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Lei 8.245/91 – Lei das Locações Prediais Urbanas Art. 58. Ressalvados os casos previstos no parágrafo único do art. 1º, nas ações de despejo, consignação em pagamento de aluguel e acessório da locação, revisionais de aluguel e renovatórias de locação, observar - se - á o seguinte: I - os processos tramitam durante as férias forenses e não se suspendem pela superveniência delas; II - é competente para conhecer e julgar tais ações o foro do lugar da situação do imóvel, salvo se outro houver sido eleito no contrato; III - o valor da causa corresponderá a doze meses de aluguel, ou, na hipótese do inciso II do art. 47, a três salários vigentes por ocasião do ajuizamento; IV - desde que autorizado no contrato, a citação, intimação ou notificação far - se - á mediante correspondência com aviso de recebimento, ou, tratando - se de pessoa jurídica ou firma individual, também mediante telex ou fac-símile , ou, ainda, sendo necessário, pelas demais formas previstas no Código de Processo Civil; V - os recursos interpostos contra as sentenças terão efeito somente devolutivo. - Processamento durante as Férias Forenses: Essas ações não são suspensas durante as férias forenses, ou seja, continuam a tramitar normalmente durante o recesso judicial. - Competência do Foro: O foro competente é o do local onde o imóvel está situado, a não ser que o contrato de locação tenha estabelecido outro foro. - Valor da Causa: O valor da causa será de doze meses de aluguel, ou, no caso de consignação de pagamento, será equivalente a três salários mínimos vigentes no momento do ajuizamento. - Formas de Citação, Intimação e Notificação: Podem ser realizadas por correspondência com aviso de recebimento (AR), telex, fac-símile (fax), ou outras formas previstas no Código de Processo Civil, desde que autorizado no contrato. - Efeitos dos Recursos: Os recursos interpostos contra as sentenças terão efeito devolutivo, ou seja, não suspendem a execução da sentença até que o tribunal decida. CAPÍTULO II Das Ações de Despejo Art. 59. Com as modificações constantes deste capítulo, as ações de despejo terão o rito ordinário. § 1º Conceder - se - á liminar para desocupação em quinze dias, independentemente da audiência da parte contrária e desde que prestada a caução no valor equivalente a três meses de aluguel, nas ações que tiverem por fundamento exclusivo: I - o descumprimento do mútuo acordo (art. 9º, inciso I), celebrado por escrito e assinado pelas partes e por duas testemunhas, no qual tenha sido ajustado o prazo mínimo de seis meses para desocupação, contado da assinatura do instrumento; II - o disposto no inciso II do art. 47, havendo prova escrita da rescisão do contrato de trabalho ou sendo ela demonstrada em audiência prévia; III - o término do prazo da locação para temporada, tendo sido proposta a ação de despejo em até trinta dias após o vencimento do contrato; IV - a morte do locatário sem deixar sucessor legítimo na locação, de acordo com o referido no inciso I do art. 11, permanecendo no imóvel pessoas não autorizadas por lei; V - a permanência do sublocatário no imóvel, extinta a locação, celebrada com o locatário. VI – o disposto no inciso IV do art. 9o, havendo a necessidade de se produzir reparações urgentes no imóvel, determinadas pelo poder público, que não possam ser normalmente executadas com a permanência do locatário, ou, podendo, ele se recuse a consenti-las; VII – o término do prazo notificatório previsto no parágrafo único do art. 40, sem apresentação de nova garantia apta a manter a segurança inaugural do contrato; VIII – o término do prazo da locação não residencial, tendo sido proposta a ação em até 30 (trinta) dias do termo ou do cumprimento de notificação comunicando o intento de retomada; IX – a falta de pagamento de aluguel e acessórios da locação no vencimento, estando o contrato desprovido de qualquer das garantias previstas no art. 37, por não ter sido contratada ou em caso de extinção ou pedido de exoneração dela, independentemente de motivo. § 2º Qualquer que seja o fundamento da ação dar - se - á ciência do pedido aos sublocatários, que poderão intervir no processo como assistentes. § 3o No caso do inciso IX do § 1o deste artigo, poderá o locatário evitar a rescisão da locação e elidir a liminar de desocupação se, dentro dos 15 (quinze) dias concedidos para a desocupação do imóvel e independentemente de cálculo, efetuar depósito judicial que contemple a totalidade dos valores devidos, na forma prevista no inciso II do art. 62. - Rito Ordinário: As ações de despejo seguirão o rito ordinário, com as modificações especificadas no capítulo. - Concessão de Liminar para Desocupação: O juiz pode conceder liminar para desocupação em 15 dias, sem audiência da parte contrária, desde que o autor deposite caução equivalente a três meses de aluguel. - Casos em que a liminar é concedida: - Inciso I:Descumprimento de acordo mútuo de desocupação (mínimo de 6 meses). - Inciso II: Rescisão de contrato de trabalho do locatário (comprovada por escrito ou em audiência). - Inciso III: Término do contrato de locação por temporada, ação proposta até 30 dias após o término. - Inciso IV:Morte do locatário sem sucessores, com ocupação não autorizada. - Inciso V: Sublocação não autorizada, quando o sublocatário permanece após a extinção do contrato original. - Inciso VI: Necessidade de reparações urgentes no imóvel, que não podem ser feitas com a permanência do locatário. - Inciso VII: Falta de nova garantia de locação dentro do prazo previsto no contrato. - Inciso VIII: Término de locação não residencial, ação proposta até 30 dias após o término ou notificação de intenção de retomada. - Inciso IX: Inadimplemento de aluguel, sem garantias suficientes para cobrir a dívida. - Ciência aos Sublocatários: O juiz deve dar ciência do pedido de despejo aos sublocatários, que poderão atuar como assistentes no processo. - Possibilidade de Evitar a Desocupação: No caso de inadimplemento de aluguel (Inciso IX), o locatário pode evitar a desocupação se, dentro dos 15 dias para desocupar, efetuar o pagamento integral da dívida (aluguel e acessórios), sem necessidade de cálculo detalhado. Art. 60. Nas ações de despejo fundadas no inciso IV do art. 9º, inciso IV do art. 47 e inciso II do art. 53, a petição inicial deverá ser instruída com prova da propriedade do imóvel ou do compromisso registrado. - Ações de Despejo Específicas - aplica-se às ações de despejo fundadas nos seguintes dispositivos: - Inciso IV do art. 9º: Caso relacionado à necessidade de reparações urgentes no imóvel. - Inciso IV do art. 47: Rescisão do contrato de trabalho do locatário. - Inciso II do art. 53: Outras causas específicas previstas no Código de Locação. - Prova de Propriedade: - A petição inicial dessas ações deve ser acompanhada de documentos que provem a propriedade do imóvel ou de compromisso de compra e venda registrado. - O locador precisa demonstrar que tem direito legítimo sobre o imóvel para solicitar a desocupação. Art. 61 Nas ações fundadas no § 2º do art. 46 e nos incisos III e IV do art. 47, se o locatário, no prazo da contestação, manifestar sua concordância com a desocupação do imóvel, o juiz acolherá o pedido fixando prazo de seis meses para a desocupação, contados da citação, impondo ao vencido a responsabilidade pelas custas e honorários advocatícios de vinte por cento sobre o valor dado à causa. Se a desocupação ocorrer dentro do prazo fixado, o réu ficará isento dessa responsabilidade; caso contrário, será expedido mandado de despejo. - Concordância com a Desocupação: Se o locatário concordar com a desocupação do imóvel no prazo da contestação, o juiz fixará um prazo de seis meses para a desocupação, contados a partir da citação. - Custas e Honorários: O locatário