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Processo do Trabalho | Exercícios
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PROCESSO DO TRABALHO 
ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA DO TRABALHO 
Art. 92 CF. São órgãos do Poder Judiciário: 
I - o Supremo Tribunal Federal; 
I- A - O Conselho Nacional de Justiça;
II - o Superior Tribunal de Justiça; 
II-A - o Tribunal Superior do Trabalho;
III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais; 
IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho; 
V - os Tribunais e Juízes Eleitorais; 
VI - os Tribunais e Juízes Militares; 
VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios. 
A Justiça do Trabalho é chamada de Justiça ESPECIAL ou ESPECIALIZADA. 
Art. 111 CF 
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TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO 
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO 
JUÍZES DO TRABALHO 
Art. 644 CLT. São órgãos da Justiça da Trabalho: 
a) o Tribunal Superior do Trabalho;
b) os Tribunais Regionais do Trabalho;
c) as Juntas de Conciliação e Julgamento ou os Juízos de Direito;
É bom lembrar que as juntas de conciliação e julgamento foram EXTINTAS em 1999 com a EC 24. Além dos nomes 
terem sido trocados de juntas para VARAS DO TRABALHO. 
A representação CLASSISTA, ou seja, o sistema paritário com representantes dos “e” e “E” também foi extinto. O juiz 
passa a ser tão somente o TOGADO. 
 TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO 
Art. 111-A CF. O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre brasileiros 
com mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, 
nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo: 
I. um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério
Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94;
II. os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, indicados pelo
próprio Tribunal Superior.
§ 1º. A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho.
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§ 2º. Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho:
I. a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, cabendo-lhe, dentre outras
funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira;
II. o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa,
orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como órgão central do
sistema, cujas decisões terão efeito vinculante.
§ 3º. Compete ao Tribunal Superior do Trabalho processar e julgar, originariamente, a reclamação para a
preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões.
TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO 
Art. 115 CF. Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, sete juízes, recrutados, quando 
possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e 
menos de sessenta e cinco anos, sendo: 
I. um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério
Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94;
II. os demais, mediante promoção de juízes do trabalho por antiguidade e merecimento, alternadamente.
§ 1º. Os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com a realização de audiências e demais
funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos
públicos e comunitários.
§ 2º. Os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar descentralizadamente, constituindo câmaras regionais, a
fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo.
ATUALMENTE EXISTEM 24 TRT`s, NA MEDIDA EM QUE TOCANTINS, RORAIMA, ACRE E AMAPÁ NÃO POSSUEM. 
RATA 
8ª Região - Estado do Pará e do Amapá; 
10ª Região - Distrito Federal e Tocantins; 
11ª Região - Estado do Amazonas e de Roraima; 
14ª Região - Estado de Rondônia e Acre; 
O ESTADO DE SÃO PAULO É O ÚNICO DA FEDERAÇÃO QUE POSSUI DOIS TRT´s (2ª região e 15ª região) SÃO PAULO E 
CAMPINAS. 
JUÍZES DO TRABALHO 
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Art. 116 CF. Nas Varas do Trabalho, a jurisdição será exercida por um juiz singular. 
A jurisdição de cada vara do trabalho abrange todo o território da comarca em que tem sede, só podendo ser 
estendida ou restringida por Lei Federal. 
Art. 112 CF. A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, 
atribuí-la aos juízes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho. 
Art. 668 CLT. Nas localidades não compreendidas na jurisdição das Juntas de conciliação e Julgamento, os Juízes de 
direito são os órgãos de administração da justiça do Trabalho, com a jurisdição que lhes for determinada pela lei de 
organização judiciária local. 
STJ Súmula nº 10 - Instalada a vara do trabalho, cessa a competência do Juiz de Direito em matéria trabalhista, 
inclusive para a execução das sentenças por ele proferidas. 
SERVIÇOS AUXILIARES 
Na CLT (art. 710 – 721) 
1 – Secretaria das varas 
2 – Distribuidores 
3 – Secretaria dos Tribunais 
4 – Oficiais de Justiça 
DAS SECRETARIAS DAS VARAS 
Art. 710 CLT. Cada Junta terá 1 (uma) secretaria, sob a direção de funcionário que o Presidente designar, para 
exercer a função de secretário, e que receberá, além dos vencimentos correspondentes ao seu padrão, a gratificação 
de função fixada em lei. 
COMPETE à SECRETARIA das VARAS (Art. 711): 
a) o RECEBIMENTO, a AUTUAÇÃO, o ANDAMENTO, a GUARDA e a CONSERVAÇÃO dos PROCESSOS e OUTROS PAPÉIS
que lhe forem ENCAMINHADOS;
b) a MANUTENÇÃO do PROTOCOLO de ENTRADA e SAÍDA dos PROCESSOS e DEMAIS PAPÉIS;
c) o REGISTRO das DECISÕES;
d) a INFORMAÇÃO, às PARTES interessadas e seus PROCURADORES, do ANDAMENTO dos respectivos PROCESSOS,
cuja CONSULTA lhes FACILITARÁ;
e) a ABERTURA de VISTA dos PROCESSOS às PARTES, na PRÓPRIA SECRETARIA;
f) a CONTAGEM das CUSTAS DEVIDAS pelas PARTES, nos RESPECTIVOS PROCESSOS;
g) o FORNECIMENTO de CERTIDÕES sobre o que CONSTAR dos LIVROS ou do ARQUIVAMENTO da SECRETARIA;
h) a REALIZAÇÃO das PENHORAS e demais DILIGÊNCIAS PROCESSUAIS;
i) o DESEMPENHO dos DEMAIS TRABALHOS que lhe forem COMETIDOS pelo JUIZ da VARA do TRABALHO, para
MELHOR EXECUÇÃO dos SERVIÇOS que lhe estão AFETOS.
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COMPETE especialmente aos SECRETÁRIOS das VARAS do TRABALHO (Art. 712): 
a) SUPERINTENDER os TRABALHOS da SECRETARIA, VELANDO pela BOA ORDEM do SERVIÇO;
b) CUMPRIR e FAZER CUMPRIR as ORDENS emanadas do JUIZ e das AUTORIDADES SUPERIORES;
c) SUBMETER a DESPACHO e ASSINATURA do JUIZ o EXPEDIENTE e os PAPÉIS que devam ser por ele DESPACHADOS e
ASSINADOS;
d) ABRIR a CORRESPONDÊNCIA OFICIAL dirigida à VARA e ao seu JUIZ, a cuja DELIBERAÇÃO será SUBMETIDA;
e) TOMAR por TERMO as RECLAMAÇÕES VERBAIS nos CASOS de DISSÍDIOS INDIVIDUAIS;
f) PROMOVER o RÁPIDO ANDAMENTO dos PROCESSOS, especialmente na FASE de EXECUÇÃO, e a PRONTA
REALIZAÇÃO dos ATOS e DILIGÊNCIAS DEPRECADAS pelas AUTORIDADES SUPERIORES;
g) SECRETARIAR as AUDIÊNCIAS da VARA, LAVRANDO as respectivas ATAS;
h) SUBSCREVER as CERTIDÕES e os TERMOS PROCESSUAIS;
i) DAR aos LITIGANTES CIÊNCIA das RECLAMAÇÕES e demais ATOS PROCESSUAIS de que devam ter CONHECIMENTO,
ASSINANDO as respectivas NOTIFICAÇÕES;
j) EXECUTAR os DEMAIS TRABALHOS que lheem 48 horas, contadas da audiência de julgamento (art. 851, § 2º, da CLT), o 
prazo para recurso será contado da data em que a parte receber a intimação da sentença. 
CONCILIAÇÃO NO PROCESSO DO TRABALHO 
Art. 764 CLT. Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre 
sujeitos à conciliação. 
§ 1º. Para os efeitos deste artigo, os juízes e Tribunais do Trabalho empregarão sempre os seus bons ofícios e
persuasão no sentido de uma solução conciliatória dos conflitos.
§ 2º. Não havendo acordo, o juízo conciliatório converter-se-á obrigatoriamente em arbitral, proferindo decisão na
forma prescrita neste Título.
§ 3º. É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda mesmo depois de encerrado o juízo
conciliatório.
Art. 846 CLT. Aberta a audiência, o juiz ou presidente proporá a conciliação. 
Art. 850 CLT. Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo não excedente de 10 (dez) 
minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou presidente renovará a proposta de Conciliação, e não se realizando 
esta, será proferida a decisão. 
Art. 852-E. Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as vantagens da conciliação e usará os meios 
adequados de persuasão para a solução conciliatória do litígio, em qualquer fase da audiência. 
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Súmula nº 418 do TST. A concessão de liminar ou a homologação de acordo constituem faculdade do juiz, inexistindo 
direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. 
Art. 846 CLT. Aberta a audiência, o juiz ou presidente proporá a conciliação. 
§ 1º. Se houver acordo lavrar-se-á termo, assinado pelo presidente e pelos litigantes, consignando-se o prazo e
demais condições para seu cumprimento.
Se o juiz homologar o acordo, o termo que for lavrado valerá como DECISÃO IRRECORRÍVEL (somente atacável por 
AÇÃO RESCISÓRIA), salvo para a PREVIDÊNCIA SOCIAL quanto às contribuições que lhe forem devidas (Súmula 259 
TST). 
Súmula 100 TST 
V. O acordo homologado judicialmente tem força de decisão irrecorrível, na forma do art. 831 da CLT. Assim sendo,
o termo conciliatório transita em julgado na data da sua homologação judicial.
