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PRÓTESE FIXA 2024 6º Período Universidade de Itaúna 1- EXAME DO PACIENTE 1.1 FINALIDADE DO EXAME Coletar, organizar e interpretar informações necessárias para determinar o plano de tratamento. • Muitas informações serão fornecidas pelo próprio paciente (ou acompanhante deste em alguns casos) durante a anamnese. • Em casos complexos, inicialmente temos uma impressão ou visão geral do caso e, o diagnóstico pode ser complementado à medida que alguns procedimentos vão ser realizados. Ex: Um molar com coroa total metálica que necessite substituição pode não fornecer imagem radiográfica (devido a intensa radiopacidade) quanto a proximidade da câmara pulpar em relação ao preparo. Assim, o paciente deve ser avisado de uma eventual necessidade de ter que se realizar um tratamento endodôntico e que. está possibilidade será melhor verificada durante a fase de preparo do dente para a coroa. Assim, isto implica que pode haver mudanças no diagnóstico, plano de tratamento e prognóstico. 1.2 ANAMNESE Inicialmente, tem como objetivo avaliar o estado de saúde geral do paciente. Em seguida, coletar informações sobre histórico de tratamento odontológicos anteriores e determinar a queixa principal do paciente, ou seja, aquilo que levou o paciente a buscar ajuda de um cirurgião-dentista. Aspectos a considerar durante a anamnese voltada para a Prótese Parcial Fixa: • Estado de saúde geral do paciente: - Alguns pacientes podem necessitar de cuidados especiais antes, durante e após o tratamento. Ex: Um paciente que utiliza diversos medicamentos que afetam a coagulação sanguínea deverá ser direcionado à um médico (de preferência o que já acompanhe o paciente) para avaliar qual conduta é melhor na condução de um caso cirúrgico/protético, evitando assim complicações. - Alguns tratamentos que se adequam à um grande número de pacientes podem não ser indicados a outros pacientes. O tratamento sempre deve ser individualizado. Ex: Alguns pacientes oncológicos utilizam de medicamentos que podem afetar a resposta reparadora tecidual e imunológica, portanto, indicar um tratamento cirúrgico ou implantodontia a estes pacientes pode ser extremamente perigoso. Do mesmo modo, em pacientes com histórico prévio de uso de bisfosfonatos com episódio de osteonecrose realizar abordagens teciduais ósseas pode desencadear complicações sérias. Pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC) podem ter comprometimento motor e ter dificuldade de higienização de próteses, necessitando que sejam estabelecidas medidas que direcionem o melhor tratamento que o paciente consiga cuidar de sua saúde oral diariamente sozinho. Atenção a drogas que estão relacionadas a um crescimento anormal gengival: * Imunossupressores → utilizadas para pacientes que realizaram transplante de órgãos e doenças autoimunes → Sirolimo, tracolimo e ciclosporina (mais associada à hiperplasia gengival). * Anticonvulsivantes → etossuximida, mefenitoína, primidona, vigabatrina. Fenobarbital, valproato de sódio, fenitoína (droga mais associada à hiperplasia gengival. A associação destes fármacos pode ter efeito sinérgico. * Bloqueadores de canal de cálcio → utilizados em doenças como angina pectoris, hipertensão e doença vascular periférica. → nifedipina, nitrendipina, felodipino (felodipina), amlodipina (anlodipino), nisoldipina, verapamil e diltiazem. A associação destes medicamentos entre si ou com ciclosporina pode potencializar o crescimento devido ao efeito sinérgico. Estes pacientes precisam de avaliação médica prévia, cirurgia e estabelecimento de um rigoroso controle do biofilme oral. - Alergias à medicamentos ou a produtos odontológicos. Devem ser investigadas e anotados na ficha para evitar complicações durante a pós o tratamento. Alergia a antibióticos, anti-inflamatórios, anestésicos, produtos que estão presentes na composição de materiais odontológicos e, qualquer menção que o paciente faça a qualquer tipo de alergia. - Pacientes que relatem doenças de comprometimento sistêmico como diabetes, hipertensão, doença cardiovascular, AVC, câncer, AIDS, distúrbio de coagulação sanguínea. Ex: paciente diabético pode ter um agravamento do seu quadro de saúde periodontal e pode ter complicações reparadoras teciduais. Pacientes que apresentam quadros hipertensivos graves e doenças cardiovasculares pode ser necessário evitar drogas vasoconstritoras presentes habitualmente em anestésicos e fios afastadores gengivais. Pacientes com distúrbios hemorrágicos podem ter complicações cirúrgicas, além disso, procedimentos de preparos cavitários, confecção de provisórios moldagens, reconstrução de dentes via núcleo de preenchimento, cimentação de coroas, podem ser difíceis de realizar adequadamente e, portanto, com presença de sangue pode resultar em resultados insatisfatórios no tratamento. FINALIDADE DA AVALIAÇÃO DO ESTADO DE SAÚDE GERAL DO PACIENTE É EVITAR COMPLICAÇÕES DURANTE E APÓS O TRATAMENTO. • Avaliar o histórico pregresso odontológico do paciente: - Hábitos parafuncionais: podem interferir tanto no plano de tratamento ou prognóstico do paciente e a eventual necessidade de se indiciar o uso de uma placa oclusal após o tratamento reabilitador. * Parafunção: significa tudo o que se pratica com os componentes do sistema estomatognático, sem o objetivo de falar, mastigar ou deglutir. • Ex: trabalhar longas horas de frente ao computador➔ posicionamento da cabeça para a frente, altera padrão de contração da musculatura cervical ➔ desencadear dor reflexa na região de masseter ➔ alterando posição mandibular. * Apertamento e bruxismo estão associados à desgaste dentário e possivelmente à perda de dimensão vertical de oclusão. * Erosão dentária: ação química de ácidos de origem intrínseca (ex: refluxo do suco gástrico) ou extrínseca (alimentos ácidos)→ pode indicar a necessidade de recobrimento total do dente descartando uma restauração parcial e extensão do preparo dentro do sulco gengival devido ao aumento da incidência de lesões cervicais. - Histórico de tratamento mal sucedido pode ocasionar trauma psicológico no paciente. - Pacientes que relatam longos períodos sem consultar um cirurgião-dentista podem demonstrar pouco interesse na manutenção de sua saúde oral e podem ser difíceis de se motivas no controle do biofilme oral e de realizar acompanhamentos de longo prazo. Assim, deve-se considerar tanto o aspecto físico quanto o psicoemocional do paciente. 1.3 EXAME EXTRAORAL 1.3.1 CONCEITOS BÁSICOS: 1.3.1.1 DIMENSÃO VERTICAL: refere-se ao espaço intermaxilar de um indivíduo. Pode ser definida como a altura do terço inferior da face ou a relação espacial da mandíbula em relação à maxila no plano vertical. Pode ser classificada como: • Dimensão Vertical de Repouso: posição da mandíbula em que os músculos elevadores e abaixadores estão em equilíbrio. Independe da presença de dentes. • Dimensão Vertical de Oclusão: é também denominada dimensão vertical ativa pois refere-se à posição da mandíbula, na qual, os músculos elevadores encontram- se em atividade estando os dentes em oclusão. Assim, o conceito de dimensão vertical refere-se A ALTURA VERTICAL DA FACE QUANDO OS DENTES ESTÃO EM OCLUSÃO. Quando se menciona restabelecer a dimensão vertical trata-se de restabelecer a Dimensão vertical de oclusão. Como determinar a DIMENSÃO VERTICAL DE REPOUSO e a DIMENSÃO VERTICAL DE OCLUSÃO? Técnica de Willis (Método Métrico) Em 1930, Willis observou que a distância entre o canto do olho e a comissura labial era igual à distância entre a base do nariz(subnásio) ao mento (gnátio), no paciente normal em posição de repouso muscular, ou seja, determina-se a Dimensão Vertical de Repouso (DVR). Assim, na figura abaixo quando A=B temos a Dimensão Vertical de Repouso (DVR) do paciente.destacada em azul (na visão panorâmica anteriormente apresentada) mostra o corte demarcado pela linha vertical central da imagem. 1.6 EXAME DOS MODELOS DE ESTUDO: A grande maioria dos casos de prótese, é necessário que modelos de estudo sejam montados em articulador semi- ajustável na posição de relação cêntrica. Inicialmente, deve-se obter moldes em alginato e modelos em gesso tipo III que reproduzam fielmente as estruturas anatômicas da maxila e da mandíbula Por sua vez, o modelo superior é montado no articulador semi-ajustável através do arco facial e, em alguns casos de mesa de montagem. De outro modo, o modelo inferior é montado no articulador semi-ajustável através dos registros de mordida que registam a relação intermaxilar, geralmente na posição de relação cêntrica através do emprego de um Jig de Lucia. O arco facial é um dispositivo acessório ao articulador semi-ajustável destinado a montagem do modelo superior no articulador. Modelo superior devidamente posicionando no garfo do arco facial acoplado ao articulador semi-ajustável para fixação do modelo superior. Registro interoclusal em cera e com o JIG de Lucia em posição. Montagem e fixação do modelo inferior no superior por meio do registro cêntrico e palitos e cera pegajosa no articulador semi-ajustável. Colocação do gesso de fixação do modelo inferior ao articulador semi-ajustável. Principais utilidades dos modelos de estudo montados em Articulador semi- ajustável: • Registro da situação inicial do paciente. • Observação dos contatos que conduzem a mandíbula da RC para a MIH. • Observação do movimento que a mandíbula executa de RC para MIH. • Observação facilitada das relações intermaxilares. • Observação dos efeitos de um possível ajuste oclusal. • Observação facilitada das inclinações dos dentes. • Enceramento diagnóstico. • Confecção de coroas provisórias. • Confecção de guia cirúrgico ou tomográfico para instalação de implantes Por sua vez, o enceramento de diagnóstico realizado nos modelos de estudo permite: • Obter uma matriz ou as próprias coroas provisórias, antes de efetuar qualquer desgaste na boca do paciente. • Observar as dificuldades do caso e discutir com o paciente as alternativas de tratamento, inclusive mostrando as prováveis modificações que serão efetuadas. • Reduzir o risco do tratamento, proporcionando economia de tempo de horas clínicas trabalhadas, o que, proporciona economia de dinheiro. Montagem dos modelos de estudo em articulador semi-ajustável. Confecção do enceramento diagnóstico que facilita a discussão com o paciente sobre as possíveis alternativas de tratamento e a confecção de coroas provisórias. 1.7 PLANEJAMENTO EM PRÓTESE PARCIAL FIXA: O planejamento é realizado após a anamnese, exame clínico, radiográfico e dos modelos de estudo. -> De acordo com a extensão da prótese e das características do caso clínico, o planejamento poderá ser apenas preliminar, sendo definido após a colocação das coroas provisórias e a realização das cirurgias periodontais. -> Deve-se analisar a possibilidade de colocação de implantes em vez de optar pelo desgaste de dentes íntegros, ou combinar a colocação de próteses sobre implantes e sobre dentes naturais. -> Estudos clínicos indicam que a porcentagem de sucesso de PPF’S confeccionadas sobre dentes ou implantes, após 5 ou 10 anos, é praticamente igual. Assim, implantes devem ser indicados com cautela se houverem dentes com perda parcial de suporte pois estudos indicam que dentes com perda parcial de suporte ósseo podem ser empregados com sucesso como pilares de PPF. -> Extração de dentes para colocação de implantes deve ser feita com cautela. 1.7.1 TERMINOLOGIA UTILIZADA EM PRÓTESE PARCIAL FIXA: COROA: é uma restauração cimentada que reconstrói a morfologia, função e contorno da porção coronária destruída de um dente. ->Restauração deve proteger as estruturas remanescentes dos dentes de danos. COROA TOTAL: é uma restauração cimentada que cobre TODA a coroa clínica do dente. Coroa total em 11 e 21. OVERLAY: são restaurações em que todas as faces axiais e oclusal ou incisal do dente são envolvidas no preparo cavitário. Ex: Coroas totais. COROA PARCIAL: é uma restauração cimentada que reconstrói APENAS PARTE da coroa clínica de um dente. As INCRUSTAÇÕES (INLAYS): são cavidades confinadas no interior da estrutura dental, como uma caixa pura. ONLAYS: restaurações que apresentam cobertura de cúspides e/ou outras faces dos dentes. Ex: restaurações MOD com proteção de cúspides, 3/4 e 4/5. LAMINADO (FACETA LAMINADA): é uma restauração que consiste de uma fina camada de cerâmica ou mesmo resina composta e que é fixada com cimento apropriado na face vestibular. 