que concordar com a desocupação será responsável pelas custas processuais e honorários advocatícios, fixados em 20% sobre o valor da causa. - Isenção de Responsabilidade: Se o locatário desocupar o imóvel dentro do prazo de seis meses, ele ficará isentode pagar as custas e honorários. - Mandado de Despejo: Caso o locatário não desocupe o imóvel dentro do prazo estipulado, será expedido mandado de despejo, para a desocupação forçada do imóvel. Art. 62. Nas ações de despejo fundadas na falta de pagamento de aluguel e acessórios da locação, de aluguel provisório, de diferenças de aluguéis, ou somente de quaisquer dos acessórios da locação, observar-se-á o seguinte: I – o pedido de rescisão da locação poderá ser cumulado com o pedido de cobrança dos aluguéis e acessórios da locação; nesta hipótese, citar-se-á o locatário para responder ao pedido de rescisão e o locatário e os fiadores para responderem ao pedido de cobrança, devendo ser apresentado, com a inicial, cálculo discriminado do valor do débito; II – o locatário e o fiador poderão evitar a rescisão da locação efetuando, no prazo de 15 (quinze) dias, contado da citação, o pagamento do débito atualizado, independentemente de cálculo e mediante depósito judicial, incluídos: a) os aluguéis e acessórios da locação que vencerem até a sua efetivação; b) as multas ou penalidades contratuais, quando exigíveis; c) os juros de mora; d) as custas e os honorários do advogado do locador, fixados em dez por cento sobre o montante devido, se do contrato não constar disposição diversa; III – efetuada a purga da mora, se o locador alegar que a oferta não é integral, justificando a diferença, o locatário poderá complementar o depósito no prazo de 10 (dez) dias, contado da intimação, que poderá ser dirigida ao locatário ou diretamente ao patrono deste, por carta ou publicação no órgão oficial, a requerimento do locador; IV – não sendo integralmente complementado o depósito, o pedido de rescisão prosseguirá pela diferença, podendo o locador levantar a quantia depositada; V - os aluguéis que forem vencendo até a sentença deverão ser depositados à disposição do juízo, nos respectivos vencimentos, podendo o locador levantá - los desde que incontroversos; VI - havendo cumulação dos pedidos de rescisão da locação e cobrança dos aluguéis, a execução desta pode ter início antes da desocupação do imóvel, caso ambos tenham sido acolhidos. Parágrafo único. Não se admitirá a emenda da mora se o locatário já houver utilizado essa faculdade nos 24 (vinte e quatro) meses imediatamente anteriores à propositura da ação. - Cumulação de Pedidos: - O locador pode pedir a rescisão do contrato de locação e a cobrança de aluguéis e acessórios de forma cumulativa. - O locatário é citado para responder à rescisão e os fiadores para a cobrança. - O locador deve apresentar cálculo discriminado do débito com a inicial. - Pagamento para Evitar Rescisão:O locatário e o fiador poderão evitar a rescisão pagando a dívida dentro de 15 dias após a citação. - O pagamento deve incluir: - Aluguéis e acessórios vencidos até a efetivação. - Multas contratuais exigíveis. - Juros de mora. - Custas e honorários do advogado do locador (10% sobre o valor devido, salvo estipulação contratual diferente). - Pagamento Parcial e Complementação: Se o locatário pagar parcialmente e o locador alegar diferença, o locatário tem 10 dias para complementar o depósito, após intimação. - Consequências do Pagamento Incompleto: Se o locatário não complementar o valor, o pedido de rescisão prossegue e o locador pode levantar o valor depositado. - Aluguéis Futuros: - Aluguéis que vencerem até a sentença devem ser depositados à disposição do juiz. - O locador pode levantar os valores se não houver disputa. - Execução Antecipada da Cobrança: Se houver cumulação dos pedidos de rescisão e cobrança de aluguéis, a execução da cobrança pode começar antes da desocupação do imóvel, se ambos os pedidos forem acolhidos. - Proibição de Nova Purgamento de Mora: O locatário não poderá purgar a mora (pagar a dívida) se já tiver feito isso nos últimos 24 meses antes de ajuizar a ação. Art. 63. Julgada procedente a ação de despejo, o juiz determinará a expedição de mandado de despejo, que conterá o prazo de 30 (trinta) dias para a desocupação voluntária, ressalvado o disposto nos parágrafos seguintes. § 1º O prazo será de quinze dias se: a) entre a citação e a sentença de primeira instância houverem decorrido mais de quatro meses; ou b) o despejo houver sido decretado com fundamento no art. 9o ou no § 2o do art. 46. § 2° Tratando-se de estabelecimento de ensino autorizado e fiscalizado pelo Poder Público, respeitado o prazo mínimo de seis meses e o máximo de um ano, o juiz disporá de modo que a desocupação coincida com o período de férias escolares. § 3º Tratando-se de hospitais, repartições públicas, unidades sanitárias oficiais, asilos, estabelecimentos de saúde e de ensino autorizados e fiscalizados pelo Poder Público, bem como por entidades religiosas devidamente registradas, e o despejo for decretado com fundamento no inciso IV do art. 9º ou no inciso II do art. 53, o prazo será de um ano, exceto no caso em que entre a citação e a sentença de primeira instância houver decorrido mais de um ano, hipótese em que o prazo será de seis meses. § 4° A sentença que decretar o despejo fixará o valor da caução para o caso de ser executada provisoriamente. - Prazo Normal de Desocupação: Quando a ação de despejo for julgada procedente, o juiz expede mandado de despejo, com prazo de 30 dias para a desocupação voluntária. - Prazo de 15 dias: - Se entre a citação e a sentença de primeira instância houveremmais de 4 meses. - Se o despejo for baseado no art. 9º (descumprimento de cláusulas essenciais) ou no §2º do art. 46 (rescisão do contrato de trabalho do locatário). - Prazo Maior (6 meses a 1 ano) para Estabelecimentos de Ensino: Para estabelecimentos de ensino autorizados e fiscalizados pelo poder público, o juiz garantirá que a desocupação ocorra durante o período de férias escolares, com prazo mínimo de 6 meses e máximo de 1 ano. - Prazo de 1 ano para Entidades Especiais: Para hospitais, repartições públicas, asilos, unidades sanitárias oficiais, entidades religiosas e outras instituições de utilidade pública, o prazo de desocupação será de 1 ano, exceto quando já tiver decorrido mais de 1 ano entre a citação e a sentença, caso em que o prazo será de 6 meses. - Caução para Execução Provisória:A sentença que decretar o despejo fixará o valor da caução a ser prestada, caso o despejo seja executado provisoriamente. Art. 64. Salvo nas hipóteses das ações fundadas no art. 9o, a execução provisória do despejo dependerá de caução não inferior a 6 (seis) meses nem superior a 12 (doze) meses do aluguel, atualizado até a data da prestação da caução. § 1° A caução poderá ser real ou fidejussória e será prestada nos autos da execução provisória. § 2° Ocorrendo a reforma da sentença ou da decisão que concedeu liminarmente o despejo, o valor da caução reverterá em favor do réu, como indenização mínima das perdas e danos, podendo este reclamar, em ação própria, a diferença pelo que a exceder. - Caução para Execução Provisória:A execução provisória do despejo depende de caução que deve ser entre 6 e 12 meses de aluguel, atualizado até a data da prestação da caução. - Formas de Caução: A caução pode ser real (em dinheiro ou bens) ou fidejussória (garantia de fiador, por exemplo), e deve ser apresentada nos autos da execução provisória. - Devolução da Caução: - Se a sentença ou decisão que concedeu o despejo for reformada (alterada) posteriormente, o valor da caução será revertido para o réu (locatário) como indenização pelas perdas e danos. - O locatário pode ainda solicitar a diferença caso o valor da caução não cubra completamente