumento da ingestão de alimentos. Em algumas mulheres, geralmente aquelas com pré-disposição genética, esse maior suprimento de glicose e ácidos graxos na célula beta podem aumentar o metabolismo celular, levando ao aumento da apoptose das células beta e morte celular. 10 Em relação as etapas fisiológicas, temos que existem mudanças principais no metabolismo intermediário com a finalidade de facilitar a obtenção de energia para o feto e precursores do crescimento fetal e placentário. De maneira inicial, durante a primeira metade da gravidez, no período de maior desenvolvimento embrionário, as mudanças se concentram na armazenagem de energia e nutrientes. Para isso, há um aumento de apetite, percebido pela paciente, e também aumento da sensibilidade à insulina. Essa etapa facilita principalmente a captação de glicose e lipídeos pelo tecido adiposo. À medida que a gravidez avança, uma mudança acentuada no caminho metabólico é observada. Por volta da 24º a 28º semana de gestação observa-se aumento dos níveis glicêmicos e esse fato é decorrente de um aumento à resistência insulínica caracterizado como um mecanismo fisiológico essencial (e ocorre devido à necessidade da oferta de glicose para o feto) causando um aumento compensatório da resposta das células beta do pâncreas (hiperinsulinismo). Essas alterações levam ao aumento da concentração de glicose pós- prandial. Outro ponto importante que intensifica esse processo de resistência à insulina é o fato de alguns hormônios placentários serem contrainsulínicos como: cortisol, lactogênio placentário, prolactina e hormônio do crescimento. Diante desses fatores fisiológicos e metabólicos, algumas mulheres não conseguem produzir e secretar quantidades adequadas de insulina para manutenção dos níveis basais de glicose na corrente sanguínea, resultando assim, em diabetes mellitus gestacional. Os bebês de mães com diabetes gestacional terão maior disponibilidade de glicose e aumentarão sua produção de insulina a fim de estocar este excesso na forma de energia em suas células. Este fato fará com que a criança cresça mais do que o esperado, podendo sofrer sérios traumas durante o parto. Além disso, a elevada concentração de insulina pode levar o feto a uma menor oxigenação, o que pode acarretar problemas no desenvolvimento. 11 A DMG triplica as chances de uma cesária de emergência e quadruplica a incidência de internamentos de recém nascidos em UTIs neonatais. Estudos indicam que o risco dessas morbidades está diretamente relacionado aos níveis de hiperglicemia materna. 12 4. FARMACOLOGIA Cloridrato de metformina O cloridrato de metformina é hipoglicemiante oral, ou seja, um medicamento em comprimidos utilizado para o controle da glicemia (taxas de açúcar no sangue) nos pacientes com diabetes mellitus. A metformina é a droga de escolha para pacientes diabéticos obesos, pois a mesma não está associada a indesejado ganho de peso, como acontece, por exemplo, com a insulina e outros antidiabéticos orais. Porém, ao contrário do que algumas pessoas acreditam, a metformina não emagrece ninguém e não deve ser usada como medicação para se perder peso. Além de não alterar o peso do paciente, a metformina também apresenta como efeito benéfico uma leve redução dos níveis de colesterol LDL e dos triglicerídeos. Enquanto a diabetes tipo 1 é causada por uma deficiente produção de insulina pelo pâncreas, a diabetes tipo 2 ocorre porque a insulina produzida funciona mal. Essa característica da diabetes tipo 2 permite que ela possa não ser tratada inicialmente com insulina, mas sim com medicamentos por via oral, chamados antidiabéticos orais ou hipoglicemiantes orais. Entre os antidiabéticos orais, o mais usado atualmente é o cloridrato de metformina, ou simplesmente, metformina, que é um fármaco que só funciona nos pacientes que ainda conseguem produzir insulina em quantidades relevantes. Mecanismo de ação 13 A metformina ajuda no controle glicêmico do diabetes tipo 2 através de três mecanismos: 1. Reduz a produção de glicose pelo fígado. 