1.7.1.1 TERMINOLOGIA DOS PRINCIPAIS ELEMENTOS CONSTITUINTES DE UMA PRÓTESE PARCIAL FIXA: • PONTE (PRÓTESE PARCIAL FIXA): é uma prótese que substituí a um ou vários dentes ausentes, permanentemente unida aos dentes remanescentes. • PRÓTESE PARCIAL FIXA ADESIVA: é uma prótese conservadora reservada ao uso de pilares íntegros (nunca acometidos por cáries ou restaurados), em situações geralmente associadas a ausência de um único dente, na maioria das vezes um incisivo ou um pré-molar. - não deve ser utilizada em áreas com grandes reabsorções e ou falta de tecido mole. - não aplica em casos de prótese em balanço, pois necessita sempre de pilares mesiais e distais. - pilares não podem apresentar grande inclinação. - não pode ser usada em dentes anteriores com trespasse vertical profundo (Overbite). - não pode ser usada em espaços protéticos amplos. Caso clínico abaixo disponível em: http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806 -146X2010000100009 Caso inicial com ausência do dente 25. Dente 24 apresentava restauração em amálgama de prata disto-oclusal e dente 26 apresentava restauração em amálgama de prata mésio-ocluso-palatino. Imagem do modelo de gesso tipo IV apresentando os dentes preparados. Foi utilizado um pino de fibra de vidro (Reforpost #2-Ângelus, Brasil) cortado do tamanho correspondente à prótese planejada, sendo tratado com silano (Ângelus, Brasil) e adesivo BISGMA (Scotch Bond Multi Purpose, 3M Espe, EUA). Em seguida aplicou-se uma porção de Fibrex Medial (Fibrexlab- Ângelus, Brasil), constituindo-se o reforço horizontal da prótese parcial fixa adesiva. Fotoativou-se a resina composta com um aparelho de lâmpada halógena (Ultralux, Dabi-Atlante, Brasil) por 20 segundos cada incremento de resina composta aplicado e optou-se por realizar uma termopolimerização adicional de toda a prótese adesiva em autoclave por 15 minutos com o objetivo de promover uma polimerização mais eficiente do material resinoso, de acordo com Gomes et al., 2004, finalizando-se a etapa laboratorial de confecção da prótese. O tratamento da peça, nas porções internas dos dentes pilares, consistiu do jateamento com óxido de alumínio partículas de aproximadamente 50 micrômetros (Microjato - Bioart, Brasil), seguido da aplicação do silano (Vigodent, Brasil) para promover sua adesão química com o cimento resinoso. O cimento resinoso (Dual Cement - Vigodent, Brasil) foi selecionado na cor correspondente à prótese. Adaptou-se à prótese aos dentes pilares com o cimento aplicado aos preparos, removeram-se os excessos com uma espátula suprafill #1 (SS White, Brasil) e fotoativou-se por 60 segundos cada face dos dentes. Prótese fixa adesiva com retentores com perfurações para retenção. Desvantagem o cimento resinoso pode se desgastar nas perfurações e a prótese se soltas. • PILAR: dente que serve de suporte a uma ponte. • PÔNTICO: dente artificial suspenso entre os dentes suportes.• RETENTORES: são as restaurações que vão cimentadas aos pilares. • CONECTORES: são elementos da PPF que se localizam entre os retentores e os pônticos podem ser rígidos (junta conexão) ou não-rígidos. (encaixe de precisão ou rompe- forças). PRINCIPAIS FUNÇÕES DE UMA PRÓTESE PARCIAL FIXA: • RESTAURAR ÁREAS EDÊNTULAS; • PROTEGER AS OUTRAS ÁREAS RESTANTES DA CAVIDADE ORAL; • RESTAURAR A FUNÇÃO; • RESTAURAR A ESTÉTICA. - O sucesso e longevidade de uma PPF depende de: • PLANO DE TRATAMENTO: que atenda as reais necessidades do paciente. • ESCOLHA DO MATERIAL E TIPO DE RESTAURAÇÃO que atendam necessidades do paciente ASSIM, NECESSIDADE DO PACIENTE TEM PREFERÊNCIA SOBRE A CONVENIÊNCIA DO DENTISTA. PRÓTESE MAIS USUAL é a que se fixa nos 2 dentes de cada extremo da região edêntula. • Nestes casos, se os dentes suportes são periodontalmente sadios e retentores são adequadamente selecionados e confeccionados em um espaço edêntulo pequeno e reto, a prótese deverá ter grande duração funcional. Exemplos de prótese com 2 pilares, um em cada extremo, em um espaço edêntulo pequeno e reto. 1.8 AVALIAÇÃO DE SUPORTE EM PRÓTESE PARCIAL FIXA: Em coroas dentais unitárias aplica-se o princípio que TODA RESTAURAÇÃO DEVE SER CAPAZ DE RESISTIR AS CONSTANTES FORÇAS OCLUSAIS A QUE ESTÁ SUBMETIDA. Todavia, em prótese parcial fixa, as FORÇAS QUE O DENTE AUSENTE NORMALMENTE ABSORVIA SERÃO TRANSMITIDAS AOS DENTES APOIO (SUPORTE) ATRAVÉS DO PÔNTICO, CONECTORES E RETENTORES. Assim, o APOIO DEVE SUPORTAR FORÇAS NORMALMENTE DIRIGIDAS AO DENTE AUSENTE E TAMBÉM AS QUE SE DIRIEGEM A ELES PRÓPRIOS. Neste sentido, o dente para ser considerado como pilar ideal seria um dente vitalizado, sem qualquer sinal ou sintomatologia de patologia pulpar. Entretanto, um dente desvitalizado e tratado endodonticamente pode ser utilizado como pilar desde que atenda alguns critérios: • deve ser assintomático, • com evidência radiológica de bom selamento • obturação completa do canal. • Perda de estrutura dentária da coroa clínica do dente deve ser compensada com núcleo metálico fundido ou com reconstrução de pino com resina. • dente com proteção pulpar (capeamento direto) -> não deve ser utilizado como pilar sem antes fazer um tratamento endodôntico (pode no futuro ter que tratar canal, desgastando o retentor e o tecido dentário que retem a prótese). Por sua vez, os tecidos de sustentação: rodeiam o dente pilar e devem estar saudáveis e livres de inflamação. Assim, dentes pilares não devem apresentar mobilidade. Deste modo, raízes e estruturas que as suportam devem ser avaliadas tendo em conta 3 fatores: • Proporção coroa-raiz • Configuração da raiz • Área de superfície periodontal 1.8.1 PROPORÇÃO COROA-RAIZ: - é a medida de comprimento do dente a partir da crista óssea em direção oclusal, comparada com o comprimento da raiz inclusa no osso. Deste modo, se quando há reabsorção óssea, o osso se aproxima do ápice radicular e relação do braço de alavanca fora do osso aumenta, o que resulta em um aumento da chance de ocorrer forças laterais prejudiciais ao dente. PROPORÇÃO IDEAL COROA- RAIZ DE UM DENTE QUE TENHA QUE SERVIR COMO APOIO DE PRÓTESE é 1: 2. EXPLICANDO: PARA CADA 1 COMPRIMENTO DA COROA DEVEMOS TER O DOBRO DE EXTENSÃO DA RAIZ ABAIXO DA CRISTA ÓSSEA. ENTRETANTO, EM CASOS ONDE NÃO TEMOS A PROPORÇÃO IDEAL PODE-SE CONSIDERAR QUE PROPORÇÃO COROA-RAIZ DE UM DENTE QUE TENHA QUE SERVIR COMO APOIO DE PRÓTESE 2:3 É CONSIDERADA ÓTIMA. ENTRETANTO EM ODONTOLOGIA SITUAÇÕES IDEAIS E ÓTIMAS PODEM NÃO SE APRESENTAR ROTINIERAMENTE E, PORTANTO, UMA PROPORÇÃO COROA-RAIZ DE UM DENTE QUE TENHA QUE SERVIR COMO APOIO DE PRÓTESE 1:1 É A MÍNIMA ACEITÁVEL. O MESMO DEVERIA SER APLICADO EM IMPLANTES EM UMA PROPORÇÃO COROA/IMPLANTE, PARA SE OBTER UM NÍVEL DE EXCELÊNCIA PARA SUPORTE DE FORÇAS OCLUSAIS E UMA MAIOR LONGEVIDADE. ENTRETANTO, NEM SEMPRE SE VÊ ISSO NA PRÁTICA CLÍNICA E, A INOBSERVÂNCIA DESTES PRINCÍPIOS BIOMECÂNICOS BÁSICOS TEM RESULTADO EM VÁRIOS FRACASSOS NA TERAPIA IMPLANTAR. Imagens radiográficas e clínicas de implantes colocados fora da proporção coroa/implante mínima aceitável o que resulta em um grande braço de alavanca que resulta na falha precoce destes implantes por não atender princípios biomecânicos básicos. Vale ressaltar que um implante quando expõe suas roscas a um nível supra ósseo acumula biofilme acelerando o processo inflamatório. 1.8.2 CONFIGURAÇÃO DA RAIZ: ->RAÍZES MAIS LARGAS NO SENTIDO VESTÍBULO- LINGUAL QUE NO MÉSIO-DISTAL SÃO PREFERÍVEIS ÀS DE SECÇÃO ARREDONDADA. Imagem de raízes com secção mais larga no sentido vestíbulo-lingual do que no mésio distal. Esta conformação minimiza forças rotacionais na raiz. Raízes de secção arredonda. Esta conformação favorece forças rotacionais, por isso, não é favorável em PPF. ->DENTES POSTERIORES MULTIRRADICULARES COM RAÍZES DIVERGENTES OFERECEM MELHOR SUPORTE PERIODONTAL QUE CONVERGENTES. Raízes divergentes ampliam a área de suporte periodontal e promovem um efeito de ancoragem à nível ósseo. Dentes com raízes convergentes reduzem a área de suporte periodontal e sua configuração não promove boa ancoragem óssea. ->DENTES UNIRRADICULARES COM CONTORNOS IRREGULARES OU COM ALGUMA CURVATURA NO TERÇO APICAL DA RAIZ, SÃO PREFERÍVEIS AOS QUE APRESENTAM UMA CONICIDADE PERFEITA. Dentes que apresentam raízes cônicas (à esquerda) não promovem uma boa ancoragem quanto dentes com contornos irregulares ou curvatura apical (à direita). A imagem mais a direita representa uma dilaceração radicular. 1.8.3 ÁREA DE SUPERFÍCIE PERIODONTAL: ÁREA DE SUPERFÍCIE RADICULAR, OU SEJA, A EXTENSÃO QUE OCUPA A INSERÇÃO DO LIGAMENTO PERIODONTAL QUE UNE A RAIZ AO OSSO. Lei de Ante: “A área da superfície das raízes dos apoios, deve ser igual ou superior à dos dentes que vão ser substituídos por pônticos.” Lei de Vest “um dente pilar é capaz de suportar o dobro do seu valor de carga natural sem prejuízos biomecânicos”, sendo assim é possível termos um prognóstico matemático da quantidade de dentes suportes necessários para a confecção da prótese. Lei de Ante: “A área da superfície das raízes dos apoios, deve ser igual ou superior à dos dentes que vão ser substituídos por pônticos.” -> Se 1 dente está ausente, o ligamento periodontal de 2 dentes sadios será capaz de suportar a carga adicional. A soma da área da superfície radicular (suporte periodontal) do segundo pré-molar e do segundo molar (A 2p + A 2m ) é maior que a área do primeiro molar que será substituído (A 1m ). ->Se 2 dentes estão ausentes, os 2 possíveis pilares podem provavelmente suportar a carga mastigatória. A soma da área da superfície radicular do primeiro pré-molar e do segundo molar (A 1p + A 2m ) é aproximadamente igual à dos dentes a serem substituídos. (A 2p + A 1m ). ->Se a superfície das raízes dos dentes que vão ser substituídos por pônticos é maior que as dos pilares, criou-se uma condição geralmente inaceitável. Entretanto são feitas pontes que substituem mais de 2 dentes e, o exemplo mais comum é o das pontes anteriores que substituem os 4 incisivos. Assim, na arcada superior se todas outras exigências foram ideais, pode-se fazer pontes de canino a segundo molar, mas não normalmente na arcada mandibular. (dentes inferiores geralmente tem uma altura coronária de poucas dimensões dificultando a retenção). Contudo, qualquer ponte que substitua mais de 2 dentes, deve ser considerada como trabalho de alto risco. A soma da área da superfície radicular do primeiro pré-molar e do segundo molar (A C + A 2m ) é superada pela área dos dentes que serão substituídos. (A 1p + A 2p + A 1m ). Um aponte nestas condiçõesé considerada bastante arriscada. Existem pontes que substituem 4 dentes. Ex: Próteses que substituam os 4 incisivos. 1.8.4 CONSIDERAÇÕES BIOMECÂNICAS EM PRÓTESE PARCIAL FIXA I- PONTES DE ESPAÇO PROTÉTICO EXTENSAS: -> sobrecarregam os ligamentos periodontais -> são menos rígidas que as pontes de vãos menores. - A FLEXÃO VARIA DIRETAMENTE COM O CUBO DO COMPRIMENTO DO PÔNTICO. • ASSIM, UMA PONTE DE 2 PÔNTICOS SOFRE FLEXÃO 8 VEZES MAIOR QUE UMA DE 1 PÔNTICO. E, UMA DE 3 PÔNTICOS SOFRE FLEXÃO 27 VEZES MAIOR. Assim, uma ponte de 1 pôntio sofrendo uma unidade de flexão tem menor probabilidade de se deslocar ou fraturar em seus conectores, ao passo que, uma prótese com 2 pônticos esta flexão passa para 8 vezes aumentando tanto do risco de deslocamento da prpotese quanto de uma fratura em seus conectores. Em adição uma prótese com 3 pônticos sofre uma flexão da ordem de 27 vezes o que aumenta sobremaneira a sobrecarga dos dentes pilares, o risco de deslcoamento da PPF e ou fratura de seus conectores. - A FLEXÃO VARIA INVERSAMENTE COM O CUBO DA ESPESSURA OCLUSO-GENGIVAL DO PÔNTICO. ➔ UM PÔNTICO COM ½ DA ESPESSURA SOFRE FLEXÃO 8 VEZES MAIOR. A redução na espessura ocluso-gengival do pôntico reduz drasticamente a resistência da próteses à flexão e isto pode resultar em deslocamentos da prótese ou fraturas. PILARES DUPLOS → SÃO UTILIZADOS PARA RESOLVER PROBLEMA QUE SE APRESENTA EM CASOS DE COROA/RAIZ DESFAVORÁVEL OU PÔNTICO EXTENSO. É IMPORTANTE DESTACAR QUE TODAS PPF SEJAM CURTAS OU LONGAS SOFREM FLEXÃO. UTILIZAÇÃO DE PILARES SECUNDÁRIOS -PARA O PILAR SECUNDÁRIO REFORÇAR A PPF E NÃO SER A CAUSA DE PROBLEMAS, DEVERÁ: • TER PELO MENOS A MESMA ÁREA RADICULAR E PROPORÇÃO COROA/RAIZ DO PILAR PRIMÁRIO. • RETENTOR DO PILAR SECUNDÁRIO DEVE SER PELO MENOS TÃO RETENTIVO QUANTO O PILAR PRIMÁRIO. • QUANDO A PONTE SE FLEXIONA, O PILAR SECUNDÁRIO E SUBMETIDO A UM ESFORÇO DE TENSÃO QUE PÕE EM PROVA A CAPACIDADE RETENTIVA DO RETENTOR. RETENTORES DOS PILARES SECUNDÁRIOS SERÃO SUBMETIDOS A TRAÇÃO QUANDO OS PÔNTICOS SOFREREM FLEXÃO ATUANDO OS PILARES PRIMÁRIOS COMO FULCRO CURVATURA DA ARCADA ORIGINA SOBRECARGAS NA PPF: É UMA SITUAÇÃO MUITO COMUM QUANDO SE PLANEJA PPF QUE ENVOLVE OS 4 INCISIVOS SUPERIORES. COMO PÔNTICOS, PRINCIPALMENTE EM ARCOS ESTREITOS COM FORMATO TRIANNGULAR. → SE OS PÔNTICOS PERMANECEM FORA DO EIXO QUE UNE AMBOS PILARES, ATUAM COMO BRAÇO DE ALAVANCA PRODUZINDO TORÇÃO DUPLA. → SOLUÇÃO É GANHAR RETENÇÃO NA DIREÇÃO OPOSTA AO BRAÇO DE ALAVANCA E EM UMA DISTÂNCIA DO EIXO QUE UNE OS PILARES PRIMÁRIOS IAGUAL AO COMPRIMENTO DA ALAVANCA. → UTILIZAR PRÉ-MOLARES COMO PILARES SECUNDÁRIOS E COM RETENTOR DE COBERTURA TOTAL, AUXILIANDO OS CANINOS (PILARES PRIMÁRIOS). PILAR PRIMÁRIO PILAR SECUNDÁRIO A retenção secundária (R) deve ser estendida a uma distância do eixo que une os 2 pilares primários equivalente à distância do braço de alavanca (P) que os pônticos exercem em direção oposta. 