os danos. Art. 65. Findo o prazo assinado para a desocupação, contado da data da notificação, será efetuado o despejo, se necessário com emprego de força, inclusive arrombamento. § 1º Os móveis e utensílios serão entregues à guarda de depositário, se não os quiser retirar o despejado. § 2º O despejo não poderá ser executado até o trigésimo dia seguinte ao do falecimento do cônjuge, ascendente, descendente ou irmão de qualquer das pessoas que habitemo imóvel. - Execução do Despejo: Caso o locatário não desocupar o imóvel dentro do prazo, o despejo será realizado com uso de força, incluindo arrombamento, se necessário. - Guarda de Móveis e Utensílios: Se o locatário não retirar seus móveis e utensílios, estes serão entregues à guarda de depositário. - Suspensão do Despejo após Falecimento: O despejo não pode ser executado até o 30º dia após o falecimento de cônjuge, ascendente, descendente ou irmão de qualquer pessoa que habite o imóvel, como medida de proteção à família. Art. 66. Quando o imóvel for abandonado após ajuizada a ação, o locador poderá imitir-se na posse do imóvel. - Abandono do Imóvel: Se o locatário abandonar o imóvel após a ação de despejo ser ajuizada, o locador pode tomar posse do imóvel. - Imissão na posse: O locador poderá imitir-se na posse do imóvel, ou seja, pode tomar posse diretamente, sem necessidade de um novo processo judicial, caso o abandono seja evidente. Art. 67. Na ação que objetivar o pagamento dos aluguéis e acessórios da locação mediante consignação, será observado o seguinte: I - a petição inicial, além dos requisitos exigidos pelo art. 282 do Código de Processo Civil, deverá especificar os aluguéis e acessórios da locação com indicação dos respectivos valores; II - determinada a citação do réu, o autor será intimado a, no prazo de vinte e quatro horas, efetuar o depósito judicial da importância indicada na petição inicial, sob pena de ser extinto o processo; III - o pedido envolverá a quitação das obrigações que vencerem durante a tramitação do feito e até ser prolatada a sentença de primeira instância, devendo o autor promover os depósitos nos respectivos vencimentos; IV - não sendo oferecida a contestação, ou se o locador receber os valores depositados, o juiz acolherá o pedido, declarando quitadas as obrigações, condenando o réu ao pagamento das custas e honorários de vinte por cento do valor dos depósitos; V - a contestação do locador, além da defesa de direito que possa caber, ficará adstrita, quanto à matéria de fato, a: a) não ter havido recusa ou mora em receber a quantia devida; b) ter sido justa a recusa; c) não ter sido efetuado o depósito no prazo ou no lugar do pagamento; d) não ter sido o depósito integral; VI - além de contestar, o réu poderá, em reconvenção, pedir o despejo e a cobrança dos valores objeto da consignatória ou da diferença do depósito inicial, na hipótese de ter sido alegado não ser o mesmo integral; VII - o autor poderá complementar o depósito inicial, no prazo de cinco dias contados da ciência do oferecimento da resposta, com acréscimo de dez por cento sobre o valor da diferença. Se tal ocorrer, o juiz declarará quitadas as obrigações, elidindo a rescisão da locação, mas imporá ao autor-reconvindo a responsabilidade pelas custas e honorários advocatícios de vinte por cento sobre o valor dos depósitos; VIII - havendo, na reconvenção, cumulação dos pedidos de rescisão da locação e cobrança dos valores objeto da consignatória, a execução desta somente poderá ter início após obtida a desocupação do imóvel, caso ambos tenham sido acolhidos. Parágrafo único. O réu poderá levantar a qualquer momento as importâncias depositadas sobre as quais não penda controvérsia. - Exigências na Petição Inicial: A petição inicial deve especificar os valores de aluguéis e acessórios da locação, com indicação clara dos montantes devidos. - Prazo para Depósito Judicial: Após a citação do réu, o autor (locatário) deve efetuar o depósito judicial da quantia indicada na petição inicial no prazo de 24 horas, sob pena de extinção do processo. - Consignação de Obrigações Vencidas Durante o Processo: O locatário deve continuar efetuando depósitos durante o processo para cobrir os valores de aluguel e acessórios que vencerem até a sentença de primeira instância. - Resultado sem Contestação: Se não houver contestação ou se o locador aceitar os depósitos, o juiz declarará as obrigações quitadas e condenará o locador ao pagamento de custas e honorários advocatícios (20% sobre os depósitos). - Defesas do Locador: - Recusa em receber o pagamento. - Justa recusa ao pagamento. - Inadequação do depósito (não realizado no prazo ou valor correto). - Depósito não integral. - Reconvenção do Locador (pedido no mesmo processo): - Despejo. - Cobrar os valores devidos ou a diferença, caso o depósito tenha sido insuficiente. - Complementação do Depósito: Se o locador alegar que o depósito foi insuficiente, o locatário terá 5 dias para completar o depósito com 10% de acréscimo. Se isso ocorrer, o juiz declarará as obrigações quitadas e a rescisão do contrato será evitada. - Responsabilidade pelas Custas e Honorários: Se o locatário complementar o depósito, ele será responsável pelas custas e honorários do locador (20% sobre o valor dos depósitos). - Cumulação de Pedidos na Reconvenção: Se o locador pedir a rescisão do contrato e a cobrança dos valores, a execução dessa cobrança só começará após a desocupação do imóvel, caso ambos os pedidos sejam acolhidos. - Levantamento de Valores Não Controversos: O locador pode levantar as quantias depositadas que não estejam sendo contestadas a qualquer momento. CAPÍTULO IV Da Ação Revisional de Aluguel Art. 68. Na ação revisional de aluguel, que terá o rito sumário, observar-se-á o seguinte: I - além dos requisitos exigidos pelos arts. 276 e 282 do Código de Processo Civil, a petição inicial deverá indicar o valor do aluguel cuja fixação é pretendida; II – ao designar a audiência de conciliação, o juiz, se houver pedido e com base nos elementos fornecidos tanto pelo locador como pelo locatário, ou nos que indicar, fixará aluguel provisório, que será devido desde a citação, nos seguintes moldes: a) em ação proposta pelo locador, o aluguel provisório não poderá ser excedente a 80% (oitenta por cento) do pedido; b) em ação proposta pelo locatário, o aluguel provisório não poderá ser inferior a 80% (oitenta por cento) do aluguel vigente; III - sem prejuízo da contestação e até a audiência, o réu poderá pedir seja revisto o aluguel provisório, fornecendo os elementos para tanto; IV – na audiência de conciliação, apresentada a contestação, que deverá conter contraproposta se houver discordância quanto ao valor pretendido, o juiz tentará a conciliação e, não sendo esta possível, determinará a realização de perícia, se necessária, designando, desde logo, audiência de instrução e julgamento; V – o pedido de revisão previsto no inciso III deste artigo interrompe o prazo para interposição de recurso contra a decisão que fixar o aluguel provisório. § 1º Não caberá ação revisional na pendência de prazo para desocupação do imóvel (arts. 46, parágrafo 2° e 57), ou quando tenha sido este estipulado amigável ou judicialmente. § 2º No curso da ação de revisão, o aluguel provisório será reajustado na periodicidade pactuada ou na fixada em lei. - Requisitos da Petição Inicial: - A petição inicial deve cumprir os requisitos gerais do CPC (arts. 276 e 282). - O autor (locatário ou locador) deve indicar o valor do aluguel que deseja que seja fixado. - Fixação do Aluguel Provisório: O juiz, ao designar a audiência de conciliação, fixará um aluguel provisório que será pago desde a citação. - Limites para o aluguel provisório: - Se a ação for proposta pelo locador, o aluguel provisório não pode exceder 80% do valor pedido. - Se