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GESTÃO ESCOLAR
UNIDADE 2 - O SISTEMA DE ORGANIZAÇÃO
ESCOLAR E DE GESTÃO DA ESCOLA: TEORIA
E PRÁTICA
Autoria: Luiz Antonio da Silva dos Santos - Revisão técnica: André de Faria
Thomáz
Introdução
Na unidade anterior, examinamos as concepções de gestão e seus reflexos administrativos para os
ambientes escolares. Nesta unidade, daremos continuidade aos nossos estudos, mas enfatizando agora
as práticas de organização e gestão escolar, bem como seus objetivos e formas de funcionamento.
Você já percebeu que todas as ações humanas são guiadas por objetivos? Por isso, quando os
conhecemos antecipadamente, podemos construir melhores soluções, pois temos maior clareza sobre
os rumos planejados e, mesmo que modifiquemos as estratégias ao longo do percurso, teremos mais
chances de alcança esses objetivos. No contexto escolar isso não é diferente. As finalidades e funções
almejadas para a organização escolar antecedem as decisões que tomaremos sobre o ensino, as
expectativas de aprendizagem, as práticas pedagógicas, as formas de organização, gestão etc. Nesse
sentido, precisamos de um consenso mínimo sobre a função que a instituição chamada escola
desempenha na sociedade e quais os meios e práticas que devem orientá-la para que o objetivo final
seja alcançado.
Você conhece os conceitos básicos de organização e práticas de gestão? Nesta unidade, iremos estudá-
los visando à compreensão de como a estrutura organizacional atua a serviço da aprendizagem de
professores e alunos.  Por fim, aprofundaremos conceitos ligados ao eixo de gestão escolar nas
instituições públicas e privadas, com vistas a um enfoque global entre planejamento, execução e
avaliação.
Bons estudos!
2.1 Funções e objetivos sociais da escola
Ao longo da história, a escola foi objeto de inúmeras transformações, ou seja, ela nem sempre foi como
a conhecemos hoje. Por isso, não podemos nos descuidar do fato de que a construção da escola
moderna deve ser percebida enquanto um processo contínuo de transformação.
A partir de uma perspectiva histórica, podemos considerar que as demandas derivadas da organização
da sociedade capitalista trazem consigo a necessidade da escola, já que a inserção nos processos
produtivos reclamava dos sujeitos o mínimo de escolarização. Isso ocorreu pois, com o avanço dos
campos produtivos e das atividades de mercado, houve um deslocamento do eixo do modo de produção
do campo para a cidade, isto é, da agricultura para a indústria, que deu origem ao modo de produção
capitalista. Era preciso ensinar o sujeito trabalhador que surgia desse modelo, mas essa instrução não
poderia ser universalizada e nem irrestrita, mas pautada tão somente pelas exigências instrucionais do
sistema produtivo.
Conforme elucida Saviani (1994, p. 160), a necessidade de generalização do saber e sua apropriação
capitalista, com fins de educação massiva, gera uma contradição inerente à relação entre escola e
capitalismo, pois no capitalismo o trabalhador não deve ser detentor do saber e dos meios de produção,
mas ao mesmo tempo ele precisa dominar algum tipo de saber para transformar a matéria-prima em
produto. Assim, segundo o autor, o ensino é ofertado “em ‘doses homeopáticas’, apenas aquele mínimo
para poder operar a produção" (SAVIANI, 1994, p. 161).
Com o desenvolvimento das máquinas e da sua inserção nos modelos produtivos, a função social da
escola foi reduzida à preparação da mão de obra, pois ela assume como referencial “o modelo fabril da
linha de montagem, com base na segmentação de tarefas e em uma relação hierárquica forte. Tais
características ajudam a conferir ao trabalho dos alunos um caráter alienado” (CANARIO, 2006, p. 31).
 Ocorre, assim, uma divisão social entre o sujeito trabalhador e o trabalho que ele realiza, já que ele é
detentor de um saber técnico e parcial.
Nesse modelo, cabe ao gestor escolar administrar todos os processos, contando com o apoio de
equipes específicas, baseando-se em desenhos de processos feitos para delinear as ações a serem
executadas e os seus responsáveis. Para as atividades-fim, as ações são delimitadas no projeto
pedagógico, nos planos de curso e de ensino, que também são coordenados pelo gestor escolar.
Logo, reconhecemos que o momento histórico, político, social e econômico da sociedade afeta
diretamente os modos de conceber a escola e as suas finalidades educativas.
Na atualidade, pelo menos três correntes interpretativas vêm se destacando no meio educacional em
relação às finalidades da escola:
a corrente pragmática e imediatista dos organismos
multilaterais, especialmente do banco mundial;
a orientação sociológica/intercultural, pautada numa
preocupação com a diversidade social e cultural;
a orientação sócio-histórica-cultural, que defende a vinculação
da formação cultural e científica dos sujeitos (LIBANEO, 2001),
configurando um modelo formativo busca garantir que os
estudantes tenham acesso aos códigos letrados e aos
conhecimentos historicamente acumulados.