1.9 PROBLEMAS ESPECIAIS EM PRÓTESE PARCIAL FIXA 1.9.1 PILARES INTERMEDIÁRIOS: ocorre quando há um espaço edêntulo de cada lado de um dente que permanecendo isolado servirá de pilar intermediário caso se construa uma PPF. PPfFs são construídas de preferência com conectores rígidos (juntas soldadas) entre os retentores e os pônticos. PPF’S com pônticos rigidamente soldados aos retentores proporciona resistência e retenção adequada, suavizando carga sobre restauração. Pilar intermediário em uma PPF rígida atua como um fulcro. PILARES INTERMEDIÁRIOS resulta na necessidade de usar conector não-rígido. Apesar de adaptação relativamente precisa, o movimento deste tipo de conector é suficiente para evitar que o suporte intermediário atue como fulcro, em direção vestíbulo- lingual ou ocluso-cervical. O conector deve ser colocado na face distal do retentor do pilar intermediário para que o movimento em direção mesial aloje o macho na fêmea. 1.9.2 PILARES MOLARES COM INCLINAÇÃO: ocorre quando há a perda do 1º molar inferior e o 2º molar inferior inclina-se para mesial, ocupando parte do espaço em que havia estado o 1º molar. → Neste caso é impossível preparar os dentes pilares da PPF seguindo o eixo longitudinal dos dentes e ao mesmo tempo, conseguir, eixos de inserção paralelos. A perda do 1º molar inferior promove a inclinação do 2º molar inferior mesialmente, a extrusão do 1 ºmolar superior e a inclinação do 2º pré molar distalmente. Isto impede conseguir paralelismo dos preparos dos dentes pilares quando se prepara seguindo o longo eixo dos dentes Em caso de inclinação dos molares é impossível preparar os dentes pilares da PPF seguindo o eixo longitudinal dos dentes e ao mesmo tempo, conseguir, eixos de inserção paralelos. Aspectos clínicos de duas arcadas apresentando a inclinação de molares. Notar que além da inclinação pode haver a extrusão do dente antagonista e a perda de espaço protético. É importante realizar a montagem de modelos para verificar as interferências em protrusão e lateralidade, a quantidade de desgaste necessária no molar e muitas vezes no dente antagonista para correção da Curva de Spee, qual a extensão do pôntico se permite reconstruir com um pôntico de molar ou utiliza um pôntico de pré-molar. Em alguns casos, pode ocorrer a inclinação do 3 º molar inferior ao mesmo tempo do 2 º molar interferindo no eixo de inserção da PPF. Neste caso, pode ser necessário fazer uma coroa parcial no 2º molar preservando a face distal (se esta estiver íntegra) para não ter que remover o 3 º molar ou desgastar sua face mesial. 1.9.3 PRÓTESE PARA SUBSTITUR CANINOS são próteses difíceis, porque caninos estão frequentemente fora do eixo que vai de pilar a pilar. -> Prótese que substitua canino é complexa e não deve substituir mais de um dente. Embora, em alguns casos possa substituir um canino e um lateral, mas em casos onde os outros fatores são ideais. Uma PPF que substitua um canino superior (A) está sujeita à grandes forças lesivas porque as forças se dirigem para fora e pôntico está situado fora do eixo que vai de um pilar a outro. (B) Uma PPF que substitua canino inferior está sujeita à forças que dirigem para dentro e pôntico tende a se aproximar do eixo que vai de um pilar a outro. 1.9.4 PRÓTESE EM BALANÇO: é aquela que apresenta um pilar ou pilares em apenas uma das extrimidades, enquanto a outra extremidade apresenta um pôntico livre. Trata-se de um desenho potencialmente destrutivo pelo braço de alavanca criado pelo pôntico. → Deve ser indicada quando o pilar é resistente e o contato occlusal sobre o pôntico é mínimo ou nulo. Quando um força oclusal incide sobre o pôntico há uma tendência deste pôntico atuar como alavanca tendendo inclirnar o pilar ou a PPF, - Os possíveis pilares para se utilizar em PPF em balanço devem possuir: • Raízes longas com configuração favorável; • Coroa clínica longa; • Boa proporção coroa/raiz; • Periodonto sadio. -Além disso, deve-se observar as seguintes diretrizes da PPF em balanço: • Não deve haver contato colusal sobre o pôntico, seja em protrusão, e movimentos laterais. • Geralmente devem substituir somente um dente ausente e, usualmente ter 2 dentes pilares. Exceção é o uso do canino como pilar único desde que tenha raiz longa e boa sustentação óssea. • Podem ser utilizados para substituir incisivos laterais e, eventualmente os primeiros pré-molares , utilizando os segundo pré-molares e o primeiros molares como pilar. Neste caso o contato oclusal deve ocorrer no máximo na fossa distal do pôntico, a fim de reduzir o braço dealavanca. • Poderá haver um apoio sobre a face mesial do pôntico contra um preparo de um apoio oclusal na face distal do dente adjacente, para que se evite a rotação do dente pilar e do pôntico. • A face mesial do pôntico pode ser posicionada travada na porção distal do dente adjacente não incluído como pilar, a fim de estabilizar o pôntico vestibulolingualmente. 1.9.4 SELEÇÃO DOS PILARES EM PPF As próteses parciais fixas podem ser classficadas dependendo do número de dentes substituídos e da posição do espaço edêntulo no arco em: • Simples, • Complexa. Prótese Parcial Fixa Simples: é aquela que se destina a substituir um único dente ausente. Ausência do dente 26 substituída com PPF metalocerâmica. Prótese Parcial Fixa Complexa: são aquelas que substituem mais de um dente ausente e exigem: • Maior experiência e habilidade do dentista na execução destes casos; • Resistência dos retentores, pilares e estruturas periodontais de sustentação. • Número máximo de dentes ausentes posteriores que podem ser substituídos por PPF é 3 e isto em condições ideais. Terceiros molares raramente são usados como pilares devido a: • Frequentemente são extraídos precocemente; • Ou apresentam erupção incompleta; • Apresentam raízes curtas ou fusionadas • Muitas vezes, apresentam inclinação mesial acentuada. • Há grande possibilidade de inflamação do tecido mucoso à sua distal. 1.10 PLANEJAMENTO EM PRÓTESE PARCIAL FIXA- CONSIDERAÇÕES BÁSICAS SOBRE A UTILIZAÇÃO DE IMPLANTES: Implantes devem ser considerados no planejamento de PPF sempre que os dentes adjacentes ao espaço edêntulo forem íntegros, ou seja, sem quaisquer restaurações ou lesões cariosas. Pesquisas científicas indicam que porcentagem de sucesso de PPF’S confeccionadas sobre dentes ou implantes, após 5 ou 10 anos, é praticamente igual. Não se deve indicar exodontia de dentes com perda parcial de suporte ósseo pois estes podem ser empregados com sucesso como pilares de PPF. Assim, quaisquer indicações de extração de dentes para colocação de implantes devem ser feitas com cautela e baseada em fundamentação biológica e não em uma mera preferência ou conveniência profissional. Todavia, quando se considerar uma terapia com implantes, os seguintes critérios devem ser avaliados: • NÚMERO E COMPRIMENTO DE IMPLANTES NECESSÁRIOS PARA SUPORTAR A PRÓTESE E DISPOSIÇÃO DESTES IMPLANTES NO ARCO. ➔ Implantes devem ser preferencialmente dispostos nos diferentes planos (Frontal, Sagital e lateral) em próteses extensas -> para que sua união pela prótese proteja contra forças laterais -> atendendo ao preconizado no Polígono de Roy (Polígono de Estabilização). ➔ EVITAR SEMPRE QUE POSSÍVEL A DISPOSIÇÃO DOS IMPLANTES EM LINHA RETA. Disposição de 08 implantes para reabilitação protética total superior atendendo aos fundamentos do Polígono de Roy. * UMA PRÓTESE QUE ENVOLVA DENTES (IMPLANTES NO CASO) PILARES EM DOIS OU MAIS PLANOS REDUZ O EFEITO DA MOBILIDADE INDIVIDUAL DE CADA DENTE (IMPLANTE), POR CAUSA DA ESTABILIDADE PROPORCIONADA PELA PRÓTESE. A UNIÃO DESSES PLANOS FORMA UM POLÍGONO DE ESTABILIZAÇÃO OU SUSTENTAÇÃO* DENOMINADO POLÍGONO DE ROY. • PROXIMIDADE ENTRE IMPLANTES E ENTRE IMPLANTES E DENTES NATURAIS. ->O espaço mínimo necessário para a instalação de um implante de plataforma regular (4.1) é de 7 mm entre dentes adjacentes, o que permite uma distância segura de aproximadamente 1,5 mm entre dente e implante para a formação da papila interproximal. ->Em situações nas quais um implante está adjacente a outro, recomenda-se uma distância de até 3 mm, a fim de favorecer a formação de papila. -> Em áreas estéticas é preferível em algumas situações posicionar 2 implantes para reposição de 3 dentes ausentes (mantendo-se 1 como pôntico), para evitar uma maior proximidade entre implantes e o risco de não ter a formação da papila. -> ENCERAMENTO DIAGNÓSTICO PARA CONFECÇÃO DE GUIA CIRÚRGICO EVITA INTERCORRÊNCIAS. Espaço inadequado entre 2 implantes impedindo a formação de papila entre eles. Presença de implantes nas regiões dos incisivos laterais. 0 paciente apresentava agenesia desses dentes, mas, após o tratamento ortodôntico, os espaços obtidos foram suficientes para a colocação de implantes com 3,3 mm de diâmetro, mantendo uma distância mínima em relação aos dentes vizinhos para a obtenção das papilas gengivais. • GRAU DE REABSORÇÃO ÓSSEA NOS SENTIDOS HORIZONTAL E VERTICAL, ESPECIALMENTE NA REGIÃO ANTERIOR. ->Deve-se avaliar a área edêntula buscando responder as seguintes questões: - Prótese dará suporte adequado ao lábio superior? - Coroas/pônticos estarão bem posicionados em relação aos dentes/implantes vizinhos? - Serão necessárias cirurgias de enxerto ósseo e/ou conjuntivo? - Haverá necessidade de emprego de outro tipo de dispositivo estético, como colocação de gengiva artificial, em acrílico ou cerâmica? PPF na maxila com necessidade de substituição em decorrência de fratura entre os incisivos centrais, deficiência estética e doença periodontal. Radiograficamente, percebe-se que houve o descumprimento de princípios biomecânicos básicos como a substituição de um vão extenso (05 dentes) incluindo o canino que por si só contraindicaria tal PPF, núcleos intrarradiculares volumosos e falta de adaptação marginal nos retentores. Vistas clínica e radiográfica mostrando o grau de reabsorção óssea. Imagens clínicas após a cirurgia do enxerto, a colocação dos implantes e a instalação das próteses. Notar a visualização do componente protético implantar nos 2 hemiarcos o que pode ser uma fator futuro de falha desta prótese devido ao acúmulo de biofilme apesar da melhoria estética alcançada. Caso clínico com indicação de prótese metalocerâmica na maxila e prótese sobre implantes na mandíbula em razão do número reduzido de dentes remanescentes e da quantidade do suporte ósseo. Radiograficamente, mostras os extensos espaços edêntulos na arcada inferior. Imagem das próteses provisórias na maxila e da prótese inferior confeccionada com carga imediata. Caso concluído. A placa oclusal foi indicada para uso noturno em razão de o paciente apresentar bruxismo. Radiografias das próteses instaladas. Notar que em implantes é comum o uso de extensores distais nos protocolos que são semelhantes às próteses em balanço. • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO REMANESCENTE RADICULAR E/OU DO GRAU DE DIFICULDADE PARA A REALIZAÇÃO DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO E/OU CONFECÇÃO DO NÚCLEO INTRARRADICULAR. ->deve-se avaliar se a manutenção do dente é justificada ou se a melhor opção seria a extração e colocação de implante. O exame radiográfico periapical dente 41 revelou fratura radicular sem indícios de processo inflamatório periapical, boa quantidade e qualidade óssea, com preservação das cristas ósseas proximais e dentes adjacentes vitais, ou seja, sem alterações radiográficas evidentes. À direita imagem pós-exodontia. Implante de 3.3 mm de diâmetro por 10mm. Implantes de menor diâmetro em áreas de pouca extensão mésio-distal facilitam a manutenção da saúde peri-implantar e preservação das papilas. Imagem do provisório confeccionado com dente de estoque e fixado ao 31 com resinacomposta. Prótese metalo-cerâmica sobre implante e sua imagem radiográfica após 6 meses da instalação. • AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DAS COROAS DOS DENTES VIZINHOS AO ESPAÇO EDENTADO. ->A preservação de dentes naturais deve sempre ser o objetivo do tratamento. ->Se os dentes vizinhos ao espaço edêntulo estiverem íntegros ou com pequenas restaurações ou se coroas não precisarem ser substituídas, a colocação de implantes está perfeitamente indicada. Indicação de prótese unitária sobre implante em virtude de o dente 12 apresentar-se íntegro e o dente 21 ter sido restaurado com coroa metalocerâmica em excelente condição estética. Colocação de implante no dente 46 devido ao fato de os dentes vizinhos apresentarem pequenas restaurações. Uma opção à colocação e implante seria a confecção de próteses adesivas. Se os dentes vizinhos apresentarem restaurações extensas que comprometam a estética e sua própria resistência ou próteses que precisem ser trocadas, é preferível indicar PPF convencional. • ASPECTO FINANCEIRO: ->Tratamentos de prognóstico duvidoso e alto custo deve ser informados ao paciente quanto à uma possível opção de implante. Por exemplo: -> dentes com extensa lesão de furca, necessidade de