a ação for proposta pelo locatário, o aluguel provisório não pode ser inferior a 80% do aluguel vigente. - Pedido de Revisão do Aluguel Provisório:O réu pode pedir a revisão do aluguel provisório até a audiência de conciliação, fornecendo elementos para justificar a alteração. - Audiência de Conciliação e Perícia: - O juiz tentará a conciliação entre as partes. - Se não houver acordo, poderá ser realizada perícia para definir o valor do aluguel. - Caso necessário, será marcada uma audiência de instrução e julgamento. - Interrupção do Prazo para Recurso: O pedido de revisão do aluguel provisório interrompe o prazo para interposição de recurso contraa decisão que fixar o valor provisório. - Impossibilidade de Ação Revisional Durante Desocupação: Não será possível ajuizar ação revisional de aluguel enquanto houver prazo para desocupação do imóvel, seja judicial ou amigável. - Reajuste do Aluguel Provisório: O aluguel provisório será reajustado conforme a periodicidade acordada no contrato ou a prevista por lei, durante o curso da ação revisional. Art. 69. O aluguel fixado na sentença retroage à citação, e as diferenças devidas durante a ação de revisão, descontados os aluguéis provisórios satisfeitos, serão pagas corrigidas, exigíveis a partir do trânsito em julgado da decisão que fixar o novo aluguel. § 1º Se pedido pelo locador, ou sublocador, a sentença poderá estabelecer periodicidade de reajustamento do aluguel diversa daquela prevista no contrato revisando, bem como adotar outro indexador para reajustamento do aluguel. § 2º A execução das diferenças será feita nos autos da ação de revisão. - Retroatividade do Aluguel: - O valor do aluguel fixado na sentença retroage à data da citação na ação revisional. - As diferenças devidas durante a ação, descontados os aluguéis provisórios pagos, serão corrigidas e exigíveis a partir do trânsito em julgado da decisão. - Alterações no Reajuste do Aluguel: - O juiz pode modificar a periodicidade do reajuste do aluguel, que pode ser diferente da prevista no contrato original. - Novo indexador: O juiz também pode adotar um **outro indexador** para o reajuste, em vez do indexador original (por exemplo, pode substituir o IGP-M pelo IPCA). - Execução das Diferenças de Aluguel: - A execução das diferenças de aluguel (valores devidos após a revisão) será feita nos próprios autos da ação revisional. - Isso evita a necessidade de um novo processo para cobrar as diferenças, tornando a cobrança mais prática e direta. Art. 70. Na ação de revisão do aluguel, o juiz poderá homologar acordo de desocupação, que será executado mediante expedição de mandado de despejo. - Ação de Revisão de Aluguel: Tem como objetivo revisar o valor do aluguel do imóvel, seja para aumento ou diminuição, conforme critérios legais. - Homologação de Acordo de Desocupação: - Durante a ação de revisão, locador e locatário podem chegar a um acordo sobre a desocupação do imóvel. - O juiz pode homologar (validar) esse acordo, tornando-o oficial e legalmente reconhecido. - Mandado de Despejo: Se o locatário não desocupar o imóvel conforme o acordo, o locador pode pedir ao juiz a expedição de ummandado de despejo, autorizando a retirada do locatário do imóvel. CAPÍTULO V Da Ação Renovatória Art. 71. Além dos demais requisitos exigidos no art. 282 do Código de Processo Civil, a petição inicial da ação renovatória deverá ser instruída com: I - prova do preenchimento dos requisitos dos incisos I, II e III do art. 51; II - prova do exato cumprimento do contrato em curso; III - prova da quitação dos impostos e taxas que incidiram sobre o imóvel e cujo pagamento lhe incumbia; IV - indicação clara e precisa das condições oferecidas para a renovação da locação; V – indicação do fiador quando houver no contrato a renovar e, quando não for o mesmo, com indicação do nome ou denominação completa, número de sua inscrição no Ministério da Fazenda, endereço e, tratando-se de pessoa natural, a nacionalidade, o estado civil, a profissão e o número da carteira de identidade, comprovando, desde logo, mesmo que não haja alteração do fiador, a atual idoneidade financeira; VI - prova de que o fiador do contrato ou o que o substituir na renovação aceita os encargos da fiança, autorizado por seu cônjuge, se casado for; VII - prova, quando for o caso, de ser cessionário ou sucessor, em virtude de título oponível ao proprietário. Parágrafo único. Proposta a ação pelo sublocatário do imóvel ou de parte dele, serão citados o sublocador e o locador, como litisconsortes, salvo se, em virtude de locação originária ou renovada, o sublocador dispuser de prazo que admita renovar a sublocação; na primeira hipótese, procedente a ação, o proprietário ficará diretamente obrigado à renovação. - Requisitos Gerais da Petição Inicial: Além dos requisitos do art. 282 do Código de Processo Civil, a petição inicial da ação renovatória deve ser instruída com documentos específicos. - Provas que Devem Acompanhar a Petição Inicial: - Prova do Preenchimento dos Requisitos do Art. 51: Demonstrar que o locatário preenche os requisitos legais para renovar o contrato (tempo de locação, continuidade da atividade comercial, etc.). - Prova do Cumprimento do Contrato em Curso: Comprovar que o locatário cumpriu integralmente o contrato atual (pagamento de aluguéis, encargos, conservação do imóvel, etc.). - Prova da Quitação de Impostos e Taxas: Apresentar comprovantes de pagamento dos impostos e taxas que incidiam sobre o imóvel, quando de responsabilidade do locatário. - Indicação das Condições para Renovação: Especificar as condições que o locatário oferece para a renovação do contrato, como novo valor de aluguel, prazos, e ajustes contratuais. - Indicação do Fiador: Informar se o contrato de locação renovado exigirá um fiador. Se sim, fornecer dados detalhados do fiador (nome, CPF/CNPJ, endereço, profissão, etc.) e sua idoneidade financeira. - Aceitação do Fiador: Apresentar a prova de que o fiador aceita os encargos da fiança, com autorização do cônjuge se for casado. - Prova de Cessão ou Sucessão: Se o locatário for cessionário ou sucessor, deve comprovar seu direito à renovação do contrato. - Ação Proposta pelo Sublocatário: - Caso a ação renovatória seja proposta por um sublocatário, o sublocador e o locador devem ser citados como litisconsortes - Se o sublocador tiver direito de renovar a sublocação, o proprietário do imóvel será diretamente responsável pela renovação. - Objetivo da Ação Renovatória: Garantir a renovação do contrato de locação para o locatário que preenche os requisitos legais e contratuais, ou para quem adquiriu a posição contratual por cessão ou sucessão. Art. 72. A contestação do locador, além da defesa de direito que possa caber, ficará adstrita, quanto à matéria de fato, ao seguinte: I - não preencher o autor os requisitos estabelecidos nesta lei; II - não atender, a proposta do locatário, o valor locativo real do imóvel na época da renovação, excluída a valorização trazida por aquele ao ponto ou lugar; III - ter proposta de terceiro para a locação, em condições melhores; IV - não estar obrigado a renovar a locação (incisos I e II do art. 52). § 1º No caso do inciso II, o locador deverá apresentar, em contraproposta, as condições de locação que repute compatíveis com o valor locativo real e atual do imóvel. § 2º No caso do inciso III, o locador deverá juntar prova documental da proposta do terceiro, subscrita por este e por duas testemunhas, com clara indicação do ramo a ser explorado, que não poderá ser o mesmo do locatário. Nessa hipótese, o locatário poderá, em réplica, aceitar tais condições para obter a renovação pretendida. § 3º No caso do inciso I do art. 52, a contestação deverá trazer prova da determinação do Poder Público ou relatório pormenorizado das obras a serem realizadas e da