Art. 831 § único CLT. No caso de conciliação, o termo que for lavrado valerá como decisão irrecorrível, salvo para a 
Previdência Social quanto às contribuições que lhe forem devidas. (UNIÃO). 
OJ 132 SDI II TST. AÇÃO RESCISÓRIA. ACORDO HOMOLOGADO. ALCANCE. OFENSA À COISA JULGADA (DJ 04.05.2004) 
Acordo celebrado - homologado judicialmente - em que o empregado dá plena e ampla quitação, sem qualquer 
ressalva, alcança não só o objeto da inicial, como também todas as demais parcelas referentes ao extinto contrato 
de trabalho, violando a coisa julgada, a propositura de nova reclamação trabalhista. 
Art. 832, § 3º CLT. As decisões cognitivas ou homologatórias deverão sempre indicar a natureza jurídica das parcelas 
constantes da condenação ou do acordo homologado, inclusive o limite de responsabilidade de cada parte pelo 
recolhimento da contribuição previdenciária, se for o caso. 
 natureza SALARIAL 
ACORDO 
 natureza INDENIZATÓRIA 
- saldo de salário
- adicional de insalubridade
- indenização por dano moral
- multa do art. 477 da CLT
OJ 368 SDI I TST. DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS. ACORDO HOMOLOGADO EM JUÍZO. INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO 
EMPREGATÍCIO. PARCELAS INDENIZATÓRIAS. AUSÊNCIA DE DISCRIMINAÇÃO. INCIDÊNCIA SOBRE O VALOR TOTAL. 
(DEJT divulgado em 03, 04 e 05.12.2008 
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É devida a incidência das contribuições para a Previdência Social sobre o valor total do acordo homologado em juízo, 
independentemente do reconhecimento de vínculo de emprego, desde que não haja discriminação das parcelas 
sujeitas à incidência da contribuição previdenciária, conforme parágrafo único do art. 43 da Lei nº 8.212, de 
24.07.1991, e do art. 195, I, “a”, da CF/1988. 
E na hipótese de acordo judicial SEM reconhecimento do vínculo? 
OJ 398 SDI I TST 
Nos acordos homologados em juízo em que não haja o reconhecimento de vínculo empregatício, é devido o 
recolhimento da contribuição previdenciária, mediante a alíquota de 20% a cargo do tomador de serviços e de 11% 
por parte do prestador de serviços, na qualidade de contribuinte individual, sobre o valor total do acordo, respeitado 
o teto de contribuição. Inteligência do § 4º do art. 30 e do inciso III do art. 22, todos da Lei n.º 8.212, de 24.07.1991.
Art. 832 § 4º CLT. A União será intimada das decisões homologatórias de acordos que contenham parcela 
indenizatória, na forma do art. 20 da Lei no 11.033, de 21 de dezembro de 2004, facultada a interposição de recurso 
relativo aos tributos que lhe forem devidos. 
OJ 376 SDI-I TST. É devida a contribuição previdenciária sobre o valor do acordo celebrado e homologado após o 
trânsito em julgado de decisão judicial, respeitada a proporcionalidade de valores entre as parcelas de natureza 
salarial e indenizatória deferidas na decisão condenatória e as parcelas objeto do acordo. 
Art. 850 CLT. Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões finais, em prazo não excedente de 10 (dez) 
minutos para cada uma. Em seguida, o juiz ou presidente renovará a proposta de Conciliação, e não se realizando 
esta, será proferida a decisão. 
47forem ATRIBUÍDOS pelo JUIZ da VARA.
Os SERVENTUÁRIOS que, SEM MOTIVO JUSTIFICADO, NÃO REALIZAREM os ATOS, DENTRO dos PRAZOS FIXADOS, 
serão DESCONTADOS em SEUS VENCIMENTOS, em TANTOS DIAS quantos os do EXCESSO (Art. 712 § único CLT). 
DOS DISTRIBUIDORES 
Nas LOCALIDADES em que EXISTIR MAIS de UMA VARA do TRABALHO haverá UM DISTRIBUIDOR (Art. 713). 
COMPETE ao DISTRIBUIDOR (Art. 714): 
a) a DISTRIBUIÇÃO, pela ORDEM RIGOROSA de ENTRADA, e SUCESSIVAMENTE a CADA VARA, dos FEITOS que, para
esse fim, lhe forem APRESENTADOS pelos INTERESSADOS;
b) o FORNECIMENTO, aos INTERESSADOS, do RECIBO CORRESPONDENTE a CADA FEITO DISTRIBUÍDO;
c) a MANUTENÇÃO de 2 FICHÁRIOS dos FEITOS DISTRIBUÍDOS, sendo UM ORGANIZADO pelos NOMES dos
RECLAMANTES e o OUTRO dos RECLAMADOS, ambos por ORDEM ALFABÉTICA;
d) o FORNECIMENTO a QUALQUER PESSOA que o SOLICITE, VERBALMENTE ou POR CERTIDÃO, de INFORMAÇÕES
sobre os FEITOS DISTRIBUÍDOS;
e) a BAIXA na DISTRIBUIÇÃO dos FEITOS, quando isto lhe for DETERMINADO pelos JUÍZES das VARAS, FORMANDO,
com as FICHAS correspondentes, FICHÁRIOS À PARTE, cujos DADOS poderão ser CONSULTADOS pelos
INTERESSADOS, mas NÃO serão MENCIONADOS em CERTIDÕES.
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Art. 715 CLT. Os distribuidores são designados pelo Presidente do Tribunal Regional dentre os funcionários das 
Juntas e do Tribunal Regional, existentes na mesma localidade, e ao mesmo Presidente diretamente subordinados. 
DOS CARTÓRIOS DOS JUÍZOS DE DIREITO 
Art. 716 CLT. Os cartórios dos juízos de direito, investidos na administração da Justiça do Trabalho, têm, para esse 
fim, as mesmas atribuições e obrigações conferidas na Seção I às secretarias das Juntas de Conciliação e Julgamento. 
§ único. Nos Juízos em que houver mais de um cartório, far-se-á entre eles a distribuição alternada e sucessiva das
reclamações.
Art. 717 CLT. Aos escrivães dos Juízos de Direito, investidos na administração da Justiça do Trabalho, competem 
especialmente as atribuições e obrigações dos chefes de secretaria das Juntas; e aos demais funcionários dos 
cartórios, as que couberem nas respectivas funções, dentre as que competem às secretarias das Juntas, enumeradas 
no Art. 711. 
SECRETARIA DOS TRIBUNAIS REGIONAIS 
Art. 718 CLT. Cada Tribunal Regional tem 1 (uma) secretaria, sob a direção do funcionário designado para exercer a 
função de secretário, com a gratificação de função fixada em lei. 
Art. 719 CLT. Competem à secretaria dos Tribunais, além das atribuições estabelecidas no Art. 711, para a secretaria 
das Juntas, mais as seguintes: 
a) a conclusão dos processos ao Presidente e sua remessa, depois de despachados, aos respectivos relatores;
b) a organização e a manutenção de um fichário de jurisprudência do Tribunal, para consulta dos interessados.
§ único. No regimento interno dos Tribunais Regionais serão estabelecidas as demais atribuições, o funcionamento e
a ordem dos trabalhos de suas secretarias.
Art. 720 CLT. Competem aos secretários dos Tribunais Regionais as mesmas atribuições conferidas no Art. 712 aos 
chefes de secretaria das Juntas, além das que forem fixadas no regimento interno dos Tribunais. 
DOS OFICIAIS DE JUSTIÇA 
Incumbe aos OFICIAIS de JUSTIÇA e OFICIAIS de JUSTIÇA AVALIADORES da JUSTIÇA do TRABALHO a REALIZAÇÃO dos 
ATOS decorrentes da EXECUÇÃO dos JULGADOS das VARAS do TRABALHO e dos TRIBUNAIS REGIONAIS do 
TRABALHO, que lhes forem COMETIDOS pelos respectivos JUÍZES (Art. 721). 
Para EFEITO de DISTRIBUIÇÃO dos referidos ATOS, CADA OFICIAL de JUSTIÇA ou Oficial de Justiça Avaliador 
FUNCIONARÁ perante uma VARA do TRABALHO, SALVO quando da EXISTÊNCIA, nos TRIBUNAIS REGIONAIS do 
TRABALHO, de ÓRGÃO ESPECÍFICO, destinado à DISTRIBUIÇÃO de MANDADOS JUDICIAIS (§ 1º). 
Nas LOCALIDADES onde houver MAIS DE UMA VARA, respeitado o disposto no parágrafo anterior, a ATRIBUIÇÃO 
para o CUMPRIMENTO do ATO DEPRECADO ao OFICIAL de JUSTIÇA ou Oficial de Justiça Avaliador será TRANSFERIDA 
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a OUTRO OFICIAL, sempre que, APÓS o DECURSO de 9 DIAS, SEM RAZÕES que o justifiquem, NÃO tiver SIDO 
CUMPRIDO o ATO, sujeitando-se o SERVENTUÁRIO às PENALIDADES da LEI (Art. 721 § 2º). 
No CASO de AVALIAÇÃO, terá o OFICIAL de JUSTIÇA AVALIADOR, para CUMPRIMENTO do ATO, o PRAZO previsto no 
Art. 888 (10 DIAS) (§ 3º). 
É FACULTADO aos PRESIDENTES dos TRIBUNAIS REGIONAIS do TRABALHO cometer a QUALQUER OFICIAL de JUSTIÇA 
ou Oficial de Justiça Avaliador a REALIZAÇÃO dos ATOS de EXECUÇÃO das DECISÕES desses TRIBUNAIS (Art. 721 § 
4º). 
Na FALTA ou IMPEDIMENTO do OFICIAL de JUSTIÇA ou Oficial de Justiça Avaliador, o JUIZ da VARA do TRABALHO 
poderá ATRIBUIR a REALIZAÇÃO do ATO a QUALQUER SERVENTUÁRIO (§ 5º). 
COMPETÊNCIA EM RAZÃO DA MATÉRIA 
Art. 114 CF. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: 
I. as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração
pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
ANTES DA EC 45/04 
APÓS A EC 45/04 
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AÇÕES ORIUNDAS DA RELAÇÃO DE TRABALHO 
►RELAÇÃO DE TRABALHO X RELAÇÃO DE EMPREGO
STJ Súmula nº 363 - Competência - Processo e Julgamento - Ação de Cobrança - Profissional Liberal Contra Cliente 
Compete à Justiça estadual processar e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente. 
►RELAÇÃO DE CONSUMO
►HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS
►AÇÕES PENAIS
ENTES DE DIREITO PÚBLICO EXTERNO 
São os sujeitos de direito INTERNACIONAL público, tais como: 
1 – Estados Estrangeiros, abrangendo as embaixadas e os consulados. 
2 – Organismos Internacionais (OIT, ONU...). 
1 – Atos de Império – atos praticados no exercício de suas prerrogativas SOBERANAS. Ex: concessão de um visto 
para viajar para os EUA. Imunidade ABSOLUTA de jurisdição. 
2 – Atos de gestão – atuação em matéria de ordem privada, equiparando-se ao PARTICULAR. Ex: contratação de 
empregados. NÃO há imunidade de jurisdição. 
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Todavia, permanece o entendimento de que o ente de direito público externo possui IMUNIDADE DE EXECUÇÃO. 
 