As escolas têm a função social de formar os sujeitos históricos e prepará-los para o mundo do trabalho e
para vida, contribuindo para a sua cidadania política e econômica. Para isso, as escolas precisam ser
subsidiadas por procedimentos e meios organizacionais.
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VOCÊ O CONHECE?
José Carlos Libâneo é natural de Angatuba, cidade localizada no estado de São
Paulo. É um renomado educador e um exímio escritor brasileiro, além de um
expoente do campo educacional brasileiro pelas importantes contribuições teóricas
que produz na área. Suas produções teóricas se debruçam sobre o campo da
didática, prática de ensino e gestão escolar em uma perspectiva crítica.
2.1.1 A escola constituída como instituição e organização
Para avançarmos na compreensão sobre a organização e gestão da escola, é necessário estabelecer
alguns aspectos fundamentais sobre os processos organizacionais com foco na prática da gestão
escolar.
Segundo Libâneo (2003), organizar implica em dispor de forma sistematizada, dar uma estrutura,
planejar uma ação e prover as condições fundamentais para implementá-la. Nessa perspectiva,
organizar significa unir pessoas, ideias, ideologias e recursos para atingir objetivos. Dessa forma, para
organizar, são necessárias pelo menos quatro tipos de ações integradas: planejar, racionalizar
(organizar); dirigir/coordenar; acompanhar/controlar/avaliar.
Na dimensão organizacional, a escola se apresenta como uma organização que se traduz em um
estabelecimento de ensino no tocante à sua estrutura física: os muros, os locais, o mobiliário (tangíveis e
visíveis); os atores (pessoas com, se necessário, o uniforme que vestem, atestando o pertencimento à
instituição), bem como a estrutura funcional da organização, expressadas na hierarquia dos cargos e
funções, nos horários, no uso racional do tempo, nos regulamentos, estatutos, entre outros.
Na dimensão institucional, a escola assume uma forma de instituição, constituindo-se na “alma”, e no
sentido de existir da organização. Ela constrói simbolicamente a imagem da organização, uma vez que
só pode ser entendida por meio dos efeitos de sentido presentes na análise institucional dos fins e dos
meios utilizados, compreendendo, assim, as formas de coordenação e gestão das atividades que
contemplam desde o provimento e utilização dos recursos materiais até a gestão do componente
humano.
A instituição se evidencia, portanto, por meio de um conjunto de ideias, valores e significados que se
expressam em leis, normas, regulamentos e códigos, não necessariamente escritos.
Nesse contexto, as instituições escolares regulamentam a ação humana, operando semelhantemente a
uma fábrica de cidadãos, uma vez que os fins e funções que lhes são confiadas são traduzidas em
metas, projetos, planos e práticas que, impulsionados e sustentados por forças sociais, buscam se
instituir (CANÁRIO, 2006).
Aqui, é preciso ter atenção para não confundir a escola com outras organizações como empresas e
indústrias, pois ela é distinta em seus objetivos de produção e é justamente por isso que a escola opera
de modocontraditório na relação com o capitalismo. A escola pública, por exemplo, não pode ser tratada
de forma produtiva no sentido capitalista do termo, pois seus objetivos e funções são direcionados à
educação e à formação dos sujeitos históricos.
Alinhado a essa perspectiva, Paro (2012) esclarece que, em termos políticos, a escola tem objetivos
antagônicos aos de uma empresa, que tem por objetivo o lucro, apropriando-se do excedente e
explorando a força de trabalho, ao passo que a escola é o contrário disso –ela deve formar o trabalhador
para que seja livre e autônomo.
Mas, então, como se organiza a gestão dessa instituição complexa que é a escola? Para avançar nessa
questão devemos compreender melhor o que significa organização e gestão e como esses conceitos
servem ao modelo escolar.
Sobre esse assunto, podemos considerar que há um alinhamento de alguns autores no entendimento de
que centro da organização e do processo administrativo é a tomada de decisões. Esse processo de
construir uma decisão e fazê-la funcionar caracteriza a ação denominada como gestão.
O termo gestão nos remete à organização de processos pela mobilização de pessoas. Antes do conceito
de gestão, tínhamos a hegemonia do conceito de administração. Muito se falava em administração de
recursos físicos, materiais, recursos humanos e financeiros, mas hoje se concebe que o centro de todos
as ações são as pessoas, então o conceito de gestão emerge desse entendimento de que são as
pessoas que fazem a diferença (LÜCK, 2006).
Tanto no enfoque administrativo quanto no enfoque da gestão, a competência é fundamental, pois não
são os equipamentos que fazem funcionar as coisas, mas as pessoas que os utilizam – são as pessoas
que fazem a diferença.
2.1.2 A organização e gestão como práticas educativas: cultura organizacional
e comunidade de aprendizagem
A cultura se constitui como um “conjunto de conhecimentos, valores, crenças, arte, moral, costumes,
modos de agir e de se comportar, construídos pelos seres humanos enquanto participantes de uma
sociedade, ou de uma comunidade” (LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI, 2007, p. 463).