2. Aumenta a sensibilidade dos tecidos, principalmente dos músculos, à insulina. A metformina não aumenta a produção de insulina, mas sim otimiza a ação daquela já produzida. 3. Reduz a absorção de glicose pelo trato gastrointestinal. 14 5. PRIORIZAÇÃO DA ENFERMAGEM Diagnóstico de Resultados de Intervenções Resultados enfermagem enfermagem de de (NANDA) (NOC) Enfermagem Enfermage (NIC) m (NOC) 1 Obesidade Controle do - Diminuir (4) relacionado a pesoe da ingesta comportamentos alimentação (3) calórica alimentares - Explicar (5) desorganizados sobre a caracterizado por necessidade ADULTO: Índice de de manter boa massa corporal (IMC) > 30 kg/m 2 alimentação 2 Fadiga relacionado Melhora na - Promover (5) a aumento do disposição (4) espaço esforço físico confortável caracterizado por - Evitar que o (4) cansaço paciente faça esforço 3 Risco de volume de Melhora na - Promover (4) líquidos deficiente perfusão que o membro relacionado a tissular (4) inchado fique ingesta de líquidos elevado insuficiente - Manter caracterizado por ingesta hídrica sede e edema correta (3) - Promover exercícios (4) 15 4 Incontinência Controle da - Administrar (3) urinária por frequencia medicamentos pressão relacionad urinária (3) , se a com pressão necessário intra-abdominal - Promover (4) alta devido ao útero exercícios gravídico pélvicos caracterizado por relato de urgência urinária e frequência urinária a intervalos menores do que uma hora. 6 Dinâmica alimentar Melhora na - Promover (4) ineficaz alimentação (3) uma boa relacionado a alimentação escolha - Explicar (4) inadequada dos sobre a alimentos necessidade caracterizado por de manter alimentação excessiva uma boa alimentação 7 Distúrbio no padrão Melhora e - Promover (5) de sono estabeleciment ambiente relacionado a o no padrão de confortável padrão de sono sono (4) - Administrar (5) não restaurador medicamento caracterizado por ansiolítico, se dificuldade para necessário manter o sono 8 Risco de binômio Estabeleciment - Tirar dúvidas (4) mãe-feto o da confiança - Aconselhar a perturbado materna (3) mãe (4) relacionado a 16 complicação gestacional caracterizado por aumento da glicemia 9 Risco de glicemia Nível glicêmico - Administrar (5) instável dentro do medicamentos relacionada a padrão - Promover instabilidade esperado (3) conversas e (4) metabólica sanar dúvidas caracterizado por aumento da taxa glicêmica 5.1 Avaliação crítica A principal problemática que podemos perceber, é a obesidade da paciente, que é ocasionada por diversos fatores e hábitos de vida, tais como a ausência de exercícios físicos, alimentação ruim, sono ruim, e etilismo Os hábitos da paciente tornam-se o fator primordial para complicações em sua gestação. É de extrema necessidade que haja abstenção a alimentação ruim, implementando uma alimentação rica em alimentos saudáveis e de baixo potencial de sal, gordura ou açúcar. É também, muito importante que a paciente comece a fazer exercícios físicos, de forma moderada, podendo ser feita uma caminhada pelo menos 2 vezes na semana. A paciente também precisa melhorar a autoestima eo psicológico, mantendo assim, melhor confiança em melhorar não somente para si, e para seu filho também. Cabe, a enfermagem auxiliar a paciente, dando conselhos e tirando dúvidas de como a paciente pode implementar melhora na sua vida, mesmo estando em uma gravidez potencialmente considerada de risco 17 6. PLANO DE ALTA - Avaliar nível glicêmico com frequência - Promover exercícios físicos - Evitar sedentarismo - Tomar medicamentos corretamente - Não fazer uso de bebidas alcoólicas - Frequentar consultas de pré natal corretamente -Manter ingesta de água correta - Promover repouso e descanso correto - Promover uma boa alimentação 