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AO JUÍZO DE DIREITO DA ____ VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE 
___________ 
 
 
 
 
 
 
 
CARLA E JULIA, menores impúberes, representadas por sua genitora 
XXXXXXXXXXX, qualificação, vêm respeitosamente, por meio de seu advogado, à presença 
de Vossa Excelência, com fulcro no art. 335 do CPC, oferecer CONTESTAÇÃO, pelos 
motivos de fato e de direito que a seguir passa a expor: 
 
1. DA REALIDADE DOS FATOS 
O Requerente ajuizou a presente ação Revisional de Alimentos em face 
das Rés, argumentando, em resumo, que sua capacidade financeira diminuiu em razão da escassez de 
clientela e da constituição de nova família e que não mais tem condições de arcar com encargos do 
acordo de separação judicial, o qual foi homologado em 12/02/2005, cujas condições eram de que o 
Alimentante fornecesse às alimentadas 5 salários-mínimos mensais e lidasse com as despesas de seus 
planos de saúde. 
Além disso, evidenciou que no acordo de separação, a Representante 
Legal das Rés adquiriu melhores condições financeiras em razão de sua profissão e que as menores 
estudam em escola particular. 
Por fim, requereu a tutela antecipada para fixação dos alimentos em 
R$1.000,00 (mil reais) atualizados pelo INPC e posterior confirmação da tutela em sede de sentença. 
 
2. DO DIREITO 
I – Da Ausência de Provas de Insuficiência Financeira 
Ainda assim o artigo 1699 do Código Civil suscite a revisão dos 
alimentos, o Requerente não juntou aos autos comprobação de sua nova situação financeira, a qual 
esclareceria sua revisão dos alimentos, tendo em vista que o art. 1694 parágrafo 1º do mesmo códex, 
estipula que a fixação dos alimentos deve respeitar o binômio necessidade do alimentado e recursos 
da obrigada. 
II – Do índice de Correção da Pensão Alimentícia 
Para mais, o art. 1.710 do CC proporciona que os alimentos sejam 
atualizados com base em índice oficialmente regulamentado. 
No entanto, conforme doutrina majoritária, 
III - Do Dever Alimentar de Ambos os Pais 
O Requerente argumenta, ainda, que um de seus fundamentos 
para revisão alimentar seria o de que a mãe das menores tem melhores condições financeiras 
para sustentar as Requeridas. 
Visa o autor que a genitora das menores assuma a maior parte de suas 
despesas, o que não é permitido pelo art. 22 do ECA, o qual refere-se que ambos os pais tem o dever 
de sustentar seus filhos, salientando que pai e mãe têm direitos e deveres iguais em relação aos filhos 
IV – Do Melhor Interesse das Menores 
Ainda mais, deve ser considerado que o valor ofertado pelo Autor é 
abaixo do salário-mínimo e insuficiente para a manutenção das menores. 
Ambas as crianças estudam em escola particular e usufruem do plano 
de saúde custeado pelo Requerente. 
Por isso, o melhor interesse das menores não está sendo preservado, 
ofendendo diretamente o art. 227 da Constituição Federal, tendo em vista que seriam prejudicadas a 
educação formal destas bem como seu acesso à saúde. 
V – Do Novo Filho 
O Requerente declara que ele é o único a prestar auxílio financeiro ao 
seu novo filho de novo relacionamento. 
Contudo, assim como o caso das Requeridas, é obrigação de ambos os 
pais o sustento de seus filhos e o fato de ele ser o único responsável financeiro de seu caçula não pode 
prejudicar as menores, que não tiveram relação com o tema. 
Assim entende o E. Tribunal de Justiça: 
Revisional de alimentos. Credor menor de idade. 
Necessidades presumidas. Alteração nas possibilidades do 
alimentante não demonstrada. Alegação do genitor de que 
paga pensão a outra filha sequer comprovada, haja vista a 
juntada apenas de certidão de nascimento de filha nascida 
depois do réu, e da fixação dos alimentos cuja revisão 
pretende. Prova da alteração da capacidade econômica do 
devedor ausente no caso, mesmo do quanto atinente à 
alegada redução salarial. Descabimento de revisão. Sentença 
mantida. Recurso desprovido. 
(TJ-SP - Apelação Cível: 1001796-81.2022.8.26.0246 Ilha 
Solteira, Relator: Claudio Godoy, Data de Julgamento: 
29/06/2023, 1ª Câmara de Direito Privado, Data de 
Publicação: 29/06/2023) 
VI – Da Tutela Antecipada 
Enfim, deve ser negado o pedido de Tutela Antecipada formulado visto 
que ausentes os requisitos do Art. 300 do CPC, os quais sejam Viabilidade do Direito e Perigo de 
Dano. 
Na Inicial, o Requerente não comprovou nenhuma prova de que o atual 
patamar alimentício colocaria em risco sua subsistência, tampouco de que sua capacidade financeira 
foi reduzida ao ponto de não poder arcar com os alimentos. 
Assim sendo, de rigor seu indeferimento. 
a) Das Visitas e da Guarda 
Anuem os Requerentes, nos termos do art. 1.583, § 2º, do Código Civil, 
em fixar a guarda compartilhada da menor Julia, com residência materna, 
V – Dos Pedidos 
Diante do exposto e com base na legislação vigente, requer, de V. Exª: 
a) O indeferimento da Tutela Antecipada formulada pelo Autor; 
b) A improcedência da presente ação, com a finalidade de manutenção 
dos alimentos nos moldes já fixados. 
c) A condenação do autor em honorários sucumbenciais, nos termos do 
art. 85§ 2º, do CPC. 
d) Protesta por todos os meios de provas e contraprovas; 
 
 
 
Termos em que, 
Pede deferimento. 
Local e data. 
ADVOGADO 
OAB

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