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SISTEMA DE ENSINO
DIREITO 
PROCESSUAL 
DO TRABALHO
Atos, Termos e Prazos Processuais; 
Partes e Procuradores
Livro Eletrônico
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Sumário
Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores ................................................. 3
1. Partes e Procuradores no Processo do Trabalho ................................................................. 3
1.1. Capacidade para Ser Parte ...................................................................................................... 3
1.2. Representação e Assistência ................................................................................................ 6
1.3. Jus Postulandi ........................................................................................................................... 7
1.4. Sucessão, Representação e Substituição Processual ...................................................... 8
1.5. Litisconsórcio no Processo do Trabalho ............................................................................12
1.6. O Papel do Advogado no Processo do Trabalho (Capacidade Postulatória) ..............15
1.7. Honorários Advocatícios .......................................................................................................20
1.8. Assistência Judiciária Gratuita e Justiça Gratuita ...........................................................24
1.9. Deveres das Partes e dos Procuradores ...........................................................................28
2. Atos e Termos Processuais ......................................................................................................31
3. Prazos Processuais .................................................................................................................. 35
4. Comunicação dos Atos Processuais ..................................................................................... 41
5. Distribuição ................................................................................................................................42
6. Despesas Processuais .............................................................................................................43
5.1. Custas Processuais e Emolumentos ..................................................................................44
Resumo ............................................................................................................................................48
Questões de Concurso ................................................................................................................. 54
Gabarito ...........................................................................................................................................88
Referências .....................................................................................................................................89
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
ATOS, TERMOS E PRAZOS PROCESSUAIS; PARTES E 
PROCURADORES
Olá, concursado(a)!
A aula de hoje traz assuntos práticos e gostosos de serem estudados. Siga firme nos estu-
dos e faça todos os exercícios com muita atenção, ok?
Tenho certeza de que sua aprovação está mais próxima do que você imagina!
Priscila.
(pity_margarido@hotmail.com)
1. Partes e Procuradores no Processo do trabalho
Todas as pessoas que atuam no processo (partes, juiz, perito, servidores da justiça, etc.) 
são chamadas sujeitos do processo. E partes são o autor e o réu, chamados na Justiça do 
Trabalho de reclamante e reclamado.
Vamos ao estudo das partes.
1.1. caPacidade Para ser Parte
Quem é que pode ser parte? Aquele que tiver capacidade material e processual para tanto.
• Capacidade material (capacidade de direito): quem tem? Qualquer pessoa. Basta ter 
personalidade para ter capacidade material de ser parte. Sobre a matéria, vejamos os 
artigos 1º e 2º do Código Civil:
Art. 1º. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.
Art. 2º. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, 
desde a concepção, os direitos do nascituro.
• Capacidade processual (capacidade de fato): quem tem? Aquele que pode estar sozi-
nho em juízo, sem necessidade de representação ou assistência.
Na Justiça do Trabalho, podem litigar sozinhos, sem necessidade de representação ou 
assistência, as pessoas maiores de 18 anos. Os incapazes serão representados e os relativa-
mente incapazes serão assistidos, nos termos da lei civil.
Dispõe o art. 793 da CLT:
Art. 793. A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais 
e, na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público 
estadual ou curador nomeado em juízo.
No mais, as regras sobre capacidade processual trabalhista são extraídas do Código Civil 
e do Código de Processo Civil.
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De acordo com o art. 5º do Código Civil:
Art. 5º A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática 
de todos os atos da vida civil.
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I – pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento público, inde-
pendentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o tutor, se o menor tiver 
dezesseis anos completos;
II – pelo casamento;
III – pelo exercício de emprego público efetivo;
IV – pela colação de grau em curso de ensino superior;
V – pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego, desde que, 
em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha economia própria.
Grifei a parte final do inciso V porque ele tem uma importância especial aqui no processo 
do trabalho. De acordo com o referido inciso, o menor se torna emancipado quando, em razão 
de relação de emprego, passa a ter economia própria. Para a doutrina, o menor passa a ter 
economia própria quando recebe, pelo menos, um salário mínimo por mês.
Assim, o menor de 18 anos e maior de 16 anos (a lei fala em 16 anos porque o trabalho é 
proibido antes dessa idade, salvo na condição de aprendiz – art. 7º, XXXIII, da CF), que mante-
nha relação de emprego e receba pelo menos um salário mínimo estará emancipado. Portan-
to, poderá litigar em juízo sem necessidade de representação ou assistência. Esta forma de 
emancipação não necessita de declaração judicial de emancipação (ela decorre diretamente 
dos fatos). E, uma vez emancipado, sempre emancipado. Mesmo que o menor perca o em-
prego meses depois, já foi emancipado, uma vez que em razão do emprego e do salário que 
recebia ficou provada sua maturidade para os atos da vida civil.
O artigo 793 da CLT parece meio incompatível com o inciso V do artigo 5º do Código Civil, 
não parece? Enquanto a CLT fala que o processo do trabalho dos menores de 18 anos será 
feito pelo representante legal, o CC diz que o maior de 16 será emancipado se mantiver relação 
de emprego. Como fica? Bom, se o menorestabelecido no Capítulo V deste Título.
§ 3º É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer 
instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a 
traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior a 40% (quarenta por cen-
to) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
§ 4º O benefício da justiça gratuita será concedido à parte que comprovar insuficiência de recursos 
para o pagamento das custas do processo.
Conforme se extrai dos §§ 3º e 4º acima transcritos, a justiça gratuita poderá ser concedi-
da em duas hipóteses: a) se a parte perceber salário igual ou inferior a 40% do maior benefício 
pago pelo regime geral de previdência social; b) se a parte comprovar insuficiência de recursos 
para arcar com os custos do processo, independentemente do valor do salário.
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Na segunda hipótese, embora a lei fale em “comprovar” a insuficiência de recursos, basta 
uma declaração feita pela parte de próprio punho ou por seu advogado que tenha poderes 
específicos para tanto (chega-se à essa conclusão por aplicação subsidiária do CPC, especial-
mente os arts. 99 e 105). A declaração tem presunção relativa de veracidade (ou seja, pode ser 
impugnada pela parte contrária).
Acerca da matéria, o TST editou a Súmula n. 463:
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. COMPROVAÇÃO
I – A partir de 26.06.2017, para a concessão da assistência judiciária gratuita à pessoa 
natural, basta a declaração de hipossuficiência econômica firmada pela parte ou por seu 
advogado, desde que munido de procuração com poderes específicos para esse fim (art. 
105 do CPC de 2015);
II – No caso de pessoa jurídica, não basta a mera declaração: é necessária a demonstra-
ção cabal de impossibilidade de a parte arcar com as despesas do processo.
Como se vê no item II da Súmula, a justiça gratuita pode ser concedida também ao empre-
gador, ainda que pessoa jurídica. Isso atende ao princípio constitucional do acesso à Justiça, 
uma vez que a CF não assegurou tal garantia apenas ao empregado. Assim, a justiça gratuita 
deve ser assegurada também ao empregador. O que vemos, na prática, é que muitas vezes o 
empregador está em condições financeiras muito difíceis, até piores que do empregado.
Para que o empregador receba os benefícios da justiça gratuita não basta a declaração de in-
suficiência de recursos, sendo necessária a efetiva comprovação da situação financeira, com 
juntada de documentos, conforme disposto no item II da Súmula n. 463. Se o empregador ob-
tiver a justiça gratuita, ficará isento das custas processuais e do depósito recursal.
O benefício da justiça gratuita pode ser requerido em qualquer fase do processo. Nesse 
sentido, a OJ 269 da SDI-1 do TST:
269. JUSTIÇA GRATUITA. REQUERIMENTO DE ISENÇÃO DE DESPESAS PROCESSUAIS. 
MOMENTO OPORTUNO.
I – O benefício da justiça gratuita pode ser requerido em qualquer tempo ou grau de juris-
dição, desde que, na fase recursal, seja o requerimento formulado no prazo alusivo ao 
recurso;
II – Indeferido o requerimento de justiça gratuita formulado na fase recursal, cumpre ao 
relator fixar prazo para que o recorrente efetue o preparo (art. 99, § 7º, do CPC de 2015).
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Em relação ao depósito recursal, houve discussão durante muito tempo. Alguns doutrina-
dores diziam que o depósito, por ter finalidade de garantir a execução, não estaria abrangido 
pela justiça gratuita. A discussão está superada desde a reforma trabalhista (Lei n. 13.467/17), 
uma vez que o § 10, do art. 899, da CLT, passou a prever que “São isentos do depósito recursal 
os beneficiários da justiça gratuita, as entidades filantrópicas e as empresas em recuperação 
judicial”.
E os honorários periciais? Também são abrangidos pela justiça gratuita? NÃO. O valor é 
devido ao perito, que é um particular que executou um trabalho nos autos e precisa ser remu-
nerado. Quem paga os honorários periciais é a parte que foi sucumbente na pretensão objeto 
da perícia (veja: não é sucumbente na ação, mas sim sucumbente no objeto da perícia)
EXEMPLO
O reclamante pediu adicional de insalubridade, horas extras e adicional noturno. Ele ganhou 
horas extras e adicional noturno. Mas em relação à insalubridade, a perícia concluiu que o local 
não era insalubre. O reclamante foi sucumbente em relação ao objeto da perícia (pedido de 
insalubridade) e terá de pagar os honorários periciais.
A questão está tratada no art. 790-B da CLT:
Art. 790-B. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na 
pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da justiça gratuita.
§ 1º Ao fixar o valor dos honorários periciais, o juízo deverá respeitar o limite máximo estabelecido 
pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho.
§ 2º O juízo poderá deferir parcelamento dos honorários periciais.
§ 3º O juízo não poderá exigir adiantamento de valores para realização de perícias.
§ 4º Somente no caso em que o beneficiário da justiça gratuita não tenha obtido em juízo créditos 
capazes de suportar a despesa referida no caput, ainda que em outro processo, a União responderá 
pelo encargo.
Conforme se extrai do § 4º, se a parte que foi sucumbente no objeto da perícia for benefici-
ária da justiça gratuita e não tiver recebido crédito suficiente para fazer frente à despesa, quem 
pagará os honorários periciais será a União.
E já que falamos dos honorários periciais, vou aproveitar para tratar dos honorários do as-
sistente técnico. O assistente técnico é um profissional indicado pela própria parte para acom-
panhar a perícia, fazer questionamentos ao perito oficial e elaborar um laudo que será juntado 
aos autos (que acaba sendo sempre favorável à parte que o contratou). O perito técnico não é 
figura obrigatória no processo; a parte contrata se quiser. Por isso, a parte que optar por con-
tratar um assistente deve arcar com os respectivos honorários.
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Nesse sentido, o TST editou a Súmula n. 341:
HONORÁRIOS DO ASSISTENTE TÉCNICO. A indicação do perito assistente é faculdade 
da parte, a qual deve responder pelos respectivos honorários, ainda que vencedora no 
objeto da perícia.
1.9. deveres das Partes e dos Procuradores
As partes e procuradores devem agir no processo com lealdade e boa-fé. Isso ocorre quan-
do são adotadas condutas éticas, honestas, segundo os padrões morais da sociedade.
A reforma trabalhista acrescentou uma nova seção à CLT (arts. 793-A a 793-D), tratando 
do dever de lealdade das partes e de todos que participem do processo. A doutrina diz que a 
reforma trabalhistaacrescentou o princípio da litigância responsável à Justiça do Trabalho. 
Vamos à leitura dos dispositivos:
Art. 793-A. Responde por perdas e danos aquele que litigar de má-fé como reclamante, reclamado 
ou interveniente.
Art. 793-B. Considera-se litigante de má-fé aquele que:
I – deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso;
II – alterar a verdade dos fatos;
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III – usar do processo para conseguir objetivo ilegal;
IV – opuser resistência injustificada ao andamento do processo;
V – proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo;
VI – provocar incidente manifestamente infundado;
VII – interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.
Art. 793-C. De ofício ou a requerimento, o juízo condenará o litigante de má-fé a pagar multa, que de-
verá ser superior a 1% (um por cento) e inferior a 10% (dez por cento) do valor corrigido da causa, a 
indenizar a parte contrária pelos prejuízos que esta sofreu e a arcar com os honorários advocatícios 
e com todas as despesas que efetuou.
§ 1º Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juízo condenará cada um na proporção de 
seu respectivo interesse na causa ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte 
contrária.
§ 2º Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser fixada em até duas 
vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
§ 3º O valor da indenização será fixado pelo juízo ou, caso não seja possível mensurá-lo, liquidado 
por arbitramento ou pelo procedimento comum, nos próprios autos.
Art. 793-D. Aplica-se a multa prevista no art. 793-C desta Consolidação à testemunha que intencio-
nalmente alterar a verdade dos fatos ou omitir fatos essenciais ao julgamento da causa.
Parágrafo único. A execução da multa prevista neste artigo dar-se-á nos mesmos autos.
A litigância de má-fé somente se verifica em condutas dolosas e não culposas. O fato de a 
parte ser beneficiária da justiça gratuita não inibe o pagamento da pena por litigância de má-fé. 
Caso se considerasse que o beneficiário da justiça gratuita está isento do referido pagamento, 
estaria sendo autorizada a litigância de má-fé àquele que obteve a gratuidade da justiça.
A pena por litigância de má-fé pode ser aplicada de ofício pelo juiz ou a requerimento da 
parte, em decisão fundamentada. O valor reverterá em favor da parte contrária.
O TST tem OJ estabelecendo que o recolhimento da multa por litigância de má-fé não é 
pressuposto para o conhecimento de recurso (ou seja, o recurso da parte será conhecido ainda 
que esteja pendente o pagamento de multa por litigância de má-fé). Dispõe a OJ 409 da SDI-1:
409. MULTA POR LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. RECOLHIMENTO. PRESSUPOSTO RECURSAL. 
INEXIGIBILIDADE.
O recolhimento do valor da multa imposta como sanção por litigância de má-fé (art. 81 
do CPC de 2015 – art. 18 do CPC de 1973) não é pressuposto objetivo para interposição 
dos recursos de natureza trabalhista.
A testemunha também pode ser condenada a pagar multa por litigância de má-fé, con-
forme previsto no art. 793-D da CLT, citado acima. O dispositivo deve ser interpretado com 
razoabilidade, pois não é qualquer equívoco no depoimento da testemunha que demonstrará 
a má-fé. Pode ser que a testemunha simplesmente se confunda ou esteja muito nervosa por 
estar participando de uma audiência. O que deve ser verificado é a real intenção de ocultar a 
verdade dos fatos e induzir o juiz a erro.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Além da referida multa, a testemunha poderá responder por crime de falso testemunho 
(previsto no Código Penal).
O processo criminal para apuração de falso testemunho não será de competência da Justiça 
do Trabalho, e sim da Justiça Federal.
Para evitar exageros, o TST estabeleceu um procedimento que deve ser observado antes 
da aplicação de multa à testemunha. Dispõe o art. 10 da Instrução Normativa (IN) 41/2018:
Art. 10. O disposto no caput do art. 793-D será aplicável às ações ajuizadas a partir de 11 de no-
vembro de 2017 (Lei n. 13.467/2017).
Parágrafo único. Após a colheita da prova oral, a aplicação de multa à testemunha dar-se-á na 
sentença e será precedida de instauração de incidente mediante o qual o juiz indicará o ponto ou 
os pontos controvertidos no depoimento, assegurados o contraditório, a defesa, com os meios a 
ela inerentes, além de possibilitar a retratação.
Além da parte e da testemunha, o advogado também poderá ser condenado por litigância 
de má-fé? A doutrina e a jurisprudência majoritárias não admitem a condenação solidária do 
advogado por litigância de má-fé nos próprios autos da reclamação trabalhista.
A conduta de má-fé do advogado deve ser apurada em ação própria, conforme parágrafo 
único, do art. 32, do Estatuto da OAB (Lei n. 8.906/94): “Em caso de lide temerária, o advogado 
será solidariamente responsável com seu cliente, desde que coligado com este para lesar a 
parte contrária, o que será apurado em ação própria.”
• Assédio processual: o assédio processual é uma conduta reprovável no processo, que 
não se confunde com a litigância de má-fé. Não há previsão legal, sendo uma criação da 
doutrina e jurisprudência.
A doutrina define assédio processual como sendo uma conduta reiterada da parte no pro-
cesso, com o objetivo de atingir finalidade indevida (os atos praticados podem até ser lícitos, 
mas o objetivo almejado é ilícito). O exemplo mais característico disso é a reiteração de recur-
sos manifestamente infundados, quando a parte sabe que não tem razão alguma, mas objetiva 
protelar o processo.
O assédio processual decorre do exercício abusivo das faculdades processuais, da ampla 
defesa e do contraditório. A parte não se utiliza de suas faculdades para fazer valer um direito 
que entenda possuir, mas sim para procrastinar ou tumultuar a tramitação do feito, causando 
prejuízos à parte que tem razão. A parte que assim age prejudica a realização do processo 
justo, causando prejuízo à parte contrária e ao próprio Poder Judiciário.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Vou te dar um exemplo em que realmente ficou evidente a existência de assédio proces-
sual, levando a Juíza do Trabalho do TRT-2 (São Paulo) a fixar indenização por danos morais. 
Quando li a decisão, pela primeira vez compreendi exatamente a existência de um assédio 
processual (isso porque, na maioria das vezes, sempre me pareceu um exagero do juiz a apli-
cação da indenização por assédio processual. Mas, neste caso específico, ficou bem evidente 
a ocorrência do assédio e a necessidade de punição. Foi clareador para mime acho que será 
para você também).
EXEMPLO
As partes celebraram acordo em 1985. O reclamado não cumpriu espontaneamente o acordo, 
sendo iniciada a execução. A partir daí houve uma sequência de atos e recursos protelatórios. 
Chegou em 2000 e o reclamante ainda não havia conseguido receber o que a parte contrária 
prometeu. Foram mais de 15 anos de espera pelo cumprimento de algo que a parte contrária 
reconheceu como devido e se comprometeu a pagar. A juíza do TRT2, acertadamente, reconhe-
ceu a existência de assédio processual e condenou o reclamado ao pagamento de indenização 
por danos morais em prol do reclamante.
Embora seja próximo à litigância de má-fé, o assédio processual possui um elemento que 
o diferencia: o assédio é sempre uma conduta reiterada (não é um único ato), enquanto a liti-
gância de má-fé se consuma num único ato tipificado em lei.
Apesar de a o assédio processual não estar previsto de forma específica em lei, tem sido 
reconhecido em alguns casos pela doutrina e pela jurisprudência, sob a justificativa de preser-
vação dos princípios constitucionais do acesso à ordem jurídica justa e duração razoável do 
processo. Ainda, tem sido fundamentado no princípio da boa-fé objetiva (art. 422 do CC) e no 
princípio da vedação ao abuso de direito (art. 186 do CC).
O TST já tem alguns julgados onde reconheceu a existência do assédio processual.
Acaso constatada a existência de assédio processual, a reparação se dará por meio de 
indenização por danos morais.
2. atos e termos Processuais
São chamados atos processuais todos os atos praticados pelas partes ou pelo juiz no 
processo, visando a um determinado efeito processual (ex. petição inicial, contestação, sen-
tença etc.). Assim como os atos jurídicos em geral, os atos processuais têm por objetivo criar, 
extinguir ou modificar direitos, com a especificação de esses efeitos serem produzidos dentro 
de um processo.
Os atos processuais decorrem da vontade humana. Os fatos processuais (como os fatos 
jurídicos em geral), por sua vez, são acontecimentos naturais, independentes da vontade hu-
mana, mas que produzem efeitos para o processo (ex. falecimento de uma das partes).
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Além dos atos e fatos processuais, existem os negócios jurídicos processuais, que são os 
atos processuais praticados de comum acordo pelas partes (ex. acordos judiciais, requerimen-
to conjunto de suspensão do processo, etc.). O art. 190 do CPC trata dos negócios jurídicos, 
ampliando muito as possibilidades de negociação processual das partes, permitindo que esta-
beleçam mudanças no procedimento. Dispõe o referido artigo:
Art. 190. Versando o processo sobre direitos que admitam autocomposição, é lícito às partes plena-
mente capazes estipular mudanças no procedimento para ajustá-lo às especificidades da causa e con-
vencionar sobre os seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais, antes ou durante o processo.
Parágrafo único. De ofício ou a requerimento, o juiz controlará a validade das convenções previstas 
neste artigo, recusando-lhes aplicação somente nos casos de nulidade ou de inserção abusiva em 
contrato de adesão ou em que alguma parte se encontre em manifesta situação de vulnerabilidade.
O referido artigo é completamente contrário à estrutura do processo do trabalho. Isso por-
que, no processo do trabalho reconhece-se a desigualdade entre reclamante (geralmente o 
trabalhador hipossuficiente) e reclamado, sendo o processo pensado e construído de forma a 
corrigir as desigualdades, colocando as partes em situação de paridade (ex. no caso de não 
comparecimento do reclamante à audiência inicial, o processo é arquivado. Se a ausência for 
do reclamado, ocorre a revelia. Art. 884 da CLT). Assim, deixar que o procedimento seja decidi-
do pelas partes seria subverter toda a lógica do processo do trabalho.
Em razão disso, o TST estabeleceu no art. 2º, II, da IN n. 39/16, que o artigo 190 do CPC é 
inaplicável ao processo do trabalho, por incompatibilidade.
Quais os atos que o juiz pratica no processo? O art. 203 do CPC exemplifica as principais 
atitudes do juiz no processo (o rol não é exaustivo):
Art. 203. Os pronunciamentos do juiz consistirão em sentenças, decisões interlocutórias e despachos.
§ 1º Ressalvadas as disposições expressas dos procedimentos especiais, sentença é o pronuncia-
mento por meio do qual o juiz, com fundamento nos arts. 485 e 487, põe fim à fase cognitiva do 
procedimento comum, bem como extingue a execução.
§ 2º Decisão interlocutória é todo pronunciamento judicial de natureza decisória que não se 
enquadre no § 1º.
§ 3º São despachos todos os demais pronunciamentos do juiz praticados no processo, de ofício ou 
a requerimento da parte.
§ 4º Os atos meramente ordinatórios, como a juntada e a vista obrigatória, independem de despa-
cho, devendo ser praticados de ofício pelo servidor e revistos pelo juiz quando necessário.
Além desses pronunciamentos dispostos no art. 203 do CPC, o Juiz pratica outros atos 
processuais, tais como realização de audiências, atendimentos aos advogados etc.
De acordo com o art. 200 do CPC, “Os atos das partes, consistentes em declarações uni-
laterais ou bilaterais de vontade, produzem imediatamente a constituição, a modificação ou a 
extinção de direitos processuais”. São exemplos de atos das partes a petição inicial, contesta-
ção, acordo, recursos, depoimento pessoal em audiência etc.
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Há, ainda, os atos praticados pelos servidores da Justiça (auxiliares), com a finalidade de 
impulsionar o processo. São exemplos a notificação inicial, a certificação dos acontecimentos, 
a redução a termo da audiência, a perícia etc.
Na CLT, os atos processuais estão disciplinados nos arts. 770 a 790-B, aplicando-se subsi-
diariamente o CPC.
O arts. 770 e 779 da CLT consagram o princípio da publicidade dos atos processuais:
Art. 770. Os atos processuais serão públicos salvo quando o contrário determinar o interesse social, 
e realizar-se-ão nos dias úteis das 6 (seis) às 20 (vinte) horas.
Art. 779. As partes, ou seus procuradores, poderão consultar, com ampla liberdade, os processos 
nos cartórios ou secretarias.
Como já vimos ao estudarmos o princípio da publicidade, o objetivo é garantir o controle da 
atividade jurisdicional pela sociedade. Não se trata de um princípio absoluto, uma vez que se 
houver risco de exposição da intimidade da parte, os atos podem correr em segredo de justiça.
O art. 770, além de consagrar o princípio da publicidade, prevê o limite temporal para prá-
tica dos atos processuais: das 6 às 20 horas. Dispõe o parágrafo único: “A penhora poderá 
realizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorização expressa do juiz ou presidente”.
É possível que, acaso haja necessidade, os atos sejam concluídos após as 20 horas, con-
forme previsto no art. 212 do CPC, aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho:
Art. 212. Os atos processuais serão realizados em dias úteis, das 6 (seis) às 20 (vinte) horas.
§ 1º Serão concluídos após as 20 (vinte) horas os atos iniciados antes, quando o adiamento preju-
dicar a diligência ou causargrave dano.
§ 2º Independentemente de autorização judicial, as citações, intimações e penhoras poderão rea-
lizar-se no período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário 
estabelecido neste artigo, observado o disposto no art. 5º, inciso XI, da Constituição Federal .
§ 3º Quando o ato tiver de ser praticado por meio de petição em autos não eletrônicos, essa deverá 
ser protocolada no horário de funcionamento do fórum ou tribunal, conforme o disposto na lei de 
organização judiciária local.
O art. 771 da CLT, por sua vez, estabelece a forma escrita para a prática dos atos processu-
ais: “Os atos e termos processuais poderão ser escritos a tinta, datilografados ou a carimbo”.