As escolas possuem um contexto sociocultural e institucional que sofre impactos dos fatores informais,
isto é, comportamentos, discursos, ações e fatores relacionais interferem na dinâmica do fazer
educativo dentro escola e, consequentemente, afetam a qualidade das aprendizagens. A globalidade
desses aspectos tem sido classificado como cultura organizacional.
A cultura organizacional de uma escola determina as respostas de adesão ou de rejeição em face das
inovações, além de determinar certos modos de tratar os alunos, formas de enfrentamento da
indisciplina e todas as características culturais. Não apenas de professores, mas também dos
estudantes, servidores e comunidade de pais, que também produzem fatores de interferência nos
processos de organização e gestão da escola (LIBÂNEO, 2001).
O conceito ampliado de organização nos conduz para uma compreensão da escola na qualidade de uma
comunidade de aprendizagem ou comunidade de aprendizes. Na instituição escolar, desenvolve-se a
atividade de aprendizagem, e, em função dela, a atividade de ensino realizada pelos professores de
forma coletiva e colaborativa. Dirigentes, professores e alunos buscam objetivos comuns, valores e
práticas compartilhadas, assumindo-se como pertencentes à mesma instituição e cientes de que podem
transformar o currículo, as metodologias e as próprias formas de organização mediante um trabalho
conjunto (LIBÂNEO, 2001).
Portanto, as práticas de organização da escola também são práticas educativas ou deseducativas – não
educamos e ensinamos nossos alunos tão somente na sala de aula: as formas de organização e gestão,
o contexto institucional e o ambiente também educam (LIBÂNEO, 2001).
2.1.3 Sistema educacional e sujeitos: poder instituinte e poder instituído
A escola se constitui, ao mesmo tempo, como organização e como instituição. Seu agir acaba sendo
velado a partir de um conjunto de valores estáveis e intrínsecos às práticas pedagógicas, às normas, aos
projetos e que, portanto, exercem papel central no projeto societário que se almeja para a nação.
As escolas constroem seus espaços com base na sua própria identidade institucional, e nesses espaços
se tomam importantes decisões educativas, curriculares e pedagógicas. Podemos pensar, nesse caso,
em poder instituinte e poder instituído. Segundo Nadal (2008), podemos considerar duas dimensões:
Dimensão instituída
Dimensão instituinte
Trata das normas e sistemas de valores, compreendendo
particularidades de organizar e fazer acontecer a educação,
guiada por crenças e convicções sobre o que a instituição é ou
deve ser.
Mas o que é essa autonomia relativa? De acordo com Rios apud Souza (2003), a autonomia só pode ser
considerada tendo em vista as relações sociais, ou seja, ela se constrói socialmente. Nesse sentido, a
autonomia da escola é construída relativamente, pois ela deve considerar todos aqueles que estão à sua
volta e jamais poderá agir independentemente  –  ao respeitar a autonomia daqueles que a rodeiam, a
escola é autônoma apenas parcialmente, pois não pode ser indiferente das demandas sociais.
É com base nessa lógica que as dimensões instituinte e instituída corroboram a afirmação de Nóvoa
(1995) de que a escola pode dinamizar ou inviabilizar as mudanças que vêm do exterior. Considerando
isso, a relação dialógica entre as duas dimensões possibilita que a escola cumpra a sua dupla função de
dar continuidade histórica e cultural de uma geração à outra (instituído) e elaborar estratégias para
enfrentar as novas demandas que se apresentam (instituinte), pois enquanto o instituído tende à
estabilização, o instituinte tende à transformação.
Nessa linha teórica, Lima (2003, p. 94), esclarece que os atores sociais na sua relação com a escola “não
jogam apenas com regras dadas a priori, jogam com a capacidade estratégica de aplicarem
seletivamente as regras disponíveis e mesmo de inventarem e construírem novas regras”.
A prática instituinte considera que as organizações são as pessoas em interação social, e são as
pessoas que fazem a diferença, como já afirmamos anteriormente.
Pode ser compreendida como o movimento, a vida das pessoas
e grupos na instituição, bem como a sua ação como fruto da
interpretação da dimensão instituída, modificando o que está
instituído com base em suas necessidades e convicções
pessoais. A prática instituinte é considerada um momento
particular da instituição, pois é nessa dimensão que os sujeitos
são capazes de criar uma nova realidade e fazer proposições,
sempre embasados no espaço de autonomia relativa das
escolas.
Trata-se do movimento interno próprio da escola, no qual os consensos não são simples resultados de
um bom funcionamento da organização e os conflitos não são males a serem combatidos, pois, ambos
são frutos da luta das pessoas e grupos pela conquista de metas pessoais e coletivas (motivados pelo
desejo ou necessidade de poder, recursos, possibilidades), nem sempre compatíveis com as metas da
instituição escolar (NADAL, 2008).
VOCÊ SABIA?
