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Processo do Trabalho – Prof. Natacha Slusarenko 2 · Recurso Ordinário · Embargos de Declaração · Agravo de Instrumento · Agravo Interno · Recurso Ordinário Adesivo · Contrarrazões de Recurso Ordinário PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO VARA DO TRABALHO DE ___ PROCESSO Nº: 0000000-00.0000.5.00.0000 RECLAMANTE: CARLOS HENRIQUE DA SILVA RECLAMADA: TRANSPORTADORA ROTA SUL LTDA. SENTENÇA I - RELATÓRIO CARLOS HENRIQUE DA SILVA ajuizou reclamação trabalhista em face de TRANSPORTADORA ROTA SUL LTDA., postulando, em síntese, pagamento de horas extras e intervalo intrajornada não usufruído, adicional de insalubridade e de periculosidade, adicional por acúmulo de função, diferenças de adicional noturno, reversão da justa causa aplicada, indenização por danos morais e honorários advocatícios. Em audiência inicial, a reclamada apresentou defesa escrita e documentos. Determinada a realização de perícia técnica. Laudo pericial juntado aos autos, com regular vista às partes. Em audiência de instrução, foi colhido o depoimento pessoal do reclamante e inquiridas testemunhas. Encerrada a instrução processual. Razões finais remissivas apresentadas. É o relatório. II – FUNDAMENTAÇÃO PRELIMINAR DE INÉPCIA DA INICIAL A reclamada arguiu preliminar de inépcia da petição inicial, sustentando que os pedidos formulados pelo reclamante seriam genéricos e desacompanhados de fundamentação fática suficiente, o que dificultaria o exercício do contraditório e da ampla defesa. Não assiste razão à reclamada. Nos termos do art. 840, §1º, da CLT, basta que a petição inicial contenha breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio e o pedido correspondente, não se exigindo o rigor formal próprio do processo civil. No caso dos autos, verifica-se que o reclamante descreveu de forma suficiente os fatos e delimitou adequadamente seus pedidos, possibilitando à reclamada a apresentação de defesa, tanto que o fez de forma ampla e detalhada. Rejeito, portanto, a preliminar de inépcia da petição inicial. MÉRITO REVERSÃO DA JUSTA CAUSA A justa causa constitui a penalidade máxima aplicável ao empregado e deve ser comprovada de forma cabal pelo empregador, nos termos do art. 818 da CLT e art. 373, I, do CPC. No caso, a reclamada sustenta que o reclamante foi dispensado por mau procedimento e ato de indisciplina, em razão da condução de veículo sem habilitação e sem autorização, ocasionando acidente de trânsito. Da análise da prova oral e documental, verifica-se que o reclamante realizava manobras de veículos com ciência e tolerância da reclamada, não tendo sido demonstrada a aplicação de penalidades gradativas anteriormente ao rompimento contratual. Considerando a ausência de proporcionalidade e a corresponsabilidade da empregadora, reputo não comprovada falta grave apta a justificar a rescisão motivada. Acolho, portanto, o pedido de reversão da justa causa, reconhecendo a dispensa imotivada. ACÚMULO DE FUNÇÃO O Reclamante alegou que foi contratado para exercer a função de auxiliar de pátio, mas que, no curso do contrato de trabalho, passou a desempenhar, de forma habitual, também atividades típicas de motorista, tais como a condução de veículos da frota da reclamada dentro das dependências da empresa e entre unidades operacionais, bem como atividades de abastecimento e lavagem de veículos, sem a correspondente contraprestação salarial. A reclamada negou a ocorrência de acúmulo de função, sustentando que as atividades desempenhadas pelo reclamante eram compatíveis com a função originalmente contratada. Da análise do conjunto probatório, especialmente da prova oral produzida, restou comprovado que o reclamante desempenhava, de forma habitual e concomitante, atividades diversas daquelas para as quais foi originalmente contratado, não se tratando de meras tarefas acessórias. Diante disso, reconheço a ocorrência de acúmulo de função e, visando restabelecer o equilíbrio contratual, fixo adicional de 15% sobre o salário-base do reclamante, com os reflexos legais. ADICIONAL DE PERICULOSIDADE O laudo pericial concluiu que o reclamante laborava em contato habitual com agentes perigosos, fazendo jus ao adicional de periculosidade. Acolho a conclusão pericial e condeno a reclamada ao pagamento do adicional de periculosidade, observado o período não quitado. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE E CUMULAÇÃO O Reclamante pleiteou o pagamento de adicional de insalubridade, ao argumento de que, no exercício de suas atividades, mantinha contato habitual com agentes insalubres, especialmente durante a realização de tarefas de lavagem e lubrificação de veículos, com exposição a produtos químicos e umidade. A matéria demandou a realização de perícia técnica, a fim de se aferir as reais condições do ambiente de trabalho. O laudo pericial concluiu que o Reclamante exercia, de fato, suas atividades em condições insalubres, enquadrando a exposição aos agentes nocivos nos parâmetros previstos nas normas regulamentadoras expedidas pelo Ministério do Trabalho, conforme detalhado no referido laudo técnico. Diante das conclusões periciais, que acolho como razão de decidir, reconheço o labor em condições insalubres, fazendo jus o reclamante ao pagamento mensal do respectivo adicional, com os reflexos legais. No mais, entendo possível a cumulação dos adicionais de insalubridade e periculosidade, à luz do art. 7º, XXIII, da Constituição Federal e das Convenções nº 148 e 155 da OIT, afastando a aplicação do art. 193, §2º, da CLT. JORNADA DE TRABALHO – HORAS EXTRAS E INTERVALO INTRAJORNADA Embora a reclamada tenha juntado cartões de ponto, restou comprovada a prestação habitual de horas extras, bem como a supressão parcial do intervalo intrajornada. Condeno a reclamada ao pagamento das diferenças de horas extras excedentes à 8ª diária e 44ª semanal, bem como ao pagamento de uma hora extra diária pela supressão do intervalo intrajornada, com reflexos. ADICIONAL NOTURNO - PRORROGAÇÃO DA JORNADA Verificada a prestação de labor em período noturno e sua prorrogação após as 5h, reconheço o direito ao adicional noturno e à redução ficta da hora noturna, nos termos da Súmula 60, II, do TST. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS O reclamante pleiteou indenização por danos morais, alegando ter sido submetido a tratamento vexatório por superior hierárquico, bem como a jornada excessiva de trabalho, apta a causar abalo à sua esfera extrapatrimonial. Todavia, da análise do conjunto probatório, não restou comprovada a prática de conduta vexatória, humilhante ou constrangedora, tampouco ficou demonstrado que a jornada de trabalho a que se submetia o reclamante extrapolasse os limites legais de forma abusiva e reiterada, a ponto de configurar jornada exaustiva apta a ensejar lesão aos direitos da personalidade. Diante da ausência de prova suficiente de ofensa à honra, à dignidade ou à integridade psíquica do reclamante, julgo improcedente o pedido de indenização por danos morais. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS – RESSARCIMENTO Considerando o princípio da restituição integral (arts. 389 e 404 do Código Civil), e não se tratando de honorários de sucumbência, condeno a reclamada ao ressarcimento dos honorários contratuais comprovadamente pagos pelo reclamante, observado o limite de 30% do valor da condenação. III - DISPOSITIVO Ante o exposto, julgo PARCIALMENTE PROCEDENTES os pedidos formulados por CARLOS HENRIQUE DA SILVA em face de TRANSPORTADORA ROTA SUL LTDA., para: 1. Reverter a justa causa, reconhecendo a dispensa imotivada; 2. Condenar a reclamada ao pagamento das verbas rescisórias correspondentes; 3. Condenar ao pagamento de: · adicional por acúmulo de função (15%); · adicional de periculosidade; · adicional de insalubridade em grau máximo, de forma cumulada; · horas extras, intervalo intrajornada e adicional noturno, com reflexos; · ressarcimento de honorários advocatícios contratuais; 4. Julgar improcedente o pedido de indenização por danos morais. Tudo conforme fundamentação, que integra este dispositivo. Arbitro provisoriamente o valor da condenação em R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais),valor meramente estimativo, para fins de cálculo das custas processuais, a ser oportunamente apurado em liquidação de sentença Custas pela Reclamada, calculadas sobre o valor da condenação, nos