Você se deve estar se perguntando se eu não tinha falado na aula passada que o processo 
do trabalho segue o princípio da oralidade, não é? Segue. Mas lembra que os atos precisam ser 
reduzidos a termo no processo? Tudo que ocorrer no processo precisa ser escrito nos autos.
Termo significa justamente a documentação de um ato. É a forma pela qual o ato proces-
sual será retratado e juntado aos autos. E essa forma é escrita.
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Os artigos 772 e 773 preveem o seguinte:
Art. 772. Os atos e termos processuais, que devam ser assinados pelas partes interessadas, quan-
do estas, por motivo justificado, não possam fazê-lo, serão firmados a rogo, na presença de 2 (duas) 
testemunhas, sempre que não houver procurador legalmente constituído.
Art. 773. Os termos relativos ao movimento dos processos constarão de simples notas, datadas e 
rubricadas pelos secretários ou escrivães.
Hoje o processo judicial trabalhista é totalmente eletrônico. Ainda subsistem os processos 
físicos remanescentes, mas os novos processos são operados pelo sistema do Processo Ju-
dicial Eletrônico (PJE), disciplinado na Lei n. 11.419/2006.
O processo eletrônico trouxe algumas alterações importantes quanto à realização dos 
atos processuais. Vejamos.
Os atos processuais podem ser praticados até as 24 horas do último dia do prazo (art. 3º, 
parágrafo único, da Lei n. 11.419/06), sendo todas as petições (inicial, contestação, recursos 
etc.) enviadas em formato digital, mediante prévio cadastramento e assinatura eletrônica (art. 
2º da Lei n. 11.419/06).
No processo físico, a contestação no processo do trabalho era entregue em audiência. 
Com o processo eletrônico, o envio da contestação digitalizada ocorre antes da audiência (art. 
10 da Lei n. 11.419/06) (mais ainda subiste a possibilidade de fazê-la oralmente em audiência).
Grande parte das comunicações (notificação inicial, intimações, cartas precatórias etc.) 
são feitas de forma eletrônica (a lei estabeleceu o diário oficial eletrônico). Um dos grandes be-
nefícios do processo eletrônico é não precisar de um servidor para fazer a juntada da petição 
ou documento aos autos. Isso demandava um grande tempo e os servidores que faziam essa 
função agora podem ser aproveitados em atividades que realmente impulsionem o processo.
O processo eletrônico é, sem dúvida, um avanço importantíssimo. Essa forma de tramita-
ção processual otimizou a atividade jurisdicional. Contudo, existiram fortes críticas no senti-
do de que tornaria inviável a atividade dos advogados que não tenham acesso aos recursos 
necessários. Para isso, os Tribunais devem disponibilizar computadores para utilização das 
partes e advogados.
Falamos muito do jus postulandi, né? E como ele fica diante do processo eletrônico? Fica 
da mesma forma. A parte continua tendo a possibilidade de ir até a Secretaria, contar o seu 
caso, levar os seus documentos, e o servidor reduz a termo, digitaliza os documentos e inicia 
o processo eletrônico. Nesse caso, obviamente, as comunicações à parte não serão por meio 
eletrônico, mas por correio ou oficial de justiça.
Dispõe o art. 4º da Resolução n. 185/2017 do CNJ:
Art. 4º As partes ou terceiros interessados desassistidos de advogado poderão apresentar peças 
processuais e documentos em papel, segundo as regras ordinárias, nos locais competentes para 
recebê-los, que serão inscritos nos autos eletrônicos pela unidade judiciária, em arquivo eletrônico 
que utilize linguagem padronizada de marcação genérica.
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Acerca da matéria, também dispõem os arts. 198 e 199 do CPC:
Art. 198. As unidades do Poder Judiciário deverão manter gratuitamente, à disposição dos interes-
sados, equipamentos necessários à prática de atos processuais e à consulta e ao acesso ao siste-
ma e aos documentos dele constantes.
Parágrafo único. Será admitida a prática de atos por meio não eletrônico no local onde não estive-
rem disponibilizados os equipamentos previstos no caput.
Art. 199. As unidades do Poder Judiciário assegurarão às pessoas com deficiência acessibilidade 
aos seus sítios na rede mundial de computadores, ao meio eletrônico de prática de atos judiciais, à 
comunicação eletrônica dos atos processuais e à assinatura eletrônica.
A pandemia nos mostrou a importância do processo eletrônico e acelerou a implantação e 
utilização de novos recursos, como, por exemplo, a audiência telepresencial e o balcão virtual. 
Embora tais recursos já fossem possíveis de serem utilizados, encontravam pouca aplicação 
prática. Se os processos ainda fossem físicos, a Justiça teria praticamente parado durante 
a pandemia.
3. Prazos Processuais
Os prazos processuais recebem várias classificações. A primeira delas é quanto à origem: 
os prazos podem ser legais, judiciais ou convencionais.
Os prazos legais são os fixados pela própria lei (por exemplo, os prazos para interposição 
de recursos). Prazos judiciais são aqueles fixados pelo juiz e prazos convencionais os que po-
dem ser fixados mediante acordo entre as partes (ex. a suspensão do processo para tentativa 
de acordo).
A segunda classificação é quanto à natureza. Os prazos processuais podem ser dilatórios 
ou peremptórios. Dilatórios são aqueles que podem der dilatados, prorrogados. Os prazos con-
vencionais são dilatórios. Além disso, no processo do trabalho, a partir da reforma trabalhista, 
foi estabelecida no art. 775 da CLT a possibilidade de o juiz prorrogar os prazos processuais 
para adequá-los à necessidade do conflito.
Art. 775 (...)
§ 1º Os prazos podem ser prorrogados, pelo tempo estritamente necessário, nas seguintes hipóteses:
I – quando o juízo entender necessário;
II – em virtude de força maior, devidamente comprovada.
§ 2º Ao juízo incumbe dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de 
prova, adequando-os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela 
do direito.
A prorrogação do prazo dilatório deve ser autorizada pelo juiz antes do vencimento do 
prazo. Se for requerida a prorrogação após o vencimento do prazo, terá ocorrido a preclusão.
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É claro que nem todos os prazos podem ser dilatados. Os prazos peremptórios (também 
chamados de fatais ou improrrogáveis), são aqueles que decorrem de normas imperativas ou 
de ordem pública e não podem ser dilatados, exceto em caso de força maior, devidamente 
comprovada (como, por exemplo, o prazo recursal).
Quanto ao sujeito a que se destinam, os prazos podem ser próprios ou impróprios. Os pra-
zos próprios são os que se destinam às partes e os impróprios são aqueles destinados ao juiz.
A contagem dos prazos processuais é feita da seguinte forma: exclui-se o dia do começo 
(dia do recebimento da comunicação) e inclui-se o dia do vencimento. Se o dia do vencimento 
for feriado ou dia não útil, o fim do prazo será prorrogado para o primeiro dia útil seguinte.
No entanto, é importante observar o seguinte (matéria não raramente cobrada em concur-
so): há dois momentos de fruição dos prazos processuais. O primeiro momento é chamado de 
“dia do começo do prazo”, que não é o dia do início da contagem do prazo. Esse dia do começo 
é excluído da contagem do prazo. É o momento em que a parte ou terceiro toma ciência do ato 
processual a ser praticado. Como visto, o dia do começo não se computa no prazo.
O segundo momento é o dia do início da contagem do prazo. Portanto, o início da conta-
gem do prazo ocorre no dia seguinte ao do começo do prazo. O art. 775 da CLT diz simples-
mente “exclusão do dia do começo”. Isso significa que a contagem do prazo processual se 
inicia no dia seguinte ao da ciência do ato processual pela parte ou terceiro interessado. Mas é 
importante fazer essa diferença entre início do prazo e início da contagem do prazo, para que 
você não caia em pegadinha de concurso.
Se a notificação postal for recebida no sábado, considera-se que, na verdade, o recebimen-
to ocorreu no próximo dia útil seguinte (o sábado é desconsiderado). Então, será considerado 
que a notificação foi recebida na segunda-feira (o início do prazo foi na segunda-feira) e o pra-
zo começará a correr na terça-feira (o início da contagem do prazo será na terça-feira). Acerca 
da matéria, o TST editou a Súmula n. 262, dispondo no item I o seguinte: “I – Intimada ou noti-
ficada a parte no sábado, o início do prazo se dará no primeiro dia útil imediato e a contagem, 
no subsequente”.
Se o dia do início da contagem do prazo (dia seguinte à comunicação) for feriado ou não 
útil, o prazo começará a contar no primeiro dia útil seguinte.
EXEMPLO
A comunicação é recebida na quinta-feira, dia 6 de setembro. O dia seguinte é feriado. Depois 
sábado e domingo. O prazo somente começará a contar na segunda-feira.
Se o último dia do prazo cair no sábado, por exemplo, a parte terá até a segunda-feira para 
praticar o ato.
Se for uma comunicação física (por oficial de justiça ou correio), podemos visualizar facil-
mente a “comunicação” mencionada no exemplo acima, né? Mas e quando essa comunicação 
é eletrônica? O prazo começa a contar a partir de quando?
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Bom, é preciso diferenciar disponibilização e publicação. Disponibilização é quando a in-
formação é incluída no Diário Oficial Eletrônico. E publicação ocorre no primeiro dia útil seguin-
te à disponibilização. E a contagem? Essa tem início no dia seguinte à publicação.
Dispõe o artigo 4º, §§ 3º e 4º, da Lei n. 11.419/2006:
Art. 4º: (...)
§ 3º Considera-se como data da publicação o primeiro dia útil seguinte ao da disponibilização da 
informação no Diário da Justiça eletrônico.
§ 4º Os prazos processuais terão início no primeiro dia útil que seguir ao considerado como data 
da publicação.
001. (FCC/TRT – 2ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA/2018) Mercedes 
ingressou com reclamação trabalhista contra sua ex-empregadora, a Empresa de Alimentos 
Tudo de Bom Ltda., pleiteando diferenças de verbas rescisórias e danos morais. O processo 
tramita de modo eletrônico e foi proferida sentença julgando procedente a ação e deferindo as 
diferenças pretendidas, mas omitindo-se no tocante ao pedido de danos morais. A disponibi-
lização da informação da sentença para os advogados das partes ocorreu no Diário Oficial no 
dia 3/5, uma quinta-feira. Pretendendo o advogado de Mercedes ingressar com Embargos de 
Declaração para suprir a omissão do julgado, o último dia para sua interposição, considerando 
que não houve feriados naquele mês, será dia
a) 8/5.
b) 16/5.
c) 10/5.
d) 9/5.
e) 11/5.
Se a disponibilização no Diário Oficial ocorreu no dia 3/5 (quinta-feira), a publicação ocorreu no 
dia seguinte, 4/5 (sexta-feira). Artigo 4º, §§ 3º e 4º, da Lei n. 11.419/2006.
Assim, a contagem do prazo terá início no próximo dia útil seguinte: 7/5 (segunda-feira). O pra-
zo para embargos de declaração é de 5 dias (Art. 897-A, CLT).
Contagem dos 5 dias: 7/5 (dia 1), 8/5 (dia 2), 9/5 (dia 3), 10/5 (dia 4) e 11/5 (dia 5).
Portanto, o prazo se encerrará em 11/5 (sexta-feira).
Letra e.
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http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10849449/par%C3%A1grafo-3-artigo-4-da-lei-n-11419-de-02-de-marco-de-2013
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/95093/lei-de-informatiza%C3%A7%C3%A3o-do-processo-judicial-lei-11419-06
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10849526/artigo-4-da-lei-n-11419-de-19-de-dezembro-de-2006
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A CLT trata da matéria nos artigos 774 a 776:
Art. 774. Salvo disposição em contrário, os prazos previstos neste Título contam-se, conforme o 
caso, a partir da data em que for feita pessoalmente, ou recebida a notificação, daquela em que for 
publicado o edital no jornal oficial ou no que publicar o expediente da Justiça do Trabalho, ou, ainda, 
daquela em que for afixado o edital na sede da Junta, Juízo ou Tribunal.
Parágrafo único. Tratando-se de notificação postal, no caso de não ser encontrado o destinatário ou 
no de recusa de recebimento, o Correio ficará obrigado, sob pena de responsabilidade do servidor, a 
devolvê-la, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, ao Tribunal de origem.
Art. 775. Os prazos estabelecidos neste Título serão contados em dias úteis, com exclusão do dia 
do começo e inclusão do dia do vencimento.
§ 1º Os prazos podem ser prorrogados, pelo tempo estritamente necessário, nas seguintes hipóteses:
I – quando o juízo entender necessário;
II – em virtude de força maior, devidamente comprovada.
§ 2º Ao juízo incumbe dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de 
prova, adequando-os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela do 
direito.
Art. 775-A. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidosentre 20 de dezem-
bro e 20 de janeiro, inclusive.
§ 1º Ressalvadas as férias individuais e os feriados instituídos por lei, os juízes, os membros do Mi-
nistério Público, da Defensoria Pública e da Advocacia Pública e os auxiliares da Justiça exercerão 
suas atribuições durante o período previsto no caput deste artigo.
§ 2º Durante a suspensão do prazo, não se realizarão audiências nem sessões de julgamento.
Art. 776. O vencimento dos prazos será certificado nos processos pelos escrivães ou secretários.
Há, também, duas Súmulas do TST a respeito do assunto:
Súmula n. 1
PRAZO JUDICIAL
Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira, ou a publicação com efeito de intimação for 
feita nesse dia, o prazo judicial será contado da segunda-feira imediata, inclusive, salvo se 
não houver expediente, caso em que fluirá no dia útil que se seguir.
Súmula n. 385
FERIADO LOCAL OU FORENSE. AUSÊNCIA DE EXPEDIENTE. PRAZO RECURSAL. PROR-
ROGAÇÃO. COMPROVAÇÃO. NECESSIDADE.
I – Incumbe à parte o ônus de provar, quando da interposição do recurso, a existência de 
feriado local que autorize a prorrogação do prazo recursal (art. 1.003, § 6º, do CPC de 
2015). No caso de o recorrente alegar a existência de feriado local e não o comprovar no 
momento da interposição do recurso, cumpre ao relator conceder o prazo de 5 (cinco) 
dias para que seja sanado o vício (art. 932, parágrafo único, do CPC de 2015), sob pena 
de não conhecimento se da comprovação depender a tempestividade recursal;
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II – Na hipótese de feriado forense, incumbirá à autoridade que proferir a decisão de 
admissibilidade certificar o expediente nos autos;
III – Admite-se a reconsideração da análise da tempestividade do recurso, mediante prova 
documental superveniente, em agravo de instrumento, agravo interno, agravo regimental, 
ou embargos de declaração, desde que, em momento anterior, não tenha havido a con-
cessão de prazo para a comprovação da ausência de expediente forense.
Você viu que grifei lá no art. 775 “dias úteis”? Trata-se de uma inovação da reforma traba-
lhista. Antes da Lei n. 13.467/17, o prazo no processo do trabalho era contado em dias corri-
dos. A partir da reforma passou-se a contar em dias úteis, como já previa o CPC desde 2015.
O art. 775-A trata da suspensão processual. É importante não confundir suspensão com in-
terrupção. Na suspensão, o prazo para de correr quando ocorre algum fato que a justifique e, 
encerrado o fato, volta a correr pelo que faltava. Na interrupção, não importa quantos dias do 
prazo tenham corrido antes do fato interruptivo. Cessado o fato, o prazo volta a contar integral-
mente, como se nunca tivesse corrido.
EXEMPLO
Suspensão – O prazo para interposição de recurso ordinário, de 8 dias, começou a correr em 
16 de dezembro. De acordo com o art. 775-A, os prazos ficam suspensos de 20/12 a 20/1. Por-
tanto, correram 4 dias do prazo, houve a suspensão e, a partir de 21 de janeiro contam-se mais 
4 dias, encerrando-se o prazo em 24 de janeiro.
Interrupção – os embargos de declaração devem ser opostos no prazo de 5 dias e interrom-
pem o prazo para interposição de outro recurso (art. 897-A, § 3º, da CLT).
O prazo para recorrer da sentença começou em 1º/8. As partes teriam, a partir daí, 8 dias 
para interposição de recurso ordinário. No entanto, no dia 4/8 uma das partes opôs embargos 
de declaração. Depois de julgados os embargos e dada ciência às partes, o prazo recomeçará 
por inteiro. Ou seja, as partes terão 8 dias para interposição de recurso ordinário.
O PULO DO GATO
O período previsto no art. 775-A (20/12 a 20/1) não é o recesso forense. O recesso forense é 
apenas de 20/12 a 6/1. O prazo mais estendido, até 20/1, foi uma conquista da OAB, que ale-
gava que os advogados acabam não tendo férias. No período de 7/1 a 20/1 há trabalho nas 
Varas, exceto audiências (mas os prazos ficam suspensos).
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Priscila Margarido
Acerca do recesso forense, o TST editou a Súmula 262, dizendo que ocorre a suspensão 
dos prazos processuais no período.
PRAZO JUDICIAL. NOTIFICAÇÃO OU INTIMAÇÃO EM SÁBADO. RECESSO FORENSE.
I – Intimada ou notificada a parte no sábado, o início do prazo se dará no primeiro dia 
útil imediato e a contagem, no subsequente. (ex-Súmula n. 262 – Res. 10/1986, DJ 
31.10.1986)
II – O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho 
suspendem os prazos recursais. (ex-OJ n. 209 da SBDI-1 – inserida em 08.11.2000)
A morte ou perda da capacidade processual da parte também suspende os prazos proces-
suais. Isso está previsto no art. 221 do CPC, aplicável subsidiariamente ao processo do trabalho:
Art. 221. Suspende-se o curso do prazo por obstáculo criado em detrimento da parte ou ocorrendo 
qualquer das hipóteses do art. 313, devendo o prazo ser restituído por tempo igual ao que faltava 
para sua complementação.
Parágrafo único. Suspendem-se os prazos durante a execução de programa instituído pelo Poder 
Judiciário para promover a autocomposição, incumbindo aos tribunais especificar, com antecedên-
cia, a duração dos trabalhos.
No Código de Processo civil, os litisconsortes que possuam advogados diferentes, têm prazo 
processual em dobro. O TST já decidiu que isso não se aplica ao processo do trabalho, por ser 
incompatível com o processo da celeridade (OJ 310 da SDI-1 do TST), conforme vimos no iní-
cio da aula, ao estudarmos litisconsórcio.
O prazo em dobro não aplicável ao processo do trabalho é para o caso de litisconsortes com 
procuradores diferentes. No caso do prazo em dobro para o Ministério Público do Trabalho 
ou os prazos especiais previstos em lei para a Fazenda Pública, estes devem ser respeitados 
na Justiça do Trabalho, em razão do princípio da proporcionalidade e das relevantes funções 
desempenhadas (especialmente pelo MPT).
As pessoas jurídicas de direito público, ou seja, os órgãos da Administração Pública Direta, 
Autárquica e Fundacional da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, têm prazo em quá-
druplo para preparar a contestação, razão pela qual deve ser de 20 dias o prazo entre a data 
do recebimento da notificação e a da audiência (DL n. 779/69, art. 1º, II), e em dobro para a 
interposição de qualquer recurso (DL n. 779/69, art. 1º, III).
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Hoje o processo do trabalho é praticamente todo eletrônico, funcionado por meio do 
PJE. Por isso, vale lembrar que a Lei n. 11.419/2006 (que dispõe acerca da informatização 
do processo judicial), estabeleceu o prazo de 10 dias para que as intimações realizadas ele-
tronicamente sejam lidas pelos advogados. Após esse prazode 10 dias, presume-se que o 
advogado foi intimado pelo sistema, ainda que ele não tenha acessado a comunicação. Isso 
vale para todos os processos do trabalho que tramitem nos 1º e 2º graus de jurisdição.
Por fim, o art. 658, d, da CLT determina que os juízes do trabalho deverão despachar e 
praticar os atos processuais dentro dos prazos legais. O art. 226 do CPC, por sua vez, dispõe 
que juiz deverá proferir os despachos no prazo de 5 dias, as decisões interlocutórias no pra-
zo de 10 dias e as sentenças no prazo de 30 dias.
4. comunicação dos atos Processuais
A comunicação dos atos processuais é feita, em regra, de duas maneiras: citação e in-
timação. A primeira comunicação feita no processo, por meio da qual se dá ciência ao réu 
de que uma ação está sendo movida contra ele, é a citação (art. 238 do CPC). Por meio da 
citação o réu toma conhecimento da ação, bem como da possibilidade de, querendo, de-
fender-se. As demais comunicações dos atos processuais são chamadas intimações (art. 
269 do CPC).
No processo do trabalho, de forma atécnica, tanto a notificação quanto a intimação são 
chamadas de notificação. A citação seria a notificação inicial. Quem realiza a notificação 
inicial é o Diretor de Secretaria (ou outro servidor). O juiz não despacha mandando notificar o 
réu. O ato já é feito automaticamente pela secretaria. E a notificação inicial (ao contrário da 
citação no CPC) não precisa ser pessoal (ou seja, ela é válida desde que tenha sido encami-
nhada ao endereço correto do réu e alguma pessoa lá presente a tenha recebido). O servidor 
encaminhará ao reclamado a segunda via da petição, informando a data da audiência, que 
será a primeira desimpedida, depois de cinco dias.
A notificação inicial é encaminhada pelo correio, com aviso de recebimento. De acordo 
com a Súmula n. 16, do TST: “Presume-se recebida a notificação 48 (quarenta e oito) horas 
depois de sua postagem. O seu não-recebimento ou a entrega após o decurso desse prazo 
constitui ônus de prova do destinatário”.
Se não houver correio na localidade, a notificação inicial será feita por meio de oficial de 
justiça. Poderá ser feita por oficial de justiça, também, quando o reclamado residir em pro-
priedade rural ou local de difícil acesso.
Se o reclamado criar embaraços ao recebimento da notificação citatória ou estiver em 
LINS (local incerto e não sabido), a notificação inicial será por edital.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Estabelece o art. 841 da CLT:
Art. 841. Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou secretário, dentro de 48 (quarenta e 
oito) horas, remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao mesmo 
tempo, para comparecer à audiência do julgamento, que será a primeira desimpedida, depois de 5 
(cinco) dias.
§ 1º A notificação será feita em registro postal com franquia. Se o reclamado criar embaraços ao 
seu recebimento ou não for encontrado, far-se-á a notificação por edital, inserto no jornal oficial ou 
no que publicar o expediente forense, ou, na falta, afixado na sede da Junta ou Juízo.
§ 2º O reclamante será notificado no ato da apresentação da reclamação ou na forma do parágrafo 
anterior.
§ 3º Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante não poderá, sem o consen-
timento do reclamado, desistir da ação.
Os advogados constituídos nos autos são intimados dos atos processuais por meio de 
Diário Oficial (hoje, eletrônico).
Contudo, as intimações aos membros do Ministério Público, devem ser feitas sempre de 
forma pessoal (por oficial de justiça).
Você percebeu que eu falei intimado? Embora a CLT use, de forma atécnica, o vocábulo 
notificação, é muito comum se falar, na Justiça do Trabalho, em intimação. É comum até mes-
mo a utilização de “citação”, ao invés de notificação inicial. Não há problema nenhum nisso. É 
claro que, a rigor, existe diferença, pois a citação é pessoal e a notificação inicial não. Mas, na 
prática, acabam sendo usadas todas essas terminologias.
5. distribuição
Vamos relembrar o que estudamos na aula passada sobre distribuição.
Se na localidade houver mais de uma vara do trabalho, a ação que for ajuizada deve ser 
distribuída para alguma dessas varas. E como se faz isso? Por meio da distribuição processu-
al, que nada mais é que a definição da Vara (ou da Turma ou Seção do Tribunal) para a qual o 
processo será encaminhado e onde tramitará.
Na Justiça do Trabalho a reclamação pode ser apresentada de forma verbal. E aí o recla-
mante deverá, salvo motivo de força maior, retornar à secretaria no prazo de 5 (cinco) dias para 
reduzi-la a termo (art. 786, CLT), sob pena de perder, pelo prazo de 6 (seis) meses o direito de 
reclamar perante a Justiça do Trabalho (art. 731).
A reclamação escrita (tratando aqui do processo físico, hoje praticamente extinto na Justi-
ça do Trabalho) deverá ser formulada em 2 (duas) vias e, desde logo, acompanhada dos docu-
mentos em que se fundar (CLT, art. 787). Assim que forem apresentadas as duas vias da peti-
ção, ocorre a distribuição e a reclamação é encaminhada pelo distribuidor à Vara competente.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Vejamos os dispositivos celetistas que tratam da distribuição:
DOS DISTRIBUIDORES
Art. 713. Nas localidades em que existir mais de uma Junta de Conciliação e Julgamento haverá 
um distribuidor.