Conforme os estudos sociológicos, o capitalismo se expressa por meio de um
sistema econômico cujo sistema produtivo e distributivo segue os princípios
da propriedade privada e da livre ação comercial voltado exclusivamente para o
lucro. Esse modelo produz uma divisão social com duas classes antagônica,
vinculadas pelo mecanismo do mercado: a dos donos dos meios de produção
e a dos trabalhadores assalariados. Nesse contexto social, a escola pode ser
percebida como um espaço de atuação e não apenas de implementação, uma
vez que é dotada de margens de autonomia relativa, atuando como
articuladora dos espaços e exercendo, em certa medida, seu poder instituinte.
Ao mesmo tempo que ela implementa recursos para o modo de produção
capitalista, ela também desempenha uma função que tem como propósito
fomentar transformações na instituição escolar e, consequentemente, na
estrutura social.
2.2 A gestão participativa
Neste tópico,buscaremos elucidar, mesmo que brevemente, aspectos da gestão participativa. A
democracia é inerente ao modo de trabalho da escola, logo, a participação mais qualificada se torna
essencial para que o trabalho educativo seja bem-sucedido. O ato de participar carrega a necessidade de
um processo decisório compartilhado de metas e objetivos institucionais que seriam mais difíceis de
serem alcançados se buscados individualmente.
Para que os direitos educacionais sejam efetivamente assegurados, impõem-se que gestores assumam
esse compromisso e entreguem resultados educacionais mais qualitativos, o que é mais difícil
empreender sem investir na gestão participativa.
2.2.1 A direção como princípio e atributo da gestão democrática
Considerando que o princípio democrático deve guiar os esforços coletivos e administrativos na busca
da qualidade das aprendizagens, o movimento a favor da escola democrática necessita alcançar todos
os atores da comunidade escolar, no entanto, não se pode negar a relevância da ação do diretor da
escola para garantir a efetivação das conquistas legais e a democratização das relações e do ensino.
A direção de uma instituição é uma respeitável função que, no contexto educacional, assume um sentido
diferente daquele exercido pela direção empresarial. No caso da escola, essa função transborda a
atribuição de coordenar pessoas para o alcance de metas, pois visa, sobretudo, ao desafio de realizar um
trabalho colaborativo de cunho democrático e participativo em todo âmbito escolar.
Em uma gestão democrática, a direção precisa agregar valores como a ética, que não só deve figurar
nas práticas, mas também deve ser um princípio que rege as relações. A ética se corporifica como con ‐
teúdo do projeto pedagógico da escola nas diferentes instâncias de sua concretização, e à escola cabe a
formação ética e cidadã baseada nos direitos fundamentais da humanidade.
CASO
Leia com atenção o seguinte texto de Camila Monroe, Janaína Castro, Ricardo
Falzetta e Noêmia Lopes, publicado na Revista Nova Escola. 
"Um dos principais desafios de Getúlio Fagundes ao assumir o cargo de diretor na
EMEF Marcírio Goulart Loureiro, em 2007, foi fazer com que os pequenos
“incêndios” diários não bagunçassem o cotidiano. Para tanto, ele escolheu, entre
os membros da equipe, três professores para ser coordenadores de turno: Eneida
Braga, Leonardo Gelpi Ruhe e Cláudia Menezes. Eles atuam como eventuais na
falta de um titular, resolvem os conflitos entre os alunos e preparam os espaços
para atividades especiais. ´Quando essas questões são resolvidas sem estresse, a
rotina segue normalmente´, afirma o diretor. Ele lidera uma equipe que conta ainda
com dois vices – que cuidam das questões financeiras e administrativas em
diferentes turnos e o auxiliam no planejamento de projetos institucionais –, uma
orientadora educacional, que faz o contato com as famílias, e quatro
coordenadores pedagógicos, responsáveis pela supervisão docente. São esses
últimos também que levam os problemas mais graves detectados pelos
coordenadores de turno à direção. Todas as terças-feiras, a equipe discute
problemas pontuais, avalia as ações em curso e planeja os próximos passos. ´Os
debates para chegar a um consenso são a maior riqueza que um trabalho coletivo
pode ter´, afirma Ricardo Menegotto, um dos vice-diretores. Com as funções bem
definidas, Getúlio se dedica ao planejamento geral e a manter uma boa relação
com o conselho da escola´" (MONROE, 1995).
Nesse caso, a autonomia outorgada aos coordenadores de turno impede que os
imprevistos atrapalhem a dinâmica da escola. As reuniões periódicas possibilitam
que as atividades escolares sejam sempre objeto de avaliação. Isso exige que
alguns cuidados sejam tomados, tais como o de delegar responsabilidades, o que
não exime o gestores de acompanhamento diário. Daí a importância de manter um
bom fluxo de informações e fazer reuniões de equipe bem focadas.