termos do artigo 789 da CLT. Intimem-se. FICHAMENTO DOS RECURSOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Recurso / Medida Embargos de Declaração Fundamento Art. 897-A da CLT + art. 1.022 do CPC (subsidiário) Natureza Admitido como recurso no Processo do Trabalho (porém, há divergência na doutrina) Finalidade Esclarecer omissão, contradição, obscuridade ou erro material Onde opor Para o mesmo juízo que proferiu a decisão Prazo de interposição 5 dias (úteis) Efeito sobre outros prazos Interrupção Tem custas / depósito recursal? Não Pode ter efeito modificativo Sim, casos em que se exige o contraditório - 897 A CLT / Súmula 278 TST ED com caráter protelatório Pode gerar multa – 897 A § 2º da CLT e 1026 §§ 2º e 3º CLT QUESTÃO Marina Madalena ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa Alfa Serviços Gerais Ltda., pleiteando, dentre outros pedidos, o pagamento de adicional de insalubridade de 40%. Em 02 de fevereiro de 2016, o Juízo da Vara do Trabalho proferiu sentença, julgando parcialmente procedentes os pedidos formulados pela Reclamante. No entanto, a sentença reconheceu o direito ao adicional de insalubridade, mas não se manifestou de forma expressa acerca do percentual devido, limitando-se a deferir a parcela. Verificando a omissão, a Reclamada decidiu opor Embargos de Declaração, o que fez em 07 de fevereiro de 2016, em observância ao prazo legal de 5 dias úteis. Assim, o juízo, proferiu nova decisão em 20 de fevereiro de 2016, sanando a omissão apontada. Com base na situação apresentada, responda: 1. Qual é o prazo que a parte terá para interpor o Recurso Ordinário? Justifique e Fundamente: 2. Considerando que a nova decisão possa apresentar efeito modificativo, é obrigatório notificar a parte contrária para se manifestar? Justifique e Fundamente QUESTÃO João Pedro ajuizou Reclamação Trabalhista em face da empresa Beta Logística Ltda., pleiteando verbas rescisórias e horas extras. Proferida sentença de parcial procedência, a Reclamada opôs Embargos de Declaração, alegando, em síntese, que o Juízo teria valorado incorretamente a prova testemunhal e fixado equivocadamente o valor da condenação. O Juízo rejeitou os embargos, consignando que não havia omissão, contradição, obscuridade ou erro material, mas mera tentativa de rediscussão do mérito da decisão. Ainda assim, a reclamada opôs novos Embargos de Declaração, reiterando os mesmos argumentos anteriormente apresentados, sem apontar qualquer vício no julgado. Diante desse cenário, o Juízo declarou os embargos manifestamente protelatórios. Com base na situação narrada, responda: a) A conduta da reclamada autoriza a aplicação de multa por embargos de declaração protelatórios? b) Qual o percentual máximo da multa que pode ser aplicada nessa hipótese, à luz da CLT? c) É possível o aumento da multa em caso de reiteração? Em caso positivo, até qual percentual e com qual consequência processual? RECURSO ORDINÁRIO Recurso Recurso Ordinário Fundamento Art. 895, I e II da CLT Natureza Recurso Finalidade Modificação da Sentença pela instância superior Onde opor Para o mesmo juízo que proferiu a decisão “Juízo a quo” para que este analise os pressupostos de admissibilidade. Prazo de interposição 8 dias úteis Para onde o recurso é remetido? Para o TRT – Passa pelo Relator, que faz a 2ª análise dos pressupostos de admissibilidade, e, depois segue para a Turma do TRT Tem custas / depósito recursal? Sim (a depender de quem recorre e da situação) Efeito Devolutivo (regra geral), mas admite efeito suspensivo excepcionalmente. Matérias que podem ser discutidas Reanálise de Provas e Matérias de Direito Texto Base para Recurso Ordinário João Carlos ajuizou Reclamação trabalhista em face da empresa Delta Serviços Ltda., postulando, dentre outros pedidos, o pagamento de aviso prévio indenizado. Consta dos autos que o próprio Reclamante formalizou pedido de demissão, o qual foi devidamente homologado, fato incontroverso entre as partes. Ainda assim, o Juízo da Vara do Trabalho julgou procedente o pedido de aviso prévio indenizado, condenando a Reclamada ao pagamento da referida parcela. Arbitrou-se à condenação o valor estimado de R$ 12.000,00 (doze mil reais). Você, como advogado da Reclamada, adote a medida cabível: Quem vai recorrer? ___________________________________________________________ O RO será interposto onde? ___________________________________________________ Em qual prazo deverá ser interposto o RO? _____________________________________ O que a parte pretende comprovar no juízo “a quo”? __________________________ Para onde a parte pede para remeter o Recurso? ______________________________ Quando chega no TRT, vai primeiro para quem? ________________________________ Se o relator conferir e estiver tudo certinho, acontece o quê?