 
1 – RENÚNCIA do estado estrangeiro à intangibilidade de seus bens. 
2 – Houver no território brasileiro BENS desvinculados as finalidades essenciais diplomáticas. 
 
OJ 416 SDI-I TST. As organizações ou organismos internacionais gozam de imunidade absoluta de jurisdição quando 
amparados por norma internacional incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro, não se lhes aplicando a regra 
do Direito Consuetudinário relativa à natureza dos atos praticados. Excepcionalmente, prevalecerá a jurisdição 
brasileira na hipótese de renúncia expressa à cláusula de imunidade jurisdicional. 
 
ESTADOS ESTRANGEIROS, ABRANGENDO EMBAIXADAS E CONSULADOS 
 
 
 
 
 
 
ORGANIZAÇÕES OU ORGANISMOS INTERNACIONAIS 
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SERVIDORES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Administração Pública 
União 
Estados 
Municípios 
Autarquias 
Fundações 
SEM 
Empresas públicas 
ESTATUTÁRIO 
TEMPORÁRIO 
EMPREGADO PÚBLICO 
SÚMULA 137/STJ. 
Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar ação de servidor público municipal, pleiteando direitos 
relativos ao vínculo estatutário. 
SÚMULA 218/STJ. 
Compete à Justiça dos Estados processar e julgar ação de servidor estadual decorrente de direitos e vantagens 
estatutárias no exercício de cargo em comissão. 
II as ações que envolvam exercício do direito de greve; 
AÇÕES INDIVIDUIAIS OU COLETIVAS QUE ENVOLVAM O EXERCÍCIO DODIREITO DE GREVE. 
A JT PASSOU A TER COMPETÊNCIA PARA PROCESSAR E JULGAR AS AÇÕES POSSESSÓRIAS EM DECORRÊNCIA DO 
EXERCÍCIO DO DIREITO DE GREVE (S.V. 23 STF). 
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 SÚMULA VINCULANTE Nº 23 
A JUSTIÇA DO TRABALHO É COMPETENTE PARA PROCESSAR E JULGAR AÇÃO POSSESSÓRIA AJUIZADA EM 
DECORRÊNCIA DO EXERCÍCIO DO DIREITO DE GREVE PELOS TRABALHADORES DA INICIATIVA PRIVADA. 
 
 
III. as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e 
empregadores; 
 
SINDICATO X SINDICATO 
SINDICATO X EMPREGADO 
SINDICATO X EMPREGADOR 
 
 
Federação 
Confederação 
Centrais sindicais 
 
IV. os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à 
sua jurisdição; 
Art. 5º LXIX CF. conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por 
habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou 
agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; 
Art. 5º LXVIII CF. conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência 
ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; 
 
 
Súmula Vinculante 25 
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É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do depósito. 
Art. 5º LXXII - conceder-se-á habeas data: 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou
bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;
V. os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o;
O CONFLITO DE COMPETÊNCIA OCORRE QUANDO: 
►DOIS OU MAIS JUÍZES DE DECLARAM COMPETENTES (conflito positivo)
►DOIS OU MAIS JUÍZES SE DECLARAM INCOMPETENTES (conflito negativo)
►ENTRE DOIS OU MAIS JUÍZES SURGE CONTROVÉRSIA SOBRE A REUNIÃO OU SEPARAÇÃO DE PROCESSOS.
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Súmula nº 420 do TST. Não se configura conflito de competência entre Tribunal Regional do Trabalho e Vara do 
Trabalho a ele vinculada. 
 
VI. as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho; 
 
Súmula nº 392 do TST 
Nos termos do art. 114, inc. VI, da Constituição da República, a Justiça do Trabalho é competente para processar e 
julgar ações de indenização por dano moral e material, decorrentes da relação de trabalho, inclusive as oriundas de 
acidente de trabalho e doenças a ele equiparadas, ainda que propostas pelos dependentes ou sucessores do 
trabalhador falecido. 
Súmula Vinculante nº 22 STF 
A JUSTIÇA DO TRABALHO É COMPETENTE PARA PROCESSAR E JULGAR AS AÇÕES DE INDENIZAÇÃO POR DANOS 
MORAIS E PATRIMONIAIS DECORRENTES DE ACIDENTE DE TRABALHO PROPOSTAS POR EMPREGADO CONTRA 
EMPREGADOR, INCLUSIVE AQUELAS QUE AINDA NÃO POSSUÍAM SENTENÇA DE MÉRITO EM PRIMEIRO GRAU 
QUANDO DA PROMULGAÇÃO DA EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 45/04. 
 
A competência estabelecida pela EC 45/04 NÃO alcança os processos já SENTENCIADOS na Justiça Comum (Súmula 
367 STJ). 
 
 
Art. 109 CF. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
I. as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de 
autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça 
Eleitoral e à Justiça do Trabalho; 
SÚMULA 501 STF 
Compete à Justiça ordinária estadual o processo e o julgamento, em ambas as instâncias, das causas de acidente do 
trabalho, ainda que promovidas contra a União, suas autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia 
mista. 
SÚMULA 15 STJ 
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Compete à Justiça Estadual processar e julgar os litígios decorrentes de acidente do trabalho. 
 
VII. as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das 
relações de trabalho; 
Art. 636 CLT. Os recursos devem ser interpostos no prazo de 10 (dez) dias, contados do recebimento da notificação, 
perante autoridade que houver imposto a multa, a qual, depois de os informar encaminhá-los-á à autoridade de 
instância superior. 
§ 1º. O recurso só terá seguimento se o interessado o instruir com a prova do depósito da multa. 
Súmula Vinculante nº 21 STF. É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens 
para admissibilidade de recurso administrativo. 
Súmula nº 424 do TST 
RECURSO ADMINISTRATIVO. PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE. DEPÓSITO PRÉVIO DA MULTA ADMINISTRATIVA. 
NÃO RECEPÇÃO PELA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO § 1º DO ART. 636 DA CLT. Res. 160/2009, DEJT divulgado em 23, 
24 e 25.11.2009 
O § 1º do art. 636 da CLT, que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor da multa cominada em 
razão de autuação administrativa como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo, não foi 
recepcionado pela Constituição Federal de 1988, ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. 5º. 
 
VIII. a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a , e II, e seus acréscimos legais, 
decorrentes das sentenças que proferir; 
Art. 876 § único CLT. Serão executadas ex-officio as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão 
proferida pelos Juízes e Tribunais do Trabalho, resultantes de condenação ou homologação de acordo, inclusive 
sobre os salários pagos durante o período contratual reconhecido. 
Súmula nº 368 do TST 
I. A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A competência da 
Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previdenciárias, limita-se às sentenças condenatórias em 
pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. 
 
A JT tem competência para EXECUTAR apenas as contribuições sociais decorrentes de sentença CONDENATÓRIA em 
pecúnia que proferir ou objeto de ACORDO judicial homologado, o que NÃO inclui as decisões meramente 
DECLARATÓRIAS. 
 