Art. 714. Compete ao distribuidor:
a) a distribuição, pela ordem rigorosa de entrada, e sucessivamente a cada Junta, dos feitos que, 
para esse fim, lhe forem apresentados pelos interessados;
b) o fornecimento, aos interessados, do recibo correspondente a cada feito distribuído;
c) a manutenção de 2 (dois) fichários dos feitos distribuídos, sendo um organizado pelos nomes dos 
reclamantes e o outro dos reclamados, ambos por ordem alfabética;
d) o fornecimento a qualquer pessoa que o solicite, verbalmente ou por certidão, de informações 
sobre os feitos distribuídos;
e) a baixa na distribuição dos feitos, quando isto lhe for determinado pelos Presidentes das Juntas, 
formando, com as fichas correspondentes, fichários à parte, cujos dados poderão ser consultados 
pelos interessados, mas não serão mencionados em certidões.
Art. 715. Os distribuidores são designados pelo Presidente do Tribunal Regional dentre os funcio-
nários das Juntas e do Tribunal Regional, existentes na mesma localidade, e ao mesmo Presidente 
diretamente subordinados.
Não dá para deixar de mencionar que com a implantação do PJE (Processo Judicial Eletrô-
nico), os artigos acima perdem muita importância, pois a distribuição passou a ser automática. 
Assim, ao cadastrar um processo no PJE, a distribuição já ocorre de imediato.
Nas localidades onde não houver Vara do Trabalho, a distribuição seguirá o quanto dispos-
to nos artigos 716 e 717:
DO CARTÓRIO DOS JUÍZOS DE DIREITO
Art. 716. Os cartórios dos Juízos de Direito, investidos na administração da Justiça do Trabalho, 
têm, para esse fim, as mesmas atribuições e obrigações conferidas na Seção I às secretarias das 
Juntas de Conciliação e Julgamento.
Parágrafo único. Nos Juízos em que houver mais de um cartório, far-se-á entre eles a distribuição 
alternada e sucessivadas reclamações.
Art. 717. Aos escrivães dos Juízos de Direito, investidos na administração da Justiça do Trabalho, 
competem especialmente as atribuições e obrigações dos secretários das Juntas; e aos demais 
funcionários dos cartórios, as que couberem nas respectivas funções, dentre as que competem às 
secretarias das Juntas, enumeradas no art. 711.
6. desPesas Processuais
As despesas processuais são os gastos que a parte tem para garantir o trâmite de seu 
processo, do início até o final (por ex., honorários periciais, custas com edital, gastos com 
locomoção de testemunhas etc.). Enfim, existe um custo para que a parte possa se valer dos 
serviços do Poder Judiciário, exceto se for beneficiária da justiça gratuita.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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A doutrina faz a seguinte classificação das despesas processuais:
• taxa judiciária: é uma espécie de tributo, pago pela prestação do serviço jurisdicional. O 
pagamento é compulsório;
• custas processuais: são os gastos referentes à movimentação do processo. Tendo em 
vista que a Justiça do Trabalho integra o Poder Judiciário da União, as custas no proces-
so do trabalho são destinadas à União;
• emolumentos: é o ressarcimento de despesas requeridas ao Poder Judiciário para ob-
tenção de traslados e certidões do interesse do requerente.
5.1. custas Processuais e emolumentos
Acerca do assunto, a CLT tem um dispositivo específico, que estabelece o seguinte:
Art. 789. Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimen-
tos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça 
Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de conhecimento 
incidirão à base de 2% (dois por cento), observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e 
quatro centavos) e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de 
Previdência Social, e serão calculadas:
I – quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo valor;
II – quando houver extinção do processo, sem julgamento do mérito, ou julgado totalmente impro-
cedente o pedido, sobre o valor da causa;
III – no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, 
sobre o valor da causa;
IV – quando o valor for indeterminado, sobre o que o juiz fixar.
§ 1º As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de recur-
so, as custas serão pagas e comprovado o recolhimento dentro do prazo recursal.
§ 2º Não sendo líquida a condenação, o juízo arbitrar-lhe-á o valor e fixará o montante das custas 
processuais.
§ 3º Sempre que houver acordo, se de outra forma não for convencionado, o pagamento das custas 
caberá em partes iguais aos litigantes.
§ 4º Nos dissídios coletivos, as partes vencidas responderão solidariamente pelo pagamento das 
custas, calculadas sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal.
Pelas partes grifadas, é possível observar o seguinte: o art. 789 se refere à fase de conhe-
cimento. Para a fase de execução há regramento específico, que estudaremos daqui a pouco.
As custas na Justiça do Trabalho são de 2% (e o artigo diz sobre o quê serão calculados 
esses 2%), tendo um mínimo (R$ 10,64) e um máximo (quatro vezes o limite máximo dos bene-
fícios do regime geral da previdência social). As custas são sempre pagas ao final.
Quem paga essas custas no processo no trabalho? Se houver acordo, cada parte paga 1%. 
Se a ação for total ou parcialmente procedente, o reclamado paga. Se for improcedente ou 
houver arquivamento, quem paga é o reclamante. Se ocorrer desistência ou abandono da ação, 
quem deve pagar é que desistiu ou abandonou.
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Em relação à execução, as custas estão dispostas no art. 789-A, da CLT:
Art. 789-A. No processo de execução são devidas custas, sempre de responsabilidade do executa-
do e pagas ao final, de conformidade com a seguinte tabela:
I – autos de arrematação, de adjudicação e de remição: 5% (cinco por cento) sobre o respectivo va-
lor, até o máximo de R$ 1.915,38 (um mil, novecentos e quinze reais e trinta e oito centavos);
II – atos dos oficiais de justiça, por diligência certificada:
a. em zona urbana: R$ 11,06 (onze reais e seis centavos);
b. em zona rural: R$ 22,13 (vinte e dois reais e treze centavos);
III – agravo de instrumento: R$ 44,26 (quarenta e quatro reais e vinte e seis centavos);
IV – agravo de petição: R$ 44,26 (quarenta e quatro reais e vinte e seis centavos);
V – embargos à execução, embargos de terceiro e embargos à arrematação: R$ 44,26 (quarenta e 
quatro reais e vinte e seis centavos);
VI – recurso de revista: R$ 55,35 (cinquenta e cinco reais e trinta e cinco centavos);
VII – impugnação à sentença de liquidação: R$ 55,35 (cinquenta e cinco reais e trinta e cinco 
centavos);
VIII – despesa de armazenagem em depósito judicial – por dia: 0,1% (um décimo por cento) do valor 
da avaliação;
IX – cálculos de liquidação realizados pelo contador do juízo – sobre o valor liquidado: 0,5% (cinco dé-
cimos por cento) até o limite de R$ 638,46 (seiscentos e trinta e oito reais e quarenta e seis centavos).
Portanto, na execução o pagamento das custas não constitui pressuposto de admissibili-
dade dos recursos na fase de execução (as custas somente serão pagas ao final).
O art. 789-B dispõe acerca dos emolumentos:
Art. 789-B. Os emolumentos serão suportados pelo Requerente, nos valores fixados na seguinte 
tabela:
I – autenticação de traslado de peças mediante cópia reprográfica apresentada pelas partes – por 
folha: R$ 0,55 (cinquenta e cinco centavos de real);
II – fotocópia de peças – por folha: R$ 0,28 (vinte e oito centavos de real);
III – autenticação de peças – por folha: R$ 0,55 (cinquenta e cinco centavos de real);
IV – cartas de sentença, de adjudicação, de remição e de arrematação – por folha: R$ 0,55 (cinquen-
ta e cinco centavos de real);
V – certidões – por folha: R$ 5,53 (cinco reais e cinquenta e três centavos).
Se o empregado não for beneficiário da justiça gratuita, o sindicato que houver intervindo 
no processo em defesa do empregado responderá solidariamente pelo pagamento das cus-
tas devidas.
São isentos do pagamento de custas a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios 
e às respectivas autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não 
explorem atividade econômica; bem como o Ministério Público do Trabalho. Essa isenção não 
alcança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional (ex. OAB, CREA).
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Dispõem os artigos 790 e 790-A:
Art. 790. Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e noTribunal Superior do 
Trabalho, a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão 
expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho.
§ 1º Tratando-se de empregado que não tenha obtido o benefício da justiça gratuita, ou isenção de 
custas, o sindicato que houver intervindo no processo responderá solidariamente pelo pagamento 
das custas devidas.
§ 2º No caso de não-pagamento das custas, far-se-á execução da respectiva importância, segundo 
o procedimento estabelecido no Capítulo V deste Título.
§ 3º É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer 
instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a 
traslados e instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior a 40% (quarenta por cen-
to) do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
§ 4º O benefício da justiça gratuita será concedido à parte que comprovar insuficiência de recursos 
para o pagamento das custas do processo.
-------
Art. 790-A. São isentos do pagamento de custas, além dos beneficiários de justiça gratuita:
I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e respectivas autarquias e fundações públi-
cas federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica;
II – o Ministério Público do Trabalho.
Parágrafo único. A isenção prevista neste artigo não alcança as entidades fiscalizadoras do exercí-
cio profissional, nem exime as pessoas jurídicas referidas no inciso I da obrigação de reembolsar 
as despesas judiciais realizadas pela parte vencedora.
Por fim, vamos ver as súmulas do TST que tratam da matéria:
Súmula n. 25 do TST
CUSTAS PROCESSUAIS. INVERSÃO DO ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA.
I – A parte vencedora na primeira instância, se vencida na segunda, está obrigada, inde-
pendentemente de intimação, a pagar as custas fixadas na sentença originária, das quais 
ficara isenta a parte então vencida;
II – No caso de inversão do ônus da sucumbência em segundo grau, sem acréscimo ou 
atualização do valor das custas e se estas já foram devidamente recolhidas, descabe um 
novo pagamento pela parte vencida, ao recorrer. Deverá ao final, se sucumbente, reem-
bolsar a quantia;
III – Não caracteriza deserção a hipótese em que, acrescido o valor da condenação, não 
houve fixação ou cálculo do valor devido a título de custas e tampouco intimação da 
parte para o preparo do recurso, devendo ser as custas pagas ao final;
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IV – O reembolso das custas à parte vencedora faz-se necessário mesmo na hipótese 
em que a parte vencida for pessoa isenta do seu pagamento, nos termos do art. 790-A, 
parágrafo único, da CLT.
------------
Súmula n. 36 do TST
CUSTAS
Nas ações plúrimas, as custas incidem sobre o respectivo valor global.
Para esclarecer melhor: ações plúrimas são aquelas em que figuram no polo ativo uma 
pluralidade de trabalhadores. Quando vários trabalhadores decidem ajuizar uma única ação 
em face do empregador, estamos diante de uma ação plúrima. E o que a súmula diz é que as 
custas serão calculadas sobre o valor total e não sobre o valor devido ou pleiteado por cada 
empregado.
É preciso estudar, ainda, a Súmula n. 86 do TST:
Súmula n. 86 do TST
DESERÇÃO. MASSA FALIDA. EMPRESA EM LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL
Não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de 
depósito do valor da condenação. Esse privilégio, todavia, não se aplica à empresa em 
liquidação extrajudicial.
Ou seja: a massa falida está dispensada do pagamento das custas e do depósito recursal 
(é o depósito de uma quantia que garantirá a execução e será estudado mais para frente). Isso 
não se aplica à empresa em liquidação extrajudicial.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
RESUMO
• Capacidade para ser parte: Quem tem capacidade material e processual para tanto. 
Capacidade material: Qualquer pessoa. Capacidade processual: Aquele que pode estar 
sozinho em juízo, sem necessidade de representação ou assistência.
Na Justiça do Trabalho, podem litigar sozinhos, sem necessidade de representação ou 
assistência, as pessoas maiores de 18 anos. Os incapazes serão representados e os relativa-
mente incapazes serão assistidos, nos termos da lei civil.
O menor de 18 anos e maior de 16 anos que mantenha relação de emprego e receba pelo 
menos um salário mínimo estará emancipado. Portanto, poderá litigar em juízo sem necessi-
dade de representação ou assistência.
O empregador pessoa física tem capacidade de estar em juízo desde que tenha 18 anos ou, 
antes disso, se for emancipado, nos termos do Código Civil.
• Capacidade postulatória ou jus postulandi: está ligada à aptidão para procurar em juízo, 
para falar no processo. Em regra, quem tem capacidade postulatória é o advogado regu-
larmente inscrito na OAB.
Na Justiça do Trabalho o empregado e empregador poderão atuar diretamente, sem advo-
gado (jus postulandi).
Contudo, a parte não tem condições de litigar sozinha, desacompanhada de advogado, 
quando o processo estiver tramitando no TST, STF, ou se tratar de ações específicas: ação 
cautelar, mandando de segurança e ação rescisória, uma vez que pressupõem conhecimento 
técnico avançado.
Também o sindicato tem capacidade postulatória, sendo-lhe facultada (e não obrigatória) 
a representação por advogado.
• Representação e assistência – Representação processual se refere a absolutamente 
incapazes e assistência a relativamente incapazes.
Na Justiça do Trabalho, o menor de 16 anos será representado e aquele que tiver entre 16 
e 18 anos será assistido.
• Sucessão: uma pessoa sucede a outra, assumindo o polo ativo ou passivo da relação 
processual.
Substituição, o substituto pleiteia, em nome próprio, direito alheio.
De acordo com o inciso III do art. 8º da CF “ao sindicato cabe a defesa dos direitos e in-
teresses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administra-
tivas”. Conquanto já tenha havido muita discussão sobre quais seriam os direitos passíveis 
de serem defendidos pelo sindicato, hoje a jurisprudência é muito tranquila no sentido de que 
além dos direitos difusos e coletivos, o sindicato tem legitimidade para defender os direitos 
individuais homogêneos dos integrantes da categoria.
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Priscila Margarido
Superando entendimento anterior, hoje o Tribunal Superior do Trabalho entende que não há 
necessidade de o sindicato apresentar o rol de substituídos na inicial, sendo que a individuali-
zação ocorrerá nas fases de liquidação e execução.
A liquidação e a execução em relação aos direitos individuais homogêneos podem ser co-
letivas ou individuais.
• Litisconsórciono processo do trabalho: a) quanto à formação: 1. Inicial: quando é for-
mado já na propositura da ação; 2. Ulterior: forma-se no curso do processo; b) quanto 
à obrigatoriedade: 1. Facultativo: formado por opção das partes (art. 113 do CPC); 2. 
Necessário: quando a lei impõe a formação do litisconsórcio no polo ativo ou no polo 
passivo, como condição de validade do processo; c) quanto aos polos: 1. Ativo: mais de 
um reclamante; 2. Passivo: mais de um reclamado; 3. Misto: mais de um litigante nos 
dois polos do processo; d) quanto aos efeitos: 1. Simples: a decisão pode ser diferente 
para os litisconsortes; 2. Unitário: a decisão deve ser idêntica para os litisconsortes. 
e) litisconsórcio alternativo ou eventual: é a possibilidade de o autor demandar contra 
duas ou mais pessoas quando tenha dúvidas reais sobre qual delas seja a verdadeira 
devedora da obrigação. O reclamante formulará pedidos alternativos, requerendo ao juiz 
que se não for possível condenar o primeiro reclamado, condene o segundo e assim 
sucessivamente (art. 326 do CPC).
O art. 117 do CPC estabelece que os litisconsortes devem ser tratados como litigantes dis-
tintos em relação à parte contrária, entretanto, os atos de um litisconsorte podem beneficiar o 
outro, caso a matéria seja comum (beneficiar e não prejudicar).
Se o reclamante não incluir, no polo passivo da reclamação trabalhista, uma empresa que 
tenha responsabilidade solidária ou subsidiária, o juiz não poderá determinar a inclusão, a não 
ser que se trate de litisconsórcio necessário (em caso de litisconsórcio facultativo, o juiz não 
pode determinar de ofício a inclusão).
• Litisconsórcio multitudinário – ocorre quando há uma número tão grande de litigantes 
no polo ativo que pode tumultuar e comprometer a celeridade do processo. Nesse caso, 
o juiz pode limitar o número de litigantes no polo ativo facultativo (art. 113, § 1º, CPC).
Não se aplica, no processo do trabalho, o prazo em dobro para litisconsortes com procura-
dores diferentes.
• Jus postulandi: exceção criada pelo processo do trabalho, sendo que a capacidade pos-
tulatória, regra geral, pertence ao advogado.
− Procuração: De forma excepcional, o advogado poderá postular em juízo sem procu-
ração, para praticar ato urgente e evitar o perecimento do direito, comprometendo-se 
a juntar a procuração no prazo máximo de 15 dias (podendo ser prorrogado por mais 
15 dias, a critério do juiz).
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
O advogado que recebe a procuração comum não tem poderes para receber citação em 
nome do cliente, confessar, fazer acordo, renunciar ao direito ou reconhecer que a parte con-
trária tem razão, dar quitação e firmar declaração de hipossuficiência em nome do reclamante.
Deve ser observado o requerimento do advogado no sentido de que a publicação seja feita 
em nome de determinado causídico. Mas só haverá nulidade se houver prejuízo (princípio da 
instrumentalidade das formas).
Existe no processo do trabalho a procuração apud acta ou tácita, que é aquela conferida 
em audiência pelo outorgante ao advogado, perante o juiz do trabalho.
Essa procuração tácita não comporta substabelecimento. Dispõe a OJ 200 da SDI-1 do 
TST: “É inválido o substabelecimento de advogado investido de mandato tácito”.
• Honorários advocatícios: a partir da vigência da Lei n. 13.467/17 (reforma trabalhista), 
existem honorários decorrentes da sucumbência na Justiça do Trabalho, de sorte que a 
parte vencida deve ressarcir os gastos com as custas e advogado efetuados pela parte 
vencedora.
Se o reclamante for vencido, pode ser descontado de seu crédito o valor dos honorários de 
sucumbência que deva pagar à parte contrária, desde que não comprometa a sua subsistência 
e de sua família.
Se o reclamante for beneficiário da justiça gratuita (em praticamente todas as ações o em-
pregado é beneficiário da justiça gratuita) e for totalmente sucumbente na ação (ou seja, ação 
improcedente), ou parcialmente sucumbente, mas não tiver recebido créditos suficientes para 
garantir o pagamento dos honorários, a exigência de pagamento ficará suspensa pelo prazo de 
2 anos após o trânsito em julgado da ação.
• Assistência judiciária gratuita e justiça gratuita: assistência judiciária é gênero, sendo 
a justiça gratuita espécie.
− Assistência Judiciária Gratuita – direito da parte de ter um advogado do Estado, de 
ser assistida no processo gratuitamente, além de estar isenta de todas as despesas 
e custas processuais.
− Justiça gratuita – direito à gratuidade; direito de não pagar os custos do processo 
(taxas judiciárias, custas, emolumentos, honorários de perito, despesas com editais 
etc.). Mas não garante o direito a advogado do Estado.
Para que a parte tenha acesso à assistência judiciária gratuita, a ser realizada pelo sindi-
cato, é preciso que haja declaração de miserabilidade ou percepção de remuneração mensal 
inferior a dois salários mínimos. Não há necessidade de que o empregado seja associado ao 
sindicato.
A justiça gratuita poderá ser concedida em duas hipóteses: a) se a parte perceber salário 
igual ou inferior a 40% do maior benefício pago pelo regime geral de previdência social; b) se a 
parte comprovar insuficiência de recursos para arcar com os custos do processo, independen-
temente do valor do salário.
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Priscila Margarido
Na segunda hipótese, embora a lei fale em “comprovar” a insuficiência de recursos, basta 
uma declaração feita pela parte de próprio punho ou por seu advogado que tenha poderes es-
pecíficos para tanto.
Ajustiça gratuita pode ser concedida também ao empregador, ainda que pessoa jurídica. 
Para que o empregador receba os benefícios da justiça gratuita não basta a declaração de in-
suficiência de recursos, sendo necessária a efetiva comprovação da situação financeira, com 
juntada de documentos.
O benefício da justiça gratuita pode ser requerido em qualquer fase do processo.
• Depósito recursal: de acordo com o § 10 do art. 899, da CLT: “São isentos do depósito 
recursal os beneficiários da justiça gratuita, as entidades filantrópicas e as empresas em 
recuperação judicial”.
• Honorários periciais: Também são abrangidos pela justiça gratuita? NÃO. Quem paga os 
honorários periciais é a parte que foi sucumbente na pretensão objeto da perícia. Se a 
parte for beneficiária da justiça gratuita e não tiver recebido crédito suficiente para fazer 
frente à despesa, quem pagará os honorários periciais será a União.
• Honorários do assistente técnico: o assistente técnico é um profissional indicado pela 
própria parte para acompanhar a perícia, fazer questionamentos ao perito oficial e ela-
borar um laudo que será juntado aos autos (que acaba sendo sempre favorável à parte 
que o contratou). A parte que optar por contratar um assistente deve arcar com os res-
pectivos honorários.
• Deveres das partes e dos procuradores: devem agir no processo com lealdade e boa-fé.
A litigância de má-fé somente se verifica em condutas dolosas e não culposas. O fato de a 
parte ser beneficiária da justiça gratuita não inibe o pagamento da pena por litigância de má-fé.
A pena por litigância de má-fé podede 18 e maior de 16 mantiver relação de emprego e 
receber um salário mínimo ou mais, ele litiga sozinho. Por outro lado, se receber menos de um 
salário mínimo ou mantiver relação diversa da relação de emprego (por exemplo, o menor é 
estagiário, autônomo...), precisará da atuação dos representantes legais.
O empregador pessoa física tem capacidade de estar em juízo desde que tenha 18 anos ou, 
antes disso, se for emancipado, nos termos do Código Civil.
RESUMO: para estar em juízo sozinha, a pessoa precisa ter capacidade material e processual. 
Se ela tiver apenas capacidade material, deverá estar representada ou assistida. Em ambos os 
casos ela será parte (sendo que na segunda hipótese ela precisa estar representada ou assis-
tida para que possa ser parte de forma regular no processo).
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• Capacidade postulatória ou jus postulandi: está ligada à aptidão para procurar em juízo, 
para falar no processo. Em regra, quem tem capacidade postulatória é o advogado regu-
larmente inscrito na OAB.
Existem casos em que a própria parte pode falar no processo, sem necessidade de estar 
representada por um advogado. Isso ocorre, por exemplo, no Juizado Especial para causas de 
até vinte salários mínimos. Ocorre, também, na Justiça do Trabalho, conforme previsão do art. 
791 da CLT, segundo o qual empregado e empregador poderão atuar diretamente, sem advoga-
do, independentemente do valor da causa. Dispõe o referido dispositivo:
Art. 791. Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.
A possibilidade de empregado e empregador litigarem sem advogado na Justiça do Traba-
lho é chamada de jus postulandi e será estudada mais detalhadamente daqui a pouco.
Na Justiça do Trabalho, também o sindicato tem capacidade postulatória, sendo-lhe fa-
cultada (e não obrigatória) a representação por advogado. De acordo com o art. 791, a parte 
pode ser representada em juízo pelo sindicato de sua categoria. Além disso, estabelece o § 2º 
do art. 791 que “§ 2º Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por 
advogado”. Assim, conclui-se que o sindicato está autorizado a atuar em juízo sem a presença 
de advogado.
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1.2. rePresentação e assistência
Representação processual se refere a absolutamente incapazes e assistência a relativa-
mente incapazes. No caso da representação, o absolutamente incapaz é considerado inapto 
para estar no processo. Então tem alguém (o representante) agindo em nome dele (diz-se 
que o representante defende em nome alheio interesse alheio). Já no caso da assistência, o 
relativamente incapaz está nos autos, mas com o apoio, a assistência de alguém (o relativa-
mente incapaz pratica o ato juntamente com seu assistente). Na CLT, o termo “representação” 
é adotado de forma ampla, tanto para designar a representação aos absolutamente incapazes 
quanto à assistência aos relativamente incapazes.
Na Justiça do Trabalho, o menor de 16 anos será representado e aquele que tiver entre 16 
e 18 anos será assistido.
Como já vimos em aula anterior, ao tratarmos do Ministério Público do Trabalho, existe uma 
discussão na doutrina sobre a necessidade de o MPT estar sempre presente nas ações que 
envolvam menores de 18 anos. De acordo com a doutrina majoritária, a intervenção do MPT 
só é necessária se o menor não estiver representado ou assistido em juízo, ou, ainda, se os 
interesses do menor colidirem com os de seu representante.
Se o menor não tiver representante legal e não houver órgão do Ministério Público do Trabalho 
na localidade, o menor será representado pelo Ministério Público Estadual ou por um curador 
nomeado pelo juiz.
De acordo com o art. 3º do Código Civil: “Art. 3º São absolutamente incapazes de exercer 
pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 (dezesseis) anos”.
Os relativamente incapazes estão elencados no art. 4º do CC:
Art. 4º São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer:
I – os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
II – os ébrios habituais e os viciados em tóxico;
III – aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua vontade;
IV – os pródigos.