18 7. CONCLUSÃO Pode-se concluir este estudo com a visão de que o diabetes mellitus gestacional é caracterizado pela hiperglicemia na gestação, onde a intensidade e valores podem variar, que pode se resolver após o parto, mas durante a gestação, deve ser feito repouso e uma boa alimentação O diabetes mellitus gestacional exige avaliações de acompanhamento da glicemia pós-parto, pois eventualmente, a maioria das mulheres com DMG desenvolve diabetes tipo 2 embora as taxas de triagem pós-parto para DM em mulheres com história de DMG sejam baixas. Enquanto acadêmica de enfermagem, este estudo servirá de apoio educacional para melhor entender como avaliar clinicamente e como abordar seguinte patologia. 19 8. REFERENCIAS Classificação das intervenções de enfermagem (NIC) / Gloria M. Bulechek, Howard K. Butcher, Joanne McCloskey Dochterman; [tradução Soraya Imon de Oliveira… et al]. – Rio de Janeiro : Elsevier, 2010. Classificação dos resultados de enfermagem : mensuração dos resultados em saúde / Sue Moorhead ... [et al.] ; [organização Alba Lucia Bottura Leite de Barros] ; [tradução Alcir Fernandes, Carla Pecegueiro do Amaral, Eliseanne Nopper]. - 5. ed. - Rio de Janeiro : Elsevier, 2016. Diagnósticos de enfermagem da NANDA-I: definições e classificação 2018-2020 [recurso eletrônico] / [NANDA International]; tradução: Regina Machado Garcez; revisão técnica: Alba Lucia Bottura Leite de Barros... [et al.]. – 11. ed. – Porto Alegre: Artmed Diabetes (diabetes mellitus): Sintomas, Causas e Tratamentos. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Disponivel em: http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/diabetes#:~:text=Diabetes %20%C3%A9%20uma%20doen%C3%A7a%20cau sada,das%20c %C3%A9lulas%20do%20nosso%20organismo. Acesso em: 20 de jul 2020 Diabetes gestacional. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Disponivel em: https://www.diabetes.org.br/publico/diabetes-gestacional. Acesso em: 20 de jul 2020 SCHMIDT, Maria I.; REICHELT, Angela J.. Consenso sobre diabetes gestacional e diabetes pré-gestacional. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo , v. 43, n. 1, p. 14-20, Feb. 1999 . Disponivel em: . Acesso em: 20 Jul 2020. 20 9. ANEXOS Entrevista 1. Quantos anos você tem? 2. É casada? 3. Trabalha? 4. Qual idade gestacional? 5. Como é sua alimentação? 6. Faz exercícios físicos? 7. Faz uso de bebidas alcoólicas? Qual frequência e quantidade? 8. Faz uso de algum remédio? 9. Tem alguma doença? 10. Na família, tem algum familiar com doença crônica? 11. Quantas vezes urina por dia? 12. Qual intensidade do esforço e do cansaço? Exames complementares para confirmar diabetes gestacional Teste de tolerância oral a glicose O critério laboratorial para o diagnóstico de DMG foi estabelecido, em 1964, por John B. O’Sullivan e Claire Mahan. Com o objetivo de predizer o futuro surgimento de diabetes do tipo 2, esses pesquisadores realizaram o Teste Oral de Tolerância à Glicose com sobrecarga de 100g (TOTG 100g) de glicose, com duração de três horas em uma coorte de aproximadamente 700 gestantes e determinaram médias e desvios-padrão (1DP, 2DP e 3 DP) dos quatro valores (jejum, 1, 2 e 3 horas após a sobrecarga de 100g de glicose) (17). O diagnóstico de DMG foi estabelecido quando a gestante apresentou dois valores de glicemia acima de dois desvios-padrão da média (1,9% da coorte). Destas, 22% desenvolveram DM do tipo 2 dentro de oito anos. Os valores propostos para diagnóstico de DMG foram jejum de 90 mg/dL; 1ª hora de 165 mg/dL; 2ª hora de 143 mg/dL; 3ª hora de 127mg/dL. 21 Para facilitar a utilização dos valores de corte, na prática clínica, os autores arredondaram os valores da 2ª e da 3ª hora e propuseram que gestantes com dois ou mais valores maiores ou iguais aos seguintes deveriam receber o diagnóstico de DMG: 90mg/dL, 165 mg/dL, 145mg/dL e 125mg/dL (jejum, 1h, 2h e 3h, respectivamente).