 
SÚMULA VINCULANTE 53 
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A competência da Justiça do Trabalho prevista no art. 114, VIII, da Constituição Federal alcança a execução de ofício 
das contribuições previdenciárias relativas ao objeto da condenação constante das sentenças que proferir e acordos 
por ela homologados. 
IX. outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei.
OUTRAS COMPETÊNCIAS 
Súmula nº 300 do TST 
Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ações ajuizadas por empregados em face de empregadores 
relativas ao cadastramento no Programa de Integração Social (PIS). 
Súmula nº 389 do TST 
I. Inscreve-se na competência material da Justiça do Trabalho a lide entre empregado e empregador tendo por
objeto indenização pelo não-fornecimento das guias do seguro-desemprego.
COMPETÊNCIA TERRITORIAL 
TAMBÉM RECEBE AS DENOMINAÇÕES “EM RAZÃO DO LUGAR” – RATIONE LOCI. 
A REGRA É O LOCAL DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, TRATADA NO ART. 651 DA CLT. 
Art. 651 CLT. A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o 
empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro 
local ou no estrangeiro.“e” AGENTE OU VIAJANTE COMERCIAL: 
1 – REGRA: Competência da vara do trabalho em que a empresa tenha AGÊNCIA ou FILIAL e a esta o “e” esteja 
subordinado. 
2 – Na FALTA de agência ou filial ou se o “e” não estiver subordinado, poderá OPTAR entre ajuizar a ação no seu 
domicílio ou localidade mais próxima. 
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B) “e” BRASILEIRO CONTRATADO PARA TRABALHAR NO ESTRANGEIRO. 
AJUIZARÁ A RT NO BRASIL, SALVO ACORDO INTERNACIONAL EM SENTIDO CONTRÁRIO. ONDE? LOCAL EM QUE A 
EMPRESA TENHA SEDE OU FILIAL NO BRASIL. (divergência). 
QUAL A LEGISLAÇÃO APLICÁVEL? A REGRA DE DIREITO PROCESSUAL A SER APLICADA É A BRASILEIRA. 
QUANTO A REGRA DE DIREITO MATERIAL? 
 
LEI Nº 7.064, DE 6 DE DEZEMBRO DE 1982. 
Dispõe sobre a situação de trabalhadores contratados ou transferidos para prestar serviços no exterior. 
Art. 3º. A empresa responsável pelo contrato de trabalho do empregado transferido assegurar-lhe-á, 
independentemente da observância da legislação do local da execução dos serviços: 
II. a aplicação da legislação brasileira de proteção ao trabalho, naquilo que não for incompatível com o disposto 
nesta Lei, quando mais favorável do que a legislação territorial, no conjunto de normas e em relação a cada matéria. 
 
C) “E” QUE PROMOVE REALIZAÇÃO DE ATIVIDADE FORA DO LUGAR DO CONTRATO (companhias teatrais ou circos). 
“e” PODERÁ PROPOR A AÇÃO ONDE FOI CONTRATADO OU EM UM DOS LOCAIS DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. 
 
CASO A RT SEJA AJUIZADA EM LOCAL DIVERSO DO QUAL OCORREU A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, NA AUDIÊNCIA DE 
INSTRUÇÃO E JULGAMENTO PODE SER APRESENTADA EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA TERRITORIAL. SE ESTA 
EXCEÇÃO NÃO FOR APRESENTADA, A COMPETÊNCIA PRORROGA-SE, POIS, A COMPETÊNCIA TERRITORIAL É 
RELATIVA. 
PARTES E PROCURADORES 
 