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Também se aplica ao processo do trabalho o art. 75 do CPC, que trata das representa-
ções em juízo:
Art. 75. Serão representados em juízo, ativa e passivamente:
I – a União, pela Advocacia-Geral da União, diretamente ou mediante órgão vinculado;
II – o Estado e o Distrito Federal, por seus procuradores;
III – o Município, por seu prefeito ou procurador;
IV – a autarquia e a fundação de direito público, por quem a lei do ente federado designar;
V – a massa falida, pelo administrador judicial;
VI – a herança jacente ou vacante, por seu curador;
VII – o espólio, pelo inventariante;
VIII – a pessoa jurídica, por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não havendo 
essa designação, por seus diretores;
IX – a sociedade e a associação irregulares e outros entes organizados sem personalidade jurídica, 
pela pessoa a quem couber a administração de seus bens;
X – a pessoa jurídica estrangeira, pelo gerente, representante ou administrador de sua filial, agência 
ou sucursal aberta ou instalada no Brasil;
XI – o condomínio, pelo administrador ou síndico.
§ 1º Quando o inventariante for dativo, os sucessores do falecido serão intimados no processo no 
qual o espólio seja parte.
§ 2º A sociedade ou associação sem personalidade jurídica não poderá opor a irregularidade de sua 
constituição quando demandada.
§ 3º O gerente de filial ou agência presume-se autorizado pela pessoa jurídica estrangeira a receber 
citação para qualquer processo.
§ 4º Os Estados e o Distrito Federal poderão ajustar compromisso recíproco para prática de ato pro-
cessual por seus procuradores em favor de outro ente federado, mediante convênio firmado pelas 
respectivas procuradorias.
1.3. Jus Postulandi
Quanto tratamos de partes e procuradores no processo do trabalho, uma das matérias 
mais importantes se refere ao jus postulandi, que, como dito acima, é a possibilidade de em-
pregado e empregado demandarem em causa própria, sem a assistência de advogado.
Parte da doutrina entende que as causas trabalhistas se tornaram muito mais complexas 
e hoje é inviável o exercício do jus postulandi no processo do trabalho. Contudo, o instituto 
continua sendo majoritariamente aceito. Por outro lado, há doutrinadores que entendem que 
após a reforma do Poder Judiciário (EC 45/04) o jus postulandi deve ser ampliado para todas 
as relações de trabalho. Não é o que prevalece.ser aplicada de ofício pelo juiz ou a requerimento da 
parte, em decisão fundamentada. O valor reverterá em favor da parte contrária.
A doutrina e a jurisprudência majoritárias não admitem a condenação solidária do advoga-
do por litigância de má-fé nos próprios autos da reclamação trabalhista.
• Assédio processual: o assédio processual é uma conduta reprovável no processo, que 
não se confunde com a litigância de má-fé. Não há previsão legal, sendo uma criação 
da doutrina e jurisprudência. A doutrina define assédio processual como sendo uma 
conduta reiterada da parte no processo, com o objetivo de atingir finalidade indevida. O 
assédio processual decorre do exercício abusivo das faculdades processuais, da ampla 
defesa e do contraditório.
• Limite temporal para prática dos atos processuais: das 6 às 20 horas. A penhora poderá re-
alizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorização expressa do juiz ou presidente.
É possível que, acaso haja necessidade, os atos sejam concluídos após as 20 horas.
O art. 771 da CLT estabelece a forma escrita para a prática dos atos processuais.
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Termo significa justamente a documentação de um ato. É a forma pela qual o ato proces-
sual será retratado e juntado aos autos. E essa forma é escrita.
No processo eletrônico, os atos processuais podem ser praticados até as 24 horas do 
último dia do prazo, sendo todas as petições (inicial, contestação, recursos etc.) enviadas em 
formato digital, mediante prévio cadastramento e assinatura eletrônica.
• Prazos processuais: quanto à origem: podem ser legais (fixados pela própria lei); judi-
ciais (são aqueles fixados pelo juiz) e convencionais (os que podem ser fixados median-
te acordo entre as partes).
A segunda classificação é quanto à natureza. Os prazos processuais podem ser dilatórios 
ou peremptórios. Dilatórios são aqueles que podem der dilatados, prorrogados. Os prazos pe-
remptórios (também chamados de fatais ou improrrogáveis), são aqueles que decorrem de 
normas imperativas ou de ordem pública e não podem ser dilatados, exceto em caso de força 
maior, devidamente comprovada (como, por exemplo, o prazo recursal).
No processo do trabalho, a partir da reforma trabalhista, foi estabelecida no art. 775 da CLT a 
possibilidade de o juiz prorrogar os prazos processuais para adequá-los à necessidade do conflito.
Quanto ao sujeito a que se destinam, os prazos podem ser próprios (se destinam às partes) 
ou impróprios (destinados ao juiz).
A contagem dos prazos processuais é feita da seguinte forma: exclui-se o dia do começo 
(dia do recebimento da comunicação) e inclui-se o dia do vencimento.
A comunicação dos atos processuais é feita, em regra, de duas maneiras: citação e intima-
ção. A primeira comunicação feita no processo, por meio da qual se dá ciência ao réu de que 
uma ação está sendo movida contra ele, é a citação (art. 238 do CPC). Por meio da citação o 
réu toma conhecimento da ação, bem como da possibilidade de, querendo, defender-se. As 
demais comunicações dos atos processuais são chamadas intimações (art. 269 do CPC).
No processo do trabalho, de forma atécnica, tanto a notificação quanto a intimação são cha-
madas de notificação. Esta notificação não precisa ser pessoal (ou seja, ela é válida desde que te-
nha sido encaminhada ao endereço correto do réu e alguma pessoa lá presente a tenha recebido).
Os advogados constituídos nos autos são intimados dos atos processuais por meio de 
Diário Oficial (hoje, eletrônico).
Contudo, as intimações aos membros do Ministério Público, devem ser feitas sempre de 
forma pessoal (por oficial de justiça).
• Despesas processuais: são os gastos que a parte tem para garantir o trâmite de seu pro-
cesso, do início até o final (por ex., honorários periciais, custas com edital, gastos com 
locomoção de testemunhas etc.). A doutrina faz a seguinte classificação das despesas 
processuais:
− taxa judiciária: é uma espécie de tributo, pago pela prestação do serviço jurisdicional. 
O pagamento é compulsório;
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− custas processuais: são os gastos referentes à movimentação do processo. Tendo 
em vista que a Justiça do Trabalho integra o Poder Judiciário da União, as custas no 
processo do trabalho são destinadas à União;
− emolumentos: é o ressarcimento de despesas requeridas ao Poder Judiciário para 
obtenção de traslados e certidões do interesse do requerente.
As custas na Justiça do Trabalho são de 2% (e o artigo diz sobre o quê serão calculados 
esses 2%), tendo um mínimo (R$ 10,64) e um máximo (quatro vezes o limite máximo dos bene-
fícios do regime geral da previdência social). As custas são sempre pagas ao final.
Quem paga essas custas no processo no trabalho? Se houver acordo, cada parte paga 1%. 
Se a ação for total ou parcialmente procedente, o reclamado paga. Se for improcedente ou 
houver arquivamento, quem paga é o reclamante. Se ocorrer desistência ou abandono da ação, 
quem deve pagar é que desistiu ou abandonou.
Se o empregado não for beneficiário da justiça gratuita, o sindicato que houver intervindo 
no processo em defesa do empregado responderá solidariamente pelo pagamento das cus-
tas devidas.
São isentos do pagamento de custas a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios 
e às respectivas autarquias e fundações públicas federais, estaduais ou municipais que não 
explorem atividade econômica; bem como o Ministério Público do Trabalho. Essa isenção não 
alcança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional (ex. OAB, CREA).
A massa falida está dispensada do pagamento das custas e do depósito recursal (é o de-
pósito de uma quantia que garantirá a execução). Isso não se aplica à empresa em liquidação 
extrajudicial.
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QUESTÕES DE CONCURSO
002. (CRECI – 14ª REGIÃO/ADVOGADO/2021) Quanto às normas atinentes aos processos 
ordinários e aos recursos, no âmbito do processo do trabalho, julgue o item.
A capacidade postulatória das partes limita-se às varas do trabalho e aos tribunais regionais 
do trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os 
recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.
A resposta está na Súmula n. 425 do TST:
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE — Res. n. 165/2010, DEJT divul-
gado em 30.4.2010 e 3 e 4.5.2010.
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho 
e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, 
o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.
O TST considerou que a ação rescisória, a ação cautelar, o mandadode segurança e os recur-
sos de competência do Tribunal Superior do Trabalho exigem conhecimento técnico, sendo 
que a parte, sozinha, não detém tal conhecimento. Também para recorrer ao STF é necessária 
a representação por advogado.
Certo.
003. (CEBRASPE/MINISTÉRIO DA ECONOMIA/TÉCNICO DE COMPLEXIDADE INTELECTU-
AL – DIREITO/2020) Julgue o item seguinte, à luz da legislação e da jurisprudência aplicáveis 
ao processo do trabalho.
Empregados e empregadores poderão reclamar pessoalmente na justiça do trabalho, podendo 
exercer o jus postulandi para reclamações trabalhistas, contestação, recursos, ação cautelar 
e mandado de segurança.
Começou bem e se perdeu... rsrs. Para ação cautelar e mandado de segurança é imprescindí-
vel a contratação de advogado, não se aplicando às hipóteses o ius postuladi.
Errado.
004. (MÉTODO SOLUÇÕES EDUCACIONAIS/PREFEITURA DE PLANALTO DA SERRA-MT/
PROCURADOR JURÍDICO/2019) Assinale a alternativa correta, de acordo com a CLT.
a) A reclamação deverá ser escrita;
b) Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou secretário, dentro de 72 (setenta e 
duas) horas, remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao 
mesmo tempo, para comparecer à audiência do julgamento, que será a primeira desimpedida, 
depois de 5 (cinco) dias;
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Priscila Margarido
c) A reclamação poderá ser apresentada por intermédio das Procuradorias Regionais da Justi-
ça do Trabalho, desde que munidos de procuração para tal ato;
d) Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão ser acumuladas 
num só processo, se se tratar de empregados da mesma empresa ou estabelecimento.
a) Errada. De acordo com o art. 840 da CLT: “Art. 840. A reclamação poderá ser escrita ou verbal”.
b) Errada. Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou secretário, dentro de 72 (setenta 
e duas) horas 48 (QUARENTA E OITO) HORAS, remeterá a segunda via da petição, ou do termo, 
ao reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer à audiência do julgamento, 
que será a primeira desimpedida, depois de 5 (cinco) dias (ART. 841 DA CLT).
c) Errada. O art. 839 da CLT não exige a juntada de procuração para o representante do MPT, 
o qual foi investido na função por concurso público e atua em nome do órgão ao qual está 
integrado.
Art. 839. A reclamação poderá ser apresentada:
a) pelos empregados e empregadores, pessoalmente, ou por seus representantes, e pelos sindica-
tos de classe;
b) por intermédio das Procuradorias Regionais da Justiça do Trabalho.
d) Certa. É exatamente o que diz o art. 842 da CLT.
Letra d.
005. (IPEFAE/PREFEITURA DE ANDRADAS-MG/ADVOGADO/2019) Segundo estabelece a 
Consolidação das Leis do Trabalho, analise as assertivas abaixo e responda.
I – admite-se o exercício do jus postulandi nas causas de rito sumaríssimo, mas não nas cau-
sas de rito ordinário em que figurar a Fazenda Pública como reclamada.
II – em uma ação trabalhista com valor de causa de R$ 5.000,00 promovida por João Jurandir, 
empregado público celetista, contra o município “M”, será possível ouvir até 6 (seis) testemu-
nhas, ou seja, 3 (três) para cada uma das partes.
III – é inadmissível prova pericial nas ações de rito sumaríssimo.
IV – das decisões interlocutórias proferidas nas ações trabalhistas de rito ordinário caberá 
agravo de instrumento no prazo de 8 dias. Se a ação, contudo, for de rito sumaríssimo, tais 
decisões interlocutórias serão irrecorríveis.
Das assertivas acima, estão corretas apenas aquelas que constam em:
a) I e II.
b) I, II, III e IV.
c) II.
d) I e III.
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Priscila Margarido
I – Errado. O jus postulandi é uma faculdade atribuída ao empregado e ao empregador, inde-
pendentemente do rito processual (se sumário, sumaríssimo ou ordinário) e independente-
mente, também, de quem figure no polo contrário.
II – Certo. Ainda iremos estudar o procedimento sumaríssimo, mas já adianto aqui para você: 
as causas de até 40 salários mínimos seguem o procedimento sumaríssimo. No entanto, “Es-
tão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração 
Pública direta, autárquica e fundacional” (art. 852-A, parágrafo único, da CLT).
Assim, a ação trabalhista com valor de causa de R$ 5.000,00 promovida contra o município “M” 
deverá seguir o procedimento ordinário. E no procedimento ordinário cada parte pode apresen-
tar até 3 testemunhas.
III – Errado. No rito sumaríssimo, é possível a prova pericial, de acordo com o § 4º do art. 
852-G da CLT:.
Art. 852-G
(...)
§ 4º Somente quando a prova do fato o exigir, ou for legalmente imposta, será deferida prova técni-
ca, incumbindo ao juiz, desde logo, fixar o prazo, o objeto da perícia e nomear perito.
IV – Errado. Na Justiça do Trabalho as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato, 
independentemente do rito (ordinário, sumário ou sumaríssimo).
Letra c.
006. (INSTITUTO ÁGUIA/CEAGESP/ADVOGADO – TRABALHISTA/2018) O instituto que foi 
criado com o intuito de solucionar o problema do acesso à Justiça pela população, visando 
beneficiar a classe hipossuficiente, que mormente não possui condições financeiras de pagar 
honorários de advogado, é denominado de:
a) Capacidade postulatória.
b) Sindicato dos trabalhadores.
c) Jus postulandi.
d) Reclamação trabalhista.
O jus postulandi é o instituto que possibilita que empregado e empregador litiguem em juízo 
sem a assistência de advogado.
Letra c.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
007. (VUNESP/PREFEITURA DE JUNDIAÍ-SP/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2021) Deter-
minada entidade filantrópica, pretendendo recorrer ordinariamente da sentença que lhe foi 
desfavorável,
a) está dispensada do depósito recursal e do pagamento de custas.
b) está dispensada do pagamento de custas, mas deve realizar o depósito recursal.
c) deve preparar adequadamente o recurso, comprovando a realização do depósito recursal e 
o pagamento de custas.
d) está dispensada do depósito recursal, e ficará isenta do pagamento de custas se for benefi-
ciária da justiça gratuita.
e) está dispensada do pagamento de custas, mas deve realizar o depósito recursal com redu-
ção de 50% (cinquenta por cento).
Não há previsão na CLT para que a entidade filantrópica seja dispensada do recolhimento de 
custas processuais. De acordo com o inciso I do art. 790-A da CLT, são isentos “a União, os 
Estados, o Distrito Federal, os Municípios e respectivas autarquiase fundações públicas fe-
derais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica”. Portanto, não foram 
abrangidas pelo dispositivo as entidades filantrópicas. Assim, para que tais entidades sejam 
dispensadas do recolhimento de custas, é preciso que tenham obtido o benefício da justiça 
gratuita nos autos.
Quanto ao depósito recursal, há previsão expressa de dispensa do depósito, conforme se extrai 
do § 10 do art. 899 da CLT:
Art. 899 (...)
§ 10. São isentos do depósito recursal os beneficiários da justiça gratuita, as entidades filantrópicas 
e as empresas em recuperação judicial.
Letra d.
008. (QUADRIX/CREA-TO/ADVOGADO/2019) No que diz respeito ao direito processual do 
trabalho, julgue o item.
Ao advogado serão devidos honorários de sucumbência, fixados entre 5% e 15% sobre o valor 
que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido, ou, não sendo possível 
mensurá‐lo, sobre o valor atualizado da causa.
É exatamente o que dispõe o caput do art. 791-A da CLT:
Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbên-
cia, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o 
valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível 
mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.
Certo.
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
009. (VUNESP/AVAREPREV-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2020) Em reclamação traba-
lhista promovida por Maria do Céu, beneficiária da justiça gratuita, houve a realização de 
perícia técnica para verificação da exposição da reclamante a agentes insalubres e a refe-
rida perícia foi negativa, de modo que em sentença o Juízo julgou improcedente o pedido 
de adicional de insalubridade e condenou a reclamante ao pagamento dos honorários peri-
ciais. A partir dessa assertiva, com relação aos honorários periciais, é correto afirmar que 
são devidos pela
a) União, de forma solidária, vez que a reclamante é beneficiária da justiça gratuita.
b) Reclamante, sem possibilidade de parcelamento, vez que é beneficiária da justiça gratuita.
c) Reclamante, vez que foi sucumbente na pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária 
da justiça gratuita.
d) União, mesmo que a outros créditos deferidos à Reclamante, sejam suficientes para supor-
tar o pagamento.
e) Reclamada, independente do resultado da perícia ter sido negativo.
Conforme estabelece o art. 790-B, da CLT, “A responsabilidade pelo pagamento dos honorários 
periciais é da parte sucumbente na pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária da justi-
ça gratuita”. Portanto, a responsabilidade é da reclamante.
A questão era simples e a resposta estava atrelada ao dispositivo expresso da CLT.
No entanto, se você ficou com dúvida, por termos visto na aula que a União assume o paga-
mento dos honorários periciais em alguns casos, vou fazer uma explicação bem detalhada 
para você:
O § 4º do art. 790-B da CLT estabelece o seguinte: “Somente no caso em que o beneficiário 
da justiça gratuita não tenha obtido em juízo créditos capazes de suportar a despesa referida 
no caput, ainda que em outro processo, a União responderá pelo encargo”. Portanto, se a re-
clamante, no caso, era beneficiária da justiça gratuita e não recebeu no processo, ou mesmo 
em outro processo, crédito suficiente para pagar os honorários periciais, quem pagará o perito 
será a União.
A obrigação continua sendo da reclamante, no entanto, o pagamento será feito pela União em 
razão de insuficiência de recursos da reclamante. O perito não pode trabalhar de graça no pro-
cesso e alguém precisa arcar com esse pagamento.
Na questão, perguntou-se por quem eram devidos os honorários periciais. E eram devidos pela 
reclamante, pois sucumbente no objeto da perícia. Isso está correto. A questão poderia ter 
continuado e dito que quem faria o pagamento seria a União; mas não continuou. O fato de não 
ter feito esse complemento não torna a questão errada.
Letra c.
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
010. (FUNDEP/PREFEITURA DE CONTAGEM-MG/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) Anali-
se os seguintes itens referentes aos atos processuais e aos ritos procedimentais afetos ao 
processo judiciário do trabalho.
I – O jus postulandi das partes, assegurado pela CLT, deve ser interpretado de forma ampla e 
alcança a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de compe-
tência do TST.
II – As fundações públicas municipais, quando representadas em juízo, ativa e passivamente, 
por seus procuradores, devem promover a juntada de instrumento de mandato e de compro-
vação do ato de nomeação.
III – O indeferimento da petição inicial, por encontrar-se desacompanhada de documento in-
dispensável à propositura da ação, em regra prescinde de intimação prévia do reclamante para 
suprir a irregularidade.
IV – Nos termos da lei, o não comparecimento do reclamante à audiência de julgamento im-
porta o arquivamento da reclamação e a condenação do ausente ao pagamento de multa por 
litigância de má-fé, ainda que beneficiário da justiça gratuita.
Nesse contexto, pode-se afirmar:
a) Todos os itens são corretos.
b) Todos os itens são incorretos.
c) São corretos os itens II e III, apenas.
d) São corretos os itens I e IV, apenas.
I – Errado. De acordo com a Súmula n. 425 do TST, o jus postulandi NÃO alcança a ação resci-
sória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do TST.
II – Errado. As fundações públicas municipais, quando representadas em juízo, ativa e passiva-
mente, por seus procuradores, devem promover a ESTÃO DISPENSADAS DA juntada de instru-
mento de mandato e de comprovação do ato de nomeação (Súmula n. 436/TST).
REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. PROCURADOR DA UNIÃO, ESTADOS, MUNICÍPIOS E 
DISTRITO FEDERAL, SUAS AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES PÚBLICAS. JUNTADA DE INS-
TRUMENTO DE MANDATO.
I – A União, Estados, Municípios e Distrito Federal, suas autarquias e fundações públicas, 
quando representadas em juízo, ativa e passivamente, por seus procuradores, estão dis-
pensadas da juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato de nomeação.
II – Para os efeitos do item anterior, é essencial que o signatário ao menos declare-se 
exercente do cargo de procurador, não bastando a indicação do número de inscrição na 
Ordem dos Advogados do Brasil.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
III – Errado. O indeferimento da petição inicial, por encontrar-se desacompanhada de docu-
mento indispensável à propositura da ação, somente é cabível se, após intimada para suprir 
a irregularidade em 15 (quinze)dias, mediante indicação precisa do que deve ser corrigido ou 
completado, a parte não o fizer.
Súmula n. 263 do TST
PETIÇÃO INICIAL. INDEFERIMENTO. INSTRUÇÃO OBRIGATÓRIA DEFICIENTE
Salvo nas hipóteses do art. 330 do CPC de 2015 (art. 295 do CPC de 1973), o indeferi-
mento da petição inicial, por encontrar-se desacompanhada de documento indispensável 
à propositura da ação ou não preencher outro requisito legal, somente é cabível se, após 
intimada para suprir a irregularidade em 15 (quinze) dias, mediante indicação precisa do 
que deve ser corrigido ou completado, a parte não o fizer (art. 321 do CPC de 2015).
IV – Errado. O não comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da 
reclamação e a condenação do ausente ao pagamento de multa por litigância de má-fé DAS 
CUSTAS, ainda que beneficiário da justiça gratuita (ART. 844, § 2º, CLT).
Art. 844 (...)
§ 2º Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao pagamento das custas cal-
culadas na forma do art. 789 desta Consolidação, ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo 
se comprovar, no prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu por motivo legalmente justificável.
Pode até ser que haja multa por litigância de má-fé caso a situação particular demonstre que a 
ausência do reclamante se deu por má-fé. Mas isso seria um caso específico. O que a lei prevê, 
de forma geral, é o pagamento das custas pelo reclamante ausente, ainda que beneficiário da 
justiça gratuita.
Letra b.
011. (CEBRASPE/PREFEITURA DE CAMPO GRANDE-MS/PROCURADOR MUNICIPAL/2019) 
De acordo com a legislação processual trabalhista, julgue o seguinte item, relativo ao jus pos-
tulandi, à reclamação e às provas no processo do trabalho.
A possibilidade de empregado e empregador reclamarem pessoalmente na justiça do trabalho, 
conhecida como jus postulandi, foi extinta pela reforma trabalhista.
A reforma trabalhista não extinguiu o jus postulandi. O art. 791 da CLT (“Art. 791 – Os empre-
gados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e 
acompanhar as suas reclamações até o final”) continua em vigor.
Errado.
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Priscila Margarido
012. (INSTITUTO CONSULPLAN/CODESG-SP/ADVOGADO/2019) Após a Reforma Traba-
lhista, Lei n. 13.467/2017, foi instituído que, ao advogado, ainda que atue em causa própria, 
serão devidos honorários de sucumbência. Sobre o assunto, assinale a afirmativa correta.
a) Ao fixar os honorários, o juízo observará, entre outros requisitos, o grau de qualificação e 
especialização do profissional.
b) Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, 
possível a compensação entre os honorários em favor do reclamante.
c) Vencido o beneficiário da justiça gratuita, as obrigações decorrentes de sua sucumbência 
ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade, mesmo que tenha obtido em juízo, ainda que 
em outro processo, créditos capazes de suportar a despesa.
d) Os honorários de sucumbência serão fixados entre o mínimo de 5% e o máximo de 15% so-
bre o valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo 
possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.
a) Errada. O grau de qualificação e especialização do profissional não estão previstos dentre 
os requisitos que serão analisados pelo juiz. Portanto, um advogado que tenha mestrado, por 
exemplo, não receberá, em razão do título, honorários maiores do que seriam arbitrados ao 
advogado que não tenha mestrado.
b) Errada. Na hipótese de procedência parcial, o juiz arbitrará honorários de sucumbência recí-
proca, possível SENDO VEDADA a compensação entre os honorários em favor do reclamante.
c) Errada. Vencido o beneficiário da justiça gratuita, as obrigações decorrentes de sua sucum-
bência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade, mesmo que tenha EXCETO SE HOU-
VER obtido em juízo, ainda que em outro processo, créditos capazes de suportar a despesa. OU 
SEJA, SE O RECLAMANTE, AINDA QUE BENEFICIÁRIO DA JUSTIÇA GRATUITA, TIVER CRÉDITO 
SUFICIENTE PARA O PAGAMENTO DOS HONORÁRIOS, ELE DEVE PAGAR.
d) Certa. A questão toda foi extraída do art. 791-A, da CLT. Para fixação, vale à pena ler 
mais uma vez:
Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbên-
cia, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o 
valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível 
mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.
§ 1º Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a 
parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria.
§ 2º Ao fixar os honorários, o juízo observará:
I – o grau de zelo do profissional;
II – o lugar de prestação do serviço;
III – a natureza e a importância da causa;
IV – o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
§ 3º Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, 
vedada a compensação entre os honorários.