______________________ A empresa precisa recolher custas? _____________________________________________ A empresa precisa recolher depósito recursal? __________________________________ TRT (TURMAS) RELATOR RT.........................................SENTENÇAAVISO PRÉVIO PROCEDENTE Texto Base para Recurso Ordinário II Ana Paula dos Santos ajuizou reclamação trabalhista em face de Vila Nova Serviços Ltda., alegando que trabalhou como auxiliar operacional, realizando jornadas além do horário contratual, sem o devido pagamento das horas extras. A reclamante atribuiu à causa o valor de R$ 20.000,00. Regularmente notificada, a reclamada apresentou defesa escrita e produziu prova oral em audiência, trazendo duas testemunhas. Em audiência de instrução, o Juízo também ouviu duas testemunhas indicadas por Ana Paula, as quais confirmaram integralmente as alegações formuladas na petição inicial. Apesar da prova oral favorável à reclamante, o Juízo entendeu que os documentos juntados pela empresa prevaleciam sobre a prova testemunhal, razão pela qual julgou a ação TOTALMENTE IMPROCEDENTE. A sentença foi proferida em 02 de fevereiro de 2026. Inconformada com a decisão, Ana Paula dos Santos pretende interpor o recurso cabível. Quem vai recorrer? ___________________________________________________________ O RO será interposto onde? ___________________________________________________ Em qual prazo deverá ser interposto o RO? _____________________________________ O que a parte pretende comprovar no juízo “a quo”? __________________________ Para onde a parte pede para remeter o Recurso? ______________________________ Quando chega no TRT, vai primeiro para quem? ________________________________ Se o relator conferir e estiver tudo certinho, acontece o que?______________________ A Reclamante precisa recolher custas? __________________________________________ A Reclamante precisa recolher depósito recursal? _______________________________ PORTANTO - Regra Geral RECLAMANTE RECLAMADA Recolhe custas apenas se perde todo o processo Recolhe custas sempre quando recorre Nunca recolhe depósito recursal, porque este tem natureza de garantia do juízo. Recolhe depósito recursal, até o limite da condenação Texto Base para Recurso Ordinário III Marcos Vinícius Almeida ajuizou reclamação trabalhista em face de Construtora Horizonte Ltda., atribuindo à causa o valor de R$ 40.000,00. O Juízo da Vara do Trabalho proferiu sentença em 10/03/2026, julgando a ação PARCIALMENTE PROCEDENTE, para condenar a reclamada exclusivamente ao pagamento de horas extras, arbitrando provisoriamente o valor da condenação em R$ 15.000,00, para fins de custas. Inconformada, a Reclamada pretende interpor o recurso cabível. Considerando que a sentença não possui nenhum vício ou falha estrutural, responda: Quem vai recorrer? ___________________________________________________________ O RO será interposto onde? ___________________________________________________Em qual prazo deverá ser interposto o RO? _____________________________________ O que a parte pretende comprovar no juízo “a quo”? __________________________ Para onde a parte pede para remeter o Recurso? ______________________________ Quando chega no TRT, vai primeiro para quem? ________________________________ Se o Relator conferir e estiver tudo certinho, acontece o que?