endodontia, exodontia de raiz, núcleo e coroa -> explicar o paciente para que avalie o custo benefício do tratamento. • SE O PACIENTE APRESENTA BOM ESTADO DE SAÚDE GERAL PARA SER SUBMETIDO A CIRURGIAS MAIS COMPLEXAS. ->Alguns pacientes apresentam condições locais ideais para instalação de implantes, todavia, existem contraindicações sistêmicas que se sobrepõe sempre. Vistas clínica e radiográfica de um caso clínico de reabilitação oral. Planejamento inicial previa, na maxila, próteses metalocerâmicas sobre dentes naturais e implantes na área edêntula correspondente aos dentes 14 a 17. Na mandíbula, estava prevista próteses sobre implantes nas áreas posteriores. Como o paciente apresentava problemas sérios de saúde, seu médico não aconselhou a colocação de implantes. O tratamento foi realizado com próteses metalocerâmicas combinadas com próteses parciais removíveis. • SE O PACIENTE TEM DISPONIBILIDADE DE TEMPO PARA ESPERAR A CICATRIZAÇÃO DE ENXERTOS, A COLOCAÇÃO DE IMPLANTES E A INSTALAÇÃO DA PRÓTESE OU SE NÃO É MAIS RÁPIDO CONFECCIONAR OUTRO TIPO DE PRÓTESE ENVOLVENDO SOMENTE OS DENTES. ->Alguns procedimentos cirúrgicos demandam longo tempo de espera e, alguns pacientes necessitam ou desejam resultados imediatos. • PREVISIBILIDADE ESTÉTICA DA PRÓTESE, ESPECIALMENTE QUANDO EXISTE A POSSIBILIDADE DE O IMPLANTE NÃO FICAR CORRETAMENTE POSICIONADO EM RELAÇÃO AOS DENTES ANTAGONISTAS E VIZINHOS E DIFICULDADE PARA SE CONSEGUIR PAPILAS. ->Mesmo a terapia de implantes ter surgido há décadas no formato atual rosqueável ainda hoje é bastante frequente deparar com implantes onde mesmo um mínimo planejamento não foi observado resultando em implantes sem estética adequada e descompromissados com mínimos requisitos biomecânicos. Implantes vestibularizados e com grande angulação onde foram colocadas coroas parafusadas. Falha no planejamento da cirurgia que impactou todo o processo de reabilitação oral. Novamente, implantes com grande angulação vestibular inseridos fora de mucosa queratinizada onde, a falha no planejamento cirúrgico impactou todo o processo de reabilitação oral. implante colocado vestibularizado e em região sem tecido queratinizado e com grande exposição do implante mostrando falha no planejamento cirúrgico que vai comprometer a parte biomecânica, estética e de higiene do paciente. Falha no planejamento de implantes onde na etapa de confecção das coroas em metalocerâmica faltou espaço para o recobrimento cerâmico na região que coincide com o longo eixo dos implantes. • SE A CONDIÇÃO PSICOLÓGICA DO PACIENTE É COMPATÍVEL COM O TRATAMENTO QUE ESTÁ SENDO PROPOSTO E QUAL É SEU GRAU DE EXPECTATIVA. ->Neste caso tem 2 situações onde a primeira se refere a pacientes com situações desfavoráveis localmente que tem expectativa elevada no seu tratamento principalmente no quesito estético e, a segunda seria relacionada à pacientes que apesar de ter boa condição local e sistêmicas apresentam situações psíquicas onde é prudente não realizar cirurgias pois o prognóstico quanto a manutenção da higiene pode ser precária ex: Parkinson, Alzheimer, demências, etc... • SE O CIRURGIÃO-DENTISTA TEM EXPERIÊNCIA E CONHECIMENTO SUFICIENTES PARA OFERECER O MELHOR TRATAMENTO POSSÍVEL AO PACIENTE. ->Alguns casos de reabilitação oral demandam utilizam de diversas técnicas relacionadas à diversas abordagens em odontologia e experiência profissional pode ser um fator importante na resolução de casos complexos. ➔ DIRETRIZES FINAIS EM PLANEJAMENTO EM PRÓTESE PARCIAL FIXA: • Evitar soluções, projetos e próteses mirabolantes; • Ouvir sempre o paciente antes de definir o tratamento; • Compatibilizar o plano de tratamento com a idade/ saúde do paciente; • Enfatizar a importância da boca e dos dentes para a saúde geral; • Ter várias opções de resolução protética; • Auxiliar (sem induzir) o paciente na seleção do tipo de tratamento com honestidade e profissionalismo; • Não omitir que os procedimentos demandam tempo, são cansativos, desconfortáveis, incômodos, desagradáveis, dolorosos, limitantes funcionalmente e custosos; • Adequar o planejamento e o plano de tratamento às possibilidades financeiras do paciente.Distância entre a base do nariz (subnásio) ao mento (gnátio) Distância entre o canto do olho e a comissura labial Para medir essa distância Willis ideou um compasso em forma de letra "L", com uma pequena haste móvel, que corre ao longo do corpo do compasso. Para adequado uso do Compasso de Willis, segura-se a haste longa, colocando a haste menor ao nível do canto do olho, e a haste móvel, na altura da comissura labial e imobiliza-se com o parafuso, para que se permita observar a medida na régua, a qual, se encontra grafada na haste longa. A distância assim obtida, com o Compasso de Willis, equivale à Dimensão Vertical de Repouso. A imagem à direita mostra a medida da distância do canto externo do olho até a comissura labial, a qual, deve ser igual à distância vertical da base do mento à base do nariz com a mandíbula em repouso. Para conferir a DVR pode-se, também, instruir que o paciente sentado na cadeira e ereto, fique em posição ortostática (figura à direita). Pedimos para o paciente umedecer os lábios, deglutir e relaxar. Isto faz com que a mandíbula vá para a posição de descanso fisiológico (DVR) E, uma terceira maneira de conferir a DVR é solicitamos que o paciente pronuncie repetidamente a letra “M”, enquanto que, com o auxílio do compasso de Willis, procuramos medir a distância da base do mento à base do nariz, buscando com isso determinar a DVR, pois, como se sabe, a mandíbula, após realizar a função fonética, volta imediatamente à posição de repouso. Uma vez obtida a DVR utilizamos a seguinte fórmula: DVR – DVO = EFL O Espaço funcional livre (EFL): é uma pequena distância intermaxilar que corresponde ao deslocamento da mandíbula, da posição de dimensão vertical de repouso para a dimensão vertical de oclusão, ou seja, é a diferença entre a dimensão vertical de repouso (DVR) e a dimensão vertical de oclusão (DVO). Assim, DVR - DVO = EFL. Neste sentido, Yasaki em 1961 demonstrou que o espaço funciona livre podia variar de 1 a 10mm dependendo do estado de relaxamento muscular do paciente. O valor médio é de 3,3mm e, usualmente usamos o valor de 3mm. A dimensão vertical de que precisamos é a Dimensão Vertical de Oclusão para montarmos nossos trabalhos protéticos. Assim, a DVR é apenas o início para chegar a DVO. Se o espaço funcional livre é conhecido como sendo de 3 mm, então aplica-se a equação abaixo para ter a dimensão vertical de oclusão (DVO). Partindo da fórmula: DVR-DVO= EFL Temos que: DVO=DVR – EFL como o EFL é cerca de 3mm Assim: DVO= DVR – 3mm Exemplo de exercício 1: Uma paciente do sexo feminino com 64 anos, procurou a clínica odontológica para confecção de Prótese Parcial Fixa com dentes extremamente desgastados por bruxismo severo. Considerando o espaço funcional livre como de 3mm e se a Dimensão Vertical de Repouso medida com o Compasso de Willis for 50mm. Qual é a Dimensão Vertical de Oclusão? Então conforme a fórmula: DVO = DVR – EFL Se o EFL é 3mm e a DVR = 50mm Basta substituir na fórmula: DVO= 50mm – 3mm Assim, a resposta é DVO= 47mm Exemplo de exercício 2: Um paciente do sexo masculino com 45 anos, procurou a clínica odontológica para confecção de Próteses Parcial Fixa. Entretanto, o paciente apresenta desgastes acentuados das faces oclusais de seus dentes devido a erosão dentária. Considerando o espaço funcional livre como de 3mm e se a Dimensão Vertical de Repouso medida com o Compasso de Willis for 52 mm, isto implica que, a Dimensão Vertical de Oclusão ideal para o paciente é? Novamente, então, conforme a fórmula: DVO = DVR – EFL Se o EFL é 3mm e a DVR = 52mm Basta substituir na fórmula: DVO= 52mm – 3mm Assim, a resposta é DVO= 49mm Exemplo de exercício 3: Considere a imagem à esquerda e sabendo que B=62 milímetros e responda: I- o que representaria a igualdade entre A e B (A=B) quando medida no Compasso de Willis? Resposta: DVR II- Como obter a DVO considerando neste caso o EFL de 3mm? Resposta: DVO= 62mm -3mm=59mm III- Na medição da DVR os dentes devem estar em oclusão? Resposta: Não pois a DVR independe da presença de dentes e na sua mediação os dentes não devem estar em contato pois sua definição é: “DVR: é a posição da mandíbula em que os músculos elevadores e abaixadores estão em equilíbrio.” Um paciente com perda de Dimensão vertical de Oclusão apresenta um aspecto de face envelhecida com o colapso do terço inferior da face. Causando uma desproporção deste terço com os terços médio e superior da face. A imagem abaixo mostra uma divisão harmônica entre os terços da face. Por sua vez a imagem abaixo mostra uma perda da dimensão vertical de oclusão com redução da medida do terço inferior ocasionando um aspecto envelhecido, o qual, pode se agravar em casos mais graves de perda de dimensão vertical de oclusão. Do mesmo modo, as imagens abaixo mostram na imagem a esquerda de ambas as sequências pacientes com perda de DVO e a direita o aspecto harmônico e proporcional com rejuvenescimento da face quando se restabelece adequadamente a DVO das pacientes. ASSIM, A PERDA DE DIMENSÃO VERTICAL PODE ESTAR ASSOCIADA À ATRIÇÃO ACENTUADA À PERDA DE CONTENÇÃO POSTERIOR. • BRUXISMO E APERTAMENTO. • EROSÃO: AÇÃO QUÍMICA DE ÁCIDOS DE ORDEM INTRÍNSECA OU EXTRINSECA; PERDA DE DIMENSÃO VERTICAL ASSOCIADA TANTO AO DESGASTE DENTÁRIOPOR ATRIÇÃOWUANTO À PERDA DE SUPORTE POSTERIORONDE, NÃO OBSSERVA-SE CONTATOS OCLUSAIS BEM ESTABELECIDOS NO SEGMENTO POSTERIOR BILATERAL. De outro modo o aumento da Dimensão Vertical de Oclusão sempre está associado a procedimento odontológicos seja reabilitação por coroas fixadas em dentes e implantes ou durante atos cirúrgicos em casos de fraturas ou cirurgias ortognáticas um inadequado posicionamento das arcadas em oclusão. SINAIS E SINTOMAS apresentados por um paciente com diagnóstico de aumento de dimensão vertical de oclusão (DVO): → FACE DEMASIADAMENTE ALONGADA → DOR MUSCULAR → SENSIBILIDADE DENTÁRIA DEVIDO AO TRAUMA → DIFICULDADE DE DEGLUTIÇÃO E MASTIGAÇÃO → ALTERAÇÃO DA FALA DEVIDO AOS CONTATOS DENTÁRIOS As imagens abaixo mostram posicionamento oclusal inadequado por restabelecimento protético ocasionando desde uma mordida aberta do dente 18 (notar ainda que há falta de contato proximal devido a ausência do 16 e, também uma mordia aberta na região anterior que dificultará a proteção dos dentes anteriores aos superiores nos movimentos excursivos de protrusão e lateralidade. 1.3.1.2 SUPORTE LABIAL: refere-se ao reposicionamento correto dos músculos orbiculares é essencial para a recuperação estética dos pacientes na região anterior promovendo um adequado suporte labial ao paciente. Após a exodontia ocorre reabsorção óssea alveolar, a qual, devido a seu padrão de reabsorção torna difícil restabelecer esteticamente a região anterossuperior. Uma medida média padrão para o ângulo nasolabial é 90 graus para um adequado suporte labial. Assim, a reabsorção óssea maxilar se dá às expensas da tábua óssea externa e a reabsorção óssea mandibular, ocorre às expensas de ambas as tábuas ósseas. Deste modo, a perda do suporte labial está associada à uma perda de estrutura tecidual na região do rebordo anterossuperior. Nestes casos, como o apresentado abaixo, pode ser necessária a realização de cirurgias para enxerto ósseo ou conjuntivo. De outro modo, quando a cirurgia se encontra contraindicada ou o paciente faz a opção por não realizar a cirurgia haverá a necessidade de recomposição desta perda de suporte através de gengiva artificial seja de porcelana ou de resina acrílica. Paciente com perda de estrutura tecidual na região de rebordo anterossuperior reabilitado com prótese fixa sobre implantes. A higienização desta área sempre será difícil. 