§ 4º Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda que em 
outro processo, créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes de sua sucum-
bência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos 
dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar 
que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuida-
de, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário.
§ 5º São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.
Letra d.
013. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP/PROCURADOR/2019) Na 
Justiça do Trabalho, os honorários de sucumbência
a) não são devidos ao advogado que esteja atuando em causa própria.
b) devem ser revertidos à parte representada, reclamante ou reclamado.
c) não são devidos nas ações em que a parte está assistida pelo sindicato de sua categoria.
d) podem ser compensados quando houver procedência parcial.
e) são devidos nas ações contra a Fazenda Pública e naquelas em que o sindicato atua como 
substituto processual.
a) Errada. Diz o art. 791-A da CLT: “Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, 
serão devidos honorários de sucumbência (...)”.
b) Errada. Os honorários de sucumbência são revertidos ao advogado da parte vencedora.
c) Errada. De acordo com o § 1º do art. 791-A da CLT: “§ 1º Os honorários são devidos também 
nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a parte estiver assistida ou substi-
tuída pelo sindicato de sua categoria”. Nesse caso os honorários de sucumbência irão para o 
advogado do sindicato.
d) Errada. Estabelece o § 3º do art. 791-A da CLT: “§ 3º Na hipótese de procedência par-
cial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensaçãoentre os 
honorários”.
e) Certa. Prevê o § 1º do art. 791-A da CLT: “§ 1º Os honorários são devidos também nas ações 
contra a Fazenda Pública e nas ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sin-
dicato de sua categoria”.
Letra e.
014. (QUADRIX/COREN-RS/ANALISTA JURÍDICO/2018) Na falta dos representantes legais, 
a reclamação trabalhista do menor de dezoito anos de idade não poderá ser feita pelo(pela)
a) sindicato.
b) curador nomeado em juízo.
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c) Procuradoria da Justiça do Trabalho.
d) Ministério Público estadual.
e) conselho tutelar.
A matéria está tratada no art. 793 da CLT:
Art. 793. A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais 
e, na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público 
estadual ou curador nomeado em juízo.
O conselho tutelar não está elencado no art. 793 da CLT, uma vez que a função dele não é re-
presentar o menor em juízo.
Letra e.
015. (QUADRIX/CRF-PR/ADVOGADO/2019) De acordo com a CLT, assinale a alternativa cor-
reta a respeito das partes e dos procuradores.
a) Não se admite que os empregadores possam reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho, sendo esse direito exclusivo do empregado.
b) O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, alcança o mandado de segu-
rança e a ação rescisória.
c) Nos dissídios individuais, os empregados e os empregadores poderão fazer‐se representar 
por intermédio do sindicato.
d) Nos dissídios coletivos, é obrigatória aos interessados a assistência por advogado.
e) O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, alcança os recursos de compe-
tência do Tribunal Superior do Trabalho.
a) Errada. De acordo o art. 791 da CLT, tanto os empregados quanto os empregadores podem 
reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho (é o chamado jus postulandi).
b) Errada. O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, NÃO alcança o manda-
do de segurança e a ação rescisória, conforme definido na Súmula n. 425 do TST:
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE — Res. n. 165/2010, DEJT 
divulgado em 30.4.2010 e 3 e 4.5.2010.
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Tra-
balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho.
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c) Certa. Nos dissídios individuais, os empregados e os empregadores poderão fazer‐se repre-
sentar por intermédio do sindicato (art. 791, § 1º, CLT).
d) Errada. Dispõe o § 2º do art. 791 que “§ 2º Nos dissídios coletivos é facultada aos interes-
sados a assistência por advogado”. Nos dissídios coletivos o que é obrigatória é a presença 
do sindicato. Se ele será ou não assistido por advogado, fica a critério do sindicato (trata-se de 
uma faculdade).
e) Errada. O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, NÃO alcança os recur-
sos de competência do Tribunal Superior do Trabalho. É o que estabelece a Súmula n. 425 do 
TST, transcrita na letra “b”.
Letra c.
016. (VUNESP/PREFEITURA DE REGISTRO-SP/ADVOGADO/2018) Conforme disposição na 
Consolidação das Leis do Trabalho, sobre os honorários de sucumbência, é correto afirmar que
a) não será devido ao advogado que atue em causa própria.
b) não são devidos nas ações contra a Fazenda Pública.
c) são devidos nas ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua 
categoria.
d) na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, 
permitida a compensação entre os honorários.
e) não são devidos na reconvenção.
a) Errada. Diz o art. 791-A da CLT: “Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, 
serão devidos honorários de sucumbência (...)”.
b) Errada. Estabelece o § 1º do art. 791-A da CLT: “§ 1º Os honorários são devidos também nas 
ações contra a Fazenda Pública”
c) Certa. De acordo com o § 1º do art. 791-A da CLT: “§ 1º Os honorários são devidos (...) nas 
ações em que a parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria”.
d) Errada. Estabelece o § 3º do art. 791-A da CLT: “§ 3º Na hipótese de procedência par-
cial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, vedada a compensação entre os 
honorários”.
e) Errada. De acordo com o § 5º do art. 791-A da CLT: “§ 5º São devidos honorários de sucum-
bência na reconvenção”. A reconvenção é uma nova ação (proposta pelo réu da ação princi-
pal em face do autor) e, como tal, não há razão para que não sejam devidos honorários de 
sucumbência.
Letra c.
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017. (QUADRIX/CREA-GO/ANALISTA – ADVOGADO/2019) Julgue o item, relativo aos hono-
rários sucumbenciais nos processos trabalhistas.
Embora os honorários sucumbenciais observem patamares mínimo e máximo, sua gradação 
entre ambos deve levar em conta o grau de zelo do profissional, seu trabalho, o tempo consu-
mido, a localidade em que foi prestado o serviço e a natureza e a relevância da causa.
O patamar mínimo é de 5% e o máximo de 15% (art. 791-A, CLT). O § 2º do art. 791-A dispõe os 
critérios que serão observados pelo juiz para fixação dos honorários de sucumbência:
§ 2º Ao fixar os honorários, o juízo observará:
I – o grau de zelo do profissional;
II – o lugar de prestação do serviço;
III – a natureza e a importância da causa;
IV – o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.
Certo.
018. (VUNESP/PREFEITURA DE JUNDIAÍ-SP/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2021) Nos ter-
mos da Consolidação das Leis do Trabalho, o beneficiário da justiça gratuita
a) continua responsável pelo pagamento dos honorários periciais quando sucumbente na pre-
tensão objeto da perícia.
b) fica dispensado do pagamento dos honorários periciais quando sucumbente na pretensão 
objeto da perícia, independentemente de qualquer outra circunstância.
c) não pode ser condenado ao pagamento de honorários de sucumbência.
d) deve quitar os honorários de sucumbência no prazo de três anos após o trânsito em julgado 
da decisão, sob pena de inscrição no Cadastro Nacional de Devedores Trabalhistas.
e) não pode ser condenado ao pagamento de honorários de sucumbência em percentual supe-
rior a 10% (dez por cento) calculado sobre o valor atualizado da causa.
a) Certa. É a mesa explicaçãoda questão 9.
b) Errada. Vide questão 9.
c) Errada. O beneficiário da justiça gratuita pode ser condenado ao pagamento de honorários 
de sucumbência. Para isso, basta que seja sucumbente total ou parcialmente na ação. Se ele 
não tiver obtido crédito (naquele processo ou em outro), para assegurar o pagamento dos 
honorários, a exigibilidade ficará suspensa. Mas isso não retira a condenação. Ele pode ser 
condenado (e será!) sempre que sucumbir.
d) Errada. O que o § 4º do art. 791-A da CLT estabelece não é um prazo para pagamento, mas 
sim um período de suspensão da exigibilidade (2 anos), para que se verifique, nesse prazo, se 
o beneficiário da justiça gratuita adquiriu condições de pagar o crédito que ele não conseguiu 
pagar logo após o trânsito em julgado da decisão.
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Priscila Margarido
e) Errada. Os honorários de sucumbência são fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) 
e o máximo de 15% (quinze por cento). Os percentuais mínimos e máximos são sempre esses; 
não importa se o sucumbente é beneficiário da justiça gratuita ou não.
§ 4º Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda que em 
outro processo, créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes de sua sucum-
bência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos 
dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar 
que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuida-
de, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário.
Letra a.
019. (IDIB/CÂMARA DE PLANALTINA-GO/ANALISTA JURÍDICO/2021) Na Justiça do Tra-
balho, é possível a concessão da assistência judiciária gratuita quando a parte não conseguir 
arcar com os custos do processo. Nesse sentido, o Tribunal Superior do Trabalho entende 
sumuladamente que,
a) no caso de pessoa jurídica, é desnecessária a demonstração de impossibilidade de arcar 
com as despesas do processo.
b) para a concessão da assistência judiciária gratuita à pessoa natural, basta a declaração de 
hipossuficiência econômica firmada pela parte ou por seu advogado, desde que munido de 
procuração com poderes específicos para esse fim.
c) para a concessão da assistência judiciária gratuita à pessoa física ou jurídica, basta a decla-
ração de hipossuficiência econômica firmada pelo respectivo advogado.
d) no caso de pessoa física ou jurídica, basta a mera declaração de impossibilidade de arcar 
com as despesas do processo.
a) Errada. É necessário que a pessoa jurídica comprove a impossibilidade de arcar com as 
despesas do processo. Nesse sentido, a Súmula n. 463/TST:
ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. COMPROVAÇÃO
I – A partir de 26.06.2017, para a concessão da assistência judiciária gratuita à pessoa 
natural, basta a declaração de hipossuficiência econômica firmada pela parte ou por seu 
advogado, desde que munido de procuração com poderes específicos para esse fim (art. 
105 do CPC de 2015);
II – No caso de pessoa jurídica, não basta a mera declaração: é necessária a demonstra-
ção cabal de impossibilidade de a parte arcar com as despesas do processo.
b) Certa. É exatamente o que dispõe o item I da Súmula n. 463, transcrita acima.
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c) Errada. Para a pessoa física, basta a declaração de hipossuficiência econômica firmada 
pela própria parte ou pelo respectivo advogado, desde que tenha poderes especiais para tan-
to. Para a pessoa jurídica é preciso comprovar a impossibilidade de arcar com as despesas 
do processo.
d) Errada. De acordo com a Súmula 463, a pessoa jurídica deve demonstrar cabalmente a im-
possibilidade de arcar com as despesas do processo.
Letra b.
020. (VUNESP/CODEN-SP/ADVOGADO/2021) Responderá por perdas e danos aquele que 
litigar de má-fé. Nesse sentido, assinale a alternativa correta.
a) A má-fé é aplicável somente ao reclamante e reclamado, não podendo ser aplicada ao in-
terveniente.
b) A condenação não poderá ser de ofício, mas tão somente por requerimento das partes.
c) A execução da multa por litigar de má-fé dar-se-á em autos apartados.
d) Quando o valor da causa for irrisório, a multa poderá ser fixada em até duas vezes o limite 
máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
e) Deduzir pretensão ou defesa contra fato incontroverso não é causa de litigância de má-fé.
a) Errada. A má-fé é aplicável ao reclamante, ao reclamado e ao interveniente (Art. 793-A, CLT).
b) Errada. A condenação poderá ser de ofício ou a requerimento das partes (Art. 793-C, CLT). 
O juiz, ao verificar que a parte está agindo de má-fé, pode multá-la de ofício, não ficando na 
dependência de a parte contrária requerer.
c) Errada. A execução da multa por litigar de má-fé dar-se-á nos mesmos autos (Art. 793-D, 
parágrafo único, CLT).
d) Certa. (Art. 793-C, § 2º, CLT).
e) Errada. Deduzir pretensão ou defesa contra fato incontroverso, É causa de litigância de má-fé 
(Art. 793-B, I, CLT).
Para fixação da matéria, é importante ler novamente os seguintes artigos:
Art. 793-A. Responde por perdas e danos aquele que litigar de má-fé como reclamante, reclamado 
ou interveniente.
Art. 793-B. Considera-se litigante de má-fé aquele que:
I – deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso;
II – alterar a verdade dos fatos;
III – usar do processo para conseguir objetivo ilegal;
IV – opuser resistência injustificada ao andamento do processo;
V – proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo;
VI – provocar incidente manifestamente infundado;
VII – interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.
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Art. 793-C. De ofício ou a requerimento, o juízo condenará o litigante de má-fé a pagar multa, que de-
verá ser superior a 1% (um por cento) e inferior a 10% (dez por cento) do valor corrigido da causa, a 
indenizar a parte contrária pelos prejuízos que esta sofreu e a arcar com os honorários advocatícios 
e com todas as despesas que efetuou.
§ 1º Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juízo condenará cada um na proporção de 
seu respectivo interesse na causa ou solidariamente aqueles que se coligaram para lesar a parte 
contrária.
§ 2º Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser fixada em até duas 
vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.§ 3º O valor da indenização será fixado pelo juízo ou, caso não seja possível mensurá-lo, liquidado 
por arbitramento ou pelo procedimento comum, nos próprios autos.
Art. 793-D. Aplica-se a multa prevista no art. 793-C desta Consolidação à testemunha que intencio-
nalmente alterar a verdade dos fatos ou omitir fatos essenciais ao julgamento da causa.
Parágrafo único. A execução da multa prevista neste artigo dar-se-á nos mesmos autos.
Letra d.
021. (VUNESP/CÂMARA MUNICIPAL DE PINDORAMA-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2020) 
Na Justiça do Trabalho, os honorários de sucumbência
a) não são devidos quando a parte estiver substituída pelo sindicato de sua categoria.
b) não são devidos pelos beneficiários da justiça gratuita.
c) são também devidos na reconvenção.
d) são fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 20% (vinte por cento) 
sobre o valor da liquidação de sentença, na hipótese de procedência dos pedidos.
e) são fixados sem levar em consideração o lugar da prestação dos serviços e a nature-
za da causa.
a) Errada. Os honorários são devidos quando a parte estiver substituída pelo sindicato de sua 
categoria e são destinados ao advogado do sindicato.
Art. 791-A (...)
§ 1º Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a 
parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria.
b) Errada. Os honorários são devidos ainda que a parte sucumbente seja beneficiária da justiça 
gratuita. O que pode ocorrer é a suspensão da obrigação de pagar os honorários caso a parte 
beneficiaria da justiça gratuita não tenha condições de efetuar o pagamento. Mas são devidos! 
(art. 791-A, § 4º, CLT).
c) Certa. Art. 791-A, § 5º, CLT
d) Errada. O máximo é de 15% (art. 791-A, CLT).
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e) Errada. Ao fixar os honorários de sucumbência, o juiz levará em conta o lugar da prestação 
dos serviços e a natureza da causa. E, ainda, o grau de zelo do profissional, o trabalho realizado 
pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço (art. 791-A, § 2º, CLT).
Letra c.
022. (IESES/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ-SC/ANALISTA JURÍDICO/2019) No processo do 
trabalho, responde por perdas e danos aquele que litigar de má-fé como reclamante, reclama-
do ou interveniente quando, por exemplo:
a) Quando o preposto da reclamada omitir fatos essenciais ao julgamento da causa.
b) Deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso ou alterar a 
verdade dos fatos.
c) Interpuser recurso de decisão que julgar arbitrária.
d) Provocar incidente processual.
a) Errada. Não há esta previsão no art. 793-B da CLT. O preposto da reclamada, em audiência, 
deve falar sobre aquilo que for perguntado.
b) Certa. Art. 793-B, I, CLT.
c) Errada. Ao interpor recurso de decisão que julga arbitrária, a parte está simplesmente exer-
cendo um direito.
d) Errada. Provocar incidente processual faz parte do processo, o que é considerado litigância 
de má-fé é provocar incidente manifestamente infundado (Art. 793-B, VI, CLT).
Letra b.
023. (CRESCER CONSULTORIAS/PREFEITURA DE SÃO DOMINGOS DO AZEITÃO-MA/PRO-
CURADOR/2018) Sobre as partes e procuradores na Consolidação das Leis Trabalhistas, é 
INCORRETO afirmar:
a) Nos dissídios individuais os empregados e empregadores poderão fazer-se representar por 
intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem dos Advo-
gados do Brasil.
b) Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, 
fixados entre o mínimo de 10% (dez por cento) e o máximo de 20% (vinte por cento) sobre o 
valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo pos-
sível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.
c) A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais e, 
na falta destes, pela Procuradoria da Justiça do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Públi-
co estadual ou curador nomeado em juízo.
d) Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado.
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a) Certa. Art. 791, § 1º, CLT.
b) Errada. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucum-
bência, fixados entre o mínimo de 10% (dez por cento) 5% (CINCO POR CENTO) e o máximo 
de 20% (vinte por cento) 15% (QUINZE POR CENTO) sobre o valor que resultar da liquidação 
da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, sobre o valor 
atualizado da causa. ART. 791-A, CLT.
c) Certa. Art. 793, CLT.
d) Certa. Art. 791, § 2º, CLT.
Letra b.
024. (QUADRIX/CRF-PR/ANALISTA DE RH/2019) De acordo com a Lei n.º 13.467/2017, jul-
gue os itens a seguir.
I – Considera‐se como litigante de má‐fé aquele que deduzir pretensão ou defesa contra texto 
expresso de lei ou fato controverso.
II – Considera‐se como litigante de má‐fé aquele que proceder de modo temerário em qualquer 
incidente ou ato do processo.
III – Considera‐se como litigante de má‐fé aquele que provocar incidente manifestamen-
te fundado.
IV – Considera‐se como litigante de má‐fé aquele que interpuser recurso com intuito manifes-
tamente protelatório.
A quantidade de itens certos é igual a
a) 0.
b) 1.
c) 2.
d) 3.
e) 4.
I – Errado. Considera‐se como litigante de má‐fé aquele que deduzir pretensão ou defesa con-
tra texto expresso de lei ou fato controverso INCONTROVERSO. (Art. 793-B, I, CLT).
II – Certo. Art. 793-B, V, CLT.
III – Errado. Considera‐se como litigante de má‐fé aquele que provocar incidente manifesta-
mente fundado INFUNDADO (Art. 793-B, VI, CLT).
IV – Certo. Art. 793-B, VII, CLT.
Letra c.
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025. (QUADRIX/CREA-GO/ANALISTA – ADVOGADO/2019) Julgue o item, relativo aos hono-
rários sucumbenciais nos processos trabalhistas.
O vencido que seja beneficiário da gratuidade de justiça poderá, ainda assim, arcar com hono-
rários sucumbenciais se houver obtido judicialmente, ainda que em outro processo, créditos 
capazes de suportar aquela despesa.
A ideia da reforma trabalhista é justamente esta: que o beneficiário da justiça gratuita, sempre 
que possível, pague os honorários advocatícios com os créditos recebidos naquele processo 
ou em outro.
Art. 791-A (...)
§ 4º Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda que em 
outro processo, créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes de suasucum-
bência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos 
dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar 
que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuida-
de, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário.
Certo.
026. (QUADRIX/CREA-GO/ANALISTA – ADVOGADO/2019) Julgue o item, relativo aos hono-
rários sucumbenciais nos processos trabalhistas.
São devidos honorários sucumbenciais nos processos trabalhistas, exceto quando o recla-
mante ou o reclamado for advogado, atuando em causa própria.
O advogado tem direito a honorários de sucumbência, ainda que atue em causa própria. Dis-
põe o art. 791-A da CLT:
Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbên-
cia, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o 
valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível 
mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.
O advogado que atua em causa própria cumula as duas posições: parte e advogado. Ele dei-
xou de trabalhar em outro processo para redigir o seu, então houve trabalho e são devidos os 
honorários de sucumbência.
Errado.
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027. (VUNESP/PREFEITURA DE BURITIZAL-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2018) Em confor-
midade com o texto contido na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é correto afirmar que
a) nos dissídios coletivos, é obrigatório aos interessados a assistência por advogado.
b) os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.
c) ao advogado serão devidos honorários de sucumbência, desde que não atue em cau-
sa própria.
d) nos dissídios individuais os empregados e os empregadores deverão fazer-se representar 
por intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem dos Ad-
vogados do Brasil.
e) ao advogado não serão devidos honorários de sucumbência na reconvenção.
a) Errada Nos dissídios coletivos, é obrigatório FACULTADA aos interessados a assistência 
por advogado.
Art. 791 (...)
§ 2º Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado.
b) Certa. É exatamente o que diz o art. 791 da CLT (lembrando que o artigo fala “até o final”, 
mas a Súmula n. 425 limita isso).
Art. 791. Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.
Súmula n. 425:
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE — Res. n. 165/2010, DEJT 
divulgado em 30.4.2010 e 3 e 4.5.2010.
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Tra-
balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho.
c) Errada. Ao advogado serão devidos honorários de sucumbência, desde que não AINDA QUE 
atue em causa própria.
Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbên-
cia, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o 
valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível 
mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.
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d) Errada. Nos dissídios individuais os empregados e os empregadores deverão PODERÃO fazer-se 
representar por intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem 
dos Advogados do Brasil.
Art. 791 (...)
§ 1º Nos dissídios individuais os empregados e empregadores poderão fazer-se representar por 
intermédio do sindicato, advogado, solicitador, ou provisionado, inscrito na Ordem dos Advogados 
do Brasil.
Os empregados e os empregadores têm jus postulandi, então eles não estão obrigados a se-
rem representados pelo sindicato ou por advogado.
e) Errada. São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.
Art. 791-A. (...)
§ 5º São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.
Letra b.
028. (FCC/AL-AP/ADVOGADO LEGISLATIVO – PROCURADOR/2020) Em relação aos atos, e 
prazos processuais, no Direito Processual do Trabalho, conforme normas previstas na Conso-
lidação das leis do Trabalho,
a) os prazos que se vencerem entre os dias 20 de dezembro e 07 de janeiro ficarão interrompi-
dos, assim como aqueles que ocorrem entre 01 de julho e 01 de agosto.
b) ao juízo incumbe dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de 
prova, adequando-os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela 
do direito.
c) os atos processuais realizar-se-ão nos dias úteis, apenas no horário compreendido entre 
as oito e as dezoito horas e serão públicos, salvo quando o contrário determinar o interes-
se público.
d) diante da reforma trabalhista trazida pela Lei n. 13.467/2017, a penhora não poderá realizar-
-se em domingo ou em dia de feriado, independentemente de autorização judicial.
e) os prazos estabelecidos na CLT contam-se com inclusão do dia do começo e exclusão do 
dia do vencimento e serão contínuos e irreleváveis.
a) Errada. Os prazos que se vencerem entre os dias 20 de dezembro e 20 de janeiro ficarão 
SUSPENSOS (Art. 775-A, CLT). O período de 2 a 31 de julho é de férias coletivas apenas no TST, 
portanto, apenas naquele órgão ficarão suspensos os prazos processuais. Na 1ª e 2ª instância 
da Justiça do Trabalho não há essa suspensão. Segundo a Súmula 262/TST, “II – O recesso 
forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho suspendem os 
prazos recursais”.
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b) Certa. É exatamente o que diz o art. 775, § 2º, CLT.
c) Errada. Os atos processuais realizar-se-ão nos dias úteis, apenas SALVO QUANDO O CON-
TRÁRIO DETERMINAR O INTERESSE SOCIAL, no horário compreendido entre as oito SEIS e as 
dezoito VINTE horas e serão públicos, salvo quando o contrário determinar o interesse público.
Art. 770. Os atos processuais serão públicos salvo quando o contrário determinar o interesse social, 
e realizar-se-ão nos dias úteis das 6 (seis) às 20 (vinte) horas.
d) Errada. Diante da reforma trabalhistatrazida pela Lei n. 13.467/2017, a penhora não PODE-
RÁ realizar-se em domingo ou em dia de feriado, independentemente de MEDIANTE autoriza-
ção judicial.
Art. 770 (...)
Parágrafo único. A penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorização 
expressa do juiz ou presidente.
e) Errada. Os prazos estabelecidos na CLT contam-se com inclusão EXCLUSÃO do dia do co-
meço e exclusão INCLUSÃO do dia do vencimento e serão contínuos e irreleváveis. OS PRAZOS 
PODEM SER PRORROGADOS NAS HIPÓTESES DO § 1º DP ART. 775 DA CLT.
Art. 775. Os prazos estabelecidos neste Título serão contados em dias úteis, com exclusão do dia 
do começo e inclusão do dia do vencimento.
§ 1º Os prazos podem ser prorrogados, pelo tempo estritamente necessário, nas seguintes hipóteses:
I – quando o juízo entender necessário;
II – em virtude de força maior, devidamente comprovada.
§ 2º Ao juízo incumbe dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de 
prova, adequando-os às necessidades do conflito de modo a conferir maior efetividade à tutela 
do direito.
Letra b.