2.2.2 A escola e sua estrutura organizacional
A estrutura da escola, geralmente prevista em documentos oficiais, é traduzida em leis, regulamentos ou
no regimento escolar.  Dessa maneira, semelhante às ações da equipe, a estrutura organizacional,
comumente representada por um organograma, traduz a concepção de gestão assumida oficialmente. A
ênfase deslocada à hierarquia e funções em determinados organogramas sinaliza uma conexão direta
ou indireta com a concepção técnico-científica, a partir da qual cada membro exerce suas funções
específicas, conforme prévia determinação.
Confira uma ilustração que visa trazer a estrutura organizacional de uma escola pautada na concepção
técnico-científica.
#PraCegoVer: na figura, temos um organograma indicando a estrutura da escola de acordo com as
posições. No topo, temos a "Direção"; logo abaixo, na segunda linha, tempos a 'APM (lado esquerdo) e
Conselho Escolar" (lado direito). Abaixo, na terceira linha, temos "Orientação Educacional" (lado
esquerdo), "Supervisão Pedagógica" (centro) e "Serviço de Apoio Administrativo" (lado direito). Abaixo, na
quarta linha, temos "Alunos" (lado esquerdo), "Professores" (centro) e "Secretaria" (lado direito). Abaixo
de "Alunos" e "Professores", há o "Conselho de Classe".
Embora a forma administrativa apresentada na figura seja bastante comum na organização das escolas
brasileiras, existem outros desenhos de modelos de gestão que vêm ganhando evidência no campo
educacional. Segundo Libâneo, Oliveira e Toschi (2007), os modelos autogestionários e democráticos
adotam desenho circular apresentando maior integração entre as partes ou funções da estrutura
organizacional.
Nas instituições com modelos de gestão guiados por práticas democráticas, em que a participação é
valorizada como um princípio fundamental na relação dos membros internos e externos da escola, a
estrutura organizacional privilegia relações de entrelaçamento entre funções de forma a oportunizar
Figura 1 - Estrutura básica de uma escola em uma perspectiva técnico-científica
Fonte: Elaborado pelo autor, 2020.
discussões e decisões coletivas. Na ilustração a seguir, você pode verificar uma expressão do modelo
de gestão participativa, na qual todos os membros se relacionam e se articulam, visando à efetiva
participação no contexto escolar e social.
#PraCegoVer: a figura apresenta um organograma da estrutura de uma escola na perspectiva
democrática, com seus quadros organizados da seguinte forma: "Conselho Escolar", no topo, e logo
abaixo "Direção". Na linha inferior seguinte, temos o "Setor Técnico-Administrativo" (lado esquerdo) e o
"Setor Pedagógico" (lado direito). No meio dos dois, um pouco mais abaixo, temos "Professores" e
"Alunos". E, no quadro inferior, fechando a estrutura, "Pais e Comunidade (APM)".
Nesse modelo de gestã,o não há hierarquia, mas união para a efetivação de objetivos comuns. A
instituição, segundo Lima (2003), encontra-se em constante processo de formulação e de reformulação,
sendo capaz de utilizar o seu espaço de relativa autonomia para propor mudanças em torno de um
projeto construído e acordado por todos.
Figura 2 - Estrutura básica da escola numa perspectiva democrática
Fonte: Elaborado pelo autor, 2020.
2.2.3 Instâncias democráticas de gestão da escola pública
Para alcançar seus objetivos institucionais, as organizações determinam papéis e sistematizam
responsabilidades. O modo como se processam as tarefas, a delegação de responsabilidades e a
dinâmica relacional dos diversos setores configuram a estrutura organizacional da escola. Ela
dificilmente consegue equacionar as imposições burocráticas, mesmo porque as escolas públicas
integram um sistema educacional.
Na figura a seguir, reproduzimos o modelo básico de estrutura organizacional de uma escola.
#PraCegoVer: na figura, há a estrutura básica de uma escola representada por quadros sobrepostos na
seguinte ordem, de cima para baixo: "Conselho de Escola"; "Direção, Assistente de Direção ou
Coordenador"; "Professores, Alunos"; "Pais e Comunidade (APM)". Nas laterais desses quadros
sobrepostos, há do lado esquerdoum quadro indicando o "Setor Técnico administrativo" e, do lado
direito, um quadro indicando o "Setor Pedagógico, Conselho de Classe, Coordenação".
De modo geral, essa estrutura é dividida em setor administrativo e setor pedagógico, e conta com a
atuação dos agentes ou entidades da comunidade escolar organizados.
A Constituição Brasileira preconiza que o ensino público será organizado sob o princípio da gestão
democrática, conforme previsto em lei. Isso quer dizer que a democracia foi colocada em primeiro plano,
procurando sua consolidação no âmbito da gestão pública.
A atual Constituição Brasileira foi gestada no período de reabertura política, com consideráveis
resquícios do período ditatorial. Por isso, o princípio de gestão democrática da escola se traduz num
grande avanço, visto que garante a ampliação da participação dos membros que compõem a
comunidade escolar (internos e externos).