estimativa de valorização que sofrerá o imóvel, assinado por engenheiro devidamente habilitado. § 4º Na contestação, o locador, ou sublocador, poderá pedir, ainda, a fixação de aluguel provisório, para vigorar a partir do primeiro mês do prazo do contrato a ser renovado, não excedente a oitenta por cento do pedido, desde que apresentados elementos hábeis para aferição do justo valor do aluguel. § 5º Se pedido pelo locador, ou sublocador, a sentença poderá estabelecer periodicidade de reajustamento do aluguel diversa daquela prevista no contrato renovando, bem como adotar outro indexador para reajustamento do aluguel. - Fundamentos da Contestação do Locador: - Requisitos Não Preenchidos pelo Locatário: O locador pode contestar a renovação alegando que o locatário não preenche os requisitos legais para a renovação do contrato de locação (art. 51da Lei do Inquilinato). - Valor Locativo Irregular: O locador pode argumentar que o valor do aluguel proposto pelo locatário não reflete o valor real do imóvel, desconsiderando melhorias feitas pelo locatário que tenham aumentado o valor do imóvel. - Proposta de Terceiro em Condições Melhores: O locador pode apresentar proposta de terceiro com condições melhores de locação, desde que o ramo de atividade do terceiro seja diferente do do locatário. O locatário pode, na réplica, aceitar as condições propostas para garantir a renovação. - Não Obrigação de Renovação: O locador pode alegar que não está obrigado a renovar a locação, com base nos incisos I e II do art. 52 da Lei do Inquilinato, por exemplo, quando o locador precisar do imóvel para uso próprio ou de familiares. - Provas que o Locador Deve Apresentar: - Contraproposta de Aluguel: No caso de contestação sobre o valor do aluguel, o locador deve apresentar uma contraproposta com as condições de locação que considere adequadas ao valor locativo real do imóvel. - Proposta de Terceiro: Se o locador alegar que há proposta de terceiro com condições melhores, ele deve apresentar prova documental da proposta, assinada por duas testemunhas, e indicar o ramo de atividade do terceiro (que não pode ser o mesmo do locatário). - Provas de Obras ou Valorização do Imóvel: Se a contestação se basear no inciso I do art. 52, o locador deve apresentar provas de determinação do Poder Público ou um relatório técnico detalhado (feito por engenheiro) sobre as obras a serem realizadas no imóvel e sua estimativa de valorização. - Pedidos do Locador na Contestação: - Aluguel Provisório: O locador pode pedir a fixação de aluguel provisório durante o processo, com valor não superior a 80% do aluguel pedido pelo locatário, desde que sejam apresentados elementos que justifiquem esse valor. - Alteração da Periodicidade ou Indexador de Reajuste: O locador pode solicitar que a sentença altere a periodicidade ou o indexador para o reajuste do aluguel no contrato renovado, visando ajustar as condições ao valor real do imóvel ou à situação econômica. Art. 73. Renovada a locação, as diferenças dos aluguéis vencidos serão executadas nos próprios autos da ação e pagas de uma só vez. - Renovação da Locação: O juiz decide pela renovação do contrato de locação e pode ajustar o valor do aluguel. - Diferenças de Aluguel: Se o novo valor do aluguel for maior que o anterior, haverá uma diferença de valores a ser paga pelo locatário. - Execução nos Próprios Autos: As diferenças de aluguel serão cobradas dentro da própria ação renovatória, sem necessidade de abrir novo processo. - Pagamento de uma Só Vez: O locatário deve pagar todas as diferenças acumuladas em um único pagamento, após a decisão definitiva da ação renovatória. Art. 74. Não sendo renovada a locação, o juiz determinará a expedição de mandado de despejo, que conterá o prazo de 30 (trinta) dias para a desocupação voluntária, se houver pedido na contestação. - Não Renovação da Locação: O juiz pode decidir que o contrato de locação não será renovado após a ação renovatória. - Mandado de Despejo: Se não houver renovação, o juiz expede um mandado de despejo autorizando a retirada do locatário do imóvel. - Prazo de 30 Dias para Desocupação Voluntária: O locatário tem um prazo de 30 dias para desocupar o imóvel voluntariamente. - Pedido na Contestação: - O prazo de 30 dias só se aplica se o locador pedir a desocupação na contestação. - Caso o locador não faça esse pedido, o juiz pode definir outro prazo e condições para a desocupação. Art. 75. Na hipótese do inciso III do art. 72, a sentença fixará desde logo a indenização devida ao locatário em conseqüência da não prorrogação da locação, solidariamente devida pelo locador e o proponente. - Contexto: O artigo trata da indenização devida ao locatário quando o contrato de locação não for renovado devido a uma proposta de terceiro, conforme o inciso III do art. 72. - Situação prevista no Art. 72, Inciso III: - O locador pode contestar a renovação do contrato alegando que recebeu uma proposta de terceiro para alugar o imóvel em condições mais vantajosas. - O locador deve apresentar essa proposta formalizada, com assinatura do terceiro e testemunhas, e especificar o ramo de atividade. - Fixação da Indenização: Caso o locatário seja prejudicado pela não renovação, a sentença determinará a indenização devida ao locatário, para compensar os prejuízos causados pela não prorrogação da locação. - Responsabilidade Solidária: - A indenização será solidariamente devida pelo locador e pelo terceiro proponente (quem fez a proposta mais vantajosa). - Ambos são responsáveis pelo pagamento da indenização, podendo o locatário cobrar de qualquer um deles o valor total da compensação. Lei nº 5.478/68 - Ação de Alimentos Art. 1º. A ação de alimentos é de rito especial, independente de prévia distribuição e de anterior concessão do benefício de gratuidade. § 1º A distribuição será determinada posteriormente por ofício do juízo, inclusive para o fim de registro do feito. § 2º A parte que não estiver em condições de pagar as custas do processo, sem prejuízo do sustento próprio ou de sua família, gozará do benefício da gratuidade, por simples afirmativa dessas condições perante o juiz, sob pena de pagamento até o décuplo das custas judiciais. § 3º Presume-se pobre, até prova em contrário, quem afirmar essa condição, nos termos desta lei. § 4º A impugnação do direito à gratuidade não suspende o curso do processo de alimentos e será feita em autos apartados. - Ação de Alimentos: Processo de rito especial, mais rápido e simplificado, destinado a questões urgentes, como pensão alimentícia. - Independência de Distribuição e Gratuidade: A ação pode ser iniciada sem necessidade de distribuição formal ou de concessão prévia do benefício de gratuidade da justiça, facilitando o início do processo. - Distribuição Posterior: O juiz determinará, posteriormente, a distribuição do caso para o tribunal ou vara responsável, bem como o registro formal do processo. - Benefício da Gratuidade: Quem não puder pagar as custas do processo, sem comprometer o sustento de si ou de sua família, pode obter gratuidade da justiça por simples afirmação, com a possibilidade de pagamento até 10 vezes o valor das custas caso a afirmação seja falsa. - Presunção de Pobreza: A pessoa que afirmar não ter condições de pagar as custas é presumida como pobre, até prova em contrário. Quem questionar essa condição deve provar o contrário. - Impugnação da Gratuidade: A contestação do direito à gratuidade não interrompe o andamento do processo de alimentos. A impugnação será tratada em processo separado. Art. 2º. O credor, pessoalmente, ou por intermédio de advogado, dirigir-se-á ao juiz competente, qualificando-se, e exporá suas necessidades, provando, apenas o parentesco ou a obrigação de alimentar do devedor, indicando seu nome e sobrenome, residência ou local de trabalho, profissão