029. (CRESCER CONSULTORIAS/PREFEITURA DE SÃO DOMINGOS DO AZEITÃO-MA/PRO-
CURADOR/2018) Segundo a Consolidação das Leis Trabalhistas, é INCORRETO afirmar:
a) Os atos e termos processuais, que devam ser assinados pelas partes interessadas, quando 
estas, por motivo justificado, não possam fazê-lo, serão firmados a rogo, na presença de 2 
(duas) testemunhas, sempre que não houver procurador legalmente constituído.
b) A penhora não poderá realizar-se em domingo ou dia feriado.
c) Tratando-se de notificação postal, no caso de não ser encontrado o destinatário ou no de 
recusa de recebimento, o Correio ficará obrigado, sob pena de responsabilidade do servidor, a 
devolvê-la, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, ao Tribunal de origem.
d) Os termos relativos ao movimento dos processos constarão de simples notas, datadas e 
rubricadas pelos secretários ou escrivães.
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a) Certa. Art. 772 da CLT.
b) Errada. A penhora poderá ser realizada em domingo ou feriado, desde que haja autorização 
judicial (art. 770, parágrafo único, CLT).
c) Certa. Art. 774, parágrafo único, da CLT.
d) Certa. Art. 773 da CLT.
Letra b.
030. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-SP/ANALISTA EM GESTÃO MU-
NICIPAL – DIREITO/2019) No processo do trabalho, os prazos
a) são contados em dias úteis.
b) são contados em dias corridos, com exclusão do dia do começo e inclusão do dia de 
vencimento.
c) são estabelecidos pelo juízo, com exceção dos prazos recursais.
d) podem ser prorrogados por, no máximo, 5 (cinco) dias, quando o juízo entender necessário.
e) não são peremptórios, mas são próprios.
a) Certa. Art. 775, CLT.
b) Errada. São contados em dias corridos ÚTEIS, com exclusão do dia do começo e inclusão 
do dia de vencimento.
c) Errada. Os prazos, em regra, são fixados em lei.
d) Errada. Podem ser prorrogados por, no máximo, 5 (cinco) dias, PELO TEMPO ESTRITAMEN-
TE NECESSÁRIO, quando o juízo entender necessário. Art. 775, parágrafo único, CLT.
e) Errada. Em regra, os prazos são peremptórios e próprios.
Letra a.
031. (QUADRIX/CREA-TO/ADVOGADO/2019) No que diz respeito ao direito processual do 
trabalho, julgue o item.
Por expressa previsão legal, os prazos processuais serão contados em dias corridos, com in-
clusão do dia do começo e exclusão do dia do vencimento.
A resposta está no art. 775, caput, da CLT:
Art. 775. Os prazos estabelecidos neste Título serão contados em dias úteis, com exclusão do dia 
do começo e inclusão do dia do vencimento.
Errado.
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
032. (CIEE/TRT – 10ª REGIÃO/ESTAGIÁRIO – DIREITO/2019) Quanto à forma de reclamação 
e notificação nos dissídios individuais, observe as seguintes afirmativas.
I – Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão ser acumuladas 
num só processo, se se tratar de empregados da mesma empresa ou estabelecimento.
II – Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou secretário, dentro de 48 horas, remete-
rá a segunda via da petição, ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para 
comparecer à audiência do julgamento, que será a primeira desimpedida, depois de 10 dias.
III – Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante poderá desistir da ação, 
mesmo sem o consentimento do reclamado.
Está(ão) correta(s):
a) I, II e III.
b) II e III, apenas.
c) I, apenas.
d) I e III, apenas.
I – Certo. Art. 842 da CLT.
II – Errado. Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou secretário, dentro de 48 horas, 
remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao mesmo tem-
po, para comparecer à audiência do julgamento, que será a primeira desimpedida (ATÉ AQUI, 
TUDO CERTO), depois de 10 5 (CINCO) dias. ART. 841 DA CLT.
III – Errado. Art. 841, § 3º: “Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante 
não poderá, sem o consentimento do reclamado, desistir da ação”.
Letra c.
033. (CIEE/TRT – 10ª REGIÃO/ESTAGIÁRIO – DIREITO/2019) Quanto aos atos, termos e 
prazos processuais na Justiça do Trabalho, assinale a alternativa correta.
a) Os atos processuais realizar-se-ão nos dias úteis das 6 às 18 horas.
b) A penhora poderá ser realizada em domingo ou dia de feriado, independentemente de auto-
rização do juiz.
c) O vencimento dos prazos não precisa ser certificado nos processos pelos escrivães ou 
secretários.
d) As reclamações, representações, requerimentos, atos e processos relativos à Justiça do 
Trabalho são isentos de selo.
a) Errada. Os atos processuais realizar-se-ão nos dias úteis das 6 às 18 20 (VINTE) horas. (Art. 
770, caput, CLT).
b) Errada. A penhora poderá ser realizada em domingo ou dia de feriado, independentemente 
de MEDIANTE EXPRESSA autorização do juiz. (Art. 770, parágrafo único, CLT).
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
c) Errada. O vencimento dos prazos não precisa ser SERÁ certificado nos processos pelos es-
crivães ou secretários. Art. 776, CLT.
d) Certa. É o que diz o art. 772, CLT. Mas é inacreditável que isso tenha caído em prova em 
2019. O selo em atos judiciais já foi abolido há muitos anos.
Letra d.
034. (IESES/SCGÁS/ADVOGADO/2019) Com o advento da Reforma Trabalhista (Lei 
13.467/2017) ocorreram alterações significativas no processo do trabalho. Assinale a asserti-
va INCORRETA:
a) Os prazos passarama ser contados em dias úteis, com exclusão do dia do começo e inclu-
são do dia do vencimento.
b) A reclamação trabalhista escrita deverá conter pedido certo e determinado sob pena de 
arquivamento do processo.
c) O preposto não precisa ser empregado da parte reclamada.
d) A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pre-
tensão objeto da perícia, ainda que beneficiário da justiça gratuita.
a) Certa. Art. 775, caput, CLT.
b) Errada. O arquivamento ocorre se o reclamante não comparecer à audiência. Acaso a recla-
mação trabalhista seja apresentada sem pedido certo e determinado, ocorrerá a extinção sem 
julgamento do mérito.
c) Certa. Art. 843, § 3º, CLT.
d) Certa. Art. 790-B, caput, CLT.
Letra b.
035. (CRESCER CONSULTORIAS/PREFEITURA DE URUÇUÍ-PI/PROCURADOR DO MUNICÍ-
PIO/2018) Julgue as assertivas a seguir, de acordo com as normas de Direito Processual do 
Trabalho, previstas na CLT:
I – Os prazos processuais estabelecidos pela CLT poderão ser prorrogados, pelo tempo estrita-
mente necessário, segundo o entendimento do juízo ou em virtude de força maior, devidamen-
te comprovada.
II – A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na 
pretensão objeto da perícia, salvo de beneficiária da justiça gratuita, podendo o juízo exigir o 
adiantamento parcial dos valores para a sua realização.
III – Nas causas da jurisdição da Justiça do Trabalho, somente podem ser opostas, com sus-
pensão do feito, as exceções de suspeição ou incompetência.
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Estão corretas:
a) As assertivas I e III;
b) As assertivas I e II;
c) As assertivas II e III;
d) Somente a assertiva II.
I – Certo. Art. 775, CLT.
II – Errado. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucum-
bente na pretensão objeto da perícia, salvo se AINDA QUE de beneficiária da justiça gratuita, 
NÃO podendo o juízo exigir o adiantamento parcial dos valores para a sua realização. (Art. 
790-B, CLT).
III – Certo. Art. 799, CLT.
Letra a.
036. (VUNESP/PREFEITURA DE SOROCABA-SP/PROCURADOR DO MUNICÍPIO/2018) No 
processo do trabalho, o curso do prazo processual
a) suspende-se no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro, permitindo-se apenas a realiza-
ção de sessões de julgamento.
b) interrompe-se no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro, permitindo-se apenas a reali-
zação de audiências em casos urgentes.
c) suspende-se no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro, no qual não são realizadas au-
diências nem sessões de julgamento.
d) não se interrompe nem se suspende, sendo contado em dias úteis.
e) não se interrompe nem se suspende, sendo contado em dias corridos.
�a) e b) Erradas. No período de 20 de dezembro a 20 de janeiro os prazos ficam suspensos e 
não são realizadas audiências nem sessões de julgamento (Art. 775-A, § 2º, CLT), nem mesmo 
em casos urgentes.
�c) Certa.
�d) e e) Erradas. A lei prevê casos de suspensão (ex. recesso) e de interrupção (ex. oposição de 
embargos de declaração). São contados em dias úteis.
Letra c.
037. (QUADRIX/CRF-RS/ADVOGADO/2017) Com relação às partes e procuradores no Pro-
cesso do Trabalho, analise as afirmativas a seguir.
I – A nomeação de advogado com poderes para o foro em geral dá-se pela juntada prévia de 
instrumento de procuração, com firma reconhecida.
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
II – De acordo com entendimento sumulado do TST, o jus postulandi das partes não alcança a 
ação rescisória e o mandado de segurança.
III – O trabalhador que usou jus postulandi para propor ação e foi sucumbente em primeiro 
grau deve contratar advogado para interpor recurso ao Tribunal.
IV – A reclamação trabalhista do menor de 18 anos será feita por seus representantes legais 
e, na falta destes, pelo Ministério Público do Trabalho, pelo sindicato, pelo Ministério Público 
Estadual ou por curador nomeado em juízo.
Está correto o que se afirma em:
a) II, III e IV, somente.
b) III e IV, somente.
c) I e II, somente.
d) II e IV, somente.
e) todas.
I – Errado. Não há necessidade de que a procuração outorgada a advogado com poderes para 
o foro em geral tenha firma reconhecida. Não há essa exigência no art. 105, do CPC, aplicável 
ao processo do trabalho.
II – Certo. Súmula n. 425 do TST:
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE — Res. n. 165/2010, DEJT 
divulgado em 30.4.2010 e 3 e 4.5.2010.
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Tra-
balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho.
III – Errado. Para interpor recurso ao Tribunal não é necessária a contratação de advogado. O 
jus postulandi pode ser exercido na Vara do Trabalho e no TRT.
IV – Certo. É exatamente isso que diz o art. 693 da CLT.
DICA
Está correto falar tanto Ministério Público do Trabalho quanto 
Procuradoria da Justiça do Trabalho. Dá na mesma. O MPT é 
a entidade que atua junto à Justiça do Trabalho por meio de 
seus órgãos (ou seja, é o todo), sendo a Procuradoria da Jus-
tiça do Trabalho o órgão que atua no primeiro grau (ou seja, é 
uma parte que compõe o MPT).
Letra d.
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
038. (PGE-MS/PROCURADOR DO ESTADO/2016) Em relação aos atos processuais no pro-
cesso do trabalho, assinale a alternativa incorreta:
a) Não corre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de 
depósito do valor da condenação, privilégio que não se aplica à empresa em liquidação ex-
trajudicial.
b) Os privilégios e isenções no foro da Justiça do Trabalho não abrangem as sociedades de 
economia mista, ainda que gozassem desses benefícios anteriormente ao Decreto-Lei n. 779, 
de 21.08.1969.
c) Será nula independentemente de prejuízo, quando, inobstante o fato de ter sido feito pedido 
expresso de que as intimações sejam realizadas em nome de determinado advogado, a mes-
ma seja feita em nome de outro profissional constituído nos autos.
d) Tratando-se de empregado que não tenha obtido o benefício da justiça gratuita, ou isenção 
de custas, o sindicato que houver intervindo no processo responderá solidariamente pelo pa-
gamento das custas devidas.
e) Conforme disposto na CLT, os prazos processuais trabalhistas contam-se com exclusão do 
dia do começo e aO conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Estabelece o artigo 791 da CLT:
Art. 791. Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.
A interpretação que se dá ao dispositivo é restritiva, de sorte que apenas pode se valer do 
jus postulandi na Justiça do Trabalho o empregado e o empregador (ou seja, somente se se 
tratar de relação de emprego).
Conquanto a parte final do dispositivo fale em “até o final”, a interpretação aí também é res-
tritiva, devendo a expressão ser entendida como “até o final do processo na Vara ou no TRT”. A 
parte não tem condições de litigar sozinha, desacompanhada de advogado, quando o proces-
so estiver tramitando no TST, STF, ou se tratar de ações específicas, tais como ação cautelar, 
mandando de segurança e ação rescisória, uma vez que tudo isso pressupõe conhecimento 
técnico avançado (que apenas o advogado tem).
Eliminando qualquer dúvida sobre a matéria, o TST editou a Súmula n. 425:
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Tra-
balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho.
1.4. sucessão, rePresentação e substituição Processual
Sucessão é diferente de substituição. Segundo a doutrina, na sucessão uma pessoa suce-
de a outra, assumindo o polo ativo ou passivo da relação processual (o litigante anterior sai 
e o novo entra para, em nome próprio, pleitear o bem da vida para ele). Já na substituição, o 
substituto pleiteia, em nome próprio, direito alheio (o substituto litiga, em nome próprio, para 
conseguir o bem da vida para outra pessoa).
Vamos ver melhor isso.
Sucessão ocorre quando morre a parte que estava litigando em juízo (isso, dito de forma 
mais bonita, seria “quando ocorre a extinção da pessoa natural que era parte no processo”) ou 
quando há a transferência do direito que está sendo discutido na ação.
Se o reclamante falece, o espólio assume a reclamação trabalhista, representado pelo in-
ventariante. Caso a morte do reclamante ocorra no curso do processo, o Juiz do Trabalho 
deverá suspender o processo (art. 313, I, do CPC) e determinar um prazo razoável para que 
os sucessores se habilitem. Essa habilitação dos sucessores do credor trabalhista pode ocor-
rer por meio de certidão de dependentes mantida junto à Previdência Social (art. 1º da Lei n. 
6.858/1980), ou de alvará judicial expedido pela Justiça Comum.
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Não é o juiz do trabalho quem resolve eventuais dúvidas sobre a legitimidade dos sucesso-
res. Isso é competência da Justiça Comum e cabe ao juiz trabalhista aguardar o desfecho do 
inventário.
Se ocorrer morte do sócio da empresa que está litigando, não haverá nenhuma alteração no 
processo, pois quem nele figura é a empresa (conjunto de bem materiais – prédio, máquinas 
etc. – e imateriais – crédito, reputação etc. – que compõem o empreendimento) e a empresa 
continua existindo. É a empresa que responderá por eventual condenação.
No entanto, quando ocorrer a morte de empregador pessoa física ou firma individual, ha-
verá sucessão causa mortis, devendo o juiz, da mesma forma, suspender o processo para 
regularização do espólio.
Substituição (também chamada de legitimidade extraordinária) é, como vimos, a possi-
bilidade de alguém vir a juízo postular em nome próprio direito alheio. A doutrina chama de 
legitimidade extraordinária, uma vez que aquele que tem legitimidade para figurar no processo 
como parte não é o mesmo que se afirma titular do direito material, do bem da vida discutido 
em juízo. A substituição processual só é válida quando prevista em lei.
Dispõe o art. 18 do CPC:
Art. 18. Ninguém poderá pleitear direito alheio em nome próprio, salvo quando autorizado pelo or-
denamento jurídico.
Parágrafo único. Havendo substituição processual, o substituído poderá intervir como assistente 
litisconsorcial.
O substituto ingressa para defender direito alheio e poderá praticar todos os atos proces-
suais necessários para a defesa de tal direito (peticionar, contestar, recorrer etc.). Entretanto, 
como o direito não lhe pertence, não poderá transigir, renunciar, nem reconhecer juridicamente 
o pedido, salvo se tiver anuência do substituído.
A substituição acaba sendo parecida com a representação processual, mas as figuras não 
se confundem, pois o representante defende em nome alheio direito alheio, enquanto o substi-
tuto defende em nome próprio direito alheio.
EXEMPLO
O melhor exemplo de substituição processual é o sindicato. O sindicato ajuíza ação em nome 
próprio (ele vai figurar lá no polo ativo como autor da ação, mas está defendendo um direito 
que não é dele e sim dos substituídos, quais sejam, os integrantes da categoria).
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Vamos analisar, então, a SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL PELO SINDICATO: de acordo com 
o inciso III do art. 8º da CF “ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou 
individuais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas”.
Conquanto já tenha havido muita discussão sobre quais seriam os direitos passíveis de 
serem defendidos pelo sindicato, hoje a jurisprudência é muito tranquila no sentido de que 
além dos direitos difusos e coletivos, o sindicato tem legitimidade para defender os direitos 
individuais homogêneos dos integrantes da categoria.
O que são os direitos individuais homogêneos? São aqueles que decorrem de uma origem 
comum e em relação aos quais prevalecem as questões comuns sobre as questões indivi-
duais. Não há necessidade de que o direito devido a cada um dos substituídos seja idêntico, 
mas apenas que derive de uma origem comum (situação que atingiu inúmeros integrantes da 
categoria) e se sobreponha sobre os direitos individuais.
EXEMPLO
Em um setor de determinada empresa trabalham 50 empregados. O ambiente é insalubre, 
mas a empresa não faz o pagamento do adicional. Cada empregado pode entrar com ação 
para pedir adicional de insalubridade. Além disso, o sindicato que representa a categoria pode, 
também, ajuizar ação em nome próprio, contra a empresa, pedindo que seja pago adicional de 
insalubridade a todos os empregados daquele setor. O direito não será idêntico, pois o valor 
a ser pago a cada empregado dependerá de há quanto tempo laboram no setor; pode ser que 
alguns empregados já recebam o adicional, ou seja, podem existir muitas variáveis na quantifi-
cação do crédito. Contudo, isso não é fator impeditivo para que seja ajuizada ação pelo sindi-
cato em defesainclusão do dia do vencimento, e são contínuos e irreleváveis, podendo, en-
tretanto, ser prorrogados pelo tempo estritamente necessário pelo juiz ou tribunal, em virtude 
de força maior, devidamente comprovada.
a) Certa. Súmula n. 86/TST. OBS.: deserção é o recurso não ser conhecido porque não foram 
feitos os pagamentos necessários para que ele subisse. A massa falida está dispensada dos 
pagamentos; a empresa em recuperação extrajudicial não está dispensada.
b) Certa. É o que está disposto na Súmula n. 170 do TST:
SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA. CUSTAS
Os privilégios e isenções no foro da Justiça do Trabalho não abrangem as sociedades de 
economia mista, ainda que gozassem desses benefícios anteriormente ao Decreto-Lei n. 
779, de 21.08.1969
c) Errada. Só haverá nulidade se houver prejuízo.
Súmula n. 427 do TST
INTIMAÇÃO. PLURALIDADE DE ADVOGADOS. PUBLICAÇÃO EM NOME DE ADVOGADO 
DIVERSO DAQUELE EXPRESSAMENTE INDICADO. NULIDADE.
Havendo pedido expresso de que as intimações e publicações sejam realizadas exclusi-
vamente em nome de determinado advogado, a comunicação em nome de outro profis-
sional constituído nos autos é nula, salvo se constatada a inexistência de prejuízo.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Isso está de acordo com o princípio da instrumentalidade das formas: Trata-se do aproveita-
mento dos atos processuais que atingiram a finalidade, ainda que de modo diverso daquele 
previsto em lei. Desse modo, somente haverá nulidade se houver prejuízo às partes.
A CLT contempla este princípio de forma expressa no art. 794: “Nos processos sujeitos à apre-
ciação da Justiça do Trabalho só haverá nulidade quando resultar dos atos inquinados mani-
festo prejuízo às partes litigantes.”
d) Certa. É exatamente o que diz o § 1º do art. 790 da CLT.
e) Certa. Art. 775 da CLT.
Letra c.
039. (QUADRIX/CRM-MS/ADVOGADO/2021) No que se refere ao processo do trabalho em 
geral, assinale a alternativa correta.
a) Os atos processuais serão públicos, salvo quando o interesse social determinar o contrário, 
e realizar-se-ão nos dias úteis, das oito às dezoito horas.
b) A penhora não poderá ser realizada em domingo ou feriado, mesmo mediante autorização 
expressa do juiz.
c) No exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de conhecimento 
incidirão à base de 1%, observado o mínimo de R$ 10,64 e o máximo de quatro vezes o limite 
máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social.
d) Nos dissídios coletivos, é obrigatória aos interessados a assistência por advogado.
e) Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, 
fixados entre o mínimo de 5% e o máximo de 15% sobre o valor que resultar da liquidação da 
sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível mensurá-lo, do valor atualiza-
do da causa.
a) Errada. Os atos processuais serão públicos, salvo quando o interesse social determinar o con-
trário, e realizar-se-ão nos dias úteis, das oito SEIS às dezoito VINTE horas. (Art. 770, caput, CLT).
b) Errada. A penhora não PODERÁ ser realizada em domingo ou feriado, mesmo MEDIANTE 
AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO JUIZ (Art. 770, parágrafo único, CLT).
c) Errada. No exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de conheci-
mento incidirão à base de 1% 2% (DOIS POR CENTO), observado o mínimo de R$ 10,64 e o má-
ximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social 
(Art. 789, caput, CLT).
d) Errada. Nos dissídios coletivos, é obrigatória FACULTADA aos interessados a assistência por 
advogado. (Art. 791, § 2º, CLT).
e) Certa. É exatamente o que diz o caput do art. 791-A da CLT.
Letra e.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
040. (GUALIMP/PREFEITURA DE CONCEIÇÃO DE MACABU-RJ/PROCURADOR/2020) Leia 
o trecho a seguir, extraído da Consolidação das Leis do Trabalho e assinale ao que segue:
“Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos 
de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justi-
ça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de conhe-
cimento incidirão à base de _________________, observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e 
sessenta e quatro centavos) e o máximo de quatro vezes o limite máximo dos benefícios do 
Regime Geral de Previdência Social.”
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho:
a) 3% (três por cento).
b) 2% (dois por cento).
c) 4% (quatro por cento).
d) 6% (seis por cento).
A resposta está no art. 789, caput, CLT.
Letra b.
041. (MÉTODO SOLUÇÕES EDUCACIONAIS/PREFEITURA DE NORTELÂNDIA-MT/ADVO-
GADO/2019) Assinale a alternativa incorreta.
a) A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pre-
tensão objeto da perícia, desde que não seja beneficiária da justiça gratuita.
b) Arguida em juízo insalubridade ou periculosidade, seja por empregado, seja por Sindicato 
em favor de grupo de associado, o juiz designará perito habilitado na forma deste artigo, e, 
onde não houver, requisitará perícia ao órgão competente do Ministério do Trabalho.
c) O art. 195 da CLT não faz qualquer distinção entre o médico e o engenheiro para efeito de 
caracterização e classificação da insalubridade e periculosidade, bastando para a elaboração 
do laudo seja o profissional devidamente qualificado.
d) É ilegal a exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais.
a) Errada. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente 
na pretensão objeto da perícia, desde que não AINDA QUE seja beneficiária da justiça gratuita. 
(Art. 790-B, CLT).
b) Certa. É exatamente o que diz o art. 195, § 2º, CLT.
c) Certa.
d) Certa. Art. 790-B, § 3º, CLT.
Letra a.
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
042. (CRESCER CONSULTORIAS/PREFEITURA DE SÃO DOMINGOS DO AZEITÃO-MA/PRO-
CURADOR/2018) Segundo a Consolidação das Leis Trabalhistas, é INCORRETO afirmar:
a) Os termos relativos ao movimento dos processos constarão de simples notas, datadas e 
rubricadas pelos secretários ou escrivães.
b) Os documentos juntos aos autos poderão ser desentranhados somente depois de findo o 
processo, ficando traslado.
c) São isentos de selo as reclamações, representações, requerimentos. atos e processos rela-
tivos à Justiça do Trabalho.
d) As partes não poderão consultar,com ampla liberdade, os processos nos cartórios ou 
secretarias.
a) Certa. Art. 773, CLT.
b) Certa. Art. 780, CLT.
c) Certa. Art. 782, CLT.
d) Errada. As partes não PODERÃO consultar, com ampla liberdade, os processos nos cartórios 
ou secretarias. Art. 779, CLT.
Letra d.
043. (IMA/PREFEITURA DE ANAPURUS-MA/2016) Estão isentas do pagamento de custas 
no processo trabalhista:
a) Microempresas
b) Empresas Públicas.
c) Fundações
d) Autarquias
Art. 790-A. São isentos do pagamento de custas, além dos beneficiários de justiça gratuita:
I – a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e respectivas autarquias e fundações públi-
cas federais, estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica;
II – o Ministério Público do Trabalho.
Parágrafo único. A isenção prevista neste artigo não alcança as entidades fiscalizadoras do exercí-
cio profissional, nem exime as pessoas jurídicas referidas no inciso I da obrigação de reembolsar as 
despesas judiciais realizadas pela parte vencedora.
Letra d.
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
044. (CIEE/TRT – 10ª REGIÃO/ESTAGIÁRIO – DIREITO/2019) Previsto no artigo 791 da Con-
solidação das Leis do Trabalho, o princípio _____________ confere a empregados e emprega-
dores litigar na Justiça do Trabalho sem assistência de advogado. Assinale a alternativa que 
preenche corretamente a lacuna.
a) da oralidade.
b) do jus postulandi.
c) da informalidade.
d) da conciliação.
Todos são princípios do processo do trabalho, mas aquele que se refere à possibilidade de 
empregado e empregador litigarem sem assistência de advogado é o princípio do do jus 
postulandi.