1.3.1.3 LINHA DO SORRISO:em prótese total removível esta linha é denominada LINHA ALTA DO SORRISO → é importante esteticamente pois revela a quantidade da superfície vestibular dos dentes anterossuperiores que será mostrada durante um sorriso forçado. Pode ser dividida em 3 categorias: • Baixa • Média • Alta • BAIXA: Pacientes que não mostram a região cervical dos dentes anterossuperiores ao sorrir, os quais, são classificados como portadores de linha do sorriso baixa, em que 75% dos dentes são visíveis. →Corresponde a 20% dos indivíduos. • MÉDIA: Maioria dos indivíduos (aproximadamente 70%) apresenta linha de sorriso média, que mostra de 75 a 100% dos dentes anteriores e todas as papilas gengivais. • Quantidade de dentes anteriores visíveis diminui com a idade, não apenas pelos desgastes funcionais e/ou parafuncionais, mas também pela redução gradativa da tonicidade dos músculos orbiculares. • ALTA: Cerca de 10% dos indivíduos mostram grande parte do tecido gengival na região anterossuperior, sendo classificados como portadores de linha do sorriso alta. • Nessas situações, normalmente é necessário um posicionamento da margem da restauração dentro do sulco, a fim de esconder a cinta metálica das coroas metalocerâmicas ou as margens escurecidas da dentina cervical decorrentes de tratamentos endodônticos. • Cuidados com o tecido gengival, uma vez que, uma pequena recessão decorrente de lesão durante o preparo ou a moldagem pode ser responsável pelo insucesso estético do trabalho. • Preferível indicar próteses metalocerâmicas tipo collarless (sem cinta metálica na face vestibular ou com ombro cerâmico vestibular) ou confeccionadas somente em cerâmica, também conhecidas como metal-free. ➔ a fim de evitar problemas estéticos devido à exposição da cinta metálica. ➔ LINHA DO SORRISO: em prótese total se refere à uma curva suavemente ascendente formada pelos dentes naturais, a qual, acompanha a borda superior do lábio inferior. Também pode ser definida como: LINHA DO SORRISO é uma curva imaginária que passa pelas bordas incisais dos dentes superiores anteriores e coincide com a curvatura da borda interna do lábio inferior. Na figura acima a foto à esquerda → Se, de outro modo, os dentes posteriores superiores assumirem uma aparência descendente, irão ocasionar um aspecto antiestético com o lábio inferior e uma curva reversa ao arranjo anterior. Este aspecto é denominado Sorriso Invertido. Na figura acima do lado direito temos um sorriso com a linha do sorriso adequada acompanhando a curvatura da borda interna do lábio inferior. 1.3.1.4 CORREDOR BUCAL (TÚNEL DE SOMBRA): é o espaço existente entre a superfície vestibular dos dentes posteriores e mucosa interna da bochecha. É importante salientar que, se o corredor bucal se encontrar invadido ou inadequadamente ajustado (figura acima a esquerda), poderá haver traumas à bochecha do paciente. Além disso, como observado na imagem acima, pode proporcionar a aparência desagradável de muitos dentes na boca. Deste modo, o corredor bucal confere suavidade e harmonia estética à prótese. Figura à direita mostra um corredor bucal em harmonia com a estética do paciente. 1.3.1.5 LINHA MÉDIA: é uma linha imaginária unindo a glabela ao filtrum. 70% dos indivíduos ocorre uma coincidência entre a linha média determinada pelos incisivos e uma linha imaginária que divide o filtrum. → É vertical em relação ao plano oclusal. → Tem grande importância estética pois orienta o longo eixo dos incisivos centrais superiores. 1.3.1.6 ALTURA INCISAL: refere-se à determinação da porção visível dos dentes superiores com o lábio superior em repouso. Deve mostrar 2mm (EM MÉDIA). Pessoas jovens, principalmente mulheres, podem apresentar dentes naturais com uma porção visível superior a 2mm e isto está relacionado à uma aparência mais jovem. Se é natural do indivíduo deve e precisa ser mantido. Entretanto, forçar uma altura incisal em prótese e restaurações acima de 2mm pode criar uma aparência estética não muito favorável na maioria dos indivíduos e comprometer a fonética. A altura incisal ideal é de 2mm, entretanto em homens ou com o avançar da idade devido a perda da tonicidade dos músculos pode aparecer 1mm sem comprometimento da estética. Em pacientes acima dos 60 anos de idade a altura incisal pode ficar encoberta pelo tubérculo do lábio superior sem prejuízo estético devido a hipotonicidade muscular. 1.3.2 ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR (ATM): Cirurgião-dentista deve localizar as ATM’s por meio da palpação bilateral, na região anterior aos tragos auriculares enquanto o paciente abre e fecha a boca. →Neste exame, a identificação de movimento assíncrono pode indicar um deslocamento do disco que impede um dos côndilos de fazer um movimento de translação normal. →A palpação auricular com leve pressão anterior pode ajudar a identificar possíveis distúrbios na inserção posterior do disco. Se paciente relatar sensibilidade ou dor ao movimento → pode ser indicativo de alterações inflamatórias nos tecidos retrodiscais, que são altamente vascularizados e inervados → O estalido na ATM é muitas vezes perceptível através da palpação auricular, →Colocar as pontas dos dedos nos ângulos da mandíbula do paciente permite a identificação até mesmo de um clique mínimo, porque muito pouco tecido mole fica entre as pontas dos dedos →A palpação é melhor realizada bilateralmente e simultaneamente. Isso permite que o paciente compare e relate quaisquer diferenças entre os lados esquerdo e direito.o clínico e o osso mandibular. → Uma abertura mandibular máxima resultando em menos de 35mm do movimento interincisivo é considerado restrito, pois a abertura média é superior a 50mm. → Movimento restrito na abertura pode ser indicativo de alterações intracapsulares nas articulações. →Qualquer desvio da linha média na abertura ou fechamento é registrado. Os movimentos laterais máximos do paciente podem ser medidos (normal é de aproximadamente 12 mm). PORTANTO, PARA A EXECUÇÃO DE UM TRABALHO DE PRÓTESE, É NECESSÁRIO QUE O PACIENTE NÃO APRESENTE SINAIS E SINTOMAS DE DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR. 1.3.3 MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO: A palpação muscular forneça informações apenas sobre o status quo (situação), no momento do exame. De modo similar à ATM, a palpação é melhor realizada bilateralmente e simultaneamente. Isso permite que o paciente compare e relate quaisquer diferenças entre os lados esquerdo e direito. →Na palpação dos músculos deve-se usar pressão leve. (Um bom indicativo de quanto de pressão utilizar seria a quantidade de pressão que pode ser tolerada sem desconforto na pálpebra fechada é uma boa medida comparativa). →Se for relatada alguma diferença entre os lados esquerdo e direito, o paciente é solicitado a classificar o desconforto como leve, moderado ou grave. →Músculos masseter e temporal e outros músculos posturais relevantes são palpados em busca de sinais de sensibilidade. Palpação do músculo temporal Palpação do músculo trapézio Palpação do músculo masseter Palpação do músculo esternocleidomastóideo → PALPAÇÃO DO ASSOLHO BUCAL PRINCIPAIS PONTOS DE PALPAÇÃO MUSCULAR: A- CÁPSULA DA ATM B- FIBRAS PROFUNDAS E SUPERFICIAIS DO MASSETER C- MÚSCULO TEMPORAL: ANTERIOR E POSTERIOR D- Vertex E- Pescoço: nuca e base F- Músculo esternocleidomastóideo: inserção, corpo e origem. I- Tendão do Temporal G- MÚSCULO PETERIGOIDEO MEDIAL H- VENTRE POSTERIOR DO DIGÁSTRICO J- MÚSCULO PTERIOGOIDEO LATERAL 1.4 EXAME INTRAORAL A queixa principal do paciente, relatada durante a anamnese, deve ser avaliada neste momento. Nesta fase inspecionam-se: • Tecidos Moles; • Dentes; • Periodonto; • Músculos; • Relações oclusais.1.4.1 TECIDOS MOLES Avaliação deve começar pelos tecidos moles → mucosas, língua, bochechas, assoalho bucal, trígono retromolar, lábio e demais tecidos devem ser palpados e inspecionados. → Prioridade do tratamento pode ser alterada na presença de alguns tipos de lesões, como processos neoplásicos ou, mais frequentemente, aftas ou lesões herpéticas. →Presença de depressões nas bordas laterais da língua, representativas das faces linguais dos dentes → característica típica de apertamento dentário. Carcinoma de células escamosas gengival 1.4.2 DENTES Deve-se proceder um exame minucioso dos dentes remanescentes, quanto aos fatores decisivos no planejamento citados abaixo: • Cárie e restaurações existentes; • Alterações da faceta estética; • Número e disposição dos dentes; • Tamanho da coroa clínica; • Vitalidade pulpar; • Inclinação; • Estética; • Oclusão. 1.4.2.1 CÁRIE E RESTAURAÇÕES EXISTENTES: deve-se analisar minuciosamente todos dentes acerca da presença de lesões cariosas e restaurações existentes antes de seleciona-los como pilares de PPF. Deve-se verificar incidência de lesões de mancha branca, localização e profundidade de cáries tanto através do exame clínico quanto através do exame radiográfico principalmente o interproximal. Lesões de mancha branca presentes em diversos dentes principalmente na região cervical; Radiografia interproximal mostrando múltiplas lesões interproximais em ambas arcadas. Pacientes de alto risco de cárie devem ser identificados previamente à execução de uma PPF para prevenir insucessos. →Cárie é a principal causa de insucesso de uma PPF. Sendo que a incidência de cárie está relacionada tanto à higiene oral do paciente quanto a adaptação da restauração. - Higiene oral está relacionada tanto a manutenção de um controle periódico do profissional quanto ao comprometimento do paciente com sua higiene oral • Higiene é facilitada pelo planejamento profissional e execução de um espaço apropriado na PPF para higiene do paciente, a qual, será realizada com escovação e uso de fio dental. Prótese fixa de 21 a 23 com espaço de higienização onde se vê a utilização de uma escova interdental. →se um paciente é identificado como não sendo capaz de manter um nível adequado de higiene oral há necessidade de o profissional estabelecer consultas periódicas com um espaçamento de tempo individualizado de acordo com as necessidades do paciente. Tanto mais frequente deve ser as consultas quanto pior o nível de manutenção de sua higiene pelo paciente. - Adaptação da restauração: As peças protéticas por mais precisamente planejadas e executadas ainda são dependentes das limitações relacionadas aos materiais e técnicas. Assim, sempre haverá uma linha de cimento entre a restauração e o dente preparado, cuja espessura ideal deveria ser de 50 μm mas que se diz clinicamente aceitável até 120 μm. • Maioria dos fracassos em PPF está associada ao desajuste ou falta de adaptação marginal das peças protéticas levando à incidência de lesão cariosa. Espaço interproximal incorretamente definido em PPF inferior onde, não há um espaço apropriado para inserção do fio dental, dificultando a higienização do paciente. Imagem radiográfica em que se visualizam falhas nas coroas protéticas, como falta de material, falta de adaptação marginal, ausência de contato proximal e invasão do espaço biológico Vistas de uma PPF fixa metalocerâmica com deficiência de adaptação marginal, 6 meses após a instalação. • Se a desadaptação marginal estiver localizada intrasulcular devido à uma extensão subgengival do preparo haverá alteração do periodonto com dificuldade tanto na execução do preparo, moldagem, confecção de provisórios e instalação da PPF quanto no controle posterior desta PPF. Muitas vezes devido a extensão intrasulcular de uma PPF, apenas no exame radiográfico pode-se perceber o nível de desadaptação de uma PPF. Investigação radiográfica acerca de queixa de paciente com sintomatologia dolorosa na região do 24 onde, constatou-se presença de raiz residual falha na adaptação marginal no 23 e 25 e sobrecontorno no 27. • O mecanismo associado à incidência de cáries devido à falta de adaptação de restaurações é relacionado à solubilização da linha de cimento existente que atua como um agente interposto de preenchimento entre a coroa e o preparo ocupando a região da falha de adaptação. Assim, quando este cimento é solubilizado (dissolvido) deixa uma lacuna onde haverá o acúmulo do biofilme e, portanto, propiciando a formação da lesão cariosa. Falta de adaptação marginal das peças protéticas do 15 13 22 23 ocasionando lacunas, as quais, possivelmente estavam preenchidas por um agente de cimentação que ao se solubilizar deixou aparente as lacunas onde, houve o acúmulo de biofilme propiciando a incidência de lesões cariosas. • É DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA QUE A PELÍCULA DE CIMENTO SEJA DE MÍNIMA ESPESSURA PARA UMA MÁXIMA RETENÇÃO DA PPF, DE MANEIRA QUE POSSA SUPORTAR OS ESFORÇOS MASTIGATÓRIOS FUNCIONAIS E EVENTUAIS HÁBITOS PARAFUNCIONAIS. → Quando o agente cimentante falha ocorre a “descimentação da PPF”, a qual, é um dos principais fatores para recidiva de cáries em regiões de PPF. Linha de cimentação espessa na região do dente 23 devido à falta de adaptação marginal da coroa. A imagem acima mostra que houve solubilização tanto do agente cimentante da coroa do 23 como também afetou o agente cimentante do retentor intrarradicular ocasionando a descimentação que, por sua vez, levou à instalação do processo carioso intrarradicular. • Perfil de emergência das coroas e abertura das ameias cervicais: coroa deve emergir reta do sulco gengival sem causar pressão no epitélio do sulco gengival, pois se houver convexidade da área e acúmulo bacteriano poderá ocasionar ulcerações resultando em inflamação gengival. Em (A) tem o perfil de emergência ideal direcionando o alimento para longe do tecido gengival e sem reter placa bacteriana. Em (B) tem um sobrecontorno exagerado que, apesar de não direcionar o alimento e encontro ao tecido gengival promove acúmulo bacteriano e pressão no sulcogengival. Em (C) há o subcontorno onde a forma coronária da restauração direciona o alimento de encontro ao periodonto promovendo injúrias. • O sobrecontorno é mais frequente em PPF e, geralmente está associado, ao preparo dentário inadequado com desgaste insuficiente onde, o técnico em prótese dentária se vê obrigado a aumentar a espessura externa da coroa a fim de garantir a espessura adequada mínima para resistência e estética do material, entretanto, com os prejuízos biológicos associado ao sobrecontorno. Prótese parcial fixa exibindo sobrecontorno (perfil de emergência inadequado) na superfície axial e espaço reduzido nas ameias cervicais com consequente inflamação gengival. Prótese parcial fixa exibindo sobrecontorno (perfil de emergência inadequado) e espaço inadequado das ameias cervicais. (B) e (C) próteses parciais fixas anteriores e posteriores exibindo espaço das ameias cervicais e perfil de emergência axial corretamente confeccionados. PPF exibindo sobrecontorno retendo sonda exploradora. Notar o aspecto opaco da PPF e comprometimento periodontal. Este sobrecontorno resultará independentemente do tempo de execução da PPF, na necessidade de confecção de nova PPF. →Ameias cervicais devem proporcionar espaços para acomodar as papilas gengivais e facilitar a higienização. Uma inadequada pressão na papila gengival causa alterações histológicas em todas as suas estruturas celulares e, consequentemente, inflamação e lesão periodontal. O contorno inadequado dasameias cervicais propicia acúmulo de biofilme promove pressão na papila gengival impedindo a correta higienização da PPF. →A falta de espaço para a papila gengival entre dois ou mais retentores, entre um retentor e o dente vizinho ou por razões periodontais exige cuidados especiais durante o preparo do término cervical para se obter uma distância mínima de 1 a 1,5 mm entre eles. Dente a ser preparado para coroa total onde na distal mostra ausência de espaço adequado para acomodar a papila gengival. Assim foi necessária intervenção para restabelecer a distância de 1,5mm entre o término cervical do dente preparado e a superfície mesial do dente vizinho. 