Dessa forma, ao princípio democrático, agrega-se a ética, que deve permear o cotidiano da escola,
espaço proveitoso para o desenvolvimento desses princípios. E isso se faz construindo ambientes e
espaços de convivência participativa, em que a diferença seja valorizada, fundamentados em valores que
podem sustentar a democra cia, como a justiça, a igualdade, a generosidade, o respeito, o diálogo, o
altruísmo, a tolerância e a cidadania.
Figura 3 - Estrutura básica de uma escola
Fonte: Elaborado pelo autor, 2020.
Precisamos reconhecer que uma gama de experiências exitosas vêm sendo realizadas, desde a década
de 1980, por meio da implantação de instâncias de participação no interior das escolas, tais como:
Conselho Escolar, estímulo à criação de Grêmios Estudantis, eleição para a escolha dos dirigentes
escolares,entre outros.
A gestão democrática é exercida por meio da integração entre os segmentos da instituição escolar.
2.2.4 Conselho Escolar
O Conselho Escolar, também chamado de Conselho de Escola, é concebido como órgão máximo de
decisão da escola, reunindo os diversos sujeitos envolvidos no contexto: direção, professores,
funcionários, pais, alunos, comunidade em geral, por meio de representatividade.  Tem atribuições
consultivas, deliberativas e fiscais em questões definidas na legislação estadual ou municipal e no
regimento escolar. Sua função fundamental é favorecer a democratização das relações de poder. Nesse
espaço, os representantes têm a função de refletir a respeito da dinâmica escolar, suas demandas, seus
limites, suas possibilidades e contribuir na construção de soluções coletivas.
Trata-se, portanto, de um espaço de debate e processos decisórios de
temáticas subjacentes da instituição escolar, mas, sobretudo, um espaço
que garante a possibilidade de promover o desenvolvimento da
participação democrática.
2.2.5 Grêmio Estudantil
Uma instituição educacional ancorada nos princípios da democracia precisa despertar consciências e
fomentar o interesse dos estudantes para além das atividades da sala de aula. A Lei nº 7.398/85 dá
autonomia para os estudantes criarem Grêmio Estudantil, órgão que é a entidade representativa de seus
interesses, conforme expresso em seu art. 1º:
Aos estudantes dos estabelecimentos de ensino de 1º e 2º graus fica assegurada a
organização de Grêmios Estudantis como entidades autônomas representativas dos
interesses dos estudantes secundaristas com finalidades educacionais, culturais, cívicas
esportivas e sociais.
A instância do Grêmio Estudantil não é, portanto, um órgão subordinado à escola, mas um órgão
independente, com estatuto próprio, que tem a democracia como princípio básico.
Para isso, deve construir mecanismos que considerem a importância do protagonismo dos estudantes e
demais integrantes da organização do trabalho pedagógico (VEIGA, 2006). Em outras palavras, a
instância democrática do Grêmio Estudantil se constitui como espaço privilegiado onde os conflitos
podem ser administrados, a autonomia desenvolvida e a democracia colocada em ação.
As escolas que prezam pelos princípios democráticos se valem dos diferentes colegiados, e também
contam com a promoção nas agremiações ou organizações estudantis. Esse tipo de organização pode
contribuir para que se cumpra a função social da escola de formar as atuais e novas gerações para viver
e conviver em socie dade, prezando pelo bem da coletividade.
2.2.6 Conselho de Classe
O Conselho de Classe é a instância que se ocupa de analisar os processos pedagógicos por meio da
análise interpretativa de várias vertentes avaliativas (do aluno, do processo de ensino-aprendizagem e
da escola em suas múltiplas funções), buscando a sistematização do trabalho pedagógico e o
desenvolvimento do trabalho escolar. Dele, participam professores, equipe pedagógica, direção e, em
alguns casos, representantes discentes.
Tendo em vista o processo avaliativo em suas diversas dimensões, o Conselho de Classe deve ser um
espaço de contínua reflexão sobre o trabalho escolar e pedagógico realizado, visando reorientar os
planos de trabalho e buscando o melhor aproveitamento da escola. Portanto, o Conselho de Classe deve
ser entendido enquanto processo que permeia o planejamento pedagógico, sempre privilegiando a
continuidade do processo avaliativo.
Nessa perspectiva, e considerando a função fundamental da escola, que é garantir aos seus estudantes
a apropriação do saber produzido historicamente, vemos que cabe à escola uma tarefa particular, pois
“só há ensino quando há aprendizagem” (PARO, 2001, p. 94).
Organizar o trabalho da escola coletivamente, de uma forma crítica e estratégica, registrando-o em
planos que possibilitem monitorar o trabalho da escola, pode contri buir para ampliar a possibilidade de
uma educação transformadora, a qual é o compro misso de todo gestor contemporâneo.
VOCÊ QUER LER?
Na obra "Escolas Democráticas", de 1997, os autores Michael Apple e James Beane
reúnem relatos de experiências referentes à formação dos estudantes para a vida
democrática. Eles demonstram o poder de ação conjunta de pessoas envolvidas
em superar dificuldades e atingir objetivos compartilhados de um modo bastante
criativo. A experiência das escolas estudadas nos remete que o ensino público
desempenha papel importante ao oferecer as bases para o futuro de uma
sociedade democrática.