Letra b.
045. (QUADRIX/CREA-GO/ANALISTA – ADVOGADO/2019) Julgue o item, relativo aos hono-
rários sucumbenciais nos processos trabalhistas.
São devidos honorários sucumbenciais nas ações trabalhistas ajuizadas contra a Fazen-
da Pública.
Art. 791-A. (...)
§ 1º Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a 
parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria.
Certo.
046. (VUNESP/CÂMARA DE NOVA ODESSA-SP/ASSESSOR JURÍDICO I/2018) A União, os 
Estados, os Municípios e o Distrito Federal, suas autarquias e fundações públicas, quando re-
presentadas em juízo, ativa e passivamente, por seus procuradores,
a) não estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato 
de nomeação.
b) estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato de nome-
ação, sendo bastante a indicação do número da inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.
c) não estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato, sendo essencial a comprovação 
do ato de nomeação e a identificação do número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.
d) estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato de 
nomeação, sendo essencial que o signatário ao menos declare-se exercente do cargo de pro-
curador, não bastando a indicação do número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.
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Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
e) não estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato de 
nomeação, sendo essencial que além do instrumento de mandato, o signatário ao menos de-
clare-se exercente do cargo de procurador, não bastando a indicação do número de inscrição 
na Ordem dos Advogados do Brasil.
Súmula n. 436 do TST:
REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. PROCURADOR DA UNIÃO, ESTADOS, MUNICÍPIOS E 
DISTRITO FEDERAL, SUAS AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES PÚBLICAS. JUNTADA DE INS-
TRUMENTO DE MANDATO.
I – A União, Estados, Municípios e Distrito Federal, suas autarquias e fundações públicas, 
quando representadas em juízo, ativa e passivamente, por seus procuradores, estão dis-
pensadas da juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato de nomeação.
II – Para os efeitos do item anterior, é essencial que o signatário ao menos declare-se 
exercente do cargo de procurador, não bastando a indicação do número de inscrição na 
Ordem dos Advogados do Brasil.
Letra d.
047. (FCC/TRT – 2ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO – TECNOLOGIA DA INFORMA-
ÇÃO/2018) De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, o curso do prazo processual 
nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de janeiro,
a) não incluso esse último dia, suspende-se, sendo permitida a realização de audiências e ses-
sões de julgamento durante tal lapso de tempo.
b) inclusive, interrompe-se, sendo que, durante tal lapso de tempo, não se realizarão audiências 
nem sessões de julgamento.
c) inclusive, interrompe-se, sendo que, durante tal lapso de tempo, é permitido que sejam reali-
zadas audiências e sessões de julgamento.
d) inclusive, suspende-se, sendo que, durante tal lapso de tempo, não se realizarão audiências 
nem sessões de julgamento.
e) não incluso esse último dia, interrompe-se, sendo vedada a realização de audiências e ses-
sões de julgamento durante o prazo suspenso.
Art. 775-A. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezem-
bro e 20 de janeiro, inclusive.
(...)
§ 2º Durante a suspensão do prazo, não se realizarão audiências nem sessões de julgamento.
Letra d.
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Priscila Margarido
048. (FEPESE/CELESC/ADVOGADO/2018) É correto afirmar acerca dos prazos no processo 
do trabalho:
a) O curso dos prazos processuais é suspenso nos meses de dezembro e janeiro.
b) Durante a suspensão do prazo poderão, a critério do juízo, ser realizadas audiências e ses-
sões de julgamento.
c) Os prazos serão contados em dias úteis, com a inclusão do dia do começo e a exclusão do 
dia do vencimento.
d) Os prazos são peremptórios, não podendo o juiz prorrogá-los mesmo que entenda necessário.
e) Incumbe ao juízo dilatar os prazos processuais para adequar às necessidades do conflito de 
modo a conferir maior efetividade à tutela do direito.
a) Errada. A suspensão não abrange os meses todo de dezembro e janeiro. Os prazos são sus-
pensos de 20 de dezembro a 20 de janeiro (Art. 775-A, CLT).
b) Errada. O art. 775-A, § 2º, CLT, dispõe que não serão realizadas audiências e sessões de jul-
gamento durante a suspensão, não fazendo nenhuma ressalva.
c) Errada. Os prazos serão contados em dias úteis, com a inclusão EXCLUSÃO do dia do come-
ço e a exclusão INCLUSÃO do dia do vencimento (Art. 775, caput, CLT).
d) Errada. O juiz pode prorrogar os prazos nos casos em que entender necessário (Art. 775, 
§ 1º, CLT).
e) Certa.
Letra e.
049. (FGV/TRT – 12ª REGIÃO/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIADOR 
FEDERAL/2017)O servidor próprio da Justiça do Trabalho comparece ao domicílio de um 
devedor numa sexta-feira às 20:30 horas, pretendendo citá-lo para o pagamento de uma dívi-
da. O executado se revolta porque entende que o mandado judicial não poderia ser cumprido 
naquele horário, mesmo porque não existe determinação judicial informando até que horas o 
ato poderia ser realizado.
Diante desse impasse, é correto afirmar que:
a) a CLT é omissa a respeito, razão pela qual o juiz utilizará os princípios da razoabilidade e 
proporcionalidade;
b) o devedor tem razão, pois o ato processual pode ser realizado até as 20:00 horas;
c) o lar de uma pessoa é seu asilo inviolável, por isso o ato não poderia ser realizado sem a 
autorização do devedor;
d) os atos processuais podem ser realizados a qualquer hora dos dias úteis, razão pela qual o 
devedor está errado;
e) o devedor está errado, pois o ato processual pode ser realizado até as 22:00 horas.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
De acordo com o art. 770, caput, da CLT: “Os atos processuais (...) realizar-se-ão nos dias úteis 
das 6 (seis) às 20 (vinte) horas”. Portanto, o devedor estava certo ao se insurgir contra ato pra-
ticado fora do horário previsto na legislação trabalhista.
É importante esclarecer que o lar é asilo inviolável, mas isso significa que ninguém pode en-
trar ou permanecer no recinto sem autorização do morador ou autorização judicial. No caso 
de citação, o oficial de justiça não entra na residência, apenas entrega o mandado e colhe 
assinatura.
Letra b.
050. (FGV/TRT – 12ª REGIÃO/TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA/2017) Mar-
cio atua como advogado em uma reclamação trabalhista ajuizada por Marialda em face de sua 
ex-empregadora. Durante o transcurso do processo, Marcio foi notificado pelo juízo em um sá-
bado, com concessão de prazo para manifestar-se sobre documentos juntados pela empresa.
Considerando ser feriado na segunda-feira, é correto afirmar, à luz da legislação trabalhista e 
da jurisprudência uniforme do TST, que:
a) o início do prazo se dará no sábado e o início da contagem, na segunda-feira;
b) tanto o início do prazo quanto o da contagem se darão na terça-feira;
c) o início do prazo se dará na segunda-feira e o início da contagem, na terça-feira;
d) tanto o início do prazo quanto o da contagem se darão na quarta-feira;
e) o início do prazo se dará na terça-feira e o início da contagem, na quarta-feira.
A Súmula n. 262 do TST dispõe que quando a parte for intimada ou notificada no sábado, será 
considerado que esta intimação aconteceu no próximo dia útil seguinte. Portanto, não se con-
sidera o sábado como início do prazo, mas sim, no caso, a terça-feira (próximo dia útil seguinte, 
uma vez que a segunda-feira foi feriado). E a contagem do prazo terá início no dia subsequente 
(no caso, quarta-feira).
PRAZO JUDICIAL. NOTIFICAÇÃO OU INTIMAÇÃO EM SÁBADO. RECESSO FORENSE.
I – Intimada ou notificada a parte no sábado, o início do prazo se dará no primeiro dia 
útil imediato e a contagem, no subsequente. (ex-Súmula n. 262 – Res. 10/1986, DJ 
31.10.1986) (...)
Letra e.
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GABARITO
2. C
3. E
4. d
5. c
6. c
7. d
8. C
9. c
10. b
11. E
12. d
13. e
14. e
15. c
16. c
17. C
18. a
19. b
20. d
21. c
22. b
23. b
24. c
25. C
26. E
27. b
28. b
29. b
30. a
31. E
32. c
33. d
34. b
35. a
36. c
37. d
38. c
39. e
40. b
41. a
42. d
43. d
44. b
45. C
46. d
47. d
48. e
49. b
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
REFERÊNCIAS
Consolidação das Leis Trabalhistas. Brasília: Senado Federal, 1943.
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988
Código de Processo Civil. Brasília: Senado Federal, 1943.
Código Civil. Brasília: Senado Federal, 1943.
LEITE, Carlos Henrique Bezerra. Curso de Direito Processual do Trabalho. 17. ed. Editora Sarai-
va. 2019.
SCHIAVI, Mauro. Manual de Direito Processual do Trabalho. 17. ed. Editora JusPodivm. 2021
Priscila Margarido
Formada em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (2005). Pós-graduação em Direito do Trabalho 
e Processo do Trabalho pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal 
(Uniderp). Juíza do Trabalho – Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região –, ocupando o cargo de 
Presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 24ª Região. Professora universitária da 
Faculdade Unigran Capital. Autora do livro A Vaga é Sua, sobre como se preparar para concursos.
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	Atos, Termos e Prazos Processuais; Partes e Procuradores
	1. Partes e Procuradores no Processo do Trabalho
	1.1. Capacidade para Ser Parte
	1.2. Representação e Assistência
	1.3. Jus Postulandi
	1.4. Sucessão, Representação e Substituição Processual
	1.5. Litisconsórcio no Processo do Trabalho
	1.6. O Papel do Advogado no Processo do Trabalho (Capacidade Postulatória)
	1.7. Honorários Advocatícios
	1.8. Assistência Judiciária Gratuita e Justiça Gratuita
	1.9. Deveres das Partes e dos Procuradores
	2. Atos e Termos Processuais
	3. Prazos Processuais
	4. Comunicação dos Atos Processuais
	5. Distribuição
	6. Despesas Processuais
	5.1. Custas Processuais e Emolumentos
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Referências
	AVALIAR 5: 
	Página 90:de direito individual homogêneo.
De acordo com Mauro Schiavi:
(...) A finalidade teleológica do inciso III do art. 8º da CF foi de, efetivamente, conferir ao Sindicato a 
possibilidade de atuar de forma ampla na qualidade de substituto processual dos direitos individu-
ais homogêneos da categoria, visando a:
a) conferir máxima efetividade ao dispositivo constitucional;
b) facilitar o acesso à Justiça do Trabalho dos trabalhadores;
c) evitar a proliferação de ações individuais sobre a mesma matéria;
d) promover a efetividade dos direitos sociais previstos na Constituição Federal e resguardar a dig-
nidade da pessoa humana do trabalhador e os valores sociais do trabalho;
e) economia processual e máxima efetividade da Jurisdição trabalhista;
f) evitar decisões conflitantes sobre a mesma matéria;
g) interromper a prescrição para demandas com mesma origem do direito;
h) impedir que o empregado sofra retaliações do empregador ao ingressar com uma ação individual 
durante a vigência do contrato de trabalho.1
1 SCHIAVI, Mauro. Manual de Direito Processual do Trabalho. 17. ed. Editora JusPodivm. 2021, p. 363.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Depois de o sindicato ajuizar a ação para a defesa de interesses individuais homogêneos, 
deve publicar editais e dar ciência a todos os interessados para que, caso queiram, interve-
nham no feito (parágrafo único do art. 18 do CPC), ou requeiram a suspensão de suas ações 
individuais sobre a mesma matéria para aguardar o desfecho da ação coletiva (art. 94 da Lei 
n. 8.078/90), para que possam se valer dos benefícios da coisa julgada na ação coletiva. Isso 
porque o fato de o sindicato ter ingressado, como substituto processual, defendendo interesse 
individual homogêneo, não impede que cada lesado, individualmente, ajuíze sua ação individu-
al (trata-se de legitimidade concorrente).
Em relação à substituição pelo sindicato, diz-se que ele é parte na relação jurídica proces-
sual (pois ele atua em nome próprio na ação), mas não é parte da relação jurídica de direito 
material (por exemplo, no caso hipotético da insalubridade, quem trabalhou em ambiente insa-
lubre e têm direito ao adicional são os empregados).
Superando entendimento anterior, hoje o Tribunal Superior do Trabalho entende que não há 
necessidade de o sindicato apresentar o rol de substituídos na inicial, sendo que a individua-
lização ocorrerá nas fases de liquidação e execução. A sentença da ação coletiva é genérica 
(art. 95 da Lei n. 8.078/90: “Em caso de procedência do pedido, a condenação será genérica, 
fixando a responsabilidade do réu pelos danos causados”).
O PULO DO GATO
Essa desnecessidade do rol de substituídos se dirige ao sindicato. Se se tratar de uma asso-
ciação diversa, sem caráter sindical, deve haver a indicação individualizada de cada um dos 
substituídos.
A liquidação e a execução em relação aos direitos individuais homogêneos podem ser 
coletivas ou individuais. Se forem individuais (ou seja, promovida pelo próprio titular do di-
reito), podem ser propostas tanto no local onde tramita a ação de conhecimento (local da 
sentença) como no foro do domicílio do liquidante ou no local da prestação dos serviços. 
Portanto, as liquidações e execuções individuais dos diversos substituídos podem tramitar 
em diversas Varas ao mesmo tempo, não havendo prevenção da Vara do Trabalho que pro-
feriu a sentença.
A ação coletiva movida pelo sindicato, na qualidade de substituto processual, interrompe 
a prescrição para as ações individuais propostas pelos substituídos com o mesmo objeto. É o 
que prevê a OJ 359, da SDI-I, do TST:
SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. SINDICATO. LEGITIMIDADE. PRESCRIÇÃO. INTERRUP-
ÇÃO. DJ 14.3.2008.
A ação movida por sindicato, na qualidade de substituto processual, interrompe a prescri-
ção, ainda que tenha sido considerado parte ilegítima ad causam.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Se houver alguma irregularidade na representação processual, o processo será extinto sem 
resolução do mérito, por ausência de pressuposto processual de validade da relação jurídica 
processual (art. 485, IV, do CPC). No entanto, antes de extinguir o processo o juiz do trabalho 
deve conceder prazo razoável (de 5 a 10 dias) para que a parte regularize a representação (art. 
76 do CPC, aplicável ao processo do trabalho). A regularização pode ocorrer até mesmo na 
fase recursal. Nesse sentido, a Súmula n. 383 do TST:
RECURSO. MANDATO. IRREGULARIDADE DE REPRESENTAÇÃO. CPC DE 2015, ARTS. 
104 E 76, § 2º
I – É inadmissível recurso firmado por advogado sem procuração juntada aos autos até 
o momento da sua interposição, salvo mandato tácito. Em caráter excepcional (art. 104 
do CPC de 2015), admite-se que o advogado, independentemente de intimação, exiba a 
procuração no prazo de 5 (cinco) dias após a interposição do recurso, prorrogável por 
igual período mediante despacho do juiz. Caso não a exiba, considera-se ineficaz o ato 
praticado e não se conhece do recurso.
II – Verificada a irregularidade de representação da parte em fase recursal, em procu-
ração ou substabelecimento já constante dos autos, o relator ou o órgão competente 
para julgamento do recurso designará prazo de 5 (cinco) dias para que seja sanado o 
vício. Descumprida a determinação, o relator não conhecerá do recurso, se a providência 
couber ao recorrente, ou determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a provi-
dência couber ao recorrido (art. 76, § 2º, do CPC de 2015).
1.5. litisconsórcio no Processo do trabalho
Litisconsórcio é a autorização legal para que mais de uma pessoa figure no polo ativo 
(mais de um reclamante na ação; chamado litisconsórcio ativo), no polo passivo (mais de um 
reclamado; chamado litisconsórcio passivo) ou em ambos os polos da relação jurídica proces-
sual (mais de um reclamante e mais de um reclamado; chamado litisconsórcio misto).
Para a doutrina, o litisconsórcio pode ser dividido da seguinte forma:
• quanto à formação: 1. Inicial: quando é formado já na propositura da ação; 2. Ulterior: 
forma-se no curso do processo;
• quanto à obrigatoriedade: 1. Facultativo: formado por opção das partes (art. 113 do 
CPC); 2. Necessário: quando a lei impõe a formação do litisconsórcio no polo ativo ou 
no polo passivo, como condição de validade do processo;
• quanto aos polos: 1. Ativo: mais de um reclamante; 2. Passivo: mais de um reclamado; 
3. Misto: mais de um litigante nos dois polos do processo;
• quanto aos efeitos: 1. Simples: a decisão pode ser diferente para os litisconsortes; 2. 
Unitário: a decisão deve ser idêntica para os litisconsortes.
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• litisconsórcio alternativo ou eventual: é a possibilidade de o autor demandar contra duas 
oumais pessoas quando tenha dúvidas reais sobre qual delas seja a verdadeira deve-
dora da obrigação. O reclamante formulará pedidos alternativos, requerendo ao juiz que 
se não for possível condenar o primeiro reclamado, condene o segundo e assim suces-
sivamente (art. 326 do CPC).
O art. 117 do CPC estabelece que os litisconsortes devem ser tratados como litigantes dis-
tintos em relação à parte contrária, entretanto, os atos de um litisconsorte podem beneficiar o 
outro, caso a matéria seja comum (beneficiar e não prejudicar).
EXEMPLO
Se um litisconsorte for revel e o outro litisconsorte apresentar contestação, sendo comum a 
matéria, não se aplicarão ao litisconsorte ausente os efeitos da revelia, conforme prevê o art. 
345, I, do CPC.
Até agora só citei dispositivos do Código de Processo Civil, né? E a CLT, não fala do assun-
to? Fala em um dispositivo apenas:
Art. 842. Sendo várias as reclamações e havendo identidade de matéria, poderão ser acumuladas 
num só processo, se se tratar de empregados da mesma empresa ou estabelecimento.
A verdade é que o litisconsórcio, especialmente no polo ativo, não é comum no processo 
do trabalho, uma vez que as reclamações trabalhistas normalmente apresentam pluralidade 
de pedidos e necessidade de prova fática (geralmente oitiva de testemunhas) em relação a 
cada um deles. A existência de mais de um reclamante no polo ativo pode tornar confuso o 
processo, uma vez que poderia haver necessidade de provas diferentes para cada um dos 
litisconsortes. Assim, apenas é admitido o litisconsórcio facultativo no polo ativo, no proces-
so do trabalho, se houver identidade de causa de pedir e de pedido. Se o litisconsórcio puder 
comprometer a rápida solução do processo, o juiz deve mandar desmembrar, formando uma 
reclamação trabalhista para cada litigante.
O dispositivo da CLT trata do litisconsórcio facultativo.
E o litisconsórcio necessário, é possível no processo do trabalho? Sim. Prevê o art. 114 do 
CPC: “O litisconsórcio será necessário por disposição de lei ou quando, pela natureza da rela-
ção jurídica controvertida, a eficácia da sentença depender da citação de todos que devam ser 
litisconsortes”.
Há até uma previsão expressa sobre o assunto no art. 611-A, § 5º, da CLT, segundo o qual:
Art. 611-A. (...)
§ 5º Os sindicatos subscritores de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho deverão 
participar, como litisconsortes necessários, em ação individual ou coletiva, que tenha como objeto 
a anulação de cláusulas desses instrumentos.
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EXEMPLO
Vários sindicatos firmaram uma convenção coletiva que, posteriormente, foi objeto de ação 
anulatória por parte de um outro sindicato. Na referida ação, deverão estar no polo passivo 
todos os sindicatos que celebraram o instrumento normativo questionado.
DICA
O fato de o litisconsórcio ser necessário não quer dizer que 
deva ser unitário. Como visto acima, unitário é quando a deci-
são deva ser igual para todos os litisconsortes. E nem sempre, 
no litisconsórcio necessário, a decisão deverá ser uniforme.
No processo do trabalho, é muito mais comum o litisconsórcio no polo passivo do que no 
polo ativo. Ocorre com certa frequência que o reclamante indique um responsável principal 
pelas obrigações trabalhistas e um responsável solidário (ex. caso de grupo econômico, em 
que todas as empresas do grupo têm responsabilidade solidária) ou subsidiário (por ex., ente 
da administração pública que contratou, por licitação, a empresa empregadora que é a respon-
sável direta).
Se o reclamante não incluir, no polo passivo da reclamação trabalhista, uma empresa que 
tenha responsabilidade solidária ou subsidiária, o juiz não poderá determinar a inclusão, a não 
ser que se trate de litisconsórcio necessário (em caso de litisconsórcio facultativo, o juiz não 
pode determinar de ofício a inclusão).
EXEMPLO
O empregado foi contratado, sem registro, pela empresa A (intermediadora), para trabalhar 
na função de faxineiro na empresa B. A empresa A só intermediou a mão-de-obra, sendo que 
as ordens, o pagamento, a fiscalização e tudo mais eram feitos diretamente pela empresa B. 
O reclamante ajuíza reclamação contra a empresa A, requerendo o reconhecimento do víncu-
lo empregatício e o pagamento de horas extras e verbas rescisórias. Se o reclamante optou 
por não incluir a empresa B (ou porque não quis, ou porque esqueceu, ou porque não tinha 
conhecimento de que poderia fazê-lo), não cabe ao juiz determinar a inclusão da empresa 
B, mesmo que seja evidente que o vínculo empregatício se formaria com a empresa B e não 
com a empresa A.
Para encerrar este resumo sobre litisconsórcio (que é uma matéria cobrada mais em pro-
cesso civil que em processo do trabalho), vamos falar do litisconsórcio multitudinário – ocorre 
quando há uma número tão grande de litigantes no polo ativo que pode tumultuar e compro-
meter a celeridade do processo. Nesse caso, o juiz pode limitar o número de litigantes no polo 
ativo facultativo (art. 113, § 1º, CPC).
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Observe que isso ocorre apenas no litisconsórcio facultativo, uma vez que no necessário 
todos os litigantes devem estar na relação processual, não podendo ser retirados alguns.
Extremamente importante para o processo do trabalho: o art. 229 do CPC prevê o prazo em 
dobro para todas as manifestações dos litisconsortes que tenham procuradores (advogados) 
diferentes. Tal dispositivo NÃO SE APLICA ao processo do trabalho, por ser incompatível com 
os princípios da celeridade e simplicidade que são a base do processo trabalhista. Nesse sen-
tido, a OJ 310 da SDI-1 do TST:
LITISCONSORTES. PROCURADORES DISTINTOS. PRAZO EM DOBRO. ART. 229, CAPUT 
E §§ 1º E 2º, DO CPC DE 2015. ART. 191 DO CPC DE 1973. INAPLICÁVEL AO PROCESSO 
DO TRABALHO.
Inaplicável ao processo do trabalho a norma contida no art. 229, caput e §§ 1º e 2º, do 
CPC de 2015 (art. 191 do CPC de 1973), e razão de incompatibilidade com a celeridade 
que lhe é inerente.
1.6. o PaPel do advogado no Processo do trabalho (caPacidade 
Postulatória)
O advogado é um dos sujeitos do processo, essencial à administração da Justiça (art. 133 
da CF). Diante do aumento da complexidade das causas trabalhistas, o papel do advogado no 
processo do trabalho é cada dia mais importantes (mas, como vimos, ainda sobrevive o jus 
postulandi para as relações de emprego).
O jus postulandi é uma exceção criada pelo processo do trabalho, sendo que a capacidade 
postulatória, regra geral, pertence ao advogado.
Já analisamos a matéria lá em cima, mas vou repetir (lembra que a repetição é a chave da 
memorização? ☺), porque a matéria cai bastante em concurso: o art. 791 da CLT dispõe que 
“Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final”.
Embora a parte final do dispositivo fale em “até o final”, a interpretação deve ser restritiva, 
devendo a expressão ser entendida como até o final da instância ordinária (Vara do Trabalho 
e TRT). A parte não tem condições de litigar sozinha, desacompanhada de advogado, quando 
o processoestiver tramitando no TST, STF, ou se tratar de ações específicas, tais como ação 
cautelar, mandando de segurança e ação rescisória, uma vez que tudo isso pressupõe conhe-
cimento técnico avançado (que apenas o advogado tem).
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Eliminando qualquer dúvida sobre a matéria, o TST editou a Súmula n. 425:
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Tra-
balho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação 
cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do 
Trabalho.
• Procuração: para que o advogado possa postular em nome do cliente, ele precisa ter 
uma procuração assinada pelo cliente (mandante). De forma excepcional, o advogado 
poderá postular em juízo sem procuração, para praticar ato urgente e evitar o pereci-
mento do direito, comprometendo-se a juntar a procuração no prazo máximo de 15 dias 
(podendo ser prorrogado por mais 15 dias, a critério do juiz). Isso está previsto no art. 
104 do CPC, aplicável ao processo do trabalho:
Art. 104. O advogado não será admitido a postular em juízo sem procuração, salvo para evitar pre-
clusão, decadência ou prescrição, ou para praticar ato considerado urgente.