e naturalidade, quanto ganha aproximadamente ou os recursos de que dispõe. § 1º Dispensar-se-á a produção inicial de documentos probatórios; I - quando existente em notas, registros, repartições ou estabelecimentos públicos e ocorrer impedimento ou demora em extrair certidões. II - quando estiverem em poder do obrigado, as prestações alimentícias ou de terceiro residente em lugar incerto ou não sabido. § 2º Os documentos públicos ficam isentos de reconhecimento de firma. § 3º Se o credor comparecer pessoalmente e não indicar profissional que haja concordado em assisti-lo, o juiz designará desde logo quem o deva fazer. - Credor de Alimentos: O credor pode iniciar a ação de alimentos pessoalmente ou por intermédio de advogado. - Qualificação e Exposição das Necessidades: - O credor deve se qualificar (informar seus dados pessoais). - Deve expor suas necessidades e provar apenas o parentesco ou a obrigação alimentar do devedor. - Informações que o credor deve fornecer: nome, residência ou local de trabalho, profissão, naturalidade,e dados sobre os recursos do devedor (renda ou outros recursos). - Dispensa de Documentos Iniciais: Não é necessário apresentar documentos comprobatórios no início, nas seguintes situações: - Quando as informações estão em notas, registros, repartições ou estabelecimentos públicos e há impedimento ou demora para obter certidões. - Quando os documentos estão em poder do devedor ou de terceiros residentes em local incerto. - Documentos Públicos: Os documentos públicos não necessitam de reconhecimento de firma. - Credor sem advogado: Se o credor comparecer pessoalmente ao tribunal e não tiver advogado, o juiz designará um advogado para representá-lo. Art. 3º. O pedido será apresentado por escrito, em 3 (três) vias, e deverá conter a indicação do juiz a quem for dirigido, os elementos referidos no artigo anterior e um histórico sumário dos fatos. § 1º Se houver sido designado pelo juiz defensor para assistir o solicitante, na forma prevista no art. 2º, formulará o designado, dentro de 24 (vinte e quatro) horas da nomeação, o pedido, por escrito, podendo, se achar conveniente, indicar seja a solicitação verbal reduzida a termo. § 2º O termo previsto no parágrafo anterior será em 3 (três) vias, datadas e assinadas pelo escrivão, observado, no que couber, o disposto no "caput" do presente artigo. - Apresentação do Pedido de Alimentos (Art. 3º): O pedido deve ser feito por escrito, em três vias (cópias). O pedido precisa conter: - Indicação do juiz a quem é dirigido. - Elementos do artigo anterior (dados do credor, do devedor e a obrigação alimentar). - Histórico sumário dos fatos (resumo dos acontecimentos que justificam o pedido). - Designação de Defensor Público (§ 1º): - Se o juiz nomear um defensor público para o credor, ele deve formular o pedido por escrito em até 24 horas após a nomeação. - O defensor pode, se achar conveniente, transformar um pedido verbal do credor em um documento escrito. - Termo Verbal Reduzido a Escrito (§ 2º): - Se a solicitação for verbal, o defensor ou credor deve reduzir a termo (transformar em documento escrito). - O termo deve ser feito em três vias, datadas e assinadas pelo escrivão. - O termo verbal seguirá as mesmas regras do pedido escrito, conforme o caput do artigo. Art. 4º As despachar o pedido, o juiz fixará desde logo alimentos provisórios a serem pagos pelo devedor, salvo se o credor expressamente declarar que deles não necessita. Parágrafo único. Se se tratar de alimentos provisórios pedidos pelo cônjuge, casado pelo regime da comunhão universal de bens, o juiz determinará igualmente que seja entregue ao credor, mensalmente, parte da renda líquida dos bens comuns, administrados pelo devedor. - Fixação dos Alimentos Provisórios (Caput): - O juiz decide imediatamente sobre os alimentos provisórios após o pedido. - Alimentos provisórios são pagos pelo devedor durante o processo. - Exceção: O juiz não fixa os alimentos provisórios se o credor declarar expressamente que não necessita deles. - Alimentos Provisórios para Cônjuge Casado sob Regime de Comunhão Universal de Bens (Parágrafo Único): - Quando o pedido for feito por cônjuge casado sob o regime de comunhão universal de bens, o juiz determinará que o devedor entregue mensalmente parte da renda líquida dos bens comuns ao credor. - Regime de Comunhão Universal de Bens: Todos os bens adquiridos durante o casamento pertencem aos dois cônjuges. O juiz pode ordenar que uma parte da renda líquida desses bens comuns seja destinada ao credor (cônjuge). Art. 5º O escrivão, dentro de 48 (quarenta e oito) horas, remeterá ao devedor a segunda via da petição ou do termo, juntamente com a cópia do despacho do juiz, e a comunicação do dia e hora da realização da audiência de conciliação e julgamento. § 1º. Na designação da audiência, o juiz fixará o prazo razoável que possibilite ao réu a contestação da ação proposta e a eventualidade de citação por edital. § 2º. A comunicação, que será feita mediante registro postal isento de taxas e com aviso de recebimento, importa em citação, para todos os efeitos legais. § 3º. Se o réu criar embarações ao recebimento da citação, ou não for encontrado, repetir-se-á a diligência por intermédio do oficial de justiça, servindo de mandado a terceira via da petição ou do termo. § 4º. Impossibilitada a citação do réu por qualquer dos modos acima previstos, será ele citado por edital afixado na sede do juízo e publicado 3 (três) vezes consecutivas no órgão oficial do Estado, correndo a despesa por conta do vencido, a final, sendo previamente a conta juntada aos autos. § 5º. O edital deverá conter um resumo do pedido inicial, a íntegra do despacho nele exarado, a data e a hora da audiência. § 6º. O autor será notificado da data e hora da audiência no ato de recebimento da petição, ou da lavratura do termo. § 7º. O juiz, ao marcar a audiência, oficiará ao empregador do réu, ou , se o mesmo for funcionário público, ao responsável por sua repartição, solicitando o envio, no máximo até a data marcada para a audiência, de informações sobre o salário ou os vencimentos do devedor, sob as penas previstas no art. 22 desta lei. § 8º. A citação do réu, mesmo no caso dos artigos 200 e 201 do Código de Processo Civil, far-se-á na forma do § 2º do artigo 5º desta lei. - Envio da Petição e Despacho (Caput): O escrivão tem 48 horas para enviar ao devedor a segunda via da petição ou termo, com a cópia do despacho do juiz e a comunicação da audiência (data e hora da conciliação e julgamento). - Designação da Audiência (§ 1º): O juiz fixará um prazo razoável para que o réu conteste a ação e considere a possibilidade de citação por edital, caso o réu não seja encontrado. - Forma de Comunicação (§ 2º): A comunicação será feita via registro postal (isento de taxas) com aviso de recebimento, o que configura citação legal. - Embaraços ao Recebimento ou Infindabilidade do Réu (§ 3º): Se o réu embaraçar o recebimento ou não for encontrado, a diligência será repetida por oficial de justiça, com a terceira via da petição servindo comomandado de citação. - Citação por Edital (§ 4º): - Se a citação não for possível pelos métodos anteriores, o réu será citado por edital, afixado na sede do juízo e publicado 3 vezes consecutivas no órgão oficial do Estado. - As despesas com o edital serão pagas pelo vencedor no processo, com a conta sendo anexada aos autos. - Conteúdo do Edital (§ 5º): O edital deve conter: - Resumo do pedido inicial, - Íntegra do despacho judicial, - Data e hora da audiência. - Notificação do Autor (§ 6º): O autor será notificado da data e hora da audiência quando receber a petição ou assinar o termo (se não houver advogado). - Informações sobre o Salário do Réu (§ 7º): - O juiz enviará ofício ao empregador do réu ou à repartição pública (se servidor