1.4.2.2 ALTERAÇÕES DA FACETA ESTÉTICA DAS PPF: - Durante o exame clínico intraoral deve-se ficar atento à possíveis alterações de contorno da PPF, as quais, como anteriormente explicadas geralmente estão associadas à preparo dentário inadequado, na grande maioria das vezes, com desgaste insuficiente, levando a necessidade do técnico em aumentar a espessura externa da prótese a fim de se conseguir a resistência necessária ao material e, também, estética. Assim, instaura-se um ciclo onde este sobrecontorno, causa acúmulo de biofilme e pressão no periodonto levando a alterações periodontais que irão exigir a substituição da PPF. Em PPF já instaladas na cavidade oral pode haver fraturas ou deslocamentos da cerâmica seja por falhas mecânicas da PPF, traumas decorrentes de acidentes ou por problemas oclusais. Assim durante o planejamento e construção de uma PPF em metalocerâmica tem que se estabelecer um adequado suporte metálico para a cerâmica e, estabelecer uma espessura mínima de material cerâmico entre 1 a 2mm para que tenha a resistência e estética adequadas. Por sua vez, em prótese parcial fixa metaloplástica podem ocorrer alterações por pigmentação da face estética, a qual, pode ter sido anteriormente confeccionada com resina acrílica ou resina composta, desgaste por ação oclusão ou pelo uso mastigatório ao longo do tempo, ação abrasiva por pasta dental ou pigmentações químicas por corantes. Em todos estes casos, quando se planeja apenas um reparo na face estética o material de escolha sempre será uma resina composta. Fratura da face cerâmica de PPF na região de pôntico 12. A fim de preservar o espaço para higienização foram colocadas cunhas de madeira na região das ameias cervicais mesial e distal e uma matriz metálica na região cervical do pôntico 12. Preservando o espaço para inserção e passagem do fio dental. Além disso, para mascarar o fundo metálico foi utilizada uma camada de resina opaca. Resina composta aplicada onde, a presença das cunhas preserva o espaço para higienização da área. Resina composta finalizada na região do pôntico 12 da PPF utilizada como reparo à fratura cerâmica. Presença de fratura incisal em metalocerâmica na região de 11 onde nota-se também um defeito na cervical. Fratura incisal reparada com resina composta. Entretanto, nota-se que não foi cogitado um reparo na região cervical pois não haveria espessura adequada para o material e poderia comprometer o tecido periodontal. Neste caso é perceptível que na região cervical não houve um planejamento para que tivesse uma espessura adequada de cerâmica no local o que certamente contribui para o desenvolvimento do defeito. Alteração de cor da resina de uma prótese metaloplástica superior, 25 anos após instalação. Reparada com resina composta na imagem à direita. Deve ser entendida como um tratamento alternativo para a substituição de toda a PPF e somente indicada se houver perfeita adaptação da estrutura metálica aos pilares. Caso de reabilitação oral com PPF metaiocerâmica na região anterior e PPF’s posteriores metaloplásticas, 20 anos após a cimentação. Como a única reclamação do paciente era o desgaste da resina das próteses posteriores e ele não desejava trocá- las, as facetas de resina foram desgastadas superficialmente e refeitas com resina composta diretamente nas coroas. 1.4.2.3 ESTÉTICA: Profissional deve conciliar expectativas estéticas do paciente e a possibilidade permitida para o caso. Manter um diálogo explicativo ao paciente sempre é importante para conciliar as ideias haja visto que estética não significa apenas escolher cor adequada dos dentes ou recompor a forma do dente. A estética deve ser personalizada para cada indivíduo. Deve-se considerar em uma visão individualizada ao paciente: forma, tamanho, textura, cor, linha média, fundo escuro da boca, corredor bucal, grau de abertura das ameias incisais, plano oclusal, qualidade do tecido gengival e necessidade ou não de gengiva artificial. PPF metalocerâmica anterior com deficiências estéticas relacionadas com os seguintes aspectos: inadequação de contorno, forma, proporção altura/largura e cor; ausência de ameias incisais e perfil de emergência; falta de individualização entre as coroas; eixo longitudinal incorreto; contorno gengival deficiente entre as coroas e pônticos. Vista dos dentes preparados e do condicionamento gengival para obtenção de papilas. Vista após a cimentação da prótese metalocerâmica esteticamente aceitável. 1.4.2.4 OCLUSÃO: Deve ser analisada clinicamente e através dos modelos de estudo montados em articulador semi-ajustável, constituindo-se, também em um dos principais fatores causais de falhas em PPF. Durante a análise da oclusão deve-se buscar identificar sinais de mobilidade dentária, perda óssea, contatos oclusais prematuros que podem desencadear tanto pericementite quanto ocasionar a falha da PPF através dos deslocamentos de coroas e retentores. Deve-se salientar que, na maioria das vezes em próteses fixas extensas apenas um retentor pode falhar e permitir a infiltração de fluidos orais, solubilização do agente cimentante, desenvolvimento do biofilme oral e instalação de um processo carioso que a depender da posição deste pilar pode comprometer toda a PPF. O diagnóstico, plano de tratamento e prognóstico deve considerar a verificação da posição de Relação Cêntrica mesmo em prótese reabilitadas previamente em máxima intercuspidação habitual a fim de remover contatos prematuros intensos, análise de facetas de desgaste na superfície dental, histórico de fraturas, perda de dimensão vertical de oclusão a fim de determinar se há necessidade ou não de que as superfícies oclusais sejam reabilitadas em metal para que a PPF não venha a falhar por fratura da cerâmica. Além disso, deve-se avaliar a necessidade de implementar uma terapia por placa oclusal a fim de evitar danos pós tratamento. Paciente apresentando desgaste dentário severo com perda de dimensão vertical de oclusão. Notar a intensa perda de estrutura dentária no sentido gengivo-oclusal. Vista oclusal da reabilitação oral com prótese com faceta estética vestibular em cerâmica e cobertura oclusal metálica a fim de se evitar complicações futuras seja pelo intenso desgaste dos inferiores proporcionado por uma cobertura oclusal cerâmica ou por fraturas na cerâmica proporcionados por hábitos parafuncionais. Vista frontal do caso finalizado com a placa oclusal posicionada a fim de evitar danos tanto á prótese quanto aos dentes inferiores sobretudo à noite devido à hábitos parafuncionais (bruxismo). ➔ O EQUILÍBRIO DOS COMPONENTES DO SISTEMA ESTOMATOGNÁTICO, O QUE PODE SER ALCANÇADO ATRAVÉS DE: • próteses com contatos oclusais bilaterais simultâneos dos dentes posteriores; • posição de trabalho (MIH ou RC) compatível com o caso clínico a ser realizado; • guia lateral pelos caninos, sempre que possível; • guia anterior pelos incisivos durante o movimento protrusivo; • ausência de contato oclusal no lado de não trabalho nos dentes posteriores; • oclusão equilibrada sem sintomatologia nasATMs; • dimensão vertical de oclusão restabelecida ou corretamente mantida. • Manifestação clínica de contato prematuro patogênico realizado erroneamente entre o 22, o qual, era uma coroa de porcelana com tratamento endodôntico e núcleo metálico fundido os e os dentes 32/33 durante a lateralidade para o lado esquerdo. Ocasionando a fratura radicular do elemento 22. Imagem radiográfica mostrando o elemento 22 com tratamento endodôntico, núcleometálico fundido de grandes proporções (pode ter contribuído para fraturo em associação ao contato prematuro) , presença de coroa cerâmica com sinal de falta de adaptação na região cervical, provavelmente devido ao deslocamento do núcleo pós-fratura. E seta indicando a região da fratura radicular próximo à crista óssea distal. Paciente apresentando na consulta inicial mordida aberta anterior com contatos estabelecidos apenas em molares onde, foi constatado um aumento da dimensão vertical de oclusão. Neste caso, após a análise dos modelos de estudo montados em articulador semi-ajustável poderia ser proposto um desgaste seletivo a fim de restabelecer a guia protrusiva em dentes anteriores e guia lateral em caninos ou em função em grupo. Durante a análise dos modelos poderia ser indicado algum acréscimo restaurador ou protético para restabelecer o contato oclusal ou facilitar o restabelecimento das guias. Desoclusão pelo canino em lateralidade denominada Guia Canina onde, observa- se demarcada na superfície palatina do canino superior a trajetória realizada pelo canino inferior o que, proporciona a desoclusão dos demais dentes. Vista frontal de paciente com desoclusão pelos caninos 13 e 43 (Lado de trabalho) → lado direito. Acarretando a desoclusão completa do lado de balanceio → lado esquerdo. A Guia Canina é sempre desejável em função do comprimento radicular do canino frente aos demais dentes, sua posição no arco lateralmente e por minimizar as ações musculares. O ideal é que durante a Guia Canina sejam desocluídos todos os dentes sejam do lado de trabalho ou de balanceio. Todavia, se o paciente possuir uma desoclusão em grupo, a qual é denominada Função em Grupo, configura-se também tanto como um aspecto fisiológico normal quanto uma possibilidade de tratamento onde criar uma Guia Canina seja difícil sem grandes alterações dentárias. Na Função em Grupo, um grupo de dentes de segundo-molar até canino tocam-se, simultaneamente, desde o começo do movimento, desocluindo os dentes do lado de balanceio. Existe a possibilidade de um paciente apresentar fisiologicamente Guia Canina de um lado e Função em Grupo do outro lado o que não precisa e não deve ser alterado na ausência de condições patológicas. Função em grupo (lado de trabalho), onde observa-se a trajetória desenvolvida pelos dentes inferiores no movimento de lateralidade Foto clínica mostrando Função em Grupo do lado esquerdo de um paciente com contatos simultâneos de 23 24 25 26 27 e 33 34 35 36 37. De modo ideal, este movimento deve ser capaz de desocluir os dentes do lado de balanceio que neste movimento será o lado direito do paciente. DEFINIÇÕES BÁSICAS: LADO DE TRABALHO: É O LADO PARA O QUAL A MANDÍBULA SE MOVIMENTAR EM LATERALIDADE, ONDE AS CÚSPIDES DO MESMO LADO SE RELACIONAM. LADO DE BALANCEIO: É O LADO OPOSTO AO LADO DE TRABALHO, DURANTE O MOVIMENTO DE LATERALIDADE (O LADO CONTRÁRIO PARA O QUAL O PACIENTE EXECUTAR O MOVIMENTO) ONDE AS CÚPSIDES DE NOMES DIFENRES ADOTAM UMA RELAÇÃO DE ALINHAMENTO. Guia Anterior → Incisivo inferior deslizando na concavidade palatina do incisivo superior com desoclusão de todos os dentes posteriores. Imagem clínica de vista de perfil de paciente executando o movimento protrusivo e exibindo Guia Anterior. Posição de topo da Guia anterior onde o contato dos incisivos centrais superiores com os incisivos inferiores promove a desoclusão de todos os dentes posteriores. Contatos demarcados com carbono durante a trajetória dos incisivos inferiores pela concavidade palatina dos incisivos superiores. Nota-se a homogeneidade destes contatos fisiológicos