_____________________ A Reclamada precisa recolher custas? __________________________________________ A Reclamada precisa recolher depósito recursal? _______________________________ ISENTO DE CUSTAS ISENTO DE DEPÓSITO DEPÓSITO PELA METADE Fazenda Pública Fazenda Pública Microempresa BJG BJG Empresa de Pequeno Porte MPT Entidades Filantrópicas Microempreendedor Individual Massa Falida - S. 86 TST Recuperação Judicial Empregador Doméstico Massa Falida - Súmula 86 TST Entidade Sem Fins Lucrativos AGRAVO DE INSTRUMENTO Recurso / Medida Agravo de Instrumento Fundamento Art. 897 b da CLT Natureza Admitido como recurso no Processo do Trabalho. Finalidade Tem o objetivo de destrancar recurso “preso” por ausência de pressuposto de admissibilidade Interposição Para o juízo que trancou o recurso. No entanto, a análise dos pressupostos é feita diretamente no TRT (Relator) e, depois, segue para a Turma. Prazo de interposição 8 dias úteis Tem custas / depósito recursal? Sim, 50% do recurso a ser destrancado. (sempre observar o limite da condenação) - 899 § 7º CLT Pressupostos Específicos Formação do Instrumento com peças principais e facultativas (quando necessário) AGRAVO INTERNO Recurso / Medida Agravo Interno Fundamento Art. 1.021 do CPC Natureza Admitido como recurso no Processo do Trabalho. Finalidade Tem o objetivo de levar ao órgão colegiado a revisão de decisão monocrática proferida por relator no Tribunal. Interposição Deve ser interposto para o relator que negou seguimento ao recurso - Pede-se a remessa do recurso para o órgão colegiado. Prazo de interposição 8 dias úteis Tem custas / depósito recursal? Não Possibilidade de Retratação É possível pleitear o efeito modificativo (retratação) do próprio relator. Exercício para Treino - Agravo de Instrumento Larissa Almeida Santos ajuizou reclamação trabalhista em face de Conecta Serviços de Limpeza Ltda. e Condomínio Jardins do Vale, alegando que trabalhou de 02/01/2020 a 30/06/2025 como auxiliar de limpeza, recebendo R$ 1.950,00, com horas extras habituais e supressão de intervalo. Pediu horas extras com reflexos e intervalo intrajornada, além de responsabilização subsidiária da tomadora. Proferida sentença pela 3ª Vara do Trabalho de São José dos Campos/SP, os pedidos foram julgados parcialmente procedentes, com condenação arbitrada em R$ 45.000,00 e custas fixadas em R$ 900,00. A Conecta opôs embargos de declaração, que foram rejeitados. Em seguida, a Conecta interpôs Recurso Ordinário no prazo legal, com depósito recursal regular (R$ 13.000) mas o juízo de origem entendeu inexistente a comprovação do recolhimento das custas, negando seguimento ao Recurso Ordinário por deserção. Intimada do despacho denegatório, a Conecta pretende levar a controvérsia ao TRT para destrancar o Recurso Ordinário. Como advogado de Larissa, indique: a) A medida processual cabível: b) O prazo em que a medida deve ser interposta e para qual juízo: c) Se há valor de depósito recursal a ser pago e qual é o valor: Pedro Barbosa ajuizou reclamação trabalhista em face de Tim Serviços de Telefonia Ltda. alegando que trabalhou de 02/01/2020 a 30/06/2025 como auxiliar de limpeza, recebendo R$ 1.950,00, com horas extras habituais e supressão de intervalo. Pediu horas extras com reflexos e intervalo intrajornada, Proferida sentença pela 3ª Vara do Trabalho de São José dos Campos/SP, os pedidos foram julgados parcialmente procedentes, com condenação arbitrada em R$ 45.000,00 e custas fixadas em R$ 900,00. A Reclamada interpôs Recurso Ordinário no prazo legal, com depósito recursal regular (R$ 13.000), o que foi recebido pelo juízo “a quo” e remetido para o TRT. No entanto, o relator, ao efetuar a 2ª análise dos pressupostos de admissibilidade, trancou o recurso por suposta deserção, já que não localizou nos autos a guia de custas processuais. Intimada do despacho denegatório, a Empresa pretende levar a controvérsia ao colegiado do TRT para destrancar o Recurso Ordinário. Como advogado de Pedro, indique: d) A medida processual cabível: e) O prazo em que a medida deve ser interposta e para qual juízo: f) Se há valor de depósito recursal a ser pago? g) Pode-se pleitear retratação? RECURSO ORDINÁRIO ADESIVO (Parâmetro – Exame 45 OAB 2ª Fase) Recurso Recurso Ordinário Adesivo Fundamento Art. 997 §§ 1º e 2º do CPC + Súmula 283 TST Natureza Recurso Finalidade Modificação da Sentença pela instância superior em momento posterior, diante de sucumbência recíproca. Onde opor Para o mesmo juízo que proferiu a decisão “Juízo a quo” para que este analise os pressupostos de admissibilidade. Prazo de interposição O RO Adesivo deve ser interposto no prazo das contrarrazões (8 dias úteis). Para onde o recurso é remetido? Para o TRT - Passa pelo Relator, que faz a 2ª análise dos pressupostos de admissibilidade, e, depois segue para a Turma do TRT Tem custas / depósito recursal? Sim (a depender de quem recorre e da situação) Efeito Devolutivo (regra geral), mas admite efeito suspensivo excepcionalmente. Matérias que podem ser discutidas Reanálise de Provas e Matérias de Direito Situação Prática para análise: 1. Em 31/07/2019, na 1ª Vara do Trabalho de São José dos Campos, Camila Coração participou da audiência una movida em face de Curso Elíptico, onde laborou como professora no período de 06/10/2017 a 06/10/2018. Dentre os pedidos estavam: danos morais, pois seu superior hierárquico passava dos limites gritando com a funcionária em frente aos demais professores e, também, horas extraordinárias, pois Camila passava noites em claro preparando aulas e respondendo e-mail de alunos. Durante a instrução processual, a testemunha de Camila, Sr.ª Mariana Gabeira, confirmou que o superior gritava muito com a funcionária. Ao final das alegações finais, o juiz não autorizou a última tentativa de acordo e logo proferiu a sentença, condenando a empresa ao pagamento das horas extras, e julgou improcedente o pedido de danos morais, alegando que Camila não se desincumbiu do ônus de prová-lo e que tudo não passou de um mero dissabor entre as partes. A condenação foi alta. Apesar de insatisfeita, Camila não recorreu, pois já tinha uma viagem marcada. Alguns dias depois, foi notificada para apresentar as contrarrazões ao Recurso Ordinário interposto pela Empresa. Assim, compareceu ao seu escritório para saber se, além das contrarrazões, ela pode tomar alguma providência para afastar a sucumbência quanto ao pedido de danos morais. Na condição de advogado de Camila, explique à Camila o que mais pode ser feito e elabore a medida cabível, se houver. Contrarrazões de Recurso Ordinário 1. Heloísa ajuizou Reclamação Trabalhista em face da Empresa Energia Solar LTDA pedindo o depósito da multa de 40% do FGTS. Na sentença, o juiz julgou o pedido improcedente e não concedeu os benefícios da Justiça Gratuita. Heloisa recorreu após 10 dias úteis e não juntou guia de custas. Você, como advogado da empresa, adote a medida cabível: Exercício - Identifique a peça: 1. Ana Paula ajuizou Reclamação Trabalhista em face da Empresa Balinhas Soft Jujuba Ltda pleiteando pagamento de diferença salarial por acúmulo de função. A sentença foi julgada procedente. Após 15 dias úteis a Reclamada interpôs Recurso Ordinário perante o juízo “a quo” e juntou nos autos apenas a guia de custas. Você, que está representando Ana Paula foi notificado para se manifestar. Assim, adote a medida cabível: 2. Pedro trabalhou na empresa Carvão de Pedra em 2021 e 2022. Ao ser demitido, ingressou com uma Reclamação Trabalhistapedindo ajuda de custo e cesta básica, pois, segundo ele, estes benefícios estavam na convenção coletiva da categoria. A ação de Pedro foi julgada parcialmente procedente: Ganhou a ajuda de custo e perdeu a cesta básica. Chateado, Pedro interpôs Recurso Ordinário no prazo de 20 dias úteis. Você, que advoga em favor da Reclamada, foi notificado para adotar as providências cabíveis: 3. Pedro Henrique trabalhou na empresa Bolinhos de Arroz Ltda no período de 06/10/2024 até 06/10/2025, com salário de R$ 3.000 e função de assistente. O problema é que a empresa nunca pagava corretamente as suas férias, e, quando pediu as contas, havia 02 férias vencidas e não pagas. Além disso, Pedro não recebeu o GYM PASS previsto na Convenção de 2023/2025, por isso pediu uma indenização. Diante disso, ingressou com uma Reclamação Trabalhista, que foi julgada parcialmente procedente, obtendo êxito no tocante às férias apenas. Pedro não adotou nenhuma medida, mas a Reclamada interpôs o Recurso cabível no prazo de 08 dias úteis. Notificado para apresentar resposta, Pedro compareceu ao seu escritório após 03 dias e questionou se seria possível reverter a decisão quanto à indenização do GYM Pass. image1.png image2.png