público) solicitando informações sobre o salário/vencimentos do réu até a data da audiência. - Sanções são previstas caso as informações não sejam enviadas a tempo, conforme art. 22 da Lei de Alimentos. - Citação Especial (Art. 200 e 201 do CPC) (§ 8º):Mesmo nos casos previstos pelos artigos 200 e 201 do CPC, a citação será feita por registro postal com aviso de recebimento, conforme o § 2º do Art. 5º. Art. 6º Na audiência de conciliação e julgamento deverão estar presentes autor e réu, independentemente de intimação e de comparecimento de seus representantes. - Presença do Autor e Réu: - Ambos devem estar presentes na audiência de conciliação e julgamento. - A presença é obrigatória, não podendo ser substituída por representantes legais (advogados ou procuradores). - Não é necessário que sejam intimados especificamente para comparecer. - Independência da Intimação de Representantes: - O comparecimento dos autores e réus não depende da intimação de seus advogados. - Mesmo que um advogado represente as partes em outras fases, as partes devem comparecer pessoalmente à audiência. - Objetivo da Audiência: - Tentar resolver o conflito de forma amigável (por meio de conciliação). - Caso não haja acordo, a audiência tambémservirá para o julgamento do pedido de alimentos. Art. 7º O não comparecimento do autor determina o arquivamento do pedido, e a ausência do réu importa em revelia, além de confissão quanto à matéria de fato. - Ausência do Autor: - Consequência:Arquivamento do pedido. - Se o autor não comparecer à audiência sem justificativa, o pedido de alimentos será encerrado e o processo não será mais analisado. - Ausência do Réu: - Consequência:Revelia (ausência e inconsciente no processo). - O réu perde o direito de se defender, e o juiz pode decidir a favor do autor. - Além disso, o réu é considerado confesso quanto aos fatos apresentados pelo autor, ou seja, não pode contestá-los. Art. 8º Autor e Réu comparecerão à audiência acompanhados de suas testemunhas, 3 (três no máximo, apresentando, nessa ocasião, as demais provas. - Presença das Partes com Testemunhas: - Autor e réu devem comparecer à audiência acompanhados de suas testemunhas. - Limite de testemunhas: Cada parte pode apresentar até três testemunhas. - Apresentação de Provas: - Durante a audiência, as partes devem apresentar todas as provas que possuem, além das testemunhas. - As provas podem incluir documentos, fotos, contratos, etc., que ajudem a esclarecer os fatos do caso. Art. 9º Aberta a audiência, lida a petição ou o termo, e a resposta, se houver, ou dispensada a leitura, o juiz ouvirá as partes litigantes e o representante doMinistério Público, propondo conciliação. § 1º. Se houver acordo, lavrar-se-á o respectivo termo, que será assinado pelo juiz, escrivão, partes e representantes doMinistério Público. § 2º. Não havendo acordo, o juiz tomará o depoimento pessoal das partes e das testemunhas, ouvidos os peritos se houver, podendo julgar o feito sem a mencionada produção de provas, se as partes concordarem. - Abertura da Audiência (Caput): - O juiz faz a leitura da petição inicial ou do termo (se o pedido foi verbal). - O juiz ouve a resposta do réu (se houver), podendo dispensar a leitura da mesma. - O juiz propõe uma conciliação entre as partes litigantes (autor e réu) e oMinistério Público. - Acordo entre as Partes (§ 1º): - Se houver acordo entre as partes, o juiz lavra o termo de conciliação. - O termo é assinado pelo juiz, escrivão, partes e representantes do Ministério Público. - Ausência de Acordo (§ 2º): - Se não houver acordo, o juiz tomará os depoimentos pessoais das partes (autor e réu). - Testemunhas e peritos serão ouvidos, se houver. - O juiz pode julgar sem novas provas, caso as partes concordem em não apresentar mais evidências, acelerando o processo. Art. 10 A audiência de julgamento será contínua; mas, se não for possível, por motivo de força maior, concluí-la no mesmo dia, o juiz marcará a sua continuação para o primeiro dia desimpedido, independentemente de novas intimações. - Audiência Contínua: A audiência de julgamento deve ser realizada de forma contínua, sem interrupções, até a resolução completa do caso. - Exceção - Força Maior: Se por motivo de força maior (imprevistos como problemas técnicos ou de saúde) não for possível concluir a audiência no mesmo dia, o juiz tomará providências. - Marcação da Continuação: O juiz marcará a continuação da audiência para o primeiro dia disponível. - Importante: Não será necessária nova intimação das partes ou advogados, pois todos já estarão cientes da nova data. Art. 11 Terminada a instrução, poderão as partes e o Ministério Público aduzir alegações finais, em prazo não excedente de 10 (dez) minutos para cada um. Parágrafo único. Em seguida, o juiz renovará a proposta de conciliação e, não sendo aceita, ditará sua sentença, que conterá sucinto relatório do ocorrido na audiência. - Alegações Finais: - Partes e Ministério Público: Após a instrução, ambas as partes e o Ministério Público têm a oportunidade de apresentar suas alegações finais. - Tempo Limitado: Cada parte e o Ministério Público terão 10 minutos para suas alegações, visando eficiência no processo. - Proposta de Conciliação: - Renovação da Conciliação: Após as alegações finais, o juiz renovará a proposta de conciliação, buscando um acordo entre as partes. - Caso Não Aceite: Se não houver acordo, o juiz ditará sua sentença. - Sentença: Relatório: A sentença do juiz será sucinta, contendo um resumo do que ocorreu na audiência e os pontos principais discutidos. Art. 12. Da sentença serão as partes intimadas, pessoalmente ou através de seus representantes, na própria audiência, ainda quando ausentes, desde que intimadas de sua realização. - Intimação da Sentença: Após o juiz proferir a sentença, as partes (autor e réu) devem ser intimadas sobre essa decisão. - Meio de Intimação: A intimação pode ser feita de forma pessoal (diretamente para as partes) ou por meio de seus representantes legais (advogados). - Intimação na Própria Audiência: A intimação da sentença pode ser feita na própria audiência de julgamento, ou seja, assim que o juiz proferir a sentença. - Intimação Mesmo Quando Ausentes: Se uma parte estiver ausente, mas foi previamente intimada sobre a audiência, a intimação da sentença será válida, mesmo sem sua presença. Art. 13 O disposto nesta lei aplica-se igualmente, no que couber, às ações ordinárias de desquite, nulidade e anulação de casamento, à revisão de sentenças proferidas em pedidos de alimentos e respectivas execuções. § 1º. Os alimentos provisórios fixados na inicial poderão ser revistos a qualquer tempo, se houver modificação na situação financeira das partes, mas o pedido será sempre processado em apartado. § 2º. Em qualquer caso, os alimentos fixados retroagem à data da citação. § 3º. Os alimentos provisórios serão devidos até a decisão final, inclusive o julgamento do recurso extraordinário. - Aplicabilidade da Lei: A Lei de Alimentos se aplica também a: - Ações de desquite (separação judicial). - Ações de nulidade e anulação de casamento. - Revisão de sentenças em pedidos de alimentos e execuções relacionadas. - Revisão de Alimentos Provisórios (Art. 13, § 1º): - Os alimentos provisórios (temporários) fixados no início do processo podem ser revistos a qualquer momento. - A revisão pode ocorrer se houver alteração na situação financeira das partes. - O pedido de revisão dos alimentos será processado separadamente (em processo distinto). - Retroatividade dos Alimentos (Art. 13, § 2º): Os alimentos fixados pelo juiz têm efeito retroativo à data da citação (momento em que o réu foi oficialmente notificado), independentemente da data da sentença. - Duração dos Alimentos Provisórios (Art. 13, § 3º): Os alimentos provisórios são devidos até a decisão final