§ 1º Nas hipóteses previstas no caput, o advogado deverá, independentemente de caução, exibir a 
procuração no prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual período por despacho do juiz.
§ 2º O ato não ratificado será considerado ineficaz relativamente àquele em cujo nome foi praticado, 
respondendo o advogado pelas despesas e por perdas e danos.
A procuração comum, passada ao advogado com a cláusula ad judicia, está disposta no 
art. 105 do CPC. O advogado que recebe a procuração comum não tem poderes para receber 
citação em nome do cliente, confessar, fazer acordo, renunciar ao direito ou reconhecer que a 
parte contrária tem razão, dar quitação e firmar declaração de hipossuficiência em nome do 
reclamante. Vejamos:
Art. 105. A procuração geral para o foro, outorgada por instrumento público ou particular assinado 
pela parte, habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, exceto receber citação, con-
fessar, reconhecer a procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito sobre o qual se 
funda a ação, receber, dar quitação, firmar compromisso e assinar declaração de hipossuficiência 
econômica, que devem constar de cláusula específica.
§ 1º A procuração pode ser assinada digitalmente, na forma da lei.
§ 2º A procuração deverá conter o nome do advogado, seu número de inscrição na Ordem dos Ad-
vogados do Brasil e endereço completo.
§ 3º Se o outorgado integrar sociedade de advogados, a procuração também deverá conter o nome 
dessa, seu número de registro na Ordem dos Advogados do Brasil e endereço completo.
§ 4º Salvo disposição expressa em sentido contrário constante do próprio instrumento, a procura-
ção outorgada na fase de conhecimento é eficaz para todas as fases do processo, inclusive para o 
cumprimento de sentença.
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Há uma importante questão para o processo do trabalho tratada na Súmula 427 do TST:
Súmula n. 427 do TST
INTIMAÇÃO. PLURALIDADE DE ADVOGADOS. PUBLICAÇÃO EM NOME DE ADVOGADO 
DIVERSO DAQUELE EXPRESSAMENTE INDICADO. NULIDADE.
Havendo pedido expresso de que as intimações e publicações sejam realizadas exclusi-
vamente em nome de determinado advogado, a comunicação em nome de outro profis-
sional constituído nos autos é nula, salvo se constatada a inexistência de prejuízo.
De acordo com a referida Súmula, deve ser observado o requerimento do advogado no 
sentido de que a publicação seja feita em nome de determinado causídico. Mas só haverá nu-
lidade se houver prejuízo (princípio da instrumentalidade das formas).
O profissional indicado como aquele em nome de quem devem ser feitas as publicações, 
deve estar cadastrado no PJE (sistema de processo eletrônico judicial). Diz o art. 16 da IN 
39/16 do TST (posterior à súmula 427), que não é causa de nulidade processual a intimação 
realizada na pessoa de advogado regularmente habilitado nos autos, ainda que conste pedido 
expresso para que as comunicações dos atos processuais sejam feitas em nome de outro 
advogado, se o profissional indicado não se encontra previamente cadastrado no Sistema de 
Processo Judicial Eletrônico, impedindo a serventia judicial de atender ao requerimento de 
envio da intimação direcionada. A decretação de nulidade não pode ser acolhida em favor da 
parte que lhe deu causa (CPC, art. 276).
Importante analisarmos, ainda, a OJ 255 da SDI-1 do TST:
OJ 255. MANDATO. CONTRATO SOCIAL. DESNECESSÁRIA A JUNTADA.
O art. 75, inciso VIII, do CPC de 2015 (art. 12, VI, do CPC de 1973) não determina a exibi-
ção dos estatutos da empresa em juízo como condição de validade do instrumento de 
mandato outorgado ao seu procurador, salvo se houver impugnação da parte contrária.
De acordo com a referida OJ, não é necessário que a empresa exiba o estatuto para que o 
mandato outorgado ao advogado seja considerado válido. Presume-se que o representante da 
empresa que outorgou a procuração tivesse poderes para assim agir em nome da empresa. 
Apenas se houver impugnação da parte contrária é que será necessário juntar o estatuto.
Acerca da validade da procuração outorgada por pessoas jurídicas no processo do traba-
lho, estabelece a Súmula n. 456 do TST:
REPRESENTAÇÃO. PESSOA JURÍDICA. PROCURAÇÃO. INVALIDADE. IDENTIFICAÇÃO 
DO OUTORGANTE E DE SEU REPRESENTANTE.
I – É inválido o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica que não 
contenha, pelo menos, o nome do outorgante e do signatário da procuração, pois estes 
dados constituem elementos que os individualizam.
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II – Verificada a irregularidade de representação da parte na instância originária, o juiz 
designará prazo de 5 (cinco) dias para que seja sanado o vício. Descumprida a determi-
nação, extinguirá o processo, sem resolução de mérito, se a providência couber ao recla-
mante, ou considerará revel o reclamado, se a providência lhe couber (art. 76, § 1º, do 
CPC de 2015).
III – Caso a irregularidade de representação da parte seja constatada em fase recursal, 
o relator designará prazo de 5 (cinco) dias para que seja sanado o vício. Descumprida a 
determinação, o relator não conhecerá do recurso, se a providência couber ao recorrente, 
ou determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recor-
rido (art. 76, § 2º, do CPC de2015).
O PULO DO GATO
Prazos são ótimas pegadinhas para concurso... Atenção aqui para não incorrerem erro: a Sú-
mula n. 456 do TST fala em 5 dias para sanar o vício de representação. Mas não tínhamos visto 
antes algum prazo de 15 dias? Sim, mas era outra situação: não era vício de representação, 
mas sim ausência de procuração. O advogado não foi formalmente constituído (não recebeu a 
procuração ainda), mas precisa distribuir a ação ou praticar algum ato no processo para evitar 
o perecimento no direito. Nesse caso, ele pratica o ato e depois junta a procuração no prazo 
de 15 dias.
O advogado recebe a procuração para atuar em nome da parte e pode substabelecer a pro-
curação a outro advogado, para que o novo advogado passe a atuar no feito.
Esse substabelecimento pode ser feito com reserva de poderes (hipótese em que o advoga-
do anterior continua a atuar no processo, junto com o advogado que ingressou), ou sem reser-
vas de poderes (quando o advogado anterior sai do processo e fica apenas o novo advogado).
Acerca do assunto, o TST editou a OJ n. 349, da SDI-I: “A juntada de nova procuração aos 
autos, sem ressalva de poderes conferidos ao antigo patrono, implica revogação tácita do 
mandato anterior”. Portanto, se não for esclarecido de forma expressa se o substabelecimento 
é feito com ou ser reserva de poderes, presume-se que foi feito sem reserva e haverá substitui-
ção de um advogado por outro.
A Súmula n. 395 do TST também traz importantes disposições sobre o assunto e que cos-
tumam ser cobradas em prova. Então, leia atentamente:
MANDATO E SUBSTABELECIMENTO. CONDIÇÕES DE VALIDADE.
I – Válido é o instrumento de mandato com prazo determinado que contém cláusula esta-
belecendo a prevalência dos poderes para atuar até o final da demanda.
II – Diante da existência de previsão, no mandato, fixando termo para sua juntada, o ins-
trumento de mandato só tem validade se anexado ao processo dentro do aludido prazo. 
(A REGRA É: QUEM MANDOU COLOCAR PRAZO? COLOCOU, PRECISA CUMPRI-LO)
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III – São válidos os atos praticados pelo substabelecido, ainda que não haja, no mandato, 
poderes expressos para substabelecer (art. 667, e parágrafos, do Código Civil de 2002).
IV – Configura-se a irregularidade de representação se o substabelecimento é anterior à 
outorga passada ao substabelecente. (A PESSOA NÃO TINHA NEM SIDO CONSTITUÍDA 
PROCURADORA AINDA, OU SEJA, ELA NEM EXISTIA NO PROCESSO. COMO É QUE ELA 
QUER PASSAR OS PODERES QUE AINDA NÃO RECEBEU PARA OUTRA PESSOA?”
De acordo com a OJ n. 371, da SDI-I, do C. TST:
Não caracteriza a irregularidade de representação a ausência da data da outorga de pode-
res, pois, no mandato judicial, ao contrário do mandato civil, não é condição de validade 
do negócio jurídico. Assim, a data a ser considerada é aquela em que o instrumento for 
juntado aos autos, conforme preceitua o art. 409, IV, do CPC de 2015 (art. 370, IV, do CPC 
de 1973).
Sobre o mandato dos procuradores dos entes públicos, o TST editou a Súmula n. 436, dis-
pensando a necessidade de juntada de procuração, uma vez que são nomeados de forma geral 
para defesa do ente público respectivo:
REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. PROCURADOR DA UNIÃO, ESTADOS, MUNICÍPIOS E 
DISTRITO FEDERAL, SUAS AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES PÚBLICAS. JUNTADA DE INS-
TRUMENTO DE MANDATO.
I – A União, Estados, Municípios e Distrito Federal, suas autarquias e fundações públicas, 
quando representadas em juízo, ativa e passivamente, por seus procuradores, estão dis-
pensadas da juntada de instrumento de mandato e de comprovação do ato de nomeação.
II – Para os efeitos do item anterior, é essencial que o signatário ao menos declare-se 
exercente do cargo de procurador, não bastando a indicação do número de inscrição na 
Ordem dos Advogados do Brasil.
Existe no processo do trabalho a procuração apud acta ou tácita, que é aquela conferida 
em audiência pelo outorgante ao advogado, perante o juiz do trabalho. O juiz consigna em ata 
de audiência que o advogado está ali representando a parte e que naquele ato foi constituído 
procurador para o processo (pronto, está formalizada a procuração!).
A matéria está tratada no § 3º do art. 791 da CLT:
§ 3º A constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, mediante 
simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, com anuên-
cia da parte representada.
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Conforme se extrai do dispositivo, os poderes atribuídos por essa procuração tácita são 
para o foro em geral (cláusula ad judicia), ou seja, não há poderes para receber citação inicial, 
confessar, reconhecer a procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito sobre 
que se funda a ação, receber, dar quitação e firmar compromisso.
Essa procuração tácita não comporta substabelecimento. Dispõe a OJ 200 da SDI-1 do 
TST: “É inválido o substabelecimento de advogado investido de mandato tácito”.
Por fim, a OJ n. 7 da SBDI-1 do TST trata da atuação do advogado em localidade diversa da 
Seccional de sua inscrição:
ADVOGADO. ATUAÇÃO FORA DA SEÇÃO DA OAB ONDE O ADVOGADO ESTÁ INSCRITO. 
AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO (LEI N. 4.215/1963, § 2º, ART. 56). INFRAÇÃO DISCIPLI-
NAR. NÃO IMPORTA NULIDADE.
A despeito da norma então prevista no artigo 56, § 2º, da Lei n. 4.215/63, a falta de comu-
nicação do advogado à OAB para o exercício profissional em seção diversa daquela na 
qual tem inscrição não importa nulidade dos atos praticados, constituindo apenas infra-
ção disciplinar, que cabe àquela instituição analisar.
1.7. honorários advocatícios
O tema dos honorários advocatícios na Justiça do Trabalho está muito em voga desde a 
reforma trabalhista e tem caído muito em provas.
O que são os honorários advocatícios? São a remuneração devida ao advogado pelo traba-
lho prestado.
Na Justiça do Trabalho os honorários advocatícios podem ser de 3 espécies. Para facilitar 
seu estudo, vou colocá-los num quadro:
TIPO DE 
HONORÁRIOS O QUE SÃO PREVISÃO LEGAL
Honorários 
contratuais
É o valor externo às despesas do processo, 
combinado entre advogado e cliente e fixados 
em contrato.
Não são da competência da Justiça do 
Trabalho
Honorários 
assistenciais
São devidos quando a parte está assistida 
pelo sindicato (quando o sindicato presta a 
assistência judiciária gratuita). O valor vai para o 
advogado do sindicato.
Art. 14, I, da Lei n. 
5584/70
Honorários 
sucumbenciais
Devidos em razão da sucumbência no 
processo (a parte vencida paga honorários de 
sucumbência)
Art. 791-A da CLT
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Antes da reforma trabalhista, não havia honorários de sucumbência na Justiça do Traba-
lho. O argumento para isso é que havia o jus postulandi e a parte contratava advogado só se 
quisesse.Como era uma faculdade da parte, a parte contrária, acaso vencida na ação, não se-
ria obrigada a ressarcir este “luxo” da parte vencedora. Assim, o empregado que saísse vence-
dor na ação deveria usar parte do crédito recebido (normalmente 30%) para pagar o advogado, 
pois não havia honorário de sucumbência pago pela parte vencida.
Obviamente isso era muito desatualizado e injusto, mas era o que prevalecia na Justiça 
do Trabalho até a reforma trabalhista, em 2017. Em razão da injustiça da regra, muitos juízes, 
buscando uma forma de ressarcir o empregado vencedor, deferiam honorários advocatícios a 
título de indenização. Isso nada mais era do que uma forma de arranjar uma justificativa para 
o pagamento de honorários de sucumbência, chamando-os de indenização. Os juízes justifica-
vam que o empregado vencedor deveria ser ressarcido integralmente de seus prejuízos, o que 
incluía a contratação de advogado para poder receber verbas trabalhistas que o empregador 
não havia pago no momento oportuno. A intenção era ótima, mas, a rigor, não havia previsão 
legal para isso.
Antes da reforma, somente havia previsão legal de condenação em honorários se o empre-
gado estivesse representado pelo seu sindicato e recebesse até 2 salários mínimos mensais 
ou, recebendo mais, não tivesse condições de demandar sem prejuízo do próprio sustento ou 
de sua família (bastava uma simples declaração desta condição). Além disso, poderia haver 
fixação de honorários em lides que não versassem sobre relação de emprego (isso porque, 
como vimos, o jus postulandi somente era cabível em relação ao empregado e ao empregador).
Nesse sentido, havia súmula do TST dizendo que na Justiça do Trabalho a condenação ao 
pagamento de honorários advocatícios não decorria pura e simplesmente da sucumbência, de-
vendo a parte, concomitantemente: a) estar assistida por sindicato da categoria profissional; 
e, além disso, b) comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou en-
contrar-se em situação econômica que não lhe permitisse demandar sem prejuízo do próprio 
sustento ou da respectiva família.
A súmula cancelada dizia também que eram devidos os honorários advocatícios nas cau-
sas em que o ente sindical figurasse como substituto processual e nas lides que não derivas-
sem da relação de emprego.
Agora, a partir da vigência da Lei n. 13.467/17 (reforma trabalhista), existem honorários de-
correntes da sucumbência na Justiça do Trabalho, de sorte que a parte vencida deve ressarcir 
os gastos com as custas e advogado efetuados pela parte vencedora.
Dispõe o art. 791-A, da CLT, com a redação dada pela Lei n. 13.467/17:
Art. 791-A. Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbên-
cia, fixados entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15% (quinze por cento) sobre o 
valor que resultar da liquidação da sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo possível 
mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa.
§ 1º Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a 
parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria.
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§ 2º Ao fixar os honorários, o juízo observará:
I – o grau de zelo do profissional;
II – o lugar de prestação do serviço;
III – a natureza e a importância da causa;
IV – o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço.
§ 3º Na hipótese de procedência parcial, o juízo arbitrará honorários de sucumbência recíproca, 
vedada a compensação entre os honorários.
§ 4º Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda que em 
outro processo, créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes de sua sucum-
bência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos 
dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar 
que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuida-
de, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário.
§ 5º São devidos honorários de sucumbência na reconvenção.
A questão dos honorários de sucumbência foi, sem dúvidas, uma das maiores alterações 
da reforma trabalhista. A partir da mudança, o empregado vencedor não precisa mais desem-
bolsar um valor do seu crédito para pagar os honorários advocatícios, pois a parte contrária 
será condenada em sentença a pagá-los (é claro que a parte pode ajustar com o advogado um 
valor além dos honorários sucumbenciais). Mas não é só isso. Ficou bom para o empregador 
também. Antes o reclamante poderia ajuizar reclamação mesmo sabendo que não tinha razão, 
só para “tentar a sorte” e ver se levaria alguma coisa. Se perdesse, tudo bem para ele, pois não 
pagaria nada. Com a reforma, foram instituídos os honorários de sucumbência recíproca, ou 
seja, aquele que perde, paga. Portanto, se o empregado for vencido, terá de pagar honorários 
de sucumbência ao reclamado.
A sucumbência recíproca no processo do trabalho foi muito questionada, pois mitiga o pro-
tecionismo ao empregado. O sistema anterior buscava não onerar o reclamante quando fosse 
vencido, total ou parcialmente, facilitando o acesso do trabalhador à Justiça. Não obstante 
sofra críticas, a sucumbência recíproca no processo do trabalho tem sido reconhecida como 
constitucional pelo TST e, a bem da verdade, garante maior seriedade às demandas propostas 
na Justiça do Trabalho, evitando lides temerárias.
A regra da sucumbência é: quem perdeu, paga os honorários. E se o processo for extinto sem 
julgamento do mérito? No CPC há previsão expressa de que o pagamento será feito por quem 
deu causa ao processo (art. 85, § 10, do CPC – princípio da causalidade). Aqui faço uma obser-
vação  embora o art. 85, § 10, fale que arcará com os honorários de sucumbência quem deu 
causa ao processo, ficaria mais claro se dissesse que quem paga é quem deu causa à extinção.
EXEMPLO
Se depois de citado o réu, o autor desiste da ação, é o autor quem paga os honorários de 
sucumbência, uma vez que o processo não foi para frente por ato dele.
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Essa regra do art. 85, § 10, CPC é aplicável ao processo do trabalho? Para grande parte da 
doutrina, sim. Aliás, tem sido esse o entendimento do TST.
Para outra parte da doutrina, não se aplica a regra do art. 85, § 10, CPC, ao processo do tra-
balho, uma vez que temos regra própria sobre sucumbência (art. 791-A), cujo único critério para 
fixação dos honorários é a sucumbência. Assim, em casos de desistência ou arquivamento da 
ação não haveria condenação ao pagamento de honorários por não ter havido sucumbência.
Essa segunda corrente não é a dotada pelo TST. Então, vamos ficar com a primeira  aplica-
-se ao processo do trabalho o princípio da causalidade, previsto no art. 85, § 10, CPC, segundo 
o qual: “§ 10. Nos casos de perda do objeto, os honorários serão devidos por quem deu causa 
ao processo”.
• Procedência parcial: procedência parcial é quando as 2 partes são em parte vencedora 
e em parte vencida.Como ficam os honorários advocatícios? Eles são devidos para as 
duas partes, no percentual de 5% a 15%, sendo vedada a compensação (art. 791-A, § 3º, 
CLT).
O que significa ser vedada a compensação? Significa que o advogado tem direito a rece-
ber os honorários, independentemente de o advogado da parte contrária também ter direito a 
recebê-los.
EXEMPLO
Ana ajuizou reclamação trabalhista requerendo a condenação da empresa Alfa ao pagamento 
de horas extras e adicional noturno. A ação foi julgada parcialmente procedente, sendo deferi-
das apenas as horas extras. Portanto, Ana foi vencedora em relação ao pedido de horas extras 
e sucumbente no tocante ao pedido de adicional noturno. Assim, o advogado de Ana receberá 
honorários advocatícios de sucumbência pagos pela empresa Alfa, calculados sobre o valor 
das horas extras deferidas (vamos supor que daria R$ 500,00 de honorários). Por outro lado, 
Ana terá de pagar honorários advocatícios de sucumbência ao advogado da empresa Alfa, em 
relação ao pedido de adicional noturno (hipoteticamente, R$ 750,00). Tanto o advogado de Ana 
quanto o advogado da empresa têm direito a receber os honorários. Não se pode compensar 
os honorários de sucumbência dizendo “olha, advogado da Ana, você teria direito a receber R$ 
500,00, mas como a Ana terá de pagar R$ 750,00 ao advogado da empresa Alfa, você não vai 
receber nada e aí a Ana paga apenas R$ 250,00 ao advogado da parte contrária”. Essa compen-
sação não faria sentido, uma vez que o direito é dos advogados.
E se o reclamante for vencido e não tiver condições de pagar os honorários de sucumbência?
Bom, se for procedência parcial da ação, pode ser descontado o valor do crédito que o 
reclamante tem a receber, desde que não comprometa a sua subsistência e de sua família. 
Não há um percentual de desconto previsto em lei e acaba sendo fixado de acordo com o caso 
concreto, sendo que quando o valor a receber é pequeno, muitos juízes dizem que não há con-
dições de o reclamante pagar os honorários de sucumbência e determinam a suspensão do 
débito (da mesma forma que ocorre na improcedência, como veremos a seguir).
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Se o reclamante for beneficiário da justiça gratuita (em praticamente todas as ações o em-
pregado é beneficiário da justiça gratuita – matéria que estudaremos melhor daqui a pouco) 
e for totalmente sucumbente na ação (ou seja, ação improcedente), ou parcialmente sucum-
bente, mas não tiver recebido créditos suficientes para garantir o pagamento dos honorários, 
a exigência de pagamento ficará suspensa pelo prazo de 2 anos após o trânsito em julgado 
da ação. Nesses dois anos o reclamado pode provar que mudou a situação financeira do re-
clamante (por ex. ganhou na loteria) e requerer o pagamento dos honorários. Passados os 2 
anos, a obrigação estará extinta e mesmo que o reclamante ganhe na loteria, o reclamado não 
poderá pleitear mais os honorários advocatícios de sucumbência.
A matéria está tratada no § 4º do art. 791 da CLT:
§ 4º Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda que em 
outro processo, créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes de sua sucum-
bência ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos 
dois anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar 
que deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuida-
de, extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário.
Se aplica ao processo do trabalho a sucumbência mínima prevista no art. 86, parágrafo 
único, do CPC:
Art. 86. Se cada litigante for, em parte, vencedor e vencido, serão proporcionalmente distribuídas 
entre eles as despesas.
Parágrafo único. Se um litigante sucumbir em parte mínima do pedido, o outro responderá, por intei-
ro, pelas despesas e pelos honorários.
1.8. assistência Judiciária gratuita e Justiça gratuita
Todos devem ter acesso à Justiça (art. 5º, XXXV, CF), não podendo ninguém ser impedido 
de demandar em juízo por não ter condições econômicas para tanto.
De acordo com o inciso LXXIV, do art. 5º, da CF, o Estado “prestará assistência judiciária 
gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos”.
Assistência judiciaria gratuita e justiça gratuita são a mesma coisa? Não. A assistência 
judiciária é gênero, sendo a justiça gratuita espécie.
• Assistência Judiciária Gratuita – direito da parte de ter um advogado do Estado, de ser 
assistida no processo gratuitamente, além de estar isenta de todas as despesas e cus-
tas processuais.
• Justiça gratuita – direito à gratuidade; direito de não pagar os custos do processo (taxas 
judiciárias, custas, emolumentos, honorários de perito, despesas com editais etc.). Mas 
não garante o direito a advogado do Estado.
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Na Justiça do Trabalho não há defensoria pública. Obviamente deveria existir, mas não 
existe. A previsão legal até há, pois a LC 88/94, que trata da Defensoria Pública da União, pre-
vê a atuação junto à Justiça Trabalhista. Contudo, não foi implantada. Assim, a assistência 
judiciária fica a cargo do sindicato. Nos locais onde não há sindicato, muitos empregados e 
empregadores mais simples acabam se valendo da assistência dos núcleos de prática jurídica 
das faculdades de direito.
No processo do trabalho, a Assistência Judiciária Gratuita está prevista no § 1º, do art. 14, 
da Lei n. 5.584/70:
Art. 14. Na Justiça do Trabalho, a assistência judiciária a que se refere a Lei n. 1.060, de 5 de feve-
reiro de 1950, será prestada pelo sindicato da categoria profissional a que pertencer o trabalhador.
§ 1º A assistência é devida a todo aquele que perceber salário igual ou inferior ao dobro do mínimo 
legal, ficando assegurado igual benefício ao trabalhador de maior salário, uma vez provado que sua 
situação econômica não lhe permite demandar, sem prejuízo do sustento próprio ou da família.
Portanto, para que a parte tenha acesso à assistência judiciária gratuita, a ser realizada pelo sin-
dicato, é preciso que haja declaração de miserabilidade ou percepção de remuneração mensal infe-
rior a dois salários mínimos. Não há necessidade de que o empregado seja associado ao sindicato.
A reforma trabalhista, embora tenha alterado bastante a questão dos honorários advocatí-
cios, não modificou as regras da assistência judiciária gratuita (continua em vigor o art. 14 da 
Lei n. 5.584/70).
Por sua vez, a justiça gratuita encontra previsão no art. 790 da CLT:
Art. 790. Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior do 
Trabalho, a forma de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão 
expedidas pelo Tribunal Superior do Trabalho.
§ 1º Tratando-se de empregado que não tenha obtido o benefício da justiça gratuita, ou isenção de 
custas, o sindicato que houver intervindo no processo responderá solidariamente pelo pagamento 
das custas devidas.
§ 2º No caso de não-pagamento das custas, far-se-á execução da respectiva importância, segundo 
o procedimento

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