As partes no processo são: AUTOR e RÉU. 
►AUTOR é aquele que PEDE a tutela jurisdicional do Estado. 
►RÉU é aquele contra quem é PLEITEADA a respectiva tutela. 
No PT, encontramos denominações específicas para autor e réu, como: 
►RECLAMANTE e RECLAMADO (RT). 
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Na RT ajuizada pelo menor, conforme estabelece o artigo 793 da CLT, será ele REPRESENTADO: 
Por seus REPRESENTANTES LEGAIS; e na falta destes, 
Pela PROCURADORIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO; 
Pelo SINDICATO; 
Pelo MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL; ou 
Pelo CURADOR nomeado em juízo. 
PESSOAS JURÍDICAS – REPRESENTAÇÃO 
PJ de direito PRIVADO serão representadas por representante designado nos estatutos ou por seus diretores. 
Art. 75 CPC/2015. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: 
VIII. a pessoa jurídica, por quem os respectivos atos constitutivos designarem ou, não havendo essa designação, por
seus diretores;
Art. 75 CPC/2015. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: 
... 
IV. a autarquia e a fundação de direito público, por quem a lei do ente federado designar;
OJ 318 SDI I, TST. REPRESENTAÇÃO IRREGULAR. AUTARQUIA (DJ 11.08.2003) 
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Os Estados e os Municípios não têm legitimidade para recorrer em nome das autarquias detentoras de 
personalidade jurídica própria, devendo ser representadas pelos procuradores que fazem parte de seus quadros ou 
por advogados constituídos. 
CAPACIDADE POSTULATÓRIA 
Art. 103 CPC/2015. A parte será representada em juízo por advogado regularmente inscrito na Ordem dos 
Advogados do Brasil. 
Parágrafo único. É lícito à parte postular em causa própria quando tiver habilitação legal. 
Art. 104 CPC/2015. O advogado não será admitido a postular em juízo sem procuração, salvo para evitar preclusão, 
decadência ou prescrição, ou para praticar ato considerado urgente. 
Art. 791 CLT. Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e 
acompanhar as suas reclamações até o final. 
Súmula nº 425 do TST 
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais 
do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de 
competência do Tribunal Superior do Trabalho. 
O jus postulandi se aplica inclusive nos dissídios coletivos. 
Art. 791 § 2º CLT. Nos dissídios coletivos é facultada aos interessados a assistência por advogado. 
REPRESENTAÇÃO POR ADVOGADO 
A representação por advogado depende de um mandato para exercer seus poderes. O mandato é instrumentalizado 
na PROCURAÇÃO. 
Art. 104 CPC/2015. O advogado não será admitido a postular em juízo sem procuração, salvo para evitar preclusão, 
decadência ou prescrição, ou para praticar ato considerado urgente. 
§ 1º. Nas hipóteses previstas no caput, o advogado deverá, independentemente de caução, exibir a procuração no
prazo de 15 (quinze) dias, prorrogável por igual período por despacho do juiz.
§ 2º. O ato não ratificado será considerado ineficaz relativamente àquele em cujo nome foi praticado, respondendo
o advogado pelas despesas e por perdas e danos.
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Art. 791 § 3º CLT. A constituição de procurador com poderes para o foro em geral poderá ser efetivada, mediante 
simples registro em ata de audiência, a requerimento verbal do advogado interessado, com anuência da parte 
representada. 
Súmula nº 383 do TST 
I. É inadmissível recurso firmado por advogado sem procuração juntada aos autos até o momento da sua
interposição, salvo mandato tácito. Em caráter excepcional (art. 104 do CPC de 2015), admite-se que o advogado,
independentemente de intimação, exiba a procuração no prazo de 5 (cinco) dias após a interposição do recurso,
prorrogável por igual período mediante despacho do juiz. Caso não a exiba, considera-se ineficaz o ato praticado e
não se conhece do recurso.
II. Verificada a irregularidade de representação da parte em fase recursal, em procuração ou substabelecimento já
constante dos autos, o relator ou o órgão competente para julgamento do recurso designará prazo de 5 (cinco) dias
para que seja sanado o vício. Descumprida a determinação, o relator não conhecerá do recurso, se a providência
couber ao recorrente, ou determinará o desentranhamento das contrarrazões, se a providência couber ao recorrido
(art. 76, § 2º, do CPC de 2015).
Súmula nº 436 do TST 
I. A União, Estados, Municípios e Distrito Federal, suas autarquias e fundações públicas, quando representadas em
juízo, ativa e passivamente, por seus procuradores, estão dispensadas da juntada de instrumento de mandato e de
comprovação do ato de nomeação.
II. Para os efeitos do item anterior, é essencial que o signatário ao menos declare-se exercente do cargo de
procurador, não bastando a indicação do número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil.
Súmula nº 427 do TST 
Havendo pedido expresso de que as intimações e publicações sejam realizadas exclusivamente em nome de 
determinado advogado, a comunicação em nome de outro profissional constituído nos autos é nula, salvo se 
constatada a inexistência de prejuízo. 
SUBSTABELECIMENTO 
Art. 111 CPC/2015. A parte que revogar o mandato outorgado a seu advogado constituirá, no mesmo ato, outro que 
assuma o patrocínio da causa. 
Art. 112 CPC/2015. O advogado poderá renunciar ao mandato a qualquer tempo, provando, na forma prevista neste 
Código, que comunicou a renúncia ao mandante, a fim de que este nomeie sucessor. 
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OJ 200 SDI-I TST. É inválido o substabelecimento de advogado investido de mandato tácito. 
OJ 349 SDI I TST. MANDATO. JUNTADA DE NOVA PROCURAÇÃO. AUSÊNCIA DE RESSALVA. EFEITOS(DJ 25.04.2007) 
A juntada de nova procuração aos autos, sem ressalva de poderes conferidos ao antigo patrono, implica revogação 
tácita do mandato anterior. 
REPRESENTAÇÃO EM AUDIÊNCIA 
Art. 843 CLT. Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado, independentemente 
do comparecimento de seus representantes salvo, nos casos de Reclamatórias Plúrimas ou Ações de Cumprimento, 
quando os empregados poderão fazer-se representar pelo Sindicato de sua categoria. 
§ 1º. É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que tenha
conhecimento do fato, e cujas declarações obrigarão o proponente.
§ 2º. Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, não for possível ao empregado
comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro empregado que pertença à mesma profissão, ou
pelo seu sindicato.
Súmula nº 377 do TST 
Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico, ou contra micro ou pequeno empresário, o preposto deve 
ser necessariamente empregado do reclamado. Inteligência do art. 843, § 1º, da CLT e do art. 54 da Lei 
Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. 
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► PARTES (regra).
► SINDICATOS (reclamatórias plúrimas).
► SINDICATOS (ações de cumprimento).
►EMPREGADO (“e”) (outro empregado da mesma profissão ou sindicato).
►EMPREGADOR (“E”) (gerente ou preposto).
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS 
O advogado em regra cobra HONORÁRIOS CONTRATUAIS ou VALOR FIXO para ajuizar uma ação. 
Além dos honorários contratuais temos os HONORÁRIO DE SUCUMBÊNCIA. 
No Processo Civil o simples fato de ser VENCIDO faz nascer o dever de pagar honorários a quem for VENCEDOR. 
Art. 85 CPC/2015. A sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor. 
Súmula nº 219 do TST 
I. Na Justiça do Trabalho, a condenação ao pagamento de honorários advocatícios não decorre pura e simplesmente
da sucumbência, devendo a parte, concomitantemente: a) estar assistida por sindicato da categoria profissional; b)
comprovar a percepção de salário inferior ao dobro do salário mínimo ou encontrar-se em situação econômica que
não lhe permita demandar sem prejuízo do próprio sustento ou da respectiva família.
II. É cabível a condenação ao pagamento de honorários advocatícios em ação rescisória no processo trabalhista.
III. São devidos os honorários advocatícios nas causas em que o ente sindical figure como substituto processual e nas
lides que não derivem da relação de emprego.
Súmula nº 329 do TST 
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ART. 133 DA CF/1988 (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 
Mesmo após a promulgação da CF/1988, permanece válido o entendimento consubstanciado na Súmula nº 219 do 
Tribunal Superior do Trabalho. 
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Ação rescisória. 
Sindicato funcionando como SUBSTITUTO processual. 
Lides que derivem de relação de TRABALHO. 
OJ 421 SDI-I TST. 
A condenação em honorários advocatícios nos autos de ação de indenização por danos morais e materiais 
decorrentes de acidente de trabalho ou de doença profissional, remetida à Justiça do Trabalho após ajuizamento na 
Justiça comum, antes da vigência da Emenda Constitucional nº 45/2004, decorre da mera sucumbência, nos termos 
do art. 85 do CPC de 2015 (art. 20 do CPC de 1973), não se sujeitando aos requisitos da Lei nº 5.584/1970. 
JUSTIÇA GRATUITA 
Art. 790 § 3º CLT. É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer 
instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive quanto a traslados e 
instrumentos, àqueles que perceberem salário igual ou inferior ao dobro do mínimo legal, ou declararem, sob as 
penas da lei, que não estão em condições de pagar as custas do processo sem prejuízo do sustento próprio ou de sua 
família. 
OJ 304 SDI I TST. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA. DECLARAÇÃO DE POBREZA. 
COMPROVAÇÃO (DJ 11.08.2003) 
Atendidos os requisitos da Lei nº 5.584/70 (art. 14, § 2º), para a concessão da assistência judiciária, basta a simples 
afirmação do declarante ou de seu advogado, na petição inicial, para se considerar configurada a sua situação 
econômica (art. 4º, § 1º, da Lei nº 7.510/86, que deu nova redação à Lei nº 1.060/50). 
OJ 331 SDI I TST. JUSTIÇA GRATUITA. DECLARAÇÃO DE INSUFICIÊNCIA ECONÔMICA. MANDATO. PODERES 
ESPECÍFICOS DESNECESSÁRIOS (cancelada) - Res. 210/2016, DEJT divulgado em 30.06.2016 e 01 e 04.07.2016 
Desnecessária a outorga de poderes especiais ao patrono da causa para firmar declaração de insuficiência 
econômica, destinada à concessão dos benefícios da justiça gratuita. 
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Art. 105 CPC/2015. A procuração geral para o foro, outorgada por instrumento público ou particular assinado pela 
parte, habilita o advogado a praticar todos os atos do processo, exceto receber citação, confessar, reconhecer a 
procedência do pedido, transigir, desistir, renunciar ao direito sobre o qual se funda a ação, receber, dar quitação, 
firmar compromisso e assinar declaração de hipossuficiência econômica, que devem constar de cláusula específica. 
Art. 99 CPC/2015. O pedido de gratuidade da justiça pode ser formulado na petição inicial, na contestação, na 
petição para ingresso de terceiro no processo ou em recurso. 
§ 3º. Presume-se verdadeira a alegação de insuficiência deduzida exclusivamente por pessoa natural.
OJ 269 SDI I TST. JUSTIÇA GRATUITA. REQUERIMENTO DE ISENÇÃO DE DESPESAS PROCESSUAIS. MOMENTO 
OPORTUNO (inserida em 27.09.2002) 
O benefício da justiça gratuita pode ser requerido em qualquer tempo ou grau de jurisdição, desde que, na fase 
recursal, seja o requerimento formulado no prazo alusivo ao recurso. 
SÚMULA N. 481 – STJ 
Faz jus ao benefício da justiça gratuita a pessoa jurídica com ou sem fins lucrativos que demonstrar sua 
impossibilidade de arcar com os encargos processuais. 
DESPESAS PROCESSUAIS 
Todos os gastos que as partes têm com o processo. 
Despesas é gênero que tem como espécies: 
►CUSTAS
►EMOLUMENTOS
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►HONORÁRIOS DO PERITO
►ADVOGADOS
►ASSISTENTES
... 
CUSTAS tem natureza de TAXA, sendo devidas ao Estado em decorrência da realização de sua atividade jurisdicional. 
EMOLUMENTOS são os serviços que são prestados pela secretaria (cópia, autenticações, certidão...). Ou seja, NÃO 
JURISDICIONAIS. 
O valor das custas é analisado, a depender da FASE DO PROCESSO (conhecimento ou execução). 
Art. 789 CLT. Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de 
competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da 
jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo de conhecimento incidirão à base de 2% (dois por cento), 