durante a protrusão DEFINIÇÕES BÁSICAS: PROTRUSÃO: MOVIMENTO QUE A MANDÍBULA FAZ NO SENTIDO PÓSTERO-ANTERIOR. GUIA ANTERIOR ou GUIA INCISIVA: OCORRE QUANDO NO MOVIMENTO DE PROTRUSÃO, OS DENTES INFERIORES ANTERIORES DESLIZAM PELA CONCAVIDADE PALATINA DOS DENTES ANTERIORES SUPERIORES DESOCLUINDO OS DENTES POSTERIORES. EXEMPLO COMO AJUSTAR A OCLUSÃO DE 1 DENTE RESTAURADO NO CASO É RESINA, MAS PODERIA SER UM LAMINADO QUE SERIA IDÊNTICO: Para uma prótese parcial fixa ou uma restauração terem sucesso a longo prazo o dentista deve aprender a realizar um adequado diagnóstico oclusal. Quando um dente como o 21 deste caso apresenta um padrão de desgaste acentuado toda cautela é necessária para não classificar o caso como SIMPLES e a restauração falhar repetidamente por fratura durantes movimentos excursivos. Além disso nota-se que o 22 apresenta uma forma atípica côncava incisal que denota já um padrão atípico de desgaste oclusal. Restaurar um dente nestas condições sem interpretar a oclusão por mais perfeita esteticamente que seja vai ocasionar o insucesso pela falha oclusal. Restauração em resina composta executada. Neste caso, em particular, o mesmo se aplicaria para um laminado cerâmico, exceto pelo padrão de falha caso não se realize o ajuste oclusal que tende a variar entre fratura do laminado e deslocamento por descimentação quando do contato oclusal inadequado. Colocação da tira de carbono interposta entre os dentes superiores e inferiores para aferição dos contatos. Demarcação do contato em MIH. Dica técnica: nunca demarcar MIH e contatos excursivos com cores idênticas de carbono. Neste caso foi demarcado com a cor vermelha. Notar que apenas o dente restaurado apresenta contato em MIH, dentes adjacentes não apresentam Demarcação da trajetória de contato em protrusão da guia anterior. Nota-se que além de haver a sobreposição do contato de MIH foi utilizada a cor preta do carbono para diferenciar a trajetória excursiva do contato de MIH e, novamente dentes adjacentes não apresentam contato também na trajetória excursiva. → Manter uma restauração nestas condições seria condenar a mesma ao insucesso, além de poder gerar algum acometimento no dente ou em seu antagonista. Posição de topo da guia anterior, exibindo contato apenas no dente restaurado. A posição de topo sendo executada somente pela restauração também é um fato agravante para o insucesso da restauração. Após o ajuste oclusal observa-se harmonia de contatos em protrusão. Todavia embora não exemplificado em fotografias para este caso haveria necessidade de checar os movimentos laterais para certificar de que não um contato deletério sobre o dente restaurado nestas condições. Aspecto frontal da guia anterior em posição de topo restabelecida. Notar que o profissional deixou a posição final apenas no 11, talvez para garantir uma maior longevidade á restauração. 1.4.2.5 NÚMERO E DISPOSIÇÃO DOS DENTES: →A DISPOSIÇÃO DOS DENTES REMANESCENTES NO ARCO É MAIS IMPORTANTE QUE SUA QUANTIDADE. → A FERULIZAÇÃO (ESPLINTAGEM OU CONTENÇÃO) DE DENTES visa a minimizar a ação das forças que agem nos sentidos vestíbulo-lingual e mésio-distal. →EM PRÓTESES EXTENSAS E/OU EM DENTES PILARES COM PERDA DO SUPORTE ÓSSEO, O IDEAL É QUE no mínimo um dente de cada segmento do arco (incisivos, caninos e dentes posteriores) participe da prótese, o que é mais importante que o número de pilares existentes para ocorrer estabilidade. →O SENTIDO DE MOVIMENTAÇÃO VESTIBULOLINGUAL DOS DENTES POSTERIORES (PLANO SAGITAL), CANINOS (PLANO LATERAL) E INCISIVOS (PLANO FRONTAL)TORNA-SE UM FATOR DETERMINANTE NO PLANEJAMENTO. UMA PRÓTESE QUE ENVOLVA DENTES PILARES EM DOIS OU MAIS PLANOS REDUZ O EFEITO DA MOBILIDADE INDIVIDUAL DE CADA DENTE, POR CAUSA DA ESTABILIDADE PROPORCIONADA PELA PRÓTESE. A UNIÃO DESSES PLANOS FORMA UM POLÍGONO DE ESTABILIZAÇÃO OU SUSTENTAÇÃO* DENOMINADO POLÍGONO DE ROY. → NO CASO DE ESPAÇOS EDÊNTULOS EXTENSOS OU POSICIONAMENTO DESFAVORÁVEL DOS DENTES REMANESCENTES, deve-se também considerar a possibilidade de colocação de implantes para distribuir melhor a carga mastigatória entre dentes e/ou implantes. MUITA ATENÇÃO EM PRÓTESES PARCIAIS FIXAS QUE NECESSITEM SUSBTITUIR CANINOS → SE TIVER QUE SUBSTITUIR O CANINO E OUTRO DENTE ADJACENTE O IDEAL É CONSIDERAR A INDICAÇÃO DE IMPLANTES. PLANO FRONTAL 1.4.2.6 INCLINAÇÃO DPS DENTES PILARES: → A inclinação dos dentes em decorrência de perdas dentárias resulta em uma desarmonia na posição dos dentes remanescentes. → Para viabilizar, uma via de inserção adequada para a prótese e uma restauração biológica e mecanicamente aceitável em dentes inclinados pode ser necessário: • ameloplastia dos dentes vizinhos; (realizar desgaste nas faces proximais dos dentes vizinhos removendo zonas de retenção ao longo de eixo de inserção da prótese) • procedimentos ortodônticos; • confecção de coroas telescópicas; • encaixes de semiprecisão; • tratamento endodôntico com finalidade protética seguido da confecção de núcleo Inclinação acentuada para mesial do segundo pré-molar em decorrência da ausência do primeiro pré-molar. É impossível preparar os 2 dentes segundo o longo eixo dos mesmo e conseguir um único eixo de inserção da PPF Vista dos dentes pilares preparados em que se observa o paralelismo obtido através do maior desgaste da face mesial do segundo pré-molar. Múltiplos preparos para coroas que necessitarão ser unidas para maior estabilidade dos dentes pilares. Todavia como o longo eixo dos dentes é diferente houve a indicação de coroas telescópicas em ouro para conseguir paralelismo do longo eixo de inserção. Coroas telescópicas em ouro cimentadas proporcionando um único eixo de inserção para a prótese. Notar que o término do preparo será na coroa telescópica PPF final cimentada onde foram incluídos pônticos em balanço na região de 14 e 15 o que é uma estratégia não usual, arriscada e não recomendada. O exemplo é para ilustrar apenas as coroas telescópicas. 1.4.2.7 TAMANHO DA COROA CLÍNICA: → PARA QUE UMA RESTAURAÇÃO DESEMPENHE SUA FUNÇÃO, É IMPRESCINDÍVEL QUE PERMANEÇA IMÓVEL NO DENTE PREPARADO. → O TAMANHO DA COROA CLÍNICA ESTÁ DIRETAMENTE RELACIONADO COM O GRAU DE RETENÇÃO E ESTABILIDADE DA RESTAURAÇÃO PROTÉTICA. → PARA MAXIMIZAR RETENÇÃO EM COROAS CURTAS PODE SER REALIZADO: • SULCOS E CANALETAS NAS PAREDES AXIAIS DO PREPARO; → obrigatoriamente tem que obedecer ao mesmo eixo de inserção da prótese. • CIRURGIA PERIODONTAL PARA AUMENTO DE COROA CLÍNICA. ➢ UMA COROA CLÍNICA É CONSIDERADA CURTA QUANDO SUA ALTURA É MENOR QUE SUA LARGURA. - Ocorre mais frequentemente em molares inferiores. ➢ A ALTURA MÍNIMA DE UM DENTE PREPARADO DEVE SER DE 4 MM, A FIM DE PROVER RETENÇÃO E ESTABILIDADE A PRÓTESE. ➢ MOLAR E PRÉ-MOLAR COM COROA CLÍNICA DE ALTURA REDUZIDA ONDE FOI CONFECCIONADO CANALETAS PARA AUMENTAR A RETENÇÃO Aspecto clínico e radiográfico de dente com necessidade de restabelecimento das distâncias biológicas em distal onde, aproveitou-se para realizar um aumento da coroa clínica. A dica é realizar as medições previamente a cirurgia com auxílio de uma sonda periodontal para saber exatamente a necessidade cirúrgica do paciente. Aspecto transcirúrgico onde mostra a medição novamente sendo realizada durante o ato cirúrgico com auxílio de sonda periodontal garantindo assim que a quantidade de osso a ser removida será a exata para a necessidade do paciente. Aspecto clínico após a cicatrização mostrando o resultado cirúrgico obtido e após a cimentação da coroa protética. Aspecto radiográfico final mostrando o reestabelecimento das distâncias biológicas em distal. 1.4.2.8 VITALIDADE PULPAR: → Dentes que serão selecionados como pilares de PPF devem passar por teste de vitalidade pulpar para evitar complicações por intercorrências futuras. O ideal pela simplicidade é usar de testes térmicos que são simples de realizar e, podem classificar os dentes como: vitais, inflamados ou necrosados. →A resistência de um dente despolpado é reduzida significativamente. O mecanismo de redução da resistência do dente é multifatorial e está associado a: • A polpa dental juntamente com o ligamento periodontal é responsável pela hidratação dental e, portanto, a desvitalização do dente implica em uma redução drástica da hidratação dentária. Deste modo, o dente fica mais susceptível à fraturas, sobretudo, radiculares. • Por sua vez, a abertura coronária para acesso endodôntico e a respectiva instrumentação endodôntica removem uma quantidade significativa de estrutura dental seja de esmalte e principalmente dentina, fragilizando toda a estrutura dentária remanescente. • A desvitalização dental também reduz a elasticidade da dentina e modifica o limiar de excitabilidade devido à perda de neuro-receptores pulpares permitindo que o dente sofra sobrecargas além de sua capacidade estrutural de resistência antes que mecanorreceptores respondam ao estímulo o que permite que o dente sofra danos extensos antes de provocar qualquer sintomatologia. Assim, dentes desvitalizados devem ser cuidadosamente analisados antes de serem indicados como pilares de próteses parciais fixas sobretudo de espaços extensos. Aspecto clínico e radiográfico de um caso de PPF cuja planejamento foi inadequado com sequência de procedimentos que levaram à perdas dentais tais como: colocação de retentores intrarradicular de amplas proporções em 14 e de mínima extensão radicular em 15 associado a prótese em balanço a distal em região de molar cuja incidência de forças é grande. Além do comprometimento periodontal entre 14 e 15. 1.4.3 PERIODONTO Pacientes que procuram tratamento podem ser divididos em 2 grupos: • PACIENTES QUE NÃO PERTENCEM AO GRUPO DE RISCO À DOENÇA PERIODONTAL → se tiver inflamação deve estar confinada apenas à gengiva marginal. • PACIENTES QUE PERTENCEM AO GRUPO DE RISCO À DOENÇA PERIODONTAL → sinais clínicos de intensidade variável: mobilidade; migração; tecido gengival flácido, avermelhado e muitas vezes sem contorno adequado; perda óssea (localizada ou generalizada) de graus diversos. - Portanto é necessário, previamente ao tratamento reabilitador através de PPF, identificar a qual grupo o paciente (com ou sem risco) e, se com risco sé enquadra-se em um nível de baixo, médio ou alto risco. Aspecto clínico e radiográfico de paciente sem risco a doença periodontal. Aspecto clínico e radiográfico de paciente sem risco a doença periodontal. • TODOS PACIENTES NECESSITAM DE CONTROLE DE PLACA: • PACIENTE SEM RISCO -> pode iniciar tratamento protético precocemente. • COM RISCO -> necessita tempo maior no controle de placa para verificar a resposta tecidual ao preparo prévio da boca. Como medida motivacional e educativa ao paciente pode utilizar evidenciador de placa. (ENTRETANTO HÁ RISCO DE MANCHAR PROVISÓRIOS, RESTAURAÇÕES E PRÓTESES!!!) Uso de agente evidenciador de placa. PRINCIPAIS ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS RELACIONADOS AO PERIODONTO EM UM TRATAMENTO REABIITADOR PROTÉTICO: • Exame de profundidade de sondagem; • Índice de sangramento; • Envolvimento de furcas; • Distâncias biológicas; • Recessão gengival; • Índice de placa; • Mobilidade; • Exsudato. 1.4.3.1 EXAME DEPROFUNDIDADE DE SONDAGEM Exige o uso de uma sonda milimetrada. A sonda deve ser alinhada com a face do dente a ser examinado e inserida suavemente dentro do sulco ou bolsa. Para cada dente devem ser feitas seis medidas: distal, centro e mesial nas faces vestibular e palatina ou lingual. As limitações do exame de sondagem periodontal se referem à: - possibilidade de excesso de pressão exercida pelo profissional; - ao fato que o trajeto da bolsa possa ser sinuoso, ou seja, não uma trajetória em linha reta. - medidas de profundidade não são relacionadas à atividade atual da doença periodontal mas representam a sua atividade passada. A detecção do nível de inserção permite que se avaliem a gravidade da lesão estabelecida na área e as perspectivas de terapia: • Bolsas com a sua base na junção amelodentinária → a existência de tecido hiperplásico (bolsa falsa)→ não implica perda de tecido ósseo. • Presença de bolsas profundas → existência de nichos (reservatórios de bactérias patogênicas) → facilita contaminação das outras áreas da cavidade bucal. 1.4.3.2 ÍNDICE DE SANGRAMENTO APÓS A REMOÇÃO DA SONDA ESPERA-SE DE 10 A 20 SEGUNDOS→ OBSERVAR SE TEM SANGRAMENTO PROVENIENTE DO SULCO/BOLSA. Importante índice de inflamação marginal pois demonstra alterações patológicas gengivais. Alerta para dificuldades durante procedimentos restauradores/protéticos -> reconstruções, moldagens, cimentações. A resolução do processo inflamatório leva a uma contração gengival que acarretará uma alteração da altura da gengiva marginal, o que pode levar à uma exposição das margens da coroa. Sangramento gengival após sondagem ESTÁGIOS DA DOENÇA PERIDONTAL GENGIVITE Periodontite leve Periodontite moderada Periodontite avançada É diferente do sangramento espontâneo que pode indicar problemas gengivais ou sistêmicos. 