2.3 A estrutura organizacional de uma escola pública:
funções e setores
A escola trabalha em busca de bons indicadores, o que requer uma ação intencional, estruturada e
liderada.
Na busca de atingir seus objetivos institucionais, a escola necessita de
uma estrutura organizacional bem definida e alinhada com esses fins.
Com base em Libâneo, Oliveira e Toschi, (2007, p. 465-446),
mostraremos, a seguir, a estrutura básica com todos os setores e funções
típicas de uma escola pública.
#PraCegoVer: na figura, há um quadro contendo a estrutura organizacional de uma escola pública.
O quadro evidencia que o processo de organização escolar dispõe, portanto, de setores e funções que
são comuns ao sistema organizacional de uma instituição escolar pública, a partir dos quais são
sistematizadas ações e operações necessárias ao seu bom funcionamento.
Quadro 1 - Estrutura organizacional de uma escola pública
Fonte: Elaborado pelo autor, 2020.
2.3.1 Gestão Escolar: os elementos constitutivos do sistema de organização e
gestão da escola
Semelhante a todas as instituições, as escolas querem resultados, o que reclama um plano racional,
sistematizado e liderado com a devida competência. Pelo fato de se configurar em uma atividade
coletiva, seu resultado não depende exclusivamente das competências e atribuições individuais, mas de
objetivos compartilhados e do acompanhamento sistemático de seus agentes.
Para instrumentalização da mobilização e engajamento na busca de seus objetivos, a instituição escolar
dispõe de elementos constitutivos. Segundo Libâneo (2001), tais elementos ou instrumentos de ação
são:
O modelo decisório com base em princípios democráticos não se efetiva sem um planejamento
participativo e sem a definição de metas e estratégias de ação. Por conseguinte,a participação dos
diferentes setores da comunidade escolar assume um fator decisivo para o seu sucesso, pois agrega ao
planejamento o elemento da corresponsabilidade necessário na execução dos objetivos institucionais
definidos.
2.3.2 Avaliação da organização e da gestão da escola
Reconhecendo as múltiplas concepções sobre a avaliação, optamos pela de Aquilar et al. (1994, p. 31-
32), que assim a define:
A avaliação se constitui uma pesquisa social aplicada, sistemática, planejada e dirigida; com
o objetivo de identificar, obter e proporcionar de maneira válida e confiável dados e
informação suficientes e relevantes para apoiar um juízo sobre o mérito e o valor dos
diferentes componentes de um programa (tanto na fase de diagnóstico, programação ou
execução), ou de um conjunto de atividades específicas que se realizam, foram realizadas ou
se realizarão, com o propósito de produzir efeitos e resultados concretos; comprovados a
extensão e o grau em que se deram as conquistas, de forma tal que sirva de base ou guia
para uma tomada de decisão racional e inteligente entre cursos de ação, ou para solucionar
problemas e promover o conhecimento e a compreensão dos fatores associados ao êxito ou
ao fracasso de seus resultados.
Planejame
nto
Processo de explicitação de objetivos e antecipação de decisões para orientar a
instituição, prevendo-se o que se deve fazer para atingi-los.
Organizaç
ão
Atividade através da qual se dá a racionalização dos recursos, criando e viabilizando
as condições e modos para se realizar o que foi planejado.
Direção/co
ordenação
Atividade de coordenação do esforço coletivo do pessoal da escola.
Formação
continuad
a
Ações de capacitação e aperfeiçoamento dos profissionais da escola para que
estes realizem com competência suas tarefas e se desenvolvam pessoal e
profissionalmente.
Avaliação Comprovação e avaliação do funcionamento da escola.
No campo das práticas de gestão escolar, a avaliação deve ser feita com objetivos de verificar a
localização de dificuldades especiais no sucesso da instituição, a fim de chamar a atenção da gestão
para os possíveis fluxos de dificuldades, buscando assim atendê-las adequadamente por meio de
revisões e correções de rotas.
O acompanhamento e o controle comprovam os resultados do trabalho, evidenciam os erros, as
dificuldades, os êxitos e fracassos relativos ao que foi planejado. A avaliação das atividades implica a
análise coletiva dos resultados alcançados e a formada de decisões sobre as medidas necessárias para
solucionar as deficiências encontradas (LIBÂNEO; OLIVEIRA; TOSCHI, 2007).
#PraCegoVer: fotografia de perfil feminino, em uma mesa de escritório, segurando uma folha de papel
indicando um formulário de avaliação, intitulado feedback, com campos para preenchimento de
alternativas.
A avaliação realizada nas instituições escolares se apresentam em duas modalidades:
Avaliação institucional
Compreendida como um processo sistemático
de produção de aportes e parâmetros para o
aperfeiçoamento e a otimização de todas as
dimensões institucionais. Promove subsídios
para o processo de planejamento institucional
por meio da localização de deficiências e pontos
Figura 4 - Avaliação nas práticas de gestão escolar
Fonte: One photo, Mediapool, 2020.