observado o mínimo de R$ 10,64 (dez reais e sessenta e quatro centavos) e serão calculadas: 
I. quando houver acordo ou condenação, sobre o respectivo valor;
II. quando houver extinção do processo, sem julgamento do mérito, ou julgado totalmente improcedente o pedido,
sobre o valor da causa;
III. no caso de procedência do pedido formulado em ação declaratória e em ação constitutiva, sobre o valor da
causa;
IV. quando o valor for indeterminado, sobre o que o juiz fixar.
Logo, essa é a ordem: 
►ACORDO
►CONDENAÇÃO
►VALOR DA CAUSA (se não houver acordo ou condenação)
►VALOR QUE O JUIZ DETERMINAR
Art. 789 § 1º CLT. As custas serão pagas pelo vencido, após o trânsito em julgado da decisão. No caso de recurso, as 
custas serão pagas e comprovadoo recolhimento dentro do prazo recursal. 
RELAÇÃO DE TRABALHO 
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Art.3º IN 27/2005. Aplicam-se quanto às custas as disposições da Consolidação das Leis do Trabalho. 
§ 3º. Salvo nas lides decorrentes da relação de emprego, é aplicável o princípio da sucumbência recíproca,
relativamente às custas.
Art. 789 § 2º CLT. Não sendo líquida a condenação, o juízo arbitrar-lhe-á o valor e fixará o montante das custas 
processuais. 
§ 3º. Sempre que houver acordo, se de outra forma não for convencionado, o pagamento das custas caberá em
partes iguais aos litigantes.
§ 4º. Nos dissídios coletivos, as partes vencidas responderão solidariamente pelo pagamento das custas, calculadas
sobre o valor arbitrado na decisão, ou pelo Presidente do Tribunal.
Art. 790 CLT. Nas Varas do Trabalho, nos Juízos de Direito, nos Tribunais e no Tribunal Superior do Trabalho, a forma 
de pagamento das custas e emolumentos obedecerá às instruções que serão expedidas pelo Tribunal Superior do 
Trabalho. 
§ 1º. Tratando-se de empregado que não tenha obtido o benefício da justiça gratuita, ou isenção de custas, o
sindicato que houver intervindo no processo responderá solidariamente pelo pagamento das custas devidas.
No PROCESSO de EXECUÇÃO são DEVIDAS custas, SEMPRE de RESPONSABILIDADE do EXECUTADO e PAGAS AO 
FINAL, de conformidade com a seguinte TABELA (Art. 789-A CLT): 
I. AUTOS de ARREMATAÇÃO, de ADJUDICAÇÃO e de REMIÇÃO: 5% sobre o respectivo VALOR, até o MÁXIMO de R$
1.915,38;
II. ATOS dos OFICIAIS de JUSTIÇA, POR DILIGÊNCIA certificada:
a) em ZONA URBANA: R$ 11,06;
b) em ZONA RURAL: R$ 22,13;
III. AGRAVO de INSTRUMENTO: R$ 44,26;
IV. AGRAVO de PETIÇÃO: R$ 44,26;
V. EMBARGOS à EXECUÇÃO, EMBARGOS de TERCEIRO e EMBARGOS à ARREMATAÇÃO: R$ 44,26;
VI. RECURSO de REVISTA: R$ 55,35;
VII. IMPUGNAÇÃO à SENTENÇA de LIQUIDAÇÃO: R$ 55,35;
VIII. despesa de ARMAZENAGEM em DEPÓSITO JUDICIAL - POR DIA: 0,1% do VALOR da AVALIAÇÃO;
IX. CÁLCULOS de LIQUIDAÇÃO realizados pelo CONTADOR do juízo - sobre o VALOR LIQUIDADO: 0,5% até o LIMITE
de R$ 638,46.
§ 2º. No caso de não-pagamento das custas, far-se-á execução da respectiva importância, segundo o procedimento
estabelecido no Capítulo V deste Título.
Art. 790-A CLT. São isentos do pagamento de custas, além dos beneficiários de justiça gratuita: 
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I. a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e respectivas autarquias e fundações públicas federais,
estaduais ou municipais que não explorem atividade econômica;
II. o Ministério Público do Trabalho.
Parágrafo único. A isenção prevista neste artigo não alcança as entidades fiscalizadoras do exercício profissional, 
nem exime as pessoas jurídicas referidas no inciso I da obrigação de reembolsar as despesas judiciais realizadas pela 
parte vencedora. 
Súmula nº 86 do TST 
Não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de depósito do valor da 
condenação. Esse privilégio, todavia, não se aplica à empresa em liquidação extrajudicial. 
EMOLUMENTOS 
Art. 789-B CLT. Os emolumentos serão suportados pelo Requerente, nos valores fixados na seguinte tabela: 
I. autenticação de traslado de peças mediante cópia reprográfica apresentada pelas partes – por folha: R$ 0,55
(cinquenta e cinco centavos de real);
II. fotocópia de peças – por folha: R$ 0,28 (vinte e oito centavos de real);
III. autenticação de peças – por folha: R$ 0,55 (cinquenta e cinco centavos de real);
IV. cartas de sentença, de adjudicação, de remição e de arrematação – por folha: R$ 0,55 (cinquenta e cinco
centavos de real);
V. certidões – por folha: R$ 5,53 (cinco reais e cinquenta e três centavos).
HONORÁRIOS PERICIAIS 
Art. 790-B CLT. A responsabilidade pelo pagamento dos honorários periciais é da parte sucumbente na pretensão 
objeto da perícia, salvo se beneficiária de justiça gratuita. 
Súmula nº 457 do TST 
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A União é responsável pelo pagamento dos honorários de perito quando a parte sucumbente no objeto da perícia 
for beneficiária da assistência judiciária gratuita, observado o procedimento disposto nos arts. 1º, 2º e 5º da 
Resolução n.º 66/2010 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho – CSJT. 
Súmula nº 341 do TST 
A indicação do perito assistente é faculdade da parte, a qual deve responder pelos respectivos honorários, ainda que 
vencedora no objeto da perícia. 
OJ 98 SDI II TST 
É ilegal a exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais, dada a incompatibilidade com o 
processo do trabalho, sendo cabível o mandado de segurança visando à realização da perícia, independentemente 
do depósito. 
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PROCESSO DO TRABALHO 
APOSTILA 2 
DOS ATOS, TERMOS E PRAZOS PROCESSUAIS 
ATO PROCESSUAL 
Art. 770 CLT. Os atos processuais serão públicos salvo quando o contrário determinar o interesse social, e realizar-se-
ão nos dias úteis das 6 (seis) às 20 (vinte) horas. 
Art. 770 § único CLT. A penhora poderá realizar-se em domingo ou dia feriado, mediante autorização expressa do 
juiz ou presidente. 
Art. 212 § 2° CPC/2015. Independentemente de autorização judicial, as citações, intimações e penhoras poderão 
realizar-se no período de férias forenses, onde as houver, e nos feriados ou dias úteis fora do horário estabelecido 
neste artigo, observado o disposto no art. 5°, inciso XI, da Constituição Federal. 
Art. 781 CLT. As partes poderão requerer certidões dos processos em curso ou arquivados, as quais serão lavradas 
pelos escrivães ou chefe de secretaria. 
Parágrafo único. As certidões dos processos que correrem em segredo de justiça dependerão de despacho do juiz ou 
presidente. 
Art. 780 CLT. Os documentos juntos aos autos poderão ser desentranhados somente depois de findo o processo, 
ficando traslado. 
Art. 778 CLT. Os autos dos processos da Justiça do Trabalho não poderão sair dos cartórios ou secretarias, salvo se 
solicitados por advogado regularmente constituído por qualquer das partes, ou quando tiverem de ser remetidos 
aos órgãos competentes, em caso de recurso ou requisição. 
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TERMO – É a reprodução gráfica de um ato processual. 
Art. 772 CLT. Os atos e termos processuais, que devam ser assinados pelas partes interessadas, quando estas, por 
motivo justificado, não possam fazê-lo, serão firmados a rogo, na presença de 2 (duas) testemunhas, sempre que 
não houver procurador legalmente constituído. 
Art. 773 CLT. Os termos relativos ao movimento dos processos constarão de simples notas, datadas e rubricadas 
pelos chefes de secretaria ou escrivães. 
Art. 771 CLT. Os atos e termos processuais poderão ser escritos a tinta, datilografados ou a carimbo. 
Art. 768 CLT. Terá preferência em todas as fases processuais o dissídio cuja decisão tiver de ser executada perante o 
Juízo da falência. 
PRAZOS PROCESSUAIS 
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►Preclusão TEMPORAL
►Preclusão CONSUMATIVA (impede a REITERAÇÃO de atos já realizados).
►Preclusão LÓGICA (veda a prática de atos INCOMPATÍVEIS com atos já praticados).
Os prazos são estabelecidos por: 
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PRAZOS – temos dois momentos: 
►Data da ciência: ocorre com o dia da intimação ou notificação.
►Início da contagem: é o primeiro dia útil subsequente.REGRA: Exclui a data da ciência e inclui a data do vencimento. 
 Ex: intimado da sentença na 4ª feira (data da ciência). A contagem começa na 5ª feira se for dia útil. 
Art. 774 CLT. Salvo disposição em contrário, os prazos previstos neste Título contam-se, conforme o caso, a partir da 
data em que for feita pessoalmente ou recebida a notificação, daquela em que for publicado o edital no jornal oficial 
ou no que publicar o expediente da Justiça do Trabalho, ou, ainda, daquela em que for afixado o edital na sede da 
Junta, Juízo ou Tribunal. 
Parágrafo único. Tratando-se de notificação postal, no caso de não ser encontrado o destinatário ou no de recusa de 
recebimento, o Correio ficará obrigado, sob pena de responsabilidade do servidor, a devolvê-la, no prazo de 48 
(quarenta e oito) horas, ao Tribunal de origem. 
Art. 775 CLT. Os prazos estabelecidos neste Título contam-se com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do 
vencimento, e são contínuos e irreleváveis, podendo, entretanto, ser prorrogados pelo tempo estritamente 
necessário pelo juiz ou tribunal, ou em virtude de força maior, devidamente comprovada. 
Parágrafo único. Os prazos que se vencerem em sábado, domingo ou feriado, terminarão no primeiro dia útil 
seguinte. 
A data da ciência (início do prazo) deve ser um dia útil. Caso contrário a notificação será considerada como realizada 
no próximo dia útil subsequente. 
SEMPRE a contagem do prazo tem que COMEÇAR e TERMINAR num dia útil. 
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Súmula nº 1 do TST 
Quando a intimação tiver lugar na sexta-feira, ou a publicação com efeito de intimação for feita nesse dia, o prazo 
judicial será contado da segunda-feira imediata, inclusive, salvo se não houver expediente, caso em que fluirá no dia 
útil que se seguir. 
Súmula nº 262 do TST 
I. Intimada ou notificada a parte no sábado, o início do prazo se dará no primeiro dia útil imediato e a contagem, no
subsequente.
Exceção quanto ao início da contagem em dia não útil é o recurso interposto por FAX. 
Nessa hipótese, a parte terá o prazo de 5 dias para juntada dos originais que começa a correr do dia subsequente ao 
término do prazo recursal mesmo que coincida com feriado, sábado ou domingo (Súmula 387 TST). 
Art. 219 CPC/2015. Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, computar-se-ão somente os 
dias úteis. 
Art. 2° IN 39/2016. Sem prejuízo de outros, não se aplicam ao Processo do Trabalho, em razão de inexistência de 
omissão ou por incompatibilidade, os seguintes preceitos do Código de Processo Civil: 
III. art. 219 (contagem de prazos em dias úteis);]
Art. 775 CLT. Os prazos estabelecidos neste Título contam-se com exclusão do dia do começo e inclusão do dia do 
vencimento, e são contínuos e irreleváveis, podendo, entretanto, ser prorrogados pelo tempo estritamente 
necessário pelo juiz ou tribunal, ou em virtude de força maior, devidamente comprovada. 
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Parágrafo único. Os prazos que se vencerem em sábado, domingo ou feriado, terminarão no primeiro dia útil 
seguinte. 
INTERRUPÇÃO E SUSPENSÃO 
Súmula 262 II TST. 
O recesso forense e as férias coletivas dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho suspendem os prazos 
recursais. 
Art. 220 CPC/2015. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de dezembro e 20 de 
janeiro, inclusive. 
Art. 62 Lei 5.010/66. Além dos fixados em lei, serão feriados na Justiça Federal, inclusive nos Tribunais Superiores: 
I - os dias compreendidos entre 20 de dezembro e 6 de janeiro, inclusive; 
Art. 852 CLT. Da decisão serão os litigantes notificados, pessoalmente, ou por seu representante, na própria 
audiência. No caso de revelia, a notificação far-se-á pela forma estabelecida no § 1º do art. 841. 
Súmula nº 197 do TST 
PRAZO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 
O prazo para recurso da parte que, intimada, não comparecer à audiência em prosseguimento para a prolação da 
sentença conta-se de sua publicação. 
Súmula nº 30 do TST 
INTIMAÇÃO DA SENTENÇA (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 
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Quando não juntada a ata ao processo em 48 horas, contadas da audiência de julgamento (art. 851, § 2º, da CLT), o 
prazo para recurso será contado da data em que a parte receber a intimação da sentença. 
 