1.4.3.3 EXSUDATO: Presença de exsudato proveniente da bolsa indica atividade da doença periodontal. 1.4.3.4 RECESSÃO GENGIVAL Afeta a quantidade de mucosa ceratinizada. Influencia na estética -> recessão em dentes anteriores pode resultar em grandes problemas estéticos quando o paciente apresenta uma linha alta do sorriso. 1.4.3.5 ENVOLVIMENTO DE FURCAS: Requer avaliação radiográfica e o emprego da sonda de Nabers. Dentes com envolvimento de furca devem ser avaliados quanto a: • Grau de envolvimento das furcas • Complexidade do tratamento restaurador • Presença de cáries • Custo • Gravidade da destruição • Possibilidade de restauração • Manutenção - GRAU DE ENVOLVIMENTO DAS FURCAS: Grau de envolvimento das furcas: I- Perda horizontal de tecido de suporte, não excedendo 1/3 da largura vestibulolingual do dente afetado. II- Perda horizontal que excede um terço da largura do dente, mas não envolve toda a largura vestibulolingual. III- Perda horizontal que envolve toda a largura do dente afetado, comunicando as faces vestibular e lingual. - COMPLEXIDADE DO TRATAMENTO RESTAURADOR: -> Em casos unitários pode-se optar por tratar o paciente mantendo a lesão de furca; -> Em casos de PPF’s extensas ou de reabilitação oral, a manutenção da lesão pode representar um risco desnecessário; -> Em alguns casos, a manutenção do dente com envolvimento de furca -> pode ser a única solução para evitar prótese removível; -> Deve-se sempre analisar a relação custo/benefício de se preservar o dente ou a raiz ou optar por sua extração e pela posterior colocação de implante ou outro tipo de prótese. Dente com envolvimento de furca Imagem após a remoção da coroa. Imagem após a hemisecção do dente. Imagem da coroa final com “tunelização” que permite o paciente higienizar a região da furca. Imagem clínica e radiográfica de lesão de furca Imagem da secção radicular com exodontia da raiz mésio-vestibular. Imagem radiográfica, clínica em uma visão palatina e em uma visão vestibular da coroa final posicionada onde foram mantidas as raízes disto-vestibular e palatina. Aspecto clínico e radiográfico de dente com lesão de furca. Imagem da secção radicular onde optou por remoção da raiz distal e restauração da raiz mesial com coroa. - PRESENÇA DE CÁRIES: -Tratamento de cáries em região de furca é complexo, principalmente quando envolve o seu teto. - Deve-se avaliar a profundidade da lesão e a sua relação com a estrutura óssea evitando-se áreas de invasão tecidual. - Cada caso deve ser avaliado individualmente. Aspecto clínico e radiográfico apresentando a evolução de lesão de furca onde instalou-se um processo carioso na região de furca. Aspecto clínico e radiográfico de lesão de furca em molar superior, o qual, é mais complexo devido à presença de 3 raízes. A imagem mostra a evolução da lesão cariosa. - GRAVIDADE DA DESTRUIÇÃO: Quando há uma grande destruição dos tecidos de suporte, envolvendo ou não as porções apicais das raízes, ou afetando dentes adjacentes, a extração normalmente é indicada. Dente com histórico prévio de tunelização mas sem acesso para higienização Imagem radiolúcida na região da fura e perda óssea vertical nos dentes vizinhos. Visão transcirúrgica evidenciando o envolvimento de furca classe III. Autores “tentaram” realizar uma restauração na região da furca utilizando cimento de ionômero de vidro modificado com resina fotoativado. Imagem radiográfica 1 semana após a “restauração” com cimento de ionômero de vidro modificado com resina. 3 meses depois evidencia-se presença de supuração na região. Imagem radiográfica 5 meses após a “restauração” mostrando progressão da perda óssea. 9 meses após a “restauração” evidencia- se a perda óssea progressiva na região da furca. Visão transcirúrgica após 9 meses da “restauração” inicial onde os autores constataram a falha do procedimento e optaram por exodontia. - POSSIBILIDADE DE RESTAURAÇÃO: Deve-se avaliar a possibilidade de restauração da unidade dentária após o tratamento da furca, seja por manutenção, separação ou remoção de uma ou mais raízes. Raízes separadas de um molar podem não se tornar bons pilares para uma PPF, mas com frequência podem constituir um excelente apoio sob extremidades livres de prótese parcial removível das Classes I e II, eliminando a influência do suporte mucoso. Visão clínica do dente 46 com envolvimento de furca. Aspecto radiográfico da região dos dentes 45 46 47 evidenciando perda óssea vertical entre o 45 e 46 atingindo sobretudo a raiz mesial do 46. Dente 46 após endodontia e remoção da raiz mesial. Vista vestibular e oclusal da coroa definitiva cimentada onde mostra que existe um apoio sobre o dente 45 e espaço para higienização através de escova interdental. - MANUTENÇÃO: O tratamento das furcas deve sempre levar em conta a possibilidade de um controle posterior adequado pelo paciente e pelo profissional. O tratamento deve permitir tanto o cuidado do paciente referente a higiene quanto a possibilidade de o profissional dispor de instrumental adequado para acessar todas as áreas durante as consultas de manutenção. - CUSTO: Um elemento pilar de prótese com envolvimento de furca pode exigir tratamento endodôntico, cirurgia periodontal e núcleo intrarradicular, além da coroa, o que, representa um custo elevado para o paciente e, dependendo do prognóstico do caso deve-se considerar a possibilidade de realizar a exodontia e implante, sobretudo em casos com prognóstico ruim. Em casos de espaço edêntulo extenso e onde o paciente não possui a capacidade de arcarcom os custos elevados de uma terapia por implante o ideal, em casos de prognóstico ruim ou duvidoso pode ser exodontia e prótese removível. Assim, a decisão de qual tratamento será mais adequado para cada caso depende também das possibilidades financeiras do paciente. Caso extenso de reabilitação oral onde, optou-se por exodontia da raiz disto vestibular do dente 16. Vista da PPF Instalada. Note que o caso exige cirurgia e tratamento endodôntico prévio seguido de reconstrução por núcleo, provisórios e a PPF, o que, tem um custo elevado. Imagem clínica radiográfica do dente 16 após a reabilitação oral estar devidamente instalada há 18 anos. 1.4.3.6 MOBILIDADE: O exame subjetivo da mobilidade é executado com o cabo do espelho bucal apoiado em uma face e um dedo ou outro instrumento apoiado na face oposta. -> mobilidade é um sinal e não uma patologia. Pode ser classificada em: Grau 1-> quando o movimento do dente é de 0 a 1 mm em direção horizontal; Grau 2 -> quando o movimento é maior que 1 mm na direção horizontal; Grau 3 -> quando ocorre movimento vertical e horizontal do dente. Principais causas da mobilidade são: • Perda de suporte ósseo -> doença periodontal • Trauma Oclusal: -> Primário: forças oclusais excessivas -> Secundário: elemento dentário apresenta mobilidade em relação a forças oclusais normais por causa da redução de suporte periodontal. • Inflamação periapical; • Traumas agudos (acidentes); • Fratura radicular; • Reabsorção radicular, • Cistos, tumores, neoplasias malignas... 1.4.3.7 ÍNDICE DE PLACA: Paciente pode ser classificado subjetivamente de acordo com a quantidade de placa presente em: (Importância mais epidemiológica). Placa ausente / Nível baixo / Nível médio / Nível alto Do ponto de vista clinico, a resposta do paciente a sua quantidade de placa é mais importante: Uma grande quantidade de placa na ausência de sangramento é menos significativa do que uma pequena quantidade acompanhada de sangramento gengival. Uso de evidenciador -> aspecto motivacional ao paciente. Atualmente, o índice de placa é apenas um referencial do grau de higiene e colaboração do paciente. Todavia em pacientes com alto nível de doença periodontal como a imagem ao lado é necessário implementar um controle prévio da cavidade oral antes de propor medidas de evidenciação de placa pois nestes casos o biofilme oral é aparente através do cálculo salivar. 1.4.3.8 DISTÂNCIAS BIOLÓGICAS: É importante a presença de uma faixa adequada de mucosa ceratinizada em caso de procedimentos restauradores maior ou igual a 2mm. -> Procedimentos de preparo, moldagem e cimentação são extremamente dificultados e raramente são executados sem algum sangramento quando essa faixa de tecido não existe ou encontra-se muito estreita. ->Aumento da possibilidade de ocorrência de recessão gengival e exposição precoce da cinta metálica de coroas metalocerâmicas ou do próprio término cervical, se mucosa ceratinizada menor que 2mm. -> Faixa de mucosa ceratinizada com largura menor do que 2 mm são mais propensas a recessão e inflamação. Imagens clínicas de paciente com faixa de gengiva inserida menor que 2mm que foi tratado através de enxerto para recuperação de uma faixa adequada de gengiva inserida. 1.4.4 EXAME DA ÁREA EDÊNTULA: Exame não deve se restringir aos dentes e tecido periodontal. -> Avaliação da área edêntula é importante sobretudo em casos que envolvam estética, sobretudo região anterossuperior. -> Avaliar as características do rebordo e a possível necessidade de correção cirúrgica com finalidade protética. -> Pode ser necessário remover tecido gengival para adequar a dimensão do pôntico. De outro modo, algumas vezes, apenas um condicionamento do tecido gengival pode solucionar o problema estético. Paciente com ausência de dentes de 12 a 22 com inserção de implantes na região de 12 e 22. Enceramento com demarcação do limite gengival com lápis. Suave escavação da área do pôntico com broca esférica. A escavação também pode ser realizada com bisturi. -> DICA: NESTA FASE ANTES DE ESCAVAR, MOLDA O ENCERAMENTO. ENTÃO, REMOVE O ENCERAMENTO. Prensagem do provisório no modelo de gesso. Provisório parafusado nos implantes causando ligeira pressão tecidual. Notar “branqueamento” da gengiva devido à leve pressão tecidual. Vista oclusal/incisal da região protética após 10 meses em posição, sem os provisórios. Prótese definitiva em zircônia fixada após 3 meses. Prótese definitiva em posição após 10 meses da instalação definitiva. Vista frontal ou vestibular dos sulcos formados após 10 meses em posição. Dica: é parafusar lentamente e gradativamente em posição durante 15 minutos -> até gengiva assumir a forma sulcada sem isquemia. Em alguns casos pode ser necessário fazer aumento cirúrgico do rebordo, seja por enxerto ósseo ou por enxerto gengival, para minimizar a grande reabsorção do osso alveolar. -> Quando não se planeja remover ou acrescentar no rebordo -> resultado pode ser insatisfatório. Imagem de região edêntula de pré-molar onde foi realizado enxerto. 1.5 EXAME RADIOGRÁFICO O exame radiográfico é importante para o diagnóstico, plano de tratamento e prognóstico em prótese parcial fixa à medida que fornece informações importantes sobre: • lesões ósseas; • raízes residuais; • corpos estranhos; • quantidade e qualidade óssea; • anatomia radicular; • qualidade de tratamento endodôntico. • Neste sentido a radiografia panorâmica: permite uma visão geral do estado da dentição e dos tecidos duros -> informação muito útil, principalmente, em casos extensos. ->Ideal ter a panorâmica já na consulta inicial. Após a consulta inicial e avaliação via radiografia panorâmica solicita-se as radiografias periapicais, as quais, fornecem mais detalhes sobre as áreas de interesse. A radiografia periapical dever ser realizada preferencialmente pela técnica do paralelismo -> evita distorções. A radiografia periapical permite visualizar: altura da crista óssea, lesões periapicais incipientes, qualidade do tratamento endodôntico, comprimento dos núcleos e proporção coroa-raiz... Imagem radiográfica panorâmica onde, posteriormente, foi solicitada uma radiografia periapical para obtenção de informações mais detalhadas da região de molares inferiores do lado direito. Por sua vez, as radiografias interproximais, são úteis na avaliação da adaptação de próteses antigas e recidivas de cáries e permitem maior precisão na visualização da crista óssea, em virtude da angulação utilizada. Após a visualização das imagens periapicais foi solicitado ao paciente radiografias interproximais a fim de ter mais detalhes da adaptação de restaurações e nível da crista óssea. De outro modo, a Tomografia computadorizada de feixe cônico (cone beam computed tomography) é uma técnica de imagem que possui grande vantagem pela visualização em 3D, permitindo a observação de tecidos duros ou mineralizados, como o tecido ósseo. Assim, a tomografia computadorizada de feixe cônico é empregada no planejamento da colocação de implantes e/ou enxertos, no planejamento ortodôntico, na avaliação das estruturas ósseas da ATM e na determinação de variações anatômicas... Imagem tomográfica com guia em posição. Vista oclusal da mandíbula com as marcações dos cortes tomográficos (linhas amarelas e azul). Imagem panorâmica: marcações em azul mostram os cortes selecionados das áreas para avaliação da altura e espessura óssea. Imagem em 3D. Série de corte da tomografia onde, a imagem