do processo, incluindo a decisão de recursos extraordinários (em instâncias superiores). Art. 14. Da sentença caberá apelação no efeito devolutivo. - Sentença e Apelação: - A sentença do juiz pode ser contestada pela parte que não concorda com a decisão. - O recurso para contestar a sentença é a apelação, que permite que um tribunal superior reanálise a decisão. - Efeito Devolutivo: - A apelação tem efeito devolutivo. - Isso significa que a decisão do juiz permanece válida enquanto o tribunal revisa o caso. - A parte que apela não suspende a sentença imediatamente; ela continua a ter efeito até a revisão do tribunal. Art. 15. A decisão judicial sobre alimentos não transita em julgado e pode a qualquer tempo ser revista, em face da modificação da situação financeira dos interessados. - Decisão Judicial Não Transita em Julgado: - A sentença sobre alimentos não é definitiva. - Pode ser revista a qualquer momento, mesmo após a decisão judicial. - Revisão da Sentença: A decisão pode ser revisada sempre que houver mudanças nas condições financeiras das partes (autor ou réu). - Motivos para Revisão:Mudanças financeiras podem incluir: - Aumento ou diminuição de salários. - Perda ou obtenção de emprego. - Alterações nas necessidades do alimentando (quem recebe os alimentos). - Impacto da Revisão: O valor dos alimentos pode ser ajustado conforme a modificação da situação financeira de qualquer uma daspartes envolvidas. Art. 19. O juiz, para instrução da causa ou na execução da sentença ou do acordo, poderá tomar todas as providências necessárias para seu esclarecimento ou para o cumprimento do julgado ou do acordo, inclusive a decretação de prisão do devedor até 60 (sessenta) dias. § 1º O cumprimento integral da pena de prisão não eximirá o devedor do pagamento das prestações alimentícias, vincendas ou vencidas e não pagas. § 2º Da decisão que decretar a prisão do devedor, caberá agravo de instrumento. § 3º A interposição do agravo não suspende a execução da ordem de prisão. - Poderes do Juiz na Execução de Alimentos: - O juiz pode tomar todas as providências necessárias para instrução da causa ou execução da sentença ou acordo, incluindo a prisão do devedor de alimentos por até 60 dias. - A prisão visa garantir o cumprimento das obrigações alimentícias não pagas. - Efeito da Prisão sobre o Pagamento (§ 1º): - A prisão não exime o devedor de pagar as prestações alimentícias, mesmo durante o cumprimento da pena. - O devedor deve continuar pagando as prestações vencidas e vincendas (aquelas que ainda são devidas), mesmo estando preso. - Recurso contra a Prisão (Agravo de Instrumento) (§ 2º): - Da decisão que decreta a prisão do devedor, é possível interpor agravo de instrumento (recurso). - O tribunal analisará o recurso e poderá confirmar, modificar ou revogar a decisão do juiz. - Execução da Prisão Durante o Agravo (§ 3º): - A interposição do agravo de instrumento não suspende a execução da ordem de prisão. - A prisão pode ser cumprida enquanto o agravo não for julgado pelo tribunal. Art. 20. As repartições públicas, civis ou militares, inclusive do Imposto de Renda, darão todas as informações necessárias à instrução dos processos previstos nesta lei e à execução do que for decidido ou acordado em juízo. - Obrigação das Repartições Públicas: - As repartições públicas civis e militares são obrigadas a fornecer todas as informações necessárias para a instrução dos processos relacionados a alimentos. - Essas informações podem incluir dados sobre a situação financeira das partes, como rendimentos e bens. - Inclusão do Imposto de Renda: - A Receita Federal (Imposto de Renda) também deve fornecer informações fiscais das partes. - Essas informações ajudam a determinar a capacidade de pagamento de alimentos ou outras obrigações financeiras. - Execução das Decisões: - As informações fornecidas pelas repartições públicas são essenciais para a execução das decisões ou acordos feitos em juízo. - Caso a pessoa não cumpra a decisão judicial (como o pagamento de alimentos), essas informações podem ser usadas para garantir o cumprimento. Art. 24. A parte responsável pelo sustento da família, e que deixar a residência comum por motivo, que não necessitará declarar, poderá tomar a iniciativa de comunicar ao juízo os rendimentos de que dispõe e de pedir a citação do credor, para comparecer à audiência de conciliação e julgamento destinada à fixação dos alimento a que está obrigado. - Responsabilidade pelo Sustento: A parte responsável pelo sustento da família (geralmente o pai, a mãe ou outro membro) tem a obrigação de pagar alimentos. - Saída da Residência Comum: Quando essa pessoa deixa a residência comum, não é necessário declarar o motivo da saída ao juiz. - Comunicação ao Juízo: A pessoa pode informar ao juiz sobre seus rendimentos disponíveis para o pagamento dos alimentos. - Pedido de Citação do Credor: A parte pode solicitar ao juiz a citação do credor (como filhos ou cônjuge) para comparecer à audiência de conciliação e julgamento para definir os alimentos devidos. - Finalidade: O objetivo é regularizar a situação alimentícia, estabelecendo o valor dos alimentos a ser pago, garantindo que a responsabilidade alimentícia seja cumprida, mesmo com a mudança de residência. Art. 25. A prestação não pecuniária estabelecida no art. 403 do Código Civil, só pode ser autorizada pelo juiz se a ela anuir o alimentado capaz. - Prestação Não Pecuniária: - A prestação não pecuniária é uma forma de cumprir a obrigação alimentícia através de serviços, em vez de pagamento em dinheiro. - Exemplos incluem realizar tarefas domésticas, cuidar de alguém, ou prestar outros serviços que atendam às necessidades do alimentando. - Autorização Judicial: O juiz precisa autorizar a prestação não pecuniária. A decisão depende da análise do caso. - Consentimento do Alimentado Capaz: - A prestação não pecuniária só pode ser estabelecida se o alimentado (quem recebe os alimentos) for capaz e concordar com essa forma de cumprimento. - Caso o alimentado não concorde ou não tenha capacidade de compreender, a obrigação de alimentos deverá ser cumprida de forma pecuniária (em dinheiro). Art. 26. É competente para as ações de alimentos decorrentes da aplicação do Decreto Legislativo nº. 10, de 13 de novembro de 1958, e Decreto nº. 56.826, de 2 de setembro de 1965, o juízo federal da Capital da Unidade Federativa Brasileira em que reside o devedor, sendo considerada instituição intermediária, para os fins dos referidos decretos, a Procuradoria-Geral da República. Parágrafo único. Nos termos do inciso III, art. 2º, da Convenção Internacional sobre ações de alimentos, o Governo Brasileiro Comunicará, sem demora, ao Secretário Geral das Nações Unidas, o disposto neste artigo. - Competência para Ações de Alimentos: O juízo federal da capital do estado onde o devedor reside será o responsável pelas ações de alimentos relacionadas aos Decretos nº. 10/1958 e nº. 56.826/1965. - Instituição Intermediária: A Procuradoria-Geral da República é considerada a instituição intermediária para essas ações, facilitando as comunicações e processos relacionados. - Comunicação ao Secretário-Geral das Nações Unidas:OGoverno Brasileiro deve informar, sem demora, ao Secretário-Geral das Nações Unidas sobre a aplicação dessas normas, conforme a Convenção Internacional sobre Ações de Alimentos. Art. 27. Aplicam-se supletivamente nos processos regulados por esta lei as disposições do Código de Processo Civil. - Aplicação Supletiva: O Código de Processo Civil (CPC) se aplica nos processos de alimentos apenas quando não houver normas específicas na lei de alimentos, complementando o que não está previsto. - Código de Processo Civil: O CPC contém regras gerais sobre procedimentos judiciais, como petições iniciais, audiências, apelações, provas e recursos.