Art. 229 CPC/2015. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia distintos, 
terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, 
independentemente de requerimento. 
§ 2°. Não se aplica o disposto no caput aos processos em autos eletrônicos. 
 
OJ 310 SDI I TST. LITISCONSORTES. PROCURADORES DISTINTOS. PRAZO EM DOBRO. ART. 229, CAPUT E §§ 1º E 2º, 
DO CPC DE 2015. ART. 191 DO CPC DE 1973. INAPLICÁVEL AO PROCESSO DO TRABALHO (atualizada em decorrência 
do CPC de 2015) – Res. 208/2016, DEJT divulgado em 22, 25 e 26.04.2016 
Inaplicável ao processo do trabalho a norma contida no art. 229, caput e §§ 1º e 2º, do CPC de 2015 (art. 191 do CPC 
de 1973), em razão de incompatibilidade com a celeridade que lhe é inerente. 
Art. 188 CPC/1973. Computar-se-á em quádruplo o prazo para contestar e em dobro para recorrer quando a parte 
for a Fazenda Pública ou o Ministério Público. 
 
Art. 180 CPC/2015. O Ministério Público gozará de prazo em dobro para manifestar-se nos autos, que terá início a 
partir de sua intimação pessoal, nos termos do art. 183, § 1°. 
Art. 183 CPC/2015. A União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações 
de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais, cuja contagem terá 
início a partir da intimação pessoal. 
 
Art. 1º Dec. Lei 779/69. Nos processos perante a Justiça do Trabalho, constituem privilégio da União, dos Estados, do 
Distrito Federal, dos Municípios e das autarquias ou fundações de direito público federais, estaduais ou municipais 
que não explorem atividade econômica: 
II. o quádruplo do prazo fixado no artigo 841, "in fine", da Consolidação das Leis do Trabalho; 
III. o prazo em dobro para recurso; 
 
Art. 186 CPC/2015. A Defensoria Pública gozará de prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais. 
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NÃO se aplica o benefício da contagem em DOBRO quando a lei estabelecer de forma expressa, PRAZO PRÓPRIO 
para o ente público, MP ou DP (arts. 180, 183 § 2° e 186 § 4° CPC). 
Art. 12 Dec. Lei 509/1969. A ECT gozará de isenção de direitos de importação de materiais e equipamentos 
destinados aos seus serviços, dos privilégios concedidos à Fazenda Pública, quer em relação a imunidade tributária, 
direta ou indireta, impenhorabilidade de seus bens, rendas e serviços, quer no concernente a foro, prazos e custas 
processuais. 
PROCEDIMENTOS TRABALHISTAS 
É a forma como o processo do trabalho se desenvolve. É aplicação de fato do processo. 
O PT apresenta 3 procedimentos ou ritos trabalhistas: 
1 – Procedimento ORDINÁRIO 
2 – Procedimento SUMÁRIO 
3- Procedimento SUMARÍSSIMO
PROCEDIMENTO SUMÁRIO 
Também conhecido como DISSÍDIO DE ALÇADA, está previsto na Lei 5.584/70. 
Tem cabimento nas causas que não excedam a 2 salários-mínimos vigentes na data do ajuizamento da reclamação. 
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A tese MAJORITÁRIA é pela manutenção do procedimento SUMÁRIO, uma vez que Lei 9.957/00 NÃO revogou a Lei 
5.584/70, mantendo-se no PT os 3 ritos ou procedimentos:ORDINÁRIO 
SUMÁRIO 
SUMARÍSISMO 
Art. 2º § 4º Lei 5.584/1970. Salvo se versarem sobre matéria constitucional, nenhum recurso caberá das sentenças 
proferidas nos dissídios da alçada a que se refere o parágrafo anterior, considerado, para esse fim, o valor do salário 
mínimo à data do ajuizamento da ação. 
PROCEDIMENTO SUMARÍSSIMO 
Decorre do advento da Lei 9.957/00, que incluiu os artigos 852-A a 852-I na CLT. 
Art. 852-A CLT. Os dissídios individuais cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data do 
ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao procedimento sumaríssimo. 
CUIDADO! Na hipótese de reclamatória plúrima (LITISCONSÓRCIO), o procedimento é aplicável quando seu valor não 
exceder 40 salários-mínimos. 
Parágrafo único. Estão excluídas do procedimento sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração 
Pública direta, autárquica e fundacional. 
EMPRESAS PÚBLICAS e as SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA 
Art. 852-B CLT. Nas reclamações enquadradas no procedimento sumaríssimo: 
I. o pedido deverá ser certo ou determinado e indicará o valor correspondente;
II. não se fará citação por edital, incumbindo ao autor a correta indicação do nome e endereço do reclamado;
Além dos requisitos do art. 840 da CLT, a PETIÇÃO INICIAL no PS traz + 2. 
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Cumpre destacar que a NÃO observância de qualquer dos requisitos mencionados trará duas importantes 
consequências processuais. 
a) ARQUIVAMENTO da RT (extinção do processo sem resolução do mérito).
b) CONDENAÇÃO do “r” ao pagamento de CUSTAS sobre o valor da causa.
III. a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo máximo de quinze dias do seu ajuizamento, podendo
constar de pauta especial, se necessário, de acordo com o movimento judiciário da Junta de Conciliação e
Julgamento.
SALVO... 
ART. 852-H §7º CLT Interrompida a audiência, o seu prosseguimento e a solução do processo dar-se-ão no prazo 
máximo de trinta dias, salvo motivo relevante justificado nos autos pelo juiz da causa. 
Art. 852-B § 2º CLT. As partes e advogados comunicarão ao juízo as mudanças de endereço ocorridas no curso do 
processo, reputando-se eficazes as intimações enviadas ao local anteriormente indicado, na ausência de 
comunicação. 
Art. 852-C CLT. As demandas sujeitas a rito sumaríssimo serão instruídas e julgadas em audiência única, sob a 
direção de juiz presidente ou substituto, que poderá ser convocado para atuar simultaneamente com o titular. 
Art. 852-D CLT. O juiz dirigirá o processo com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, considerado 
o ônus probatório de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar excessivas, impertinentes ou
protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor às regras de experiência comum ou técnica.
Art. 852-E CLT. Aberta a sessão, o juiz esclarecerá as partes presentes sobre as vantagens da conciliação e usará os 
meios adequados de persuasão para a solução conciliatória do litígio, em qualquer fase da audiência. 
Art. 852-F CLT. Na ata de audiência serão registrados resumidamente os atos essenciais, as afirmações fundamentais 
das partes e as informações úteis à solução da causa trazidas pela prova testemunhal. 
Art. 852-G CLT. Serão decididos, de plano, todos os incidentes e exceções que possam interferir no prosseguimento 
da audiência e do processo. As demais questões serão decididas na sentença. 
Logo, as questões que NÃO vão interferir no andamento do processo, só serão analisadas na SENTENÇA. 
TODAS as PROVAS serão produzidas na AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO, ainda que não requeridas 
previamente; 
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Na seara da prova DOCUMENTAL, sobre os documentos apresentados por uma das partes, manifestar-se-á 
IMEDIATAMENTE a parte contrária, sem INTERRUPÇÃO da audiência, salvo absoluta impossibilidade por uma das 
partes de um número excessivo de laudas, o que torna inviável a analise na audiência, a CRITÉRIO do juiz. 
No que atinge a prova TESTEMUNHAL, cada parte tem o número máximo de 2 testemunhas, que comparecerão à 
audiência independentemente de intimação. 
SOMENTE será deferida intimação da testemunha que, comprovadamente CONVIDADA, deixar de comparecer. 
Desta forma, não comparecendo a testemunha intimada, o juiz poderá determinar sua imediata CONDUÇÃO 
COERCITIVA. 
Em relação a prova PERICIAL, somente quando a prova do fato exigir (ex: arguição de documento falso), ou for 
legalmente imposta (pedido de insalubridade ou periculosidade), será deferida prova TÉCNICA, incumbindo ao juiz, 
desde logo, fixar o prazo, o objeto da perícia e nomear perito. 
As partes serão INTIMADAS a manifestar-se sobre o laudo, no prazo comum de 5 dias. 
INTERRUPÇÃO DA AUDIÊNCIA 
Interrompida a audiência, a REGRA é que a solução do processo ocorra no prazo de 30 dias. 
Situações que autorizam a interrupção: 
a) Para que a parte se manifeste sobre os DOCUMENTOS;
b) para intimação de TESTEMUNHA;
c) quando houver PERÍCIA
Quanto a SENTENÇA, ela mencionará os elementos de convicção do juízo com resumo dos fatos relevantes ocorridos 
em audiência, sendo DISPENSADO o relatório. 
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RECLAMAÇÃO TRABALHISTA 
PETIÇÃO INICIAL 
É o ato praticado pelo autor de rompimento da inércia do Poder Judiciário, na qual pleiteia a tutela jurisdicional do 
seu direito com a entrega do bem da vida, trazendo os motivos fáticos e jurídicos que embasam essa pretensão e 
indicando em face de quem a atuação estatal é pretendida. 
A petição inicial trabalhista recebe o nome de RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. 
Na inicial, o autor é denominado RECLAMANTE e o réu RECLAMADO. 
A RT pode ser ajuizada, pessoalmente pelas PARTES, ou por seus REPRESENTANTES e, pelos SINDICATOS. 
Art. 840 CLT. A reclamação poderá ser escrita ou verbal. 
§ 1º Sendo escrita, a reclamação deverá conter a designação do Presidente da Junta, ou do juiz de direito a quem for
dirigida, a qualificação do reclamante e do reclamado, uma breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio, o
pedido, a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante.
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Não é requisito da RT: 
►Fundamentos legais;
►Pedido de citação;
►Pedido de produção de provas;
►Valor da causa.
OBS 1: 
Art. 841, § 2º CLT. O reclamante será notificado no ato da apresentação da reclamação ou na forma do parágrafo 
anterior. 
OBS 2: 
Art. 845 CLT. O reclamante e o reclamado comparecerão à audiência acompanhados das suas testemunhas, 
apresentando, nessa ocasião, as demais provas. 
OBS 3: 
Art. 334 CPC. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não for o caso de improcedência liminar do 
pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência mínima de 30 (trinta) dias, 
devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) dias de antecedência. 
OBS 4: 
Art. 841 CLT. Recebida e protocolada a reclamação, o escrivão ou secretário, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, 
remeterá a segunda via da petição, ou do termo, ao reclamado, notificando-o ao mesmo tempo, para comparecer à 
audiência do julgamento, que será a primeira desimpedida, depois de 5 (cinco) dias. 
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Art. 3° IN 39/2016. Sem prejuízo de outros, aplicam-se ao Processo do Trabalho, em face de omissão e 
compatibilidade, os preceitos do Código de Processo Civil que regulam os seguintes temas: 
... 
IV - art. 292, V (valor pretendido na ação indenizatória, inclusive a fundada em danomoral); 
 