•
de reflexão com base em diretrizes estabelecidas
interna ou externamente. Belloni (1989) classifica
essa modalidade avaliativa como uma forma de
fomentar o aperfeiçoamento das atividades
institucionais, evitando que o cotidiano escolar
desfigure os objetivos da instituição.
Avaliação acadêmica
Tem como objetivo central produzir informações
sobre indicadores, em função do
acompanhamento e revisão das políticas
educacionais implementadas e da qualidade das
aprendizagens apresentadas pelos estudantes.
É importante não se descuidar do entendimento de que os sistemas de avaliações externas buscam um
diagnóstico real e amplo do sistema e da escola, proporcionando aos professores a utilização dos
indicadores apresentados. Logo, precisamos destacar que o objetivo da avaliação em educação não é
classificar, mas sim identificar onde estão as condições que precisam de melhorias e quais são aquelas
que podem ser celebradas, não pelo resultado em si, mas pelas boas ações. 
Hoje, no Brasil, dispomos basicamente de dois sistemas de avaliação externas, a saber: Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Como
uma ação do Governo Brasileiro, o SAEB foi desenvolvido em 1988 pelo Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), na sua Diretoria de Avaliação da Educação Básica
(DAEB). Esse sistema avaliativo é fruto de grandes esforços do nosso país com o propósito de produzir
informações sobre alunos, professores, diretores de escolas públicas e privadas em todo o Brasil. Desde
1990, o SAEB é aplicado a cada dois anos, avaliando o desempenho dos alunos brasileiros do 5º e 9º
anos do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio nas disciplinas de língua portuguesa e
matemática.
O ENEM, também coordenado pelo INEP, possibilita sistematizar uma avaliação ao final da educação
básica. Diferente das avaliações tradicionais, que exigem a memorização de conteúdos, o ENEM trabalha
com uma lógica avaliativa que tem por base competências e habilidades.
O que diferencia a avaliação da aprendizagem da avaliação da escola?
Tal questão nos remete também para o fato de que toda escola deve se preocupar com a avaliação de
todos os seus alunos, utilizando instrumentos objetivos a fim de conhecer se todos os estudantes estão
tendo iguais oportunidades de sucesso. Escolas democráticas buscam que todos os alunos tenham
•
A avaliação da aprendizagem corresponde às formas e aos instrumentos de mapeamento
do desempenho escolar dos estudantes, quando bem sistematizados e aplicados,
possibilitam uma intervenção mais efetiva.
oportunidades de aprendizagem e sucesso. Quando uma escola fica satisfeita com um índice de 10% de
alunos não aprovados, essa escola deixa de identificar que ela está fracassando com esses 10% do seu
alunado, o que, consequentemente, enfraquece seu caráter democrático.
O papel da avaliação é, sobretudo, verificar quais são essas oportunidades. Muitas ações da escola não
funcionam bem por falta de gestão, exigindo que sejam avaliados não apenas os alunos, mas também
seus meios e resultados. Em geral, se pensa nos meios ou nos resultados, mas não nos dois em
interação – o ideal é que um seja visto como parte do outro nos conjuntos de indicadores.
VOCÊ QUER VER?
"Nenhum a menos", filme de 1999 dirigido por Zhang Yimou, retrata a saga de uma
menina-professora de uma escola rural da China. Ao substituir o professor titular, a
menina tem a responsabilidade de não perder nenhum aluno até que o professor
volte. A menina luta para manter os 28 alunos em sala de aula, realizando uma
árdua jornada para buscar um aluno que evadiu da escola para procurar trabalho na
cidade grande. A evasão escolar é abordada junto com a pobreza. O filme é
importante para a reflexão sobre as práticas e instrumentos de avaliação e a função
da escola que abarca sob a sua responsabilidade o futuro da população mais
pobre.
Conclusão
Chegamos ao final de nosso estudo sobre o sistema de organização escolar e de gestão da escola.
Neste percurso, estudamos que a cultura organizacional de uma escola determina as respostas de
adesão ou de rejeição em face das inovações que a escola deve realizar. Trata-se de um estudo
preocupado com a construção de uma gestão escolar que fortaleça os processos democráticos no
interior da estrutura escolar.
Nesta unidade, você teve a oportunidade de:
compreender que a gestão escolar tem o papel de coordenar,
sistematizar e gestar situações que garantam a inclusão de todos e
o aperfeiçoamento contínuo dos processos de aprendizagens;
•
estudar que a prática instituinte considera que as organizações
são as pessoas em interação social, e são as pessoas que fazem a
diferença, não os equipamento;entender que a materialização de um modelo de gestão
democrática como princípio da escola pública exige a compressão
de que um elemento basilar de todo o trabalho está na capacidade
de integração e diálogo entre os diversos segmentos da instituição
escolar.
•
•
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