Art. 292 CPC/2015. O valor da causa constará da petição inicial ou da reconvenção e será: 
... 
V. na ação indenizatória, inclusive a fundada em dano moral, o valor pretendido; 
 
Art. 840 § 2º CLT. Se verbal, a reclamação será reduzida a termo, em 2 (duas) vias datadas e assinadas pelo escrivão 
ou chefe de secretaria, observado, no que couber, o disposto no parágrafo anterior. 
 
RECLAMAÇÃO VERBAL 
Art. 786 CLT. A reclamação verbal será distribuída antes de sua redução a termo. 
Parágrafo único. Distribuída a reclamação verbal, o reclamante deverá, salvo motivo de força maior, apresentar-se 
no prazo de 5 (cinco) dias, ao cartório ou à secretaria, para reduzi-la a termo, sob a pena estabelecida no Art. 731. 
 
Art. 731 CLT. Aquele que, tendo apresentado ao distribuidor reclamação verbal, não se apresentar, no prazo 
estabelecido no parágrafo único do Art. 786, à Junta ou Juízo para fazê-lo tomar por termo, incorrerá na pena de 
perda, pelo prazo de 6 (seis) meses, do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho. 
 
Art. 732 CLT. Na mesma pena do artigo anterior incorrerá o reclamante que, por 2 (duas) vezes seguidas, der causa 
ao arquivamento de que trata o art. 844. 
 
Portanto, temos 2 espécies de perempção trabalhista: 
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A) quando o “r” ajuizar RT verbal, e não comparecer na Secretaria da vara do trabalho para reduzi-la a termo, no
prazo de 5 dias;
B) quando o “r” der causa a 2 arquivamentos seguidos pelo não comparecimento em audiência.
AUDIÊNCIAS 
Audiência trabalhista é ato SOLENE e FORMAL caracterizado pelo comparecimento das partes, dos advogados e dos 
auxiliares do juízo. 
São realizados diversos atos processuais, como as tentativas obrigatórias de CONCILIAÇÃO, o INTERROGATÓRIO e o 
DEPOIMENTO PESSOAL das partes, a oitiva de TESTEMUNHAS e de PERITOS e, ao final, é prolatada a DECISÃO. 
Art. 813 CLT. As audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho serão públicas e realizar-se-ão na sede do Juízo ou 
Tribunal em dias úteis previamente fixados entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas, não podendo ultrapassar 5 (cinco) 
horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente. 
§ 1º. Em casos especiais, poderá ser designado outro local para a realização das audiências, mediante edital afixado
na sede do Juízo ou Tribunal, com a antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas.
§ 2º. Sempre que for necessário, poderão ser convocadas audiências extraordinárias, observado o prazo do
parágrafo anterior.
1 – Publicidade 
2 – Local (sede do juízo – regra). 
3 – Dias úteis 
4 – Horário – 8h às 18h 
5 – Duração – até 5 horas seguidas, salvo...matéria URGENTE. 
As sessões nos TRIBUNAIS ocorrerão das 14h às 17h, podendo ser prorrogadas pelo presidente em caso de manifesta 
necessidade. 
Art. 814 CLT. Às audiências deverão estar presentes, comparecendo com a necessária antecedência, os escrivães ou 
chefes de secretaria. 
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Art. 815 CLT. À hora marcada, o juiz ou presidente declarará aberta a audiência, sendo feita pelo chefe de secretaria 
ou escrivão a chamada das partes, testemunhas e demais pessoas que devam comparecer. 
Parágrafo único. Se, até 15 (quinze) minutos após a hora marcada, o juiz ou presidente não houver comparecido, os 
presentes poderão retirar-se, devendo o ocorrido constar do livro de registro das audiências. 
OJ 245 SDI-I TST 
Inexiste previsão legal tolerando atraso no horário de comparecimento da parte na audiência. 
FRACIONAMENTO DA AUDIÊNCIA 
O legislador idealizou que toda audiência fosse UNA (única) e CONTÍNUA. É a aplicação do PRINCÍPIO DA 
CONCENTRAÇÃO. 
Art. 849 CLT. A audiência de julgamento será contínua; mas, se não for possível, por motivo de força maior, concluí-
la no mesmo dia, o juiz ou presidente marcará a sua continuação para a primeira desimpedida, independentemente 
de nova notificação. 
Art. 843 CLT. Na audiência de julgamento deverão estar presentes o reclamante e o reclamado, independente do 
comparecimento de seus representantes, salvo nos casos de Reclamatórias Plúrimas ou Ações de cumprimento, 
quando os empregados poderão fazer-se representar pelo Sindicato de sua categoria. 
REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL 
A representação processual do “E” está prevista no §1º do art. 843 CLT: 
É facultado ao empregador fazer-se substituir pelo gerente, ou qualquer outro preposto que tenha conhecimento do 
fato, e cujas declarações obrigarão o proponente. 
A CLT exige que o preposto tenha CONHECIMENTO DOS FATOS. Com efeito, não é necessário que ele tenha 
presenciado os fatos, podendo ter acesso a eles por informações de terceiros. Vale ressaltar que, se o preposto 
desconhecer os fatos, haverá a CONFISSÃO. 
Preposto deve ser empregado? 
Súmula nº 377 do TST 
Exceto quanto à reclamação de empregado doméstico, ou contra micro ou pequeno empresário, o preposto deve 
ser necessariamente empregado do reclamado. 
A representação processual do “e” está prevista no artigo 843, §2º: 
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Se por doença ou qualquer outro motivo poderoso, devidamente comprovado, não for possível ao empregado 
comparecer pessoalmente, poderá fazer-se representar por outro empregado que pertença à mesma profissão, ou 
pelo seu sindicato. 
AUSÊNCIA DAS PARTES 
A ausência do “r” acarreta o ARQUIVAMENTO da RT (extinção do processo sem resolução do mérito). 
A ausência do “R” acarreta a REVELIA além da CONFISSÃO quanto a matéria de FATO. 
Art. 844 CLT. O não-comparecimento do reclamante à audiência importa o arquivamento da reclamação, e o não-
comparecimento do reclamado importa revelia, além de confissão quanto à matéria de fato. 
As consequências mencionadas pelo não comparecimento das partes é a mesma em TODAS as audiências? 
Súmula nº 9 do TST 
A ausência do reclamante, quando adiada a instrução após contestada a ação em audiência, não importa 
arquivamento do processo. 
Súmula nº 74 do TST 
I. Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, não comparecer à audiência
em prosseguimento, na qual deveria depor.
II. A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta (art. 400, I, CPC),
não implicando cerceamento de defesa o indeferimento de provas posteriores.
Súmula nº 122 do TST 
A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, ainda que presente seu advogado 
munido de procuração, podendo ser ilidida a revelia mediante a apresentação de atestado médico, que deverá 
declarar, expressamente, a impossibilidade de locomoção do empregador ou do seu preposto no dia da audiência. 
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OJ 152 SDI I TST. Pessoa jurídica de direito público sujeita-se à revelia prevista no artigo 844 da CLT. 
A ausência do “r” e do “R” na audiência de JULGAMENTO, quando é proferida a SENTENÇA, apenas tem o condão de 
iniciar o prazo recursal independentemente da presença das partes. 
Súmula nº 197 do TST 
PRAZO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 
O prazo para recurso da parte que, intimada, não comparecer à audiência em prosseguimento para a prolação da 
sentença conta-se de sua publicação. 
Art. 851 CLT. Os trâmites de instrução e julgamento da reclamação serão resumidos em ata, de que contará, na 
íntegra, a decisão. 
§ 2º. A ata será, pelo presidente ou juiz, junta ao processo, devidamente assinada, no prazo improrrogável de 48
(quarenta e oito) horas, contado da audiência de julgamento, e assinada pelos Juízes classistas presentes à mesma
audiência.
Súmula nº 30 do TST 
Quando não juntada a ata ao processo

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